cultura Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/cultura-2/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Tue, 05 Dec 2023 03:28:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg cultura Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/cultura-2/ 32 32 147981209 O Papai Noel, São Nicolau e a Coca-Cola https://simsaogoncalo.com.br/o-papai-noel-sao-nicolau-e-a-coca-cola/ https://simsaogoncalo.com.br/o-papai-noel-sao-nicolau-e-a-coca-cola/#respond Thu, 20 Dec 2018 12:31:49 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6893 Odiado por alguns, amado por todos. Assim é o Papai Noel, o simpático velhinho que há mais de um século é o garoto propaganda do Natal, deixando a festa cristã mais agradável aos ateus e agnósticos. A figura de alguém que usa a caridade na época do nascimento do Cristo vêm das histórias contadas na […]

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Odiado por alguns, amado por todos. Assim é o Papai Noel, o simpático velhinho que há mais de um século é o garoto propaganda do Natal, deixando a festa cristã mais agradável aos ateus e agnósticos.

A figura de alguém que usa a caridade na época do nascimento do Cristo vêm das histórias contadas na Legenda Áurea1 em especial as referentes à caridade escondida praticada por um bispo católico, são Nicolau de Mira.

Quem foi Nicolau de Mira

São Nicolau, cujo nome significa “protetor e defensor dos povos” foi tão popular na antiguidade que lhe consagraram no mundo mais de dois mil templos. Era invocado pelos fiéis nos perigos, nos naufrágios, nos incêndios e quando a situação econômica ficava difícil, conseguindo estes favores admiráveis por parte do santo.

Por ter sido tão amigo da Infância, em sua festa dá-se presentes às crianças, e como em alemão se chama “São Nikolaus”, começaram-no a chamar Santa Claus, sendo representado como um ancião vestido de vermelho, com uma barba muito branca, que ia de casa em casa repartindo presentes e doces às crianças. De São Nicolau escreveram muito belamente São João Crisóstomo e outros grandes Santos, mas sua biografia foi escrita pelo antigo Arcebispo de Constantinopla, São Metódio

Desde criança se caracterizou porque tudo o que conseguia o repartia entre os pobres. Os pais de Nicolau morreram cedo. Então, por recomendação de um tio, que o aconselhou a ir visitar a Terra Santa, Nicolau decidiu viajar até à Palestina e depois ao Egito. Durante a viagem, houve uma tempestade, que segundo a lenda, acalmou milagrosamente, quando Nicolau começou a rezar com toda a sua Fé. Foi este episódio que o transformou no padroeiro dos marinheiros e pescadores.

Quando voltou da sua viagem, decidiu que não queria viver mais em Patara e mudou-se para Mira, onde viveu na pobreza, já que tinha doado toda a sua herança aos mais pobres e desfavorecidos.

Na época do imperador romano Licino, perseguidor dos cristãos, Nicolau foi encarcerado e açoitado. Com o governo do imperador Constantino foram liberados ele e outros prisioneiros cristãos. O santo morreu em 6 de dezembro do ano 345. Em meados do século VI, o santuário onde este foi sepultado transformou-se numa nascente de água. Em 1087, os seus restos mortais foram transferidos para a cidade de Bari, na Itália., que se tornou num centro de peregrinação em sua homenagem. Milhares de milagres foram creditados como cedo sua obra, actualmente S. Nicolau é um dos Santos mais populares entre os cristãos e milhares de igrejas por toda a Europa receberam o seu nome (só em Roma existem 60 igrejas com o seu nome, na Inglaterra são mais de 400).

Seu culto chegou a ser extremamente popular em toda a Europa. É Padroeiro da Rússia, da Grécia e da Turquia. São Nicolau virou também padroeiro das crianças e dos marinheiros.

Depois da Reforma Protestante, os protestantes germânicos decidiram dar especial atenção a “ChristKindl” – ao Menino Jesus, transformando-o no “distribuidor” de presentes e transferindo a entrega de presentes para a Sua festa a 25 de Dezembro. Quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, esta ficou colocada no próprio dia de Natal. Os católicos continuam a comemorar seu dia na data de sua morte, 6 de dezembro.

Os nomes do Papai Noel

O nome Santa Claus vem da evolução paulatina do nome de São Nicolau: Nicklauss, Klaus e Santa Claus. O nosso Papai Noel vem do francês Père Noel. Em Portugal, ele é chamado de “Pai Natal”. Dizem que “Noel” provem de “Emanoel” (em hebraico “Deus conosco”) e seria referencia à pessoa que anuncia a presença do Menino Jesus entre os Homens.

A figura do imaginário popular

Clemente C. Moore, um professor de literatura grega em Nova Iorque, em 1822 escreveu um poema a seus filhos, “Uma visita de São Nicolau”, era a versão de que Noel viajava num trenó puxado por renas e entrava pela chaminé das casas. More hesitou em publicá-lo porque achou que dava uma imagem frívola do Pai Natal. Contudo, uma senhora, Harriet Butler, teve acesso ao poema através do filho de More e decidiu levá-lo ao editor do jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, o qual publicou o poema no Natal do ano seguinte em 1823. A partir daí, vários jornais e revistas publicaram o poema, mas sempre sem se mencionar o seu autor. Só em 1844, é que More reclamou a autoria do poema…

A explicação da chaminé vem da Finlândia, uma das fontes de inspiração do poema. Os antigos lapões viviam em pequenas tendas, como iglus, cobertas com pele de rena. A entrada era um buraco no telhado. De personagem real da Turquia, o Papai Noel imaginário passou a vir do Polo Norte.

A última e mais importante característica incluída na figura de Papai Noel é sua roupa vermelha e branca. Antigamente, ele vestia-se como bispo ou usava cores próximas do marrom, com uma coroa de azevinhos na cabeça ou nas mãos. Mas não havia padrão. Seu visual foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Haper’s Weeklys, em 1886, numa edição especial de Natal. em alguns lugares na Europa e no Canadá ele ainda é representado com os paramentos eclesiásticos de bispo e, ao invés de gorrinho vermelho, tem uma mitra episcopal.

O Papai Noel já apareceu com essas roupas na obra de Thomas Nast e em publicidades da Colgate, RCA Victor e Michelin, muito antes das campanhas da Coca-Cola.

A Tradição de pendurar meias na lareira ou deixar sapatos na janela originou-se de uma das muitas histórias sobre São Nicolau, em quem se inspira a figura do papai Noel. No passado, para uma moça era indispensável dispor de um dote para se casar. São Nicolau sobe da triste situação de uma família, sem recursos para o dote de suas filhas secretamente, ele jogou três pequenos sacos com moedas de ouro pela chaminé da casa da família. Os sacos caíram dentro das meias das moças, penduradas na lareira para secar. A história mais confiável é a que conta que Nicolau, sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, na loucura, lhes aconselhou a prostituição, atirou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens.

As renas do Papai Noel ou de o Pai Natal são as únicas renas do mundo que sabem voar, ajudando o Papai Noel entregar os presentes para as crianças do mundo todo na noite de Natal. Quando o Papai Noel ou o Pai Natal pede para serem rápidas, elas podem ser as mais rápidas renas do mundo. Mas quando ele quer, elas tornam-se lentas.

A quantidade de renas que puxam o trenó é controversa, tudo por causa da rena conhecida como Rudolph. Existe uma lenda que diz que Rudolph teria entrado para equipe de renas titulares por ter um nariz vermelho e brilhante, que ajuda a guiar as outras renas durante as tempestades. E, a partir daquele ano, a quantidade de renas passou a ser nove, diferente dos trenós tradicionais, puxados por oito renas.

Tal lenda foi criada em 1939 e retratada no filme Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho (1960 e 1998). O nome das renas, em inglês são: Rudolph, Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzen. E em português são: Rodolfo, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago.

Cartas para santos ou de cunho religioso são uma prática existente desde a antiguidade, mas apenas a partir do século XX surgiu no mundo o ato de enviar cartas ao Papai Noel como um cunho familiar, ou seja, os pais da criança leem as cartas dela, e com a condição de serem bem comportadas durante o ano, recebem o presente como sendo de autoria do Papei Noel; às vezes de forma tão ensaiada que chegam a acreditar fielmente em sua existência.

Há versões oficiais ou semioficiais de papais noeis no mundo receptoras de correspondências, e correspondem de acordo com algum critério de seleção. É comum encontrá-los em shopping centers, praças centrais das cidades, hospitais e estabelecimentos públicos, etc. Na maioria destes lugares as cartas são entregues presencialmente ou depositadas no próprio ambiente.

No Brasil, os Correios oficialmente recebem cartas endereçadas ao Papai Noel desde 2001. As mensagens são enviadas aos funcionários do Correios, mas todos os brasileiros podem se voluntariar como um Papai Noel diretamente nas agências dos Correios do país. Os correios dos países escandinavos também têm programas parecidos, mas preparados para correspondências de todo o planeta, uma vez que a Lapônia é terra dada como sendo oficialmente da origem do Papai Noel. Na Finlândia inclusive, todas as cartas dirigidas a Papai Noel ou Santa Claus e com endereço Lapônia ou Pólo Norte são direcionadas para a agência em Rovaniemi (capital da província laponesa). As cartas recebidas com remetente recebem uma resposta em oito idiomas diferentes.

O garoto propaganda do Natal da Coca Cola

Haddon Hubbard “Sunny” Sundblom (1899-1976) foi um ilustrador estadunidense mais conhecido pelas imagens de Papai Noel que criou para a The Coca-Cola Company. Sundblom nasceu no Michigan, e estudou na American Academy of Art. Destacou-se por seu trabalho publicitário, mais precisamente as propagandas estreladas por Papai Noel pintadas para a The Coca-Cola Company na década de 1930.

Foi também criador da imagem do Quaker Oats (velho da Quaker) em 1957, que continua sendo utilizada nas embalagens de aveia Quaker até os dias de hoje. Em meados dos anos 1930, Sundblom começou a pintar pin-ups para calendários, trabalho que exerceu uma grande influência para muitos artistas do gênero, como Gil Elvgren, Joyce Ballantyne e Art Frahm. Sua última obra foi uma pintura para a capa da edição de Natal de 1972 da revista Playboy.

Conclusão Não se trata de demonizar nem de materializar a figura do Papai Noel. Sua figura tornou-se parte do imaginário gráfico mundial e totalmente relacionada ao Natal.

É uma cultura cristã que influenciou a toda a Civilização do Ocidente, tornando-se tema de várias obras de arte, seja gráfica, musical ou outra. Os críticos defendem que sua figura eclipsou a do Cristo, pois o Natal é uma festa religiosa cristã, mas como vimos acima, é por justamente a figura real de um bispo cristão que existe a figura alegórica.

Os defensores alegam que o Papai Noel faz com que o Natal possa ser “digerido” por todos, sem exceção, sejam eles católicos, protestantes ou mesmo ateus. Até o famoso ateu John Lennon compôs sua música “Happy Xmas (War Is Over)” em 1971 propositalmente colocando um “xis” no nome de Cristo. O Natal de Cristo passa a ser apenas mais um feriado e, com isso, mais comercial do que todos. Não é difícil ver mulheres nuas com o gorro de Papai Noel, coisa impensável num Presépio, por exemplo. A festa do Natal é religiosa por si mesma.

Os que não partilham da Fé Cristã podem ter algo dela, como a solidariedade e a paz. Se beneficiam com isso. É melhor do que simplesmente abolir o Natal. Feliz Natal a todos! Ho, ho, ho!

1- A Legenda Áurea ou Lenda Dourada (em latim: Legenda aurea ou Legenda sanctorum) é uma coletânea de narrativas hagiográficas reunidas por volta de 1260 d.C. pelo dominicano e futuro bispo de Gênova Jacopo de Varazze e que se tornou um sucesso durante a Idade Média.

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Rock na Pista especial “Destaques do Ano 2017” traz formato colaborativo https://simsaogoncalo.com.br/rock-na-pista-especial-destaques-do-ano-2017-traz-formato-colaborativo/ https://simsaogoncalo.com.br/rock-na-pista-especial-destaques-do-ano-2017-traz-formato-colaborativo/#respond Mon, 11 Dec 2017 03:04:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5770 Com o objetivo de fechar o ano com um presente para o público gonçalense, será realizada mais uma edição do Rock na Pista. As bandas Bogotah, Frogslake, Inércia, Lêmures Voadores e Triunfe se apresentarão no evento que acontece no dia 16/12, a partir das 16h, no Centro Cultural Joaquim Lavoura, no bairro Estrela do Norte. […]

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Com o objetivo de fechar o ano com um presente para o público gonçalense, será realizada mais uma edição do Rock na Pista. As bandas Bogotah, Frogslake, Inércia, Lêmures Voadores e Triunfe se apresentarão no evento que acontece no dia 16/12, a partir das 16h, no Centro Cultural Joaquim Lavoura, no bairro Estrela do Norte. A entrada é gratuita e a censura livre.

Cartaz do Rock na Pista que acontecerá dia 16/12/2017 no Centro Cultural Joaquim Lavoura, o Lavourão, em São Gonçalo.

De acordo com Guilherme Carvalho, um dos produtores do evento, esta é uma edição muito especial por diversos motivos. “Começando por ser uma edição totalmente colaborativa! Músicos, bandas e amantes da causa se uniram para produzir uma festa com qualidade, tanto para o público quanto para as bandas. Será uma celebração coletiva das principais conquistas e vitórias individuais das bandas da cidade e da cena rock como um todo”, explicou.

Guilherme contou que todo o processo da produção foi colaborativo e feito em conjunto através de encontros amplamente divulgados e abertos a todos. A curadoria para esta edição selecionou alguns nomes que tiveram maior destaque ao longo desse ano, seja por lançarem novos trabalhos, discos, clipes, ou pelo conjunto da obra. “É lógico que muitas excelentes bandas ficaram de fora, as vagas são limitadas, mas esse line-up representa muito bem a qualidade da cena gonçalense e dos músicos e bandas da cidade”, afirmou.

Renan Souza, vocalista da Bogotah, considera o Rock na Pista um marco na história de sua banda, da cidade de São Gonçalo e da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. E aponta o fato dessa edição ser colaborativa como algo louvável. “Já tocamos várias vezes no evento, em diferentes fases da banda. E nele encontramos amigos e pessoas interessadas em fazer e acontecer dentro da cena gonçalense. Tendo em vista que esta edição é colaborativa, ela se torna ainda mais especial porque são os próprios músicos e a iniciativa popular que buscam ocupar os espaços públicos com o rock. É disso que precisamos no Brasil: cultura se fazendo presente e mostrando que tem força”, enfatizou.

Saiba mais sobre as bandas

Bogotah

Continuando a turnê do disco “Um Brinde Ao Fim do Mundo”, a Bogotah levou o metal gonçalense por todo o Estado do RJ em quase 30 shows em 2017. Foram escolhidos para tocarem em festivais no Rio de Janeiro, Mesquita e Duque de Caxias, além de terem sido banda de abertura do show do Matanza na própria cidade. Além de muitos shows, a banda lançou mais um clipe, foi finalista em um concurso de bandas para abrir o show do Evanescence em SP, participou de uma coletânea de bandas na Argentina e foi apontada pelo Jornal Extra como promessa do rock n’ roll da região. Ao mesmo tempo, está em fase de pré-produção do novo disco e prometem tocar muitas músicas novas neste Rock na Pista especial.

Banda Bogotah se apresentará no Rock na Pista no Lavourão
Banda Bogotah se apresentará no Rock na Pista no Lavourão.

Lêmures Voadores

Após um longo período de composição e produção, a Lêmures Voadores lançou seu EP em junho. Este trabalho foi aclamado pela crítica especializada, tendo sido trilha sonora de diversos programas de web rádio e recebendo reconhecimento de pessoas da cena independente de rock no Rio de Janeiro. Deste EP, foi lançado o single e lyric video “Desmemória”, primeira peça de divulgação massiva do novo trabalho. A banda voltará aos palcos no Rock na Pista, levando um setlist que mesclará o trabalho novo e as músicas antigas, mostrando um rock alternativo maduro com levadas do rock da década de 90 e dos anos 2000.

Os Lêmures Voadores se apresentarão no Rock na Pista 2017

Inércia

Inspirados pelo movimento punk, em meados dos anos 90, amigos juntaram-se e formaram o Inércia. De 1997 para cá, a banda tornou-se um dos ícones do rock gonçalense, tendo reconhecimento em todo o estado e fazendo shows importantes na região. Em 2017 fizeram uma elogiada turnê em comemoração aos 20 anos de banda, tocando músicas de toda a carreira. Foram duas décadas de história, punk rock e resistência transformando o Inércia num clássico do rock n’ roll fluminense.

Frogslake

Uma das mais reconhecidas bandas da nova geração gonçalense, a Frogslake mostra que para bandas da cidade não há fronteiras: suas músicas são sucesso não só no RJ mas também em SP. Ícones do underground da região, a banda grunge fez dezenas de shows em 2017, levando o nome da cidade por vários locais do Brasil. Paralelamente, a banda gravou um novo álbum com 12 faixas que será lançado em breve. Neste Rock na Pista, a banda apresentará músicas deste novo trabalho bem como faixas do excelente “Inside My Mind”.

Banda Frogslake no Rock na Pista. Foto: Renata Araújo

Triunfe

A banda mais nova deste line-up, mas que veio para ser a revelação do hardcore da cidade. A Triunfe lançou seu disco de estreia, o aclamado “Alcatéia”, em março e é figura chave nos melhores eventos de hardcore do RJ. O disco foi produzido por Matt Nunes (Roterdan, Goodbye My Love) e é, potencialmente, um dos melhores discos nacionais de 2017. Além de muitos shows e reconhecimento, o grupo lançou um clipe para a música “Sapiens”, confirmando que a banda chegou para ficar. Um som que mistura sentimento, mensagens políticas e a velocidade contagiante do estilo.

Banda Triunfe se apresentará no Rock na Pista 2017

Serviço:

Rock na Pista – Especial Destaques do Ano 2017

Data: 16/12 – 16h
Bandas: Bogotah – Frogslake – Inércia – Lêmures Voadores – Triunfe
Local: Centro Cultural Joaquim Lavoura/SG – Av. Pres. Kennedy, 721, Estrela do Norte, São Gonçalo (Ao lado do SESC de São Gonçalo).
Entrada: Gratuita.
Censura: Livre.
Página do Evento: https://www.facebook.com/events/1475753282494067/

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Orçamento São Gonçalo 2018: a cultura é esquecida outra vez https://simsaogoncalo.com.br/orcamento-2018-a-cultura-esquecida-outra-vez/ https://simsaogoncalo.com.br/orcamento-2018-a-cultura-esquecida-outra-vez/#comments Thu, 16 Nov 2017 15:56:47 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5723 A Lei Orçamentária Anual – LOA para 2018 está sendo discutida na Câmara de Vereadores. Já foram feitas 3 audiências públicas. O orçamento total estimado é de R$ 1,260 bi e os vereadores têm até o dia 17 de novembro para proporem emendas. O orçamento da Secretaria de Cultura – SMTC recebeu um corte de […]

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A Lei Orçamentária Anual – LOA para 2018 está sendo discutida na Câmara de Vereadores. Já foram feitas 3 audiências públicas. O orçamento total estimado é de R$ 1,260 bi e os vereadores têm até o dia 17 de novembro para proporem emendas.

O orçamento da Secretaria de Cultura – SMTC recebeu um corte de 20% em relação ao ano passado, caindo para R$ 1,308 mi. Já a Fundação de Artes – FASG sofreu um corte de 5%, com estimativa de R$ 2,745 mi. Somando os dois órgãos, a cultura terá um orçamento estimado em R$ 4,053 mi, representando 0,3% do orçamento total.

Cerca de 60% desse valor será destinado ao pagamento de pessoal, sendo R$ 1,171 mi para a SMTC e R$ 1,258 mi para a FASG. Com isso, apenas R$ 728.500 está destinado para difusão cultural no município, ou seja, nem 20% do montante.

Jardim do prédio do Teatro Municipal Gonçalense ainda fechado. Foto: Matheus Graciano/SIM São Gonçalo

Desde 2008, na I Conferência Municipal de Cultura, o setor cultural vem pleiteando junto ao poder público cerca de 1% do orçamento total destinado à cultura. Contudo, essa demanda parece estar longe de ser alcançada, já que há pouca mobilização da sociedade no sentido de pressionar o poder público e o nosso Plano Municipal de Cultura – PMC ainda não foi aprovado.

Nós da sociedade civil, principalmente o setor cultural, precisamos pressionar os vereadores para que possam encaminhar emendas visando aumentar estes valores. Infelizmente, devido à falta de apoio dos empresários locais, os artistas e produtores são extremamente dependentes dos recursos públicos, tornando-se inviável a realização de um trabalho efetivo no segmento.

Atuação da FASG na cultura municipal

A FASG também tem se mostrado um dos pilares desta gestão, realizando a ocupação dos espaços públicos de maneira constante. Cabe lembrar que a SMTC e FASG são responsáveis pela manutenção de aparelhos importantes como a Casa das Artes, o Teatro Carequinha, a Escola Pixinguinha, a Loninha, o Centro Cultural e a Lona do Jd. Catarina, tornando-se quase impossível uma gestão responsável destes espaços com tão poucos recursos.

Há cerca de R$ 1,128 mi destinados à premiação e difusão cultural nas pastas de Esporte e Lazer e Governo. Não sendo estas pastas responsáveis pela cultura na cidade, tampouco com profissionais habilitados na área, estes recursos deveriam ser remanejados para quem de fato faz cultura na cidade, a SMTC e a FASG, através de seus eventos e projetos.

Neste sentido, faço um chamado ao setor cultural da cidade, para que possamos mobilizar nossos vereadores e o prefeito Nanci com o objetivo de termos um orçamento realmente considerável para a cultura, possibilitando a manutenção dos aparelhos públicos e o fomento dos artistas locais.

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A terceira gestão do Plano Municipal de Cultura https://simsaogoncalo.com.br/a-terceira-gestao-do-plano-municipal-de-cultura/ https://simsaogoncalo.com.br/a-terceira-gestao-do-plano-municipal-de-cultura/#respond Sun, 22 Oct 2017 10:25:34 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5556 Os Planos Municipais de Cultura são documentos norteadores de todas as políticas públicas municipais para o setor. Ele deve trazer um panorama de onde estamos, como chegamos até aqui e para onde vamos. Em São Gonçalo, o PMC iniciou sua trajetória ainda na gestão Panisset, em 2011. De lá pra cá, seu caminho foi longo […]

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Os Planos Municipais de Cultura são documentos norteadores de todas as políticas públicas municipais para o setor. Ele deve trazer um panorama de onde estamos, como chegamos até aqui e para onde vamos. Em São Gonçalo, o PMC iniciou sua trajetória ainda na gestão Panisset, em 2011.

De lá pra cá, seu caminho foi longo e tortuoso. Apesar de ter sido elaborado em 2011, apenas em 2013 o documento recebeu um parecer da Procuradoria do Município apontando nove inconsistências que deveriam ser alterados pela SMTC, já na gestão Mulim. Entre 2013 e 2015, o documento ficou simplesmente engavetado na secretaria e somente após uma pressão popular o tema voltou para discussão.

Uma audiência pública foi realizada em agosto de 2015 onde o então secretário Michel Portugal comprometeu-se em dar prosseguimento ao processo. No final de 2016, o PMC foi encaminhado à Câmara, porém não chegou a ser votado devido ao término da sessão legislativa.

Agora em 2017, a gestão Nanci, através do secretário Carlos Ney, é a terceira a comprometer-se em dar seguimento ao documento. Ele será fundamental para elaboração de projetos como editais de cultura, fundos de financiamento e leis de incentivo. Em recentes pronunciamentos, o secretário tem dito que o PMC está sendo elaborado. Entretanto, até agora, não fora realizada nenhuma discussão pública sobre o assunto para sabermos de fato, como estamos.

Com pouquíssimos profissionais qualificados na área, a FASG torna-se mero espaço de gestão da burocracia. Desperdiça-se dinheiro público que poderia estar sendo investido em programas culturais concretos para a população. Mas pra isso, seria necessário profissionais da área, com capacidade de atualizar o setor na cidade, preocupados com a gestão eficaz dos recursos e que sejam reconhecidos pelo segmento cultural da cidade.

Ao invés disso, vemos a SMTC e a FASG pouco preocupados em elaborar políticas públicas de longo prazo, limitando-se a realização de eventos. Não há mais espaço para engodos ou dissimulações.

O segmento artístico precisa voltar a mobilizar-se, exigindo um novo rumo para o setor no município, sob pena de continuarmos perdendo nossos melhores talentos para a capital.

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Santo de casa não faz milagre: valorizando o produto interno https://simsaogoncalo.com.br/santo-de-casa-nao-faz-milagre/ https://simsaogoncalo.com.br/santo-de-casa-nao-faz-milagre/#respond Thu, 19 Oct 2017 12:00:27 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5552 É bem conhecida no Brasil a expressão popular “santo de casa não faz milagre”. Afinal, quem nunca ouviu isso em uma conversa sobre alguém que era ótima pessoa fora de casa, mas péssimo filho ou filha? O que normalmente não é lembrado quando se usa a expressão é que ela remete a uma fala de […]

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É bem conhecida no Brasil a expressão popular “santo de casa não faz milagre”. Afinal, quem nunca ouviu isso em uma conversa sobre alguém que era ótima pessoa fora de casa, mas péssimo filho ou filha? O que normalmente não é lembrado quando se usa a expressão é que ela remete a uma fala de Jesus, relatada no evangelho segundo Mateus, capítulo 13, versículo 58.

Este texto diz que, ao visitar a terra em que fora criado, Jesus não realizou muitos milagres e sinais porque o povo não tinha fé nele. Daí, Jesus em casa não fez milagres.

Mais importa o nacional que o importado

Mais do que relembrar de onde vem a expressão, o texto nos convida a pensar sobre como lidamos com aqueles que estão sempre conosco. Basta olhar para os grandes festivais de música que acontecem no nosso país para perceber que não valorizamos o nacional. As atrações principais são sempre estrangeiras. E nem sempre são melhores que nossos artistas. Uma grande festa também acontece quando um time de futebol contrata um jogador estrangeiro, que nem sempre é melhor que os jogadores da base.

Então, parece que santo de casa não faz milagre porque nós não os deixamos fazer o que sabem. Falta crédito, não talento. O texto bíblico e o exemplo de Jesus nos lembram que só faz milagre quem tem vez dentro de casa. O convite que este texto faz é para valorizarmos o que nos é familiar, seja da nossa rua, bairro ou cidade.

Devemos dar voz e vez para os que estão perto, e não só valorizar o que vem de fora. Assim, criamos outro ditado: “mais importa o nacional que o importado”.

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Direito à cultura como direito humano: sociedades e manifestações culturais https://simsaogoncalo.com.br/direito-a-cultura-como-direito-humano/ https://simsaogoncalo.com.br/direito-a-cultura-como-direito-humano/#respond Wed, 18 Oct 2017 20:18:11 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5550 Na atual conjuntura internacional, torna-se evidente a pluralidade de sociedades que trazem consigo diversas manifestações culturais. Ainda que o processo de globalização e o advento da modernidade estejam presentes, a individualidade dessas culturas não pode ser ignorada ou desprezada. E assim são geradas as sociedades descontinuas e fragmentadas. O resultado do impacto da globalização sobre […]

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Na atual conjuntura internacional, torna-se evidente a pluralidade de sociedades que trazem consigo diversas manifestações culturais. Ainda que o processo de globalização e o advento da modernidade estejam presentes, a individualidade dessas culturas não pode ser ignorada ou desprezada. E assim são geradas as sociedades descontinuas e fragmentadas.

O resultado do impacto da globalização sobre a identidade cultural dos indivíduos e, ao mesmo tempo, da manutenção de diferentes aspectos culturais é a “pluralização de identidades”. Ou seja, os indivíduos passam a se reconhecer de diferentes formas ao mesmo tempo, possuindo diversas identidades sem que uma anule outra.

Sendo assim, a cultura é uma forma de expressão de cidadania. É direito de todos os grupos sociais se manifestarem culturalmente.

O multiculturalismo coloca em crise a ideia de um sujeito universal, com a generalização das reivindicações de direitos pelas minorias sociais e culturais. Como Hall apresenta em seu livro “A Identidade Cultural na Pós-modernidade”, a não existência de um sujeito universal gera implicações nas estruturas de direito responsáveis por regular as noções de justiça e moral contemporâneas, abrindo espaço para novas significações que entram na esfera do direito. Logo, surgem as demandas culturais por reconhecimento e à uma identidade cultural.

A luta pelo reconhecimento das demandas culturais encontra nos Direitos Humanos um mecanismo importante para obtenção de direitos. É como meio de internacionalizar suas causas, tornando a todos atores políticos visíveis.

Portanto, grupos subalternos se utilizam da ideia de que todos os seres humanos possuem direitos e liberdades básicas para reafirmar sua individualidade. Um bom exemplo é quando um índio brasileiro demanda por direitos diferenciados do resto da população que não é indígena. Entretanto, isso não o torna menos brasileiro.

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A economia criativa como um projeto de saída da crise econômica https://simsaogoncalo.com.br/economia-criativa-como-um-projeto-de-saida-da-crise-economica/ https://simsaogoncalo.com.br/economia-criativa-como-um-projeto-de-saida-da-crise-economica/#respond Fri, 19 May 2017 14:37:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4640 O Rio sempre foi o pólo cultural do país. Mas porque até hoje houve poucos movimentos do setor público para o desenvolvimento econômico do setor através da economia criativa? O Estado do Rio passa hoje por uma grave crise financeira, afetando quase todos os serviços públicos prestados. O déficit na arrecadação e o rombo nas contas […]

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O Rio sempre foi o pólo cultural do país. Mas porque até hoje houve poucos movimentos do setor público para o desenvolvimento econômico do setor através da economia criativa?

O Estado do Rio passa hoje por uma grave crise financeira, afetando quase todos os serviços públicos prestados. O déficit na arrecadação e o rombo nas contas públicas não param de crescer, deixando servidores e aposentados sem salários, diversos serviços paralisados, além do sucateamento de diversas instituições estaduais. O cenário de crise é gravíssimo e merece uma análise aprofundada sobre suas causas e efeitos a médio e longo prazo. Superficialmente, é possível apontar a política de isenção fiscal promovida pelo consórcio Dilma-Cabral como fundamental para o cenário de caos atual.

Pezão, Cabral, Dilma e Eduardo Paes, os responsáveis pela crise financeira do Rio de Janeiro.
Pezão, Cabral, Dilma e Eduardo Paes, os responsáveis pela crise financeira do Rio de Janeiro.

Dentro desse contexto nada animador, a pergunta que fica é: será possível sairmos da crise? Como recuperar o dinamismo da economia quando indústria, comércio e construção não dão quaisquer sinais de reação? Quanto tempo ainda durará o cenário de incertezas? Mas a principal pergunta que faço é: qual projeto político apresentado em 2018 será capaz de apontar saídas efetivas da crise? E é sobre uma das possíveis saídas que desejo falar.

Dados do Setor Criativo

Sempre fui um entusiasta da economia criativa por acreditar ser ela a grande possibilidade de equacionarmos desenvolvimento econômico e sustentabilidade no contexto de uma grande metrópole como a nossa. A dimensão econômica da cultura, acrescida do desenvolvimento tecnológico mostra que é possível superarmos o desenvolvimentismo fracassado da era petista, além da dependência da exportação de commodities, como o petróleo e gás no Rio de Janeiro. Fazem parte da economia criativa o ramo das artes, do artesanato, do audiovisual, do mercado editorial, do design, do turismo cultural, além de muitos outros serviços.

Segundo dados de 2016 da FIRJAN, o Rio de Janeiro é o principal pólo da economia criativa no Brasil. O número de empregos formais dobrou nos últimos 10 anos e a média salário deste setor tem sido de R$ 5.400,00, enquanto que a média fora dele é de R$ 2.100,00. Somente na capital, o setor movimenta cerca de R$ 11 bi por ano, alcançando 107 mil trabalhadores. Já segundo o IPEA, o segmento movimenta entre 1,2% e 2% do PIB nacional, empregando 2% da mão de obra e respondendo por 2,5% da massa salarial.

Um projeto possível

Região onde será instalado o novo pólo de Economia Criativa

A Prefeitura de Niterói firmou parceria com a UFF para desenvolvimento do projeto Península da Inovação que consiste em atrair investimentos privados para estabelecer um novo pólo de desenvolvimento tecnológico na região do Gragoatá, São Domingos e Boa Viagem. O planejamento prevê a recuperação de casarões degradados para a instalação de startups. O papel do poder público seria criar a estrutura necessária para o desenvolvimento local através de isenção de IPTU para os proprietários que destinarem os imóveis para a instalação das empresas do setor, isenção de ISS para as empresas instaladas na região, além da reestruturação da infraestrutura urbana e tecnológica da região como melhorias nas redes de fibra ótica.

Região onde será instalado o novo pólo de Economia Criativa em NIterói.
Região onde será instalado o novo pólo de Economia Criativa em NIterói.

Outra região onde o investimento do setor público tem sido fundamental é a zona portuária do Rio. A região tem se consolidado como um dos principais pólos de economia criativa do Estado do Rio, não só pela sua localização próxima ao Centro, como também pelo valor das locações de grandes casarões na região, muito abaixo do especulado na Zona Sul e Centro da cidade. De olho no potencial, a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro — Cdurp está mapeando o local para desenvolver políticas públicas que possam atrair mais empresas do setor para a região. Até 2015, já eram mais de 200 profissionais da área atuando no local.

Provocações finais

Os exemplos destacados são apenas algumas formas de como uma ação do Estado pode ser eficaz na reorganização econômica. Na última eleição municipal, a única candidatura que apresentou a economia criativa como norteadora para a retomada do crescimento foi a de Alessandro Molon, na capital. Muito pouco perto do potencial econômico do setor não só para a capital, como também toda a região metropolitana do Rio. Neste caso, Niterói sai na frente através da ação da sua Prefeitura.

Mas porque não pensar políticas públicas para o desenvolvimento do setor em nível estadual?

Palavras em inglês para dar credibilidade
Palavras em inglês para dar credibilidade.

Municípios como São Gonçalo e São João de Meriti, além de Campos, Paraty e outros do interior, poderiam tornar-se verdadeiros pólos de produção da economia criativa graças ao contexto local. A localização estratégica dessas cidades, acrescida de um grande potencial criativo e cultural dos seus cidadãos, motivaria a instalação de empresas do setor. O papel do Governo do Rio seria o de desenvolver a infraestrutura das regiões onde os pólos se concentrariam, pensando questões como o deslocamento dessas áreas para a capital e o aumento da capacidade tecnológica desses locais.

É fundamental que um programa conectado com as demandas do século XXI, onde o desenvolvimento econômico é atrelado à sustentabilidade ambiental e cultural, tenha como eixo norteador de sua política econômica o desenvolvimento de pólos de economia criativa em todo o Estado do Rio. Será possível pensarmos juntos, propostas concretas para esta demanda?

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O canto de Luiz Ricardo: Todo artista tem de ir aonde o povo está https://simsaogoncalo.com.br/o-canto-de-luiz-ricardo-todo-artista-tem-de-ir-aonde-o-povo-esta/ https://simsaogoncalo.com.br/o-canto-de-luiz-ricardo-todo-artista-tem-de-ir-aonde-o-povo-esta/#respond Wed, 17 May 2017 13:52:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4632 Durante o mês de maio, o cantor Luiz Ricardo está presenteando uma pequena, mas especial, parcela da população de São Gonçalo com a sua arte. Cantou no dia 10 de maio no CRAS Galo Branco, cantará no dia 17 de maio no CRAS Engenho Pequeno e dia 24 cantará no CRAS Amendoeira. Nesse doce mês […]

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Durante o mês de maio, o cantor Luiz Ricardo está presenteando uma pequena, mas especial, parcela da população de São Gonçalo com a sua arte. Cantou no dia 10 de maio no CRAS Galo Branco, cantará no dia 17 de maio no CRAS Engenho Pequeno e dia 24 cantará no CRAS Amendoeira.

Nesse doce mês de maio, em que foi criado de forma muito carinhosa o dia das mães, a parceria entre duas Secretarias da cidade resultou nestas três apresentações. Com muita responsabilidade, a Secretaria de Cultura e Turismo se uniu à Secretaria de Desenvolvimento Social para viabilizar esses três momentos.

A criatividade reina e o dinheiro público, tão escasso nesse momento econômico do país, é extremamente respeitado: o Luiz Ricardo recebeu o convite para cantar por amor e não por cachê. E, de imediato topou cantar, exclusivamente por amor, nestes três equipamentos da Secretaria de Desenvolvimento Social, pois entendeu a proposta que tem um contexto de pura beleza. As apresentações são realmente para o povo, sem nenhuma restrição. É só chegar e curtir o som! As portas dos CRAS ficam abertas, são braços generosos que anseiam por abraçar as pessoas.

Cantor Luiz Ricardo que participou do programa televisivo The Voice Kids da Rede Globo
Cantor Luiz Ricardo. Foto: Alex Ramos.

Luiz Ricardo no CRAS – Centro de Referência e Assistência Social

A Secretaria de Cultura disponibilizou um equipamento de som simples para atender as necessidades das apresentações; disponibilizou o transporte para a ida do Luiz Ricardo aos CRAS e também para seu retorno para casa. Já a Secretaria de Desenvolvimento Social entrou com a organização. Fato curioso, que até a recepção do Luiz Ricardo no CRAS Galo Branco foi toda preparada pelos funcionários do CRAS. A alegria é tão grande e esse tipo de evento é tão incomum nesses equipamentos que os funcionários estão se unindo para recebê-lo da melhor forma possível. Com R$ 11,50 de cada funcionário, foi possível fazer uma torta salgada de ótima qualidade e foi possível comprar seis litros de “refrigereco”. E essa humilde recepção agradou muito o Luiz Ricardo e a sua família, pois foi um momento de confraternização muito especial entre todos que se entregaram para que o evento ocorresse.

O que posso dizer é que o evento no CRAS Galo Branco foi lindo pela beleza da arte apresentada, pelos olhares da plateia encantada e por todo comprometimento da equipe para fazer o evento acontecer, provando, mais uma vez, que a vontade de fazer ultrapassa limites impostos pelo orçamento. Com sonhos as coisas se materializam. Até brindes foram sorteados! Brindes feitos pelas mãos de uma mulher magnífica, Dona Sandra, que faz parte da equipe do CRAS, dando aula de artesanato. Outros brindes vieram pelas mãos da coordenadora Aline Duarte.

Toda uma gente despida de qualquer arrogância, uma gente que se move por amor e me contagiam com tanta dedicação. Tenho fé que esses eventos realizados nos CRAS fazem parte de uma história que está nascendo e que a energia vai se irradiar nos outros eventos.

Cantor Luiz Ricardo que participou do programa televisivo The Voice Kids da Rede Globo
Luiz Ricardo canta no CRAS do Engenho Pequeno, dia 17/05/2017, às 15h.

Belo futuro pela frente

O Luiz Ricardo tem muito para mostrar a esse povo: um menino lindo, que não tem o deslumbre muito comum aos mortais. Depois de todos os programas que participou na televisão, não deixou o ego inflar e vai na mão inversa, revertendo a expectativa de quem busca a fama gratuita e não entende que aparições na televisão não mudam o que há de essência na alma. Luiz Ricardo é pé firme no chão e batalha para ser cada vez mais um artista com maior versatilidade, pois não há fim para quem ama estudar.

Eu, aqui na humildade, agradeço a compreensão do Luiz Ricardo e de sua mãe, Josi Moreira. Agradeço também ao Carlos Ney, Secretário de Cultura, por prontamente abraçar a ideia e se mostrar pronto a novas parcerias. Agradeço ao Secretário de Desenvolvimento Social, Marlos Costa, por confiar no meu trabalho e dar todo aval para lutar por uma sociedade igualitária.

Para fechar esse texto, cito Edi Rock:

Geralmente quando os problemas aparecem
A gente tá desprevenido né não?
Errado
É você que perdeu o controle da situação
Perdeu a capacidade de controlar os desafios
Principalmente quando a gente foge das lições
Que a vida coloca na nossa frente tá ligado?
Você se acha sempre incapaz de resolver
Se acovarda moro
O pensamento é a força criadora
O amanhã é ilusório
Porque ainda não existe
O hoje é real
É a realidade que você pode interferir
As oportunidades de mudança
Tá no presente
Não espere o futuro mudar sua vida
Porque o futuro será a consequência do presente
Parasita hoje
Um coitado amanhã
Corrida hoje
Vitória amanhã
Nunca esqueça disso, irmão.

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Leandro Firmino – o Zé Pequeno em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/ze-pequeno-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/ze-pequeno-em-sao-goncalo/#respond Thu, 13 Apr 2017 18:12:33 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4456 A minha cidade parece uma pessoa que não sabe pra onde vai e ainda pegou o ônibus errado. Uma cidade que não é capaz de detectar seus valores. Estou cansado do discurso de quem não domina o assunto. Estou cansado da burocracia que conduz a cultura a falcatruas. Sou da prática. Enxergo o jogo. Sei como funciona, das […]

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A minha cidade parece uma pessoa que não sabe pra onde vai e ainda pegou o ônibus errado. Uma cidade que não é capaz de detectar seus valores.

Estou cansado do discurso de quem não domina o assunto. Estou cansado da burocracia que conduz a cultura a falcatruas. Sou da prática. Enxergo o jogo. Sei como funciona, das etapas, mas, em cada etapa, há um desonesto no caminho que engole os que lutam com honestidade.

Convivi com um cara muito honesto quando trabalhei na FASG e depois na Secretaria de Cultura. Meu amigo até hoje, o grande Toninho, cinéfilo morador de Santa Catarina, logo capturou a presença do Leandro Firmino em seu bairro. Ele chegou na secretaria e nos anunciou essa novidade. Logicamente, como um amante da arte, fiquei muito feliz.

Imaginei várias possibilidades pro Leandro Firmino contribuir com a cidade. Porém, só agora o poder público percebeu a importância de ter o Leandro compartilhando tudo de bom que aprendeu em sua caminhada. A equipe da Secretaria de Desenvolvimento Social teve a sensibilidade de convidá-lo. Aí então, o Leandro está exercendo a função de facilitador no serviço de Assistência Social, dando aulas de improvisação e interpretação nos CRAS. Toda uma demanda reprimida de desejos deságua com muito amor em direção aos seus alunos.

Quando há amor, há uma força que ultrapassa a generosidade. O Leandro chegou na cidade cheio de vontade de servir a São Gonçalo. Lutou, se interessou e o momento chegou. Passado três anos da sua chegada à cidade, ele divide sua arte com amor, derramando afetividade genuína em seu trabalho. Fala dos seus alunos com os olhos brilhando. Somos da equipe do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos.

Algumas vezes, estivemos juntos nessa missão. Perceber a recepção que ele recebe é de emocionar. Trampar na Secretaria de Desenvolvimento Social é amar e servir: ultrapassa como um raio o limite da arte. Embora se possa imaginar que a arte não tenha limites, ela é um grande veículo pra vida. A arte necessita da vida, então o que o Leandro tá podendo fazer é vida, é viver além do limite, é viver no sorriso do seu próximo, é enxergar versos sendo rabiscados na alma dos seus alunos, que participam das suas aulas com todo encanto de quem percebe sentimento pleno em cada palavra.

O lindo é perceber como as pessoas querem ser amigas do Leandro. Sabemos que o personagem Zé Pequeno marcou a história do cinema. Como diz o Mano Brown, quem admira quer uma proximidade, quer interagir, e o Zé Pequeno instintivamente entende muita coisa, tem virtudes comuns à sua natureza.

Sendo um cara acolhedor, tem a inteligência que permite o outro amar, que é uma das melhores formas de saber amar. Naturalmente, faz em sua vida coisas que se encontram na filosofia. Sempre diz que seu avô, que estudou pouco, era um cara de muita sabedoria, e que ele bebeu muito nessa fonte de saber. Ele entendia o sistema de poder, na complexidade que um doutor em Sociologia explicaria de forma rebuscada, mas não diferente.

Quando o Firmino chega aqui, cheio de vivência, sem falar a insuportável linguagem acadêmica, sem a pretensão de mudar o mundo pra si e cheio de honestidade no olhar. Especialmente quando fala da esposa e do filho. Aliás, toda vez que atende o telefone e é a Letícia, sua esposa, a voz ganha uma ternura encantadora. Sem perceber, dá uma lição de vida pra quem ouve a conversa, tratando-a com toda doçura de um grande amante, como um Neruda inspirado.

Quando o poder público absorve em seus quadros um homem dessa sensibilidade, dando a chance de, via poder público, a cultura não se resumir ao centro da cidade; quando o poder público entra com sua face generosa no Porto do Rosa, no Engenho Pequeno, no Salgueiro, na Amendoeira, alguma coisa toca o meu coração.

Quando o poder público chega no olhar do Leandro Firmino, com a dedicação de quem pensa que temos que salvar as crianças do Brasil e tem ações nessa direção, me ascende a esperança de que a minha cidade pode descer do ônibus errado e procurar um lugar pra ir de forma consciente. Por isso, precisamos de mais Toninhos em São Gonçalo, gente que pulsa honestidade e enxerga no Leandro uma nova era pra cultura da cidade.

Revisão: Prof. Edson Amaro.
Foto: Leo Martins / Agência O Globo

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LOL ou Futebol? Novas preferências esportivas dos pequenos brasileiros https://simsaogoncalo.com.br/lol-ou-futebol-novas-preferencias-esportivas-dos-pequenos-brasileiros/ https://simsaogoncalo.com.br/lol-ou-futebol-novas-preferencias-esportivas-dos-pequenos-brasileiros/#respond Mon, 10 Apr 2017 01:56:10 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4442 Há pouco tempo, perguntei para uns moleques de 10 anos qual era o time deles. Imediatamente, responderam atropelando a fala um do outro que torcia para os times da Pain, Red Canids, CNB e falaram os nomes dos atletas como Revolta, Mylon, Kami, Yoda, Brtt. Nesse momento devem ter três tipos de pessoa lendo; 1 […]

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Há pouco tempo, perguntei para uns moleques de 10 anos qual era o time deles.

Imediatamente, responderam atropelando a fala um do outro que torcia para os times da Pain, Red Canids, CNB e falaram os nomes dos atletas como Revolta, Mylon, Kami, Yoda, Brtt.

Nesse momento devem ter três tipos de pessoa lendo;
1 – as que sabem sobre o que estou falando.
2 – as que sabem e que acham idiota.
3 – as que não acham nada por que não sabem.

Pra quem não sabe, esses times são de um jogo chamado LOL, o League of Legends. Se trata de um jogo online de estratégia, ação e RPG que 5 jogadores jogam contra outros 5 jogadores.

LEAGUE OF LEGENDS: Red Canids vence a primeira etapa do CBLOL 2017.

E por que vim falar disso?

Porque dia 8 de abril foi a final do CBLOL. E nenhum jogo do Flamengo, Vasco, Palmeiras, Corinthians ou outro time qualquer mobilizou mais gente online do que o LOL.

A cultura digital mudou o mundo. Já mudou há muito tempo, só agora estamos vendo a consolidação dessas mudanças.

Quando eu jogava Counter Strike e Futebol no mesmo período, nitidamente existia uma prioridade para o futebol. Entretanto, isso não é mais uma regra para essa nova geração. O cenário de e-sports (games esportivos) cresceu muito. Os salários, estrutura e tudo mais são mais fortes e com belas premiações.

Acompanho muito esse cenário. Faço algumas contribuições textuais para alguns blogs sobre os bastidores e sobre o mercado do mundo de jogos digitais. Estou muito feliz em ver o Brasil crescer nesse segmento.

Apesar do saudosismo imediatamente dizer pra gente que jogos digitais são coisas de Nerd, coisa de gente que não sai, que não transa, que não faz nada da vida, é preciso reconhecer as novas maneiras de viver, ganhar direito e ser feliz.

Sim, hoje, em 2017, é possível que uma criança opte em ver Red Canids em Recife ao invés de assistir Flamengo e Vasco no Maracanã. E isso não é absurdo, é a mudança das praticas esportivas e comportamentais da nova geração.

Sei que esse texto não deve ser do interesse da minha rede de amigos. Mas se tem um conselho pra dar é que o mundo mudou. É preciso reconhecer que nem sempre o que a gente acha que é o melhor para a nova geração é o que a gente viveu.

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Funkero: um incentivo a leitura direto do Jardim Catarina https://simsaogoncalo.com.br/funkero-um-incentivo-a-leitura-direto-do-jardim-catarina/ https://simsaogoncalo.com.br/funkero-um-incentivo-a-leitura-direto-do-jardim-catarina/#respond Sat, 08 Apr 2017 19:14:51 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4422 Diretamente do Jardim Catarina pro Brasil, o Funkero é uma das provas que a literatura salva o menino que lia o dicionário inteiro. Hoje é um dos grandes nomes do Hip Hop Brasileiro. Adquiriu cedo um volume de informações bastante superior do que os meninos de sua convivência num bairro em que o Estado mostra […]

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Diretamente do Jardim Catarina pro Brasil, o Funkero é uma das provas que a literatura salva o menino que lia o dicionário inteiro. Hoje é um dos grandes nomes do Hip Hop Brasileiro. Adquiriu cedo um volume de informações bastante superior do que os meninos de sua convivência num bairro em que o Estado mostra a face cruel da sua ausência.

O Funkero teve a sua passagem pela delinquência, viveu uma adolescência acelerada mas não é disso que eu quero falar: o assunto é o pequeno gigante do maior bairro da minha cidade. Não basta lançar o olhar adolescente de que o Funkero é doidão e todo tatuado: o olhar maior é que o Funkero, num dado momento, orgulhou a sua avó por uma vida inteira. Ela soltou a seguinte frase pra ele quando viu uma equipe de cinema chegar no Jardim Catarina em sua residência: “Eu sabia que você seria um grande homem”. Nesse momento vale a existência.

Quem sabe do Funkero, que a mãe conta com todo amor do mundo os seus hábitos de leitura? O Funkero chegou a ler com lanterna pra não incomodar a família, se dedicou profundamente aos livros clássicos, à série “Universo em Desencanto”, os mesmos livros que encantaram Tim Maia na sua fase racional. É preciso entender tudo que despertou a genialidade do Funkero, que foi incentivado em alguns momentos.

MC Funkero e Criolo.

Lembro claramente quando, em 2004, o Fabio Ema me falou que eu precisava ler o que Victor estava escrevendo, Victor Freitas, reconhecido pelo seu nome artístico, Funkero. Pedi então pra que o Victor me mostrasse, mas ele não tinha nada em mãos.

O Fabio falou que tinha muita qualidade. Naquele momento, o Fabio Ema era um espécie de protetor do Victor. O Fabio sempre teve esse dom de ser aconselhador. O Victor demonstrava imenso respeito pelo Fabio. Naquele papo marcante realmente vi no Victor algo muito especial. Já havia holandeses naquele ano querendo levá-lo pro exterior pra que fizesse um trabalho lá.

O Victor, com seu jeito rebelde, queria mesmo continuar aqui nas batalhas, onde se destacava por sua incrível velocidade de pronúncia e raciocínio e foi se tornando um fenômeno do Hip Hop. Com seu amplo entendimento de quem aprendeu a falar Inglês vendo filmes, uma vez ele me disse que tinha sido aluno de Wesley Snipes. Daí é possível imaginar que ele poderia ser o que tivesse vontade de ser e ele quis ser um MC.

Sempre digo pro MC Marechal que tenho imensa admiração pelo som do Funkero em “Perfume de Mulher”. Me impressiona com a sua capacidade de fazer um rap romântico dando à música um nome de filme; aliás, esse disco é inteiro com nomes de filmes: ele é um cinéfilo, mais uma de suas qualidades admiráveis. É possível ver nas letras dele a imensa variedade de influências.

MC Funkero e MC Marechal
MC Funkero e MC Marechal .

Com sua voz marcante, inconfundível, tem mais de setenta músicas na pista. Entre suas músicas e suas participações, sempre muito marcantes e generosas, nunca se furtou a fortalecer os cantores com menos visibilidade no cenário, pois ele sabe no que as pessoas podem se transformar.

Sugiro que olhem pro Funkero como o leitor voraz capaz de em “Cangaço”, que possui curiosamente 2:20, citar nos seus 220 volts vários nomes da cultura brasileira, indo da música com Chico Science à literatura de Jorge Amado e muito mais; nas entrelinhas, uma música realmente incrível, com clipe igualmente incrível.

As músicas do Funkero já foram ouvidas por milhões de pessoas, um exemplo pouco percebido pelo poder público de São Gonçalo. Estou tendo a honra de acompanhar o nascimento do seu primeiro livro, “Coca e Pólvora”, que vem sendo preparado com muito zelo. Já li os capítulos iniciais e ele me faz entender quem são intelectuais de São Gonçalo.

Conheci o Funkero na rua em 2001. Estava ao lado de uma lenda viva da cidade: Bruno Andrade, apelidado de Enzima. Quem é da rua nem precisa dizer que é da rua; a rua reconhece.

Parabéns, Funkero! O seu trabalho merece ser conhecido pelo Brasil inteiro. Eu poderia falar muito mais de você nestas linhas, mas a sua arte já tem dito muito mais do que sou capaz de narrar. Ver você ser respeitado e considerado pelos maiores do Hip Hop Brasil me emociona. Parabéns por sua soma na cena. Você me influencia, procuro te ouvir pelo menos uma vez por dia.

Texto de Rafael Massoto: produtor cultural, compositor e poeta.
Revisão de texto: Prof. Edson Amaro.

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O Gigante acordou! Lavourão, um patrimônio adormecido no coração da cidade https://simsaogoncalo.com.br/lavourao-um-patrimonio-adormecido-no-coracao-da-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/lavourao-um-patrimonio-adormecido-no-coracao-da-cidade/#comments Thu, 16 Mar 2017 17:00:03 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4383 Dia 10 de março de 2017, estive no Centro Cultural Joaquim Lavoura para o Show de comédia em pé do grupo “Descontrarindo”. A entrada, um quilo de alimento, foi doada para o Abrigo Cristo Redentor. A mesa de doações ficou farta, ressaltando quem levou até leite em pó para os idosos. A Secretaria de Cultura, com […]

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Dia 10 de março de 2017, estive no Centro Cultural Joaquim Lavoura para o Show de comédia em pé do grupo “Descontrarindo”. A entrada, um quilo de alimento, foi doada para o Abrigo Cristo Redentor. A mesa de doações ficou farta, ressaltando quem levou até leite em pó para os idosos.

A Secretaria de Cultura, com toda sua equipe, imprimia um abraço largo aos convidados. O brilho das centenas de sorrisos flamejam de alegria o velho prédio cultural. Os meninos da comédia fizeram um evento à altura da ilustre plateia: artistas, músicos, secretários, patrocinadores e gente comum de verdade. É a arte de construir movimentos humanos com uma dose de pouco recursos e uma pitada de quase nada. A Dedicação foi a palavra-chave para aquela noite. Alegria foi o sobrenome da festa.

O Centro Cultural foi inaugurado em 22 de setembro de 1988, no governo Hairson Monteiro. Nessa época, CULTURA era apenas um departamento da Secretaria de Educação. Previsto para ter 6 andares, o prédio parou no 4º por falta de verba.

Era o que havia de melhor em construção. Revestido em mármore e com acesso para cadeirantes, o orçamento de 500 mil dólares não foi suficiente para dar conta da obra. Uma revolução em termos de “Aparelho Cultural”.

Foi pensado como um espaço para abrigar setores administrativos de uma vertente que crescia em importância e que, em breve, se tornaria uma Secretaria. A cultura apontava para ser a principal ferramenta da Secretaria de Educação até construir seu espaço independente e convergente.

O plano não foi pra frente. A Secretaria de Cultura tornou se uma realidade apenas no ano de 2001, graças à força dos movimentos sociais que reverberavam o “fazejamento” cultural daquela década.

Plateia, artistas e equipe da Secretaria de Cultura no Centro Cultural Joaquim Lavoura
Plateia, artistas e equipe da Secretaria de Cultura no Centro Cultural Joaquim Lavoura

Consolidando o Lavourão como um dos pólos de cultura da cidade

Hoje, em estado de calamidade declarado, o governo municipal promoveu o achatamento do setor em nome da crise. É preciso corrigir o curso da história, pois o Centro Cultural Joaquim Lavoura nunca desempenhou o papel para o qual foi destinado. Exprimida em apenas um dos andares do prédio, a Secretaria de Cultura e a FASG depende exclusivamente da criatividade e da profissionalização dos gestores. Não possuem concursados ou política pública de médio e longo prazo.

Atendendo a lógica da promoção, o espaço deve atender a demanda do setor cultural que não diminuiu após o achatamento promovido pelo governo NANCI. O gerenciamento do prédio precisa atender a demanda da Sociedade Civil : Projetos, eventos, cursos, profissionalização, aulas e administração. Um espaço de vivência e conexão com a importância da cultura no processo de formação da cidade e do ser humano. E se mover ao contrário carecemos entender os motivos.

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De Berlim à São Gonçalo: A arte como movimento de resistência https://simsaogoncalo.com.br/de-berlim-sao-goncalo-arte-como-movimento-de-resistencia/ https://simsaogoncalo.com.br/de-berlim-sao-goncalo-arte-como-movimento-de-resistencia/#respond Tue, 07 Mar 2017 19:33:41 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4344 Os Tijucanos, Cariocas e Gonçalenses recebem entre os dias 15 e 19 de março de 2017 a Oficina de Dança: Axis Syllabus. Um estilo de vida que vem mudando a concepção da Dança Contemporânea no mundo. Países como Alemanha, Áustria, França, Itália, Estados Unidos e Brasil importam e exportam o sistema Axis Syllabus. Um sistema […]

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Os Tijucanos, Cariocas e Gonçalenses recebem entre os dias 15 e 19 de março de 2017 a Oficina de Dança: Axis Syllabus. Um estilo de vida que vem mudando a concepção da Dança Contemporânea no mundo. Países como Alemanha, Áustria, França, Itália, Estados Unidos e Brasil importam e exportam o sistema Axis Syllabus.

Um sistema de informações que se preocupa com anatomia humana e com a física aplicada ao movimento. Através de uma educação somática, o sistema visa alcançar um movimento natural que promova a saúde do corpo e da mente.

Segundo o Gonçalense e idealizador do evento Anderson Hazen, “o intercâmbio visa promover uma relação de saberes entre as diversas capacidades físicas envolvidas , além de fomentar o aprimoramento artístico em uma espécie de laboratório vivo de formas e expressões”.

Para o instrutor e consolidador do AS Frey Faust (Berlim) ver a complexidade do corpo humano e o estudo contínuo de todos os aspectos do movimento torna a experiência única e inovadora. Um arado para terrenos férteis na germinação de novos saberes e na releitura de antigos conceitos.

Ecoaxis São Gonçalo

Como participar e assistir ao evento

O evento Eco(A)xis, um mergulho na criação se divide em várias etapas e as inscrições podem ser feitas online pelo e-mail andersonhanzen@gmail.com.

Do dia 15 ao dia 18 de março, das 8h às 11h “OCA – oficina de criação artística” com Anderson Hanzen, no Centro Cultural Joaquim Lavoura em São Gonçalo.

Pela tarde a atividade é no Espaço Mova no bairro da Glória/RJ, de 13h às 15h acontece o workshop I “Physics”, e o workshop II “Contact Improvisation” tendo início as 18h30. O término previsto para 17h30. Ambos ministrados por Frey Faust.

No dia 19 de 9h às 12h, AULÃO com Frey Faust com a presença de Anderson Hanzen no Centro Cultural Joaquim Lavoura no bairro da Estrela do Norte/SG.

Pela tarde a comitiva segue para o Centro Coreográfico do Rio de Janeiro na Tijuca onde vai rolar uma conversa com convidados aberta ao publico de 14h às 17h .

O enceramento fica por conta da apresentação de performances inicando as 18h30. O Rio e São Gonçalo é todo arte e movimento.

“A caminhada é como uma agenda em branco não sabemos o que nos espera a cada passo.” – Frey Faust

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A última noite na Taverna https://simsaogoncalo.com.br/a-ultima-noite-na-taverna/ https://simsaogoncalo.com.br/a-ultima-noite-na-taverna/#respond Mon, 12 Dec 2016 12:03:37 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4188 Se São Gonçalo fosse desértica, lugar onde vento, areia e pedra dominassem a paisagem e nenhuma atração existisse além de Uma Noite na Taverna, valeria a pena viver na cidade. Após quase 13 anos de existência, a Taverna acabou ontem (10/12). O maior evento gonçalense de poesia, literatura, dança, música e artes plásticas se manteve […]

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Se São Gonçalo fosse desértica, lugar onde vento, areia e pedra dominassem a paisagem e nenhuma atração existisse além de Uma Noite na Taverna, valeria a pena viver na cidade. Após quase 13 anos de existência, a Taverna acabou ontem (10/12).

O maior evento gonçalense de poesia, literatura, dança, música e artes plásticas se manteve sem ganhar R$1 de incentivo do governo municipal. Mas, surpreendentemente, já recebeu uma recusa de apoio logístico, algo tão simples de prover quanto uma caixa de som.

Grande parte da população, que não lê, não vai ao teatro, ignora exposições e não consome Cultura, não conheceu a Taverna. Se faltou algo para lhe dar mais 13 anos de vida, pelo menos, foi a limitação de público. A Taverna chegou à adolescência com graves problemas de desenvolvimento: seu corpo continua praticamente o mesmo da infância.

Por falta de investimento sério do governo no setor cultural, fica difícil conhecer São Gonçalo de verdade, sua personalidade criativa, vigor e qualidades únicas, entre elas Uma Noite na Taverna. Dá trabalho compreender o que difere esta cidade de Niterói. Esforço que Juliana Paes não fez até hoje, por falta de interesse, por isso falou merda no programa Adnight, da TV Globo.

Uma noite levei meu pai à Taverna. Cheio de orgulho por compartilhar com o coroa aquela penumbra maravilhosa de contestação social, erudição e alguns xingamentos, assistimos a apresentação lado a lado, às vezes abraçados, e trocamos beijos no rosto. Um amigo, que também estava presente mas não reconheceu meu pai, pensou que eu estivesse namorando em segredo um homem mais velho. Meu amigo estava chocado – sou casado, com uma mulher, e tenho um filho.

Beatriz, minha esposa há 8 anos, também já foi “arrastada” por mim a algumas edições. Na primeira ainda éramos namorados, caía um dilúvio sobre São Gonçalo e ela detestou ouvir poesia com a roupa e os sapatos encharcados.

A Taverna mudou a vida de cada frequentador, até da minha mulher, que nunca se esqueceu do temporal poético. Conhecer a obra de nomes consagrados da poesia mundial deixa marcas permanentes.

Durante anos testemunhei Rodrigo Santos e Romulo Narducci estimulando covardes como eu a escrever e publicar a própria arte. Hoje escrevo um artigo por semana sobre São Gonçalo, sou feliz por isso, e Rodrigo e Romulo são influências inegáveis.

Ontem, ouvindo a poesia de Leonard Cohen, homenageado da noite, estava pensando no que dizer sobre a última Taverna. O ultrarromantismo dominava o ambiente, como em qualquer edição, não é novidade. Olhei para a vela acesa na minha mesa e vi semelhanças com a luta dos organizadores do evento pela cultura. O vento apagou a vela várias vezes. A Taverna também enfrentou inúmeros obstáculos ao longo da sua história. Depois da quinta ou sexta tentativa, a chama se fortaleceu e passou a vencer as investidas do vento. Finalmente a chama ficou acesa até queimar completamente a vela. Depois de 13 anos superando o isolamento causado pela falta de recursos, a Taverna não se apagará jamais. Evoé!

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Batidas por Minutos que impulsionam a cultura em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/batidas-por-minutos-que-impulsionam-a-cultura-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/batidas-por-minutos-que-impulsionam-a-cultura-em-sao-goncalo/#respond Mon, 26 Sep 2016 18:00:37 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4047 Quem acompanha o cenário cultural da região metropolitana de perto, sabe que tudo por aqui é cíclico. Em São Gonçalo, lógico, não é diferente. Das praças às casas de show, os acontecimentos são frutos da ebulição do momento. Só na cidade, poderíamos lembrar do Groove do São que acontecia no Sesc; dos shows na I9; ou até mesmo dos brilhantes anos […]

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Quem acompanha o cenário cultural da região metropolitana de perto, sabe que tudo por aqui é cíclico. Em São Gonçalo, lógico, não é diferente. Das praças às casas de show, os acontecimentos são frutos da ebulição do momento. Só na cidade, poderíamos lembrar do Groove do São que acontecia no Sesc; dos shows na I9; ou até mesmo dos brilhantes anos 90/2000, quando Viradouro e Porto da Pedra brilhavam no grupo especial do carnaval, e faziam a “dobradinha” ensaiando nas ruas principais aos domingos, da tarde até à noite.

BPM Rafael Massoto no Lavourão 2015
Início do BPM no Centro Cultural Joaquim Lavoura em 2015. Foto: Luiz Carvalho / Prefeitura Municipal de São Gonçalo

Ainda em 2015, algo nascia discretamente no Centro Cultural Joaquim Lavoura. Naquele momento, o Lavourão, como é conhecido o prédio na Estrela do Norte, abrigava o “Batidas Por Minuto”, um evento que reunia música, poesia e artes plásticas, para todos os gostos e estilos.

Criado pelo produtor Rafael Massoto, o evento era uma parceria dele com a prefeitura, enquanto colaborador do município. Entretanto, irresponsavelmente, o governo da cidade fez o favor exonerar o produtor, extinguindo estranhamente um dos eventos mais promissores daquele ano.

Banner promocional do BPM 2016, que aconteceu no Bar do Blues, Zé Garoto.
Banner promocional do BPM 2016, que aconteceu no Bar do Blues, Zé Garoto.

O ano passou, mas as memórias do “Batidas por Minuto” ainda pulsavam nas mentes de quem participou. Sabendo do potencial do evento, Massoto persistiu. Em setembro de 2016, um dia antes do aniversário de 126 anos de emancipação política de São Gonçalo, o BPM renasceu, fazendo a união das diferentes tribos, desde o rap até os blocos de carnaval.

São Bloco, uma das atrações do BPM 2016.
São Bloco, uma das atrações do BPM 2016.

Só temos a agradecer ao Rafael Massoto e sua equipe por acreditar que temos público, potencial e musculatura para fazer estes eventos na cidade. Sem falar na mostra da incrível quantidade e qualidade de talentos que temos em casa. Agora é aguardar as próximas edições.

Ana Lara, Rafael Massoto e Matheus Graciano no BPM 2016
A cantora Ana Lara, o produtor Rafael Massoto e Matheus Graciano (São Bloco) no BPM 2016. Foto: Nãnashaira Medeiros.

O sucesso da festa você pode conferir abaixo, nos links para o Facebook:

Até o próximo!

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A cultura das cervejas artesanais em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/a-cultura-das-cervejas-artesanais-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/a-cultura-das-cervejas-artesanais-em-sao-goncalo/#respond Thu, 23 Jun 2016 15:54:06 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3645 Você sabia que o movimento “Beba menos, beba melhor” está tomando a nossa cidade ? Sim, estamos falando de cervejas artesanais. Já temos várias cervejarias caseiras na cidade e uma Confraria de Cerveja Artesanal. Ainda há um preconceito com nossa cidade. Como sabemos, o próprio gonçalense torce o nariz. Porém, depende de nós, cidadãos, mostrarmos quem somos e […]

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Você sabia que o movimento “Beba menos, beba melhor” está tomando a nossa cidade ? Sim, estamos falando de cervejas artesanais. Já temos várias cervejarias caseiras na cidade e uma Confraria de Cerveja Artesanal.

Ainda há um preconceito com nossa cidade. Como sabemos, o próprio gonçalense torce o nariz. Porém, depende de nós, cidadãos, mostrarmos quem somos e valorizarmos os eventos culturais aqui. Muita gente fala que cerveja não é cultura, e sempre convido então a participar de nossos eventos e palestras para mudarem de idéia. Lembremos que até água em excesso faz mal.

Há cervejas que foram criadas em Monastérios. Nessa época medieval, ela servia como alimento no período da quaresma para os próprios monges. Para aguentar os longos períodos sem a ingestão de alimentos sólidos, eles consumiam as cervejas mais encorpadas, suprindo os nutrientes retirados das refeições. Foram eles, inclusive, que aperfeiçoaram as técnicas das cervejas ao longo dos anos. Assim fabricaram algumas das melhores bebidas de todo o mundo.

Hoje, a idéia é divulgar e apresentar ao público gonçalense o mundo cultural da cerveja artesanal, mostrando que degustar é muito mais prazeroso do que beber em excesso. Por causa disso, um grupo de cervejeiros caseiros criaram uma Confraria. Periodicamente, marcam encontros nos bares da cidade e levam suas próprias produções, para conversar sobre as cervejas artesanais e aprimorar o conhecimento nesse mundo fantástico. Nós, Joarez Lessa, Manoel Félix e João Bonadiman, fundamos a Confraria de Cerveja Artesanal com esse intuito. Nossa vontade de mostrar que a cidade tem público e curte gastronomia, cultura e cerveja artesanal é o que nos motiva.

Nesse processo, também criei a Cervejaria Dois Lados (antiga 2J). Junto às outras co-irmãs, organizamos vários eventos, como palestras e cursos de produção de cerveja em São Gonçalo, especialmente para o público com sede de informação e de bebida de qualidade. Em agosto de 2016, vai acontecer o IPADAY, no bar The Souzas, no Mutuá. Este será um evento focado em cervejas do estilo India Pale Ale. Sucesso em outras cidades, agora também, pela primeira vez em  São Gonçalo.

Quer saber mais sobre o evento? Clique e participe.

Maiores informações, confira a página da Cervejaria Dois Lados ou da Confraria de Cerveja Artesanal.

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São Gonçalo perde uma estrela https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-perde-uma-estrela/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-perde-uma-estrela/#comments Fri, 19 Feb 2016 18:17:30 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3483 Morre aos 28 anos a jornalista e escritora Caroline Magalhães “Nem sempre ganhando nem sempre perdendo vivendo e aprendendo a jogar”. Era uma das músicas preferidas de nossa personagem. Curtia blues, Legião, Paralamas do Sucesso, Expresso Lunar, Ana Carolina, Leandro Ribeiro e Clarice Falcão. Costumava dedicar a música “Monomania”, via link, pela manhã e gargalhar […]

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Morre aos 28 anos a jornalista e escritora Caroline Magalhães

“Nem sempre ganhando nem sempre perdendo vivendo e aprendendo a jogar”. Era uma das músicas preferidas de nossa personagem. Curtia blues, Legião, Paralamas do Sucesso, Expresso Lunar, Ana Carolina, Leandro Ribeiro e Clarice Falcão. Costumava dedicar a música “Monomania”, via link, pela manhã e gargalhar o horror da cantiga do “8°andar” pela tarde. A jornalista e escritora Caroline Magalhães teve o prazer de assessorar seu último Sarau. De forma lúdica o céu está em festa e recheado de glamour, pois nossa estrela marcou compromisso com Deus e foi bancar a jornalista para Além das Terras de Além Mar.

Fundadora do Jornal FOLHA NATIVA, a ativista cultural mergulhou para seu repouso solo às 15h32 minutos, no dia 18 de fevereiro de 2016, no Hospital das Clínicas de Niterói. O falecimento não desnuda a história de luta. Há pelo menos 5 anos ela combatia um tumor cerebral: Uma radioterapia, três tratamento quimioterápicos, um cateter, cinco pulsões e uma operação. Bravamente, dia após dia, a menina só vivia, não se permitindo falar em morte. Amante das religiões e temente a Santíssima Trindade, ela orava. Dos terços católicos aos corinhos evangélicos, visitava os centros, de umbandistas a Kardecistas. Dona de uma fé imensurável que sempre ia para além de um grão de mostarda.

Caroline é autora dos Livros “Em Algum Lugar da Criação”, “Crônicas D”Gonça” e “Encontos Afins”, participou também dos Livros “Antologia Gonçalense” e “Histórias e Cantigas”. Para além da perda humana e profissional, a cidade se de São Gonçalo perde uma ativista dedicada a escrever o território. “A Cidade precisa ser escrita”, isso ela falava dia após dia, acreditava em uma cidade justa, participativa e com qualidade de vida.

Em sua despedida, a poetisa foi supultada no Cemitério do Maruí no Barreto, na cidade vizinha, Niterói. Artistas, músicos, ativistas, jornalistas e amigos compareceram neste último sarau de sua vida.

A seguir, um clássico de Carol Magalhães, a crônica “Sou do Tempo”.

 

Sou do tempo

Por Caroline Magalhães

Sou do tempo em que os velocípedes não tinham motor, precisávamos usar a força das nossas próprias pernas para alcançar longas distâncias. Sou do tempo em que as crianças gostavam de ouvir histórias para dormir e conseguiam viajar o mundo todo, deitadas em suas camas aconchegantes. Sou do tempo do “vamos brincar de roda, para fazer doli, doli, doli, doli dolá.” Sou do tempo do pique alto, pega e se esconde. Sou do tempo em que adedonha de papel parava uma vila. Homem, mulher, animal, objeto, lugar. Meu lugar. Sou do tempo do “Adoleta, lepeti, peti póla, lês café com chocolate”… Hum! Sou do tempo em que as crianças tomavam todinho no café da manhã, vendo Caverna do Dragão e almoçavam vendo Power Ranger. Sou do tempo que bastava um olhar da minha mãe, para saber que estava fazendo besteira. Sou do tempo em que a banda que inspirava os jovens era Legião Urbana. Pois é! Como as coisas mudam não é mesmo. As crianças de hoje em dia tem velocípede de motor, basta apertar um botãozinho. As histórias não as encantam mais tanto, as crianças não brincam mais de roda, nem de pique e muitas gostam de “Restart”. É! A tecnologia ganhou das brincadeiras de rua. Mas também hoje, acho o Mestre dos Magos um grandíssimo cretino e o Tomy, o ranger verde/ branco, não é mais tão bonito. As coisas mudam sim. E que bom por isso.

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A tradição nas fantasias dos carnavais de bairro https://simsaogoncalo.com.br/a-tradicao-nas-fantasias-dos-carnavais-de-bairro/ https://simsaogoncalo.com.br/a-tradicao-nas-fantasias-dos-carnavais-de-bairro/#comments Sun, 14 Feb 2016 17:29:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3465 O carnaval sempre foi algo que me encantou. Num passado recente, a festa era algo bem distante das polêmicas atuais sobre verbas governamentais, religiosas ou relativas à violência. Eu contava os dias para chegar a festa e sair às ruas vestido de bruxa, palhaço, “perrô”, o que fosse na época. Nos carnavais passados, o clima de leveza e alegria era constante e […]

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O carnaval sempre foi algo que me encantou. Num passado recente, a festa era algo bem distante das polêmicas atuais sobre verbas governamentais, religiosas ou relativas à violência. Eu contava os dias para chegar a festa e sair às ruas vestido de bruxa, palhaço, “perrô”, o que fosse na época. Nos carnavais passados, o clima de leveza e alegria era constante e fundamental para que a festa acontecesse. Triste mesmo era a terça-feira de carnaval, quando tudo chegava ao fim.

Desde pequeno, boa parte dos carnavais que participei foram ali entre o Paraíso e Patronato. A prefeitura fechava a rua e a festa começava. Algumas vezes o foco era na praça dos ex-combatentes, outras ali na altura do MV1. Sempre estavam lá as fantasias clássicas, dos bate-bolas, que chamamos de “perrô”, aos índios, bailarinas, piratas, entre outras como os “pai-joão”, também conhecidos como “bloco do sujo”, quando se vestem com as roupas do lado avesso, e as figuras marcantes das “piranhas” ou “piriguetes”, nossos homens vestidos de mulher.

Por conta do São Bloco, projeto que temos na cidade, fizermos um evento no domingo de carnaval lá no Gradim. Bem além da nossa apresentação, o mais interessante foram os grupos fantasiados, das “japonesas” aos Gorilas, dos perrôs aos “bondes de cartola” que apareceram na festa. Por conta do esvaziamento o carnaval, a festa do bairro estava cheia, com aproximadamente 8 mil pessoas nas ruas, mostrando nossa força cultural quando o assunto é carnaval.

Na terça-feira, estive na região do Arsenal, onde um carnaval de bairro também foi promovido, próximo às margens da RJ-104. A quantidade de bondes de bate-bolas, bruxas e “perrôs” de todos os tipos era enorme. Num determinado momento na pista, na altura de Tribobó, era possível vê-los andando em filas, prontos para curtir mais um dia dessa festa que ainda motiva os mais novos a confeccionar suas fantasias para curtir a festa. Talento puro no coração dos bairros gonçalenses.

Não conseguimos fotografar todas as fantasias, infelizmente. Mas a seguir, vai um pouco do que a gente conseguiu registrar. Confira!

Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo

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Teatro Municipal chega a São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/teatro-municipal-chega-a-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/teatro-municipal-chega-a-sao-goncalo/#comments Fri, 29 Jan 2016 14:06:43 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3448 O Teatro Municipal de São Gonçalo tornou-se uma lenda viva. Após ser utilizado durante décadas enquanto promessa eleitoral, o teatro ganhou uma fada madrinha. A Secretária de Administração Roseli Constantino articulou uma negociação com o banco Itaú capaz de gerar 13,6milhões de reais para a construção do aparelho cultural. Há pelo menos dois anos, um […]

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O Teatro Municipal de São Gonçalo tornou-se uma lenda viva. Após ser utilizado durante décadas enquanto promessa eleitoral, o teatro ganhou uma fada madrinha. A Secretária de Administração Roseli Constantino articulou uma negociação com o banco Itaú capaz de gerar 13,6milhões de reais para a construção do aparelho cultural.

Há pelo menos dois anos, um movimento articulado pelo músico Kadu Monteiro, apoiado por artistas e pela Secretaria de Cultura, promoveram um abraço ao antigo Fórum da cidade em defesa da construção do teatro. Para além deste ato público, artigos e movimentos críticos como “São Gonçalo não tem teatro” reivindicavam a construção deste espaço e o cumprimento da promessa eleitoral.

 

 

No dia 15 de dezembro de 2015 a prefeitura de São Gonçalo anunciou oficialmente o início das obras para entrega em 7 meses. O empreendimento é uma obra da dupla de arquitetos Rita e Felipe Gutiérrez. O espaço é composto por uma bilheteria, um Foyer, um café avarandado, dois sanitários masculinos, dois femininos, um sanitário com acessibilidade , um fraldário, um mezanino e 256 lugares para plateia, diante de um palco italiano. Uma sala para a orquestra municipal, cinco camarins, uma copa, uma sala para administração, quatro vestiários, uma área de manutenção, um estacionamento com 28 vagas e uma doca para carga descarga. Todo aparato tecnológico utilizado para oferecer esta estrutura torna a iniciativa o maior investimento cultural das últimas décadas.

 

Internas do Teatro Municipal de São Gonçalo

Vista do palco Italiano

Preocupado com a manutenção e com a gestão do espaço, o governo já pensa em uma forma sustentável de manter a casa e os espetáculos: “Não adianta a gente criar um espaço com este tamanho e ficar como um elefante branco na cidade. Precisamos movimentar a cena e os artistas são nossos parceiros nessa empreitada contemplando os mais variados setores. Assim como estudamos para pensar o teatro, também estamos estudando para encontrar uma forma produtiva de ocupação.” relatou a Secretária.

Para além dos espetáculos a Secretária Roseli Constantino acredita que o Teatro trás um brilho a autoestima do gonçalense e um legado para as gerações futuras.

“Não é só através da educação que se aprende, a cultura faz parte do crescimento e auto estima do cidadão. É de suma importância que a cidade receba outro olhar da população, temos que cultivar a visão de bem querer a cidade.” enfatizou Roseli.

Por André Correa e Nanda Azevedo.

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Carnaval não dá votos como antigamente https://simsaogoncalo.com.br/carnaval-nao-votos-como-antigamente/ https://simsaogoncalo.com.br/carnaval-nao-votos-como-antigamente/#comments Mon, 18 Jan 2016 12:03:02 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3428 A segunda semana de janeiro de 2016 começou quente. A Prefeitura Municipal de São Gonçalo, como diversas outras cidades brasileiras, cancelou o carnaval das escolas de samba, alegando crise, falta de dinheiro, essas coisas. Tudo dentro do roteiro padrão de que “há outras prioridades”. Mas, especificamente sr. secretário e sr. prefeito, quais seriam? Falar “saúde […]

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A segunda semana de janeiro de 2016 começou quente. A Prefeitura Municipal de São Gonçalo, como diversas outras cidades brasileiras, cancelou o carnaval das escolas de samba, alegando crise, falta de dinheiro, essas coisas. Tudo dentro do roteiro padrão de que “há outras prioridades”. Mas, especificamente sr. secretário e sr. prefeito, quais seriam? Falar “saúde e educação” é muito vago.

Em 2015, a prefeitura declarou ter gastado a quantia de cinco milhões e trezentos mil reais (5.300.000,00) na montagem do carnaval da cidade. Cerca de 3 vezes mais que Niterói no mesmo ano. Na época, a reportagem do Jornal Extra (23/02/2015) trouxe questões importantes à tona. Uma delas foi o descaso com as contas na cidade. Segundo a própria prefeitura, em 2015, desses mais de 5 milhões de reais, apenas 1 milhão foi usado para montagem dos palcos. Sem falar na desculpa esfarrapada de que o restante do dinheiro “pode ser utilizado em outros eventos, como o aniversário da cidade, ou em áreas como Saúde e Educação”.

Ou seja, há 1 ano atrás, “Saúde e Educação” foram desculpa para a sobra de dinheiro não explicado. Parece que esse governo está achando que todo mundo é trouxa por aqui.

Na prática, toda essa movimentação da prefeitura se justifica. Com pouco, seria mais justo distribuir todo o dinheiro entre os carnavais de bairro ao invés de despejá-lo nas pequenas agremiações. Entretanto, por que o governo não se planejou para comunicar a aprovação ou cancelamento das escolas no ano anterior? Precisa ser de surpresa?

O carnaval gonçalense ainda gera votos?

Do lado eleitoral, uma coisa ficou clara para ser pensada: o poder político e eleitoral dessas pequenas agremiações já não existe como antes. Se há alguns anos atrás, elas eram uma das poucas diversões nas comunidades, hoje são apenas mais uma. Shoppings, igrejas e internet entraram no jogo da atenção. Para as escolas, fica um breve papel na semana do carnaval.

Por outro lado, a G.R.E.S Unidos do Porto da Pedra, escola de samba da cidade, pôde contar com a prefeitura que, inclusive, espalhou suas faixas dentro da escola, com alguns nomes em evidência, que não valem ser mencionados neste post. Nessa hora, é importante fazer uma diferenciação, pois o grêmio recreativo tem destaque na imprensa, emprega pessoas, movimenta a comunidade do samba, além de ser uma referência por conta do tempo que abrigou o Castelo das Pedras. Definitivamente, a escola tem presença na vida gonçalense, ao contrário das pequenas agremiações, que tem pouca ou nenhuma relevância no ano, infelizmente. Por isso, na Porto da Pedra todo mundo quer colar.

Tem muito caroço nesse angu, bem além dessa simples explanação. Em breve, vamos publicar o desenrolar dessa história que está bem além do carnaval: uma guerra pelo poder municipal.

Fontes

Jornal Extra, 23 de fevereiro de 2015: http://extra.globo.com/noticias/rio/prefeitura-de-sao-goncalo-gastou-53-milhoes-com-montagem-de-carnaval-quase-tres-vezes-mais-que-niteroi-15411522.html

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São Gonçalo, nos socorra https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nos-socorra/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nos-socorra/#respond Sun, 06 Dec 2015 10:50:23 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3402 Valei-nos, São Gonçalo! Carregamos teu nome não à toa, tua intercessão junto a Deus é bem-vinda. Somos um milhão de assalariados, condicionados à exclusão brasileira comum, provedores cativos do bem-estar daqueles que nos exploram. Entre nossos inimigos há quem tenha cursado apenas o Ensino Fundamental, receba R$ 15 mil por mês e ainda disponha de […]

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Valei-nos, São Gonçalo! Carregamos teu nome não à toa, tua intercessão junto a Deus é bem-vinda. Somos um milhão de assalariados, condicionados à exclusão brasileira comum, provedores cativos do bem-estar daqueles que nos exploram. Entre nossos inimigos há quem tenha cursado apenas o Ensino Fundamental, receba R$ 15 mil por mês e ainda disponha de carro alugado às custas do suor do povo. Não conhecem a honestidade, nem o alfabeto, e nada de bom entregam às nossas vidas.

Santo querido, elegemos um homem há 3 anos como prefeito da sua cidade, e desde então a vergonha desce mais e mais sobre nós: as crianças picotam os livros superfaturados, sem saber o que fazer com eles, as adolescentes, sem sonhos de estudar e trabalhar, engravidam aos montes, os jovens praticam apenas o uso de drogas, o lixo domina as ruas, se mistura ao esgoto e o fedor se alastra, montantes de dinheiro são roubados dos cofres públicos, o ano está acabando e continuamos os mesmos ignorantes, já que a Educação é palco de experiências corruptas, que tira das crianças até a merenda, e a Cultura existe unicamente para sustentar seus parasitas.

Nossa história é saqueada junto com os tesouros do maior patrimônio histórico e cultural do município, a Fazenda Colubandê. Sem saber de onde viemos, para onde vamos, desrespeitados pela exploração política, consequentemente desunidos, como entenderíamos que somos a força motora e intelectual do Estado? Estamos em todos os cantos, presentes nas principais empresas do Rio de Janeiro e Niterói, ocupando os níveis hierárquicos de cima a baixo, contudo, ainda nos definimos como um povo subalterno, que merece sua triste realidade subdesenvolvida, a podridão, porque não sabe votar. Então eles riem, os verdadeiros culpados, secretários de governo boçais, vereadores que se fantasiam de Papai Noel, os sanguessugas, eles riem de nós porque conhecem nosso valor desperdiçado.

A alienação anestesia. A falta de esperança, deprime. Valei-nos, São Gonçalo. Enquanto há quem não desista de discutir e amar o território. É hora da ajuda divina socorrer o ativismo dos homens e mulheres bons da cidade que leva teu nome.

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É Hora do Conselho Popular de Cultura em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/e-hora-do-conselho-popular-de-cultura-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/e-hora-do-conselho-popular-de-cultura-em-sao-goncalo/#respond Thu, 26 Nov 2015 05:50:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3380 Após 90 dias de trabalho o Fórum implementa novidades para a juventude Em 11 de dezembro de 2015, será realizado o III Encontro do Fórum Políticas Culturais de São Gonçalo. O debate acontece às 18 horas, no Abrigo Cristo Redentor, na rua Dr. Nilo Peçanha, 320, Estrela do Norte. O evento conta com a participação […]

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Após 90 dias de trabalho o Fórum implementa novidades para a juventude

Em 11 de dezembro de 2015, será realizado o III Encontro do Fórum Políticas Culturais de São Gonçalo. O debate acontece às 18 horas, no Abrigo Cristo Redentor, na rua Dr. Nilo Peçanha, 320, Estrela do Norte. O evento conta com a participação de artistas, produtores, políticos e cidadãos gonçalenses.

Serão abordados temas como o desenvolvimento do Plano Municipal de Cultura e a implementação do Conselho Popular. Uma instância do Fórum onde o Conselheiro atuará, formulará as políticas públicas a partir do mapeamento do setor. O objetivo é realizar de parceiras com o Conselho Municipal, com Secretaria de Cultura, com a Fundação de Arte, com o Governo Estadual e Federal.

De forma colaborativa, além de representar o bairro onde vive, o Conselheiro visa disponibilizar elementos para a formação de uma rede de valores a partir da realização de eventos, pesquisas e projetos. Gerando dispositivos que sejam capazes de qualificar o debate e promover a regulamentação do setor a fim de formar, entreter e profissionalizar.

O Regimento divulgado pelo Fórum esclarece dúvidas aos interessados, especialmente na vaga de CONSELHEIRO POPULAR DE CULTURA. É preciso ser morador da cidade, ter entre 16 e 39 anos e ter pelo menos (1) ano de prática cultural comprovada. Além de favorecer a juventude, a novidade do sistema é que os VOLUNTÁRIOS não competirão entre si. “A competição é um equivoco, se todos desejam servir a cidade elaborando e somar a este mapeamento é uma honra tê-los conosco. Nem sempre democracia se resolve com eleição. O reconhecimento e o ativismo adquire maior valor nesta jornada”. Defende o universitário Matheus Guimarães.

Para saber mais:

EVENTO: https://web.facebook.com/events/1633421560258769/

REGIMENTO: https://drive.google.com/file/d/0B4fWIfJ14b0GaXcyZVdTWFVKRnc/view?pli=1

INSCRIÇÃO: http://goo.gl/forms/TrrFSIGKK8

Cronograma

18H-18H30 – LANCHE SOLIDÁRIO (Traga uma bebida e/ou comida para compartilhar com todas e todos.)
18H-19H – APRESENTAÇÃO DO III ENCONTRO (Resumo dos últimos encontros; andamento do Plano Municipal de Cultura e; apresentação do Conselho Popular de Cultura – CPC)
19h-19h30 – APRESENTAÇÃO DOS CONSELHEIROS POPULARES
19h30-20h – LANCHE SOLIDÁRIO, PARTE II
20H-20H45 – MESA REDONDA (Espaço para apresentação de trabalhos, ideias e encaminhamentos, além de articulações entre os próprios participantes)
20H45-21H – ENCERRAMENTO

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FreeArt e a cidade da arte https://simsaogoncalo.com.br/freeart-e-a-cidade-da-arte/ https://simsaogoncalo.com.br/freeart-e-a-cidade-da-arte/#respond Wed, 18 Nov 2015 03:34:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3371 Fui convidado pelo poeta Fagner Gabriel à visitar o FreeArt, um encontro que envolve conscientização de causas sociais, exposição de arte, poesia e música. Regularmente, uma vez por mês, os nativos se reúnem no Bar República Pub, no Paraíso em São Gonçalo. Segundo o ativista, o Sarau multimídia é um sonho antigo que ele conseguiu […]

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Fui convidado pelo poeta Fagner Gabriel à visitar o FreeArt, um encontro que envolve conscientização de causas sociais, exposição de arte, poesia e música. Regularmente, uma vez por mês, os nativos se reúnem no Bar República Pub, no Paraíso em São Gonçalo. Segundo o ativista, o Sarau multimídia é um sonho antigo que ele conseguiu colocar em prática no ano de 2013.

Um espaço de convivência onde as pessoas possam ter oportunidade de fazer uma mostra de seu trabalho e fazer amigos. “Onde há um bem para se fazer, que se faça. O encontro é sempre em prol de uma causa social. Iniciei as atividades durante as chuvas de março. Os alagamentos e deslizamentos de terra deixarão centenas de desabrigados aqui em São Gonçalo. Viemos para sensibilizar o nosso território.” Defende o ativista.

O FreeArt elege uma causa para conscientizar o cidadão e todo mês rola um bate papo: Proteção aos animais, câncer de mama, ativismo cultural e refugiados entre outros. O projeto contribui para ampliação da diversidade cultural e avança na utilização de espaços alternativos para a arte.

Fábio Gabriel é Nativo Gonçalense.

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São Gonçalo dá Depressão? Conheça quem te faz rir todo dia. https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-da-depressao-entrevista-podcast/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-da-depressao-entrevista-podcast/#respond Sat, 03 Oct 2015 21:24:31 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3246 Clique e baixe o #5 Podcast do SIM São Gonçalo no celular. Digamos que “depressão” não é a melhor descrição para eles. Aproveitando as pérolas diárias que vemos na cidade, a página “São Gonçalo dá Depressão” nasceu. Fazendo piada com as questões mais variadas, do que comemos ao nosso jeito vestir, são sucesso absoluto em […]

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Clique e baixe o #5 Podcast do SIM São Gonçalo no celular.

Digamos que “depressão” não é a melhor descrição para eles. Aproveitando as pérolas diárias que vemos na cidade, a página “São Gonçalo dá Depressão” nasceu. Fazendo piada com as questões mais variadas, do que comemos ao nosso jeito vestir, são sucesso absoluto em São Gonçalo, com quase 50 mil usuários curtindo no Facebook.

São Gonçalo Dá Depressão? Só alegria. 🙂

No nosso #5 PodCast, “prefeito”, “novinho” e “Marival” comentam sobre suas experiências administrando o canal, suas relações com os adoradores e odiadores da página, e a parte da “função social” que acabaram assumindo, dado a escassez de canais de comunicação na cidade.

Confira a entrevista.

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A I9 fechou: o futuro do entretenimento em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/a-i9-fechou-o-futuro-do-entretenimento-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/a-i9-fechou-o-futuro-do-entretenimento-em-sao-goncalo/#respond Fri, 02 Oct 2015 04:55:44 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3235 Baixe o mp3 para o seu celular. O #4 Podcast do SIM São Gonçalo aborda um assunto que bombou em setembro de 2015: o fechamento da casa de show I9. Matheus Graciano e Nãnashaira Medeiros comentam sobre os efeitos disso na cidade e o futuro do entretenimento em São Gonçalo. Clique, baixe, ouça! Sobre a […]

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Baixe o mp3 para o seu celular.

O #4 Podcast do SIM São Gonçalo aborda um assunto que bombou em setembro de 2015: o fechamento da casa de show I9. Matheus Graciano e Nãnashaira Medeiros comentam sobre os efeitos disso na cidade e o futuro do entretenimento em São Gonçalo. Clique, baixe, ouça!

Sobre a I9 na cidade

A I9 se consolidou como uma casa de shows de peso no cenário do leste fluminense. Com boa capacidade, equipamento de som e luz potentes, tinha robustez para receber artistas de nível nacional e internacional. Entretanto, o destaque para a Feira do Livro e as matinês do teatro infantil são eventos interessantes para serem lembrados.

Outro legado fundamental é a movimentação da região que abrange os bairros do Camarão, Porto da Pedra, Parada 40 e Mangueira. Comentamos sobre a participação da casa de shows neste processo de promoção das proximidades como um pólo de entretenimento.

 

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Executivo despreza a Cultura https://simsaogoncalo.com.br/executivo-despreza-a-cultura/ https://simsaogoncalo.com.br/executivo-despreza-a-cultura/#respond Wed, 30 Sep 2015 11:10:44 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3232 O povo gonçalense ignora a história da sua formação, desconhece suas qualidades profissionais e a própria capacidade artística. Deficiência grave, claramente compreendida: a Cultura é mais um setor público abandonado pelo Executivo, sem planejamento, de orçamento ínfimo e baixa qualificação técnica. Para o governo Mulim, liderado por um professor, Cultura não é importante. O orçamento da pasta é de R$ […]

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O povo gonçalense ignora a história da sua formação, desconhece suas qualidades profissionais e a própria capacidade artística. Deficiência grave, claramente compreendida: a Cultura é mais um setor público abandonado pelo Executivo, sem planejamento, de orçamento ínfimo e baixa qualificação técnica.

Para o governo Mulim, liderado por um professor, Cultura não é importante. O orçamento da pasta é de R$ 1,2 milhão (apenas 0,1% do total gasto pelo município em 2015), colocando o setor entre as quatro secretarias menos favorecidas e de menor capacidade de investimento, visto que os gastos exorbitantes com pessoal – gente desqualificada e desnecessária – e eventos fixos do calendário anual, que não valorizam a produção artística gonçalense, consomem praticamente toda a verba.

Ao Gabinete do Prefeito, no entanto, chefiado pela irmã de Mulim, a Prefeitura destina R$ 3,5 milhões por ano, quase três vezes mais do que a Cultura recebe. O que faz o Gabinete com tanto dinheiro? Longe de desenvolver pesquisas científicas em benefício do população, suas funções são assessorar o prefeito, assessorá-lo mais um pouco e eventualmente assessorá-lo de novo.

O descaso é ainda mais ofensivo: há sete meses o Executivo se sentou e reteve embaixo de si mesmo a proposta de criação do Plano Municipal de Cultura, documento que visa estruturar o aparelho e a oferta cultural do município, inserido no contexto nacional. Nas mãos da corja incompetente que domina seu cenário político, São Gonçalo é mantida de propósito imersa na ignorância.

Como se não bastasse tanto desprezo, neste mês de setembro a Prefeitura deveria prontificar e entregar aos gonçalenses dois Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs), um em Neves, outro no Colubandê. Entre outros benefícios, os CEUs oferecem lazer e serviços para promoção da cidadania em territórios de alta vulnerabilidade social, contudo, apesar de contar com verbas federais de mais de R$ 7 milhões, a construção dos CEUs municipais estagnou no estágio inicial.

A alienação generalizada estimulada pelo Governo prejudica o estabelecimento de respostas para uma pergunta simples: o que significa ser gonçalense? É um conceito quase inexistente, nos falta uma imagem pública positiva, carecemos de identidade. Certamente é algo maior do que simplesmente nascer ou viver em São Gonçalo.

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Vieira Brum’s Piper, porque música é vida https://simsaogoncalo.com.br/vieira-brums-piper-porque-musica-e-vida/ https://simsaogoncalo.com.br/vieira-brums-piper-porque-musica-e-vida/#respond Wed, 12 Aug 2015 00:44:11 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3101 O Vieira Brum’s Piper é um projeto feito para jovens e adolescentes de comunidade gonçalenses, especialmente para aqueles em situação de risco, sediado no Centro Educacional Vieira Brum, bairro Antonina. Ativo desde 2004, acredita que através do aprendizado com as Gaitas de Fole Escocesas é possível levar aos alunos noções de civismo, companheirismo, somado aos […]

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O Vieira Brum’s Piper é um projeto feito para jovens e adolescentes de comunidade gonçalenses, especialmente para aqueles em situação de risco, sediado no Centro Educacional Vieira Brum, bairro Antonina. Ativo desde 2004, acredita que através do aprendizado com as Gaitas de Fole Escocesas é possível levar aos alunos noções de civismo, companheirismo, somado aos conhecimentos musicais através do instrumento europeu. O projeto é aberto a todo público, e os alunos têm a possibilidade viver novos contextos socioculturais.

Em 2012, inovou com apresentações inusitadas, tocando a gaita de fole fazendo embaixadinhas, em cima da corda bamba, de cabeça para baixo ou até mesmo tocando duas ao mesmo tempo. A arte totalmente brasileira de tocar o instrumento, chamando a atenção dos jovens para algo diferente é algo diferente, que atrai e gera interesse na sociedade.

 

Vieira Brum's Piper por SIM São Gonçalo  Vieira Brum's Piper por SIM São Gonçalo

A principal contribuição das atividades é reduzir o tempo ocioso das crianças e jovens, fomentando o gosto pela música, propiciando um desenvolvimento saudável para todos, longe das ruas e do contato com as drogas, prostituição ou marginalidade.

A única exigência para fazer parte deste projeto é estudar e apresentar boas notas. O uniforme e as gaitas são disponibilizados pelo Colégio Vieira Brum. Assim, é possível estimular valores como a honestidade e a integridade.

Vieira Brum's Piper por SIM São Gonçalo

Neste ano de 2015, o Vieira Brum’s Piper foi convidado a participar do Festival Internacional da Juventude de Aberdeen, na Escócia. Entretanto, não pode comparecer por falta de financiamento das passagens, mesmo já tendo as hospedagem pagas. A meta agora é se preparar para o Festival de Berlim, Alemanha, que acontecerá em 2016.

Consciente de sua importância, o Vieira Brum’s Piper se destaca no cenário artístico e cultural nacional, pelo seu ineditismo regional com um instrumento europeu, sendo um instrumento de educação, socialização e cidadania.

Confira mais imagens do grupo Vieira Brum’s Piper.

Vieira Brum's Piper por SIM São Gonçalo Vieira Brum's Piper por SIM São Gonçalo Vieira Brum's Piper por SIM São Gonçalo Vieira Brum's Piper por SIM São Gonçalo

Entre em contato com o projeto:

Jhonny Mesquita
Emails: jhonny_mesquita@yahoo.com.br / pipervieirabrum@gmail.com
Telefones: 21 2604-9444 / 98868-3448 / 99565-1907

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Tá certo ou não tá? Carequinha e o privilégio de ser palhaço https://simsaogoncalo.com.br/carequinha-o-privilegio-de-ser-palhaco-ta-certo-ou-nao-ta/ https://simsaogoncalo.com.br/carequinha-o-privilegio-de-ser-palhaco-ta-certo-ou-nao-ta/#comments Mon, 20 Jul 2015 19:03:29 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3065 Um dia desses, dirigindo no meu passo tartaruga, um motorista apressadinho passou a toda por mim e disse aquela frase que ninguém gosta de escutar: “– Sai da frente, seu palhaço! “ Mas, pensando bem, quem foi que disse que ser palhaço é um péssimo adjetivo? Ser palhaço é ser nobre, lírico, inocente, ingênuo e […]

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Um dia desses, dirigindo no meu passo tartaruga, um motorista apressadinho passou a toda por mim e disse aquela frase que ninguém gosta de escutar: “– Sai da frente, seu palhaço! “

Mas, pensando bem, quem foi que disse que ser palhaço é um péssimo adjetivo? Ser palhaço é ser nobre, lírico, inocente, ingênuo e angelical. Para ser palhaço, precisamos saber quem somos. Uma honra que poucos conseguem.

Há cem anos, no dia 18 de julho, nascia em Rio Bonito uma criança chamada George Savalla Gomes, que teve essa honra de ser um palhaço. Essa criança teve também a honra de nascer no circo, filho de um casal trapezista. Também teve a honra de nascer enquanto sua mãe performava no picadeiro. Teve a honra de ser o primeiro palhaço cantor e também de se tornar o primeiro palhaço a ter um programa de TV. Essa criança foi o maior palhaço do Brasil.

Poucos dessa geração tiveram o privilégio de assistir este artista. Nos meus aniversários, tive o prazer de ser acordado ao som de parabéns para você na voz dele. Me sinto honrado em estar aqui, escrevendo um pouco da história deste querido artista que fez a minha infância mais feliz. Este palhaço me acompanhou na infância e, anos depois, tive o prazer de levar a minha família em um dos seus últimos espetáculos. Vi minha filha cantar e brincar com o velho Carequinha, quando ela tinha apenas 4 anos de idade.

Em uma das suas centenas de entrevistas, George falou que o segredo do reconhecimento de um palhaço está na pintura que faz no seu rosto. É a identidade e autenticidade do palhaço.

Ele teve a sua própria identidade. E você? Mesmo sem a cara pintada como a de um palhaço, pode dizer que tem uma identidade e autenticidade nesse picadeiro chamado vida?

Agora você tem a receita. Se te chamarem de palhaço, diga em alto e bom tom: – Com muito orgulho!

Tá certo ou não tá?

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Eventos em São Gonçalo: como melhorar a promoção https://simsaogoncalo.com.br/eventos-em-sao-goncalo-como-melhorar-a-promocao/ https://simsaogoncalo.com.br/eventos-em-sao-goncalo-como-melhorar-a-promocao/#respond Thu, 21 May 2015 14:44:14 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2852 Se tem algo que ainda é problemático na produção dos eventos culturais na cidade é a promoção. São diversas as variáveis locais que fazem com que aquele evento “dê certo”, seja no fator público, crítica ou financeiro. Mas, com tantas ferramentas baratas, por que será que ainda se erra tanto? Depois de 3 anos gerenciando o SIM […]

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Se tem algo que ainda é problemático na produção dos eventos culturais na cidade é a promoção. São diversas as variáveis locais que fazem com que aquele evento “dê certo”, seja no fator público, crítica ou financeiro. Mas, com tantas ferramentas baratas, por que será que ainda se erra tanto?

Depois de 3 anos gerenciando o SIM São Gonçalo, produzindo conteúdo regional, é natural que muitos produtores entrem em contato com a gente fazendo a velha e clássica pergunta: “Tem como divulgar meu evento?” Curiosamente, em nenhum momento, ouvimos: “Para qual público vocês falam?” Sinal de problemas na capacitação dos profissionais, que ainda caem no equívoco de que basta publicar em alguma rede social com muitos membros para que as pessoas, do nada, “apareçam”. Mas, não… não é bem assim.

Uma das melhores práticas de divulgação no território é feita pelas casas de show, como a I9, por exemplo. Eles sabem que o nome do artista ou da festa, muita das vezes, não é o suficiente. Além dos outdoors e lambe-lambes, que custam um dinheiro, há também a despercebida prática de selecionar a dedo jovens que tem as mesmas características do público-alvo do evento, tornando-os promotores da casa e incentivando os que se identificam com eles a participarem daquele momento. A mesma tática é replicada quando se dá ingressos a pessoas com perfil desejado. Entretanto, é preciso levar isso para a web. Lembremos sempre: Internet e vida real caminham juntas.

Os produtores precisam ter em mente que o perfil dos interessados precisa ser formatado precisamente antes da criação do evento. É necessário compreender que esse simples exercício irá facilitar toda a promoção, inclusive na hora das parcerias com blogs, instituições, redes sociais e locais físicos. A colagem de um cartaz no ambiente certo atrai muito mais que aqueles colados num local aleatório onde “tem muita gente passando”. Sem afinidade com o assunto, simplesmente ignoramos o anúncio. Da mesma forma pensa-se para a internet. Quando se cria um evento no Facebook, por exemplo, os anúncios segmentados são muito mais eficazes que qualquer post em parceiros escolhidos sem critério.

Seguindo esses passos, é completamente possível formar mais público para os eventos em São Gonçalo, seja teatro, dança, eventos religiosos ou shows de funk.

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7 fatos para ficar irritado com o humor gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/7-fatos-para-ficar-irritado-com-o-humor-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/7-fatos-para-ficar-irritado-com-o-humor-goncalense/#comments Thu, 07 May 2015 02:00:06 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2836 O humor gonçalense é tenso, ácido e bem moleque. E isso é uma grande inspiração pra gente no SIM São Gonçalo. Debochamos e não deixamos passar nada, claro! Quando nos zoam, a piada volta como uma pedrada. E foi mais ou menos assim que escrevi o “Quer falar de São Gonçalo, mas mora no Barreto, Fonseca e Cubango”. Me inspirei numa amiga da família […]

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O humor gonçalense é tenso, ácido e bem moleque. E isso é uma grande inspiração pra gente no SIM São Gonçalo. Debochamos e não deixamos passar nada, claro! Quando nos zoam, a piada volta como uma pedrada. E foi mais ou menos assim que escrevi o “Quer falar de São Gonçalo, mas mora no Barreto, Fonseca e Cubango”. Me inspirei numa amiga da família que, morando na Venda Da Cruz, enchia a boca para dizer que “morava em Niterói”… Cada um se engana como quer, não é? Como sempre achei essa rivalidade uma bobeira divertida, não perdi a piada e botei pra jogo.

Essa postagem foi criada em 2013. Na época, a personagem “Valéria Vasques”, do bordão “Ai, como eu tô bandida!”, estava muito popular. Só não imaginei que 2 anos depois ainda fosse dar tanta audiência como dessa vez. Quase 34 mil pessoas visualizaram a imagem! E muito disso fruto de pura irritação. Êta, povo da zueira!

Depois de ver alguns “Niteroienses” tão ofendidos comentando na imagem, resolvi listar os 7 motivos para ficar irritado com o humor gonçalense. Acompanhe a seguir:

Barreto, Fonseca, Cubango e São Gonçalo
As 773 pessoas que curtiram e 365 que compartilharam a publicação foram só a “ponta do Iceberg” dessa grande irritação com algumas coisas que, se forem olhadas mais de perto, podem até virar verdade. Se não são. A gente aumenta, mas não inventa. 😉

#1: A gente é muito debochado. Mesmo que alguém ache um ponto fraco nosso, continuamos zuando. Tem gente que até perde a amizade por causa disso. Aqui vale a máxima: “Não sabe brincar, não vem pra rua.” Até porque, como a maioria mora em casas aqui, não tem essa de “playground”.

#2: Uma piada tem vida longa. Contamos a mesma coisa de várias formas diferentes. Assim a irritação com a gente multiplica. Particularmente, adoro essa parte. 🙂

#3: Até quando a gente fala sério, tem zueira no meio. Às vezes até eu me irrito com isso. Hahahahaha!

Barreto, Fonseca, Cubango e São Gonçalo
O número de cerca de 33.700 pessoas alcançadas com uma postagem mostram que além dos números, há um incômodo grande com a zueira gonçalense. Quando mais polêmico o post, mais visualizações são geradas. O Face “sente” isso.

#4: A gente não dá papo para “discurso ideológico”, principalmente de gente que se “acha inteligente”. Quando alguém começa a se defender da zueira com papo de bíblia, história, constituição ou qualquer outra coisa “fundamentada” ou dita “séria”, a gente olha e pensa: “Coitado! Agora é que vai piorar”, e zoa mais forte.

#5: Se for visto como “playboy” é melhor ficar quieto. No caso das meninas, é a mesma coisa. No final, sempre vai sobrar para eles.

#6: A gente pode até ter vergonha de onde mora. Então a gente se zoa e zoa os outros em dobro. É a “tática suicida” que sempre dá certo! Isso porque, na maioria das vezes, as pessoas não sabem lidar com seus problemas. Como a gente não está nem aí para isso, “A zueira never ends!”

#7: Quando a gente se zoa e faz zueira com as outras cidades, é porque sabemos que está todo mundo na mesma mer$#%! Em São Gonçalo há partes boas e com problemas. A gente aceita, trabalha para melhorar, mas zoa tudo também. Porém, parece que Niteroienses e Cariocas, por exemplo, ficam “mordidos” com isso. No Rio, o cara que não mora na zona sul ou mora em favela, quer encher a boca para dizer que é carioca igual ao cara de Ipanema. Beleza, tá no seu direito. Mas a diferença na qualidade de vida é grande, não é? O mesmo acontece em Niterói. A gente sabe que o Fonseca é bem diferente de Itacoatiara, e por isso fica rindo da piada até doer a barriga! Sem ressentimentos, é só brincadeira mesmo. Aceita que dói menos. 😉

#bônus: Imagino que você que não sabe brincar, tem problemas para interagir com as pessoas, e está lendo esses fatos deva estar pensando que vai se tornar o “Zé Graça” da noite para o dia. Mas, se o grupo tem pouca intimidade com você, fique atento às 3 regras básicas na hora de zuar, em qualquer lugar! São elas:

#regra 1: Não faça piada com a família, especialmente com mães!

#regra 2: Não brinque “pegando” nas pessoas… isso pode dar tanto problema quanto na regra número #1;

#regra 3: A mulher alheia nunca será assunto de zueira.

Para descumprir essas 3 regras, só se você for faixa preta em humor gonçalense. Mas aí, é outra história.

É isso. Amiguinhos das outras cidades, não fiquem irritados. É só zueira! Brincadeiras à parte, amamos todos vocês!

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Tudo que penso sobre o seriado Chapa Quente e resolvi comentar https://simsaogoncalo.com.br/tudo-que-penso-sobre-chapa-quente-e-resolvi-comentar/ https://simsaogoncalo.com.br/tudo-que-penso-sobre-chapa-quente-e-resolvi-comentar/#comments Fri, 17 Apr 2015 17:48:38 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2779 “Falem bem ou falem mal, falem de mim”. A frase que está na boca de muita gente é um daqueles ditados populares que me fizeram olhar com mais carinho para o seriado “Chapa Quente”. Como diria o outro, “nunca antes na história” de São Gonçalo tivemos tanta exposição. Tudo bem, não é da melhor forma que sonhamos, mas está […]

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“Falem bem ou falem mal, falem de mim”. A frase que está na boca de muita gente é um daqueles ditados populares que me fizeram olhar com mais carinho para o seriado “Chapa Quente”. Como diria o outro, “nunca antes na história” de São Gonçalo tivemos tanta exposição. Tudo bem, não é da melhor forma que sonhamos, mas está lá, a cidade exposta para algumas milhões de pessoas em todo o Brasil.

Há exatos dois anos atrás, publiquei um texto chamado “O Cinturão Fluminense”. Nele, o comentário principal era sobre esse grande “cinturão” que as cidades metropolitanas e bairros da zona norte, oeste e subúrbio do Rio fazem ao redor da região que vai do centro carioca até a Barra, basicamente, o centro financeiro e governamental da ex-capital do Brasil.

Dentre todas as cidades da região metropolitana, São Gonçalo se destaca no cinturão fluminense. O motivo não é nobre, porém explica muito: somos uma cidade decadente. Sim, decadente. Num passado longínquo, entre os anos 30 e 50, a cidade cresceu muito com suas atividades industriais, que deu origem ao nome “Manchester Fluminense”, praticamente triplicando a população de 1940 a 1960. Éramos vizinhos da capital do estado, Niterói, sem falar da capital federal, a cidade do Rio. Com a mudança para Brasília, muita coisa se foi, inclusive o dinheiro. E aquela cidadezinha industrial, com problemas crescentes, continuou a receber gente sem desenvolver sua estrutura. O resultado é o que temos hoje.

Aí, você me pergunta: o que o seriado “Chapa Quente” tem a ver com tudo isso?

Um belo dia, o célebre Agostinho Carrara disse em rede nacional: “eu sou de Alcântara”. O seriado “A Grande Família”, que ficou no ar de 2001 a 2014, inaugurou a face gonçalense na TV. Muita das vezes, Agostinho era o centro da trama, fazendo com que muita gente viesse me perguntar se Alcântara era outra cidade… bem, definitivamente, Alcântara ganhou seu espaço em algumas mentes. Pelo visto, a sacada da equipe do redator Cláudio Paiva foi um teste para o atual Chapa Quente, também assinado por ele.

Agostinho Carrara em Alcântara
Agostinho Carrara (Pedro Cardoso) no dia em que foi à Alcântara da vida real. Fonte: GShow.

Minha impressão é que Paiva percebeu São Gonçalo como o reflexo real do estado do Rio, que talvez reflita também boa parte da realidade social brasileira. Nós temos a estética dos subúrbios, que é bem diferente das “favelas” nos morros, cuja imagem já está gasta, é muito forte, violenta e as pessoas logo pensam no tráfico, na bala perdida e nos demais problemas sociais.

As imagens que temos sobre nós mesmos são muito diferentes. A decadência recente de São Gonçalo ainda vive na memória de muitos. Algumas pessoas ainda se lembram, por exemplo, das transmissões televisivas do baile de carnaval que acontecia no Tamoio. Por outro lado, a geração mais nova, em especial aqueles que já vivem em lugares que cresceram recentemente, com problemas estruturais, vêem a cidade de outra forma. Comparativamente, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, mesmo com tantos problemas na baixada fluminense, saíram do zero, experimentando o crescimento apenas, por mais lento que ele seja.

A crítica dos gonçalenses à estética do Chapa Quente, se justifica pela versão que a produção da TV Globo resolveu retratar. Definitivamente, pegaram um dos piores lados da cidade. Porém, fica a minha dúvida: qual é a São Gonçalo mais verdadeira? A antiga, que vai de Neves ao Centro, o grande Alcântara, os arredores de Itaúna, bairros que beiram a BR-101, Ipiíba, Arsenal e pista da Rodovia Amaral Peixoto ou Jardim Catarina? São muitas cidades! Você conseguiria me responder qual é a cidade real?

Lúcio Mauro Filho, Leandro Hassum e Ingrid Guimarães estrelam a série Chapa Quente. Fonte: Divulgação Tv Globo
Lúcio Mauro Filho, Leandro Hassum e Ingrid Guimarães estrelam a série Chapa Quente. Fonte: Divulgação TV Globo

Minha crítica mais tensa fica sobre a cor dos atores. Todos brancos. São Gonçalo é muito misturado, tal como o Brasil. Se fosse “favela”, iriam colocar todos os negros do elenco global. Sacou o ligeira diferença?

Independente da sua opinião, Chapa Quente vai ajudar a colocar São Gonçalo no mapa. Se nos incomodamos com a visão da TV, cabe a nós melhorarmos a cidade. Somos a 16ª maior cidade do Brasil e a referência de um caldeirão de diferenças sociais. Somos a cidade média reflexo dos problemas cotidianos e, se quisermos, podemos ser um bom exemplo também. A TV já reconheceu nossa importância. Só falta a gente entender isso.

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Unidos do Porto da Pedra: do Futebol para Sapucaí, dá-lhe Tigre! https://simsaogoncalo.com.br/futebol-para-sapucai-tigre-unidos-porto-da-pedra/ https://simsaogoncalo.com.br/futebol-para-sapucai-tigre-unidos-porto-da-pedra/#comments Sun, 25 Jan 2015 16:23:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2539 Uma história sobre a Porto da Pedra, a escola de samba gonçalense, por Alex Wolbert. Eu não entendo, fiz tudo certinho. Pulei as sete ondas na meia-noite do dia primeiro para abrir meus caminhos em 2015. Mas na matéria de futebol e time de coração, o caminho ainda está obstruído. Foram três jogos e três […]

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Uma história sobre a Porto da Pedra, a escola de samba gonçalense, por Alex Wolbert.

Eu não entendo, fiz tudo certinho. Pulei as sete ondas na meia-noite do dia primeiro para abrir meus caminhos em 2015. Mas na matéria de futebol e time de coração, o caminho ainda está obstruído. Foram três jogos e três derrotas, sendo que uma delas para o maior rival, o urubu. Mas pensando bem, não tinha nenhum manual na simpatia que dissesse que funcionaria com futebol. Antes fosse botafoguense, pois não me importaria de cair para segunda divisão e ser derrotado no primeiro jogo do ano para o Gonçalense. Perderia para o Gonçalense com muito orgulho, ÔRRA!

Virar casaca não passa pela cabeça, já que paixão futebolística não se explica. Mas pensando bem, se ele não fosse o time do meu coração, seria a minha escola de samba?

Já estou até vendo, um abre alas com um enorme bacalhau e uma comissão de frente de pernas-de-pau coreografadas pelo Coisinha de Jesus. Na ala das baianas, todas com aquelas saias rodadas de lã vermelhas com bordados em preto e lenços coloridos escorregando pelos ombros. Sem faltar o tradicional tamanco de madeira que faria maior sucesso na Sapucaí ecoando durante a paradinha da bateria. E o “puxador” Roberto Leal chamando a galera com o grito de guerra: “Olha o gigante da colina ai, gente! Chora cavaco!”

Pensando bem, não daria muito certo o meu time de coração virar escola de samba. Mas deu muito certo o time de futebol criado no Porto da Pedra virar a minha escola de coração.

Ritmistas GRES Unidos do Porto da Pedra
Ritmistas da Porto da Pedra desfilando no carnaval de São Gonçalo, nos anos 80.

Uma história sobre a Porto da Pedra

A Unidos do Porto da Pedra é o único representante do município de São Gonçalo a desfilar no carnaval carioca. A escola de coração da maioria dos gonçalenses nasceu nos anos 70, oriundo de um clube de futebol chamado Unidos do Porto da Pedra Futebol Clube, com uniforme nas cores vermelho e branco que até hoje representam a escola.

Como futebol e samba se completam, em 1975, dois anos depois que se consagrou campeão gonçalense de futebol, nasceu a ideia de criar um bloco de rua. Em 8 de março de 1978, foi oficialmente registrado como um bloco de enredo chamado “Bloco Carnavalesco Porto da Pedra”.

Apenas 3 anos depois, em 1981, alcançou a categoria de escola de samba, ficando com o vice-campeonato com o enredo “Mundo Infantil”, no grupo B do carnaval de São Gonçalo. No ano seguinte, já no grupo A, conquistou a primeira vitória como escola de samba com o enredo “No Reino da Fantasia”.

Time do Porto da Pedra em 1973
Time do Porto da Pedra em 1973.
Unidos do Porto da Pedra Futebol Clube
Outra imagem da equipe que defendia o Unidos do Porto da Pedra Futebol Clube.

Em 1985, a agremiação resolveu abandonar a competição e apresentando-se somente em seu bairro durante muito tempo. Só em 1990, conseguiu obter uma quadra de ensaios coberta, ainda que considerada pequena.

Em 1993, recebeu um convite para se apresentar no carnaval carioca no chamado grupo de acesso do Rio de Janeiro, que nessa época ainda desfilava na Avenida Rio Branco.

Componente de ala no Unidos do Porto da Pedra, no desfile de 1994.
Componente de ala no Unidos do Porto da Pedra, no desfile de 1994.

Esse ano a Porto da Pedra tem como enredo “Há uma luz que nunca se apaga!e será a 6ª escola a desfilar na sexta-feira, dia 23 de fevereito de 2015, pela série A do Carnaval Carioca.

Logo depois, através de Jorginho do Império e Jorge Andrade, a escola filiou-se à AESCRJ, a Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, disputou no Grupo de Acesso. Em 1994, o então presidente da recém criada LIESGA, Paulo Almeida, convidou a Porto da Pedra para desfilar no Grupo 1. Na época, este era o passo anterior ao sonhado Grupo Especial.

Com o enredo “Campo Cidade em Busca da Felicidade”, interpretado por Wantuir, a Porto fez um belo desfile, ganhando o título da categoria em 1995. E assim, começou sua saga no grupo de elite do Carnaval Carioca, cuja estreia foi em 1996, como você pode conferir aqui.

Acho que estou exigindo demais da simpatia dos 7 pulinhos. Vocês não acham? Dizem que o ano só começa depois do carnaval. E se for, realmente verdade boas notícias virão em todos os sentidos, incluindo futebolísticos e carnavalescos. Como na música de Gilberto Gil, andar com fé eu vou. A fé não costuma a falhar.

Então, 2015, só vai dar Tigre e Bacalhau!

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Fomos enganados com luzes de Natal https://simsaogoncalo.com.br/fomos-enganados-com-luzes-de-natal/ https://simsaogoncalo.com.br/fomos-enganados-com-luzes-de-natal/#comments Mon, 29 Dec 2014 15:38:23 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2447 Confesso que amoleceu meu coração a iluminação de Natal espalhada em diversos pontos da cidade. Mas, quando percebi que a ornamentação se tratava de enganação usando o dinheiro do povo, me revoltei. Antes da ceia de Natal, tenho certeza que você limpará os móveis, o chão da casa e jogará o lixo “fora”. A Prefeitura de São Gonçalo, […]

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Confesso que amoleceu meu coração a iluminação de Natal espalhada em diversos pontos da cidade. Mas, quando percebi que a ornamentação se tratava de enganação usando o dinheiro do povo, me revoltei.

Antes da ceia de Natal, tenho certeza que você limpará os móveis, o chão da casa e jogará o lixo “fora”. A Prefeitura de São Gonçalo, repleta de maus hábitos, não agiu assim: tirou do bolso do gonçalense R$ 370 mil para instalar luzes de Natal em uma cidade caótica.

Natal 2014 São Gonçalo - Wagner Rosa / Território Gonçalense
Igreja Matriz de São Gonçalo no Natal 2014. Foto: Vagner Rosa / Território Gonçalense

Sobre a decoração do viaduto de Alcântara, pensei: “O viaduto iluminado ficou bonito”, tomado pelo espírito natalino. Contudo, o viaduto continua sendo usado como outdoor irregular por empresas e políticos imundos que penduram faixas na mureta. Quase dois meses após as eleições, ainda há faixas penduradas lá, deterioradas, ameaçando cair sobre as pessoas. Se a Prefeitura quer embelezar a cidade, por que não retira as faixas ilegais?

Na rua Manoel João Gonçalves, em frente ao viaduto, pedestres não conseguem mais transitar, tamanha a quantidade de lixo espalhado na calçada por lojas e camelôs. O fedor incomoda. Em vez de lesar os cofres públicos, por que a Prefeitura não fiscaliza e multa as empresas que sujam a cidade?

Natal 2014 São Gonçalo - Wagner Rosa / Território Gonçalense
Viaduto de Alcântara no Natal 2014. Foto: Vagner Rosa / Território Gonçalense

No bairro Estrela do Norte, próximo ao Centro Cultural Joaquim Lavoura, uma árvore de Natal solitária passa o dia tocando Jingle Bells e, enquanto o dinheiro público é desperdiçado, o maior evento cultural da cidade, Uma Noite na Taverna, continua sem apoio financeiro municipal. O dinheiro público toca Jingle Bells, mas na rua onde moro, as lâmpadas de três postes estão queimadas, favorecendo a violência.

“Vejam a linda decoração de Natal que preparei para vocês”, diz o Prefeito, sem mencionar que quem pagou a conta foi o cidadão. Usou nosso dinheiro para disfarçar as falhas da sua gestão, incapaz de conseguir parcerias com o setor privado para dividir os custos, como fazem as administrações inteligentes.

Natal 2014 São Gonçalo - Wagner Rosa / Território Gonçalense
Árvore em frente ao Mauá – Natal 2014. Foto: Vagner Rosa / Território Gonçalense

Restam ao gonçalense duas opções: acreditar que valeu a pena gastar R$ 370 mil para decorar uma cidade abandonada ou exigir do poder municipal limpeza e organização, uma cidade onde teremos orgulho de viver.

Fotos: Vagner Rosa / Território Gonçalense

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SG Skatelong – o Drop de Natal https://simsaogoncalo.com.br/sg-skatelong-o-drop-de-natal/ https://simsaogoncalo.com.br/sg-skatelong-o-drop-de-natal/#comments Fri, 19 Dec 2014 01:01:02 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2436 A SG Skatelong, no dia 14 de dezembro, proporcionou o último rolé do ano: o Drop de Natal. No evento, rolou a ação social de arrecadamento de alimento, onde quem doou participou de diversos sorteios. O Festival de Rap e Cultura estava lá presente, prestigiando o evento e os cantores que faziam suas apresentações ao vivo. A seguir, […]

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A SG Skatelong, no dia 14 de dezembro, proporcionou o último rolé do ano: o Drop de Natal. No evento, rolou a ação social de arrecadamento de alimento, onde quem doou participou de diversos sorteios. O Festival de Rap e Cultura estava lá presente, prestigiando o evento e os cantores que faziam suas apresentações ao vivo.

A seguir, a entrevista feita com o organizador e skatista Douglas de Pedra, que pratica o esporte há 13 anos.

Douglas De Pedra - Skatelong Drop de Natal © 2014
Douglas De Pedra, no Skatelong Drop de Natal © 2014

Festival de Rap e Cultura: Há quanto tempo é proporcionado o rolé pela SG skatelong?

De Pedra: Iniciou-se no ano de 2000 e já são 14 anos de grupo, naquela época algumas pessoas começaram com um movimento um pouco menor, e com um tempo ganhou uma proporção, a galera foi acreditando e vendo que estava dando certo, e os eventos foram aumentando. A necessidade foi maior com relação a estrutura, pois pensamos sempre em reunir mais skatista e assim começou a vim galera de outras regiões.

FRC: Você acha que os jovens vem aderindo a pratica do skate, quem não andava tonou consciência do esporte pela ocupação que vocês fazem ?

De Pedra: A princípio o skate sempre foi muito marginalizado, então quando começamos a criar eventos e vêem que tem uma estrutura e os órgãos do município de São Gonçalo, as lojas estão levando o movimento a sério, estão apoiando e fazendo com que aconteça isso da mais credibilidade não só pelo atletas andar e sim pelo apoio dos pais do familiar, eles vêem que o movimento é sério, e lembrando sempre da o seu rolé com toda prudencia usar equipamento de segurança que é muito importante.

FRC: E o evento de hoje, a meta para a ação social foi atingida?

De Pedra: Atingimos sim, a ação social quando trabalha com esse tipo de coisa é difícil, é complicado porque muitas pessoas também necessitam então tem a dificuldade de esta doando, mas em cada ano que passa conseguimos o maior número de alimentos doados, esse ano foi razoável e estamos com o apoio da SG mais jovem, e estaremos entregando esse material em algumas creches em São Gonçalo, e demos vários brindes para quem doou. Foi atingida cem por cento da ação.

Foto de final de ano no Skatelong Drop de Natal © 2014
Foto de final de ano no Skatelong Drop de Natal © 2014

FRC: E como foi ter a participação do Festival de Rap e Cultura no Evento?

De Pedra: Muito satisfeito que só venhamos somar, inclusive o Kaerri sempre andou conosco de long, ficou um tempo afastado está mais envolvido com o rap, sempre esteve presente, não praticando mas espero que ele retorne. O Shes está sempre nos eventos observando. Inclusive nós sempre estamos na praça da Trindade acompanhando o movimento. Então essa conexão feita pelo esporte e a galera estando na rua sendo exposta, e essa facilidade que tem de incluir a música dentro do esporte é importante porque o evento de skate sem a música fica sem graça, com a música ao vivo flui bem melhor.

Veja mais sobre o evento no Facebook: https://www.facebook.com/sgskatelongrj

Texto originalmente publicado por Nathália D’lira em Festival de Rap e Cultura.

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Projetos que movem a cidade adiante https://simsaogoncalo.com.br/projetos-que-movem-cidade-adiante/ https://simsaogoncalo.com.br/projetos-que-movem-cidade-adiante/#respond Tue, 02 Dec 2014 11:49:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2399 Em São Gonçalo existem valiosas iniciativas populares que lutam para livrar a cidade da atual realidade miserável. Algumas ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente, como o Festival de Rap e Cultura, mas destaco abaixo três grandes projetos que vi de perto em ação dedicando-se à arte, reciclagem e assistência social, atividades fundamentais para o desenvolvimento urbano neste século.   […]

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Em São Gonçalo existem valiosas iniciativas populares que lutam para livrar a cidade da atual realidade miserável. Algumas ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente, como o Festival de Rap e Cultura, mas destaco abaixo três grandes projetos que vi de perto em ação dedicando-se à arte, reciclagem e assistência social, atividades fundamentais para o desenvolvimento urbano neste século.

 

Rodrigo Santos - Uma Noite na Taverna. Toda 2ª sexta-feira de cada mês, às 19h. Local: SESC
Rodrigo Santos – Uma Noite na Taverna. Toda 2ª sexta-feira de cada mês, às 19h. Local: SESC

1. Uma Noite na Taverna

Assisti ao evento pela primeira vez há mais de sete anos e ainda o considero a maior riqueza gonçalense. A Taverna consegue reunir no mesmo espaço, uma vez por mês, música, artes plásticas e poesia de qualidade.

Chegando ao evento, o visitante é absorvido pela atmosfera da arte em pleno exercício e pode apreciar obras de escultores e pintores locais e ouvir boa música enquanto os poetas se preparam para declamar os trabalhos dos maiores nomes da poesia nacional e internacional. Essencialmente democrático, o público é incentivado a exercitar seu lado artístico e também apresentá-lo no evento.

Sempre com uma programação diferente, a Taverna é importante porque, através da disseminação da arte, forma cidadãos.

– Funcionamento: Na segunda sexta-feira de cada mês, às 19h, no SESC
– Preço: Gratuito
– Site: Uma Noite na Taverna – Facebook

 

Rota da Reciclagem
Rota da Reciclagem – Segunda a sexta, das 8h às 17h, em Monjolos. Local: Albergue da Misericórdia

2. Albergue da Misericórdia

A quantidade de lixo espalhado nas ruas de São Gonçalo é vergonhosamente assustadora. Nenhum bairro da cidade está isento do problema; a população não sabe lidar com o lixo que produz e o descarta de forma indevida. O Albergue oferece um serviço único, que é coletar diretamente nos domicílios o material reciclável, que representa 70% do lixo que geramos.

O material, recolhido gratuitamente, é levado ao centro de reciclagem para ser preparado e depois vendido. O dinheiro arrecadado auxilia na manutenção do projeto social de apoio a ex-presidiários e dependentes químicos.

O Albergue da Misericórdia, que permanece aberto a visitas durante o horário de funcionamento, é prova de que inteligência e boa vontade operam verdadeiros milagres. Lá até o material oriundo da limpeza dos chiqueiros é transformado em gás, utilizado na cozinha. Recicle seu lixo.

– Funcionamento: Segunda a sexta, das 8h às 17h, em Monjolos.
– Site: Albergue da Misericórdia – Rota da Reciclagem

 

 

3. Pastoral dos Vicentinos

O trabalho dos vicentinos é doar aos pobres e necessitados gonçalenses aquilo que mais precisam: amor. Esta doação acontece através do contato amigável, da cesta básica mensal de alimentos e da orientação social e profissional. Centenas de famílias em situação de vulnerabilidade social são assistidas enquanto buscam o próprio sustento (em caso de acomodação, perdem o benefício).

Os membros da pastoral são voluntários, porém afirmam que o serviço é recompensador, pois também recebem amor em troca.

– Funcionamento: Reuniões às terças, às 20h, na Paróquia São Pedro de Alcântara

Sem qualquer apoio governamental, São Gonçalo não teria esperanças de vencer a desordem e ignorância se não fosse o esforço daqueles que se dedicam a projetos como esses.

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Altay Veloso e a cidade de consciência https://simsaogoncalo.com.br/altay-veloso-e-a-cidade-de-consciencia/ https://simsaogoncalo.com.br/altay-veloso-e-a-cidade-de-consciencia/#respond Thu, 20 Nov 2014 21:21:31 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2381 Em 20 de novembro, comemoramos o dia da consciência Negra, que dedicamos à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Segundo o último censo, São Gonçalo é uma das cidades com muitos negros e pardos no país, sendo quase 56% de toda população gonçalense. Com muito orgulho, somos uma cidade de negros. Gostaria de homenagear cada um […]

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Em 20 de novembro, comemoramos o dia da consciência Negra, que dedicamos à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Segundo o último censo, São Gonçalo é uma das cidades com muitos negros e pardos no país, sendo quase 56% de toda população gonçalense.

Com muito orgulho, somos uma cidade de negros. Gostaria de homenagear cada um desses que contribuem para a cultura gonçalense falando de um nome que elevou a cidade para o Brasil e para o mundo. Altay Veloso da Silva, esse apaixonado pela cultura negra, nasceu aqui em São Gonçalo, em 26 de fevereiro de 1951. Filho de jongueiro e sacerdotisa de culto africano, começou a estudar violão e acordeão aos 17 anos, influenciado também pelo avô acordeonista. Aos 21 anos, fez sua primeira composição, o que lhe rendeu participar de algumas das bandas mais prestigiadas do Rio de Janeiro.

Altay tem quase 500 composições gravadas por nomes como Roberto Carlos, Nana Caymmi, Elymar Santos entre outros. Na visita de Nelson Mandela ao Brasil, cantou com Alcione sua composição “Sintonia da Paz”, feita para o líder Sul-Africano.

Altay Veloso - SIM São Gonçalo

Altay, também escreveu a obra literária “Alabê de Jerusalém”, que conta a história do africano Ogundana que é Alabê, o responsável por zelar pelos instrumentos musicais da tribo que, após peregrinar pela África e Europa, casou-se com Judith, prima de Maria Madalena, em Israel. A obra foi transformada em ópera, contando com um elenco de 32 bailarinos, 18 cantores e 10 técnicos de som, sendo encenada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, tendo o próprio Altay como Alabê.

Parabéns a todos os negros, pardos, brancos e índios que se misturam e vivem na nossa terra com respeito e sem nenhum preconceito. Nossa gente não tem só consciência negra.

NOSSA GENTE TEM CONSCIÊNCIA!

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Escoteiro em São Gonçalo? Tem sim, senhor! https://simsaogoncalo.com.br/escoteiro-em-sao-goncalo-tem-sim-senhor/ https://simsaogoncalo.com.br/escoteiro-em-sao-goncalo-tem-sim-senhor/#comments Thu, 30 Oct 2014 01:47:39 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2323 O 121º Grupo Escoteiro George Savalla Gomes foi fundado em 16 de setembro de 2006. O batismo com o nome do Palhaço Carequinha se deu pela seua história de vida, trabalhando com arte circense voltada às crianças em nosso município, São Gonçalo. No ano de fundação, a primeira ideia foi chamar o grupo de “Jardim […]

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O 121º Grupo Escoteiro George Savalla Gomes foi fundado em 16 de setembro de 2006. O batismo com o nome do Palhaço Carequinha se deu pela seua história de vida, trabalhando com arte circense voltada às crianças em nosso município, São Gonçalo.

No ano de fundação, a primeira ideia foi chamar o grupo de “Jardim Catarina”, pois a proposta inicial era criar um grupo naquele bairro, beneficiando as crianças do bairro. Entretanto, Carequinha faleceu em 2006, surgindo assim a ideia de homenageá-lo.

Escoteiros São Gonçalo

O artista circense representa para o grupo um espírito da arte, de acordo com nossos lemas. O escoteiro é alegre e sorri mesmo nas dificuldades, assim como o palhaço que mesmo triste tem que fazer o seu trabalho sem deixar transparecer seus problemas alegrando as crianças, assim somos nós.

Somos um grupo de adultos voluntários, empenhados em levar aos jovens um programa de desenvolvimento educacional. Visando valores morais através de atividades progressivas, variadas e atraentes, mundo circense se encaixa perfeitamente em nosso contexto. Exemplos como o “Cirque du Soleil”, entre outros, podem ser utilizados para tirar o termo pejorativo do “palhaço”, mostrando que a arte está em grande evolução, assim como queremos que nossos escoteiros evoluam.

O Escotismo, fundado por Lord Robert Stephenson Smyth Baden-Powell em 1907, é um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário e sem fins lucrativos. Sua proposta é desenvolver o jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na Promessa e na Lei escoteira, através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazendo com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornando-se exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.

Escoteiros São Gonçalo – Outubro Rosa

Dentre as muitas atividades desenvolvidas pelo grupo, está a campanha do Outubro Rosa, onde os jovens escoteiros trabalham a conscientização da população na prevenção ao Câncer de Mama, distribuindo panfletos e lacinhos da campanha no Hospital Geral de São Gonçalo.

Partecipe! Entre em contato com a gente. O 121º Grupo Escoteiro George Savalla Gomes tem sede na Rua Salvatori, s/nº, Água Mineral, no interior do CIEP 422 Nicanor Pereira Nunes. Nossas reuniões acontecem aos sábados, de 9:30 às 12hs. Participe.

Mais fotos da ação do Outubro Rosa no HEAT (Hospital Geral Alberto Torres).

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Abrem-se as Cortinas: João Caetano e teatro brasileiro https://simsaogoncalo.com.br/abrem-se-as-cortinas-joao-caetano-teatro-brasileiro/ https://simsaogoncalo.com.br/abrem-se-as-cortinas-joao-caetano-teatro-brasileiro/#respond Sun, 19 Oct 2014 16:33:24 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2310 Abrem-se as cortinas quase pálidas de tão desbotado que era aquele vermelho. Sem contar com os grandes remendos improvisados e a poeira que cuspia ácaro nos atores e na plateia. Vira e mexe interrompia-se a cena para acudir um pobre coitado que quase tinha um troço de tanto espirrar. Mas em pé naquele tablado ripado […]

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Abrem-se as cortinas quase pálidas de tão desbotado que era aquele vermelho. Sem contar com os grandes remendos improvisados e a poeira que cuspia ácaro nos atores e na plateia. Vira e mexe interrompia-se a cena para acudir um pobre coitado que quase tinha um troço de tanto espirrar.

Mas em pé naquele tablado ripado simples, não muito alto, lá estava Romeu. Não era nada atlético, baixinho com a sua barriguinha saliente que lhe apertava a camisa listrada de veludo azul a ponto dos botões voarem na plateia em um respiro mais exagerado. Por baixo do chapéu em camurça verde com a tradicional pluma branca uma careca lisa e lustrada. Mas ridículo do que seu bigodinho era a voz irritante e a maneira que interpretava. Bem parecido com o Pato Donald rezando o terço.

“Meu coração amou antes de agora? Essa visão rejeita tal pensamento, pois nunca tinha eu visto a verdadeira beleza antes dessa noite.”

Mais que de repente surge no palco numa corridinha desengonçada e barulhenta, por causa do tamanco de madeira, aquele negro bombado de 2 metros de altura em uma peruca de tranças loiras.

“Romeu, Romeu, onde estas tu, Romeu?”

João Caetano e o teatro brasileiro

Inevitável eram as gargalhadas da plateia, mas estamos no Brasil do final do século XVIII e até mesmo a tragédia de William Shakespeare transforma-se na pior das comédias. Os teatros não tinham recursos e era muito comum  atores serem ex-escravos sem formação e quase não se via atrizes, já que o preconceito era imenso. Mulheres no palco eram consideradas prostitutas para sociedade. Piorou com o édito de D. Maria I que as proibiam de representar.

Esse cenário só foi modificado quando entrou em cena um itaboraiense que mudou o teatro nacional. João Caetano dos Santos nasceu em 27 de janeiro de 1808, quatro dias depois que o D. João VI e sua família pisava em solo brasileiro.

Bem jovem João Caetano dava seus primeiros passos como ator amador. Aos 23 anos interpretava como profissional a peça “O Carpinteiro da Livônia” no teatro da sua cidade natal. Hoje em sua homenagem chamado Teatro Municipal João Caetano na cidade de Itaboraí.

João Caetano e o teatro brasileiro

Dois anos depois da sua estréia como profissional João Caetano já ocupava o teatro de Niterói com a sua Companhia Nacional João Caetano, a primeira companhia nacional de teatro. Em sua homenagem hoje chamado Teatro Municipal João Caetano em Niterói.

Era imbatível na montagem de cenas de guerra, na época faziam bastante sucesso com a platéia.  Talvez o fato de ter servido na Guerra da Cisplatina como cadete tenha o ajudado a se destacar.

João Caetano e o teatro brasileiro

João Caetano criou um perfil para o ator brasileiro e se tornou um mito. Nunca um ator foi tão biografado. Lançou dois livros sobre a arte de representar que são referências de estudo até hoje. Reflexões Dramáticas de 1837 e Lições Dramáticas de 1862.

Sem dúvida sua maior conquista foi a concessão por dois contos de réis do teatro mais antigo do Rio de Janeiro. Inaugurado em 13 de outubro de 1813 com o nome de Real Theatro São João pelo próprio imperador D. João VI. Neste teatro foi assinada a primeira Constituição Brasileira. Mais tarde com o nome de Theatro São Pedro de Alcântara e em 1930, após sua reconstrução determinada pelo então prefeito Prado Junior, foi batizado como Teatro João Caetano.

Teatro Municipal João Caetano na cidade de Itaboraí.
Teatro João Caetano – Praça Tiradentes, Rio de Janeiro

Aos 52 anos João Caetano organizou no Rio de Janeiro uma escola de artes dramática onde todos podiam estudar. Um ensino totalmente gratuito. E para valorizar a nossa arte, promoveu a criação de um júri dramático para premiar a produção nacional.

No dia 24 de agosto de 1863, João Caetano saia de cena, mas a arte plantada por ele continua viva em todos os palcos do Brasil. Não é exagero falar que a arte cênica nacional deve muito a esse filho de Itaboraí. Basta perguntar a uma criança o que ela quer ser quando crescer. A maioria responderá com um sorriso, ator ou atriz.

E no centro do tablado ripado o barrigudinho Romeu e a bombada Julieta de mãos dadas agradecem ao publico enquanto as cortinas vermelhas se fecham.

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Cultura de rua e o Festival de Rap e Cultura de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/cultura-de-rua-e-o-festival-de-rap-e-cultura-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/cultura-de-rua-e-o-festival-de-rap-e-cultura-de-sao-goncalo/#respond Sat, 02 Aug 2014 15:47:01 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2211 Em boates, casas de show e festas do Rio de Janeiro, vivia aquela energia da galera curtindo, dançando e se divertindo em espaços fechados, na grande maioria das vezes pagos. Sonhava com isso desde 1999, quando iniciei meus trabalhos como DJ. Ter um evento de música eletrônica em praça pública, gratuito e com a mesma energia […]

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Em boates, casas de show e festas do Rio de Janeiro, vivia aquela energia da galera curtindo, dançando e se divertindo em espaços fechados, na grande maioria das vezes pagos. Sonhava com isso desde 1999, quando iniciei meus trabalhos como DJ. Ter um evento de música eletrônica em praça pública, gratuito e com a mesma energia das boates e festas particulares era um ideal. Assim, comecei minha busca por eventos e movimentos urbanos gratuitos, que ocupassem aparelhos públicos, como praças, afim de apenas proporcionar o mesmo prazer que sentia nos eventos que realizava, só que de forma mais natural, onde o público fosse por identificação e não apenas por diversão, como ocorria nas casas e festas.

Comecei a trabalhar para viabilizar essa ideia. Internet, amigos, DJ’s de vários gêneros, eventos de comunidade ou públicos que ocorriam nesse período, tudo era fonte de informação. Partindo dessas pesquisas, conheci os movimentos de hip-hop da Lapa e de muitos outros espalhados por todo o estado do Rio de Janeiro.

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Como todo DJ, meu trabalho era do início da noite até a manhã do dia seguinte, o que me limitava a frequentar esses eventos. Em 2009, resolvi que iria dar uma pausa na vida de dj e retornar a informática, profissão na qual tenho formação acadêmica.

Nessa nova trajetória sobrava mais tempo, com o qual conseguia, enfim, frequentar Rodas Culturais e demais movimentos independentes de Hip-Hop, seja incluindo os 4 elementos (DJ, MC, Bboy e Grafite) ou apenas 1 desses destacado, apresentando sua arte. Notei que nesses movimentos a energia era maior do que a que encontrava nas boates e festas pagas, que muita das vezes aparentavam ser “artificiais” demais, uma vez que pouca coisa inusitada ocorria.

Olhando para a cidade de São Gonçalo, onde nasci, fui criado e vivo até hoje, percebi o quão grande é o território e o quão mal aproveitado culturalmente ele é.

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Partindo dessa impressão sobre a cultura da cidade, busquei conhecer o que havia de movimentos culturais independentes e encontrei menos do que as duas mãos podem contar! Em um território tão grande, com tantas pessoas repletas de potenciais artísticos, estas não poderiam ficar sem voz, sem um local para apresentação e veiculação de seus trabalhos.

Em 2011, tentei implementar o “Som e Cultura”, antigo projeto no qual não tive apoio ou aprovação da Prefeitura de São Gonçalo, na gestão desse período. Sem alegação ou motivo algum, simplesmente, se opuseram.

Deixei o projeto guardado e continuei buscando uma nova forma de por o evento em São Gonçalo. Até que em 2013, surgiu a oportunidade de realizar o evento. Foi quando decidi, com mais uma pessoa, que realizaríamos um evento de Rap semanal, batizado de “Festival de Rap de São Gonçalo”, onde o próprio nome sugere, um festival só de rap.

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Mas aí vem a pergunta: Por que não uma Roda Cultural? A resposta é simples. Após frequentar inúmeras Rodas Culturais, notei que nelas, a cultura, em sua grande parte, era de Hip-Hop. Também em sua maioria não havia livros. Talvez por falta de incentivo de empresas e governo, e pela dificuldade de arrecadar doações e a mistura de gêneros e tribos, que é o que compõe o Brasil hoje.

Sentindo falta de mais culturas no Festival de Rap de São Gonçalo e com a saída voluntária da pessoa que ajudou na criação do evento em Agosto de 2013, me vi na necessidade de modificar o nome, nomes nas redes sociais e filosofia.

Nasce o Festival de Rap e Cultura, onde a ideia é ter a raiz do Hip-Hop somados com a distribuição de livros, já presente no antigo formato. Recital de poesias, filmes curta metragens e mistura de gêneros no palco. Um exemplo dessa mistura foi a apresentação de Ian Veras, artista Gonçalense, fazendo sua levada no violão o Yuri Bastos mandando no Beat Box e o apresentador Shes Macedo fazendo improvisação no microfone! A apresentação do curta metragem “Enquanto faço as unhas” do diretor Cristiano Requião, que concorreu em Cannes, o primeiro concurso “Garota Style” dentro do Festival e agora a primeira batalha de B-boys!

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Dia 28 de junho de 2014, o evento completou um ano de existência. Estamos na edição de número 50, sem contar edições especiais que aconteceram entre 2013 e 2014, uma dentro do evento Cores e Valores, o evento do mês da mulher, com apresentação da Taz Mureb e Mabu, a edição especial dentro do Quebra Coco Longboard 2, no Jardim Catarina e a edição especial em Cachoeiras de Macacu.

O Festival de Rap e Cultura de São Gonçalo, às sextas feiras, das 20 às 23 horas, na Praça da Trindade, São Gonçalo.

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