petróleo Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/petroleo/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Wed, 26 Sep 2018 21:05:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg petróleo Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/petroleo/ 32 32 147981209 Petróleo em alta ajudará na popularidade do próximo governador do Rio https://simsaogoncalo.com.br/petroleo-em-alta-ajudara-na-popularidade-do-proximo-governador-do-rio/ https://simsaogoncalo.com.br/petroleo-em-alta-ajudara-na-popularidade-do-proximo-governador-do-rio/#respond Wed, 26 Sep 2018 20:57:50 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6805 As notícias de setembro/2018 revelaram um cenário animador para o Rio de Janeiro. Pelo menos, financeiramente. O petróleo voltou a estar em alta. Após a movimentação dos árabes, somado ao imbróglio do embargo do Irã pelos EUA, o líquido preto que lubrifica as relações mundiais volta a se valorizar. Leia também: Governador de São Gonçalo […]

O post Petróleo em alta ajudará na popularidade do próximo governador do Rio apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
As notícias de setembro/2018 revelaram um cenário animador para o Rio de Janeiro. Pelo menos, financeiramente. O petróleo voltou a estar em alta. Após a movimentação dos árabes, somado ao imbróglio do embargo do Irã pelos EUA, o líquido preto que lubrifica as relações mundiais volta a se valorizar.

Leia também: Governador de São Gonçalo e Niterói – Uma Oportunidade Perdida

Depois da greve dos caminhoneiros, os aumentos no diesel preocupam. Afinal, ninguém quer uma nova paralisação. Entretanto, é natural que haja variação dos valores nos combustíveis. Com o agravante do petróleo ser cotado em dólar, que anda bem valorizado frente o nosso real.

Greve dos Caminhoneiros em Maio de 2018
Protesto em refinaria de Duque de Caxias, no Rio. Maio/2018. Foto: BCC Brasil

Porém… o Rio de Janeiro se anima.

Nosso estado tem se tornado dependente dos royalties, aquele dinheiro advindo da extração e produção. E com a alta nos preços, voltamos a ter alguma esperança de ver o dinheiro entrando. Consequentemente, vamos maquiando nossa gastança com as contas públicas desequilibradas.

Mas há alguém que talvez se beneficie bem desse cenário: nosso próximo governador.

Petróleo em alta ajuda na sensação de “bom governo”

Austeridade não uma palavra muito querida entre governos brasileiros. Afinal, como acreditam alguns políticos, “bom governo” se faz com gastos, não com contenção de despesas.

O estado brasileiro é altamente influente na vida das pessoas. E não estamos falando de bem-estar social, políticas de melhoria da educação, saúde e segurança. Estamos falando é de salários mesmo. Especialmente de obras públicas com empregos temporários e cargos comissionados, somados aos diversos pensionistas e servidores públicos.

Um governo com caixa cheio, é um governo feliz. Mesmo que essa grana venha de um produto tão finito e de preços tão instáveis, como o petróleo. Entretanto, ajuda a dar aumentos aos servidores, promover novos concursos e ajudar municípios nas políticas básicas de asfaltamento.

No governo Sérgio Cabral, o petróleo bateu recorde de preços. Os royalties inundaram o estado, ajudando ao governador, hoje um presidiário, ser reeleito ainda em primeiro turno para seu 2ª mandato.

E no próximo quadriênio, será que veremos o mesmo efeito?

Seja quem for o próximo governador, é possível que muitas dessas coisas que acontecem lá na península arábica afetem diretamente a imagem do gestor aqui, em terras fluminenses.

O post Petróleo em alta ajudará na popularidade do próximo governador do Rio apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/petroleo-em-alta-ajudara-na-popularidade-do-proximo-governador-do-rio/feed/ 0 6805
A crise do Estado do Rio e o fundo do poço infinito https://simsaogoncalo.com.br/a-crise-do-estado-rio-fundo-poco-infinito/ https://simsaogoncalo.com.br/a-crise-do-estado-rio-fundo-poco-infinito/#comments Thu, 03 Dec 2015 17:11:46 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3383 Há poucos anos atrás, as promessas geradas pelo petróleo transformaram o estado do Rio de Janeiro num el dourado nacional. Com tantas coisas diferentes acontecendo ao mesmo tempo, teve gente acreditando que estávamos num “novo ciclo”. COMPERJ, EBX, PETROBRAS são nomes que não saíam da mídia. Junto disso tudo, a capital foi aprovada para sediar as Olimpíadas. Os preços dos […]

O post A crise do Estado do Rio e o fundo do poço infinito apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Há poucos anos atrás, as promessas geradas pelo petróleo transformaram o estado do Rio de Janeiro num el dourado nacional. Com tantas coisas diferentes acontecendo ao mesmo tempo, teve gente acreditando que estávamos num “novo ciclo”. COMPERJ, EBX, PETROBRAS são nomes que não saíam da mídia. Junto disso tudo, a capital foi aprovada para sediar as Olimpíadas. Os preços dos imóveis na capital fluminense dispararam. Como são uma referência regional, elevaram os valores das casas também em São Gonçalo, Niterói e toda região metropolitana.

Os efeitos da “falsa valorização” ficaram fixados na mente das pessoas. São Gonçalo teve seu custo de vida sensivelmente elevado. Regiões com o mínimo de facilidades em infraestrutura na cidade tem aluguéis e condomínios caros, algumas vezes equivalentes à sua vizinha, Niterói. Isso sem falar na velha questão do transporte. Salvo os ônibus da Coesa, o restante parece que parou no tempo. Quando entro no 12, por exemplo, parece que volto no tempo.

Agora, o governador atual, Luiz Fernando Pezão, disse que estamos, mais uma vez, à beira da falência. Mas, será? Se pensarmos um pouquinho mais a fundo, veremos que estamos falidos há muito tempo. Como o estado não fali, parece que os falidos somos nós.

Trabalhadores do Comperj caminham sobre a ponte Rio-Niterói para denunciar os atrasos nos pagamentos.
Trabalhadores do Comperj caminham sobre a ponte Rio-Niterói para denunciar os atrasos nos pagamentos.

Origens do “Rio”

A consolidação do que chamamos de “Rio de Janeiro” vem de 1763, quando o Marquês de Pombal transferiu a capital de Salvador (Bahia) para o Rio por questões simples: éramos o lugar mais perto das jazidas de minérios e metais de Minas Gerais, com uma Baía de Guanabara perfeita para receber os navios. Uns 45 anos depois, a corte portuguesa chegava para mudar de vez nossa situação perante o país. Sendo simplório, esses 2 fatos resumem praticamente tudo o que somos hoje.

Para não ser relapso, tivemos um momento de prosperidade no Vale do Paraíba, com uma das maiores produções mundiais de café. Porém, depois que corrigimos uma “pequena injustiça” abolindo os escravos, esse negócio ruiu, migrando para São Paulo.

São Gonçalo, Niterói, Caxias, Nova Iguaçu, todas as cidades da região metropolitana e, porque não, Petrópolis, foram diretamente beneficiadas por toda essa centralização do poder no Rio, que por consequência também concentrou o dinheiro. Depois de JK, com a transferência de Brasília, demos adeus à mamata do dinheiro fácil. Ainda ficaram muitas estatais por aqui, entre outros mecanismos que deixaram o Rio como um ponto focal no Brasil. A Globo e suas novelas que vendem o “sonho carioca de ser” atraíram ainda mais gente de outros lugares para cá.

Rota do Ouro que trazia os metais preciosos de Minas Gerais para o Rio de Janeiro.
Rota do Ouro que trazia os metais preciosos de Minas Gerais para o Rio de Janeiro.

Pensando a fundo, o que produzimos de verdade?

Até que nos anos 9o, a indústria do petróleo deu vida nova à uma triste cidade de Campos, que no passado foi grande plantadora de cana e produtora de açúcar. Macaé, Casemiro de Abreu, São João da Barra, Quissamã, Rio das Ostras entre outras cidades do estado maravilharam-se com as facilidades do dinheiro direto na mão. Nos tornamos, novamente, monocultores. Agora, de óleo e gás.

Nesse embalo, no meio do caminho, prometeram uma “mega-ultra-master” refinaria de petróleo em Itaboraí. Aquilo chamado “COMPERJ”. Resultado? Prometeram A e vão entregar Z.

Como tudo na vida passa, cá estamos nós, novamente, assistindo à queda do petróleo, um produto que aos poucos será substituído por novas matrizes energéticas no mundo. Então, o que nos espera em 30 ou 40 anos?  O que o Rio de Janeiro será? E mais: o que nossas cidades metropolitanas, São Gonçalo nesse bolo, produzem ou produzirão para receber recursos e melhorar a infraestrutura regional?

Bonde no Zé Garoto, São Gonçalo
Instalação da rede de bondes em São Gonçalo. Época em que a cidade era um potencial distrito industrial e, aos olhos dos investidores externos, valia a pena investir nela.

Porque existe um fundo do poço infinito

Há algum tempo, o Rio de Janeiro caiu num poço infinito. O estado tem uma população muito grande e não consegue gerar renda suficiente para manter toda essa estrutura. Com o Petróleo em baixa, nossa única fonte de renda “certa”, via commodities, não consegue mais sustentar os pilares econômicos que nos mantém. Porém, com a 2ª maior região metropolitana do país, mesmo não se bancando, o Rio é alvo de todos os políticos e empresários nacionais e internacionais. O que, naturalmente, força o governo federal a “investir” constantemente no estado.

Estamos vivenciando um exemplo perfeito nesse final de 2015 e início de 2016. O estado não tem dinheiro para pagar seus servidores e terceirizados. Entretanto, poderá pedir dinheiro ao governo federal para custear as obras finais das estruturas olímpicas que se comprometeu a fazer no passado recente. A população, com razão, nunca entenderá isso. E, infelizmente, o estado também não ajuda a explicar.

Minha impressão é que assistimos ao cachorro correndo atrás de sua própria cauda. Como o Rio é o “palco do Brasil”, é possível que outras situações como essa continuem acontecendo.

A crise do Estado do Rio é permanente. Somos um dos maiores mercados informais (sem carteira assinada) do país. Em contrapartida, temos uma forte indústria criativa e cultural acontecendo por aqui. Seria essa crise constante o motivo de sermos tão criativos?

Bem, se permanecerá por muito tempo, não sabemos. Mas, certamente, ainda não estamos preparados para os novos modelos de geração de valor, especialmente por nossa deficiência educacional. Precisamos instruir nossa população de forma a criar menos “operadores” e mais inventores e produtores. Já melhoramos muito, mais ainda há espaço para, um dia, achar o fundo desse poço e descobrir que há uma mola por lá, que nos fará subir para um lugar que nem sabemos se ainda será nosso.

O post A crise do Estado do Rio e o fundo do poço infinito apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/a-crise-do-estado-rio-fundo-poco-infinito/feed/ 1 3383