Bairros Gonçalenses – história e cultura dos bairros de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/category/bairros/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Sat, 22 Mar 2025 13:59:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg Bairros Gonçalenses – história e cultura dos bairros de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/category/bairros/ 32 32 147981209 Zé Garoto https://simsaogoncalo.com.br/ze-garoto/ https://simsaogoncalo.com.br/ze-garoto/#respond Tue, 19 Dec 2023 19:38:17 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8710 Zé Garoto é um bairro tradicional de São Gonçalo, localizado na área central do município. Pertence ao 1º distrito, junto a outros 29 bairros e seu nome é uma homenagem a um comerciante da cidade. A história do verdadeiro Zé Garoto Sua história está vinculada à existência de uma pessoa em particular, o imigrante português […]

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Zé Garoto é um bairro tradicional de São Gonçalo, localizado na área central do município. Pertence ao 1º distrito, junto a outros 29 bairros e seu nome é uma homenagem a um comerciante da cidade.

A história do verdadeiro Zé Garoto

Sua história está vinculada à existência de uma pessoa em particular, o imigrante português José Alves de Azevedo, que aos dez anos de idade chegou à São Gonçalo. Muito popular entre a população local, o português era carinhosamente chamado de “Zé Garoto” (Zé por causa de seu nome, José, e Garoto porque era comum chamar meninos desta forma).

Já adulto, trabalhava como comerciante. Possuía um armazém onde hoje é o prédio do Antigo Fórum da cidade; suas terras englobavam a área em que hoje encontramos a Escola Estadual Nilo Peçanha e a principal praça da cidade, a Praça Professora Estephania de Carvalho, conhecida popularmente como Praça do Zé Garoto.

Praça do Zé Garoto - Estephânia de Carvalho

Entre o armazém e o espaço onde hoje ficam a escola e a praça havia o Largo (do Zé Garoto), ponto obrigatório do bonde com destino à Alcântara.

Equipamentos localizados no bairro

Além da praça Estephania de Carvalho, o bairro também conta com dois complexos hospitalares, público e privado. Gerido pelo ente municipal, temos o Pronto Socorro Central Armando Gomes de Sá Couto, que conta com o Hospital Infantil Darcy Sarmanho Vargas do lado direito e com o Posto de Saúde Washington Luís, no lado esquerdo. O terreno do posto também abriga o Hemonúcleo, local de doação de sangue.

Pronto Socorro Armando Gomes de Sá Couto
Pronto Socorro Armando Gomes de Sá Couto, no Zé Garoto.

Mais próximo à Igreja Matriz, que também encontra-se no bairro, está o Hospital e Clínica São Gonçalo, um hospital particular referência na cidade.

Atrás da praça está localizado o posto central dos Correios em São Gonçalo. E ao lado, encontra-se o antigo Fórum, que hoje abriga a Câmara de Vereadores de São Gonçalo.

Orla Zé Garoto em Maricá

A Orla Zé Garoto é um trecho às margens da Lagoa da Barra, no bairro Boqueirão, próximo ao centro de Maricá. Ela recebeu esse nome em homenagem ao município de São Gonçalo.

Nos bastidores, sabe-se que a homenagem foi uma ação promocional para atrair mais moradores da cidade vizinha. Na época, Maricá era um município muito desejado por gonçalenses, sendo visto como um lugar ainda viável economicamente para morar.

O resultado foi visto no Censo 2022 (IBGE), quando verificou-se um decréscimo na população gonçalense e um aumento significativo nos moradores de Maricá, que chegou a 197 mil moradores, cerca de 54% a mais que o dado medido no Censo de 2010.

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Virajaba: uma parte da jornada ferroviária de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/virajaba-jornada-ferroviaria-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/virajaba-jornada-ferroviaria-de-sao-goncalo/#comments Fri, 15 Dec 2023 19:39:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8704 A história dos trens em São Gonçalo é uma viagem fascinante pela história ferroviária do estado do Rio de Janeiro. Inaugurada em 25 de novembro de 1888, a estação de Virajaba, originalmente chamada de Rio do Ouro, e também conhecida como Serra, foi um marco importante na E. F. Maricá/Ramal de Cabo Frio. Lista de Estações […]

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A história dos trens em São Gonçalo é uma viagem fascinante pela história ferroviária do estado do Rio de Janeiro. Inaugurada em 25 de novembro de 1888, a estação de Virajaba, originalmente chamada de Rio do Ouro, e também conhecida como Serra, foi um marco importante na E. F. Maricá/Ramal de Cabo Frio.

Lista de Estações Ferroviárias de São Gonçalo
Guia Levi, p. 89 em 1917 (sem mês): Estação Rio d’Ouro já aparece no km 26, posteriormente, estação de Serra e de Virajaba.

Lista de Estações por ordem

  1. Neves (São Gonçalo)
  2. São Gonçalo
  3. Rocha
  4. Mutondo
  5. Alcântara
  6. Olympio
  7. Barracão
  8. Sacramento
  9. Santa Isabel (São Gonçalo)
  10. Rio d’Ouro
  11. Inohan (Inoã)
  12. Maricá
  13. Manuel Ribeiro
  14. Nilo Peçanha
  15. Mato Grosso
  16. Bacaxá (Saquarema)
  17. Ponte dos Leites
  18. Araruama
  19. Iguaba Grande

Este conteúdo é um resumo do site Estações Ferroviárias do Brasil, que contém a história de muitas das ferrovias construídas no Brasil nos séculos XIX e XX, contando a trajetória das que ainda existem e das que já foram desmobilizadas. Em São Gonçalo, por exemplo, hoje são apenas lembranças nos nomes dos bairros, cujos trajetos são estradas de transporte rodoviário.

A E. F. Maricá teve seu primeiro trecho aberto em 1888, ligando as estações de Alcântara e Rio do Ouro. Em 1889, a linha chegou a Itapeba. Somente em 1894, à Maricá. Em 1901, a linha chegou a Manuel Ribeiro. Nilo Peçanha, então Presidente da Província do Rio e também da República, conseguiu a união da linha com a Leopoldina na estação de Neves, construída para esse entroncamento. Do outro lado, prolongou a linha até Iguaba Grande, região dos Lagos.

Em 1912, o capital dos empresários da região acabou e a linha foi vendida à empresa francesa Com. Generale aux Chemins de Fer1. Em 1933, o Governo Federal encampou a ferrovia e a prolongou, em 1936, até Cabo Frio, onde se embarcava sal das salinas das praias. Em 1943, a E. F. Maricá foi passada para a Central do Brasil. Em fins dos anos 1950, passou para a Leopoldina.

Os trens passaram a sair da estação de General Dutra, em Niterói, entrando no ramal em Neves. Em janeiro de 1962, o trecho Maricá – Cabo Frio foi parado. Em 1964, parou também o trecho Virajaba – Maricá. Em 1965, somente seguiam trens de subúrbio ligando Niterói a Virajaba, com o resto do ramal já desativado1. A ferrovia foi finalmente erradicada em 31/01/1961.

Lista de estações de trem e paradas ao longo de São Gonçalo, no início do século XX.
Guia Levi, p. 69 em maio de 1936: Paradas do trem saído de Neves, passando por Sete Pontes, entrando no trajeto que leva ao Lindo Parque e Rocha, atualmente, chegando até Alcântara, rumando à região dos Lagos.
(Fontes: Guias Levi, 1917-1965; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa – acervo R. M. Giesbrecht)

As paradas do trem não eram, necessariamente, estações. Ainda é possível ver algumas em São Gonçalo, plataformas de concreto que permitiam às pessoas tomarem o trem assim que ele parasse. Muitas delas eram bem simples, sem cobertura, nem sinalizações. A seguir, a lista das paradas nas quais o trem que ligava à Região dos Lagos fazia suas pausas (considerando o trajeto Neves – Iguaba Grande):

  1. Rocha
  2. Mutondo
  3. Barracão
  4. Salvatori
  5. Barreto
  6. São José
  7. Buriche
  8. Itapeba
  9. Camburí
  10. Bom Jardim

A estação de Virajaba foi também a estação terminal de um trem de subúrbio que partia de Niterói a partir pelo menos de novembro de 1964 até pelo menos outubro de 1965, quando o restante da linha, para além da estação, já estava desativada1. O prédio ainda existia, bem como uma caixa d’água, e servia como bar e moradia, segundo relatos de 20081.

A história da estação de Virajaba é um testemunho do desenvolvimento e eventual declínio econômico e, consequentemente, da ferrovia no estado do Rio de Janeiro no início da segunda metade do século XX. Embora a estação não esteja mais em operação, nem a ferrovia, tampouco suas estações oficiais, a história continua viva, nos lembrando de um tempo em que os trens eram o principal meio de transporte no Brasil.

Para saber mais sobre outras estações de São Gonçalo, confira o site Mobilidade Fluminense, que também conta com informações sobre os outros trens da cidade.

Fonte: Estações Ferroviárias, criada por Ralph Mennucci Giesbrecht.

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Rio do Ouro https://simsaogoncalo.com.br/rio-do-ouro/ https://simsaogoncalo.com.br/rio-do-ouro/#respond Fri, 15 Dec 2023 19:33:19 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8698 Rio do Ouro é um exemplo de bairro surgido ao longo das margens de vias e ferrovias que cortam a cidade, como marca do processo de ocupação do solo gonçalense. Seu desenvolvimento começou à margem esquerda da estrada, onde funcionava a cerâmica Rio do Ouro, produtora de manilhas. Com a ida de Itaipu para Niterói […]

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Rio do Ouro é um exemplo de bairro surgido ao longo das margens de vias e ferrovias que cortam a cidade, como marca do processo de ocupação do solo gonçalense. Seu desenvolvimento começou à margem esquerda da estrada, onde funcionava a cerâmica Rio do Ouro, produtora de manilhas. Com a ida de Itaipu para Niterói o bairro passou fazer parte tanto do município de Niterói quanto de São Gonçalo.

Mapa do Rio do Ouro – Google Maps

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Sacramento: um bairro de Ipiíba https://simsaogoncalo.com.br/sacramento-um-bairro-de-ipiiba/ https://simsaogoncalo.com.br/sacramento-um-bairro-de-ipiiba/#comments Mon, 11 Dec 2023 18:18:33 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8678 Sacramento é um bairro do município de São Gonçalo, localizado no distrito de Ipiíba. O bairro é conhecido por abrigar a escola de samba de mesmo nome, que foi cinco vezes seguidas campeão do carnaval gonçalense e que atualmente está de volta ao carnaval da cidade. Sacramento e suas características Tem uma praça, constantemente renovada […]

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Sacramento é um bairro do município de São Gonçalo, localizado no distrito de Ipiíba. O bairro é conhecido por abrigar a escola de samba de mesmo nome, que foi cinco vezes seguidas campeão do carnaval gonçalense e que atualmente está de volta ao carnaval da cidade.

Rua à frente do Colégio Estadual Eliza Maria Dutra, no Sacramento.

Sacramento e suas características

Tem uma praça, constantemente renovada (bastante usada nas sextas à noite), o Colégio Estadual Eliza Maria Dutra, uma escola de referência na região. onde está uma de suas principais vias: a Estrada Raul Veiga (também conhecida como Estrada do Sacramento), que liga Santa Izabel a Alcântara, a Rua Domício Porto Filho (que faz a interligação do bairro com Bichinho, Legião e Jardim Tiradentes), a entrada de Monte Formoso (importante para os moradores de Monte Formoso, Quinta Dom Ricardo e Rio Frio).

Mapa do Sacramento – Google Maps

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Alcântara: a história do bairro mais famoso de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/alcantara/ https://simsaogoncalo.com.br/alcantara/#respond Mon, 11 Dec 2023 17:56:03 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8676 Alcântara é um bairro do município de São Gonçalo. Fica na região metropolitana do Rio de Janeiro, Brasil. O nome homenageia o imperador brasileiro Dom Pedro de Alcântara. O bairro surgiu junto a uma estação de trem e se desenvolveu no cruzamento da rodovia estadual RJ-104 – construída na década de 40. A via fazia […]

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Alcântara é um bairro do município de São Gonçalo. Fica na região metropolitana do Rio de Janeiro, Brasil.

O nome homenageia o imperador brasileiro Dom Pedro de Alcântara. O bairro surgiu junto a uma estação de trem e se desenvolveu no cruzamento da rodovia estadual RJ-104 – construída na década de 40. A via fazia a ligação da capital, Niterói, com o norte fluminense, usando o antigo traçado da Estrada Geral, ferrovia que fazia ligação das antigas fazendas do extremo oeste do município (Pacheco e Santa Isabel) à sua sede (Centro) e aos antigos portos do município.

Na década de 1970, foi construído, sobre o cruzamento, um viaduto ao longo da RJ-104. Logo depois, sob o mesmo, foi instalado o terminal rodoviário do bairro. O Terminal Rodoviário Jayme Mendonça Campos foi reformado em 2008.

Alcântara – São Gonçalo - Marcas de Bairro

Alcântara: um bairro com vocação comercial

Alcântara é considerado o maior polo de negócios. É um centro comercial e de serviços, rivalizando com o centro (Rodo) de São Gonçalo. Nele encontram-se agências bancárias, supermercados, lojas de eletrodomésticos, lojas de móveis, shopping centers, clínicas, hospitais, escolas, muitos edifícios comerciais.

O destaque fica para a Rua João Caetano, mais conhecida como “Rua da Feira”, onde existe um forte comércio de têxteis, e também outros estabelecimentos no bairro.

Há templos de vários credos, com destaque para a Matriz de São Pedro de Alcântara, que conta com uma circulação semanal de cerca de 5.000 fiéis. A igreja católica está presente ali desde os anos 1950. Outro templo de destaque é o imponente templo da Igreja Universal do Reino de Deus, construído nos anos 2000.

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Solidão no Rocha: uma mãe, um filho e o ponto às 5h da manhã https://simsaogoncalo.com.br/solidao-no-rocha-damiana-duarte/ https://simsaogoncalo.com.br/solidao-no-rocha-damiana-duarte/#comments Tue, 25 Jun 2019 23:17:45 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7310 Não tem solidão maior do que a de uma mulher preta com um filho no colo, às cinco e meia da manhã de um domingo. A cidade ainda dorme, apenas os vagantes e os feirantes. E Jéssica com o pequeno Gabriel, bolsas e cuidado pra não deixar cair a mantinha que o protegia do sereno. […]

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Não tem solidão maior do que a de uma mulher preta com um filho no colo, às cinco e meia da manhã de um domingo. A cidade ainda dorme, apenas os vagantes e os feirantes. E Jéssica com o pequeno Gabriel, bolsas e cuidado pra não deixar cair a mantinha que o protegia do sereno.

Ninguém vê, ninguém sabe. A mulher que arrumou um bico de representante de vendas em um evento na Barra, e precisa antes levar o seu filho para a avó cuidar. Não a sua mãe, a avó mais provável – mas que escolheu não dar nenhum suporte para a filha e suas aventuras. A mãe dele, do galante cavalheiro de fala macia e beijo molhado que lhe prometera um pra sempre que durou três meses. A ex-sogra que tinha prazer em enumerar as novas conquistas do filho garanhão e inconsequente enquanto Jéssica beijava seu pequeno mundo em adeuses e lágrimas contidas.

Jéssica atravessa a praça do Rocha com seu rebento. Do canto do olho, vê a alegria da feira sendo montada, uma das maiores da cidade – só perde pra de Neves. A Kombi dos pastéis e caldo de cana, caminhão de melancia, pula-pula, o 530 da maldita Viação Galo Branco que não aparece. Gabriel ia gostar daquele pula-pula.

“Porque você não tira, boba?”, dizia a amiga. Mas a vida crescia dentro dela, como eliminar essa possibilidade? E nem era por religião, Jéssica nem tinha. Era católica de batizada como quase todo mundo, mas nem se lembrava da última vez que havia ido à igreja ou a qualquer templo. Mas sabia que queria aquele filho, queria gerar, parir, ser adulta, ser… gente. Alguma coisa a impelia em direção a uma aprovação social que nem conhecia.

Agora estava ali, as sombras da noite se dissipando pelo trabalho dos carregadores de caixa, montadores de barracas e vendedores. “Mulher é guerreira!” – como se houvesse opção para a mulher, tendo que criar sozinha a sua vida e as vidas que de si dependem. O homem faz uma tatuagem com o nome, posta fotos com a criança nas redes sociais e pronto, olha que paizão que esse filho da puta é – isso quando não aparece com brinquedos defasados na faixa etária porque não sabe nem do que o filho gosta de brincar. Ainda faz esquema com o patrão pra receber por fora e não ter que aumentar a pensão, como se só dinheiro bastasse. Não passa noites insones vendo febre, não vai na escola, não acorda cinco horas de uma manhã de domingo cheia de bolsas penduradas igual a burro de cigano.

O pequeno Gabriel acorda e reclama no colo da mãe, e Jéssica percebe, com um sorriso debilitado, que não podia esmorecer. Não queria ser guerreira, só queria ter uma vida normal, dividindo responsabilidades e prazeres. Mas não podia.

Eram só ela e o Gabriel. E o mundo lá fora.

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Aécio Nanci – médico, político e filho de Clélia Nanci https://simsaogoncalo.com.br/aecio-nanci-medico-politico-clelia-nanci/ https://simsaogoncalo.com.br/aecio-nanci-medico-politico-clelia-nanci/#comments Tue, 02 Apr 2019 14:14:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6991 A história de José Luiz Nanci (2017–2020) na política não começou ontem. Aliás, seu início é de antes do próprio prefeito nascer. E o responsável por isso foi Aécio Nanci, seu tio. Nascido no estado de São Paulo, teve uma carreira política bem-sucedida aqui no Rio, popularizando um nome até hoje conhecido na política do […]

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A história de José Luiz Nanci (2017–2020) na política não começou ontem. Aliás, seu início é de antes do próprio prefeito nascer. E o responsável por isso foi Aécio Nanci, seu tio. Nascido no estado de São Paulo, teve uma carreira política bem-sucedida aqui no Rio, popularizando um nome até hoje conhecido na política do leste fluminense.

A seguir, confira o texto extraído do livro Gonçalenses Adotivos São Gonçalo.

Aécio Nanci, o filho da Clélia Nanci

Aécio Nanci, médico, político, era filho de José Maria Nanci e Clélia Cazemiro Nanci. Nasceu em Barra Bonita, São Paulo, em 4 de agosto de 1912 e faleceu em setembro de 2001, aos 89 anos.

Clélia Nanci com Aécio Nanci Filho, o Aecinho
Clélia Nanci (15/08/1879 – 04/05/1963) com Aécio Nanci Filho, seu neto e filho de Aécio Nanci. A matriarca da família é mais conhecida por ter batizado o Instituto de Educação Clélia Nanci, na Brasilândia, São Gonçalo.

Estudou as primeiras letras em casa. Já o primário, ginásio e preparatório (ensinos fundamental e médio), no Colégio Brasil, de 1926 a 1933.

Cursou a Faculdade Fluminense de Medicina, hoje curso de Medicina da UFF, no período de 1934 a 1939, onde colou grau em 19 de dezembro de 1939. Frequentou os cursos de Ginecologia e Cirurgia na Santa Casa de Misericórdia, na cidade do Rio de Janeiro, de 1948 a 1950, ministrados pelo professor M. Fabião. Na Policlínica de Niterói e Hospital São João Batista, Aécio cursou Cirurgia Geral de 1950 a 1952, no curso ministrado pelo professor Francisco Pimentel. Já no Hospital de São Gonçalo, fundou o Centro de Estudos, realizando palestrar e trabalhos.

A atuação como médico

Médico formado, Aécio Nanci trabalhou no Hospital e Pronto Socorro de São Gonçalo como cirurgião geral de 1940 a 1955. Foi chefe de enfermaria e serviço geral de cirurgia durante 6 anos. No período de 1950 a 1956, foi escolhido pela direção e pelos colegas que ali exerciam suas funções para ser diretor técnico do hospital.

Trabalhou também na Companhia EletroQuímica Fluminense (1944–1954), na Companhia Brasil de Seguros S/A (1948–1953) e na Prefeitura Municipal de São Gonçalo (1942–1948).

Na Policlínica de São Gonçalo, foi fundador, médico e diretor técnico no período de 1949 a 1956. Fundou a Casa de Saúde São José (hoje Hospital São José dos Lírios), sendo seu proprietário. Lá, atuou também como médico e diretor técnico, de 1956 até seus últimos anos de vida. Foi sócio da Casa de Saúde Menino de Deus e da Casa de Saúde Santa Terezinha.

O político em São Gonçalo

Como político, Aécio Nanci foi deputado estadual por três legislaturas, sendo eleito como representante de São Gonçalo no período de 1954 a 1966. foi secretário da Assembleia Legislativa e Vice-presidente. Em 1946, foi nomeado prefeito de São Gonçalo por 30 dias.

Durante o período como deputado estadual, trouxe para a cidade o Instituto de Educação Clélia Nanci, situado na Brasilândia, que leva o nome de sua mãe.

Por sua influência e atuação como deputado, vieram também o Grupo Escolar Ismael Branco, no Mutuá; a Escola Pública Municipal, na Praia da Luz; o Grupo Escolar Vital Brasil, em Monjolos; e as Escolas Públicas no Engenho Pequeno, Boaçu, Vidreira, Rocha e Colubandê.

Uma outra necessidade da época eram os telefones públicos, fornecidos pela Companhia Telefônica Brasileira, sendo instalados em Cabuçu, Monjolos, Santa Isabel, Raul Veiga e Laranjal. Além do fornecimento de água e luz para outras localidades carentes na cidade.

Agradecimento

Fica aqui meu agradecimento ao autor Salvador Mata e Silva (1943–2016) por deixar registrado em seu livro a permissão para reprodução do livro. Espero que cada vez mais gonçalenses tenham acesso a história de sua cidade.

Fonte:

SILVA, Salvador Mata e, 1943
Gonçalenses Adotivos São Gonçalo;
Rio de Janeiro: Companhia das Artes
Gráfica, 1996
130 p.; 21cm (coleção/IPDESG)
1. São Gonçalo (RJ) – Biografia. I. Título
CDD (18ª) 920-0815

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Lauro Corrêa: empreendedor e marido da Leonor, a dona da Trindade https://simsaogoncalo.com.br/lauro-correa-marido-leonor-trindade/ https://simsaogoncalo.com.br/lauro-correa-marido-leonor-trindade/#comments Thu, 07 Feb 2019 03:01:22 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7004 Antes de São Gonçalo existir como cidade, o que havia eram fazendas. Uma delas era a Fazenda Trindade, comprada por Francisco José Ramos e D. Thereza Maria Moreaux Ramos em 1877. Após falecimento dos pais, a filha, Leonor Moreaux Ramos, herdou-a. Leonor se casou com Lauro Corrêa, que reativou a fazenda que ficava onde hoje […]

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Antes de São Gonçalo existir como cidade, o que havia eram fazendas. Uma delas era a Fazenda Trindade, comprada por Francisco José Ramos e D. Thereza Maria Moreaux Ramos em 1877. Após falecimento dos pais, a filha, Leonor Moreaux Ramos, herdou-a. Leonor se casou com Lauro Corrêa, que reativou a fazenda que ficava onde hoje é o bairro, um dos maiores de São Gonçalo.

Leonor Corrêa e Lauro Corrêa, os beneméritos da Trindade
Foto do casal Leonor Corrêa e Lauro Corrêa, os proprietários da Fazenda Trindade, onde hoje fica o bairro de São Gonçalo. Foto: Acervo familiar cedido por Paulo Roberto Baptista, neto do casal.

Um Rio Bonitense nas terras da Trindade

Lauro Augusto Corrêa foi político, comerciante, fazendeiro e proprietário da fazenda da Trindade. Nasceu em Rio Bonito, em 18 de agosto de 1876. Faleceu em São Gonçalo, em 22 de julho de 1938.

Mudou-se para São Gonçalo ainda criança, tendo aqui passado sua existência. Foi casado com Leonor Ramos Corrêa. O casamento gerou os filhos

Margarida Ramos Corrêa Pinheiro, professora, casada com Eros Correa; Levy Libório Ramos Corrêa, advogado, casado com Abeacy Corrêa; Marina Corrêa de Carvalho, casada com o advogado Humberto Soeiro de Carvalho; Maria Leonor Corrêa Baptista, contadora, casada com Laênio Baptista, comerciante; e Lauro Augusto Corrêa Filho, contador, casado com Maria da Penha Corrêa.

Leonor Corrêa - Origem do Bairro Trindade
Leonor Corrêa, a dona da Trindade e esposa de Lauro Corrêa.

Foi comerciante e fazendeiro. Lauro era proprietário da fazenda da Trindade, situada no Primeiro Distrito de São Gonçalo. A mesma foi loteada, em 1951, por sua viúva e filhos, criando assim o atual bairro Trindade.

Clique e conheça a história completa sobre a Trindade.

Lauro Corrêa e a política gonçalense

Lauro teve intensa atividade em prol da comunidade, tendo sido vereador em três legislaturas, com o detalhe de ter sido presidente da Câmara Municipal em todas elas.

Foi fundador e presidente da União de Varejistas de São Gonçalo, atual Associação Comercial; e fundador e presidente do Abrigo Amor ao Próximo, a mais antiga obra filantrópica do município, destinada ao amparo à velhice desvalida e fundador/diretor da Associação Mantenedora do Hospital de São Gonçalo, obra filantrópica.

A Escola Estadual Lauro Corrêa

Durante dezoito anos, Lauro manteve uma escola pública, com professora diplomada, em sua fazenda.

O Grupo Escolar, hoje Escola Estadual Lauro Corrêa, situada na Rua Macaé, na Trindade, foi constituído no ano de 1965, pela Prefeitura Municipal de São Gonçalo, no terreno doado pelos filhos herdeiros, que também colaboraram financeiramente na construção. Anos depois, foi passado para o Estado do Rio de Janeiro, em decorrência de convênio firmado pela prefeitura.

Na época de publicação do livro “Gonçalenses Adotivos” (1996), a escola funcionava em três turnos, com mais de mil alunos, cursando o ensino fundamental.

O nome de Corrêa foi dado ao Grupo Escolar através de uma lei estadual aprovada em 1965, como homenagem, não somente à sua atuação na comunidade gonçalense, nas entidades a que pertenceu, como, principalmente, por sua dedicação ao ensino, fundando e mantendo uma escola por mais de 18 anos.

Agradecimento

Queria agradecer ao Paulo Roberto Baptista, neto do casal Leonor Corrêa e Lauro Corrêa, pela foto inédita de seus avós ainda jovens, além das eventuais correções e indicações sobre como tudo aconteceu. Muito obrigado!

Fica aqui meu agradecimento ao autor Salvador Mata e Silva (1943–2016) por deixar registrado em seu livro a permissão para reprodução do livro. Espero que cada vez mais gonçalenses tenham acesso a história de sua cidade.

Fonte:

SILVA, Salvador Mata e, 1943
Gonçalenses Adotivos São Gonçalo;
Rio de Janeiro: Companhia das Artes
Gráfica, 1996
130 p.; 21cm (coleção/IPDESG)
1. São Gonçalo (RJ) – Biografia. I. Título
CDD (18ª) 920-0815

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Ismael Branco: um construtor da São Gonçalo que conhecemos https://simsaogoncalo.com.br/ismael-branco-mutua-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/ismael-branco-mutua-sao-goncalo/#comments Thu, 31 Jan 2019 03:00:45 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6970 Se você for do Mutuá ou bairros próximos, certamente já ouviu falar da Escola Estadual ismael Branco. Pensando na curiosidade das pessoas que, como eu, não conheciam a história deste personagem gonçalense, segue o texto extraído do livro “Gonçalenses Adotivos”, agora publicado aqui, no SIM São Gonçalo. Ismael Branco – um gonçalense rio Bonitense Ismael da […]

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Se você for do Mutuá ou bairros próximos, certamente já ouviu falar da Escola Estadual ismael Branco. Pensando na curiosidade das pessoas que, como eu, não conheciam a história deste personagem gonçalense, segue o texto extraído do livro “Gonçalenses Adotivos”, agora publicado aqui, no SIM São Gonçalo.

Ismael Branco – um gonçalense rio Bonitense

Ismael da Silva Branco foi auxiliar de guarda-livros, contabilista e político. Filho de Cyrilo da Silva Branco e de Maria Pereira Branco, nasceu em Rio Bonito, em 14 de agosto de 1890. Faleceu em 7 de outubro de 1960, em São Gonçalo.

Casado com Alice de Souza, teve como filhos: o médico Amilse Ismael Branco, o advogado Euler Ismael Branco, a perita-contadora Ilcéa Branco Nanci, contador Hélio Ismael Branco, secretária Maria Alice Branco Braga, e as professoras Elce Branco de Oliveira e Leda Branco.

Ismael estudou as primeiras letras em casa com os pais. O curso primário foi em Rio Bonito. Após, concluiu o curso técnico em contabilidade na Academia Fluminense de Comércio, no Jardim de São João, em Niterói, que na época ainda era capital do Rio de Janeiro.

Aos 15 anos, preocupado em continuar seus estudos, resolveu morar em São Gonçalo. Ocupou cargo público na Prefeitura de São Gonçalo. Mais tarde, abandonou o seu emprego, dizendo que preferia lutar de forma independente, pois tinha um ideal maior em sua vida.

Iniciando sua vida, ainda jovem, dedicou-se à contabilidade, como guarda-livros. Depois, tornou-se auxiliar, trabalhando na fábrica de chumbo outrora existente no Barreto. Nela, foi eficiente colaborador, adquirindo neste local amigos e sendo muito estimado por todos.

Não satisfeito com a condição de auxiliar de guarda-livros, continuou estudando com sacrifício. Conseguiu diplomar-se em técnico de contabilidade, pela Academia Fluminense de Comércio. Nesta época, já estava casado e com sete (7) filhos.

Vida política

Ismael Branco teve intensa atividade em prol da comunidade. Foi vereador em São Gonçalo por duas (2) legislaturas, exercendo o cargo de vereador em caráter gratuito. Foi diretor (secretário) de Fazenda na prefeitura de São Gonçalo. Fundou o Tamoio Futebol Clube, sendo o seu primeiro presidente em 1918. Fundou também a Praça 5 de julho, atual Estephânia de Carvalho (também conhecida como pracinha do Zé Garoto).

Ismael Branco foi fundador do Hospital Luiz Palmier (ocupando todos os cargos administrativos por mais de 15 anos gratuitamente), participando também da fundação do Centro de Puericultura e de sociedades culturais e literárias do Município de São Gonçalo. Legou o seu nome às iniciativas mais beneméritas e filantrópicas de 1920 a 1950, contribuindo ao máximo para o progresso de São Gonçalo.

O batismo da escola no Mutuá

Em reconhecimento público pelo legado deixado por Ismael Branco à sua gente, o então deputado Aécio Nanci, propôs conferir ao Grupo Escolar do Mutuá, hoje Escola Estadual, o nome de Ismael Branco. A iniciativa teve o apoio dos deputados gonçalenses: Hamilton Xavier, Zeir Porto, Walter Orlandino e Flávio Monteiro de Barros. As obras foram iniciadas no governo Miguel Couto Filho (1954 – 1958) e terminadas na administração de Paulo Francisco Torres (1964 – 1966).

Na época da publicação deste livro (1996), a Escola Estadual Ismael Branco, situada na Rua Lengruber, Mutuá, funcionava em três turnos, com mais de 1000 alunos, cursando da primeira à oitava séries.

Observação: O texto sobre este personagem da história gonçalense foi extraído da biografia feita pela contadora e filha de Ismael Branco, Ilcéa Branco Nanci.

Agradecimento

Fica aqui meu agradecimento ao autor Salvador Mata e Silva (1943–2016) por deixar registrado em seu livro a permissão para reprodução do livro. Espero que cada vez mais gonçalenses tenham acesso a história de sua cidade.

Fonte:

SILVA, Salvador Mata e, 1943
Gonçalenses Adotivos São Gonçalo;
Rio de Janeiro: Companhia das Artes
Gráfica, 1996
130 p.; 21cm (coleção/IPDESG)
1. São Gonçalo (RJ) – Biografia. I. Título
CDD (18ª) 920-0815

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Praça da Venda da Cruz: abandono, lixo e degradação https://simsaogoncalo.com.br/praca-da-venda-da-cruz-abandono/ https://simsaogoncalo.com.br/praca-da-venda-da-cruz-abandono/#comments Sat, 06 Oct 2018 21:02:22 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6832 Este post nasceu da indignação dos moradores e moradoras que residem no entorno da Praça da Venda da Cruz. O lugar, uma referência no bairro, agora está entregue às baratas. Literalmente. Saiba Mais: Conheça a história do bairro Venda da Cruz. Antes das eleições 2018, um secretário do governo Nanci, candidato a deputado estadual, estava […]

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Este post nasceu da indignação dos moradores e moradoras que residem no entorno da Praça da Venda da Cruz. O lugar, uma referência no bairro, agora está entregue às baratas. Literalmente.

Saiba Mais: Conheça a história do bairro Venda da Cruz.

Abandono na Praça da Venda da Cruz. Foto: Rita Sodré

Antes das eleições 2018, um secretário do governo Nanci, candidato a deputado estadual, estava no local pedindo votos e fazendo sua campanha normalmente.

Eis que uma moradora se aproxima e pergunta se o pessoal da prefeitura, que estava podando as árvores, poderia podá-las melhor, pois os funcionários só cortavam os galhinhos de baixo.

Prontamente, o candidato a deputado e sua equipe fizeram aquele “teatro”, “ligando” para a prefeitura. Prometeram que, em poucos dias, o caminhão cesta estaria na praça para dar uma poda mais adequada às árvores.

Abandono na Praça da Venda da Cruz
Copa das árvores na Praça da Venda da Cruz não é podada. Foto: Rita Sodré

Dias depois do combinado, nada de equipe da prefeitura. “Se antes de eleição prometem e não cumprem, imagina depois”, disseram os moradores que entraram em contato comigo.

E assim ganhamos mais um capítulo da nossa série “cidade quebrada“.

Praça da Venda da Cruz: lixo e degradação

Segundo moradores, a praça da Venda da Cruz é tudo hoje, menos uma praça. Nesta matéria do O São Gonçalo, em abril, o jornal já mostrava o abandono do local.

Moradores de rua tornaram-se comuns no bairro. Por ser um centro comercial regional, é natural que com a crise econômica que estamos as pessoas sejam atraídas para o local.

Entretanto, há moradores, especialmente os mais antigos, que se assustam com essa realidade, onde pessoas dormem nas calçadas ou fazem praça de lar. Consequentemente, é possível encontrar colchões e, até mesmo, fogões na antiga pracinha.

Abandono na Praça da Venda da Cruz
Praça da Venda da Cruz. Foto: Rita Sodré

Sem crianças, sem famílias, sem lazer

Os moradores também reclamam da falta de espaço para as crianças. Os brinquedos do parquinho estão em péssimo estado de conservação.

As fezes dos animais também são um problema frequente, o que inviabiliza ainda mais a participação dos pequenos na antiga praça da venda da cruz.

Mas o maior problema é o lixo.

Segundo frequentadores, ser um bairro limítrofe com Niterói é algo que atrapalha a dinâmica do recolhimento do lixo.

Os coletores de lixo de Niterói passam ali 3 vezes por semana: terças, quintas e sábados.

Porém, o lado Tenente Jardim, que já é “Niterói”, tem um agravante: os coletores não passam por ali. Por sua vez, o coletor de lixo de São Gonçalo também não passa com regularidade em algumas ruas transversais do bairro. O resultado disso é que a praça virou um “ponto de encontro do lixo”. Essa foi a forma que todos encontraram para terem seus resíduos recolhidos.

Abandono na Praça da Venda da Cruz
Praça da Venda da Cruz. Foto: Rita Sodré

A aglutinação de lixo atrai bichos, insetos e muito mau cheiro na região. Um dos efeitos colaterais é a grande quantidade de pombos que, além de trazer doenças, também são suspeitos de terem contribuído na explosão de um transformador de energia na praça, há pouco tempo atrás.

Os moradores lamentam a inutilização da praça. Especialmente aqueles que já viveram bons momentos na Praça da Venda da Cruz. Eles e elas esperam que a praça ainda possa voltar a ser o que já foi: um ponto de encontro no bairro e local de lazer da população.

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Sonhos gonçalenses: futebol, inclusão e território https://simsaogoncalo.com.br/sonhos-goncalenses-futebol-inclusao-e-territorio/ https://simsaogoncalo.com.br/sonhos-goncalenses-futebol-inclusao-e-territorio/#respond Fri, 28 Sep 2018 14:27:50 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6777 Quinta Dom Ricardo, Santa Isabel. Há quase uma hora do Centro. Lugar onde o único aparelho público é um CIEP construído na época de Brizola e a única linha de ônibus circula a cada hora. As 13h começam a chegar crianças e jovens de todos os lados. Trinta, quarenta, oitenta. No meio deles, Prof. Marcos […]

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Quinta Dom Ricardo, Santa Isabel. Há quase uma hora do Centro. Lugar onde o único aparelho público é um CIEP construído na época de Brizola e a única linha de ônibus circula a cada hora. As 13h começam a chegar crianças e jovens de todos os lados. Trinta, quarenta, oitenta. No meio deles, Prof. Marcos em sua cadeira de rodas tenta controlar a ansiedade de todos em entrar em campo e chutar a bola.

O Dom Ricardo FC é um projeto de inclusão através do esporte coordenado há mais de dez anos pelo Prof. Marcos, paratleta já aposentado. Sem qualquer apoio da iniciativa privada ou do poder público, o projeto é tocado exclusivamente pelos recursos do professor. Apesar de já ter buscado apoio tanto na Secretaria de Esporte e Lazer, quanto nos pequenos empresários, o projeto ainda não conseguiu um apoio que o pudesse fazer dar um passo maior.

Futebol Feminino em Santa Isabel – Dom Ricardo FC é um projeto de inclusão através do esporte
Equipe do Dom Ricardo FC. À esquerda, o Professor Marcos, coordenador do projeto.

O projeto reúne meninos de 7 a 18 anos e meninas a partir dos 12 anos que sonham em um dia se tornarem o próximo Vinícius Jr., jogar em um grande clube do Brasil e, quem sabe, do mundo. Além disso, Prof. Marcos faz questão de acompanhar a vida escolar de seus jogadores e jogadoras, sempre levando a importância de dar continuidade aos estudos, mesmo sonhando alto.

O Dom Ricardo FC já encaminhou diversos garotos para a base de alguns clubes do Brasil, mas com as meninas a jornada é mais difícil. Poucos clubes brasileiros investem no futebol feminino de maneira profissional, mesmo com uma resolução da CONMEBOL de 2016, obrigando os clubes que disputam torneios sul-americanos a investirem no futebol feminino profissional.

Futebol Feminino em Santa Isabel – Dom Ricardo FC é um projeto de inclusão através do esporte

Poderia ser mais uma escola de futebol na cidade, mas o fato de estar em uma das localidades mais abandonadas do município, somada à dedicação ao futebol feminino do Prof. Marcos, coloca o Dom Ricardo FC em um outro nível de importância em São Gonçalo.

Com esse primeiro texto, inicio uma série de conteúdos que irão tratar sobre o futebol feminino em nossa região, com todas implicações na educação, cultura, geração de emprego e renda e formulação de políticas públicas.

há anos, o esporte é invisibilizado pela mídia e pelos empresários. Agora, começa a ganhar protagonismo por força de lei.

Espero que gostem e que seja um canal aberto de divulgação e promoção do futebol feminino em nossa cidade.

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Hospital das Freiras em Lagoinha – Telefone para Consultas e Como Chegar https://simsaogoncalo.com.br/hospital-das-freiras-em-lagoinha-pacheco/ https://simsaogoncalo.com.br/hospital-das-freiras-em-lagoinha-pacheco/#comments Fri, 27 Jul 2018 21:48:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6711 O Hospital das Freiras em Lagoinha é uma das referências de saúde no distrito de Ipiíba, o 3º da cidade. Também conhecido como Hospital Franciscano Nossa Senhora das Graças, a instituição se localiza na Estrada do Pacheco, 216, Lagoinha. O lugar é um das mais procurados na região para os serviços médicos. Por conta disso, […]

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O Hospital das Freiras em Lagoinha é uma das referências de saúde no distrito de Ipiíba, o 3º da cidade. Também conhecido como Hospital Franciscano Nossa Senhora das Graças, a instituição se localiza na Estrada do Pacheco, 216, Lagoinha. O lugar é um das mais procurados na região para os serviços médicos. Por conta disso, ligamos para o hospital para tirar algumas dúvidas e publicar aqui no SIM São Gonçalo.

Telefone do Hospital das Freiras: 21 2701-3923

Ao ligar para lá, conseguimos falar com a atendente na segunda ligação. Nem todos os números de telefone que se encontram na internet são relativos ao hospital. Inclusive, a própria pessoa que falou conosco citou que alguns telefones estão desativados.

Segundo o hospital, eles têm especialidades como Ortopedia, Cirugia Geral, Cirurgia Plástica, Gastroenterologista, Cardiologista, Clínica Médica, entre outras que você pode consultar no telefone 21 2701-3923.

Conheça a História do Hospital das Freiras aqui.

Como funciona?

Os atendimentos são por ordem de chegada, sem marcação prévia. A recomendação é que se ligue para o hospital para saber quais os dias de cada profissional/especialidade, assim não se dá viagem perdida.

Aceita Plano de Saúde? Quanto é?

Segundo a pessoa que nos atendeu, não há planos de saúde. As consultas são feitas no regime particular, em dinheiro. A média de preços das consultas é entre R$85 e R$100 reais.

Como chegar ao Hospital das Freiras em Lagoinha

Este post foi escrito para auxiliar na busca do local pelos os moradores da região. Caso tenha alguma dúvida em relação aos serviços do lugar, entre em contato com eles através do telefone do hospital.

Conheça a História do Hospital das Freiras aqui.

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Moradores jogam lixo nas ruas de Nova Cidade mesmo em dias de coleta https://simsaogoncalo.com.br/moradores-jogam-lixo-ruas-nova-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/moradores-jogam-lixo-ruas-nova-cidade/#comments Wed, 30 May 2018 14:24:07 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6633 Venho reclamar da situação da Rua Fortunato Luz, em Nova Cidade. Aqui, como em outros pontos de São Gonçalo, moradores jogam lixo nas ruas sem pudor. O despejo ilegal de dejetos na esquina da rua é frequente. Possuímos coleta de lixo as terças, quintas e sábados, sendo que mesmo assim as pessoas jogam lixos diversos […]

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Venho reclamar da situação da Rua Fortunato Luz, em Nova Cidade. Aqui, como em outros pontos de São Gonçalo, moradores jogam lixo nas ruas sem pudor. O despejo ilegal de dejetos na esquina da rua é frequente.

Rua Fortunato Luz, Nova Cidade

Possuímos coleta de lixo as terças, quintas e sábados, sendo que mesmo assim as pessoas jogam lixos diversos (sofá, colchão, tvs, cascalho de obra, etc) na calçada, impedindo a passagem de pedestre. A coleta é feita na madruga. Mas na manhã seguinte, já nos deparamos com vários lixos depositados na esquina.

Rua Fortunato Luz, Nova Cidade

Mesmo após o comércio local, a quitanda/hortifruti, ter confeccionado uma faixa de “Proibido Jogar Lixo” (como consta na imagem abaixo), as pessoas continuam a despejar seus lixos sob os postes.

Possuímos a Lei 12.305/2010 art.62 das infrações ambientais. Nela, é mencionado que o lançamento de resíduos sólidos ou rejeitos in natura a céu aberto que possa vir a causar poluição ou danos à saúde é proibido. Teoricamente, em seu descumprimento poderia ser aplicada uma penalidade, uma multa. Mas como podemos fazer com que essa lei seja de fato aplicada?

Rua Fortunato Luz, Nova Cidade

A Prefeitura de São Gonçalo tem o projeto (Operação Cidade Limpa) que vem colocando placas onde há câmeras de vigilância, especialmente em locais onde há constante despejo de lixo ilegal. Talvez assim possamos identificar os infratores.

Já o número que se tem para denúncia (2199-6378), não conseguimos entrar em contato em nenhum horário. Pedimos ajuda, pois as imagens anexas mostram que a prática de despejo de lixo se tornou frequente só nesse mês de maio.

Post enviado por Carolina Melo.

Cidade Quebrada: Como será o Leste Fluminense daqui a 20 anos?

Publique no Twitter ou mande no Facebook.com vídeos e fotos sobre lugares em São Gonçalo, Niterói, Maricá, Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeira de Macacu, em todo o Leste Fluminense. Nossa ideia é documentar e reunir os problemas aqui no site do SIM São Gonçalo. #CidadeQuebrada

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O sonho do menino construtor https://simsaogoncalo.com.br/goncalense-futebol-clube-menino-construtor/ https://simsaogoncalo.com.br/goncalense-futebol-clube-menino-construtor/#respond Fri, 18 May 2018 15:14:16 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6592 Amanhã, 19 de maio, começa a Segunda divisão do campeonato carioca de futebol profissional. Longe do glamour de Copas, de carrões e atrizes globais, vinte times dos mais variados rincões do Estado irão se estapear em estádios de várzea pela glória do acesso à primeira divisão – e o Gonçalense é um deles. Sou um […]

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Amanhã, 19 de maio, começa a Segunda divisão do campeonato carioca de futebol profissional. Longe do glamour de Copas, de carrões e atrizes globais, vinte times dos mais variados rincões do Estado irão se estapear em estádios de várzea pela glória do acesso à primeira divisão – e o Gonçalense é um deles.

Sou um apaixonado por futebol desde que me entendo por gente. Cresci com sangue rubro-negro, gozando dos auspícios daquele escrete absurdo dos 80. Acompanho, vejo, vibro, choro e fico puto. Copa? Quero ver todos os jogos, desde clássicos como Inglaterra e Alemanha (que clássico!) até Togo x Sérvia. Futebol é muito mais do que apenas futebol – mas nem é disso que queria falar.

Preciso confessar que o 7 x1 acabou comigo. Eu achava que entendia – pelo menos um pouco – de futebol, e me vi atônito assistindo ao massacre alemão. Ora, 7×1 é um placar dilatado até em peladas infantis, em uma Copa do Mundo, entre seleções gigantes, é uma aberração. Fiquei desolado com o futebol, sem nenhum sinal daquela paixão toda de outrora. Até que veio o Gonçalense, a Segundona, e eu me encantei novamente.

Eu já disse em vários de meus textos que esta cidade é um cemitério de sonhos. Um município de proporções consideráveis, com mais de um milhão de habitantes, e o signo da derrota cravado em seu DNA. Quantos já não tentaram e fracassaram? Muitos pedem cidadania no município vizinho, outros desistem, mas a verdade é que é muito difícil vencer em São Gonçalo. Você pode vencer APESAR de São Gonçalo, mas vencer EM São Gonçalo é para os raros.

E convenhamos: o futebol do Rio é fraco. Senhores – e senhoras, por que não? – nosso ufanismo é meRmo contagiante, mas a verdade (como se ela fosse minha) é que a representatividade nacional de nosso Estado é pífia. Nos últimos anos chegamos a ter menos times na primeira divisão do que Santa Catarina. Nada pessoal contra os barrigas-verdes, inclusive meus parentes por matrimônio que lá habitam, mas carregamos o peso da História e não estamos fazendo por onde merecê-lo. Solução? Não, não vejo. Mas que possamos tomar como exemplo o futebol de São Paulo, com times do interior fortalecidos. São Gonçalo e Niterói sempre forneceram craques para os grandes times, e nunca tiveram um time que abraçasse essa vocação e esses jovens, espalhados por nossos campinhos de pelada e quadras de colégio. Até pouco tempo.

Até um menino construtor sonhar alto, e decidir fazer um time na cidade. Dono de uma empresa de construção civil, Joacir decidiu um dia que deveria e poderia devolver a esta cidade tudo o que ela lhe proporcionou. Depois de uma passagem frustrada por outro time de São Gonçalo (criado com outras ambições), ele funda o Gonçalense Futebol Clube. O Tricolor Metropolitano, o time que já nasce com um milhão de torcedores. Às próprias expensas, inicia a construção de um estádio e um time em 2014, já campeão da Terceira Divisão, em cima justamente de seu maior rival (eu estava lá – mas um dia eu conto essa emoção). Em 2015, faz bonito na Segundona do Carioca, batendo adversários centenários e colocando São Gonçalo no mapa. Mas como em toda jornada do herói, nosso escrete sofre um forte revés.

A crise do setor de Construção Civil atinge com vontade, e se alia de forma nefanda ao descaso do Poder Público, que se recusa a validar a construção do estádio. Um projeto lindo, uma arena com capacidade para 40 mil pessoas, às margens da Niterói-Manilha (inclusive se tornando opção para os times de grande investimento), gorado no ninho pela inabilidade de nossos governantes. Não, não era dinheiro que o Gonçalense queria, o dinheiro vem todo do bolso da família Thomaz, do sonho daquele menino construtor, que gostava de futebol e queria ver sua cidade ter um time de expressão. Laudos, autorizações, endossos municipais Parecia que mais um sonho engrossaria as estatísticas em nossa cidade onirocida.

Mas peraí. Sábado agora começa a Segundona, e o Gonçalense estreia contra o Barcelona, lá no Los Larios. De time reformulado, O técnico Thiago Thomaz conta com novas caras e velhos amigos para o início de mais uma jornada. Nesta cidade de mais de um milhão de habitantes, é quase uma obrigação a todos que gostam de futebol apoiar. Torcer, ir aos jogos (eu vou!), participar do dia a dia do clube. Porque não podemos deixar mais este sonho morrer, não é só o Joacir, o Thiago e o Rodrigo Santos: somos todos nós.

PS.: Eu fiz um hino para o Gonçalense. Bom, pode não se nunca o hino do Gonçalense Futebol Clube, mas é o MEU hino para o escrete. Com amor.

Hino do Gonçalense Futebol Clube
(Rodrigo Santos)

Do sonho do menino construtor
Nasceu o mais novo amor dessa cidade
Seus guerreiros são forjados no calor
Tua conquista é a nossa felicidade

Com as bênçãos do Santo Violeiro
E a paixão da Manchester fluminense
A coragem estampada em seu manto
Estamos juntos, meu eterno Gonçalense!

Escrevendo a nova história da cidade
Vem demonstrar, no gramado, o seu valor
Com força de um milhão de apaixonados
Entra em campo o mais novo tricolor!

(refrão)
Do sonho à glória
Que bela a tua história
Ao teu lado quando perde e quando vences
Tricolor Metropolitano
Campeão de mais um ano
Tu representas a coragem, Gonçalense!

PS2: O time agora tem projeto de sócio-torcedor, vai lá! Junte-se a nós!

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Os bairros gonçalenses têm cor https://simsaogoncalo.com.br/os-bairros-goncalenses-tem-cor/ https://simsaogoncalo.com.br/os-bairros-goncalenses-tem-cor/#comments Sat, 12 May 2018 11:56:48 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6568 Não é preciso se esforçar pra perceber. Os 91 bairros oficiais de São Gonçalo podem ser agrupados em três cores que refletem a história e as características de cada um. No Arsenal, Laranjal, Coelho e Raul Veiga, uma cor predomina nos muros das casas e dos estabelecimentos comerciais, nas ruas, asfaltadas ou não, nos postes […]

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Não é preciso se esforçar pra perceber. Os 91 bairros oficiais de São Gonçalo podem ser agrupados em três cores que refletem a história e as características de cada um.

No Arsenal, Laranjal, Coelho e Raul Veiga, uma cor predomina nos muros das casas e dos estabelecimentos comerciais, nas ruas, asfaltadas ou não, nos postes de luz e nas árvores. As árvores perdem o verde e assumem a cor bege, amarelada, a cor da areia do mar. São bairros sem varrição da Prefeitura e de infraestrutura muito atrasada. Quando venta, a areia voa da sarjeta e arranha os olhos.

Acontece diferente nos bairros gonçalenses antigos, com maior oferta de serviços, asfalto e água encanada. São Gonçalo é cinza no Porto Velho, Neves, Centro e Gradim. Cinza da poluição do escapamento dos veículos. Das fachadas comerciais do início do século 20 há décadas sem pintar. Cinza das pichações nos muros, do tédio e da angústia de uma cidade onde poucos aproveitam sua oferta cultural.

A cor verde vence a areia do descaso e o cinza da sujeira em raríssimos bairros como Santa Isabel e Monjolos. Bairros com fazendas, sítios, plantações e gado, uma zona rural convidativa e agradável pra caminhar. Parece que saímos de São Gonçalo quando estamos dentro deles. O ar refresca as narinas, os pulmões e a alma. Dá vontade de deitar na grama e dormir.

Cada regra conta com suas exceções e para a minha teoria não seria diferente. Em cada bairro gonçalense o lixo nas ruas salpica um colorido além das três cores básicas, mas nada se compara com Alcântara. As lixeiras transbordando, os sacos plásticos, os copos e as embalagens espalhados no chão conseguem superar o cinza do bairro e deixá-lo multicolorido. Talvez até alegre. O Rocha fica entre o bege, o verde e o cinza. É um bairro em desenvolvimento. Camarão e Parada 40 são alguns bairros em que vejo certo equilíbrio de cores.

Prefiro os bairros verdes. Quem não abre mão de um centro comercial perto de casa prefere os cinzas. Os bairros beges estão sofrendo mais do que qualquer outro com o domínio das milícias e do tráfico de drogas, como o Jardim Catarina. Prefiro os bairros verdes, mas sem dispensar comércio, serviços, infraestrutura e segurança, combinação possível em São Gonçalo e em qualquer parte do mundo.

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A beleza abandona o Jockey às 3:40 da manhã https://simsaogoncalo.com.br/beleza-abandona-o-jockey-as-340-da-manha/ https://simsaogoncalo.com.br/beleza-abandona-o-jockey-as-340-da-manha/#respond Sun, 04 Mar 2018 17:23:15 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6399 Robson sai de casa às 3:40 da manhã, de segunda a sexta, e pega três ônibus. Ele mora no Jockey, em São Gonçalo, e trabalha como jardineiro na Barra da Tijuca. Trabalham mais jardineiros na Barra, bairro rico, do que garis em São Gonçalo – cidade pobre, violenta e perdida nas mãos do prefeito José […]

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Robson sai de casa às 3:40 da manhã, de segunda a sexta, e pega três ônibus. Ele mora no Jockey, em São Gonçalo, e trabalha como jardineiro na Barra da Tijuca. Trabalham mais jardineiros na Barra, bairro rico, do que garis em São Gonçalo – cidade pobre, violenta e perdida nas mãos do prefeito José Luiz Nanci.

Quando tem tiroteio pelo controle do tráfico de drogas no Jockey, quase todo dia, Robson vai trabalhar se abaixando e se escondendo atrás dos muros e dos postes de luz. O primeiro ônibus deixa o jardineiro em Tribobó. O segundo, no Centro do Rio de Janeiro. Robson desce do terceiro ônibus a menos de um quilômetro do trabalho, depois de percorrer 50 quilômetros. Uma das passagens a empresa se recusa a pagar. A negociação com o patrão dá ao trabalhador que ganha menos de dois salários mínimos duas opções: aceitar ou ser demitido. Viva, Temer. Salve a reforma trabalhista.

Robson aduba a terra, rega as plantas, poda os arbustos, apara a grama e cuida dos canteiros. Seu esforço beneficia o Rio de Janeiro. Vão o suor, a dedicação, a beleza da profissão e ficam a violência e a sujeira. O jardineiro sai de uma localidade onde animais de grande porte se alimentam do lixo apodrecendo nas esquinas e vai embelezar a Barra.

Serviço que não é licitado há anos, a taxa de coleta de lixo paga por Robson e pelos gonçalenses aumentou. Ao invés de economizar o dinheiro do cidadão, o prefeito Nanci enriquece a Marquise Ambiental, empresa paga pra fazer a coleta.

Tente imaginar um jardineiro retirando folhas secas de uma calçada no Jockey. Utópico. Faltam calçadas, acessibilidade, rosas, não há jardins públicos. Morte e descaso tomaram o bairro gonçalense há décadas, já dizia o Rap do Jockey, cantado por MC Nenzinho.

Não existe esperança de urbanização e segurança para comunidades pobres, não sob o governo Temer, não com um Ministro do Desenvolvimento Social que vê a força das armas como solução para a crise na segurança pública. A violência, na verdade, se aproxima cada vez mais da Barra da Tijuca, por isso a intervenção federal. Enquanto concentrada nos morros e favelas, não incomodava os donos do poder.

Nos ônibus da linha 315, Central x Recreio, pessoas viajam acessando a página São Gonçalo Vai Mudar. Em municípios diferentes, mas dentro da mesma região metropolitana, o Jockey poderia ser tão belo quanto a Barra da Tijuca (sem a mesquinhez do bairro carioca, claro). O cuidado com o patrimônio público não depende de dinheiro.

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O jogo dos moleques da favela superou a final do Mundial https://simsaogoncalo.com.br/o-jogo-dos-moleques-da-favela-superou-final-do-mundial/ https://simsaogoncalo.com.br/o-jogo-dos-moleques-da-favela-superou-final-do-mundial/#respond Sat, 23 Dec 2017 13:53:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5965 Sábado de manhã, vi uma partida de futebol no campo da favela Central, no bairro Raul Veiga, em São Gonçalo. Estava pedalando com meu filho pelo bairro e paramos pra ver a partida. Não me arrependi. O jogo foi 3 x 2 de virada, emocionante, pura superação. À tarde um Grêmio dominado pelo Real Madrid perdeu […]

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Sábado de manhã, vi uma partida de futebol no campo da favela Central, no bairro Raul Veiga, em São Gonçalo. Estava pedalando com meu filho pelo bairro e paramos pra ver a partida. Não me arrependi. O jogo foi 3 x 2 de virada, emocionante, pura superação. À tarde um Grêmio dominado pelo Real Madrid perdeu o Mundial de Clubes pelo magro placar de 1 x 0.

O Zayed Sports City Stadium, em Abu Dhabi, onde o Grêmio jogou, é um moderníssimo centro de treinamento e práticas esportivas de várias modalidades. A grama é de alta qualidade. O Campo Central é esburacado. Uma pequena parte dele é gramada. A bola não rola, quica, o que torna seu domínio difícil e exige mais técnica do que mostraram os jogadores do Real Madrid. Com todas as dificuldades, teve lençol, ovinho e drible da vaca, mas também um gol contra grotesco.

No campinho da favela, o talento reina

Outras coisas chamam a atenção em uma partida de futebol dentro de uma favela gonçalense. Havia talento, claro. A presença de negros é esmagadora. Tinha só um garoto branco em campo. Nas partidas dentro dos condomínios fechados dos bairros nobres do Rio de Janeiro a situação se inverte. Pobreza tem cor no Brasil.

O uniforme dos times não estava completo. Alguns jogadores usavam o próprio short ou a própria camisa. Força de vontade e motivação tinham de sobra, correndo sob o sol forte de quase verão. O sonho do moleque gonçalense é ser jogador de futebol profissional, como o fenômeno mais recente nascido na cidade, Vinicius Jr., por isso o esforço.

Dois moleques de no máximo oito anos, descalços e sem camisa, se revezavam vendo a partida. Enquanto um assistia, o outro ficava sentado em um sofá velho e rasgado largado no lixão atrás do gol. Ao lado do lixão da comunidade tem um estacionamento e eles arranjavam uns trocados tomando conta dos veículos. Sonham em brilhar como Vinicius Jr., na realidade, tão jovens, trabalham como flanelinhas.

Não é fácil pra ninguém, rico ou pobre, ser estrela do futebol. Mas o rico, pelo menos, não fica desamparado. Embora o sucesso seja quase impossível, há escolinhas de futebol espalhadas por São Gonçalo que fazem um trabalho social incrível, disciplinador, construtivo. Nelas os moleques aprendem a acordar cedo e lutar pela vida, pena que sejam financiadas e exploradas por políticos corruptos.

Cristiano Ronaldo fez o único gol da final do Mundial, de falta. Também teve gol de falta na Favela da Central. O time de camisa verde ganhou do time de camisa preta (desculpe por não saber o nome deles, não tinha placar, nem torcida gritando).

“Moleque” é uma expressão de origem africana usada há séculos no Brasil como referência aos meninos negros escravizados. Desde o período colonial eles batem um bolão se esforçando pra superar o preconceito e a marginalização social.

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Centro de São Gonçalo: o Rodo que precisa de uma vassoura https://simsaogoncalo.com.br/centro-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/centro-de-sao-goncalo/#comments Fri, 24 Nov 2017 00:17:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5799 Andar pelo Centro de São Gonçalo é como passar por um lugar que está em plena decadência. O espaço da linha férrea abriga um caminho de terra por onde há tempos não passa trem. Entra governo, sai governo, essa faixa de lama quando chove perde cada vez mais sentido. E entre promessas de metrôs e […]

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Andar pelo Centro de São Gonçalo é como passar por um lugar que está em plena decadência. O espaço da linha férrea abriga um caminho de terra por onde há tempos não passa trem. Entra governo, sai governo, essa faixa de lama quando chove perde cada vez mais sentido. E entre promessas de metrôs e BRTs, um longo estacionamento vai se formando. Seja de carros, entulho ou lixo.

Mais conhecido como Rodo, por conta do “rodo” (retorno) que o antigo bonde que ligava São Gonçalo à Niterói fazia no passado, a região viu algumas mudanças de cenário nos últimos 10 anos. Todas calcadas na construção de novos imóveis, mas quase nada feito pela infraestrutura da cidade.

Centro de São Gonçalo, no antigo espaço da linha do trem. Novembro/2017. Foto: SIM São Gonçalo

Alcântara ou Centro de São Gonçalo, quem vale mais?

É comum ver em discussões sobre a cidade uma eventual comparação do Rodo com Alcântara. O potencial comercial do primeiro é visivelmente maior que o do segundo. Entretanto, foi o Centro que viu a construção dos melhores edifícios, além de um shopping estruturalmente melhor que o Pátio Alcântara.

O Centro de São Gonçalo, especialmente nos arredores da Aloísio Neiva, já foi um local residencialmente bem valorizado. Hoje tem preços médios e um agravante: a violência crescente na região. Ainda sim, é possível ver imóveis à venda com uma boa qualidade, e até mesmo recentemente construídos.

Ainda que Alcântara tenha grande movimentação de produtos e serviços, a proximidade do Centro com o 4º distrito, de maior renda e melhor IDH, faz com que os estabelecimentos ali presentes tenham um perfil ligeiramente diferente dos que funcionam em Alcântara, com perfil mais popular.

Loja O Amigão (2017) no Centro de São Gonçalo com o Shopping Partage (2010) ao fundo. Dois pontos de comércio que não existiam na década passada. Foto: SIM São Gonçalo

Paliativos: reforma da Praça Luiz Palmier no governo Panisset

Uma das poucas alterações relevantes no Rodo foi o fechamento da rua que levava diretamente ao Mutuá, conectando-se à Avenida 18 do Forte. Na tentativa de organizar o comércio popular (camelôs), tentou-se diagramar as barracas na rua, alargando a Praça Luiz Palmier, vulgarmente conhecida pela loja da Marisa ali instalada.

O resultado hoje não é dos melhores. Ao final da rua, onde a linha do trem passava, a limpeza e organização não são das melhores. Sem falar que ao redor da praça – em frente à própria Marisa –, novos ambulantes se instalaram por ali.

No final, continuou a mesma bagunça.

Em novembro de 2017, a linha do trem já nem existe mais. Foto: Sim São Gonçalo
Em novembro de 2017, na altura do Ferreirinha, a linha do trem já nem existe mais. Foto: Sim São Gonçalo

E quais os desafios de um novo Centro?

Diante de uma evolução do comércio e consumo na cidade, nos perguntamos constantemente por que a infraestrutura do Centro não mudou.

Sabemos que o grande número de ambulantes, trânsito desordenado, ruas que enchem, fiação excessiva nos postes, entre outros pontos são fatores críticos nesta equação.

Entretanto, investir num remodelamento do Rodo significa ter um potencial maior para que empresas se sintam atraídas e se instalem com mais conforto por aqui, dinamizando a economia local.

É preciso fazer com que esse ecossistema empresarial flua com mais desenvoltura pela cidade. Num futuro onde muitos trabalhos dependerão de boas conexões de internet para funcionar, é essencial que o Centro de São Gonçalo se atualize nesse sentido.

Espaço Salvatori no Centro e seu encontro com a linha do trem. Foto: SIM São Gonçalo © 2017

É claro que um projeto urbanístico não é tão simples quanto escrever. Mas com base em experiências de outras cidades, poderíamos citar:

  • redefinição/alargamento das vias públicas e de novos espaços para pedestres;
  • reordenamento do comércio de rua em locais específicos;
  • enterro dos cabos de energia e fibra ótica para eliminar os postes;
  • melhoria das vias ao redor para melhor conexão com os bairros vizinhos, como Boaçu, Rocha, Estrela do Norte, Zé Garoto, e conexões com a saída para a BR-101;
  • reforma do sistema de saneamento.

É claro que tudo isso precisa ser estudado e planejado para ser viabilizado. Mas se nos organizássemos para pensar em um novo Centro, já seria um belo primeiro passo.

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Meu sábado entre o Gradim e Itaoca https://simsaogoncalo.com.br/meu-sabado-entre-o-gradim-e-itaoca/ https://simsaogoncalo.com.br/meu-sabado-entre-o-gradim-e-itaoca/#comments Tue, 03 Oct 2017 13:12:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4807 Hoje sai do Pontal, ali no Gradim, e dei um rolê por toda a Baía de Guanabara. A missão era discutir a região como uma possível área de proteção ambiental para além das regiões já demarcadas. A companhia eram de professores, pesquisadores, comunicadores, gestores públicos e do anfitrião que era o Padre André. Passamos por […]

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Hoje sai do Pontal, ali no Gradim, e dei um rolê por toda a Baía de Guanabara. A missão era discutir a região como uma possível área de proteção ambiental para além das regiões já demarcadas. A companhia eram de professores, pesquisadores, comunicadores, gestores públicos e do anfitrião que era o Padre André.

Foto: Romário Régis

Passamos por Jurubaíba, Ilha das Flores, São João, Praia da Luz, Ilha Redonda e tantos outros pontos com potencialidades turísticas que sempre são incríveis de se observar. Todo ano faço trajetos parecidos de barco, mas a experiência sempre parece ser a primeira.

Foto: Romário Régis
Foto: Romário Régis
Foto: Romário Régis

Sempre ouço que essa região é impraticável por conta do tráfico de drogas e é. É difícil uma região tão bonita ser ocupada por um poder paralelo. Hoje mesmo, durante essa visita, ouvi de um dos traficantes da região a seguinte frase;

“Espero que vocês tragam algo de bom para a região, não quero essa molecada envolvida”

É contraditório? É! Mas aos poucos, mesmo aqueles que inviabilizam nossa ida até a região, compreendem que o melhor para os próximos é um outro caminho.

Itaoca e a sustentabilidade

Falando em caminho, a região de Itaoca pode caminhar sozinha. Ser sustentável economicamente, ecologicamente e criar um novo eixo de desenvolvimento na cidade. O turismo, a culinária, as tradições religiosas e a sua história fazem parte da fundação de uma cidade que ignora parte significativa do seu passado.

Foto: Romário Régis

Pela primeira vez meu rolê por essas bandas de gonça estava com o tempo nublado. Sempre vou pra lá me divertir, apresentar a região para amigos e amigas, mas dessa vez saio pensativo sobre a complexidade da nossa cidade e daquela área. Existem saídas, caminhos, percursos e muita gente disposta para essa construção, mas por onde começar?

De um lado a Associação de Moradores se desenvolve, do outro a Igreja Católica pensa na região com muito carinho por conta da sua proximidade com o tema. Ai juntam professores que possuem pesquisas na área, gestores públicos que tentam contribuir, moradores e o caldo vai se formando. Será possível tornar essas potencialidades viáveis? Fiquei me perguntando durante as últimas horas ali na Capela da Luz.

O lugar é lindo!
O lugar é agradável!
O lugar é fantástico!

Foto: Romário Régis

Vocês, que talvez não estejam entendendo por que perder tempo escrevendo sobre essa área, não devem conhecer o local. Como pode um caminho que passa pelo lixão de Itaoca  esconder tantas belezas? Isso tudo é nosso. É de cada gonçalense interessado em viver melhor por aqui.

Tire um domingo, junte alguns amigos, fale com a Igreja Católica, fale com a Associação de Moradores de Itaoca, fale com algum morador de lá e visite. Conheça o que há de melhor em nossa cidade e que com mais participação de todo mundo (poder público, poder privado e população), será possível começar a se pensar num lugar que de 10 em 10 pessoas, terá a possibilidade de um dia ficar lotado com muitos sorrisos, namoros e boas histórias.

Capela da Luz em Itaoca, São Gonçalo
Capela da Luz em Itaoca, São Gonçalo. Foto: Romário Régis

Que Itaoca seja cada vez menos dos tráfico e cada vez mais um lugar de outras oportunidades. Aquele lugar é lindo, precisamos trocar as armas por pirão e peixe fresco.

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O sol nasce na sujeira de Santa Isabel https://simsaogoncalo.com.br/o-sol-nasce-na-sujeira-de-santa-isabel/ https://simsaogoncalo.com.br/o-sol-nasce-na-sujeira-de-santa-isabel/#comments Sat, 23 Sep 2017 23:49:51 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5467 Passando pelo viaduto de Alcântara no horário do nascer do sol, algo banal me surpreendeu e, ao mesmo tempo, me deu esperanças de ver São Gonçalo livre dos males causados por prefeitos corruptos. O sol nasce no bairro mais subestimado, sujo e abandonado da cidade. O sol nasce em Santa Isabel. A luz não vinha […]

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Passando pelo viaduto de Alcântara no horário do nascer do sol, algo banal me surpreendeu e, ao mesmo tempo, me deu esperanças de ver São Gonçalo livre dos males causados por prefeitos corruptos. O sol nasce no bairro mais subestimado, sujo e abandonado da cidade. O sol nasce em Santa Isabel.

A luz não vinha pela rua Dr. Alfredo Backer, parte do eixo que leva à Prefeitura Municipal e à Câmara de Vereadores, centros do poder público. Sua origem não era nenhum dos sentidos da Rua Manoel João Gonçalves, ligação com os bairros Coelho e Laranjal. Iluminando as sacolas de lixo largadas nas calçadas, no início da manhã a luz solar passa pelo Barracão, Sacramento, Pacheco e Amendoeira e caminha pela Estrada Raul Veiga em direção ao restante da cidade.

Todos se lembram, menos eu, que o sol nasce no Leste. Santa Isabel deve ser o maior bairro em extensão territorial do município e vence a disputa pela região Leste com o Largo da Ideia.

Como os outros bairros do distrito de Ipiíba, Santa Isabel nunca ganhou a atenção que merece. É a periferia dentro de uma cidade quase toda periférica, à margem da vizinha famosa, Niterói, e do Estado do Rio de Janeiro no quesito desenvolvimento social.

Bairro rural tão esquecido que a grafia do seu nome ninguém sabe ao certo, Isabel, como escreve a Prefeitura, ou Izabel, como escrevem os jornais, nas esquinas de Santa Isabel os porcos compartilham as pilhas de lixo doméstico com cavalos, urubus, pombos, bois e cães ao mesmo tempo, como amigos dividem uma mesa de bar. O lixo é um problema municipal grave, mas em nenhum outro bairro ele prejudica a fauna.

Faltam saneamento básico, infraestrutura, cultura, lazer e respeito à população. A festa da Independência, que mobilizava os alunos das escolas do bairro há 15 anos, foi cancelada por falta de segurança (O São Gonçalo). No final da festa do ano passado, um guarda municipal foi baleado e outro foi atropelado por traficantes; o cancelamento do desfile entristeceu as crianças.

Não significa que em Santa Isabel não sobre nada de bom. Quando o ônibus da linha 01 chega ao ponto final, surgem as fazendas e o asfalto, o comércio e a podridão terminam. São Gonçalo começa ali, virgem.

O bairro tem trilhas exploradas de moto e a pé por praticantes de esportes radicais. Tem a água pura e gelada que pinga do teto das Grutas de Caulim. O Alto do Gaia, ponto mais alto de São Gonçalo, com 534 metros de altitude. Santa Isabel tem o verde das árvores e a paz que o centro urbano desconhece.

Acorde em qualquer lugar de São Gonçalo, pouco antes das 6h, e observe. A principal fonte de energia da vida na Terra nasce logo em Santa Isabel, gigante esquecido.

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Estação Rio leva quase 10 mil pessoas ao Campo do Bairro Rosane https://simsaogoncalo.com.br/estacao-rio-leva-quase-10-mil-pessoas-ao-campo-do-bairro-rosane/ https://simsaogoncalo.com.br/estacao-rio-leva-quase-10-mil-pessoas-ao-campo-do-bairro-rosane/#respond Mon, 11 Sep 2017 22:17:32 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5364 No último domingo, 10 de setembro, o Campo do Bairro Rosane viveu um momento especial. O Estação Rio, produzido pela TV Globo, levou quase 10 mil pessoas ao bairro, dando início às comemorações do aniversário de São Gonçalo. Dessa vez, a parceria com a prefeitura deu certo. Aliás, temos que dar parabéns aos profissionais municipais. Depois […]

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No último domingo, 10 de setembro, o Campo do Bairro Rosane viveu um momento especial. O Estação Rio, produzido pela TV Globo, levou quase 10 mil pessoas ao bairro, dando início às comemorações do aniversário de São Gonçalo.

Dessa vez, a parceria com a prefeitura deu certo. Aliás, temos que dar parabéns aos profissionais municipais. Depois de uma forte desconfiança de parte da população, especialmente por conta da segurança, o evento transcorreu na paz. Um grande número de famílias compareceu à Arena do Bairro Rosane. Uma festa que há tempos não víamos por aqui.

Como tudo na vida, é importante fazermos uma análise. Especialmente para criarmos nosso caderninho de “lições aprendidas”. Ou seja, o que deu muito certo e o que precisamos consertar.

Palco do Estação Rio no Campo do Bairro Rosane, São Gonçalo
Palco do Estação Rio no Campo do Bairro Rosane, São Gonçalo, setembro de 2017. Foto: Romário Régis

Bairro Rosane: valorizando os bairros de São Gonçalo

Quando vi o anúncio do local onde aconteceriam os shows, percebi que, finalmente, os produtores culturais entenderam que os bairros são nossa maior potência. Em cidades grandes como a nossa, o pequeno território é o grande ponto de referência para as pessoas.

Depois de 8 meses de governo, a inércia da prefeitura com a conservação do bairro teve um fim. Os agentes municipais prepararam o local, podando as árvores, retirando o lixo do campo, deixando a arena pronta para o Estação Rio.

Público no show do Turma do Pagode, no Estação Rio em São Gonçalo, no Campo do Bairro Rosane. Setembro/2017 Foto: Matheus Graciano / SIM São Goncalo

A logística do evento no bairro

Um dos pontos altos desse local é a divisão do espaço físico criada pela rua. A disposição dos banheiros químicos e a presença da ambulância de pronto-atendimento nessa área de escape, à esquerda do palco, criaram dois ambientes fáceis de localizar visualmente.

Enquanto isso, o público curtia o palco no canteiro central. Mesmo com quase 10 mil pessoas na região, ficou confortável para todos que estavam no evento.

O problema crônico, que persistiu, foi o engarrafamento na entrada do evento. Infelizmente, todas as ruas de São Gonçalo (inclusive as centrais) são estreitas. Dessa forma, qualquer coisa que aconteça nas ruas já é o suficiente para congestionar as vias.

Turma do Pagode em ação, no show do Estação Rio em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Ainda sim, a atuação da Guarda Municipal merece elogios. Tanto pela contribuição na organização geral, quanto na segurança. Não presenciamos confusões, tumultos, nem nada. Uma tranquilidade.

Perto para alguns, distante para outros

Atualmente, há dois pontos referência quando o assunto são eventos de rua em São Gonçalo. O primeiro deles é o Zé Garoto, região central da cidade, ao lado da câmara de vereadores. O outro é o Paraíso/Patronato, que tem na praça dos ex-combatentes um palco tradicional para eventos de rua, especialmente no carnaval.

Ambos os locais são fartos em opções de transporte, diferente do Bairro Rosane por exemplo. Apesar do último ser próximo ao centro, o desconhecimento dos ônibus e da dinâmica local faz com que aqueles que não tem intimidade com a região tenham mais receio de ir até lá.

Há indícios de que novos eventos acontecerão em outros bairros, mudando a centralidade tradicional dos eventos na cidade. Um ponto positivo para quem nunca viu um show grandioso acontecendo a poucos metros de sua casa. Levando, inclusive, os benefícios da conservação do local (que deveria ser constante pela prefeitura).

Vista do fundo do Campo do Bairro Rosane
Vista da entrada da “Rosane Arena”. À esquerda, ficaram as barracas com comidas e bebidas. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Empreendedores locais eram minoria

O evento foi fonte de renda para muitos também. As barracas eram diversas. Pastéis, Churros, Batatas Turbinadas, Coquetéis, Refrigerantes, Cervejas e até mesmo Algodão Doce eram vendidos por lá. Mas a cada comerciante que perguntávamos a origem, a resposta nunca era de um bairro gonçalense.

O "Churrão da Gabi" marcando presença no Estação Rio em São Gonçalo. Foto: Sim São Gonçalo
O “Churrão da Gabi” marcando presença no Estação Rio em São Gonçalo. Foto: Sim São Gonçalo

A Gabi, por exemplo, é de Cabo Frio. A barraca dela é um sucesso! Com batatas fritas e churros, os sabores explodem o paladar. Segundo ela, depois de alguns eventos, eles finalmente conseguiram autorização para se instalar no evento do Estação Rio.

Já o Paulo veio de Caxias. Seu algodão-doce vendeu bem. Mais um exemplo de como os eventos na cidade têm potencial para gerar renda. Ainda sim, é curioso ver que os vendedores e ambulantes de outras cidades conseguiram mais acesso ao evento que os nossos locais.

Vendedor de algodão-doce no bairro Rosane
O Paulo é vendedor de algodão-doce. Veio de Caxias para o evento no Campo do Bairro Rosane. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Segundo envolvidos no evento, a questão dos ambulantes é o maior problema de ordenamento urbano na cidade. Como a postura não recolhe dados, nem possui um cadastro estruturado das barracas e vendedores ambulantes em São Gonçalo, fica difícil organizá-los e convidá-los.

Sem cadastros, não é possível saber de qual bairro são, o que fornecem, seu tempo de trabalho na função, nem sua capacidade de entrega.

O Júlio César veio de Santa Cruz para trabalhar no evento. Segundo ele, o movimento estava melhor do que nunca. Foto: SIM São Gonçalo
O Júlio César (à direita) veio de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, para trabalhar no evento. Segundo ele, o movimento estava melhor do que nunca. Foto: SIM São Gonçalo

Outros disseram que os poucos ambulantes que conseguiram entrar na parte interna, só conseguiram por intermédio de vereadores. Mais uma prova que a pouca atitude da prefeitura alimenta o clientelismo do legislativo. Até nisso, é preciso ter um “vereador amigo do bairro”, o que é lamentável para uma cidade com 1 milhão de habitantes.

Saldo final é muito positivo para São Gonçalo

Com erros e acertos, é impossível não dizer que o evento do Estação Rio no Campo do Bairro Rosane foi um sucesso. Especialmente por ter custado tão pouco aos cofres públicos, com as horas de trabalho dos funcionários.

A expectativa agora é que os agentes públicos aproveitem a experiência obtida nos últimos eventos e melhorem ainda mais.

Equipe de limpeza da Prefeitura de São Gonçalo atuando no local, um dia após o evento. Foto: Romário Régis
Equipe de limpeza da Prefeitura de São Gonçalo atuando no local, um dia após o evento. Foto: Romário Régis

Ainda há muitas pessoas que não compreendem o valor dos eventos, nem da cultura para a região. Muito se fala sobre saúde e educação. Entretanto, os comentários limitados não conseguem reconhecer que a saúde mental e a autoestima das pessoas são propulsores de uma vida mais saudável para todos nós. Sim, a cultura importa.

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Os tipos mais comuns do Calçadão de Alcântara https://simsaogoncalo.com.br/os-tipos-mais-comuns-do-calcadao-de-alcantara/ https://simsaogoncalo.com.br/os-tipos-mais-comuns-do-calcadao-de-alcantara/#respond Sat, 09 Sep 2017 15:40:51 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5355 As mesas do shopping que substituiu a Praça Carlos Gianelli têm uma boa vista dos gonçalenses que vão e vêm pelo Calçadão de Alcântara. Circulam por lá três tipos interessantes: o camelô, o estudante e o idoso. A pele negra prevalece e a dignidade se destaca no porte de cada um. O camelô é o […]

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As mesas do shopping que substituiu a Praça Carlos Gianelli têm uma boa vista dos gonçalenses que vão e vêm pelo Calçadão de Alcântara. Circulam por lá três tipos interessantes: o camelô, o estudante e o idoso. A pele negra prevalece e a dignidade se destaca no porte de cada um.

O camelô é o mais exótico porque precisa despertar o interesse dos pedestres para lucrar. Ninguém passa pelo Calçadão indiferente à voz arrastada e potente das vendedoras de chips. Elas têm uma participação importante no faturamento das operadoras e também distribuem carinho em troca de atenção. Do grito ao sussurro, chamam o cliente mais próximo de “amor”, “amado”, “querido” e outras gentilezas.

Ouço há 28 anos que nenhum desempregado fica sem dinheiro em Alcântara. Basta pegar um isopor e vender bebidas no Calçadão. Tanta gente vende água, cerveja e guaraná natural, não raro um vendedor de frente para o outro em aberta concorrência. Passam o dia sentando e levantando do caixote de madeira para tirar bebidas do gelo, com o troco do cliente na outra mão, mantida seca para receber o pagamento.

“Pequenas rodas de conversa se espalham pelo Calçadão de Alcântara, as pessoas não estão apenas de passagem”

O futuro de São Gonçalo é o adolescente que anda de chinelo e mochila nas costas, o estudante, segundo tipo mais comum. Geralmente em dupla, tão colados que esfregam o braço no seu par a cada passo, exibem penteados, acessórios e formas de interação que ainda não chegaram aos adultos. O boné na cabeça dos meninos é quase obrigatório, nas meninas, o sorriso no rosto e a velocidade com que mudam de rumo, andando de um lado para o outro e achando graça das coisas.

As conversas se espalham no calçadão de Alcântara

A característica mais marcante dos idosos é a quantidade grande de bolsas que carregam. Ninguém faz mais compras e leva tanto peso quanto eles. Têm o passo lento, o olhar caído, cansado, mas observador. As senhoras andam bem vestidas, maquiadas e aparecem em maior número do que os homens.

Pequenas rodas de conversa se espalham pelo Calçadão. As pessoas não estão apenas de passagem. O bicicletário fica diariamente lotado. Muitos fazem negócios por lá, como trocas de produtos para festas. Por isso a Praça Carlos Gianelli, na ponta do Calçadão, teria mais utilidade do que um shopping que ocupa o espaço público e joga os pedestres para o meio da rua.

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Você mora perto do campo do Bairro Rosane? Sobre o Estação Rio em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/bairro-rosane-estacao-rio-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/bairro-rosane-estacao-rio-sao-goncalo/#comments Tue, 05 Sep 2017 18:13:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5323 Meu nome é Romario Regis. Sou da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de São Gonçalo. Este mês, nossa equipe fez uma parceria com a Globo para trazer uma festa de aniversário que vai impactar positivamente a região. A próxima edição do Estação Rio será dia 10/09 (domingo). A festa vai reunir dois grandes nomes […]

O post Você mora perto do campo do Bairro Rosane? Sobre o Estação Rio em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

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Meu nome é Romario Regis. Sou da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de São Gonçalo. Este mês, nossa equipe fez uma parceria com a Globo para trazer uma festa de aniversário que vai impactar positivamente a região.

A próxima edição do Estação Rio será dia 10/09 (domingo). A festa vai reunir dois grandes nomes do samba e do pagode: Xande de Pilares e a Turma do Pagode. O show – que encerra o feriadão em grande estilo – será no Campo do Bairro Rosane, a partir das 18h, e terá transmissão ao vivo do G1. A apresentação do projeto ficará por conta da jornalista Susana Naspolini.

Xande de Pilares no Estação Rio em São Gonçalo
Xande de Pilares será uma das atrações principais no Estação Rio em São Gonçalo (Foto: Guto Costa)

Perguntas e Respostas sobre o evento na cidade

Quanto isso custa para a Prefeitura Municipal?

R: O custo é basicamente de mão de obra dos profissionais de apoio. Toda a estrutura de palco, som e organização do espaço é por conta da Globo e dos seus patrocinadores.

Por que fazer no Bairro Rosane e não em outros lugares?

R: O Bairro Rosane é um dos poucos espaços que comporta um público de 10 mil pessoas em espaço urbano aberto. Os outros espaços foram avaliados em conjunto com os patrocinadores e a melhor opção foi o campo.

Palco do Estação Rio no Campo do Bairro Rosane, São Gonçalo
Palco do Estação Rio no Campo do Bairro Rosane, São Gonçalo, setembro de 2017. Foto: Romário Régis

São Gonçalo não precisa de eventos e festas?

R: O poder público se divide através de Secretarias que possuem funções específicas. Nesse caso, independente do andamento das outras polícias públicas, nós da Cultura continuaremos encaminhando eventos e oportunidades para o setor cultural.

Esse evento só traz constrangimentos?

R: Não. Um evento desse porte vai gerar economia e vendas para o comércio local e num momento de crise econômica como o país vive, essa será uma oportunidade para algumas pessoas serem beneficiadas direta ou indiretamente com um evento desses.

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Gatonet do Rocha por 50 reais: o futuro da tv/web cabeada por piratas https://simsaogoncalo.com.br/gatonet-50-reais-com-fibra-otica/ https://simsaogoncalo.com.br/gatonet-50-reais-com-fibra-otica/#comments Fri, 04 Aug 2017 21:37:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4905 Em julho, me deparei com uma postagem do canal SGDD onde havia um folheto com o seguinte anúncio: “TV A CABO NO ROCHA – AGORA COM FIBRA ÓTICA”. A cara-de-pau de divulgar o serviço com panfletos, a princípio, nos fez rir. Afinal, um plano desses, com um imenso pacote de canais a 50 reais, é […]

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Em julho, me deparei com uma postagem do canal SGDD onde havia um folheto com o seguinte anúncio: “TV A CABO NO ROCHA – AGORA COM FIBRA ÓTICA”.

A cara-de-pau de divulgar o serviço com panfletos, a princípio, nos fez rir. Afinal, um plano desses, com um imenso pacote de canais a 50 reais, é algo ainda irreal nos planos das operadoras de tv e internet atuais.

Apesar da ilegalidade no serviço, fica a pergunta: em tempos de Netflix, internet ultrarrápida, por que será que os canais a cabo são tão caros? Se eles ganham em escala – quantidade de assinantes – por que ainda são negociados a um preço tão alto no Brasil?

Gatonet do Rocha – Foto: Reprodução

Em 2014, Gatonet já era a 3ª maior operadora do Brasil

Há 3 anos atrás, com a economia brasileira ainda no auge, o Gatonet foi considerado a 3ª maior operadora de serviços telefônicos e internet do país.

Antes de qualquer julgamento, é bom questionar uma coisa: será que essa “operadora” se espalha pela deficiência das outras em prover o serviço ou pela má-fé do cidadão?

Sinto que ambas as hipóteses podem ser questionadas. Entretanto, é fato que em muitos desses lugares, além dos péssimos serviços de telefonia celular (sinal ruim), a oferta de banda larga à fibra ótica é ainda mais rara, o que torna o Gatonet um feito incrível, pela rapidez no cabeamento de territórios onde muitas companhias nem se interessam em implementar serviços.

Gatonet é crime. Mas monopólio também deveria ser

Aparentemente, o que este serviço de Gatonet no Rocha está oferecendo é o que a NET já faz: IPTV. Ou seja, televisão via internet. Na central do Rocha, eles devem rotear o sinal e distribuí-lo sem muita perda de qualidade entre seus assinantes.

Mas o preço cobrado por estes serviços, dada a falta de concorrência (de verdade), faz com que os serviços sejam inviáveis para boa parte da população. Muitos desses planos são mais de 200 reais, cerca de 1/5 de um salário mínimo.

Para você ter como parâmetro de livre mercado, a Romênia, um país ex-socialista no lado pobre da Europa, tem um dos serviços de internet mais rápidos e baratos do mundo. E isso se dá, justamente, pelo nível de concorrência nos mercados locais.

Gatonet e o crime organizado

Um dos complicadores dessa expansão das redes, especialmente no estado do Rio de Janeiro, é o envolvimento dos Gatonets com o crime. Seja ele representado pelas milícias ou tráfico de drogas. Não à toa, sua presença nas comunidades é tão representativa.

Mas é fato que, se os serviços se expandissem dentro da legalidade, com preços acessíveis, certamente não haveria espaço para que o crime financiasse suas estruturas.

Solução irrealista

Sabemos que o sistema Globosat e as outras companhias não darão o braço a torcer tão cedo. Mesmo perdendo um bom dinheiro para o Gatonet, elas ainda lucram bastante com a base fixa de assinantes. Sem falar nos anúncios veiculados em seus canais “qualificados”, com um público segmentado.

Ainda sim, com o avanço do Netflix, entre outros serviços que ainda estão para chegar no mercado brasileiro, é questão de tempo até vermos a deflação começar.

Afinal, um mercado com quase 210 milhões de pessoas não é de se jogar fora. Os Gatonets já perceberam isso há muito tempo.

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Porto Velho: novo olhar sobre um clássico bairro gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/porto-velho-novo-olhar-sobre-bairro/ https://simsaogoncalo.com.br/porto-velho-novo-olhar-sobre-bairro/#comments Tue, 18 Jul 2017 21:12:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4821 São Gonçalo tem um espaço urbano muito confuso. Nunca teve uma reforma urbana, nunca teve um planejamento de médio e longo prazo e por isso a gente sempre chama nossa cidade de feia. Quando a gente compara com Niterói e Rio então, piora, mas não é bem assim. Niterói tem 443 anos, o Rio de […]

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São Gonçalo tem um espaço urbano muito confuso. Nunca teve uma reforma urbana, nunca teve um planejamento de médio e longo prazo e por isso a gente sempre chama nossa cidade de feia.

Quando a gente compara com Niterói e Rio então, piora, mas não é bem assim.

Niterói tem 443 anos, o Rio de Janeiro 452 e São Gonçalo 126 como cidade. Enquanto o Rio de Janeiro passou a pouco tempo por uma segunda Reforma Urbana e Niterói começa a entrar em sua segunda, São Gonçalo ainda nem teve a primeira.

Estamos colados em cidades que estão em momentos completamente diferentes. A comparação é natural. Mesmo com isso, não podemos tentar olhar nossa cidade de outra maneira. No meio de tanta confusão, violência e descuido de anos, nossa cidade tem chance de ser recuperada.

Essas fotos foram tiradas do Porto Velho. Tem foto da Paróquia Nossa Senhora das Graças, da Baía de Guanabara, da bandeira do Brasil que todo mundo vê da BR-101 e das casas do bairro.

A beleza da nossa cidade é tímida e a gente precisa estimular. Nós moramos aqui, nós vivemos aqui. Só falar mal não será suficiente para mostrar outros caminhos.

Confira as melhores imagens do Porto Velho:

Baía de Guanabara vista do bairro Porto Velho, São Gonçalo – Rio de Janeiro. Foto: Romário Regis
Baía de Guanabara vista do bairro Porto Velho, São Gonçalo. Foto: Romário Regis
Pedra da Bandeira que fica no bairro Porto Velho, São Gonçalo – Rio de Janeiro. Foto: Romário Regis
Pedra da Bandeira, Porto Velho, São Gonçalo. Foto: Romário Regis
Igreja Nossa Senhora das Graças do bairro Porto Velho, São Gonçalo – Rio de Janeiro. Foto: Romário Regis
Igreja Nossa Senhora das Graças no bairro Porto Velho, São Gonçalo. Foto: Romário Regis

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Um café na Praça dos Bandeirantes, ao lado das pilhas de lixo https://simsaogoncalo.com.br/um-cafe-na-praca-dos-bandeirantes-ao-lado-das-pilhas-de-lixo/ https://simsaogoncalo.com.br/um-cafe-na-praca-dos-bandeirantes-ao-lado-das-pilhas-de-lixo/#respond Fri, 07 Jul 2017 18:06:01 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4809 Uma praia não é necessária para transformar o Bandeirantes, ou Amendoeira, em bairro nobre. Removam as pilhas de lixo e o excesso de policiais traidores. Estou tomando um bom café na padaria Porto Príncipe, na Praça dos Bandeirantes. O sabor é o mesmo do café que tomei em um bar qualquer do Leblon no dia […]

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Uma praia não é necessária para transformar o Bandeirantes, ou Amendoeira, em bairro nobre. Removam as pilhas de lixo e o excesso de policiais traidores.

Estou tomando um bom café na padaria Porto Príncipe, na Praça dos Bandeirantes. O sabor é o mesmo do café que tomei em um bar qualquer do Leblon no dia da prisão de Sérgio Cabral. Os helicópteros da polícia e da imprensa sobrevoavam o Leblon como moscas chatas. No Bandeirantes – que nem é reconhecido oficialmente como bairro – vivem menos políticos corruptos do que no Leblon, mas o bairro gonçalense tem outro problema grave: há moscas demais sobre as pilhas de lixo, moscas e fedor de verdade.

É por isso que a população reclama do governo Nanci. Em seis meses ele não trouxe o mínimo de dignidade, iluminação pública e coleta ampla e regular de lixo. A Operação Cidade Limpa, do fracassado governo Mulim, tentou limpar a cidade mas não ensinou o que fazer com o lixo, como separá-lo do material reciclável. Nanci precisa fornecer essa alternativa. Ninguém joga sacos de lixo na rua por prazer, sacos que depois são rasgados e espalhados por cães, porcos, cavalos e outros animais.

Oslo, na Noruega, avançou além da reciclagem, passou pela redução da geração de lixo, produz energia a partir dos resíduos sólidos e agora enfrenta um problema oposto: falta lixo na cidade e ela precisa importá-lo de outros países. Por que não em São Gonçalo?

Me prova que é possível dar dignidade à região, que oficialmente faz parte do bairro Amendoeira, o café com pão na chapa da Porto Príncipe, apreciado com o sol ameno dessa manhã de inverno, sentado em uma das cadeiras de madeira dispostas na calçada da padaria.

A Praça dos Bandeirantes é cheia de árvores, maravilha escassa no centro urbano municipal. É longa, linda, enorme. Alguns gonçalenses saem de casa a pé, atravessam a Estrada Raul Veiga, a praça, pegam um ônibus na rua Joaquim Laranjeiras e descem na Candelária, no Centro do Rio. São Gonçalo está integrada até a alma com os municípios ao redor, como diz Matheus Graciano, fundador do Sim São Gonçalo.

Os ônibus passam, carros também, em grande quantidade, mostrando o quanto o bairro está vivo. Já às 9h o ar dele consegue ser meio poluído e o vai e vem traz uma nostalgia que só existe nos lugares populosos.

Uma praia não é necessária para transformar o Bandeirantes, ou Amendoeira, em bairro nobre. Removam as pilhas de lixo e o excesso de policiais traidores.

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Boa Vista: antes e depois de um bairro gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/boa-vista-antes-e-depois-de-um-bairro-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/boa-vista-antes-e-depois-de-um-bairro-goncalense/#comments Wed, 05 Jul 2017 03:02:27 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4753 Há décadas atrás era difícil fazer fotografias. Não havia câmeras com a abundância de hoje, muito menos câmeras nos celulares. Afinal, nem celulares existiam. Entretanto, quem tinha máquina fotográfica sabia o quanto custavam os filmes e as revelações. 12, 24 ou 36 poses? Se você tem mais de 25 anos, talvez lembre de sua mãe […]

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Há décadas atrás era difícil fazer fotografias. Não havia câmeras com a abundância de hoje, muito menos câmeras nos celulares. Afinal, nem celulares existiam.

Entretanto, quem tinha máquina fotográfica sabia o quanto custavam os filmes e as revelações. 12, 24 ou 36 poses? Se você tem mais de 25 anos, talvez lembre de sua mãe ou pai fazendo essa pergunta no balcão da loja de fotografias. Cada “pose” era uma foto. E, dada a escassez, é natural que as pessoas dessem preferência às fotos de pessoas ao invés de fotos de paisagens.

Registro do bairro Boa Vista nos anos 70

Há algumas semanas, a leitora Adriana Xavier nos mandou uma fotografia feita pelo seu pai nos anos 70. Na foto, dá para ver como era o Boa Vista há quase 40 anos atrás. Muito antes de erguerem um shopping em cima do barranco. 🙂

Bairro Boa Vista em São Gonçalo fotografado nos anos 70.
Bairro Boa Vista em São Gonçalo fotografado nos anos 70. Foto:José Batista Xavier.

Ao fundo da imagem, é possível ver o Morro de Itaúna, no bairro das Palmeiras. Poucos meses atrás, ela fez outra foto do mesmo ângulo para mostrar como o bairro está hoje. Veja:

Bairro Boa Vista em São Gonçalo fotografado atualmente em 2017.
Bairro Boa Vista em São Gonçalo fotografado atualmente em 2017. Foto: Adriana Xavier.

A seguir, um relato sobre o bairro nas palavras da própria Adriana:

Eu achava (Boa Vista) mais bonito antigamente. hj em dia, apesar de ter shopping perto, (o bairro) é outro. As “melhorias” estão muito feias. Ainda sim, amo o lugar que nasci.

Registros assim são fundamentais para recriarmos a memória da cidade e região. Se você tiver algum relato, mande pra gente no Facebook do SIM São Gonçalo ou pelo simsaogoncalo@gmail.com. Esperamos por você!

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Vista Alegre e o mutirão em busca de um bairro melhor https://simsaogoncalo.com.br/vista-alegre-mutirao-busca-bairro-melhor/ https://simsaogoncalo.com.br/vista-alegre-mutirao-busca-bairro-melhor/#respond Fri, 30 Jun 2017 00:40:09 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4757 No domingo de 25 de junho de 2017, os moradores de Vista Alegre se reuniram para fazer algo quase raro hoje em dia: um mutirão para cuidar do bairro. Incomodados com o mato que crescia desordenadamente entre as pistas da estrada, eles promoveram uma limpeza completa do local. A Darley Campos publicou no Facebook e […]

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No domingo de 25 de junho de 2017, os moradores de Vista Alegre se reuniram para fazer algo quase raro hoje em dia: um mutirão para cuidar do bairro.

Na foto, a dona Darley mostra o trabalho de aparo e limpeza do matagal entre as pistas da estrada em Vista Alegre, São Gonçalo.
Na foto, a dona Darley mostra o trabalho de aparo e limpeza do matagal entre as pistas da estrada em Vista Alegre, São Gonçalo.

Incomodados com o mato que crescia desordenadamente entre as pistas da estrada, eles promoveram uma limpeza completa do local. A Darley Campos publicou no Facebook e os usuários nos marcaram o SIM São Gonçalo na ação.

Segundo alguns usuários, a medida era necessária para evitar acidentes, dando mais visibilidade aos motoristas, reduzindo o risco do tráfego na pista. A limpeza, além de bem-estar, trouxe segurança aos moradores da região.

Achamos fundamental mostrar a atitude deles, para que todos possam replicar ações como essas nos bairros de São Gonçalo, Itaboraí, Niterói e todo o estado do RJ.

Confira as imagens do mutirão da limpeza em Vista Alegre:

Mutirão com dos moradores de Vista Alegre em São GonçaloMutirão com dos moradores de Vista Alegre em São GonçaloMutirão com dos moradores de Vista Alegre em São Gonçalo

Nos comentários, o grupo revela que planeja expandir as ações nos bairros próximos. Segundo Darley, o próximo será Marambaia.

Parabéns a todos! Afinal, se esperarmos o poder público fazer algo… certamente, juntos podemos mais! Obrigado por cuidarem da cidade.

Fotos: Darley Campos Mira Figueiro

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Olha o ovo aí, freguesa! https://simsaogoncalo.com.br/olha-o-ovo-ai-freguesa/ https://simsaogoncalo.com.br/olha-o-ovo-ai-freguesa/#comments Sat, 22 Apr 2017 20:45:17 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4465 O vendedor ambulante, seja ele de ovo, pamonha, vassouras ou mesmo o camelô, pode ser visto como sinal de atraso da infraestrutura comercial e de serviços de São Gonçalo. Afinal, o primeiro shopping center da cidade foi criado há apenas 13 anos. Edifícios comerciais com mais de 3 andares são escassos até no Centro do […]

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O vendedor ambulante, seja ele de ovo, pamonha, vassouras ou mesmo o camelô, pode ser visto como sinal de atraso da infraestrutura comercial e de serviços de São Gonçalo. Afinal, o primeiro shopping center da cidade foi criado há apenas 13 anos.

Edifícios comerciais com mais de 3 andares são escassos até no Centro do município. O vendedor que atua de porta em porta, na verdade, não tem nada de atrasado. Ele traz, pontualmente, um contato humano ímpar que alegra o coração.

O trabalho é cansativo, mal remunerado, o sol castiga. Mas é parte do patrimônio social gonçalense. O ambulante também tenta se modernizar. Anos atrás caminhava carregando nas costas mais produtos do que um trem é capaz. Panelas, redes de dormir, artigos de cama, mesa e banho, cadeiras de ferro revestidas com tiras de borracha verde, azul e vermelha e por aí vai.

Frutas e alimentos diversos estão entre os produtos oferecidos. Hoje o ambulante pedala bicicletas carnavalescas, com guarda-sol colorido. Dirige carros podres, caindo aos pedaços, kombis e caminhonetes. Todos os meios de transporte trazem seu característico sistema de som integrado. A propaganda é a alma do negócio e a dona de casa a ouve chegando de longe.

Tem ovos e tem abacaxi
Essa melancia é docinha, diurética, faz bem pra qualquer idade
Tem abacaxi, melancia e laranja no saco
Tem laranja no saco, pode vir, meu senhor
Leva uma cartela com 30 ovos, paga 10 reais
O preço é bom, a mercadoria é de qualidade
Vem pra cá, minha senhora
Sabia que o ovo é o mais completo alimento para o ser humano?
É ovo, é ovo, é ovo

Por duas semanas seguidas minha esposa comprou essa bendita bandeja com 30 ovos. “A promoção está boa e eu preciso bater uns bolos”, ela justificava. Não aguento mais ver ovo na minha frente.

Tenho uma curiosidade enorme: os vendedores ambulantes são privilégio das ruas de barro das comunidades ou circulam pelo asfalto dos endereços nobres, onde moram secretários de governo e vereadores?

Quando ouvir de novo um divertido vendedor ambulante empurrando a bicicleta ou dentro de um cacareco sobre rodas, você sentirá orgulho da capacidade criativa do gonçalense se puxar um papo com ele.

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A história de Luiz Caçador, da pesca ao folclore https://simsaogoncalo.com.br/a-historia-de-luiz-cacador-da-pesca-ao-folclore/ https://simsaogoncalo.com.br/a-historia-de-luiz-cacador-da-pesca-ao-folclore/#comments Fri, 21 Apr 2017 17:42:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4516 Quem nunca, em São Gonçalo, ouviu dizer que Luiz Caçador era um homem extremamente perigoso, não possuía as duas pernas e suas terras eram amaldiçoadas? Pois é. Será que essa é história real ou um folclore passado pelo povo por décadas!? Jorge Pereira Nunes foi a fundo em busca de fatos. Boa leitura! A história […]

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Quem nunca, em São Gonçalo, ouviu dizer que Luiz Caçador era um homem extremamente perigoso, não possuía as duas pernas e suas terras eram amaldiçoadas? Pois é. Será que essa é história real ou um folclore passado pelo povo por décadas!? Jorge Pereira Nunes foi a fundo em busca de fatos. Boa leitura!

A história de Luiz Caçador

Filho de Manoel Bento da Paixão e Emiliana Rosa do Amor Divino, Luiz Pereira da Silva nasceu em Maricá, em 13 de fevereiro de 1880, mas se mudou para São Gonçalo ainda na infância, acompanhando a família. Todos foram para o bairro de Itaúna e ocuparam uma parte da fazenda ali existente, às margens do pântano que hoje integra a Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, criada em 1984 pelo governo federal para proteger o alagado de cerca de 14 mil hectares, que abrange os municípios de Guapimirim, Magé, Itaboraí e São Gonçalo.

Para ganhar a vida, o jovem Luiz começou a fazer o que todos faziam na região: pescava. De tanto percorrer o canal que forma a Ilha de Itaoca e o mangue, neste buscando, sobretudo, caranguejo, acabou por tornar-se conhecedor exímio dos “furos” (microcanais que interligam as áreas alagadas) e viu que a região tinha um outro tesouro natural: jacaré. Começou a caçá-los para se alimentar e vender o couro para os dois curtumes que existiam no Gradim e em Neves. Daí passou a organizar caçadas, para as quais recebia pessoas vindas de várias partes do território fluminense e também do então distrito federal, a cidade do Rio de Janeiro.

Vista aérea do Rio Guaxindiba, que corta a APA de Guapimirim e chega até a Baía de Guanabara - Custódio Coimbra / Custódio Coimbra
Vista aérea do Rio Guaxindiba, que corta a APA de Guapimirim e chega até a Baía de Guanabara – Custódio Coimbra / Custódio Coimbra – O GLOBO

A experiência religiosa de Luiz

Era já a década de 1950 quando Luiz teve uma experiência religiosa: estava em meio a uma caçada de pássaros durante a qual vislumbrou um grupo de crianças, as quais não apenas protegiam os animais silvestres como promoviam a soltura dos cativos, e que lhe sugeriram criar um centro espírita. Foi o que fez, em 1953, dando-lhe o nome de Cosme e Damião – que depois foi chamada de Centro Espírita Nossa Senhora da Conceição –, de Umbanda, e passou também a dedicar-se a uma prática popular na época: a benzedura.

Casado com Eliete Ferreira da Silva, com quem não gerou filhos, adotou duas crianças, José e Maria, aos quais ele e a mulher se dedicaram amorosamente. Seu centro espírita alcançou notoriedade e continua a existir, na Rua 31 de Março, lote 230, quadra 8, onde moram sua nora, os filhos dela e netos dele.

Embora seu templo religioso crescesse, ali ele só “rezava” as pessoas e dirigia as sessões, nos fins de semana. Mas como não cobrava nada, precisava continuar cuidando da sobrevivência. Por isso, voltou à pescaria e à busca de caranguejos, abandonando de vez as caçadas, embora seu apelido continuasse a ser utilizado.

O batismo do bairro Luiz Caçador

No princípio da década de 1970, os proprietários originais da área a haviam reconquistado judicialmente, mas respeitaram o direito de posse de Luiz e fizeram um loteamento, dando-lhe o nome de Jardim Progresso. Não adiantou. A denominação do bairro de Luiz Caçador já estava fixada na opinião pública e permanece até hoje.

Luiz faleceu em 25 de maio de 1975, levando centenas de pessoas a seu sepultamento, no dia imediato, no Cemitério de São Gonçalo. A viúva, dona Eliete, mudou para o bairro de Marambaia e ali criou seu próprio “terreiro”, enquanto os descendentes de Caçador continuaram a dirigir o Centro Espírita Nossa Senhora da Conceição, já agora não apenas de Umbanda, mas também de Candomblé.

A história é contada por sua nora e recebe alguns reparos da neta Angélica Ferreira Bastos, para quem Luiz Caçador e sua família vieram de Maricá para Neves, em São Gonçalo, onde ele foi mestre de obras e casou, separando-se em seguida da primeira esposa. Só então mudou residência para Itaúna, onde contraiu novas núpcias, com dona Aliete Ferreira da Silva, que lhe deu uma filha, Maria do Carmo, casada com Altair dos Santos Bastos, pais de Angélica, que não chegou a conhecer o avô, pois a avó e a mãe já estavam residindo na localidade de Sacramento desde o falecimento dele. Dona Aliete ali criou o Centro de Caridade Vovó Maria do Rosário, que funcionou até 2014, quando, pela idade avançada, ela suspendeu os trabalhos, embora continue a residir no mesmo local, com plena saúde, neste ano de 2016.

Originalmente publicado no Blog do Vovozinho.

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Um amor chamado Gradim https://simsaogoncalo.com.br/um-amor-chamado-gradim/ https://simsaogoncalo.com.br/um-amor-chamado-gradim/#comments Tue, 18 Apr 2017 12:25:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4486 Gosto muito de todos os bairros da cidade, mas tenho uma queda em especial pelo Gradim. Foi nele que sai da infância e me transformei em adulto. Talvez não seja o bairro mais famoso ou procurado da cidade, mas sem dúvida é o mais charmoso. O Gradim é literalmente a porta do Paraíso. Um bairro tranquilo […]

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Gosto muito de todos os bairros da cidade, mas tenho uma queda em especial pelo Gradim. Foi nele que sai da infância e me transformei em adulto. Talvez não seja o bairro mais famoso ou procurado da cidade, mas sem dúvida é o mais charmoso.

O Gradim é literalmente a porta do Paraíso. Um bairro tranquilo de gente bonita e sorridente. As vezes tem confusão, mas nada que acabe com o brilho dos bons finais de semana cheios de cerveja, churrasco e ócio.

Tem a praça das crianças na parte do parque, tem a praça dos lanches, tem a praça de quem madruga e tem a praça dos bastidores que ninguém ousa revelar. Tem os casais que namoram no escurinho da Vicente Cardoso a pé ou os que namoram de carro na Restinga. Tem os mais ousados ainda que vão lá para a BR, mas aí é ter muita disposição.

No Gradim, todo mundo se conhece. Mesmo quem não se fala, já sabe quem namora com quem, quem deve, quem é legal e quem é escroto. Os donos de mercado já sabem, no olho, se aceitam fiado ou não dos moradores. Aliás, fofoca não é algo isolado no Gradim. Fofoca é premissa para morar aqui. Todo mundo é um fofoqueiro em potencial e por isso convivemos bem. É como se todos soubessem da vida dos outros e ficassem fingindo que nada aconteceu. Basta alguém passar, rolar um Oi e pronto, os cochichos logo começam.

Sabemos quem engravidou quem, quem foi preso, quem brigou, quem ficou rico, quem está desempregado, quem foi pro Uber, quem fugiu, quem foi solto, quem morreu e tudo isso em poucos minutos depois de acontecer. Somos melhores em comunicação do que o Jornal Nacional.

Venda de cafifas na Praça do Gradim – São Gonçalo
Venda de cafifas na praça do Gradim. Foto: SIM São Gonçalo.

Gradim de festa, futebol e carnaval

Nosso bairro tem uma rivalidade no futebol, por conta do Campo do Marimbondo e do Campo da Igrejinha. Tem rivalidade no carnaval por conta das duas escolas de samba. Tem rivalidade no amor, porque todo mundo tem um ou uma amante em potencial no bairro. Que bairro! Entre a paz e a confusão, ele sobrevive com todo mundo crescendo junto.

Falando em Escola de Samba, não podia esquecer do Carnaval do Gradim. Que carnaval senhores! É no carnaval que todo mundo se encontra, pelo menos uma vez ao longo da semana. Conseguimos saber quem emagreceu, quem engordou, quem casou, quem tem filho, quem está mais feio ou bonito. Parece que o tempo passa e o carnaval continua o mesmo. Sempre tem o bloco do “O Rei Morreu” que junto dos seus 5 integrantes nunca deixa de passar. Tem a cama elástica que fica na esquina da Basílio Costa. Tem o Churrasco da esquina da João Cândido, tem a festa que nunca acaba mesmo com a casa de shows mudando no final da Capitão João Manoel.

Ah! No Gradim também tem o saudosismo da festa da Primavera, que mesmo sendo fora de período de comemorações, lotava as ruas. Tem a saudade dos bares temáticos de cada time, tem a saudade de quando você ia pra rua e a qualquer momento tinha gente brigando por conta de futebol. Tem a saudade de brincar na rua sem medo de assalto.

Gradim é terra de comprar pão cedinho no mercado Mancebo. Terra de lembrar que na esquina do mercado, na época chamado Galo Branco, tinha um pastel artesanal que virou a CPI dos Caldos. Gradim é terra comprar pão com o padeiro de bicicleta que ninguém sabe o nome, mas todo mundo se diverte com sua simpatia. É terra de vizinho não se gostar, mas viver dando sorriso um pro outro exalando solidariedade pública, mas se mordendo por dentro.

Nosso bairro tem mitos também. Tem o mito de que a Rua dos Portugueses é a rua das mulheres mais bonitas no Bairro. Tem o mito de que toda noite algum x-tudo está aberto a madrugada inteira. Tem o mito de que nosso bairro é o maior celeiro de jogadores de São Gonçalo. Enfim, temos lendas urbanas que invejam os melhores contos da Disney.

Ai de tí, Gradim. Que você nunca perca essa graça. Que o tempo passe, a gente envelheça e você continue charmoso como sempre foi. Mesmo com seus problemas, como é bom caminhar por você sabendo que nossas histórias sempre estarão registradas nos asfaltos do bairro.

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Onde relaxar em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/onde-relaxar-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/onde-relaxar-em-sao-goncalo/#comments Sun, 22 Jan 2017 17:15:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4313 Sabemos que São Gonçalo se desenvolveu sem planejamento urbano. Seu trânsito é caótico, as principais vias se tornaram estreitas demais para o intenso fluxo atual de veículos. A cidade ferve: a praça do Rodo, segunda mais importante do município, não tem nenhuma árvore de sombra. Elas são raras nos grandes bairros comerciais. Onde relaxar sem […]

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Sabemos que São Gonçalo se desenvolveu sem planejamento urbano. Seu trânsito é caótico, as principais vias se tornaram estreitas demais para o intenso fluxo atual de veículos. A cidade ferve: a praça do Rodo, segunda mais importante do município, não tem nenhuma árvore de sombra. Elas são raras nos grandes bairros comerciais. Onde relaxar sem ter que se isolar dentro de casa ou numa fazenda em Santa Isabel?

Praça Zé Garoto. Parte da região mais antiga da cidade, a praça Zé Garoto (cujo nome oficial é praça Estephânia de Carvalho) é o melhor refúgio do calor e do barulho para quem circula no Centro e nos bairros vizinhos. Além das árvores belas, altas e impressionantes, a praça tem bancos públicos!, outra raridade em São Gonçalo. Recomendo como ponto de encontro acessível, confortável, para refletir alguns minutos ou ler um livro.

Casa das Artes Villa Real. Também no Centro, a Casa das Artes Villa Real ofereceu em 2016 uma programação capaz de absorver o visitante e agregar cultura. Nela é possível desfrutar do prazer de aprender através de uma visita guiada, esquecer dos problemas do trabalho e sair de lá sabendo mais sobre São Gonçalo e sobre temas diversos que já foram apresentados, como a cultura espírita.

Igreja Matriz São Gonçalo do Amarante. Fechando o circuito do Centro, para aqueles que se interessam pela história gonçalense, católicos ou não. A igreja é palco das principais reuniões entre personalidades locais há muitos anos. Grandes projetos nasceram e foram comemorados nela depois de concluídos. O interior é uma obra de arte belíssima e do lado de fora há algumas árvores e bancos de concreto, combinação valiosa para relaxar no horário do almoço, por exemplo.

Centro Cultural Joaquim Lavoura. Visitei a biblioteca do Lavourão, no bairro Estrela do Norte, pela última vez há alguns anos, mas encontrei nela um espaço climatizado, boa oferta de livros, paz e silêncio convidativo. O Lavourão também conta com uma programação cultural variada.

Fazenda Colubandê. Um oásis. Mesmo pichada, destruída, com camisinhas usadas espalhadas pelo chão e esgoto correndo a céu aberto em uma das trilhas. Continua um paraíso arborizado, fresco, aconchegante, onde é possível pedalar, correr e caminhar respirando ar puro. Onde podemos descer no ponto de ônibus, caminhar 10 metros e fazer isso em São Gonçalo? Nem em Santa Isabel. Com pouquíssimo investimento, tudo o que o gonçalense faz no Campo de São Bento, em Niterói, faria na Fazenda Colubandê, que já recebe visitantes atualmente.

Algum local onde se pode relaxar sem pagar 1 centavo para entrar foi deixado de fora? Não deixe de incluir nos comentários.

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O mototaxista gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/o-mototaxista-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/o-mototaxista-goncalense/#respond Sat, 14 Jan 2017 11:28:58 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4303 O mototaxista ocupa as principais esquinas de São Gonçalo oferecendo uma corrida emocionante, capaz de injetar altas doses de adrenalina no sangue do passageiro. Nos últimos quatro ou cinco anos, nenhum outro ser vivo se reproduziu nas ruas da cidade mais do que ele. Sua taxa de crescimento anual superou a do camelô, antes imbatível. […]

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O mototaxista ocupa as principais esquinas de São Gonçalo oferecendo uma corrida emocionante, capaz de injetar altas doses de adrenalina no sangue do passageiro. Nos últimos quatro ou cinco anos, nenhum outro ser vivo se reproduziu nas ruas da cidade mais do que ele. Sua taxa de crescimento anual superou a do camelô, antes imbatível.

“Mototáxi, senhora, mototáxi?”, gira a cabeça de um lado para o outro, aponta e grita o profissional ilegal de transportes. O cliente fica sem saber em qual moto subir quando mais de um mototaxista está no ponto gritando, apontando e girando a cabeça ao mesmo tempo. Alguns ligam o motor da moto antes de o cliente subir na garupa, para mostrar agilidade, e se o passageiro não for rápido o veículo pode partir sem ele.

As motos pequenas carregam gordos que arriam os pneus, magros que quase voam na viagem, baixos e altos com os joelhos perto do guidão, como eu. Há “mototáxis”, como são popularmente conhecidos, tão gordos que só sobra espaço nas motocicletas para passageiros baixos e magros. O corpo feminino se adaptou bem a esse meio de transporte de espaço reduzido.

O serviço não tem frescuras, além de pessoas carrega coisas como bolsas de compras de supermercado nos dois lados do guidão e em cima do tanque de combustível, varas para cortinas, cães, gatos, gaiolas e o que mais for requisitado. Às vezes traz tantos objetos que o passageiro fica de fora e vem a pé atrás da moto.

Embora o preço seja alto, o mototaxista agilizou o transporte municipal. Do centro de Alcântara ao Vila Três, bairros colados, a passagem custa R$ 4,00. O passageiro na garupa veloz se sente mais seguro durante a noite, onde assaltos são frequentes e caminhar é arriscado. E fica satisfeito quando mora longe de qualquer ponto de ônibus e tem pressa para chegar em casa.

A corrida pode ser agendada pelo Whatsapp, de qualquer bairro da cidade. Ele está presente nas praças de Trindade, Nova Cidade, Centro, Santa Luzia, Rio do Ouro, Monjolos… Moradores de áreas dominadas pelo tráfico de drogas e que saem bem cedo para trabalhar utilizam bastante o serviço.

Já defenderam a regulamentação do mototáxi o secretário de Desenvolvimento Social, Marlos Costa, que não é bobo, e o ex-vereador Bananada, que não está mais entre nós. Afinal, um serviço tão utilizado pela população não pode continuar sendo explorado pelas sociedades entre policiais militares corruptos e outros tipos de bandidos. A taxa semanal cobrada no mundo do crime, por moto, gira em torno de R$ 160.

O mototaxista gonçalense é uma espécie alegre que cumprimenta as crianças na rua e buzina ao passar em alta velocidade. Até capacete e colete ele usa atualmente, tremenda capacidade de auto-organização. Não esqueça de segurar firme porque ele não reduz a velocidade em buracos nem cruzamentos.

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Cedae não consegue levar a água tratada do Laranjal ao Sacramento https://simsaogoncalo.com.br/cedae-nao-consegue-levar-a-agua-tratada-do-laranjal-ao-sacramento/ https://simsaogoncalo.com.br/cedae-nao-consegue-levar-a-agua-tratada-do-laranjal-ao-sacramento/#comments Wed, 04 Jan 2017 20:34:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4265 A ETA do Laranjal – Estação de Tratamento de Água – é responsável por tratar a água de São Gonçalo e Niterói, abastecendo quase 1.500.000 de habitantes. Se pegarmos uma bicicleta, chegamos em 25 minutos até o bairro do Sacramento. Rápido, não? Então, por que a água não consegue chegar com a mesma rapidez na região? Essa semana recebemos a mensagem de […]

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A ETA do Laranjal – Estação de Tratamento de Água – é responsável por tratar a água de São Gonçalo e Niterói, abastecendo quase 1.500.000 de habitantes. Se pegarmos uma bicicleta, chegamos em 25 minutos até o bairro do Sacramento. Rápido, não? Então, por que a água não consegue chegar com a mesma rapidez na região?

Estação de Tratamento de Água do Laranjal
Estação de Tratamento de Água do Laranjal – São Gonçalo.

Essa semana recebemos a mensagem de Fortunata Soares, moradora do Sacramento, bairro que tem como vizinhos Santa Izabel, Pacheco e Barracão. Ela veio nos contar que a velha conhecida falta de água voltou à região.

Segundo ela, a água não chega à sua casa e de seus vizinhos há pelo menos mais de 1 mês. Em alguns trechos da estrada Monte Formoso, o fornecimento de água não acontece desde o final de novembro. Ou seja, para algumas pessoas é quase uma quarentena sem água. O resultado é que eles estão comprando carros pipa para abastecer suas cisternas. Porém, tudo tem um preço. Como também pagam conta de água, eles cobram da CEDAE a resolução do problema que está impedindo que a água chegue às torneiras de suas casas.

Através do site da Companhia, neste link, é possível fazer reclamações. Mas para os moradores de lá, a medida não vem dando resultado.

A cisterna de Fortunata Soares, moradora do Sacramento, com a pouca água que ela e outros moradores compraram no carro pipa há 20 dias atrás.

Leia mais sobre os riscos e benefícios da possível privatização da Cedae.

O processo de tratamento de água começa na captação do canal de Imunana. Depois, a água é levada até a elevatória de água bruta através de um canal desarenador, que tira a areia e outros resíduos primários, ainda no município de Guapimirim. No momento seguinte, ela é bombeada até à ETA, no Laranjal.

Novas obras da CEDAE não resolveram antigos problemas de água

No início de 2014, o então prefeito Neilton Mulim (2013–2016) firmou uma parceria com a CEDAE, cujo presidente era Wagner Victer. Os R$17.290.855,47 vindos do governo federal, através do programa PAC2, seriam investidos na ampliação do sistema de distribuição de água na região.

Prefeito Neilton Mulim (2013-2016) em conversas com Wagner Victer, então presidente da CEDAE.
Prefeito Neilton Mulim (2013-2016) em conversas com Wagner Victer, então presidente da CEDAE.

Na época, a obra incluía a construção de dois reservatórios que seriam interligados ao já existente da Amendoeira. Um com capacidade para armazenar 10 milhões de litros, e outra unidade para 5 milhões de litros em Monjolos. Entretanto, o aumento da oferta de água da região – área de influência do Comperj – parece que não chegou a todas as torneiras do distrito.

Neilton Mulim, Nivaldo Mulim e Sandro Almeida, ainda em 2014, visitando o local das obras que já deveriam estar dando resultados hoje, em 2017.

Depois de passar o Natal e o Ano Novo sofrendo com a falta d’água, os moradores pedem uma solução da CEDAE. Parece que mesmo com investimentos na região, a Companhia de Águas e Esgotos do estado do Rio de Janeiro não consegue resolver um problema tão básico em qualquer média cidade brasileira.

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Paulo José Leroux: do porto ao trilho para as ruas de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/paul-leroux-empreendedor-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/paul-leroux-empreendedor-goncalense/#comments Tue, 16 Aug 2016 03:49:00 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3937 Quem foi Paul Leroux? Ou melhor, Paulo José Leroux? Para o leitor esbaforido vou logo destacar. Foi NETO da destacada Madama, FILHO que se destacou com sobrenome da mãe e HOMEM industrial e empreendedor de destaque em terras gonçalis. Pois é, Paulo José Leroux é neto da francesa Madame Maria Gabriella Margarida Bazin Desmarais, a […]

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Quem foi Paul Leroux? Ou melhor, Paulo José Leroux? Para o leitor esbaforido vou logo destacar. Foi NETO da destacada Madama, FILHO que se destacou com sobrenome da mãe e HOMEM industrial e empreendedor de destaque em terras gonçalis.

Pois é, Paulo José Leroux é neto da francesa Madame Maria Gabriella Margarida Bazin Desmarais, a qual ficou carinhosamente conhecida por Madama (como os brasileiros entendiam a pronuncia francesa para Madame). Foi dona de grandes engenhos de açúcar, aguardente e de um porto fluvial na região.

Rua paul Leroux, (Marimbondo) Paraíso – São Gonçalo
Rua Paul Leroux, (Marimbondo) Paraíso – São Gonçalo

Seus pais são Carlos Francisco Desmarest e Rosa Arminda Leroux. Aos 29 anos é procurador para tratar de todos os negócios de sua avó. Para além, foi vereador por Niterói e um dos participantes e maiores entusiastas da emancipação política de São Gonçalo de 1890 e concessionário (dono) do ramal férreo do Porto da Madama.

Porto da Madama – São Gonçalo
Antônio Parreiras. Porto da Madama. 62 x 73 cm . óleo sobre tela ass. inf. esq. 1905 . Etiqueta da exposição “A Paisagem Brasileira”, Sociarte, realizado no Paço das Artes, São Paulo/SP, 1980.

Foi também um dos líderes do movimento grevista de 1885 e suas terras receberam “arduamente” a estadia das forças armadas do Brasil. É isso! Vamos tafulhar por entre os mares, trilhos e ruas de Paulo José Leroux.

Até o século XIX, a economia de São Gonçalo foi essencialmente agrícola. Em destaque, os grandes engenhos de açúcar e aguardente. Em 1808, com a chegada da corte lusitana ao Brasil, se desenvolveu, realmente, a cidade do Rio de Janeiro como centro urbano, tendo-se iniciado por essa ocasião, um período de expansão urbanística. A produção agrícola em São Gonçalo teve importância vital para o abastecimento dos mercados da cidade do Rio de Janeiro.

Engenho no Porto da Madama em São Gonçalo
Engenho no Porto da Madama em São Gonçalo Descrição: óleo s/ tela, ass. inf. dir. (c. 1896) Reproduzido sob o n. 171 na p. 180 e na p. 203 do livro Castagneto – O pintor do mar, de Carlos Roberto Maciel Levy (Rio de Janeiro: Pinakoteque, 1982)

O relato do Marquês do Lavradio ao seu sucessor, o vice-rei Luiz de Vasconcelos e Sousa, citado por José Matoso Mala Forte, informa sobre essas freguesias.

“Muito mais florescente era a vizinha freguesia de São Gonçalo, com 23 engenhos, produzindo 352 pipas de aguardente e 500 caixas de açúcar. O número de escravos subia a 952. “A freguesia de São Sebastião de Itaipú, também vizinha, produzia apenas 79 caixas de açúcar em seus 4 engenhos; tendo 138 escravos “Mas não era somente a cana a riqueza agrícola; as três freguesias cultivavam cereais, sendo sua produção global (não discriminada no relatório) de 500.500 litros de farinha; 100.000 de feijão, 78.000 de milho e 40.000 de arroz”. (PALMIER, 1940, p.24)

Aparência do Rio de Janeiro em mapa da época.
Aparência do Rio de Janeiro em mapa da época.

Eram através dos seus portos que escoavam os produtos gonçalenses para o mercado da Praça XV, no Rio, utilizando embarcações denominadas faluas. Todo o litoral gonçalense era rico em portos, por isso temos até hoje denominações como Porto da Ponte, Porto Velho, Porto do Gradim, etc… e Porto da Madama foi um importante modal para abastecer a família real.

Participação de Paul Leroux no Movimento Grevista de 1885

Em outubro de 1885, um grupo constituído por mais de cem pequenos lavradores, quitandeiras e pombeiros (vendedores ambulantes de peixe) paralisou suas atividades na Praça das Marinhas, à margem da doca do movimentado Mercado da Candelária, principal centro de compra e venda de gêneros alimentícios do Rio de Janeiro Oitocentista. Os trabalhadores que ali estacionavam seus cestos e tabuleiros não aceitaram pagar a diária de 400 réis cobrada pelos empresários e por isso se recusaram a vender seus produtos e ainda impediram que barcos e carroças que vinham das freguesias suburbanas e de locais mais distantes descarregassem no cais.

Com as notícias sobre a greve publicadas na imprensa, dentre eles, participavam vários donos de embarcações de São Gonçalo assinaram a petição remetida ao Ministério do Império logo no primeiro dia do movimento grevista. Nesse grupo, estava a proprietária Margarida Bazin, que também foi representada por seu filho Carlos Francisco Desmarest e seu neto e representante Paulo José Leroux.

Paul Leroux teve uma atuação ainda mais direta, comandando uma reunião com cerca de duzentos lavradores numa casa na rua do Ourives. As informações sobre essa assembléia são sucintas. De acordo com o Diário de Notícias de 7 de outubro, Leroux mostrava-se bem articulado, falando contra as barraquinhas e anunciando que já havia combinado com a empresa da Praça da Harmonia para que as vendas fossem transferidas para o local, caso o impasse com a Câmara e os empresários não fosse resolvido

Construção do ramal Ferroviário Porto da Madama

Com base nos registros da Revista de Engenharia de 1890, Paulo José Leroux então proprietário do engenho de aguardente e terras adjacentes do Porto da Madama, na freguesia de São Gonçalo de Nictheroy, solicitou junto ao presidente do Estado do Rio de Janeiro, Dr. Francisco Portella, que concedesse a permissão de construir um desvio da Estrada de Ferro Leopoldinha até o Porto da Madama para transporte de carga e mais tarde o transporte de pessoas.

Porto da Madama em São Gonçalo
Estação ferroviária Porto da Madama. A estação é considerada patrimônio histórico do município de São Gonçalo com base na lei municipal n.222/2009. Foto: Rennan Souza.

“Por decreto n.93 de 12 de junho do corrente o Dr. Franciso Portella, governador do Estado do Rio de Janeiro, atendendo ao que requereu Paulo José Leroux  e tendo em vista a informação prestada pela diretoria de obras, concedeu a Paulo José Leroux permissão para construir um desvio que, partindo do kilometro 5+300m da estrada de ferro Leopoldina, vá ao porto da Madama na freguesia de S. Gonçalo, com o desenvolvimento de cerca de 3 kilometros.” (Revista de Engenharia – 1879 a 1891 – PR_SOR_03386_709743,1890, p.51)

“Paulo José Leroux, concessionário do rama férreo do Porto da Madama, pedindo prorrogação de prazo por quatro meses a contar deste data, para estabelecer o trafego de passageiros no prazo designado por despacho de 1 de maio ultimo.” (Revista de Engenharia – 1879 a 1891 – PR_SOR_03386_709743,1891, p.550)

O falecimento e a homenagem a Paul Leroux

Pedido de hipoteca do ramal Porto da Madama Gazeta de Notícias. 09.07.1898, p.2
Pedido de hipoteca do ramal Porto da Madama
Gazeta de Notícias. 09.07.1898, p.2

Paulo José Leroux morre em 16.12.1901, já falido, aos 55 anos por tuberculose pulmonar deixando fazendas, prédios e ramal ferroviário a massa falida. Foi velado na Capela do Porto da Ponte, São Gonçalo.

Uma das hipóteses para a falência de Paul Leroux foi ter arcado com os custos de construir e manter o ramal férreo de 3 km e também por prejuízos e danos que sofreu em consequência de fatos da revolta de 1893-94 proveniente dos prejuízos causados exclusivamente pelas forças legais durante sete meses da revolta, nas suas casas, engenho, ramal férreo e plantações situados no porto da madama, , onde acamparam e fortificaram para impedir a invasão e desembarque dos revoltosos.

Todo o acervo da massa falida de Paulo José Leroux.
Todo o acervo da massa falida de Paulo José Leroux.

Em sua homenagem, a Câmara Municipal de São Gonçalo, pela deliberação n.° 56, de 12 de Maio de 1909, foi dado o nome a Rua Paul Leroux que começa na Rua Guanabara e se estende até a rua Dr. Francisco Portela e vai ao antigo Porto do Gradim.

Observação final: Paulo José Leroux foi vereador em Niterói, representando São Gonçalo, e membro do Conselho de Intendência de Niterói, em 1890. Conseguiu com o governador Francisco Portela a recuperação da estrada do Gradim ao Jacaré (atual Visconde de Itaúna) e a construção da ponte sobre o Rio Maribondo. (Referência: Jornalista Jorge Nunes)

Referências

FARIAS, Juliana Barreto. Mercado em Greve: Protestos e Organização dos Trabalhadores do Pequeno Comércio no Rio de Janeiro. Biblioteca Nacional Digital, 2013. Disponível em: <http://bndigital.bn.gov.br/artigos/mercado-em-greve-protestos-e-organizacao-dos-trabalhadores-do-pequeno-comercio-no-rio-de-janeiro-outubro-1885>. Acesso em: 23, fevereiro, 2023.

Biblioteca Nacional – Hemeroteca Digital. Revista de Engenharia – 1879 a 1891 – PR_SOR_03386_709743, 1890, p.65.

Biblioteca Nacional – Hemeroteca Digital. Revista de Engenharia – 1879 a 1891 – PR_SOR_03386_709743, 1891, p.550.

PALMIER, Luiz. São Gonçalo cinquentenário: história, geografia, estatística, IBGE: Rio de Janeiro, 1940. 237p.

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Tribobó: a história contada pelos moradores https://simsaogoncalo.com.br/tribobo-a-historia-contada-pelos-moradores/ https://simsaogoncalo.com.br/tribobo-a-historia-contada-pelos-moradores/#comments Mon, 07 Sep 2015 04:18:24 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3176 Desvendar a história de São Gonçalo é uma das missões da nova geração. O vídeo “No quintal da minha casa” foi elaborado no Ponto de Cultura OLHAR VERDE, de responsabilidade do CISC. A iniciativa foi idealizada pela gestora Ana Sobral e conduzida pelo professor André Correia. Trata-se de um registro histórico, que se preocupa em contar a […]

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Desvendar a história de São Gonçalo é uma das missões da nova geração. O vídeo “No quintal da minha casa” foi elaborado no Ponto de Cultura OLHAR VERDE, de responsabilidade do CISC.

A iniciativa foi idealizada pela gestora Ana Sobral e conduzida pelo professor André Correia. Trata-se de um registro histórico, que se preocupa em contar a história e retratar a memória da cidade de São Gonçalo a partir de seus bairros. E que história é essa de Tribobó? Seria a mesma contada pelos Três bobos que lá viviam?

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A família Conceição e a história de uma Ferrovia https://simsaogoncalo.com.br/familia-conceicao-e-historia-de-uma-ferrovia/ https://simsaogoncalo.com.br/familia-conceicao-e-historia-de-uma-ferrovia/#comments Tue, 18 Feb 2014 02:54:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1716 A relação de amor entre o senhor Antenor da Conceição e a Estrada de Ferro Maricá (EFM) começou cedo. Com apenas 22 anos, foi trabalhar como conservador de via permanente, contou com orgulho e nostalgia para nossa reportagem – os olhos marejados de lágrimas – sobre os bons tempos na ferrovia. Antenor da Conceição nos […]

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A relação de amor entre o senhor Antenor da Conceição e a Estrada de Ferro Maricá (EFM) começou cedo. Com apenas 22 anos, foi trabalhar como conservador de via permanente, contou com orgulho e nostalgia para nossa reportagem – os olhos marejados de lágrimas – sobre os bons tempos na ferrovia.

Antenor da Conceição nos revela a história do menino que não tinha grandes aspirações de ser um médico ou engenheiro. Porém, seu maior sonho era de ser coveiro no funcionalismo público. A vida do jovem Antenor despontava em Saquarema, no ano de 1936, enquanto a da EFM já estava a pleno vapor: era responsável pelo transporte de grande quantidade de sal vindo da região dos lagos e, principalmente, da grande quantidade de laranja que fez do município de São Gonçalo um dos principais exportadores da fruta.

A rede ferroviária também foi responsável pelo crescimento do núcleo urbano de Maricá, pois era o mais eficiente meio de transporte. Como consequência, ruas surgiram em torno da estação, resultando no aparecimento de diversos estabelecimentos comerciais.

Eduardo Rodrigues de Figueiredo relata no Anuário Geográfico do Rio de Janeiro, de 1952, a dificuldade demográfica de Maricá: “Não há no Estado do Rio de Janeiro município que, devido ao seu sistema orográfico, esteja mais isolado do restante de seu território do que Maricá”. Financiada em 1888, principalmente por proprietários rurais como José Antônio Soares Ribeiro, o Barão de Inohan, sem nenhum ônus para os cofres públicos, o primeiro trecho da estrada foi iniciado ligando Alcântara a Rio do Ouro, passando por Sacramento e Santa Isabel.

A família Conceição e a história de uma Ferrovia – Sim São Gonçalo
Crédito: Sandro Marraschi

 

Antenor nos recebeu nessa mesma estação de Santa Isabel, sua residência, onde desde 1970 vive com sua esposa, Maria Inês, e seus 3 filhos: Regina, Ronildo e Raquel – todos criados graças ao seu salário de ferroviário. Mesmo acamado devido uma enfermidade, um sorriso jovial ainda enfeita seu rosto e – com a alegria do menino sonhador de Saquarema – nos contou sobre seu trabalho na estrada de ferro. Sempre preocupado em manter a história, preservando as características do lugar, quando questionado do motivo de sua luta para manter a arquitetura da época, explicou: “Esse lugar não é meu e devo mantê-lo. Estou aqui justamente para preservá-lo e  não acabarem com esse patrimônio que guarda muitas memórias de nosso Município”.

O destino sempre amarrou a história de Sr. Antenor à estrada de ferro Maricá. Mesmo noivo e nos preparativos de casamento, os olhos de Antenor cruzaram com os da menina Maria Inês, filha do feitor a quem era subordinado. Essa historia de amor perdura até hoje. Fomos testemunhas do carinho e atenção daquela menina, hoje uma senhora de fala mansa e passos calmos, mas uma guerreira para defender sua família.

A família Conceição e a história de uma Ferrovia – Sim São Gonçalo
Crédito: Sandro Marraschi

Quando indagado pela nossa reportagem sobre o que mais o marcou em sua carreira como ferroviário, o Sr. Antenor, sem falsa modéstia, diz que era sua agilidade no serviço. Por causa dessa qualidade, sempre era chamado para trabalhos de emergência. Contou que às vezes, três funcionários não davam conta do serviço e ele era chamado pelo encarregado para dar uma “forcinha”. Ao chegar, os outros funcionários desapareciam e ele desenrolava o serviço com a maior facilidade. Sr. Antenor era, como se diz popularmente, “pau pra toda obra”. Quando a linha enchia de capim alto, dificultando a visibilidade do maquinista, quase sempre resultando no atropelamento de gados pastando, ele era chamado pelo supervisor para capinar.

A família Conceição e a história de uma Ferrovia – Sim São Gonçalo
Sr. Antônio Conceição

 

Num momento da entrevista notamos uma tristeza no olhar do Sr. Antenor. Foi exatamente quando fala do fim da estrada de ferro pela justificativa de não dar lucro. Ele informa que, além de ter bastante volume de carga e passageiros, muitas pessoas precisavam do trem. O senhor Antenor lamenta o não aproveitamento de nenhum trem que circulava na linha. Todos foram enviados para a siderúrgica em Volta Redonda.

A toda hora vivemos a história. Algumas delas se entrelaçam no meio do caminho, como a da família do Sr. Antenor e a EFM. Preservar as memórias da história de São Gonçalo é valorizar nosso passado e compreender nosso presente para a construção de um futuro melhor.

A família Conceição e a história de uma Ferrovia – Sim São Gonçalo
Crédito: Sandro Marraschi

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Distritos de São Gonçalo: a divisão ainda é válida hoje? https://simsaogoncalo.com.br/distritos-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/distritos-sao-goncalo/#comments Sat, 30 Mar 2013 16:07:10 +0000 http://themes.wpbox.net/bolid/?p=621 Os distritos de São Gonçalo são 5: São Gonçalo (onde fica Alcântara), Monjolos, Ipiíba, Neves e Sete Pontes. Segundo a prefeitura, mesmo com a grande expansão da cidade, essa ainda é a divisão distrital vigente. A classificação divide a cidade administrativamente. Ainda sim, nunca ouvimos falar sobre nenhum tipo de “subprefeitura” ou “subadministrações”, como acontece […]

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Os distritos de São Gonçalo são 5: São Gonçalo (onde fica Alcântara), Monjolos, Ipiíba, Neves e Sete Pontes. Segundo a prefeitura, mesmo com a grande expansão da cidade, essa ainda é a divisão distrital vigente.

A classificação divide a cidade administrativamente. Ainda sim, nunca ouvimos falar sobre nenhum tipo de “subprefeitura” ou “subadministrações”, como acontece na cidade do Rio de Janeiro. A capital, por ter grandes proporções, nomeia diversos “prefeitinhos”, que são responsáveis pelo contato com a população local de determinada região.

Distritos e processos internos da prefeitura

Os distritos servem mais aos processos internos da prefeitura do que ao entendimento das pessoas. Tenho receio de que a própria população não saiba a que distrito pertence. Prova disso é que as divisões territoriais nem sempre são conhecidas e não tem muita influência sobre as pessoas.

Confira os mapas fornecidos no site da prefeitura nesse link.

Mapa com Distritos de São Gonçalo. Fonte: Prefeitura Municipal de São Gonçalo
Mapa com Distritos de São Gonçalo. Fonte: Prefeitura Municipal de São Gonçalo

Alcântara sozinho poderia ser um dos Distritos de São Gonçalo?

Talvez seja necessário subdividir ainda mais a região do “Grande Alcântara” em novos distritos. Administrativamente, não há muito sentido em por Nova Cidade, Rocha, Salgueiro e Alcântara no mesmo balaio. São bairros que tem características diferentes, apesar de serem parte de um mesmo domínio.

Essas entre outras distorções devem ser corrigidas pela prefeitura redefinindo novos distritos em São Gonçalo. Uma boa consequência seria a criação das subprefeituras.

Ainda sim, isso não nos livraria de um mal chamado “curral eleitoral”. Com ou sem administração local, os vereadores iriam com tudo para ter mais influência sob esses mini-órgãos, se tornando uma referência executiva para a população.

Afinal, apesar de vereador não fazer nada no sentido executivo, dizer que “fez e fará muito mais” é especialidade desses cidadãos.

Foto: Flávio Pereira / @pereira_flavio

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