8 dicas para pedalar em São Gonçalo

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Ciclistas morrem anualmente nas ruas de São Gonçalo e de cidades do Brasil inteiro. O município gonçalense tem um agravante: não possui nenhum metro de ciclovia (não chame aquilo na Rua Jaime Figueiredo de ciclovia porque não atende aos requisitos mínimos). Para muitas pessoas, entretanto, vale a pena o risco de pedalar em São Gonçalo. Afinal, ser feliz aqui é assumir riscos o tempo inteiro.

  1. Use capacete.
  2. Abuse de outros itens opcionais de segurança. Roupas de cores chamativas, luz branca na frente da bike e luz vermelha atrás (pra quem pedala à noite).
  3. Nunca pedale na contramão. É um erro grosseiro cometido por muitos. A bicicleta é um meio de transporte reconhecido pelo Código Brasileiro de Trânsito. Os demais motoristas precisam percebê-la e não esperam outro veículo vindo na contramão.
  4. Prefira as ruas paralelas. Saia do fluxo principal de veículos. Quando não for possível, use as vias mais largas ou menos movimentadas. A Avenida Maricá é uma boa opção para se deslocar da região de Alcântara em direção à Niterói.
  5. Compre travas e correntes. Use mais de um tipo de trava para prender sua bicicleta, e não deixe nenhuma parte “solta” (roda de trás, banco e roda da frente podem ser amarrados ao quadro). Tenho duas correntes e uma trava do tipo U-Lock. Costumo deixar minha bicicleta o dia inteiro na Praça do Rodo e em Alcântara, em frente ao viaduto.
  6. Estabeleça contato visual. Nos cruzamentos e ultrapassagens, mostre sua intenção.
  7. Conheça as leis de trânsito. Elas tornam a viagem mais segura.
  8. Seja educado e prudente. Dê a preferência aos outros veículos, já há riscos suficientes.

Pedalar em qualquer lugar é confiar no outro que dirige um ônibus, caminhão ou carro de passeio. Há prazer enorme nisso, um sentido de união único. Na maioria esmagadora das minhas viagens, recebi dos motoristas mais respeito do que desprezo.

Fiz o trajeto Alcântara x Rodo várias vezes por semana durante meses. Também fui diversas vezes de Alcântara para o Terminal das Barcas, em Niterói. Hoje pedalo frequentemente até a Fazenda Colubandê por ruas paralelas à RJ-104.

A bicicleta é um meio de transporte saudável, não poluente e rápido. Faço o trajeto Alcântara x Rodo pela Avenida Maricá em 30 minutos, mais rápido do que de ônibus, feito geralmente em 40 minutos, pois teria que caminhar até o ponto, aguardar a condução e suportar os engarrafamentos.

Sou um cidadão que pedala, não um ciclista profissional. Leia dicas adicionais em sites especializados antes da sua primeira viagem, como o Vá de Bike, conheça o São Gonçalo Bike Club, lembre-se dos riscos e assuma o controle da sua cidade.

3 COMENTÁRIOS

  1. Belo texto, mas como conviver em uma cidade onde ciclista é visto como entrave a circulação de veículos e Órgãos Públicos omissos? Também costumo andar em vias paralelas, em especial a Av Pres. Kennedy, entre o 7ºBPM até o Clube Mauá. Na terça-feira última (28/03) simplesmente fui fechado por um automóvel (não sei se por barbeiragem ou intencionalmente). Pedalo sempre no sentido do tráfego e, estava devagar pois, já estava próximo de casa e, o “mautorista” ao passar por mim reduziu a velocidade e jogou o carro para o meu lado sem nenhum motivo aparente. Impossível de não me ter avistado (ainda que de dia, uso luzes vermelhas atrás da bike e com alerta no capacete). O guidom bateu na porta do carona e fui ao chão. Não deu para ver a placa pois, assim que cai tentei amenizar minha queda, notei que o mesmo acelerou e sumiu na curva mais a frente. Estou com pequenos arranhões no braço e mãos. Isso aconteceu na Rua Vicente de Lima Cleto próximo ao Caiçara. Ainda que tomemos cuidado, corremos o risco de encontrar motorista que não suportam ciclistas.

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    • Olá, Frank. Obrigado por ler e comentar. Você foi vítima de um crime chamado tentativa de assassinato. Um amigo que corre pelas ruas da cidade sofreu problema parecido. Sinto muito pelo ocorrido.

      Penso que quanto maior a presença de ciclistas nas ruas, maior será o respeito do poder público e dos motoristas. Nosso município tem grupos de ciclismo e tem a Semana de Incentivo ao Ciclismo (Lei 559/2014), que acontece em agosto. Já é um começo de dias melhores.

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  2. Pedalar pelas ruas de São Gonçalo é praticamente impossível. Moro no Porto Novo e constantemente vou ao Rodo ou Alcântara fazer compras de bike, já que, de ônibus é praticamente impossível transitar pelo município, devido ao trânsito horroroso.
    Sempre procuro atalhos por bairros como Porto da Pedra, Boa Vista, chegando ao Rodo cortando ruas por dentro do Boassu. A Jaime Figueiredo também não dá, já que muitos utilizam a ciclovia como estacionamento.
    Onde havia a antiga linha de trem é praticamente impossível pedalar ali devido ao abandono, buraqueira, lamaçal e o estacionamento desde o clube tamoio até ao Clube Mauá, explorado por flanelinhas, sem fiscalização da prefeitura.
    Infelizmente, São Gonçalo realmente é um município completamente abandonado, largado, maltrapilho, nem coleta de lixo tem mais.
    Apesar de toda esta nojeira, não tenho coragem de me mudar do município onde nasci. Espero um dia criar coragem e sumir de vez daí.

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