bairros Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/bairros/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Sat, 22 Mar 2025 23:35:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg bairros Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tag/bairros/ 32 32 147981209 Zé Garoto https://simsaogoncalo.com.br/ze-garoto/ https://simsaogoncalo.com.br/ze-garoto/#respond Tue, 19 Dec 2023 19:38:17 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8710 Zé Garoto é um bairro tradicional de São Gonçalo, localizado na área central do município. Pertence ao 1º distrito, junto a outros 29 bairros e seu nome é uma homenagem a um comerciante da cidade. A história do verdadeiro Zé Garoto Sua história está vinculada à existência de uma pessoa em particular, o imigrante português […]

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Zé Garoto é um bairro tradicional de São Gonçalo, localizado na área central do município. Pertence ao 1º distrito, junto a outros 29 bairros e seu nome é uma homenagem a um comerciante da cidade.

A história do verdadeiro Zé Garoto

Sua história está vinculada à existência de uma pessoa em particular, o imigrante português José Alves de Azevedo, que aos dez anos de idade chegou à São Gonçalo. Muito popular entre a população local, o português era carinhosamente chamado de “Zé Garoto” (Zé por causa de seu nome, José, e Garoto porque era comum chamar meninos desta forma).

Já adulto, trabalhava como comerciante. Possuía um armazém onde hoje é o prédio do Antigo Fórum da cidade; suas terras englobavam a área em que hoje encontramos a Escola Estadual Nilo Peçanha e a principal praça da cidade, a Praça Professora Estephania de Carvalho, conhecida popularmente como Praça do Zé Garoto.

Praça do Zé Garoto - Estephânia de Carvalho

Entre o armazém e o espaço onde hoje ficam a escola e a praça havia o Largo (do Zé Garoto), ponto obrigatório do bonde com destino à Alcântara.

Equipamentos localizados no bairro

Além da praça Estephania de Carvalho, o bairro também conta com dois complexos hospitalares, público e privado. Gerido pelo ente municipal, temos o Pronto Socorro Central Armando Gomes de Sá Couto, que conta com o Hospital Infantil Darcy Sarmanho Vargas do lado direito e com o Posto de Saúde Washington Luís, no lado esquerdo. O terreno do posto também abriga o Hemonúcleo, local de doação de sangue.

Pronto Socorro Armando Gomes de Sá Couto
Pronto Socorro Armando Gomes de Sá Couto, no Zé Garoto.

Mais próximo à Igreja Matriz, que também encontra-se no bairro, está o Hospital e Clínica São Gonçalo, um hospital particular referência na cidade.

Atrás da praça está localizado o posto central dos Correios em São Gonçalo. E ao lado, encontra-se o antigo Fórum, que hoje abriga a Câmara de Vereadores de São Gonçalo.

Orla Zé Garoto em Maricá

A Orla Zé Garoto é um trecho às margens da Lagoa da Barra, no bairro Boqueirão, próximo ao centro de Maricá. Ela recebeu esse nome em homenagem ao município de São Gonçalo.

Nos bastidores, sabe-se que a homenagem foi uma ação promocional para atrair mais moradores da cidade vizinha. Na época, Maricá era um município muito desejado por gonçalenses, sendo visto como um lugar ainda viável economicamente para morar.

O resultado foi visto no Censo 2022 (IBGE), quando verificou-se um decréscimo na população gonçalense e um aumento significativo nos moradores de Maricá, que chegou a 197 mil moradores, cerca de 54% a mais que o dado medido no Censo de 2010.

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Rua no Sacramento reflete o abandono de boa parte de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/rua-no-sacramento-esburacada-sg/ https://simsaogoncalo.com.br/rua-no-sacramento-esburacada-sg/#respond Thu, 21 Jun 2018 11:00:32 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6659 É uma rua no Sacramento. Mas poderia ser em qualquer outro ponto de São Gonçalo. Quando o calçamento chega, muita das vezes feito com asfalto, é aquela festa. Mas bastam chegar os meses chuvosos ou mesmo um vazamento de água para constatarmos a real qualidade do trabalho que foi feito. Pior ainda quando o sistema de […]

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É uma rua no Sacramento. Mas poderia ser em qualquer outro ponto de São Gonçalo. Quando o calçamento chega, muita das vezes feito com asfalto, é aquela festa. Mas bastam chegar os meses chuvosos ou mesmo um vazamento de água para constatarmos a real qualidade do trabalho que foi feito.

Pior ainda quando o sistema de esgoto não dá conta. Além de não conseguirmos andar nas ruas, temos que lidar com o esgoto no pé, indo ou vindo do estudo ou do trabalho.

Foto de uma rua no bairro Sacramento, em São Gonçalo, Rio de Janeiro. O chão tem um buraco com água de esgoto, deixando a rua perigosa para pedestres.
Rua no Sacramento, São Gonçalo (Foto @SG_vai_mudar)

As fotos do post foram retiradas do Twitter do grupo “São Gonçalo Vai Mudar”. Vale publicar aqui o relato do post:

Esse é o estado da rua no sacramento. isso é uma vergonha! dentro dessas poças de água têm vários buracos. já houve vários acidentes, pois como está sempre cheio de água as pessoas não conseguem ver os buracos! Isso em na rua principal, em frente ao depósito de gás.

Foto de uma rua no bairro Sacramento, em São Gonçalo, Rio de Janeiro. O chão tem um buraco com água de esgoto, deixando a rua perigosa para pedestres.
Rua no Sacramento, São Gonçalo (Foto @SG_vai_mudar)

Essas ruas refletem uma realidade típica de boa parte das prefeituras do Brasil: a falta de planejamento. De quatro em quatro anos, a produção de asfalto aumenta, por conta da prestação de contas fictícia feita nas eleições. Meses depois, a realidade crua chega à nossa porta, literalmente.

Há quatro anos atrás, em 2014, apenas 80% das estradas eram pavimentadas dignamente. E hoje, em 2018? Estradas e ruas internas das cidades poderiam ter calçamento com vida útil maior, mas cabe a nós cobrarmos o quanto pudermos para que esse cenário melhore.

Cidade Quebrada: Como será o Leste Fluminense daqui a 20 anos?

Publique no Twitter ou mande no Facebook.com vídeos e fotos sobre lugares em São Gonçalo, Niterói, Maricá, Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeira de Macacu, em todo o Leste Fluminense. Nossa ideia é documentar e reunir os problemas aqui no site do SIM São Gonçalo. #CidadeQuebrada

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Políticos trocam lâmpadas nos postes por votos nas urnas em 2018 https://simsaogoncalo.com.br/politicos-trocam-lampadas/ https://simsaogoncalo.com.br/politicos-trocam-lampadas/#comments Tue, 06 Mar 2018 05:08:28 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6402 Em São Gonçalo e em todo Brasil, políticos trocam lâmpadas nos postes, luzes dos semáforos, calçam ruas e pintam meio-fio como se isso fosse um favor. Não é incomum vê-los mostrando o trabalho feito como se fosse obra deles. Penso que seria mais ético apresentar as melhorias feitas à população creditando a gestão na prefeitura […]

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Em São Gonçalo e em todo Brasil, políticos trocam lâmpadas nos postes, luzes dos semáforos, calçam ruas e pintam meio-fio como se isso fosse um favor. Não é incomum vê-los mostrando o trabalho feito como se fosse obra deles.

Penso que seria mais ético apresentar as melhorias feitas à população creditando a gestão na prefeitura ou no órgão correspondente, em primeiro lugar. Aliás, gestão é o legado mais importante. Mas o que acontece com frequência é que põem suas próprias carreiras à frente do serviço que tem obrigação de fazer. E o “eu fiz” fica parecendo um grande favor.

Infelizmente, para o cidadão médio, é difícil compreender isso.

É nessa linha sutil de “o que fiz” ante “o que fizemos para melhorar o sistema de gestão” que mora o nosso conhecido clientelismo. Essa prática é uma praga que transforma serviços públicos em favores. Futuramente, serão cobrados e trocados por votos.

Aliás, se você tiver mais um tempinho, confira essa publicação sobre o Coronelismo Gonçalense.

Políticos trocam lâmpadas por votos em São Gonçalo
O serviço de iluminação pública em São Gonçalo tentando recuperar o tempo perdido, após as 2 últimas administrações terem dilapidado a verba destinada ao serviço. Fonte: Ascom / Prefeitura

Prefeitura ou Políticos trocam lâmpadas?

Na minha rua, há uma esquina com 3 lâmpadas queimadas. A equipe foi até a rua, trocou uma e deixou as outras 2 apagadas. Após semanas, a que consertaram está novamente apagada.

No mundo, a conversa sobre sistemas inteligentes está avançada. Já é possível saber com exatidão qual poste de qual bairro está com a luz apagada. Bem como as lâmpadas de LED que, a cada ano que passa, povoam as casas brasileiras, por iluminarem melhor, ter maior vida útil e consumirem menos energia.

Mas em São Gonçalo… bem, aqui os políticos trocam lâmpadas. Pelo menos, é o que dizem. Eles chegam a dar seus números de telefone pessoais – não os da prefeitura – para que as pessoas relatem diretamente sobre seus bairros apagados.

Não achou bizarro? Vem cá, pensa comigo: você acha mesmo que num universo lâmpadas queimadas na casa dos milhares, como é dito, um único número pessoal de Whatsapp daria conta de uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes?

E a cada contato recebido, é mais um voto que pode ser trocado e multiplicado. Mais um ponto para uma prática clientelista bem-sucedida!

Políticos trocam lâmpadas por votos em São Gonçalo
O projeto “Mais Luz São Gonçalo” foi feito em 2016 pelo governo Neilton Mulim (2013-2016). Anunciado como um “projeto”, foi uma tentativa clara de “mostrar serviço” com um serviço que já tinha 40 milhões de reais desviados. Foto: Thiago Louza

Por que a ouvidoria – sites e telefones– da prefeitura não suprem esse problema de comunicação?

Porque se os serviços da prefeitura funcionassem perfeitamente, os “amigos do povo” que trocam lâmpadas nunca mais conseguiriam dizer que foram eles que promoveram uma “grande mudança em sua vida”. Simples assim.

Nós já sabemos que a fraude da iluminação pública pôs Neilton Mulim na cadeia. Já sabemos que, segundo o Ministério Público, ele desviou cerca de 40 milhões do serviço. E também sabemos que ele comprou uma casa num condomínio luxuoso em Maricá. Mas Mulim já era! Apesar de já estar solto, terá que pagar na cadeia em breve. E a nossa vida precisa seguir.

O que queremos é melhoria nas práticas de gestão. Ainda mais nas resoluções de problemas simples, como troca de lâmpadas.

Enquanto isso, faltam projetos de qualidade e mão de obra capacitada no serviço público local. Os mais pobres continuam sofrendo com o péssimo sistema de saneamento básico. Aliás, já está provado que quanto piores as condições sanitárias, pior a qualidade de vida da população…

Mas quem se importa?

Há um tempo atrás, citamos a frase de um político dizendo que “povão gosta é de hospital“. Pois bem. Enquanto houver políticos que trocam lâmpadas e bancam o “amigo do peito” em serviços que deveriam funcionar sem interferência externa, haverá um cidadão escravo do triste clientelismo brasileiro.

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Indignado com a falta de respeito em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/indignado-com-a-falta-de-respeito-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/indignado-com-a-falta-de-respeito-em-sao-goncalo/#comments Thu, 07 Dec 2017 03:37:17 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5854 Bom dia. Favor não me identificar! Quero denunciar a falta de respeito que tá acontecendo em São Gonçalo. Moro nessa cidade suja e barulhenta desde 1989 e pensei que ela fosse melhorar, mas até agora nada. Pra piorar, a violência aumentou muito nos últimos anos. Tá morrendo PM todo dia. O presidente Temer não quer […]

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Bom dia.
Favor não me identificar!

Quero denunciar a falta de respeito que tá acontecendo em São Gonçalo. Moro nessa cidade suja e barulhenta desde 1989 e pensei que ela fosse melhorar, mas até agora nada.

Pra piorar, a violência aumentou muito nos últimos anos. Tá morrendo PM todo dia. O presidente Temer não quer saber de nós, o Estado do Rio não olha pra gente e o prefeito Nanci só se preocupa em empregar a família.

Não aguento mais pagar taxa de iluminação pública e viver na escuridão. As lâmpadas dos postes estão todas queimadas. Nem viver em um lugar que não tem jardim público, um canteiro sequer, uma florzinha encostada na parede. Já as pilhas de copos de Guaravita e caixas de papelão nas ruas estão alcançando o céu. Pra onde olho tem lixo, roubo, assassinato, barricada, informalidade, fiação embolada, parede pichada e faixa de arame e sarrafo pendurada nas passarelas, nos viadutos e postes.

O trânsito tá cada vez pior, levo mais de uma hora pra sair do Centro e chegar em casa, no Alcântara. E nada de Linha 3 do Metrô.

Os jovens não têm lazer. O governo Nanci dá esmola e quer que a gente agradeça. Nem a metade da Praça Chico Mendes foi recuperada, mas os parasitas do governo foram lá e fizeram festa de inauguração. As meninas estão engravidando aos 13 anos e os meninos de 14 comem maconha no café da manhã.

O povo tá largado. Quando chega o aniversário do Guanabara, é cada um passando por cima do outro, tapa pra todo lado pra comprar arroz e feijão, parece que nunca viram comida na vida. Tem gente brigando na fila do Guanabara e saindo na porrada na fila de emprego. Que isso, tem que ter respeito.

E sabe quem é que mais sofre em São Gonçalo? Quem tem necessidades especiais. Sofre com todos os problemas e fica preso dentro de casa porque aqui não tem asfalto, calçada, rampa, não tem dignidade.

A culpa não é do povo não. A culpa é dos vereadores que acham que R$ 15 mil por mês é pouco, enquanto a gente sobrevive com menos de um salário e pra trabalhar de camelô precisa dar arrego pra funcionário da Prefeitura. A culpa é de quem se candidatou, pediu voto e disse que ia mudar de verdade. Tá na hora de alguém fazer alguma coisa.

O comércio e a população geram uma quantidade enorme de material reciclável e a cidade não aproveita. É burrice. Dezenas de milhares de trabalhadores especializados saem de casa e enfrentam mais de duas horas de trânsito pra trabalhar no Rio. Com incentivo do governo, poderiam criar empresas aqui e manter os clientes lá, gerando receita e criando emprego. E passariam seus conhecimentos à juventude que largou a escola pra transar, comer maconha e se envolver com o tráfico.

O governo não organiza o comércio popular que atrai gente de outras cidades em um mercadão. É burrice. A Prefeitura não planta nem árvore no centro urbano pra amenizar o calor. Burrice não, é falta de respeito com o cidadão e isso a gente não pode admitir.

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São Gonçalo não é comunidade: morro vs. asfalto não funciona por aqui https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nao-e-comunidade/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nao-e-comunidade/#comments Mon, 30 Oct 2017 12:52:07 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5633 ​ Mais uma vez, em setembro de 2017, a Riotur apaga as favelas do mapa. A medida do órgão responsável pelo marketing da cidade do Rio visa esconder nossas desigualdades dos turistas, criando uma falsa sensação de segurança. Para quem é local, sabemos que segurança mesmo é conhecer bem o território. Ou estar com pessoas […]

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Mais uma vez, em setembro de 2017, a Riotur apaga as favelas do mapa. A medida do órgão responsável pelo marketing da cidade do Rio visa esconder nossas desigualdades dos turistas, criando uma falsa sensação de segurança.

Para quem é local, sabemos que segurança mesmo é conhecer bem o território. Ou estar com pessoas responsáveis que o conheçam.

O que a princípio parece bobo, na verdade tem reflexos bem maiores. Eles pegam em cheio a percepção não só das favelas, mas de todas as cidades do cinturão fluminense, aquelas que estão ao redor da Baía de Guanabara.

Vista da Ponte Rio-Niterói de São Gonçalo. Foto: Fernando Bittencourt
Vista da Ponte Rio-Niterói de São Gonçalo. Foto: Fernando Bittencourt

Municípios vizinhos da capital são “só mais uma comunidade”

Desde quando comecei a levar as questões de São Gonçalo para a capital, os encontros sempre revelaram a categoria que nos enquadram. Como estamos fora do eixo financeiro, ganhamos sempre o nome de “comunitário”. Mídia comunitária, jornalzinho comunitário, serviço comunitário, mesmo falando para a 2ª maior cidade do estado do Rio de Janeiro.

Chamar cidades com mais 500 mil, 800 mil ou 1 milhão de habitantes de “comunidade”, como é o nosso caso, além de bizarro, mostra a completa cegueira da comunicação brasileira.

Entretanto, a falta de visão vem de casa, literalmente. Afinal, boa parte de quem trabalha no ramo da comunicação mora no eixo carioca Centro–Zona Sul–Barra, de onde também é possível ver a lógica que vamos explicar a seguir.

Bairro Boa Vista em São Gonçalo fotografado atualmente em 2017.
Bairro Boa Vista em São Gonçalo fotografado atualmente em 2017. Foto: Adriana Xavier.

Morro vs. Asfalto: aqui não funciona assim

O primeiro lugar batizado como favela, segundo nossos historiadores, é onde hoje conhecemos por “Morro da Providência”. Já naquele momento, a distinção entre pobres do morro vs ricos da parte baixa, se consolidou.

Com o crescimento da então capital do Brasil, que se expandia além do Centro da cidade, novas favelas nasciam em outros morros. Enquanto isso, a classe média se estabelecia nas ruas calçadas que, posteriormente, ganharam a manta asfáltica.

Consequentemente, a oposição entre pobres vs ricos ganhou esse eufemismo de “morro vs asfalto”. Na verdade, ambos se retroalimentam, uma vez um dependem mutuamente da mão de obra barata e do dinheiro disponível.

Mas essa diferença social tão drástica tem extensão limitada. Alem do eixo Centro – Zona Sul, iremos encontrar exemplares na região da Grande Tijuca e Niterói. No restante do território da região metropolitana é mais difícil sentir essa forte segregação, uma vez que o acabamento urbano do “asfalto” é deficiente. Vide o caso de São Gonçalo.

McDonalds e Assai no Alcântara em São Gonçalo
McDonalds e Assai no Alcântara em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

São Gonçalo tem favelas, mas sem áreas ricas

Isso não quer dizer que não existam regiões mais pobres que outras no restante do território. Em São Gonçalo, diversos locais sem infraestrutura, mesmo no plano, ganharam o nome de favela. Como é o caso de alguns bairros mais novos na cidade.

Entretanto, esse confronto de classes já não consegue se justificar. Até porque, independente de onde você more, é provável que ambos tenham que sair da cidade para trabalhar, uma vez que o dinheiro não está na região.

Por conta desse cenário, vemos o ‘fenômeno’ de pobre roubando pobre ou classe média baixa.

Esse meu questionamento frequente deu origem à primeira “Pesquisa Rápida” no SIM São Gonçalo. Um jeito de comparar a opinião das pessoas de diversos cantos da cidade. A primeira pergunta era “o que diferencia uma favela de um lugar não-favela em São Gonçalo?

O resultado não teve surpresas para quem conhece a região. Entretanto, mostrou que para muitos a questão de ser favela tem mais a ver com a presença do tráfico, do que com a presença de saneamento básico e calçamento.

Ainda temos muito o que evoluir, e o que melhorar. Ainda sim, fica a análise disponível para que a dita mídia hegemônica estude um pouco mais antes de chamar tudo de favela ou comunidade, uma vez que a situação é muito mais complexa que uma simples definição.

No final, somos todos cidades fluminense.

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O sol nasce na sujeira de Santa Isabel https://simsaogoncalo.com.br/o-sol-nasce-na-sujeira-de-santa-isabel/ https://simsaogoncalo.com.br/o-sol-nasce-na-sujeira-de-santa-isabel/#comments Sat, 23 Sep 2017 23:49:51 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5467 Passando pelo viaduto de Alcântara no horário do nascer do sol, algo banal me surpreendeu e, ao mesmo tempo, me deu esperanças de ver São Gonçalo livre dos males causados por prefeitos corruptos. O sol nasce no bairro mais subestimado, sujo e abandonado da cidade. O sol nasce em Santa Isabel. A luz não vinha […]

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Passando pelo viaduto de Alcântara no horário do nascer do sol, algo banal me surpreendeu e, ao mesmo tempo, me deu esperanças de ver São Gonçalo livre dos males causados por prefeitos corruptos. O sol nasce no bairro mais subestimado, sujo e abandonado da cidade. O sol nasce em Santa Isabel.

A luz não vinha pela rua Dr. Alfredo Backer, parte do eixo que leva à Prefeitura Municipal e à Câmara de Vereadores, centros do poder público. Sua origem não era nenhum dos sentidos da Rua Manoel João Gonçalves, ligação com os bairros Coelho e Laranjal. Iluminando as sacolas de lixo largadas nas calçadas, no início da manhã a luz solar passa pelo Barracão, Sacramento, Pacheco e Amendoeira e caminha pela Estrada Raul Veiga em direção ao restante da cidade.

Todos se lembram, menos eu, que o sol nasce no Leste. Santa Isabel deve ser o maior bairro em extensão territorial do município e vence a disputa pela região Leste com o Largo da Ideia.

Como os outros bairros do distrito de Ipiíba, Santa Isabel nunca ganhou a atenção que merece. É a periferia dentro de uma cidade quase toda periférica, à margem da vizinha famosa, Niterói, e do Estado do Rio de Janeiro no quesito desenvolvimento social.

Bairro rural tão esquecido que a grafia do seu nome ninguém sabe ao certo, Isabel, como escreve a Prefeitura, ou Izabel, como escrevem os jornais, nas esquinas de Santa Isabel os porcos compartilham as pilhas de lixo doméstico com cavalos, urubus, pombos, bois e cães ao mesmo tempo, como amigos dividem uma mesa de bar. O lixo é um problema municipal grave, mas em nenhum outro bairro ele prejudica a fauna.

Faltam saneamento básico, infraestrutura, cultura, lazer e respeito à população. A festa da Independência, que mobilizava os alunos das escolas do bairro há 15 anos, foi cancelada por falta de segurança (O São Gonçalo). No final da festa do ano passado, um guarda municipal foi baleado e outro foi atropelado por traficantes; o cancelamento do desfile entristeceu as crianças.

Não significa que em Santa Isabel não sobre nada de bom. Quando o ônibus da linha 01 chega ao ponto final, surgem as fazendas e o asfalto, o comércio e a podridão terminam. São Gonçalo começa ali, virgem.

O bairro tem trilhas exploradas de moto e a pé por praticantes de esportes radicais. Tem a água pura e gelada que pinga do teto das Grutas de Caulim. O Alto do Gaia, ponto mais alto de São Gonçalo, com 534 metros de altitude. Santa Isabel tem o verde das árvores e a paz que o centro urbano desconhece.

Acorde em qualquer lugar de São Gonçalo, pouco antes das 6h, e observe. A principal fonte de energia da vida na Terra nasce logo em Santa Isabel, gigante esquecido.

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Caiu no Face? Compartilhar notícias falsas também é crime https://simsaogoncalo.com.br/compartilhar-noticias-falsas-crime/ https://simsaogoncalo.com.br/compartilhar-noticias-falsas-crime/#respond Tue, 05 Sep 2017 12:52:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5312 ​Quando os bebês chegam ao mundo, eles vêm sem defesas. Logo nos primeiros meses de vida, tomam suas vacinas, que servirão para mantê-los imunizados nesse novo mundo cheio de doenças e problemas. Durante toda uma vida, ainda precisarão ser educados para que aprendam a conviver com seus pares. Assim são os novos usuários de internet. […]

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​Quando os bebês chegam ao mundo, eles vêm sem defesas. Logo nos primeiros meses de vida, tomam suas vacinas, que servirão para mantê-los imunizados nesse novo mundo cheio de doenças e problemas. Durante toda uma vida, ainda precisarão ser educados para que aprendam a conviver com seus pares.

Assim são os novos usuários de internet. Chegam como os bebês à rede, seu novo mundo. Por seus organismos não conhecerem as doenças, e suas mentes não saberem as regras de convivência, ficam vulneráveis à golpes, superexposições, extremismos ideológicos e, claro, às notícias falsas.

Fake News = Notícias Falsas

Os acontecimentos que “caem no feici” vão desde um cachorro 🐶 tentando passar por um portão a assassinatos. O ser humano, numa mistura de fofura e morbidez, consegue dar audiência a todos os espectros de informação.

Mas se tem algo que é facilmente compartilhável são as coisas ruins. Tiroteios, sequestros, mortes e, o mais danoso, notícias falsas sobre pessoas.

Em agosto, um morador do Gradim se viu nessa agonia de ser confundido com um bandido. Por conta de uma “brincadeira” dos amigos, teve sua foto compartilhada diversas vezes, onde dizia que ele era um assaltante.

A brincadeira de mau gosto virou caso de polícia. E o homem acusado injustamente ficou sem sair de casa por semanas, com medo de ser confundido e linchado. De tão bizarro, o fato parou na TV.

Casos como esse já aconteceram no passado. Em São Paulo, há poucos anos atras, uma mulher foi espancado e morta, por conta de ter “caído no face” como uma seqüestradora de crianças.

Link do post desagravo, feito por um amigo da vítima: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1845622025464443&id=100000499912161

Post de desagravo feito por um amigo, para desmentir o boato sobre a falsa notícia.

Pequenas páginas, grandes responsabilidades

Há muitos sites e páginas descompromissadas com a verdade. Algumas, também conhecidas como “páginas de bairro”, muita das vezes se vislumbram com a quantidade de likes e compartilhamentos. Porém, essa medição é venenosa, se aproveitando de um fato calunioso para gerar cliques.

O grande alcance pode dar sensação de poder. Mas quando isso é feito compartilhando notícias falsas, que viralizam com grande força pela internet, o retorno do ato pode ter consequências desastrosas.

O que pedimos a todos os comunicadores e a todas as pessoas é que haja maior conscientização sobre o que se publica.

A internet é relativamente nova na vida de muita gente. Entretanto, é preciso entender que a informação compartilhada se comporta da mesma forma que uma fofoca contada no “boca a boca”.

Se você ainda publica notícia falsa ou informação sem verificar a fonte, ATENÇÃO! Uma hora o prejudicado pode ser você.

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Porto Velho: novo olhar sobre um clássico bairro gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/porto-velho-novo-olhar-sobre-bairro/ https://simsaogoncalo.com.br/porto-velho-novo-olhar-sobre-bairro/#comments Tue, 18 Jul 2017 21:12:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4821 São Gonçalo tem um espaço urbano muito confuso. Nunca teve uma reforma urbana, nunca teve um planejamento de médio e longo prazo e por isso a gente sempre chama nossa cidade de feia. Quando a gente compara com Niterói e Rio então, piora, mas não é bem assim. Niterói tem 443 anos, o Rio de […]

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São Gonçalo tem um espaço urbano muito confuso. Nunca teve uma reforma urbana, nunca teve um planejamento de médio e longo prazo e por isso a gente sempre chama nossa cidade de feia.

Quando a gente compara com Niterói e Rio então, piora, mas não é bem assim.

Niterói tem 443 anos, o Rio de Janeiro 452 e São Gonçalo 126 como cidade. Enquanto o Rio de Janeiro passou a pouco tempo por uma segunda Reforma Urbana e Niterói começa a entrar em sua segunda, São Gonçalo ainda nem teve a primeira.

Estamos colados em cidades que estão em momentos completamente diferentes. A comparação é natural. Mesmo com isso, não podemos tentar olhar nossa cidade de outra maneira. No meio de tanta confusão, violência e descuido de anos, nossa cidade tem chance de ser recuperada.

Essas fotos foram tiradas do Porto Velho. Tem foto da Paróquia Nossa Senhora das Graças, da Baía de Guanabara, da bandeira do Brasil que todo mundo vê da BR-101 e das casas do bairro.

A beleza da nossa cidade é tímida e a gente precisa estimular. Nós moramos aqui, nós vivemos aqui. Só falar mal não será suficiente para mostrar outros caminhos.

Confira as melhores imagens do Porto Velho:

Baía de Guanabara vista do bairro Porto Velho, São Gonçalo – Rio de Janeiro. Foto: Romário Regis
Baía de Guanabara vista do bairro Porto Velho, São Gonçalo. Foto: Romário Regis
Pedra da Bandeira que fica no bairro Porto Velho, São Gonçalo – Rio de Janeiro. Foto: Romário Regis
Pedra da Bandeira, Porto Velho, São Gonçalo. Foto: Romário Regis
Igreja Nossa Senhora das Graças do bairro Porto Velho, São Gonçalo – Rio de Janeiro. Foto: Romário Regis
Igreja Nossa Senhora das Graças no bairro Porto Velho, São Gonçalo. Foto: Romário Regis

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Vista Alegre e o mutirão em busca de um bairro melhor https://simsaogoncalo.com.br/vista-alegre-mutirao-busca-bairro-melhor/ https://simsaogoncalo.com.br/vista-alegre-mutirao-busca-bairro-melhor/#respond Fri, 30 Jun 2017 00:40:09 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4757 No domingo de 25 de junho de 2017, os moradores de Vista Alegre se reuniram para fazer algo quase raro hoje em dia: um mutirão para cuidar do bairro. Incomodados com o mato que crescia desordenadamente entre as pistas da estrada, eles promoveram uma limpeza completa do local. A Darley Campos publicou no Facebook e […]

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No domingo de 25 de junho de 2017, os moradores de Vista Alegre se reuniram para fazer algo quase raro hoje em dia: um mutirão para cuidar do bairro.

Na foto, a dona Darley mostra o trabalho de aparo e limpeza do matagal entre as pistas da estrada em Vista Alegre, São Gonçalo.
Na foto, a dona Darley mostra o trabalho de aparo e limpeza do matagal entre as pistas da estrada em Vista Alegre, São Gonçalo.

Incomodados com o mato que crescia desordenadamente entre as pistas da estrada, eles promoveram uma limpeza completa do local. A Darley Campos publicou no Facebook e os usuários nos marcaram o SIM São Gonçalo na ação.

Segundo alguns usuários, a medida era necessária para evitar acidentes, dando mais visibilidade aos motoristas, reduzindo o risco do tráfego na pista. A limpeza, além de bem-estar, trouxe segurança aos moradores da região.

Achamos fundamental mostrar a atitude deles, para que todos possam replicar ações como essas nos bairros de São Gonçalo, Itaboraí, Niterói e todo o estado do RJ.

Confira as imagens do mutirão da limpeza em Vista Alegre:

Mutirão com dos moradores de Vista Alegre em São GonçaloMutirão com dos moradores de Vista Alegre em São GonçaloMutirão com dos moradores de Vista Alegre em São Gonçalo

Nos comentários, o grupo revela que planeja expandir as ações nos bairros próximos. Segundo Darley, o próximo será Marambaia.

Parabéns a todos! Afinal, se esperarmos o poder público fazer algo… certamente, juntos podemos mais! Obrigado por cuidarem da cidade.

Fotos: Darley Campos Mira Figueiro

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A história de Luiz Caçador, da pesca ao folclore https://simsaogoncalo.com.br/a-historia-de-luiz-cacador-da-pesca-ao-folclore/ https://simsaogoncalo.com.br/a-historia-de-luiz-cacador-da-pesca-ao-folclore/#comments Fri, 21 Apr 2017 17:42:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4516 Quem nunca, em São Gonçalo, ouviu dizer que Luiz Caçador era um homem extremamente perigoso, não possuía as duas pernas e suas terras eram amaldiçoadas? Pois é. Será que essa é história real ou um folclore passado pelo povo por décadas!? Jorge Pereira Nunes foi a fundo em busca de fatos. Boa leitura! A história […]

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Quem nunca, em São Gonçalo, ouviu dizer que Luiz Caçador era um homem extremamente perigoso, não possuía as duas pernas e suas terras eram amaldiçoadas? Pois é. Será que essa é história real ou um folclore passado pelo povo por décadas!? Jorge Pereira Nunes foi a fundo em busca de fatos. Boa leitura!

A história de Luiz Caçador

Filho de Manoel Bento da Paixão e Emiliana Rosa do Amor Divino, Luiz Pereira da Silva nasceu em Maricá, em 13 de fevereiro de 1880, mas se mudou para São Gonçalo ainda na infância, acompanhando a família. Todos foram para o bairro de Itaúna e ocuparam uma parte da fazenda ali existente, às margens do pântano que hoje integra a Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, criada em 1984 pelo governo federal para proteger o alagado de cerca de 14 mil hectares, que abrange os municípios de Guapimirim, Magé, Itaboraí e São Gonçalo.

Para ganhar a vida, o jovem Luiz começou a fazer o que todos faziam na região: pescava. De tanto percorrer o canal que forma a Ilha de Itaoca e o mangue, neste buscando, sobretudo, caranguejo, acabou por tornar-se conhecedor exímio dos “furos” (microcanais que interligam as áreas alagadas) e viu que a região tinha um outro tesouro natural: jacaré. Começou a caçá-los para se alimentar e vender o couro para os dois curtumes que existiam no Gradim e em Neves. Daí passou a organizar caçadas, para as quais recebia pessoas vindas de várias partes do território fluminense e também do então distrito federal, a cidade do Rio de Janeiro.

Vista aérea do Rio Guaxindiba, que corta a APA de Guapimirim e chega até a Baía de Guanabara - Custódio Coimbra / Custódio Coimbra
Vista aérea do Rio Guaxindiba, que corta a APA de Guapimirim e chega até a Baía de Guanabara – Custódio Coimbra / Custódio Coimbra – O GLOBO

A experiência religiosa de Luiz

Era já a década de 1950 quando Luiz teve uma experiência religiosa: estava em meio a uma caçada de pássaros durante a qual vislumbrou um grupo de crianças, as quais não apenas protegiam os animais silvestres como promoviam a soltura dos cativos, e que lhe sugeriram criar um centro espírita. Foi o que fez, em 1953, dando-lhe o nome de Cosme e Damião – que depois foi chamada de Centro Espírita Nossa Senhora da Conceição –, de Umbanda, e passou também a dedicar-se a uma prática popular na época: a benzedura.

Casado com Eliete Ferreira da Silva, com quem não gerou filhos, adotou duas crianças, José e Maria, aos quais ele e a mulher se dedicaram amorosamente. Seu centro espírita alcançou notoriedade e continua a existir, na Rua 31 de Março, lote 230, quadra 8, onde moram sua nora, os filhos dela e netos dele.

Embora seu templo religioso crescesse, ali ele só “rezava” as pessoas e dirigia as sessões, nos fins de semana. Mas como não cobrava nada, precisava continuar cuidando da sobrevivência. Por isso, voltou à pescaria e à busca de caranguejos, abandonando de vez as caçadas, embora seu apelido continuasse a ser utilizado.

O batismo do bairro Luiz Caçador

No princípio da década de 1970, os proprietários originais da área a haviam reconquistado judicialmente, mas respeitaram o direito de posse de Luiz e fizeram um loteamento, dando-lhe o nome de Jardim Progresso. Não adiantou. A denominação do bairro de Luiz Caçador já estava fixada na opinião pública e permanece até hoje.

Luiz faleceu em 25 de maio de 1975, levando centenas de pessoas a seu sepultamento, no dia imediato, no Cemitério de São Gonçalo. A viúva, dona Eliete, mudou para o bairro de Marambaia e ali criou seu próprio “terreiro”, enquanto os descendentes de Caçador continuaram a dirigir o Centro Espírita Nossa Senhora da Conceição, já agora não apenas de Umbanda, mas também de Candomblé.

A história é contada por sua nora e recebe alguns reparos da neta Angélica Ferreira Bastos, para quem Luiz Caçador e sua família vieram de Maricá para Neves, em São Gonçalo, onde ele foi mestre de obras e casou, separando-se em seguida da primeira esposa. Só então mudou residência para Itaúna, onde contraiu novas núpcias, com dona Aliete Ferreira da Silva, que lhe deu uma filha, Maria do Carmo, casada com Altair dos Santos Bastos, pais de Angélica, que não chegou a conhecer o avô, pois a avó e a mãe já estavam residindo na localidade de Sacramento desde o falecimento dele. Dona Aliete ali criou o Centro de Caridade Vovó Maria do Rosário, que funcionou até 2014, quando, pela idade avançada, ela suspendeu os trabalhos, embora continue a residir no mesmo local, com plena saúde, neste ano de 2016.

Originalmente publicado no Blog do Vovozinho.

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Um amor chamado Gradim https://simsaogoncalo.com.br/um-amor-chamado-gradim/ https://simsaogoncalo.com.br/um-amor-chamado-gradim/#comments Tue, 18 Apr 2017 12:25:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4486 Gosto muito de todos os bairros da cidade, mas tenho uma queda em especial pelo Gradim. Foi nele que sai da infância e me transformei em adulto. Talvez não seja o bairro mais famoso ou procurado da cidade, mas sem dúvida é o mais charmoso. O Gradim é literalmente a porta do Paraíso. Um bairro tranquilo […]

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Gosto muito de todos os bairros da cidade, mas tenho uma queda em especial pelo Gradim. Foi nele que sai da infância e me transformei em adulto. Talvez não seja o bairro mais famoso ou procurado da cidade, mas sem dúvida é o mais charmoso.

O Gradim é literalmente a porta do Paraíso. Um bairro tranquilo de gente bonita e sorridente. As vezes tem confusão, mas nada que acabe com o brilho dos bons finais de semana cheios de cerveja, churrasco e ócio.

Tem a praça das crianças na parte do parque, tem a praça dos lanches, tem a praça de quem madruga e tem a praça dos bastidores que ninguém ousa revelar. Tem os casais que namoram no escurinho da Vicente Cardoso a pé ou os que namoram de carro na Restinga. Tem os mais ousados ainda que vão lá para a BR, mas aí é ter muita disposição.

No Gradim, todo mundo se conhece. Mesmo quem não se fala, já sabe quem namora com quem, quem deve, quem é legal e quem é escroto. Os donos de mercado já sabem, no olho, se aceitam fiado ou não dos moradores. Aliás, fofoca não é algo isolado no Gradim. Fofoca é premissa para morar aqui. Todo mundo é um fofoqueiro em potencial e por isso convivemos bem. É como se todos soubessem da vida dos outros e ficassem fingindo que nada aconteceu. Basta alguém passar, rolar um Oi e pronto, os cochichos logo começam.

Sabemos quem engravidou quem, quem foi preso, quem brigou, quem ficou rico, quem está desempregado, quem foi pro Uber, quem fugiu, quem foi solto, quem morreu e tudo isso em poucos minutos depois de acontecer. Somos melhores em comunicação do que o Jornal Nacional.

Venda de cafifas na Praça do Gradim – São Gonçalo
Venda de cafifas na praça do Gradim. Foto: SIM São Gonçalo.

Gradim de festa, futebol e carnaval

Nosso bairro tem uma rivalidade no futebol, por conta do Campo do Marimbondo e do Campo da Igrejinha. Tem rivalidade no carnaval por conta das duas escolas de samba. Tem rivalidade no amor, porque todo mundo tem um ou uma amante em potencial no bairro. Que bairro! Entre a paz e a confusão, ele sobrevive com todo mundo crescendo junto.

Falando em Escola de Samba, não podia esquecer do Carnaval do Gradim. Que carnaval senhores! É no carnaval que todo mundo se encontra, pelo menos uma vez ao longo da semana. Conseguimos saber quem emagreceu, quem engordou, quem casou, quem tem filho, quem está mais feio ou bonito. Parece que o tempo passa e o carnaval continua o mesmo. Sempre tem o bloco do “O Rei Morreu” que junto dos seus 5 integrantes nunca deixa de passar. Tem a cama elástica que fica na esquina da Basílio Costa. Tem o Churrasco da esquina da João Cândido, tem a festa que nunca acaba mesmo com a casa de shows mudando no final da Capitão João Manoel.

Ah! No Gradim também tem o saudosismo da festa da Primavera, que mesmo sendo fora de período de comemorações, lotava as ruas. Tem a saudade dos bares temáticos de cada time, tem a saudade de quando você ia pra rua e a qualquer momento tinha gente brigando por conta de futebol. Tem a saudade de brincar na rua sem medo de assalto.

Gradim é terra de comprar pão cedinho no mercado Mancebo. Terra de lembrar que na esquina do mercado, na época chamado Galo Branco, tinha um pastel artesanal que virou a CPI dos Caldos. Gradim é terra comprar pão com o padeiro de bicicleta que ninguém sabe o nome, mas todo mundo se diverte com sua simpatia. É terra de vizinho não se gostar, mas viver dando sorriso um pro outro exalando solidariedade pública, mas se mordendo por dentro.

Nosso bairro tem mitos também. Tem o mito de que a Rua dos Portugueses é a rua das mulheres mais bonitas no Bairro. Tem o mito de que toda noite algum x-tudo está aberto a madrugada inteira. Tem o mito de que nosso bairro é o maior celeiro de jogadores de São Gonçalo. Enfim, temos lendas urbanas que invejam os melhores contos da Disney.

Ai de tí, Gradim. Que você nunca perca essa graça. Que o tempo passe, a gente envelheça e você continue charmoso como sempre foi. Mesmo com seus problemas, como é bom caminhar por você sabendo que nossas histórias sempre estarão registradas nos asfaltos do bairro.

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O vereador amigo do bairro morreu https://simsaogoncalo.com.br/o-vereador-amigo-do-bairro-morreu/ https://simsaogoncalo.com.br/o-vereador-amigo-do-bairro-morreu/#comments Wed, 20 Jan 2016 21:31:00 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3437 A movimentação para as eleições já começou. Como em todo início de ano par, os futuros candidatos começam a se articular das formas mais variadas possíveis. Alguns daquele jeito bem bizarro, com faixas ou adesivos dizendo “FULANO VEM AÍ”. Outros apertando o máximo de mãos possíveis, de enterro de cachorro à aniversário de criança. Alguns, […]

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A movimentação para as eleições já começou. Como em todo início de ano par, os futuros candidatos começam a se articular das formas mais variadas possíveis. Alguns daquele jeito bem bizarro, com faixas ou adesivos dizendo “FULANO VEM AÍ”. Outros apertando o máximo de mãos possíveis, de enterro de cachorro à aniversário de criança. Alguns, mais “modernos”, se posicionam sobre todos os temas, em todas as páginas, de todas as redes sociais possíveis. No final, cada um se arruma como pode.

Como este ano é dedicado às eleições municipais, vamos falar do cargo mais caro e ingrato para se eleger: VEREADOR. Apesar de nunca ter me candidatado a cargos eletivos, posso dizer que sei um pouquinho sobre marketing eleitoral. Por isso, gostaria de avisar aos novos concorrentes que o vereador amigo do bairro morreu. Sim, como diz o “Nerso da Capitinga”: MÓRRÉU!

Calma, gente! Ninguém matou não. Ainda bem! A verdade é que está cada vez mais difícil de contar a historinha “vou lutar pelo meu bairro”. Até porque, isso não é algo muito claro, uma vez que os problemas perpassam a cidade, em regiões bem maiores que a “minha rua”.

O processo é lento. Mas as pessoas estão deixando de buscar “alguém que resolva”, para achar “como e onde se resolve”. Por exemplo: se o serviço de iluminação pública não funciona, você não precisa do vereador, mas sim do órgão que resolve isso. Imagina se tivéssemos que falar com o “vereador amigo do bairro” a cada problema que aparecesse? Uma hora, perceberíamos que mais do que eleitores, seríamos reféns. Sem direito a resgate.

Infelizmente, os que foram eleitos nas eleições anteriores tendem a se manter no poder. Neste caso, o “vereador amigo” não é mais tão amigo do bairro assim… ele é parceiro de meia-dúzia de pessoas para quem arrumou emprego na prefeitura. A solução para acabar com isso é simples: Concursos públicos, de preferência aqueles que selecionam para contratação sob as normas da CLT, evitando o inchaço do fundo de pensão municipal, que sofrerá bastante daqui a poucos anos.

Como digo e repito, evitem falar “SAÚDE E EDUCAÇÃO” em vão. É a coisa mais tola a se fazer. Todos querem isso, é óbvio! Mas só será possível trabalhar para essas questões se vocês souberem exatamente onde moram os problemas e as possíveis soluções para consertar o sistema. E, por favor: não me venham falar em “aumentar o salário” desconhecendo as finanças municipais. Desculpem, mas ninguém mais acredita em promessas como estas.

Candidatos a vereador, compreendam: “O AMIGO DO BAIRRO MORREU”. Campanhas não se fazem nos 6 meses anteriores às eleições. Agora é apenas a reta final. Aos mais preparados, mostrem conteúdo e qualidade nas argumentações, apresentem suas ideias com dados comprovados sobre nossa região. Aquela época de falar besteira não existe mais. Nem seus puxa-sacos baterão palmas. Hoje, se você fala algo errado no palanque, 10 segundos depois, alguém já está buscando no Google. E a sua reputação vai para o buraco em milésimos.

Se você ficou perdido, aqui vai um segredo: tente ser “amigo da cidade”. Pode funcionar melhor.

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Cidade jamais planejada https://simsaogoncalo.com.br/cidade-jamais-planejada/ https://simsaogoncalo.com.br/cidade-jamais-planejada/#comments Sat, 21 Nov 2015 14:22:41 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3375 A Praça do Rodo, segunda mais importante de São Gonçalo, no centro de um intenso polo comercial, não possui uma árvore sequer, onde alguém possa se abrigar do sol escaldante. Seus bancos são desconfortáveis e imundos. E no meio da praça existe um mastro de ferro gigante inútil, dinheiro público gasto desnecessariamente. São Gonçalo completou […]

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A Praça do Rodo, segunda mais importante de São Gonçalo, no centro de um intenso polo comercial, não possui uma árvore sequer, onde alguém possa se abrigar do sol escaldante. Seus bancos são desconfortáveis e imundos. E no meio da praça existe um mastro de ferro gigante inútil, dinheiro público gasto desnecessariamente. São Gonçalo completou 125 anos de emancipação política, contudo, jamais contou com o planejamento necessário para investir em qualidade de vida e fornecer benefícios fundamentais aos gonçalenses.

Diz a História que o loteamento desenfreado do território, desorganizado, que visava apenas o lucro, foi duramente combatido na década de 60 pelo político local mais famoso, Joaquim de Almeida Lavoura. Ele certamente perdeu a luta. São Gonçalo é inacessível a si mesma. Fazendas e grandes terrenos se transformaram em bairros isolados, confusos e ineficientes, como Santa Izabel, sem ordenamento físico entre as áreas de moradia e comércio, desprovidos de opções de lazer e emprego e de vias suficientes para o escoamento da população em direção ao trabalho.

O mínimo de urbanização que a cidade conhece está na rua Feliciano Sodré, principalmente no trecho onde fica a prefeitura. O asfalto é bom, o semáforo funciona, há lixeiras nos postes (e elas não transbordam), as calçadas são razoavelmente niveladas e alguns arbustos foram plantados. De resto, desenvolveu-se um corredor apertado, com estabelecimentos comerciais nas laterais e carros e ônibus espremidos no meio, onde antigamente passavam as linhas de bondes.

Toda cidade é um sistema interdependente que deve estar bem conectado para servir aos seus habitantes. No município gonçalense, vias terrestres foram criadas no passado segundo a necessidade do momento, hoje ultrapassada, nenhuma adaptada ao crescimento urbano. Através dessas vias, a bordo de ônibus sujos e quentes, circula a segunda maior população do estado do Rio de Janeiro, gastando mais de uma hora no trânsito e pagando mais de uma passagem para atingir certos destinos internos.

O Brasil inteiro não é desorganizado. Cidades agradáveis existem e São Gonçalo deveria ser uma delas, se o desenvolvimento e pioneirismo agroindustrial que experimentou até metade do século 20 fosse revertido em planejamento urbano e obras sociais.

Um crime se repete em São Gonçalo, seguidamente bombardeada com ignorância política, a cada governo municipal. Praças são abandonadas, destruídas ou vendidas, não temos ciclovias, o ar é impuro, a poluição visual e sonora incomodam, não há espaços para pessoas aqui.

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Tribobó: a história contada pelos moradores https://simsaogoncalo.com.br/tribobo-a-historia-contada-pelos-moradores/ https://simsaogoncalo.com.br/tribobo-a-historia-contada-pelos-moradores/#comments Mon, 07 Sep 2015 04:18:24 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3176 Desvendar a história de São Gonçalo é uma das missões da nova geração. O vídeo “No quintal da minha casa” foi elaborado no Ponto de Cultura OLHAR VERDE, de responsabilidade do CISC. A iniciativa foi idealizada pela gestora Ana Sobral e conduzida pelo professor André Correia. Trata-se de um registro histórico, que se preocupa em contar a […]

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Desvendar a história de São Gonçalo é uma das missões da nova geração. O vídeo “No quintal da minha casa” foi elaborado no Ponto de Cultura OLHAR VERDE, de responsabilidade do CISC.

A iniciativa foi idealizada pela gestora Ana Sobral e conduzida pelo professor André Correia. Trata-se de um registro histórico, que se preocupa em contar a história e retratar a memória da cidade de São Gonçalo a partir de seus bairros. E que história é essa de Tribobó? Seria a mesma contada pelos Três bobos que lá viviam?

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Casa em São Gonçalo: mini-guia para quem quer morar na cidade https://simsaogoncalo.com.br/casa-em-sao-goncalo-um-mini-guia-para-quer-morar-na-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/casa-em-sao-goncalo-um-mini-guia-para-quer-morar-na-cidade/#comments Mon, 24 Aug 2015 15:29:52 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3131 Casa em São Gonçalo. Para quem busca, a tarefa não é das mais fáceis. É preciso conhecer bem as regiões, entender suas vantagens e desvantagens, dar uma olhada no orçamento e começar a busca. Apesar do êxodo constante, muitas pessoas chegam à cidade todo ano, tornando ela cada vez maior. OUÇA o #poscast sobre Casa em […]

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Casa em São Gonçalo. Para quem busca, a tarefa não é das mais fáceis. É preciso conhecer bem as regiões, entender suas vantagens e desvantagens, dar uma olhada no orçamento e começar a busca. Apesar do êxodo constante, muitas pessoas chegam à cidade todo ano, tornando ela cada vez maior.

OUÇA o #poscast sobre Casa em São Gonçalo

Nos últimos tempos, com o crescimento da audiência do site, algumas questões inusitadas têm chegado até nós. A resposta de uma delas foi tão grande que se tornou um mini-guia. A pergunta é de uma moradora de Niterói que quer comprar uma casa em São Gonçalo. Nossa cidade é imensa! Por isso, qualquer informação que eu não saiba, preciso de você para completar essa difícil tarefa de explicar os prós e contras de morar em cada bairro por aqui.

A pergunta:

“Olá! Faz 3 anos que moro em Niterói. Estou querendo adquirir um imóvel em São Gonçalo, mas devido ao grande aumento da violência, fico com medo. Quais bairros vocês indicariam para uma família que está começando? Tenho uma filha de 2 anos. Ultimamente, tenho olhado os bairros da BR-101, como Boa Vista, Porto de Rosa, Porto Novo, Neves, Porto da Pedra, entre outros por ali. Mas, sinceramente, não sei mesmo. Obrigada!!!”

A resposta

Em qual parte de Niterói você mora? A violência tem aumentado muito em todos os pontos de São Gonçalo, igualmente ao que acontece em Niterói. Entretanto, há partes mais tranquilas e mais tensas, como em todo lugar.

Em relação à infraestrutura, os bairros da BR-101 têm seus problemas, especialmente no transporte interno. Vou explicar melhor: para sair e ir ao Rio ou Niterói, o acesso é fácil, pois existe uma relativa fartura de ônibus vindos de Alcântara e Itaboraí pela BR. Nas regiões do Anaia, Laranjal, São Pedro, Santa Isabel, a qualidade do transporte também não é das melhores. É possível que você fique refém dos ônibus e transportes alternativos, como as Kombis, mesmo que ainda irregulares.

Já a região do Paraíso até o Centro é a melhor servida em relação ao transporte e infraestrutura, com bancos, mercados, universidades, academias, fácil acesso aos shoppings e espaços de lazer. Porém, vem sofrendo muito com a violência, especialmente na região do Morro do Feijão (no mapa). A mesma coisa acontece do outro lado, que vai da Venda da Cruz ao Zé Garoto.

O Centro, conhecido como “Rodo”, e Estrela do Norte também são ótimas opções em São Gonçalo. Porém, bem como as regiões que citei no parágrafo anterior, os preços dos imóveis estão muito altos. A explicação mais simples é que, como os bairros fazem parte de uma das regiões mais antigas da cidade, tem mais infraestrutura e são os bairros mais próximos ao Rio e Niterói, ficou caro comprar por ali, ainda mais após a alta de preços da cidade do Rio, que puxou os valores do estado inteiro para cima.

Casa em São Gonçalo: Praça do Gradim é uma opção de lazer para quem busca uma residência por lá.
Vindo do Porto Novo, chegando na Praça do Gradim. À direita, chegamos na BR-101. À esquerda, chegamos ao Paraíso. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

3 bairros ascendentes em São Gonçalo

COLUBANDÊ: Cresceu muito nos últimos tempos, tendo atraído, inclusive, o “mercado-shopping” Guanabara. Há rumores sobre a construção de um shopping lá (que eu só acredito após a inauguração). Tem saídas para quase todos os lugares de São Gonçalo, seja para o Centro ou Alcântara. É próximo ao Hospital Geral, à UPA, tem o Corpo de Bombeiros e muita opção para compra no varejo. Localização no mapa.

ARSENAL: Possui bons conjuntos habitacionais. A estrada RJ-106 é ponto positivo e negativo ao mesmo tempo. Dependendo da localização da sua casa, talvez não haja uma passarela para se atravessar a pista. Entretanto, a mesma estrada facilita a chegada a Niterói, Rio ou Maricá, tornando o bairro um dos mais estratégicos para quem trabalha nessas cidades. Localização no mapa.

TRINDADE: É um bairro antigo que nos últimos 10 anos ganhou relevância, especialmente após a chegada do asfalto e calçamento em diversas ruas internas. De lá, saem os ônibus da Coesa que transportam boa parte de São Gonçalo ao Centro do Rio e grande Tijuca. Possui mercados, universidade, escolas relevantes e, dos 3 bairros listados, para mim, tem o melhor clima residencial, além de ser próximo à saída da BR-101 e a poucos minutos de Alcântara. Entretanto, vale conferir bastante o local escolhido. Localização no mapa.

Sobre Alcântara e arredores, como Laranjal, Jardim Catarina, Coelho e Vila 3 é possível morar relativamente bem, numa casa em São Gonçalo. Considere também ter mais referências dos pontos específicos onde o imóvel está localizado. Por ser uma grande região, há pontos muito tranquilos e outros consideravelmente tensos. Vá ao local para constatar as ofertas, converse com os vizinhos e busque mais informações.

Dependendo de onde você mora e qual o local onde você e seu esposo trabalham, talvez seja uma boa opção vir para uma casa em São Gonçalo. Se o problema for a violência, confirmo que está tudo igual, tanto em Niterói, no Rio, como aqui. Infelizmente, em todas as partes do estado há problemas. Mas aqui ainda é um bom lugar para se viver.

Espero ter ajudado.

E se você mora em São Gonçalo e tem dicas e comentários úteis a fazer para quem deseja morar aqui, comente e compartilhe. Sua opinião é fundamental.

Obrigado por estar com a gente no SIM São Gonçalo!

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Por que o Colubandê deveria ser o centro administrativo de São Gonçalo? https://simsaogoncalo.com.br/por-que-o-colubande-deveria-ser-o-centro-administrativo-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/por-que-o-colubande-deveria-ser-o-centro-administrativo-de-sao-goncalo/#comments Mon, 06 Jul 2015 15:49:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3016 Você já foi ao Colubandê? Numa cidade extensa como a nossa, essa pergunta é necessária. Supermercado Guanabara, Hospital Geral, Fórum de Alcântara, Quartel dos Bombeiros, mercados atacadistas e a própria Fazenda Colubandê, como diz o nome, fazem parte deste bairro. Mas por que será que esse lugar parece tão estratégico? O primeiro destaque é geográfico. Pelo Colubandê, passa uma das principais […]

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Você já foi ao Colubandê? Numa cidade extensa como a nossa, essa pergunta é necessária. Supermercado Guanabara, Hospital Geral, Fórum de Alcântara, Quartel dos Bombeiros, mercados atacadistas e a própria Fazenda Colubandê, como diz o nome, fazem parte deste bairro. Mas por que será que esse lugar parece tão estratégico?

O primeiro destaque é geográfico. Pelo Colubandê, passa uma das principais vias da cidade, a RJ104, ligando Niterói à Itaboraí e São Gonçalo às duas cidades. Também é caminho para Alcântara, Laranjal, Jardim Catarina e todos os bairros adjacentes. Muito próximo dali, há a entrada para a RJ106, a rodovia Amaral Peixoto, uma das principais vias para se chegar à região dos lagos e norte fluminense, além de Tribobó, Arsenal e Maria Paula. Em direção ao bairro “Água Mineral”, chega-se ao caminho que passa pelo Engenho Pequeno, comunicando-se com o distrito de Sete Pontes (Pita, Santa Catarina, Barro Vermelho). Já pelo Rocha, é possível ir ao Rodo, atual centro da cidade.

Fazenda Colubandê – São Gonçalo
Fazenda Colubandê – São Gonçalo, fotografado por @vitalbr, no Instagram.

A localização estratégica do bairro talvez tenha sido percebida pelo estado há mais tempo. Inaugurado em 1998, o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), também conhecido como Hospital Geral de São Gonçalo, foi construído na região por conta da posse destes terrenos. Outras construções, também estatais, justificam essa afirmação. O Fórum, o Corpo de Bombeiros e a Unidade de Pronto Atendimento, a UPA do Colubandê, formam com o hospital um complexo de equipamentos estatais que tornam aquela região um ponto de referência na cidade.

A oeste do bairro, ainda é possível ver uma imensa área verde que dá na Área de Preservação Ambiental do Engenho Pequeno. Criada em julho de 1991, com cerca de 140 hectares de Mata Atlântica secundária e terciária, a APA é administrada pela Secretaria de Municipal de Meio Ambiente, uma região com grande potencial para se tornar um Parque, tornando-se um equipamento público de lazer para a população, como há em diversas outras cidades e países.

Sede da APA do Engenho Pequeno – São Gonçalo
Sede da APA do Engenho Pequeno, um dos últimos redutos da Mata Atlântica em São Gonçalo.

Com o forte crescimento das regiões ao norte e leste de São Gonçalo, seria interessante que futuramente o governo municipal pleiteasse com o estado os auxílios possíveis para a construção de sua nova sede na região, carregando consigo a Câmara de Vereadores. Dessa forma, a atual prefeitura tornaria-se um Museu da Cidade e o Fórum Velho, no Zé Garoto, seria um equipamento cultural da cidade, definitivamente.

Naturalmente, com mudanças dessa natureza, boa parte dos caminhos ao Colubandê teriam de mudar. Especialmente o trecho da Salvatóri, que vai do Rocha à Água Mineral. Desapropriações do lado sem casas, alargamento de ruas e nivelamento de terrenos seriam fundamentais para que a cidade se comunicasse com eficiência.

Sei que as ideias dependem muito de verbas que, no momento, nenhuma das 3 instâncias de governo (Município, Estado e Federação) têm sobrando em seus orçamentos. Entretanto, a mudança seria fundamental para desenvolver a cidade e ligá-la às 3 cidades co-irmãs, formando um novo eixo de força no Leste Fluminense.

RJ 104, São Gonçalo
Trecho da RJ 104, sentido Niterói, altura do viaduto que dá em Maria Paula. Foto: Gustavo Stephan

E para aqueles que possam pensar que os distritos de Neves e Sete Pontes ficariam desamparados, isso é um equívoco. As ligações de São Gonçalo com o Rio e Niterói, seja via BR-101 ou pelas ruas principais dali, já estão devidamente consolidadas como as principais vias. Sem falar no fator Baía de Guanabara, que com a vinda das barcas, daria ainda mais valor à região.

Como tudo nesse texto ainda é um sonho, não vou nem citar o metrô. Afinal, esse já é uma desilusão.

Foto de capa: Por @fabiodevillart no Instagram.

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Trindade: conheça a origem do bairro https://simsaogoncalo.com.br/trindade-conheca-a-origem-do-bairro/ https://simsaogoncalo.com.br/trindade-conheca-a-origem-do-bairro/#comments Fri, 03 Jul 2015 03:15:17 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3008 A Fazenda da Trindade foi adquirida por Francisco José Ramos e D. Thereza Maria Moreaux Ramos, em 19 de julho de 1877 por 14 contos de réis. Seu cultivo era de café, lavoura e gado. Deste matrimônio entre Francisco e Thereza nasceu Leonor Moreaux Ramos, no dia 21/01/1886 em São Gonçalo. Com a morte dos […]

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A Fazenda da Trindade foi adquirida por Francisco José Ramos e D. Thereza Maria Moreaux Ramos, em 19 de julho de 1877 por 14 contos de réis. Seu cultivo era de café, lavoura e gado. Deste matrimônio entre Francisco e Thereza nasceu Leonor Moreaux Ramos, no dia 21/01/1886 em São Gonçalo.

Paróquia da Santíssima Trindade – Trindade, São Gonçalo. Fonte: Arquidiocese de Niterói
Paróquia da Santíssima Trindade – Trindade, São Gonçalo. Fonte: Arquidiocese de Niterói

Com a morte dos pais, D. Leonor vai para sua residência no Rio de Janeiro onde estavam seus parentes, mantendo ainda a fazenda Trindade. Ao casar-se mais tarde com Lauro Augusto Corrêa volta para São Gonçalo reativando a fazenda, aumentando a criação de gado, plantação de laranja, abacaxi e outras lavouras, chegando a receber menção honrosa na 1° Exposição-Feira de Produtos Agrícolas e Industriais do Município de São Gonçalo, em 27 de setembro de 1931, no concurso de produtos agrícolas.

Com a morte de seu marido, D. Leonor, seguindo orientação de seu genro Humberto Soeiro de Carvalho, organizou em 11 de dezembro de 1951 a Imobiliária Trindade LTDA, para lotearem a fazenda.

Vista da Praça da Trindade, ainda em projeto no ano de 1958.
Vista da Praça da Trindade, ainda em projeto no ano de 1958. (Foto enviada por Paulo Batista)

Durante 75 anos a fazenda fora conservada pela família, com seus sítios e pomares. O Dr. Humberto Soeiro Carvalho, reservara quatro terrenos: Um para a praça, um outro para a Igreja e outros dois para dois colégios. A praça localiza-se no coração do bairro, a Igreja da Santíssima Trindade no local do antigo oratório e os dois terrenos nos dois pólos do antigo bairro.

A Igreja da Santíssima Trindade foi fundada em 25 de maio de 1967. A Sra. Leonor Corrêa, mulher de austera formação católica e esmerada educação, quis construir uma capela onde já existia um pequeno oratório erigido em homenagem à Santíssima Trindade. Neste oratório, de um cômodo, havia uma tela, pintada pelo famoso artista francês François Renné Moreaux, tio-avô da Sra. Leonor Corrêa.

Leonor Corrêa - Origem do Bairro Trindade
Leonor Corrêa

Fonte: Paróquia da Santíssima Trindade — Desenvolvido pela Pastoral da Comunicação Rua Cidade de Campos, s/n — Trindade — São Gonçalo — RJ

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Admitindo que vivemos na lama https://simsaogoncalo.com.br/admitindo-que-vivemos-na-lama/ https://simsaogoncalo.com.br/admitindo-que-vivemos-na-lama/#respond Thu, 25 Jun 2015 12:54:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2975 De acordo com o IBGE, em 2010, 38% dos domicílios gonçalenses estavam em ruas não pavimentadas e 65% em ruas sem bueiros. Indicadores que colocam a cidade de São Gonçalo entre as piores do país em urbanização. Conhecendo esses números alarmantes, a ineficiência histórica do poder público e o efeito da chuva sobre a má […]

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De acordo com o IBGE, em 2010, 38% dos domicílios gonçalenses estavam em ruas não pavimentadas e 65% em ruas sem bueiros. Indicadores que colocam a cidade de São Gonçalo entre as piores do país em urbanização. Conhecendo esses números alarmantes, a ineficiência histórica do poder público e o efeito da chuva sobre a má qualidade do asfalto municipal, devemos admitir que a população gonçalense vive na lama.

Por que é importante reconhecer este fato? Muitos gonçalenses que estudam, têm bom emprego e poderiam contribuir para o desenvolvimento da cidade negam sua realidade caótica. Limitam-se a pensar que “mais de 50% das ruas são asfaltadas”, como se fosse suficiente para o bem-estar geral. São pessoas que frequentam sempre os mesmos lugares e circulam apenas no mesmo trecho, ou seja, conhecem somente uma pequena parte deste município enorme e não encaram o descaso que assola distritos inteiros, como Ipiíba e Monjolos.

Gonçalenses que passam diariamente pelas ruas menos esburacadas, como Cel. Moreira César, Feliciano Sodré e Dr. Nilo Peçanha, mas jamais pisaram no Engenho do Roçado e desconhecem a gravidade do seu atraso. Se quisessem, poderiam influenciar politicamente o governo, pressioná-lo por melhorias para seus vizinhos. Não, almoçar no início da rua Salvatori e curtir o happy hour com amigos no Baixo Alcântara deturpam sua capacidade de percepção da realidade até que se ofendem quando incluídos entre a população que vive na lama. Veem a si mesmos como cidadãos de uma São Gonçalo desenvolvida que não existe.

Jardim Catarina - Na Lama
Foto: SOS Catarina. “Há 1 ano atrás, os moradores da rua 46 colocaram essa faixa na rua em forma de protesto a propaganda feita pelo governo estadual. Um ano depois, continuamos na mesma situação. Promessas e mais promessas feitas pelo Governador Pezão e nada foi feito. Prefeito Neilton Mulim? Nunca se pronunciou! Descaso e abandono para com os moradores do Jardim Catarina.”

Nenhum habitante está livre do lixo, do esgoto ou da lama após a chuva, ainda que more no Centro. Se o IBGE avaliasse a qualidade do asfalto e do funcionamento dos poucos bueiros, teríamos um retrato mais exato sobre o município. Há ruas “asfaltadas” com tantos buracos que parecem a superfície lunar, como no Vila Três. Há ruas asfaltadas que alagam com frequência, onde inundam casas e estabelecimentos comerciais, como no Porto da Pedra. Há bairros como o Alcântara onde as ruas, asfaltadas, têm verdadeiras piscinas de lama e esgoto repletas de lixo o ano inteiro, não precisa chover.

Buscaremos soluções para os problemas que comprometem nossa qualidade de vida assim que admitirmos que vivemos na lama. Os gonçalenses trancados em casa 24h por dia, devido a dificuldades de locomoção entre tantos buracos e pela falta de rampas, aguardam ansiosamente este momento. A ajuda nascerá entre nós e não depende de qualquer governo. Se o Brasil passa por uma crise interminável, o país inteiro pode afundar, menos a cidade que moramos.

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Triste retrato da rua onde moro https://simsaogoncalo.com.br/triste-retrato-da-rua-onde-moro/ https://simsaogoncalo.com.br/triste-retrato-da-rua-onde-moro/#respond Fri, 22 May 2015 17:12:02 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2882 Normalmente as ruas residenciais gonçalenses são mal iluminadas, não têm saneamento básico nem asfalto e estão repletas de lixo nas esquinas. A rua onde moro não é diferente. Graças à incompetência da administração municipal, há meses três postes da minha rua estão com as lâmpadas queimadas; como ficam no mesmo trecho, o local se tornou verdadeira […]

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Normalmente as ruas residenciais gonçalenses são mal iluminadas, não têm saneamento básico nem asfalto e estão repletas de lixo nas esquinas. A rua onde moro não é diferente.

Graças à incompetência da administração municipal, há meses três postes da minha rua estão com as lâmpadas queimadas; como ficam no mesmo trecho, o local se tornou verdadeira passagem para o inferno, onde assaltos a mão armada são frequentes, idosas já foram espancadas e famílias tiveram o carro roubado, depois de serem violentamente expulsas do veículo.

Como não recebeu saneamento básico adequado, algumas manilhas da rua estão expostas, sujeitas a danos e entupimentos, tornando o vazamento de esgoto problema comum. Diante das valas negras, pedestres não caminham, saltam de um lado para o outro e crianças convivem com a sujeira enquanto brincam.

Asfalto não há, alguns trechos da rua foram concretados por moradores, com a ajuda interesseira de candidatos ao cargo de vereador. A rede hidráulica, tão exposta quanto a rede de esgotos, não recebe qualquer manutenção da CEDAE quando quebra sob o peso dos automóveis. São os moradores que colocam a mão na “massa” e a consertam.

A Ampla, por sua vez, instalou novos postes de concreto mas não removeu os velhos postes de madeira, que ameaçam cair. Com isso, em cada ponto da rua existem dois postes, um de madeira e outro de concreto. Este descaso criou uma obra surrealista bizarra, visualmente poluída e perigosa; a fiação elétrica e telefônica foi largada embolada nesses postes duplos, pendente em alguns intervalos, ameaçando a vida das pessoas.

Como ameaça a falta de calçada em diversos trechos tomados pelo mato. Quando os carros passam, o pedestre precisa se espremer entre a rua e o matagal para não ser atropelado.

Se a Prefeitura me dissesse que a rua onde moro será asfaltada daqui a 10 anos, eu pularia de alegria. Mas não há previsão, nem esperança, porque até hoje nenhum governo gonçalense jamais planejou suas ações. O que vemos da janela não é uma cidade, mas um grande camelódromo, sujo e desorganizado, cercado por ruas esburacadas como a minha.

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Exercite-se ao ar livre, apesar dos obstáculos https://simsaogoncalo.com.br/exercite-se-ao-ar-livre-apesar-dos-obstaculos/ https://simsaogoncalo.com.br/exercite-se-ao-ar-livre-apesar-dos-obstaculos/#comments Tue, 12 May 2015 19:20:22 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2856 Há bairros inteiros em São Gonçalo sem saneamento básico, muito menos incentivo público à prática esportiva. Por isso, nos resta viver como sedentários aprisionados entre casa e trabalho… pelo contrário! Apesar da infraestrutura precária, correr, caminhar ou pedalar nas ruas da cidade faz bem à saúde e prova à Prefeitura que queremos viver com dignidade. Os obstáculos são inúmeros! No […]

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Há bairros inteiros em São Gonçalo sem saneamento básico, muito menos incentivo público à prática esportiva. Por isso, nos resta viver como sedentários aprisionados entre casa e trabalho… pelo contrário! Apesar da infraestrutura precária, correr, caminhar ou pedalar nas ruas da cidade faz bem à saúde e prova à Prefeitura que queremos viver com dignidade.

Os obstáculos são inúmeros! No complexo esportivo ao lado da Fazenda Colubandê, a pista de corrida, deteriorada, tem buracos perigosos onde o praticante pode tropeçar, fora o mato e lixo que permeiam toda sua extensão. As poucas lixeiras existentes no local caem aos pedaços. Por fim, a grade de ferro que limita o campo de futebol está rasgada. No entanto, o local lota diariamente. Ou seja, os problemas são superáveis, enquanto a satisfação de se exercitar ao ar livre é tremenda.

Muitos moradores de Alcântara perceberam os benefícios da atividade física longe das paredes da academia, como estreitamento dos laços com o próprio bairro. Eles utilizam principalmente a Estrada dos Menezes, que na parte da manhã é demarcada pela Secretaria de Esporte e Lazer para ceder um trecho aos praticantes. O trecho reservado é curto e arriscado – apenas cones separam veículos e pessoas – mas devido a escassez de espaços como aquele, de agradável arborização, e a grande população do bairro, a adesão popular é enorme.

Melhor lugar para caminhar ou correr na cidade, devido a longa extensão e reduzido fluxo de veículos, a famosa Rua da Caminhada (Jaime Figueiredo), também apresenta empecilhos como asfalto desnivelado e lixo do comércio noturno. A presença de diversos praticantes ao longo da via não evita a sensação de insegurança. Por isso, a rua que vai do Centro ao Paraíso deveria contar com maior policiamento ou presença de guardas municipais.

Não deixe de caminhar ou correr por São Gonçalo, mesmo não morando em Alcântara, Colubandê ou num dos bairros cortados pela Rua da Caminhada. Procurando com atenção, você encontrará perto de casa um local para aumentar sua intimidade com a cidade, apesar das condições adversas.

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Como começaram as marcas de bairro de São Gonçalo? https://simsaogoncalo.com.br/como-comecaram-marcas-de-bairro-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/como-comecaram-marcas-de-bairro-de-sao-goncalo/#comments Tue, 06 Jan 2015 10:40:29 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2513 A série das marcas de bairro de São Gonçalo começou de forma inusitada. Ainda em 2012, estava parado na fila do Coesa, esperando o “Passeio-São Gonçalo”, o nosso “110” ou “prata”, para os íntimos. Já era tarde da noite, hora que os “pratinhas” da Coesa ficam mais baratos e passam a aceitar o bilhete único. Olhando para […]

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A série das marcas de bairro de São Gonçalo começou de forma inusitada. Ainda em 2012, estava parado na fila do Coesa, esperando o “Passeio-São Gonçalo”, o nosso “110” ou “prata”, para os íntimos. Já era tarde da noite, hora que os “pratinhas” da Coesa ficam mais baratos e passam a aceitar o bilhete único. Olhando para a loja da “Levis”, me veio a ideia de brincar com aquela marca de jeans usando o nome de um dos bairros por onde o ônibus passa: Neves.

Cheguei em casa, fiz e publiquei no SIM. A resposta não poderia ser outra: “E o meu bairro?” Essa pergunta virou um clássico e, cada vez que fazemos mais uma marca, ela se repete em cada comentário.

Neves, um dos bairros já contemplados pela série "Marcas de bairro".
Neves, um dos bairros já contemplados pela série “Marcas de bairro”.

A série trouxe algo de novo para o SIM São Gonçalo: uma nova forma de dar cara às localidades da cidade, utilizando o visual já familiar das marcas impressas nos produtos que usamos em nossas casas. O município é grande, em área e população, o que faz com que muitas pessoas simplesmente desconheçam lugares como o Ieda, Mutuapira, Miriabi, Tenente Jardim, Barracão, Califórnia ou Antonina. Um novo jeito de conhecer e se reconhecer na cidade é uma meta alcançada em cada ilustração.

Outro ponto positivo nesse jogo é a identificação dos moradores locais. Muitas pessoas tem vergonha de assumir que moram em determinados bairros. Identificá-los, trazer sua história e pessoas que o representam são uma forma de “colocá-los” no mapa mental da população, algo que vai bem além da cartografia.

Marcas de bairro: Alcântara – São Gonçalo
Marcas de bairro: Alcântara – São Gonçalo

Até o dia de hoje, temos cerca de 50 marcas. Ainda faltam muitos! Aos poucos, estamos fazendo e publicando, seja na página do SIM São Gonçalo ou no nosso Instagram. Vai lá, curta e participe!

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Alagamento em São Gonçalo: por que são tão frequentes? https://simsaogoncalo.com.br/por-que-sao-goncalo-tem-alagamento/ https://simsaogoncalo.com.br/por-que-sao-goncalo-tem-alagamento/#comments Mon, 14 Apr 2014 21:23:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1837 Alagamento é um problema crônico em todo estado do Rio de Janeiro. São as águas de março fechando o verão, levando desgraça e preocupação. Em 1972, Tom Jobim lançava a música que até hoje embala trilhas e ouvidos pelo mundo. Em todo o estado e em São Gonçalo a poética canção revela algo preocupante. São as […]

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Alagamento é um problema crônico em todo estado do Rio de Janeiro. São as águas de março fechando o verão, levando desgraça e preocupação.

Em 1972, Tom Jobim lançava a música que até hoje embala trilhas e ouvidos pelo mundo. Em todo o estado e em São Gonçalo a poética canção revela algo preocupante. São as chuvas fortes que precipitam de uma vez só, alagando tudo.

Da década de 70 até hoje, a população de São Gonçalo quase que dobrou. E como pode-se perceber em todo o Brasil, com raríssimas exceções, o crescimento desenfreado deu numa quantidade absurda de ocupações irregulares. Planejamento habitacional zero. É casa em cima de rio, rio que vira valão, valão que transborda.

Todo ano, Neves, Vila Lage, Trindade, Colubandê, Gradim, Alcântara, Camarão, Califórnia, Tribobó, Jockey, Boaçu, Catarina, Bom Retiro, Guaxindiba, Porto Novo e outros vários bairros convivem com os alagamentos de verão. Mas o que fazer?

Quando fizemos o Alagamaps, ficou claro que muitos pontos de alagamento tinham relação direta com a ocupação de áreas onde antes havia rios. E olha, São Gonçalo possui muitos deles! A maioria já virou valão. Entretanto, ainda desembocam na Baía de Guanabara.

Por que São Gonçalo tem alagamento?
Alcântara no alagamento de 2010 – Por Gustavo D’Ângelo
Por que São Gonçalo tem alagamento?
Alcântara no alagamento de 2010 – Por Gustavo D’Ângelo

Alagamento em São Gonçalo, há solução?

NevesVila Lage e arredores fazem parte de uma das regiões mais antigas da cidade. É cercada por dois rios: o Brandoas, que está entre Vila Lage e Porto Velho, e o Bomba, aquele ao lado do Carrefour que divide São Gonçalo e Niterói. Tenho a impressão de que a rede de águas pluviais é tão antiga, que não foi desenhada para sustentar o volume de águas que passam nas galerias. Somado ao asfalto das ruas, que blinda a penetração de água no solo, temos um grande volume de chuvas correndo com mais rapidez às galerias. Resultado: Não há vazão suficiente e o alagamento começa.

Esse não é um problema exclusivo de São Gonçalo. Pelo contrário, da zona sul carioca à região serrana, a época das chuvas é um período de atenção redobrada. Soluções existem. Mas as obras são caras, demoradas, geram transtornos no trânsito e, depois de prontas, não aparecem, pois ficam debaixo da terra.

Então, me diga: qual político vai ter peito para fazê-las? Não precisa ser gênio pra responder essa pergunta.

Infelizmente, as águas de março e abril fecham o verão sem deixar promessa alguma no seu coração.

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Esse Cristo é nosso, São Gonçalo! https://simsaogoncalo.com.br/esse-cristo-e-nosso-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/esse-cristo-e-nosso-sao-goncalo/#comments Thu, 06 Feb 2014 02:08:11 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1620 Era outubro de 1997. O povo brasileiro recebia o Papa João Paulo II, que nos visitava pela terceira vez para participar do 2º Encontro com as Famílias. Enquanto aos pés do Cristo Redentor o Papa abençoava o Rio de Janeiro, em São Gonçalo, um morador nascido e criado no Porto da Pedra fazia uma gentileza ao […]

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Era outubro de 1997. O povo brasileiro recebia o Papa João Paulo II, que nos visitava pela terceira vez para participar do 2º Encontro com as Famílias.

Enquanto aos pés do Cristo Redentor o Papa abençoava o Rio de Janeiro, em São Gonçalo, um morador nascido e criado no Porto da Pedra fazia uma gentileza ao casal José Alves de Azevedo e Elvira Santos de Azevedo, doando uma réplica, em proporções menores da imagem que, há exatos 10 anos, se tornaria uma das sete maravilhas do mundo moderno.

O casal muito católico, de não faltar uma missa, acordou que aquele presente não seria só deles, teria que ser compartilhado com toda a vizinhança. Com a morte do Padre Eugênio, da Igreja da Matriz de São Gonçalo, frequentada pelo casal, acharam que era uma forma de homenageá-lo.

Esse Cristo é nosso, São Gonçalo! © Sim São Gonçalo 2014

O senhor José procurou os vizinhos, o dono da padaria, da marmoraria, do açougue, enfim, todos dispostos a ajudar na empreitada. O lugar foi escolhido: a esquina da Av. Joaquim de Oliveira com a Rua Governador Macedo Soares, bem perto da residência do casal. A imagem foi fixada em um pedestal de mármore com as inscrições “Homenagem ao Papa João Paulo II em Visita ao Brasil em 02-10-1997”. Na parte de cima e “In Memorian Padre Eugênio 02-10-1997” a baixo. Uma dupla homenagem, data da visita do Papa e homenagem ao padre. (O Município de São Gonçalo foi abalado com a morte do Cônego Eugênio Moreira, em 03 de junho de 1997, dias após a celebração de Corpus Christi com uma das mais belas manifestações de arte e religiosidade da Cidade, os tapetes de sal.)

O casal tentou junto à prefeitura que a imagem fosse iluminada a noite. Entretanto, por conta da burocracia, desistiram e resolveram eles mesmos levar luz ao Cristo, através de uma ‘foto-célula’ ligada à sua residência. Não seria por dificuldades burocráticas que o Cristo não seria aceso.

Esse Cristo é nosso, São Gonçalo! © Sim São Gonçalo 2014

Para evitar que vândalos danificassem-no o casal cercou com grades de proteção.

A manhã do dia 5 de maio de 2005 tinha tudo para ser cheia de felicidade. José completava 74 primaveras, mas quis o destino que, naquele dia, o coração da sua companheira parasse de bater. Enquanto viva, Dona Elvira tinha uma paixão pelo Cristo indescritível. Promovia missas campais em frente à imagem e se orgulhava de ver a rua lotada de fieis.  Mensalmente, com ajuda do seu marido, limpavam cuidadosamente a imagem. Anualmente, a pintavam. Hoje, viúvo, o senhor José segue a risca a mesma rotina.

A imagem passou a ser ponto de referência. Ficou conhecida não só no bairro, mas até mesmo na cidade vizinha, Niterói. Basta falar: “Vamos nos encontrar em frente ao Cristo Redentor do Porto da Pedra”. Fica fácil para todo mundo.

Esse Cristo é nosso, São Gonçalo! © Sim São Gonçalo 2014

Com 82 anos de idade, a maior preocupação do senhor José é o que acontecerá com o Cristo do Porto da Pedra após a sua morte. Ao mesmo tempo em que se preocupa, tem esperança que sua família continue o legado cuidando da imagem. E espera que as futuras gerações de gonçalenses independente da religião enxerguem-no como um patrimônio da cidade e tenham orgulho de dizer: ESSE CRISTO É NOSSO, SÃO GONÇALO!

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Distritos de São Gonçalo: a divisão ainda é válida hoje? https://simsaogoncalo.com.br/distritos-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/distritos-sao-goncalo/#comments Sat, 30 Mar 2013 16:07:10 +0000 http://themes.wpbox.net/bolid/?p=621 Os distritos de São Gonçalo são 5: São Gonçalo (onde fica Alcântara), Monjolos, Ipiíba, Neves e Sete Pontes. Segundo a prefeitura, mesmo com a grande expansão da cidade, essa ainda é a divisão distrital vigente. A classificação divide a cidade administrativamente. Ainda sim, nunca ouvimos falar sobre nenhum tipo de “subprefeitura” ou “subadministrações”, como acontece […]

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Os distritos de São Gonçalo são 5: São Gonçalo (onde fica Alcântara), Monjolos, Ipiíba, Neves e Sete Pontes. Segundo a prefeitura, mesmo com a grande expansão da cidade, essa ainda é a divisão distrital vigente.

A classificação divide a cidade administrativamente. Ainda sim, nunca ouvimos falar sobre nenhum tipo de “subprefeitura” ou “subadministrações”, como acontece na cidade do Rio de Janeiro. A capital, por ter grandes proporções, nomeia diversos “prefeitinhos”, que são responsáveis pelo contato com a população local de determinada região.

Distritos e processos internos da prefeitura

Os distritos servem mais aos processos internos da prefeitura do que ao entendimento das pessoas. Tenho receio de que a própria população não saiba a que distrito pertence. Prova disso é que as divisões territoriais nem sempre são conhecidas e não tem muita influência sobre as pessoas.

Confira os mapas fornecidos no site da prefeitura nesse link.

Mapa com Distritos de São Gonçalo. Fonte: Prefeitura Municipal de São Gonçalo
Mapa com Distritos de São Gonçalo. Fonte: Prefeitura Municipal de São Gonçalo

Alcântara sozinho poderia ser um dos Distritos de São Gonçalo?

Talvez seja necessário subdividir ainda mais a região do “Grande Alcântara” em novos distritos. Administrativamente, não há muito sentido em por Nova Cidade, Rocha, Salgueiro e Alcântara no mesmo balaio. São bairros que tem características diferentes, apesar de serem parte de um mesmo domínio.

Essas entre outras distorções devem ser corrigidas pela prefeitura redefinindo novos distritos em São Gonçalo. Uma boa consequência seria a criação das subprefeituras.

Ainda sim, isso não nos livraria de um mal chamado “curral eleitoral”. Com ou sem administração local, os vereadores iriam com tudo para ter mais influência sob esses mini-órgãos, se tornando uma referência executiva para a população.

Afinal, apesar de vereador não fazer nada no sentido executivo, dizer que “fez e fará muito mais” é especialidade desses cidadãos.

Foto: Flávio Pereira / @pereira_flavio

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