Caiu no Face? Compartilhar notícias falsas também é crime

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Fakebook em São Gonçalo

​Quando os bebês chegam ao mundo, eles vêm sem defesas. Logo nos primeiros meses de vida, tomam suas vacinas, que servirão para mantê-los imunizados nesse novo mundo cheio de doenças e problemas. Durante toda uma vida, ainda precisarão ser educados para que aprendam a conviver com seus pares.

Assim são os novos usuários de internet. Chegam como os bebês à rede, seu novo mundo. Por seus organismos não conhecerem as doenças, e suas mentes não saberem as regras de convivência, ficam vulneráveis à golpes, superexposições, extremismos ideológicos e, claro, às notícias falsas.

Fake News = Notícias Falsas

Os acontecimentos que “caem no feici” vão desde um cachorro 🐶 tentando passar por um portão a assassinatos. O ser humano, numa mistura de fofura e morbidez, consegue dar audiência a todos os espectros de informação.

Mas se tem algo que é facilmente compartilhável são as coisas ruins. Tiroteios, sequestros, mortes e, o mais danoso, notícias falsas sobre pessoas.

Em agosto, um morador do Gradim se viu nessa agonia de ser confundido com um bandido. Por conta de uma “brincadeira” dos amigos, teve sua foto compartilhada diversas vezes, onde dizia que ele era um assaltante.

A brincadeira de mau gosto virou caso de polícia. E o homem acusado injustamente ficou sem sair de casa por semanas, com medo de ser confundido e linchado. De tão bizarro, o fato parou na TV.

Casos como esse já aconteceram no passado. Em São Paulo, há poucos anos atras, uma mulher foi espancado e morta, por conta de ter “caído no face” como uma seqüestradora de crianças.

Link do post desagravo, feito por um amigo da vítima: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1845622025464443&id=100000499912161

Post de desagravo feito por um amigo, para desmentir o boato sobre a falsa notícia.

Pequenas páginas, grandes responsabilidades

Há muitos sites e páginas descompromissadas com a verdade. Algumas, também conhecidas como “páginas de bairro”, muita das vezes se vislumbram com a quantidade de likes e compartilhamentos. Porém, essa medição é venenosa, se aproveitando de um fato calunioso para gerar cliques.

O grande alcance pode dar sensação de poder. Mas quando isso é feito compartilhando notícias falsas, que viralizam com grande força pela internet, o retorno do ato pode ter consequências desastrosas.

O que pedimos a todos os comunicadores e a todas as pessoas é que haja maior conscientização sobre o que se publica.

A internet é relativamente nova na vida de muita gente. Entretanto, é preciso entender que a informação compartilhada se comporta da mesma forma que uma fofoca contada no “boca a boca”.

Se você ainda publica notícia falsa ou informação sem verificar a fonte, ATENÇÃO! Uma hora o prejudicado pode ser você.

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