Comentários sobre: Quem são os gonçalenses que babam ovo das eleições cariocas? https://simsaogoncalo.com.br/quem-sao-os-goncalenses-que-babam-ovo-das-eleicoes-cariocas/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Wed, 05 Oct 2016 22:04:47 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 Por: Madge https://simsaogoncalo.com.br/quem-sao-os-goncalenses-que-babam-ovo-das-eleicoes-cariocas/#comment-760 Wed, 05 Oct 2016 22:04:47 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4091#comment-760 Uma coisa não exclui a outra, é possível fechar com o Freixo e também acompanhar a eleição na própria cidade. Estou em SC e fecho com Freixo, a vitória dele tem um enorme significado, de vitória contra uma corja de poderosos sanguessugas, de alguém que tem coragem de enfrentar os problemas reais dos mais pobres. É muito além de uma questão de “baba-ovo”. Quem fecha com o Freixo não está automaticamente alheio ao que acontece na sua cidade.

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Por: Luciano G. https://simsaogoncalo.com.br/quem-sao-os-goncalenses-que-babam-ovo-das-eleicoes-cariocas/#comment-757 Wed, 05 Oct 2016 17:53:23 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4091#comment-757 Pertinente seu comentário. Porém há outras vertentes a se considerar, já que o debate é sempre sudável. Nasci e cresci em São Gonçalo, mas como muitos gonçalenses me graduei e todas as oportunidades de trabalho surgiram no Rio, para onde me mudei aos 28 anos e permaneci por 8 anos. E para onde também fiz a transferência de meu domicílio eleitoral por questões não somente práticas, mas porque também me tornei, por concurso, funcionário da Prefeitura do Rio de Janeiro. Nesses oito anos mantive relativamente pouco contato com o dia a dia de São Gonçalo, mas sempre procurei acompanhar, tenha sido pelos jornais, blogs ou conversas com amigos como andava o desenvolvimento da cidade (os anos tenebrosos de Panisset, a empolgação com o Comperj e os desdobramentos que traria para a cidade, a tão sonhada linha 3 do metrô, etc). Enfim, apesar da distância não cortei de todo minha ligação com a cidade, até por questões emotivas mesmo. Após oito anos, por questões pessoais, retornei à cidade, embora permaneça trabalhando no Rio. Voltei à conhecida “sofrência” de ter de atravessar a Ponte diariamente e nos gastos intermináveis de horas nesse deslocamento que tantos daqui sabem como é. Mas foi impactante notar nessa volta como a cidade mudou pouco. Na verdade permanecia imersa nos mesmos problemas de sempre. Claro que em oito anos apenas não poderia esperar uma mudança tão grande, mas foi chocante, por exemplo, constatar que uma questão básica como a coleta de lixo permanecia na mesma. E politicamente, que é o ponto aqui, também: a mesma falta de renovação, o pensamento mesquinho e apequenado dos políticos. Claro, concordo com você quando diz que não dá para comparar os anos de fundação que o Rio tem com os de São Gonçalo. Mas amigos, parece que ficamos a milhares de quilômetros do Rio quando na verdade estamos a pouco mais de duas dezenas. Como podemos viver realidades tão divergentes? Social e politicamente. Como não conseguimos absorver, nem que tenha sido um pouco, do desenvolvimento urbano, da qualidade de vida? Não precisamos nem comparar com o Rio. Niterói está aqui ao lado para nos dar esse choque de realidade. Não nos iludamos: maus políticos existem e são maioria em todos os municípios. O Rio não é exceção. Concordo que não devemos nos subjugar ao que vem de lá, mas por que não aprender com o que há de bom? Por que não aspirar o melhor para nosso município? Claro que a população também tem que amadurecer. Temos cabeças pensantes aqui, temos universidade, faculdades, uma elite (intelectual, ao menos) se formando. Onde estão essas pessoas para ajudar a redefinir os rumos da cidade? Com certeza não são os que se apresentaram nesse último pleito. Talvez esteja aí o nosso ponto de partida.

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