manchester fluminense Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/manchester-fluminense/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Thu, 27 Sep 2018 01:42:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg manchester fluminense Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/manchester-fluminense/ 32 32 147981209 São Gonçalo tem jeito? Depende de quem a vê https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-tem-jeito-depende/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-tem-jeito-depende/#comments Mon, 04 Jun 2018 14:15:54 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6613 O Brasil é um país com três capitais distintas. São Paulo, a financeira. Brasília, a administrativa. E o Rio de Janeiro, a cultural. São Gonçalo, bem como todas as outras cidades ao redor da Baía de Guanabara, sofre dessa dualidade de efeitos benéficos e maléficos pela proximidade com a polêmica capital fluminense. Diferente das cidades da […]

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O Brasil é um país com três capitais distintas. São Paulo, a financeira. Brasília, a administrativa. E o Rio de Janeiro, a cultural. São Gonçalo, bem como todas as outras cidades ao redor da Baía de Guanabara, sofre dessa dualidade de efeitos benéficos e maléficos pela proximidade com a polêmica capital fluminense.

Diferente das cidades da baixada, pouco desenvolvidas há uns 100 anos atrás, São Gonçalo era o oposto. A tal “Manchester Fluminense” se desenvolveu e caiu na mesma velocidade. Por este motivo, é possível afirmar que vivemos a decadência, enquanto a baixada a ascendência. Sendo que, atualmente, nem no mesmo nível estamos mais, visto que eles tendem a crescer ainda mais regionalmente.

E numa trajetória descendente, o que nos faria encontrar novamente o caminho de um desenvolvimento relevante e sustentável?

O que faria essa cidade ter jeito?

A resposta é uma só: pessoas. Especialmente aquelas que São Gonçalo expulsa de si.

Longe de mim acreditar que a cidade faz isso de propósito. Não faz! Pelo contrário. Nos momentos mais dolorosos, é o primeiro refúgio de todos os “expatriados” desse nosso país.

É consenso entre muitas pessoas que já foram da cidade que, por mais problemas que tenhamos, as boas memórias são as que ficam. E a cada vez que rodamos o mundo, são as mesmas lembranças que nos fazem a olhar para este território ao lado Leste da Baía de Guanabara com esperança.

Porém, há um outro tipo de pessoa que impede que novas visões de mundo cheguem até aqui. São os “nacionalistas”. Eles acreditam que toda a solução de São Gonçalo mora nela. Alguns até dizem inspirar-se em paulistas e cariocas para pensar assim.

Porém, o exemplo principal das duas maiores cidades brasileiras é completamente diferente: enquanto elas atraem os cérebros e mão de obra qualificada, os nacionalistas gonçalenses, os repelem. Até o atual prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, é gonçalense.

Estamos tão perto do maior cartão postal da América Latina, próximos ao Galeão que nos conecta a diversos aeroportos com vôos diretos para diversos pontos do mundo, mas quando cruzamos o Rio Bomba, parece que nada mudou.

Ainda sim, São Gonçalo tem jeito?

Se começarmos a entender nossas potencialidades, fazendo parcerias com todos os territórios ao redor, rechaçando esse bairrismo triste das mentes sem futuro, talvez tenhamos jeito sim.

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Menos acidentes de trânsito e mais cidadania – o valor da sinalização https://simsaogoncalo.com.br/menos-acidentes-de-moto-e-mais-cidadania-o-valor-da-sinalizacao/ https://simsaogoncalo.com.br/menos-acidentes-de-moto-e-mais-cidadania-o-valor-da-sinalizacao/#respond Thu, 05 May 2016 19:38:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3599 No planejamento urbano de qualquer cidade, itens como iluminação, pavimentação, calçamento, arborização e saneamento são sempre os mais lembrados pelos administradores públicos. Entretanto, existe um em especial que, quando presente e bem feito, faz toda a diferença na valorização do local: a sinalização. Nos últimos governos gonçalenses, a preocupação com a beleza da cidade até foi levada […]

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No planejamento urbano de qualquer cidade, itens como iluminação, pavimentação, calçamento, arborização e saneamento são sempre os mais lembrados pelos administradores públicos. Entretanto, existe um em especial que, quando presente e bem feito, faz toda a diferença na valorização do local: a sinalização.

Nos últimos governos gonçalenses, a preocupação com a beleza da cidade até foi levada em conta. Entretanto, boa parte das soluções são de extremo mau gosto e péssima funcionalidade. Sem pensar minimamente na acessibilidade urbanística, cometemos algumas atrocidades.

Exemplos estranhos disso foram as lâmpadas verdes que puseram há um tempo na rua da caminhada, entre o Patronato e o Paraíso. Outra piada são os canteiros de pedra sobre as calçadas no Boa Vista. E os ferros incompreensíveis da praça Chico Mendes, no Raul Veiga? O bom senso demorou mas chegou, e eles foram retirados recentemente, após mais uma sandice.

Praça Chico Mendes, a "praça da Bíblia" pelos governos anteriores. Foto: Alex Wolbert
Praça Chico Mendes, a “praça da Bíblia” deturpada. Foto: Alex Wolbert

Todos esses casos parecem ter vindo da mente de alguém sem o mínimo senso estético, funcional ou referências do que acontece no mundo. Afinal, se a cidade é para as pessoas, como os equipamentos urbanos não se relacionam com elas?

Calçadas no Boa Vista – São Gonçalo
Calçada no Boa Vista. As pedras no caminho só servem para atrapalhar pedestres e cadeirantes. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo.

Dentre vários pontos, a sinalização é importantíssima na construção da identidade urbana. Mais que evitar acidentes de trânsito, organização do tráfego dos carros e motos e nomes das ruas, sinalizar é também reforçar a marca territorial. O pertencimento é fundamento básico na hora de elevar a auto-estima do cidadão que mora na localidade, fazendo-o cuidar com ainda mais carinho da cidade.

Infelizmente, é natural que os governantes atuais não tenham um olhar com apuro estético e noções de acessibilidade universal. Uma das justificativas de sempre é que essas “coisas de gente rica” são para os outros. Entretanto, se em alguns países europeus, ricos e pobres desfrutam de estruturas urbanas similares, é porque há o entendimento de que as benesses implementadas em todo território reduzem a desigualdade entre as pessoas.

Lucca na Itália – Sinalização de placas
Itália: As placas de sinalização têm um padrão sintético, característico em outras localidades no país. Esse exemplo é da cidade de Lucca. 
Berlim: A cidade que já foi dividida entre 4 países, hoje tem uma cara própria, fruto desse caldeirão que mistura os ex-lados oriental e ocidental. Esse “homenzinho do sinal” é um clássico, sendo representado em diversos souvenirs berlinenses. 
Londres: a cidade que já foi “capital do mundo” é um bom exemplo de como utilizar o mobiliário urbano para criar identificação das ruas e regiões com os cidadãos e turistas de todo lugar.

Sinalização faz parte do conjunto planejamento urbano

É preciso compreender que sinalização é um conjunto, não peças separadas. O assunto não se atém aos sinais de trânsito, nem às placas apenas. Sinalizar uma cidade precisa levar em conta o nome das ruas, a pintura das calçadas e avenidas, os sinais sonoros para os deficientes visuais, a identificação de todos os bairros, inclusive a forma como seus moradores chamam cada esquina.

Tornar a cidade “mais bonita” com invenções ou exemplos esdrúxulos, só a deixa mais feia, gerando sensação de repulsa e de não-pertencimento do lugar.

Prefeitos e vereadores desse Brasil, pensemos olhando para frente!

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Gonçalismo: um estranho jeito de pensar em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/goncalismo-um-estranho-jeito-de-pensar-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/goncalismo-um-estranho-jeito-de-pensar-em-sao-goncalo/#comments Wed, 21 Oct 2015 03:32:17 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3265 No início do SIM São Gonçalo, lá em fevereiro de 2012, havia algumas coisas que incomodavam bastante no cenário regional. Elas não eram visíveis. Quando percebi, vi que não bastava mostrar os dados, opiniões ou reclamações. Era preciso mudar o “mindset”. Num português bem claro, mudar o nosso “jeito de pensar”. “Não se mete com […]

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No início do SIM São Gonçalo, lá em fevereiro de 2012, havia algumas coisas que incomodavam bastante no cenário regional. Elas não eram visíveis. Quando percebi, vi que não bastava mostrar os dados, opiniões ou reclamações. Era preciso mudar o “mindset”. Num português bem claro, mudar o nosso “jeito de pensar”.

“Não se mete com isso!” Você já ouviu essa frase na sua vida? Já ouvi muitas vezes. Muitos escutam isso para as coisas mais simples, como participar de um grupo religioso ou de esporte, por exemplo. Em discussões sobre política, ideias de futuro, novas formas de viver melhor, somos sempre encorajados a não falar nada. Não discutir, nem trocar. Nas discussões em família, ou com amigos, é normal ver aquelas pessoas insistindo em dizer que “isso não é para você”. Tudo feito para desqualificar qualquer ação que você tome. Mesmo que ela seja para o bem-estar de todos.

Não somos únicos com isso. Aliás, algumas vezes, penso que é um problema brasileiro, que certamente acontece em outros países. Porém, por aqui em São Gonçalo, já ouvi um termo bem específico: o Gonçalismo.

Não chega a ser uma doença, mas um sintoma claro de uma cidade que viveu um apogeu financeiro industrial, sendo vizinha da capital do estado (Niterói) e do distrito federal (Rio de Janeiro), que antes foi residência da única corte real que morou nas Américas. Sinal de uma cidade decadente, que quando alguns cidadãos tentam reerguê-la, ouvem um “isso não é para você” novamente.

Mas o que é esse gonçalismo?

Numa definição, o Gonçalismo é um sentimento de recalque com o medo da responsabilidade. Um sintoma para uma doença mortal: a falta de autoestima, a tristeza em seu próprio lar.

20151021-matheusgraciano-2

Nos últimos anos, parece que estamos “virando o jogo”. Com a participação de novas pessoas, novas mentes e novos sonhos, estamos encontrando a chave para entrar num novo momento. Não se trata de candidaturas políticas, salvadores, pelo contrário. Nunca o poder das pessoas foi tão fundamental. Finalmente, quem é de São Gonçalo de verdade está disposto a mudar seu “mapa mental”, não permitindo que esse gonçalismo se faça presente, ficando cada vez mais inconformado com cada serviço mal prestado, do fornecimento de água à coleta e tratamento do lixo.

Toda semana, a cada comentário que leio, percebo como estamos revertendo esse quadro clínico. Demora, sei disso. Mas já é um primeiro passo. Aos poucos, conhecemos nossa história, nossa vocação, nosso território e o que podemos fazer por aqui. Para quem achava que a terra era infértil, parece que muita coisa ainda vai nascer por aqui.

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Indústrias Gonçalenses: Cerâmica Olaria Porto do Rosa https://simsaogoncalo.com.br/industrias-goncalenses-ceramica-olaria-porto-do-rosa/ https://simsaogoncalo.com.br/industrias-goncalenses-ceramica-olaria-porto-do-rosa/#comments Mon, 27 Apr 2015 22:07:29 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2803 Originalmente publicado no Blog do Tafulhar. Ao tafulhar por “Porto do Rosa” ou “Olaria Porto do Rosa” na internet, fiquei bastante intrigado com o que encontrei, pois boa parte dos sites e blogs possuíam quase sempre a mesma reprodução de definição: “Porto do Rosa: o nome do bairro é herança da antiga Olaria Porto do […]

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Originalmente publicado no Blog do Tafulhar.

Ao tafulhar por “Porto do Rosa” ou “Olaria Porto do Rosa” na internet, fiquei bastante intrigado com o que encontrei, pois boa parte dos sites e blogs possuíam quase sempre a mesma reprodução de definição:

“Porto do Rosa: o nome do bairro é herança da antiga Olaria Porto do Rosa, localizada na fazenda do Capitão Antônio José de Souza Rosa. A porteira de sua propriedade ficava próxima ao local onde eram empilhadas as mercadorias que chegavam e partiam do porto, o que a transformou em ponto de referência para os moradores da redondeza e para os barqueiros e comerciantes”.

Fiquei com alguns questionamentos tais como: o nome do bairro veio da Olaria Porto do Rosa ou da porteira da propriedade da Fazenda do Capitão Antônio Rosa que se transformou, ao passar dos anos, em ponto de referência? O que é e como seria a Olaria? O que produzia? Será que a Olaria Porto do Rosa tivera alguma relevância econômica, social e política na cidade de São Gonçalo? Após algumas pesquisas, em livros, revistas e jornais, sobretudo, no site da Biblioteca Nacional, consegui desvendar alguns mistérios. Não tenho pretensão de esgotar todos os questionamentos, neste texto, mas o site está aberto para novos enredos.

Olarias em São Gonçalo - Cerâmica Porto do Rosa
As Olarias são locais onde se confeccionam produtos de cerâmica,
tais como tijolos, telhas e manilhas. Fonte: “Do Sobrado ao Arranha-Céu” Pp. 23-28 – 7 fotografias – 1 gravura 2 tabelas -O Observador Econômico e Financeiro – Ano XVIII – N.213 – Nov. 1953.

Antecedentes históricos

Até o século XIX, a economia de São Gonçalo foi essencialmente agrícola, em destaque, os grandes engenhos de açúcar nas fazendas Engenho Novo e Jacaré, ambas de propriedade do barão de São Gonçalo.

Só no século seguinte tomaria grande impulso o desenvolvimento industrial. A completa ausência de vilas por todo o século XVII é, realmente, surpreendente. Só muito mais tarde, em 1808, com a chegada da corte lusitana ao Brasil, se desenvolveu, realmente, a cidade do Rio de Janeiro como centro urbano, tendo-se iniciado, por essa ocasião, um período de expansão urbanística. Apenas em 1834, por exemplo, foi alcançada a autonomia da província do Rio de Janeiro, tendo sido escolhida Niterói como sua capital, elevada à categoria de cidade, em 1835, tendo São Gonçalo como um de seus distritos.

As atividades industriais na região, antes predominantemente agrícola, não raro tinham olarias situadas nas antigas fazendas. As olarias constituíam apenas uma atividade subsidiária dos engenhos. Todavia, nas zonas que não eram aproveitáveis do ponto de vista agrícola, a olaria sempre foi o seu principal esteio econômico. A Olaria Porto do Rosa, em São Gonçalo, numa zona imprópria para a agricultura intensa, se constituiu como a principal fonte de renda na fazenda do Capitão Antônio José de Souza Rosa.

As olarias normalmente são construídas onde há grande concentração de matéria-prima, a chamada tabatinga. A palavra é de origem indígena, vinda do tupi, tendo seu significado designado como “barro branco” ou “barro esbranquiçado”. É uma argila com muita matéria orgânica, geralmente encontrada em pântanos ou locais com água permanente (rios, lagos) no presente ou passado remoto.

Podemos visualizar no mapa, na cor marrom, o local onde estão concentradas as olarias em São Gonçalo; e na tonalidade verde, os terrenos contendo a tabatinga.

Mapa das olarias em São Gonçalo
Fonte: Blog do Tafulhar. www.tafulhar.com.br

Não há dúvida, entretanto, de que a localização da Olaria Porto do Rosa é, em parte, devida ao fato de ali haver a matéria-prima indispensável para a confecção dos produtos de cerâmica. A tabatinga é de ótima qualidade, atendendo a todos os requisitos exigidos para a confecção dos diferentes produtos de cerâmica.

Mapa das olarias em São Gonçalo
Fonte: Blog do Tafulhar. www.tafulhar.com.br

Outros fatores preponderante para a expansão da atividade foram a proximidade com Niterói, e a existência de comunicações fáceis, como as estradas de ferro e portos que garantiam o escoamento da produção em determinadas áreas. Nas primeiras décadas do século XIX, a expansão de Niterói, embora lenta, foi impulsionada pelo progresso da capital, alimentando o desenvolvimento da indústria da cerâmica na parte leste da baía.

Por que a olaria do Porto do Rosa ficou tão famosa?

Um dos principais motivos seria político. A influência teria sido tão intensa que, já em 1910, a atual “Cerâmica Porto Rosa”, então pertencente à firma “Lussac”, já exportava telhas para as firmas construtoras do Rio de Janeiro, em embarcações próprias que saíam dos pequenos portos do fundo da baía. Mas, quem seria Lussac, além de proprietário da Olaria Porto do Rosa? Lussac era cunhado do Sr. Serzedello Corrêa, então prefeito do Distrito Federal.

Olaria Porto do Rosa
Máquinas para a fabricação de telhas e manilhas. Olaria Porto do Rosa. Fonte: PIZARRO e ARAÚJO, José de Sousa Azevedo – “Memórias históricas do Rio de Janeiro e das províncias anexas à jurisdição do vice-rei do Estado do Brasil” 262 pp. – 9 vols. – Impressão Régia – Vol. IV – Rio de Janeiro, 1820.

O seu período de maior desenvolvimento teve início em 1940, quando igualmente, começa a expansão demográfica e a instalação, em grande escala, de fábricas e indústrias em São Gonçalo. O processo de liquidação veio logo depois, loteando o terreno para venda, o que era mais rentável que produzir.

As olarias de outrora constituíam apenas uma atividade subsidiária dos engenhos. Entretanto, foram as precursoras do desenvolvimento industrial e urbano na cidade de São Gonçalo.

Olaria do Porto do Rosa
Chaminé da antiga cerâmica do Porto do Rosa. Fonte: Ribeiro, Daniel. Centenário da Independência do Brasil. Álbum do Estado do Rio de Janeiro. Olaria do Porto do Rosa, 1920.

Fontes:

CAMPOS, Maria da Glória de Carvalho. Causas geográficas do desenvolvimento das olarias na Baixada da Guanabara. Revista Brasileira de Geografia. Ano XVII.  N.2. Abr.-jun., 1955.
Jornal O século. 14 de abril de 1910. Capa.
Carta do Distrito Federal organizada pelo Serviço Geográfico Militar – 1922 — Escala -1:50 000. Cartas do Serviço Geográfico do Exército – Folhas topográficas – a) Nova Iguaçu, b) Caxias, c) Niterói,  d) São Gonçalo – Escala  1:.50 000  193.5. Mapas municipais do estado do Rio de Janeiro, organizados ern observância ao decreto-lei nacional n.0 311, de 2 de março de 1938 – Folhas de Nova Iguaçu, Caxias, Magé, Itahomí, Cachoeiras de Macacú, São Gonçalo, Niterói e .Maricá.
GEIGER, Pedro e outros “Estudos da recuperação econômica da Baixada Fluminense” in “Loteamento na Baixada da Guanabara” – pp. 95-101  4 fotografias – 1 mapa -Anuário Geográfico do Estado do Rio de Janeiro – N. 5 – 1952.
_________”O Rio de Janeiro de Ontem e de Hoje” – pp. 55-83 – 10 fotografias, 5 tabelas -O Observador Econômico e Financeiro – Ano XVIII  N.211 – Setembro de 1953, p. 55.
_________”Do Sobrado ao Arranha-Céu”  Pp. 23-28 – 7 fotografias – 1 gravura  2 tabelas -O Observador Econômico e Financeiro – Ano XVIII – N.213 – Nov. 1953.
_________”Construções Residenciais no Distrito Federal” – Pp. 46-50 – Ano VI – N.0 9 -Rio de Janeiro – Set. 1952.
MORALES DE LOS RIOS F.Adolfo – O Rio de Janeiro imperial – 494 pp.  112 ilustrações -3 gravuras – Índices especiais – Bibliografia – Editora “A Noite” – S/data.
PIZARRO e ARAÚJO, José de Sousa Azevedo – “Memórias históricas do Rio de Janeiro e das províncias anexas à jurisdição do vice-rei do Estado do Brasil”  262 pp. – 9 vols. – Impressão Régia – Vol. IV  – Rio de Janeiro, 1820.
Ribeiro, Daniel. Centenário da Independência do Brasil. Álbum do Estado do Rio de Janeiro. Olaria do Porto do Rosa, 1920.

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Tudo que penso sobre o seriado Chapa Quente e resolvi comentar https://simsaogoncalo.com.br/tudo-que-penso-sobre-chapa-quente-e-resolvi-comentar/ https://simsaogoncalo.com.br/tudo-que-penso-sobre-chapa-quente-e-resolvi-comentar/#comments Fri, 17 Apr 2015 17:48:38 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2779 “Falem bem ou falem mal, falem de mim”. A frase que está na boca de muita gente é um daqueles ditados populares que me fizeram olhar com mais carinho para o seriado “Chapa Quente”. Como diria o outro, “nunca antes na história” de São Gonçalo tivemos tanta exposição. Tudo bem, não é da melhor forma que sonhamos, mas está […]

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“Falem bem ou falem mal, falem de mim”. A frase que está na boca de muita gente é um daqueles ditados populares que me fizeram olhar com mais carinho para o seriado “Chapa Quente”. Como diria o outro, “nunca antes na história” de São Gonçalo tivemos tanta exposição. Tudo bem, não é da melhor forma que sonhamos, mas está lá, a cidade exposta para algumas milhões de pessoas em todo o Brasil.

Há exatos dois anos atrás, publiquei um texto chamado “O Cinturão Fluminense”. Nele, o comentário principal era sobre esse grande “cinturão” que as cidades metropolitanas e bairros da zona norte, oeste e subúrbio do Rio fazem ao redor da região que vai do centro carioca até a Barra, basicamente, o centro financeiro e governamental da ex-capital do Brasil.

Dentre todas as cidades da região metropolitana, São Gonçalo se destaca no cinturão fluminense. O motivo não é nobre, porém explica muito: somos uma cidade decadente. Sim, decadente. Num passado longínquo, entre os anos 30 e 50, a cidade cresceu muito com suas atividades industriais, que deu origem ao nome “Manchester Fluminense”, praticamente triplicando a população de 1940 a 1960. Éramos vizinhos da capital do estado, Niterói, sem falar da capital federal, a cidade do Rio. Com a mudança para Brasília, muita coisa se foi, inclusive o dinheiro. E aquela cidadezinha industrial, com problemas crescentes, continuou a receber gente sem desenvolver sua estrutura. O resultado é o que temos hoje.

Aí, você me pergunta: o que o seriado “Chapa Quente” tem a ver com tudo isso?

Um belo dia, o célebre Agostinho Carrara disse em rede nacional: “eu sou de Alcântara”. O seriado “A Grande Família”, que ficou no ar de 2001 a 2014, inaugurou a face gonçalense na TV. Muita das vezes, Agostinho era o centro da trama, fazendo com que muita gente viesse me perguntar se Alcântara era outra cidade… bem, definitivamente, Alcântara ganhou seu espaço em algumas mentes. Pelo visto, a sacada da equipe do redator Cláudio Paiva foi um teste para o atual Chapa Quente, também assinado por ele.

Agostinho Carrara em Alcântara
Agostinho Carrara (Pedro Cardoso) no dia em que foi à Alcântara da vida real. Fonte: GShow.

Minha impressão é que Paiva percebeu São Gonçalo como o reflexo real do estado do Rio, que talvez reflita também boa parte da realidade social brasileira. Nós temos a estética dos subúrbios, que é bem diferente das “favelas” nos morros, cuja imagem já está gasta, é muito forte, violenta e as pessoas logo pensam no tráfico, na bala perdida e nos demais problemas sociais.

As imagens que temos sobre nós mesmos são muito diferentes. A decadência recente de São Gonçalo ainda vive na memória de muitos. Algumas pessoas ainda se lembram, por exemplo, das transmissões televisivas do baile de carnaval que acontecia no Tamoio. Por outro lado, a geração mais nova, em especial aqueles que já vivem em lugares que cresceram recentemente, com problemas estruturais, vêem a cidade de outra forma. Comparativamente, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, mesmo com tantos problemas na baixada fluminense, saíram do zero, experimentando o crescimento apenas, por mais lento que ele seja.

A crítica dos gonçalenses à estética do Chapa Quente, se justifica pela versão que a produção da TV Globo resolveu retratar. Definitivamente, pegaram um dos piores lados da cidade. Porém, fica a minha dúvida: qual é a São Gonçalo mais verdadeira? A antiga, que vai de Neves ao Centro, o grande Alcântara, os arredores de Itaúna, bairros que beiram a BR-101, Ipiíba, Arsenal e pista da Rodovia Amaral Peixoto ou Jardim Catarina? São muitas cidades! Você conseguiria me responder qual é a cidade real?

Lúcio Mauro Filho, Leandro Hassum e Ingrid Guimarães estrelam a série Chapa Quente. Fonte: Divulgação Tv Globo
Lúcio Mauro Filho, Leandro Hassum e Ingrid Guimarães estrelam a série Chapa Quente. Fonte: Divulgação TV Globo

Minha crítica mais tensa fica sobre a cor dos atores. Todos brancos. São Gonçalo é muito misturado, tal como o Brasil. Se fosse “favela”, iriam colocar todos os negros do elenco global. Sacou o ligeira diferença?

Independente da sua opinião, Chapa Quente vai ajudar a colocar São Gonçalo no mapa. Se nos incomodamos com a visão da TV, cabe a nós melhorarmos a cidade. Somos a 16ª maior cidade do Brasil e a referência de um caldeirão de diferenças sociais. Somos a cidade média reflexo dos problemas cotidianos e, se quisermos, podemos ser um bom exemplo também. A TV já reconheceu nossa importância. Só falta a gente entender isso.

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Yes, nós temos sardinhas! – a fábrica Coqueiro no Porto Velho https://simsaogoncalo.com.br/yes-nos-temos-sardinhas/ https://simsaogoncalo.com.br/yes-nos-temos-sardinhas/#comments Mon, 07 Apr 2014 00:01:32 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1921 A fábrica da Coqueiro no Porto Velho, enlatadora de Sardinhas, foi criada em 1937 e até hoje está funcionando e presente na história da cidade. Leia e entenda tudo sobre uma das referências da cidade. Sardinhas e a Manchester Fluminense Todo gonçalense, independente da idade, se orgulha em dizer que sua cidade já foi apelidada […]

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A fábrica da Coqueiro no Porto Velho, enlatadora de Sardinhas, foi criada em 1937 e até hoje está funcionando e presente na história da cidade. Leia e entenda tudo sobre uma das referências da cidade.

Sardinhas e a Manchester Fluminense

Todo gonçalense, independente da idade, se orgulha em dizer que sua cidade já foi apelidada de Manchester Fluminense, comparada à cidade inglesa que também foi um grande pólo fabril na Inglaterra. Manchester foi uma cidade importantíssima na revolução industrial. De lá, o mundo viu as primeiras máquinas industriais a vapor no ramo têxtil e a primeira linha férrea de passageiros. O tempo passou e ela continua como relevante centro industrial e econômico.

Os futebolistas de plantão logo imaginam o Manchester United e Manchester City – atire a primeira pedra quem nunca jogou com um deles no FIFA ou Pro Evolution dois mil e qualquer coisa. Mesmo com a ascensão do São Gonçalo Esporte Clube, garantindo a vaga na segundona do carioca, e o azul da camisa do clube gonçalense, vale lembrar que não é do Manchester City que vem essa comparação.

A nossa Manchester, a fluminense, foi assim batizada entre a década de 20 a 50, quando grandes indústrias se instalaram por aqui, fazendo de São Gonçalo a responsável pela metade da arrecadação de impostos para economia do estado do Rio de Janeiro. Entretanto, a cidade não conseguiu segurar a peteca até os dias de hoje. Dentre todas as empresas instaladas nos primórdios, uma continua a pleno vapor, ganhando espaço no território nacional até mesmo internacional.

Yes nós temos sardinhas – SIM São Gonçalo

Estado novo e a implantação da fábrica de sardinhas

O couro comia na política nacional. Com o Estado Novo de Getúlio Vargas, através do Decreto 37, todos os partidos políticos foram extintos em 2 de dezembro de 1937. Neste mesmo dia, nem aí para o momento, o gaúcho, José Emílio Tarragó, achava um jeito de ganhar a vida com o sabor meio doce e meio azedo do tamarindo. Fundava em São Gonçalo a Tarragó, Martinez e Cia Ltda que fazia sucos e licores da fruta.

Em pouco tempo de empresa, Tarragó viu que trabalhar com tamarindo não era tão doce assim. Sua lucratividade era baixa. Daí, mudou radicalmente sua atividade para conservas de peixes.

E assim nascia a Indústria de Conservas Coqueiro. A razão social não foi por desgosto com o pobre fruto tamarindo, e sim um jeito de homenagear a Praia do Coqueiro, que ficava no bairro do Porto Velho, onde na época era a sede da empresa.

Fábrica da Coqueiro, Porto Velho, São Gonçalo. Foto: Revista Gaivota, setembro de 1977.
Fábrica da Coqueiro, Porto Velho, São Gonçalo. Foto: Revista Gaivota, setembro de 1977.

Fábrica da Coqueiro e o paladar dos Brasileiros

Não demorou muito para a Coqueiro conquistar a confiança e o paladar dos brasileiros. A qualidade dos produtos foi um pulo para ganhar o mercado exterior, exportando para diversos países. Como sempre acontece, os tubarões do mercado ficam de olho no crescimento de uma empresa. Quando veem nela um potencial concorrente, tratam logo de comprá-la.

Assim aconteceu com a tradicional marca de refrigerante maranhense Jesus, quando comprada pela Coca-Cola, e não foi diferente com a marca Coqueiro, que foi adquirida pela Quaker do Brasil em 1973. Passou a produzir atum, sardinha sem pele e sem espinha e ampliou ainda mais sua liderança no mercado. Com o crescimento, uma fábrica de sardinhas só em São Gonçalo não deu conta. Foi preciso, então, criar em 1982, a fábrica de Itajaí em Santa Catarina.

Coqueiro e o Selo Dolphin Free

Com o passar dos anos, para se manter no mercado, as empresas tiveram que não só se preocupar com a qualidade de seus produtos, mas também com o que fazem pelo meio ambiente e pelo social. Nesse caminho, em 2010, a Coqueiro ganhou o Selo Dolphin Free, atestando que a empresa não usa redes que possam capturar, ferir ou matar golfinhos durante a pesca.

Depois de tantas negociações, no final de 2011, a marca Coqueiro foi adquirida pela Camil, uma cooperativa agrícola mista onde o forte é feijão e arroz. Aquela mesma que tem como garoto propaganda o chef de cozinha e apresentador Edu Guedes.

Fábrica Coqueiro no Porto Velho líder no Brasil

Prestes a completar 76 anos, a Coqueiro tem uma fatia do mercado de 45% e líder absoluta desse segmento no Brasil, com mais de 200 mil pontos de venda em todo território nacional. Só as sardinhas representam 77% do faturamento. O atum e os outros peixes somam 23%. A fábrica da Coqueiro no Porto Velho, São Gonçalo, é hoje a maior unidade de enlatamento de peixes do mundo.

É prazeroso para nós, gonçalenses, acompanhar o sucesso de uma empresa da nossa terra. Gerando empregos para o nosso povo e contribuindo com a arrecadação do nosso município. E que muitas mais apareçam, fazendo valer o bom e velho apelido de Manchester Fluminense.

Post originalmente publicado em Blog do Tafulhar.

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