Santo de casa não faz milagre: valorizando o produto interno

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É bem conhecida no Brasil a expressão popular “santo de casa não faz milagre”. Afinal, quem nunca ouviu isso em uma conversa sobre alguém que era ótima pessoa fora de casa, mas péssimo filho ou filha? O que normalmente não é lembrado quando se usa a expressão é que ela remete a uma fala de Jesus, relatada no evangelho segundo Mateus, capítulo 13, versículo 58.

Este texto diz que, ao visitar a terra em que fora criado, Jesus não realizou muitos milagres e sinais porque o povo não tinha fé nele. Daí, Jesus em casa não fez milagres.

Mais importa o nacional que o importado

Mais do que relembrar de onde vem a expressão, o texto nos convida a pensar sobre como lidamos com aqueles que estão sempre conosco. Basta olhar para os grandes festivais de música que acontecem no nosso país para perceber que não valorizamos o nacional. As atrações principais são sempre estrangeiras. E nem sempre são melhores que nossos artistas. Uma grande festa também acontece quando um time de futebol contrata um jogador estrangeiro, que nem sempre é melhor que os jogadores da base.

Então, parece que santo de casa não faz milagre porque nós não os deixamos fazer o que sabem. Falta crédito, não talento. O texto bíblico e o exemplo de Jesus nos lembram que só faz milagre quem tem vez dentro de casa. O convite que este texto faz é para valorizarmos o que nos é familiar, seja da nossa rua, bairro ou cidade.

Devemos dar voz e vez para os que estão perto, e não só valorizar o que vem de fora. Assim, criamos outro ditado: “mais importa o nacional que o importado”.

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