Paulo Xytake, Autor em Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/author/pauloxytake/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Thu, 18 Dec 2014 15:03:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg Paulo Xytake, Autor em Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/author/pauloxytake/ 32 32 147981209 SG Skatelong – o Drop de Natal https://simsaogoncalo.com.br/sg-skatelong-o-drop-de-natal/ https://simsaogoncalo.com.br/sg-skatelong-o-drop-de-natal/#comments Fri, 19 Dec 2014 01:01:02 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2436 A SG Skatelong, no dia 14 de dezembro, proporcionou o último rolé do ano: o Drop de Natal. No evento, rolou a ação social de arrecadamento de alimento, onde quem doou participou de diversos sorteios. O Festival de Rap e Cultura estava lá presente, prestigiando o evento e os cantores que faziam suas apresentações ao vivo. A seguir, […]

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A SG Skatelong, no dia 14 de dezembro, proporcionou o último rolé do ano: o Drop de Natal. No evento, rolou a ação social de arrecadamento de alimento, onde quem doou participou de diversos sorteios. O Festival de Rap e Cultura estava lá presente, prestigiando o evento e os cantores que faziam suas apresentações ao vivo.

A seguir, a entrevista feita com o organizador e skatista Douglas de Pedra, que pratica o esporte há 13 anos.

Douglas De Pedra - Skatelong Drop de Natal © 2014
Douglas De Pedra, no Skatelong Drop de Natal © 2014

Festival de Rap e Cultura: Há quanto tempo é proporcionado o rolé pela SG skatelong?

De Pedra: Iniciou-se no ano de 2000 e já são 14 anos de grupo, naquela época algumas pessoas começaram com um movimento um pouco menor, e com um tempo ganhou uma proporção, a galera foi acreditando e vendo que estava dando certo, e os eventos foram aumentando. A necessidade foi maior com relação a estrutura, pois pensamos sempre em reunir mais skatista e assim começou a vim galera de outras regiões.

FRC: Você acha que os jovens vem aderindo a pratica do skate, quem não andava tonou consciência do esporte pela ocupação que vocês fazem ?

De Pedra: A princípio o skate sempre foi muito marginalizado, então quando começamos a criar eventos e vêem que tem uma estrutura e os órgãos do município de São Gonçalo, as lojas estão levando o movimento a sério, estão apoiando e fazendo com que aconteça isso da mais credibilidade não só pelo atletas andar e sim pelo apoio dos pais do familiar, eles vêem que o movimento é sério, e lembrando sempre da o seu rolé com toda prudencia usar equipamento de segurança que é muito importante.

FRC: E o evento de hoje, a meta para a ação social foi atingida?

De Pedra: Atingimos sim, a ação social quando trabalha com esse tipo de coisa é difícil, é complicado porque muitas pessoas também necessitam então tem a dificuldade de esta doando, mas em cada ano que passa conseguimos o maior número de alimentos doados, esse ano foi razoável e estamos com o apoio da SG mais jovem, e estaremos entregando esse material em algumas creches em São Gonçalo, e demos vários brindes para quem doou. Foi atingida cem por cento da ação.

Foto de final de ano no Skatelong Drop de Natal © 2014
Foto de final de ano no Skatelong Drop de Natal © 2014

FRC: E como foi ter a participação do Festival de Rap e Cultura no Evento?

De Pedra: Muito satisfeito que só venhamos somar, inclusive o Kaerri sempre andou conosco de long, ficou um tempo afastado está mais envolvido com o rap, sempre esteve presente, não praticando mas espero que ele retorne. O Shes está sempre nos eventos observando. Inclusive nós sempre estamos na praça da Trindade acompanhando o movimento. Então essa conexão feita pelo esporte e a galera estando na rua sendo exposta, e essa facilidade que tem de incluir a música dentro do esporte é importante porque o evento de skate sem a música fica sem graça, com a música ao vivo flui bem melhor.

Veja mais sobre o evento no Facebook: https://www.facebook.com/sgskatelongrj

Texto originalmente publicado por Nathália D’lira em Festival de Rap e Cultura.

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Cultura de rua e o Festival de Rap e Cultura de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/cultura-de-rua-e-o-festival-de-rap-e-cultura-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/cultura-de-rua-e-o-festival-de-rap-e-cultura-de-sao-goncalo/#respond Sat, 02 Aug 2014 15:47:01 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2211 Em boates, casas de show e festas do Rio de Janeiro, vivia aquela energia da galera curtindo, dançando e se divertindo em espaços fechados, na grande maioria das vezes pagos. Sonhava com isso desde 1999, quando iniciei meus trabalhos como DJ. Ter um evento de música eletrônica em praça pública, gratuito e com a mesma energia […]

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Em boates, casas de show e festas do Rio de Janeiro, vivia aquela energia da galera curtindo, dançando e se divertindo em espaços fechados, na grande maioria das vezes pagos. Sonhava com isso desde 1999, quando iniciei meus trabalhos como DJ. Ter um evento de música eletrônica em praça pública, gratuito e com a mesma energia das boates e festas particulares era um ideal. Assim, comecei minha busca por eventos e movimentos urbanos gratuitos, que ocupassem aparelhos públicos, como praças, afim de apenas proporcionar o mesmo prazer que sentia nos eventos que realizava, só que de forma mais natural, onde o público fosse por identificação e não apenas por diversão, como ocorria nas casas e festas.

Comecei a trabalhar para viabilizar essa ideia. Internet, amigos, DJ’s de vários gêneros, eventos de comunidade ou públicos que ocorriam nesse período, tudo era fonte de informação. Partindo dessas pesquisas, conheci os movimentos de hip-hop da Lapa e de muitos outros espalhados por todo o estado do Rio de Janeiro.

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Como todo DJ, meu trabalho era do início da noite até a manhã do dia seguinte, o que me limitava a frequentar esses eventos. Em 2009, resolvi que iria dar uma pausa na vida de dj e retornar a informática, profissão na qual tenho formação acadêmica.

Nessa nova trajetória sobrava mais tempo, com o qual conseguia, enfim, frequentar Rodas Culturais e demais movimentos independentes de Hip-Hop, seja incluindo os 4 elementos (DJ, MC, Bboy e Grafite) ou apenas 1 desses destacado, apresentando sua arte. Notei que nesses movimentos a energia era maior do que a que encontrava nas boates e festas pagas, que muita das vezes aparentavam ser “artificiais” demais, uma vez que pouca coisa inusitada ocorria.

Olhando para a cidade de São Gonçalo, onde nasci, fui criado e vivo até hoje, percebi o quão grande é o território e o quão mal aproveitado culturalmente ele é.

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Partindo dessa impressão sobre a cultura da cidade, busquei conhecer o que havia de movimentos culturais independentes e encontrei menos do que as duas mãos podem contar! Em um território tão grande, com tantas pessoas repletas de potenciais artísticos, estas não poderiam ficar sem voz, sem um local para apresentação e veiculação de seus trabalhos.

Em 2011, tentei implementar o “Som e Cultura”, antigo projeto no qual não tive apoio ou aprovação da Prefeitura de São Gonçalo, na gestão desse período. Sem alegação ou motivo algum, simplesmente, se opuseram.

Deixei o projeto guardado e continuei buscando uma nova forma de por o evento em São Gonçalo. Até que em 2013, surgiu a oportunidade de realizar o evento. Foi quando decidi, com mais uma pessoa, que realizaríamos um evento de Rap semanal, batizado de “Festival de Rap de São Gonçalo”, onde o próprio nome sugere, um festival só de rap.

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Mas aí vem a pergunta: Por que não uma Roda Cultural? A resposta é simples. Após frequentar inúmeras Rodas Culturais, notei que nelas, a cultura, em sua grande parte, era de Hip-Hop. Também em sua maioria não havia livros. Talvez por falta de incentivo de empresas e governo, e pela dificuldade de arrecadar doações e a mistura de gêneros e tribos, que é o que compõe o Brasil hoje.

Sentindo falta de mais culturas no Festival de Rap de São Gonçalo e com a saída voluntária da pessoa que ajudou na criação do evento em Agosto de 2013, me vi na necessidade de modificar o nome, nomes nas redes sociais e filosofia.

Nasce o Festival de Rap e Cultura, onde a ideia é ter a raiz do Hip-Hop somados com a distribuição de livros, já presente no antigo formato. Recital de poesias, filmes curta metragens e mistura de gêneros no palco. Um exemplo dessa mistura foi a apresentação de Ian Veras, artista Gonçalense, fazendo sua levada no violão o Yuri Bastos mandando no Beat Box e o apresentador Shes Macedo fazendo improvisação no microfone! A apresentação do curta metragem “Enquanto faço as unhas” do diretor Cristiano Requião, que concorreu em Cannes, o primeiro concurso “Garota Style” dentro do Festival e agora a primeira batalha de B-boys!

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Dia 28 de junho de 2014, o evento completou um ano de existência. Estamos na edição de número 50, sem contar edições especiais que aconteceram entre 2013 e 2014, uma dentro do evento Cores e Valores, o evento do mês da mulher, com apresentação da Taz Mureb e Mabu, a edição especial dentro do Quebra Coco Longboard 2, no Jardim Catarina e a edição especial em Cachoeiras de Macacu.

O Festival de Rap e Cultura de São Gonçalo, às sextas feiras, das 20 às 23 horas, na Praça da Trindade, São Gonçalo.

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