escola de samba Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/escola-de-samba/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Thu, 30 Nov 2023 16:58:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg escola de samba Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/escola-de-samba/ 32 32 147981209 Viradouro, Porto da Pedra e a representatividade das escolas de samba https://simsaogoncalo.com.br/viradouro-porto-da-pedra-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/viradouro-porto-da-pedra-goncalense/#comments Mon, 19 Feb 2018 16:46:11 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6183 Em fevereiro de 2018, a Viradouro sagrou-se campeã do grupo de acesso das escolas de samba do Rio de Janeiro. Com essa vitória, conseguiu seu retorno ao grupo Especial. Na mesma competição, a Unidos do Porto da Pedra ficou em 3º lugar. E no próximo ano, tentará novamente uma vaga na elite. Para conhecer a […]

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Em fevereiro de 2018, a Viradouro sagrou-se campeã do grupo de acesso das escolas de samba do Rio de Janeiro. Com essa vitória, conseguiu seu retorno ao grupo Especial. Na mesma competição, a Unidos do Porto da Pedra ficou em 3º lugar. E no próximo ano, tentará novamente uma vaga na elite.

Para conhecer a histórias das duas escolas, clique a seguir em:

A intenção aqui é falar sobre a representatividade das escolas de samba locais no carnaval. Isso envolve, inclusive, o bairrismo recente que tenta opor as duas agremiações que representam a cidade no carnaval carioca. Os argumentos são passionais, fáceis de acreditar, especialmente se você for um “gonçalense novo”, ou seja, começou a pouco tempo a ter uma identificação com a cidade.

Desfile da Porto da Pedra em 2018, no grupo de acesso.
Rainha de bateria Danielle Ferreira no desfile da Porto da Pedra em 2018, no grupo de acesso. Foto: O Carnavalesco / Allan Duffes e Magaiver Fernandes

Já de antemão, agradeço a André Churros, fundador do São Bloco e mestrando em Estudos Literários pela UERJ/FFP, pela consultoria.

Uma escola de samba entre cidades irmãs

A Viradouro é uma das raras escolas de samba que se divide em 2 cidades: São Gonçalo e Niterói. Desde o samba de 1994, “Tereza De Benguela – Uma Rainha Negra No Pantanal”, já era possível ouvir o intérprete, Rico Medeiros, anunciando as duas cidades no início do samba-enredo, em seu grito de guerra.

Mas foi na voz de ouro de Dominguinhos do Estácio que o clássico “Alô, Niterói. Alô, São Gonçalo. Olha a Viradouro Chegando” tornou-se uma marca inconfundível, selando o vínculo definitivo da escola entre as duas cidades.

A estratégia acertada da Viradouro em conclamar ambos os municípios no início dos sambas já mostrava a percepção do crescimento da Porto da Pedra. Em 1994, a Porto já desfilava entre as escolas cariocas, com o objetivo de chegar ao sonhado Grupo Especial.

No Bonde do Samba: Unidos do Viradouro
O bonde que fazia o retorno no “Viradouro” em Santa Rosa, Niterói.

Mesmo com seu início no “Viradouro dos Bondes” (em Santa Rosa), foi no Barreto – bairro que fica na divisa entre as duas cidades – que a escola fez sua história mais recente. O fácil acesso a ambos os municípios fez com que seus cidadãos participassem das atividades da escola, ajudando-a, inclusive, no caminho vitorioso das décadas anteriores.

Ensaios da Viradouro em São Gonçalo

Para os gonçalenses novos, que não presenciaram os anos 90 e a primeira metade dos anos 2000, é interessante lembrar que a Viradouro fazia seu primeiro ensaio preparativo para o carnaval no trecho entre o Paraíso e a Mangueira.

Quadra da Viradouro no Barreto em 2014, quando a escola conseguiu retornar ao grupo especial. Foto: Márcio Oliveira
Quadra da Viradouro no Barreto em 2014, quando a escola conseguiu retornar ao grupo especial. Foto: Márcio Oliveira

Os ensaios de rua sempre foram um dos melhores captadores de novos fãs para as escolas. A Viradouro, em especial, fazia seus ensaios ao final das tardes, o que levava muitas famílias às ruas. Ainda criança, eu ia com minha avó. Situação bem diferente de hoje, em que os ensaios da Porto da Pedra são à noite e não têm o mesmo perfil familiar, notando-se a pouca participação de crianças, infelizmente.

Ainda me recordo do ensaio de 2001. Foi um ensaio de rua marcante, especialmente pela presença da Luma de Oliveira, modelo de sucesso da época, à frente da bateria do Mestre Ciça. A rua estava lotada num nível difícil de mensurar.

Os ensaios na cidade acabaram ainda nos anos 2000, quando a escola limitou-se a ensaiar na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, no Centro de Niterói. Um dos prováveis motivos foi a falta de apoio dos governos locais na logística do fechamento das ruas.

Há também quem diga que o horário dos desfiles no Paraíso/Patronato interferia no andamento da missa da Igreja Nossa Senhora Aparecida, que ocorria no mesmo horário. Quem participou da escola na época, diz que ao passar pela igreja, o carro de som e a bateria precisavam parar suas atividades, retomando-as mais à frente.

A Porto da Pedra contornou esses problemas jogando seus ensaios para mais à noite.

Portal da Loucura da Porto da Pedra em 1997, no samba que conquistou o quinto lugar no grupo especial
Portal da Loucura da Porto da Pedra em 1997, no samba que conquistou o quinto lugar no grupo especial, retornando no sábado das campeãs.

Uma era vitoriosa de Viradouro e Porto da Pedra

O ano de 1997 foi um marco para Porto da Pedra. Em seu segundo ano como desfilante na Sapucaí, a escola conseguiu um memorável 5º lugar, voltando entre as campeãs no sábado seguinte.

Maior ainda foi a emoção da Viradouro, quando, com o enredo “Trevas! Luz! Explosão do Universo”, de Joãozinho Trinta, sagrou-se campeã daquele ano.

Naquele ano, após o fim da apuração das notas, era impossível sair, entrar ou transitar em São Gonçalo. No Barreto, principal entrada do município, a Viradouro comemorava o título inédito e, no Centro da cidade, a Porto da Pedra comemorava a colocação inédita. Hoje sabemos que este foi o máximo de representatividade que o leste fluminense pôde alcançar no quesito Carnaval.

O marco foi ainda mais intenso, pois as duas escolas que a representavam no Grupo Especial desfilaram no domingo pós-carnaval, no Rodo.

Integração entre as escolas do leste fluminense

Mesmo com o sucesso e a proximidade geográfica de ambas, parece que não havia um esforço para que elas se integrassem. Entre os componentes, a regra não dita era: “quando se desfila em uma, não se desfila na outra”.

E um grupo se destaca nesse ponto: a bateria.

Surdo de Primeira da Bateria Ritmo Feroz, da Unidos do Porto da Pedra.
Bateria Ritmo Feroz, da Unidos do Porto da Pedra. Fotografia: Jaylton Pimentel

Um dos promotores desses primeiros passos em direção à integração das baterias foi o Mestre Marcinho. Cria da Viradouro, Marcinho tornou-se um mestre de bateria de sucesso na escola Em Cima da Hora. Por ter se destacado, foi convidado a reger a Ritmo Feroz, a bateria da Porto da Pedra. Por seu histórico, conseguiu atrair alguns de seus parceiros para desfilar pela Porto.

“Eu me lembro do primeiro ensaio do Marcinho como Mestre da Porto da Pedra. Substituía o Mestre Cosme, que já estava na escola desde a ascensão ao grupo especial. Marcinho era um dos diretores auxiliares do Mestre Ciça na Viradouro e isso fez com que muitos de nós fôssemos ajudá-lo no novo trabalho. Na primeira reunião, ficou nítida a hostilidade de ambos os lados: de um lado, a galera da Porto; de outro, a gente da Viradouro, os forasteiros. Foi um começo complicado, mas, ao longo do tempo, o Marcinho conseguiu fazer um intercâmbio entre as baterias”, diz André Churros.

Aos poucos, quando os horários de desfile não interferiam, membros das duas escolas passaram a se frequentar mais, apesar de alguns relatos mencionarem que a Viradouro nem sempre recebesse membros da Porto tão bem.

Joãosinho Trinta na Sapucaí pela Viradouro em 1994
Joãosinho Trinta na Sapucaí pela Viradouro, ainda em 1994, com o enredo “Tereza De Benguela – Uma Rainha Negra No Pantanal”. Foto: Arquivo O Globo / Ivo Gonzalez

Retorno de mídia de Viradouro e Porto da Pedra

Apesar de termos poucos indicadores palpáveis sobre isso nas décadas passadas, é ponto pacífico que ainda há muita lembrança de ambas as marcas, quando o assunto é Niterói e São Gonçalo no grupo especial.

E nesse quesito, a Viradouro pode contribuir mais com sua história campeã.

De 1997 a 2007, a escola do Barreto voltou no Sábado das Campeãs por 9 vezes. Enquanto isso, a Porto da Pedra, que só voltou em 1997, trabalhava para fazer um bom desfile e se manter na categoria.

Joãosinho Trinta recebe Caetano Veloso na quadra da Viradouro, no Barreto em 1998. Foto: Carlos Ivan
Joãosinho Trinta recebe Caetano Veloso na quadra da Viradouro, no Barreto em 1998. Ao fundo, Tony Garrido, Cidade Negra. Foto: Carlos Ivan

Essa diferença marcou a Viradouro como uma escola de ponta, que disputa campeonato e tem cara de campeã. Isso, somado à equipe técnica da escola – que já teve em seu plantel nomes como os lendários Joãozinho Trinta, Mestre Ciça, Dominguinhos do Estácio, além das rainhas de bateria Luma de Oliveira e Juliana Paes em seus auges –, deram ainda mais credibilidade à bandeira da agremiação de São Gonçalo e Niterói.

Não se pode esquecer que, nos carnavais de 1997 e 1998, a Viradouro apresentou os 2 sambas que tiveram uma aceitação popular inimaginável naqueles carnavais e são cantados até hoje: “Vou cair na gandaia/Com a minha bateria/No balanço da mulata/A explosão de alegria” (1997) e “Hoje o amor está no ar/Vai conquistar seu coração/”Tristeza não tem fim, felicidade sim”/Sou Viradouro, sou paixão” (1998).

Acrescente-se a esses sambas o fato de a Unidos do Viradouro, em 1998, ter apresentado o enredo Orfeu, o Negro do Carnaval, baseado no mito grego e na peça de Vinicius de Moraes, que virou filme lançado em 1999, dirigido por Cacá Diegues. Todas as filmagens diretamente ligadas ao carnaval foram feitas na quadra, no barracão e no desfile da escola.

A Viradouro, então, era agora frequentada por personalidades como Caetano Veloso, Cacá Diegues, Toni Garrido, Patrícia França, Murilo Benício, Milton Gonçalves, Zezé Motta, Stepan Nercessian, entre outros. Todos queriam estar e desfilar na escola que, na época, era a escolhida dos atores e demais celebridades.

“Era realmente algo muito fora de comum. De uma hora outra para outra, todas as celebridades que eu via na TV estavam lá na quadra, em todos os ensaios e eventos. Quadra com lotação máxima sempre. Só fui ver tantas celebridades reunidas dentro de uma só escola de samba quando desfilei na Grande Rio em 2010”, diz André Churros.

Pensando nesse histórico, ainda vivo na cabeça de muitos gonçalenses, é um desperdício de energia nutrir qualquer tipo de rivalidade entre Viradouro e Porto da Pedra. Suas trajetórias são distintas, bem como a lembrança de marca que cada uma gerou ao longo do tempo.

Nesse sentido, o mais correto seria São Gonçalo voltar a abraçar ambas como marcas da cidade. Bem como muitos gonçalenses já fazem há anos.

Porém, tudo na vida envolve um fator fundamental para que tudo aconteça: o dinheiro. E é sobre ele que falaremos num post futuro. Abordando o relacionamento entre prefeituras, mídia, empresários e o jogo do bicho.

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Unidos do Porto da Pedra: do Futebol para Sapucaí, dá-lhe Tigre! https://simsaogoncalo.com.br/futebol-para-sapucai-tigre-unidos-porto-da-pedra/ https://simsaogoncalo.com.br/futebol-para-sapucai-tigre-unidos-porto-da-pedra/#comments Sun, 25 Jan 2015 16:23:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2539 Uma história sobre a Porto da Pedra, a escola de samba gonçalense, por Alex Wolbert. Eu não entendo, fiz tudo certinho. Pulei as sete ondas na meia-noite do dia primeiro para abrir meus caminhos em 2015. Mas na matéria de futebol e time de coração, o caminho ainda está obstruído. Foram três jogos e três […]

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Uma história sobre a Porto da Pedra, a escola de samba gonçalense, por Alex Wolbert.

Eu não entendo, fiz tudo certinho. Pulei as sete ondas na meia-noite do dia primeiro para abrir meus caminhos em 2015. Mas na matéria de futebol e time de coração, o caminho ainda está obstruído. Foram três jogos e três derrotas, sendo que uma delas para o maior rival, o urubu. Mas pensando bem, não tinha nenhum manual na simpatia que dissesse que funcionaria com futebol. Antes fosse botafoguense, pois não me importaria de cair para segunda divisão e ser derrotado no primeiro jogo do ano para o Gonçalense. Perderia para o Gonçalense com muito orgulho, ÔRRA!

Virar casaca não passa pela cabeça, já que paixão futebolística não se explica. Mas pensando bem, se ele não fosse o time do meu coração, seria a minha escola de samba?

Já estou até vendo, um abre alas com um enorme bacalhau e uma comissão de frente de pernas-de-pau coreografadas pelo Coisinha de Jesus. Na ala das baianas, todas com aquelas saias rodadas de lã vermelhas com bordados em preto e lenços coloridos escorregando pelos ombros. Sem faltar o tradicional tamanco de madeira que faria maior sucesso na Sapucaí ecoando durante a paradinha da bateria. E o “puxador” Roberto Leal chamando a galera com o grito de guerra: “Olha o gigante da colina ai, gente! Chora cavaco!”

Pensando bem, não daria muito certo o meu time de coração virar escola de samba. Mas deu muito certo o time de futebol criado no Porto da Pedra virar a minha escola de coração.

Ritmistas GRES Unidos do Porto da Pedra
Ritmistas da Porto da Pedra desfilando no carnaval de São Gonçalo, nos anos 80.

Uma história sobre a Porto da Pedra

A Unidos do Porto da Pedra é o único representante do município de São Gonçalo a desfilar no carnaval carioca. A escola de coração da maioria dos gonçalenses nasceu nos anos 70, oriundo de um clube de futebol chamado Unidos do Porto da Pedra Futebol Clube, com uniforme nas cores vermelho e branco que até hoje representam a escola.

Como futebol e samba se completam, em 1975, dois anos depois que se consagrou campeão gonçalense de futebol, nasceu a ideia de criar um bloco de rua. Em 8 de março de 1978, foi oficialmente registrado como um bloco de enredo chamado “Bloco Carnavalesco Porto da Pedra”.

Apenas 3 anos depois, em 1981, alcançou a categoria de escola de samba, ficando com o vice-campeonato com o enredo “Mundo Infantil”, no grupo B do carnaval de São Gonçalo. No ano seguinte, já no grupo A, conquistou a primeira vitória como escola de samba com o enredo “No Reino da Fantasia”.

Time do Porto da Pedra em 1973
Time do Porto da Pedra em 1973.
Unidos do Porto da Pedra Futebol Clube
Outra imagem da equipe que defendia o Unidos do Porto da Pedra Futebol Clube.

Em 1985, a agremiação resolveu abandonar a competição e apresentando-se somente em seu bairro durante muito tempo. Só em 1990, conseguiu obter uma quadra de ensaios coberta, ainda que considerada pequena.

Em 1993, recebeu um convite para se apresentar no carnaval carioca no chamado grupo de acesso do Rio de Janeiro, que nessa época ainda desfilava na Avenida Rio Branco.

Componente de ala no Unidos do Porto da Pedra, no desfile de 1994.
Componente de ala no Unidos do Porto da Pedra, no desfile de 1994.

Esse ano a Porto da Pedra tem como enredo “Há uma luz que nunca se apaga!e será a 6ª escola a desfilar na sexta-feira, dia 23 de fevereito de 2015, pela série A do Carnaval Carioca.

Logo depois, através de Jorginho do Império e Jorge Andrade, a escola filiou-se à AESCRJ, a Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, disputou no Grupo de Acesso. Em 1994, o então presidente da recém criada LIESGA, Paulo Almeida, convidou a Porto da Pedra para desfilar no Grupo 1. Na época, este era o passo anterior ao sonhado Grupo Especial.

Com o enredo “Campo Cidade em Busca da Felicidade”, interpretado por Wantuir, a Porto fez um belo desfile, ganhando o título da categoria em 1995. E assim, começou sua saga no grupo de elite do Carnaval Carioca, cuja estreia foi em 1996, como você pode conferir aqui.

Acho que estou exigindo demais da simpatia dos 7 pulinhos. Vocês não acham? Dizem que o ano só começa depois do carnaval. E se for, realmente verdade boas notícias virão em todos os sentidos, incluindo futebolísticos e carnavalescos. Como na música de Gilberto Gil, andar com fé eu vou. A fé não costuma a falhar.

Então, 2015, só vai dar Tigre e Bacalhau!

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