análise política Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/analise-politica/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Wed, 29 Nov 2023 19:15:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg análise política Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/analise-politica/ 32 32 147981209 Renovar a República é possível num Brasil que retorna ao coronelismo? https://simsaogoncalo.com.br/renovar-a-republica-coronelismo/ https://simsaogoncalo.com.br/renovar-a-republica-coronelismo/#respond Fri, 15 Nov 2019 18:12:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7571 Sempre que ouço a palavra “renovação”, fico desconfiado. E conversando com as pessoas, sinto que muita gente tem a mesma sensação. Afinal, numa São Gonçalo parada, Rio de Janeiro estagnado e o avanço veloz de um estado paralelo, ainda é possível renovar a república? Em 130 anos, desde que Benjamin Constant planejou o golpe e […]

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Sempre que ouço a palavra “renovação”, fico desconfiado. E conversando com as pessoas, sinto que muita gente tem a mesma sensação. Afinal, numa São Gonçalo parada, Rio de Janeiro estagnado e o avanço veloz de um estado paralelo, ainda é possível renovar a república?

Em 130 anos, desde que Benjamin Constant planejou o golpe e Deodoro proclamou a República mudando nossa forma de governo, tivemos avanços estruturais e populacionais. Mas no detalhe, algumas coisas só mudaram de nome. Uma delas é o coronelismo.

Mas a imagem dos “coronéis” mudou. Já não é mais o líder rural que exerce o papel de juíz, comerciante, polícia e político nas cidadezinhas. Hoje, eles chefes locais das regiões mais pobres das cidades brasileiras. São conhecidos como milicianos, mafiosos, dono do bairro, traficantes.

Do início da República para cá, mudaram também as formas de controle. Mas elas continuam com foco na violência física e econômica. Vendem gás, internet, transporte e, até mesmo, casas. Sim, imóveis.

Barricada no Galo Branco
Barricada recente (2019) no bairro Galo Branco, São Gonçalo – RJ.

E não podemos esquecer, claro, do ponto principal dessa parceria: os políticos. Esses podem ser desde os políticos clássicos, que se dizem amigos do povo, até aqueles que que usam religião como mercadoria, tendo como trocas, também, o voto.

Muitos desses “novos coronéis” só permitem que determinados políticos entrem em suas comunidades para fazer benesses ou propaganda política. Prática que está se tornando cada vez mais comum.

E como renovar a república assim?

Em julho de 2019, eu e mais 1399 pessoas, fomos aprovados para o ingresso da escola de política chamada RenovaBR. Do início do curso até aqui, tivemos aulas com economistas, sanitaristas, administradores, pessoas de diversos matizes ideológicos e expertises da administração pública. Das teorias às práticas bem sucedidas. Algo que deveria ser obrigatório a todos que almejam participar da vida pública, eleitos ou não.

Em paralelo, diversos outros movimentos como o Acredito, Agora, Raps, trabalham na criação de novas práticas e soluções para evoluirmos o ambiente público brasileiro.

Em novembro de 2019, fui à uma dessas reuniões do Movimento Acredito para compreender mais como eles buscam atuar. Estavam lá os deputados federais Tábata Amaral (SP) e Felipe Rigoni (ES), além de Renan Ferreirinha, deputado estadual pelo RJ. Todos também formados na turma do RenovaBR de 2018.

Matheus Graciano no evento com os fundadores do movimento Acredito, Tábata Amaral (Dep. Federal 2019-2022) e Renan Ferreirinha (Dep. Estadual RJ 2019-2022).
Matheus Graciano no evento com os fundadores do movimento Acredito, Tábata Amaral (Dep. Federal 2019-2022) e Renan Ferreirinha (Dep. Estadual RJ 2019-2022).

No auditório lotado da Universidade Cândido Mendes (Centro do Rio), era possível ver uma quantidade grande de gente com menos de 30 anos. E o mais surpreendente é que era uma sexta à noite, momento ainda mais inusitado na semana.

Ainda sim, mesmo com todo o entusiamo pela renovação que poderá ser feita por pessoas novas com novas ideias, não nos é permitido perder o foco da questão. Afinal, o recorte social e econômico que se via na sala era flagrante, com pessoas que ocupam a fatia mais instruída e rica no Brasil, segundo dados do próprio IBGE.

No Rio de Janeiro de hoje, se o apoio à formação de novas lideranças não passar pelas regiões mais pobres, afetadas por esse “novo coronelismo”, a tendência é que estes elejam e reelejam os seus, ganhando numericamente em todas as decisões dos parlamentos e executivos. E uma possível consequência é o desânimo e acomodação de quem, um dia, acreditou em renovar a república.

Espero que todos os novos líderes desse atual momento do Brasil fiquem atentos a essa realidade. Afinal, os novos coronéis correm numa velocidade que o poder público atual já não consegue mais acompanhar.

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Entre o caos nacional e estadual, ainda há quem lute pela CIDADE? https://simsaogoncalo.com.br/salve-cidade-salve-o-mundo/ https://simsaogoncalo.com.br/salve-cidade-salve-o-mundo/#respond Sun, 05 Nov 2017 16:31:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5685 Antes de começar a desfiar o rosário rústico de desgraças cotidianas, devo avisar: não me venham com esse papo de “tempos difíceis”. Não vi tempo fácil desde que cheguei — há 41 anos — e agradeço pela vida não ter me dado mole para que eu não fosse mais um tolo. Como diz o poeta, “pra quem aprendeu a […]

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Antes de começar a desfiar o rosário rústico de desgraças cotidianas, devo avisar: não me venham com esse papo de “tempos difíceis”. Não vi tempo fácil desde que cheguei — há 41 anos — e agradeço pela vida não ter me dado mole para que eu não fosse mais um tolo. Como diz o poeta, “pra quem aprendeu a nadar na lama / água é veículo e velocidade”.

Roma arde. Você pode torcer para o partido que quiser (até para o seu próprio coração partido), canonizar santos de barro e escalar seus bandidos de estimação, não importa. Só não pode negar que nossx Capital arde, e o cheiro dos fumos é de dinheiro e esperanças queimadas. Capitalistas selvagens titânicos abocanham mais do que podem morder, e as cifras que o jornal vomita são fabulosas até para os ricos. Fico intimidado ouvindo milhões pra cá, milhões pra lá, enquanto não consigo quitar nem o carnê do carrinho mil cilindradas que me leva pro trabalho (o mais triste dos romances, com apenas 60 páginas). Ninguém representa ninguém, quem cruza o maroto Rubicão artifical do Planalto Central e enverga um terno se torna ronin, samurai cujo único mestre é o próprio umbigo.

No cenário estadual a coisa não melhora muito. Um chefe de quadrilha renomado e conhecido finalmente é preso por seus constantes saques ao erário — consequentemente ao bolso dos cidadãos — porém deixa seu filhote maldito na cadeira de governador. Como uma encosta na chuva de janeiro, a autarquia estadual se esboroa a olhos vistos, e no caminho de destruição leva direitos, empregos, investimentos e vidas, muitas vidas. Mais uma vez com a anuência de outros meliantes enfatiotados em seus fatos, líderes comunitários, milicianos e religiosos eleitos por seus rebanhos e babando nas gravatas.

Ao mesmo tempo, os usual suspects campeiam ao largo: machismo, racismo, criminalização da pobreza, estupidez, ameaça esquizofrênica de intervenção militar (VOCÊS NÃO ESTUDARAM HISTÓRIA NÃO, CARALHO?!), Trump, apropriação cultural, Muralha titular. Dói, dói sim. Mas e a cidade? Haverá tempo para se lutar por nossa cidade no meio desse furdunço?

“Fora Temer”, “Fora Pezão”, “Fora Trump” são importantes sim, amiguinhos, mas e a caixa preta do governo de Neilton Mulim, quem vai abrir? A gente fica perdido debatendo em redes sociais questões de alta complexidade filosófica, mas não se incomoda com o teatro minicipal fechado (SEMPRE FUI CONTRA, mas depois de construído, pago e repago, por que a população não pode usufruir?). Vejo gente discutindo se branco pode ou não usar turbante (como se alguém fosse branco), ou ainda se é legítima a presença de negros no clipe da Malu Camelo (e quem ouve essa menina, gente?), mas que não cria espaços na cidade onde as demandas possam ser explanadas e minimizadas. A cidade, letárgica, está aprisionada em um calendário de 1990 colado na parede, e brinca de corrida de curupira. Os vereadores se digladiam por seus cargos de indicação (“leitinho do gato”, disse um), e o rebanho assiste a tudo passivamente, mirando aves de arribação no horizonte enquanto tico-ticos bicam o fubá de seus pratos.

Mas não é só a miopia política não, nem esperar que o poder público cumpra seu papel. Cadê as iniciativas populares? Onde está a infantaria? Vamos ficar vaiando Doria e seu casaquinho amarrado no pescoço até quando? A gente perde um tempo danado brigando pela subjetividade alheia, enquanto nosso imaginário local se empobrece mais e mais. A briga é AQUI, o tempo é ONTEM. É preciso que alguns levantem os cornos para fora e acima da manada. CRIAR alternativas para São Gonçalo, PENSAR e REALIZAR ações que limpem o rio de nossa aldeia (que é maior do que o Tejo, maior do que o mundo) e ver novamente os barquinhos de papel descendo a corredeira, para o deleite daqueles que ainda querem mudar a cidade — e não se mudarem dela. Entre o caos nacional, o pandemônio estadual e a crise ontológica, é preciso que alguém ainda lute pela CIDADE.

Senão — acreditem — a terra do São Miguel não nos será leve.

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São Gonçalo como força política regional: por um novo cenário https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-forca-politica-regional/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-forca-politica-regional/#comments Thu, 03 Aug 2017 14:35:12 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4894 Nas eleições de 2014, se São Gonçalo fosse um partido, teria eleito apenas dois deputados estaduais, Nivaldo Mulim, irmão do então prefeito Neilton e José Luiz Nanci, atual prefeito da cidade. Naquele momento, nenhum deputado federal havia sido eleito, pois Dejorge Patrício assumiria somente em 2017, já que era o primeiro suplente de seu partido. […]

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Nas eleições de 2014, se São Gonçalo fosse um partido, teria eleito apenas dois deputados estaduais, Nivaldo Mulim, irmão do então prefeito Neilton e José Luiz Nanci, atual prefeito da cidade. Naquele momento, nenhum deputado federal havia sido eleito, pois Dejorge Patrício assumiria somente em 2017, já que era o primeiro suplente de seu partido. Em contrapartida, a bancada niteroiense em 2014 foi de três deputados estaduais (Waldeck, Comte e Flavio Serafini) e dois deputados federais (Chico D’Angelo e Sergio Zveiter). Vale lembrar que nossos vizinhos possuem cerca de metade do total de nossos eleitores, 680 mil gonçalenses contra 370 mil niteroienses em 2016.

Mas porque isso acontece? A partir daqui, o texto torna-se meramente intuitivo, baseado na vivência do cotidiano. Dentre os dez mais votados para deputado estadual em Niterói, conseguimos encontrar quatro “forasteiros” — e coloco a palavra entre aspas porque não há problema algum em escolher um candidato cuja base eleitoral não seja a mesma que a sua, porém, tendo ciência que isso diminui o poder político do seu município junto a outras esferas — , mesmo cenário das urnas gonçalenses. No pleito para deputado federal, nossos mais votados tiveram a presença de três “forasteiros”, enquanto Niterói foi inversamente proporcional, com sete moradores do “lado de lá da poça”. Pois então, porque um cenário tão desfavorável para São Gonçalo permanece?

Já deu pra perceber que o “problema” não está no eleitor, não é? Não somos nós, gonçalenses, que estamos elegendo os “forasteiros”, mas os candidatos gonçalenses é que não estão se elegendo. Talvez, a resposta esteja justamente fora da nossa cidade. Nossos atores políticos tem extrema dificuldades em construir pontes com grupos de outros municípios. Vejamos um exemplo: Waldeck foi o candidato mais votado em Niterói, porém o peso dos eleitores niteroienses em sua votação foi de “apenas” 58%. O vice prefeito Comte, foi reeleito em 2014 com 38% dos seus votos vindo das urnas niteroienses.

No caso das figuras gonçalenses os números se invertem: a média da proporção dos votos gonçalenses chega a 70%. Nanci (reeleito) e Graça (não reeleita) por exemplo, superaram a casa de 80% de dependência dos seus votos de gonçalenses. A proporção mais baixa foi a de Rafael do Gordo, que chegou a 58% graças a uma dobrada com Pedro Paulo, que impulsionou seu nome também para a capital.

No cenário de deputado federal, o índice de dependência é ainda maior. Enquanto a dependência de Chico D’Angelo e Sergio Zveiter não chegou a 40%, em nossos candidatos o índice mais uma vez ultrapassou os 80%.
É claro que o eleitorado gonçalense tem número suficiente para eleger dois estaduais e dois federais de forma autônoma, mas isso depende muito de uma articulação dos nossos grupos políticos, que sabemos, não são tão fáceis de compreender a importância disto. São Gonçalo é — ou pelo menos deveria ser — a cidade mais importante do Leste Fluminense, região que compreende além das duas cidades citadas, Itaboraí, Maricá, Rio Bonito e Tanguá. É inadmissível, por exemplo, que nenhum gonçalense figure entre os dez mais votados de Itaboraí em ambas as listas.

Há muito tempo que a sociedade gonçalense sofre pela falta de qualidade de seus grupos políticos. Precisamos de novos grupos, com novos atores, capazes de se articularem partidariamente, com o objetivo de serem candidaturas competitivas, e também regionalmente, trazendo para si os diversos grupos políticos do Leste, com diálogo e tendo como ponto central o desenvolvimento de nossa região.

Com esse texto, faço uma chamada aos atuais pré-candidatos: ampliem seus horizontes! Tornem-se referências políticas regionais e visitem outros territórios. Pelo motivo que for, os gonçalenses já estão com vocês. Vão, e desbravem novas terras e desenvolvam sua capacidade de articulação. SER O CANDIDATO DO PREFEITO NÃO TE FARÁ UM BOM CANDIDATO, MUITO MENOS CRITICÁ-LO!

E terminando, apelo aos eleitores gonçalenses: votem em nossos candidatos. Estão longe de serem bons, eu sei, quiçá do ideal, mas são reflexo da nossa realidade e podem muito bem servirem de ponte para uma nova geração de políticos em nossa cidade.

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São Gonçalo não é para amadores – como chegamos às eleições 2016 https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nao-e-para-amadores-eleicoes-2016/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nao-e-para-amadores-eleicoes-2016/#comments Fri, 19 Aug 2016 14:32:15 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3808 A polêmica das candidaturas a prefeito de São Gonçalo Em todo estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital, há grupos fortes em cada cidade. De uma forma ou de outra, eles centralizam as decisões, elegem seus deputados e mantém uma base local que ajuda na hora de repartir o poder estadual. Em São Gonçalo, […]

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A polêmica das candidaturas a prefeito de São Gonçalo

Em todo estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital, há grupos fortes em cada cidade. De uma forma ou de outra, eles centralizam as decisões, elegem seus deputados e mantém uma base local que ajuda na hora de repartir o poder estadual.

Em São Gonçalo, isso não se repete com a mesma frequência. Aparecida Panisset e seu filho, por exemplo, conseguiram uma votação pífia nas eleições para deputados em 2014. Graça Matos e os outros ficaram na suplência, só conseguindo suas vagas a deputado porque outros do PMDB garantiram suas cadeiras em outros cargos comissionados. Há alguns meses atrás, notícias se referiam ao dep. fed. Roberto Sales como “deputado de São Gonçalo”. Mas se perguntar na rua, ninguém sabe nem quem ele é. O ex-prefeito João Bravo tentou, mas teve meia dúzia de votos. Já Henry Charles, ninguém sabe ninguém viu.

Se olharmos para os vereadores, com exceção dos que estão se arriscando a prefeito (não à toa), o restante briga por uma miséria de votos, que não garante a representatividade de ninguém.

Diante desse cenário sem representantes locais, destacamos os dois estaduais: José Luis Nanci, que foi eleito por conta das coligações de seu partido, o PPS; e Nivaldo Mulim, irmão do atual prefeito. Porém, a situação para os dois últimos é tão estranha que, se qualquer um deles vier ao pleito, a derrota pode ser amarga.

A conclusão é que São Gonçalo não pertence à ninguém, literalmente. Qualquer amadorismo aqui será recebido com risadas.

Então, o que elegerá o próximo prefeito?

Se eu soubesse a resposta, seria marketeiro político. 🙂 Mas existe um caminho muito nítido: ganhará quem tiver a menor rejeição. Óbvio, não? Nem tanto.

Existe gente que acredita fielmente que Mulim ganhou por causa do Anthony Garotinho. Outros apostam a vida que foi por causa da passagem a R$1,50. Bobagem.

Quem decidiu a eleição de verdade foram os insatisfeitos com os ‪Panisset‬.

Ninguém sabia direito quem era o Mulim, mas havia a promessa da “novidade” política da cidade. Mal sabíamos que ele fez parte do famigerado governo Charles… você sabia? Foi assim que ele ganhou de virada, se tornando a única opção viável para derrotar o ex-governo.

Nas eleições de 2014, tivemos um número grande de pessoas anulando seus votos em São Gonçalo. Essa nulidade é problemática por dois motivos básicos:

1) Com menos votos válidos, os segmentos ganham força, elegendo qualquer um por um motivo banal, como ser da minha religião, “achei ele ou ela bonitos” ou “ele me deu o cimento, a cesta básica…”;

2) Depois do governo eleito, quem votou nulo e branco – gente que paga tantos impostos quanto quem votou – forma uma camada de insatisfeitos que ficam ainda mais revoltados com a incompetência do ocupante do poder.

O resultado? Não governa.

Em 2016 é muito possível que esses cenários aconteçam. Pois o descrédito após a aposta errada no Neilton Mulim deixou as pessoas com uma ojeriza ainda maior à política (sem falar nas questões da ‪Operação ‎LavaJato‬, crise econômica e tudo mais.

O recado final é claro: não adianta ser religioso ou forasteiro oportunista, prata da casa defeituosa, amigo do povo, se você não tiver um plano de governo que funcione para administrar a cidade e os diversos insatisfeitos que moram por aqui.

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