meio ambiente Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/meio-ambiente/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Tue, 06 Feb 2024 02:32:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg meio ambiente Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/meio-ambiente/ 32 32 147981209 Alagamentos também são fruto do crime que cometemos contra os rios https://simsaogoncalo.com.br/alagamentos-crime-contra-rios/ https://simsaogoncalo.com.br/alagamentos-crime-contra-rios/#comments Wed, 05 Feb 2020 03:04:45 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7634 O Partage Shopping São Gonçalo alagou numa chuva de verão de janeiro. Rapidamente, as fotos foram parar nas redes sociais. Mas o que talvez você não saiba, é como o crime ambiental que ocorre ali pertinho contribui com essa calamidade. Você conhece o canal que fica próximo ao Shopping, mais precisamente, na Travessa Preciosa, no […]

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O Partage Shopping São Gonçalo alagou numa chuva de verão de janeiro. Rapidamente, as fotos foram parar nas redes sociais. Mas o que talvez você não saiba, é como o crime ambiental que ocorre ali pertinho contribui com essa calamidade.

Subsolo do Shopping Partage, no Centro de São Gonçalo, alagado após um dia de forte chuva.

Você conhece o canal que fica próximo ao Shopping, mais precisamente, na Travessa Preciosa, no Centro de São Gonçalo? Pois bem. Essas imagens retratam como as pessoas tratam o rio, transformando-o num valão.

Esse canal recebe esgoto in natura, ou seja, sem tratamento algum, de boa parte das ligações clandestinas do Centro de São Gonçalo. E num momento de ⛈ chuva torrencial, como são essas que nos assolam nos meses de janeiro a abril, os alagamentos chegam a níveis surreais. Como aconteceu nesse dia e, infelizmente, acontecerá mais.

Canos descarregam esgoto in natura no canal da Rua Preciosa, Centro de São Gonçalo.

As atividades climáticas estão mais tensas. Por outro lado, a nossa consciência e educação ambiental deixam muito a desejar. Na foto, enquanto as #crianças do Jardim de Infância pedem para que cuidem do rio, os adultos lançam esgoto e lixo diretamente nas águas, sem culpa. Um descompasso de consciência que os pequenos, infelizmente, sentirão ainda mais nos anos que virão.

Canal que cruza a Travessa Preciosa no Centro de São Gonçalo

Cobramos muito daqueles que estão com as mãos nos controles da administração pública. Ainda sim, também precisamos cobrar às pessoas comuns, como nós, que no dia a dia contribuem para que o rio fique do jeito que se encontra hoje. É preciso encontrar maneiras eficazes para educar os adultos que ainda não compreenderam a gravidade do fato.

Um alagamento como este que aconteceu é ruim para todos. Impacta os negócios locais, as residências, desvaloriza imóveis, paralisa o trânsito, e por aí vai. Os efeitos daqueles saquinhos de lixo lançados no rio, quando se trata de uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes, pode ser bem maior que imaginávamos.

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Por que jogamos lixo nas ruas e rios? https://simsaogoncalo.com.br/por-que-jogamos-tanto-lixo-nos-rios/ https://simsaogoncalo.com.br/por-que-jogamos-tanto-lixo-nos-rios/#comments Thu, 14 Dec 2017 03:16:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5885 É comum que sempre coloquemos a culpa no poder público. Afinal, nós, brasileiros, fomos moldados por uma tradição de dependência do governo. Seja com os mais pobres ou mais ricos, a reclamação é a mesma. Estes últimos, aliás, vivem das benesses públicas, do funcionalismo aos prestadores de serviço. No final, independente da classe econômica, você sempre […]

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É comum que sempre coloquemos a culpa no poder público. Afinal, nós, brasileiros, fomos moldados por uma tradição de dependência do governo.

Seja com os mais pobres ou mais ricos, a reclamação é a mesma. Estes últimos, aliás, vivem das benesses públicas, do funcionalismo aos prestadores de serviço. No final, independente da classe econômica, você sempre ouvirá um “mas o governo tem – ou não tem – que fazer isso ou aquilo”.

Entretanto, mesmo que o serviço público funcione, é comum ver muitos de nós, cidadãos, não colaborando com o todo. Um exemplo clássico é ver o coletor de lixo passando com regularidade nas ruas e, mesmo assim, as pessoas continuam jogando lixo nas ruas e rios.

Talvez já tenha passado da hora de fazermos uma auto cobrança: E NÓS? O que estamos fazemos pelo bem estar social?

 Lixo jogado e "armazenado" na margem do rio no Porto Novo – São Gonçalo. Não satisfeitos em deixa o lixo ali, insistem em queimá-lo também. Foto: Sim São Gonçalo

Lixo jogado e “armazenado” na margem do rio no Porto Novo – São Gonçalo. Não satisfeitos em deixar o lixo ali, insistem em queimá-lo também. Foto: Sim São Gonçalo

Nosso hábito de imundiçar os rios é antigo

A cidade do Rio de janeiro já foi conhecida como “Veneza dos Trópicos”, pela quantidade de rios navegáveis que havia na região. Hoje, boa parte está enterrada, virou galeria de esgoto ou valão. Em São Gonçalo, Niterói, Baixada, o processo é similar. Afinal, nossa geografia é igual. E todos desaguam na Baía de Guanabara.

Nossa cidade, inclusive, teve seu desenvolvimento por conta dessa malha fluvial. Os vestígios dessa época são os bairros com nomes de portos, como Porto Novo, Porto da Pedra, Porto do Rosa, Porto Velho. Todos com um objetivo em comum: escoar a produção das fazendas da região, como a própria Fazenda Colubandê, por exemplo.

O crescimento ao redor de todos esses rios da região metropolitana foi devastador. Transformamos tudo em redes de esgoto. Incrivelmente, alguns sobraram para contar história.

Rio Marimbondo no Porto Novo, cruza a Rua Maria Rita – São Gonçalo
O Rio Marimbondo cruza a rua Maria Rita no Porto Novo. É um desses rios sobreviventes que não foram completamente enterrados no processo de habitação da cidade. Foto: SIM São Gonçalo

Meu lixão favorito

Mesmo aprendendo desde pequenos que não se pode jogar lixo nas ruas e rios, muitas crianças ainda são deseducadas quando voltam às suas casas. Num momento onde tanto se fala em educação moral, que determinados assuntos tem que ser ensinados em família, é vergonhoso ver que, também em família, pouco se ensina sobre viver em comunidade, recolher o lixo e não imundiçar o espaço público e meio ambiente.

Paredão da Escola Estadual Tarcísio Bueno no Paraíso, São Gonçalo. Após a desativação da escola, o hábito de depositar lixo aumentou no lugar. Este é um dos raros momentos que o vemos limpo. Alguns minutos após a prefeitura fazer a limpeza. Foto: Matheus Graciano, SIM São Gonçalo

Há alguns anos, a teoria das “janelas quebradas” (Universidade de Stanford – EUA) ganhou notoriedade. Ela consiste em mostrar que, quanto pior um lugar ou objeto, mais as pessoas contribuirão para piorá-lo e menos para preservá-lo. Em nossas cidades, podemos adaptar a teoria. Aqui ela se chama “Meu Lixão Favorito”. Com algumas adaptações.

Em suma, mesmo que limpemos os rios, ruas ou esquinas, as pessoas continuarão jogando lixo ali. Como o entorno é ruim, muitas consolidaram em suas mentes que aquele é “o lugar do lixo”. O lixão pra chamar de seu. Podemos limpar o quanto for. Mas enquanto toda a infraestrutura não for alterada, as pessoas continuarão jogando seus dejetos ali, sem se importar ou se preocupar.

Caixote flutuando no rio Marimbondo no Porto Novo, São Gonçalo

Com a violência dos fenômenos meteorológicos atuais, é possível que novas inundações aconteçam. É o momento no qual os rios “se vingam”, jogando todo o lixo de volta para suas casas ao redor.

O que é preciso para resolver isso?

Só “educação” não é uma resposta satisfatória. Não é difícil ouvir pessoas ditas instruídas ou educadas fazendo o errado e se justificando dizendo “aqui é assim mesmo” ou “não sou só eu”. Infelizmente, é mais comum do que se pensa.

O problema passa por uma consciência individual, combinada com resoluções, aí sim, advindas do poder público. Porém, precisam ser soluções combinadas. Há um tempo atrás, até, lembro de já ter falado sobre como a melhora nos equipamentos públicos de sinalização dão uma “cara nova” aos bairros e à cidade.

Arredores da Praça do Gradim. Foto: Matheus Graicano / SIM São Gonçalo

Portanto, nem tanto à terra, nem tanto ao mar. Culpar o poder público sem cobrar o cidadão, e vice-versa, é só mais um ciclo vicioso que no final nada resolve a questão do lixo na 2ª maior região metropolitana e 16ª cidade mais populosa do Brasil.

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Debate latino-americano fala sobre mudanças climáticas e água https://simsaogoncalo.com.br/debate-latino-americano-fala-sobre-mudancas-climaticas-e-agua/ https://simsaogoncalo.com.br/debate-latino-americano-fala-sobre-mudancas-climaticas-e-agua/#respond Sun, 07 May 2017 15:48:27 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4598 O Centro de Educação Ambiental Gênesis recebeu em sua sede aproximadamente 15 jovens vindos de vários países da América Latina. Dentre eles Nicarágua, Venezuela, Chile, Equador, Bolívia, Argentina, Honduras, Peru, Costa Rica, Novo México. A vinda desses jovens ao Gênesis teve como propósito debater sobre as mudanças climáticas e a água. Todos fazem parte da […]

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O Centro de Educação Ambiental Gênesis recebeu em sua sede aproximadamente 15 jovens vindos de vários países da América Latina. Dentre eles Nicarágua, Venezuela, Chile, Equador, Bolívia, Argentina, Honduras, Peru, Costa Rica, Novo México.

A vinda desses jovens ao Gênesis teve como propósito debater sobre as mudanças climáticas e a água. Todos fazem parte da Convergência ambiental multi-religiosa, uma das partes educacionais da iniciativa Fé no Clima (Comunidades Religiosas e justiça socioambiental). Durante uma semana no Rio de Janeiro, ela reuniu jovens líderes de 21 a 40 anos, pertencentes a diferentes tradições religiosas e espirituais. Esse evento foi organizado pelo Instituto de estudos de Religião (ISER) em parceria com a organização de Interesse Público (GIP), que tem por objetivo mapear percepções e ações em relação às mudanças climáticas.

Recebidos calorosamente pela Diretora e fundadora do Gênesis, Lourdes Brazil, puderam conhecer um pouco mais da história do espaço, desde sua organização oficial, em 2009. O instituto trabalha para superação dos problemas socioambientais e a construção de forma ampliada e progressiva dos caminhos da sustentabilidade.

Cumprindo um cronograma de reconhecimento do espaço, iniciaram uma caminhada guiada pela bióloga Samira, pelas trilhas, viveiros, laguinhos e composteiras. Em meio a visita, uma família de Micos Estrelas, pertencentes a nossa fauna, brincava livremente nos topos das árvores. Todos puderam acompanhar a importância da preservação em área urbana do Micro Fragmento de Mata Atlântica e tudo que ele abriga. Ao final da caminhada, os jovens tiveram a oportunidade de plantar mudas nativas que, em breve, farão parte da flora do espaço.

Provendo a amplitude desses debates em sua sede, junto a atividades que incentivam a preservação da fauna e flora, o Gênesis está conseguindo alcançar sua prioridade de ser referência em sustentabilidade na cidade de São Gonçalo. Promovendo essa referência para o mundo.

Mais informações, confira a nossa página no Facebook.

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