Baixada Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/baixada/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Mon, 15 May 2017 18:21:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg Baixada Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/baixada/ 32 32 147981209 Barcas em Duque de Caxias tem mais chances que em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/barcas-duque-de-caxias-tem-mais-chances-que-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/barcas-duque-de-caxias-tem-mais-chances-que-sao-goncalo/#comments Mon, 15 May 2017 16:38:58 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4614 A região metropolitana do Rio de Janeiro é a 2ª maior do Brasil. Uma das 20 maiores do mundo. Isso mesmo! Sem exagero. Temos cerca de 12 milhões de pessoas vivendo juntas e trafegando constantemente entre as cidades. Seja para trabalhar, estudar, viver. Não à toa, os maiores fluxos de pessoas entre cidades acontecem aqui. E São Gonçalo e Niterói estão em […]

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A região metropolitana do Rio de Janeiro é a 2ª maior do Brasil. Uma das 20 maiores do mundo. Isso mesmo! Sem exagero. Temos cerca de 12 milhões de pessoas vivendo juntas e trafegando constantemente entre as cidades. Seja para trabalhar, estudar, viver.

Não à toa, os maiores fluxos de pessoas entre cidades acontecem aqui. E São Gonçalo e Niterói estão em 2º lugar na lista brasileira.

Agora, um anúncio feito pela CCR Barcas em outubro de 2015 está próximo de se tornar uma realidade. A Secretaria de Transportes do RJ anulou o contrato antigo e já está preparando uma nova licitação para a concessão do serviço. E nesse momento decisivo, a pergunta que mais fazemos é: e as barcas para São Gonçalo, quando virão?

Barca Pão de Açúcar se preparando para entrar em operação no trajeto Praça XV – Arariboia.
Barca Pão de Açúcar se preparando para entrar em operação no trajeto Praça XV – Arariboia.

A jóia da Coroa Aquaviária é gonçalense

Como já contamos aqui, a história do serviço de barcas vem desde 1835, quando o trajeto Rio-Niterói era feito por barcas a vapor. A Sociedade de Navegação de Nictheroy operava com três barcas que trafegam de hora em hora. Com capacidade para 250 passageiros, elas trafegavam das seis da manhã às seis da tarde.

Entretanto, 182 anos depois, cá estamos com o mesmo serviço, no mesmo local. As linhas foram ampliadas para Paquetá, Gragoatá, Ribeira (Ilha do Governador) e, mais recentemente, Charitas. Mas a jóia da Coroa Aquaviária Fluminense permanece no trajeto Praça XV – Arariboia, tendo um grande público vindo de São Gonçalo.

Trânsito no Centro de São Gonçalo. Foto: Marcelo Feitosa
Trânsito no Centro de São Gonçalo. Foto: Marcelo Feitosa

São Gonçalo que, aliás, é a cidade que tem a maior perda de tempo no trânsito do Rio de Janeiro.

Não é preciso pensar muito para chegar à conclusão que, com 2 dos maiores fluxos pendulares do Brasil, ou seja, pessoas indo e voltando todos os dias, implantar a estação das barcas em São Gonçalo seria um ótimo negócio. Pelo menos na teoria.

Projeto de estação das barcas em Duque de Caxias, RJ.
Projeto de estação das barcas em Duque de Caxias, RJ.

Quando Duque de Caxias entra e põe a Baixada no jogo

O transporte aquaviário na Baixada não é nenhuma novidade. Desde o século XVIII, funcionava em Magé o Porto da Estrela, lugar onde pessoas e produtos circulavam, inclusive encurtando o caminho para a serra fluminense.

Aproveitando a nova licitação do serviço, momento onde todas as regras contratuais são dispostas, Duque de Caxias, a maior cidade da baixada fluminense, resolveu apresentar seus estudos de viabilidade para que as embarcações cheguem até lá.

Na prática, isso poderia reduzir boa parte do trânsito da linha vermelha, uma das principais vias de ligação da cidade do Rio com o município vizinho. Além de impactar as cerca de 118 mil pessoas que todos os dias vão e vem nesse trajeto.

Trânsito na Linha Vermelha em direção à Caxias e Ilha do Governador. Foto: Rafael Bozeo
Trânsito na Linha Vermelha em direção à Caxias e Ilha do Governador. Foto: Rafael Bozeo

Por que Caxias tem mais chances que São Gonçalo?

Caxias tem um PIB (Produto Interno Bruto) que é quase 2 vezes o de São Gonçalo. É o 3º maior do estado e o 22º maior do Brasil. Além disso, possui a REDUC, a refinaria responsável por 80% da produção de lubrificantes e pelo maior processamento de gás natural do Brasil.

Na teoria, Caxias é bem mais rica que São Gonçalo. Na vida real, nem tanto.

O PIB caxiense é puxado pela refinaria. Mas isso não significa que o dinheiro gerado pelos impostos são distribuídos em melhorias, deixando a população mais rica.

Praça do Pacificador em Duque de Caxias, a capital da Baixada Fluminense.
Praça do Pacificador em Duque de Caxias, a capital da Baixada Fluminense.

Porém, no final, o que vale é dinheiro no caixa do município. Sendo assim, já anunciaram o alargamento da Rua Almirante Greenfall, uma das ruas de acesso à futura possível estação, que passará a ter 500m de comprimento por 300m de largura.

Caso consigam a inserção na licitação, Caxias será a nova Niterói.

Da mesma forma que a praça Araribóia absorve toda a população de São Gonçalo e Maricá, Caxias fará isso com a população das outras cidades da baixada, fazendo com que elas deixem seu dinheiro na região.

Enquanto isso, vemos pouca movimentação em São Gonçalo. Gradim, Porto da Pedra, quais seriam os possíveis pontos para a recepção da Estação das Barcas Gonçalenses nesse modelo atual? Há estudos de viabilidade recentes? Precisamos construir esse material para levá-lo a público o quanto antes.

Barcas: uma luz no fim do túnel

Prefeitos e vereadores, a barca é mais viável que BRT e Metrô

É sabido que depois dessa crise econômica, nem o Comperj será o que foi prometido. Os investimentos minguaram e todo o El Dourado enferrujou. Nada de metrô, nem de BRTs pelos próximos anos.

Porém, essa janela das barcas pode se tornar uma viável opção. O tempo de deslocamento do gonçalense até o Rio, principalmente, diminuiria muito. Sem falar no alívio mental que é atravessar a Baía de Guanabara, ao invés de ficar preso num ônibus durante horas.

Todo mundo ganha. E só quem perde são aqueles que preferem que a situação se mantenha para continuar extorquindo o dinheiro de São Gonçalo.

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O cinturão fluminense https://simsaogoncalo.com.br/o-cinturao-fluminense/ https://simsaogoncalo.com.br/o-cinturao-fluminense/#comments Tue, 01 Apr 2014 00:01:15 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1916 Você já pegou o 371, Tiradentes-Praça Seca? Até pouco tempo, nem eu. Já fiz diversos caminhos para chegar à zona norte. Mas nunca o itinerário desse ônibus. Basicamente, ele vai por São Cristóvão, passando na porta da Mangueira, de Manguinhos… Aliás, se você não é do Rio, copie “Manguinhos Rio de Janeiro” e cole no […]

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Você já pegou o 371, Tiradentes-Praça Seca? Até pouco tempo, nem eu.

Já fiz diversos caminhos para chegar à zona norte. Mas nunca o itinerário desse ônibus. Basicamente, ele vai por São Cristóvão, passando na porta da Mangueira, de Manguinhos… Aliás, se você não é do Rio, copie “Manguinhos Rio de Janeiro” e cole no Google Imagens. É mais ou menos por aí. Para completar a emoção, quando o ônibus parou no ponto da localidade, uma saraivada de barulhos parecidos com “bombinha” causaram apreensão. Se não foram bombinhas… Ah, você sabe. Enfim, nada que abalasse a paz do local.

No estado do Rio de Janeiro, a região metropolitana é dividida entre a faixa de areia e o resto. Sim, o resto. Sem papinho de guerra de classes, por favor. O que há é uma separação, simples assim. Só há um erro na areia: as favelas. Por uma conjuntura histórica e não planejada pelos eugenistas do passado, elas foram promovidas de apêndices a órgãos vitais. Os morros litorâneos poderiam ser todos como Santa Teresa. Mas alguém “errou” o projeto. Quem foi, eu não sei. Só sei que ”nunca antes na história desse país”, essa diferença bruta se tornou tão interessante.

Talvez, interessante não seja a melhor palavra. Mas como eu não sou alarmista, otimista, nem pessimista, é ela que vou usar.

Sozinho, o Rio metropolitano (ou grande rio) elege governador, senador, contribui com uma boa fatia de votos para eleger um presidente e formar parte da bancada do congresso federal. Mais relevante é que parte da “influência cultural” do Rio para o Brasil vem dessa parte. O restante está nas fotos bonitas, que nunca vão mudar de lugar (Pão de Açúcar, Corcovado, Lagoa, etc). O modo de vida dessa população é expressa nos funks, carnaval e em tudo mais que se queira usar para dar “brasilidade”. Aliás, sem esse povo, nada disso existiria. Talvez ainda estivéssemos dançando polka, valsa, fingindo que gostamos de bossa nova ou alguma coisa do tipo. Danças indígenas? Sei lá. Dela sai um link direto com a zona leste paulistana, periferias de Brasília, Pernambuco, Bahia, Pará e de quem mais estiver espelhado nesse “jeitinho todo especial” de ser ex-pobre, agora, talvez, classe-média.

O Cinturão Fluminense – Sim São Gonçalo
Foto: @luizarandrade no Instagram / RJ104, altura do Colubandê, passarela “Biquinho de Lacre”.

De Santa Cruz, adentrando a zona Norte, Baixada, São Gonçalo e terminando em algumas partes de Niterói, existe um cinturão imaginário. Uma rede de gente que gosta de ser chamada de carioca, mas não faz ideia do que isso significa. Ser carioca significa praia, sol, gente feliz. Não é isso? Mas quantos desses convivem com a praia ao invés do lixo, valões e a poeirada das ruas? Sem falar nos inúmeros fluminenses que confundem a nomenclatura com o time tricolor das laranjeiras e se declaram… cariocas? Sim, quantos!

Outro detalhe é a intolerência religiosa de alguns grupos evangélicos com a umbanda e o candomblé (mais conhecidos como “macumba”) nas zonas mais pobres. A notícia vem no momento em que a faixa de areia, numa vontade de “volta às raízes”, se mostra, mais do que nunca, devota de São Jorge e Iemanjá. Num outro vértice mais curioso, as últimas pesquisas para governador revelaram que os dois campeões de intenção de voto são… evangélicos! Surpresa? Se olhássemos a história, talvez entendêssemos o porquê de Getúlio ter se aproximado da igreja católica, uma vez que ele nem religião tinha. Deus e a política juntos como sempre.

Com dinheiro, cultura, poder e internet na mão, eles (ou nós) são bem mais que apenas um novo poder econômico.

Post original publicado em Matheus Graciano.

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