Saúde Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/category/saude/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Thu, 30 Nov 2023 03:15:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg Saúde Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/category/saude/ 32 32 147981209 Bloqueio de Rio e Niterói pode ter retardado o efeito da Covid-19 em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/bloqueio-retardado-o-efeito/ https://simsaogoncalo.com.br/bloqueio-retardado-o-efeito/#comments Fri, 08 May 2020 23:38:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7754 O assunto CoronaVírus está entre nós há alguns meses. Ainda sim, chegando a quase 10.000 óbitos em todo o Brasil, ainda há muitos brasileiros que duvidam do que está acontecendo. Em São Gonçalo, não é diferente. Mas aqui, talvez haja uma hipótese para isso. É possível que o bloqueio antecipado dos acesso à cidade do […]

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O assunto CoronaVírus está entre nós há alguns meses. Ainda sim, chegando a quase 10.000 óbitos em todo o Brasil, ainda há muitos brasileiros que duvidam do que está acontecendo. Em São Gonçalo, não é diferente. Mas aqui, talvez haja uma hipótese para isso. É possível que o bloqueio antecipado dos acesso à cidade do Rio, desde 21 de março, e o controle das idas à Niterói, tenha retardado o efeito da Covid-19 em nosso território.

O bairro de Campo Grande é um bom exemplo comparativo. Com mais de 330 mil pessoas (Censo/2010), é o maior bairro em população do Brasil. Há duas semanas atrás, estava com tudo funcionando a todo vapor. Na última quarta, já contabilizava 38 vítimas fatais, enquanto São Gonçalo marcava o mesmo número. Entretanto, temos 3 vezes mais pessoas que lá. E mesmo que levemos as subnotificações em conta, como elas são um problema em todo o território brasileiro, é um fator que possivelmente não alteraria esse comparativo.

Já em Bangu, com cerca de 250 mil pessoas, eram 36 óbitos na mesma data. Seguido por Realengo, com 27, e Santa Cruz, com 25 mortes. A soma desses quatro bairros dá a nossa população: cerca de 1 milhão de habitantes. Porém, o número de óbitos dos cariocas foi de 3,3 vezes mais. O que nos faz pensar que a circulação de pessoas dentro da capital fez com que esse cenário acontecesse.

Penso que a restrição à Niterói também foi fundamental nessa proteção momentânea à São Gonçalo. Afinal, nossa cidade vizinha é uma das mais ricas do Brasil, com cerca de 50% de sua população com uma renda considerada alta para os padrões brasileiros. Consequentemente, viajam mais. E como já provado, os viajantes ajudaram na importação do vírus. Como muitos gonçalenses trabalham ou estudam em Niterói, o contágio veloz seria inevitável.

É bom lembrar que o vírus não tira folga, férias ou feriado. E que, nessas últimas semanas, ele segue seu crescimento infeccioso por aqui. Muitos de nós continuam se comportando como se nada estivesse acontecendo. Outros já perderam amigos. E as ações que podem ter retardado o efeito do vírus antes, talvez não sejam mais relevantes no futuro próximo.

Infelizmente, para muita gente São Gonçalo é uma ilha. E “essas coisas de Corona” não chegam até aqui. Mas até hoje (08/05/2020), foram 49 óbitos confirmados. Sendo que, o estado do Rio, com uma população com menos da metade de São Paulo, no dia 07/05, contabilizou mais óbitos em 24 horas que o estado vizinho. Precisamos ficar atentos.

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Teremos comércio aberto quando os hospitais estiverem funcionando? https://simsaogoncalo.com.br/teremos-comercio-aberto/ https://simsaogoncalo.com.br/teremos-comercio-aberto/#comments Fri, 17 Apr 2020 22:11:33 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7706 Comércio aberto, comércio fechado. Março foi intenso. A quarentena que começou no terceiro mês de 2020 tinha o apoio de 3 em cada 4 pessoas quando iniciou. Até aquele momento, o futuro era uma incógnita. Porém, com a eficácia da medida, as pessoas começaram a relaxar. E junto, vieram teorias conspiratórias, guerrinhas políticas, entre outras […]

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Comércio aberto, comércio fechado. Março foi intenso. A quarentena que começou no terceiro mês de 2020 tinha o apoio de 3 em cada 4 pessoas quando iniciou. Até aquele momento, o futuro era uma incógnita.

Porém, com a eficácia da medida, as pessoas começaram a relaxar. E junto, vieram teorias conspiratórias, guerrinhas políticas, entre outras bobagens sem sentido quando o assunto é saúde pública. Manter o comércio aberto ou fechado virou (mais uma) ferramenta de polarização política.

Um mês depois da decretação da quarentena no Rio de Janeiro, já vimos prefeituras e estados tomando medidas de todas as naturezas para reduzir o estrago que o Corona Vírus está fazendo no mundo. E uma delas é a criação dos hospitais de campanha.

Construção do Hospital de Campanha de São Gonçalo no Mauá
Construção do Hospital de Campanha de São Gonçalo no Mauá. Crédito: Divulgação / Prefeitura de São Gonçalo

Será que teremos comércio aberto após o funcionamento dos hospitais de campanha?

Com a pressão que o governo federal está fazendo nos estados e municípios, aliada à descrença de muitas pessoas ao real dano do vírus, há uma tendência de que as lojas estejam abertas em breve. A quebradeira geral das empresas e a redução de renda de muitas pessoas fazem com que esse clamor só aumente.

E uma possível garantia para que a reabertura aconteça, poderá ser o início do funcionamento dos hospitais de campanha. Afinal, com mais leitos disponíveis, será possível internar as pessoas que precisem ser hospitalizadas.

Essa hipótese, entretanto, bate num ponto delicado: e se o contágio sair do controle? E se o nível de pessoas com CoronaVírus que precisarem ser hospitalizadas for muito maior que o previsto? Quem se responsabilizará pelo caos?

É sempre bom lembrar que muitos de nós, brasileiros, temos doenças como hipertensão, obesidade e diabetes bem antes de nos tornarmos idosos. Sendo assim, há vários grupos mais sensíveis que, não necessariamente, são idosos. E a circulação de pessoas nas ruas, mesmo que em fases, pode criar uma “segunda onda” de infectados.

E se isso acontecer, o resultado será um lockdown, ou seja, um fechamento ainda mais restritivo do comércio.

Ressalto sempre que, enquanto não tivermos testes, ficaremos discutindo como loucos. Estamos no escuro, com poucos raios de luz. O aumento na testagem, certamente, nos dará novas perspectivas.

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Hospital das Freiras em Lagoinha – Telefone para Consultas e Como Chegar https://simsaogoncalo.com.br/hospital-das-freiras-em-lagoinha-pacheco/ https://simsaogoncalo.com.br/hospital-das-freiras-em-lagoinha-pacheco/#comments Fri, 27 Jul 2018 21:48:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6711 O Hospital das Freiras em Lagoinha é uma das referências de saúde no distrito de Ipiíba, o 3º da cidade. Também conhecido como Hospital Franciscano Nossa Senhora das Graças, a instituição se localiza na Estrada do Pacheco, 216, Lagoinha. O lugar é um das mais procurados na região para os serviços médicos. Por conta disso, […]

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O Hospital das Freiras em Lagoinha é uma das referências de saúde no distrito de Ipiíba, o 3º da cidade. Também conhecido como Hospital Franciscano Nossa Senhora das Graças, a instituição se localiza na Estrada do Pacheco, 216, Lagoinha. O lugar é um das mais procurados na região para os serviços médicos. Por conta disso, ligamos para o hospital para tirar algumas dúvidas e publicar aqui no SIM São Gonçalo.

Telefone do Hospital das Freiras: 21 2701-3923

Ao ligar para lá, conseguimos falar com a atendente na segunda ligação. Nem todos os números de telefone que se encontram na internet são relativos ao hospital. Inclusive, a própria pessoa que falou conosco citou que alguns telefones estão desativados.

Segundo o hospital, eles têm especialidades como Ortopedia, Cirugia Geral, Cirurgia Plástica, Gastroenterologista, Cardiologista, Clínica Médica, entre outras que você pode consultar no telefone 21 2701-3923.

Conheça a História do Hospital das Freiras aqui.

Como funciona?

Os atendimentos são por ordem de chegada, sem marcação prévia. A recomendação é que se ligue para o hospital para saber quais os dias de cada profissional/especialidade, assim não se dá viagem perdida.

Aceita Plano de Saúde? Quanto é?

Segundo a pessoa que nos atendeu, não há planos de saúde. As consultas são feitas no regime particular, em dinheiro. A média de preços das consultas é entre R$85 e R$100 reais.

Como chegar ao Hospital das Freiras em Lagoinha

Este post foi escrito para auxiliar na busca do local pelos os moradores da região. Caso tenha alguma dúvida em relação aos serviços do lugar, entre em contato com eles através do telefone do hospital.

Conheça a História do Hospital das Freiras aqui.

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Saiba onde tomar a vacina da febre amarela em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/saiba-onde-tomar-a-vacina-da-febre-amarela/ https://simsaogoncalo.com.br/saiba-onde-tomar-a-vacina-da-febre-amarela/#respond Wed, 17 Jan 2018 13:23:27 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6087 O ano de 2018 mal começou e já temos quatro casos registrados de febre amarela, até hoje, no estado do Rio de Janeiro: três em Valença, resultando em dois óbito e mais um em Petrópolis. A febre amarela é transmitida por mosquitos silvestres e urbanos. No Brasil, desde 1942, só há registros da febre amarela […]

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O ano de 2018 mal começou e já temos quatro casos registrados de febre amarela, até hoje, no estado do Rio de Janeiro: três em Valença, resultando em dois óbito e mais um em Petrópolis.

A febre amarela é transmitida por mosquitos silvestres e urbanos. No Brasil, desde 1942, só há registros da febre amarela por mosquitos silvestres (Haemagogus). A transmissão ocorrerá através da picada do mosquito infectado em uma pessoa saudável. Essa pessoa se tornará portador do vírus e poderá adoecer.

Onde tomar a vacina contra febre amarela

Por isso, é de extrema importância que nós estejamos com a vacinação em dia e, assim, prevenir de contrair o vírus da febre amarela. Segue abaixo a lista das Unidades de Saúde da Família em São Gonçalo que estão aplicando a vacina:

Polos Sanitários

  • Polo Sanitário Washington Luiz
    Onde fica: Praça Estephânia de Carvalho, s/nº – Zé Garoto
  • Polo Sanitário Paulo Marcos Rangel
    Onde fica: Estrada da Conceição, s/nº, Porto do Rosa
  • Polo Sanitário Hélio Luz
    Onde fica: Rua da Concórdia, s/nº – Alcântara
  • Polo Sanitário Rio do Ouro
    Onde fica: Avenida Eugênio Borges, KM 7 – Rio de Ouro
  • Polo Sanitário Jorge Teixeira de Lima
    Onde fica: Rua Cariranha, n/nº – Jardim Catarina

UBS – Unidades Básicas de Saúde

Caso estes postos de saúde não estejam perto de você, procure saber nos postos mais próximos de sua residência ou trabalho se a vacina já está disponível por lá.

Contra-indicações, segundo a FioCruz

A vacina não é indicada para quem apresenta algumas condições clínicas especiais. Para saber se você se encontra nessas condições, clique a seguir: CONDIÇÕES CLÍNICAS ESPECIAIS

Como o vetor da doença é um mosquito, devemos evitar o acúmulo de água em recipientes destampados. Qualquer ambiente, desde caixa d’água até tampinhas de garrafa pet, que possui água parada pode se tornar atraente para a colocação de ovos do mosquito e seu desenvolvimento.

Para maiores informações sobre a febre amarela, acesse saude.gov.br/febreamarela.

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Animais abandonados, de quem é a responsabilidade? https://simsaogoncalo.com.br/animais-abandonados-de-quem-responsabilidade/ https://simsaogoncalo.com.br/animais-abandonados-de-quem-responsabilidade/#comments Mon, 07 Aug 2017 15:51:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4932 Virou rotina andar pelas ruas de São Gonçalo e passar por animais abandonados. Eu, por exemplo, assistia pela janela do carro e sentia bastante pena. Sentimento este, que não serve para nada, a não ser, esboçar mentalmente uma desculpa pela minha falta de iniciativa em ajudar os animais. LEIA TAMBÉM: Abrigo para animais abandonados em […]

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Virou rotina andar pelas ruas de São Gonçalo e passar por animais abandonados. Eu, por exemplo, assistia pela janela do carro e sentia bastante pena. Sentimento este, que não serve para nada, a não ser, esboçar mentalmente uma desculpa pela minha falta de iniciativa em ajudar os animais.

LEIA TAMBÉM: Abrigo para animais abandonados em São Gonçalo: Sonho ou Dura Realidade? 

Ingenuamente pensava aqui, do alto da minha ignorância, que não tinha nada a ver com isso, aliás, nem animais de estimação eu tenho, mas aos poucos fui descobrindo que a culpa era inteiramente minha.

A história toda começa com um cachorro abandonado chegando na rua onde moro. O coitado não conseguia parar de se coçar. Para mim (e para maioria, acredito eu), era apenas mais um cachorro abandonado por um morador vítima da crise financeira. Aquela coisa, o animal doméstico tem custos e, quando a conta não fecha no final do mês, acabou sobrando para o peludo com sarna, neste caso. Como a rua é bastante movimentada de carros e pessoas, é natural achar que o animal seguisse sua própria sorte por outras ruas e, quem sabe, encontrar um dono. Mas, contra todos os achistas, o cão resolveu ficar.

O cão Coceirinha e a mercearia do Careca.
O cão Coceirinha e a mercearia do Careca.

Basta uma pessoa tomar iniciativa

O cachorro permaneceu alguns dias e começamos a chamá-lo de Coceirinha. Ele simplesmente não parava de se coçar, não dormia porque se coçava. O sofrimento do bichinho só foi amenizado por Careca, apelido de Wagner, que arrumou ração e fez uma barraquinha de madeira reaproveitada de sua pequena mercearia na rua.

A casa criada pela Mercearia do Careca para ser o lar do cão Coceirinha.
A casa criada pela Mercearia do Careca para ser o lar do cão Coceirinha.

Além disso, Wagner levou o cachorro no petshop e no veterinário. Foi a partir desse ato que outros moradores tomaram a iniciativa de ajudar. Duas vizinhas do condomínio compraram remédios e fizeram uma casinha com dois baldes, que não custaram mais do que 20 reais. Outro vizinho deu uma roupinha, outro deu uma manta.

O cãozinho foi melhorando, a sarna e a coceira diminuíram até parar (mas o apelido continuou, rs). “Agora, as pessoas passam aqui e perguntam pelo Coceirinha.”, comenta Careca, “Basta uma pessoa fazer para que as outras ajudem. Mas acho que as pessoas deveriam ajudar mais. Outro dia, ele saiu atrás de uma cachorrinha e voltou mancando. Ele só vai ficar bem mesmo quando tiver um lar para se sentir seguro.”

A dupla Careca e Coceirinha
A dupla Careca e Coceirinha.

Foi nessa conversa que decidi fazer alguma coisa para sair da minha inércia de desatenção. Afinal, eu quero me sentir seguro, porque o Coceira não ia querer também? A tentativa de conseguir um lar para o bichinho me fez ir para rua e ver a realidade da cidade.

Mulheres gerando impacto positivo na cidade

Em um domingo, dia 2 de julho, aconteceu a feira de adoção “Leve um anjo para casa” no Shopping Partage, Centro de São Gonçalo. Fui na expectativa de saber mais sobre adoção e conversar sobre o atual estado da cidade em relação ao abandono. E, para surpresa deste ignorante que vos fala, o que encontrei foram vozes poderosas de pessoas engajadas com a saúde e bem-estar dos animais e, sobretudo, mulheres gerando impacto positivo na cidade.

Cachorrinha Pandora na Feira de adoção 'Leve um anjo para casa'.
Cachorrinha Pandora na Feira de adoção ‘Leve um anjo para casa.

De primeira, o que vi foi uma cena que me impactou bastante. Uma mulher acabara de adotar um cachorro e a protetora caiu aos prantos. Não era o choro de alguém que perde alguma coisa, era o choro que contava a história de um ser humano e seu companheiro. Era a história de Léa, a protetora, que resgatou Ed jogado dentro de uma lata de lixo, com ferimentos graves e a mandíbula quebrada. Naquele momento, o cão que ela cuidou por meses estava seguindo seu caminho depois de todo cuidado. “Fiquei com pena de adotar, porque ela chorou.”, Évia Alves emocionada, “Eu vim adotar porque meu cachorro faleceu recentemente. E é estranho ficar sem cachorro, porque a casa fica vazia, não tem ninguém para me fazer companhia quando todo mundo sai.”

O grupo organiza uma espécie de doação assistida, que exige a identificação do adotante com a assinatura de um termo de responsabilidade. O que achei mais interessante: o protetor oferece assistência, caso o adotante precise. Assim, o vínculo ainda permanece com o animal, ou seja, visitas aos animais podem ser marcadas.

Évia Alves e sua família completa, agora com Ed no Shopping Partage.
Évia Alves e sua família completa, agora com Ed no Shopping Partage.

Essas pessoas, mulheres em sua maioria, agem para dar proteção e acabam sendo retribuídas pelos bichinhos com afeto. No entanto, ainda são estigmatizadas por cuidarem de muitos animais. Mônica Nunes, é uma das organizadoras do evento, que atua também em Itaboraí, e trabalha de forma voluntária há 10 anos com proteção e resgate de animais. “Eu acho que agora nosso trabalho está começando a ser mais divulgado, antes nós éramos taxadas como malucas. Hoje em dia não, hoje as pessoas nos respeitam.”

Animais abandonados: questão de saúde pública

Foi interessante ver que muitas pessoas na cidade estão se movendo. Tomando a responsabilidade de melhorar o lugar onde vive. Afinal, a questão dos animais abandonados é um questão de saúde pública. O Estado do Rio de Janeiro há décadas tem um alarmante índice de esporotricose. Eu já tinha ouvido falar da raiva e do tétano, mas esse nome é novo. A esporotricose é uma micose, causada por um fungo, que pode afetar animais e humanos.

“São Gonçalo está engatinhando na questão de direitos dos animais, proteção de animais. Está começando a pensar nisso, já teve uma audiência pública sobre isso em outubro de 2015, falaram que em janeiro ia ter contêineres, mas até hoje nada foi definido.”, explica Sharon Morais, Presidente da Comissão de Proteção e defesa dos animais da OAB de Niterói.

Feira de adoção no Shopping Partage
Feira de adoção no Shopping Partage.

Há ainda a questão das pessoas que usam os animais para procriar e vender os filhotes. Muitas vezes os animais são submetidos a condições terríveis de higiene e alimentação. A tentativa de obter lucro faz com que os custos sejam cortados e o intervalo entre crias é diminuído, trazendo consequências sérias para a saúde dos animais. “É o capitalismo na sua forma mais nojenta. Descarta aquela ali e já pega uma cria que está mais nova para colocar no lugar dela. Preso em um canto só para procriar. Não tem afeto, não tem nada.”, comenta Sharon Morais.

A responsabilidade é minha, é sua, é de todos nós

Ao mesmo tempo, que foi desolador enxergar o cenário de abandono da cidade, foi incrível ter contato com essas pessoas que agem. E entender de fato que a culpa pelos animais abandonados é minha, é sua, é nossa. Afinal, a cidade é um conjunto que deve funcionar de maneira integrada e não podemos ficar esperando o poder público.

Organizadora da Feira de Animais, Mônica Nunes, e seu filho.
Organizadora da Feira de Animais, Mônica Nunes, e seu filho.

Primeiro, para você que está pensando em abandonar um peludinho, peça ajuda, junte pessoas que queiram ajudar ou leve para adoção, de maneira nenhuma descarte. Segundo, se um animal já foi abandonado, é muito possível que haja alguém querendo adotar. Hoje temos a internet como aliada, seja em páginas do Facebook ou grupos no Whatsapp, não há desculpa nesse mundo que nos impeça de parar o carro, fazer um resgate, achar um lugar temporário ou apenas tirar uma foto do bichinho e divulgar. Você pode não querer adotar, mas pode ser a ponte entre um Coceirinha e um adotante.

Durante esse o tempo da publicação deste artigo, o Coceirinha acabou sendo adotado por um vizinho da rua. Careca, seu protetor, ainda ajuda no que pode, parece que quando o cachorro precisa ir no veterinário só ele consegue acalmar o companheiro peludo.

DENUNCIE MAUS TRATOS PELO TELEFONE: 2199-6511

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Fechamento do Pronto Socorro de Alcântara expõe fragilidade da saúde gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/fechamento-do-pronto-socorro-de-alcantara-expoe-fragilidade-da-saude-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/fechamento-do-pronto-socorro-de-alcantara-expoe-fragilidade-da-saude-goncalense/#comments Tue, 13 Jun 2017 19:28:34 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4675 O Pronto Socorro de Alcântara virou maternidade em maio. A princípio, uma ótima alternativa para a região. A anterior Maternidade Luiz Palmier, no Zé Garoto, recebia gestantes de boa parte do Leste Fluminense, como Itaboraí e Maricá. Sobrecarregado, o sistema precisava respirar, especialmente depois das promessas não cumpridas do “Hospital da Mãe”, no Colubandê. Mas algo não […]

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O Pronto Socorro de Alcântara virou maternidade em maio. A princípio, uma ótima alternativa para a região. A anterior Maternidade Luiz Palmier, no Zé Garoto, recebia gestantes de boa parte do Leste Fluminense, como Itaboraí e Maricá. Sobrecarregado, o sistema precisava respirar, especialmente depois das promessas não cumpridas do “Hospital da Mãe”, no Colubandê.

Mas algo não saiu como o esperado.

Com o fechamento do PSA (Pronto Socorro de Alcântara), os cerca de 400 atendimentos por dia, cirurgias eletivas e pequenas operações migraram. Com média complexidade, as UMPAS (upas municipais) de Nova Cidade e Pacheco receberam parte da demanda. Mas quem sentiu mesmo o baque foi o único hospital municipal de grande complexidade do município: o Pronto Socorro do Zé Garoto, o Central.

Ex-maternidade Luiz Palmier no Zé Garoto. Agora uma unidade fechada para internações.

Com a crise econômica, cresceu a demanda por serviços públicos

Pensando que as UMPAs e UPAs fossem dar conta de todo atendimento que era realizado no PSA, as mudanças foram feitas. Entretanto, não é o que está acontecendo.

Por causa da crise econômica e, consequentemente, desemprego, muitas pessoas que antes tinham planos de saúde, hoje procuram o SUS. Segundo funcionários da rede municipal, o número de atendimento em todas as unidades de emergência aumentou, mostrando que a mudança promovida pelo atual secretário Dimas Gadelha pode ter sido desastrada, não tendo correlacionado o momento econômico às decisões estratégicas municipais.

Outro fato relevante era a localização estratégica do PSA, na rua principal Alfredo Baker, em frente ao 7º Batalhão da PM. Com acesso fácil por ônibus, a unidade drenava boa parte da demanda da parte “Alcântara” de São Gonçalo que, como sabemos, é ainda mais carente.

Pronto Socorro Central de São Gonçalo – RJ
Pronto Socorro Central no Zé Garoto, o “Hospital de Política”. Foto: Alex Ramos.

“O Pronto Socorro do Zé Garoto é que dá voto”

Os postos de saúde têm pouca ou estão sem medicação, segundo funcionários. Aliás, os próprios também revelam que sua remuneração é abaixo de qualquer outro município do estado. O que leva profissionais a trabalharem em outras atividades para pagar suas contas.

A consequência disso é a baixa qualidade e quantidade nos atendimentos. As pessoas, por sua vez, tendem a ir com maior frequência às emergências.

Postos fracos e hospital segurando as demandas é o real ciclo vicioso que políticos fazem questão de não ver. Afinal, como é dito nos corredores da unidade, “o Pronto Socorro do Zé Garoto é o que dá voto”. Ou pior: “isso aqui é hospital de política”.

A demanda do Pronto Socorro de Alcântara sobrecarregou as equipes do PSC que estão sem receber

O fechamento do PSA fez a demanda do Pronto Socorro Central subir em mais de 50% no número de atendimentos. Já o Hospital Luiz Palmier foi ampliado, tornando-se unidade fechada para internação de pacientes.

Há quem pense que os médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem do Alcântara foram todos pro Zé Garoto, certo? Errado. O número de funcionários que já vinha diminuindo a cada ano, devido à crise, continuou o mesmo no PSC.

Já os médicos de Alcântara, alguns até foram remanejados para o Luiz Palmier. Mas outros foram mandados embora mesmo, junto a enfermeiros e técnicos.

Houve dias que os atendimentos chegaram a quase 1000.

As equipes que trabalham no PSC ficaram sobrecarregadas. UMPAs e UPAs aumentaram o número de atendimentos. O resultado para a população foi a queda na qualidade do atendimento de quem mais precisa.

UMPA de Nova Cidade em São Gonçalo. Um suporte no atendimento de saúde.

Com salários atrasados, as cobranças continuam as mesmas. Já a estrutura do PSC continua lastimável. Outro detalhe triste são os vencimentos da enfermagem, que estão abaixo do piso da classe.

Os profissionais de saúde que recebem a revolta do cidadão, não os gestores públicos

Os profissionais que estão na “linha de frente” sofrem. São cobrados, ameaçados de forma contínua, obrigados a aceitar a forma desumana que trabalham, pois precisam do seu “ganha-pão”, especialmente nesse difícil momento econômico.

Ainda mais complicado é sofrer com a revolta dos usuários, que muita das vezes não sabem dos problemas internos da gestão pública. Como os gestores não são cobrados diretamente deixam o sistema de saúde agonizar. Seja por incompetência ou conveniência política.

A culpa no final, infelizmente, é jogada no colo do profissional de saúde que trabalha no meio dessa guerra. Afinal, trabalhar no pronto socorro central é viver num cenário de guerra. Literalmente.

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Três horas de espera pra ser vacinado em Alcântara https://simsaogoncalo.com.br/tres-horas-de-espera-pra-ser-vacinado-em-alcantara/ https://simsaogoncalo.com.br/tres-horas-de-espera-pra-ser-vacinado-em-alcantara/#respond Thu, 11 May 2017 21:36:02 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4610 Tomei vacina contra a febre amarela no Polo Sanitário Dr. Hélio Cruz, em Alcântara. As mãos habilidosas da enfermeira não provocaram nenhum incômodo com a agulhada. Foi algo rápido, macio e sensual, deu até vontade de tomar duas doses. Acontece que esperei de pé por 3 horas e 37 minutos para ser vacinado, a maior […]

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Tomei vacina contra a febre amarela no Polo Sanitário Dr. Hélio Cruz, em Alcântara. As mãos habilidosas da enfermeira não provocaram nenhum incômodo com a agulhada. Foi algo rápido, macio e sensual, deu até vontade de tomar duas doses. Acontece que esperei de pé por 3 horas e 37 minutos para ser vacinado, a maior parte do tempo suando embaixo do sol forte. Pensar em passar por isso de novo nessa vida me dá calafrios.

Entrei na fila às 7:11. Ela tinha uns 150 metros e dobrava a esquina da rua Concórdia com a Silvio Romero. Para passar o tempo, coloquei um livro na mochila ao sair de casa, com ele pensava que estaria preparado para a espera. Não estava. Nada em São Gonçalo é previsível, somos mais de 1 milhão de pessoas concentradas em um centro urbano caótico.

Logo interrompeu minha leitura o som de uma bicicleta fazendo anúncios. Do início ao fim da fila divulgava um “delicioso café da manhã na padaria Rua da Feira com suco, pão, queijo e mortaNdela”. A cada 10 minutos o anunciante parava no local onde eu estava e fazia seu trabalho honesto. Ouvi o mesmo anúncio quase 22 vezes e não foi o único.

Um camelô também tinha um moderno sistema de som integrado com microfone de cabeça, parecido com aqueles usados por apresentadores de televisão. Ele vendia bolo, pastel e caldo de cana e por um motivo incompreensível seu anúncio repetitivo começava com o mesmo assovio do Godinez, personagem do seriado Chaves.

Depois de uma hora parado, senti as primeiras fisgadas na perna. Uma enfermeira do posto passou perguntando se alguém na fila tomava medicamento antialérgico e eu respondi “Aerolin”. Ela me encarou fundo nos olhos e disse “Huuummm, vou verificar se você pode tomar a vacina”, virou as costas e não voltou mais. Fiquei preocupado.

Os adultos se cansaram antes das crianças. Sentaram no meio fio, nos poucos bancos da calçada ou se abaixaram e ficaram de cócoras mesmo. Depois das nove horas o sol passou a incomodar e a proteção mais usada era a caderneta de vacinação dos filhos. Minha pele assava embaixo da camisa preta.

Finalmente o tédio venceu as crianças também. Algumas pareciam ter apenas dois anos de idade. Não havia fila preferencial para elas. Choraram e pediram colo, não suportavam a imobilidade da fila.

O sol ficou mais forte e pessoas atrás de mim se abrigaram na minha sombra (algo bastante frequente porque sou alto). As brechas entre os dedos dos meus pés suavam. Não ventava. As fisgadas na perna se transformaram em tremedeira.

Com suor escorrendo da testa, as pessoas se embolaram umas nas outras, como se tentassem ocupar o lugar da frente. Tinha gente abaixada na sombra dos carros estacionados. As mães não sabiam como ajudar seus filhos.

Ser vacinado em Alcântara é uma gincana!

Alcançamos a primeira porta do posto, mas o sofrimento estava longe de terminar. A porta servia a outros atendimentos, a entrada para tomar a vacina contra a febre amarela ficava 25 metros à frente.

Pelo menos trinta minutos depois, chegamos à segunda porta, o que não trouxe nenhum conforto: dentro do posto a fila quilométrica continuava fazendo zigue-zague na direção da mesa de cadastro. O lado posterior das minhas coxas enrijeceram.

Ambulantes e pregadores evangélicos gozavam de tanta liberdade de circulação quanto funcionários concursados. Tinha até vendedor de boneco de plástico da Peppa Pig soltando bolinhas de sabão sobre os pacientes.

Desesperado com a demora, ganhei uma mensagem bíblica e passei a usá-la como marcador de página do livro que segurava (Macumba, de Rodrigo Santos). O mensageiro cristão me olhou dos pés à cabeça com desdém.

A enfermeira que fazia meu cadastro perguntou se eu tomava algum medicamento contra alergia. Gelei. Repeti: “Aerolin”.

– Tenho quase certeza que você não poderá tomar a vacina por causa dos corticoides, mas vou confirmar – disse a enfermeira carinhosamente. Eu estava há 3 horas e 15 minutos de pé, tomaria a vacina ainda que as complicações me matassem.

Ela fez uma ligação, que pareceu durar uma eternidade, por fim descobriu que o Aerolin não traz complicações. Respirei aliviado. Peguei meu certificado de vacinação e fui mandado ao consultório no fim do corredor para ser imunizado. Alegre depois de tanta espera, sentindo dores de cabeça, nas pernas e nas costas e andando entrevado como um robô, quase tive um infarto quando cheguei na porta do consultório: havia outra fila me esperando.

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A importância dos grupos de apoio na gestação e pós parto https://simsaogoncalo.com.br/a-importancia-dos-grupos-de-apoio-da-gestacao-e-pos-parto/ https://simsaogoncalo.com.br/a-importancia-dos-grupos-de-apoio-da-gestacao-e-pos-parto/#respond Wed, 10 Aug 2016 13:08:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3919 A gestação é um momento singular na vida da mulher. Envolve comportamentos e sensações ainda não vividas, provocadas pelas mudanças na rotina familiar e também pela carga emocional trazida pela nova condição. É um momento de grande expectativa e dúvidas em relação ao futuro, em relação à responsabilização sobre uma nova vida. Sabe-se que o […]

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A gestação é um momento singular na vida da mulher. Envolve comportamentos e sensações ainda não vividas, provocadas pelas mudanças na rotina familiar e também pela carga emocional trazida pela nova condição. É um momento de grande expectativa e dúvidas em relação ao futuro, em relação à responsabilização sobre uma nova vida.

Sabe-se que o ser humano busca conviver em grupos, somos sobretudo, seres sociais. Buscamos identificação, pertencimento e acolhimento. Essa necessidade se torna ainda maior na fase de gestação. A mulher e seu companheiro/família passam por uma série de mudanças em suas vidas. Diante desse quadro, vemos a importância dos grupos de apoio à maternidade.

Grupos de apoio servem especialmente para promover apoio social, emocional e informacional à nova mãe que está surgindo. Porém mesmo sendo uma ferramenta de promoção de informação e saúde tão importante, ainda é bastante segmentada.

São Gonçalo por exemplo, é carente nesse tipo de ação social. As gestantes daqui teriam que ir em busca desses grupos na zona sul de Niterói ou até mesmo na cidade do Rio de Janeiro.

Pensando nisso, três mães que se tornaram profissionais da área da humanização do parto e pós parto, criaram em junho deste ano o Grupo Matriz.

Tendo como principal objetivo promover o empoderamento de mulheres gestantes e puérperas gonçalenses, o Grupo Matriz promove rodas de conversa mensais, no bairro do Porto da Pedra. Nesses encontros as mulheres e suas famílias partilham vivências, dividem angústias e trocam experiências sobre vários temas que cercam o universo materno. É um espaço de acolhimento e diálogo.

Saiba mais sobre o projeto: Entre na nossa página no Facebook ou no site www.matrizgrupodeapoio.wordpress.com.

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Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional da Redução da Morte Materna https://simsaogoncalo.com.br/dia-internacional-de-luta-pela-saude-da-mulher-e-o-dia-nacional-da-reducao-da-morte-materna/ https://simsaogoncalo.com.br/dia-internacional-de-luta-pela-saude-da-mulher-e-o-dia-nacional-da-reducao-da-morte-materna/#respond Fri, 20 May 2016 15:37:52 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3647 Semana que vem, mais precisamente 28 de maio, é o dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e também o Dia Nacional da Redução da Morte Materna. Nesse texto vou dar um breve relato sobre meu parto e o que pude observar estando dentro do sistema público de saúde. Entrei em trabalho de parto […]

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Semana que vem, mais precisamente 28 de maio, é o dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e também o Dia Nacional da Redução da Morte Materna. Nesse texto vou dar um breve relato sobre meu parto e o que pude observar estando dentro do sistema público de saúde.

Entrei em trabalho de parto no dia 28 de dezembro entre 13:00 e 14:00 horas e tive toda a assistência pelo Hospital Público Luiz Palmier, no centro de São Gonçalo. Assim que cheguei tive um pico de pressão, que caracterizou meu parto de risco e após sete horas de trabalho de parto, me levaram para cirurgia. Foi rápido, em meia hora Eva nasceu saudável e eu não tive complicações enquanto estive internada.

Dentro da maternidade, comecei a observar com mais empatia o que acontece lá dentro. Antes de parir, li muito na minha caderneta da gestante sobre todos os meus direitos, que incluíam um parto humanizado e diversas atividades antes de chegar às vias de fato, como caminhar, sentar na bola, tomar ducha quente, ficar agachada e etc. De fato, vi mulheres fazendo algumas dessas atividades dentro da sala de pré-parto e chego a dizer que achei as enfermeiras de plantão muito dispostas e incentivadoras dessas atividades.

mortematernanao28-05-13

Após a minha saída, conheci mulheres que reclamavam do atendimento e acho que entendi o porquê. O hospital é superlotado. Não se podem ter momentos individuais com as enfermeiras justamente porque eram poucas para muitas, não há proporcionalidade com relação à demanda, por isso o que é mais difícil de exercer de verdade é o atendimento humanizado, com uma ligação de afeto naquele momento importantíssimo para a mãe. Isso é culpa da equipe médica? Acho que não. Na minha concepção acho que as salas de pré-parto poderiam ter um formato diferente, com menos camas, mais incentivos aos exercícios que aliviam o estresse e a dor, alguma música relaxante e aconchegante e enfermeiras específicas para esse momento, que ficariam ali com as gestantes até o momento do parto.

Para isso, a descentralização é importante. Construir outras maternidades fora desse polo centrista da Zé Garoto. É importante pensar em outras áreas de grande concentração do nosso município, como Alcântara, Jardim Catarina, Colubandê… Além, é claro, da contratação de mais profissionais com uma remuneração digna e não a miséria que se paga hoje. Acredito que dessa forma haverá uma melhor distribuição das gestantes que nessas circunstâncias sem dúvidas, terão um atendimento mais respeitoso, afetuoso e humanizado.

 

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