baía de guanabara Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/baia-de-guanabara/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Tue, 05 Dec 2023 03:33:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg baía de guanabara Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/baia-de-guanabara/ 32 32 147981209 Meu sábado entre o Gradim e Itaoca https://simsaogoncalo.com.br/meu-sabado-entre-o-gradim-e-itaoca/ https://simsaogoncalo.com.br/meu-sabado-entre-o-gradim-e-itaoca/#comments Tue, 03 Oct 2017 13:12:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4807 Hoje sai do Pontal, ali no Gradim, e dei um rolê por toda a Baía de Guanabara. A missão era discutir a região como uma possível área de proteção ambiental para além das regiões já demarcadas. A companhia eram de professores, pesquisadores, comunicadores, gestores públicos e do anfitrião que era o Padre André. Passamos por […]

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Hoje sai do Pontal, ali no Gradim, e dei um rolê por toda a Baía de Guanabara. A missão era discutir a região como uma possível área de proteção ambiental para além das regiões já demarcadas. A companhia eram de professores, pesquisadores, comunicadores, gestores públicos e do anfitrião que era o Padre André.

Foto: Romário Régis

Passamos por Jurubaíba, Ilha das Flores, São João, Praia da Luz, Ilha Redonda e tantos outros pontos com potencialidades turísticas que sempre são incríveis de se observar. Todo ano faço trajetos parecidos de barco, mas a experiência sempre parece ser a primeira.

Foto: Romário Régis
Foto: Romário Régis
Foto: Romário Régis

Sempre ouço que essa região é impraticável por conta do tráfico de drogas e é. É difícil uma região tão bonita ser ocupada por um poder paralelo. Hoje mesmo, durante essa visita, ouvi de um dos traficantes da região a seguinte frase;

“Espero que vocês tragam algo de bom para a região, não quero essa molecada envolvida”

É contraditório? É! Mas aos poucos, mesmo aqueles que inviabilizam nossa ida até a região, compreendem que o melhor para os próximos é um outro caminho.

Itaoca e a sustentabilidade

Falando em caminho, a região de Itaoca pode caminhar sozinha. Ser sustentável economicamente, ecologicamente e criar um novo eixo de desenvolvimento na cidade. O turismo, a culinária, as tradições religiosas e a sua história fazem parte da fundação de uma cidade que ignora parte significativa do seu passado.

Foto: Romário Régis

Pela primeira vez meu rolê por essas bandas de gonça estava com o tempo nublado. Sempre vou pra lá me divertir, apresentar a região para amigos e amigas, mas dessa vez saio pensativo sobre a complexidade da nossa cidade e daquela área. Existem saídas, caminhos, percursos e muita gente disposta para essa construção, mas por onde começar?

De um lado a Associação de Moradores se desenvolve, do outro a Igreja Católica pensa na região com muito carinho por conta da sua proximidade com o tema. Ai juntam professores que possuem pesquisas na área, gestores públicos que tentam contribuir, moradores e o caldo vai se formando. Será possível tornar essas potencialidades viáveis? Fiquei me perguntando durante as últimas horas ali na Capela da Luz.

O lugar é lindo!
O lugar é agradável!
O lugar é fantástico!

Foto: Romário Régis

Vocês, que talvez não estejam entendendo por que perder tempo escrevendo sobre essa área, não devem conhecer o local. Como pode um caminho que passa pelo lixão de Itaoca  esconder tantas belezas? Isso tudo é nosso. É de cada gonçalense interessado em viver melhor por aqui.

Tire um domingo, junte alguns amigos, fale com a Igreja Católica, fale com a Associação de Moradores de Itaoca, fale com algum morador de lá e visite. Conheça o que há de melhor em nossa cidade e que com mais participação de todo mundo (poder público, poder privado e população), será possível começar a se pensar num lugar que de 10 em 10 pessoas, terá a possibilidade de um dia ficar lotado com muitos sorrisos, namoros e boas histórias.

Capela da Luz em Itaoca, São Gonçalo
Capela da Luz em Itaoca, São Gonçalo. Foto: Romário Régis

Que Itaoca seja cada vez menos dos tráfico e cada vez mais um lugar de outras oportunidades. Aquele lugar é lindo, precisamos trocar as armas por pirão e peixe fresco.

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Grande São Gonçalo: a região leste da Baía de Guanabara https://simsaogoncalo.com.br/grande-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/grande-sao-goncalo/#comments Tue, 29 Aug 2017 16:17:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4699 Há pouco tempo, fiz uma compra online. Na hora de definir a entrega, ​antes de escolher a cidade, eu precisava escolher uma região do Rio de Janeiro. E não é que São Gonçalo estava na lista da Baixada? Para bom entendedor, ficou claro duas coisas: a primeira é que, o significado de “Baixada” para quem […]

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Há pouco tempo, fiz uma compra online. Na hora de definir a entrega, ​antes de escolher a cidade, eu precisava escolher uma região do Rio de Janeiro. E não é que São Gonçalo estava na lista da Baixada?

Para bom entendedor, ficou claro duas coisas: a primeira é que, o significado de “Baixada” para quem não mora lá é algo pejorativo, sendo quase um adjetivo de “cidades pobres”; e a segunda é que, quem definiu a lista não sabe nada de Rio de Janeiro. Muito menos que a nossa classificação é regional, não social.

Depois desse momento, percebi que algumas pessoas já vêm chamando nossa região como Grande São Gonçalo. Mas você sabe como tudo isso surgiu? Fui buscar entender a raíz.

A fusão entre Guanabara e Rio de Janeiro em 1974

Em 1974, 13 anos após a transferência da capital do Rio de Janeiro para Brasília, o presidente militar Ernesto Geisel publicou a Lei Complementar Nº 20, de 1º de julho de 1974, que instituiu a fusão da Guanabara (cidade do Rio) com o estado do Rio de Janeiro. A partir dali, Niterói deixou de ser capital do RJ, transferindo os órgãos estaduais para a ex-capital brasileira, agora fluminense.

Após isso, Niterói manteve sua centralidade e importância para a região. O termo “Grande Niterói” referia-se a São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito e Niterói, cidades que hoje também conhecemos como Leste Fluminense, os municípios à leste da Baía de Guanabara.

São Gonçalo de 1970 até hoje: população cresceu 2,5 vezes mais

Nos anos 70, São Gonçalo já estava descendo a ladeira sem freio quando o assunto era importância no cenário fluminense. Sua desindustrialização era visível e os fatores econômicos aceleraram muito o processo.

Entretanto, não foram o suficiente para reduzir o crescimento da população. Pelo contrário. Saímos dos 430 mil habitantes nos anos 1970, para ultrapassar a barreira dos 7 dígitos, chegando ao atual mais de 1 milhão de pessoas.

E assim São Gonçalo se tornou a maior cidade fluminense depois da capital.

Baía de Guanabara vista pela Ilha das Flores, no Leste Fluminense.
Baía de Guanabara vista pela Ilha das Flores, no Leste Fluminense. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Localmente, é referência nos serviços primários, fora, tem gonçalenses espalhados em todo o RJ

A atual escassez de recursos divididos pela gigante população nos prejudica. Somos uma cidade com um dos valores mais baixos do orçamento por pessoa (per/capita). Para completar, São Gonçalo drena demandas das cidades vizinhas. Entre elas estão Itaboraí, Magé, Maricá e até Cachoeiras de Macacu.

As questões mais básicas, como saúde e educação, se desenvolveram na cidade. Apesar da precariedade do serviço público de saúde, ele funciona. Sem falar nas estruturas particulares, que se instalaram graças ao grande mercado consumidor.

Na educação, o efeito é similar. A presença da UERJ atrai estudantes de graduação no ensino público. No privado, Universo e Faculdade Paraíso desempenham seus papéis como pólos de formação superior.

Fora da cidade, a migração de gonçalenses para o Rio, Niterói e Maricá forma uma população que não se mantém indiferente à cidade, uma vez que seus amigos e parentes ainda moram e participam da vida social local.

Tratamento de água: presença da CEDAE

Estrategicamente, a cidade “mantém vivo” todo o leste fluminense. Nossas nascentes estão em Cachoeiras de Macacu e as águas da Grande São Gonçalo são tratadas na ETA Imunana Laranjal, reafirmando ainda mais sua característica central.

BR-101 e Shopping São Gonçalo no bairro Boa Vista, uma das entradas da cidade via estrada. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo
BR-101 e Shopping São Gonçalo no bairro Boa Vista, uma das entradas da cidade via estrada. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Os anos 2000 consolidaram a Grande São Gonçalo

Apesar das dificuldades financeiras da esfera pública, foram os investimentos privados aliados ao crescimento econômico e tecnológico os grandes responsáveis pelas mudanças locais.

O crescimento da “nova” classe média brasileira foi visível na cidade. A inauguração do primeiro shopping, em 2004, no Boa Vista, foi um marco na vida econômica e, até mesmo, social da cidade. Fez com que os gonçalenses se mantivessem no território, tanto para comprar, quanto para atividades de lazer.

Em 10 anos, vimos o surgimento de mais 3 centros comerciais na cidade: Boulevard/Partage, Guanabara Colubandê e o polêmico Pátio Alcântara.

O crescimento de Itaboraí com a construção do Comperj também foi determinante para a região no entorno de Alcântara, atraindo ainda mais pessoas e serviços.

Vimos também um desenvolvimento expressivo de Maricá. Com mais pessoas indo morar lá, o fluxo de trabalhadores com Rio e Niterói aumentou. E como sabemos, o principal caminho que leva à Maricá passa por São Gonçalo, pelas RJ-104 e RJ-106.

Politicamente a Grande São Gonçalo ainda não é uma realidade

O ponto fraco do território é o cenário pouco expressivo politicamente. Apesar da numerosa população, alto consumo e produção de artistas e talentos, nossa infraestrutura local é deficiente. Indiretamente, isso inibe as possibilidades de parcerias com os municípios irmãos, por conta das travas que isso gera, seja mentalmente ou fisicamente.

O fortalecimento de lideranças é o caminho mais desejado nesse contexto.

Mas é preciso pensar globalmente. Não só com líderes políticos, mas empresariais e sociais. Eles e elas são o caminho-chave na obtenção de recursos e formação de um novo pensamento.

Só assim, somados às forças da capital, região Serrana, dos Lagos, Costa Verde, Norte e Vale do Paraíba, será possível reerguer, mais uma vez, o estado do Rio de Janeiro, consolidando de vez o status da Grande São Gonçalo.

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Visitando a Ilha das Flores – de hospedaria de imigrantes à base da Marinha https://simsaogoncalo.com.br/visitando-a-ilha-das-flores-de-hospedaria-de-imigrantes-a-base-da-marinha/ https://simsaogoncalo.com.br/visitando-a-ilha-das-flores-de-hospedaria-de-imigrantes-a-base-da-marinha/#comments Mon, 17 Apr 2017 03:20:48 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4368 Você que sempre passa pela BR-101, já deve ter percebido a Ilha das Flores, na altura do Paiva. Hoje, ela está em posse da Marinha do Brasil. Mas nem sempre foi assim. Em março de 2017, rolou o Festival Gastronômico que aconteceu na Ilha. Uma oportunidade ímpar de vermos o o pôr-do-sol bem na beira do cais, de frente para a boca […]

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Você que sempre passa pela BR-101, já deve ter percebido a Ilha das Flores, na altura do Paiva. Hoje, ela está em posse da Marinha do Brasil. Mas nem sempre foi assim.

Em março de 2017, rolou o Festival Gastronômico que aconteceu na Ilha. Uma oportunidade ímpar de vermos o o pôr-do-sol bem na beira do cais, de frente para a boca da Baía de Guanabara, um dos bens naturais mais desprezados no estado do Rio de Janeiro.

Cais da Ilha das Flores, esperando o dia em que as águas da Baía de Guanabara voltarão a ser limpas. São Gonçalo – Rio de Janeiro

A origem do nome “Ilha das Flores”

“No início do século XIX, a Ilha das Flores pertencia a Delfina Felicidade do Nascimento Flores e seria denominada de Santo Antônio. É possível que o seu nome atual seja por conta da proprietária, pois o local deveria ser conhecido como a “ilha da Dona Flores”, que com o passar do tempo ficou Ilha das Flores. Em 1834, após a criação da Província do Rio de Janeiro, provavelmente, por alguma dívida da proprietária, a ilha passou ao tesouro provincial. Foi apregoada publicamente em 17 de agosto, em “praça de Juízo de Feitos” e arrematada por Maria do Leo Antunes (ESCRITURA, 1957a).”

A hospedaria de imigrantes

Em 1883, foi criada a primeira hospedaria de imigrantes do Brasil bem ali na ilha. Era uma forma de receber os imigrantes vindos de vários continentes que desembarcavam no porto do Rio de Janeiro, então capital do Brasil.

Ilha das Flores em São Gonçalo
Vista do cais de entrada da Hospedaria de Imigrantes. Embarcações próximas ao atacadouro. Ao fundo, o pavilhão de recepção da Hospedaria. Ilha das Flores, sem data. Autor desconhecido. Coleção Leopoldino Brasil. Fonte: hospedariailhadasflores.com.br

Vindos da Europa e Ásia, eles passaram a fazer parte dos planos para substituir a mão de obra escrava, abolida em 1888. Além da força de trabalho, eram fundamentais nas políticas de embranquecimento da população, que pretendia deixar o Brasil “mais branco”, dada a diferença numérica entre escravos negros e a população branca.

Em 1917, por conta da Primeira Guerra Mundial, as questões de segurança nacional fizeram a ilha ser transferida para as mãos do Ministério da Marinha. Nesse período, começou a ser usada também como prisão militar.

O uso prisional também aconteceu em outros dois importantes momentos na história brasileira. Podemos citar a década de 30, no primeiro governo Getúlio Vargas, e também a ditadura militar de 1964 a 1985.

Hospedaria de Imigrantes – Ilha das Flores, São Gonçalo – Rio de Janeiro
Desembarque de visitantes na Hospedaria de Imigrantes. Ilha das Flores. Sem data. Autor desconhecido. Coleção Leopoldino Brasil. Fonte: hospedariailhadasflores.com.br

Casa dos Fuzileiros Navais e clube do Marinheiro

A Hospedaria de Imigrantes da Ilha das Flores funcionou até 1966. Em 1968, o Ministério da Marinha passou a ocupar o arquipélago, instalando a Tropa de Reforço do Corpo de Fuzileiros Navais, em 1971.

Além de base da instituição, a Ilha das Flores de hoje também abriga o clube do Marinheiro, espaço onde aconteceu o Festival Gastronômico. Há também um restaurante no local, aberto ao público. Se você deseja ir a um lugar diferente na cidade, vale a pena conhecer o espaço na hora do almoço.

Praia Ilhas das Flores – Fuzileiros Navais e Marinha do Brasil
Praia na Ilhas das Flores – Baía de Guanabara, São Gonçalo

Ilha das flores, BR-101 e baía de guanabara

Ir à lha naquele fim de tarde de céu claro foi inspirador. Especialmente para nós, que vivemos nas caóticas cidades da região metropolitana. Observar a Baía de Guanabara daquele ponto é algo encantador.

Com a construção da BR nos anos 80, a Ilha das Flores passou a ter conexão direta com São Gonçalo por terra. As outras ilhas pertencentes ao arquipélago foram unidas por sucessivos aterramentos ao longo dos anos. Mesmo não sendo comparável, a vista da BR, assim como a da ilha, dá um “sossego na alma”, especialmente para nós que passamos estressados pela via.

O ponto negativo é o lixo doméstico. Lançado todos os dias na baía por nós, através do esgoto não tratado jogado nos rios, o lixo flutuante é visível. Sem falar que, quando a maré está baixa os problemas se tornam ainda mais aparentes, nos fazendo lembrar do quanto um dos pontos mais bonitos do Estado do Rio e de São Gonçalo foram poluídos por nosso deficiente saneamento básico.

Nossa sorte é que, mesmo depois de tantas interferências do ser humano, o visual continua espetacular.

Serviço: Museu da imigração da Ilha das Flores, funciona no mesmo espaço do Comando da Tropa de Reforço. De terça a domingo, de 9h às 17h. Entrada gratuita.

Fonte: Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores (abril/2017)

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