mulheres Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/mulheres/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Thu, 19 Oct 2017 19:05:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg mulheres Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/mulheres/ 32 32 147981209 Rivais? Jamais! Mulheres, ondas de amor e companheirismo https://simsaogoncalo.com.br/mulheres-rivais-jamais/ https://simsaogoncalo.com.br/mulheres-rivais-jamais/#respond Fri, 20 Oct 2017 11:00:10 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5554 Sororidade. Uma palavra difícil de falar, de escrever e mais ainda de se praticar. Tem sua origem no latim sóror que significa “irmã”. Logo, sororidade, diz respeito ao sentimento de união, aliança e irmandade entre mulheres, baseando-se na empatia e companheirismo. Colocá-la em prática é um exercício árduo de construção e desconstrução. Ao longo dos […]

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Sororidade. Uma palavra difícil de falar, de escrever e mais ainda de se praticar. Tem sua origem no latim sóror que significa “irmã”. Logo, sororidade, diz respeito ao sentimento de união, aliança e irmandade entre mulheres, baseando-se na empatia e companheirismo. Colocá-la em prática é um exercício árduo de construção e desconstrução.

Ao longo dos séculos as mulheres foram ensinadas e incentivadas a criar sentimentos de rivalidade e oposição umas para com as outras. E essa rivalidade se mostra em diversos aspectos da vida. Essa oposição desnecessária causa uma sensação de enfrentar o mundo completamente sozinha, sem ajuda de ninguém.

Mas não precisa ser assim. Numa sociedade onde, diariamente, as mulheres sofrem opressões das mais diferentes, saber que pode confiar e contar com outra mulher acalenta a alma. É preciso parar de alimentar a hostilidade, pois ela só reforça a ideia de que existe uma luta constante e incansável que as mulheres travam umas com as outras.

Unidas podemos lutar contra a violência, as injustiças, os abusos. Unidas criaremos um mundo onde não seremos mais caladas, onde nosso valor será reconhecido e respeitado.

Algumas atitudes simples podem começar a mudar a relação das mulheres e sua relação com a sociedade, iniciando assim a criação de um mundo mais digno para todos e todas. Procurem ouvir umas às outras, mesmo sem concordar. Tentem não julgar umas às outras por uma atitude, o jeito de agir ou modo de vestir. Abram-se para conhecer outras mulheres antes de olhá-las de cima a baixo e afastá-las, assim vocês começarão a notar as pessoas incríveis que lhes rodeiam e que podem mudar seus modos de enxergar o mundo.

Essas pequenas coisas, aplicadas ao cotidiano de uma mulher, vão fazê-la enxergar a onda de amor e companheirismo que emana de um coletivo feminino.

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Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional da Redução da Morte Materna https://simsaogoncalo.com.br/dia-internacional-de-luta-pela-saude-da-mulher-e-o-dia-nacional-da-reducao-da-morte-materna/ https://simsaogoncalo.com.br/dia-internacional-de-luta-pela-saude-da-mulher-e-o-dia-nacional-da-reducao-da-morte-materna/#respond Fri, 20 May 2016 15:37:52 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3647 Semana que vem, mais precisamente 28 de maio, é o dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e também o Dia Nacional da Redução da Morte Materna. Nesse texto vou dar um breve relato sobre meu parto e o que pude observar estando dentro do sistema público de saúde. Entrei em trabalho de parto […]

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Semana que vem, mais precisamente 28 de maio, é o dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e também o Dia Nacional da Redução da Morte Materna. Nesse texto vou dar um breve relato sobre meu parto e o que pude observar estando dentro do sistema público de saúde.

Entrei em trabalho de parto no dia 28 de dezembro entre 13:00 e 14:00 horas e tive toda a assistência pelo Hospital Público Luiz Palmier, no centro de São Gonçalo. Assim que cheguei tive um pico de pressão, que caracterizou meu parto de risco e após sete horas de trabalho de parto, me levaram para cirurgia. Foi rápido, em meia hora Eva nasceu saudável e eu não tive complicações enquanto estive internada.

Dentro da maternidade, comecei a observar com mais empatia o que acontece lá dentro. Antes de parir, li muito na minha caderneta da gestante sobre todos os meus direitos, que incluíam um parto humanizado e diversas atividades antes de chegar às vias de fato, como caminhar, sentar na bola, tomar ducha quente, ficar agachada e etc. De fato, vi mulheres fazendo algumas dessas atividades dentro da sala de pré-parto e chego a dizer que achei as enfermeiras de plantão muito dispostas e incentivadoras dessas atividades.

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Após a minha saída, conheci mulheres que reclamavam do atendimento e acho que entendi o porquê. O hospital é superlotado. Não se podem ter momentos individuais com as enfermeiras justamente porque eram poucas para muitas, não há proporcionalidade com relação à demanda, por isso o que é mais difícil de exercer de verdade é o atendimento humanizado, com uma ligação de afeto naquele momento importantíssimo para a mãe. Isso é culpa da equipe médica? Acho que não. Na minha concepção acho que as salas de pré-parto poderiam ter um formato diferente, com menos camas, mais incentivos aos exercícios que aliviam o estresse e a dor, alguma música relaxante e aconchegante e enfermeiras específicas para esse momento, que ficariam ali com as gestantes até o momento do parto.

Para isso, a descentralização é importante. Construir outras maternidades fora desse polo centrista da Zé Garoto. É importante pensar em outras áreas de grande concentração do nosso município, como Alcântara, Jardim Catarina, Colubandê… Além, é claro, da contratação de mais profissionais com uma remuneração digna e não a miséria que se paga hoje. Acredito que dessa forma haverá uma melhor distribuição das gestantes que nessas circunstâncias sem dúvidas, terão um atendimento mais respeitoso, afetuoso e humanizado.

 

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A importância do seu cabelo https://simsaogoncalo.com.br/importancia-do-seu-cabelo/ https://simsaogoncalo.com.br/importancia-do-seu-cabelo/#respond Sat, 14 May 2016 21:25:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3634 Você sabe o que é resistência? “Ato ou efeito de resistir. Força que se opõe a outra, que não cede a outra.” Tem mais explicações no dicionário, porém vamos ficar só com esses trechos aí. Resistir; é disso que quero tratar nesse texto aqui. Por diversos motivos, somos vencidos pelo sistema que quer nos padronizar, seja […]

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Você sabe o que é resistência?

“Ato ou efeito de resistir. Força que se opõe a outra, que não cede a outra.”

Tem mais explicações no dicionário, porém vamos ficar só com esses trechos aí. Resistir; é disso que quero tratar nesse texto aqui. Por diversos motivos, somos vencidos pelo sistema que quer nos padronizar, seja por preguiça, comodismo, vergonha, alienação, insegurança etc. Muitas das vezes nós, negros, aceitamos e relevamos muitas coisas na nossa vida, como piadas, comentários e até olhares, e tudo isso para continuarmos o nosso “rodo cotidiano”. Posso falar com propriedade que até a própria aceitação de ser um indivíduo negro é bem complicada, visto que não queremos nos encaixar na figura do negro que é transmitida pela sociedade como a figura do malandro, do bandido, do mal-educado, do sujo, do incapaz e até do invisível.

Portanto, vamos lá. Solte seu cabelo e se oponha a mais cruel e costumeira forma de repressão e preconceito do sistema racista: o cabelo perfeito do branco europeu, o cabelo liso. Há um movimento crescente de “volta aos cachos” que vem contaminando positivamente muitas mulheres negras que descobrem e aceitam seu cabelo crespo, e muitas reconhecendo nele ou a partir dele, a força e o poder de sua negritude. O desmerecimento desse movimento tem sido feito pela mídia colocando-o numa posição de “tendência fashion”, tornando aceitável o fato de o cabelo crespo estar mais presente nas ruas simplesmente porque ele está na moda. Não, nós não estamos na moda, infelizmente. Quando vemos índices de violências e mortes contra a população negra crescerem cada vez mais, somos esbofeteados pela dura realidade de que nós não estamos na moda.

Agora eu vou mandar um papo bem direto: resista. Nós às vezes não temos ideia de como não ceder a isso tudo pode ser libertador, maravilhoso e digo mais, revolucionário. Se empodere buscando referências e exemplos que se encaixam nas nossas formas. Vamos amar, cultivar e disseminar a nossa negritude, sejamos fortes para nos opor e leves para lutar.

Imagens retiradas da internet.

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