segurança Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/seguranca/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Fri, 01 Dec 2023 16:49:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg segurança Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/seguranca/ 32 32 147981209 “Fica, Alessandro!” Comparando os índices de violência em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/fica-alessandro-indices-violencia-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/fica-alessandro-indices-violencia-sao-goncalo/#comments Mon, 21 Aug 2017 13:31:03 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5102 Embarquei no Uber, na porta de casa, em São Gonçalo. Itinerário confirmado, logo eu e o motorista demos início a uma conversa que só seria interrompida com o meu desembarque. Dentre mil assuntos, a certa altura chegamos ao inevitável: violência urbana. Alessandro, o motorista, desatou a falar. Dizia-se morador da cidade e revelou o plano […]

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Embarquei no Uber, na porta de casa, em São Gonçalo. Itinerário confirmado, logo eu e o motorista demos início a uma conversa que só seria interrompida com o meu desembarque. Dentre mil assuntos, a certa altura chegamos ao inevitável: violência urbana.

Alessandro, o motorista, desatou a falar. Dizia-se morador da cidade e revelou o plano de se mudar para Iguaba Grande tão logo conquistasse sua aposentadoria. Segundo sua avaliação, São Gonçalo se tornou um lugar perigoso demais.

Parece fazer sentido. Segundo o Atlas da Violência 2017 – estudo produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) juntamente com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) – a cidade às margens da Baía de Guanabara ocupa a 14ª posição dentre as mais violentas do estado do Rio de Janeiro, com a marca de 40,9 mortes violentas por grupo de 100 mil habitantes.

Mas vejamos, Araruama e Cabo Frio ocupam respectivamente a 3ª e 4ª posições no mesmo ranking. O município de Iguaba Grande se situa entre as duas cidades da Região dos Lagos onde o número de mortes violentas não é menor que 56,1/100 mil habitantes. Bem, até que se prove o contrário, 56,1 é mais do que 40,9. Não me parece exatamente seguro se mudar pra esses arredores…

Tarcísio Bueno – Escola e Patrono
Paraíso – São Gonçalo-RJ

São Gonçalo é tão violenta assim?

Segundo o relatório “Os jovens do Brasil” (2014), que integra a série de estudos “Mapa da violência”, da Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais, de 2002 a 2012 o estado do Rio de janeiro respondeu por quase 69 mil homicídios dos quais a capital contribuiu com nada menos que 38% da cifra, isto é, mais de 26 mil mortes, números de guerra. Não bastasse isso, a cidade do Rio se apresenta recorrentemente como cenário de chacinas de enorme repercussão, reafirmando sua história de violência estrutural. A depender do ponto de vista, a ‘cidade maravilhosa’ pode ser facilmente convertida em Hell de Janeiro. E aviso aos navegantes: cor da pele, endereço e saldo bancário são aspectos determinantes de qual dessas duas cidades será servida aos moradores e visitantes.

Vizinha da capital, o 1° IDHM do estado e o 7° do país não impedem Niterói de patinar na marca de 35,6 homicídios para cada 100 mil habitantes. De acordo com a metodologia do Atlas, é a 17ª cidade a ilustrar o ranqueamento fluminense. Em comparação com São Gonçalo, a renda da população economicamente ativa na terra de Araribóia é superior em mais de 50%, revelam dados do IBGE.

Não obstante, foi necessário que o índice geral de crimes de São Gonçalo crescesse 106%, entre 2003 e 2016, para que viesse a superar – por diferença mínima – a cifra niteroiense: 4.626 versus 4.592 registros de ocorrência por fração de 100 mil habitantes, respectivamente, atribuídos ao último ano de referência, conforme apuração do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. Fonte de tais resultados, Niterói era o destino da corrida de Uber à qual déramos início em São Gonçalo, mas o Alessandro não tem medo de transitar pela ‘cidade sorriso’. Porque será?

Com exceção de São Gonçalo, todas as cidades citadas têm em comum o fato de serem turisticamente ativas. São ofertadas ao público consumidor como territórios legítimos, dignos de se ‘aproveitar a vida’. Isso acaba colaborando, em alguma medida, para que São Gonçalo seja assimilado como território periférico suburbanizado, inclusive pela população local. Uma ‘zona lost’, deserto de expectativas.

Só faltou combinar isso com os institutos de pesquisa em segurança pública. Afinal, as estatísticas sobre violência urbana no estado não confirmam as fraudes projetadas nos gabinetes de marketing turístico.

Fica, Alessandro!

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Carta de quem é assaltado em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/carta-quem-assaltado-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/carta-quem-assaltado-sao-goncalo/#respond Thu, 27 Jul 2017 13:34:39 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4871 Não te conheço e provavelmente nunca vá te conhecer. Não sei os motivos que te fizeram começar a assaltar, mas queria te contar um pouco do medo que nós temos de andar em São Gonçalo. Várias vezes fazemos trajetos pequenos em nosso bairro e temos que colocar R$50,00 no bolso por conta do medo de […]

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Não te conheço e provavelmente nunca vá te conhecer. Não sei os motivos que te fizeram começar a assaltar, mas queria te contar um pouco do medo que nós temos de andar em São Gonçalo.

Várias vezes fazemos trajetos pequenos em nosso bairro e temos que colocar R$50,00 no bolso por conta do medo de não ter nada e isso se transformar num motivo agressão ou morte. Temos medo do nosso reflexo se transformar em problema pra nós.

Não sei sua história.
Não sei de onde veio.
Não sei quais motivos te fizeram começar a assaltar.

Mas de qualquer forma, sei que quando você deita para dormir no meio da adrenalina de ser procurado, pensa nos outros caminhos que poderia ter escolhido. Perdi muitos amigos que estavam no crime, muitos mesmo. Gente que eu me divertia na infância e adolescência e que hoje estão presos, mortos ou foragidos.

Pensa no meu lado. Trabalho pra caramba para conquistar minhas coisas. Trabalho para conquistar meu celular, minha roupa, meu tênis e tenho medo de andar pela rua com esses bens por que posso perder e/ou posso sofrer algum tipo de violência física sem ter feito nada.

Só quero pegar meu ônibus e chegar no trabalho. Só quero sair as 23h de casa e comer meu x-tudo na praça em paz e não posso mais fazer isso. Não estou só te culpando. Afinal, vivemos num sistema muito complexo em que várias instituições públicas estão corrompidas e que também são responsáveis por toda a violência que vivemos.

Sei que também tem a ausência de serviços de educação, saúde, cultura e assistência que fazem a violência piorar, mas será que não existe outro caminho? Será que esse universo de insegurança precisa continuar?

Ao longo de todos esses anos, já pedimos a melhoria da segurança de várias maneiras. Agora, sem mediadores, estou pedindo para você.

Pare de assaltar, por favor.

Não temos mais coragem de andar pelas ruas da nossa cidade. Não temos mais coragem de andar tranquilos. Não temos mais disposição para ficar na rua com medo de tomar um tiro, apanhar ou simplesmente ser confundido pela polícia.

Muita gente vai dizer que esse texto está defendendo bandido ou algo do tipo. Minha visão de crime não é só de quem assalta. É também dos grandes empresários e dos policiais que fazem parte desse sistema que inviabiliza o direito à cidade. Nessa guerra, todo mundo está perdendo. Estamos circulando menos e falando menos com as pessoas que gostamos.

Todo mundo está perdendo as pessoas que ama.

Existem duas coisas entre todas as pessoas. A primeira é que todas as pessoas acertam. E a segunda é que todas as pessoas erram. Todos nós erramos, mas ninguém é só bom ou só mal. Ninguém! Você, eu e todas as pessoas do mundo já foram MUITO legais ou MUITO escrotas com alguém. Já fizemos MUITO bem ou MUITO mal para alguém e o que nos une são nossas contradições.

E é dentro dessas contradições que eu imploro para que você deixe a nossa cidade ser mais segura. Sem penalizações para as pessoas que não tem nenhuma relação com essa guerra.

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Violência nunca esteve tão próxima – o colapso na segurança do RJ https://simsaogoncalo.com.br/seguranca-em-colapso-violencia-nunca-esteve-tao-proxima/ https://simsaogoncalo.com.br/seguranca-em-colapso-violencia-nunca-esteve-tao-proxima/#comments Fri, 30 Jun 2017 17:53:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4774 A violência está perto. Está batendo na porta da sua casa. É visível pela janela. Feche a cortina para não participar. Desligue a TV, ela só fala do pior lado de São Gonçalo. Ainda sim, você pode acordar com barulho de tiro de madrugada. Vai saber, intuitivamente, que foi uma pistola 38, disparada mais ou […]

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A violência está perto. Está batendo na porta da sua casa. É visível pela janela. Feche a cortina para não participar. Desligue a TV, ela só fala do pior lado de São Gonçalo.

Ainda sim, você pode acordar com barulho de tiro de madrugada. Vai saber, intuitivamente, que foi uma pistola 38, disparada mais ou menos em um raio de um quilômetro. Vai torcer para ter sido só uma comemoração. Que estranho! Jogo de futebol a essa hora? Os tiros continuam, caramba! Tenta dormir para esquecer. Dormiu. No sonho, você está sendo sequestrado, o filho que você ainda não tem está sendo levado. Você acorda, eu acordo, todo mundo acorda. São 4 horas da manhã e nós ainda temos 2 horas para dormir antes de acordar para trabalhar. Mas quer saber? Vamos ficar acordados, estamos cansados de pesadelo todos os dias.

Rotatória do Zé Garoto. Foto: Fernando Bittencourt
Rotatória do Zé Garoto. Foto: Fernando Bittencourt

“Laranjas podres: quase 100 PMs são denunciados na maior operação contra corrupção de PMs no RJ. Megaoperação foi deflagrada para prender 96 PMs, 70 traficantes e outros integrantes de esquema em São Gonçalo.” – Noticiário, 29 de junho de 2017

Falsa segurança: quando as armas mudam de mãos

Voltando no tempo, precisamente no segundo semestre de 2010, gravei, junto com dois amigos, um trabalho para faculdade sobre a instalação da 6ª Unidade de Polícia Pacificadora no Morro dos Cabritos, Copacabana. Naquele momento, a implantação da unidade tinha 6 meses e o clima era de dúvida. Na fala dos moradores, a gente encontrava ansiedade na espera de uma intervenção mais social, que trouxesse infraestrutura para a comunidade. Mas o fato era que, até aquele momento, as armas tinham mudado de mãos.

Novembro de 2010, dia 25, quinta-feira.

Assisti, de uma das televisões do Pilotis da PUC, a incursão do BOPE ao Complexo do Alemão. Não lembro exatamente da minha reação, mas lembro perfeitamente do medo que senti na volta para casa, dentro do ônibus 996, viação 1001, que faz o trajeto Gávea x Charitas. Os policiais estavam parando e revistando os coletivos que iam para Niterói. Naquele momento, eu entendi que os fatos tinham relação direta, invasão dos morros e evasão dos bandidos, mas não realizei que em pouco tempo a minha cidade ia mudar drasticamente.

Morro Menino de Deus, centro de São Gonçalo. Foto: Fernando Bittencourt
Morro Menino de Deus, centro de São Gonçalo. Foto: Fernando Bittencourt

Do Galo Branco para o Rodo

Em setembro de 2013, me mudo do bairro Galo Branco para o Centro de São Gonçalo, o Rodo. A realidade me impacta logo de cara. Morar no Rodo é encontrar ruas desertas a partir das 7 horas da noite. Morava em um prédio que dava as costas para o Morro Menino de Deus, na Rua Aluísio Neiva. Aos poucos, fui entendendo a dinâmica da comunidade. A venda de drogas que acontecia, a apreensão dos moradores, os conflitos com a polícia, tudo. Ouvia tiros esporádicos à noite. Logo depois, os tiros não tinham mais hora para acontecer.

Foram três anos que vivi naquele apartamento. Três anos de muita angústia. Ao mesmo tempo que ganhei em mobilidade, com mais opções de transporte e facilidades, pela proximidade do comércio, ganhei insegurança para sair e chegar em casa. Da janela do quarto, via os traficantes com armas na pedra em cima do morro. Do outro lado, na varanda, via os policiais na rua, cobertos pela parede do edifício. Eu estava no meio da guerra. Não era um noticiário da Tv, era a minha realidade.

Quando a sensação de segurança se esvai

Um dia combinamos de levar dois sobrinhos ao cinema. Laura, minha namorada, pegou eles de carro e passou no apartamento para me buscar. Eu já tinha descido, porque ela já tinha me dado um toque no celular. Em frente ao prédio, ela passa de carro e para, vou ao seu encontro e entro no carro. Um Gol branco para na nossa frente e dá ré, sai um homem do carona… eu sabia o que ia acontecer, já tinha ouvido muitos relatos, muitos amigos e parentes já passaram por essa situação. Mas eu não queria acreditar. Comigo não, hoje não, por favor… Fomos assaltados, levaram o carro, todos a salvo. Perdemos, e não foi só o bem material, foi toda e qualquer liberdade que ainda restava. Olhando para trás, tudo mudou a partir daquele dia, nossos hábitos se moldaram a procura de proteção.

Vista para o Mutuá. Foto: Fernando Bittencourt
Vista para o Mutuá à noite. Foto: Fernando Bittencourt

Parada 40 e o velado toque de recolher

Em 2016, me mudo para o bairro Parada 40. Lugar onde estou até hoje. Começamos a morar juntos em um condomínio com segurança 24 horas. Câmeras de segurança vigiam a todos. Ruas movimentadas, próximas à famosa Rua da Caminhada. No perímetro próximo, há lanchonetes, bares, colégios e uma grande concentração de igrejas evangélicas. Além do fluxo normal de pessoas do condomínio.

Definitivamente, a Parada 40 é mais movimentada. Mas às 21 horas, as pessoas já não circulam mais. Há um toque de recolher velado. Todos sentem que não é hora de ficar na rua. O som do motor das motos assusta, qualquer carro assusta, qualquer transeunte assusta. Você não quer ter medo, mas o sentimento é maior.

Rua Aluísio Neiva, Centro de São Gonçalo: carros em alta velocidade. Foto: Fernando Bittencourt
Rua Aluísio Neiva, Centro de São Gonçalo: carros em alta velocidade. Foto: Fernando Bittencourt

Ontem de madrugada, ouvi um tiro de 38. Foi disparado, mais ou menos, num raio de um quilômetro… dessa vez, decidi que vou acordar e sonhar com um lugar melhor. Com uma cidade que não me cause medo. Em busca de dias melhores.

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Histórias de uma vida policial: amigos de infância https://simsaogoncalo.com.br/historias-de-uma-vida-policial-amigos-de-infancia/ https://simsaogoncalo.com.br/historias-de-uma-vida-policial-amigos-de-infancia/#respond Tue, 18 Mar 2014 00:20:35 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1848 É com imenso orgulho que hoje relato fatos do meu cotidiano policial para está pagina. Desde pequeno tive sonhos. Como por exemplo, a de um jogador de futebol. Porém, não sou egoísta de dizer que era um sonho solitário, pois os dividia com todos os amigos da minha idade. Na escola, trocávamos figurinhas dos nossos […]

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É com imenso orgulho que hoje relato fatos do meu cotidiano policial para está pagina. Desde pequeno tive sonhos. Como por exemplo, a de um jogador de futebol. Porém, não sou egoísta de dizer que era um sonho solitário, pois os dividia com todos os amigos da minha idade.

Na escola, trocávamos figurinhas dos nossos ídolos. Na hora do recreio, sempre nos reuníamos e jogávamos aquele futebol. Éramos muito unidos. O tempo foi passando e a nossa união foi se tornando mais intensa. A cada jogo dos nossos times, era uma alegria estarmos juntos. Porém, o tempo não pára e os nossos caminhos vão sendo traçados. E os amigos que antes frequentemente estavam no meu dia-a-dia, sumiram.

E foi aí que tudo começou. Entrei para Policia Militar. Num dia como outro qualquer, recebemos denúncias de indivíduos realizando a venda de entorpecentes em uma determinada área. Estavam armados. Como de costume, fomos verificar tal informação.

Lembro-me que ao dobrar a esquina, foram realizados os primeiros disparos. Solicitamos reforço e continuamos a incursão.

A cada trecho avançado, a adrenalina aumentava. Enquanto subíamos por uma determinada parte do morro, a outra equipe subia por outra e assim o cerco estava formado. Até que se deu inicio a um intenso tiroteio. Aos poucos, foi diminuindo, até não se escutar mais nada. Em seguida, ouvi um companheiro de guarnição dizendo: “Aqui, aqui”. Dirigi-me rapidamente ao local, pois pensei que o colega de farda havia sido baleado. Chegando lá, me deparei com a cena de elementos mortos, armas e drogas. Estava me sentindo radiante com a situação, por ter passado por este livramento. Porém, algo me chocou. Até hoje, levo em minha memória a imagem de um dos elementos que havia falecido: um amigo de infância. Aquele que sonhava junto comigo, agora estava ali no chão. Ele havia se desviado e estava servindo ao tráfico.

Guardo em meu coração os momentos, aquelas imagens de quando éramos pequenos. Fico imaginando o porquê daquele menino, amigo, alegre, com enorme qualidade no futebol, ter se envolvido com as drogas. Sua Família possuía dinheiro, ele não precisava daquilo. Como Policial Militar, após essa situação, eu já estava me dirigindo para uma nova ocorrência. Mas com um grande aperto no coração.

O fato ocorreu em São Gonçalo. A identidade dos profissionais que participaram do post é anônima.

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