água Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/agua/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Fri, 08 Dec 2023 22:15:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg água Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/agua/ 32 32 147981209 Entre secas e enchentes, a cada chuva uma preocupação diferente https://simsaogoncalo.com.br/cada-chuva-uma-preocupacao-diferente/ https://simsaogoncalo.com.br/cada-chuva-uma-preocupacao-diferente/#respond Tue, 24 Oct 2017 13:29:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5622 A nossa vida urbana se distanciou da natureza. Estamos cada vez mais em cidades. Por conta disso, aos poucos, vamos perdendo algumas noções básicas, como a questão do acesso à água doce e sua transformação em potável. Em dias chuvosos, a cada gota que cai, só pensamos em nossos compromissos pessoais. Se vamos conseguir ou […]

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A nossa vida urbana se distanciou da natureza. Estamos cada vez mais em cidades. Por conta disso, aos poucos, vamos perdendo algumas noções básicas, como a questão do acesso à água doce e sua transformação em potável.

Em dias chuvosos, a cada gota que cai, só pensamos em nossos compromissos pessoais. Se vamos conseguir ou não chegar em tal lugar, ou se aquele evento vai rolar ou não por conta da chuva.

Entretanto, esses pensamentos não são gratuitos. Com tantos problemas de infraestrutura, chover significa transporte lento, pés na lama e todo o tipo de desconforto para quem precisa se deslocar na cidade.

De quebra, um outro problema constante faz com que o estado do Rio colecione desgraças: as enchentes. O excesso localizado de chuva no “lugar errado” gera muitos danos, incluindo em nossas casas.

Por outro lado, nossas deficiências educacionais nos fazem esquecer que, naquele lugar onde hoje enche, há 100 anos atrás já enchia. E até mesmo os políticos e administradores públicos, que deveriam saber daquilo, ficam perdidos a cada novo desastre que acontece, porque mal conhecem a geografia física do território que governam.

Secas: o problema da falta d’água se aproxima

Na gangorra do clima, este ano foi a seca que resolveu dar as caras novamente. Em setembro, os alertas começaram a ser dados. A bacia dos rios Guapiaçu e Macau, em Cachoeiras de Macacu, estava rareando, gerando dificuldades para abastecer o sistema Imunana-Laranjal. A consequência vimos nas torneiras sem água em São Gonçalo.

Além de Cachoeiras de Macacu, as cidades da serra fluminense, como Petrópolis e Teresópolis, além da metropolitana Guapimirim, também amargaram o período de quase dois meses e meio sem chover. A região da Serra dos Órgãos, de onde se originam alguns rios que compõem as bacias que irrigam as cidades fluminenses, está experimentando eventos completamente opostos daquele triste janeiro de 2011.

Como nos equilibramos entre secas e enchentes?

Apesar do desconhecimento dos nossos parlamentares e agentes do poder executivo, existem saídas. Mas para conhecê-las, é preciso se voltar para aqueles que produzem ciência para o estado: as Universidades Públicas.

Enchente de 2010 em Alcântara, São Gonçalo
Enchente de 2010 em Alcântara. Fonte: São Gonçalo On Line

Quando estamos em situações complicadas, a imprensa é a primeira a recorrer a elas. Os especialistas vêm à TV, falam, explicam, mas dias depois da água baixar ou cair, o assunto desaparece… até o momento que os problemas retornam. Geralmente mais fortes.

Há muitos estudos sobre como prevenir e remediar ambas as situações, de secas e enchentes. Mas é preciso que os eleitos se debrucem sobre o planejamento, integração entre poderes e instituições para melhor execução.

Afinal, em 2017, se eles se juntam para se proteger da punição de crimes, por que não conseguem fazer o mesmo quando o assunto é água?

Pobres de nós que somos governados por homens e mulheres de tão pouca visão e instrução.

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Cedae não consegue levar a água tratada do Laranjal ao Sacramento https://simsaogoncalo.com.br/cedae-nao-consegue-levar-a-agua-tratada-do-laranjal-ao-sacramento/ https://simsaogoncalo.com.br/cedae-nao-consegue-levar-a-agua-tratada-do-laranjal-ao-sacramento/#comments Wed, 04 Jan 2017 20:34:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4265 A ETA do Laranjal – Estação de Tratamento de Água – é responsável por tratar a água de São Gonçalo e Niterói, abastecendo quase 1.500.000 de habitantes. Se pegarmos uma bicicleta, chegamos em 25 minutos até o bairro do Sacramento. Rápido, não? Então, por que a água não consegue chegar com a mesma rapidez na região? Essa semana recebemos a mensagem de […]

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A ETA do Laranjal – Estação de Tratamento de Água – é responsável por tratar a água de São Gonçalo e Niterói, abastecendo quase 1.500.000 de habitantes. Se pegarmos uma bicicleta, chegamos em 25 minutos até o bairro do Sacramento. Rápido, não? Então, por que a água não consegue chegar com a mesma rapidez na região?

Estação de Tratamento de Água do Laranjal
Estação de Tratamento de Água do Laranjal – São Gonçalo.

Essa semana recebemos a mensagem de Fortunata Soares, moradora do Sacramento, bairro que tem como vizinhos Santa Izabel, Pacheco e Barracão. Ela veio nos contar que a velha conhecida falta de água voltou à região.

Segundo ela, a água não chega à sua casa e de seus vizinhos há pelo menos mais de 1 mês. Em alguns trechos da estrada Monte Formoso, o fornecimento de água não acontece desde o final de novembro. Ou seja, para algumas pessoas é quase uma quarentena sem água. O resultado é que eles estão comprando carros pipa para abastecer suas cisternas. Porém, tudo tem um preço. Como também pagam conta de água, eles cobram da CEDAE a resolução do problema que está impedindo que a água chegue às torneiras de suas casas.

Através do site da Companhia, neste link, é possível fazer reclamações. Mas para os moradores de lá, a medida não vem dando resultado.

A cisterna de Fortunata Soares, moradora do Sacramento, com a pouca água que ela e outros moradores compraram no carro pipa há 20 dias atrás.

Leia mais sobre os riscos e benefícios da possível privatização da Cedae.

O processo de tratamento de água começa na captação do canal de Imunana. Depois, a água é levada até a elevatória de água bruta através de um canal desarenador, que tira a areia e outros resíduos primários, ainda no município de Guapimirim. No momento seguinte, ela é bombeada até à ETA, no Laranjal.

Novas obras da CEDAE não resolveram antigos problemas de água

No início de 2014, o então prefeito Neilton Mulim (2013–2016) firmou uma parceria com a CEDAE, cujo presidente era Wagner Victer. Os R$17.290.855,47 vindos do governo federal, através do programa PAC2, seriam investidos na ampliação do sistema de distribuição de água na região.

Prefeito Neilton Mulim (2013-2016) em conversas com Wagner Victer, então presidente da CEDAE.
Prefeito Neilton Mulim (2013-2016) em conversas com Wagner Victer, então presidente da CEDAE.

Na época, a obra incluía a construção de dois reservatórios que seriam interligados ao já existente da Amendoeira. Um com capacidade para armazenar 10 milhões de litros, e outra unidade para 5 milhões de litros em Monjolos. Entretanto, o aumento da oferta de água da região – área de influência do Comperj – parece que não chegou a todas as torneiras do distrito.

Neilton Mulim, Nivaldo Mulim e Sandro Almeida, ainda em 2014, visitando o local das obras que já deveriam estar dando resultados hoje, em 2017.

Depois de passar o Natal e o Ano Novo sofrendo com a falta d’água, os moradores pedem uma solução da CEDAE. Parece que mesmo com investimentos na região, a Companhia de Águas e Esgotos do estado do Rio de Janeiro não consegue resolver um problema tão básico em qualquer média cidade brasileira.

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Privatização da CEDAE: riscos e benefícios para São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/privatizacao-da-cedae-riscos-e-beneficios-para-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/privatizacao-da-cedae-riscos-e-beneficios-para-sao-goncalo/#comments Wed, 02 Mar 2016 20:49:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3489 Uma comentarista da rádio CBN trouxe à tona uma possível negociação político-comercial com uma empresa que conhecemos bem: a CEDAE. Segundo a jornalista, o governo do estado está estudando a proposta de federalizar a empresa, o que significa passá-la ao governo federal. Essa manobra seria feita para que, depois de federalizada, o governo pudesse transformá-la numa concessão, assim como a Ampla, Eco […]

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Uma comentarista da rádio CBN trouxe à tona uma possível negociação político-comercial com uma empresa que conhecemos bem: a CEDAE. Segundo a jornalista, o governo do estado está estudando a proposta de federalizar a empresa, o que significa passá-la ao governo federal. Essa manobra seria feita para que, depois de federalizada, o governo pudesse transformá-la numa concessão, assim como a Ampla, Eco Ponte S.A, Barcas, entre outras concessões que conhecemos bem. Dessa forma, o estado poderia ficar um pouco “menor”, ou seja, com menos gastos, além de levar uma grana com essa manobra.

Todos sabemos que um dos maiores gastos do estado não é a Cedae, mas sim a previdência, responsável por aposentadorias, pensões e benefícios que o governo estadual paga e que, com o envelhecimento da população, só tendem a aumentar. A falta de verbas totais faz com que a Cedae caminhe a passos lentos. Em São Gonçalo, conhecemos muito bem a história de ficar sem água. Quando moleque, já fiquei algumas vezes sem água, chegando a tomar aquele legítimo banho de canequinha.

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Rio Bomba, que divide São Gonçalo e Niterói, transformado em valão, agora desagua suas águas sujas na Baía de Guanabara.

Em setembro de 2015, o Blog Verde do jornal O Globo publicou a opinião do atual presidente da assembléia sobre a privatização da Cedae, citando São Gonçalo, inclusive. A questão tem opositores dentro da Companhia, claro. Mas, segundo Jorge Picciani, a Águas de Niterói mostrou que é possível fazer esse trabalho com eficiência.

Mesmo acreditando que a concessão poderia ser um bom caminho para a cidade, há 3 pontos específicos que eu gostaria de chamar a sua atenção: Imunana-Laranjal, áreas de risco e diálogo com a prefeitura de São Gonçalo.

Estação Imunana Laranjal – São Gonçalo

1) Imunana-Laranjal

Se tem algo diferente na parte gonçalense da Cedae é a ETA Imunana-Laranjal. A Estação de Tratamento de Água, que fica no bairro de mesmo nome, capta e trata a água que recebe dos Rios Guapiaçu e Macacu, vindos lá de Cachoeira de Macacu, e manda para São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e Ilha de Paquetá.

Inaugurada em 1954, a estação trata cerca de 6.700 litros de água por segundo (isso mesmo!), para uma população de mais de 1,6 milhões de pessoas. Só por ter a segunda maior estação de tratamento de água do estado, fica a pergunta: a ETA entraria no bolo da privatização também? Sem dúvidas, seria uma importante e lucrativa parte do sistema nessa conta.

Outro detalhe importantíssimo nessa estação é a sua relação com o Comperj. Se você olhar no mapa, o rio Macacu passa exatamente atrás do Complexo Petroquímico. Inclusive, uma das polêmicas “contrapartidas” é a construção da barragem em Cachoeiras de Macacu, que planeja retirar cerca de 1.000 famílias que plantam na região, o que, ao meu ver, pode criar uma situação ainda sem precedentes de escassez de alimentos na região, fazendo com que os preços de alguns produtos e derivados subam.

Uma das soluções possíveis para evitar a barragem seria a construção de uma estação de tratamento de efluentes (de esgotos) que agisse em conjunto com o tratamento da água potável, permitindo que as águas pudessem ser recicladas. Este tipo de sistema, apesar de caro, evitaria o impacto ambiental irreversível prometido pela barragem do Guapiaçu.

Aliás, depois dá uma olhada nesse vídeo:

2) Áreas de risco

Outra situação muito comum na instalação de água são os “gatos”. O aumento das áreas de risco na cidade cresceu nos últimos tempos. Então, como entrar nas comunidades dominadas pelos traficantes e milicianos armados, impedindo o trabalho destes profissionais da água?

Infelizmente, nas regiões mais pobres as ligações clandestinas são ainda mais frequentes. Especialmente pelo não planejamento territorial dos lugares. Como fazer para não se meter em conflitos violentos e fazer o trabalho almejado? Esse é um desafio que ainda estamos para ver no estado do Rio de Janeiro.

Obras da CEDAE
Instalação de dutos de água nas ruas de São Gonçalo.

3) Prefeituras

No início de 2016, passei na Trindade e pude ver que, depois de asfaltar o bairro por completo, a Companhia de Água estava quebrando o asfalto para abrir um buraco no chão e fazer seu trabalho com as ligações de esgoto. Quando terminavam, ficavam os remendos expostos, esperando que a prefeitura fizesse seu trabalho novamente.

Se uma companhia como a CEDAE, estatal, não consegue trabalhar em uma parceria sadia com a prefeitura de São Gonçalo, fazendo com que nosso dinheiro não seja desperdiçado, o que esperar de um futuro privado? A prefeitura conseguirá trabalhar em pleno acordo com uma empresa assim?

Uma das coisas que deixam o cidadão mais irritado é esse “passa-repassa” nas responsabilidades. Hoje, prefeitura e Cedae culpam-se uma a outra por problemas que acontecem em diversas vias no estado. No final, quem sofre é o morador.

Espero que você tenha conseguido chegar até o final. Que esse texto sirva de reflexão e seja a primeira luz para essa importante questão em nossas vidas: a água. Sem ela, não somos absolutamente nada.

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Foto da abertura: Alexandre Vieira / Agência O Dia

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