Rafa Silva https://simsaogoncalo.com.br/author/rafasilva/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Wed, 10 Aug 2016 10:09:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg Rafa Silva https://simsaogoncalo.com.br/author/rafasilva/ 32 32 147981209 Representatividade no território: a bipolaridade na grande pequena cidade https://simsaogoncalo.com.br/representatividade-territorio-a-bipolaridade-na-grande-pequena-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/representatividade-territorio-a-bipolaridade-na-grande-pequena-cidade/#respond Mon, 08 Aug 2016 18:17:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3896 Vamos pular de fase? Vamos agora pensar para além de estética, além de ideias e ideais, além de raça, gênero, religiosidade, gosto musical. Enfim… Vamos agora falar de representatividade territorial. Tenho falado muito, mas muito mesmo a respeito de como representatividade importa. Porque além de você se reconhecer no mundo (o que é absurdamente importante) […]

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Vamos pular de fase? Vamos agora pensar para além de estética, além de ideias e ideais, além de raça, gênero, religiosidade, gosto musical. Enfim… Vamos agora falar de representatividade territorial.

Tenho falado muito, mas muito mesmo a respeito de como representatividade importa. Porque além de você se reconhecer no mundo (o que é absurdamente importante) você se sente representado, e isso te ajuda a se construir e reconstruir enquanto ser vivente. A importância da representatividade, pra mim, transcende a ideia do externo, porque dependendo de sua intensidade e pureza ela te transforma a alma.

Mas enfim, vamos às vias de fato: representatividade territorial. Acredito que a maioria das pessoas que lerão este artigo são gonçalenses, gonçalenses em sua maioria que não se reconhecem em sua própria cidade. A própria cidade vive uma bipolaridade que ainda não consegui definir se positiva ou negativa, pois da mesma forma que pode ser a “SG cidade pequena e sem nada” é também a “SG monstruosamente urbana com complexidades das cidades grandes”. Acredito que aquela infeliz propaganda, onde uma mulher diz claramente “Deus me livre eu dizer que moro em São Gonçalo” expressa bem a total falta de reconhecimento com esse pedaço de terra, pedaço de terra grande, com mais de 1 milhão e meio de habitantes que pensam em algum grau, dessa forma.

Mas, se a cidade em que você nasceu e provavelmente teve as maiores amizades da sua vida, provavelmente teve as melhores brincadeiras de rua, as melhores competições de cafifa nas Lages, os melhores e mais diversos eventos culturais… Se cabe nesse pedação de chão, as memórias mais ternas que você carrega consigo e que essa cidade foi palco pra você protagonizar, porque ela você a nega? São Gonçalo é abandonada não só no sentido da gestão pública, mas também no sentido literal de afeto, sentimento de pertencimento, desejo de cuidar. Eu já me convenci que essa cidade aqui que é a tal da cidade maravilhosa. E você? O que falta aqui pra te fazer se reconhecer?

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Transporte público do desafeto https://simsaogoncalo.com.br/transporte-publico-do-desafeto/ https://simsaogoncalo.com.br/transporte-publico-do-desafeto/#respond Tue, 02 Aug 2016 19:03:46 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3856 O transporte público é recordista de insatisfações em São Gonçalo. Seja pelo valor alto da passagem, pelas péssimas condições dos ônibus que circulam na cidade, pelas linhas sobrepostas, pela dupla função, pela biometria… Enfim. E hoje, venho com mais uma inquietação para essa pauta. Quando estava grávida já encontrava dificuldades em atravessar os currais (roletas) […]

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O transporte público é recordista de insatisfações em São Gonçalo. Seja pelo valor alto da passagem, pelas péssimas condições dos ônibus que circulam na cidade, pelas linhas sobrepostas, pela dupla função, pela biometria… Enfim. E hoje, venho com mais uma inquietação para essa pauta.

Quando estava grávida já encontrava dificuldades em atravessar os currais (roletas) dos ônibus de uma porta, além também da dificuldade de transitar pelos corredores dele que é são bem estreitos. Agora, com minha filha fora da barriga as dificuldades só mudam, nunca encerram. É horrível ter de atravessar a roleta com um bebê a tira colo, porque é horrível ter de escolher o que vai ficar preso na roleta, se é o pé do seu filho ou a sua mochila.

O que eu gostaria de refletir coletivamente com vocês é a respeito de como o transporte no nosso município é mais do que ruim, mais do que insatisfatório. Ele é desrespeitoso. Não respeita gestantes, não respeita à mãe e a seu(s) filho(s), não respeita aos idosos, não respeita os estudantes, não respeita o cidadão que usufrui desse serviço da sua cidade. Quando vejo que os ônibus não comportam em seu espaço físico nem isso, não consigo ver uma melhora de fato para tantos outros problemas.

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Poder de fala https://simsaogoncalo.com.br/poder-de-fala/ https://simsaogoncalo.com.br/poder-de-fala/#respond Tue, 28 Jun 2016 21:46:15 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3759 Li e ouvi desabafos de pessoas, tanto pela internet quanto pessoalmente, dizendo que agora nós só sabemos falar disso. “Disso o que?”, você deve estar se perguntando. Eu digo: a cultura do estupro. “Ah sim, é mesmo!” É a frase que eu espero que você não tenha dito. Porque se você disse, ou até pensou, só […]

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Li e ouvi desabafos de pessoas, tanto pela internet quanto pessoalmente, dizendo que agora nós só sabemos falar disso. “Disso o que?”, você deve estar se perguntando. Eu digo: a cultura do estupro.

“Ah sim, é mesmo!” É a frase que eu espero que você não tenha dito. Porque se você disse, ou até pensou, só tenho que lamentar por você, meu caro. Começamos a falar sobre isso e agora, mais do que nunca, não vamos parar.

Se por alguns instantes, você pensar na magnitude desse poder de fala e da visibilidade que estamos tendo com relação ao assunto, verá o quanto isso é maravilhoso. Irei esmiuçar para que fique didático e não tão melancólico assim. Na real, não gosto de falar sobre isso, mas é necessário que se fale para que possamos perceber essa cultura no nosso dia-a-dia e obviamente, dessa forma consertá-la (na verdade, excluí-la por completo).

Somos educadas, quase que adestradas, para sermos recatadas, puritanas e quietas. Não temos a liberdade de escolha em diversas esferas das nossas vidas, seja nas nossas relações afetivas e ou sexuais. Somos censuradas em nossas vestes, nosso corpo, nossa forma de expressão verbal, física e até mesmo no nosso desejo (e NÃO desejo também) de interação física com o outro. Parece bem complexo dito assim, mas é tão simples que chega a entristecer.

Cultura do Estupro

Não podemos sair com muitas pessoas, senão somos vadias. Também não podemos sair com poucas, senão somos caretas. Não use roupas muito curtas, senão vai ficar vulgar. Mas também não use roupas muito compridas, senão vai ficar com cara de “maria mijona”. Não seja magra demais, senão fica feia. Não seja gorda demais, senão fica feia também. Não fale palavrão, isso é coisa de macho! Não fale muito delicadinha, senão você parece patricinha. Não dê mole logo de cara, senão ninguém vai te levar a sério. Não faça muito doce, senão você vai ficar pra titia.

Viu como é simples e corriqueiro? Caso você não saiba, isso é cultura do estupro. Todas essas frases sustentam pensamentos machistas que por sua vez, respaldam atitudes desrespeitosas, violências físicas, verbais e até mesmo sexuais. Parece exagero, mas não é.  Por isso a nossa possibilidade de falar sobre isso em todos os espaços de debate possíveis é muito importante, porque fomos silenciadas a cada frase destas, e agora podemos expor o quão incômodo são todas elas.

Por tanto, mano, não venha querer me calar. A gente começou a falar e pode ter certeza, que não vamos parar até que a gente ouça, veja e sinta o seu respeito.

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O grito contra a cultura do estupro https://simsaogoncalo.com.br/o-primeiro-grito-de-sao-goncalo-contra-cultura-do-estupro/ https://simsaogoncalo.com.br/o-primeiro-grito-de-sao-goncalo-contra-cultura-do-estupro/#respond Mon, 30 May 2016 20:56:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3695 Foi pela indignação. Pelo medo, pela vontade de falar, desabafar e até mesmo de gritar sobre o assunto. A vontade de chorar a tristeza, de abraçar e proteger o corpo do outro. Dia 28 de maio foi feito um Ato chamado 30×1, nome que infelizmente foi retirado do crime que ocorreu contra uma jovem de […]

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Foi pela indignação. Pelo medo, pela vontade de falar, desabafar e até mesmo de gritar sobre o assunto. A vontade de chorar a tristeza, de abraçar e proteger o corpo do outro.

Dia 28 de maio foi feito um Ato chamado 30×1, nome que infelizmente foi retirado do crime que ocorreu contra uma jovem de 16 ou 17 anos por 30 ou 33 homens. Os números tanto da idade da vítima quanto do número de agressores desse crime que aconteceu em uma periferia do Rio de Janeiro são incertos, e não há como negar que é sim por uma banalização do crime. Para a mídia machista e misógina, não interessa a idade e muito menos quantos foram, porque o que eles ressaltam em suas reportagens é que ainda são “suspeitos”, ainda é um crime que precisa de provas.

Vamos agora, nos aprofundar no nosso município. Em 2015, o dossiê da mulher nos traz números alarmantes, sendo São Gonçalo a 2º maior região de números absolutos de estupros (262 vítimas) e a 5ª maior região em tentativas de estupro. Além dos números entristecedores, tenho que frisar que a 1ª região do pódio é um aglomerado de municípios. Ou seja, “ganhamos” o segundo lugar sozinhos.

Por isso, entendemos que o Ato que aconteceu foi apenas o primeiro passo para dizermos juntas, um basta contra essa cultura que respalda esse tipo de prática que mata o indivíduo em todas as suas formas possíveis. Mata sua liberdade, sua alma, seu corpo, seus sonhos.

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Cerca de 40 pessoas compareceram a essa manifestação. Mas não é nem de longe o ideal visto que temos mais de 1 milhão de habitantes em São Gonçalo. Precisamos nos mobilizar e comprar essa briga que é de todos nós. Mais do que o medo e a cruel verdade de que um estupro pode acontecer com qualquer uma de nós, precisamos exercitar o nosso amor ao próximo, entendendo que o corpo dela é tão digno de liberdade quanto o nosso.

Por isso, a luta não pode parar. Dia 1 de junho haverá diversas mobilizações no Brasil contra a cultura do estupro e em São Gonçalo não será diferente. Dessa vez, vamos nos concentrar na frente do portal principal da Praça Zé Garoto, para marcharmos unidas até a Praça da Marisa. Às 18 horas, irmãs e irmãos, esperamos a todos para mostrar que essa demanda também é nossa, e que não vamos baixar a cabeça para essa e nem outras formas de violência contra a mulher.

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Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional da Redução da Morte Materna https://simsaogoncalo.com.br/dia-internacional-de-luta-pela-saude-da-mulher-e-o-dia-nacional-da-reducao-da-morte-materna/ https://simsaogoncalo.com.br/dia-internacional-de-luta-pela-saude-da-mulher-e-o-dia-nacional-da-reducao-da-morte-materna/#respond Fri, 20 May 2016 15:37:52 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3647 Semana que vem, mais precisamente 28 de maio, é o dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e também o Dia Nacional da Redução da Morte Materna. Nesse texto vou dar um breve relato sobre meu parto e o que pude observar estando dentro do sistema público de saúde. Entrei em trabalho de parto […]

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Semana que vem, mais precisamente 28 de maio, é o dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e também o Dia Nacional da Redução da Morte Materna. Nesse texto vou dar um breve relato sobre meu parto e o que pude observar estando dentro do sistema público de saúde.

Entrei em trabalho de parto no dia 28 de dezembro entre 13:00 e 14:00 horas e tive toda a assistência pelo Hospital Público Luiz Palmier, no centro de São Gonçalo. Assim que cheguei tive um pico de pressão, que caracterizou meu parto de risco e após sete horas de trabalho de parto, me levaram para cirurgia. Foi rápido, em meia hora Eva nasceu saudável e eu não tive complicações enquanto estive internada.

Dentro da maternidade, comecei a observar com mais empatia o que acontece lá dentro. Antes de parir, li muito na minha caderneta da gestante sobre todos os meus direitos, que incluíam um parto humanizado e diversas atividades antes de chegar às vias de fato, como caminhar, sentar na bola, tomar ducha quente, ficar agachada e etc. De fato, vi mulheres fazendo algumas dessas atividades dentro da sala de pré-parto e chego a dizer que achei as enfermeiras de plantão muito dispostas e incentivadoras dessas atividades.

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Após a minha saída, conheci mulheres que reclamavam do atendimento e acho que entendi o porquê. O hospital é superlotado. Não se podem ter momentos individuais com as enfermeiras justamente porque eram poucas para muitas, não há proporcionalidade com relação à demanda, por isso o que é mais difícil de exercer de verdade é o atendimento humanizado, com uma ligação de afeto naquele momento importantíssimo para a mãe. Isso é culpa da equipe médica? Acho que não. Na minha concepção acho que as salas de pré-parto poderiam ter um formato diferente, com menos camas, mais incentivos aos exercícios que aliviam o estresse e a dor, alguma música relaxante e aconchegante e enfermeiras específicas para esse momento, que ficariam ali com as gestantes até o momento do parto.

Para isso, a descentralização é importante. Construir outras maternidades fora desse polo centrista da Zé Garoto. É importante pensar em outras áreas de grande concentração do nosso município, como Alcântara, Jardim Catarina, Colubandê… Além, é claro, da contratação de mais profissionais com uma remuneração digna e não a miséria que se paga hoje. Acredito que dessa forma haverá uma melhor distribuição das gestantes que nessas circunstâncias sem dúvidas, terão um atendimento mais respeitoso, afetuoso e humanizado.

 

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A importância do seu cabelo https://simsaogoncalo.com.br/importancia-do-seu-cabelo/ https://simsaogoncalo.com.br/importancia-do-seu-cabelo/#respond Sat, 14 May 2016 21:25:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3634 Você sabe o que é resistência? “Ato ou efeito de resistir. Força que se opõe a outra, que não cede a outra.” Tem mais explicações no dicionário, porém vamos ficar só com esses trechos aí. Resistir; é disso que quero tratar nesse texto aqui. Por diversos motivos, somos vencidos pelo sistema que quer nos padronizar, seja […]

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Você sabe o que é resistência?

“Ato ou efeito de resistir. Força que se opõe a outra, que não cede a outra.”

Tem mais explicações no dicionário, porém vamos ficar só com esses trechos aí. Resistir; é disso que quero tratar nesse texto aqui. Por diversos motivos, somos vencidos pelo sistema que quer nos padronizar, seja por preguiça, comodismo, vergonha, alienação, insegurança etc. Muitas das vezes nós, negros, aceitamos e relevamos muitas coisas na nossa vida, como piadas, comentários e até olhares, e tudo isso para continuarmos o nosso “rodo cotidiano”. Posso falar com propriedade que até a própria aceitação de ser um indivíduo negro é bem complicada, visto que não queremos nos encaixar na figura do negro que é transmitida pela sociedade como a figura do malandro, do bandido, do mal-educado, do sujo, do incapaz e até do invisível.

Portanto, vamos lá. Solte seu cabelo e se oponha a mais cruel e costumeira forma de repressão e preconceito do sistema racista: o cabelo perfeito do branco europeu, o cabelo liso. Há um movimento crescente de “volta aos cachos” que vem contaminando positivamente muitas mulheres negras que descobrem e aceitam seu cabelo crespo, e muitas reconhecendo nele ou a partir dele, a força e o poder de sua negritude. O desmerecimento desse movimento tem sido feito pela mídia colocando-o numa posição de “tendência fashion”, tornando aceitável o fato de o cabelo crespo estar mais presente nas ruas simplesmente porque ele está na moda. Não, nós não estamos na moda, infelizmente. Quando vemos índices de violências e mortes contra a população negra crescerem cada vez mais, somos esbofeteados pela dura realidade de que nós não estamos na moda.

Agora eu vou mandar um papo bem direto: resista. Nós às vezes não temos ideia de como não ceder a isso tudo pode ser libertador, maravilhoso e digo mais, revolucionário. Se empodere buscando referências e exemplos que se encaixam nas nossas formas. Vamos amar, cultivar e disseminar a nossa negritude, sejamos fortes para nos opor e leves para lutar.

Imagens retiradas da internet.

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