Personalidades Gonçalenses Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/category/personalidades-goncalenses/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Sat, 22 Mar 2025 13:59:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg Personalidades Gonçalenses Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/category/personalidades-goncalenses/ 32 32 147981209 Zulmira Mathias Neto Ribeiro: a educação do local para o mundo inteiro https://simsaogoncalo.com.br/zulmira-mathias-neto-ribeiro/ https://simsaogoncalo.com.br/zulmira-mathias-neto-ribeiro/#comments Thu, 18 Apr 2019 01:04:50 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7151 O “Zulmira”, como se referem os mais íntimos à Escola Municipal Zulmira Mathias Neto Ribeiro, é um daqueles colégios que fazem parte da história das pessoas. Por ter uma característica de bairro, focada nas séries iniciais, é o início da trajetória educacional de muitos pequenos gonçalenses. Após o evento que participei na escola, aproveitei para […]

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O “Zulmira”, como se referem os mais íntimos à Escola Municipal Zulmira Mathias Neto Ribeiro, é um daqueles colégios que fazem parte da história das pessoas. Por ter uma característica de bairro, focada nas séries iniciais, é o início da trajetória educacional de muitos pequenos gonçalenses.

Após o evento que participei na escola, aproveitei para conversar com as professoras sobre a história dessa heroína. A seguir, o texto criado pela instituição e agora adaptado para o site.

Se você é um antigo aluno do Zulmira, fique à vontade para comentar e participar com suas memórias sobre sua escola.

Dona Zulmira e sua vocação para a educação

A escola surgiu a partir da necessidade da comunidade local. Era preciso ter uma instituição escolar que atendesse às novas gerações de gonçalenses.

Tudo começou a partir da ação da Dona Zulmira. Ela tinha grande interesse em colaborar com a educação e cultura. Com esse impulso, começou a ensinar às crianças do seu bairro na sua própria residência.

Professora Zulmira Mathias Neto Ribeiro
Professora Zulmira Mathias Neto Ribeiro. Retrato desenhado e emoldurado exibido na escola. Crédito: Se conhecer o autor, avise-me.

A tarefa como alfabetizadora estendeu-se ao longo de sua vida. Atendia especialmente aos que ficavam fora da escola. Ora por falta de vagas, ora por conta da idade fora da faixa etária abrangida pelas instituições.

Além disso, no horário da noite, Dona Zulmira alfabetizava adultos que trabalhavam durante o dia.

Seus esforços foram reconhecidos. Assim, ela tornou-se patrona da escola da comunidade, batizada com seu nome.

A história da escola municipal do Marimbondo

Antes da Escola Municipal Professora Zulmira Mathias Netto, houve uma creche comunitária mantida pela Associação de Moradores Unidos do Cassinu, situada no Porto Novo.

Mesmo sendo mantida pela associação do bairro, funcionava de forma bastante precária. A ajuda que conseguiam para manter a creche era dada por um grupo de voluntários do próprio bairro que ajudavam em tudo. Da manutenção à merenda.

Rua paul Leroux, (Marimbondo) Paraíso – São Gonçalo
Rua Paul Leroux, (Marimbondo) Paraíso – São Gonçalo

Com este cenário, a secretaria de educação da época, dirigida por Wagner Ribeiro Laranjeira, neto da professora Zulmira, se mobilizou. Informados sobre a situação difícil que a creche comunitária sofria, alugou-se uma casa para comportar todos os seus alunos. E assim, a responsabilidade, antes da associação de moradores, foi repassada para a Prefeitura Municipal de São Gonçalo.

Entretanto, como a casa alugada era maior que o espaço anterior, o número de alunos também cresceu.

Placa de inauguração da Escola Municipal Zulmira Mathias Neto Ribeiro.
Placa de inauguração da Escola Municipal Zulmira Mathias Neto Ribeiro.

Mudando o Zulmira para a Paul Leroux

Em 19 de fevereiro de 1990, a casa alugada na Rua Paul Leroux 740 tornava-se a sede da nova escola municipal de São Gonçalo, que tinha a professora Zulmira como patrona. O colégio foi inaugurado com sete salas de aula, funcionando em 2 turnos e administrando do ensino infantil ao 5º ano do fundamental. Nesse local, serviu à comunidade local até 1996.

Com a mudança de prefeito, de Ezequiel Mattos para João Bravo, a prefeitura deixou o prédio no Marimbondo e alugou o prédio na rua principal, onde hoje fica o MV1 São Gonçalo.

Pátio da Escola Municipal que abriga as séries iniciais, de ensino infantil, até o primeiro segmento do ensino fundamental, 1º ao 5º ano.
Pátio da Escola Municipal que abriga as séries iniciais, de ensino infantil, até o primeiro segmento do ensino fundamental, 1º ao 5º ano.

Nessa fase, a instituição Zulmira passou a se chamar Escola Municipal Zelina Barbosa Bravo. Foi designada assim pelo prefeito da época em homenagem à sua mãe. Outra mudança foi que a escola passou a administrar do Ensino Infantil ao Ensino Médio, durante 4 anos.

Entretanto, em março de 1999, a escola volta à Rua Paul Leroux, no número 750. Agora com sede própria, foi reativada com o nome original: Escola Municipal Professora Zulmira Mathias Netto Ribeiro. Em dezembro de 2012, a prefeitura realizou uma reforma do prédio, reinaugurando a escola que serve a comunidade até hoje, do ensino infantil ao 5º ano fundamental, no Paraíso.

Fonte: texto de circulação interna, obtido na própria escola.

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Aécio Nanci – médico, político e filho de Clélia Nanci https://simsaogoncalo.com.br/aecio-nanci-medico-politico-clelia-nanci/ https://simsaogoncalo.com.br/aecio-nanci-medico-politico-clelia-nanci/#comments Tue, 02 Apr 2019 14:14:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6991 A história de José Luiz Nanci (2017–2020) na política não começou ontem. Aliás, seu início é de antes do próprio prefeito nascer. E o responsável por isso foi Aécio Nanci, seu tio. Nascido no estado de São Paulo, teve uma carreira política bem-sucedida aqui no Rio, popularizando um nome até hoje conhecido na política do […]

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A história de José Luiz Nanci (2017–2020) na política não começou ontem. Aliás, seu início é de antes do próprio prefeito nascer. E o responsável por isso foi Aécio Nanci, seu tio. Nascido no estado de São Paulo, teve uma carreira política bem-sucedida aqui no Rio, popularizando um nome até hoje conhecido na política do leste fluminense.

A seguir, confira o texto extraído do livro Gonçalenses Adotivos São Gonçalo.

Aécio Nanci, o filho da Clélia Nanci

Aécio Nanci, médico, político, era filho de José Maria Nanci e Clélia Cazemiro Nanci. Nasceu em Barra Bonita, São Paulo, em 4 de agosto de 1912 e faleceu em setembro de 2001, aos 89 anos.

Clélia Nanci com Aécio Nanci Filho, o Aecinho
Clélia Nanci (15/08/1879 – 04/05/1963) com Aécio Nanci Filho, seu neto e filho de Aécio Nanci. A matriarca da família é mais conhecida por ter batizado o Instituto de Educação Clélia Nanci, na Brasilândia, São Gonçalo.

Estudou as primeiras letras em casa. Já o primário, ginásio e preparatório (ensinos fundamental e médio), no Colégio Brasil, de 1926 a 1933.

Cursou a Faculdade Fluminense de Medicina, hoje curso de Medicina da UFF, no período de 1934 a 1939, onde colou grau em 19 de dezembro de 1939. Frequentou os cursos de Ginecologia e Cirurgia na Santa Casa de Misericórdia, na cidade do Rio de Janeiro, de 1948 a 1950, ministrados pelo professor M. Fabião. Na Policlínica de Niterói e Hospital São João Batista, Aécio cursou Cirurgia Geral de 1950 a 1952, no curso ministrado pelo professor Francisco Pimentel. Já no Hospital de São Gonçalo, fundou o Centro de Estudos, realizando palestrar e trabalhos.

A atuação como médico

Médico formado, Aécio Nanci trabalhou no Hospital e Pronto Socorro de São Gonçalo como cirurgião geral de 1940 a 1955. Foi chefe de enfermaria e serviço geral de cirurgia durante 6 anos. No período de 1950 a 1956, foi escolhido pela direção e pelos colegas que ali exerciam suas funções para ser diretor técnico do hospital.

Trabalhou também na Companhia EletroQuímica Fluminense (1944–1954), na Companhia Brasil de Seguros S/A (1948–1953) e na Prefeitura Municipal de São Gonçalo (1942–1948).

Na Policlínica de São Gonçalo, foi fundador, médico e diretor técnico no período de 1949 a 1956. Fundou a Casa de Saúde São José (hoje Hospital São José dos Lírios), sendo seu proprietário. Lá, atuou também como médico e diretor técnico, de 1956 até seus últimos anos de vida. Foi sócio da Casa de Saúde Menino de Deus e da Casa de Saúde Santa Terezinha.

O político em São Gonçalo

Como político, Aécio Nanci foi deputado estadual por três legislaturas, sendo eleito como representante de São Gonçalo no período de 1954 a 1966. foi secretário da Assembleia Legislativa e Vice-presidente. Em 1946, foi nomeado prefeito de São Gonçalo por 30 dias.

Durante o período como deputado estadual, trouxe para a cidade o Instituto de Educação Clélia Nanci, situado na Brasilândia, que leva o nome de sua mãe.

Por sua influência e atuação como deputado, vieram também o Grupo Escolar Ismael Branco, no Mutuá; a Escola Pública Municipal, na Praia da Luz; o Grupo Escolar Vital Brasil, em Monjolos; e as Escolas Públicas no Engenho Pequeno, Boaçu, Vidreira, Rocha e Colubandê.

Uma outra necessidade da época eram os telefones públicos, fornecidos pela Companhia Telefônica Brasileira, sendo instalados em Cabuçu, Monjolos, Santa Isabel, Raul Veiga e Laranjal. Além do fornecimento de água e luz para outras localidades carentes na cidade.

Agradecimento

Fica aqui meu agradecimento ao autor Salvador Mata e Silva (1943–2016) por deixar registrado em seu livro a permissão para reprodução do livro. Espero que cada vez mais gonçalenses tenham acesso a história de sua cidade.

Fonte:

SILVA, Salvador Mata e, 1943
Gonçalenses Adotivos São Gonçalo;
Rio de Janeiro: Companhia das Artes
Gráfica, 1996
130 p.; 21cm (coleção/IPDESG)
1. São Gonçalo (RJ) – Biografia. I. Título
CDD (18ª) 920-0815

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Francisco Lima, o homem que guardava o Gradim no coração https://simsaogoncalo.com.br/francisco-lima-gradim-no-coracao/ https://simsaogoncalo.com.br/francisco-lima-gradim-no-coracao/#comments Thu, 21 Feb 2019 13:38:38 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7038 Francisco Lima foi político, tendo mandatos como vereador, deputado estadual e prefeito de São Gonçalo, além de ser comerciante, fazendeiro e membro de várias associações filantrópicas. O filho de Maria Felisberta de Grinald Lima e Bento José da Costa Lima nasceu em Saquarema, em 4 de junho de 1880. Faleceu em São Gonçalo, em 7 de […]

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Francisco Lima foi político, tendo mandatos como vereador, deputado estadual e prefeito de São Gonçalo, além de ser comerciante, fazendeiro e membro de várias associações filantrópicas.

O filho de Maria Felisberta de Grinald Lima e Bento José da Costa Lima nasceu em Saquarema, em 4 de junho de 1880. Faleceu em São Gonçalo, em 7 de março de 1940.

Desde novo, dedicou-se à vida comercial. Prosperou graças ao seu espírito de iniciativa e dotes de caráter e inteligência.

Casou-se com Maria Cristina Torres e Lima, de tradicional família gonçalense. Desse casamento, nasceram dois filhos: Celso e Cléa Torres Lima. Francisco Lima fez de São Gonçalo a terra de seu coração.

Coronel Francisco Lima e sua esposa Maria Cristina Torres do Gradim
O casal Coronel Francisco Lima e Maria Cristina Torres e Lima.

Francisco Lima e sua participação política em São Gonçalo

Grande proprietário nas localidades de Neves e Gradim, foi político na cidade, sendo vereador e deputado estadual. Como prefeito, esteve no cargo entre 1937 e 1938.

Por seu espírito cristão, esteve presente em todas as campanhas filantrópicas de São Gonçalo, tais como o Patronato de Menores, a Caixa dos Pobres do Município e a construção do hospital de São Gonçalo, o hoje conhecido como Dr. Luis Palmier.

Ardoroso partidário de Nilo Peçanha, vinculou-se à política chefiada pelo sétimo presidente do Brasil. Foi um grande defensor dos pescadores do Gradim, bairro onde desfrutava da simpatia dos moradores.

Exerceu os cargos de delegado de Polícia e Juiz de Paz. Posteriormente, foi eleito vereador na Câmara Municipal de São Gonçalo. Em outubro de 1934, elegeu-se deputado para a Assembleia Constituinte do Estado do Rio de Janeiro, onde ocupou o cargo de membro da Comissão de Agricultura, Viação e Obras Públicas. Após esse período, exerceu, também, o cargo de prefeito de São Gonçalo entre 1937 e 1938.

Em homenagem aos relevantes serviços prestados por esse “ilustre gonçalense”, a Prefeitura de São Gonçalo deu seu nome à uma rua no bairro Gradim.

Outra importante homenagem é o batismo da Colégio Estadual Coronel Francisco Lima, que fica na Rua Visconde de Itaúna, também no Gradim, tendo esse importante personagem como seu patrono.

Agradecimento

Fica aqui meu agradecimento ao autor Salvador Mata e Silva (1943–2016) por deixar registrado em seu livro a permissão para reprodução do livro. Espero que cada vez mais gonçalenses tenham acesso a história de sua cidade.

Fonte:

SILVA, Salvador Mata e, 1943
Gonçalenses Adotivos São Gonçalo;
Rio de Janeiro: Companhia das Artes
Gráfica, 1996
130 p.; 21cm (coleção/IPDESG)
1. São Gonçalo (RJ) – Biografia. I. Título
CDD (18ª) 920-0815

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Adino Xavier: de Cantagalo ao Colégio no Mutondo https://simsaogoncalo.com.br/adino-xavier-mutondo/ https://simsaogoncalo.com.br/adino-xavier-mutondo/#comments Thu, 14 Feb 2019 03:01:11 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6987 Quem mora no Mutondo, Trindade ou Nova Cidade conhece bem esse nome: Adino Xavier. Um dos colégios mais relevantes da região, que até já ganhou um conto da Damiana Duarte, hoje tem aqui a história do personagem gonçalense que emprestou seu nome para batizá-lo. Adino Xavier, da justiça à vida pública Adino Maciel Xavier, político, advogado, […]

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Quem mora no Mutondo, Trindade ou Nova Cidade conhece bem esse nome: Adino Xavier. Um dos colégios mais relevantes da região, que até já ganhou um conto da Damiana Duarte, hoje tem aqui a história do personagem gonçalense que emprestou seu nome para batizá-lo.

Adino Xavier, da justiça à vida pública

Adino Maciel Xavier, político, advogado, tabelião, foi ministro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Presidiu a Caixa Escolar do Município de São Gonçalo, foi secretário de Justiça e presidente do PSP (Partido Social Progressista) na cidade. Presidiu também o Patronato de Menores, instituição que deu origem ao nome do bairro Patronato.

O filho de Arthur Cândido Xavier e de Rosa Maciel Xavier, nasceu em Cordeiro, na época, pertencente ao município de Cantagalo, Estado do Rio de Janeiro, em 23 de setembro de 1892. Faleceu em São Gonçalo, em 18 de novembro de 1958.

Adino Xavier era casado com Hilda de Morais Xavier. Com ela, teve dois filhos: Lúcia e Nelson. O segundo, oficial de alta patente na Marinha Brasileira.

Foi oficial de Registro de Imóveis (quarto e quinto distrito), no Cartório Adino Maciel Xavier. Tornou-se presidente do Rotary Club de Niterói, Presidente do PSP de São Gonçalo e candidato a deputado.

Grupo Escolar Adino Xavier, 1930.
Grupo Escolar Adino Xavier nos anos 30. Há informações que indicam que esse prédio foi demolido para a construção do atual Colégio Estadual Adino Xavier, no Mutondo.

Participação política na cidade

Advogado e influente político na cidade, onde foi tabelião por muitos anos, gozava de máxima consideração de todos. Pelos superiores atributos morais e intelectuais que o caracterizavam, sua personalidade marcante impressionava a todos.

Seus valiosos dotes de espírito fizeram-no ser lembrado pelo então governador, Ernani do Amaral Peixoto, que o nomeou ministro do Tribunal de Contas do Estado. Sua posse foi em 22 de agosto de 1952.

Como presidente da Caixa Escolar de São Gonçalo, esteve sempre presente em todas as reuniões sociais, culturais ou empreendimentos que visassem ao progresso, bem estar e grandeza da cidade e da pátria.

Em sua homenagem, foi batizado o Colégio Estadual Adino Xavier, situado na Travessa Adélia Martins, Mutondo. Em 1996, ano da publicação do “Gonçalenses Adotivos”, a escola funcionava com 4 turnos e mais de 3000 alunos, com Ensino Fundamental completo (antigo 1º grau), sendo um dos maiores do estado.

Agradecimento

Fica aqui meu agradecimento ao autor Salvador Mata e Silva (1943–2016) por deixar registrado em seu livro a permissão para reprodução do livro. Espero que cada vez mais gonçalenses tenham acesso a história de sua cidade.

Fonte:

SILVA, Salvador Mata e, 1943
Gonçalenses Adotivos São Gonçalo;
Rio de Janeiro: Companhia das Artes
Gráfica, 1996
130 p.; 21cm (coleção/IPDESG)
1. São Gonçalo (RJ) – Biografia. I. Título
CDD (18ª) 920-0815

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Lauro Corrêa: empreendedor e marido da Leonor, a dona da Trindade https://simsaogoncalo.com.br/lauro-correa-marido-leonor-trindade/ https://simsaogoncalo.com.br/lauro-correa-marido-leonor-trindade/#comments Thu, 07 Feb 2019 03:01:22 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7004 Antes de São Gonçalo existir como cidade, o que havia eram fazendas. Uma delas era a Fazenda Trindade, comprada por Francisco José Ramos e D. Thereza Maria Moreaux Ramos em 1877. Após falecimento dos pais, a filha, Leonor Moreaux Ramos, herdou-a. Leonor se casou com Lauro Corrêa, que reativou a fazenda que ficava onde hoje […]

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Antes de São Gonçalo existir como cidade, o que havia eram fazendas. Uma delas era a Fazenda Trindade, comprada por Francisco José Ramos e D. Thereza Maria Moreaux Ramos em 1877. Após falecimento dos pais, a filha, Leonor Moreaux Ramos, herdou-a. Leonor se casou com Lauro Corrêa, que reativou a fazenda que ficava onde hoje é o bairro, um dos maiores de São Gonçalo.

Leonor Corrêa e Lauro Corrêa, os beneméritos da Trindade
Foto do casal Leonor Corrêa e Lauro Corrêa, os proprietários da Fazenda Trindade, onde hoje fica o bairro de São Gonçalo. Foto: Acervo familiar cedido por Paulo Roberto Baptista, neto do casal.

Um Rio Bonitense nas terras da Trindade

Lauro Augusto Corrêa foi político, comerciante, fazendeiro e proprietário da fazenda da Trindade. Nasceu em Rio Bonito, em 18 de agosto de 1876. Faleceu em São Gonçalo, em 22 de julho de 1938.

Mudou-se para São Gonçalo ainda criança, tendo aqui passado sua existência. Foi casado com Leonor Ramos Corrêa. O casamento gerou os filhos

Margarida Ramos Corrêa Pinheiro, professora, casada com Eros Correa; Levy Libório Ramos Corrêa, advogado, casado com Abeacy Corrêa; Marina Corrêa de Carvalho, casada com o advogado Humberto Soeiro de Carvalho; Maria Leonor Corrêa Baptista, contadora, casada com Laênio Baptista, comerciante; e Lauro Augusto Corrêa Filho, contador, casado com Maria da Penha Corrêa.

Leonor Corrêa - Origem do Bairro Trindade
Leonor Corrêa, a dona da Trindade e esposa de Lauro Corrêa.

Foi comerciante e fazendeiro. Lauro era proprietário da fazenda da Trindade, situada no Primeiro Distrito de São Gonçalo. A mesma foi loteada, em 1951, por sua viúva e filhos, criando assim o atual bairro Trindade.

Clique e conheça a história completa sobre a Trindade.

Lauro Corrêa e a política gonçalense

Lauro teve intensa atividade em prol da comunidade, tendo sido vereador em três legislaturas, com o detalhe de ter sido presidente da Câmara Municipal em todas elas.

Foi fundador e presidente da União de Varejistas de São Gonçalo, atual Associação Comercial; e fundador e presidente do Abrigo Amor ao Próximo, a mais antiga obra filantrópica do município, destinada ao amparo à velhice desvalida e fundador/diretor da Associação Mantenedora do Hospital de São Gonçalo, obra filantrópica.

A Escola Estadual Lauro Corrêa

Durante dezoito anos, Lauro manteve uma escola pública, com professora diplomada, em sua fazenda.

O Grupo Escolar, hoje Escola Estadual Lauro Corrêa, situada na Rua Macaé, na Trindade, foi constituído no ano de 1965, pela Prefeitura Municipal de São Gonçalo, no terreno doado pelos filhos herdeiros, que também colaboraram financeiramente na construção. Anos depois, foi passado para o Estado do Rio de Janeiro, em decorrência de convênio firmado pela prefeitura.

Na época de publicação do livro “Gonçalenses Adotivos” (1996), a escola funcionava em três turnos, com mais de mil alunos, cursando o ensino fundamental.

O nome de Corrêa foi dado ao Grupo Escolar através de uma lei estadual aprovada em 1965, como homenagem, não somente à sua atuação na comunidade gonçalense, nas entidades a que pertenceu, como, principalmente, por sua dedicação ao ensino, fundando e mantendo uma escola por mais de 18 anos.

Agradecimento

Queria agradecer ao Paulo Roberto Baptista, neto do casal Leonor Corrêa e Lauro Corrêa, pela foto inédita de seus avós ainda jovens, além das eventuais correções e indicações sobre como tudo aconteceu. Muito obrigado!

Fica aqui meu agradecimento ao autor Salvador Mata e Silva (1943–2016) por deixar registrado em seu livro a permissão para reprodução do livro. Espero que cada vez mais gonçalenses tenham acesso a história de sua cidade.

Fonte:

SILVA, Salvador Mata e, 1943
Gonçalenses Adotivos São Gonçalo;
Rio de Janeiro: Companhia das Artes
Gráfica, 1996
130 p.; 21cm (coleção/IPDESG)
1. São Gonçalo (RJ) – Biografia. I. Título
CDD (18ª) 920-0815

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Ismael Branco: um construtor da São Gonçalo que conhecemos https://simsaogoncalo.com.br/ismael-branco-mutua-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/ismael-branco-mutua-sao-goncalo/#comments Thu, 31 Jan 2019 03:00:45 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6970 Se você for do Mutuá ou bairros próximos, certamente já ouviu falar da Escola Estadual ismael Branco. Pensando na curiosidade das pessoas que, como eu, não conheciam a história deste personagem gonçalense, segue o texto extraído do livro “Gonçalenses Adotivos”, agora publicado aqui, no SIM São Gonçalo. Ismael Branco – um gonçalense rio Bonitense Ismael da […]

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Se você for do Mutuá ou bairros próximos, certamente já ouviu falar da Escola Estadual ismael Branco. Pensando na curiosidade das pessoas que, como eu, não conheciam a história deste personagem gonçalense, segue o texto extraído do livro “Gonçalenses Adotivos”, agora publicado aqui, no SIM São Gonçalo.

Ismael Branco – um gonçalense rio Bonitense

Ismael da Silva Branco foi auxiliar de guarda-livros, contabilista e político. Filho de Cyrilo da Silva Branco e de Maria Pereira Branco, nasceu em Rio Bonito, em 14 de agosto de 1890. Faleceu em 7 de outubro de 1960, em São Gonçalo.

Casado com Alice de Souza, teve como filhos: o médico Amilse Ismael Branco, o advogado Euler Ismael Branco, a perita-contadora Ilcéa Branco Nanci, contador Hélio Ismael Branco, secretária Maria Alice Branco Braga, e as professoras Elce Branco de Oliveira e Leda Branco.

Ismael estudou as primeiras letras em casa com os pais. O curso primário foi em Rio Bonito. Após, concluiu o curso técnico em contabilidade na Academia Fluminense de Comércio, no Jardim de São João, em Niterói, que na época ainda era capital do Rio de Janeiro.

Aos 15 anos, preocupado em continuar seus estudos, resolveu morar em São Gonçalo. Ocupou cargo público na Prefeitura de São Gonçalo. Mais tarde, abandonou o seu emprego, dizendo que preferia lutar de forma independente, pois tinha um ideal maior em sua vida.

Iniciando sua vida, ainda jovem, dedicou-se à contabilidade, como guarda-livros. Depois, tornou-se auxiliar, trabalhando na fábrica de chumbo outrora existente no Barreto. Nela, foi eficiente colaborador, adquirindo neste local amigos e sendo muito estimado por todos.

Não satisfeito com a condição de auxiliar de guarda-livros, continuou estudando com sacrifício. Conseguiu diplomar-se em técnico de contabilidade, pela Academia Fluminense de Comércio. Nesta época, já estava casado e com sete (7) filhos.

Vida política

Ismael Branco teve intensa atividade em prol da comunidade. Foi vereador em São Gonçalo por duas (2) legislaturas, exercendo o cargo de vereador em caráter gratuito. Foi diretor (secretário) de Fazenda na prefeitura de São Gonçalo. Fundou o Tamoio Futebol Clube, sendo o seu primeiro presidente em 1918. Fundou também a Praça 5 de julho, atual Estephânia de Carvalho (também conhecida como pracinha do Zé Garoto).

Ismael Branco foi fundador do Hospital Luiz Palmier (ocupando todos os cargos administrativos por mais de 15 anos gratuitamente), participando também da fundação do Centro de Puericultura e de sociedades culturais e literárias do Município de São Gonçalo. Legou o seu nome às iniciativas mais beneméritas e filantrópicas de 1920 a 1950, contribuindo ao máximo para o progresso de São Gonçalo.

O batismo da escola no Mutuá

Em reconhecimento público pelo legado deixado por Ismael Branco à sua gente, o então deputado Aécio Nanci, propôs conferir ao Grupo Escolar do Mutuá, hoje Escola Estadual, o nome de Ismael Branco. A iniciativa teve o apoio dos deputados gonçalenses: Hamilton Xavier, Zeir Porto, Walter Orlandino e Flávio Monteiro de Barros. As obras foram iniciadas no governo Miguel Couto Filho (1954 – 1958) e terminadas na administração de Paulo Francisco Torres (1964 – 1966).

Na época da publicação deste livro (1996), a Escola Estadual Ismael Branco, situada na Rua Lengruber, Mutuá, funcionava em três turnos, com mais de 1000 alunos, cursando da primeira à oitava séries.

Observação: O texto sobre este personagem da história gonçalense foi extraído da biografia feita pela contadora e filha de Ismael Branco, Ilcéa Branco Nanci.

Agradecimento

Fica aqui meu agradecimento ao autor Salvador Mata e Silva (1943–2016) por deixar registrado em seu livro a permissão para reprodução do livro. Espero que cada vez mais gonçalenses tenham acesso a história de sua cidade.

Fonte:

SILVA, Salvador Mata e, 1943
Gonçalenses Adotivos São Gonçalo;
Rio de Janeiro: Companhia das Artes
Gráfica, 1996
130 p.; 21cm (coleção/IPDESG)
1. São Gonçalo (RJ) – Biografia. I. Título
CDD (18ª) 920-0815

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Gonçalenses Adotivos: uma obra a serviço da memória da cidade https://simsaogoncalo.com.br/goncalenses-adotivos-memoria-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/goncalenses-adotivos-memoria-cidade/#comments Wed, 30 Jan 2019 11:08:24 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6977 Cheguei ao livro Gonçalenses Adotivos por acaso. Ainda sim, foi um dos melhores livros que adquiri em 2018. Começou quando pedi algumas referências de autores que escreveram sobre a história de São Gonçalo ao historiador Luciano Tardock. E assim, o nome de Salvador Mata e Silva veio entre os primeiros da lista. Ao buscar o […]

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Cheguei ao livro Gonçalenses Adotivos por acaso. Ainda sim, foi um dos melhores livros que adquiri em 2018. Começou quando pedi algumas referências de autores que escreveram sobre a história de São Gonçalo ao historiador Luciano Tardock. E assim, o nome de Salvador Mata e Silva veio entre os primeiros da lista.

Ao buscar o livro “São Gonçalo 1890-1990”, com a coautoria de Osvaldo Luiz Ferreira, achei também o “Gonçalenses Adotivos”. Quando recebi as publicações, a segunda saltou aos olhos. Descobri que o livro era recheado de biografias de personagens que não nasceram em São Gonçalo, mas fizeram história na cidade. Não por acaso, ainda hoje, batizam escolas, praças, entre outros equipamentos públicos.

A obra foi publicada como parte integrante da coleção IPDESG. O Instituto de Pesquisas, Estudos e Desenvolvimento Gonçalense foi criado em 1995. Sua missão é uma das mais nobres possíveis: “promover o debate sobre problemas que afetam os cerca de mais de um milhão de Gonçalenses”.

Livros "São Gonçalo, 1890-1990" e "Gonçalenses Adotivos, ambos de Salvador Mata e Silva
Livros “São Gonçalo, 1890-1990” e “Gonçalenses Adotivos, ambos de Salvador Mata e Silva.

Gonçalenses Adotivos ganhando a internet

Logo nas primeiras páginas do livro, li que “É permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte”. Estava ali a senha dada pelo autor, mostrando seu desejo de que as informações buscadas por ele se espalhassem entre toda a São Gonçalo.

Em 1996, ano do lançamento do livro, a internet ainda dava passos curtos. Os livros e os outros impressos eram as formas de difusão do conhecimento. Agora, 23 anos depois, a informação está na tela dos celulares da maioria da população brasileira. E talvez seja o momento perfeito para ampliar o acesso ao conteúdo que conta um pouco dessa nossa trajetória como a 16ª maior cidade do Brasil.

A partir dessa semana, vamos publicar semanalmente a história dessas dezenas de gonçalenses adotivos e seus feitos que perduram até hoje. Confira!

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