eleições Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/eleicoes/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Fri, 08 Dec 2023 23:16:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg eleições Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/eleicoes/ 32 32 147981209 A jovem política: entre candidaturas, derrotas, boquinhas e eleições https://simsaogoncalo.com.br/a-jovem-politica/ https://simsaogoncalo.com.br/a-jovem-politica/#comments Sat, 26 Oct 2019 19:18:05 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7550 Ela pensava que era uma pessoa influenciadora que inspirava. Aonde ia, expunha as suas ideias, opiniões e possíveis projetos. Encantava alguns. Era um misto de prazer e vontade de conscientizar os cidadãos de que era possível e necessário fazer alguma coisa. Tinha uma origem humilde numa cidade relativamente pobre. Sua história era parecida com a […]

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Ela pensava que era uma pessoa influenciadora que inspirava. Aonde ia, expunha as suas ideias, opiniões e possíveis projetos. Encantava alguns. Era um misto de prazer e vontade de conscientizar os cidadãos de que era possível e necessário fazer alguma coisa.

Tinha uma origem humilde numa cidade relativamente pobre. Sua história era parecida com a da maioria dos moradores do município. Nunca teve vergonha disso, afinal, era uma pessoa comum. Seus pais sempre se esforçaram em oferecer uma vida digna, de modo que nada lhe faltasse. Pouquíssimas vezes teve o que queria, contudo compreendeu que teve tudo de que precisou.

A realidade da sua cidade era cruel! Era tomada por pensamentos do tipo: “ninguém faz nada?”, “onde estão os políticos deste lugar?”, “um dia teremos dignidade?”, “os políticos só pensam em roubar!”. Tudo confirmado no seu cotidiano. Não eram poucos os que pensavam igualmente. Quase todos os seus parentes também concordavam com essas dúvidas e exclamações. Após vários questionamentos, decidiu entrar na política partidária de corpo e alma. Ela não tinha noção dos desafios que a aguardavam.

Andou por vários lugares e frequentou muitas reuniões procurando se encaixar em algum partido, mas sempre hesitante e desconfiada de que estava ali para ser usada. Conhecia a lei que constituía 30% das candidaturas femininas, porém sabia que a maioria dos partidos estava longe de chegar a esse padrão ideal. “A maioria da população brasileira é formada por mulheres e ainda tem partidos que não conseguem alcançar essa porcentagem mínima?”, pensava ela. Até que um dia encontrou o partido “ideal”: um grande número de mulheres, agregador, que fugia da polarização, tinha um viés moralizador sobre a corrupção e sempre lançava mão desse expediente nas reuniões. Filiou-se a ele. Faltava pouco menos de um ano para as eleições municipais e concorreria ao cargo de vereadora.

Neste ínterim, procurou saber das competências e atribuições dos prefeitos e vereadores. Sabia de cor os Regimento da Câmara Municipal e a Lei Orgânica do Município. Conhecia alguns bairros melhor do que o “Google Maps”. Cumpriu uma agenda de reuniões com os familiares e conhecidos da rua que a viram crescer. Tentou conectar suas ideias as que já estavam em práticas na cidade. Movimentava as redes sociais com frequência e tinha relativo sucesso nessa empreitada. Preparou-se o quanto pôde. Apesar de não ser religiosa, parecia uma missionária: “pregava” em todo tempo e lugar sobre política. Uma jovem aspirando emancipação!

Os meses se passaram, os desafios ficaram mais complexos e os problemas multiplicaram-se absurdamente. Ainda não podia dizer abertamente que era candidata. Ouvia rumores de algumas possíveis candidaturas de pessoas da sua região que poderiam lhe tirar os prováveis votos. Percebia a influência de políticos de outros bairros que nunca haviam ido ao seu território, salvo nos períodos eleitorais, e era sempre a mesma história. Os mesmos que reclamavam 4 anos da omissão dos políticos lá estavam apertando a mão e declarando apoio a eles. Inclusive, um desses políticos que se sentia dono de partido e tinha recursos financeiros, políticos e humanos ao seu dispor, tentou comprá-la, quer dizer, influenciá-la, mas ela não se vendia.

Muito sagaz, ela foi percebendo que o apoio à sua candidatura já não tinha mais tanto entusiasmo assim, principalmente entre os seus familiares. A coisa piorou quando ela explicou o que era nepotismo e falou abertamente num desses eventos de família que era explicitamente contra. Os olhares de alguns parentes se cruzavam com relativa perplexidade, mas ela nem percebia. Seus pais tentavam utilizar palavras mais suaves para contornar a situação perante a parentela e consolidar aqueles importantes eleitores, mas vinha a jovem e os desdizia, reafirmando a sua posição. Apesar disso, conseguia expor as suas ideias e projetos para a cidade e a maioria concordava com eles.

Começou a campanha eleitoral e as reuniões eram frequentes com os amigos e possíveis apoiadores. Expunha, apaixonadamente, os seus projetos para a cidade. Fazia questão de se apresentar como “aquela que iria fazer a diferença na Câmara Municipal”. Empolgava a muitos. Quando começava a falar que para indicar pessoas a um cargo em seu gabinete precisaria de competência e confiança, causava a mesma reação que ocorreu entre os familiares. Seu lema de campanha era: “não farei nada para você, mas com você!”. Tinha aversão aos populismos de qualquer vertente política.

Sentiu um certo esvaziamento a cada reunião, mas jamais esmorecia; era obstinada! Cria que talvez houvesse uma virada em algum momento na campanha. Além disso, surpreendeu-se com apoios inesperados de pessoas que nunca a tinha visto, mas que acreditavam em seus projetos. Uma surpresa ambígua, porque muitos familiares e amigos já apoiavam abertamente outros candidatos.

Andando pelas ruas, teve um choque de realidade com a população. Quer dizer, mais um! Não eram poucos os que pediam as coisas mais bizarras e estranhas. Dentadura, tinta de cabelo, marcação de consultas médicas, cadastro em programas governamentais… Ela começou a ter dificuldade de se relacionar com o povão. Parecia que, na sua campanha, estava escrito: “vagas de empregos”. Recebeu tantos currículos que já não tinha espaço em casa para arquivá-los.

Finalmente, chegou o dia da eleição e, por princípio, decidiu não panfletar e fazer boca de urna. Queria ser “a diferente” e assim foi até o último minuto. À noitinha, saiu o resultado das eleições municipais. Segundo turno para prefeito entre dois safados, segundo ela. Realmente não conseguia entender como eles foram os mais votados. Todavia, o pior ainda estava por vir. Recebeu um número de votação um pouco maior do que a metade de toda a sua família e quem nunca havia pisado no seu bairro acabou se elegendo com um número significativo de votos em seu território.

Escrito está no Grande Livro que “um abismo chama outro abismo”. A frustração veio com tudo de pior que se possa imaginar e continuou domingo, noite afora. Chorou copiosamente junto com seus pais buscando alguma explicação racional para aquela situação. Perguntava a si e a eles o que fizera de errado, mas não chegava a uma conclusão factível. Na manhã de segunda, incrivelmente todos haviam votado nela. E quando digo todos, falo de todos mesmos. Ninguém tinha coragem de lhe falar a verdade, mas tentavam confortá-la: “é assim mesmo”, “liga não, da próxima você consegue”. Essa e outras ladainhas de sempre. Os seus pais também tentaram consolá-la. Sua mãe, uma mulher muito sábia, trouxe uma revelação poderosa que trouxe certo alívio à jovem: “Filha… Fique assim não: coração de eleitor só quem conhece é a urna!”, disse ela.

Enfim… a jovem política passou 2 anos e meio sem se envolver com política. Ficara traumatizada, até que um daqueles políticos influenciadores bateu em seu portão oferecendo todo o apoio necessário. Após muitas conversas, ele mostrou a ela que era uma jovem que havia pecado por não conhecer o sistema. De repente, a jovem política era vista ao lado do político influenciador arranjando dentaduras, consultas, empreguinhos para os familiares e amigos nas secretarias e pagando para fazerem boca de urna com panfletagem no dia da eleição. Vocês não vão acreditar: a jovem política finalmente se elegeu!

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Dejorge ou Nanci, já escolheu? Então vem que a gente te ajuda! https://simsaogoncalo.com.br/dejorge-ou-nanci-ja-escolheu-entao-vem-que-a-gente-te-ajuda/ https://simsaogoncalo.com.br/dejorge-ou-nanci-ja-escolheu-entao-vem-que-a-gente-te-ajuda/#comments Fri, 28 Oct 2016 14:37:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4166 Dejorge Patrício ou José Luiz Nanci? Você já viu algum dos debates entre os candidatos? Se não viu, fique tranquilo, te garanto que não perdeu nada. Ainda hoje, os modelos de debates, propagandas eleitorais e encontros de rua são pouco eficientes para você conhecer os políticos. Por isso, o SIM São Gonçalo foi ao encontro dos candidatos para mostrá-los de […]

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Dejorge Patrício ou José Luiz Nanci? Você já viu algum dos debates entre os candidatos? Se não viu, fique tranquilo, te garanto que não perdeu nada. Ainda hoje, os modelos de debates, propagandas eleitorais e encontros de rua são pouco eficientes para você conhecer os políticos.

Por isso, o SIM São Gonçalo foi ao encontro dos candidatos para mostrá-los de forma humana, conversando de forma descontraída, trazendo à tona quem realmente são.

Se você nos acompanha há algum tempo, deve lembrar que no primeiro turno a gente conseguiu fazer entrevistas com 4 dos 9 candidatos às eleições municipais de São Gonçalo em 2016. Dois dos candidatos que não conseguimos contato na primeira etapa chegaram ao segundo turno. Depois de muito custo, conseguimos falar com ambos. O resultado você pode conferir no youtube.com/simsaogoncalo, facebook.com/simsaogoncalo ou nos vídeos abaixo.

Se você preferir, abaixo estão os vídeos com as duas entrevistas. Elas estão divididas em 2 partes. A primeira é relativa ao candidato, já a segunda, se atém às questões políticas. Aproveite para vê-las agora. Um dos dois será seu próximo prefeito dos próximos 4 anos (2017 – 2020).

José Luiz Nanci

Candidato pelo PPS – 23

Dejorge Patrício

Candidato pelo PRB – 10

 

Candidatos e posteridade

Nessa série de entrevistas no SIM São Gonçalo, o mais interessante é a ideia de posteridade dos vídeos. Registrar como pensam os candidatos que almejam gerir a cidade nos próximos 4 anos, dá uma certa segurança para entendermos melhor os candidatos, entendendo exatamente o que cobrar de cada um.

 

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Balanço geral das eleições 2016 em São Gonçalo e o futuro da cidade https://simsaogoncalo.com.br/balanco-geral-das-eleicoes-2016-em-sao-goncalo-e-o-futuro-da-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/balanco-geral-das-eleicoes-2016-em-sao-goncalo-e-o-futuro-da-cidade/#comments Tue, 11 Oct 2016 04:00:53 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4100 O primeiro turno das eleições para prefeito de São Gonçalo foi frio. Como esperado, o pior – pelo menos para a democracia – aconteceu: uma enxurrada de votos brancos, nulos e gente que nem apareceu. Só de abstenções foram 148.863 pessoas que nem apareceram nas urnas. Uns 21% do todo. Já de brancos e nulos, o total chegou […]

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O primeiro turno das eleições para prefeito de São Gonçalo foi frio. Como esperado, o pior – pelo menos para a democracia – aconteceu: uma enxurrada de votos brancos, nulos e gente que nem apareceu. Só de abstenções foram 148.863 pessoas que nem apareceram nas urnas. Uns 21% do todo. Já de brancos e nulos, o total chegou a 132.385 votos. Ou seja, 19% da população registrada para votar disse que nada daquilo que foi apresentado a representa. Em números gerais, 40% dos eleitores não sentem confiança nesse jogo.

Eleitoralmente, é ótimo para os políticos. Afinal, são menos votos válidos para disputar. O coeficiente dos vereadores vai no pé, precisando de menos votos para se eleger. Já no exercício do mandato, como sabemos, a dor de cabeça é uma consequência.

Quatro anos de diferença entre 2 realidades completamente diferentes

No caso dos prefeitos, uma difícil situação está se formando para quem for governar. E a explicação para isso é simples. No 1º turno em 2012, Adolfo Konder foi o mais votado com 192.727 votos. Somados, José Luiz Nanci e Dejorge Patrício conseguiram apenas 164.800 sufrágios. Ou seja, o candidato mais bem colocado na 1º etapa há 4 anos atrás teve quase 15% a mais de votos.

Isso demonstra mais que falta de consenso. Mostra a falta de conhecimento dos candidatos apresentados à população. Sem falar no desprezo e descrença no processo eleitoral. O resultado disso? Bem, busque por “junho 2013” no Google.

laca da dupla "Neilton Mulim e Graça Matos" enterrada na lama de uma das ruas de São Gonçalo que ainda não tem saneamento, nem calçamento
Placa da dupla “Neilton Mulim e Graça Matos” enterrada na lama de uma das ruas de São Gonçalo que ainda não tem saneamento, nem calçamento.

Se em 2008, Aparecida Panisset foi eleita em primeiro turno, no melhor estilo “tudo nosso”, em 2012 foi a 132ª zona eleitoral que fez a diferença. A região que abrange Guaxindiba, Jardim Catarina, Laranjal, Marambaia, Monjolos, Santa Luzia e Vista Alegre foi a que elegeu Neilton Mulim no 2º turno.

Em 2016, não só a 132ª queria eleger Mulim, como também as zonas eleitorais 133ª e 134ª votaram para sua reeleição. Entretanto, elas não garantiram a ida dele ao segundo turno. Essa região corresponde aos bairros de Amendoeira, Laranjal, Pacheco, Santa Isabel e Sacramento (133); e Alcântara, Miriambi, Vila Três, Lagoinha, Colubandê e Raul Veiga (134), representadas em verde no mapa. Como sabemos, foi onde o maior número de bem-feitorias do governo dele se concentrou. Sinal de que as obras de última hora surtiram algum efeito nos 23%, em média, daqueles que acreditaram em suas propostas de “continuísmo”.

Votação em São Gonçalo nas eleições de 2008, 2012 e 2016
Votação em São Gonçalo nas eleições de 2008, 2012 e 2016. Fonte: O Globo.

Disputa entre Nanci e Dejorge

Entre os dois candidatos que foram à segunda etapa, a disputa foi setorizada. José Luiz Nanci e Dejorge Patrício não disputaram a “mesma cidade”. Sendo mais claro, aquela diferença citada por nós e por todos que conhecem a realidade da cidade se fez presente. “Alcântara” votou Dejorge + Mulim. Enquanto “São Gonçalo” votou Nanci.

Mas vale destacar que essa afirmação é uma “meia-verdade”. Quando olhamos duas zonas específicas, algo muda. A 36ª (Boaçu, Brasilândia, Mutuá e Porto do Rosa) votou maciçamente em Dejorge, que é originário dali. Ele teve 43% dos sufrágios, deixando Nanci em segundo, com 16,9%. Na 136ª (Centro, Estrela do Norte, Itaoca, Mutuá, Mutuapira, Nova Cidade, Porto do Rosa e São Miguel) a ordem foi a mesma, mas com uma diferença menor, 27% a 18%, muito provavelmente pela diferença entre os bairros desse mesmo setor.

1º turno em São Gonçalo nas eleições 2016
Divisão vos votos válidos para prefeito de São Gonçalo em 2016. Os campeões de votos em cada região.

Sobre os outros candidatos

Com uma disputa tão acirrada em todas as colocações, é importante também ressaltar a participação dos outros candidatos no pleito 2016.

Brizola Neto ficou em 4º lugar. Sua campanha foi bem-sucedida na zona 137, ficando em segundo lugar em Itaúna, Luiz Caçador, Mutondo, Nova Cidade e Trindade. A presença de Aparecida Panisset fez toda a diferença, mostrando que a força política da dama de vermelho ainda é forte na cidade. Aliás, vale destacar que nas ruas, ainda hoje, é difícil ver uma pessoa política com presença tão forte quanto de Panisset. Ela está longe de ser o que já foi na cidade. Mas ainda pesa na balança política.

Brizola Neto – Aparecida Panisset
Na campanha eleitoral de 2016, o fator “Aparecida Panisset” levou Brizola Neto ao 4º lugar.

Marlos Costa também mostrou a força política construída ao longo dos últimos 8 anos no legislativo gonçalense. Na sua região de origem, Alcântara (zona 134), ele foi o 3º mais votado, após Nanci e Dejorge. A campanha de Marlos, mesmo com poucos recursos, teve um bom resultado, deixando-o em 5º lugar e o credenciando a pensar numa cadeira no legislativo estadual daqui a 2 anos.

Diego São Paio foi o sinal de criatividade e inovação de São Gonçalo nessa campanha. Ao fazer seu estúdio com transmissão pelo Facebook, ganhou relevância, saindo do total desconhecimento do eleitor, inspirando outras campanhas. Mesmo com a maturidade das propostas, o candidato não era um grande conhecido do público, uma vez que o gonçalense médio desconhece boa parte da câmara municipal. É um nome a ser observado nas próximas eleições. Ficou em 6º lugar.

Dilson Drumond ficou em 7º lugar. Político experiente, muito habilidoso e conhecido na cidade, em alguns momentos parecia que sua campanha emplacaria, arrancando o 2º lugar. Entretanto, olhando de forma mais pragmática, a campanha de Dilson foi estratégica. O objetivo era levar os candidatos do PSDB à câmara. E tiveram sucesso com isso, elegendo Sandro Almeida como um dos vereadores mais votados.

Professor Josemar tem uma candidatura que acaba sendo caracterizada como ideológica. Isso não é uma verdade completa pois, boa parte de suas propostas são válidas e reais. Talvez pudessem ser absorvidas e replicadas tranquilamente por outros candidatos, independente se serem “esquerda” ou “direita”. Ele é suplente de deputado estadual pelo PSOL, e por alguns poucos votos, quase entrou na Alerj nas eleições 2014. Ficou em 8º lugar.

Eleições para prefeito de São Gonçalo 2016
Confira as entrevistas do 1º turno e entenda como pensam os personagens da cena política de São Gonçalo.

Dayse Oliveira também teve uma candidatura partidária, daquelas são úteis para que o partido se faça presente. Nos debates que a vimos, ficou claro o quanto é necessário que todos os candidatos sejam chamados a conversar, pois as diferenças ideológicas às vezes sublimam pontos de vista que podem ser melhor compreendidos fora das eleições. Ficou em 9º lugar.

Apoios e futuro da cidade

Depois que as urnas foram abertas, o tradicional “apoio” no 2º turno se consolidou. Se você deseja saber quem está apoiando quem, sugiro ir ao blog A Política do RJ, do Claudionei Abreu.

Sobre o futuro da cidade, tudo ainda é uma incógnita. Após os governos de Aparecida Panisset, parece que os políticos, especialmente aqueles fechadinhos na bolha gonçalense, passaram a acreditar que seus governos serão sucesso sempre. Basta “querer”.

Mesmo com a incompetência administrativa vista de 2005 a 2012, o governo Panisset quase elegeu seu sucessor. É preciso explicar que o resultado desse pseudo sucesso foi fruto do momento econômico especial que vivíamos, um dos maiores na história recente do Brasil. São Gonçalo, logicamente, foi junto.

Esse crescimento econômico foi o mesmo que trouxe o Comperj; que trouxe a ponte do Comperj (que possibilitou a estruturação do tráfico no Salgueiro); que trouxe o treinamento e armamento do crime fugido do Rio por conta das UPPs; e que trouxe, também, dinheiro para os gonçalenses de maior poder aquisitivo, fazendo-os migrar para outras cidades. Resumindo, uma década perdida.

Por isso, independente de qual candidato você for um fervoroso torcedor, um conselho: pressione o eleito para fazer uma gestão profissional. Bons profissionais sabem fazer muito com pouco. Se isso não se concretizar, prepare sua voz e seus dedos para ficar mais 4 anos sofrendo e indignados, como já estamos.

Fontes:

Jornal O Globo. http://infograficos.oglobo.globo.com/brasil/a-votacao-em-sao-goncalo-por-zona-eleitoral.html

DIVULGA TRE. http://divulga.tse.jus.br

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Quem são os gonçalenses que babam ovo das eleições cariocas? https://simsaogoncalo.com.br/quem-sao-os-goncalenses-que-babam-ovo-das-eleicoes-cariocas/ https://simsaogoncalo.com.br/quem-sao-os-goncalenses-que-babam-ovo-das-eleicoes-cariocas/#comments Tue, 04 Oct 2016 19:19:27 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4091 Se você é um baba ovo das eleições cariocas, receba esse texto como uma ofensa objetiva, clara e bem direta para você. De maneira geral, você é uma pessoa que se acha tão politizada ao ponto de ignorar a eleição da sua própria cidade, como se as eleições locais fossem muito pouco para a sua […]

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Se você é um baba ovo das eleições cariocas, receba esse texto como uma ofensa objetiva, clara e bem direta para você. De maneira geral, você é uma pessoa que se acha tão politizada ao ponto de ignorar a eleição da sua própria cidade, como se as eleições locais fossem muito pouco para a sua inteligência.

Não duvido da sua inteligência, mas você usa sua inteligência a serviço de quê? Você é a pessoa que paga pau dos candidatos cariocas e desconhece os candidatos da sua própria cidade. Você é a pessoa que fica indo em manifestação na Presidente Vargas e nunca fez uma reivindicação na sua própria morada.

Você é co-responsável pelo fato da nossa cidade ter a pior câmara de vereadores dos últimos 30 anos.

Não adianta ficar gritando #ForaTemer ou #ForaDilma através da projeção das candidaturas cariocas, se no seu município você não sabe nem que é a Vice-Prefeita. É preciso reconhecer sim que a eleição do Rio é muito importante para nossa região metropolitana. Mas não podemos abrir mão da nossa cidade pra bater palma pra carioca.
Fazendo uma analogia simples, te pergunto:

Quando você vai sair com seus amigos cariocas, quem se desloca? São seus amigos que vem pra São Gonçalo ou é você que vai para o Rio de Janeiro?

Eu sei qual a resposta. E sabe por que isso se dá? Porque somos colonizados por essa cidade chamada Rio de Janeiro. Isso reflete na política, isso reflete no nosso cotidiano, na nossa economia. Tu precisa se ligar nisso!

Imagino que seja lindo acompanhar os debates dos Prefeitáveis do Rio e ficar lamentando que na nossa cidade os debates não são bons. Já parou para pensar que São Gonçalo tem 126 anos, enquanto o Rio tem 450 anos? É óbvio que a organização da política local vai estar mais desenvolvida, mais consolidada e, naturalmente, os debates serão mais qualificados. Os caras estão debatendo se a Olimpíada deixa legado ou não. E a gente ainda debate se existe mapa de ruas asfaltadas ou não. Sacou a diferença?

A gente precisa cuidar da nossa cidade e, ao mesmo tempo, fazer com que gradativamente o Rio de Janeiro necessite de nós. Fomos nós que construímos aquela cidade. A mão de obra barata que está nos bancos, nas construções e no dia a dia da cidade é majoritariamente de São Gonçalo e Baixada Fluminense. Não podemos falar que São Gonçalo fica a tantos minutos do Rio. Temos que falar que o Rio fica a tantos minutos de São Gonçalo.

Nossa centralidade política precisa ser nossa cidade. Saia do seu mundo de “Freixo”. Sai do seu mundo de “Jandira”. Saia do seu mundo de “Crivela”. Saia do seu mundo de “Osório” e venha para a sua cidade. Esses caras estão NEM AÍ pra São Gonçalo. E você ainda os apóia.

Não seja sua cidade a partir da janela do Coesa, enquanto tira selfie da Ponte Rio-Niterói. Discuta o lugar que você mora. Caso contrário, Eduardo Gordo continuará fazendo isso por você.

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Dejorge e Nanci, vamos conversar? https://simsaogoncalo.com.br/dejorge-e-nanci-vamos-conversar/ https://simsaogoncalo.com.br/dejorge-e-nanci-vamos-conversar/#comments Mon, 03 Oct 2016 16:03:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4087 Admito que esse segundo turno é algo inesperado. Nunca imaginei ver essa disputa. Achei sim que era possível que um de vocês pudesse ir para o Segundo Turno, mas vocês dois juntos não. Não sou ninguém na fila do pão. Na real, só estou escrevendo esse texto por desabafo de uma ressaca que durava anos, […]

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Admito que esse segundo turno é algo inesperado. Nunca imaginei ver essa disputa. Achei sim que era possível que um de vocês pudesse ir para o Segundo Turno, mas vocês dois juntos não.

Não sou ninguém na fila do pão. Na real, só estou escrevendo esse texto por desabafo de uma ressaca que durava anos, mas foi consolidada com o porre de ontem.

Em vários momentos eu disse que vocês faziam o estilo “Gonçalense gente boa”. Não vejo vocês uma capacidade absurda de gestão, mas não vejo vocês como os demônios de São Gonçalo. Queria que vocês fossem mais planejados e mais claros quanto ao projeto político que defendem. As propostas de vocês são genéricas, é preciso qualificar isso.

Discordo de vocês, discordo do que representam enquanto projeto político, mas se tem uma coisa que respeito é o resultado da eleição. O pragmatismo da eleição é claro e São Gonçalo preferiu optar pelos “Gonçalenses gente boa”.

José Luiz Nanci vs Dejorge Patrício

Mas indo direto ao ponto, tenho um desabafo.

Vocês dois, independente de quem seja eleito, tem uma responsabilidade gigante de gerir São Gonçalo pelos próximos 4 anos. Vocês terão a câmara de vereadores mais mal escolhida dos últimos 30 anos, com um arco de alianças que se construirá nos próximos dias, tentando tirar todas as Secretarias de um eventual governo em troca de voto. Além disso, mais de 45% dos eleitores votaram branco/nulo ou não votaram, ou seja, vocês disputam um segundo turno contra a insatisfação de metade da população.

99% do meu corpo acredita que vai dar merda e que o Governo de vocês será o pior possível, mas aquele 1% torce para que eu esteja completamente errado. A partir do dia 1 de janeiro, quero que vocês façam o melhor governo que essa cidade já viu. Quero que calem minha boca por achar que vocês não possuem condição de gerir essa cidade. Quero que calem minha boca por achar que vocês vão fazer um governo médio como foi o de Panisset e/ou um governo ruim como foi o de Neílton.

Pelo amor de Deus. Surpreendam essa cidade.

Essa galera que votou em vocês acredita que vocês vão ser diferentes do que está posto. Vocês, mesmo com profundas contradições religiosas e econômicas, representam alguma aspiração de mudança da cidade para mais de 150 mil gonçalenses. Apesar de discordar PROFUNDAMENTE deles, a escolha deles agora é a escolha de todos nós. Eu não vou me mudar, vou continuar a morar aqui e vocês serão Prefeitos de quem votou e de quem não votou em vocês. Por isso, …

Nanci, tu é um cara gente boa toda vida. Tu conhece geral, sua família é influente, mas tu tem que ser menos vaselina. Se tu for prefeito, vai ter merda, tu vai ter que aprender a dizer não para esses caras pedindo cargo, Secretaria, asfalto pra bairro. Tu passou por uns perrengues de saúde, depois quebrou a perna, já está ficando velho. Faça sua história ser escrita para além de um vereador que teve vários mandatos e só foi gente boa. Faça mais do que você representa. Faça mais do que seus correligionários tem para dar. Se alie com São Gonçalo e larga essa galera antiquada que tu anda.

Dejorge, eu nunca tive a oportunidade de conversar contigo, mas as pessoas sempre falam que tu é um cara responsa. O cara do churrasco, do futebol e agora da Igreja. Cara, eu tenho milhares de dúvidas sobre sua capacidade de gestão. Ao entrar na prefeitura, conclua seu ensino médio, vá para a faculdade e demonstre sua preocupação com sua própria formação. Tu é novo no jogo, teve seu primeiro mandato agora e tem a condição de romper pelo menos com o histórico de alianças que já foram feitos até aqui. Eu não acredito que você vá fazer, mas não custa nada pedir. Se rolasse uma aposta hoje, acredito que você seria eleito por conta da rejeição do Nanci. Se isso acontecer, estude para não entregar seu governo na mão de malucos.

Apesar do meu pessimismo, vou torcer pra vocês. Não torço para que façam errado para eu ter like ao criticar. Torço para que façam um mandato digno de calar minha boca.

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Domingo tudo será decidido para o 2º turno – Veja as entrevistas https://simsaogoncalo.com.br/domingo-tudo-sera-decidido-para-o-2o-turno-veja-as-entrevistas/ https://simsaogoncalo.com.br/domingo-tudo-sera-decidido-para-o-2o-turno-veja-as-entrevistas/#comments Fri, 30 Sep 2016 00:14:54 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4069 O SIM São Gonçalo foi criado em fevereiro de 2012. Partiu de uma simples brincadeira com as particularidades da cidade que, naquele momento, durou apenas 3 meses. Em junho daquele mesmo ano, quando dei por mim, várias páginas tinham surgido. Algumas, já ligadas no pleito eleitoral, falavam sobre as eleições municipais. Ao contrário do que possa parecer, só demos importância ao […]

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O SIM São Gonçalo foi criado em fevereiro de 2012. Partiu de uma simples brincadeira com as particularidades da cidade que, naquele momento, durou apenas 3 meses. Em junho daquele mesmo ano, quando dei por mim, várias páginas tinham surgido. Algumas, já ligadas no pleito eleitoral, falavam sobre as eleições municipais.

Ao contrário do que possa parecer, só demos importância ao pleito de verdade no 2º turno. O desinteresse na política já começava a dar seus sinais. O resultado a gente viu em 2013.

Os anos passaram e mudamos bastante. O que antes era apenas uma página de memes, hoje é um mini-complexo de comunicação na cidade. Uma revista, sendo mais específico. Cheio de histórias, resgate dos valores da cidade e muita opinião.

São Gonçalo Aérea – Por Matheus Graciano, SIM São Gonçalo
Foto: Matheus Graciano © SIM São Gonçalo

Grandes poderes exigem grande responsabilidade

A frase do tio Ben, do homem aranha, nos norteia de uma certa forma. Por isso, resolvi encarar a missão de fazer as entrevistas na raça. Na nossa visão, o SIM São Gonçalo agora passa para uma nova fase, onde algumas coisas precisam ser encaradas de forma mais séria, como é o caso dessas eleições de 2016.

Entrevistei 4 dos 9 candidatos a prefeito da cidade. Dilson Drumond (PSDB), Marlos Costa (PSB), Diego São Paio (REDE) e Professor Josemar (PSOL) foram bastante solícitos, conversando comigo sobre o futuro da cidade, e seus planos caso eleitos.

Apesar da boa vontade de sua assessoria, desencontramos algumas vezes com o Brizola Neto (PDT), não dando tempo de fechar. Já as equipes de Dejorje Patrício e José Luiz Nanci, apesar dos contatos, não responderam nem que sim, nem que não. Segundo algumas fontes minhas, aquele “estamos avaliando” serviu para blindar os candidatos, na tentativa de evitar que os mesmos falassem algo que não fosse bem recebido pelo público.

Mas, e nos próximos 4 anos? Será que se algum desses forem eleitos também será assim?

Bem, o prefeito Neilton Mulim (PR) fez como nos últimos 4 anos. Mal nos deu um “olá” nas mensagens que enviamos. Dayse Oliveira (PSTU) também não respondeu ao contato em suas páginas no Facebook, apesar de estar sinalizado que viram o recado.

De uma certa forma, as quatro entrevistas mostraram algo que é claro na campanha: estes candidatos a prefeito não temem a uma pergunta marota, ou algo que, por mais simples que possa parecer, os desafia a mostrar como podem se sair raciocinando ali, de bate pronto.

Deixo aqui meus agradecimentos e reconhecimento ao papel que vocês já entenderam ter na cidade.

Confira o vídeos com os candidatos a prefeitura nas eleições 2016. Algum deles é o seu candidato? Então, compartilhe e mande para seus amigos e familiares.

 

Professor Josemar – 50 (PSOL)

Diego São Paio – 18 (REDE)

Dilson Drumond – 45 (PSDB)

Marlos Costa – 40 (PSB)

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São Gonçalo observa os candidatos a prefeito https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-observa-os-candidatos-prefeito/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-observa-os-candidatos-prefeito/#comments Wed, 28 Sep 2016 03:45:31 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4065 Começou a falsidade outra vez com a campanha eleitoral. Sou mal humorado mesmo (ignoraram este traço na minha biografia), não gosto do que vejo. As promessas dos homens de quatro anos atrás não foram cumpridas e o povo humilde da minha cidade continua sofrendo. O gonçalense paga caro pelos serviços mal prestados e depois acusa […]

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Começou a falsidade outra vez com a campanha eleitoral. Sou mal humorado mesmo (ignoraram este traço na minha biografia), não gosto do que vejo. As promessas dos homens de quatro anos atrás não foram cumpridas e o povo humilde da minha cidade continua sofrendo.

O gonçalense paga caro pelos serviços mal prestados e depois acusa a si mesmo pela bagunça da cidade. Fico triste. Tem que levantar a cabeça e escolher direito. Os culpados são aqueles que se aproveitam da fraqueza popular.

O prefeito que está aí é um mentiroso grave. Mente até dando “bom dia” e quer ser prefeito de novo. Não pode eleger gente assim.

Houve um doutor, o Charles, que ao invés de curar infestou minha cidade com incompetência e retrocesso político-econômico, as doenças mais mortais que já vi nos meus 829 anos de existência. Dilson Drumond e José Luiz Nanci, que tanto quanto Charles fazem questão de dizer que são doutores, colecionam cada um cinco mandatos despercebidos na Câmara de Vereadores e se tornaram parte da enfermidade municipal.

Viram como sou mal humorado? Na época em que vivi tínhamos no máximo uma refeição por dia, mexe com a personalidade. Chega de usar a atuação profissional e sua fama para a conquista de votos sem qualquer conteúdo político. Isto se aplica ao forasteiro com sobrenome famoso, Brizola Neto, aliado da maior inimiga que já tive desde que essas terras receberam meu nome, no século 16. Minha cidade é um tesouro, digo pra vocês, por isso ela atrai aventureiros ambiciosos que ignoram completamente suas necessidades naturais.

Daqui do céu observo somente uma mulher entre nove candidatos, isso não é bom. A voz da distribuição de oportunidades para promover a igualdade social fala alto em Dayse Oliveira. Se buscasse mais amigos que inimigos, mais realidade e menos utopia, poderia ser a prefeita que minha cidade merece.

Ao candidato Dejorge Patrício peço que confirme se possui os conhecimentos básicos necessários para governar, visto que frequentava o colégio “só para comer merenda”. E entenda que facilitar a formalização de templos e igrejas deveria ser a última preocupação em um município com os piores índices educacionais do Estado.

Diego São Paio é um bom vereador, tem intimidade com a tecnologia e reuniu ao seu redor um time motivado. O mais jovem dos candidatos, ainda não provou ter maturidade suficiente para carregar a cidade nas costas nos frequentes momentos de crise.

A atuação de Marlos Costa como vereador também agrada. Para governar bem, carece do apoio de mais pessoas e ideias inovadoras. Além de mal humorado, o Santo é desconfiado. Os seres humanos possuem defeitos, mas Marlos é o único candidato que praticamente omite os seus, o que é assustador.

Em Arriconha, localidade portuguesa onde nasci, o mestre era valorizado por sua sabedoria. O Prof. Josemar é um gonçalense dedicado. Sabendo respeitar a cidade nas pequenas coisas, como garantir o fim da poluição visual em postes, viadutos e passarelas, faria grandes projetos.

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Voto facultativo, um direito instituído pela lei orgânica do povo brasileiro https://simsaogoncalo.com.br/voto-facultativo-direito-instituido-lei-organica/ https://simsaogoncalo.com.br/voto-facultativo-direito-instituido-lei-organica/#respond Tue, 13 Sep 2016 14:53:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4004 No Brasil, não existe voto facultativo. Ou pelo menos, não existia. Na teoria, você precisa pagar de R$ 1,05 até R$ 3,51 por turno ausente. Na prática, o que vemos é uma massa de votos que são depositados na urna sob o título de “brancos e nulos”, sem falar nas abstenções. Se existe algo cada vez mais citado entre […]

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No Brasil, não existe voto facultativo. Ou pelo menos, não existia. Na teoria, você precisa pagar de R$ 1,05 até R$ 3,51 por turno ausente. Na prática, o que vemos é uma massa de votos que são depositados na urna sob o título de “brancos e nulos”, sem falar nas abstenções.

Se existe algo cada vez mais citado entre as pessoas é a vontade de não comparecer às urnas. A questão é anterior ao voto. Aos poucos, a cabeça do eleitor brasileiro entra num “modo facultativo” antes mesmo da campanha eleitoral. A impressão que temos é que, como eleitores e eleitoras não querem votar, também não se preocupam em buscar um candidato. O desinteresse é total. E claro, a decisão é um direito pessoal. Afinal, cada um se importa com o que quer.

Estados Unidos, Índia, China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido, todas grandes economias mundiais, têm suas eleições facultativas. No Brasil, prós e contras ainda disputam “quem tem razão” nessa discussão. Nesse debate entre teóricos, intelectuais e falastrões, silenciosamente o povo toma sua própria decisão. Nestas eleições de 2016, a promessa é termos um número ainda maior de não-votos, que em 2014 na eleição para o governo do estado, por exemplo, foram maiores que o número de sufrágios que elegeram o governador Pezão, no Rio de Janeiro.

Outra situação que não dialoga com a população brasileira é sobre as penalidades. Segundo a lei, o brasileiro que não votar pode ser impedido de: solicitar passaporte ou carteira de identidade, receber o salário caso seja funcionário público, pedir empréstimo, inscrever-se em concurso público ou em instituições públicas de ensino. Aí, é preciso parar um pouco para nos fazermos algumas perguntas:

  • Quantos brasileiros já viajaram para fora do país (exceto Mercosul)?
  • Quantas vezes se perde carteira de identidade na vida?
  • Quantos fazem concurso público com frequência?
  • Quantos conseguem pegar dinheiro no banco (e muitos pegam com agiotas mesmo)?
  • Quantos estudam em instituições de ensino público após os 18 anos?

Quando a gente olha para a média do país, as penalidades, na prática, não chegam nem perto da vida de muita gente. Então, por que se preocupar em justificar? Já vi gente, inclusive, que vota eleição sim, eleição não. E vai levando a vida, só para não cancelar o título pois… vai que precisa dele?

Por isso, candidatos, é hora de encarar as eleições brasileiras como se fosse um pleito facultativo de fato. Convencer as pessoas a dar um voto de confiança não basta. Antes de tudo, é preciso, simplesmente, convencê-las a votar.

 

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Mulim não consegue parar de mentir e 71% dos eleitores sabem disso https://simsaogoncalo.com.br/mulim-nao-consegue-parar-de-mentir/ https://simsaogoncalo.com.br/mulim-nao-consegue-parar-de-mentir/#respond Sat, 10 Sep 2016 15:05:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4020 Mês passado, o prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim, mentiu no seu primeiro programa eleitoral exibido na TV. Disse que a passagem de ônibus a R$ 1,50 foi rejeitada por cinco vereadores. Tal proposta nunca existiu. Ontem (09/09) o programa de Mulim exibiu um sistema de saúde impecável e gonçalenses felizes com sua gestão. Outra […]

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Mês passado, o prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim, mentiu no seu primeiro programa eleitoral exibido na TV. Disse que a passagem de ônibus a R$ 1,50 foi rejeitada por cinco vereadores. Tal proposta nunca existiu. Ontem (09/09) o programa de Mulim exibiu um sistema de saúde impecável e gonçalenses felizes com sua gestão. Outra mentira. O sistema municipal de saúde é decadente e apenas 9% dos eleitores acreditam que a cidade melhorou (Ágora Pesquisa).

Escrevo um artigo por semana sobre São Gonçalo. Felizmente a Justiça Eleitoral age mais rápido e em quatro dias úteis penalizou Mulim pela falácia. A propaganda foi retirada do ar e os vereadores caluniados ganharam direito de resposta. Quando publicou esta notícia, o Jornal Extra atribuiu diretamente o verbo “mentir” ao prefeito de São Gonçalo.

Ao começar sua campanha citando a jamais cumprida redução da passagem, faltou pouco para Mulim prometê-la de novo. Ele teve a audácia de manipular informações e imagens, induzindo o eleitor a erro, usando a mesma mentira que lhe rendeu o primeiro mandato.

Mulim age como um adolescente travesso que mente para seus pais. Diz que foi à escola, mas seus pés estão sujos de terra do campinho de futebol de várzea. Mostrar na TV uma clínica nova, recém-inaugurada, não representa a realidade da Saúde. Para entrar no Pronto Socorro Central, no bairro Zé Garoto, o cidadão pula sobre guimbas de cigarro e pedaços de algodão jogados na porta. Também na entrada, o ar-condicionado pinga sobre a fiação elétrica exposta.

No Pronto Socorro de Alcântara, o paciente espera horas pelo atendimento em um espaço deprimente que parece a sala de visitas de uma penitenciária. A construção da Policlínica do Vila Três está atrasada há anos e gastando milhões a mais do que o previsto. Para fingir que está pronta e funcionando antes das eleições, o prédio foi pintado de azul às pressas. Um lixo de aplicativo que ninguém usa, chamado Saude.com, foi criado sabe-se lá com qual intuito porque o cidadão não foi beneficiado. Essa é a realidade da Saúde.

A atração de Neilton pela falsidade é incurável. E se fortaleceu no momento em que sentiu que pode perder nas urnas São Gonçalo, vítima da pequenez de sua gestão. O prefeito não pensa em largar o poder e libertar a cidade, embora 71% dos gonçalenses rejeitem totalmente votar nele.

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Aparecida Panisset e Brizola Neto: um forasteiro em busca de votos https://simsaogoncalo.com.br/aparecida-panisset-brizola-neto-forasteiro-busca-votos/ https://simsaogoncalo.com.br/aparecida-panisset-brizola-neto-forasteiro-busca-votos/#comments Fri, 09 Sep 2016 14:49:47 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4002 Nascido em Porto Alegre, Brizola Neto (PDT) veio morar no calor de Alcântara há cerca de um ano, no meio do povão, dos copos de Guaravita espalhados pelo chão e do odor desagradável do rio que cruza o bairro. Não, ele não veio fazer trabalho voluntário limpando o rio fétido. Carlos Daudt Brizola, como foi […]

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Nascido em Porto Alegre, Brizola Neto (PDT) veio morar no calor de Alcântara há cerca de um ano, no meio do povão, dos copos de Guaravita espalhados pelo chão e do odor desagradável do rio que cruza o bairro. Não, ele não veio fazer trabalho voluntário limpando o rio fétido. Carlos Daudt Brizola, como foi batizado, é candidato a prefeito de São Gonçalo. Existe nessa cidade algo valioso, pouco conhecido por seu povo, mas que desperta a cobiça de partidos políticos e indivíduos que aqui nunca recolheram um copo do chão.

Carlos tem a fala contínua, jovial e sobrenome famoso, que o transforma em divindade para muitos simpatizantes do PDT. Foi deputado federal pelo Rio de Janeiro e ministro do Trabalho durante o governo Dilma. Apesar da experiência política, sua candidatura não apresenta um projeto original para São Gonçalo. Ela se baseia em lembranças de conquistas passadas do avô Leonel e na aliança com a ex-prefeita Aparecida Panisset, causadora dos maiores prejuízos sociais e culturais já vistos na história do município.

O material da campanha de Brizola Neto confirma a fragilidade de sua candidatura. Nos adesivos para vidro traseiro de veículos, quem aparece ao lado do candidato é Aparecida Panisset em vez da verdadeira candidata a vice-prefeita, Marilena. Irmã de Aparecida, Marilena teve o primeiro nome omitido na opção para concorrer apresentada ao TSE.

Além de se aproveitar de Marilena na busca gananciosa por votos, Brizola Neto e o PDT não se deram o trabalho de fundamentar e apresentar um documento digno contendo as propostas de governo. Publicaram apenas duas páginas incoerentes e tortas, provavelmente escritas às pressas, absurdamente distantes da complexidade local.

Para conquistar o voto dos gonçalenses e seus tesouros, o forasteiro joga suas fichas: o grande Brizola, que não está mais entre nós desde 2004, e Aparecida. Por que o povo pensaria que o apoio de alguém impedido de se candidatar pela Justiça tem algum valor?

Brizola Neto aponta problemas antigos com falso ódio, o esgoto não tratado, a falta de infraestrutura, e outras deficiências que permaneceram mesmo após oito anos de governo Panisset.

A natureza humana recomenda acolher o forasteiro. Entretanto, nossos rios são chamados de valas de esgoto, não temos água para oferecer. Alguém tão famoso, tão importante, certamente sabe disso. Brizola Neto trouxe o próprio cantil e finge sentir nossa dor.

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Como nasce um mau vereador https://simsaogoncalo.com.br/como-nasce-um-mau-vereador/ https://simsaogoncalo.com.br/como-nasce-um-mau-vereador/#respond Sun, 21 Aug 2016 15:47:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3986 Genésio Barros mora em São Gonçalo e viu que o salário de vereador é bom, 15 mil reais limpinhos. Decidiu ser vereador também. As atribuições do cargo não lhe preocupam, ele não as conhece. É urgente saber como chegar lá e se tornar vereador da cidade. Genésio percebe as necessidades do povo do seu bairro. Ruas de barro […]

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Genésio Barros mora em São Gonçalo e viu que o salário de vereador é bom, 15 mil reais limpinhos. Decidiu ser vereador também. As atribuições do cargo não lhe preocupam, ele não as conhece. É urgente saber como chegar lá e se tornar vereador da cidade.

Genésio percebe as necessidades do povo do seu bairro. Ruas de barro esburacadas, vizinhos que vivem um inferno a cada enchente, perdem móveis, se desesperam. Ele se acha iluminado, pode mudar aquela realidade triste, de repente passou a não admiti-la surpreendendo até ele. Além disso, o salário… ah, o salário de vereador é tão bom.

Foi camelô em Alcântara, entregou panfletos no Centro, não concluiu o Ensino Médio. Genésio é bastante popular. Faz amigos no futebol aos domingos, naturalmente sempre simpático.

Agora promove churrascos e festas de rua com frequência. Diz às pessoas que está brigando por elas. Vai à Prefeitura, tenta se aliar às forças políticas atuais, ressaltando que é bem conhecido pela população, sua maior qualidade. Num lampejo de genialidade, cria um perfil no Facebook (parte da estratégia de campanha), onde sua personalidade tão comum será ainda mais conhecida. Genésio é o benfeitor escolhido por Deus, especial ao mesmo tempo humilde, quase tanto quanto Jesus Cristo.

Os inúmeros erros de português nas publicações online não são o maior problema. Definitivamente não. Se pelo menos Genésio postasse sobre as verdadeiras atribuições do vereador, legislar em benefício do povo e fiscalizar o Executivo, seria ótimo, mesmo que fossem com gafes, como nomes de rua trocados nas legendas de fotografias e citações de bairros em que nunca esteve.

Genésio planta a mentira que trouxe melhorias de infraestrutura antes mesmo de ser eleito. Imagine o que fará quando estiver na Câmara? É batalhador e nem tem o trabalho de dizer que é honesto. Isto é óbvio, a honestidade está no sorriso dele.

Nas conversas com simpatizantes, desenvolve um estilo de falar novo. Pensa que fazer política marcante é colocar drama na voz. Uma fala ridiculamente arrastada, cantada em tom fúnebre.

É oficial. Com um aperto de mão efusivo, Genésio Barros conta para todos que é candidato e pede voto descaradamente. Já pode realizar o sonho de ser vereador, tudo de acordo com a legislação eleitoral.

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Uma ilha chamada Niterói – a fuga dos talentos gonçalenses https://simsaogoncalo.com.br/uma-ilha-chamada-niteroi-a-fuga-dos-talentos-goncalenses/ https://simsaogoncalo.com.br/uma-ilha-chamada-niteroi-a-fuga-dos-talentos-goncalenses/#comments Sat, 20 Aug 2016 16:22:28 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3961 Pensei bastante antes de escrever tudo isso. Mas depois de ver as estatísticas demográficas disponibilizadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foi inevitável chegar a essa conclusão. Olhando as cidades fluminenses e dos outros estados, são poucas as que chegam às proporções da nossa cidade co-irmã. Além de ter uma das maiores proporções de pessoas na faixa de renda mais alta, quase 50%, Niterói também […]

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Pensei bastante antes de escrever tudo isso. Mas depois de ver as estatísticas demográficas disponibilizadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foi inevitável chegar a essa conclusão. Olhando as cidades fluminenses e dos outros estados, são poucas as que chegam às proporções da nossa cidade co-irmã. Além de ter uma das maiores proporções de pessoas na faixa de renda mais alta, quase 50%, Niterói também é uma das cidades com maior proporção de eleitores com nível superior, com quase 30% da população, contrastando com os 2,5% gonçalenses. Num Brasil onde essa média é de 6,5%, dá para afirmar que Niterói é uma ilha.

O início das segregações naturais

A criação do nosso município se deu após uma emancipação. Até 1890, éramos uma parte niteroiense. Durante a primeira metade do século XX, muita coisa aconteceu por aqui, inclusive a implementação de várias indústrias, no áureo período da “Manchester Fluminense”.

Nessa época, Niterói era a capital do estado do Rio de Janeiro (não confunda com a cidade do Rio, o Distrito Federal). E lógico, como toda capital, concentrava vários serviços, especialmente os mais especializados que, por consequência, exigiam mais escolaridade. São Gonçalo, ao contrário, abrigou indústrias. E sabemos bem o que isso significa: empregos menos qualificados, focados em produzir para uma linha de produção. O Vila Lage é o retrato de uma época onde ainda se construía vilas para os trabalhadores.

Mas no meio do caminho, havia um JK. Juscelino Kubitschek criou Brasília, levando a capital federal para lá e esvaziando o Rio de Janeiro aos poucos. Anos depois, os governos militares integraram todo o estado, transferindo a capital estadual para o Rio. Deixaram Niterói órfã de toda a importância regional que tinha.

Era uma época onde muitas empresas não resistiam às diversas mudanças econômicas brasileiras. As indústrias que ficavam em São Gonçalo não escaparam disso. Niterói, agora ex-capital, via suas organizações indo para o outro lado da ponte. A importância do Leste Fluminense tornava-se apenas uma história.

Foto: O Globo
A principal porta de entrada dos ônibus que trafegam entre as cidades, o 2º maior fluxo de pessoas entre cidades brasileiras. Foto: O Globo

A fuga de talentos: trabalha lá? mora lá!

Aos olhos de quem teve e tem poucas oportunidades, as duas escolas que estudei em São Gonçalo eram consideradas “escolas da elite gonçalense”. De 1997 à 2003, estudei no Santa Teresinha e no Colégio MV1. Posso afirmar que boa parte das pessoas que convivi fariam parte desses 2,5% de eleitores com ensino superior na cidade.

Digo “fariam” porque muitos votam em Niterói faz tempo. Outros já transferiram seu título para o Rio. Sem falar naqueles que moram em São Paulo ou estão fora do país. Estudar, especialmente quando se tem nível superior, te faz buscar novos caminhos. E para nossa infelicidade, bem longe de onde moramos.

O tempo no transporte é um dos fatores principais dessa migração. Afinal, se todos morássemos a 15 minutos do trabalho andando seria uma bênção. Mas não é bem por aí. Quando a escolaridade avança, é natural que os salários também acompanhem essa evolução. Nessa movimentação, as pessoas buscam a tão falada qualidade de vida. Ficar 2, 3, 4 ou até 5 horas no trânsito começa a se tornar uma opção, não mais uma obrigação.

Ainda sim, a maioria das pessoas continua nessa “migração pendular”. Não à toa, o 2º maior fluxo de pessoas entre cidades no Brasil pertence a nós.

Note que os trabalhos mais qualificados não estão em São Gonçalo. Respeitando a lógica histórica que escrevi acima, eles se concentram no Rio e Niterói. O que faz com que as pessoas deixem a cidade, mesmo tendo carinho por ela.

Universidade Federal Fluminense, a UFF de Niterói
Universidade Federal Fluminense, a UFF em Niterói. Foto: André Redlich / O Fluminense

Educação: a chave da qualidade de vida

Niterói teve sua importância reduzida após a transferência da capital do estado. Porém, ficou a principal matéria-prima das cidades: pessoas. Famílias de maior poder aquisitivo viam na cidade a conjunção de várias coisas boas que se sobrepunham: uma vasta rede escolar, uma universidade pública de relevância nacional, como a UFF (Universidade Federal Fluminense), uma infraestrutura considerável e, até então, não tinham a violência da cidade do Rio de Janeiro.

Assim se transformou num pólo de atração para os mais abastados. Nos últimos 20 anos, com o lançamento do MAC e a promoção do caminho Niemeyer, a cidade ganhou ainda mais projeção no cenário nacional. Sem dúvidas, o ponto-chave que definiu essas transformações chama-se educação.

Ouvir que “educação é a solução” é enfadonho. É uma frase pronta de qualquer político ou palestrante. Mas para nós, saber que a co-irmã é a 7ª em qualidade de vida no Brasil não espanta mais. Niterói colhe os frutos que só a pressão política e social das cidades mais instruídas é capaz. Afinal, ter 30% de seu eleitorado com nível superior, num Brasil onde a média é 6,5%, faz da cidade uma ilha.

E se você acha que tudo são só elogios, engana-se. As desigualdades da cidade são fortes. Sem falar que o sentimento de superioridade, por conta da renda e instrução mais alta, também faz com que muita gente se sinta com o rei na barriga. Problemas de um Brasil que foi escravocrata há pouco mais de um século atrás. São os efeitos colaterais. O crime é um deles, e os bandidos também já perceberam que há muitas chances por lá.

Independente disso, fica o aprendizado: a educação estimula o desenvolvimento do mercado de trabalho, tornando-se a chave-mestra, a ponte para o futuro. Sem isso, definitivamente, nossos talentos gonçalenses vão continuar saindo da cidade, e nós continuaremos a acreditar que “ninguém fica aqui”, mesmo vendo o município inchar cada vez mais.

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José Luiz Nanci, o Botafogo gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/jose-luiz-nanci-o-botafogo-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/jose-luiz-nanci-o-botafogo-goncalense/#comments Tue, 14 Jun 2016 04:08:30 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3735 Antes de tudo, não tenho nada contra o José Luiz Nanci (nem contra o Botafogo). Acho que ele é uma boa pessoa. Não foi um bom vereador, mas é uma boa pessoa. Não foi um bom deputado, mas é uma boa pessoa. Como Secretário Estadual de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida é … não […]

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Antes de tudo, não tenho nada contra o José Luiz Nanci (nem contra o Botafogo). Acho que ele é uma boa pessoa. Não foi um bom vereador, mas é uma boa pessoa. Não foi um bom deputado, mas é uma boa pessoa. Como Secretário Estadual de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida é … não sei, mas é um tipo de pasta que traduz um pouco da sua trajetória política. Simples, sem nada expressivo, mas sempre sendo uma boa pessoa.

Esses dias seu nome virou pauta para a eleição do ano que vem. Estão falando que ele irá se candidatar para disputar a Prefeitura de São Gonçalo. Dá até cançaso quando escuto isso, porque é aquele tipo de candidatura sem graça que já carrega consigo o ar de “vou desistir para apoiar alguém quando começar a eleição”.

Queria que os políticos gonçalenses pensassem alto. Queria que eles pudessem sonhar com cargos de Governador, Presidente, Senado. Acho tão ruim para a cidade essa manutenção eterna de cargos e candidaturas sem representatividade. Nanci lembra o Botafogo. É um time bacana, ninguém rejeita, sempre inicia o campeonato com um ar de competitividade, mas bastam algumas semanas e todo mundo já sabe que vai ficar no meio da tabela. Ah! Não posso esquecer da sua torcida que é uma torcida relativamente pequena, porem extremamente fiel. Eleitor do Nanci não larga ele por nada e torcedor do Botafogo não para de torcer por nada também.

Seria incrível começar o dia com uma notícia de “Nanci assume que não é candidato e apoiará tal grupo político”. Esse “morde e assopra” de negociação de tempo de TV é tão cafona.

Aqui para nós Nanci, seja honesto. Tu realmente quer ser Prefeito? Não to falando do seu grupo político e de quem te apoia não, to falando de você! Você realmente quer perder a sua vida tranquila numa Secretaria sem grandes problemas para ter que acordar todo dia com uma cobrança diferente?

Se quiser comprar essa briga e realmente mudar a sua postura como foi em seus mandados discretos, ai sim vale a pena tu ser candidato.

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Afaste-se, Panisset! https://simsaogoncalo.com.br/afaste-se-panisset/ https://simsaogoncalo.com.br/afaste-se-panisset/#respond Thu, 09 Jun 2016 15:37:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3717 Afaste-se de São Gonçalo, Aparecida Panisset. Não há mais espaço para você em terras gonçalenses. Nós, cidadãos, te rejeitamos. Jamais esqueceremos os males causados por teu desprezo cultural. A exemplo da religião umbandista, que feriste ao permitir a destruição da casa onde nasceu. Já o protestantismo foi fortalecido por vias ilegais, usando dinheiro do povo. A praça Carlos Gianelli, vendida […]

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Afaste-se de São Gonçalo, Aparecida Panisset. Não há mais espaço para você em terras gonçalenses. Nós, cidadãos, te rejeitamos.

Jamais esqueceremos os males causados por teu desprezo cultural. A exemplo da religião umbandista, que feriste ao permitir a destruição da casa onde nasceu. Já o protestantismo foi fortalecido por vias ilegais, usando dinheiro do povo. A praça Carlos Gianelli, vendida a empresários gananciosos no centro de Alcântara, deixou o bairro ainda mais apertado. E a memória do grande ativista ambiental Chico Mendes? Foi atacada, ao deformar a praça em homenagem a ele, no Raul Veiga, estragando um espaço público frequentado pela juventude.

Afaste-se! Não a queremos presidindo qualquer partido político nesta cidade, desviando em direção ao obscurantismo os corações e mentes mais humildes e, nem mesmo, recolhendo o lixo dos banheiros da Prefeitura. Não tens a dignidade necessária. Sua presença neste território ofende os idosos que carregam a história de luta da cidade, ameaçando crianças e adolescentes que têm um futuro a trilhar.

A marca do mal do seu governo continua no chão onde pisamos, até mesmo nas pedras portuguesas trocadas por tijolos vermelhos grotescos. Nos monumentos ao desperdício, lagos artificiais cheios de larvas ocupando mais da metade do espaço útil das praças, como no Colubandê.

Publicado nas redes sociais do Partido Democrático Trabalhista, dia 13/05/16, seu interesse em se candidatar à Prefeitura – que a Justiça não permita – é um insulto inadmissível. A personificação do fanatismo a serviço do acúmulo de poder para enriquecimento ilícito não vencerá novamente. A ignorância política não governará São Gonçalo outra vez, afaste-se para os confins do mundo.

Teu sobrenome é sinônimo de atraso intelectual, oportunismo, covardia e conivência diante da corrupção na administração pública, principalmente na Saúde e Educação. Em teu governo, instituições religiosas enriqueceram sem prestar qualquer serviço à população (O Globo). Condenações pelo Tribunal de Contas do Estado, multas e danos ao Erário acumularam durante anos (TCE-RJ), e tua ousadia será respondida com luta. Aqui não é bem-vinda.

São Gonçalo ainda se recupera do abismo em que caiu durante os 8 anos que foi chamada de prefeita. E você aparece diante de nós, sorridente como a Praga antes de espalhar a morte, com a mesma tinta no cabelo. Respeite o povo gonçalense, não o subestime. Nós te rejeitamos do fundo de nossas almas.

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Mulim ousa pensar em reeleição https://simsaogoncalo.com.br/mulim-ousa-pensar-em-reeleicao/ https://simsaogoncalo.com.br/mulim-ousa-pensar-em-reeleicao/#comments Fri, 08 Apr 2016 11:06:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3568 O prefeito de São Gonçalo guarda na sua personalidade misteriosa um defeito comum aos piores políticos, o deboche. Em entrevista publicada dia 4 de abril no jornal que não merece carregar o nome desta cidade, Mulim disse que a partir de 2017 pretende “avançar ainda mais nas áreas da saúde, educação e infraestrutura”. Em direção ao abismo, ao caos […]

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O prefeito de São Gonçalo guarda na sua personalidade misteriosa um defeito comum aos piores políticos, o deboche. Em entrevista publicada dia 4 de abril no jornal que não merece carregar o nome desta cidade, Mulim disse que a partir de 2017 pretende “avançar ainda mais nas áreas da saúde, educação e infraestrutura”. Em direção ao abismo, ao caos total, único destino possível sob sua liderança.

Que tipo de cidadão votaria em Mulim novamente além daquele que recebe alguma vantagem ilícita de seu governo? Além dos vagabundos remunerados que ocupam cargos comissionados na Prefeitura e nem comparecem ao trabalho? O Mal não pode ser perpetuado por mais quatro anos, como foi com Aparecida Panisset. O atual prefeito quer estender a fase de abandono das principais vias urbanas, de desprezo pela população pobre que perde tudo a cada temporal e deseja manter São Gonçalo como está desde a gestão passada, na condição de cidade pequena suja e ignorante nas mãos de larápios do dinheiro público.

Um homem que jamais explicou ao povo por que não reduziu o valor da passagem municipal, não criou a companhia de limpeza urbana nem a de distribuição de água, como prometeu, pretende sentar naquela cadeira por mais tempo. É falta de vergonha na cara. Vontade mórbida de destruir completamente São Gonçalo.

Na maior cara-de-pau, após longos 3 anos, 3 meses e 7 dias de governo, Neilton Mulim defende sua reeleição se amparando em novas promessas, naquilo que diz que fará a partir do ano que vem mas foi incapaz de realizar até hoje. Ele chama o gonçalense de estúpido.

O atendimento médico nas unidades de Saúde, área onde Mulim mente ao dizer que avançou, é decadente. Logo na entrada do principal pronto-socorro da cidade, no Centro, o ar-condicionado pinga em cima da fiação elétrica remendada, a grande quantidade de lixo nos canteiros laterais prova a falta de cuidado e limpeza, e o cidadão enfrenta pelo menos duas filas intermináveis, a primeira ainda na triagem.

Na Infraestrutura o prefeito esbanja as verbas do PAC 2 em programas atrasados há mais de 6 meses e executados com displicência, sem cronograma confiável, como o Rua Nova. O destaque sobre as obras, sem mencionar o investimento federal, é tão intenso que só falta Mulim dizer que o dinheiro saiu do próprio bolso. Bairros inteiros continuam na lama e no esgoto sem qualquer iniciativa da Prefeitura.

Na Educação, as crianças do Ensino Fundamental são semianalfabetas, coitadas. Não à toa São Gonçalo ocupa posição ridícula no IDEB Municipal 2013, atrás das próprias metas e inclusive com piora na avaliação do 9º ano. Um prefeito transparente, digno, apresentaria um planejamento realista para reverter esta situação em vez de publicar promessas vãs.

Não há perspectiva de uma São Gonçalo limpa, com qualidade de vida, geradora de empregos para a população presa à informalidade ou que trabalha no Rio de Janeiro ou Niterói. E Mulim ainda ousa pensar em reeleição.

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Falta de visão – O que não te contaram sobre as eleições em São Gonçalo – Parte 2/3 https://simsaogoncalo.com.br/falta-de-visao-eleicoes-em-sao-goncalo-parte-2/ https://simsaogoncalo.com.br/falta-de-visao-eleicoes-em-sao-goncalo-parte-2/#respond Thu, 29 Oct 2015 04:00:16 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3160 Oi, tudo bem? Conseguiu ler o 1º capítulo da série? Se ainda não, clique no link para não perder uma linha. Agora, vamos à segunda parte! Prepare-se para ler o que você já sabe, mas com detalhes. “Empreguinho” à vista: a moeda de troca municipal A frase é: “Em terra de cego, quem tem um olho só […]

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Oi, tudo bem? Conseguiu ler o 1º capítulo da série? Se ainda não, clique no link para não perder uma linha. Agora, vamos à segunda parte! Prepare-se para ler o que você já sabe, mas com detalhes.

“Empreguinho” à vista: a moeda de troca municipal

A frase é: “Em terra de cego, quem tem um olho só é rei”. Esse velho ditado continua fazendo sentido nos dias de hoje. Entretanto, na política brasileira o importante não é ter olhos, pelo contrário. Quanto mais se fizer de cego, mais longe irá.

Na política gonçalense não é diferente. A atual câmara de vereadores de São Gonçalo é um exemplo dessa dificuldade de enxergar a cidade a longo prazo. Aí, você me pergunta: culpa da população por escolher mal ou dos políticos por não cumprir as promessas? Os dois. Afinal, quando as promessas são “vou te arrumar um empreguinho na prefeitura”, ao invés de “vou trabalhar para remodelarmos o sistema de coleta de lixo”, talvez o político não esteja sendo tão desonesto assim. Muitos até cumprem exatamente o que prometeram para aqueles poucos eleitores que o elegeram, arrumando aqueles trabalhinhos onde basta “bater o cartão” fingindo ser funcionário.

Alguns lerão isso e pensarão: “Tá certo! Tem arrumar empreguinho pra mim, sim! Eu votei nele por isso!” Outros dirão: “Mas qual o mal nisso? Ele fez a parte dele!” Aí eu te pergunto: vale a pena discutir com essas pessoas? Se eu fosse você, não perderia meu tempo. Entretanto, esses fatos comprovam que a falta de visão é crônica e só há um remédio capaz de curá-la: melhora da economia e da infraestrutura.

Achou que eu fosse falar educação, não é? Desculpe decepcionar. Mas não é tão óbvio assim. Vou te explicar o porquê.

Visão e educação formal nem sempre estão juntas

Durante muito tempo no Brasil, poucos tinham acesso à educação superior. As carreiras eram tão limitadas quanto o número de pessoas. Ou seja, você poderia escolher entre Medicina, Direito, Engenharia e… bem, depois de formado, as opções aumentavam um pouco. Você poderia ser professor, exercer sua profissão ou partir para uma outra carreira, caindo direto na prática. Era assim com o jornalismo, por exemplo.

Outro caminho se dava nas forças armadas. Não à toa, tivemos tanta influência dos militares no governo, o que culminou no golpe de 64. Sim, se você deixar seu preconceito no armário, vai ver que muitos militares também eram pensadores, homens inteligentes que, da foram deles, pensaram boa parte desse país que hoje temos.

Só que muita coisa mudou da metade do século para cá. Inclusive o acesso à educação. Com mais gente, consequentemente, não conseguimos formar os professores necessários, nem amadurecer o pensamento. Houve problemas? Sim. Mesmo assim, com as políticas de inclusão, conseguimos aumentar o número de pessoas com diploma na mão, especialmente com ensino superior. Porém, essas pessoas também caíram na armadilha do “eu tenho diploma e sou melhor que você.” Aí, no momento que nós deveríamos puxar os irmãos para o caminho da luz, com mais educação e informação, viramos as costas, no melhor estilo “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

Ou seja, toda aquela “educação” não serviu muito para ampliar os horizontes, só para alimentar o seu próprio orgulho em ser “alguém” na sociedade. E para onde foi a sua visão de mundo? Para o seu próprio umbigo.

Visão econômica nos dá condições de melhorar

A falta de visão política emperra quando o assunto é economia e infraestrutura. Motivo? Preguiça! Estudar os problemas e como resolvê-los dá trabalho. Essa falta de visão coletiva força os políticos a manterem-se “cegos”, gritando “SAÚDE, EDUCAÇÃO e SEGURANÇA” em todos os lugares possíveis. Eles sabem que a população é desamparada, preferindo vender promessas a explicar como sair disso.

Quando falamos de infraestrutura então… quantos deles sabem ao certo quais os processos necessários para melhorar os serviços públicos? O mais fácil é colocar a culpa em alguém. Ninguém quer liderar “essa bagunça que aí está”.

Portanto, se você quer ser político, é melhor começar a se inteirar mais sobre as questões licitatórias, audiências públicas e regulação dos serviços. Sem isso, não irá sair do lugar.

Falta de ambição: fechando a mente com chave de ouro

Numa cidade com “mais de 1 milhão de habitantes”, é uma pena ter políticos locais tão tristes, que não consigam enxergar sua “carreira política” indo além de uma cadeira de vereador ou deputado. Qualquer um sabe que São Gonçalo não está isolada no mundo, pelo contrário. Com mais de 11 milhões de pessoas, fazemos parte de uma das maiores regiões metropolitanas do mundo, o que não justifica não ocuparmos as instâncias maiores de governo. Não temos força na representação das decisões mais importantes do estado e do país. Uma prova disso é ver que a linha 4 do metrô saiu antes da linha 3.

Assim fechamos com “chave-de-ouro” esse capítulo da série “O que não te contaram sobre as eleições em São Gonçalo”. Espero que isso ajude você a olhar adiante. E claro, seus comentários são sempre bem-vindos.

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O que não te contaram sobre as eleições em São Gonçalo – Parte 1/3 https://simsaogoncalo.com.br/o-que-nao-te-contaram-sobre-as-eleicoes-em-sao-goncalo-parte-1/ https://simsaogoncalo.com.br/o-que-nao-te-contaram-sobre-as-eleicoes-em-sao-goncalo-parte-1/#comments Thu, 03 Sep 2015 13:39:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3153 Falta menos de 1 mês para que o páreo da corrida eleitoral seja formalizado. Como manda a regra, os possíveis candidatos precisam estar filiados a um partido político pelo menos um ano antes do próximo pleito que, neste caso, são as eleições municipais, pré-agendadas para 2 de outubro de 2016. Logo, se você deseja concorrer, procure um partido já! Avisos […]

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Falta menos de 1 mês para que o páreo da corrida eleitoral seja formalizado. Como manda a regra, os possíveis candidatos precisam estar filiados a um partido político pelo menos um ano antes do próximo pleito que, neste caso, são as eleições municipais, pré-agendadas para 2 de outubro de 2016. Logo, se você deseja concorrer, procure um partido já!

Avisos à parte, vamos ao que interessa: o que não te contaram sobre as eleições em São Gonçalo, e que você deveria saber. É importante entendermos algumas coisas que passam desapercebidas em nosso cenário municipal. Nesta série, elegi 3 pontos específicos para mostrar como a política gonçalense não sai do lugar. São eles: Representatividade, falta de visão e desaparecimento das cabeças.

Representatividade: Se tem “muito mais” de 1.000.000 de pessoas, por que só 543.787 votaram em 2012?

Liste 5 vereadores gonçalenses… consegue? Difícil, não é?

Os repetidos discursos sempre falam que “São Gonçalo tem mais de 1 milhão de habitantes”. Aliás, noutro dia mesmo, ouvi que éramos quase 1 milhão e 500 mil pessoas… Sandices à parte, o que ninguém te diz é sobre quantas pessoas, de fato, votam. Para você ter uma noção, nas eleições de 2012 tínhamos 665.326 pessoas aptas a votar. Desse total, 543.787 eleitores compareceram às urnas, 85,09% do total. Outras 121.539 pessoas preferiram nem aparecer, formalizando os 14,91% que foram em direção à abstenção.

Para lembrarmos, Neilton Mulim foi eleito no 2º turno com 265.579 votos. E o que isso significa? Que a população pouco vota. Políticos gonçalenses gostam de falar que a cidade tem “milhões” pessoas, mas apesar da “imensidão” populacional, o que de fato existe é uma pequena parcela definindo as direções.

Isso acontece em outros lugares? Lógico que sim! Não é uma novidade. Mas está cada vez mais claro que a “crise de representatividade” tão falada à nível nacional, se mostra ainda mais nítida no município. O resultado? Prefeitos pouco ativos, sem apoio e com baixa identificação com a população.

O que não te contaram sobre as eleições em São Gonçalo

Vereadores: uma situação ainda pior

Segundo o IBGE, em 2010, tínhamos uma população de 999.728 habitantes. A expectativa para 2014 era de 1.031.903 de pessoas. Resumindo, depois do fiasco do COMPERJ e da frustração econômica da região, é bem possível que estes números tenham crescido muito pouco e, de fato, condigam com a realidade. Repetindo e enfatizando: bem longe dos “1 milhão e muitos” que alguns políticos gostam de afirmar.

E você, sabe quantos votos teve o vereador mais votado de 2012? Não? Então, te digo: 6.391 mil votos. Sim, só isso. Achou que fosse mais? É, amigo… basta isso para entrar para o “seleto grupo”. E se eu te dissesse que teve vereador entrando com 1.898 votos? Sério, isso é verdade!

Mas não pense que é fácil ser eleito. Não é! Proporcionalmente, as eleições para vereador são as mais caras, uma vez que a disputa é maior entre vários candidatos. Agora você entende o motivo dos vereadores “demarcarem” tanto o território dentro dos bairros? Por muito pouco, podem ficar 4 anos fora da política.

Outro dado importante é a SOMA de todos os votos para vereador na cidade. Nosso sistema é proporcional aberto, ou seja, votamos em listas de candidatos onde partidos e coligações elegem os mais votados. Na prática, a história é outra. Dos 543.787 eleitores que votaram em 2012, apenas 108.559 votos foram direcionados aos 27 primeiros vereadores eleitos para ocupar a câmara municipal.

Resumindo: 1/5 dos votantes escolheram os vereadores. Se pensarmos na população inteira, podemos dizer que quase 10%, ou seja, 1 em cada 10 pessoas que moram em São Gonçalo escolheram um dos 27 vereadores eleitos.

É claro que neste processo muitos saem para ser secretários disso, daquilo, sem falar nos pouquíssimos que conseguem ser eleitos nas eleições para deputado no pleito seguinte. Mas, no grosso, a história é sempre a mesma.

As soluções?

Internet. Simples assim. Com tantas boas práticas ao redor do mundo, onde a participação e a colaboração dos cidadãos na construção da cidade são as peças principais, como isso não chega até nós? Exemplos não faltam.

No fundo, o que parece é que o medo da exposição na rede permanece entre os políticos gonçalenses. Ir para as ruas com seus seguranças e as hordas de puxa-sacos pagos batendo palmas é um exercício muito mais tranquilo, perto da opinião expressa na internet dessa imensa maioria, que não votou em nenhum dos candidatos.

No fundo, somos todos cidadãos e pagadores de impostos. A troca é fundamental.

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Foto: São Gonçalo Top / Instagram

Se você gostou da primeira parte da série, curta, compartilhe, deixe um comentário ou envie o texto via email ou whatsapp para seus amigos. Quanto mais gente compreender as ideias, teremos uma cidade cada vez melhor. Obrigado!

 

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É cedo para pensar em eleições https://simsaogoncalo.com.br/e-cedo-para-pensar-em-eleicoes/ https://simsaogoncalo.com.br/e-cedo-para-pensar-em-eleicoes/#respond Sat, 08 Aug 2015 03:19:14 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3093 Nas últimas semanas a imprensa estadual destacou, frequentemente, a movimentação política visando às eleições municipais de 2016. Tanto quanto a imprensa, o povo de São Gonçalo desistiu de lutar pelo presente, quando suportamos a gestão desgraçada do prefeito Neilton Mulim, que governará a cidade até o fim do ano que vem. Desistimos de cobrar explicações […]

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Nas últimas semanas a imprensa estadual destacou, frequentemente, a movimentação política visando às eleições municipais de 2016. Tanto quanto a imprensa, o povo de São Gonçalo desistiu de lutar pelo presente, quando suportamos a gestão desgraçada do prefeito Neilton Mulim, que governará a cidade até o fim do ano que vem.

Desistimos de cobrar explicações sobre as inúmeras promessas não cumpridas, como a tão necessária companhia municipal de limpeza urbana, assim, Mulim aproveita seu momento mais confortável no poder, livre, leve e solto. Nossa fraqueza permitiu, inclusive, a inimaginável afronta: Neilton Mulim quer se reeleger e para conseguir dispara dezenas de novas promessas a cada aparição pública, além de inaugurar com pompa obras que nem começaram.

Os futuros candidatos, e demais atores da desejada renovação política, elaboram suas propostas para as próximas eleições e formam alianças, e a imprensa tem a obrigação de noticiar estes fatos. Contudo, mesmo sujeitos ao desgaste público, ambos não devem relevar a inutilidade do atual governo, que não apresentou nada de valor.

A Educação, base da esperança de desenvolvimento de qualquer cidade, nunca esteve tão mal em São Gonçalo. O dinheiro suado do contribuinte estraga dentro das maletas (adquiridas sem licitação) do programa Magia de Ler, pertencentes às crianças pobres sem hábito de leitura. Intelectuais importantes consideram esta geração de gonçalenses perdida, como a geração dos seus pais, atualmente fútil e desempregada ou sujeita à informalidade. Mas certamente algo pode ser feito por essas crianças, como clubes de leitura improvisados nas escolas, em caráter de emergência, e apenas discutir as eleições de 2016 não ajudará.

Se nós, cidadãos, honrássemos nosso voto, Mulim, cujo governo é um fiasco, não ousaria sequer pensar em reeleição. O orçamento doméstico continua apertado, a rua, esburacada, o poste, sem luz, o esgoto corre a céu aberto, o lixo domina as calçadas e nós permanecemos parados nos bares, como estátuas sorrindo. É difícil lidar com mulas empacadas, mas pressão popular, com estudo e construção de soluções, conduz políticos preguiçosos ao trabalho. As crianças gonçalenses que arrancam páginas de livros para fazer aviões de papel não contam com o privilégio de aguardar o próximo prefeito.

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Eleições 2014: uma leitura dos candidatos a governador https://simsaogoncalo.com.br/eleicoes-2014-uma-leitura-dos-candidatos-a-governador/ https://simsaogoncalo.com.br/eleicoes-2014-uma-leitura-dos-candidatos-a-governador/#comments Sun, 02 Nov 2014 00:01:22 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2342 Difíceis! Assim poderíamos definir as eleições 2014. Depois do tão comentado e pouco resolutivo “junho de 2013”, e em meio a tantos sentimentos de mudança, parece que as pessoas escolheram um caminho curioso: não mudar. Seja no âmbito nacional ou estadual, Aécio e Crivella foram taxados como retrocesso pela situação. Os motivos eram diferentes, mas o canto do […]

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Difíceis! Assim poderíamos definir as eleições 2014. Depois do tão comentado e pouco resolutivo “junho de 2013”, e em meio a tantos sentimentos de mudança, parece que as pessoas escolheram um caminho curioso: não mudar. Seja no âmbito nacional ou estadual, Aécio e Crivella foram taxados como retrocesso pela situação. Os motivos eram diferentes, mas o canto do “vamos voltar ao passado” ecoou forte, fazendo com que Dilma (Lula) e Pezão (Cabral) continuassem seus mandatos para além de uma década. Talvez sua pergunta seja a mesma que a minha: e São Gonçalo com isso?

Em todos os lugares que vou, me perguntam sobre o SIM São Gonçalo. Sempre repito a mesma coisa: somos a 16ª maior cidade do país, e estamos entre as 17 com mais de 1.000.000 de habitantes no Brasil. E um lugar com muita gente, tem muitas oportunidades, muita possibilidade de crescimento e, claro, muito voto.

Nunca fomos tão comentados nas propagandas eleitorais. Falar “São Gonçalo” apenas, não bastou. “Alcântara” e “Jardim Catarina” tiveram seus momentos. “Marqueteiro” bom sabe que não se ganha um território imenso falando apenas o seu nome de forma genérica. Tem que conhecer o bairro, o detalhe. E assim foram, seguindo a cartilha bonitinha.

Eleições 2014: uma leitura dos candidatos a governador
Anthony Garotinho, Lindberg Farias, Clarissa Garotinho e Marcelo Crivella fazendo campanha no 2º turno dentro do Jardim Catarina, São Gonçalo.

No total, Marcelo Crivella obteve 52,13% dos votos gonçalenses contra 47,87% de Luiz Fernando Pezão. Alguns dirão que votamos “com a Bíblia na mão”, expressão usada para falar sobre o “voto evangélico”. Particularmente, não consigo acreditar apenas nessa hipótese. Ainda me iludo na crença de que há algo a mais nesse novo momento.

Com exceção de Nova Iguaçu, em Duque de Caxias, Belford Roxo, Magé e São João de Meriti a votação de Crivella foi superior a de Pezão. Diferente de algumas dessas cidades, a cultura da “família dominante” na política não tem a mesma força por aqui. Uma explicação para isso talvez seja a origem delas passado. Longe da capital, a baixada foi um lugar de baixos investimentos no passado. Do lado oposto, São Gonçalo já foi uma importante cidade industrial (anos 40-50), colada à uma capital de estado, como foi Niterói (RJ) até os anos 70. Isso faz daqui uma cidade em decadência, que agora vê sua esperança em protagonizar novas mudanças com a presença do Comperj em Itaboraí.

Um dia após eleito, uma das coisas que Pezão fez questão de dizer foi sobre a criação de uma possível “supersecretaria” para assuntos metropolitanos. Ele já entendeu o recado do voto. Entendeu também que São Gonçalo e a Baixada podem votar parecidos. Sem falar que ainda tem zona oeste carioca, que pode facilmente se afinar com esse perfil “do contra”, cuja tendência é crescer ainda mais. Imagina Santa Cruz, Campo Grande, Santíssimo, Nova Iguaçu e toda a “pobre” zona norte entrando nesse jogo? São milhões de votos na região metropolitana e parece que ninguém quer se arriscar a fazer tanta besteira com um cenário como esse.

Políticos e empresários sabem disso. Entendem a importância estratégica da cidade, a falta de líderes fortes (e porque não no estado?) e a sede por investimentos em infraestrutura. Pode apostar, nos próximos anos, teremos ainda mais promessas feitas para a cidade que, se não forem cumpridas, só terão rejeição da população. Ou alguém já se esqueceu que São Gonçalo elegeu um prefeito que quase chegou em terceiro lugar no 1º turno em 2012?

Mulim que o diga! E pelo andar da carruagem, irá sofrer as mesmas consequências das promessas do famoso ônibus a R$1,50.

Reveja o resultado da eleição no 1º turno e nosso comentário sobre cada um dos candidatos:

Eleições 2014: uma leitura dos candidatos a governador
Luiz Fernando Pezão e Marcelo Crivella, respectivamente o 1º e 2º lugar nas eleições para governador do estado do Rio de Janeiro
Eleições 2014: uma leitura dos candidatos a governador
Anthony Garotinho – 3º Lugar nas eleições 2014
Eleições 2014: uma leitura dos candidatos a governador
Lindberg Farias – 4º Lugar nas eleições 2014
Eleições 2014: uma leitura dos candidatos a governador
Tarcísio Mota – 5º Lugar nas eleições 2014
Eleições 2014: uma leitura dos candidatos a governador
Romário de Souza Faria: Senador eleito, mais votado na história do Rio de Janeiro

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