Comentários sobre: Rosas e a Santa Isabel https://simsaogoncalo.com.br/rosas-e-santa-isabel/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Wed, 17 Sep 2014 13:04:01 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 Por: Matheus Graciano https://simsaogoncalo.com.br/rosas-e-santa-isabel/#comment-82 Wed, 17 Sep 2014 13:04:01 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2011#comment-82 Em resposta a Jorge.

Belo depoimento, Jorge!
Seja bem-vindo ao SIM São Gonçalo. Se tiver alguma nova história e imagens de algo da cidade, basta entrar em contato.
Grande abraço.

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Por: Jorge https://simsaogoncalo.com.br/rosas-e-santa-isabel/#comment-81 Wed, 17 Sep 2014 03:45:41 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2011#comment-81 Tive a oportunidade de conhecer D. Celia no ano de 1970, lá se vão 44 anos. Lecionei matemática no então Ginásio Santa Isabel que funcionava à noite nas dependências de uma escola municipal ou estadual, não lembro.

A sede própria do Ginásio Santa Isabel ainda estava em construção, em terreno que teria sido doado pela família de D.Celia. Uma construção lenta que refletia as dificuldades da empreitada de tentar levantar uma escola num lugar que, na ocasião, era considerado como um cafundó de São Gonçalo. Enquanto isso as aulas, noturnas, seguiam nas dependências da escola pública, em uma rua mal iluminada e um pouco afastada do local de construção da sede própria.Fosse nos dias atuais e naquelas condições nenhum de nós teria coragem de lecionar lá.

Das salas de aula professore e alunos ficávamos observando a chegada do último ônibus no ponto final, na praça do bairro. Ninguém tinha condução própria. Perder o ônibus significava ter que dormir na casa de D. Celia o que para ela, carinhosa, era um prazer.

As dificuldades logísticas contrastavam com o entusiasmo de D. Celia. Protetora das crianças, ela fazia o máximo para agradar aos professores convencendo-os a se manterem trabalhando naquela lonjura, acessível apenas por ônibus cheios, mal conservados e trafegando em longo trecho de estrada de terra.

A D. Celia que conheci sempre estava entusiasmada. Carinhosamente costumava apelar aos professores, numa espécie de defesa de suas crianças, buscando saber o que mais poderia ser feito por este ou aquele aluno que não estava respondendo ao desempenho necessário nas disciplinas. Só a vi entristecida no período de doença e subsequente falecimento de sua irmã que também trabalhava no colégio e cujo nome não recordo. Lembro apenas que a filha (sobrinha de D. Celia) chamava-se Ana Maria e também lecionava na escola, história se não me falha a memória.

Sem dúvida D. Celia foi uma lutadora pela manutenção e o crescimento de um núcleo educacional em Santa Isabel. Naturalmente era um projeto dela, de sua livre escolha e satisfação, mas é muito bom quando o projeto de alguém não envolve exclusivamente a sua felicidade e bem-estar, mas assegura também um benefício para o outro, no caso em pauta acho que beneficiou uma comunidade.

Infelizmente só tive a oportunidade de rever D. Celia uma vez, algum tempo após ter deixado de lecionar naquela escola. Não cheguei a lecionar na sede que foi construída. Era estudante de engenharia, enquanto estudava sustentava-me lecionando matemática e física, e naturalmente busquei melhores condições de ganho e de trabalho. Mas, cumpri o compromisso que assumi com D. Celia: só deixar a escola quando providenciasse um substituto também engajado com aquele projeto … e com as crianças. Foi o que ocorreu. Aliás, diga-se de passagem, eu também era uma criança, entre 19 e 20 anos.

Hoje, sem querer, encontrei esse site falando da D. Celia Rosa e aproveitei a oportunidade para juntar minhas homenagens à querida D. Celia que conheci..

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