Por que o Colubandê deveria ser o centro administrativo de São Gonçalo?

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Colubandê e Hospital Geral Alberto Torres – São Gonçalo
Foto de @fabiodevillart

Você já foi ao Colubandê? Numa cidade extensa como a nossa, essa pergunta é necessária. Supermercado Guanabara, Hospital Geral, Fórum de Alcântara, Quartel dos Bombeiros, mercados atacadistas e a própria Fazenda Colubandê, como diz o nome, fazem parte deste bairro. Mas por que será que esse lugar parece tão estratégico?

O primeiro destaque é geográfico. Pelo Colubandê, passa uma das principais vias da cidade, a RJ104, ligando Niterói à Itaboraí e São Gonçalo às duas cidades. Também é caminho para Alcântara, Laranjal, Jardim Catarina e todos os bairros adjacentes. Muito próximo dali, há a entrada para a RJ106, a rodovia Amaral Peixoto, uma das principais vias para se chegar à região dos lagos e norte fluminense, além de Tribobó, Arsenal e Maria Paula. Em direção ao bairro “Água Mineral”, chega-se ao caminho que passa pelo Engenho Pequeno, comunicando-se com o distrito de Sete Pontes (Pita, Santa Catarina, Barro Vermelho). Já pelo Rocha, é possível ir ao Rodo, atual centro da cidade.

Fazenda Colubandê – São Gonçalo
Fazenda Colubandê – São Gonçalo, fotografado por @vitalbr, no Instagram.

A localização estratégica do bairro talvez tenha sido percebida pelo estado há mais tempo. Inaugurado em 1998, o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), também conhecido como Hospital Geral de São Gonçalo, foi construído na região por conta da posse destes terrenos. Outras construções, também estatais, justificam essa afirmação. O Fórum, o Corpo de Bombeiros e a Unidade de Pronto Atendimento, a UPA do Colubandê, formam com o hospital um complexo de equipamentos estatais que tornam aquela região um ponto de referência na cidade.

A oeste do bairro, ainda é possível ver uma imensa área verde que dá na Área de Preservação Ambiental do Engenho Pequeno. Criada em julho de 1991, com cerca de 140 hectares de Mata Atlântica secundária e terciária, a APA é administrada pela Secretaria de Municipal de Meio Ambiente, uma região com grande potencial para se tornar um Parque, tornando-se um equipamento público de lazer para a população, como há em diversas outras cidades e países.

Sede da APA do Engenho Pequeno – São Gonçalo
Sede da APA do Engenho Pequeno, um dos últimos redutos da Mata Atlântica em São Gonçalo.

Com o forte crescimento das regiões ao norte e leste de São Gonçalo, seria interessante que futuramente o governo municipal pleiteasse com o estado os auxílios possíveis para a construção de sua nova sede na região, carregando consigo a Câmara de Vereadores. Dessa forma, a atual prefeitura tornaria-se um Museu da Cidade e o Fórum Velho, no Zé Garoto, seria um equipamento cultural da cidade, definitivamente.

Naturalmente, com mudanças dessa natureza, boa parte dos caminhos ao Colubandê teriam de mudar. Especialmente o trecho da Salvatóri, que vai do Rocha à Água Mineral. Desapropriações do lado sem casas, alargamento de ruas e nivelamento de terrenos seriam fundamentais para que a cidade se comunicasse com eficiência.

Sei que as ideias dependem muito de verbas que, no momento, nenhuma das 3 instâncias de governo (Município, Estado e Federação) têm sobrando em seus orçamentos. Entretanto, a mudança seria fundamental para desenvolver a cidade e ligá-la às 3 cidades co-irmãs, formando um novo eixo de força no Leste Fluminense.

RJ 104, São Gonçalo
Trecho da RJ 104, sentido Niterói, altura do viaduto que dá em Maria Paula. Foto: Gustavo Stephan

E para aqueles que possam pensar que os distritos de Neves e Sete Pontes ficariam desamparados, isso é um equívoco. As ligações de São Gonçalo com o Rio e Niterói, seja via BR-101 ou pelas ruas principais dali, já estão devidamente consolidadas como as principais vias. Sem falar no fator Baía de Guanabara, que com a vinda das barcas, daria ainda mais valor à região.

Como tudo nesse texto ainda é um sonho, não vou nem citar o metrô. Afinal, esse já é uma desilusão.

Foto de capa: Por @fabiodevillart no Instagram.

4 COMENTÁRIOS

  1. Gostei do site e da ideia. No entanto, precisa de alguns ajustes no texto, como atenção às normas gramaticais e a grafia de acordo com a norma culta. Por essas razões, fazer um jornal é tão difícil.

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    • Oi, Wagner.
      Obrigado por estar com a gente no SIM São Gonçalo!

      Quanto às “normas gramaticais” e norma culta da língua, fiquei muito curioso por uma revisão sua para entender esses equívocos do texto. O SIM não é um jornal, nem se propõe a ser. Talvez por isso fala com mais de 30.000 pessoas semanalmente. Aqui é um espaço de ideias que são redigidas para chegar ao maior número de pessoas. Fazer jornal não é difícil, mas o modelo que se conhecia está morrendo e renascendo. Para quem ainda acredita nos velhos moldes, boa sorte! 🙂

      Abraços.

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