5 passos para melhorar o trânsito da região metropolitana

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Ponte Rio-Niterói para São Gonçalo

As manhãs deixam muita gente da região metropolitana de cabelo em pé. É comum ver enormes engarrafamentos causados quando há um acidente na ponte Rio Niterói. Acima de tudo, essa situação expõe a fragilidade de nosso sistema de mobilidade urbana, intolerante a circunstâncias adversas e administrado em grande parte por entes públicos financiados pelas empresas de transporte.

Existem soluções que levem esse caos para uma mobilidade urbana eficiente, respeitosa e confortável e elas podem ser implantadas em nosso sistema.

 

1. Expansão e integração do metrô

O metrô é o meio de transporte mais eficiente para as grandes cidades. Em qualquer grande metrópole desenvolvida, quando estamos falando de transporte de massa ele é a principal alternativa. Ocorre que no Brasil a prioridade sempre são os carros, e o gasto público é concentrado em ruas, semáforos, agentes de trânsito e sinalização.

A relação de financiamento de campanha entre mandatários e as atuais empresas de transporte esmaga qualquer possibilidade e interesse de investimento em linhas de metrô. O resultado são poucos trens e quase nenhuma integração com outros modais.

A quanto tempo você ouve promessas dizendo que uma linha de metrô chegará a região metropolitana?

 

2. BRT com bi articulados Híbridos

Garantir uma faixa exclusiva para o transporte público é uma maneira de ter agilidade no percurso. Bem antes de nós, o sistema é utilizado em Curitiba desde 1974 e em Bogotá. Nas duas cidades também circulam ônibus biarticulados, levando um maior número de pessoas por trajeto.

Esses ônibus podem ser Híbridos (movidos a biocombustíveis e energia elétrica) além de providos de acessibilidade.

 

3. Climatização e qualificação dos veículos

É difícil convencer alguém a deixar o seu carro para entrar em um ônibus ou metrô lotado, quente, com cadeiras quebradas e tocando música nas alturas. Os ônibus precisam ser climatizados, precisam ter assentos acolchoados, precisam respeitar que as pessoas não são obrigadas a ter o mesmo gosto musical do motorista.

Vale a pena lembrar que metas para climatização total dos ônibus vem sendo descumpridas e pouco esforço temos visto dos administradores públicos para obrigar as empresas de ônibus cumpri-las. Porque será?

 

4. Priorização das bicicletas skates e monociclos

Todos sabem os benefícios desse tipo de transporte. É mais barato, mais saudável, mais sustentável e, dependendo da distância, mais rápido.

Para que isso funcione as bicicletas precisam ser estacionadas, precisam ser guardadas enquanto o dono está longe. Os bicicletários precisam estar em pontos estratégicos, bem localizados, e com segurança para evitar o roubo de partes das bicicletas.

Gostaria de destacar a necessidade de Campanhas educativas. Uma vez que a cidade esteja equipada, é preciso criar uma boa campanha educativa para incentivar as pessoas a usarem as bicicletas, para educar os motoristas a respeitarem os ciclistas e para incentivar as empresas a construírem banheiros e bicicletários.

Em Niterói temos visto embates entre ciclistas e motoristas, um deles chegando e repercutir nacionalmente. Fruto da falta de programas de conscientização.

 

5. Tecnologia e Inteligência para o trânsito

Para fluir bem, o trânsito precisa de um sistema de inteligência. É preciso que haja câmeras nos principais pontos da cidade e operadores de tráfego realmente capacitados para coordenar sincronicidade de semáforos, para emitir avisos em painéis eletrônicos estrategicamente posicionados, para alimentar redes sociais (sim, milhares de motoristas usam redes sociais para saber por onde ir).

Na cidade de Barcelona, cada parada de ônibus tem a lista completa das linhas que passam no local e os horários das mesmas. Em muitas, há um painel eletrônico simples que informa quanto tempo falta para o ônibus chegar até aquela parada.

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