Opinião Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/category/opiniao/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Thu, 30 Nov 2023 03:02:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg Opinião Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/category/opiniao/ 32 32 147981209 Renovar a República é possível num Brasil que retorna ao coronelismo? https://simsaogoncalo.com.br/renovar-a-republica-coronelismo/ https://simsaogoncalo.com.br/renovar-a-republica-coronelismo/#respond Fri, 15 Nov 2019 18:12:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7571 Sempre que ouço a palavra “renovação”, fico desconfiado. E conversando com as pessoas, sinto que muita gente tem a mesma sensação. Afinal, numa São Gonçalo parada, Rio de Janeiro estagnado e o avanço veloz de um estado paralelo, ainda é possível renovar a república? Em 130 anos, desde que Benjamin Constant planejou o golpe e […]

O post Renovar a República é possível num Brasil que retorna ao coronelismo? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Sempre que ouço a palavra “renovação”, fico desconfiado. E conversando com as pessoas, sinto que muita gente tem a mesma sensação. Afinal, numa São Gonçalo parada, Rio de Janeiro estagnado e o avanço veloz de um estado paralelo, ainda é possível renovar a república?

Em 130 anos, desde que Benjamin Constant planejou o golpe e Deodoro proclamou a República mudando nossa forma de governo, tivemos avanços estruturais e populacionais. Mas no detalhe, algumas coisas só mudaram de nome. Uma delas é o coronelismo.

Mas a imagem dos “coronéis” mudou. Já não é mais o líder rural que exerce o papel de juíz, comerciante, polícia e político nas cidadezinhas. Hoje, eles chefes locais das regiões mais pobres das cidades brasileiras. São conhecidos como milicianos, mafiosos, dono do bairro, traficantes.

Do início da República para cá, mudaram também as formas de controle. Mas elas continuam com foco na violência física e econômica. Vendem gás, internet, transporte e, até mesmo, casas. Sim, imóveis.

Barricada no Galo Branco
Barricada recente (2019) no bairro Galo Branco, São Gonçalo – RJ.

E não podemos esquecer, claro, do ponto principal dessa parceria: os políticos. Esses podem ser desde os políticos clássicos, que se dizem amigos do povo, até aqueles que que usam religião como mercadoria, tendo como trocas, também, o voto.

Muitos desses “novos coronéis” só permitem que determinados políticos entrem em suas comunidades para fazer benesses ou propaganda política. Prática que está se tornando cada vez mais comum.

E como renovar a república assim?

Em julho de 2019, eu e mais 1399 pessoas, fomos aprovados para o ingresso da escola de política chamada RenovaBR. Do início do curso até aqui, tivemos aulas com economistas, sanitaristas, administradores, pessoas de diversos matizes ideológicos e expertises da administração pública. Das teorias às práticas bem sucedidas. Algo que deveria ser obrigatório a todos que almejam participar da vida pública, eleitos ou não.

Em paralelo, diversos outros movimentos como o Acredito, Agora, Raps, trabalham na criação de novas práticas e soluções para evoluirmos o ambiente público brasileiro.

Em novembro de 2019, fui à uma dessas reuniões do Movimento Acredito para compreender mais como eles buscam atuar. Estavam lá os deputados federais Tábata Amaral (SP) e Felipe Rigoni (ES), além de Renan Ferreirinha, deputado estadual pelo RJ. Todos também formados na turma do RenovaBR de 2018.

Matheus Graciano no evento com os fundadores do movimento Acredito, Tábata Amaral (Dep. Federal 2019-2022) e Renan Ferreirinha (Dep. Estadual RJ 2019-2022).
Matheus Graciano no evento com os fundadores do movimento Acredito, Tábata Amaral (Dep. Federal 2019-2022) e Renan Ferreirinha (Dep. Estadual RJ 2019-2022).

No auditório lotado da Universidade Cândido Mendes (Centro do Rio), era possível ver uma quantidade grande de gente com menos de 30 anos. E o mais surpreendente é que era uma sexta à noite, momento ainda mais inusitado na semana.

Ainda sim, mesmo com todo o entusiamo pela renovação que poderá ser feita por pessoas novas com novas ideias, não nos é permitido perder o foco da questão. Afinal, o recorte social e econômico que se via na sala era flagrante, com pessoas que ocupam a fatia mais instruída e rica no Brasil, segundo dados do próprio IBGE.

No Rio de Janeiro de hoje, se o apoio à formação de novas lideranças não passar pelas regiões mais pobres, afetadas por esse “novo coronelismo”, a tendência é que estes elejam e reelejam os seus, ganhando numericamente em todas as decisões dos parlamentos e executivos. E uma possível consequência é o desânimo e acomodação de quem, um dia, acreditou em renovar a república.

Espero que todos os novos líderes desse atual momento do Brasil fiquem atentos a essa realidade. Afinal, os novos coronéis correm numa velocidade que o poder público atual já não consegue mais acompanhar.

O post Renovar a República é possível num Brasil que retorna ao coronelismo? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/renovar-a-republica-coronelismo/feed/ 0 7571
Emancipação de Alcântara hoje seria um tiro no pé https://simsaogoncalo.com.br/emancipacao-de-alcantara-hoje/ https://simsaogoncalo.com.br/emancipacao-de-alcantara-hoje/#comments Thu, 06 Jun 2019 02:47:43 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7265 A Emancipação de Alcântara é um assunto que já deveria ter sido superado pelos gonçalenses, desde 1995. Ainda sim, vez ou outra, essa história é ressuscitada, como aconteceu em 30 de maio de 2019, na Câmara Municipal de São Gonçalo. A crença de achar a solução perfeita, criando algo do zero, é um sonho frequente […]

O post Emancipação de Alcântara hoje seria um tiro no pé apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
A Emancipação de Alcântara é um assunto que já deveria ter sido superado pelos gonçalenses, desde 1995. Ainda sim, vez ou outra, essa história é ressuscitada, como aconteceu em 30 de maio de 2019, na Câmara Municipal de São Gonçalo.

A crença de achar a solução perfeita, criando algo do zero, é um sonho frequente nas mentes humanas. Afinal, propor mágicas é bem mais fácil que buscar o consenso na cidade de mais de 1 milhão de habitantes.

Mas desta vez, o discurso de um vereador foi além. Mais que a emancipação de Alcântara, foi sugerido também que Neves e Santa Isabel se tornassem bairros. A ideia por trás desse discurso é simples: criar municípios é ter novos CNPJs municipais, sem dívidas.

Na teoria é perfeito! Na prática, estamos longe disso. O argumento é que os territórios criados estariam aptos a fazer parcerias com o governo federal. Diferente de hoje, que estamos inundados em dívidas. Palmas!!! Que ideia excelente, certo? Hum… a vida real não é tão bela assim.

Fonte: PROJETO DE EMANCIPAÇÃO DO ALCÂNTARA E POLÍTICA INTEGRACIONISTA DE SÃO GONÇALO: CONFLITOS DISCURSIVOS (Hebert Guilherme de Azevedo, 2015)

Um município pobre ou 2 miseráveis?

Quando a campanha da emancipação aconteceu, eu tinha apenas 9 anos. Ainda sim, lembro de uma frase-chave que vi em alguns outdoors pela cidade: “Querem transformar um município pobre em dois miseráveis.”

A proposta de divisão territorial tinha o Rio Alcântara como limítrofe natural. No dia da votação, dos 215.457 eleitores aptos a votar, apenas 30.372 compareceram. Foram 29.294 sufrágios a favor da emancipação de Alcântara. Entretanto, o quórum mínimo exigido era de maioria simples, 107.730. Mas apenas 14% das pessoas se mobilizaram até às urnas.

Não dá para dizer o que aconteceria se tivéssemos nos separado em 1995. Um ano antes, foi lançado o plano real, a estabilização econômica e o ciclo que conhecemos. O Brasil mudou demais nessas últimas 3 décadas. Poderia ter dado certo. Ou completamente errado. Nunca saberemos.

Mas, e hoje?

Proposta de Divisão do Território de São Gonçalo e Alcântara
Proposta de Divisão do Território de São Gonçalo e Alcântara.

Na emancipação de Alcântara, São Gonçalo não assumiria as dívidas sozinho

Dado que um dos argumentos apresentados na Câmara Municipal (maio/2019) foi a possível inexistência de dívidas dos novos municípios, faço uma pergunta: se puséssemos essa proposta de emancipação pra frente, com quem ficariam estas mesmas dívidas?

Há quem ache que a “São Gonçalo Original”, a matriz, era quem deveria arcar com esse problema. Nesse cenário, as contas iriam para o buraco em meses, uma vez que a arrecadação de um município retalhado cairia. Logicamente, com esse argumento apresentado aos munícipes – que pagariam a conta – nenhum acordo seria fechado.

Outro ponto esquecido é o IPASG (Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de São Gonçalo). Se a reforma da previdência é um tema polêmico a nível federal e estadual, municipalmente não seria diferente. Seria justo São Gonçalo pagar sozinho as aposentadorias dos servidores que serviram a todos, inclusive aos cidadãos de “Alcântara”?

Os números são frios e não sonham por nós. Então, façamos um outro exercício de imaginação. E se, por um acaso, chegássemos a um acordo onde ambos os municípios assumissem a dívida repartida? Qual dos municípios teria mais sucesso?

Calçadão de Alcântara em São Gonçalo, Rio de Janeiro
Calçadão de Alcântara, na famosa Rua da Feira, São Gonçalo.

Separar Alcântara hoje seria condenar um município

Uma das outras lendas que ouvimos com frequência é a que “Alcântara sustenta São Gonçalo”. Pode até ser que o maior centro comercial da cidade tenha um alto nível de contribuição nos impostos. Mas é preciso entender que é a circulação de dinheiro dentro do município que faz a “mágica” acontecer.

Um dos pontos mais sensíveis dessa divisão seria a diferença socioeconômica entre as duas cidades. Em 1995, os políticos contra a emancipação já alertavam sobre isso. Edson Ezequiel, ex-prefeito (89-92 / 97-00), dizia que os distritos com menor arrecadação, mais pobres, eram (e ainda são) os que têm maiores problemas estruturais.

Enquanto isso, na parte com maior IDH na cidade, região central e 4º distrito, a infraestrutura é mais antiga e sedimentada. O calçamento do Paraíso, por exemplo, data dos anos 60.

Ônibus com ar condicionado um sonho em São Gonçalo
Ônibus no trânsito de Alcântara. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Essa divisão entre regiões também pode ser vista no valor dos imóveis, cujo preço de venda/aluguel de uma residência varia bastante. Naturalmente, quem mora nas regiões mais caras tem maior poder de compra, elevando a arrecadação da Prefeitura. Em consequência, as regiões ficam mais atrativas aos novos investimentos comerciais e imobiliários. Não por acaso, os Shoppings de São Gonçalo são localizados no 1º distrito, com fácil acesso ao público dos 1º e 4º distritos.

O resultado é que, uma vez separados e com as dívidas devidamente repartidas, o município de “São Gonçalo” seria mais atrativo que o de “Alcântara” para os novos negócios na região. E assim, perderíamos a possível solidariedade dos impostos para aplicar em todo município.

Se o COMPERJ foi uma esperança para Itaboraí e Alcântara, hoje não passa de um investimento mal sucedido, longe do que foi prometido. Por outro lado, “São Gonçalo” é mais próximo das duas cidades mais bem sucedidas do Estado do Rio de Janeiro e, porque não, do país: Niterói e Rio de Janeiro.

Dois prefeitos, duas câmaras e outros problemas

Mesmo concordando que administrar duas cidades menores seria muito mais fácil, sabemos que o interesse político é outro. Até porque, 2 cidades teriam 2 câmaras legislativas, 2 prefeitos e mais espaços, vulgarmente chamados de “currais eleitorais”, estabelecidos.

A nova cidade de Alcântara também precisaria de um novo corpo de funcionários públicos, assessores, prédios administrativos… enfim, dinheiro.

Em 2018, 1/3 dos municípios brasileiros fecharam no vermelho. Alguns estavam há meses sem pagar funcionários. E essa realidade só tende a se complicar, visto que, em tempos de crise econômica, se o próprio governo federal está sem verbas para pagar suas contas, quem dirá irá socorrer municípios em apuros financeiros.

Soluções melhores que a emancipação de Alcântara

Mesmo que o sonho mágico da emancipação sem dívidas fosse concluído, ainda haveria outro problema: deputados federais. Sim, é preciso tê-los para facilitar a negociação de dinheiro federal para um município.

Como sabemos, há tempos que São Gonçalo não tem representantes identificados com a cidade. Talvez, o último tenha sido o próprio ex-prefeito Edson Ezequiel Matos que, em 2014, largou a vida pública. Após isso, outros deputados até tentaram dar um abraço na cidade, mas nada genuíno.

A solução, não só para nossa cidade, mas para todas as outras localidades brasileiras, seria a implementação do voto distrital, cujo formato distrital misto é o que mais me agrada. Dessa forma teríamos, obrigatoriamente, um deputado para nos representar municipalmente.

Como essa proposta é quase impossível de ser adotada no Brasil, cabe a nós, gonçalenses, fazermos um esforço nas próximas eleições para eleger representantes para essa parte do Leste Fluminense.

Fontes

Uma fonte importantíssima foi o documento escrito por Hebert Guilherme de Azevedo, Mestre em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), publicado em 2015. A partir do trabalho dele foi possível obter uma série de dados analisados pelo mesmo em sua dissertação “Projeto de Emancipação do Alcântara e Política Integracionalista de São Gonçalo: Conflitos Discursivos“, onde ele revisita os argumentos dos principais envolvidos na época. Clique no link, leia a análise de Azevedo e forme suas conclusões.

O post Emancipação de Alcântara hoje seria um tiro no pé apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/emancipacao-de-alcantara-hoje/feed/ 11 7265
CPI dos Cemitérios mostraria a Nanci que prefeitura não é quintal de casa https://simsaogoncalo.com.br/cpi-dos-cemiterios-mostraria-aos-nanci/ https://simsaogoncalo.com.br/cpi-dos-cemiterios-mostraria-aos-nanci/#respond Fri, 28 Dec 2018 01:02:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6935 Dizem que a CPI dos Cemitérios morreu antes de nascer. Mas a investigação que corre no Ministério Público do RJ está longe de terminar. Enquanto os vereadores de oposição se esmeram para emplacar uma marca à essa legislatura, os da situação fingem que nada está acontecendo, cancelando a CPI em troca de algo que ainda […]

O post CPI dos Cemitérios mostraria a Nanci que prefeitura não é quintal de casa apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Dizem que a CPI dos Cemitérios morreu antes de nascer. Mas a investigação que corre no Ministério Público do RJ está longe de terminar. Enquanto os vereadores de oposição se esmeram para emplacar uma marca à essa legislatura, os da situação fingem que nada está acontecendo, cancelando a CPI em troca de algo que ainda não sabemos. Nesse jogo, a única certeza que temos é a falta de TRANSPARÊNCIA do governo Nanci.

CPI dos cemitérios serviria para mostrar que prefeitura não é quintal de casa

Diante da denúncia que Eliane Nanci estaria embolsando o dinheiro dos enterros feitos no município, uma outra hipótese me veio à mente. Pessoalmente, não vejo muito sentido na família Nanci, com suas posses e história na cidade, embolsar o dinheiro dos cemitérios tão descaradamente. É possível que seja ingenuidade minha. Entretanto, enxergo um outro motivo: os Nanci acreditam que a prefeitura é o quintal de sua casa.

A metáfora é simples: no nosso quintal a gente faz o que quer, sem dar satisfações a ninguém. Afinal, na nossa casa quem manda somos nós. Porém, a prefeitura não é um bem privado. Pelo contrário. Ela pertence a mais de 1 milhão de pessoas.

Cemitério de São Gonçalo, no Camarão. Foto: Douglas Macedo

Mas o que realmente pode ter acontecido no caso dos cemitérios de São Gonçalo?

Como sabemos, a prefeitura de São Gonçalo é a mais pobre do estado do Rio de Janeiro, proporcionalmente. Isso significa que a renda per capita, ou seja, a renda total dividida pelo número de habitantes, é a menor do ERJ.

Minha hipótese é que os gestores do dinheiro público, nesse caso, os Nanci, aproveitaram o dinheiro dos enterros para pagar outras contas internas que estavam em déficit. Com o dinheiro vivo em mãos, essas operações seriam mais fáceis de resolver momentaneamente.

E é nesse momento que o erro aparece. A partir do momento que não há transparência sobre a origem e o destino do dinheiro público gerido, abre-se a prerrogativa da dúvida. Inclusive, acusando-os de desvios, ou melhor, de roubo mesmo.

A falta de transparência desse governo já se fez presente em um outro momento, quando o prefeito concedeu a gestão do Pronto Socorro Central a uma OS (Organização Social). Lembro de ver uma sessão onde os vereadores discutiam sobre pedidos simples para ver o novo contrato e as contas dessa transação. Algo óbvio que a prefeitura se negava a fazer.

No início do mandato (2017-2020), alguns vereadores mais antigos da casa comentaram que a primeira dama estava querendo gerir a prefeitura como sua empresa, a Bisturi. Porém, era preciso lembrar que agora ela estava no comando do executivo de um município. Concordo que devemos ter uma gestão profissional nos órgãos públicos, como acontece nas boas empresas privadas. Porém, manejar dinheiro público sem a responsabilidade de prestar contas imediatas à população, de forma clara e aberta, cheira a má fé, gerando as acusações de embolsos indevidos.

Eliane Nanci diz que são intrigas políticas. Mas também não vem à público para explicar com detalhes. Do outro lado, vereadores pressionam via mídia e MP-RJ para que as investigações sobre os possíveis desvios de verbas dos cemitérios dêem explicações plausíveis e convincentes.

Enquanto isso, o descaso com os cemitérios continua. Sem previsão de melhora.

O post CPI dos Cemitérios mostraria a Nanci que prefeitura não é quintal de casa apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/cpi-dos-cemiterios-mostraria-aos-nanci/feed/ 0 6935
Razões para acreditar em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/razoes-para-acreditar-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/razoes-para-acreditar-em-sao-goncalo/#respond Fri, 15 Jun 2018 10:59:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6653 Problemas graves afetam o município de São Gonçalo. A pobreza é o maior deles. O percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até meio salário mínimo é de 34,5% (IBGE). Há tantas outras deficiências que gonçalenses decepcionados e revoltados gritam nas redes sociais que sua cidade está condenada ao fracasso. Contestando a […]

O post Razões para acreditar em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Problemas graves afetam o município de São Gonçalo. A pobreza é o maior deles. O percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até meio salário mínimo é de 34,5% (IBGE). Há tantas outras deficiências que gonçalenses decepcionados e revoltados gritam nas redes sociais que sua cidade está condenada ao fracasso. Contestando a realidade e criando soluções, mesmo pequenas, essas pessoas são a primeira razão para acreditar em São Gonçalo com dias melhores.

A revolta e a decepção são sentimentos de transformação universais. Além disso, qualquer cidade é complexa demais pra ser considerada eternamente fracassada. A vida não para. Se a indiferença desanima parte da segunda maior população do Estado do Rio de Janeiro, boa parcela se esforça diariamente para realizar seus sonhos no município, como professores, artistas e empreendedores.

Para acreditar em São Gonçalo, precisamos conversar com as pessoas na rua, abandonar o próprio mundo, conhecer a coragem daqueles que dedicam a vida ao crescimento municipal. O exemplo deles é inspirador.

Eu resolvi pedalar do Vila Três até o Centro da cidade. Puxei assunto com um jornaleiro e ele me disse que São Gonçalo é boa. E que pra melhorar basta colocar fiscalização séria nas ruas contra a desordem urbana e criar turmas de varrição noturna. Uma menina de 12 anos do Vila Três está chateada com a sujeira que vê na Rua da Feira, no caminho para a escola. A solução que ela propôs também é simples: a Prefeitura cuidar da cidade. Meu último entrevistado foi um menino de 7 anos de idade. Ele disse que a cidade não é boa porque é ruim, e que não tem como melhorar porque ela é horrorosa. Muitos gonçalenses adultos são tão limitados quanto ele quando refletem sobre a própria cidade.

Do Centro fui à Praça do Rodo, ali do lado. Curiosamente ela estava sendo preparada para um evento de empreendedorismo numa parceria da Prefeitura com o SEBRAE. Iniciativa ótima para uma cidade que empreende em qualquer canto, calçada e buraco. Negócios criados por pequenos empreendedores são os principais geradores de emprego no mundo inteiro.

Em momentos de crise social, como essa que São Gonçalo atravessa, os jovens renovam as esperanças do bairro, da cidade e do país. São Gonçalo tem juventude politicamente ativa. Conta com oferta de educação gratuita, danças, lutas, cooperativas de reciclagem e dezenas de iniciativas que não faço ideia. Para cada problema, um projeto em funcionamento para combatê-lo.

O post Razões para acreditar em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/razoes-para-acreditar-em-sao-goncalo/feed/ 0 6653
Como não jogar lixo no chão https://simsaogoncalo.com.br/como-nao-jogar-lixo-no-chao/ https://simsaogoncalo.com.br/como-nao-jogar-lixo-no-chao/#respond Sat, 09 Jun 2018 12:06:43 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6646 O governo Nanci é o maior culpado pela sujeira em São Gonçalo. As lixeiras, quando existem, transbordam. A coleta é irregular e mal planejada, o que leva comunidades inteiras a jogar sacolas de lixo, todos os dias, na esquina mais próxima. O prefeito ignora as empresas que poluem o município livremente, também não multa os gonçalenses […]

O post Como não jogar lixo no chão apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
O governo Nanci é o maior culpado pela sujeira em São Gonçalo. As lixeiras, quando existem, transbordam. A coleta é irregular e mal planejada, o que leva comunidades inteiras a jogar sacolas de lixo, todos os dias, na esquina mais próxima. O prefeito ignora as empresas que poluem o município livremente, também não multa os gonçalenses sujões. Cada um de nós, entretanto, pode ajudar a manter a limpeza não jogando lixo no chão.

Onde o morador da Favela da Central, no Raul Veiga, vai deixar seu lixo já que o caminhão da coleta não entra na favela? E o morador das ladeiras estreitas, onde nem carro de passeio consegue passar? Nanci deveria sair do Gabinete, no número 100 da rua Feliciano Sodré, entrar na favela, subir as ladeiras e combinar com cada morador o dia e a hora da coleta. O cidadão entregaria seu lixo diretamente ao caminhão ou deixaria seu lixo no coletor mais próximo da sua casa. Sem regularidade no serviço, sem disciplina e vontade pública, e sem coletor nem caçamba de lixo, não vai dar.

Agora vem a nossa parte. Se você terminou de fumar um cigarro, procure uma lixeira e jogue a guimba nela. Se a lixeira estiver cheia demais, algo comum em São Gonçalo, enrole a guimba em um pedaço de papel e guarde no bolso.

Saia de casa com uma sacola plástica dobrada dentro do bolso. Se comer um salgado e não encontrar nenhuma lixeira, não jogue o guardanapo no chão, nem o copo de GuaraCrac. Tire a sacola do bolso, guarde seu lixo nela e leve para casa para entregar ao caminhão da coleta. Vale para qualquer produto que consumir.

Muitos jogam lixo no chão porque “todo mundo joga”. Não é a resposta certa. Você joga lixo no chão porque é preguiçoso. Se todo mundo resolver tomar um banho no imundo Rio Alcântara, na altura da Rua da Feira, você vai tomar também? Não vai porque age com responsabilidade em relação à própria saúde. O lixo é seu, de mais ninguém, e também exige que você seja responsável com ele. Na verdade, cada cidadão do mundo atual deve se preocupar com muito mais do que não jogar lixo no chão. É preciso gerar menos lixo e reciclar o máximo que pudermos.

O post Como não jogar lixo no chão apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/como-nao-jogar-lixo-no-chao/feed/ 0 6646
São Gonçalo tem jeito? Depende de quem a vê https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-tem-jeito-depende/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-tem-jeito-depende/#comments Mon, 04 Jun 2018 14:15:54 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6613 O Brasil é um país com três capitais distintas. São Paulo, a financeira. Brasília, a administrativa. E o Rio de Janeiro, a cultural. São Gonçalo, bem como todas as outras cidades ao redor da Baía de Guanabara, sofre dessa dualidade de efeitos benéficos e maléficos pela proximidade com a polêmica capital fluminense. Diferente das cidades da […]

O post São Gonçalo tem jeito? Depende de quem a vê apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
O Brasil é um país com três capitais distintas. São Paulo, a financeira. Brasília, a administrativa. E o Rio de Janeiro, a cultural. São Gonçalo, bem como todas as outras cidades ao redor da Baía de Guanabara, sofre dessa dualidade de efeitos benéficos e maléficos pela proximidade com a polêmica capital fluminense.

Diferente das cidades da baixada, pouco desenvolvidas há uns 100 anos atrás, São Gonçalo era o oposto. A tal “Manchester Fluminense” se desenvolveu e caiu na mesma velocidade. Por este motivo, é possível afirmar que vivemos a decadência, enquanto a baixada a ascendência. Sendo que, atualmente, nem no mesmo nível estamos mais, visto que eles tendem a crescer ainda mais regionalmente.

E numa trajetória descendente, o que nos faria encontrar novamente o caminho de um desenvolvimento relevante e sustentável?

O que faria essa cidade ter jeito?

A resposta é uma só: pessoas. Especialmente aquelas que São Gonçalo expulsa de si.

Longe de mim acreditar que a cidade faz isso de propósito. Não faz! Pelo contrário. Nos momentos mais dolorosos, é o primeiro refúgio de todos os “expatriados” desse nosso país.

É consenso entre muitas pessoas que já foram da cidade que, por mais problemas que tenhamos, as boas memórias são as que ficam. E a cada vez que rodamos o mundo, são as mesmas lembranças que nos fazem a olhar para este território ao lado Leste da Baía de Guanabara com esperança.

Porém, há um outro tipo de pessoa que impede que novas visões de mundo cheguem até aqui. São os “nacionalistas”. Eles acreditam que toda a solução de São Gonçalo mora nela. Alguns até dizem inspirar-se em paulistas e cariocas para pensar assim.

Porém, o exemplo principal das duas maiores cidades brasileiras é completamente diferente: enquanto elas atraem os cérebros e mão de obra qualificada, os nacionalistas gonçalenses, os repelem. Até o atual prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, é gonçalense.

Estamos tão perto do maior cartão postal da América Latina, próximos ao Galeão que nos conecta a diversos aeroportos com vôos diretos para diversos pontos do mundo, mas quando cruzamos o Rio Bomba, parece que nada mudou.

Ainda sim, São Gonçalo tem jeito?

Se começarmos a entender nossas potencialidades, fazendo parcerias com todos os territórios ao redor, rechaçando esse bairrismo triste das mentes sem futuro, talvez tenhamos jeito sim.

O post São Gonçalo tem jeito? Depende de quem a vê apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-tem-jeito-depende/feed/ 4 6613
O sonho do menino construtor https://simsaogoncalo.com.br/goncalense-futebol-clube-menino-construtor/ https://simsaogoncalo.com.br/goncalense-futebol-clube-menino-construtor/#respond Fri, 18 May 2018 15:14:16 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6592 Amanhã, 19 de maio, começa a Segunda divisão do campeonato carioca de futebol profissional. Longe do glamour de Copas, de carrões e atrizes globais, vinte times dos mais variados rincões do Estado irão se estapear em estádios de várzea pela glória do acesso à primeira divisão – e o Gonçalense é um deles. Sou um […]

O post O sonho do menino construtor apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Amanhã, 19 de maio, começa a Segunda divisão do campeonato carioca de futebol profissional. Longe do glamour de Copas, de carrões e atrizes globais, vinte times dos mais variados rincões do Estado irão se estapear em estádios de várzea pela glória do acesso à primeira divisão – e o Gonçalense é um deles.

Sou um apaixonado por futebol desde que me entendo por gente. Cresci com sangue rubro-negro, gozando dos auspícios daquele escrete absurdo dos 80. Acompanho, vejo, vibro, choro e fico puto. Copa? Quero ver todos os jogos, desde clássicos como Inglaterra e Alemanha (que clássico!) até Togo x Sérvia. Futebol é muito mais do que apenas futebol – mas nem é disso que queria falar.

Preciso confessar que o 7 x1 acabou comigo. Eu achava que entendia – pelo menos um pouco – de futebol, e me vi atônito assistindo ao massacre alemão. Ora, 7×1 é um placar dilatado até em peladas infantis, em uma Copa do Mundo, entre seleções gigantes, é uma aberração. Fiquei desolado com o futebol, sem nenhum sinal daquela paixão toda de outrora. Até que veio o Gonçalense, a Segundona, e eu me encantei novamente.

Eu já disse em vários de meus textos que esta cidade é um cemitério de sonhos. Um município de proporções consideráveis, com mais de um milhão de habitantes, e o signo da derrota cravado em seu DNA. Quantos já não tentaram e fracassaram? Muitos pedem cidadania no município vizinho, outros desistem, mas a verdade é que é muito difícil vencer em São Gonçalo. Você pode vencer APESAR de São Gonçalo, mas vencer EM São Gonçalo é para os raros.

E convenhamos: o futebol do Rio é fraco. Senhores – e senhoras, por que não? – nosso ufanismo é meRmo contagiante, mas a verdade (como se ela fosse minha) é que a representatividade nacional de nosso Estado é pífia. Nos últimos anos chegamos a ter menos times na primeira divisão do que Santa Catarina. Nada pessoal contra os barrigas-verdes, inclusive meus parentes por matrimônio que lá habitam, mas carregamos o peso da História e não estamos fazendo por onde merecê-lo. Solução? Não, não vejo. Mas que possamos tomar como exemplo o futebol de São Paulo, com times do interior fortalecidos. São Gonçalo e Niterói sempre forneceram craques para os grandes times, e nunca tiveram um time que abraçasse essa vocação e esses jovens, espalhados por nossos campinhos de pelada e quadras de colégio. Até pouco tempo.

Até um menino construtor sonhar alto, e decidir fazer um time na cidade. Dono de uma empresa de construção civil, Joacir decidiu um dia que deveria e poderia devolver a esta cidade tudo o que ela lhe proporcionou. Depois de uma passagem frustrada por outro time de São Gonçalo (criado com outras ambições), ele funda o Gonçalense Futebol Clube. O Tricolor Metropolitano, o time que já nasce com um milhão de torcedores. Às próprias expensas, inicia a construção de um estádio e um time em 2014, já campeão da Terceira Divisão, em cima justamente de seu maior rival (eu estava lá – mas um dia eu conto essa emoção). Em 2015, faz bonito na Segundona do Carioca, batendo adversários centenários e colocando São Gonçalo no mapa. Mas como em toda jornada do herói, nosso escrete sofre um forte revés.

A crise do setor de Construção Civil atinge com vontade, e se alia de forma nefanda ao descaso do Poder Público, que se recusa a validar a construção do estádio. Um projeto lindo, uma arena com capacidade para 40 mil pessoas, às margens da Niterói-Manilha (inclusive se tornando opção para os times de grande investimento), gorado no ninho pela inabilidade de nossos governantes. Não, não era dinheiro que o Gonçalense queria, o dinheiro vem todo do bolso da família Thomaz, do sonho daquele menino construtor, que gostava de futebol e queria ver sua cidade ter um time de expressão. Laudos, autorizações, endossos municipais Parecia que mais um sonho engrossaria as estatísticas em nossa cidade onirocida.

Mas peraí. Sábado agora começa a Segundona, e o Gonçalense estreia contra o Barcelona, lá no Los Larios. De time reformulado, O técnico Thiago Thomaz conta com novas caras e velhos amigos para o início de mais uma jornada. Nesta cidade de mais de um milhão de habitantes, é quase uma obrigação a todos que gostam de futebol apoiar. Torcer, ir aos jogos (eu vou!), participar do dia a dia do clube. Porque não podemos deixar mais este sonho morrer, não é só o Joacir, o Thiago e o Rodrigo Santos: somos todos nós.

PS.: Eu fiz um hino para o Gonçalense. Bom, pode não se nunca o hino do Gonçalense Futebol Clube, mas é o MEU hino para o escrete. Com amor.

Hino do Gonçalense Futebol Clube
(Rodrigo Santos)

Do sonho do menino construtor
Nasceu o mais novo amor dessa cidade
Seus guerreiros são forjados no calor
Tua conquista é a nossa felicidade

Com as bênçãos do Santo Violeiro
E a paixão da Manchester fluminense
A coragem estampada em seu manto
Estamos juntos, meu eterno Gonçalense!

Escrevendo a nova história da cidade
Vem demonstrar, no gramado, o seu valor
Com força de um milhão de apaixonados
Entra em campo o mais novo tricolor!

(refrão)
Do sonho à glória
Que bela a tua história
Ao teu lado quando perde e quando vences
Tricolor Metropolitano
Campeão de mais um ano
Tu representas a coragem, Gonçalense!

PS2: O time agora tem projeto de sócio-torcedor, vai lá! Junte-se a nós!

O post O sonho do menino construtor apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/goncalense-futebol-clube-menino-construtor/feed/ 0 6592
Aquilo que mais amo em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/aquilo-que-mais-amo-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/aquilo-que-mais-amo-em-sao-goncalo/#respond Sun, 22 Apr 2018 09:47:22 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6465 São Gonçalo é esse cachorro vadio e sarnento que todo mundo chuta e expulsa da porta de casa, da calçada e da frente das lojas. São Gonçalo se levanta, de cabeça baixa, e busca abrigo em outro canto. No frio, embaixo da marquise pra se proteger da chuva, ela se deita sobre um pedaço de […]

O post Aquilo que mais amo em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
São Gonçalo é esse cachorro vadio e sarnento que todo mundo chuta e expulsa da porta de casa, da calçada e da frente das lojas. São Gonçalo se levanta, de cabeça baixa, e busca abrigo em outro canto. No frio, embaixo da marquise pra se proteger da chuva, ela se deita sobre um pedaço de papelão sujo.

Como qualquer gonçalense, piso na cidade, que de nada tem culpa. Há mais de três anos jogo na cara dela, publicamente, a violência, o esgoto a céu aberto, as ruas sem asfalto e sem iluminação e ela nunca reclama. Mas amo essa cidade que abraça sem distinção os caídos em seu território. E o que mais amo é esse acolhimento das pequenas coisas por cada um que vive ou somente passa por aqui em direção à Região dos Lagos.

Pichado e enegrecido pelo escapamento dos veículos, cada pedaço de concreto gonçalense diz pra mim:

– Mário, sou eu, sua cidade, faça de mim o que quiser, só não me abandone.

Ouço o mesmo dos bueiros entupidos por copos de plástico, das pedras portuguesas quebradas nas calçadas, de cada árvore cortada pelos políticos do município pra pendurarem propaganda eleitoral. Como não amá-la?

Em um texto recente, critiquei o tamanho minúsculo da praça Zé Garoto, a mais famosa da cidade, localizada no berço do desenvolvimento municipal, quando comparado com o tamanho da população. Acontece que a pequenez da praça permite a sensação de possuí-la por inteiro, na palma da mão. Não se pode sentir isso na Quinta da Boa Vista nem no Parque Ibirapuera.

São Gonçalo precisa de espaços públicos maiores, arborizados, limpos e seguros. Mas nunca vou deixar de me sentir no quintal de casa lendo um livro sentado na praça Zé Garoto, cujo nome oficial homenageia a educadora Estephânia de Carvalho. Ainda que apareça um cracudo ou outro circulando por lá. O cracudo é esperto por estar em um lugar agradável. Inaceitável seria morar em uma cidade sem parar um segundo para respirar ao ar livre e sentir o sol no corpo.

As ruas daqui são estreitas, assim as esquinas opostas ficam ao alcance das mãos. São Gonçalo é uma comunidade. Sem inovação política, de baixo avanço tecnológico, mas uma comunidade no sentido original da palavra. A proximidade com as pessoas é impressionante, quase sufocante em lugares como Alcântara.

E quando você sai do centro urbano e visita o ponto mais alto de São Gonçalo, o Alto do Gaia, percebe a maravilha completa. São Gonçalo, na verdade, é gigantesca: são 248 km² (correspondentes a 5% da área da Região Metropolitana do Rio de Janeiro) abrigando mais de 1 milhão de pessoas. Por isso que, embora mal cuidada e com pouca infraestrutura, consegue ser acolhedora.

Removendo as consequências do desleixo político sobre o território, fica a São Gonçalo submissa, pronta. Ela não quer nada, nunca quis. Predominam a farta inocência, a gratuita pureza de alma do solo e do ar.

O post Aquilo que mais amo em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/aquilo-que-mais-amo-em-sao-goncalo/feed/ 0 6465
Moro em São Gonçalo, não gosto de Niterói https://simsaogoncalo.com.br/moro-em-sao-goncalo-nao-gosto-de-niteroi/ https://simsaogoncalo.com.br/moro-em-sao-goncalo-nao-gosto-de-niteroi/#comments Sat, 14 Apr 2018 10:34:26 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6459 Hoje faz 29 anos que moro em São Gonçalo. E eu não gosto de Niterói desde 2002, quando comecei a fazer faculdade lá. É um sentimento infantil e mesquinho, eu sei, mas não consigo evitá-lo. Niterói roubou de São Gonçalo ao longo da história e continua roubando até hoje. De acordo com o livro “O […]

O post Moro em São Gonçalo, não gosto de Niterói apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Hoje faz 29 anos que moro em São Gonçalo. E eu não gosto de Niterói desde 2002, quando comecei a fazer faculdade lá. É um sentimento infantil e mesquinho, eu sei, mas não consigo evitá-lo. Niterói roubou de São Gonçalo ao longo da história e continua roubando até hoje.

De acordo com o livro “O município de São Gonçalo e sua história”, escrito por Maria Nelma Carvalho Braga, São Gonçalo pertenceu a Niterói por 71 anos (1819 a 1890). E em 1892, por sete meses amargos, de novo o município gonçalense voltou a ser distrito de Niterói. Na data da primeira anexação São Gonçalo já tinha 240 anos de existência! Uma imposição criminosa com o intuito de atender interesses políticos distantes do que era melhor para São Gonçalo.

A pesquisadora Maria Nelma afirma que São Gonçalo ainda sofre com os resquícios desse período anterior à emancipação definitiva. O passado político de Niterói tem culpa. Mas sem revanchismo com os niteroienses, por favor. Embora eles tenham roubado e nunca mais devolvido a freguesia de São Sebastião de Itaipu e deixado São Gonçalo sem praia oceânica e sem investimentos imobiliários de alto padrão.

A inveja é um sentimento tão mesquinho quanto o ódio. Niterói, no entanto, não é tudo aquilo que eu gostaria que São Gonçalo fosse. A renda per capita de Niterói é três vezes maior do que em São Gonçalo, Niterói é uma das líderes brasileiras em qualidade de vida, mas sofre com a desigualdade social. Em São Gonçalo, pelo menos, estamos construindo uma cidade juntos, a exploração do povo pelo próprio povo é menor. Avante, gonçalenses, mudar a nossa história.

O gonçalense deixa um rio de dinheiro no comércio do Terminal das Barcas e do Terminal Rodoviário de Niterói. Niterói absorve o tempo de vida do trabalhador perdido no funil da Alameda São Boaventura e nos engarrafamentos da Niterói-Manilha. Deturpa a identidade dos gonçalenses que dizem para os amigos cariocas que moram em Niterói e escrevem essa mentira nas redes sociais. Prende o estudante universitário que só encontra o curso desejado na Universidade Federal Fluminense. Enfim, sequestra o gonçalense profissionalmente qualificado que sobe na vida e se muda pra morar mais perto do Rio de Janeiro, geralmente a cidade onde trabalha.

Não gosto de Niterói e sentimento não se explica. Não tenho a pureza de espírito dos MC’s Roni e Sargento, que apesar da dura realidade cantada no rap Fazenda dos Mineiros, conseguem gostar da cidade vizinha.

O post Moro em São Gonçalo, não gosto de Niterói apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/moro-em-sao-goncalo-nao-gosto-de-niteroi/feed/ 4 6459
José Luiz Nanci tem lixo na cabeça https://simsaogoncalo.com.br/jose-luiz-nanci-tem-lixo-na-cabeca/ https://simsaogoncalo.com.br/jose-luiz-nanci-tem-lixo-na-cabeca/#respond Tue, 16 Jan 2018 13:58:50 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6059 São Gonçalo é uma cidade de ruas imundas. Papéis, copos plásticos e papelão se embolam nas poças de esgoto das sarjetas. Pilhas de lixo doméstico, de lojas, lanchonetes e supermercados crescem em volta dos postes de luz, nas esquinas e nas calçadas por onde os gonçalenses tentam passar. Há 17 anos, a Marquise Ambiental, empresa […]

O post José Luiz Nanci tem lixo na cabeça apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
São Gonçalo é uma cidade de ruas imundas. Papéis, copos plásticos e papelão se embolam nas poças de esgoto das sarjetas. Pilhas de lixo doméstico, de lojas, lanchonetes e supermercados crescem em volta dos postes de luz, nas esquinas e nas calçadas por onde os gonçalenses tentam passar.

Há 17 anos, a Marquise Ambiental, empresa de coleta que presta esse serviço horrível, é sustentada sem licitação, através de contratos corruptos. Ela é frequentemente investigada por irregularidades no serviço. Como se a sacanagem não fosse suficiente, José Luiz Nanci, o prefeito, com a aprovação da maioria esmagadora dos vereadores, aumentou a taxa de coleta de lixo da cidade.

Pilha de lixo só cresce na cidade. A imagem reflete o que está acontecendo no Vila Lage, Covanca e Barro Vermelho.

Aumento na taxa de lixo não justifica o serviço

Lurdinha acorda às 6h e prepara o café da manhã olhando o carnê do IPTU sem pagamento, imóvel, sobre a mesa da cozinha. Há relatos de reajustes de até 500% na taxa de lixo deste ano, cobrada junto com o IPTU (O Globo). O carnê deixa Lurdinha angustiada, ela não sabe como arranjar dinheiro pra pagar.

Depois de deixar o filho com a mãe, por causa das férias escolares, Lurdinha vai pro trabalho. Antes ela pega com a mão quatro sacolas de lixo. É o lixo dela e dos vizinhos que não têm lixeira. Lurdinha pega as sacolas fedorentas e úmidas e joga dentro de uma caixa d’água na esquina mais próxima de casa. A rua dela está bloqueada por uma barricada do tráfico de drogas e o caminhão da coleta, quando passa fazendo o serviço, não pode entrar na rua.

Com a mão fedendo, Lurdinha anda até o ponto de ônibus. No caminho ela vê mais pilhas de lixo na frente das casas, igrejas e padarias. No ponto de ônibus, ao lado de um valão, ela encontra mais lixo, lixo e mato pra todo lado. Caixas, copos de guaraná e guardanapos usados. Sentindo nojo, Lurdinha prefere não se sentar no banco sujo, enferrujado e quebrado do ponto de ônibus.

Também imundo, quente, sem ar-condicionado, o ônibus chega. Não tem lugar pra sentar. Enfrenta um engarrafamento desesperador de pé. Por falta de planejamento e investimento em mobilidade urbana, o trânsito de São Gonçalo está quase tão ruim quanto o de São Paulo, mas o Produto Interno Bruto das cidades são bastante diferentes.

No fim do expediente, Lurdinha sai do trabalho desviando das pilhas de lixo na calçada, bem na porta da empresa, e anda até no asfalto, disputando espaço com os carros e correndo o risco de morrer, pra chegar até o ponto de ônibus e voltar pra casa. Cada sacola de lixo no chão é uma ofensa.

Ela desce do ônibus no ponto mais próximo de casa. Já é noite. Pula uma vala de esgoto, quase cai e alcança a calçada suja que cruzou de manhã. O fedor invade seu nariz e ela quase cai de novo. O lixo visto no início do dia continua nos lugares de sempre.

Desviando e pulando, Lurdinha pega o filho na casa da mãe. Na primeira e última esquina que Lurdinha passa, a caixa d’água transborda de lixo e o mato cresce em volta da barricada, de tão velha. O caminhão só recolhe o lixo duas vezes na semana, quando não falha.

A lixeira de Lurdinha está cheia de novo na manhã seguinte. As sacolas estão sujas de caldo de feijão. Uma mão segura a do filho, a outra segura as sacolas pra jogar dentro da caixa d’água na esquina, antes de seguir para o trabalho. O carnê do IPTU exorbitante ficou na mesa da cozinha, sem pagamento.

O post José Luiz Nanci tem lixo na cabeça apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/jose-luiz-nanci-tem-lixo-na-cabeca/feed/ 0 6059
O jogo dos moleques da favela superou a final do Mundial https://simsaogoncalo.com.br/o-jogo-dos-moleques-da-favela-superou-final-do-mundial/ https://simsaogoncalo.com.br/o-jogo-dos-moleques-da-favela-superou-final-do-mundial/#respond Sat, 23 Dec 2017 13:53:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5965 Sábado de manhã, vi uma partida de futebol no campo da favela Central, no bairro Raul Veiga, em São Gonçalo. Estava pedalando com meu filho pelo bairro e paramos pra ver a partida. Não me arrependi. O jogo foi 3 x 2 de virada, emocionante, pura superação. À tarde um Grêmio dominado pelo Real Madrid perdeu […]

O post O jogo dos moleques da favela superou a final do Mundial apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Sábado de manhã, vi uma partida de futebol no campo da favela Central, no bairro Raul Veiga, em São Gonçalo. Estava pedalando com meu filho pelo bairro e paramos pra ver a partida. Não me arrependi. O jogo foi 3 x 2 de virada, emocionante, pura superação. À tarde um Grêmio dominado pelo Real Madrid perdeu o Mundial de Clubes pelo magro placar de 1 x 0.

O Zayed Sports City Stadium, em Abu Dhabi, onde o Grêmio jogou, é um moderníssimo centro de treinamento e práticas esportivas de várias modalidades. A grama é de alta qualidade. O Campo Central é esburacado. Uma pequena parte dele é gramada. A bola não rola, quica, o que torna seu domínio difícil e exige mais técnica do que mostraram os jogadores do Real Madrid. Com todas as dificuldades, teve lençol, ovinho e drible da vaca, mas também um gol contra grotesco.

No campinho da favela, o talento reina

Outras coisas chamam a atenção em uma partida de futebol dentro de uma favela gonçalense. Havia talento, claro. A presença de negros é esmagadora. Tinha só um garoto branco em campo. Nas partidas dentro dos condomínios fechados dos bairros nobres do Rio de Janeiro a situação se inverte. Pobreza tem cor no Brasil.

O uniforme dos times não estava completo. Alguns jogadores usavam o próprio short ou a própria camisa. Força de vontade e motivação tinham de sobra, correndo sob o sol forte de quase verão. O sonho do moleque gonçalense é ser jogador de futebol profissional, como o fenômeno mais recente nascido na cidade, Vinicius Jr., por isso o esforço.

Dois moleques de no máximo oito anos, descalços e sem camisa, se revezavam vendo a partida. Enquanto um assistia, o outro ficava sentado em um sofá velho e rasgado largado no lixão atrás do gol. Ao lado do lixão da comunidade tem um estacionamento e eles arranjavam uns trocados tomando conta dos veículos. Sonham em brilhar como Vinicius Jr., na realidade, tão jovens, trabalham como flanelinhas.

Não é fácil pra ninguém, rico ou pobre, ser estrela do futebol. Mas o rico, pelo menos, não fica desamparado. Embora o sucesso seja quase impossível, há escolinhas de futebol espalhadas por São Gonçalo que fazem um trabalho social incrível, disciplinador, construtivo. Nelas os moleques aprendem a acordar cedo e lutar pela vida, pena que sejam financiadas e exploradas por políticos corruptos.

Cristiano Ronaldo fez o único gol da final do Mundial, de falta. Também teve gol de falta na Favela da Central. O time de camisa verde ganhou do time de camisa preta (desculpe por não saber o nome deles, não tinha placar, nem torcida gritando).

“Moleque” é uma expressão de origem africana usada há séculos no Brasil como referência aos meninos negros escravizados. Desde o período colonial eles batem um bolão se esforçando pra superar o preconceito e a marginalização social.

O post O jogo dos moleques da favela superou a final do Mundial apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/o-jogo-dos-moleques-da-favela-superou-final-do-mundial/feed/ 0 5965
Indignado com a falta de respeito em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/indignado-com-a-falta-de-respeito-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/indignado-com-a-falta-de-respeito-em-sao-goncalo/#comments Thu, 07 Dec 2017 03:37:17 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5854 Bom dia. Favor não me identificar! Quero denunciar a falta de respeito que tá acontecendo em São Gonçalo. Moro nessa cidade suja e barulhenta desde 1989 e pensei que ela fosse melhorar, mas até agora nada. Pra piorar, a violência aumentou muito nos últimos anos. Tá morrendo PM todo dia. O presidente Temer não quer […]

O post Indignado com a falta de respeito em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Bom dia.
Favor não me identificar!

Quero denunciar a falta de respeito que tá acontecendo em São Gonçalo. Moro nessa cidade suja e barulhenta desde 1989 e pensei que ela fosse melhorar, mas até agora nada.

Pra piorar, a violência aumentou muito nos últimos anos. Tá morrendo PM todo dia. O presidente Temer não quer saber de nós, o Estado do Rio não olha pra gente e o prefeito Nanci só se preocupa em empregar a família.

Não aguento mais pagar taxa de iluminação pública e viver na escuridão. As lâmpadas dos postes estão todas queimadas. Nem viver em um lugar que não tem jardim público, um canteiro sequer, uma florzinha encostada na parede. Já as pilhas de copos de Guaravita e caixas de papelão nas ruas estão alcançando o céu. Pra onde olho tem lixo, roubo, assassinato, barricada, informalidade, fiação embolada, parede pichada e faixa de arame e sarrafo pendurada nas passarelas, nos viadutos e postes.

O trânsito tá cada vez pior, levo mais de uma hora pra sair do Centro e chegar em casa, no Alcântara. E nada de Linha 3 do Metrô.

Os jovens não têm lazer. O governo Nanci dá esmola e quer que a gente agradeça. Nem a metade da Praça Chico Mendes foi recuperada, mas os parasitas do governo foram lá e fizeram festa de inauguração. As meninas estão engravidando aos 13 anos e os meninos de 14 comem maconha no café da manhã.

O povo tá largado. Quando chega o aniversário do Guanabara, é cada um passando por cima do outro, tapa pra todo lado pra comprar arroz e feijão, parece que nunca viram comida na vida. Tem gente brigando na fila do Guanabara e saindo na porrada na fila de emprego. Que isso, tem que ter respeito.

E sabe quem é que mais sofre em São Gonçalo? Quem tem necessidades especiais. Sofre com todos os problemas e fica preso dentro de casa porque aqui não tem asfalto, calçada, rampa, não tem dignidade.

A culpa não é do povo não. A culpa é dos vereadores que acham que R$ 15 mil por mês é pouco, enquanto a gente sobrevive com menos de um salário e pra trabalhar de camelô precisa dar arrego pra funcionário da Prefeitura. A culpa é de quem se candidatou, pediu voto e disse que ia mudar de verdade. Tá na hora de alguém fazer alguma coisa.

O comércio e a população geram uma quantidade enorme de material reciclável e a cidade não aproveita. É burrice. Dezenas de milhares de trabalhadores especializados saem de casa e enfrentam mais de duas horas de trânsito pra trabalhar no Rio. Com incentivo do governo, poderiam criar empresas aqui e manter os clientes lá, gerando receita e criando emprego. E passariam seus conhecimentos à juventude que largou a escola pra transar, comer maconha e se envolver com o tráfico.

O governo não organiza o comércio popular que atrai gente de outras cidades em um mercadão. É burrice. A Prefeitura não planta nem árvore no centro urbano pra amenizar o calor. Burrice não, é falta de respeito com o cidadão e isso a gente não pode admitir.

O post Indignado com a falta de respeito em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/indignado-com-a-falta-de-respeito-em-sao-goncalo/feed/ 1 5854
O prefeito de São Gonçalo precisa sonhar mais alto https://simsaogoncalo.com.br/o-prefeito-de-sao-goncalo-precisa-sonhar-mais-alto/ https://simsaogoncalo.com.br/o-prefeito-de-sao-goncalo-precisa-sonhar-mais-alto/#comments Sat, 02 Dec 2017 22:50:58 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5845 São Gonçalo não precisa de um político que faça promessas impossíveis pra sair da lama, mas do esforço conjunto da sociedade. Ao mesmo tempo é indispensável um prefeito que conheça a cidade por dentro e ouse sonhar alto. José Luiz Nanci passa o dia olhando pra baixo, fiscalizando obras e observando buracos no chão. A […]

O post O prefeito de São Gonçalo precisa sonhar mais alto apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
São Gonçalo não precisa de um político que faça promessas impossíveis pra sair da lama, mas do esforço conjunto da sociedade. Ao mesmo tempo é indispensável um prefeito que conheça a cidade por dentro e ouse sonhar alto.

José Luiz Nanci passa o dia olhando pra baixo, fiscalizando obras e observando buracos no chão. A ideologia do prefeito é vazia, pequena, sua personalidade prefere a passividade e apresenta inclinação para a mentira, como demonstrou a tentativa de desacreditar a reportagem da Globo sobre a falta de merenda na creche Palhaço Carequinha. A estatura física do prefeito reflete o tamanho de suas ambições políticas.

Nanci pode dizer, sinceramente, que deseja ver São Gonçalo limpa, acolhedora e sustentável. Se questionado, o prefeito responderá que trabalha para o desenvolvimento municipal através da educação e do investimento em infraestrutura, nada fora do comum. Ele não discute as vocações naturais do município, embora tenha nascido nele e acumule cinco mandatos como vereador. Sem analisar o potencial gonçalense, não dá pra imaginar o quão longe ele é capaz de levar a população.

Com pouco ou nenhum apoio governamental, São Gonçalo sustenta sua vocação artística, seu diversificado comércio popular e um novo movimento de empreendedores que se encontram nas ruas e estacionamentos dos supermercados nos fins de semana. Diz nada sobre isso a pobre comunicação do governo municipal, que não apresenta um projeto de cidade. Projeto que poderia se basear no varejo de roupas, na prestação de serviços para festas, nos nossos talentos no esporte e no aprendizado e exportação de novas tecnologias.

Por falta de integração entre os anseios do povo e o poder público, São Gonçalo parece parada no tempo, condenada a um futuro tão violento, sujo e informal quanto o presente. O maior movimento que acontece em nossas terras, na verdade, é gerado pelos mais de 120 mil gonçalenses que se deslocam diariamente para fora delas em busca de trabalho. Existem boas atitudes isoladas, sim. O fracassado governo Mulim também tinha, principalmente na área social.

Seja com ajuda Federal ou Estadual, Zé Luiz não demonstra sequer o desejo de recuperar os bairros inteiramente dominados pelo tráfico de drogas, sem iluminação pública e imersos na escuridão, como Santa Isabel e Engenho do Roçado. Nesses bairros os adolescentes acordam com um cigarro de maconha na mão. Empinar motos roubadas nas ruas fechadas com barricadas é seu esporte favorito.

O mais próximo de um prefeito visionário que Nanci consegue chegar é quando participa de eventos de definição de estratégias e ações conjuntas entre municípios. Nesses eventos Nanci apresenta uma obsessão estranha: tirar uma fotografia ao lado dos mascotes e das placas de divulgação é sempre mais importante do que a profundidade e originalidade do seu discurso.

Por limitação mental ou falta de fé no município, o prefeito de São Gonçalo prejudica o desenvolvimento da cidade que governa.

O post O prefeito de São Gonçalo precisa sonhar mais alto apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/o-prefeito-de-sao-goncalo-precisa-sonhar-mais-alto/feed/ 3 5845
Chacina no Salgueiro humilhou os gonçalenses https://simsaogoncalo.com.br/chacina-no-salgueiro-humilhou-os-goncalenses/ https://simsaogoncalo.com.br/chacina-no-salgueiro-humilhou-os-goncalenses/#respond Wed, 22 Nov 2017 13:44:16 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5793 Sete pessoas foram mortas na favela do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ), durante uma operação clandestina do Exército e da Polícia Civil dia 11 de novembro. Mortes que nenhuma das instituições reconheceu até hoje, algo inédito no Rio de Janeiro, como afirmou o sociólogo Ignácio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da Uerj (UOL). […]

O post Chacina no Salgueiro humilhou os gonçalenses apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Sete pessoas foram mortas na favela do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ), durante uma operação clandestina do Exército e da Polícia Civil dia 11 de novembro. Mortes que nenhuma das instituições reconheceu até hoje, algo inédito no Rio de Janeiro, como afirmou o sociólogo Ignácio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da Uerj (UOL). Mortes que formam, portanto, uma chacina cruel e vergonhosa contra a segunda maior população do Estado.

Como se a vida dos gonçalenses não valesse nada, soldados do Exército e agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil se esconderam à noite na mata, encapuzados, para cometer os assassinatos no horário de um baile funk na comunidade. Bandido ou não, nenhum gonçalense ou cidadão brasileiro pode ser ferido ou morto e empilhado no Instituto Médico Legal sem explicações, por isso o Ministério Público abriu uma investigação criminal.

Um jovem de 19 anos, padeiro, é um dos quatro sobreviventes. Em entrevista exclusiva ao Jornal Extra, ele contou que depois de ser baleado nas duas mãos, os atiradores saíram do matagal tiraram uma foto sua e roubaram o seu celular. Nenhum agente socorreu o jovem nem seu amigo, que viajava na garupa da moto e foi atingido na boca, e eles sangraram no local por 3 horas. Esse é o valor que o Exército e a Core atribuem aos gonçalenses.

Ainda mais grave é a chacina contar com a aprovação de muitos moradores da cidade, gente que pode estar entre os mortos e feridos na próxima operação ilegal e defende que bandido bom é bandido morto. Sinal de pouca fé em si mesmo, quando mais do que nunca, diante da violência generalizada, precisamos ser exigentes.

Mesmo se todos os mortos e feridos fossem bandidos, uma sociedade sadia, onde os índices de criminalidade são reduzidos, não é aquela em que o crime se desenvolve e depois extermina os criminosos. Em uma sociedade digna as condições para a prática criminosa são reduzidas pelo esforço comum da Justiça, do desenvolvimento social e da eficiência policial, que compõem a segurança pública.

A vida humana merece respeito profundo e veneração absoluta, seja no Salgueiro ou na Suécia. São Gonçalo não ficou mais segura depois da chacina do dia 11, ficou mais violenta. Informações enviadas pelos leitores do jornal O São Gonçalo indicam que 33% dos bairros do município têm ruas interditadas por barricadas feitas por traficantes de drogas. Barricadas que aprisionam cerca de 400 mil gonçalenses, humilhados por criminosos dentro e fora das forças do Estado.

O post Chacina no Salgueiro humilhou os gonçalenses apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/chacina-no-salgueiro-humilhou-os-goncalenses/feed/ 0 5793
São Gonçalo perdeu um jovem e ganhou assassinos https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-perdeu-um-jovem-e-ganhou-assassinos/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-perdeu-um-jovem-e-ganhou-assassinos/#respond Wed, 08 Nov 2017 09:46:03 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5714 Um jovem de 18 anos foi espancado até a morte por moradores do bairro Santa Catarina, no Dia de Finados. A Polícia encontrou seu corpo jogado dentro da mala de um carro. São Gonçalo perdeu um jovem e ganhou um grupo de assassinos, que acusaram o rapaz de cometer uma série de assaltos no bairro. […]

O post São Gonçalo perdeu um jovem e ganhou assassinos apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Um jovem de 18 anos foi espancado até a morte por moradores do bairro Santa Catarina, no Dia de Finados. A Polícia encontrou seu corpo jogado dentro da mala de um carro. São Gonçalo perdeu um jovem e ganhou um grupo de assassinos, que acusaram o rapaz de cometer uma série de assaltos no bairro.

Segundo notícia publicada no jornal O São Gonçalo, um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra diversas pessoas agarrando a vítima, que teria assumido o roubo de um celular usando um simulacro de pistola. Nenhuma dessas informações haviam sido confirmadas pela Polícia. Os assassinos julgaram e condenaram o réu por conta própria e tiraram dele o direito à vida, garantido pelo Artigo 5º da Constituição Federal, que estabelece inclusive que “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”.

O linchamento que nos torna assassinos

O Brasil é o país que mais lincha no mundo, de acordo com uma pesquisa do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo, e evidentemente a prática não torna o país mais seguro. Há relatos de pessoas completamente inocentes, confundidas com bandidos, sendo linchadas. Ao promover outro linchamento, a cidade de São Gonçalo se tornou mais cruel, tendência que se estende pelo Brasil inteiro.

Há outros jovens de 18 anos roubando por aí. Jovens que deveriam estar na universidade. Não podemos virar uma cidade demoníaca e espancar todos até a morte. O que faríamos depois? Uma lei que torne obrigatório o aborto daqueles que podem se tornar bandidos no futuro? Uma vida humana vale mais que todos os aparelhos celulares já fabricados.

O rapaz assassinado, cujo nome nem aparece no jornal, não aprendeu lição nenhuma com a tortura. É ilusão achar que ele vivia em um mundo saudável e escolheu ser assaltante. Não é esse o perfil do bandido brasileiro. Ele é pobre, tem baixa escolaridade e vive constantemente sob a influência e ameaça do tráfico de drogas.

Parte da população aprova o assassinato, tanto que ele foi filmado para que mais pessoas assistissem. Talvez você seja incapaz de participar dando socos e pedradas, mas concordar nas redes sociais com o linchamento de bandidos favorece a crueldade.

Queremos viver em um município seguro, desenvolvido e limpo. Nenhuma cidade do mundo conquistou essas qualidades com violência, mas protegendo a juventude e investindo na sua educação.

O post São Gonçalo perdeu um jovem e ganhou assassinos apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-perdeu-um-jovem-e-ganhou-assassinos/feed/ 0 5714
Dr. Charles: Prefeito ruim ou prefeito ruim sem apoio dos jornais locais? https://simsaogoncalo.com.br/dr-charles-prefeito-ruim-sem-apoio/ https://simsaogoncalo.com.br/dr-charles-prefeito-ruim-sem-apoio/#comments Tue, 07 Nov 2017 09:47:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5697 Quando Dr. Charles foi Prefeito de São Gonçalo, eu era um moleque. Ele governou a cidade de 2000 até 2004 e eu tinha 10 anos no começo de sua gestão. Lembro nitidamente do famoso jingle “É 15, é 15, é 15. É Dr. Charles” seguido do slogan “Chame o Doutor!“, mas como minha vida se […]

O post Dr. Charles: Prefeito ruim ou prefeito ruim sem apoio dos jornais locais? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Quando Dr. Charles foi Prefeito de São Gonçalo, eu era um moleque. Ele governou a cidade de 2000 até 2004 e eu tinha 10 anos no começo de sua gestão. Lembro nitidamente do famoso jingle “É 15, é 15, é 15. É Dr. Charles” seguido do slogan “Chame o Doutor!“, mas como minha vida se resumida ao futebol, tobi com mortadela e ficar na esquina de casa, não tenho recordações de sua gestão.

O tempo passou, amadureci e no final da minha adolescência todo mundo falava que “Dr. Charles foi o pior Prefeito da história de São Gonçalo“. Convivo até hoje com as comparações dos Prefeitos e um pouco mais informado percebi que o grande problema da dificuldade de se gerir a cidade não tem relação exatamente com o nome do prefeito e sim com o sistema público local. (obs. nada disso tira a responsabilidade individual do gestor)

Talvez você não perceba por estar distante. Talvez perceba e se faz de sonso, mas parte do sucesso de um Prefeito em São Gonçalo se dá a partir da sua relação com os veículos locais de comunicação.

Até 2010 com os veículos impressos e a partir de 2010 com os veículos impressos e digitais. Lembro de uma frase de um grande gestor e amigo carioca que diz “– que não existe governo ruim que não tenha feito nada de bom e governo bom que não tenha feito nada de ruim“. É um pouco de verdade e a publicidade disso ainda depende desses mediadores da comunicação. Um jornal pode destruir ou blindar um Prefeito.

O sistema público de São Gonçalo, independente de quem o governe, precisa piorar muito pra conseguir ser ruim. São anos, dia após dia, de falta de grandes leis e grandes projetos pra retirar a cidade dessa ideia decadente de que São Gonçalo é uma cidade média. Apesar de toda minha paixão pela nossa cidade, temos um sistema público e de relacionamento na política que é muito ruim e infelizmente os veículos de comunicação raramente discutem essas questões.

E a mídia, impressa ou digital, tem grandes contribuições positivas ou negativas pra isso acontecer.

Dr. Charles em sua época não sustentou (vocês que interpretem como quiser) a mídia local. Não conseguiu manter o relacionamento com os jornais impressos que passaram a noticiar todos os dias as mazelas de seu governo. Todas verdades, mas todas construídas a partir do não relacionamento com os veículos e não necessariamente por conta de uma construção de comunicação social e editorial dos mesmos.

Os jornais precisam sim ter posição política, mas tem outros que acabam resumindo sua editoria por “posição” ou “oposição”. Isso atrapalha muito a melhora do sistema público da cidade.

Ao mesmo tempo que vejo veículos (que muitas vezes discordo) como o Página Gonçalense, Jornal Daki, A Política RJ e Território Gonçalense construindo um debate profundo sobre a cidade, vejo outros numa ladainha superficial das questões que contribuem pouco para a melhora significativa das nossas questões. (posso ter deixado de fora outros veículos sérios, mas destaquei esses pois são os que mais acompanho.)

É provável que em algum momento usem esse meu texto para dizer que critiquei alguém, que estou falando mal do governo (que atualmente participo) ou algo do tipo e isso é justamente reflexo da má noção dou má fé da importância da comunicação social para uma cidade.

Dr. Charles cometeu crimes e foi punido como deveria. Nada disso tira a responsabilidade dos veículos de comunicação fazerem uma reflexão sobre sua importância no processo de informar melhor e discutir questões mais complexas pra nossa cidade melhorar o sistema público e político que ainda é muito precário em relação às questões estruturais, econômicas, fiscais e de relacionamento com a população.

O post Dr. Charles: Prefeito ruim ou prefeito ruim sem apoio dos jornais locais? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/dr-charles-prefeito-ruim-sem-apoio/feed/ 4 5697
Entre o caos nacional e estadual, ainda há quem lute pela CIDADE? https://simsaogoncalo.com.br/salve-cidade-salve-o-mundo/ https://simsaogoncalo.com.br/salve-cidade-salve-o-mundo/#respond Sun, 05 Nov 2017 16:31:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5685 Antes de começar a desfiar o rosário rústico de desgraças cotidianas, devo avisar: não me venham com esse papo de “tempos difíceis”. Não vi tempo fácil desde que cheguei — há 41 anos — e agradeço pela vida não ter me dado mole para que eu não fosse mais um tolo. Como diz o poeta, “pra quem aprendeu a […]

O post Entre o caos nacional e estadual, ainda há quem lute pela CIDADE? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Antes de começar a desfiar o rosário rústico de desgraças cotidianas, devo avisar: não me venham com esse papo de “tempos difíceis”. Não vi tempo fácil desde que cheguei — há 41 anos — e agradeço pela vida não ter me dado mole para que eu não fosse mais um tolo. Como diz o poeta, “pra quem aprendeu a nadar na lama / água é veículo e velocidade”.

Roma arde. Você pode torcer para o partido que quiser (até para o seu próprio coração partido), canonizar santos de barro e escalar seus bandidos de estimação, não importa. Só não pode negar que nossx Capital arde, e o cheiro dos fumos é de dinheiro e esperanças queimadas. Capitalistas selvagens titânicos abocanham mais do que podem morder, e as cifras que o jornal vomita são fabulosas até para os ricos. Fico intimidado ouvindo milhões pra cá, milhões pra lá, enquanto não consigo quitar nem o carnê do carrinho mil cilindradas que me leva pro trabalho (o mais triste dos romances, com apenas 60 páginas). Ninguém representa ninguém, quem cruza o maroto Rubicão artifical do Planalto Central e enverga um terno se torna ronin, samurai cujo único mestre é o próprio umbigo.

No cenário estadual a coisa não melhora muito. Um chefe de quadrilha renomado e conhecido finalmente é preso por seus constantes saques ao erário — consequentemente ao bolso dos cidadãos — porém deixa seu filhote maldito na cadeira de governador. Como uma encosta na chuva de janeiro, a autarquia estadual se esboroa a olhos vistos, e no caminho de destruição leva direitos, empregos, investimentos e vidas, muitas vidas. Mais uma vez com a anuência de outros meliantes enfatiotados em seus fatos, líderes comunitários, milicianos e religiosos eleitos por seus rebanhos e babando nas gravatas.

Ao mesmo tempo, os usual suspects campeiam ao largo: machismo, racismo, criminalização da pobreza, estupidez, ameaça esquizofrênica de intervenção militar (VOCÊS NÃO ESTUDARAM HISTÓRIA NÃO, CARALHO?!), Trump, apropriação cultural, Muralha titular. Dói, dói sim. Mas e a cidade? Haverá tempo para se lutar por nossa cidade no meio desse furdunço?

“Fora Temer”, “Fora Pezão”, “Fora Trump” são importantes sim, amiguinhos, mas e a caixa preta do governo de Neilton Mulim, quem vai abrir? A gente fica perdido debatendo em redes sociais questões de alta complexidade filosófica, mas não se incomoda com o teatro minicipal fechado (SEMPRE FUI CONTRA, mas depois de construído, pago e repago, por que a população não pode usufruir?). Vejo gente discutindo se branco pode ou não usar turbante (como se alguém fosse branco), ou ainda se é legítima a presença de negros no clipe da Malu Camelo (e quem ouve essa menina, gente?), mas que não cria espaços na cidade onde as demandas possam ser explanadas e minimizadas. A cidade, letárgica, está aprisionada em um calendário de 1990 colado na parede, e brinca de corrida de curupira. Os vereadores se digladiam por seus cargos de indicação (“leitinho do gato”, disse um), e o rebanho assiste a tudo passivamente, mirando aves de arribação no horizonte enquanto tico-ticos bicam o fubá de seus pratos.

Mas não é só a miopia política não, nem esperar que o poder público cumpra seu papel. Cadê as iniciativas populares? Onde está a infantaria? Vamos ficar vaiando Doria e seu casaquinho amarrado no pescoço até quando? A gente perde um tempo danado brigando pela subjetividade alheia, enquanto nosso imaginário local se empobrece mais e mais. A briga é AQUI, o tempo é ONTEM. É preciso que alguns levantem os cornos para fora e acima da manada. CRIAR alternativas para São Gonçalo, PENSAR e REALIZAR ações que limpem o rio de nossa aldeia (que é maior do que o Tejo, maior do que o mundo) e ver novamente os barquinhos de papel descendo a corredeira, para o deleite daqueles que ainda querem mudar a cidade — e não se mudarem dela. Entre o caos nacional, o pandemônio estadual e a crise ontológica, é preciso que alguém ainda lute pela CIDADE.

Senão — acreditem — a terra do São Miguel não nos será leve.

O post Entre o caos nacional e estadual, ainda há quem lute pela CIDADE? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/salve-cidade-salve-o-mundo/feed/ 0 5685
Nanci entregou São Gonçalo aos parentes https://simsaogoncalo.com.br/nanci-entregou-sao-goncalo-aos-parentes/ https://simsaogoncalo.com.br/nanci-entregou-sao-goncalo-aos-parentes/#respond Sun, 22 Oct 2017 23:26:06 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5618 “Eu sou mandado pela minha família”, diz José Luiz Nanci nesse vídeo gravado em maio. A fala, que sugere humildade, confirma o caráter frágil do prefeito de São Gonçalo, caráter que transformou o governo municipal na sala de estar da família Nanci. Em menos de dez meses de governo, oito parentes do prefeito e da […]

O post Nanci entregou São Gonçalo aos parentes apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
“Eu sou mandado pela minha família”, diz José Luiz Nanci nesse vídeo gravado em maio. A fala, que sugere humildade, confirma o caráter frágil do prefeito de São Gonçalo, caráter que transformou o governo municipal na sala de estar da família Nanci. Em menos de dez meses de governo, oito parentes do prefeito e da primeira-dama ocuparam cargos públicos importantes, sustentados com altos salários.

Eliane Nanci, primeira-dama, foi presidente (não remunerada) da Comissão Especial de Desenvolvimento, Relações Institucionais, Prospecção e Controle de Receita e Despesa. No lugar do prefeito, oficialmente mandava em tudo.

Badiá Gabriel, prima de Eliane, comandou a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano.

Isabelle Gabriel, outra prima de Eliane, ocupou a chefia do Gabinete do Prefeito. O marido de Isabelle, Guilherme Correa, foi secretário municipal de Administração.

Rômulo Tarouquella, genro de Nanci, foi secretário de Planejamento e Projetos Especiais e depois substituiu Isabelle na chefia do Gabinete. Exonerado no último dia 16, esse cara custava sozinho R$ 46 mil por mês aos cofres públicos. Claudia Tarouquella, mãe de Rômulo, comanda a Fundação de Assistência à Saúde dos Servidores de São Gonçalo. Sua gestão é acusada de autoritarismo (Diário Oficial) e rende R$ 12 mil de salário.

Thomaz Nanci, primo do prefeito, é subsecretário de Saúde e Rebeca Nanci, sobrinha, é assessora especial no Gabinete de Nanci. Ambos recebem salário de R$ 9,4 mil (O São Gonçalo).

Há gonçalenses em posições estratégicas nas principais empresas do Estado. O prefeito conhece gente na cidade, sem nenhuma relação de parentesco com ele nem com a primeira-dama, capacitada para exercer qualquer função no Governo. O favorecimento de parentes nos cargos de confiança ofende o servidor público municipal, concursado e mal pago.

O vereador Sandro Almeida impetrou ação cível no Ministério Público (MP) onde acusa o prefeito de nepotismo pela nomeação do genro, que tinha status de secretário. Ao todo o MP investiga seis parentes de Nanci que possuem cargos comissionados (O Fluminense).

José Luiz Nanci nomeia alguns parentes em linha reta ou colateral, por consanguinidade ou afinidade, eles sugam o dinheiro público durante um tempo, a pressão da opinião pública e da Câmara Municipal aumenta, Nanci exonera esses parentes e depois admite outros. É algo cíclico, grave, corrosivo, evidente mesmo em pouco tempo de gestão.

O post Nanci entregou São Gonçalo aos parentes apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/nanci-entregou-sao-goncalo-aos-parentes/feed/ 0 5618
A terceira gestão do Plano Municipal de Cultura https://simsaogoncalo.com.br/a-terceira-gestao-do-plano-municipal-de-cultura/ https://simsaogoncalo.com.br/a-terceira-gestao-do-plano-municipal-de-cultura/#respond Sun, 22 Oct 2017 10:25:34 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5556 Os Planos Municipais de Cultura são documentos norteadores de todas as políticas públicas municipais para o setor. Ele deve trazer um panorama de onde estamos, como chegamos até aqui e para onde vamos. Em São Gonçalo, o PMC iniciou sua trajetória ainda na gestão Panisset, em 2011. De lá pra cá, seu caminho foi longo […]

O post A terceira gestão do Plano Municipal de Cultura apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Os Planos Municipais de Cultura são documentos norteadores de todas as políticas públicas municipais para o setor. Ele deve trazer um panorama de onde estamos, como chegamos até aqui e para onde vamos. Em São Gonçalo, o PMC iniciou sua trajetória ainda na gestão Panisset, em 2011.

De lá pra cá, seu caminho foi longo e tortuoso. Apesar de ter sido elaborado em 2011, apenas em 2013 o documento recebeu um parecer da Procuradoria do Município apontando nove inconsistências que deveriam ser alterados pela SMTC, já na gestão Mulim. Entre 2013 e 2015, o documento ficou simplesmente engavetado na secretaria e somente após uma pressão popular o tema voltou para discussão.

Uma audiência pública foi realizada em agosto de 2015 onde o então secretário Michel Portugal comprometeu-se em dar prosseguimento ao processo. No final de 2016, o PMC foi encaminhado à Câmara, porém não chegou a ser votado devido ao término da sessão legislativa.

Agora em 2017, a gestão Nanci, através do secretário Carlos Ney, é a terceira a comprometer-se em dar seguimento ao documento. Ele será fundamental para elaboração de projetos como editais de cultura, fundos de financiamento e leis de incentivo. Em recentes pronunciamentos, o secretário tem dito que o PMC está sendo elaborado. Entretanto, até agora, não fora realizada nenhuma discussão pública sobre o assunto para sabermos de fato, como estamos.

Com pouquíssimos profissionais qualificados na área, a FASG torna-se mero espaço de gestão da burocracia. Desperdiça-se dinheiro público que poderia estar sendo investido em programas culturais concretos para a população. Mas pra isso, seria necessário profissionais da área, com capacidade de atualizar o setor na cidade, preocupados com a gestão eficaz dos recursos e que sejam reconhecidos pelo segmento cultural da cidade.

Ao invés disso, vemos a SMTC e a FASG pouco preocupados em elaborar políticas públicas de longo prazo, limitando-se a realização de eventos. Não há mais espaço para engodos ou dissimulações.

O segmento artístico precisa voltar a mobilizar-se, exigindo um novo rumo para o setor no município, sob pena de continuarmos perdendo nossos melhores talentos para a capital.

O post A terceira gestão do Plano Municipal de Cultura apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/a-terceira-gestao-do-plano-municipal-de-cultura/feed/ 0 5556
Não desista, porque não vou desistir: alcançando seus verdadeiros sonhos https://simsaogoncalo.com.br/nao-desista-porque-nao-vou-desistir/ https://simsaogoncalo.com.br/nao-desista-porque-nao-vou-desistir/#respond Sat, 21 Oct 2017 11:13:22 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5547 Meu nome é Marlon, tenho 24 anos e sou escritor. Ainda me considero em inicio de carreira. Tem apenas dois anos que lancei meu primeiro romance solo. Mas não quero falar sobre meu currículo nesse momento. Quero falar sobre sonhos. E sobre o abandono desses sonhos. Desde muito novo eu sonhava em trabalhar com a […]

O post Não desista, porque não vou desistir: alcançando seus verdadeiros sonhos apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Meu nome é Marlon, tenho 24 anos e sou escritor. Ainda me considero em inicio de carreira. Tem apenas dois anos que lancei meu primeiro romance solo. Mas não quero falar sobre meu currículo nesse momento.

Quero falar sobre sonhos. E sobre o abandono desses sonhos. Desde muito novo eu sonhava em trabalhar com a imaginação de alguma forma. Sempre tive uma mente muito fértil, gostava de inventar brincadeiras, adorava criar personagens e viver outras vidas.

Só que para onde quer que eu olhasse eu só via uma palavra. NÃO. Você NÃO vai conseguir. Você NÃO é inteligente o bastante. Você NÃO tem dinheiro para isso. Um negro NÃO pode ser escritor. Você NÃO vai conseguir trabalhar na televisão.

Por muitos anos eu levei minha vida carregando esses NÃO’s dentro de mim. Chegando até esconder de mim mesmo os meus sonhos e objetivos. Como um garoto negro, pobre, morador da Baixada iria conseguir publicar seu livro. Aquele escrito sem ninguém saber com o medo do que iriam dizer sobre você.

Olha lá, mais um vagabundo. Naquela época era o que eu pensava que iriam falar a meu respeito. Mas eu sou uma pessoa sonhadora, sou um leitor. Eu cresci acreditando em sonhos e mesmo que muitos NÃO’s gritavam aos meus ouvidos eu ficava com aquele único pensamento: NÃO DESISTA.

E eu não desisti. E corri atrás daquilo que era importante para mim. Que me dava uma alegria indescritível. E aquele pequeno fio de esperança me deu forças para continuar e não desistir. Eu acreditei em meus sonhos. Eu sabia que o caminho seria difícil. Que ainda é muito difícil. Lembra que disse que estou no começo da minha carreira?

Então. Tem dias que penso em desistir. De entregar os pontos e viver uma vida “normal”. E não criar expectativas a respeito de nada. De deixar meus sonhos de lado e ser como mais muitos outros que deixaram de viver aqueles sonhos intensos e passaram a viver outros mais possíveis. Realizá-los a medida do possível e se contentar com pouco.

Não importa o tamanho de seu sonho. Nem quanto tempo você poderá demorar a realizá-lo. Os NÃO’s com certeza serão muitos. Aquele sentimento de impotência, o cansaço físico e mental será grande. Mas você só precisa acreditar. Precisa sonhar e deixar se levar pelos seus sonhos. E não desistir. Porque eu não vou!

O post Não desista, porque não vou desistir: alcançando seus verdadeiros sonhos apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/nao-desista-porque-nao-vou-desistir/feed/ 0 5547
Rivais? Jamais! Mulheres, ondas de amor e companheirismo https://simsaogoncalo.com.br/mulheres-rivais-jamais/ https://simsaogoncalo.com.br/mulheres-rivais-jamais/#respond Fri, 20 Oct 2017 11:00:10 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5554 Sororidade. Uma palavra difícil de falar, de escrever e mais ainda de se praticar. Tem sua origem no latim sóror que significa “irmã”. Logo, sororidade, diz respeito ao sentimento de união, aliança e irmandade entre mulheres, baseando-se na empatia e companheirismo. Colocá-la em prática é um exercício árduo de construção e desconstrução. Ao longo dos […]

O post Rivais? Jamais! Mulheres, ondas de amor e companheirismo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Sororidade. Uma palavra difícil de falar, de escrever e mais ainda de se praticar. Tem sua origem no latim sóror que significa “irmã”. Logo, sororidade, diz respeito ao sentimento de união, aliança e irmandade entre mulheres, baseando-se na empatia e companheirismo. Colocá-la em prática é um exercício árduo de construção e desconstrução.

Ao longo dos séculos as mulheres foram ensinadas e incentivadas a criar sentimentos de rivalidade e oposição umas para com as outras. E essa rivalidade se mostra em diversos aspectos da vida. Essa oposição desnecessária causa uma sensação de enfrentar o mundo completamente sozinha, sem ajuda de ninguém.

Mas não precisa ser assim. Numa sociedade onde, diariamente, as mulheres sofrem opressões das mais diferentes, saber que pode confiar e contar com outra mulher acalenta a alma. É preciso parar de alimentar a hostilidade, pois ela só reforça a ideia de que existe uma luta constante e incansável que as mulheres travam umas com as outras.

Unidas podemos lutar contra a violência, as injustiças, os abusos. Unidas criaremos um mundo onde não seremos mais caladas, onde nosso valor será reconhecido e respeitado.

Algumas atitudes simples podem começar a mudar a relação das mulheres e sua relação com a sociedade, iniciando assim a criação de um mundo mais digno para todos e todas. Procurem ouvir umas às outras, mesmo sem concordar. Tentem não julgar umas às outras por uma atitude, o jeito de agir ou modo de vestir. Abram-se para conhecer outras mulheres antes de olhá-las de cima a baixo e afastá-las, assim vocês começarão a notar as pessoas incríveis que lhes rodeiam e que podem mudar seus modos de enxergar o mundo.

Essas pequenas coisas, aplicadas ao cotidiano de uma mulher, vão fazê-la enxergar a onda de amor e companheirismo que emana de um coletivo feminino.

O post Rivais? Jamais! Mulheres, ondas de amor e companheirismo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/mulheres-rivais-jamais/feed/ 0 5554
Santo de casa não faz milagre: valorizando o produto interno https://simsaogoncalo.com.br/santo-de-casa-nao-faz-milagre/ https://simsaogoncalo.com.br/santo-de-casa-nao-faz-milagre/#respond Thu, 19 Oct 2017 12:00:27 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5552 É bem conhecida no Brasil a expressão popular “santo de casa não faz milagre”. Afinal, quem nunca ouviu isso em uma conversa sobre alguém que era ótima pessoa fora de casa, mas péssimo filho ou filha? O que normalmente não é lembrado quando se usa a expressão é que ela remete a uma fala de […]

O post Santo de casa não faz milagre: valorizando o produto interno apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
É bem conhecida no Brasil a expressão popular “santo de casa não faz milagre”. Afinal, quem nunca ouviu isso em uma conversa sobre alguém que era ótima pessoa fora de casa, mas péssimo filho ou filha? O que normalmente não é lembrado quando se usa a expressão é que ela remete a uma fala de Jesus, relatada no evangelho segundo Mateus, capítulo 13, versículo 58.

Este texto diz que, ao visitar a terra em que fora criado, Jesus não realizou muitos milagres e sinais porque o povo não tinha fé nele. Daí, Jesus em casa não fez milagres.

Mais importa o nacional que o importado

Mais do que relembrar de onde vem a expressão, o texto nos convida a pensar sobre como lidamos com aqueles que estão sempre conosco. Basta olhar para os grandes festivais de música que acontecem no nosso país para perceber que não valorizamos o nacional. As atrações principais são sempre estrangeiras. E nem sempre são melhores que nossos artistas. Uma grande festa também acontece quando um time de futebol contrata um jogador estrangeiro, que nem sempre é melhor que os jogadores da base.

Então, parece que santo de casa não faz milagre porque nós não os deixamos fazer o que sabem. Falta crédito, não talento. O texto bíblico e o exemplo de Jesus nos lembram que só faz milagre quem tem vez dentro de casa. O convite que este texto faz é para valorizarmos o que nos é familiar, seja da nossa rua, bairro ou cidade.

Devemos dar voz e vez para os que estão perto, e não só valorizar o que vem de fora. Assim, criamos outro ditado: “mais importa o nacional que o importado”.

O post Santo de casa não faz milagre: valorizando o produto interno apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/santo-de-casa-nao-faz-milagre/feed/ 0 5552
Direito à cultura como direito humano: sociedades e manifestações culturais https://simsaogoncalo.com.br/direito-a-cultura-como-direito-humano/ https://simsaogoncalo.com.br/direito-a-cultura-como-direito-humano/#respond Wed, 18 Oct 2017 20:18:11 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5550 Na atual conjuntura internacional, torna-se evidente a pluralidade de sociedades que trazem consigo diversas manifestações culturais. Ainda que o processo de globalização e o advento da modernidade estejam presentes, a individualidade dessas culturas não pode ser ignorada ou desprezada. E assim são geradas as sociedades descontinuas e fragmentadas. O resultado do impacto da globalização sobre […]

O post Direito à cultura como direito humano: sociedades e manifestações culturais apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Na atual conjuntura internacional, torna-se evidente a pluralidade de sociedades que trazem consigo diversas manifestações culturais. Ainda que o processo de globalização e o advento da modernidade estejam presentes, a individualidade dessas culturas não pode ser ignorada ou desprezada. E assim são geradas as sociedades descontinuas e fragmentadas.

O resultado do impacto da globalização sobre a identidade cultural dos indivíduos e, ao mesmo tempo, da manutenção de diferentes aspectos culturais é a “pluralização de identidades”. Ou seja, os indivíduos passam a se reconhecer de diferentes formas ao mesmo tempo, possuindo diversas identidades sem que uma anule outra.

Sendo assim, a cultura é uma forma de expressão de cidadania. É direito de todos os grupos sociais se manifestarem culturalmente.

O multiculturalismo coloca em crise a ideia de um sujeito universal, com a generalização das reivindicações de direitos pelas minorias sociais e culturais. Como Hall apresenta em seu livro “A Identidade Cultural na Pós-modernidade”, a não existência de um sujeito universal gera implicações nas estruturas de direito responsáveis por regular as noções de justiça e moral contemporâneas, abrindo espaço para novas significações que entram na esfera do direito. Logo, surgem as demandas culturais por reconhecimento e à uma identidade cultural.

A luta pelo reconhecimento das demandas culturais encontra nos Direitos Humanos um mecanismo importante para obtenção de direitos. É como meio de internacionalizar suas causas, tornando a todos atores políticos visíveis.

Portanto, grupos subalternos se utilizam da ideia de que todos os seres humanos possuem direitos e liberdades básicas para reafirmar sua individualidade. Um bom exemplo é quando um índio brasileiro demanda por direitos diferenciados do resto da população que não é indígena. Entretanto, isso não o torna menos brasileiro.

O post Direito à cultura como direito humano: sociedades e manifestações culturais apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/direito-a-cultura-como-direito-humano/feed/ 0 5550