André Correa https://simsaogoncalo.com.br/author/andrecorreia/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Fri, 01 Dec 2023 16:45:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg André Correa https://simsaogoncalo.com.br/author/andrecorreia/ 32 32 147981209 O Gigante acordou! Lavourão, um patrimônio adormecido no coração da cidade https://simsaogoncalo.com.br/lavourao-um-patrimonio-adormecido-no-coracao-da-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/lavourao-um-patrimonio-adormecido-no-coracao-da-cidade/#comments Thu, 16 Mar 2017 17:00:03 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4383 Dia 10 de março de 2017, estive no Centro Cultural Joaquim Lavoura para o Show de comédia em pé do grupo “Descontrarindo”. A entrada, um quilo de alimento, foi doada para o Abrigo Cristo Redentor. A mesa de doações ficou farta, ressaltando quem levou até leite em pó para os idosos. A Secretaria de Cultura, com […]

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Dia 10 de março de 2017, estive no Centro Cultural Joaquim Lavoura para o Show de comédia em pé do grupo “Descontrarindo”. A entrada, um quilo de alimento, foi doada para o Abrigo Cristo Redentor. A mesa de doações ficou farta, ressaltando quem levou até leite em pó para os idosos.

A Secretaria de Cultura, com toda sua equipe, imprimia um abraço largo aos convidados. O brilho das centenas de sorrisos flamejam de alegria o velho prédio cultural. Os meninos da comédia fizeram um evento à altura da ilustre plateia: artistas, músicos, secretários, patrocinadores e gente comum de verdade. É a arte de construir movimentos humanos com uma dose de pouco recursos e uma pitada de quase nada. A Dedicação foi a palavra-chave para aquela noite. Alegria foi o sobrenome da festa.

O Centro Cultural foi inaugurado em 22 de setembro de 1988, no governo Hairson Monteiro. Nessa época, CULTURA era apenas um departamento da Secretaria de Educação. Previsto para ter 6 andares, o prédio parou no 4º por falta de verba.

Era o que havia de melhor em construção. Revestido em mármore e com acesso para cadeirantes, o orçamento de 500 mil dólares não foi suficiente para dar conta da obra. Uma revolução em termos de “Aparelho Cultural”.

Foi pensado como um espaço para abrigar setores administrativos de uma vertente que crescia em importância e que, em breve, se tornaria uma Secretaria. A cultura apontava para ser a principal ferramenta da Secretaria de Educação até construir seu espaço independente e convergente.

O plano não foi pra frente. A Secretaria de Cultura tornou se uma realidade apenas no ano de 2001, graças à força dos movimentos sociais que reverberavam o “fazejamento” cultural daquela década.

Plateia, artistas e equipe da Secretaria de Cultura no Centro Cultural Joaquim Lavoura
Plateia, artistas e equipe da Secretaria de Cultura no Centro Cultural Joaquim Lavoura

Consolidando o Lavourão como um dos pólos de cultura da cidade

Hoje, em estado de calamidade declarado, o governo municipal promoveu o achatamento do setor em nome da crise. É preciso corrigir o curso da história, pois o Centro Cultural Joaquim Lavoura nunca desempenhou o papel para o qual foi destinado. Exprimida em apenas um dos andares do prédio, a Secretaria de Cultura e a FASG depende exclusivamente da criatividade e da profissionalização dos gestores. Não possuem concursados ou política pública de médio e longo prazo.

Atendendo a lógica da promoção, o espaço deve atender a demanda do setor cultural que não diminuiu após o achatamento promovido pelo governo NANCI. O gerenciamento do prédio precisa atender a demanda da Sociedade Civil : Projetos, eventos, cursos, profissionalização, aulas e administração. Um espaço de vivência e conexão com a importância da cultura no processo de formação da cidade e do ser humano. E se mover ao contrário carecemos entender os motivos.

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De Berlim à São Gonçalo: A arte como movimento de resistência https://simsaogoncalo.com.br/de-berlim-sao-goncalo-arte-como-movimento-de-resistencia/ https://simsaogoncalo.com.br/de-berlim-sao-goncalo-arte-como-movimento-de-resistencia/#respond Tue, 07 Mar 2017 19:33:41 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4344 Os Tijucanos, Cariocas e Gonçalenses recebem entre os dias 15 e 19 de março de 2017 a Oficina de Dança: Axis Syllabus. Um estilo de vida que vem mudando a concepção da Dança Contemporânea no mundo. Países como Alemanha, Áustria, França, Itália, Estados Unidos e Brasil importam e exportam o sistema Axis Syllabus. Um sistema […]

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Os Tijucanos, Cariocas e Gonçalenses recebem entre os dias 15 e 19 de março de 2017 a Oficina de Dança: Axis Syllabus. Um estilo de vida que vem mudando a concepção da Dança Contemporânea no mundo. Países como Alemanha, Áustria, França, Itália, Estados Unidos e Brasil importam e exportam o sistema Axis Syllabus.

Um sistema de informações que se preocupa com anatomia humana e com a física aplicada ao movimento. Através de uma educação somática, o sistema visa alcançar um movimento natural que promova a saúde do corpo e da mente.

Segundo o Gonçalense e idealizador do evento Anderson Hazen, “o intercâmbio visa promover uma relação de saberes entre as diversas capacidades físicas envolvidas , além de fomentar o aprimoramento artístico em uma espécie de laboratório vivo de formas e expressões”.

Para o instrutor e consolidador do AS Frey Faust (Berlim) ver a complexidade do corpo humano e o estudo contínuo de todos os aspectos do movimento torna a experiência única e inovadora. Um arado para terrenos férteis na germinação de novos saberes e na releitura de antigos conceitos.

Ecoaxis São Gonçalo

Como participar e assistir ao evento

O evento Eco(A)xis, um mergulho na criação se divide em várias etapas e as inscrições podem ser feitas online pelo e-mail andersonhanzen@gmail.com.

Do dia 15 ao dia 18 de março, das 8h às 11h “OCA – oficina de criação artística” com Anderson Hanzen, no Centro Cultural Joaquim Lavoura em São Gonçalo.

Pela tarde a atividade é no Espaço Mova no bairro da Glória/RJ, de 13h às 15h acontece o workshop I “Physics”, e o workshop II “Contact Improvisation” tendo início as 18h30. O término previsto para 17h30. Ambos ministrados por Frey Faust.

No dia 19 de 9h às 12h, AULÃO com Frey Faust com a presença de Anderson Hanzen no Centro Cultural Joaquim Lavoura no bairro da Estrela do Norte/SG.

Pela tarde a comitiva segue para o Centro Coreográfico do Rio de Janeiro na Tijuca onde vai rolar uma conversa com convidados aberta ao publico de 14h às 17h .

O enceramento fica por conta da apresentação de performances inicando as 18h30. O Rio e São Gonçalo é todo arte e movimento.

“A caminhada é como uma agenda em branco não sabemos o que nos espera a cada passo.” – Frey Faust

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Do Boqueirão Pequeno no Galo Branco: talento se faz em casa https://simsaogoncalo.com.br/do-boqueirao-pequeno-no-galo-branco-talento-se-faz-em-casa/ https://simsaogoncalo.com.br/do-boqueirao-pequeno-no-galo-branco-talento-se-faz-em-casa/#respond Sat, 29 Oct 2016 15:18:28 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4173 Liderança e a criatividade eram marcas da hiperatividade do menino que cresceu na rua do Boqueirão Pequeno no Galo Branco, em São Gonçalo. A versatilidade para se relacionar com pessoas não só o mantinha em destaque na escola, como também num eterno estado de formação pessoal e profissional. ANDERSON HANZEN é um artista diversificado, capaz […]

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Liderança e a criatividade eram marcas da hiperatividade do menino que cresceu na rua do Boqueirão Pequeno no Galo Branco, em São Gonçalo. A versatilidade para se relacionar com pessoas não só o mantinha em destaque na escola, como também num eterno estado de formação pessoal e profissional. ANDERSON HANZEN é um artista diversificado, capaz de dirigir, atuar, produzir e administrar atividades no setor cultural no teatro, na dança e na literatura.

“A germinação de gestores de Cultura para disseminação da tríade: espaços, artistas e plateia, pode ser promovido junto ao poder publico através da educação, da cultura e do esporte. Iremos passo a passo seguir um rumo diferente para o povo gonçalense.”

André Correa: Anderson, Seus espetáculos possuem um misto de dança e teatro. Como foi esse caminho de formação artística?

Anderson Hanzen: Eu sempre tive muita energia corporal era do esporte, treinava, participava de campeonato. Quando comecei a fazer teatro, tive alguns professores e depois parceiros de trabalho que eram bastante físicos. Ao começar estudar clown (palhaçaria) fui construindo um corpo performático diferente do ator propriamente dito. Foi quando comecei estudar dança contemporânea em 2009 no curso de bacharelado da UFRJ. Desde então, pude verticalizar a investigação dos atravessamentos e do hibridismo da dança e do teatro. Descobrindo que a fala é corpo, e que o corpo é feito de palavras. Esse cuidadoso estudo foi me levando para um olhar sobre olhar, onde o murmúrio do gesto foi revelando a poética do meu dizer. O que me move? Essa pergunta foi feita pela disseminadora do teatro-dança,Pina Bausch, falecida dois anos depois que a conheci. Claro, uma vida antes e depois de Pina, inevitavelmente!

Algo entre a vida e arte, entre o dizer e não dizer, um caminho no auto conhecimento. As reverberações podem ser vistas em alguns trabalhos como: ‘Corpus, fragmentos caóticos’, em 2010; ‘Di Ver Ti Dou’, em 2011; ‘Rapsodia’, em 2012; em 2013; ‘Amarante’, em 2014; ‘3 esquetes e um café’, em 2015; ‘Silêncio de caranguejos devorados ou último suspiro’, em 2016.

André Correa: No dia 23 de outubro de 2016 você participou de o espetáculo “Portas” com a CIA DEGRAU. Nos fale sobre essa parceira.

Anderson Hanzen: Em 2006 e depois em 2008 cheguei a fazer umas aulas de dança tanto com Kátia Farjado, como no Ballet Cláudia Araújo. Participei também da comissão de frente da escola de samba Universo com coreografia de Karen Ramos. Mas em 2008 foi quando eu dancei pela primeira vez no palco e estreiei também, meu clown, ainda conhecido como Zé Penico, no SESC de São Gonçalo, com a ODAM. Depois de poucas aulas com a professora e coreógrafa Angelica Maria, a mesma me fez um convite, bem certeiro pela sua experiência, em dançar um solo. Fiquei surpreso e ela disse: ‘Confia em mim!’
Assim, acabei dançando outras coreográficas e senti a sementinha da dança germinando em mim. Passei para UFRJ e voltei a sua casa, em 2011, onde assinei a direção artística dos espetáculos até 2013. Em 2014, fui pela segunda vez plateia de seu espetáculo, pois havia assistido uma montagem em 2007.

No ano de 2015 fui novamente plateia. Nesse processo, construímos uma intimidade, onde hoje, eu não sou ODAM, mas não deixo de ser. Nessas idas e vindas, Angelica falou para eu dirigir um espetáculo com a cia, que eu era o primeiro passo dessa ideia, mas acabou que foi tudo diferente. Depois de 2 anos, iniciei o processo de construção do espetáculo PORTAS, inicialmente como preparador corporal e devagar fui pegando algumas movimentações coreográficas. E após uma expansão e depois contração da minha presença nesse processo, que naturalmente acontece em qualquer movimento artístico, estive por 1 ano como bailarino e hoje digo eu sou DEGRAU cia dança.

ESPETÁCULO PORTAS. Realizado no Clube Mauá, em 23 de outubro de 2016.
ESPETÁCULO PORTAS. Realizado no Clube Mauá, em 23 de outubro de 2016.

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São Gonçalo perde uma estrela https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-perde-uma-estrela/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-perde-uma-estrela/#comments Fri, 19 Feb 2016 18:17:30 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3483 Morre aos 28 anos a jornalista e escritora Caroline Magalhães “Nem sempre ganhando nem sempre perdendo vivendo e aprendendo a jogar”. Era uma das músicas preferidas de nossa personagem. Curtia blues, Legião, Paralamas do Sucesso, Expresso Lunar, Ana Carolina, Leandro Ribeiro e Clarice Falcão. Costumava dedicar a música “Monomania”, via link, pela manhã e gargalhar […]

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Morre aos 28 anos a jornalista e escritora Caroline Magalhães

“Nem sempre ganhando nem sempre perdendo vivendo e aprendendo a jogar”. Era uma das músicas preferidas de nossa personagem. Curtia blues, Legião, Paralamas do Sucesso, Expresso Lunar, Ana Carolina, Leandro Ribeiro e Clarice Falcão. Costumava dedicar a música “Monomania”, via link, pela manhã e gargalhar o horror da cantiga do “8°andar” pela tarde. A jornalista e escritora Caroline Magalhães teve o prazer de assessorar seu último Sarau. De forma lúdica o céu está em festa e recheado de glamour, pois nossa estrela marcou compromisso com Deus e foi bancar a jornalista para Além das Terras de Além Mar.

Fundadora do Jornal FOLHA NATIVA, a ativista cultural mergulhou para seu repouso solo às 15h32 minutos, no dia 18 de fevereiro de 2016, no Hospital das Clínicas de Niterói. O falecimento não desnuda a história de luta. Há pelo menos 5 anos ela combatia um tumor cerebral: Uma radioterapia, três tratamento quimioterápicos, um cateter, cinco pulsões e uma operação. Bravamente, dia após dia, a menina só vivia, não se permitindo falar em morte. Amante das religiões e temente a Santíssima Trindade, ela orava. Dos terços católicos aos corinhos evangélicos, visitava os centros, de umbandistas a Kardecistas. Dona de uma fé imensurável que sempre ia para além de um grão de mostarda.

Caroline é autora dos Livros “Em Algum Lugar da Criação”, “Crônicas D”Gonça” e “Encontos Afins”, participou também dos Livros “Antologia Gonçalense” e “Histórias e Cantigas”. Para além da perda humana e profissional, a cidade se de São Gonçalo perde uma ativista dedicada a escrever o território. “A Cidade precisa ser escrita”, isso ela falava dia após dia, acreditava em uma cidade justa, participativa e com qualidade de vida.

Em sua despedida, a poetisa foi supultada no Cemitério do Maruí no Barreto, na cidade vizinha, Niterói. Artistas, músicos, ativistas, jornalistas e amigos compareceram neste último sarau de sua vida.

A seguir, um clássico de Carol Magalhães, a crônica “Sou do Tempo”.

 

Sou do tempo

Por Caroline Magalhães

Sou do tempo em que os velocípedes não tinham motor, precisávamos usar a força das nossas próprias pernas para alcançar longas distâncias. Sou do tempo em que as crianças gostavam de ouvir histórias para dormir e conseguiam viajar o mundo todo, deitadas em suas camas aconchegantes. Sou do tempo do “vamos brincar de roda, para fazer doli, doli, doli, doli dolá.” Sou do tempo do pique alto, pega e se esconde. Sou do tempo em que adedonha de papel parava uma vila. Homem, mulher, animal, objeto, lugar. Meu lugar. Sou do tempo do “Adoleta, lepeti, peti póla, lês café com chocolate”… Hum! Sou do tempo em que as crianças tomavam todinho no café da manhã, vendo Caverna do Dragão e almoçavam vendo Power Ranger. Sou do tempo que bastava um olhar da minha mãe, para saber que estava fazendo besteira. Sou do tempo em que a banda que inspirava os jovens era Legião Urbana. Pois é! Como as coisas mudam não é mesmo. As crianças de hoje em dia tem velocípede de motor, basta apertar um botãozinho. As histórias não as encantam mais tanto, as crianças não brincam mais de roda, nem de pique e muitas gostam de “Restart”. É! A tecnologia ganhou das brincadeiras de rua. Mas também hoje, acho o Mestre dos Magos um grandíssimo cretino e o Tomy, o ranger verde/ branco, não é mais tão bonito. As coisas mudam sim. E que bom por isso.

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Teatro Municipal chega a São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/teatro-municipal-chega-a-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/teatro-municipal-chega-a-sao-goncalo/#comments Fri, 29 Jan 2016 14:06:43 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3448 O Teatro Municipal de São Gonçalo tornou-se uma lenda viva. Após ser utilizado durante décadas enquanto promessa eleitoral, o teatro ganhou uma fada madrinha. A Secretária de Administração Roseli Constantino articulou uma negociação com o banco Itaú capaz de gerar 13,6milhões de reais para a construção do aparelho cultural. Há pelo menos dois anos, um […]

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O Teatro Municipal de São Gonçalo tornou-se uma lenda viva. Após ser utilizado durante décadas enquanto promessa eleitoral, o teatro ganhou uma fada madrinha. A Secretária de Administração Roseli Constantino articulou uma negociação com o banco Itaú capaz de gerar 13,6milhões de reais para a construção do aparelho cultural.

Há pelo menos dois anos, um movimento articulado pelo músico Kadu Monteiro, apoiado por artistas e pela Secretaria de Cultura, promoveram um abraço ao antigo Fórum da cidade em defesa da construção do teatro. Para além deste ato público, artigos e movimentos críticos como “São Gonçalo não tem teatro” reivindicavam a construção deste espaço e o cumprimento da promessa eleitoral.

 

 

No dia 15 de dezembro de 2015 a prefeitura de São Gonçalo anunciou oficialmente o início das obras para entrega em 7 meses. O empreendimento é uma obra da dupla de arquitetos Rita e Felipe Gutiérrez. O espaço é composto por uma bilheteria, um Foyer, um café avarandado, dois sanitários masculinos, dois femininos, um sanitário com acessibilidade , um fraldário, um mezanino e 256 lugares para plateia, diante de um palco italiano. Uma sala para a orquestra municipal, cinco camarins, uma copa, uma sala para administração, quatro vestiários, uma área de manutenção, um estacionamento com 28 vagas e uma doca para carga descarga. Todo aparato tecnológico utilizado para oferecer esta estrutura torna a iniciativa o maior investimento cultural das últimas décadas.

 

Internas do Teatro Municipal de São Gonçalo

Vista do palco Italiano

Preocupado com a manutenção e com a gestão do espaço, o governo já pensa em uma forma sustentável de manter a casa e os espetáculos: “Não adianta a gente criar um espaço com este tamanho e ficar como um elefante branco na cidade. Precisamos movimentar a cena e os artistas são nossos parceiros nessa empreitada contemplando os mais variados setores. Assim como estudamos para pensar o teatro, também estamos estudando para encontrar uma forma produtiva de ocupação.” relatou a Secretária.

Para além dos espetáculos a Secretária Roseli Constantino acredita que o Teatro trás um brilho a autoestima do gonçalense e um legado para as gerações futuras.

“Não é só através da educação que se aprende, a cultura faz parte do crescimento e auto estima do cidadão. É de suma importância que a cidade receba outro olhar da população, temos que cultivar a visão de bem querer a cidade.” enfatizou Roseli.

Por André Correa e Nanda Azevedo.

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É Hora do Conselho Popular de Cultura em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/e-hora-do-conselho-popular-de-cultura-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/e-hora-do-conselho-popular-de-cultura-em-sao-goncalo/#respond Thu, 26 Nov 2015 05:50:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3380 Após 90 dias de trabalho o Fórum implementa novidades para a juventude Em 11 de dezembro de 2015, será realizado o III Encontro do Fórum Políticas Culturais de São Gonçalo. O debate acontece às 18 horas, no Abrigo Cristo Redentor, na rua Dr. Nilo Peçanha, 320, Estrela do Norte. O evento conta com a participação […]

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Após 90 dias de trabalho o Fórum implementa novidades para a juventude

Em 11 de dezembro de 2015, será realizado o III Encontro do Fórum Políticas Culturais de São Gonçalo. O debate acontece às 18 horas, no Abrigo Cristo Redentor, na rua Dr. Nilo Peçanha, 320, Estrela do Norte. O evento conta com a participação de artistas, produtores, políticos e cidadãos gonçalenses.

Serão abordados temas como o desenvolvimento do Plano Municipal de Cultura e a implementação do Conselho Popular. Uma instância do Fórum onde o Conselheiro atuará, formulará as políticas públicas a partir do mapeamento do setor. O objetivo é realizar de parceiras com o Conselho Municipal, com Secretaria de Cultura, com a Fundação de Arte, com o Governo Estadual e Federal.

De forma colaborativa, além de representar o bairro onde vive, o Conselheiro visa disponibilizar elementos para a formação de uma rede de valores a partir da realização de eventos, pesquisas e projetos. Gerando dispositivos que sejam capazes de qualificar o debate e promover a regulamentação do setor a fim de formar, entreter e profissionalizar.

O Regimento divulgado pelo Fórum esclarece dúvidas aos interessados, especialmente na vaga de CONSELHEIRO POPULAR DE CULTURA. É preciso ser morador da cidade, ter entre 16 e 39 anos e ter pelo menos (1) ano de prática cultural comprovada. Além de favorecer a juventude, a novidade do sistema é que os VOLUNTÁRIOS não competirão entre si. “A competição é um equivoco, se todos desejam servir a cidade elaborando e somar a este mapeamento é uma honra tê-los conosco. Nem sempre democracia se resolve com eleição. O reconhecimento e o ativismo adquire maior valor nesta jornada”. Defende o universitário Matheus Guimarães.

Para saber mais:

EVENTO: https://web.facebook.com/events/1633421560258769/

REGIMENTO: https://drive.google.com/file/d/0B4fWIfJ14b0GaXcyZVdTWFVKRnc/view?pli=1

INSCRIÇÃO: http://goo.gl/forms/TrrFSIGKK8

Cronograma

18H-18H30 – LANCHE SOLIDÁRIO (Traga uma bebida e/ou comida para compartilhar com todas e todos.)
18H-19H – APRESENTAÇÃO DO III ENCONTRO (Resumo dos últimos encontros; andamento do Plano Municipal de Cultura e; apresentação do Conselho Popular de Cultura – CPC)
19h-19h30 – APRESENTAÇÃO DOS CONSELHEIROS POPULARES
19h30-20h – LANCHE SOLIDÁRIO, PARTE II
20H-20H45 – MESA REDONDA (Espaço para apresentação de trabalhos, ideias e encaminhamentos, além de articulações entre os próprios participantes)
20H45-21H – ENCERRAMENTO

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FreeArt e a cidade da arte https://simsaogoncalo.com.br/freeart-e-a-cidade-da-arte/ https://simsaogoncalo.com.br/freeart-e-a-cidade-da-arte/#respond Wed, 18 Nov 2015 03:34:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3371 Fui convidado pelo poeta Fagner Gabriel à visitar o FreeArt, um encontro que envolve conscientização de causas sociais, exposição de arte, poesia e música. Regularmente, uma vez por mês, os nativos se reúnem no Bar República Pub, no Paraíso em São Gonçalo. Segundo o ativista, o Sarau multimídia é um sonho antigo que ele conseguiu […]

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Fui convidado pelo poeta Fagner Gabriel à visitar o FreeArt, um encontro que envolve conscientização de causas sociais, exposição de arte, poesia e música. Regularmente, uma vez por mês, os nativos se reúnem no Bar República Pub, no Paraíso em São Gonçalo. Segundo o ativista, o Sarau multimídia é um sonho antigo que ele conseguiu colocar em prática no ano de 2013.

Um espaço de convivência onde as pessoas possam ter oportunidade de fazer uma mostra de seu trabalho e fazer amigos. “Onde há um bem para se fazer, que se faça. O encontro é sempre em prol de uma causa social. Iniciei as atividades durante as chuvas de março. Os alagamentos e deslizamentos de terra deixarão centenas de desabrigados aqui em São Gonçalo. Viemos para sensibilizar o nosso território.” Defende o ativista.

O FreeArt elege uma causa para conscientizar o cidadão e todo mês rola um bate papo: Proteção aos animais, câncer de mama, ativismo cultural e refugiados entre outros. O projeto contribui para ampliação da diversidade cultural e avança na utilização de espaços alternativos para a arte.

Fábio Gabriel é Nativo Gonçalense.

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Tribobó: a história contada pelos moradores https://simsaogoncalo.com.br/tribobo-a-historia-contada-pelos-moradores/ https://simsaogoncalo.com.br/tribobo-a-historia-contada-pelos-moradores/#comments Mon, 07 Sep 2015 04:18:24 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3176 Desvendar a história de São Gonçalo é uma das missões da nova geração. O vídeo “No quintal da minha casa” foi elaborado no Ponto de Cultura OLHAR VERDE, de responsabilidade do CISC. A iniciativa foi idealizada pela gestora Ana Sobral e conduzida pelo professor André Correia. Trata-se de um registro histórico, que se preocupa em contar a […]

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Desvendar a história de São Gonçalo é uma das missões da nova geração. O vídeo “No quintal da minha casa” foi elaborado no Ponto de Cultura OLHAR VERDE, de responsabilidade do CISC.

A iniciativa foi idealizada pela gestora Ana Sobral e conduzida pelo professor André Correia. Trata-se de um registro histórico, que se preocupa em contar a história e retratar a memória da cidade de São Gonçalo a partir de seus bairros. E que história é essa de Tribobó? Seria a mesma contada pelos Três bobos que lá viviam?

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Praça dos Ex-combatentes: marcas de um passado heróico https://simsaogoncalo.com.br/praca-dos-ex-combatentes-historia/ https://simsaogoncalo.com.br/praca-dos-ex-combatentes-historia/#comments Mon, 05 Jan 2015 10:20:37 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2493 A praça dos Ex-combatentes foi fundada em 24 de outubro de 1970, nesta mesma derradeira e amada cidade de São Gonçalo. A praça é uma jovem senhora, nascida no 1° decanato de escorpião. Com duas grandes reformas, o espaço é um museu a céu aberto, erguido em homenagem aos Combatentes da 2° Guerra Mundial. Ela é […]

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A praça dos Ex-combatentes foi fundada em 24 de outubro de 1970, nesta mesma derradeira e amada cidade de São Gonçalo.

A praça é uma jovem senhora, nascida no 1° decanato de escorpião. Com duas grandes reformas, o espaço é um museu a céu aberto, erguido em homenagem aos Combatentes da 2° Guerra Mundial.

Ela é composta por um obelisco, um mastro central para quatro bandeiras, mapa do Brasil e Brasões oficiais. Há também o famoso tanque, além de uma hélice e munições de guerra.

No monumento aos soldados mortos, ficou a mensagem para os vivos: “Aos que em holocausto à Pátria, tiveram como túmulo às águas do atlântico ou a terra fria da Itália. A morredoura gratidão e imperecível saudade dos que ficaram”.

O grupo Lavoura e o militarismo

Nos anos de 1970, a cidade de São Gonçalo ainda gozava dos louros do desenvolvimento, propiciados pela política promovida pelo prefeito Joaquim de Almeida Lavoura.

Sua carreira teve início em 1947, quando foi eleito vereador pelo Partido Social Democrático, o PSD. Era conhecido como o “vereador de tamancos”, já que exercia mil e uma atividades. Profissionalmente, era peixeiro e comerciante de “secos e molhados”.

Dentre os inéditos feitos do grupo Lavourista, friso a defesa do militarismo e do serviço prestado à nação. A história dos ex-combatentes gerou encontros políticos, plenárias públicas e leis municipais em defesa dos pracinhas que estiveram na guerra.

Jornal O Globo - Volta dos pracinha da 2ª Guerra Mundial
Jornal O Globo – Volta dos pracinha da 2ª Guerra Mundial

Dos treinamentos no Morro do Castro, em Niterói, às sangrentas lutas no frio de Monte Castelo na Itália, a 2ª Grande Guerra levou parte considerável do 3° Regimento de Infantaria da Venda da Cruz e com ele centenas de Gonçalenses.

O local surgiu no ano de 1935, como o 3º Regimento de Infantaria, com sede na Chácara Paraíso. Quatro anos depois, passou a ser 3° Batalhão de Infantaria, em substituição ao 14° Regimento de Infantaria, da Praia Vermelha (Urca), que havia sido extinto após o bombardeio da Intentona Comunista. Contudo, estas não são as histórias que me trouxeram até aqui e nem os são fatos em que devo me ater.

Praça dos Ex-Combatentes, São Gonçalo
Praça dos Ex-Combatentes, Patronato, São Gonçalo – RJ. Crédito: Acervo Sociedade de Artes e Letras São Gonçalo

Praça dos Ex-Combatentes: uma homenagem aos guerreiros brasileiros

O ex-prefeito Osmar Leitão (1967-70), que assumiu sua 1° secretaria aos 19 anos, foi o fundador da praça dos Ex-Combatentes. Entretanto, quem a inaugurou foi José Alves Barbosa (1970-71), que havia assumido a prefeitura no período.

Osmar Leitão e André Correia na praça dos Ex-Combatentes. São Gonçalo – Rio de Janeiro
Ex-prefeito Osmar Leitão e André Correia na praça dos Ex-Combatentes. São Gonçalo – Rio de Janeiro

Nesta matéria, Osmar caminhou por entre os monumentos no bairro do Patronato. Ele falou com orgulho da construção da praça e dos tempos que a sociedade se comovia com homenagens aos soldados brasileiros.

Segundo Leitão, “Esse espaço pertencia à CEDAE. Aqui se fazia os serviços diários da manobra de água, mas depois ficou abandonado. Quando cheguei à prefeitura, solicitamos ao Governador Geremias Fontes, permissão para urbanizar o local. No rastro dessa autorização, conseguimos também o espaço onde hoje funciona a Associação dos Ex-Combatentes, fundada em 1º de outubro de 1945, pelo senhor Rubem Silva.”

Ex-prefeito Osmar Leitão na praça dos Ex-Combatentes. São Gonçalo – Rio de Janeiro
Ex-prefeito Osmar Leitão na praça dos Ex-Combatentes. São Gonçalo – Rio de Janeiro

Da promoção ao reconhecimento

Muitos Ex-Combatentes passaram de soldados de guerra a funcionários públicos do município, além de membros ilustres da sociedade gonçalense. Inúmeras leis foram votadas para beneficiá-los, bem como suas famílias.

Uma delas, por exemplo, foi o recebimento de soldo (salário), utilizado em grande escala como apoio aos serviços prestados à nação. Entusiasmado, Osmar Leitão afirma que o reconhecimento aos pracinhas são presentes na lei ainda hoje, em 2014. Onde quer que seja descoberta uma família de ex-combatente desamparada, o estado prestará o devido auxílio. “Um guardião da nação não deve ficar desamparado. As políticas de proteção foram implementadas a favor do heroísmo e das vitórias de guerra”, declarou o ex-prefeito.

Em um tempo de “ame ou deixe-o”, o discurso cívico-patriótico pode ser comprovado nas palavras confeccionadas em placas de bronze. Elas foram fixadas nos artefatos da praça dos ex-combatentes, como memória e reafirmação do discurso de preservação.

A praça é representada como um monumento simbólico. Ela fez parte de um complexo de 109 homenagens, realizadas pelo governo brasileiro em todo território nacional.

Brasão da Associação dos Ex-combatentes Brasileiros na 2ª Guerra Mundial
Brasão da Associação dos Ex-combatentes Brasileiros na 2ª Guerra Mundial

As homenagens aos pracinhas ex-combatentes

Geraldo Ataíde, o presidente da “Associação dos Ex-Combatentes”, gozava do prestígio da guerra e conseguiu as peças que hoje compõem o museu militar.

Além disso, os mortos também foram homenageados com nomes de ruas recém criadas em São Gonçalo. No Engenho Pequeno, por exemplo, é fácil encontrar ruas com o nome de expedicionários da guerra.

As décadas se passaram e hoje a população confunde a homenagem aos pracinhas com uma exaltação ao regime ditatorial de 1964. Hoje temos o fruto de uma geração sem memória, voltada para o pensamento “macro consumista”, de pouco valor aos estudos e a história regional.

Memória presente na praça dos ex-combatentes

Este descaso com o regionalismo e a memória local interfere profundamente na relação entre a história e a memória do cidadão gonçalense. Segundo a professora Maria Tereza Goudart, a “alfabetização patrimonial” dá ao indivíduo não só a valorização do “patrimônio de pedra e cal”, mas também a valorização da memória e do mundo que a cerca.

Vale ressaltar que a história detém o poder da construção e reconstrução social, sendo a memória a chave para tal artimanha social.

E por falar em História, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) ficou com a missão de representar o Brasil na 2ª Guerra Mundial. Isso aconteceu a partir do decreto de 31 de agosto de 1942 do presidente Getúlio Vargas, declarando estado de guerra em todo território nacional.

Mas antes disso, a bordo do navio de transporte americano General Mann em 22 de agosto, nossos jovens já deixavam as terras de “Amarante” ao som da “canção do expedicionário, a marcha”, de Spartaco Rossi e Guilherme de Almeida. Este fato daria aos Gonçalenses um lugar de prestígio heróico e conquistas titulares na história do país e da cidade, mas também traria morte e sofrimento às famílias papagoiabas. Leia aqui sobre “O dia que pintaram o tanque de rosa”. 

A praça dos ex-combatentes de hoje

Destruída pela população de diversas formas, a praça resiste. Hoje é palco da feira nordestina, cheia de costumes e comidas fluminenses. É praça de alimentação nos ensaios das escolas de samba Viradouro e unidos do Porto da Pedra.

É também palco da Roda Cultural. É lugar de amores passageiros e flertes da molecada. Cenário de skatistas, artistas, desocupados e bêbados conhecidos. É lembrança das flores amarelas e fotos ao lado dos monumentos.

Mas nada disso lembra os Ex-combatentes de guerra, embora o nome e os objetos não neguem. A praça foi símbolo do governo Lavourista, tornando-se patrimônio da humanidade local.

O lugar tinha como principal objetivo oferecer espaço de lazer gratuito ao cidadão, fazendo dali um espaço de convivência. Sim, estes objetivos foram alcançados e os cidadãos, idosos, paqueradores e namorados agradecem.

Cenário atual da Praça dos Ex-Combatentes - São Gonçalo
Cenário atual da Praça dos Ex-Combatentes.

Salve a Itália! Viva Anita Garibaldi! Salve o monumento fúnebre das lembranças dos praçinhas, presos no riso dos frequentadores que nada sabem sobre a história, mas ainda sim, a sentem.

Para mais informações, clique e leia a monografia “A Praça dos Ex-combatentes: Memória e Esquecimento” de Rogério Fernandes da Silva, graduado em Licenciatura Plena em História, pela Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, de 2003.

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