Numa cidade como São Gonçalo, onde não há muitas livrarias, bibliotecas e outros acessos à mídia impressa, as bancas de jornal são um refúgio. Ainda sim, estão sofrendo um grande problema. Nos últimos anos, o valor do licenciamento anual, taxa que as bancas pagam à prefeitura, está exorbitante.

Quando Santa Luzia vale mais que Icaraí

Para exemplificar esse cenário caótico da tributação municipal gonçalense, temos que falar do que vem dando certo. E nesse caso, de Niterói. Comentar sobre a nossa cidade vizinha é como falar de um primo rico. Me perdoem pela comparação, mas é o exemplo mais próximo da nossa cidade. Então, vejamos: em Icaraí, bairro que tem o melhor IDH do Estado do Rio de Janeiro (Veja Rio), o valor do m2 para uma banca de jornal é de R$96,50. Enquanto isso, o mesmo metro quadrado em Santa Luzia, São Gonçalo, é de R$281,56.

Sim, é exatamente isso. Uma banca de 8m2 paga anualmente, em Icaraí, o valor de R$772,00, enquanto em Santa Luzia, o mesmo tamanho de banca custa ao jornaleiro R$2.252,48, um impeditivo não só para os empreendedores, como também para a população, que perde a oportunidade de ter um ponto físico de informação em seu bairro.

Enquanto Niterói tem 95% de suas bancas com tributos em dia, São Gonçalo não passa de 30%. É necessário que o poder municipal reveja a taxa anual cobrada. O cenário atual gonçalense é de bancas fechando a cada ano, criando um problema em cadeia. Se elas não pagam, pois não conseguem se manter, o município não arrecada.

Esse problema não é de responsabilidade do atual governo. Porém, a solução está em suas mãos. As bancas de jornal têm um valor simbólico com sua presença nos bairros. É fundamental que o executivo municipal reveja essa tributação, abrindo um diálogo com a classe. Permitir que informação flua, também é tornar a cidade mais próspera e melhor para se viver.

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