Política Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/politica/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Fri, 01 Dec 2023 13:31:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg Política Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/politica/ 32 32 147981209 Renovar a República é possível num Brasil que retorna ao coronelismo? https://simsaogoncalo.com.br/renovar-a-republica-coronelismo/ https://simsaogoncalo.com.br/renovar-a-republica-coronelismo/#respond Fri, 15 Nov 2019 18:12:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7571 Sempre que ouço a palavra “renovação”, fico desconfiado. E conversando com as pessoas, sinto que muita gente tem a mesma sensação. Afinal, numa São Gonçalo parada, Rio de Janeiro estagnado e o avanço veloz de um estado paralelo, ainda é possível renovar a república? Em 130 anos, desde que Benjamin Constant planejou o golpe e […]

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Sempre que ouço a palavra “renovação”, fico desconfiado. E conversando com as pessoas, sinto que muita gente tem a mesma sensação. Afinal, numa São Gonçalo parada, Rio de Janeiro estagnado e o avanço veloz de um estado paralelo, ainda é possível renovar a república?

Em 130 anos, desde que Benjamin Constant planejou o golpe e Deodoro proclamou a República mudando nossa forma de governo, tivemos avanços estruturais e populacionais. Mas no detalhe, algumas coisas só mudaram de nome. Uma delas é o coronelismo.

Mas a imagem dos “coronéis” mudou. Já não é mais o líder rural que exerce o papel de juíz, comerciante, polícia e político nas cidadezinhas. Hoje, eles chefes locais das regiões mais pobres das cidades brasileiras. São conhecidos como milicianos, mafiosos, dono do bairro, traficantes.

Do início da República para cá, mudaram também as formas de controle. Mas elas continuam com foco na violência física e econômica. Vendem gás, internet, transporte e, até mesmo, casas. Sim, imóveis.

Barricada no Galo Branco
Barricada recente (2019) no bairro Galo Branco, São Gonçalo – RJ.

E não podemos esquecer, claro, do ponto principal dessa parceria: os políticos. Esses podem ser desde os políticos clássicos, que se dizem amigos do povo, até aqueles que que usam religião como mercadoria, tendo como trocas, também, o voto.

Muitos desses “novos coronéis” só permitem que determinados políticos entrem em suas comunidades para fazer benesses ou propaganda política. Prática que está se tornando cada vez mais comum.

E como renovar a república assim?

Em julho de 2019, eu e mais 1399 pessoas, fomos aprovados para o ingresso da escola de política chamada RenovaBR. Do início do curso até aqui, tivemos aulas com economistas, sanitaristas, administradores, pessoas de diversos matizes ideológicos e expertises da administração pública. Das teorias às práticas bem sucedidas. Algo que deveria ser obrigatório a todos que almejam participar da vida pública, eleitos ou não.

Em paralelo, diversos outros movimentos como o Acredito, Agora, Raps, trabalham na criação de novas práticas e soluções para evoluirmos o ambiente público brasileiro.

Em novembro de 2019, fui à uma dessas reuniões do Movimento Acredito para compreender mais como eles buscam atuar. Estavam lá os deputados federais Tábata Amaral (SP) e Felipe Rigoni (ES), além de Renan Ferreirinha, deputado estadual pelo RJ. Todos também formados na turma do RenovaBR de 2018.

Matheus Graciano no evento com os fundadores do movimento Acredito, Tábata Amaral (Dep. Federal 2019-2022) e Renan Ferreirinha (Dep. Estadual RJ 2019-2022).
Matheus Graciano no evento com os fundadores do movimento Acredito, Tábata Amaral (Dep. Federal 2019-2022) e Renan Ferreirinha (Dep. Estadual RJ 2019-2022).

No auditório lotado da Universidade Cândido Mendes (Centro do Rio), era possível ver uma quantidade grande de gente com menos de 30 anos. E o mais surpreendente é que era uma sexta à noite, momento ainda mais inusitado na semana.

Ainda sim, mesmo com todo o entusiamo pela renovação que poderá ser feita por pessoas novas com novas ideias, não nos é permitido perder o foco da questão. Afinal, o recorte social e econômico que se via na sala era flagrante, com pessoas que ocupam a fatia mais instruída e rica no Brasil, segundo dados do próprio IBGE.

No Rio de Janeiro de hoje, se o apoio à formação de novas lideranças não passar pelas regiões mais pobres, afetadas por esse “novo coronelismo”, a tendência é que estes elejam e reelejam os seus, ganhando numericamente em todas as decisões dos parlamentos e executivos. E uma possível consequência é o desânimo e acomodação de quem, um dia, acreditou em renovar a república.

Espero que todos os novos líderes desse atual momento do Brasil fiquem atentos a essa realidade. Afinal, os novos coronéis correm numa velocidade que o poder público atual já não consegue mais acompanhar.

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A jovem política: entre candidaturas, derrotas, boquinhas e eleições https://simsaogoncalo.com.br/a-jovem-politica/ https://simsaogoncalo.com.br/a-jovem-politica/#comments Sat, 26 Oct 2019 19:18:05 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7550 Ela pensava que era uma pessoa influenciadora que inspirava. Aonde ia, expunha as suas ideias, opiniões e possíveis projetos. Encantava alguns. Era um misto de prazer e vontade de conscientizar os cidadãos de que era possível e necessário fazer alguma coisa. Tinha uma origem humilde numa cidade relativamente pobre. Sua história era parecida com a […]

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Ela pensava que era uma pessoa influenciadora que inspirava. Aonde ia, expunha as suas ideias, opiniões e possíveis projetos. Encantava alguns. Era um misto de prazer e vontade de conscientizar os cidadãos de que era possível e necessário fazer alguma coisa.

Tinha uma origem humilde numa cidade relativamente pobre. Sua história era parecida com a da maioria dos moradores do município. Nunca teve vergonha disso, afinal, era uma pessoa comum. Seus pais sempre se esforçaram em oferecer uma vida digna, de modo que nada lhe faltasse. Pouquíssimas vezes teve o que queria, contudo compreendeu que teve tudo de que precisou.

A realidade da sua cidade era cruel! Era tomada por pensamentos do tipo: “ninguém faz nada?”, “onde estão os políticos deste lugar?”, “um dia teremos dignidade?”, “os políticos só pensam em roubar!”. Tudo confirmado no seu cotidiano. Não eram poucos os que pensavam igualmente. Quase todos os seus parentes também concordavam com essas dúvidas e exclamações. Após vários questionamentos, decidiu entrar na política partidária de corpo e alma. Ela não tinha noção dos desafios que a aguardavam.

Andou por vários lugares e frequentou muitas reuniões procurando se encaixar em algum partido, mas sempre hesitante e desconfiada de que estava ali para ser usada. Conhecia a lei que constituía 30% das candidaturas femininas, porém sabia que a maioria dos partidos estava longe de chegar a esse padrão ideal. “A maioria da população brasileira é formada por mulheres e ainda tem partidos que não conseguem alcançar essa porcentagem mínima?”, pensava ela. Até que um dia encontrou o partido “ideal”: um grande número de mulheres, agregador, que fugia da polarização, tinha um viés moralizador sobre a corrupção e sempre lançava mão desse expediente nas reuniões. Filiou-se a ele. Faltava pouco menos de um ano para as eleições municipais e concorreria ao cargo de vereadora.

Neste ínterim, procurou saber das competências e atribuições dos prefeitos e vereadores. Sabia de cor os Regimento da Câmara Municipal e a Lei Orgânica do Município. Conhecia alguns bairros melhor do que o “Google Maps”. Cumpriu uma agenda de reuniões com os familiares e conhecidos da rua que a viram crescer. Tentou conectar suas ideias as que já estavam em práticas na cidade. Movimentava as redes sociais com frequência e tinha relativo sucesso nessa empreitada. Preparou-se o quanto pôde. Apesar de não ser religiosa, parecia uma missionária: “pregava” em todo tempo e lugar sobre política. Uma jovem aspirando emancipação!

Os meses se passaram, os desafios ficaram mais complexos e os problemas multiplicaram-se absurdamente. Ainda não podia dizer abertamente que era candidata. Ouvia rumores de algumas possíveis candidaturas de pessoas da sua região que poderiam lhe tirar os prováveis votos. Percebia a influência de políticos de outros bairros que nunca haviam ido ao seu território, salvo nos períodos eleitorais, e era sempre a mesma história. Os mesmos que reclamavam 4 anos da omissão dos políticos lá estavam apertando a mão e declarando apoio a eles. Inclusive, um desses políticos que se sentia dono de partido e tinha recursos financeiros, políticos e humanos ao seu dispor, tentou comprá-la, quer dizer, influenciá-la, mas ela não se vendia.

Muito sagaz, ela foi percebendo que o apoio à sua candidatura já não tinha mais tanto entusiasmo assim, principalmente entre os seus familiares. A coisa piorou quando ela explicou o que era nepotismo e falou abertamente num desses eventos de família que era explicitamente contra. Os olhares de alguns parentes se cruzavam com relativa perplexidade, mas ela nem percebia. Seus pais tentavam utilizar palavras mais suaves para contornar a situação perante a parentela e consolidar aqueles importantes eleitores, mas vinha a jovem e os desdizia, reafirmando a sua posição. Apesar disso, conseguia expor as suas ideias e projetos para a cidade e a maioria concordava com eles.

Começou a campanha eleitoral e as reuniões eram frequentes com os amigos e possíveis apoiadores. Expunha, apaixonadamente, os seus projetos para a cidade. Fazia questão de se apresentar como “aquela que iria fazer a diferença na Câmara Municipal”. Empolgava a muitos. Quando começava a falar que para indicar pessoas a um cargo em seu gabinete precisaria de competência e confiança, causava a mesma reação que ocorreu entre os familiares. Seu lema de campanha era: “não farei nada para você, mas com você!”. Tinha aversão aos populismos de qualquer vertente política.

Sentiu um certo esvaziamento a cada reunião, mas jamais esmorecia; era obstinada! Cria que talvez houvesse uma virada em algum momento na campanha. Além disso, surpreendeu-se com apoios inesperados de pessoas que nunca a tinha visto, mas que acreditavam em seus projetos. Uma surpresa ambígua, porque muitos familiares e amigos já apoiavam abertamente outros candidatos.

Andando pelas ruas, teve um choque de realidade com a população. Quer dizer, mais um! Não eram poucos os que pediam as coisas mais bizarras e estranhas. Dentadura, tinta de cabelo, marcação de consultas médicas, cadastro em programas governamentais… Ela começou a ter dificuldade de se relacionar com o povão. Parecia que, na sua campanha, estava escrito: “vagas de empregos”. Recebeu tantos currículos que já não tinha espaço em casa para arquivá-los.

Finalmente, chegou o dia da eleição e, por princípio, decidiu não panfletar e fazer boca de urna. Queria ser “a diferente” e assim foi até o último minuto. À noitinha, saiu o resultado das eleições municipais. Segundo turno para prefeito entre dois safados, segundo ela. Realmente não conseguia entender como eles foram os mais votados. Todavia, o pior ainda estava por vir. Recebeu um número de votação um pouco maior do que a metade de toda a sua família e quem nunca havia pisado no seu bairro acabou se elegendo com um número significativo de votos em seu território.

Escrito está no Grande Livro que “um abismo chama outro abismo”. A frustração veio com tudo de pior que se possa imaginar e continuou domingo, noite afora. Chorou copiosamente junto com seus pais buscando alguma explicação racional para aquela situação. Perguntava a si e a eles o que fizera de errado, mas não chegava a uma conclusão factível. Na manhã de segunda, incrivelmente todos haviam votado nela. E quando digo todos, falo de todos mesmos. Ninguém tinha coragem de lhe falar a verdade, mas tentavam confortá-la: “é assim mesmo”, “liga não, da próxima você consegue”. Essa e outras ladainhas de sempre. Os seus pais também tentaram consolá-la. Sua mãe, uma mulher muito sábia, trouxe uma revelação poderosa que trouxe certo alívio à jovem: “Filha… Fique assim não: coração de eleitor só quem conhece é a urna!”, disse ela.

Enfim… a jovem política passou 2 anos e meio sem se envolver com política. Ficara traumatizada, até que um daqueles políticos influenciadores bateu em seu portão oferecendo todo o apoio necessário. Após muitas conversas, ele mostrou a ela que era uma jovem que havia pecado por não conhecer o sistema. De repente, a jovem política era vista ao lado do político influenciador arranjando dentaduras, consultas, empreguinhos para os familiares e amigos nas secretarias e pagando para fazerem boca de urna com panfletagem no dia da eleição. Vocês não vão acreditar: a jovem política finalmente se elegeu!

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Entre o caos nacional e estadual, ainda há quem lute pela CIDADE? https://simsaogoncalo.com.br/salve-cidade-salve-o-mundo/ https://simsaogoncalo.com.br/salve-cidade-salve-o-mundo/#respond Sun, 05 Nov 2017 16:31:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5685 Antes de começar a desfiar o rosário rústico de desgraças cotidianas, devo avisar: não me venham com esse papo de “tempos difíceis”. Não vi tempo fácil desde que cheguei — há 41 anos — e agradeço pela vida não ter me dado mole para que eu não fosse mais um tolo. Como diz o poeta, “pra quem aprendeu a […]

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Antes de começar a desfiar o rosário rústico de desgraças cotidianas, devo avisar: não me venham com esse papo de “tempos difíceis”. Não vi tempo fácil desde que cheguei — há 41 anos — e agradeço pela vida não ter me dado mole para que eu não fosse mais um tolo. Como diz o poeta, “pra quem aprendeu a nadar na lama / água é veículo e velocidade”.

Roma arde. Você pode torcer para o partido que quiser (até para o seu próprio coração partido), canonizar santos de barro e escalar seus bandidos de estimação, não importa. Só não pode negar que nossx Capital arde, e o cheiro dos fumos é de dinheiro e esperanças queimadas. Capitalistas selvagens titânicos abocanham mais do que podem morder, e as cifras que o jornal vomita são fabulosas até para os ricos. Fico intimidado ouvindo milhões pra cá, milhões pra lá, enquanto não consigo quitar nem o carnê do carrinho mil cilindradas que me leva pro trabalho (o mais triste dos romances, com apenas 60 páginas). Ninguém representa ninguém, quem cruza o maroto Rubicão artifical do Planalto Central e enverga um terno se torna ronin, samurai cujo único mestre é o próprio umbigo.

No cenário estadual a coisa não melhora muito. Um chefe de quadrilha renomado e conhecido finalmente é preso por seus constantes saques ao erário — consequentemente ao bolso dos cidadãos — porém deixa seu filhote maldito na cadeira de governador. Como uma encosta na chuva de janeiro, a autarquia estadual se esboroa a olhos vistos, e no caminho de destruição leva direitos, empregos, investimentos e vidas, muitas vidas. Mais uma vez com a anuência de outros meliantes enfatiotados em seus fatos, líderes comunitários, milicianos e religiosos eleitos por seus rebanhos e babando nas gravatas.

Ao mesmo tempo, os usual suspects campeiam ao largo: machismo, racismo, criminalização da pobreza, estupidez, ameaça esquizofrênica de intervenção militar (VOCÊS NÃO ESTUDARAM HISTÓRIA NÃO, CARALHO?!), Trump, apropriação cultural, Muralha titular. Dói, dói sim. Mas e a cidade? Haverá tempo para se lutar por nossa cidade no meio desse furdunço?

“Fora Temer”, “Fora Pezão”, “Fora Trump” são importantes sim, amiguinhos, mas e a caixa preta do governo de Neilton Mulim, quem vai abrir? A gente fica perdido debatendo em redes sociais questões de alta complexidade filosófica, mas não se incomoda com o teatro minicipal fechado (SEMPRE FUI CONTRA, mas depois de construído, pago e repago, por que a população não pode usufruir?). Vejo gente discutindo se branco pode ou não usar turbante (como se alguém fosse branco), ou ainda se é legítima a presença de negros no clipe da Malu Camelo (e quem ouve essa menina, gente?), mas que não cria espaços na cidade onde as demandas possam ser explanadas e minimizadas. A cidade, letárgica, está aprisionada em um calendário de 1990 colado na parede, e brinca de corrida de curupira. Os vereadores se digladiam por seus cargos de indicação (“leitinho do gato”, disse um), e o rebanho assiste a tudo passivamente, mirando aves de arribação no horizonte enquanto tico-ticos bicam o fubá de seus pratos.

Mas não é só a miopia política não, nem esperar que o poder público cumpra seu papel. Cadê as iniciativas populares? Onde está a infantaria? Vamos ficar vaiando Doria e seu casaquinho amarrado no pescoço até quando? A gente perde um tempo danado brigando pela subjetividade alheia, enquanto nosso imaginário local se empobrece mais e mais. A briga é AQUI, o tempo é ONTEM. É preciso que alguns levantem os cornos para fora e acima da manada. CRIAR alternativas para São Gonçalo, PENSAR e REALIZAR ações que limpem o rio de nossa aldeia (que é maior do que o Tejo, maior do que o mundo) e ver novamente os barquinhos de papel descendo a corredeira, para o deleite daqueles que ainda querem mudar a cidade — e não se mudarem dela. Entre o caos nacional, o pandemônio estadual e a crise ontológica, é preciso que alguém ainda lute pela CIDADE.

Senão — acreditem — a terra do São Miguel não nos será leve.

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Nanci entregou São Gonçalo aos parentes https://simsaogoncalo.com.br/nanci-entregou-sao-goncalo-aos-parentes/ https://simsaogoncalo.com.br/nanci-entregou-sao-goncalo-aos-parentes/#respond Sun, 22 Oct 2017 23:26:06 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5618 “Eu sou mandado pela minha família”, diz José Luiz Nanci nesse vídeo gravado em maio. A fala, que sugere humildade, confirma o caráter frágil do prefeito de São Gonçalo, caráter que transformou o governo municipal na sala de estar da família Nanci. Em menos de dez meses de governo, oito parentes do prefeito e da […]

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“Eu sou mandado pela minha família”, diz José Luiz Nanci nesse vídeo gravado em maio. A fala, que sugere humildade, confirma o caráter frágil do prefeito de São Gonçalo, caráter que transformou o governo municipal na sala de estar da família Nanci. Em menos de dez meses de governo, oito parentes do prefeito e da primeira-dama ocuparam cargos públicos importantes, sustentados com altos salários.

Eliane Nanci, primeira-dama, foi presidente (não remunerada) da Comissão Especial de Desenvolvimento, Relações Institucionais, Prospecção e Controle de Receita e Despesa. No lugar do prefeito, oficialmente mandava em tudo.

Badiá Gabriel, prima de Eliane, comandou a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano.

Isabelle Gabriel, outra prima de Eliane, ocupou a chefia do Gabinete do Prefeito. O marido de Isabelle, Guilherme Correa, foi secretário municipal de Administração.

Rômulo Tarouquella, genro de Nanci, foi secretário de Planejamento e Projetos Especiais e depois substituiu Isabelle na chefia do Gabinete. Exonerado no último dia 16, esse cara custava sozinho R$ 46 mil por mês aos cofres públicos. Claudia Tarouquella, mãe de Rômulo, comanda a Fundação de Assistência à Saúde dos Servidores de São Gonçalo. Sua gestão é acusada de autoritarismo (Diário Oficial) e rende R$ 12 mil de salário.

Thomaz Nanci, primo do prefeito, é subsecretário de Saúde e Rebeca Nanci, sobrinha, é assessora especial no Gabinete de Nanci. Ambos recebem salário de R$ 9,4 mil (O São Gonçalo).

Há gonçalenses em posições estratégicas nas principais empresas do Estado. O prefeito conhece gente na cidade, sem nenhuma relação de parentesco com ele nem com a primeira-dama, capacitada para exercer qualquer função no Governo. O favorecimento de parentes nos cargos de confiança ofende o servidor público municipal, concursado e mal pago.

O vereador Sandro Almeida impetrou ação cível no Ministério Público (MP) onde acusa o prefeito de nepotismo pela nomeação do genro, que tinha status de secretário. Ao todo o MP investiga seis parentes de Nanci que possuem cargos comissionados (O Fluminense).

José Luiz Nanci nomeia alguns parentes em linha reta ou colateral, por consanguinidade ou afinidade, eles sugam o dinheiro público durante um tempo, a pressão da opinião pública e da Câmara Municipal aumenta, Nanci exonera esses parentes e depois admite outros. É algo cíclico, grave, corrosivo, evidente mesmo em pouco tempo de gestão.

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São Gonçalo como força política regional: por um novo cenário https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-forca-politica-regional/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-forca-politica-regional/#comments Thu, 03 Aug 2017 14:35:12 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4894 Nas eleições de 2014, se São Gonçalo fosse um partido, teria eleito apenas dois deputados estaduais, Nivaldo Mulim, irmão do então prefeito Neilton e José Luiz Nanci, atual prefeito da cidade. Naquele momento, nenhum deputado federal havia sido eleito, pois Dejorge Patrício assumiria somente em 2017, já que era o primeiro suplente de seu partido. […]

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Nas eleições de 2014, se São Gonçalo fosse um partido, teria eleito apenas dois deputados estaduais, Nivaldo Mulim, irmão do então prefeito Neilton e José Luiz Nanci, atual prefeito da cidade. Naquele momento, nenhum deputado federal havia sido eleito, pois Dejorge Patrício assumiria somente em 2017, já que era o primeiro suplente de seu partido. Em contrapartida, a bancada niteroiense em 2014 foi de três deputados estaduais (Waldeck, Comte e Flavio Serafini) e dois deputados federais (Chico D’Angelo e Sergio Zveiter). Vale lembrar que nossos vizinhos possuem cerca de metade do total de nossos eleitores, 680 mil gonçalenses contra 370 mil niteroienses em 2016.

Mas porque isso acontece? A partir daqui, o texto torna-se meramente intuitivo, baseado na vivência do cotidiano. Dentre os dez mais votados para deputado estadual em Niterói, conseguimos encontrar quatro “forasteiros” — e coloco a palavra entre aspas porque não há problema algum em escolher um candidato cuja base eleitoral não seja a mesma que a sua, porém, tendo ciência que isso diminui o poder político do seu município junto a outras esferas — , mesmo cenário das urnas gonçalenses. No pleito para deputado federal, nossos mais votados tiveram a presença de três “forasteiros”, enquanto Niterói foi inversamente proporcional, com sete moradores do “lado de lá da poça”. Pois então, porque um cenário tão desfavorável para São Gonçalo permanece?

Já deu pra perceber que o “problema” não está no eleitor, não é? Não somos nós, gonçalenses, que estamos elegendo os “forasteiros”, mas os candidatos gonçalenses é que não estão se elegendo. Talvez, a resposta esteja justamente fora da nossa cidade. Nossos atores políticos tem extrema dificuldades em construir pontes com grupos de outros municípios. Vejamos um exemplo: Waldeck foi o candidato mais votado em Niterói, porém o peso dos eleitores niteroienses em sua votação foi de “apenas” 58%. O vice prefeito Comte, foi reeleito em 2014 com 38% dos seus votos vindo das urnas niteroienses.

No caso das figuras gonçalenses os números se invertem: a média da proporção dos votos gonçalenses chega a 70%. Nanci (reeleito) e Graça (não reeleita) por exemplo, superaram a casa de 80% de dependência dos seus votos de gonçalenses. A proporção mais baixa foi a de Rafael do Gordo, que chegou a 58% graças a uma dobrada com Pedro Paulo, que impulsionou seu nome também para a capital.

No cenário de deputado federal, o índice de dependência é ainda maior. Enquanto a dependência de Chico D’Angelo e Sergio Zveiter não chegou a 40%, em nossos candidatos o índice mais uma vez ultrapassou os 80%.
É claro que o eleitorado gonçalense tem número suficiente para eleger dois estaduais e dois federais de forma autônoma, mas isso depende muito de uma articulação dos nossos grupos políticos, que sabemos, não são tão fáceis de compreender a importância disto. São Gonçalo é — ou pelo menos deveria ser — a cidade mais importante do Leste Fluminense, região que compreende além das duas cidades citadas, Itaboraí, Maricá, Rio Bonito e Tanguá. É inadmissível, por exemplo, que nenhum gonçalense figure entre os dez mais votados de Itaboraí em ambas as listas.

Há muito tempo que a sociedade gonçalense sofre pela falta de qualidade de seus grupos políticos. Precisamos de novos grupos, com novos atores, capazes de se articularem partidariamente, com o objetivo de serem candidaturas competitivas, e também regionalmente, trazendo para si os diversos grupos políticos do Leste, com diálogo e tendo como ponto central o desenvolvimento de nossa região.

Com esse texto, faço uma chamada aos atuais pré-candidatos: ampliem seus horizontes! Tornem-se referências políticas regionais e visitem outros territórios. Pelo motivo que for, os gonçalenses já estão com vocês. Vão, e desbravem novas terras e desenvolvam sua capacidade de articulação. SER O CANDIDATO DO PREFEITO NÃO TE FARÁ UM BOM CANDIDATO, MUITO MENOS CRITICÁ-LO!

E terminando, apelo aos eleitores gonçalenses: votem em nossos candidatos. Estão longe de serem bons, eu sei, quiçá do ideal, mas são reflexo da nossa realidade e podem muito bem servirem de ponte para uma nova geração de políticos em nossa cidade.

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O coronelismo gonçalense: o poder dos donos dos bairros https://simsaogoncalo.com.br/o-coronelismo-goncalense-o-poder-dos-donos-dos-bairros/ https://simsaogoncalo.com.br/o-coronelismo-goncalense-o-poder-dos-donos-dos-bairros/#comments Tue, 28 Mar 2017 03:12:34 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4391 Ao assistir novelas de época, quem nunca se deparou com a figura do Coronel? Geralmente, os grandes vilões da história. São donos de grandes fazendas, têm capatazes que fazem o trabalho sujo e possuem uma gigantesca influência política na cidade. A política coronelista foi uma das principais características do sistema político brasileiro no meio Rural. Os coronéis conquistavam […]

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Ao assistir novelas de época, quem nunca se deparou com a figura do Coronel? Geralmente, os grandes vilões da história. São donos de grandes fazendas, têm capatazes que fazem o trabalho sujo e possuem uma gigantesca influência política na cidade.

A política coronelista foi uma das principais características do sistema político brasileiro no meio Rural. Os coronéis conquistavam poder político usando meios como:

  1. Violência, surras, ameaças físicas, psicológicas e sociais (como perda de emprego e/ou moradia);
  2. Favores entre o coronel e os eleitores;
  3. Fraudes eleitorais. Com a êxodo das áreas rurais para as áreas urbanas, o poder dos coronéis no interior foi sendo, aos poucos, extintos.

A política municipal e o coronelismo gonçalense

Analisando a política gonçalense, podemos notar características desse período. Com uma população estimada em 1.044.058 (um milhão, quarenta e quatro mil e cinquenta e oito) habitantes, não somos, nem de longe, uma cidade pequena. De fato, São Gonçalo é a 16ª maior cidade do Brasil. Em população, ficamos à frente de capitais importantes como Maceió e Natal. Entretanto, mesmo numa cidade de tamanhas proporções, a política ainda é feita por coronéis. Os “donos” dos bairros.

As eleições legislativas em São Gonçalo não são feitas pensando num cenário macro. As propostas não incluem fiscalização das ações do Executivo, corte de despesas, revisão nos gastos com pessoal, nem mudanças na organização administrativa na cidade. Em sua maioria, elas são: asfalto, retirada de entulhos e pequenos reparos dentro dos bairros de origem do candidato. Mais parece uma eleição para ‘síndico’ do bairro que para um cargo que tem, como uma das principais funções, fiscalizar os atos do prefeito, do poder Executivo.

Os políticos ‘donos de bairro’ são conhecidos como salvadores. São eles os responsáveis por promover festas, fazer pequenos reparos, tapar buracos, recolher entulhos e, claro, dar empregos. Afinal, quem não conhece alguém que arrumou emprego falando com alguma figura pública do bairro? Essas pessoas exercem uma enorme influência na vida social do bairro.

Bairro de Alcântara em São Gonçalo – Rio de Janeiro
Alcântara vista de cima. Um dos maiores bairros de São Gonçalo – RJ.

Agora, qual a semelhança com os coronéis?

A violência e as surras já não são mais tão comuns assim. Já a violência psicológica continua. Ameaças de perda de emprego, fim dos tais pequenos reparos, ou seja, fim da quase total representação daquela comunidade perante o poder público.

Já a troca de favores continua presente. Seja num voto em troca de um cargo, por uma lata de tinta ou ainda pior: em troca de 50 reais.

No geral, a população com uma baixa renda média e baixo nível de estudo, vê no político um ‘pai’. Sem nenhuma culpa. Um Estado paternalista é um Estado grande, com forte poder de decisão e influência sobre a vida privada dos indivíduos.

Ao atribuirmos figuras paternas ao Estado, estamos atribuindo-lhe também mais poder, mais dinheiro e, infelizmente, mais corrupção.

Com esse cenário, perpetuam-se na política municipal atual os mesmos figurões de legislaturas anteriores. A situação não muda. E São Gonçalo continua com um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano do estado, com 0,739. Niterói, cidade vizinha, tem 0,837 – o melhor do estado e o 7º nacional (IDH 2010).

Existe alguma expectativa de melhora?

Sim. Em todo país, as últimas eleições municipais foram marcadas pela busca de mudanças. Em São Paulo e Belo Horizonte, foram eleitos prefeitos que jamais tinham sido eleitos a cargos público, como João Dória e Alexandre Kalil, respectivamente.

Aqui em São Gonçalo, o antigo prefeito não conseguiu sequer chegar ao segundo turno, sendo esse disputado por dois candidatos que jamais haviam disputados cargos majoritários.

Além disso, tivemos uma boa votação de três jovens candidatos: Diego São Paio, Marlos Costa e Profº Josemar. Apesar de extremamente diferentes entre si, os três usam o discurso de “renovação na política”. E, independe de sua posição no espectro político, nunca precisamos tanto de renovação.

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Um recado de D. Mariana para Neilton Mulim https://simsaogoncalo.com.br/um-recado-de-d-mariana-para-neilton-mulim/ https://simsaogoncalo.com.br/um-recado-de-d-mariana-para-neilton-mulim/#respond Sun, 18 Dec 2016 18:41:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4211 Não pretendia escrever mais uma vez sobre o prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim. São 06:10 e eu gostaria de estar dormindo. Acontece que Dona Mariana, uma senhora de 78 anos prejudicada pelo governo municipal, pediu para eu enviar um recado ao prefeito. Disse para D. Mariana que escreveria o artigo, mas a enrolei por […]

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Não pretendia escrever mais uma vez sobre o prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim. São 06:10 e eu gostaria de estar dormindo. Acontece que Dona Mariana, uma senhora de 78 anos prejudicada pelo governo municipal, pediu para eu enviar um recado ao prefeito.

Disse para D. Mariana que escreveria o artigo, mas a enrolei por semanas. Ela insistiu. Faz 2 anos que escrevo sobre Neilton Mulim e seu governo acabará em alguns dias, acho inútil qualquer recado agora. A senhora passou a perguntar todo santo dia se eu havia escrito sua reclamação. Como tenho medo de praga de gente idosa, resolvi escrever logo.

Dona Mariana tem dificuldades de locomoção, por causa de um fêmur quebrado meses atrás, e o projeto Rua Nova, menina dos olhos do governo Mulim, destruiu a calçada que havia na frente da casa dela e deixou no lugar algo parecido com uma trincheira de guerra.

Para uma idosa aposentada, morando sozinha na rua Alexandre Muniz, no Vila Três, manca e com uma vala de meio metro de altura a isolando do mundo, o esforço pra sair de casa é hercúleo. O mato ocupa a vala, não se vê o chão onde pisa. No canto esquerdo do buraco restou uma goiabeira que D. Mariana se agarra ao descer e subir, cheia de dor, quando precisa comprar pão, medicamentos e outros itens de necessidade básica.

“Prefeito, era melhor ter deixado minha calçada intocada, do jeito que estava antes das obras”, lamenta a senhora, moradora de São Gonçalo há mais de 60 anos. Recado dado. Outra falha do Governo que a envergonha, o cano do esgoto que sai da sua casa está à mostra, a Prefeitura não cobriu como deveria.

A calçada destruída de D. Mariana não é um caso excepcional de incompetência. Alguns moradores do quarteirão onde mora gastaram suas economias corrigindo o estrago nas calçadas causado pela Prefeitura. No Raul Veiga, bairro vizinho, a rede de esgoto recém construída entope e transborda semanalmente, a rede hidráulica quebra com frequência, o asfalto novo já cedeu em diversos trechos, outros nem asfalto receberam. No Bandeirante, soube de um bueiro instalado sem tampa na frente de uma garagem, impedindo o direito de ir e vir de carro dos moradores.

Embora tenha causado um rombo nos cofres públicos estimado em R$ 600 milhões (Jornal Extra), temo pelo bem-estar de Mulim. D. Mariana geme e chora quando escala a goiabeira para entrar em casa, soltando fogo raivoso pelas narinas e resmungando palavras incompreensíveis. Não gostaria de estar na pele do prefeito, praga de gente idosa é poderosa.

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Não se sinta culpado por não ter um lado no 2º turno gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/nao-se-sinta-culpado-por-nao-ter-um-lado-segundo-turno-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/nao-se-sinta-culpado-por-nao-ter-um-lado-segundo-turno-goncalense/#comments Mon, 17 Oct 2016 20:09:46 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4154 Antes de tudo, já digo que votarei em um dos dois candidatos nessa eleição mesmo que as projeções não sejam as melhores. Nunca deixei de votar mesmo quando os nomes não me agradavam. Não será diferente nessa eleição. Votarei, mas não me sinto confortável em declarar em quem. Hoje, vim falar sobre algumas frases que […]

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Antes de tudo, já digo que votarei em um dos dois candidatos nessa eleição mesmo que as projeções não sejam as melhores. Nunca deixei de votar mesmo quando os nomes não me agradavam. Não será diferente nessa eleição. Votarei, mas não me sinto confortável em declarar em quem.

Hoje, vim falar sobre algumas frases que estão circulando a política gonçalense. Destaco duas como as principais que são:

  1. “Você não pode deixar de se posicionar no segundo turno”;
  2. “Ficar no muro é coisa para covardes”.

Geralmente essas frases chegam amparadas por algum apoio incondicional para um candidato que dias atrás a própria pessoa estava arrebatando, dizendo que o mesmo não era preparado ou coisas do tipo. Lembro dos debates públicos, privados, da timeline, da rua e de todo o espaço que se discutia as candidaturas e que as ofensas ao Nanci e ao Dejorge sempre foram muito claras, fortes e objetivas.

Não tem problema alguém apoiar Nanci ou Dejorge ou seja lá quem for, mas assumir de uma semana pra cá que eles são os melhores nomes que essa cidade já viu e por isso você brigará até o final por eles não cola, né amiguinhos?

Todo mundo fala que o Segundo Turno é uma nova eleição, mas não sabia que se tratava de um remédio de esquecimento de memória. Não quero aqui pagar de “diferentão”, mas apoiar alguém que dias atrás você criticava e agora fingir que nada aconteceu é muita cara de pau e reflete uma disputa de poder que historicamente ferra a vida de São Gonçalo.

Se você não quer apoiar nenhum dos dois nomes, NÃO APOIE! É seu direito e não existe problema nenhum com isso. Não recomendo que não vote em um deles, mas se você não quiser comprometer sua imagem num projeto que você não acredita o problema é seu. Tu que escolhe por quem bota a mão no fogo.

Não aceite que as pessoas chamem você de algo ruim pelo fato de você não querer apoiar publicamente um desses candidatos. É o seu direito. O muro não é para covardes! O muro é um espaço-tempo legítimo e em alguns momentos ele é um espaço necessário, principalmente quando nenhum dos projetos para votar representam seu imaginário político!

Tenho sido chamado de tudo por não fazer textão em defesa de um dos dois candidatos. Fui chamado de covarde, de “isentão”, de “diferentão”, de medroso e de tudo que é coisa. Já arrumei briga e/ou parei de falar com amigos que optaram em defender o Nanci ou Dejorge cegamente por conta do processo eleitoral. Tenho ficado de fora do tal “jogo de cargos” que tanta gente fala por conta dessa postura e admito que isso tem me feito muito feliz. Entro e saio dessa campanha sem dever nada a ninguém.

Vote em Dejorge ou Nanci, mas assuma suas contradições

Nanci ou Dejorge

Vote em Dejorge ou Nanci, apoie Dejorge ou Nanci, mas assuma suas contradições. Sustente as críticas que fazia no primeiro turno e as leve para o segundo turno junto do seu apoio. Sustente sua fala de que eles não são o melhor projeto e leve para o segundo turno junto do seu apoio. Sustente que você construía um outro projeto político e hoje se sente flexível para acreditar que Nanci ou Dejorge vão defendê-lo.

E para você que está em cima do muro, para você que está em dúvida e não quer se comprometer publicamente: Não se sinta acuado pois sua posição também é tão legítima quanto a dos outros. Você pode ficar no muro. Covardia é não assumir as contradições e apoiar incondicionalmente alguém que dias atrás você não acreditava.

E como conselho para todos: Briguem por amor, por comida, por video-game, por beijo, mas não briguem por Dejorge e Nanci não. Não vale a pena.

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Domingo tudo será decidido para o 2º turno – Veja as entrevistas https://simsaogoncalo.com.br/domingo-tudo-sera-decidido-para-o-2o-turno-veja-as-entrevistas/ https://simsaogoncalo.com.br/domingo-tudo-sera-decidido-para-o-2o-turno-veja-as-entrevistas/#comments Fri, 30 Sep 2016 00:14:54 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4069 O SIM São Gonçalo foi criado em fevereiro de 2012. Partiu de uma simples brincadeira com as particularidades da cidade que, naquele momento, durou apenas 3 meses. Em junho daquele mesmo ano, quando dei por mim, várias páginas tinham surgido. Algumas, já ligadas no pleito eleitoral, falavam sobre as eleições municipais. Ao contrário do que possa parecer, só demos importância ao […]

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O SIM São Gonçalo foi criado em fevereiro de 2012. Partiu de uma simples brincadeira com as particularidades da cidade que, naquele momento, durou apenas 3 meses. Em junho daquele mesmo ano, quando dei por mim, várias páginas tinham surgido. Algumas, já ligadas no pleito eleitoral, falavam sobre as eleições municipais.

Ao contrário do que possa parecer, só demos importância ao pleito de verdade no 2º turno. O desinteresse na política já começava a dar seus sinais. O resultado a gente viu em 2013.

Os anos passaram e mudamos bastante. O que antes era apenas uma página de memes, hoje é um mini-complexo de comunicação na cidade. Uma revista, sendo mais específico. Cheio de histórias, resgate dos valores da cidade e muita opinião.

São Gonçalo Aérea – Por Matheus Graciano, SIM São Gonçalo
Foto: Matheus Graciano © SIM São Gonçalo

Grandes poderes exigem grande responsabilidade

A frase do tio Ben, do homem aranha, nos norteia de uma certa forma. Por isso, resolvi encarar a missão de fazer as entrevistas na raça. Na nossa visão, o SIM São Gonçalo agora passa para uma nova fase, onde algumas coisas precisam ser encaradas de forma mais séria, como é o caso dessas eleições de 2016.

Entrevistei 4 dos 9 candidatos a prefeito da cidade. Dilson Drumond (PSDB), Marlos Costa (PSB), Diego São Paio (REDE) e Professor Josemar (PSOL) foram bastante solícitos, conversando comigo sobre o futuro da cidade, e seus planos caso eleitos.

Apesar da boa vontade de sua assessoria, desencontramos algumas vezes com o Brizola Neto (PDT), não dando tempo de fechar. Já as equipes de Dejorje Patrício e José Luiz Nanci, apesar dos contatos, não responderam nem que sim, nem que não. Segundo algumas fontes minhas, aquele “estamos avaliando” serviu para blindar os candidatos, na tentativa de evitar que os mesmos falassem algo que não fosse bem recebido pelo público.

Mas, e nos próximos 4 anos? Será que se algum desses forem eleitos também será assim?

Bem, o prefeito Neilton Mulim (PR) fez como nos últimos 4 anos. Mal nos deu um “olá” nas mensagens que enviamos. Dayse Oliveira (PSTU) também não respondeu ao contato em suas páginas no Facebook, apesar de estar sinalizado que viram o recado.

De uma certa forma, as quatro entrevistas mostraram algo que é claro na campanha: estes candidatos a prefeito não temem a uma pergunta marota, ou algo que, por mais simples que possa parecer, os desafia a mostrar como podem se sair raciocinando ali, de bate pronto.

Deixo aqui meus agradecimentos e reconhecimento ao papel que vocês já entenderam ter na cidade.

Confira o vídeos com os candidatos a prefeitura nas eleições 2016. Algum deles é o seu candidato? Então, compartilhe e mande para seus amigos e familiares.

 

Professor Josemar – 50 (PSOL)

Diego São Paio – 18 (REDE)

Dilson Drumond – 45 (PSDB)

Marlos Costa – 40 (PSB)

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A democracia gonçalense vista de Alcântara https://simsaogoncalo.com.br/democracia-goncalense-vista-de-alcantara/ https://simsaogoncalo.com.br/democracia-goncalense-vista-de-alcantara/#respond Thu, 11 Aug 2016 03:32:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3905 A menos de 90 dias das eleições municipais, o que mais incomoda em Alcântara, importante polo comercial de São Gonçalo, não são os conhecidos problemas do bairro. Incomoda perceber, vendo as antigas deficiências que se estendem pela cidade inteira, que os gonçalenses ainda não participam plenamente da escolha e exercício do governo municipal. Alcântara é […]

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A menos de 90 dias das eleições municipais, o que mais incomoda em Alcântara, importante polo comercial de São Gonçalo, não são os conhecidos problemas do bairro. Incomoda perceber, vendo as antigas deficiências que se estendem pela cidade inteira, que os gonçalenses ainda não participam plenamente da escolha e exercício do governo municipal.

Alcântara é o ponto perfeito de observação do povo. Graças à fartura de lojas, serviços e oportunidades, gente dos cinco distritos se mistura diariamente entre a Rua da Feira, o Calçadão e o entorno do viaduto da RJ-104. Há pessoas indo e vindo, comprando e vendendo, falando e comendo, sempre com pressa, nunca parando.

As lixeiras transbordam lá mais do que em qualquer outro lugar. Atropelamentos são frequentes na disputa insana entre veículos e pedestres, a lama dos vazamentos de esgoto compõe a paisagem natural, os pontos de ônibus geralmente estão lotados. E o gonçalense circulando em Alcântara não pode refletir por um instante sobre o abandono.

As decisões políticas do Executivo são tomadas à revelia da população, ocupada com o comer e o vestir. A imprensa diária de maior alcance, subordinada aos mandos (e ao dinheiro) do Governo, ignora o impacto dessas decisões no cotidiano quando deveria alimentar a opinião pública com jornalismo de qualidade, pilar central da democracia.

Nas sessões ordinárias da Câmara os vereadores protegem seu “curral” dos inimigos, não raro outros vereadores em atividade, e legislam baseados no mais vantajoso para a manutenção do poder em vez de estimularem o debate político.

O voto obrigatório segue orientações impróprias, como a popularidade do candidato dentro na comunidade, de acordo com o tamanho do investimento na campanha eleitoral. O conhecimento exato sobre as atividades do prefeito e dos vereadores está restrito a poucos indivíduos.

Entre o cidadão e a figura política o distanciamento é tão grande que há pessoas morando sem reclamar em ruas sem asfalto e às escuras porque veem o prefeito como entidade poderosa que tudo sabe e pode castigar. Transformam respeito em precaução, a precaução vira medo pois desconhecem que têm o poder nas mãos.

Os recursos de infraestrutura, transporte e promoção da dignidade humana são geridos em São Gonçalo como se nela vivessem 100 mil pessoas, embora abrigue mais de 1 milhão. Não há tanques nas ruas, mas a falta de informação, cultura e educação se encarrega da restrição da liberdade democrática como em poucas cidades brasileiras.

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O sofrimento dos desabrigados https://simsaogoncalo.com.br/o-sofrimento-dos-desabrigados/ https://simsaogoncalo.com.br/o-sofrimento-dos-desabrigados/#respond Wed, 06 Jul 2016 17:12:19 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3778 Sabemos que o governo Mulim trouxe para São Gonçalo mais lixo, escuridão, corrupção e mentira. No conforto de nossas casas, entretanto, não percebemos o quanto ele é desumano. As famílias desabrigadas pelas chuvas de março sabem. Elas sentem, na carne, o tamanho da omissão do prefeito e dos cavaleiros da hipocrisia (ou secretários de governo). […]

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Sabemos que o governo Mulim trouxe para São Gonçalo mais lixo, escuridão, corrupção e mentira. No conforto de nossas casas, entretanto, não percebemos o quanto ele é desumano. As famílias desabrigadas pelas chuvas de março sabem. Elas sentem, na carne, o tamanho da omissão do prefeito e dos cavaleiros da hipocrisia (ou secretários de governo).

Centenas de pessoas perderam suas casas, seus móveis e pertences há três meses, quando 38 bairros da cidade foram alagados. Desesperadas, crianças, idosos e doentes crônicos inclusive buscaram abrigo em dois condomínios desabitados do programa “Minha Casa, Minha Vida” no Jóquei. Permaneceram no local sem água encanada nem energia elétrica por quase dois meses, se alimentando através de doações, sem qualquer assistência médica ou social do governo municipal.

Expulsas dos apartamentos por ordem judicial, sob a condição de que a Prefeitura forneceria abrigo apropriado, cerca de 400 pessoas, segundo os desabrigados, foram transferidas para o CIEP Porto do Rosa. Os documentos e objetos que conseguiram juntar após o alagamento foram jogados num caminhão para a transferência e jamais vistos novamente. Algo impensável, abominável e o sofrimento aumentaria: localizado em região tomada pelo tráfico de drogas, encontraram o CIEP crivado de balas, sem janelas e com vazamentos na cisterna. Dormindo sobre o chão frio, entre eles 20 portadores de necessidades especiais, muitos adoeceram.

Após 30 dias vivendo precariamente no CIEP Porto do Rosa, mês passado sofreram a segunda remoção à força. Desta vez os desabrigados foram espalhados entre o Polo de Assistência Social de Vista Alegre e igrejas que ofereceram ajuda. Alguns homens dormiram na calçada por falta de espaço para todos. As crianças, longe da escola desde março, incapazes de entender o motivo de tantas mudanças, perguntam aos pais quando voltarão para casa. “É uma situação de guerra”, nas palavras de um desabrigado. E não temos um governo interessado em resolver a questão.

Publicamente a Prefeitura tem a audácia de dizer que existem “desalojados, não desabrigados”. Faz joguinhos de marketing com as vidas de centenas de pessoas, desrespeitadas enquanto seres humanos. Estão sem água e comida e convivendo com a sujeira porque a máquina pública foi empregada em ações ilegais de propaganda, como faixas penduradas em postes de luz e muretas, visando as próximas eleições.

Gonçalenses perderam tudo o que possuíam e continuam sofrendo. E a grande preocupação do governo Mulim é com a própria imagem.

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Conheça os tipos e quanto ganha um vereador em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/conheca-os-tipos-e-quanto-ganha-um-vereador-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/conheca-os-tipos-e-quanto-ganha-um-vereador-em-sao-goncalo/#comments Wed, 01 Jun 2016 00:30:14 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3703 A lei que regulamenta o aumento dos vereadores de São Gonçalo foi votada e você está aí, de boa na lagoa. Quinze mil reais! É isso que o vereador gonçalense ganha. Apesar de não ter os benefícios que outras câmaras possuem como gasolina, número exagerado de assessores, é um belo salário. Quando olhamos a produção legislativa (tirando três […]

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A lei que regulamenta o aumento dos vereadores de São Gonçalo foi votada e você está aí, de boa na lagoa.

Quinze mil reais! É isso que o vereador gonçalense ganha. Apesar de não ter os benefícios que outras câmaras possuem como gasolina, número exagerado de assessores, é um belo salário.

Quando olhamos a produção legislativa (tirando três ou quatro vereadores) da cidade e comparamos com o salário, nos assustamos. Pelo que é produzido, o valor é bem alto.

Nossa bancada legislativa se divide em quatro blocos. Temos o xerebecanto placius djow, conhecida como bancada evangélica; a bancada da ameaça, que não pode ser citada, senão… você já imagina, né?; a bancada de sobrenomes estranhos; e a bancada dos bons vereadores.

Tirando a última bancada citada, temos uma situação bem constrangedora que é uma votação próxima para aumento de salários. A maioria dos vereadores está mais preocupada com sua clínica, igreja, marmoraria, família que propriamente seu trabalho. O pior de tudo é que eles mesmos votam o aumento do próprio salário.

Imagine você, caro leitor. Você, insatisfeito ou satisfeito com seu trabalho, chega para seu patrão e fala; “- Ei patrão, se liga! Resolvi aumentar meu salário e sou eu quem vou escolher, beleza?”. Seu patrão iria olhar para sua cara, rir e te demitir. Com os vereadores é diferente. Eles votam seus próprios salários, mas a população, que é seu patrão, simplesmente ignora os mandos e desmandos desse legislativo “lindo e maravilhoso” que temos.

O pior de tudo é imaginar que por conta de uma pressão social ou post’s como esse ou no Facebook, eles não vão aumentar o salário para aparecer no jornal falando que “A câmara dos vereadores de São Gonçalo foi contra o aumento”. Aí, o Jornal O São Gonçalo vai colocar a matéria bonitona escrito “Vereadores gonçalenses não aumentam o próprio salário”. Os asseclas dos vereadores vão compartilhar para todo mundo com posts escritos “MEU VEREADOR, AMIGO DO BAIRRO, É CONTRA O AUMENTO DE SALÁRIO DE VEREADORES”. E você, caindo nessa malandragem, vai ficar com os olhos lindos cheio de amores por eles.

Dá mole não! Apareça na Câmara de vereadores pelo menos até o final do ano. Vai que eles resolvem aumentar o próprio salário novamente? Você vai ficar compartilhando tristeza e revolta na timeline, pelos próximos 4 anos. As coisas ainda se resolvem com o voto deles. Sua “curtida” é quase sem função.

Ah, tem o outro lado também. Se você vai se beneficiar com a eleição do vereador que vai aumentar o próprio salário, lembre-se sempre que a maioria dos assessores são tratados como lixo ou pessoas descartáveis. Com algumas exceções, de três ou quatro vereadores, a função do assessor é ganhar um dinheiro pra ficar anotando telefone de eleitor, entregando cafezinho, sem nenhum protagonismo.

Se tu quer se beneficiar disso, saiba que passará os próximos 4 anos dependendo de vereador pra pagar suas contas. Vai continuar não sendo protagonista da sua própria história e ficar aguentando aquele ambiente com péssimas energias que circula a Prefeitura, nas Secretarias e a Câmara Municipal.

Seja mais! Larga o osso e fiscalize o seu voto.

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Estão matando a nossa polícia – o território dominado https://simsaogoncalo.com.br/estao-matando-a-nossa-policia-o-territorio-dominado/ https://simsaogoncalo.com.br/estao-matando-a-nossa-policia-o-territorio-dominado/#respond Sat, 21 May 2016 07:05:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3653 Há cerca de 5 anos atrás, enquanto muitos comemoravam a política das UPPs, a gente já previa os tempos difíceis. Digo “a gente” porque eu não estava sozinho nessa. Não mesmo! Certamente, você e seus amigos, colegas e familiares já pensavam a mesma coisa que eu: esse câncer chamado tráfico de drogas e armas vai se espalhar para o […]

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Há cerca de 5 anos atrás, enquanto muitos comemoravam a política das UPPs, a gente já previa os tempos difíceis. Digo “a gente” porque eu não estava sozinho nessa. Não mesmo! Certamente, você e seus amigos, colegas e familiares já pensavam a mesma coisa que eu: esse câncer chamado tráfico de drogas e armas vai se espalhar para o Rio de Janeiro inteiro e chegar em São Gonçalo com força total.

No passado, muitos ainda desqualificavam quando os moradores diziam que após a ECO 92 o crime chegou com mais força por aqui. Na Conferência Mundial do Meio Ambiente do início da década de 90, o exército foi para as ruas da capital para deixar a situação mais calma durante o evento. Hoje, com os ventos da Copa e da Olimpíada, o mesmo aconteceu. A diferença é que o dinheiro acabou antes do tempo, e o que já era ruim, ficou pior pra todo mundo.

Exército na Eco 92 – Rio de Janeiro

Exército nas ruas na Eco 92, Rio de Janeiro (capital).

 

Por aqui, como uma doença sem cura, a bandidagem mais que se espalhou, se profissionalizou. Instalou suas bases no Morro da Coruja, recrutou alguns garotos no Feijão, Mutuapira, Chumbada, Dita, Caixa D’Água, Rua da Feira, formando um pequeno exército de homens recém-chegados à maioridade, cuja única missão é gastar o resto de suas vidas dando a cara a tapa, ficando presos em suas comunidades, enquanto grandes traficantes ficam cada vez mais ricos e livres.

Mas o maior golpe estava por vir. Aproveitando-se da incompetência do estado brasileiro, da trapalhada do governo federal com a Comperj, somada ao corpo mole dos governos municipal e estadual, os traficantes, sempre alguns passos à frente da polícia, viram a oportunidade única de montar uma fortaleza em São Gonçalo. A posição privilegiada, de frente para a Baía de Guanabara, não poderia ser melhor. De graça, ainda ganharam a ponte construída pela Petrobras, ligando o Salgueiro ao Jardim Catarina, por cima do rio Alcântara. Agora, com livre acesso à toda a região leste fluminense, o tráfico estava livre para expandir seus negócios por aqui.

Mapa de São Gonçalo – Palmeiras e Jardim Catarina

Mapa da região do Salgueiro, Palmeiras, Fazenda dos Mineiros e Jardim Catarina, por onde passa a ponte construída pela Petrobras para o Comperj.

 

O resultado de hoje é fruto de todo esse processo. Nós, que já não tínhamos uma polícia proporcional à nossa população, perdemos o direito de ir e vir, sem falar na vida de crianças e adultos, com as incontáveis balas perdidas que sempre encontram alguém por aí. Ganhamos armas incríveis, capazes de disparar dezenas de balas por segundo, enquanto a nossa polícia não consegue se multiplicar na mesma velocidade, por conta da incompetência do poder público. Para complicar ainda mais a situação, precisamos banir as brechas do judiciário e a discórdia entre as polícias civil e militar que, na verdade, deveriam ser uma só.

Com o território dominado, o poder paralelo do crime se afirma como oficial. Estamos sendo derrotados, vendo a PM retirar seu posto policial da comunidade do Salgueiro como se estivesse sido expulsa do local. Moralmente, estão matando a nossa polícia. Se antes, o secretário José Mariano Beltrame era a salvação, hoje ele é mais um nesse governo moribundo, que vê seus órgãos morrerem um a um sem poder para agir.

Cabine de polícia saindo do território do Salgueiro – São Gonçalo

São tempos difíceis. Se antes pensávamos que o pior estava por vir, hoje temos a certeza de que ele chegou.

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O prejuízo causado pelo governo Mulim https://simsaogoncalo.com.br/o-prejuizo-causado-pelo-governo-mulim/ https://simsaogoncalo.com.br/o-prejuizo-causado-pelo-governo-mulim/#comments Tue, 10 May 2016 20:10:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3625 Quem passa por São Gonçalo pela primeira vez, de carro ou de ônibus, percebe pela desordem urbana que o governo Mulim é um fracasso. Está estampado nas ruas. Mas é difícil até para gonçalenses calcular com precisão o prejuízo que Mulim causou à cidade em 3 anos de governo. Sabemos que a falta de investimentos e […]

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Quem passa por São Gonçalo pela primeira vez, de carro ou de ônibus, percebe pela desordem urbana que o governo Mulim é um fracasso. Está estampado nas ruas. Mas é difícil até para gonçalenses calcular com precisão o prejuízo que Mulim causou à cidade em 3 anos de governo. Sabemos que a falta de investimentos e o desperdício são gigantescos. Estimo em R$ 400 milhões. Ainda mais profundos, os danos causados pelo abandono da Educação e atraso cultural são incalculáveis.

São Gonçalo recebeu do Governo Federal mais de R$ 7 milhões para construção de dois Centros de Esporte e Lazer Unificados, um em Neves, outro no Colubandê. Nenhum foi construído. Um atentado contra a população, contra a juventude que abusa do álcool e das drogas como opções de lazer.

O contrato para a construção de uma policlínica no bairro Vila Três cobria gastos de R$ 4,8 milhões. As obras começaram há 5 anos, o prédio permanece inacabado e recentemente outro contrato foi firmado para conclusão, no valor de R$ 2,8 milhões. Outro desperdício de dinheiro da Saúde ocorre nos bairros Pacheco e Nova Cidade, onde foram gastos R$ 7,3 milhões na construção de duas UPAs que embora estejam prontas continuam fechadas.

Contratos de emergência milionários para coleta de lixo foram firmados, sem licitação, entre 2013 e 2015. Só no ano passado foram pagos à Marquise R$ 51,6 milhões pelo péssimo serviço prestado.

Na Educação roubos e superfaturamentos se tornaram frequentes, os bandidos perderam a vergonha. Ano passado, auditores do Tribunal de Contas do Estado analisaram contratos e concluíram que R$ 15 milhões foram pagos indevidamente à Home Bread, empresa que deveria fornecer regularmente merenda escolar. A farra no setor continua e o governo Mulim pagou recentemente R$ 10,00 por uma dúzia de ovos, encontrada a menos de R$ 4 nos supermercados. Estão metendo a mão no bolso do gonçalense, como fizeram através do programa de leitura Magia de Ler, outra aquisição sem licitação, imposta à classe educadora, mal planejada, e levaram mais R$ 12 milhões.

Até o fim de 2015, o rombo nas finanças municipais, resultado da má administração, estava avaliado em R$ 200 milhões (Jornal Daki). Se o prejuízo total que o governo Mulim causou fosse recuperado e distribuído para o povo gonçalense, que até 2010 ganhava em média R$ 669 por mês, cada cidadão teria 60% a mais no orçamento. Nada mau em tempos de crise econômica.

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Novo retrato da rua onde moro https://simsaogoncalo.com.br/novo-retrato-da-rua-onde-moro/ https://simsaogoncalo.com.br/novo-retrato-da-rua-onde-moro/#respond Wed, 04 May 2016 12:32:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3603 Quando era criança muitas vezes busquei minha bola de futebol dentro da vala de esgoto que havia na esquina da rua Aldrovando Pena com a Alexandre Muniz, no bairro Vila Três, em São Gonçalo. A bola vinha molhada pela água suja, eu batia com ela 3 vezes no chão e a gente continuava o jogo. Era […]

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Quando era criança muitas vezes busquei minha bola de futebol dentro da vala de esgoto que havia na esquina da rua Aldrovando Pena com a Alexandre Muniz, no bairro Vila Três, em São Gonçalo. A bola vinha molhada pela água suja, eu batia com ela 3 vezes no chão e a gente continuava o jogo. Era o procedimento entre a galera, a mão se limpava no short. Nas últimas semanas a vala foi eliminada, a rede de esgoto, reformulada, e a rua onde moro há 26 anos, asfaltada com dinheiro público federal (o governo municipal continua um fracasso).

Na primeira noite de rua pretinha e lisinha, noite de frio anormal em terra de “chapa quente”, a alegria transbordava do meu filho e de seus pequenos amigos. As meninas andaram de skate até às 22h, os meninos corriam para cima e para baixo repetidamente, por puro prazer, no mesmo local onde meses atrás bandidos armados estabeleciam toque de recolher às 18h porque o tiroteio iria começar.

No segundo dia até os adultos entraram na brincadeira, devidamente protegidos por capacete, e gravaram vídeos descendo as ladeiras ao pé do Morro da Caixa D’água de skate. Sem melhores opções de lazer, os gonçalenses “piram” quando uma rua se torna habitável.

Ontem, terceiro dia de rua nova, crianças e adolescentes das proximidades se juntaram aos moradores do quarteirão, contei 15 deles ao mesmo tempo descendo as ladeiras com longboards, skates tradicionais e de duas rodas, coisa linda de se ver. Há chances do local se tornar referência para o esporte em São Gonçalo? Sim. Tudo porque uma rua foi asfaltada com recursos do contribuinte brasileiro. Com o devido investimento, uma pequena oportunidade, São Gonçalo voa.

Mas o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é iniciativa do Governo Federal, não do prefeito Neilton Mulim. A vala negra onde eu buscava minha bola de futebol na infância era fruto do abandono político que ainda polui bairros inteiros, esquecidos. O lixo não recolhido avançou da calçada para a rua e está impedindo a passagem de veículos e pedestres nas principais vias dos bairros do 2º e 3º distritos, como Sacramento, Barracão e Santa Isabel. 42% da cidade de São Gonçalo foi alagada pelo temporal do mês de março. E o que o prefeito realmente faz contra esses problemas? Pendura placas onde não deve, como embaixo do viaduto de Alcântara, com propaganda enganosa.

ps: Para ver minha rua antes das obras, clique aqui.

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Por que alaga quando chove? https://simsaogoncalo.com.br/por-que-alaga-quando-chove/ https://simsaogoncalo.com.br/por-que-alaga-quando-chove/#comments Sat, 26 Mar 2016 14:07:49 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3560 Outra tragédia colocou São Gonçalo em destaque na imprensa nacional: a cidade foi destruída pelo temporal que caiu quarta-feira (23/03). A população culpa o governo municipal, e protestou em diversos bairros interditando vias importantes com colchões, móveis e roupas perdidos no alagamento. O governo municipal joga a culpa no Estado do Rio de Janeiro, pela […]

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Outra tragédia colocou São Gonçalo em destaque na imprensa nacional: a cidade foi destruída pelo temporal que caiu quarta-feira (23/03). A população culpa o governo municipal, e protestou em diversos bairros interditando vias importantes com colchões, móveis e roupas perdidos no alagamento. O governo municipal joga a culpa no Estado do Rio de Janeiro, pela falta de cuidado com os rios, e nos moradores pelo lixo jogado nas ruas. Por que, afinal, alaga quando chove?

  1. 1. O governo municipal, liderado pelo prefeito Neilton Mulim, não assumiu suas responsabilidades com determinação e inteligência quando foi eleito.
  2. 2. 65% dos domicílios gonçalenses se localizam em ruas sem bueiros, segundo o IBGE.
  3. 3. A Prefeitura oficialmente permite que empresas joguem lixo nas ruas. Lixo que entope os poucos bueiros que existem e os diversos rios da cidade.
  4. 4. A Prefeitura não coleta regularmente o lixo domiciliar, principalmente nas regiões mais pobres cortadas por rios e valões.
  5. 5. A Prefeitura não orienta nem aos próprios funcionários a não jogar o copinho de café no chão.
  6. 6. O governo Mulim não cumpre qualquer planejamento de obras de saneamento dos bairros mais afetados.
  7. 7. O prefeito é intelectualmente inferior a qualquer apresentador de TV de quinta categoria quando o assunto discutido são medidas preventivas contra alagamentos.
  8. 8. São Gonçalo não está preparada para as variações climáticas da atualidade, intensas, pois não tem um governo que pense intensamente.
  9. 9. O governo municipal escolheu não compreender a complexidade da cidade que administra.
  10. 10. Não serve para ser prefeito alguém que diz que é proibido de desentupir os rios do município sob sua gestão, aceita tal imposição e não consegue encaixar politicamente a segunda maior cidade do Estado (em número de habitantes) entre as prioridades do Rio de Janeiro.
  11. 11. Quando uma população pobre ocupa desordenadamente um território abandonado pelo poder público, resulta em tragédia.

Um bom governo não coloca a culpa de calamidades atuais no passado. Suas ações falam por ele quando questionado pela imprensa, ele não gagueja. As obras lentas e descontroladas do projeto Rua Nova, nos bairros Raul Veiga e Vila Três, foram prejudicadas consideravelmente, pela quarta vez seguida, por causa das chuvas. A burrice impede a Prefeitura de mudar a estratégia de execução das obras. A burrice administra São Gonçalo, a cidade que se recupera sempre.

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Engordaram à custa do SUS https://simsaogoncalo.com.br/engordaram-a-custa-do-sus/ https://simsaogoncalo.com.br/engordaram-a-custa-do-sus/#respond Fri, 04 Mar 2016 17:07:27 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3514 Investigações do Ministério Público do Rio (MP-RJ) revelaram, dia 25 de fevereiro, mais detalhes sobre a quadrilha que usava o nome do cidadão gonçalense em consultas falsas para roubar dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS). Os bens de 30 integrantes do esquema, entre eles ex-secretários e políticos, foram bloqueados e o total desviado chega a […]

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Investigações do Ministério Público do Rio (MP-RJ) revelaram, dia 25 de fevereiro, mais detalhes sobre a quadrilha que usava o nome do cidadão gonçalense em consultas falsas para roubar dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS). Os bens de 30 integrantes do esquema, entre eles ex-secretários e políticos, foram bloqueados e o total desviado chega a R$ 35 milhões. Aos piores políticos de São Gonçalo não basta ignorar as necessidades do povo, eles sentem obrigação de tirar proveito delas.

Os principais suspeitos do crime alegam inocência, perseguição política, dizem até que são evangélicos. Quase acusam a população, que fica horas na fila dos hospitais aguardando atendimento, de ter roubado a bolada milionária e distribuído entre parentes e amigos.

Para o gonçalense honesto, o momento é de reflexão e volta por cima. As transações ilegais contra o SUS ocorreram entre 2005 e 2010, o que leva à seguinte pergunta: quantas fraudes mais esconde o passado da cidade? A Educação, Cultura, os Transportes e a Limpeza Urbana municipal estão tão debilitados quanto a Saúde. Por que os dois Centros de Esporte e Lazer Unificados, com verbas de R$ 10 milhões, ainda não foram construídos? A construção da Policlínica no Vila Três parou há meses, a obra tem tantas infiltrações quanto a Câmara Municipal. Incompetência ou corrupção impede essas obras?

Milhares de cargos comissionados na administração pública, livros superfaturados, contratos de emergência milionários para coleta de lixo, tantas aquisições sem licitação, quem engorda com elas? Certamente não é a Biblioteca Comunitária Visconde de Sabugosa, no Jardim Catarina, que ameaça fechar as portas por falta de recursos. Jovens carentes que estudam na biblioteca para fazer o ENEM podem perder o espaço. Também não ganha o servidor municipal concursado que incansavelmente reivindica melhores salários e condições de trabalho.

Há bastante eleitores na cidade que se culpam pelas ações de políticos corruptos ou incompetentes. Estão absolutamente enganados. A culpa é dos malditos que traem a confiança recebida e alimentam suas contas bancárias com dinheiro público.

Os safados que roubaram do SUS, e outros que na mesma época lesaram o erário para sustentar ilegalmente entidades religiosas, são da mesma laia dos políticos que destruíram parte das belezas naturais desta terra construindo, sem planejamento, uma cidade onde as principais vias são corredores sujos e rios são chamados de valões de esgoto.

A volta por cima fica por conta de cada um, desde que sendo inocente não culpe a si mesmo.

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Não espere o próximo prefeito https://simsaogoncalo.com.br/nao-espere-o-proximo-prefeito/ https://simsaogoncalo.com.br/nao-espere-o-proximo-prefeito/#respond Mon, 25 Jan 2016 20:59:49 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3441 São Gonçalo é um navio afundando, com um rombo enorme no meio do casco e água invadindo o convés por todos os lados. Neilton Mulim, o comandante da embarcação, perdido nos problemas que ele mesmo provocou, ordenou a troca das lâmpadas queimadas do mastro principal ao invés de fazer o óbvio: tampar o buraco no casco e esgotar a […]

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São Gonçalo é um navio afundando, com um rombo enorme no meio do casco e água invadindo o convés por todos os lados. Neilton Mulim, o comandante da embarcação, perdido nos problemas que ele mesmo provocou, ordenou a troca das lâmpadas queimadas do mastro principal ao invés de fazer o óbvio: tampar o buraco no casco e esgotar a água. Nós, gonçalenses, não podemos esperar até o mês de outubro para eleger um novo comandante, torcendo por medidas de emergência que serão implementadas a partir de 2017. Devemos salvar nossas vidas agora.

A má gestão é o grande buraco da administração pública, além do verdadeiro rombo nas finanças municipais de aproximadamente R$ 200 milhões (até o fim de 2015). O abandono gerencial deixa secretarias de governo sem qualquer planejamento de suas ações. No Raul Veiga, por exemplo, a Secretaria de Infraestrutura concretou algumas ruas do bairro e poucos meses depois quebrou todo o concreto para instalar as manilhas de esgoto. Burrice? Na Cultura a sociedade luta para inserir a pasta no sistema de gestão estadual e nacional, mas o planejamento esbarrou na burocracia ignorante da Prefeitura Municipal por meses.

Navio que navega sem rumo cedo ou tarde afunda. A administração incompetente mantém as esquinas e calçadas imundas, a saúde destruída, o trânsito caótico e os ônibus desconfortáveis e caros circulando impunemente. Os melhores eventos culturais permanecem sem incentivos públicos enquanto os adolescentes continuam perfeitos analfabetos funcionais, embora cantem muito bem a bela canção “Ela quer pau, pau, pau”, acompanhados em coro no refrão pelas crianças maiores de 3 anos de idade (meu filho inclusive). O futuro da cidade largado, ainda mais nas férias escolares.

O tempo é curto. Cada passageiro, nós, pode agir de maneira diferente para evitar o naufrágio. Conversar sobre soluções com os demais passageiros (parentes, amigos e vizinhos), interrogar os tripulantes (secretários de governo) sobre suas ações e sacudir o comandante Mulim com violência para despertá-lo do transe é imprescindível. Na São Gonçalo real, município de quase 250 km², alguns plantam árvores, outros distribuem livros ou participam ativamente da política local (circulando pela Prefeitura e pela Câmara apresentando propostas). Você é passageiro da primeira classe, descubra como ajudar.

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A vida não vale nada em Rio do Ouro https://simsaogoncalo.com.br/a-vida-nao-vale-nada-em-rio-do-ouro/ https://simsaogoncalo.com.br/a-vida-nao-vale-nada-em-rio-do-ouro/#comments Mon, 14 Dec 2015 16:23:48 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3408 Dois irmãos foram assassinados na Favela da Linha, em Rio do Ouro, no início deste mês. Trabalhadores ou bandidos, não importa, eram jovens gonçalenses no princípio da vida – 21 e 18 anos de idade – que cresceram na comunidade e foram vítimas da crueldade do tráfico de drogas, que ocupa o lugar de direitos […]

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Dois irmãos foram assassinados na Favela da Linha, em Rio do Ouro, no início deste mês. Trabalhadores ou bandidos, não importa, eram jovens gonçalenses no princípio da vida – 21 e 18 anos de idade – que cresceram na comunidade e foram vítimas da crueldade do tráfico de drogas, que ocupa o lugar de direitos humanos básicos em diversas regiões de São Gonçalo.

Mato, lixo, valões imundos, ruas improvisadas esburacadas, estreitas e bocas de fumo. Entre tais calamidades crescem as crianças em Rio do Ouro, Engenho do Roçado, Ipiíba e bairros adjacentes. Violência, abandono e sujeira são os aparelhos à disposição dos jovens. São bairros que nos lembram da imensidão do município, da falta aguda de infraestrutura que muitos moradores do Centro e frequentadores da revigorada noite gonçalense fingem não existir, preferem esquecer, por preconceito ou vergonha.

Quando uma criança sai da escola e vai para rua mais cedo porque a merenda acabou ou não tem professor. Quando um jovem abandona o Ensino Fundamental aos 16 anos, perambula sem opções de emprego, nem lazer, e fuma seu primeiro baseado. Aí que inicialmente a vida perde seu valor. O crime começa antes do gatilho ser apertado. Que responsabilidade tem o prefeito Neilton Mulim sobre a morte de Wanderson e Richard, os jovens do Rio do Ouro, como tantos outros executados frequentemente? Mulim recebeu mais de R$ 7 milhões em verbas federais para construir dois centros de artes e esportes unificados, um em Neves, outro no Colubandê, mas enfiou os projetos no meu rabo de cidadão. Os centros, que deveriam ter sido inaugurados até o fim de 2014 e teriam opções saudáveis para a juventude como biblioteca, pista de skate, quadras etc, são até o momento apenas um grande incômodo traseiro, pois teriam 7.000 m², os maiores modelos do Brasil.

E que responsabilidade tem o gonçalense que escreve e lê artigos sobre o assunto? A culpa pode não ser direta, no entanto, nossa omissão é óbvia: enquanto sociedade, nós que atribuímos o valor que a vida tem. Vemos o mal acontecendo e nada do que está ao alcance fazemos. Nada fazemos. A notícia da morte dos irmãos teve destaque apenas no pior jornal da cidade, sedento por sangue.

Não conheço respostas para São Gonçalo, somente perguntas. Acho que podemos dedicar uns minutos de conversa ou emprestar um livro àquele vizinho “tão novo e já fazendo coisas erradas”.

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A mulher gonçalense na política https://simsaogoncalo.com.br/mulher-goncalense-na-politica/ https://simsaogoncalo.com.br/mulher-goncalense-na-politica/#respond Fri, 23 Oct 2015 04:14:29 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3271 É sabido por todos que a participação feminina na política brasileira é tímida e desproporcional à importância da mulher na sociedade. Hoje, elas representam cerca de 51% da população, mas sua representação no parlamento nacional é de apenas 9%, uma das várias disparidades do nosso processo político antiquado. Para se ter uma ideia, nosso país […]

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É sabido por todos que a participação feminina na política brasileira é tímida e desproporcional à importância da mulher na sociedade. Hoje, elas representam cerca de 51% da população, mas sua representação no parlamento nacional é de apenas 9%, uma das várias disparidades do nosso processo político antiquado. Para se ter uma ideia, nosso país fica atrás da média dos países da América, que é de 21%, e da média mundial, que é de 18%. Incrivelmente, ficamos atrás até mesmo da média dos países árabes, que é de 10%. Uma contradição gigantesca para uma nação que possui como chefe de estado uma mulher. [1] Não podemos deixar de mencionar que essa desproporção é causada por uma série de fatores intimamente ligados às questões culturais, apesar dos grandes esforços a partir da década de 1990 para adoção de políticas de cotas em vários países da América Latina.

A lei federal 9.504/, de 30 de setembro de 1997, em seu artigo 10°, §3°, afirma que “do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo”. [2] A lei parece muito clara não é mesmo? Mas há, por diversos juízes eleitorais um entendimento diferenciado sobre a redação da lei. Segundo essa determinada visão, a lei não determina uma quantidade mínima para mulheres, mas sim uma quantidade máxima para homens. Não entendeu? Vamos esmiuçar:

Cada partido sem coligação tem o direito de montar uma nominata para o legislativo de até 150% das vagas em disputa, ou seja, aqui em São Gonçalo, nossa Câmara possui 27 vereadores, sendo assim, cada partido sem coligação poderá lançar até 41 nomes. Já as coligações podem lançar uma lista de até 2x as vagas em disputa, ou seja, 54 candidatos. Aqui entra a interpretação: De acordo com esses juristas, no caso de 41 candidatos, poderá haver no máximo, 29 homens, pois representa 70% das vagas. No caso de 54 candidatos, poderá haver 38 homens, independente do número de mulheres. Dentro dessa regra, nas últimas eleições em 2012, todos os partidos e coligações cumpriram a lei. Mas isso traz sérias distorções para o processo.

Em 2012, tivemos 678 candidatos à vereador em São Gonçalo. Destes, 491 eram homens e 189 mulheres. Ou seja, 27,9% de mulheres, abaixo dos 30% exigidos em lei. Dos 17 partidos ou coligações que disputaram a eleição, 9 deles não atingiram a marca de 30% de mulheres em sua nominata. O que significa que mais da metade dos partidos e coligações descumpriram a lei eleitoral. PSC, PSB e PHS foram, nesta ordem, os partidos com o menor percentual de mulheres. O curioso é que o PSC trouxe apenas uma candidatura feminina para a disputa, porém, como não ultrapassou a marca de 29 homens, não teve seu registro indeferido.

Segundo resolução do TSE, em caso de não observância da condição de registrabilidade geral e compulsória, o Juiz Eleitoral dará ao Partido 72 horas de prazo para adequá-la, com inclusão ou retirada de candidatos, não realizada a adequação ao percentual de candidaturas de cada sexo, haverá a recusa de registro de toda a lista de candidatos a eleição proporcional.. [3] Caso a recusa do registro não ocorra, qualquer candidato, partido ou coligação poderá solicitar uma Ação de Impugnação de Registro de Candidatura – AIRC.

Como a cara de pau na política é grande, há algumas maneiras de burlar a legislação, sendo a principal delas a utilização de candidaturas laranjas somente para o cumprimento formal da lei. Assim, o partido cumpre os 30% das vagas para mulheres, sem que elas recebem qualquer apoio financeiro partidário, o que resulta numa quantidade de votos irrisória. Onze partidos ou coligações utilizaram esta artimanha para passarem desapercebidos pela lei. PSB, PSD, DEM e PSOL foram os partidos com maior proporção de candidaturas laranjas, todos acima dos 50%. Um verdadeiro desrespeito à lei e a posição da mulher na sociedade.

Porém, provado que a estratégia foi fazer a reserva mínima de percentual de candidaturas para cada sexo, apenas formalmente, estará caracterizada fraude eleitoral e poderá ser solicitada uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo – AIME.

Essa fraude eleitoral foi muito bem utilizada pelos partidos em nossa cidade. Os principais partidos beneficiados com essa fraude foram o PRP, o PSB e PSOL, que obtiveram cerca de 30% de seus votos através desse mecanismo fraudulento. Se considerarmos todos os partidos e coligações, 6,6% dos votos válidos foram conseguidos à margem da lei, o que representa quase 29 mil votos.

Tais mecanismos foram diretamente fundamentais para o resultado final das eleições, chegando ao ponto de termos 2 nomes diferentes na casa legislativa. Caso a lei fosse respeitada, o PSB elegeria apenas 1 vereador, ou seja, Russo da Marmoraria não seria eleito. Já o PSD não teria eleito nenhum vereador, ou seja, Marco Rodrigues, um dos principais opositores ao governo Mulim não estaria presente no parlamento municipal. Em contrapartida, PSDB e PPS elegeriam 2 vereadores cada, sendo beneficiados os candidatos Bruno Porto e Ricardo Peon.

Importante ressaltar que tais ponderações foram feitas de acordo com todos dados disponíveis pelo TSE acerca da eleição municipal de 2012. Esses dados confirmam as conclusões que afirmam que há uma resistência também por parte das mulheres em se candidatarem, gerada pela resistência dos partidos políticos em darem suporte às candidaturas femininas.

Ao pensarmos em uma nova cultura política, precisamos ter em mente esses números e práticas que unificam todos os partidos, de direita à esquerda, e que precisam ser reformuladas pelos novos tempos políticos que vivemos. A mulher precisa ter seu protagonismo assegurado pelas instâncias, cabendo à justiça penalizar aqueles que não cumprirem a lei, e à sociedade em geral pela fiscalização de tais atos, punindo nas urnas os partidos que insistem em práticas tão arcaicas.

Fontes

[1] http://www.bbc.com/portuguese/reporterbbc/story/2008/03/080305_mulheresparlamentorw.shtm

[2] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9504.htm

[3] Resolução nº 23.373/2011. Instrução n. 1450-86.2011.6.00.0000 – Classe 19 – Brasília – Distrito Federal

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Quando teremos um prefeito honesto? https://simsaogoncalo.com.br/quando-teremos-um-prefeito-honesto/ https://simsaogoncalo.com.br/quando-teremos-um-prefeito-honesto/#comments Wed, 07 Oct 2015 09:48:14 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3254 Neilton Mulim e a prefeita anterior, Aparecida Panisset, têm muito em comum: ambos colecionam multas aplicadas pelo Tribunal de Contas do Estado e receberam processo criminal por improbidade administrativa. Quando São Gonçalo terá um prefeito honesto, que faça seu trabalho com dignidade? Mulim atrasou o quanto pôde a licitação da coleta de lixo – emporcalhando as ruas […]

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Neilton Mulim e a prefeita anterior, Aparecida Panisset, têm muito em comum: ambos colecionam multas aplicadas pelo Tribunal de Contas do Estado e receberam processo criminal por improbidade administrativa. Quando São Gonçalo terá um prefeito honesto, que faça seu trabalho com dignidade?

Mulim atrasou o quanto pôde a licitação da coleta de lixo – emporcalhando as ruas da cidade – e favoreceu a empresa Marquise com contratos de emergência milionários, o que levou o Ministério Público a abrir processo contra ele. Panisset também se aproveitou do dinheiro do gonçalense e sustentou ilegalmente a instituição religiosa Casa do Saber, que sequer comprovou serviços prestados ao município.

Por 8 anos Panisset entregou São Gonçalo ao fanatismo religioso, que destruiu patrimônios históricos e culturais, como a Praça Chico Mendes e a casa onde nasceu a Umbanda; não satisfeita com os danos causados, ela cedeu a única praça de Alcântara, segundo maior bairro da cidade, à cobiça dos empresários construtores de shoppings.

O prefeito atual, que governará a cidade até o fim de 2016, igualmente despreza a cultura popular – recentemente, por pura ignorância, o maior evento musical gonçalense foi cancelado pela Prefeitura. Mulim ainda insiste em outra prática torpe, a recusa em pagar ao professor municipal o piso salarial estabelecido na Constituição Federal.

É hábito comum entre os políticos da mesma laia prometer aos quatro ventos reverter as besteiras do seu antecessor (ou antecessora), sem cumprir absolutamente nenhuma das promessas. Há meses Mulim prometeu licitar a revitalização da praça Chico Mendes e a urbanização do Alcântara, mas ambos continuam duas provas da absurda desonestidade dos últimos prefeitos gonçalenses.

São Gonçalo possui grande extensão territorial, e baixíssimo nível de urbanização. Enorme população, com reduzido grau de instrução. Graves problemas de gestão, mas baixa capacitação técnica e pouca vontade política. Sendo uma cidade de extremos, ela merece um prefeito que pelo menos não seja multado pela Justiça, não incorra em improbidades administrativas, não corte suas árvores para pendurar propaganda política, não permita que comerciantes joguem lixo na calçada e, finalmente, não a trate como se fosse seu bordel particular.

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A cidade que não é levada a sério https://simsaogoncalo.com.br/cidade-que-nao-e-levada-serio/ https://simsaogoncalo.com.br/cidade-que-nao-e-levada-serio/#respond Sat, 05 Sep 2015 04:40:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3098 Moro em São Gonçalo há 26 anos e ainda me surpreendo ao ver um guarda municipal conversando, alegremente, com um camelô em local irregular. Falam sobre a vitória do Flamengo no dia anterior, comentam a beleza da mulher que passa ao lado, trocam tapinhas nas costas e o guarda se vai, apreciando um cafezinho. Em […]

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Moro em São Gonçalo há 26 anos e ainda me surpreendo ao ver um guarda municipal conversando, alegremente, com um camelô em local irregular. Falam sobre a vitória do Flamengo no dia anterior, comentam a beleza da mulher que passa ao lado, trocam tapinhas nas costas e o guarda se vai, apreciando um cafezinho. Em uma cidade respeitada, o guarda e o camelô seriam inimigos mortais. Como o diabo corre da cruz, o vendedor ambulante fugiria ao ver o guarda de longe, mas São Gonçalo não é levada a sério.

O Comandante da Guarda admite a displicência do seu subordinado e o prefeito Mulim, aquele que mais nos desrespeita, releva o trabalho frouxo do Comandante da Guarda. Como os vereadores, pagos para fiscalizar a gestão do prefeito, se promovem pendurando faixas irregulares nos postes, fica provado que ninguém na cadeia de poder leva esta cidade a sério, por isso os servidores públicos relapsos conduzem sua rotina de maneira desleixada, por isso viver em São Gonçalo é um desafio.

Até o nome da cidade sofre com a falta de cuidado. No alto da fachada da Prefeitura Municipal há letras tortas há meses, talvez anos. No gramado ao lado da escadaria da Igreja Matriz o nome da cidade também está danificado. Aqui as ações mais simples, que resolveriam grandes problemas, não são desempenhadas, como disponibilizar lixeiras onde o caminhão da coleta não consegue chegar.

Uma amiga de Minas Gerais, pela primeira vez em São Gonçalo, chegando a bordo do 532, que vem de Niterói, definiu a cidade da seguinte forma:

– A enorme quantidade de pichações nos muros é assustadora, até sufocante; as ruas são extremamente sujas. A cidade parece tomada pelo comércio irregular.

As calçadas de Alcântara, cheias de camelôs, onde as pilhas de lixo quase alcançam o céu, ficam intransitáveis após às 18h. Durante o dia o bairro é caótico, a noite, infernal. Em ruas importantes do Centro, como a Coronel Rodrigues e a João de Souza, os flanelinhas exploram a população livremente, sustentados pela negligência que começa no Prefeito e termina no guarda municipal. Por quê? Porque habitualmente a cidade não é respeitada pelo poder público. Em vez de resolvê-los, usam os problemas eternamente como plataforma de promessas jamais cumpridas.

Os gonçalenses não podem se acostumar ao caos visto diariamente, não podem deixar de se assustar, como alguém que visita a cidade pela primeira vez.

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Oposição: o sonho que virou pesadelo https://simsaogoncalo.com.br/oposicao-sonho-que-virou-pesadelo/ https://simsaogoncalo.com.br/oposicao-sonho-que-virou-pesadelo/#respond Fri, 04 Sep 2015 14:16:00 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3169 Quem acompanha a política gonçalense, deve ter visto que há pouco tempo formou-se um bloco de oposição ao governo Mulim, capitaneado pelo vereador Marlos Costa. Isso representou um sopro de esperança para os gonçalenses que, pela primeira vez, poderiam ter uma candidatura a prefeito, com um perfil democrático, popular, atento as demandas da sociedade, longe […]

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Quem acompanha a política gonçalense, deve ter visto que há pouco tempo formou-se um bloco de oposição ao governo Mulim, capitaneado pelo vereador Marlos Costa. Isso representou um sopro de esperança para os gonçalenses que, pela primeira vez, poderiam ter uma candidatura a prefeito, com um perfil democrático, popular, atento as demandas da sociedade, longe das figuras tradicionais que governam nossa cidade.

Mas logo vimos esse mesmo bloco transformar-se numa oposição cega, acusatória e pouco propositiva, deixando claro que o objetivo está longe de ser o bem estar público, e sim as eleições do ano que vem. Seus discursos deixaram de propor para simplesmente atacar, utilizando-se de um denuncismo vazio.

Marlos e seus seguidores aliaram-se ao que há de pior na política gonçalense, sempre buscando benesses e alianças para sua corrida ao poder. Sua ida para o PSD desconstruiu todo seu discurso crítico ao PT, já que seu novo partido é um dos principais aliados de Dilma em Brasília, tendo o ministério mais poderoso nas mãos. Uniram forças com o que há de mais reacionário no setor religioso e fora dele, sendo protagonistas na campanha criminosa contra a identidade de gênero nas escolas. A ignorância chegou a ponto de organizarem um marcha para a família tradicional, servindo de palanque eleitoral, sempre auxiliado pela sua equipe de comunicação.

Com uma conjuntura onde temos um prefeito incompetente e uma oposição reacionária, a construção de uma terceira via se faz urgente, sob pena de termos de, no 2° turno escolher entre duas figuras que darão continuidade às velhas práticas políticas. Precisamos de uma opção que discuta políticas públicas verdadeiras, que ouça sua população, com um mandato democrático e popular.

Aliás, nessa conjuntura, se faz necessária a construção de uma primeira via, pois as duas colocadas, não representam nosso município.

Sigamos sonhando e construindo essa alternativa possível e necessária, para que São Gonçalo finalmente tenha os governantes que merece.

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O movimento cidadão que chega a São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/o-movimento-cidadao-que-chega-a-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/o-movimento-cidadao-que-chega-a-sao-goncalo/#respond Tue, 14 Jul 2015 13:41:39 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3056 Os mais atentos ao noticiário internacional devem ter percebido que uma onda de mobilizações populares vem varrendo a Europa, principalmente a Grécia e a Espanha. Tais mobilizações tem como ponto de partida o questionamento do modelo econômico que explora os mais pobres e mantem os lucros dos mais ricos. Porém, as experiências do Syriza na […]

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Os mais atentos ao noticiário internacional devem ter percebido que uma onda de mobilizações populares vem varrendo a Europa, principalmente a Grécia e a Espanha. Tais mobilizações tem como ponto de partida o questionamento do modelo econômico que explora os mais pobres e mantem os lucros dos mais ricos.

Porém, as experiências do Syriza na Grécia, e do Podemos na Espanha, aprofundaram as contradições e levaram os questionamentos para o campo político. A dicotomia entre esquerda e direita já não é importante, o que está em jogo é a democracia representativa.

Esse ano ocorreram as eleições municipais na Espanha, tendo saído como vitoriosos os partidos Podemos e o Ciudadanos com suas apostas municipalistas, baseada no desenvolvimento político, social, econômico, cultural e ambiental das cidades. Todo o programa foi construído pelos munícipes que pela primeira vez tornaram-se protagonistas no processo.

Nestes governos, os cidadãos estão sendo chamados a construírem as políticas públicas juntamente com o poder público, através das assembleias populares e dos círculos temáticos, elevando o status de cidadão a outro patamar.

Os questionamentos gerais que marcaram as jornadas de junho de 2013 aqui no Brasil, também levam a crer que a democracia representativa também começa a ruir em nosso país.

Em 2016, será a primeira eleição municipal após as jornadas de junho e as vitórias do Syriza e do Podemos. Essa eleição poderá dizer se o Brasil entra de fato no mapa das mudanças ou se a velha política ganha uma sobrevida.

Em nossas terras, nenhum partido até o momento conseguiu captar os ventos que sopram do norte. O PT afogado no seu pragmatismo, parece fadado ao declínio total. O PSOL, com sua visão estreita de mundo, não dialoga com a ampla maioria da sociedade e fica preso no gueto ideológico.

Porém, o movimento Rede Sustentabilidade parece mudar os rumos com suas propostas de participação cidadã, utilização das novas tecnologias e protagonismo das cidades, o movimento vem demonstrando uma alternativa ao modo de se fazer política.

Aqui em São Gonçalo, o Coletivo Rede São Gonçalo vem ganhando corpo e adquirindo novos militantes para seu projeto de cidade em construção, através do diálogo com o poder público e sociedade civil. O movimento já vem incomodando os grupos políticos da cidade, pois apresenta propostas concretas, dialogando com os movimentos sociais e colocando o cidadão gonçalense como protagonista do processo político.

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Entre a inércia e a podridão política https://simsaogoncalo.com.br/entre-inercia-e-podridao-politica/ https://simsaogoncalo.com.br/entre-inercia-e-podridao-politica/#respond Mon, 13 Jul 2015 15:59:28 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3051 Faltando 15 meses para as eleições municipais de 2016, o povo de São Gonçalo é refém da inércia da Prefeitura e da política ambiciosa em curso na Câmara de Vereadores. Ambas se esqueceram das necessidades da população e cobiçam apenas o poder. O objetivo é manter ou conquistar o mais alto cargo do Poder Executivo Municipal e […]

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Faltando 15 meses para as eleições municipais de 2016, o povo de São Gonçalo é refém da inércia da Prefeitura e da política ambiciosa em curso na Câmara de Vereadores. Ambas se esqueceram das necessidades da população e cobiçam apenas o poder.

O objetivo é manter ou conquistar o mais alto cargo do Poder Executivo Municipal e gerir durante o mandato um orçamento anual de R$ 1,2 bilhão. Para vencer, governo e oposição empreendem a política mais suja que existe no mundo, aquela que não reconhece os próprios erros, que omite informações, onde as consequências de cada ato ou pronunciamento são meticulosamente avaliadas tendo a reação da opinião pública como preocupação principal, em vez dos benefícios para a sociedade. Nos dois lados os bons homens se calaram e consequentemente se anularam. Restaram somente interesses políticos gananciosos e os peões deste jogo de xadrez, os primeiros perdedores, somos nós, cidadãos gonçalenses.

Prefeitura e Câmara jogam hoje em times adversários, são inimigas. A tão pregada “harmonia entre os Poderes” é uma utopia e ninguém se interessa em buscá-la. Trocaram o trabalho honesto pela briga política burra, enxergando apenas elas mesmas, e ignoram seu papel básico de atendimento à população.

Enquanto disputam entre si, falta ao Executivo e ao Legislativo um canal eficiente de comunicação com as pessoas. O sistema online da Ouvidoria da Prefeitura é precário, confuso e não responde aos chamados abertos. Quanto à Câmara, o email de contato que aparece no seu ridículo site é inválido e ninguém atende seu telefone.

Os gonçalenses escolhem mal seus representantes. Aceitam cesta básica, nivelamento de rua e emprego temporário em troca do voto. Mas o fazem por necessidade, pois ganham pouco, não suportam mais pisar na lama e convivem com o desemprego. E ainda existem os eleitores que, apesar das dificuldades, não trocam seu voto, mas, profundamente decepcionados, se contentam com o candidato menos pior ou anulam o próprio voto. O povo deve parar de culpar a si mesmo. Se há um culpado pela inércia da Prefeitura e pela podridão política na Câmara, são os mentirosos que lá estão e se dizem defensores do povo.

Foto: Rua Visconde de Itaúna, Paraíso (a rua do Colégio Paraíso), que sempre alaga em dias de chuva, já tem seu próprio rio de esgoto correndo na via.

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Vereadores traíram o povo gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/vereadores-trairam-o-povo-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/vereadores-trairam-o-povo-goncalense/#respond Thu, 02 Jul 2015 12:11:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2998 A Câmara de Vereadores de São Gonçalo era a única esperança de defesa dos interesses do povo, que sofre com a má administração de um prefeito indiferente. Mas, no dia 20 de junho de 2015, até os gonçalenses mais otimistas se sentiram desamparados: o jornal A Tribuna publicou que a Câmara gastará mais de R$ 600 mil em […]

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A Câmara de Vereadores de São Gonçalo era a única esperança de defesa dos interesses do povo, que sofre com a má administração de um prefeito indiferente. Mas, no dia 20 de junho de 2015, até os gonçalenses mais otimistas se sentiram desamparados: o jornal A Tribuna publicou que a Câmara gastará mais de R$ 600 mil em aluguel de veículos no próximo semestre.

Indivíduos que ganham pelo menos R$ 15 mil por mês terão à sua disposição um carro alugado com dinheiro público, em uma cidade onde a renda per capita é inferior a um salário mínimo. Traição. Uso da máquina pública em benefício próprio.

Dezessete carros populares poderiam ser adquiridos com o dinheiro do aluguel. Se eventualmente o trabalho dos vereadores exige o uso de veículos, a Câmara poderia comprar dois ou três e cedê-los aos parlamentares mediante agendamento e real necessidade. Para o trabalho ordinário, no entanto, que os nobres vereadores utilizem o próprio carro ou o ineficiente e desconfortável transporte público nos seus deslocamentos, pois é apenas com ele que o cidadão comum pode contar.

Ao favorecer a si mesma, a Câmara despreza os gonçalenses que andam quilômetros na lama ao sair de casa para trabalhar até encontrar a primeira linha de ônibus. E ainda que este benefício injusto seja herança da legislatura anterior, os vereadores demonstrariam alguma honestidade ao acatar uma das seguintes opções: cancelar o contrato com a locadora e pagar a multa rescisória com o próprio salário, ou ceder os veículos à Secretaria de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, para o transporte exclusivo dos cidadãos com dificuldades de locomoção. Talvez assim recuperem parte da confiança do povo.

Os parlamentares, que viram as costas para esta aquisição desprezível, na verdade se contaminam com sua baixeza. Evitam o assunto, pois o encaram como intriga política. Cegos pela ambição, não se guiam pela ética e colocam a disputa pelo poder acima do bem-estar popular. Se legislassem para o povo, venceriam facilmente a disputa política, mas não veem o óbvio.

O povo gonçalense, traído, não tem representantes honestos. Quem acredita na ajuda divina ainda tem esperança.

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Os #5 maiores pecados do prefeito de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/os-5-maiores-pecados-do-prefeito-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/os-5-maiores-pecados-do-prefeito-de-sao-goncalo/#respond Wed, 17 Jun 2015 03:20:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2955 O retrato de Neilton Mulim da Costa está pendurado no alto da parede de cada repartição pública gonçalense (única forma de ver o prefeito). O objetivo é destacar a imagem do gestor e despertar o apreço popular por suas obras. Mulim, um prefeito ausente e prejudicial, não merece esta consideração. Retiremos sua fotografia da parede […]

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O retrato de Neilton Mulim da Costa está pendurado no alto da parede de cada repartição pública gonçalense (única forma de ver o prefeito). O objetivo é destacar a imagem do gestor e despertar o apreço popular por suas obras. Mulim, um prefeito ausente e prejudicial, não merece esta consideração. Retiremos sua fotografia da parede e exijamos que ele pague por seus pecados, tais como:

#1 Abandonar a Educação municipal

Qualquer previsão realizada hoje sobre o futuro dos gonçalenses em idade escolar leva a um resultado único: ignorância e pobreza. É a maior ferida aberta na nossa sociedade. O auge do abandono foi o desvio, ainda mal esclarecido, de R$ 5,2 milhões destinados à merenda das crianças pobres e indefesas da cidade. Um ataque desrespeitoso, cruel contra a alma gonçalense.

#2 Não reduzir a passagem a R$ 1,50

Quando Mulim prometeu reduzir o valor da passagem municipal durante a campanha eleitoral, naturalmente, a população entendeu que teria transporte barato, confortável e rápido por bastante tempo. Mulim somente implantou por alguns meses, ilegalmente, o precário transporte alternativo, onde nem presidiários ou animais merecem ser carregados. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, felizmente, proibiu a circulação das vans.

#3 Omitir-se sobre o fim da Linha 3

Se cumprisse seu papel administrativo, que inclui defender o povo acima de tudo, Mulim teria marcado uma audiência com Pezão, que descartou o projeto da Linha 3, e cuspido na cara do governador. 1 milhão de gonçalenses ofendidos pela proposta de trocar o metrô pelo BRT ficariam agradecidos.

#4 Manter a corrupção da coleta de lixo

Desde 2001, a coleta de lixo em São Gonçalo não é licitada. A Prefeitura emite editais viciados que são recusados pelo TCE-RJ, depois permite que a sujeira tome conta da cidade para estabelecer contratos de emergência caríssimos em benefício da mesma empresa, a Marquise. No último contrato pagamos R$ 26 milhões por apenas 6 meses de coleta de má qualidade. A conta está no seu carnê de IPTU.

#5 Ausentar-se do cargo

A falta de liderança do prefeito enfraquece inteiramente o setor público municipal, que não conhece metas de qualidade modernas, não é fiscalizado e, por fim, se torna ineficiente. Mesmo distante, sua gestão não é nula, visto que gera efeitos trágicos irreversíveis.

Mulim se destaca entre os últimos prefeitos porque não existe, é só um nome que aparece nos Diários Oficiais quando sua mão fantasma assina algum decreto suspeito. Servidores públicos gonçalenses, em respeito à própria classe, tirem o retrato deste ser bizarro da parede.

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Alguns motivos pelos quais não podemos perdoar Mulim https://simsaogoncalo.com.br/alguns-motivos-pelos-quais-nao-podemos-perdoar-mulim/ https://simsaogoncalo.com.br/alguns-motivos-pelos-quais-nao-podemos-perdoar-mulim/#respond Wed, 06 May 2015 05:16:41 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2822 Quando foi eleito prefeito de São Gonçalo em 2012, Neilton Mulim sabia que a cidade carregava 1 milhão de problemas, um para cada habitante. Ainda assim, até hoje o prefeito não escolheu nenhum problema entre os mais graves para atacar e resolver com todas as forças, mantendo o povo gonçalense refém da pobreza socioeconômica e ignorância cultural. O […]

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Quando foi eleito prefeito de São Gonçalo em 2012, Neilton Mulim sabia que a cidade carregava 1 milhão de problemas, um para cada habitante. Ainda assim, até hoje o prefeito não escolheu nenhum problema entre os mais graves para atacar e resolver com todas as forças, mantendo o povo gonçalense refém da pobreza socioeconômica e ignorância cultural.

O pouco que se vê nas ruas é resultado do investimento estadual ou federal, como o programa Bairro Novo que saneou e asfaltou algumas vias. Iniciativas exclusivamente gonçalenses, inovadoras, não há, e a maior parte da população convive com lama e esgoto na porta de casa. Além de não demonstrar interesse em solucionar antigas deficiências, Mulim estimula outras falhas, como a coleta de lixo ineficiente, sustentada há anos por contratos sem licitação.

Resta compreender se Mulim é inapto para governar, por isso segue atordoado desde o início do mandato, ou se na verdade é do tipo de prefeito que se preocupa mais com o próprio bolso do que com a cidade que administra. Ora, já chefiaram São Gonçalo alcoólatras, médicos charlatães e fanáticos religiosos, mas o prefeito atual não se encaixa em nenhuma definição simples, o que é angustiante pois qualquer defeito pode ser atribuído a ele. A maior parte do seu mandato acabou e não construiu um projeto sequer, não há bandeira que Mulim possa agitar e defender, apenas um mar de promessas não cumpridas, como a redução da passagem para R$ 1,50.

Enquanto muitos brasileiros se levantaram contra a eterna corrupção do país e protestaram contra o governo Dilma, em São Gonçalo ignoramos nossa trágica situação política. Dopados pelo efeito do lixo fétido e da poluição visual do centro urbano, continuamos trabalhando à exaustão durante a semana e assistindo futebol nas folgas, afinal, os times da cidade disputaram de forma inédita a série B do campeonato estadual.

Não estamos felizes nem tristes, aguardamos em transe o tempo passar na esperança de que o futuro traga um milagre espontâneo. Não esqueçamos, porém, algo fundamental: atordoado ou corrupto, pelas falhas gritantes de sua aventura lamentável como prefeito, jamais poderemos perdoar Neilton Mulim.

Foto: Fábio Schumacher

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Má administração atinge educação municipal https://simsaogoncalo.com.br/ma-administracao-atinge-educacao-municipal/ https://simsaogoncalo.com.br/ma-administracao-atinge-educacao-municipal/#respond Sat, 14 Mar 2015 15:16:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2637 Faltam professores, livros, uniformes, merenda e infraestrutura básica para aprendizagem nas escolas municipais gonçalenses. Não surpreende a circulação pelas ruas da cidade de jovens e adultos sem qualquer noção de cidadania, extremamente limitados profissionalmente. “O que a Prefeitura fez com o dinheiro público destinado a Educação?”, perguntamos diante deste mar de problemas. Tanto quanto os […]

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Faltam professores, livros, uniformes, merenda e infraestrutura básica para aprendizagem nas escolas municipais gonçalenses. Não surpreende a circulação pelas ruas da cidade de jovens e adultos sem qualquer noção de cidadania, extremamente limitados profissionalmente.

“O que a Prefeitura fez com o dinheiro público destinado a Educação?”, perguntamos diante deste mar de problemas. Tanto quanto os demais setores públicos, como Saúde e Transportes, a Educação é vítima do vício e do atraso que dominam a administração municipal e levam o governo a gastar demais onde não deve, em vez de investir na solução de problemas urgentes. Desta vez foram gastos, sem licitação, R$ 12 milhões para implantação de um programa de leitura nas escolas, enquanto nem biblioteca elas têm.

Fornecido pela editora Melhoramentos, o programa se chama Magia de Ler e já sugou as receitas de aproximadamente 20 cidades do país, entre elas Búzios e Niterói, bem conhecidas pelo atual secretário de educação, Claudio Mendonça, onde também era responsável pela pasta. O Magia de Ler é tão polêmico que até os educadores, representados pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), consideram abusivo o valor gasto, pois, além de não ter havido consulta ao mercado pelo menor preço, há escolas em São Gonçalo que não oferecem aos alunos condições mínimas para leitura, onde o calor é insuportável no verão.

Outro exemplo de descaso, a creche Formando Vidas, no bairro Mutuaguaçu, está interditada desde as chuvas do Carnaval, mas para a Prefeitura importa mais enriquecer a Melhoramentos do que cuidar das crianças da cidade. Leva a crer que o desprezo por São Gonçalo que encontramos nas ruas tem origem no número 100, da Feliciano Sodré.

Espero que o I Salão Municipal do Livro, que aconteceu entre os dias 10 e 12 de março de 2015, tenha sido um marco na história da educação gonçalense, não devido à presença de autores consagrados, como Zuenir Ventura, mas pelo comparecimento em massa da população no evento, demonstrando que desejam ler, aprender e se desenvolver intelectualmente, ao invés de morrer como capacho da má administração municipal.

Foto: Facebook da Prefeitura de São Gonçalo

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Para ser vereador, basta ser camelô de sucesso https://simsaogoncalo.com.br/para-ser-vereador-basta-ser-camelo-de-sucesso/ https://simsaogoncalo.com.br/para-ser-vereador-basta-ser-camelo-de-sucesso/#respond Thu, 18 Dec 2014 00:01:02 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2414 Para ser vereador em São Gonçalo, basta conquistar notoriedade como miliciano, comerciante ou camelô. Não é exigido qualquer desenvolvimento intelectual, nem ideologia política, apenas a protocolar filiação partidária. Alguns vereadores mal sabem escrever. Em seus perfis nas redes sociais, cometem erros grosseiros de português, demonstrando ignorância e incapacidade de legislar em defesa dos interesses comuns. Para disfarçar […]

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Para ser vereador em São Gonçalo, basta conquistar notoriedade como miliciano, comerciante ou camelô. Não é exigido qualquer desenvolvimento intelectual, nem ideologia política, apenas a protocolar filiação partidária.

Alguns vereadores mal sabem escrever. Em seus perfis nas redes sociais, cometem erros grosseiros de português, demonstrando ignorância e incapacidade de legislar em defesa dos interesses comuns. Para disfarçar a própria inutilidade, há despudorados que nesta época do ano oferecem cestas de Natal aos eleitores, fingindo ser Papai Noel. Jamais poderão tirar da lama o povo que o elegeu, tamanho o despreparo.

Curiosamente, o indivíduo sabe que elege bandidos e incompetentes, mas vota seduzido pelas promessas, porque deseja a todo custo o nivelamento da rua sem asfalto (4 vereadores declararam ao TSE possuir retroescavadeira), o emprego prometido pelo candidato; estúpida ambição cega o cidadão gonçalense. E o que leva milicianos e camelôs a se candidatar? Salário de mais de R$ 9 mil, troca de favores, propina, acordos oportunistas…

Prova recente da falta de interesse por soluções concretas para os problemas enfrentados foi a quase nula participação no debate sobre política cultural, realizado na última quinta-feira, onde só um vereador havia confirmado presença. E ainda, o almoço com o governador do Estado, ocorrido dia 04/12/2014, quando se comportaram como estudantes do Ensino Fundamental visitando o Palácio Guanabara, sorrindo ao lado do governador, enquanto faltam poucos dias para 2014 acabar e não temos em solo gonçalense sequer um metro de trilho da Linha 3 construído.

Creio que menos de 5 vereadores realmente trabalham pelo bem da cidade. Entre eles há quem tenha histórica militância política, boa formação escolar e intimidade com as novas tecnologias, não necessariamente aproveitaram a fama da sua atividade comercial para se eleger. Citar seus nomes me envergonharia como cidadão, visto que representam apenas 19% do total do corpo da Câmara, além de caracterizar elogio gratuito.

Quanto ao povo de São Gonçalo, também nele nenhuma ideologia política se destaca, nenhum legítimo representante ou líder, aqui são raras até simples associações de moradores, fundamentais para o desenvolvimento dos bairros. No entanto, temos a essência do povo brasileiro, resiliência e criatividade, e a viciada classe política não é nosso reflexo exato, ela revela somente a pior parte de nós.

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Política e a população gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/politica-e-a-populacao-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/politica-e-a-populacao-goncalense/#comments Mon, 15 Dec 2014 13:31:51 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2302 No Brasil, a câmara municipal ou câmara de vereadores é o órgão legislativo da administração dos municípios, configurando-se como a assembléia de representantes dos cidadãos ali residentes. Apesar de ter as mesmas origens das câmaras portuguesas, atualmente possuem funções diferentes: a brasileira é um órgão legislativo e em Portugal possui atribuições de poder executivo. Como órgão legislativo municipal, a câmara municipal brasileira é equivalente à atual assembleia municipal portuguesa. (Fonte: Wikipédia) Mas será que é […]

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No Brasil, a câmara municipal ou câmara de vereadores é o órgão legislativo da administração dos municípios, configurando-se como a assembléia de representantes dos cidadãos ali residentes. Apesar de ter as mesmas origens das câmaras portuguesas, atualmente possuem funções diferentes: a brasileira é um órgão legislativo e em Portugal possui atribuições de poder executivo. Como órgão legislativo municipal, a câmara municipal brasileira é equivalente à atual assembleia municipal portuguesa. (Fonte: Wikipédia)

Mas será que é assim está acontecendo em São Gonçalo? Será que está realmente representando os moradores de São Gonçalo ou estão representando empresários?

Atualmente no Brasil, tem acontecido o fenômeno de sair as ruas para protestar. Em São Gonçalo não é diferente. Pessoas têm ido as ruas para defender e lutar por seus direitos e ideais. O atual prefeito, Neilton Mulim, tem feito muitas melhorias em todo o município na área da saúde, educação, esporte e saneamento básico, que são taxadas como as áreas mais importantes de todo governo político. Ao que parece, ele também tem lutado contra uma bancada de vereadores que tem defendido mais os empresários do que a população que o elegeu. Há um tempo atrás, nosso prefeito mandou um projeto de lei à câmara dos vereadores para que a passagem passasse para R$ 1,50, como ele prometeu em sua campanha política. Entretanto, o projeto de lei não foi aprovado pelos nossos vereadores.

Prefeitura de São Gonçalo
Pátio da Prefeitura de São Gonçalo

 

Todas a leis municipais são aprovadas pelos vereadores através de uma votação na câmara municipal. Assim que elas saem no diário oficial, entram em vigor. Porém, nem todos os projetos de lei são aprovadas pelos vereadores ou aceitas pelo prefeito, que tem o poder de vetar ou não. Lembremos também que a câmara pode derrubar o veto do prefeito, mas o prefeito não pode derrubar a “desautorização” do projeto pela câmara. Nesse momento é que entra a participação popular.

Muita gente não sabe, mas nós cidadãos podemos ir à câmara dos vereadores, assistir à votação e pressionar os vereadores até que estes votem pela aprovação da lei.

Em São Gonçalo, temos o costume de não nos envolvermos com a política do município, e de falar mal dos políticos só porque não fizeram algo que nos beneficie. Porém, nos esquecemos que nosso município é imenso, e que muitas outras áreas que precisam de investimentos foram esquecidos pelos antigos prefeitos e vereadores. Tenho escutado muitas pessoas falando mal da atual administração porque ele não conseguiu abaixar a passagem dos ônibus, quando a culpa não é apenas dele, mas também dos vereadores que não aprovaram a lei por terem convênio com as empresas de ônibus. Não sabem que está na justiça esse projeto de lei. Será que alguém já procurou saber o que ele tem feito?

O governo de uma cidade como São Gonçalo precisa ser mais do que só abaixar a passagem. Gonçalenses, vamos procurar entender mais as coisas, para nos envolvermos mais com as questões do nosso município. Paremos de endeusar as outras cidades, pois se estamos piores que eles é porque não fazemos nada para melhorar o nosso município, nosso lar.

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Eleições 2014: uma leitura dos candidatos a governador https://simsaogoncalo.com.br/eleicoes-2014-uma-leitura-dos-candidatos-a-governador/ https://simsaogoncalo.com.br/eleicoes-2014-uma-leitura-dos-candidatos-a-governador/#comments Sun, 02 Nov 2014 00:01:22 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2342 Difíceis! Assim poderíamos definir as eleições 2014. Depois do tão comentado e pouco resolutivo “junho de 2013”, e em meio a tantos sentimentos de mudança, parece que as pessoas escolheram um caminho curioso: não mudar. Seja no âmbito nacional ou estadual, Aécio e Crivella foram taxados como retrocesso pela situação. Os motivos eram diferentes, mas o canto do […]

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Difíceis! Assim poderíamos definir as eleições 2014. Depois do tão comentado e pouco resolutivo “junho de 2013”, e em meio a tantos sentimentos de mudança, parece que as pessoas escolheram um caminho curioso: não mudar. Seja no âmbito nacional ou estadual, Aécio e Crivella foram taxados como retrocesso pela situação. Os motivos eram diferentes, mas o canto do “vamos voltar ao passado” ecoou forte, fazendo com que Dilma (Lula) e Pezão (Cabral) continuassem seus mandatos para além de uma década. Talvez sua pergunta seja a mesma que a minha: e São Gonçalo com isso?

Em todos os lugares que vou, me perguntam sobre o SIM São Gonçalo. Sempre repito a mesma coisa: somos a 16ª maior cidade do país, e estamos entre as 17 com mais de 1.000.000 de habitantes no Brasil. E um lugar com muita gente, tem muitas oportunidades, muita possibilidade de crescimento e, claro, muito voto.

Nunca fomos tão comentados nas propagandas eleitorais. Falar “São Gonçalo” apenas, não bastou. “Alcântara” e “Jardim Catarina” tiveram seus momentos. “Marqueteiro” bom sabe que não se ganha um território imenso falando apenas o seu nome de forma genérica. Tem que conhecer o bairro, o detalhe. E assim foram, seguindo a cartilha bonitinha.

Eleições 2014: uma leitura dos candidatos a governador
Anthony Garotinho, Lindberg Farias, Clarissa Garotinho e Marcelo Crivella fazendo campanha no 2º turno dentro do Jardim Catarina, São Gonçalo.

No total, Marcelo Crivella obteve 52,13% dos votos gonçalenses contra 47,87% de Luiz Fernando Pezão. Alguns dirão que votamos “com a Bíblia na mão”, expressão usada para falar sobre o “voto evangélico”. Particularmente, não consigo acreditar apenas nessa hipótese. Ainda me iludo na crença de que há algo a mais nesse novo momento.

Com exceção de Nova Iguaçu, em Duque de Caxias, Belford Roxo, Magé e São João de Meriti a votação de Crivella foi superior a de Pezão. Diferente de algumas dessas cidades, a cultura da “família dominante” na política não tem a mesma força por aqui. Uma explicação para isso talvez seja a origem delas passado. Longe da capital, a baixada foi um lugar de baixos investimentos no passado. Do lado oposto, São Gonçalo já foi uma importante cidade industrial (anos 40-50), colada à uma capital de estado, como foi Niterói (RJ) até os anos 70. Isso faz daqui uma cidade em decadência, que agora vê sua esperança em protagonizar novas mudanças com a presença do Comperj em Itaboraí.

Um dia após eleito, uma das coisas que Pezão fez questão de dizer foi sobre a criação de uma possível “supersecretaria” para assuntos metropolitanos. Ele já entendeu o recado do voto. Entendeu também que São Gonçalo e a Baixada podem votar parecidos. Sem falar que ainda tem zona oeste carioca, que pode facilmente se afinar com esse perfil “do contra”, cuja tendência é crescer ainda mais. Imagina Santa Cruz, Campo Grande, Santíssimo, Nova Iguaçu e toda a “pobre” zona norte entrando nesse jogo? São milhões de votos na região metropolitana e parece que ninguém quer se arriscar a fazer tanta besteira com um cenário como esse.

Políticos e empresários sabem disso. Entendem a importância estratégica da cidade, a falta de líderes fortes (e porque não no estado?) e a sede por investimentos em infraestrutura. Pode apostar, nos próximos anos, teremos ainda mais promessas feitas para a cidade que, se não forem cumpridas, só terão rejeição da população. Ou alguém já se esqueceu que São Gonçalo elegeu um prefeito que quase chegou em terceiro lugar no 1º turno em 2012?

Mulim que o diga! E pelo andar da carruagem, irá sofrer as mesmas consequências das promessas do famoso ônibus a R$1,50.

Reveja o resultado da eleição no 1º turno e nosso comentário sobre cada um dos candidatos:

Eleições 2014: uma leitura dos candidatos a governador
Luiz Fernando Pezão e Marcelo Crivella, respectivamente o 1º e 2º lugar nas eleições para governador do estado do Rio de Janeiro
Eleições 2014: uma leitura dos candidatos a governador
Anthony Garotinho – 3º Lugar nas eleições 2014
Eleições 2014: uma leitura dos candidatos a governador
Lindberg Farias – 4º Lugar nas eleições 2014
Eleições 2014: uma leitura dos candidatos a governador
Tarcísio Mota – 5º Lugar nas eleições 2014
Eleições 2014: uma leitura dos candidatos a governador
Romário de Souza Faria: Senador eleito, mais votado na história do Rio de Janeiro

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E aí, vai votar em quem? https://simsaogoncalo.com.br/e-ai-vai-votar-em-quem-politicos/ https://simsaogoncalo.com.br/e-ai-vai-votar-em-quem-politicos/#respond Mon, 15 Sep 2014 16:16:59 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2260 O exercício do voto é algo recente no Brasil. Como toda prática, a gente só “pega o jeito” com tempo. Entretanto, com os últimos acontecimentos no país, em especial o junho de 2013, a descrença em quem votar nessa “ala” de cidadãos que nos governa só aumenta. Sentindo isso, resolvemos fazer uma pequena enquete, visando […]

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O exercício do voto é algo recente no Brasil. Como toda prática, a gente só “pega o jeito” com tempo. Entretanto, com os últimos acontecimentos no país, em especial o junho de 2013, a descrença em quem votar nessa “ala” de cidadãos que nos governa só aumenta.

Sentindo isso, resolvemos fazer uma pequena enquete, visando a entender o que as pessoas de fato pensam sobre cada candidato ao governo do estado. Nosso foco estadual se deu por um motivo: no geral, não se presta tanta atenção nos governadores como nos presidentes. Muitos mal sabem que parte do que acontece diretamente na sua vida é responsabilidade dos governos locais, como a PM e a CEDAE, por exemplo.

São Gonçalo se tornou uma das “jóias” dos votos. É uma das cidades brasileiras que tem mais gente que muita capital. Como somos decisivos, nada melhor que perguntar em quem as pessoas votarão e seus motivos.

Sobre os resultados

Tivemos uma enxurrada de opiniões sobre voto nulo, por conta da descrença popular, e no Tarcísio Mota, por simbolizar o “voto limpo” entre a população jovem. Entretanto, vamos publicar aqui, de forma igual, todos os resultados mais curiosos e interessantes.

Divirta-se!

Voto Nulo  - Eleições Governo do Estado 2014 Marcelo Crivella  - Eleições Governo do Estado 2014 Dayse Oliveira  - Eleições Governo do Estado 2014Luis Fernando Pezão - Eleições 2014 Governo do Estado Tarcísio Mota - Eleições 2014 Governo do Estado Anthony Garotinho - Eleições 2014 Governo do EstadoLindberg Farias  - Eleições Governo do Estado 2014 Ney Nunes  - Eleições Governo do Estado 2014Voto Nulo  - Eleições Governo do Estado 2014 Voto Nulo  - Eleições Governo do Estado 2014 Voto Nulo  - Eleições Governo do Estado 2014 Voto Nulo  - Eleições Governo do Estado 2014Voto Nulo  - Eleições Governo do Estado 2014Anthony Garotinho - Eleições 2014 Governo do EstadoTarcísio Mota - Eleições 2014 Governo do EstadoLuis Fernando Pezão - Eleições 2014 Governo do Estado

 

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O cinturão fluminense https://simsaogoncalo.com.br/o-cinturao-fluminense/ https://simsaogoncalo.com.br/o-cinturao-fluminense/#comments Tue, 01 Apr 2014 00:01:15 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1916 Você já pegou o 371, Tiradentes-Praça Seca? Até pouco tempo, nem eu. Já fiz diversos caminhos para chegar à zona norte. Mas nunca o itinerário desse ônibus. Basicamente, ele vai por São Cristóvão, passando na porta da Mangueira, de Manguinhos… Aliás, se você não é do Rio, copie “Manguinhos Rio de Janeiro” e cole no […]

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Você já pegou o 371, Tiradentes-Praça Seca? Até pouco tempo, nem eu.

Já fiz diversos caminhos para chegar à zona norte. Mas nunca o itinerário desse ônibus. Basicamente, ele vai por São Cristóvão, passando na porta da Mangueira, de Manguinhos… Aliás, se você não é do Rio, copie “Manguinhos Rio de Janeiro” e cole no Google Imagens. É mais ou menos por aí. Para completar a emoção, quando o ônibus parou no ponto da localidade, uma saraivada de barulhos parecidos com “bombinha” causaram apreensão. Se não foram bombinhas… Ah, você sabe. Enfim, nada que abalasse a paz do local.

No estado do Rio de Janeiro, a região metropolitana é dividida entre a faixa de areia e o resto. Sim, o resto. Sem papinho de guerra de classes, por favor. O que há é uma separação, simples assim. Só há um erro na areia: as favelas. Por uma conjuntura histórica e não planejada pelos eugenistas do passado, elas foram promovidas de apêndices a órgãos vitais. Os morros litorâneos poderiam ser todos como Santa Teresa. Mas alguém “errou” o projeto. Quem foi, eu não sei. Só sei que ”nunca antes na história desse país”, essa diferença bruta se tornou tão interessante.

Talvez, interessante não seja a melhor palavra. Mas como eu não sou alarmista, otimista, nem pessimista, é ela que vou usar.

Sozinho, o Rio metropolitano (ou grande rio) elege governador, senador, contribui com uma boa fatia de votos para eleger um presidente e formar parte da bancada do congresso federal. Mais relevante é que parte da “influência cultural” do Rio para o Brasil vem dessa parte. O restante está nas fotos bonitas, que nunca vão mudar de lugar (Pão de Açúcar, Corcovado, Lagoa, etc). O modo de vida dessa população é expressa nos funks, carnaval e em tudo mais que se queira usar para dar “brasilidade”. Aliás, sem esse povo, nada disso existiria. Talvez ainda estivéssemos dançando polka, valsa, fingindo que gostamos de bossa nova ou alguma coisa do tipo. Danças indígenas? Sei lá. Dela sai um link direto com a zona leste paulistana, periferias de Brasília, Pernambuco, Bahia, Pará e de quem mais estiver espelhado nesse “jeitinho todo especial” de ser ex-pobre, agora, talvez, classe-média.

O Cinturão Fluminense – Sim São Gonçalo
Foto: @luizarandrade no Instagram / RJ104, altura do Colubandê, passarela “Biquinho de Lacre”.

De Santa Cruz, adentrando a zona Norte, Baixada, São Gonçalo e terminando em algumas partes de Niterói, existe um cinturão imaginário. Uma rede de gente que gosta de ser chamada de carioca, mas não faz ideia do que isso significa. Ser carioca significa praia, sol, gente feliz. Não é isso? Mas quantos desses convivem com a praia ao invés do lixo, valões e a poeirada das ruas? Sem falar nos inúmeros fluminenses que confundem a nomenclatura com o time tricolor das laranjeiras e se declaram… cariocas? Sim, quantos!

Outro detalhe é a intolerência religiosa de alguns grupos evangélicos com a umbanda e o candomblé (mais conhecidos como “macumba”) nas zonas mais pobres. A notícia vem no momento em que a faixa de areia, numa vontade de “volta às raízes”, se mostra, mais do que nunca, devota de São Jorge e Iemanjá. Num outro vértice mais curioso, as últimas pesquisas para governador revelaram que os dois campeões de intenção de voto são… evangélicos! Surpresa? Se olhássemos a história, talvez entendêssemos o porquê de Getúlio ter se aproximado da igreja católica, uma vez que ele nem religião tinha. Deus e a política juntos como sempre.

Com dinheiro, cultura, poder e internet na mão, eles (ou nós) são bem mais que apenas um novo poder econômico.

Post original publicado em Matheus Graciano.

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