Consumidor Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/category/consumidor/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Fri, 01 Dec 2023 16:49:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg Consumidor Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/category/consumidor/ 32 32 147981209 Pra que dar $600 reais para o povo se fecham os bancos? https://simsaogoncalo.com.br/fecham-os-bancos/ https://simsaogoncalo.com.br/fecham-os-bancos/#respond Mon, 11 May 2020 22:59:52 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7761 Nesse momento que estamos vivendo, bancos são essenciais. Mas as longas filas de hoje, publicadas pelo Jornal O Dia, mostraram o pouco compromisso do Itaú com os clientes. Em meio a pandemia, fecham os bancos. Naturalmente, após horas aguardando, as pessoas se revoltaram com a informação da não abertura da agência em Alcântara. Inclusive, essa […]

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Nesse momento que estamos vivendo, bancos são essenciais. Mas as longas filas de hoje, publicadas pelo Jornal O Dia, mostraram o pouco compromisso do Itaú com os clientes. Em meio a pandemia, fecham os bancos. Naturalmente, após horas aguardando, as pessoas se revoltaram com a informação da não abertura da agência em Alcântara. Inclusive, essa frase título foi dita por uma pessoa que se indignou com o fato.

Camelôs e pequenas barraquinhas, como pipoqueiros e fruteiros, por exemplo, entre outros trabalhadores, terão que mudar sua realidade rapidamente. Muitas pessoas ainda são dependentes do dinheiro físico, do papel moeda. E para estes negócios menores, aceitar cartão, ou qualquer outra forma de transferir dinheiro, deixará de ser opcional. Será uma condição para existir. Afinal, para evitar aglomerações nas agências, em breve, é possível que o dinheiro se virtualize de vez.

Mas se fecham os bancos, há outro problema: os desbancarizados

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em 2019, mostrou que 1 em cada 3 pessoas no Brasil não tem conta em banco ou não a acessam há mais de 6 meses. Em contrapartida, estima-se que movimentam cerca de R$800 bilhões de reais.

Com a chegada do auxílio emergencial, ficou evidente que muita gente, além do CPF inativo, também não tem conta, nem intimidade com serviços bancários. Para essas pessoas, a necessidade impôs um desafio maior: serão incluídas no sistema “à força”.

Isso não quer dizer que não iremos mais usar dinheiro em papel moeda no Brasil. Também não quer dizer que teremos um mundo financeiro completamente virtualizado, como na China.

Estamos vendo a história acontecer. E esses impactos sobre como lidamos com o dinheiro farão toda a diferença no desenvolvimento da economia pós-covid. Especialmente aqui, em São Gonçalo. No meio desse caos, as mudanças estão à caminho.

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Empreendedores apostam na cidade em meio a marasmo econômico https://simsaogoncalo.com.br/empreendedores-apostam-na-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/empreendedores-apostam-na-cidade/#comments Sat, 10 Aug 2019 00:23:06 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7413 Após 5 anos de queda e marasmo, a economia brasileira dá tímidos sinais de reação. Mas quando vamos para o microcosmo das cidades, o que vemos em São Gonçalo ainda é uma grande dificuldade na geração de renda e emprego. Dando uma breve volta nos shoppings, é possível ver um número além do normal de […]

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Após 5 anos de queda e marasmo, a economia brasileira dá tímidos sinais de reação. Mas quando vamos para o microcosmo das cidades, o que vemos em São Gonçalo ainda é uma grande dificuldade na geração de renda e emprego.

Dando uma breve volta nos shoppings, é possível ver um número além do normal de lojas que, ou foram trocadas por outras, ou fecharam mesmo. Nas ruas, a situação também não é muito diferente em diversos pontos comerciais antes ocupados.

Shopping São Gonçalo, o “shopping da BR”, com mais de 15 anos de funcionamento na cidade, se adequa aos novos tempos. Foto: Divulgação.

Ainda sim, ainda há quem pague pra ver. É o caso daqueles que apostam empreendendo por aqui. Um levantamento feito em fevereiro/2019 pelo SEBRAE com dados do Caged, mostrou que 72% das vagas com carteira assinada foram geradas pelas micro e pequenas empresas, como academias, restaurantes, papelarias, cafeterias, mercados, clínicas, entre outros exemplos. Por outro lado, as lojas de rede como Caçula, O Amigão e Casas Pedro também apostam no potencial público da cidade.

Infantaria F2: saúde e bem estar no Colubandê

Em agosto, fui no lançamento da Infantaria F2, um box de treinamento popularmente conhecido Crossfit, nome da marca que formatou essa modalidade de exercícios físicos.

Infantaria F2 – Crossfit no Colubandê
Inauguração da Infantaria F2 – Crossfit no Colubandê, São Gonçalo

Criada por sócios que vem do ramo da saúde e bem estar, a loja foi inaugurada em agosto de 2019, no Colubandê. O desafio de abrir um empreendimento fora do 4º distrito e Centro também chama a atenção, mostrando a aposta em regiões da cidade que tem público, mas nem sempre a oferta de serviços ideal.

O box fica na Avenida José Mendonça Campos, 887, Galpão 1, Colubandê, na rua principal do Bairro.

Justo Café: lounge e café no Alcântara

Inaugurado em 2018, o Justo Café é uma daquelas felizes surpresas no Alcântara. Situada na Estrada dos Menezes, a loja completou 1 ano de funcionamento, mostrando que a região tem potencial para negócios que visam um público que curte ambientes confortáveis com um belo café para acompanhar.

Justo Café – Cafeteria na estrada dos Menezes, Alcântara, São Gonçalo
Justo Café, uma surpresa de sucesso em Alcântara.

Fui no Justo em julho/2019, trocar uma ideia com o Mário Lima Jr, que já escreveu muito aqui no SIM SG. Inclusive, a ida foi dica dele.

Um dos pontos altos do lugar é a disposição das mesas e cadeiras no 2º andar. A possibilidade de um espaço não necessariamente fechado no padrão “mesa e cadeira” permite que o espaço seja remodelado, inclusive para receber pequenos eventos privados ou reuniões de negócios.

O Justo Café fica na Estrada dos Menezes, 850 – Loja 110 – Alcantara. Confira no mapa.

Lojas O Amigão no Alcântara

As lojas O Amigão são uma das buscas mais frequentes no SIM São Gonçalo. Não é por menos. Com uma variedade interessante de produtos que cabem em todos os bolsos, é visível como sua presença, tanto no Centro, quanto em Alcântara, trazem confiança para novos empreendedores do ramo que desejem investir na cidade.

Imagem da Loja O Amigão em Alcântara, São Gonçalo
Loja O Amigão na Rua Dr. Alfredo Backer, 783, Alcântara, São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Caçula no Centro

Numa cidade com mais de 1 milhão de habitantes, situada no estado que é o pólo criativo do Brasil, é natural que seja grande o número de artistas e pessoas ligadas à indústria criativa. E com o avanço da crise, muitas pessoas que perderam seus trabalhos e empregos passaram a apostar em seus talentos individuais para fazer negócios.

Caçula Papelaria e Armarinho no Shopping Partage, São Gonçalo.

Se no passado era possível ver armarinhos, casas de tecido, costura e lojas de desenho nas ruas, a realidade dos últimos anos fez com que muitas delas fechassem ou reduzissem seus produtos. Em meio a tanta demanda por insumos, a chegada da Caçula pode ser um fator determinante no desenvolvimento dos produtos e serviços desses profissionais do setor criativo.

A Caçula está no último andar do Shopping Partage, no Centro de São Gonçalo.

Esses foram apenas alguns exemplos. Certamente, outros micro, pequenos e médios negócios estão ou ainda serão abertos na cidade, transformando o cenário e servindo de propulsores para a economia regional.Tem outros? Conte nos comentários.

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Santa Luzia vale mais que Icaraí: a distorção de valor nas bancas de jornal https://simsaogoncalo.com.br/santa-luzia-vale-mais-icarai/ https://simsaogoncalo.com.br/santa-luzia-vale-mais-icarai/#respond Sat, 30 Sep 2017 19:10:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5491 Numa cidade como São Gonçalo, onde não há muitas livrarias, bibliotecas e outros acessos à mídia impressa, as bancas de jornal são um refúgio. Ainda sim, estão sofrendo um grande problema. Nos últimos anos, o valor do licenciamento anual, taxa que as bancas pagam à prefeitura, está exorbitante. Quando Santa Luzia vale mais que Icaraí […]

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Numa cidade como São Gonçalo, onde não há muitas livrarias, bibliotecas e outros acessos à mídia impressa, as bancas de jornal são um refúgio. Ainda sim, estão sofrendo um grande problema. Nos últimos anos, o valor do licenciamento anual, taxa que as bancas pagam à prefeitura, está exorbitante.

Quando Santa Luzia vale mais que Icaraí

Para exemplificar esse cenário caótico da tributação municipal gonçalense, temos que falar do que vem dando certo. E nesse caso, de Niterói. Comentar sobre a nossa cidade vizinha é como falar de um primo rico. Me perdoem pela comparação, mas é o exemplo mais próximo da nossa cidade. Então, vejamos: em Icaraí, bairro que tem o melhor IDH do Estado do Rio de Janeiro (Veja Rio), o valor do m2 para uma banca de jornal é de R$96,50. Enquanto isso, o mesmo metro quadrado em Santa Luzia, São Gonçalo, é de R$281,56.

Sim, é exatamente isso. Uma banca de 8m2 paga anualmente, em Icaraí, o valor de R$772,00, enquanto em Santa Luzia, o mesmo tamanho de banca custa ao jornaleiro R$2.252,48, um impeditivo não só para os empreendedores, como também para a população, que perde a oportunidade de ter um ponto físico de informação em seu bairro.

Enquanto Niterói tem 95% de suas bancas com tributos em dia, São Gonçalo não passa de 30%. É necessário que o poder municipal reveja a taxa anual cobrada. O cenário atual gonçalense é de bancas fechando a cada ano, criando um problema em cadeia. Se elas não pagam, pois não conseguem se manter, o município não arrecada.

Esse problema não é de responsabilidade do atual governo. Porém, a solução está em suas mãos. As bancas de jornal têm um valor simbólico com sua presença nos bairros. É fundamental que o executivo municipal reveja essa tributação, abrindo um diálogo com a classe. Permitir que informação flua, também é tornar a cidade mais próspera e melhor para se viver.

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Gatonet do Rocha por 50 reais: o futuro da tv/web cabeada por piratas https://simsaogoncalo.com.br/gatonet-50-reais-com-fibra-otica/ https://simsaogoncalo.com.br/gatonet-50-reais-com-fibra-otica/#comments Fri, 04 Aug 2017 21:37:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4905 Em julho, me deparei com uma postagem do canal SGDD onde havia um folheto com o seguinte anúncio: “TV A CABO NO ROCHA – AGORA COM FIBRA ÓTICA”. A cara-de-pau de divulgar o serviço com panfletos, a princípio, nos fez rir. Afinal, um plano desses, com um imenso pacote de canais a 50 reais, é […]

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Em julho, me deparei com uma postagem do canal SGDD onde havia um folheto com o seguinte anúncio: “TV A CABO NO ROCHA – AGORA COM FIBRA ÓTICA”.

A cara-de-pau de divulgar o serviço com panfletos, a princípio, nos fez rir. Afinal, um plano desses, com um imenso pacote de canais a 50 reais, é algo ainda irreal nos planos das operadoras de tv e internet atuais.

Apesar da ilegalidade no serviço, fica a pergunta: em tempos de Netflix, internet ultrarrápida, por que será que os canais a cabo são tão caros? Se eles ganham em escala – quantidade de assinantes – por que ainda são negociados a um preço tão alto no Brasil?

Gatonet do Rocha – Foto: Reprodução

Em 2014, Gatonet já era a 3ª maior operadora do Brasil

Há 3 anos atrás, com a economia brasileira ainda no auge, o Gatonet foi considerado a 3ª maior operadora de serviços telefônicos e internet do país.

Antes de qualquer julgamento, é bom questionar uma coisa: será que essa “operadora” se espalha pela deficiência das outras em prover o serviço ou pela má-fé do cidadão?

Sinto que ambas as hipóteses podem ser questionadas. Entretanto, é fato que em muitos desses lugares, além dos péssimos serviços de telefonia celular (sinal ruim), a oferta de banda larga à fibra ótica é ainda mais rara, o que torna o Gatonet um feito incrível, pela rapidez no cabeamento de territórios onde muitas companhias nem se interessam em implementar serviços.

Gatonet é crime. Mas monopólio também deveria ser

Aparentemente, o que este serviço de Gatonet no Rocha está oferecendo é o que a NET já faz: IPTV. Ou seja, televisão via internet. Na central do Rocha, eles devem rotear o sinal e distribuí-lo sem muita perda de qualidade entre seus assinantes.

Mas o preço cobrado por estes serviços, dada a falta de concorrência (de verdade), faz com que os serviços sejam inviáveis para boa parte da população. Muitos desses planos são mais de 200 reais, cerca de 1/5 de um salário mínimo.

Para você ter como parâmetro de livre mercado, a Romênia, um país ex-socialista no lado pobre da Europa, tem um dos serviços de internet mais rápidos e baratos do mundo. E isso se dá, justamente, pelo nível de concorrência nos mercados locais.

Gatonet e o crime organizado

Um dos complicadores dessa expansão das redes, especialmente no estado do Rio de Janeiro, é o envolvimento dos Gatonets com o crime. Seja ele representado pelas milícias ou tráfico de drogas. Não à toa, sua presença nas comunidades é tão representativa.

Mas é fato que, se os serviços se expandissem dentro da legalidade, com preços acessíveis, certamente não haveria espaço para que o crime financiasse suas estruturas.

Solução irrealista

Sabemos que o sistema Globosat e as outras companhias não darão o braço a torcer tão cedo. Mesmo perdendo um bom dinheiro para o Gatonet, elas ainda lucram bastante com a base fixa de assinantes. Sem falar nos anúncios veiculados em seus canais “qualificados”, com um público segmentado.

Ainda sim, com o avanço do Netflix, entre outros serviços que ainda estão para chegar no mercado brasileiro, é questão de tempo até vermos a deflação começar.

Afinal, um mercado com quase 210 milhões de pessoas não é de se jogar fora. Os Gatonets já perceberam isso há muito tempo.

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É sábado… mas o serviço não funciona. Problemas de um dia livre para viver https://simsaogoncalo.com.br/sabado-servico-fechado-problemas-dia-livre-viver/ https://simsaogoncalo.com.br/sabado-servico-fechado-problemas-dia-livre-viver/#respond Wed, 28 Jun 2017 19:13:11 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4730 Sábado é um dos dias mais esperados por todos nós. Se você passa a semana na missão de ter que ir trabalhar, estudar ou procurar emprego, passando horas no transporte público, você sabe do que estou falando. Aliás, se você passa o dia trabalhando em casa, ou mesmo com as tarefas domésticas e/ou cuidando das […]

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Sábado é um dos dias mais esperados por todos nós. Se você passa a semana na missão de ter que ir trabalhar, estudar ou procurar emprego, passando horas no transporte público, você sabe do que estou falando.

Aliás, se você passa o dia trabalhando em casa, ou mesmo com as tarefas domésticas e/ou cuidando das crianças ou idosos que estão sob sua responsabilidade, sabemos que sua vida semanal é tão assoberbada quanto a de quem trabalha fora.

Ainda sim, por que alguns serviços que poderiam funcionar nesse dia não acontecem? Cartórios, escritórios, postos de saúde (dia inteiro), hemonúcleos, profissionais liberais, por que o dia de sábado ainda é tão cultuado como “o dia do descanso”, com tantas necessidades semanais? Será que não há demanda?

A segurança das ruas para o comércio aos sábados

Quem é dona ou dono de Salão de Beleza sabe que sábado é o dia de maior movimento. Dependendo do local, é o dia que banca todos os outros. Desde que esse universo da beleza ganhou maior participação no comércio de serviços, trabalhadores e empresárias dessa área sabem bem que sábado não é dia de salão fechado.

Aos poucos, outros lojistas perceberam e seguiram a onda. Antes do surgimento dos hipermercados (tipo Carrefour, Guanabara), nem todos os mercados de bairro funcionavam nas tardes de sábado. Muito menos domingo, algo tão comum hoje em dia.

O surgimento dos shoppings

Há alguma poucas décadas atrás, o comércio de rua que mandava na dinâmica (em Alcântara isso acontece até hoje).

Não era incomum passar às 14 horas nas ruas e ver tudo fechado. Os shoppings mudaram esse costume. Com estruturas menos dependentes do fluxo das ruas, eles ocuparam as carências do fim de semana e promoveram o “passeio no shopping” como uma alternativa de lazer.

Tudo isso foi possível graças a um quesito: segurança.

A certeza de entrar em um lugar seguro, limpo, com ônibus passando na porta ou estacionamento com vagas, deu ao consumidor uma certeza de que era possível ir a um lugar no horário determinado e encontrar (quase tudo) o que quisesse.

Mas no comércio de rua, nada mudou. Quando um começa a fechar, é a hora de todos fecharem ao mesmo tempo. Salvo as corajosas padarias.

Pátio Alcântara é um shopping atípico nesse quesito. Ele é quem é regulado pelo comércio de rua, que é bem mais forte que a presença do shopping na região. Foto: Divulgação Dominus.

Prefeitura e serviços públicos não olham o sábado com carinho

Duas campanhas públicas nos chamaram a atenção pelos comentários e mensagens diretas com a pergunta “funciona no sábado?”. Para a DOAÇÃO DE SANGUE e VACINAÇÃO CONTRA FEBRE AMARELA foi a mesma questão.

Um dos casos mais complicados é o funcionamento do hemonúcleo aos sábados. Com estoques de sangue sempre no limite, por que não se substitui um dos dias de semana pelos sábados?

Quando os programas de vacinação acontecem, a mesma pergunta é feita sempre. Curiosamente, a vacinação de cães e gatos, tradicionalmente, acontece nesse dia. Bem como as vacinações infantis em massa (quem não se lembra do Zé Gotinha?) Mas a dúvida sobre o funcionamento ou não nos sábados deixa a população confusa e frustrada, por só ter o sábado para resolver seus problemas que são quase impossíveis de serem resolvidos nos dias de semana.

Até mesmo os poupatempos não funcionam no sábado. E agora, nem ele mais temos por aqui.

Um sábado de movimento em todo lugar

Apesar de você conhecer uma infinidade de serviços que já funcionam sábado, inclusive na parte da tarde e a noite, espero que este post lhe ajude como uma reflexão.

A ideia aqui é pensar na quantidade de pessoas que, depois de 5 dias flutuando entre as cidades da região metropolitana, podem e desejam encontram serviços que as ajudem naquelas atividades que elas não tiveram como resolver no clássico “de segunda à sexta”.

Prefeitura, essa dica também é para vocês. Pensem no SÁBADO como um dia fundamental para integrar a população às atividades que elas não podem fazer nos dias de semana. Todos agradecemos.

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Já comprou produto roubado? Recordes no roubo de carga e o consumidor https://simsaogoncalo.com.br/recordes-roubo-de-carga-e-consumidor/ https://simsaogoncalo.com.br/recordes-roubo-de-carga-e-consumidor/#comments Wed, 26 Apr 2017 18:03:09 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4538 Há um ano e meio atrás, peguei um Uber no Rio. Conversando com o motorista, pra variar, falei que sou de São Gonçalo e tal. Ele me respondeu que conhecia a cidade. Tinha sido motorista por aqui e tinha medo. Disse que cidade era bem conhecida por eles por conta dos frequentes roubos de cargas. Meses depois, ainda em […]

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Há um ano e meio atrás, peguei um Uber no Rio. Conversando com o motorista, pra variar, falei que sou de São Gonçalo e tal. Ele me respondeu que conhecia a cidade. Tinha sido motorista por aqui e tinha medo. Disse que cidade era bem conhecida por eles por conta dos frequentes roubos de cargas.

Meses depois, ainda em 2016, uma parente minha foi até uma loja comprar uma máquina de lavar. Na hora de especificar a entrega, a pergunta: “É no Rocha, Galo Branco ou pela região? Porque, se for por ali, a gente não está fazendo entrega. Nosso caminhão não vai lá por causa dos roubos.”

Pensei em publicar algo naquele momento, mas achei precipitado. Não era. Em 2016, os roubos de cargas no estado do Rio de Janeiro chegariam a 9.870 casos registrados.

São Gonçalo não está sozinha nessa. Baixada e capital estão conosco, juntas nesse drama.

Índice dos roubos de cargas no Rio de Janeiro de 2013 a 2016.
Índice dos roubos de cargas no Rio de Janeiro de 2013 a 2016. Infografia: RJTV. Fonte: ISP – Instituto de Segurança Pública.

Índices de roubo de carga no Rio de Janeiro (ISP-RJ)

  • 2013: 3.534 casos
  • 2014: 5.890 casos
  • 2015: 7.225 casos
  • 2016: 9.870 casos

Possível explicação para o crescimento do roubo de carga

Depois de 2010, com a invasão do Morro do Alemão e o crescimento das UPPs, o crime se espalhou pelo estado inteiro. São Gonçalo, como sabemos, abrigou alguns dos refugiados das favelas que receberam as Unidades de Polícia Pacificadora.

Entretanto, aqueles que saíram para as cidades do leste Fluminense e da Baixada não ficaram de bobeira. Pelo contrário. Os comerciantes de drogas buscaram treinar e equipar suas “filiais”. A piora do crime nos últimos 7 anos foi sensível.

A presença de armas de grosso calibre no Morro da Coruja, Salgueiro, Feijão, Rua da Feira, Morro da Dita, da Caixa d’água, Chumbada, entre outras diversas regiões como na baixada, zonas norte e oeste deixaram os bandidos ainda mais fortalecidos no estado.

Vila Três, Alcântara – São Gonçalo
Homicídio ocorrido no Morro da caixa d’água, bairro do Vila Três em 2015.

Mas aí, a crise econômica chegou.

E as bocas de fumo, pontos de venda de drogas, sentiram a crise. Afinal, o tráfico de drogas também é um comércio.

No primeiro momento, foram os roubos a pedestres que subiram. Mas os constantes assaltos para pegar jóias, dinheiro e celular mudaram hábitos. Fizeram as pessoas andar com pouquíssimo dinheiro na carteira e quase nenhum anel, pulseira e colar. Tem gente que nem celular mais leva pra rua.

Os bandidos perceberam isso. Perceberam também que seus parentes estavam sendo assaltados.

Viram que os celulares roubados precisavam ser vendidos. Mas, como, se a crise está deixando todos com menos dinheiro?

Foi aí que algum desses gênios do crime olhou para a tática dos milicianos.

Na milícia, se vende gás, gato net, cobra-se taxa de segurança, do transporte alternativo… ou seja, todos os produtos/serviços do dia-a-dia das pessoas.

São esses produtos/serviços que não param de vender nem por um segundo. São eles que dão dinheiro vivo na mão. Todo dia, toda hora. Especialmente da população mais pobre, que não faz transações bancárias com cartões de débito e crédito com a mesma densidade que aqueles com maior renda.

Roubo de cargas no Rio de Janeiro
São Paulo e Rio de Janeiro, um dos eixos mais perigosos para o transporte de cargas no planeta. Foto: Blog do caminhoneiro.

Com bandidos bem armados, equipados e com o território dominado, as estradas se tornaram um alvo fácil. E o meio de roubar produtos para vendê-los mais baratos dentro das comunidades e bairros mais pobres mostrou-se um ótimo negócio.

Nesse fluxo, transformaram o eixo Rio-São Paulo num dos lugares mais perigosos para cargas no mundo.

Isso. Você não leu errado: Rio e São Paulo é a região responsável por quase 88% dos roubos de cargas do Brasil e uma das regiões mais perigosas para o transporte de cargas no planeta.

Só no estado do Rio, acontecem 43,7% dos crimes deste tipo.

Veja: o Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes. O RJ tem pouco mais de 16 milhões. Se só aqui temos quase metade dos crimes de roubo de cargas, com uma população pouco menor que um décimo, há algo bem errado.

E você, consumidor, o que tem a ver com isso?

O Rio de Janeiro é um estado rico com uma população pobre. Segundo maior PIB do Brasil, com um dos maiores índices de trabalho informal. Gente que vive com pouco, na corda bamba, sem crédito fácil, muito menos barato.

Terreno fértil para agiotas e para aqueles que vendem produtos roubados.

Roubos de carga e o prejuízo aos Correios Foto: Guito Moreto/Jornal Extra.
Roubos de carga e o prejuízo aos Correios Foto: Guito Moreto/Jornal Extra.

Correios e as ‘áreas de risco’

Um dos problemas que muitos gonçalenses e moradores de regiões com alto índice de roubos e furtos de carga sofrem é com essa rotulação dos correios. Infelizmente, aqueles que mais transportam cargas para o consumidor final, diretamente para suas casas, são um dos alvos prediletos.

E aquele seu pedido, que você aguardava há tanto tempo, pode ter parado nas mãos de bandidos.

A própria agência dos Correios, ali no Zé Garoto, já foi roubada e furtada algumas vezes nos últimos tempos. Era comum ver o local fechado, porque os funcionários, ao chegar para trabalhar, se deparavam com a loja arrombada.

Um aviso sobre a falta de funcionamento estava no portão da unidade do Zé Garoto ontem Foto: Leonardo Ferraz
Um aviso sobre a falta de funcionamento estava no portão da unidade do Zé Garoto. Foto: Leonardo Ferraz / O São Gonçalo

Um crime que financia outro contra você

Quando compramos produtos roubados financiamos quem está roubando. Não serei hipócrita, pondo a culpa completa no consumidor. Até porque, com o baixo nível educacional e de renda que temos em nossa população, exigir que ela prefira os produtos da loja pode ser uma piada, uma vez que, talvez, as pessoas nunca tenham acesso aos bens que tanto veem nas propagandas a todo momento.

Educação e ética são pontos complicados em nossa sociedade. É claro que todos precisam tê-las. Mas nem sempre são esses argumentos que podem convencer alguém a não escolher produtos baratos que foram roubados.

Porém, esse pode servir: quem te vende esses produtos hoje, comprará aquelas armas que te assaltarão nas ruas amanhã. Ou assassinar um parente seu. Simples assim.

O crime de receptação de produtos roubados, financia aquele que rouba. Este, por sua vez, insere dinheiro na economia do crime. E o ciclo continua.

Escassez e encarecimento dos produtos

Talvez isso já aconteça em menor escala.

Sabe aquele produto que não chega mais ao mercado com frequência? Ou aquele outro que só se acha na outra cidade? Ou ainda mais: cadê aquelas “marcas A”? Será que deram lugar às “marcas B” de vez?

O que te faz pensar que um fabricante ou transportadora irá querer voltar numa região que já os roubaram tantas vezes? Será que, mesmo com um PIB tão grande, valerá a pena trabalhar com um mercado onde há tantos crimes?

Esse tipo de raciocínio passa longe de nós. Mas em momentos de crise, onde as vendas diminuem, essas substituições de marcas de qualidade por outras são comuns. Porém, neste caso, a vontade de não ser roubado do fabricante é maior que o desejo do consumidor.

E quem paga no final? Nós. Afinal, os poucos produtos que chegaram, vieram com um aparato de segurança tão grande que os encarecerão ainda mais.

Soluções possíveis

Mais que não comprar produtos roubados, da nossa parte, ou ampliar os investimentos em segurança, da parte dos comerciantes, acredito que temos outros gargalos a repensar. Especialmente na questão da reforma tributária.

Enquanto nossos impostos não forem revistos e redistribuídos, produtividade e logística continuarem sendo complicadores dentro do Brasil, nossos produtos continuarão extremamente caros para a população mais pobre. Que, naturalmente, é um dos clientes preferidos por aqueles que acham ser, mas não tem nada de Robin Hood.

Como nada disso vai acontecer tão cedo, os nossos bandidos vão se aproveitando das brechas abertas na segurança do estado pela crise econômica.

Paliativos serão feitos. Mas sabemos quem sofrerá com isso no final: Nós.

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Salvem o jornal O São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/salvem-o-jornal-o-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/salvem-o-jornal-o-sao-goncalo/#comments Tue, 21 Feb 2017 14:32:24 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4326 O texto abaixo reflete a opinião do autor, Mário Lima Jr. Até junho de 2016, eu considerava o jornal O São Gonçalo uma publicação desprezível. Vendendo violência, é indigno de carregar o nome do 16º maior município do Brasil, onde vivem 1 milhão de pessoas. O jornal continua inútil, mas meu ódio por ele se foi. Quando […]

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O texto abaixo reflete a opinião do autor, Mário Lima Jr.

Até junho de 2016, eu considerava o jornal O São Gonçalo uma publicação desprezível. Vendendo violência, é indigno de carregar o nome do 16º maior município do Brasil, onde vivem 1 milhão de pessoas. O jornal continua inútil, mas meu ódio por ele se foi.

Quando estive na exposição “Belarmino de Mattos 125 anos – Patrono do Jornalismo Gonçalense”, vi que a história do jornal é maior do que a falta de cidadania da direção atual, que desconhece os princípios jornalísticos. O São Gonçalo circula há longos 85 anos. Merece ser salvo, não odiado.

Belarmino de Mattos fundou o jornal O São Gonçalo em 1931. Era mais que um jornalista. Ele atuou em áreas como política, cultura e economia e ajudou a criar instituições diversas, como hospitais e ligas esportivas. O São Gonçalo foi fundado por um gênio que desejava que o veículo fosse “uma árvore imortal, árvore da inteligência, da vontade popular e das aspirações públicas”. Ainda nas suas palavras, Belarmino queria dotar a cidade de “uma grande voz que falasse ao povo do município, aos nossos vizinhos do Brasil inteiro”.

O jornal O São Gonçalo de hoje

Hoje, de propriedade da Fundação Universo e presidido por Wallace Salgado de Oliveira, temos nas páginas nefastas do diário o oposto dos valores humanos cultivados por seu fundador. A publicação é usada como um brinquedo para exercício da vaidade e gosto pela violência, onde fotografias de integrantes da família Salgado de Oliveira são publicadas na capa como exemplos de gonçalenses ilustres. Um autoelogio medíocre.

O São Gonçalo não traz informações sobre o dia a dia político e econômico da cidade, que favoreçam a formação da opinião pública a respeito da realidade caótica gonçalense. Ele prefere fazer parcerias de divulgação com restaurantes, em vez de se aproximar de livrarias e grupos culturais, tão ignorados aqui.

Apesar do nome da publicação, não bastasse a quantidade de cadáveres gonçalenses que exibe, os assassinatos em Itaboraí, Maricá, Niterói, Rio Bonito, Tanguá e Região dos Lagos também foram incorporados à pauta. Formam uma colcha de retalhos sangrenta, descompromissada com o desenvolvimento da capacidade crítica do leitor.

O Sr. Wallace Salgado de Oliveira poderia alegar que preside uma empresa que paga contas e salários em tempos de crise econômica, ao invés de manter um ideal. Desde que vejo o jornal nas bancas, há pelo menos quinze anos, ele jamais tentou qualquer reformulação em direção a um veículo mais completo e provavelmente mais rentável.

O Jornalismo é um dos pilares da democracia. Por isso, cada canal de notícias carrega importante responsabilidade social onde é publicado. A Fundação Universo poderia mudar o seu nome para algo mais apropriado como “O Boletim de Ocorrências”. Ou então, adotar a verdadeira missão de um jornal.

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Cola na Praia das Pedrinhas que dá onda https://simsaogoncalo.com.br/praia-das-pedrinhas-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/praia-das-pedrinhas-sao-goncalo/#respond Wed, 18 Jan 2017 13:33:11 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4306 Acordei cedo para fazer uma visita técnica de montagem de croqui para um dos primeiros eventos que apoiaremos esse ano aqui na Praia das Pedrinhas São Gonçalo. Apesar do sol e calor, a vista e fresca que bate aqui é uma delícia. Mesmo que a Baía de Guanabara esteja longe de ser um lugar propício […]

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Acordei cedo para fazer uma visita técnica de montagem de croqui para um dos primeiros eventos que apoiaremos esse ano aqui na Praia das Pedrinhas São Gonçalo.

Apesar do sol e calor, a vista e fresca que bate aqui é uma delícia. Mesmo que a Baía de Guanabara esteja longe de ser um lugar propício para banho, o local tem um ambiente muito gostoso.

Sinalização da entrada da Praia das Pedrinhas São Gonçalo

Se você quer trocar uma ideia, ler um livro, tomar uma cerveja, uma coca-cola, dar uma volta com a namorada ou convidar alguém pra conhecer, recomendo nossa querida “Little Stone Beach”. Às vezes vamos para São Francisco, Jurujuba e Ipanema para comer um peixe, mas pertinho de casa temos uma ótima alternativa.

Os donos dos bares da Praia das Pedrinhas falam que as vendas diminuíram quase 50% por conta da recessão econômica. Isso significa que o excedente que você vem gastando fora da cidade, com transporte, estacionamento e preço, pode ser fundamental para a Praia das Pedrinhas voltar a ser um lugar de produção gastronômica, convívio social e geração de emprego e renda.

Deu match no tinder, rolou um flerte, quer um lugar pra fazer uma reunião, tirar uma selfie? Cola na Praia das Pedrinhas que dá onda.

Praia das Pedrinhas São Gonçalo (no Mapa de Cultura RJ)

Praia das Pedrinhas São Gonçalo fica às margens da Baía de Guanabara e oferece uma das vistas mais belas da cidade. A orla possui uma colônia de pescadores bem organizada. São diversos barcos de pesca que realizam a Procissão Marítima de São Pedro, todo ano.

Altar de São Pedro na orla da Praia das Pedrinhas São Gonçalo

Por volta do dia 29 de junho, há missa e desfile de barcos com a imagem de São Pedro – que pode ser vista no altar criado no local.

Na praia também é realizada a Festa de Iemanjá, todo dia 2 de fevereiro, quando as oferendas em homenagem à Rainha do Mar são levadas em barquinhos. Também é possível alugar barcos para a realização de passeios.

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Cocadas de Tribobó: o lugar mais doce da RJ-104 https://simsaogoncalo.com.br/cocadas-de-tribobo-o-lugar-mais-doce-da-rj-104/ https://simsaogoncalo.com.br/cocadas-de-tribobo-o-lugar-mais-doce-da-rj-104/#comments Tue, 09 Aug 2016 04:11:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3909 As cocadas de Tribobó são um oásis. À beira da RJ-104, no sentido Alcântara, é difícil não parar naquele estande cheio de doces. Especialmente, por conta das cocadas, a especialidade da casa. Muito antes da moda dos foodtrucks, o que mandava mesmo eram as barracas. Elas vendiam pipoca, milho, churros, verduras, cuscuz, picolé, cachorro-quente, angu, caldos, […]

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As cocadas de Tribobó são um oásis. À beira da RJ-104, no sentido Alcântara, é difícil não parar naquele estande cheio de doces. Especialmente, por conta das cocadas, a especialidade da casa.

Muito antes da moda dos foodtrucks, o que mandava mesmo eram as barracas.

Elas vendiam pipoca, milho, churros, verduras, cuscuz, picolé, cachorro-quente, angu, caldos, churraquinho, amendoim, seja como fosse, era fácil encontrá-las em São Gonçalo. Nos anos 90 e 2000, os trailers tomaram conta do cenário, fazendo fama com muitos “x-tudos”, logo rebatizados de “podrões”.

Até pouco tempo atrás, em todo estado do Rio, os restaurantes não eram tantos e diversos. As comidas das barracas eram a primeira opção de muita gente. Inclusive a minha.

Nessa mesma época, seu Lenilson, mais conhecido como Bujão, inaugurava sua barraca de doces caseiros. Começou ao lado do posto, mas teve que se posicionar do outro lado da esquina. Ali, ficou ainda mais visível e acessível para quem curte parar e experimentar seu doce mais popular: a cocada.

Doces Caseiros – Cocadas de Tribobó
Crédito: Matheus Graciano/ SIM São Gonçalo

Cocadas de Tribobó e RJ-104: uma rodovia mais doce

Completando 16 anos no local, a barraca das cocadas de Tribobó é um dos bons exemplos de empreendedorismo em São Gonçalo. Um negócio local que tem diversos fãs na cidade, como podemos comprovar lendo os comentários elogiosos aos seus doces.

Segundo Lenilson, o funcionamento da barraca é de quinta a domingo e feriados. Às 17h o movimento começa e não tem hora para acabar. A variedade de doces vai além das cocadas, e o pavê também faz jus a fama do local. Mais um exemplo de quem acredita na cidade, empreende e faz acontecer.

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A crise do Estado do Rio e o fundo do poço infinito https://simsaogoncalo.com.br/a-crise-do-estado-rio-fundo-poco-infinito/ https://simsaogoncalo.com.br/a-crise-do-estado-rio-fundo-poco-infinito/#comments Thu, 03 Dec 2015 17:11:46 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3383 Há poucos anos atrás, as promessas geradas pelo petróleo transformaram o estado do Rio de Janeiro num el dourado nacional. Com tantas coisas diferentes acontecendo ao mesmo tempo, teve gente acreditando que estávamos num “novo ciclo”. COMPERJ, EBX, PETROBRAS são nomes que não saíam da mídia. Junto disso tudo, a capital foi aprovada para sediar as Olimpíadas. Os preços dos […]

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Há poucos anos atrás, as promessas geradas pelo petróleo transformaram o estado do Rio de Janeiro num el dourado nacional. Com tantas coisas diferentes acontecendo ao mesmo tempo, teve gente acreditando que estávamos num “novo ciclo”. COMPERJ, EBX, PETROBRAS são nomes que não saíam da mídia. Junto disso tudo, a capital foi aprovada para sediar as Olimpíadas. Os preços dos imóveis na capital fluminense dispararam. Como são uma referência regional, elevaram os valores das casas também em São Gonçalo, Niterói e toda região metropolitana.

Os efeitos da “falsa valorização” ficaram fixados na mente das pessoas. São Gonçalo teve seu custo de vida sensivelmente elevado. Regiões com o mínimo de facilidades em infraestrutura na cidade tem aluguéis e condomínios caros, algumas vezes equivalentes à sua vizinha, Niterói. Isso sem falar na velha questão do transporte. Salvo os ônibus da Coesa, o restante parece que parou no tempo. Quando entro no 12, por exemplo, parece que volto no tempo.

Agora, o governador atual, Luiz Fernando Pezão, disse que estamos, mais uma vez, à beira da falência. Mas, será? Se pensarmos um pouquinho mais a fundo, veremos que estamos falidos há muito tempo. Como o estado não fali, parece que os falidos somos nós.

Trabalhadores do Comperj caminham sobre a ponte Rio-Niterói para denunciar os atrasos nos pagamentos.
Trabalhadores do Comperj caminham sobre a ponte Rio-Niterói para denunciar os atrasos nos pagamentos.

Origens do “Rio”

A consolidação do que chamamos de “Rio de Janeiro” vem de 1763, quando o Marquês de Pombal transferiu a capital de Salvador (Bahia) para o Rio por questões simples: éramos o lugar mais perto das jazidas de minérios e metais de Minas Gerais, com uma Baía de Guanabara perfeita para receber os navios. Uns 45 anos depois, a corte portuguesa chegava para mudar de vez nossa situação perante o país. Sendo simplório, esses 2 fatos resumem praticamente tudo o que somos hoje.

Para não ser relapso, tivemos um momento de prosperidade no Vale do Paraíba, com uma das maiores produções mundiais de café. Porém, depois que corrigimos uma “pequena injustiça” abolindo os escravos, esse negócio ruiu, migrando para São Paulo.

São Gonçalo, Niterói, Caxias, Nova Iguaçu, todas as cidades da região metropolitana e, porque não, Petrópolis, foram diretamente beneficiadas por toda essa centralização do poder no Rio, que por consequência também concentrou o dinheiro. Depois de JK, com a transferência de Brasília, demos adeus à mamata do dinheiro fácil. Ainda ficaram muitas estatais por aqui, entre outros mecanismos que deixaram o Rio como um ponto focal no Brasil. A Globo e suas novelas que vendem o “sonho carioca de ser” atraíram ainda mais gente de outros lugares para cá.

Rota do Ouro que trazia os metais preciosos de Minas Gerais para o Rio de Janeiro.
Rota do Ouro que trazia os metais preciosos de Minas Gerais para o Rio de Janeiro.

Pensando a fundo, o que produzimos de verdade?

Até que nos anos 9o, a indústria do petróleo deu vida nova à uma triste cidade de Campos, que no passado foi grande plantadora de cana e produtora de açúcar. Macaé, Casemiro de Abreu, São João da Barra, Quissamã, Rio das Ostras entre outras cidades do estado maravilharam-se com as facilidades do dinheiro direto na mão. Nos tornamos, novamente, monocultores. Agora, de óleo e gás.

Nesse embalo, no meio do caminho, prometeram uma “mega-ultra-master” refinaria de petróleo em Itaboraí. Aquilo chamado “COMPERJ”. Resultado? Prometeram A e vão entregar Z.

Como tudo na vida passa, cá estamos nós, novamente, assistindo à queda do petróleo, um produto que aos poucos será substituído por novas matrizes energéticas no mundo. Então, o que nos espera em 30 ou 40 anos?  O que o Rio de Janeiro será? E mais: o que nossas cidades metropolitanas, São Gonçalo nesse bolo, produzem ou produzirão para receber recursos e melhorar a infraestrutura regional?

Bonde no Zé Garoto, São Gonçalo
Instalação da rede de bondes em São Gonçalo. Época em que a cidade era um potencial distrito industrial e, aos olhos dos investidores externos, valia a pena investir nela.

Porque existe um fundo do poço infinito

Há algum tempo, o Rio de Janeiro caiu num poço infinito. O estado tem uma população muito grande e não consegue gerar renda suficiente para manter toda essa estrutura. Com o Petróleo em baixa, nossa única fonte de renda “certa”, via commodities, não consegue mais sustentar os pilares econômicos que nos mantém. Porém, com a 2ª maior região metropolitana do país, mesmo não se bancando, o Rio é alvo de todos os políticos e empresários nacionais e internacionais. O que, naturalmente, força o governo federal a “investir” constantemente no estado.

Estamos vivenciando um exemplo perfeito nesse final de 2015 e início de 2016. O estado não tem dinheiro para pagar seus servidores e terceirizados. Entretanto, poderá pedir dinheiro ao governo federal para custear as obras finais das estruturas olímpicas que se comprometeu a fazer no passado recente. A população, com razão, nunca entenderá isso. E, infelizmente, o estado também não ajuda a explicar.

Minha impressão é que assistimos ao cachorro correndo atrás de sua própria cauda. Como o Rio é o “palco do Brasil”, é possível que outras situações como essa continuem acontecendo.

A crise do Estado do Rio é permanente. Somos um dos maiores mercados informais (sem carteira assinada) do país. Em contrapartida, temos uma forte indústria criativa e cultural acontecendo por aqui. Seria essa crise constante o motivo de sermos tão criativos?

Bem, se permanecerá por muito tempo, não sabemos. Mas, certamente, ainda não estamos preparados para os novos modelos de geração de valor, especialmente por nossa deficiência educacional. Precisamos instruir nossa população de forma a criar menos “operadores” e mais inventores e produtores. Já melhoramos muito, mais ainda há espaço para, um dia, achar o fundo desse poço e descobrir que há uma mola por lá, que nos fará subir para um lugar que nem sabemos se ainda será nosso.

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A indústria do reboque de motos e carros em São Gonçalo: como a prefeitura e o estado lucram com as terceirizadas https://simsaogoncalo.com.br/a-industria-do-reboque-de-motos-e-carros-em-sao-goncalo-como-a-prefeitura-e-o-estado-lucram-com-as-terceirizadas/ https://simsaogoncalo.com.br/a-industria-do-reboque-de-motos-e-carros-em-sao-goncalo-como-a-prefeitura-e-o-estado-lucram-com-as-terceirizadas/#comments Thu, 12 Nov 2015 15:05:05 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3331 Algumas vezes na vida, a gente acha que passa por problemas desnecessários, que não deveríamos passar. Dessa vez, pelo menos dessa vez, sinto que tive que passar por isso. Só assim, pude sentir na pele o que o nosso querido poder público anda aprontando com a gente, só para garantir um trocado. Pátio da TransGuard […]

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Algumas vezes na vida, a gente acha que passa por problemas desnecessários, que não deveríamos passar. Dessa vez, pelo menos dessa vez, sinto que tive que passar por isso. Só assim, pude sentir na pele o que o nosso querido poder público anda aprontando com a gente, só para garantir um trocado.

Indústria do Reboque: Transguard e a prefeitura de São Gonçalo

Pátio da TransGuard e SEMTRAN, entre o Posto de Gasolina e o Abrigo Cristo Redentor. Agora basta saber de quem é esse terreno alugado, na Estrela do Norte – São Gonçalo.

O início da história: do IPVA ao Detran

No início deste caótico ano de 2015, separei aquele dinheirinho para o IPVA. Já sabia que o governo do estado do Rio de Janeiro estava em crise. Ou melhor: está em crise. Com graves problemas financeiros por conta da queda do preço do petróleo, da Petrobrás se afundando na Operação Lava-Jato, entre outros problemas afins, é lógico que sobraria para nós, com muita Lei Seca, blitz e reboques por aí. Por isso, tratei de pagar logo o bendito do “Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores”.

Porém, mesmo com o meu dinheiro em sua caixinha, o faminto estado não deixaria esse meu adiantamento sair impune. No auge da polêmica com os extintores de incêndio, tive que gastar mais R$130,00 reais para saber que, meses depois, ele não seria mais necessário.

Indústria do Reboque: Transguard e a prefeitura de São Gonçalo

Extintores ABC: segundo a antiga resolução, quem não tivesse, também poderia ser rebocado.

No Detran, ainda no 1º semestre, o sistema não me permitia fazer a marcação da vistoria. Aliás, quis o homem que “vistoria obrigatória” só existisse no estado do Rio de Janeiro. O sistema do site do Detran não agendava a data. Depois de um tempo, passou a me mandar para cidades bem longes de São Gonçalo ou Niterói. Ou seja, se as agências mais próximas do Detran não estava conseguindo vistoriar todos os carros, eu que enchesse meu tanque com uma gasolina cara para resolver um problema que é deles.

Polícia é para proteção, não arrecadação.

Há poucos meses atrás, o projeto do deputado federal Walney Rocha (PTB-RJ) foi aprovado na Câmara. Segundo este, não precisaríamos mais de vistorias no Rio de Janeiro, único estado que ainda pratica isso. O projeto só aguarda a aprovação na Comissão de Justiça do Senado.

Confira a notícia: http://extra.globo.com/noticias/rio/projeto-de-lei-que-poe-fim-as-vistorias-de-carros-aprovado-na-camara-17233754.html#ixzz3jH4zJLii

Voltando à vida real, eis que no dia 9 de novembro, segunda-feira, às 21:30, fui parado numa blitz da Polícia Militar. Eles pediram os documentos e, de cara, lancei: “Ainda não fiz a vistoria”. O policial foi ainda mais direto: “Então, vamos rebocar!”

Sozinho no carro, numa blitz em frente ao Cemitério São Gonçalo. Ali estava eu, numa cena lastimável.

Entretanto, prestei bastante atenção ao processo. Especialmente no diálogo entre os Policiais Militares:

– Quantos já tem aqui?

– 1, 2, 3, 4, …7!

– Ih, então falta mais um aqui! Vamos fazer o seguinte: a gente pega mais 1, fecha 8. Depois vamos lá na entrada do Boaçu para pegar mais 7. Aí, a gente fecha por hoje.

– Tá bom. Vamos fazer isso.

Polícia Militar do Rio de Janeiro rebocando os carros na via pública

Imagem ilustrativa da ação da polícia no reboque de veículos.

Bem, para qualquer um que estivesse ouvindo a conversa, estava claro que havia uma cota de 15 carros a serem rebocados para o depósito por aqueles funcionários da Lei. Sim, da Lei, não da arrecadação do estado.

Acredito seriamente que a desvalorização da polícia começa em atos como esse. Ao invés de usá-la para fins de proteção e prevenção, ela é usada para tudo, inclusive como um arrecadadora de impostos. Nessa “saga”, ouvi de pelo menos 3 pessoas que os policiais estão recebendo por carro. Ou seja: não fique de malandragem tentando subornar a polícia. Está arriscado a tomar uma “voz de prisão”, saindo dali algemado.

Aliás, como já publicamos no SIM São Gonçalo, o artigo 144, § 5º, da Constituição Federal é curto e grosso: “Às policias militares cabe à polícia ostensiva e a preservação da ordem pública”.

Carro lacrado e levado às 22:05 de 9 de novembro de 2015. O dia seria longo na terça.

SEMTRAN: prefeitura de São Gonçalo e a sua má vontade em pessoa

Imagina um lugar quente. Pensou? Agora, adicione isso a um dia abafado, num espaço de pouco mais de 3 metros quadrados, sem nem um ventilador. Conseguiu visualizar? Agora, saiba que faltam banheiros e bebedouros no local. Sim, essa é a fórmula perfeita para que as pessoas fiquem ainda mais irritadas.

SEMTRAN – Secretaria de Trânsito de São Gonçalo na Indústria do Reboque: Transguard e a prefeitura de São Gonçalo

Adesivo da SEMTRAN (Secretaria de Trânsito de São Gonçalo, Rio de Janeiro).

A má vontade da funcionária da Secretaria Municipal de Transportes não poderia ser pior. Lá de dentro, o ar-condicionado da salinha gelada dela passava entre o espacinho do vidro. Nós, aqui fora, no calor. Mesmo assim, ela tinha dificuldade em explicar sobre o que fazer caso não tivéssemos algum documento requerido naquele momento.

O processo da SEMTRAN é muito bem feito. Ele foi desenvolvido para te enrolar ao máximo, de modo que você tenha que ir e voltar algumas vezes para conseguir uma simples guia de pagamento. Assim, eles ganham tempo para te fazer pagar mais uma estadia. E foi isso que aconteceu comigo.

Indústria do Reboque: Transguard e a prefeitura de São Gonçalo

Funcionários da TransGuard manejando o processo de liberação dos veículos.

TransGuard: desvendando o caça-níquel da prefeitura de São Gonçalo

A empresa TransGuard (CNPJ 11361353000303) e a SEMTRAN se uniram para servir o que há de pior em serviços, conseguindo algo que é uma prática comum no estado do RJ: HUMILHAR O CONTRIBUINTE. Para que não restem dúvidas, vou listar ponto a ponto para você entender como a indústria do reboque funciona, nos fazendo pagar muito mais do que está escrito.

Tabela de valores da TransGuard, cujos valores são regulados pela prefeitura de São Gonçalo.

Tabela de “estadias” e reboques da TransGuard, cujos valores são regulados pela prefeitura de São Gonçalo.O decreto pode ser encontrado nesse link: http://www.jusbrasil.com.br/diarios/76397488/dom-qsd-rj-10-09-2014-pg-1

CRONOGRAMA DOS ABSURDOS

#1 Estadias não são diárias: a cobrança pelo absurdo:

O 1º absurdo da TransGuard e SEMTRAN é a cobrança das “estadias”. Segundo a “regra” deles, você deve pagar o reboque + estadia. Entretanto, veja um exemplo: Imagine que sua moto/carro foi pego às 23:00 da noite, seja numa blitz ou rebocado na rua, e levado para o depósito. Se passar da meia-noite, já conta a 2ª estadia. Isso! Nenhum estacionamento, hotel, aluguel de nada conta dessa forma. Esse jeito “inovador” te faz pagar 2 diárias de uma vez!

Isso faz parte da indústria. Entendeu por que a polícia pega mais carro e moto à noite e no fim da tarde? Isso te “obriga” a pagar duas vezes. Sim, 2 vezes.

Primeira guia gerada pela TransGuard, cobrando o valor de duas "estadias".

Primeira guia gerada pela TransGuard, cobrando o valor de duas “estadias”.

#2 Guia de pagamento e a premeditada dificuldade de pagar

Depois da SEMTRAN me fazer de palhaço, me fazendo ir e voltar 3 vezes àquele local, finalmente consegui pegar uma guia de pagamento às 16:20. Como não podíamos pagar lá, algo impensável hoje em dia com tantos meios de pagamento, e com os bancos já fechados, a atendente disse que era possível pagar na Loteria… será?

Sem almoço, depois de idas e vindas à casa e ao cartório, para “autenticar” uma declaração dizendo que o carro era nosso, corremos para a lotérica acreditando que “daria tempo” de pegar o carro… Tudo em vão!

Após uma pequena fila, fui atendido na lotérica indicada, ali na 18 do forte, entrada do Mutuá. A atendente pegou o documento e já disse logo:

– Ih, TransGuard? Só amanhã. O limite deles para depósito é de 500,00 reais por dia. Agora, só amanhã!

Desolado, saí dali e voltei para a casa, na esperança de conseguir pagar na QUARTA-FEIRA pela manhã.

Papel da Loteria com horário que tentei fazer o pagamento

Esse comprovante foi gerado pela própria lotérica, para mostrar a hora e o motivo de ela não ter recebido o documento. Segundo outras pessoas que estavam na mesma situação, apenas os 3 primeiros atendidos na lotérica conseguiram fazer o depósito. Com um limite de 500 reais, era óbvio que isso iria acontecer.

#3 Terceirizadas e a máquina da prefeitura

Como a prefeitura não pode receber dinheiro diretamente, a não ser que seja de impostos, ela contrata essas empresas terceirizadas para arrecadar para ela. No caso, a Transguard me deu um papel que não chegavam nem a ser um boleto (como mostrado acima). Agora me diz: como uma empresa que presta serviço para a prefeitura tem um limite tão baixo para receber nas Loterias? Por que ela não recebe no crédito ou débito, se ela é uma empresa registrada?

Perguntas que só podem ser respondidas com investigação do Ministério Público.

#4 Ninguém aceita guia com data vencida

Na quarta-feira pela manhã (lembrando que o carro foi apreendido na noite de segunda-feira), lógico que o pior aconteceu. Por um erro da empresa, com seu limite pífio para pagamento nas Loterias da Caixa e não aceitação da guia por causa da data vencida, tive de ir novamente à TransGuard para gerar uma nova guia.

#5 Estadia não é diária. Passou um dia? Vamos cobrar!

Na hora de gerar a guia, a atendente da TransGuard me vem com uma guia no valor de R$245,66. OI?! Sim, eles fizeram isso. Por um erro deles, o que já era um abuso, tornou-se uma agressão a todas as lógicas e direitos. O carro mal tinha 30 horas no pátio e eles estavam cobrando por 3 estadias, uma “diária” literal. O absurdo foi formalizado.

Depois de muita revolta, confusão e argumentação, logo vimos que ou era isso ou nada. O “supervisor” até me sugeriu tentar pagar a guia do dia anterior. Mas, peraí! EU TENHO QUE TRABALHAR. Não posso ficar 80 minutos na fila da Caixa Econômica e tomar um “Não posso receber, Senhor”.

Paguei a guia mais cara, com data de vencimento do dia e na boca do caixa da Caixa Econômica Federal. Me senti nos anos 80 ou 90 novamente, provando do atraso que tanto combatemos na cidade.

Nova guia gerada pela Transguard – um absurdo da Prefeitura de São Gonçalo que colabora com essas empresas.

Nova guia gerada pela Transguard – um absurdo da Prefeitura de São Gonçalo que colabora com essas empresas.

#6 Pagamos na CAIXA e voltamos para a Transguard. Será que pegaremos o que é nosso?

Depois da extorsão legitimada pela Prefeitura de São Gonçalo e pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, finalmente pegamos o carro e saimos de lá. Fiz o vídeo e já comecei a compreender que não há outro jeito: terei de recorrer à justiça para corrigir esse absurdo.

O que aprendi com tudo isso?

A lição mais importante que ficou é que “o estado é implacável” quando o assunto é tomar o seu dinheiro. Infelizmente, nós, brasileiros, somos muito pacatos e aceitamos esses desmandos como se fosse algo normal.

Mesmo com IPVA pago, tentativas de marcação de vistoria dificultadas pelo próprio DETRAN, compra de extintor que não será mais exigido, cobranças de pedágios, entre outros impostos que pagamos, mesmo com tudo isso, ainda somos tratados como se quiséssemos “não pagar” e enrolar o estado. Pelo contrário, se o estado facilitasse a vida das pessoas, com serviços que funcionassem decentemente, tenho certeza que a maioria das pessoas seriam muito mais felizes.

As “indústrias da dificuldade” estão aí. Todas famintas para que você tenha muitos problemas e, como sempre, ganhe uma bela punição do estado.

SEMTRAN e Transguard, o processo de vocês está sendo elaborado. Se o caminho é a justiça, aí vamos nós.

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A I9 fechou: o futuro do entretenimento em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/a-i9-fechou-o-futuro-do-entretenimento-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/a-i9-fechou-o-futuro-do-entretenimento-em-sao-goncalo/#respond Fri, 02 Oct 2015 04:55:44 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3235 Baixe o mp3 para o seu celular. O #4 Podcast do SIM São Gonçalo aborda um assunto que bombou em setembro de 2015: o fechamento da casa de show I9. Matheus Graciano e Nãnashaira Medeiros comentam sobre os efeitos disso na cidade e o futuro do entretenimento em São Gonçalo. Clique, baixe, ouça! Sobre a […]

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Baixe o mp3 para o seu celular.

O #4 Podcast do SIM São Gonçalo aborda um assunto que bombou em setembro de 2015: o fechamento da casa de show I9. Matheus Graciano e Nãnashaira Medeiros comentam sobre os efeitos disso na cidade e o futuro do entretenimento em São Gonçalo. Clique, baixe, ouça!

Sobre a I9 na cidade

A I9 se consolidou como uma casa de shows de peso no cenário do leste fluminense. Com boa capacidade, equipamento de som e luz potentes, tinha robustez para receber artistas de nível nacional e internacional. Entretanto, o destaque para a Feira do Livro e as matinês do teatro infantil são eventos interessantes para serem lembrados.

Outro legado fundamental é a movimentação da região que abrange os bairros do Camarão, Porto da Pedra, Parada 40 e Mangueira. Comentamos sobre a participação da casa de shows neste processo de promoção das proximidades como um pólo de entretenimento.

 

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Elite gonçalense, ela existe? https://simsaogoncalo.com.br/elite-goncalense-ela-existe/ https://simsaogoncalo.com.br/elite-goncalense-ela-existe/#comments Tue, 16 Jun 2015 17:12:38 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2864 O Brasil é e sempre foi um país desigual. Apesar dos últimos governos repetirem exaustivamente que a desigualdade financeira diminuiu entre as pessoas, o desnível absurdo ainda prevalece. É verdade que a renda caminha rumo à igualdade, mas o abismo educacional não mudou. Em São Gonçalo, por exemplo, com muitas pessoas nas chamadas “classes C e D”, camadas que mais ascenderam economicamente, a falsa […]

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O Brasil é e sempre foi um país desigual. Apesar dos últimos governos repetirem exaustivamente que a desigualdade financeira diminuiu entre as pessoas, o desnível absurdo ainda prevalece. É verdade que a renda caminha rumo à igualdade, mas o abismo educacional não mudou. Em São Gonçalo, por exemplo, com muitas pessoas nas chamadas “classes C e D”, camadas que mais ascenderam economicamente, a falsa sensação de “poder comprar” mascara uma pergunta bem pertinente em tempos de ostentação: ainda existe elite goncalense?

Antes de escrever o post, pedi algumas contribuições nas redes do SIM São Gonçalo. Esse comentário resume um pouco do que se acredita ser “elite”:

“Sobre a ‘elite gonçalense’, conheço uma família que tinha uma situação financeira bem bacana. Moravam no Galo Branco, numa ‘puta’ casa. A mulher andava de ‘Audi’, o homem de ‘Hilux’, o filho de ‘New Beetle’ e filha de ‘Honda Bis’, porque era bem novinha. Só que os negócios cresceram de uma maneira que se viram obrigados a mudar. Ficaram muito ‘visados’, como eles próprios relataram. Hoje, vivem em uma cobertura em Charitas, onde eles são apenas mais uma família rica e não A Família Rica.”

Olhando a palavra “elite” em alguns dicionários, cheguei a definições como “o que há de melhor na sociedade” ou “que detém alguma influência e prestígio”. Observando isso, é importante ressaltar que as “elites” são representadas em diversos segmentos. Nas artes, letras, atividades médicas, economia, entre outros campos, todos têm algum tipo de parcela considerada elite. Mas, por que o quesito dinheiro é tão relacionado à palavra?

Comentários abertos feitos na página do facebook refletem um pouco do que se sente nas ruas. Frases como “as elites estão na Barra da Tijuca ou Niterói” são frequentes. Muito disso é explicado se voltarmos um pouco no tempo. Anos atrás, o acesso ao conhecimento e a informação eram restritos a poucos que tinham algum mínimo poder econômico. Sabemos que muita coisa mudou, mas a ideia de que o “dinheiro” te introduz na “elite” continua a mesma. Para muitos, ainda bem, a deficiência financeira já não é mais a vilã. O problema faz parte do modelo mental que temos.

Esse “modelo” pode ser traduzido como “jeito de pensar”. Muitos ainda tem uma mente modelada por crenças que hoje já não fazem tanto sentido como antigamente. Ter muito dinheiro, por exemplo, já não te faz tão “especial” assim. Em São Gonçalo ou em qualquer outra cidade brasileira, ainda percebemos que “mostrar que é rico” virou um pequeno show, que pode ser “assistido” nos instagrams, youtubes e nas ruas, nos roncos das motos barulhentas ou cantando pneu por aí. Mas com tanto dinheiro no mercado, até quem tem muito já não consegue ser visto com tanto destaque, uma vez a mágica do “12x sem juros” fez com que muitos tivessem acesso a quase tudo, mesmo que parceladamente.

Mas, ainda há elite gonçalense?

Hoje, com uma realidade “um pouquinho menos desigual”, a percepção de que a “elite gonçalense” deixou de existir está mais nítida. A verdadeira elite se dá por um fato: acesso à educação. Entretanto, até mesmo as escolas que antes eram referência na cidade, perderam o posto para outras instituições de ensino que se parecem mais com “máquinas de treinamento para o vestibular”. Nessa peneira, passam os mais aptos, salvam-se os que tem uma índole curiosa e se libertam aqueles cujas famílias são suficientemente instruídas para guiá-los.

Por outro lado, as gerações mais antigas ainda acreditam em símbolos que já não fazem mais sentido quando o intuito é ser visto como elite, até mesmo intelectual. Para reforçar essa posição, os mais jovens também já não veem sentido algum em ser como eles, algo que no passado ainda era uma aspiração. Mais uma vez, o modelo mental aprisiona os mais velhos e força os mais jovens a construir novos moldes que ainda nem foram testados. O que se vê é o retrato da situação atual, onde “nunca antes na história o futuro foi tão incerto.”

Talvez a resposta para a pergunta título não exista. Talvez essa “nova elite” esteja em construção. Talvez ela nunca mais exista como se conheceu no passado. De qualquer forma, os membros das futuras elites, de quaisquer segmentos, estão por aí. Dispersos, desorganizados, mas agindo e implantando formas livres de pensar. Seja em São Gonçalo, Rio de Janeiro, Brasil ou no mundo.

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A revolta dos camelôs: o que reflete o fogo de Alcântara? https://simsaogoncalo.com.br/revolta-camelos-reflete-fogo-alcantara/ https://simsaogoncalo.com.br/revolta-camelos-reflete-fogo-alcantara/#respond Fri, 20 Mar 2015 22:39:46 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2680 Terra de Malboro, terra sem lei. Essas são algumas das formas que as pessoas que não são daqui descrevem São Gonçalo. Para uma cidade que já foi potência industrial no passado, é humilhante conviver com esses adjetivos. A melhora está numa pergunta: como estabelecer a ordem? Estamos em março de 2015. Brasil pega fogo. Alcântara também! Manter a ordem, […]

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Terra de Malboro, terra sem lei. Essas são algumas das formas que as pessoas que não são daqui descrevem São Gonçalo. Para uma cidade que já foi potência industrial no passado, é humilhante conviver com esses adjetivos. A melhora está numa pergunta: como estabelecer a ordem?

Estamos em março de 2015. Brasil pega fogo. Alcântara também!

Manter a ordem, a lei e as boas práticas de convivência ainda são mistérios por aqui. Para um povo que aprendeu a ganhar tudo “na marra”, “resolvendo na mão” e “na força”, conversa e diálogo parecem palavras de outro mundo. Não se trata de educação escolar. É familiar! Afinal, respeito se aprende em casa.

Falando de convivência em sociedade, São Gonçalo vive uma realidade difícil. Como boa parte das cidades cheias e pobres do país, quando se trata de impedir o “livre arbítrio” daquilo que prejudica o outro, o simples fato de pedir pode se tornar uma agressão. E como sabemos, pedir ao camelôs que desobstruam as calçadas, se não for muito bem conversado e acordado, pode dar nisso aí. Veja:

Comentando os comentários dos gonçalenses

Abaixo, seguem alguns comentários feitos sobre o vídeo. Minha intenção é mostrar os dois lados interpretados por quem não está na história, como eu e você, que talvez também não trabalhe como ambulante. Depois de cada um, comentarei:

“Os caras não se cansam de esculachar trabalhador. Aí reclama quando a criminalidade aumenta. E agora, como essas pessoas vão sustentar suas famílias? Tem q parar tudo mesmo.” – Usuário A no Face.

Infelizmente, isso é uma realidade. Sim, muitos guardas, policiais e fiscais de postura agem como se tivessem o “rei na barriga”, como diria minha avó. Esses pequenos grandes poderes contra os ambulantes só geram animosidades.

“Roubar pode, trabalhar não.”– Usuário B no Face.

Um dos argumentos mais frágeis que a população repete sem parar é esse. Para ela, o que a ordem pública quer fazer é atrapalhar o trabalho dos outros. Mas, fica a pergunta: e aquela calçada cheia de ambulantes que atrapalham idosos, cadeirantes, deficientes físicos e pessoas comuns de transitarem nas ruas, isso pode?

“A questão não é que camelô quer trabalhar, camelô quer trabalhar do jeito que ele acha conveniente. Camelô quer colocar uma barraca em frente a uma loja que paga uma caraleada de impostos e fechar as fachadas das lojas, dos estabelecimentos, fizeram um local exclusivo pra eles, eles não aceitaram no Vila 3. Começaram a construção de um camelódromo na rua da igreja, eles simplesmente bateram o pé e falaram “Não adianta fazer que nos não vamos” e assim por diante. Eles querem trabalhar, mas querem da maneira que lhes convém.” – Usuário C no Face.

Isso, infelizmente, ainda é uma realidade. Por mais que a prefeitura deseje reorganizar os camelôs em outro local de trabalho, a disputa do espaço urbano é problemática. Como os lojistas, os trabalhadores ambulantes sabem que a mudança do ponto pode gerar drásticas quedas nas vendas. No bom português das ruas, o camelô dirá: “Vou mudar de lugar? Pra que?  Aí, eu não vou vender porra nenhuma, né!” 

Fiscais verificam os documentos do ambulante legalizado em Alcântara. Foto: Julio Diniz / Ascom - Prefeitura.
Fiscais verificam os documentos do ambulante legalizado em Alcântara. Foto: Julio Diniz / Ascom – Prefeitura.

Como resolver a situação?

Reforma urbana. Isso mesmo, você não leu errado. Reforma urbana. Essas palavras parecem utópicas em São Gonçalo, ainda mais na conturbada Alcântara. Mas, já adianto: impossível não é. Ou será que aquela cagada, ops… shopping que a prefeitura anterior autorizou no ponto final do ABC surgiu ali do nada? Alguém quis contruí-lo. E, com certeza, quem quis sabia que ali era rentável.

Alcântara é o centro comercial de São Gonçalo. A reforma é mais do que necessária: é imprescindível. Ali é um epicentro de problemas, inclusive o Rio Alcântara que tornou-se uma grande lixeira com o crescimento da cidade.

A população e os órgãos civis protestaram, mas o shopping foi contruído, danificando a dinâmica do espaço urbano. Quando são os camelôs, é passado o rolo compressor.
A população e os órgãos civis protestaram, mas o shopping foi contruído, danificando a dinâmica do espaço urbano. Quando são os camelôs, é passado o rolo compressor.

Outra questão fundamental é capacitar todos os camelôs, fazendo-os entender a importância da regularização e da formalização. Com o crescimento do pagamento eletrônico, via cartões de débito e crédito, as transações comerciais das microempresas, como os ambulantes, são fundamentais para que esse novo universo comercial aflore em São Gonçalo de forma consistente.

Porém, enquanto a prefeitura não propor uma nova reorganização, conversando com todos os comerciários da região, inclusive os camelôs, captando recursos para tal, será impossível o desenvolvimento da cidade. Sim, impossível!

Depois dessa confusão, o que resta é a desordem e a sujeira na cidade. Sem falar nos cidadãos que não conseguiram chegar aos seus destinos por causa dos protestos que deixaram o trânsito fechado. Ódio gera ódio.

Em São Gonçalo, a falta de amor e má educação são refletidas no fogo que ilumina e enfumaça os protestos dos camelôs. Certamente, o efeito será o mesmo nos que ainda acontecerão no Brasil de 2015.

Foto destaque: Mayara da Silva Decothé

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A Revolta das Barcas Rio-Niterói: um problema histórico https://simsaogoncalo.com.br/a-revolta-barcas-rio-niteroi-um-problema-historico/ https://simsaogoncalo.com.br/a-revolta-barcas-rio-niteroi-um-problema-historico/#comments Mon, 16 Mar 2015 00:27:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2557 Índio Quer Apito Se Não Der Pau Vai Comer É meus amigos, chegou o carnaval. Vamos todos colocar aquela fantasia tão esperada guardada o ano todo e nos divertir assim como fazem os integrantes do bloco “Inocentes Canibais” (Nome bem sugestivo não acham? Todos prontos para comer gente, mas com o álibi da inocência. Se […]

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Índio Quer Apito Se Não Der Pau Vai Comer

É meus amigos, chegou o carnaval. Vamos todos colocar aquela fantasia tão esperada guardada o ano todo e nos divertir assim como fazem os integrantes do bloco “Inocentes Canibais” (Nome bem sugestivo não acham? Todos prontos para comer gente, mas com o álibi da inocência. Se eu fosse um advogado diria que no mínimo um crime culposo, sem intenção de carcar) nesse espetacular registro de Manoel Fonseca no ano de 1956.

Bloco “Inocentes Canibais” Niterói
Manuel Fonseca – Bloco “Inocentes Canibais” diante do busto de Araribóia, na praça Araribóia, Carnaval de 1956. Coleção da Fundação de Arte de Niterói.

Aí, você fica pensando: “Assim é mole! Pular o carnaval em 1956 era muito mais fácil. A vida era muito melhor, não tínhamos tantos problemas como os de hoje. Saúde, educação e transporte eram mil maravilhas! Principalmente o transporte, pois tínhamos algo de qualidade, com preços justos.” Peraí! Não era bem assim! O nosso amigo de bronze da foto sabe muito bem que há muito tempo nossos transportes são péssimos. Especialmente o hidroviário, no qual foi testemunha de que “o bicho pegou” ali pertinho dele. Talvez seja um trauma causado por esse acontecimento que o fez morar na frente da igreja São Lourenço dos Índios, estando lá até hoje, rezando para que nossos governantes nos tratem com mais respeito.

Nosso amigo da foto se estabeleceu mesmo na Praça Araribóia, em 1914, após um movimento popular no ano anterior chamado “Comissão Glorificadora a Araribóia”, liderado por um tal de Araribóia Cardoso, que se dizia descendente do fundador de Niterói. Se o cara era ou não parente direto do famoso índio, nunca vamos saber. Mas aquele cara de barba espessa, casaco longo e cocar na cabeça surgiu com tudo no cenário político niteroiense. A partir daí, nosso amigo vivenciou as alegrias e as tristezas das pessoas que pegavam as barcas todos os dias para trabalhar. Até brincar o carnaval, o nosso amigo brincou. Essa foto não me deixa mentir.

Barcas à vapor, sec XIX (1835)
Barcas à vapor, sec XIX (1835)

O início do transporte aquaviário no Rio de Janeiro

Em 1835, as barcas a vapor circulavam realizando o trajeto Rio – Niterói. A Sociedade de Navegação de Nictheroy operava com três barcas que trafegam de hora em hora, com a capacidade de 250 passageiros de seis da manha às seis da tarde. A SNN manteve-se soberana até meados do século XIX, quando a Companhia Inhomirim entrou no circuito, obtendo permissão para manter uma linha de transporte regular entre a Capital do Império e Niterói. Mas, como diz o ditado popular: “Onde Come Um Come Dois”. Assim, as duas companhias entram num acordo para contornar a disputa pela concorrência, fundando a Companhia Niterói – Inhomirim. Esse filme nós vemos até hoje. Ele se chama monopólio. E assim, a companhia passa a explorar não só o trajeto Rio – Niterói, mas todos os principais portos do fundo da baía. A mais lucrativa foi quando estabeleceu uma carreira para o bairro de Botafogo, que na época, era o lugar de residências de famílias mais ricas. Botafogo passou a ser também o lugar mais procurado para os banhos de mar. Em 1858, a Niterói – Inhomirim já tinha 9 barcas fazendo o trajeto Rio – Niterói.

Mas em 1858, um empresário chamado Cliton Von Tuyl ganhou outra concessão para operacionalização do transporte aquaviário na Guanabara, a mesma carreira que Niterói- Inhomirim. Cliton não perde tempo e vende sua empresa aos empresários americanos Thomas Ragney e W. F. Jones, que estabeleceu as barcas a vapor do sistema Ferry. O capital internacional fez com que as barcas do sistema Ferry passassem por cima da concorrência, fazendo o mesmo trajeto em menos tempo, com mais velocidade e conforto. Isso foi fatal para sobrevivência da Companhia Niterói-Inhomirim, que em 1865 suspendeu seus serviços.

Estação Ferry na Praça XV, em seu aspecto original de 1862
Estação Ferry na Praça XV, em seu aspecto original de 1862

O velho monopólio do transporte

O céu era o limite para Companhia Ferry. Com o monopólio, o aumento dos preços do serviço ampliou a sua lucratividade a ponto de, em 1889, incorporar a Empresa de Obras Públicas do Brasil ao seu controle, dirigira por Manuel Buarque de Macedo e que já prestava serviços públicos em Niterói e São Gonçalo. Assim surgiu a Companhia Cantareira & Viação Fluminense.

A Companhia Cantareira foi só expansão até o ano de 1908, quando sofreu uma nova reestruturação e passou a ser financiada diretamente pela Leopoldina Railway, que monopolizaria não só o transporte de passageiros na Baia de Guanabara, como a provisão de infraestrutura física na chamada Orla Oriental da Baía.

Entretanto, a companhia não contava com o crescimento de passageiros. A partir do crescimento das duas cidades, tanto Niterói ,que segundo o recenseamento de 1920 contava com 86.238 habitantes, quanto São Gonçalo, que crescia meteoricamente com 47.019 habitantes segundo a mesma fonte, utilizavam o serviço. O reflexo disso não poderia ser outro, senão o descontentamento dos usuários do transporte. Em dezembro de 1925, foi registrado a primeira das diversas ondas de conflitos da história do transporte aquaviário no Rio de Janeiro. Insatisfeita com o aumento das tarifas das barcas Rio – Niterói, a população inicia uma série de depredações às estações “Niterói” e “Gragoatá”. Em 1928, devido ao mau funcionamento e atraso de várias barcas, ocorre outro episódio de indignação popular, quando várias barcas da estação Cantareira são quebradas.

Lembrando que o nosso amigo de bronze, o índio, já fazia guarita ali na praça Araribóia, observando tudo, sem mover uma palha, sem reação. Mas também, o que ele poderia fazer? Era apenas um busto. Ele até tentou o diálogo com os manifestantes, mas no calor do momento, ninguém lhe deu a menor pelota.

Livro Revolta das Barcas - Editora Garamond
Livro “A Revolta das Barcas”, de Edson Nunes. Editora Garamond. Sobre: Este livro descreve minuciosamente os acontecimentos da pequena revolução popular chamada Revolta das Barcas, ocorrida em Niterói, em 1959, da qual resultaram seis mortos e 118 feridos, depredação de imóveis, uma intervenção militar na cidade e, finalmente, a estatização do serviço de lanchas que faz a travessia para o Rio de Janeiro. Um resgate oportuno numa época em que os serviços públicos estão sendo, em sua maioria, privatizados. Mais do que a simples crônica, traz informação detalhada, análise dos fatos e reflexão sobre a dinâmica político-social da época por um cientista social cujo texto, direto embora refinado, atende tanto às necessidades acadêmicas de pesquisadores quanto à curiosidade do leitor interessado na nossa história contemporânea. (Descrição da editora)

Literalmente, botando pra quebrar

Essas manifestações foram pintos perto do que o nosso amigo passou 30 anos depois. Essa sim deixou seus cabelos metálicos em pé. Pela proporção da revolta, pensou até que fosse seu fim. Mas o amigo manteve a calma, fechou os olhos e rezou para Nossa Senhora dos Índios até tudo se acalmar. Foi a chamada “Revolta das Barcas”.

A concessão era da Frota Barreto S.A, que já possuía barcas que faziam o trajeto em 20 minutos. Porém, os problemas eram os mesmos de 30 anos antes. As filas de passageiros eram cada vez maiores, os atrasos nos horários das barcas frequentes e a insatisfação dos funcionários constante. Sendo assim, no dia 18 de fevereiro de 1969, o dono da Companhia de Navegação Frota Barreto ameaçou paralisar as barcas, caso não houvesse o aumento da tarifa ou um maior subsídio do estado. Como o governo não estava nem aí para as reivindicações da empresa, em 6 de março do mesmo ano, o Grupo retirou algumas barcas de circulação, com o objetivo de pressionar o governo. Para complicar, cinco sindicatos de trabalhadores do transporte aquaviário ameaçavam entrar em greve, pois a Companhia não pagou os salários de março, alegando não ter verba. O ponto crítico se deu em 22 de maio de 1959, quando o tráfego da baía foi paralisado devido à greve dos marítimos, já que o grupo se recusou a pagar o aumento salarial decretado pelo governo.

Estação das barcas, Frota Barreto S.A., Centro, Niterói.
Estação das barcas, Companhia de Navegação Frota Barreto S.A., Centro de Niterói – RJ

Imaginem vocês como deve ter sido o sofrimento dos passageiros que esperavam as barcas para ir ao trabalho ou, até mesmo, voltar para sua casa. Se pensarmos que na época aquele era o único meio de transporte entre as duas cidades, o problema fica infinitamente maior. Hoje simplesmente pegaríamos o 100 e saltaríamos no terminal. Ainda não existia a Ponte Rio-Niterói, que foi inaugurada apenas em 1974.

Com a greve, as estações das barcas amanheceram ocupadas por policiais e fuzileiros navais. Essa proteção foi insuficiente. Com mais de 3 mil pessoas, a multidão se revolta e ultrapassa a linha de fogo dos fuzileiros, que atiraram na multidão com suas metralhadoras. Mesmo assim, as estações das barcas de Niterói são invadidas, apedrejadas e ateadas fogo, destruindo toda a sua estrutura.

E o busto do Araribóia?

Bom, muita coisa se passou e nosso amigo de bronze já não mora mais ali, na Praça Araribóia. Ele se mudou para Igreja São Lourenço dos Índios, na comemoração do IV centenário de fundação da cidade. Em 1973, o busto do Araribóia foi substituído por um maior, com cara de brabo e braços cruzados, como se tivesse pronto para proteger a cidade… ou seria a estação? Sei lá, importante disso tudo é que hoje a concessão para do transporte hidroviário está nas mãos de outra empresa, CCR Barcas. E nós, usuários, continuamos brigando pelos mesmos motivos que levaram à revolta em 1959.

Busto do Araribóia na Igreja São Lourenço dos Índios
Busto do Araribóia na Igreja São Lourenço dos Índios.

Quer saber de uma coisa? Esqueça tudo, coloque sua fantasia e vá pular o carnaval. Já passamos por mais de 55 carnavais e não mudamos nada. E o próximo será mais um que passaremos como o índio da Praça Araribóia: DE BRAÇOS CRUZADOS.

Nota do Editor: A Revolta das Barcas, ocorrida em Niterói no ano de 1959, deixou um saldo de 6 mortos, 118 feridos, depredação de imóveis e intervenção militar na cidade. Porém, o governo foi obrigado a estatizar o serviço de lanchas que faz a travessia Niterói – Rio de Janeiro.

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São Gonçalo merece um jornal de verdade https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-merece-um-jornal-de-verdade/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-merece-um-jornal-de-verdade/#respond Mon, 12 Jan 2015 12:32:45 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2529 Apesar de populosa e importante para o estado do Rio, a cidade de São Gonçalo não possui um jornal ou revista de qualidade, realmente dedicado a ela. O que encontramos nas bancas são veículos se aproveitando do nome da cidade para ganhar dinheiro. O jornal O São Gonçalo, que na verdade aborda 6 cidades, reúne os piores adjetivos […]

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Apesar de populosa e importante para o estado do Rio, a cidade de São Gonçalo não possui um jornal ou revista de qualidade, realmente dedicado a ela. O que encontramos nas bancas são veículos se aproveitando do nome da cidade para ganhar dinheiro.

O jornal O São Gonçalo, que na verdade aborda 6 cidades, reúne os piores adjetivos que um projeto jornalístico conseguiria: destaca assassinatos com exagero doentio, jamais faz qualquer oposição ou crítica política, publica frequentemente a opinião dos proprietários (demonstrando dependência e parcialidade) e ainda é usado como ferramenta de bajulação do governo municipal.

Pertencente ao jornal Extra, o caderno Mais São Gonçalo, apesar do nome que carrega, também não destaca nossa cidade como ela merece, e igualmente divide seu espaço minúsculo com notícias sobre Niterói, Itaboraí, Tanguá, Rio Bonito e Maricá. Há dias em que nada de interessante é publicado, no entanto, em algumas notícias percebe-se a capacidade de questionamento do caderno, qualidade básica do Jornalismo. Mais São Gonçalo foi o único que divulgou crimes recentes cometidos pela Prefeitura, como jogar carteiras escolares no lixo ou cortar árvores para pendurar placas.

O Fluminense, sediado em Niterói, percebendo a ausência de um jornal decente em São Gonçalo, eventualmente escreve sobre a cidade; quando o faz, cumpre superficialmente o papel de informar a população.

Sem um jornal ou revista digna, o gonçalense não descobre, por exemplo, o que acontece nas secretarias públicas, se as condições de trabalho são adequadas, se nosso dinheiro é investido com responsabilidade, por que as promessas de campanha não são cumpridas, quais alianças políticas são construídas etc.

Imerso na ignorância, incapaz de formar a própria opinião sobre os fatos, o gonçalense não influencia as decisões tomadas por seus representantes no Executivo e no Legislativo. Como funcionários do povo, eles precisam saber que estão sendo vigiados, por isso rogo aos servidores públicos que compartilhem as irregularidades que testemunham.

Uma parcela considerável dos moradores da cidade, formada por profissionais qualificados, com bom salário, se desloca diariamente para o trabalho lendo notícias sobre o Brasil e o Rio de Janeiro nos seus smartphones. Eles estão cansados de ver corpos crivados de balas e ávidos por um jornal de verdade dedicado a São Gonçalo.

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Fomos enganados com luzes de Natal https://simsaogoncalo.com.br/fomos-enganados-com-luzes-de-natal/ https://simsaogoncalo.com.br/fomos-enganados-com-luzes-de-natal/#comments Mon, 29 Dec 2014 15:38:23 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2447 Confesso que amoleceu meu coração a iluminação de Natal espalhada em diversos pontos da cidade. Mas, quando percebi que a ornamentação se tratava de enganação usando o dinheiro do povo, me revoltei. Antes da ceia de Natal, tenho certeza que você limpará os móveis, o chão da casa e jogará o lixo “fora”. A Prefeitura de São Gonçalo, […]

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Confesso que amoleceu meu coração a iluminação de Natal espalhada em diversos pontos da cidade. Mas, quando percebi que a ornamentação se tratava de enganação usando o dinheiro do povo, me revoltei.

Antes da ceia de Natal, tenho certeza que você limpará os móveis, o chão da casa e jogará o lixo “fora”. A Prefeitura de São Gonçalo, repleta de maus hábitos, não agiu assim: tirou do bolso do gonçalense R$ 370 mil para instalar luzes de Natal em uma cidade caótica.

Natal 2014 São Gonçalo - Wagner Rosa / Território Gonçalense
Igreja Matriz de São Gonçalo no Natal 2014. Foto: Vagner Rosa / Território Gonçalense

Sobre a decoração do viaduto de Alcântara, pensei: “O viaduto iluminado ficou bonito”, tomado pelo espírito natalino. Contudo, o viaduto continua sendo usado como outdoor irregular por empresas e políticos imundos que penduram faixas na mureta. Quase dois meses após as eleições, ainda há faixas penduradas lá, deterioradas, ameaçando cair sobre as pessoas. Se a Prefeitura quer embelezar a cidade, por que não retira as faixas ilegais?

Na rua Manoel João Gonçalves, em frente ao viaduto, pedestres não conseguem mais transitar, tamanha a quantidade de lixo espalhado na calçada por lojas e camelôs. O fedor incomoda. Em vez de lesar os cofres públicos, por que a Prefeitura não fiscaliza e multa as empresas que sujam a cidade?

Natal 2014 São Gonçalo - Wagner Rosa / Território Gonçalense
Viaduto de Alcântara no Natal 2014. Foto: Vagner Rosa / Território Gonçalense

No bairro Estrela do Norte, próximo ao Centro Cultural Joaquim Lavoura, uma árvore de Natal solitária passa o dia tocando Jingle Bells e, enquanto o dinheiro público é desperdiçado, o maior evento cultural da cidade, Uma Noite na Taverna, continua sem apoio financeiro municipal. O dinheiro público toca Jingle Bells, mas na rua onde moro, as lâmpadas de três postes estão queimadas, favorecendo a violência.

“Vejam a linda decoração de Natal que preparei para vocês”, diz o Prefeito, sem mencionar que quem pagou a conta foi o cidadão. Usou nosso dinheiro para disfarçar as falhas da sua gestão, incapaz de conseguir parcerias com o setor privado para dividir os custos, como fazem as administrações inteligentes.

Natal 2014 São Gonçalo - Wagner Rosa / Território Gonçalense
Árvore em frente ao Mauá – Natal 2014. Foto: Vagner Rosa / Território Gonçalense

Restam ao gonçalense duas opções: acreditar que valeu a pena gastar R$ 370 mil para decorar uma cidade abandonada ou exigir do poder municipal limpeza e organização, uma cidade onde teremos orgulho de viver.

Fotos: Vagner Rosa / Território Gonçalense

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Como transformar São Gonçalo em uma cidade melhor https://simsaogoncalo.com.br/como-transformar-sao-goncalo-em-uma-cidade-melhor/ https://simsaogoncalo.com.br/como-transformar-sao-goncalo-em-uma-cidade-melhor/#comments Sat, 27 Dec 2014 16:14:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2377 Moro em São Gonçalo há 24 anos. “O azar é seu”, alguns dirão, principalmente os niteroienses. Aqueles que não conhecem a cidade, depois de ler este artigo, talvez pensem o mesmo. Não porque encontrarão no texto críticas sem propósito, zombarias ou lamúrias. E sim pois, pretendo expor e debater este antigo “azar”, para que progressivamente ele se […]

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Moro em São Gonçalo há 24 anos. “O azar é seu”, alguns dirão, principalmente os niteroienses. Aqueles que não conhecem a cidade, depois de ler este artigo, talvez pensem o mesmo. Não porque encontrarão no texto críticas sem propósito, zombarias ou lamúrias. E sim pois, pretendo expor e debater este antigo “azar”, para que progressivamente ele se transforme numa permanente maré de sorte. Como estamos no mesmo barco, espero que os leitores gonçalenses remem junto comigo.

São Gonçalo é uma cidade grande. Mais de 1 milhão de pessoas ocupam 249 quilômetros quadrados. Apesar do tamanho, neste momento, busco motivos para me sentir orgulhoso de viver aqui, mas não encontro um sequer. A pobreza humana brasileira, que maltrata a maioria dos municípios do país, está bem presente em São Gonçalo. Nossa renda per capita é menor que um salário mínimo, e somente 7% da população com mais de 24 anos concluiu o ensino superior. Em 2013, foi decretado estado de calamidade pública na saúde. Com indicadores tão desfavoráveis (vide Atlas Brasil 2013), a vontade de ajudar a desenvolvê-la é a única razão que me prende à cidade, pois, infelizmente, seu povo também não desperta em mim esperança de dias melhores.

Melhorias na cidade de São Gonçalo
Mesmo sendo um bairro antigo em São Gonçalo, o Paraíso vive seus dias caóticos, com comércio irregular, lixo e crescimento da violência.

Corro o risco de ser injusto, visto que diversos aspectos compõem uma população de um milhão de habitantes, naturalmente complexa. Do povo de São Gonçalo, a característica que mais se destaca é a desorganização, tanto social quanto política. Frutos do comportamento urbano caótico, o trânsito é ameaçador para veículos e pedestres. Os bairros estão tomados pelo comércio ilegal, além de ser um hábito comum jogar lixo nas ruas, sem exceção, desde guimbas de cigarro a sofás. Se você mora aqui, e se preocupa com isso, já percebeu esses males.

Além de não repetir os erros dos outros, tenho algumas sugestões que podem transformar São Gonçalo em uma cidade melhor. Veja:

  • Reclame. Entre agora no site da Ouvidoria da Prefeitura Municipal de São Gonçalo e abra uma reclamação sobre aquele problema antigo que o aflige. A coleta de lixo que raramente acontece, a rua sem asfalto, esburacada ou mal iluminada, o esgoto a céu aberto etc.
  • Mantenha a limpeza. Não jogue lixo nas ruas.
  • Informe-se. Busque informação sobre o que acontece na cidade. O exercício da cidadania depende do conhecimento.
  • Cobre. O prefeito, seus secretários e os vereadores são pagos para resolver os problemas da cidade e servir à população. Vá até a Prefeitura, utilize o telefone ou as redes sociais para cobrar suas promessas de campanha. Verifique se a reclamação que você abriu está sendo atendida.
  • Vote com consciência. Escolha bem antes de confiar seu voto, conheça o candidato.
  • Invista na cidade. Tire do papel aquele sonho de criar um negócio. Só aqui você tem 1 milhão de clientes em potencial.
  • Desenvolva-se. Invista na própria educação e na de seus filhos.

Guardo a crença de que qualquer cidade ou nação deve seus indicadores socioeconômicos ao povo que a habita, não ao seu governo. São as pessoas comuns que têm o poder de criar as condições para positivamente influenciá-los.

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Tentativa frustrada de parceria com a Prefeitura https://simsaogoncalo.com.br/tentativa-frustrada-de-parceria-com-prefeitura/ https://simsaogoncalo.com.br/tentativa-frustrada-de-parceria-com-prefeitura/#comments Wed, 26 Nov 2014 14:04:56 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2392 Na tentativa de transformar São Gonçalo em uma cidade melhor, em outubro de 2013 (portanto há mais de um ano) enviei a mensagem abaixo à Prefeitura: Olá! Gostaria de sugerir a criação de um sistema único para solicitação de serviços e informações, nos moldes do Portal 1746, da Prefeitura do Rio. Um sistema unificado pode simplificar o gerenciamento […]

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Na tentativa de transformar São Gonçalo em uma cidade melhor, em outubro de 2013 (portanto há mais de um ano) enviei a mensagem abaixo à Prefeitura:

Olá! Gostaria de sugerir a criação de um sistema único para solicitação de serviços e informações, nos moldes do Portal 1746, da Prefeitura do Rio.
Um sistema unificado pode simplificar o gerenciamento das solicitações e agilizar o atendimento, entre outras vantagens.

Moro em São Gonçalo há 24 anos, sou profissional da área de Tecnologia da Informação e pós-graduado em Sistemas de Apoio à Decisão. Estou interessado em participar deste projeto como voluntário, sem cobrar pela mão de obra, a fim de contribuir para o desenvolvimento da cidade.

Estou à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas ou discutir soluções para outros problemas enfrentados.

No site da Prefeitura encontramos diferentes pontos para registro de ocorrências, tornando o serviço confuso e desestimulante, por isso sugeri a criação de um sistema único, que realmente interaja com o cidadão, estabeleça tempo de resposta e sirva como fonte de informação para resolver os problemas reportados.

Demonstrando respeito por minha vontade de ajudar, após dois ou três dias recebi uma ligação da Subsecretaria de Informática, subordinada a Secretaria Municipal de Fazenda. Em mais de 30 minutos de boa conversa, o servidor reconheceu as necessidades que levantei e se mostrou interessado no projeto, mas deixou claro que a prioridade do seu setor, na época, era agilizar a emissão dos carnês de IPTU. Prioridade que estava alinhada com o planejamento do governo municipal e ele deveria cumprir, assim combinamos retomar o assunto no início de 2014, quando a agenda da Subsecretaria permitiria a análise do projeto. Já estamos em novembro e até agora a nova conversa não aconteceu. A Subsecretaria de Informática provavelmente está empenhada na emissão dos carnês de IPTU para 2015.

Por que São Gonçalo não quis adotar um sistema implantado em cidades como Nova York e Rio de Janeiro, sem pagar pela mão de obra e custo de manutenção mensal inferior a R$ 50,00 mensais? Porque seria um instrumento de cidadania que exibiria facilmente os problemas que assolam a cidade e isto assusta governos ignorantes; secretarias que hoje pouco produzem seriam pressionadas a mostrar bons resultados. Atendimento eficiente resulta em satisfação do eleitor, mas não é pela eficiência que o poder público gonçalense pretende se manter.

Falhei ao tentar construir algo em parceria com o governo, contudo, a cidade ainda precisa de iniciativas individuais, minhas e suas, que tenham como objetivo o bem-estar comum.

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O sonho dourado de todo gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/o-sonho-dourado-de-todo-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/o-sonho-dourado-de-todo-goncalense/#comments Mon, 02 Jun 2014 22:10:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2095 Acho que como toda criança, eu me perguntei o porquê de ter nascido em São Gonçalo. Por que as pessoas nascem em tantos lugares? A única coisa que eu tinha total certeza era que em São Gonçalo eu era mais feliz que as crianças de outros lugares. Como, por exemplo, a Etiópia. Pensamentos infantis. Desde […]

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Acho que como toda criança, eu me perguntei o porquê de ter nascido em São Gonçalo. Por que as pessoas nascem em tantos lugares? A única coisa que eu tinha total certeza era que em São Gonçalo eu era mais feliz que as crianças de outros lugares. Como, por exemplo, a Etiópia. Pensamentos infantis.

Desde muito cedo, meu pai me ensinou a ter orgulho da cidade que nasci. Tanto, que fui incentivada a participar dos desfiles cívicos na minha adolescência. Desfilei pelo Educandário Cecília Meirelles, Castello Branco e toquei nas bandas marciais do Cecília e do Olavo Bilac. Frequentei assiduamente o Lavourão desde sua inauguração e ainda me recordo de como era a biblioteca municipal antes dela ser “modernizada”. Gosto tanto de São Gonçalo que a transformei em projeto final da minha Pós Graduação.

Ao contrário de muitos, eu nunca tive desejo de sair da minha cidade. NUNCA. Sempre morei no mesmo lugar.

Casei e moro aqui. Meus pais moram. Eu vi meu bairro crescer, fui uma adolescente serelepe. Tinha a liberdade de pegar a “bike” com um grupo de amigos e sair pedalando pelas poucas ruas asfaltadas de bairros vizinhos. Medo? Jamais… Hoje, já não sei.

Morar em São Gonçalo ainda me traz certa alegria. Temos nossa própria cultura. Sim temos! Vide as brincadeiras e diversas zuações em algumas páginas das redes sociais que classificam determinados comportamentos como “tão gonçalense”. Eu ainda gosto de acordar e passar pela vizinhança cumprimentando quem conheço. Gosto de ir na padaria, de ver as pessoas no verão com cadeira nas calçadas. Coisas que só podemos ver em nossa cidade tão simples e bacana.

O Sonho Dourado de todo Gonçalense

Não gosto de gente que fica falando mal de São Gonçalo. A cidade não tem culpa. Se você parar para pensar, vai ver que São Gonçalo é composta por cada um de nós. Cada pessoa faz da cidade sua imagem. Não reclame do recolhimento do lixo atrasado, nem use isso como desculpa para descartá-lo indevidamente. Se há uma montanha de lixo na esquina de sua rua e você contribui para seu crescimento, não tem o mínimo direito de dizer que a cidade é suja.

Daí, você vem dizer que paga imposto… beleza, eu sei disso. Também sou contribuinte, mas acho que, diante dá má administração, não é meu direito piorar a situação. Na verdade, não custa nada ajudar a melhorar.

Bom, mas aonde eu quero chegar?

Em lugar nenhum. Entretanto, conheço muitos gonçalenses que sonham em morar em Niterói ou em qualquer outro local. Esses sim, querem chegar em outro lugar. Podem até ir, mas nunca deixarão de ser gonçalenses. Se nasceram aqui, vão carregar na história sua origem. Não tem jeito.

Eu, literalmente, não quero sair. A não ser que fique insustentável, como por exemplo, a cidade entrar em um estado de perigo iminente (não estamos longe disso!) Fora isso, continuo por aqui, enfrentando minhas horas diárias de engarrafamento e aproveitando esse tempo pra ler um livro ou zapear a internet.

Tente não reclamar das coisas que você pode mudar. MUDE.

Seja a mudança.

Cobramos muito dos políticos e sabemos o quanto é difícil cumprir com tudo que se promete em época de eleição. Conheço gente que prometeu passagem R$1,50 e até hoje não o fez.

Mesmo que o político tenha uma boa intenção e seja íntegro, não consegue. O sistema não deixa. Os interesses dos partidos rumam para diferentes direções. E acredite: nenhuma direção aponta para o povo. Uma pena!

Que tal experimentar fazer parte dessa mudança?

Tenho feito a minha parte junto com minha família. E você?

Até a próxima!

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Um problema de comunicação: Prefeituras e o Facebook https://simsaogoncalo.com.br/um-problema-de-comunicacao-prefeituras-e-o-facebook/ https://simsaogoncalo.com.br/um-problema-de-comunicacao-prefeituras-e-o-facebook/#respond Tue, 20 May 2014 15:40:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2044 Na última semana, recebemos uma daquelas clássicas perguntas sobre política: “Sim São Gonçalo, quero saber: quem está gostando do atual prefeito Neilton Mulin?” Não foi preciso muito para imaginar que daria no que falar. De verdade, não temos opiniões muito diferentes da maioria sobre a administração atual. Então, resolvemos fazer o mais óbvio: jogar para todos. Postamos a pergunta e recebemos respostas variadas. Como […]

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Na última semana, recebemos uma daquelas clássicas perguntas sobre política: “Sim São Gonçalo, quero saber: quem está gostando do atual prefeito Neilton Mulin?” Não foi preciso muito para imaginar que daria no que falar.

De verdade, não temos opiniões muito diferentes da maioria sobre a administração atual. Então, resolvemos fazer o mais óbvio: jogar para todos. Postamos a pergunta e recebemos respostas variadas. Como de costume, a chuva de críticas foi forte. Das mais genéricas às mais específicas. Entretanto, o que mais chamou a atenção foi como as pessoas não tem a menor ideia do que se passa na prefeitura, nem o que faz o prefeito. Aliás, nem nós.

E qual a solução? Uma delas é básica: comunicação.

Site da prefeitura de São Gonçalo
O “difícil” site da prefeitura de São Gonçalo. Estamos na era onde as pessoas estão nas redes sociais.

Quando se fala em mídia, além das rádios e jornais comunitários, temos o jornal O São Gonçalo, nosso “Meia-Hora” local, com obituário na primeira capa e O Fluminense, que batalha para entregar o máximo de notícias do leste fluminense, mas sem o brilhantismo do passado. De uns tempos pra cá, podemos contar com o suplemento local do jornal Extra, que anda dando uma moral pra região. Mesmo assim, todos sofreram com a tecnologia e o avanço da internet.

Mas só um jornal pode comunicar? É lógico que não. As prefeituras devem ter maior participação na vida do cidadão.

Um dos melhores exemplos atuais é o da prefeitura de Curitiba. A capital paranaense abriu uma página no Facebook, desafiando o velho e antiquado jeito da comunicação corporativa, deixando a mensagem leve e divertida. Resultado? Milhares de curitibanos e pessoas de outros estados curtiram a página, recebendo postagens diárias e em tempo real do que está acontecendo na cidade.

Facebook Prefeitura Curitiba

O trabalho já é um case de sucesso. A página de Curitiba, uma cidade cidade com menos de 2 milhões de habitantes, conta com 186 mil curtidas, coisa que o Rio, com seus mais de 6 milhões, não chega nem perto, tendo 105 mil curtidas na rede social. Outro dado importante, salientado pelos administradores da página, foi que a página cresceu organicamente, sem ajuda de propagandas no FacebookAds. Como a prefeitura não tinha cartão corporativo, o trabalho de engajamento foi feito na raça, mostrando que conteúdo encanta as pessoas.

Fica a dica para a prefeitura de São Gonçalo. Se o governo deseja ser entendido e compreendido, é necessário ir até onde as pessoas estão. Achar que ter um site ou enviar notinhas via assessoria pode resolver tudo é ilusão. As pessoas estão nas redes, nas ruas, na vida. O cidadão é o cliente da cidade.

Depois não adianta mandar SMS Spam de Feliz Natal ou Ano Novo. Em 2016, a cafifa eleitoral vai pro “tóra” com cerol fino.

Crédito da foto: Projeto 200

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Supermercado caro, funciona? https://simsaogoncalo.com.br/supermercado-caro-funciona/ https://simsaogoncalo.com.br/supermercado-caro-funciona/#respond Mon, 16 Dec 2013 20:25:33 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1543 Diga-me: Por que o Carrefour de Neves ainda consegue sobreviver, se ele é um dos mercados com os produtos mais caros? Tenho a impressão de que muita gente pensa que São Gonçalo é completamente pobre. Mas não é bem assim. Em uma cidade com mais de um milhão de habitantes, há uma diversidade de renda […]

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Diga-me: Por que o Carrefour de Neves ainda consegue sobreviver, se ele é um dos mercados com os produtos mais caros?

Tenho a impressão de que muita gente pensa que São Gonçalo é completamente pobre. Mas não é bem assim. Em uma cidade com mais de um milhão de habitantes, há uma diversidade de renda que agrega pessoas com alto e baixo poder aquisitivo.

O Carrefour sobrevive pela variedade de produtos vendidos e região que está localizado. Se você olhar atentamente o entorno, verá que não há tantos supermercados com o mesmo porte para competir com ele. O acesso é fácil, tanto de quem vem pela BR, quanto por dentro de São Gonçalo. Por ser um supermercado de marca, com muita propaganda na televisão e antigo na cidade, já está estabelecido na mente de muitas pessoas como uma referência. Estas, por sua vez, não pensam duas vezes antes de ir para lá.

Nem tudo é preço. Na verdade, ele é um indicador. Pode mostrar que quem vai ao Carrefour não necessariamente está buscando os produtos mais baratos. A possibilidade de poder escolher entre variedades ou de estar num mercado com menos “caçadores de promoção” também pode determinar essa preferência pela marca francesa.

Não que não exista promoção por lá. Mas nada que se compare à agressividade do Guanabara.

Perceba também que, seja no Carrefour, Guanabara ou nos três Extras (do Shopping, Boulevard e Alcântara) funciona o esquema “Combo”, ou seja, além do mercado, há outras lojas com produtos diversos como farmácias, colchões, carros e até posto de gasolina. E se o sistema persiste, é porque eles sabem que muita das vezes o consumidor entra em mais de uma loja.

Cada mercado tem um posicionamento. Baratos ou caros, os produtos apenas acompanham a estratégia. Não caia na armadilha de que tudo é preço baixo. O novo Guanabara é um exemplo disso. Mesmo trabalhando com o conto dos preços baixos, há alguns produtos que não são fáceis de encontrar, com um preço bem salgado. Vai um queijo brie aí?

Vai láaaa! Mas não fique achando que é “tudo por você”.   

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