Infraestrutura Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/category/infraestrutura/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Fri, 15 Dec 2023 18:47:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg Infraestrutura Archives - Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/category/infraestrutura/ 32 32 147981209 Milícias e barricadas mudam o cenário imobiliário em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/milicias-barricadas-mudam-cenario-imobiliario/ https://simsaogoncalo.com.br/milicias-barricadas-mudam-cenario-imobiliario/#comments Wed, 11 Sep 2019 01:17:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7487 Há algumas semanas, recebi imagens de barricadas instaladas no Galo Branco. Uma região bem próxima à praça do bairro. Bandidos locais dominaram e fecharam a área. Com a barricada, um bairro tradicional vira “comunidade”. Logo depois, se torna área de risco. Já os moradores entram numa prisão. Além de perderem o direito de ir e […]

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Há algumas semanas, recebi imagens de barricadas instaladas no Galo Branco. Uma região bem próxima à praça do bairro. Bandidos locais dominaram e fecharam a área. Com a barricada, um bairro tradicional vira “comunidade”. Logo depois, se torna área de risco. Já os moradores entram numa prisão. Além de perderem o direito de ir e vir em suas casas construídas com muito suor, perdem também a possibilidade de vender seus imóveis por algum valor justo que possibilite se mudarem dali. Todos os serviços e melhorias que poderiam chegar ao bairro são barrados pela barricada.

Parte das pessoas que estão vendo a depreciação dos bairros e seus imóveis são antigos moradores da cidade. Alguns já viram filhos e netos se mudarem. Seja para outra cidade ou para outras regiões de São Gonçalo.

Por conta dos criminosos, traficantes ou milicianos, novas regiões se tornarão (ou já são) mais caras por conta da sensação de segurança. A gente pode até generalizar a violência por aqui, mas é fato que há regiões da cidade onde a polícia está mais presente e atuante por conta da infraestrutura e menor risco. Há lugares que não tem barricadas e a PM chega. A gente sabe disso.

E o que isso significa?

Cenário imobiliário em São Gonçalo crescerá nos bairros de sempre

Quem é da Mangueira e Camarão está acompanhando de perto o crescimento de um grande condomínio de apartamentos. O tamanho desproporcional assusta quando comparado às casas dos bairros. Mas o sinal é claro: o processo de verticalização chegou para ficar em São Gonçalo.

Em paralelo, o Vila Lage também vê seus prédios subirem, concentrando mais moradias na cidade. De novidade mesmo, só o Maria Paula que, pela proximidade com a região de Pendotiba, vê seu metro quadrado se valorizar ainda mais.

Construção no Maria Paula, São Gonçalo
Metro quadrado do Maria Paula está avaliado em R$ 4.358, segundo o Secovi-Rio. Foto: Jornal O São Gonçalo

Perceba que todas essas regiões, como já citei neste outro post, têm proximidade com Niterói e Rio de Janeiro. Duas das cidades com maior IDH (índice de desenvolvimento humano) do Brasil. O mercado foge cada vez mais das regiões ditas perigosas, para crescer onde o risco é “controlável” e a infraestrutura é um pouco mais presente.

O movimento de adensamento das cidades é um sinal dos novos tempos. Entretanto, em todo o estado do Rio de Janeiro, as novas residências concentradas tendem a ter seu valor regulado pelo fator “violência”, antes de tudo. A insegurança, valor tão intangível comparado à infraestrutura física e possibilidade de transporte (mobilidade), ganha cada vez mais relevância e define o futuro das cidades fluminenses.

Bandidos sabem onde construir sua barricada

Uma das coisas mais perceptíveis é como os bandidos têm a clara noção de onde não há presença do estado. Isso define o ponto exato de uma barricada ou da implantação de serviços ilegais, como internet, gatonet e venda de gás. Sem falar no clássico tráfico de drogas.

Nesse ponto, é fundamental que prefeituras e governo do estado atuem em parceria. Uma das coisas que os bandidos não apreciam é quando os bairros passam por melhorias. Isso significa que o acesso das forças de segurança irá melhorar. Logo, sua atuação se torna reduzida.

As forças policiais são fundamentais no enfrentamento do crime. Mas elas não são permanentes, como as melhorias infraestruturais que os bairros precisam. Só assim conseguiremos dar uma vida digna aos moradores que já viveram dias melhores antes de serem presos involuntariamente na prisão de suas casas.

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Radar de velocidade desligado não significa mais segurança https://simsaogoncalo.com.br/radar-desligado-nao-significa-seguranca/ https://simsaogoncalo.com.br/radar-desligado-nao-significa-seguranca/#comments Sat, 31 Aug 2019 00:45:48 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7465 Radar de velocidade é um inimigo do cidadão-motorista. A “indústria da multa” não ganhou esse nome à toa. Sou motorista há uns 15 anos e já ganhei algumas multas nesse período. Ainda sim, sou pedestre há muito mais tempo. Sei bem a diferença que faz ter um “pardalzinho” à vista quando se atravessa com uma […]

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Radar de velocidade é um inimigo do cidadão-motorista. A “indústria da multa” não ganhou esse nome à toa. Sou motorista há uns 15 anos e já ganhei algumas multas nesse período. Ainda sim, sou pedestre há muito mais tempo. Sei bem a diferença que faz ter um “pardalzinho” à vista quando se atravessa com uma criança no sinal. Em rodovias como as RJ 104 e 106, com tanta gente morando ao redor e sem tantas passarelas assim, fica a pergunta: não era melhor ter aumentado o nível de velocidade ao invés de eliminar o radar?

Aumento de velocidade no radar resolveria

Passo nas RJs com alguma frequência. Entendo bem esse dilema entre passar em determinados pontos com receio de ter uma arma apontada ou de ganhar uma multa por excesso de velocidade. Mas vejo também que os radares são instrumentos para fazer com que maus motoristas “segurem” o pé no pedal.

A pista com velocidade máxima de 50 ou 60km/h realmente deixa o motorista vulnerável. Porém, não ter limite deixa pedestres na beira da via e outros motoristas vulneráveis aos irresponsáveis que põem 130km/h sem dó nessas vias cheias de curvas e buracos.

Penso que o melhor seria aumentar o limite de velocidade. Algo como 90km ou qualquer outra velocidade previamente estudada para os trechos, ajudaria um lado sem prejudica o outro. Motoristas e pedestres.

Sem radar de velocidade, sem passarela e sem asfalto

A última mudança que as RJs viram, já tem mais de 12 anos. Foi no governo Rosinha Garotinho. De lá para cá, as vias não tiveram nenhuma grande mudança. A RJ 104 então, cujo pedaço mais famoso é o viaduto de Alcântara, tem trechos que a gente sente pena do veículo e, naturalmente, do nosso bolso. O que nos faz lembrar que, mesmo sem radar, não dá para andar muito rápido sem arriscar danificar o próprio carro.

Outro problema corrente é falta de passarelas. Há pontos da pista onde as pessoas, tradicionalmente, passam. Logo, porque não ampliar o número das travessias sobre a pista? Provavelmente, o valor de uma passarela é mais barato que o serviço de socorro e internação de um pedestre acidentado por dias no hospital.

Os problemas de segurança existem e ninguém está negando isso. Mas há tantos outros fatores de insegurança na via, que a tendência é que os problemas se somem e não sumam. A bandidagem sempre vai criar uma saída nova para continuar assaltando. Estejamos nós passando a 60 ou 120km/h.

Lembrando sempre que nosso problema de segurança se resolve com estratégias de segurança pública, não com questões de trânsito. E as pessoas que moram na região, pegando ônibus ou andando a pé, continuarão sofrendo com os mesmos problemas. Essas não tem como correr.

 

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Cadeirantes no meio da rua – acessibilidade não existe por aqui https://simsaogoncalo.com.br/cadeirantes-no-meio-da-rua-acessibilidade-nao-existe-por-aqui/ https://simsaogoncalo.com.br/cadeirantes-no-meio-da-rua-acessibilidade-nao-existe-por-aqui/#respond Thu, 10 Jan 2019 18:11:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6952 A cena é inusitada. Um cadeirante é flagrado rodando no meio da rua com sua cadeira motorizada. Na altura entre a rua Dezoito do Forte e o Shopping Partage, ele trafega em meio a carros e ônibus, desafiando os veículos bem maiores que ele. Confira o vídeo:   Acessibilidade em São Gonçalo é fundamental Mas, […]

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A cena é inusitada. Um cadeirante é flagrado rodando no meio da rua com sua cadeira motorizada. Na altura entre a rua Dezoito do Forte e o Shopping Partage, ele trafega em meio a carros e ônibus, desafiando os veículos bem maiores que ele. Confira o vídeo:

 

Acessibilidade em São Gonçalo é fundamental

Mas, qual o motivo que levou o cadeirante a ir para o meio da rua?

Para quem conhece o centro de São Gonçalo, o nosso Rodo, andar pelas ruas a pé já é difícil. Além do grande número de pessoas andando em calçadas e ruas desniveladas, projetadas há décadas atrás, há obstáculos diversos que só atrapalham o fluxo.

Naquele trecho onde o vídeo foi feito, por exemplo, a situação até poderia ser melhor caso a faixa da “linha do trem” fosse um acesso viável, sem pontos de acúmulo de lixo. Do outro lado, na calçada que leva ao Supermercado Extra e ao Shopping Partage, há os postes. Um projeto de fiação subterrânea seria fundamental para esse novo modelo de calçadas na cidade.

Acessibilidade é só para cadeirantes?

Não. Acessibilidade é para todos. E no momento atual, há um grupo pouco lembrado, mas que cada vez mais estará andando pelas ruas: os idosos. Com o avançar da idade, é comum que nós, seres humanos, tenhamos mais limitações físicas, dificultando nossa locomoção. E nesses casos, a diferença entre tropeçar e tombar mora nos detalhes das ruas. Bem como suas consequências.

As projeções mais recentes mostram que em poucas décadas, teremos 1/4 da população idosa no Brasil.

Ter ruas, calçadas, pontos de ônibus, entre outros itens do ambiente urbano que respeitem as normas ergonômicas básicas é requisito primário nas cidades do futuro.

Um bom exercício para a prefeitura seria começar essa reformulação pelos centros, o administrativo, Zé Garoto–Rodo, e o comercial, Alcântara. Acessibilidade já deixou de ser tendência há tempos. Hoje é obrigação.

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Políticos trocam lâmpadas nos postes por votos nas urnas em 2018 https://simsaogoncalo.com.br/politicos-trocam-lampadas/ https://simsaogoncalo.com.br/politicos-trocam-lampadas/#comments Tue, 06 Mar 2018 05:08:28 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6402 Em São Gonçalo e em todo Brasil, políticos trocam lâmpadas nos postes, luzes dos semáforos, calçam ruas e pintam meio-fio como se isso fosse um favor. Não é incomum vê-los mostrando o trabalho feito como se fosse obra deles. Penso que seria mais ético apresentar as melhorias feitas à população creditando a gestão na prefeitura […]

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Em São Gonçalo e em todo Brasil, políticos trocam lâmpadas nos postes, luzes dos semáforos, calçam ruas e pintam meio-fio como se isso fosse um favor. Não é incomum vê-los mostrando o trabalho feito como se fosse obra deles.

Penso que seria mais ético apresentar as melhorias feitas à população creditando a gestão na prefeitura ou no órgão correspondente, em primeiro lugar. Aliás, gestão é o legado mais importante. Mas o que acontece com frequência é que põem suas próprias carreiras à frente do serviço que tem obrigação de fazer. E o “eu fiz” fica parecendo um grande favor.

Infelizmente, para o cidadão médio, é difícil compreender isso.

É nessa linha sutil de “o que fiz” ante “o que fizemos para melhorar o sistema de gestão” que mora o nosso conhecido clientelismo. Essa prática é uma praga que transforma serviços públicos em favores. Futuramente, serão cobrados e trocados por votos.

Aliás, se você tiver mais um tempinho, confira essa publicação sobre o Coronelismo Gonçalense.

Políticos trocam lâmpadas por votos em São Gonçalo
O serviço de iluminação pública em São Gonçalo tentando recuperar o tempo perdido, após as 2 últimas administrações terem dilapidado a verba destinada ao serviço. Fonte: Ascom / Prefeitura

Prefeitura ou Políticos trocam lâmpadas?

Na minha rua, há uma esquina com 3 lâmpadas queimadas. A equipe foi até a rua, trocou uma e deixou as outras 2 apagadas. Após semanas, a que consertaram está novamente apagada.

No mundo, a conversa sobre sistemas inteligentes está avançada. Já é possível saber com exatidão qual poste de qual bairro está com a luz apagada. Bem como as lâmpadas de LED que, a cada ano que passa, povoam as casas brasileiras, por iluminarem melhor, ter maior vida útil e consumirem menos energia.

Mas em São Gonçalo… bem, aqui os políticos trocam lâmpadas. Pelo menos, é o que dizem. Eles chegam a dar seus números de telefone pessoais – não os da prefeitura – para que as pessoas relatem diretamente sobre seus bairros apagados.

Não achou bizarro? Vem cá, pensa comigo: você acha mesmo que num universo lâmpadas queimadas na casa dos milhares, como é dito, um único número pessoal de Whatsapp daria conta de uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes?

E a cada contato recebido, é mais um voto que pode ser trocado e multiplicado. Mais um ponto para uma prática clientelista bem-sucedida!

Políticos trocam lâmpadas por votos em São Gonçalo
O projeto “Mais Luz São Gonçalo” foi feito em 2016 pelo governo Neilton Mulim (2013-2016). Anunciado como um “projeto”, foi uma tentativa clara de “mostrar serviço” com um serviço que já tinha 40 milhões de reais desviados. Foto: Thiago Louza

Por que a ouvidoria – sites e telefones– da prefeitura não suprem esse problema de comunicação?

Porque se os serviços da prefeitura funcionassem perfeitamente, os “amigos do povo” que trocam lâmpadas nunca mais conseguiriam dizer que foram eles que promoveram uma “grande mudança em sua vida”. Simples assim.

Nós já sabemos que a fraude da iluminação pública pôs Neilton Mulim na cadeia. Já sabemos que, segundo o Ministério Público, ele desviou cerca de 40 milhões do serviço. E também sabemos que ele comprou uma casa num condomínio luxuoso em Maricá. Mas Mulim já era! Apesar de já estar solto, terá que pagar na cadeia em breve. E a nossa vida precisa seguir.

O que queremos é melhoria nas práticas de gestão. Ainda mais nas resoluções de problemas simples, como troca de lâmpadas.

Enquanto isso, faltam projetos de qualidade e mão de obra capacitada no serviço público local. Os mais pobres continuam sofrendo com o péssimo sistema de saneamento básico. Aliás, já está provado que quanto piores as condições sanitárias, pior a qualidade de vida da população…

Mas quem se importa?

Há um tempo atrás, citamos a frase de um político dizendo que “povão gosta é de hospital“. Pois bem. Enquanto houver políticos que trocam lâmpadas e bancam o “amigo do peito” em serviços que deveriam funcionar sem interferência externa, haverá um cidadão escravo do triste clientelismo brasileiro.

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Mapa das barricadas é o retrato da pobreza em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/mapa-das-barricadas-e-o-retrato-da-pobreza-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/mapa-das-barricadas-e-o-retrato-da-pobreza-em-sao-goncalo/#comments Mon, 18 Dec 2017 21:08:31 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5956 Lixo, entulho, terra, manilha, plantas, pneus, madeiras, concreto. Tudo o que tiver na reta e puder ser empilhado pode servir para fazer uma barricada. A tática de guerra que ganhou as ruas dos bairros do estado do Rio serve para demarcar onde começa a influência do tráfico na região. A princípio, é para se defenderem […]

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Lixo, entulho, terra, manilha, plantas, pneus, madeiras, concreto. Tudo o que tiver na reta e puder ser empilhado pode servir para fazer uma barricada. A tática de guerra que ganhou as ruas dos bairros do estado do Rio serve para demarcar onde começa a influência do tráfico na região. A princípio, é para se defenderem da polícia e das facções rivais. Mas na verdade, é um limitador territorial, que mostra para os moradores quem realmente manda ali.

Nos últimos meses, o jornal o São Gonçalo abriu um canal anônimo via WhatsApp (21) 97220-6423 para que esses moradores pudessem denunciar cada um desses bloqueios. Deu certo. Acuada, a população viu na mídia uma parceira. Em pouco tempo, diversos pontos foram denunciados e mapeados.

Em alguns casos a polícia agiu. Em outros, os traficantes remontaram as barreiras rapidamente. Problemas à parte, a iniciativa serviu para mostrar que ainda há esperanças no processo de paz do estado com a colaboração da sociedade civil.

Ruas do Jardim Catarina bloqueadas a mando do tráfico. Foto: Luiz Nicolella
Ruas do Jardim Catarina bloqueadas a mando do tráfico. Foto: Luiz Nicolella / O São Gonçalo

Mapa das Barricadas mostra que o território se dividiu ainda mais

Com o objetivo de agilizar o processo, um grupo – ou um/a desenvolvedor/a – criou o aplicativo, com objetivo de facilitar mapeamento e visualização dos pontos bloqueados. Implementaram também o recurso para confirmar ou não a localização exata da rua onde a barreira se encontra.

Se você quiser vê-lo agora, clique nesse link do Mapa das Barricadas.

Entretanto, a visualização gráfica do mapa foi além. Ela deixou explícito um processo óbvio e bem conhecido no estado do Rio de Janeiro e em São Gonçalo, que é a tomada das regiões mais pobres pelo tráfico de drogas.

Mapa das Barricadas em São Gonçalo
Mapa das Barricadas em São Gonçalo em dezembro de 2017.

Esse mapa da violência só reforça algo que tanto já debatemos, que é a priorização do calçamento, saneamento básico e iluminação nos bairros mais deficitários. Quanto menor a dignidade em uma região, maior o terreno fértil para o tráfico se manter.

Diante de tantos serviços parcos, justamente o único que chega à região com eficiência é o que mais apresenta saídas aos moradores: o sinal de internet. Seja 3G ou 4G, é quase uma porta da esperança para que população dê as mãos ao poder público, ajudando as polícias, civil e militar, nessa tarefa de “gato e rato” que se transformou a guerra contra o tráfico de drogas.

Esperamos que o Mapa das Barricadas termine suas atividades em breve. Uma cidade sem barricadas é um ambiente onde o direito de ir e vir foi garantido.

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Indignado com a falta de respeito em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/indignado-com-a-falta-de-respeito-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/indignado-com-a-falta-de-respeito-em-sao-goncalo/#comments Thu, 07 Dec 2017 03:37:17 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5854 Bom dia. Favor não me identificar! Quero denunciar a falta de respeito que tá acontecendo em São Gonçalo. Moro nessa cidade suja e barulhenta desde 1989 e pensei que ela fosse melhorar, mas até agora nada. Pra piorar, a violência aumentou muito nos últimos anos. Tá morrendo PM todo dia. O presidente Temer não quer […]

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Bom dia.
Favor não me identificar!

Quero denunciar a falta de respeito que tá acontecendo em São Gonçalo. Moro nessa cidade suja e barulhenta desde 1989 e pensei que ela fosse melhorar, mas até agora nada.

Pra piorar, a violência aumentou muito nos últimos anos. Tá morrendo PM todo dia. O presidente Temer não quer saber de nós, o Estado do Rio não olha pra gente e o prefeito Nanci só se preocupa em empregar a família.

Não aguento mais pagar taxa de iluminação pública e viver na escuridão. As lâmpadas dos postes estão todas queimadas. Nem viver em um lugar que não tem jardim público, um canteiro sequer, uma florzinha encostada na parede. Já as pilhas de copos de Guaravita e caixas de papelão nas ruas estão alcançando o céu. Pra onde olho tem lixo, roubo, assassinato, barricada, informalidade, fiação embolada, parede pichada e faixa de arame e sarrafo pendurada nas passarelas, nos viadutos e postes.

O trânsito tá cada vez pior, levo mais de uma hora pra sair do Centro e chegar em casa, no Alcântara. E nada de Linha 3 do Metrô.

Os jovens não têm lazer. O governo Nanci dá esmola e quer que a gente agradeça. Nem a metade da Praça Chico Mendes foi recuperada, mas os parasitas do governo foram lá e fizeram festa de inauguração. As meninas estão engravidando aos 13 anos e os meninos de 14 comem maconha no café da manhã.

O povo tá largado. Quando chega o aniversário do Guanabara, é cada um passando por cima do outro, tapa pra todo lado pra comprar arroz e feijão, parece que nunca viram comida na vida. Tem gente brigando na fila do Guanabara e saindo na porrada na fila de emprego. Que isso, tem que ter respeito.

E sabe quem é que mais sofre em São Gonçalo? Quem tem necessidades especiais. Sofre com todos os problemas e fica preso dentro de casa porque aqui não tem asfalto, calçada, rampa, não tem dignidade.

A culpa não é do povo não. A culpa é dos vereadores que acham que R$ 15 mil por mês é pouco, enquanto a gente sobrevive com menos de um salário e pra trabalhar de camelô precisa dar arrego pra funcionário da Prefeitura. A culpa é de quem se candidatou, pediu voto e disse que ia mudar de verdade. Tá na hora de alguém fazer alguma coisa.

O comércio e a população geram uma quantidade enorme de material reciclável e a cidade não aproveita. É burrice. Dezenas de milhares de trabalhadores especializados saem de casa e enfrentam mais de duas horas de trânsito pra trabalhar no Rio. Com incentivo do governo, poderiam criar empresas aqui e manter os clientes lá, gerando receita e criando emprego. E passariam seus conhecimentos à juventude que largou a escola pra transar, comer maconha e se envolver com o tráfico.

O governo não organiza o comércio popular que atrai gente de outras cidades em um mercadão. É burrice. A Prefeitura não planta nem árvore no centro urbano pra amenizar o calor. Burrice não, é falta de respeito com o cidadão e isso a gente não pode admitir.

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Fazenda Colubandê e a esperança de resgate do Patrimônio Histórico https://simsaogoncalo.com.br/fazenda-colubande-resistencia-do-patrimonio-historico/ https://simsaogoncalo.com.br/fazenda-colubande-resistencia-do-patrimonio-historico/#comments Wed, 29 Nov 2017 23:25:28 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5821 No último final de semana de novembro de 2017, pessoas da sociedade civil, conselhos de cultura e moradores da cidade, novamente, se reuniram na fazenda para dialogar sobre os últimos passos deste processo que pode ser o início dessa retomada da Fazenda Colubandê. Faça um tour pela Fazenda Colubandê Há poucos meses, uma real movimentação […]

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No último final de semana de novembro de 2017, pessoas da sociedade civil, conselhos de cultura e moradores da cidade, novamente, se reuniram na fazenda para dialogar sobre os últimos passos deste processo que pode ser o início dessa retomada da Fazenda Colubandê.

Faça um tour pela Fazenda Colubandê

Há poucos meses, uma real movimentação da Secretaria Estadual de Cultura, articulada com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo começou a ser definida. A proposta é que através da Lei de ICMS, uma parceria público privada seja concretizada, iniciando um ciclo de atividades nesse lugar que é um dos patrimônios históricos mais importantes de São Gonçalo.

Como já publicamos nesse conto, será a retomada de um espaço por onde tantos lutam para manter nos últimos anos, apesar os diversos roubos e destruições.

Manhã de atividades na Fazenda Colubandê – Ocupação Cultural em novembro/2017. Foto: SIM São Gonçalo

Falta pouco para a Fazenda Colubandê voltar à ativa

Para muitos que pressionam o poder público, a longa luta em certos momentos pareceu perdida. A prefeitura sem dinheiro, há tempos já entregou a responsabilidade para o Estado. Este, em estado falimentar, se fingiu de morto nos últimos anos, até voltar a acenar para um novo momento.

E agora, na reta final do ano, estamos na expectativa de que o projeto seja aprovado e a Fazenda Colubandê e ganhe novo fôlego e esperança. Sem dúvidas, seria um recomeço no resgate do Patrimônio Histórico de São Gonçalo e, por consequência, de todo o Brasil.

Varanda da Casa Grande na Fazenda Colubandê em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano
Varanda da Casa Grande na Fazenda Colubandê em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano

Parte interna da Casa Grande e o estado de depredação na Fazenda Colubandê em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo
Parte interna da Casa Grande e o estado de depredação na Fazenda Colubandê em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Fazenda Colubandê em São Gonçalo
Grande gramado da Fazenda Colubandê em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Publicações sobre a Fazenda Colubandê em 2017

Fazenda Colubandê passará por restauração
Jornal O GLOBO em 21 de maio de 2017
Leia mais no site.

Batalhão de Polícia Florestal volta à Fazenda Colubandê em São Gonçalo
Jornal O SÃO GONÇALO em 26 de setembro de 2017
Leia mais no site.

Fazenda Colubandê: história, arte, tragédia e descaso
ARTE NA REDE em 14 de março de 2017
Leia mais no site.

Justiça Federal determina policiamento 24h em fazenda histórica roubada no Rio
EBC Agência Brasil em 18 de fevereiro de 2017
Leia mais no site.

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Centro de São Gonçalo: o Rodo que precisa de uma vassoura https://simsaogoncalo.com.br/centro-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/centro-de-sao-goncalo/#comments Fri, 24 Nov 2017 00:17:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5799 Andar pelo Centro de São Gonçalo é como passar por um lugar que está em plena decadência. O espaço da linha férrea abriga um caminho de terra por onde há tempos não passa trem. Entra governo, sai governo, essa faixa de lama quando chove perde cada vez mais sentido. E entre promessas de metrôs e […]

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Andar pelo Centro de São Gonçalo é como passar por um lugar que está em plena decadência. O espaço da linha férrea abriga um caminho de terra por onde há tempos não passa trem. Entra governo, sai governo, essa faixa de lama quando chove perde cada vez mais sentido. E entre promessas de metrôs e BRTs, um longo estacionamento vai se formando. Seja de carros, entulho ou lixo.

Mais conhecido como Rodo, por conta do “rodo” (retorno) que o antigo bonde que ligava São Gonçalo à Niterói fazia no passado, a região viu algumas mudanças de cenário nos últimos 10 anos. Todas calcadas na construção de novos imóveis, mas quase nada feito pela infraestrutura da cidade.

Centro de São Gonçalo, no antigo espaço da linha do trem. Novembro/2017. Foto: SIM São Gonçalo

Alcântara ou Centro de São Gonçalo, quem vale mais?

É comum ver em discussões sobre a cidade uma eventual comparação do Rodo com Alcântara. O potencial comercial do primeiro é visivelmente maior que o do segundo. Entretanto, foi o Centro que viu a construção dos melhores edifícios, além de um shopping estruturalmente melhor que o Pátio Alcântara.

O Centro de São Gonçalo, especialmente nos arredores da Aloísio Neiva, já foi um local residencialmente bem valorizado. Hoje tem preços médios e um agravante: a violência crescente na região. Ainda sim, é possível ver imóveis à venda com uma boa qualidade, e até mesmo recentemente construídos.

Ainda que Alcântara tenha grande movimentação de produtos e serviços, a proximidade do Centro com o 4º distrito, de maior renda e melhor IDH, faz com que os estabelecimentos ali presentes tenham um perfil ligeiramente diferente dos que funcionam em Alcântara, com perfil mais popular.

Loja O Amigão (2017) no Centro de São Gonçalo com o Shopping Partage (2010) ao fundo. Dois pontos de comércio que não existiam na década passada. Foto: SIM São Gonçalo

Paliativos: reforma da Praça Luiz Palmier no governo Panisset

Uma das poucas alterações relevantes no Rodo foi o fechamento da rua que levava diretamente ao Mutuá, conectando-se à Avenida 18 do Forte. Na tentativa de organizar o comércio popular (camelôs), tentou-se diagramar as barracas na rua, alargando a Praça Luiz Palmier, vulgarmente conhecida pela loja da Marisa ali instalada.

O resultado hoje não é dos melhores. Ao final da rua, onde a linha do trem passava, a limpeza e organização não são das melhores. Sem falar que ao redor da praça – em frente à própria Marisa –, novos ambulantes se instalaram por ali.

No final, continuou a mesma bagunça.

Em novembro de 2017, a linha do trem já nem existe mais. Foto: Sim São Gonçalo
Em novembro de 2017, na altura do Ferreirinha, a linha do trem já nem existe mais. Foto: Sim São Gonçalo

E quais os desafios de um novo Centro?

Diante de uma evolução do comércio e consumo na cidade, nos perguntamos constantemente por que a infraestrutura do Centro não mudou.

Sabemos que o grande número de ambulantes, trânsito desordenado, ruas que enchem, fiação excessiva nos postes, entre outros pontos são fatores críticos nesta equação.

Entretanto, investir num remodelamento do Rodo significa ter um potencial maior para que empresas se sintam atraídas e se instalem com mais conforto por aqui, dinamizando a economia local.

É preciso fazer com que esse ecossistema empresarial flua com mais desenvoltura pela cidade. Num futuro onde muitos trabalhos dependerão de boas conexões de internet para funcionar, é essencial que o Centro de São Gonçalo se atualize nesse sentido.

Espaço Salvatori no Centro e seu encontro com a linha do trem. Foto: SIM São Gonçalo © 2017

É claro que um projeto urbanístico não é tão simples quanto escrever. Mas com base em experiências de outras cidades, poderíamos citar:

  • redefinição/alargamento das vias públicas e de novos espaços para pedestres;
  • reordenamento do comércio de rua em locais específicos;
  • enterro dos cabos de energia e fibra ótica para eliminar os postes;
  • melhoria das vias ao redor para melhor conexão com os bairros vizinhos, como Boaçu, Rocha, Estrela do Norte, Zé Garoto, e conexões com a saída para a BR-101;
  • reforma do sistema de saneamento.

É claro que tudo isso precisa ser estudado e planejado para ser viabilizado. Mas se nos organizássemos para pensar em um novo Centro, já seria um belo primeiro passo.

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Entre secas e enchentes, a cada chuva uma preocupação diferente https://simsaogoncalo.com.br/cada-chuva-uma-preocupacao-diferente/ https://simsaogoncalo.com.br/cada-chuva-uma-preocupacao-diferente/#respond Tue, 24 Oct 2017 13:29:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5622 A nossa vida urbana se distanciou da natureza. Estamos cada vez mais em cidades. Por conta disso, aos poucos, vamos perdendo algumas noções básicas, como a questão do acesso à água doce e sua transformação em potável. Em dias chuvosos, a cada gota que cai, só pensamos em nossos compromissos pessoais. Se vamos conseguir ou […]

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A nossa vida urbana se distanciou da natureza. Estamos cada vez mais em cidades. Por conta disso, aos poucos, vamos perdendo algumas noções básicas, como a questão do acesso à água doce e sua transformação em potável.

Em dias chuvosos, a cada gota que cai, só pensamos em nossos compromissos pessoais. Se vamos conseguir ou não chegar em tal lugar, ou se aquele evento vai rolar ou não por conta da chuva.

Entretanto, esses pensamentos não são gratuitos. Com tantos problemas de infraestrutura, chover significa transporte lento, pés na lama e todo o tipo de desconforto para quem precisa se deslocar na cidade.

De quebra, um outro problema constante faz com que o estado do Rio colecione desgraças: as enchentes. O excesso localizado de chuva no “lugar errado” gera muitos danos, incluindo em nossas casas.

Por outro lado, nossas deficiências educacionais nos fazem esquecer que, naquele lugar onde hoje enche, há 100 anos atrás já enchia. E até mesmo os políticos e administradores públicos, que deveriam saber daquilo, ficam perdidos a cada novo desastre que acontece, porque mal conhecem a geografia física do território que governam.

Secas: o problema da falta d’água se aproxima

Na gangorra do clima, este ano foi a seca que resolveu dar as caras novamente. Em setembro, os alertas começaram a ser dados. A bacia dos rios Guapiaçu e Macau, em Cachoeiras de Macacu, estava rareando, gerando dificuldades para abastecer o sistema Imunana-Laranjal. A consequência vimos nas torneiras sem água em São Gonçalo.

Além de Cachoeiras de Macacu, as cidades da serra fluminense, como Petrópolis e Teresópolis, além da metropolitana Guapimirim, também amargaram o período de quase dois meses e meio sem chover. A região da Serra dos Órgãos, de onde se originam alguns rios que compõem as bacias que irrigam as cidades fluminenses, está experimentando eventos completamente opostos daquele triste janeiro de 2011.

Como nos equilibramos entre secas e enchentes?

Apesar do desconhecimento dos nossos parlamentares e agentes do poder executivo, existem saídas. Mas para conhecê-las, é preciso se voltar para aqueles que produzem ciência para o estado: as Universidades Públicas.

Enchente de 2010 em Alcântara, São Gonçalo
Enchente de 2010 em Alcântara. Fonte: São Gonçalo On Line

Quando estamos em situações complicadas, a imprensa é a primeira a recorrer a elas. Os especialistas vêm à TV, falam, explicam, mas dias depois da água baixar ou cair, o assunto desaparece… até o momento que os problemas retornam. Geralmente mais fortes.

Há muitos estudos sobre como prevenir e remediar ambas as situações, de secas e enchentes. Mas é preciso que os eleitos se debrucem sobre o planejamento, integração entre poderes e instituições para melhor execução.

Afinal, em 2017, se eles se juntam para se proteger da punição de crimes, por que não conseguem fazer o mesmo quando o assunto é água?

Pobres de nós que somos governados por homens e mulheres de tão pouca visão e instrução.

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Amo a sujeira gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/amo-a-sujeira-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/amo-a-sujeira-goncalense/#respond Wed, 16 Aug 2017 20:57:14 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5004 Falta mais de um mês para o aniversário de São Gonçalo, comemorado dia 22 de setembro, quando escritores e cronistas locais publicam suas juras de amor à cidade. Este ano resolvi antecipar minha declaração e revelar um sentimento novo: meu amor pela sujeira gonçalense. Já reclamei do lixo, da livre poluição causada pelas empresas e […]

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Falta mais de um mês para o aniversário de São Gonçalo, comemorado dia 22 de setembro, quando escritores e cronistas locais publicam suas juras de amor à cidade. Este ano resolvi antecipar minha declaração e revelar um sentimento novo: meu amor pela sujeira gonçalense.

Já reclamei do lixo, da livre poluição causada pelas empresas e compartilhei dicas de reciclagem. De repente passei a amar São Gonçalo do jeito que ela é hoje. Pode trazer mais benefícios.

O bairro do Méier, no Rio de Janeiro, seria confundido com o Centro de São Gonçalo se o Centro não fosse tão mais sujo. E eu prefiro o Centro. Pelos copos de Guaravita e Guaracrac espalhados no chão, estimo o tamanho da população gonçalense melhor que o IBGE. Como ela é grande. Em diversos bairros temos a ideia de que houve uma festa na noite anterior, tamanha a quantidade de guardanapos dos salgados comprados e comidos na rua.

Amo as paredes descascando, pixadas ou enegrecidas pela fuligem que sai do escapamento dos veículos. Se passo embaixo de uma marquise e sou molhado por um vazamento que pinga do teto, isso me lembra que estou na minha cidade.

Em Alcântara, não me irrito mais com a fiação exposta dos gatos de energia elétrica que sai dos postes de luz e atravessa, por dentro das poças de lama e esgoto, o caminho dos pedestres. Sinto compaixão por quem fez o gato, por quem precisa dele e pena de mim mesmo por ter que pisar na fiação, correndo o risco de morrer eletrocutado.

Quando estou preso no trânsito, perdi a pressa de chegar em casa. Gosto de ficar ali, parado na Avenida Maricá ou na rua Manoel João Gonçalves, observando pela janela do ônibus o camelô, a mãe caminhando de mãos dadas com a filha pequena e o catador de papelão empurrando sua carroça, todos suando sob o sol.

Acabou o nojo que eu sentia ao passar no meio da noite em frente ao Kri Kri Lanches, bar que tem duas peixarias à esquerda e um açougue à sua direita, o trecho mais pestilento de Alcântara e de todo o município. Estou doido pra tomar uma cerveja barata lá, apesar das caixas de papelão sujas de sangue e dos pedaços de peixe misturados em sacos plásticos, e se quiser me acompanhar, por favor, entre em contato.

Claro que eu gostaria que São Gonçalo fosse limpa, mas a amo suja mesmo. Se amo por desespero, porque não posso mudá-la, porque me acostumei com a podridão, não importa. O amor sincero, que exige respeito e vontade de cuidar, não faz mal. Ninguém ama de verdade um lugar que não conheça, ao qual não pertença. Ruim seria morar há anos em São Gonçalo e não amá-la.

Só odeio uma coisa e não são os bandidos denunciados pelo Ministério Público Federal que continuam em exercício na Câmara de Vereadores. A única coisa intolerável que não encontra resistência em São Gonçalo é barricada na rua dividindo a cidade em duas.

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Porto Velho: novo olhar sobre um clássico bairro gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/porto-velho-novo-olhar-sobre-bairro/ https://simsaogoncalo.com.br/porto-velho-novo-olhar-sobre-bairro/#comments Tue, 18 Jul 2017 21:12:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4821 São Gonçalo tem um espaço urbano muito confuso. Nunca teve uma reforma urbana, nunca teve um planejamento de médio e longo prazo e por isso a gente sempre chama nossa cidade de feia. Quando a gente compara com Niterói e Rio então, piora, mas não é bem assim. Niterói tem 443 anos, o Rio de […]

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São Gonçalo tem um espaço urbano muito confuso. Nunca teve uma reforma urbana, nunca teve um planejamento de médio e longo prazo e por isso a gente sempre chama nossa cidade de feia.

Quando a gente compara com Niterói e Rio então, piora, mas não é bem assim.

Niterói tem 443 anos, o Rio de Janeiro 452 e São Gonçalo 126 como cidade. Enquanto o Rio de Janeiro passou a pouco tempo por uma segunda Reforma Urbana e Niterói começa a entrar em sua segunda, São Gonçalo ainda nem teve a primeira.

Estamos colados em cidades que estão em momentos completamente diferentes. A comparação é natural. Mesmo com isso, não podemos tentar olhar nossa cidade de outra maneira. No meio de tanta confusão, violência e descuido de anos, nossa cidade tem chance de ser recuperada.

Essas fotos foram tiradas do Porto Velho. Tem foto da Paróquia Nossa Senhora das Graças, da Baía de Guanabara, da bandeira do Brasil que todo mundo vê da BR-101 e das casas do bairro.

A beleza da nossa cidade é tímida e a gente precisa estimular. Nós moramos aqui, nós vivemos aqui. Só falar mal não será suficiente para mostrar outros caminhos.

Confira as melhores imagens do Porto Velho:

Baía de Guanabara vista do bairro Porto Velho, São Gonçalo – Rio de Janeiro. Foto: Romário Regis
Baía de Guanabara vista do bairro Porto Velho, São Gonçalo. Foto: Romário Regis

Pedra da Bandeira que fica no bairro Porto Velho, São Gonçalo – Rio de Janeiro. Foto: Romário Regis
Pedra da Bandeira, Porto Velho, São Gonçalo. Foto: Romário Regis

Igreja Nossa Senhora das Graças do bairro Porto Velho, São Gonçalo – Rio de Janeiro. Foto: Romário Regis
Igreja Nossa Senhora das Graças no bairro Porto Velho, São Gonçalo. Foto: Romário Regis

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Barcas em Duque de Caxias tem mais chances que em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/barcas-duque-de-caxias-tem-mais-chances-que-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/barcas-duque-de-caxias-tem-mais-chances-que-sao-goncalo/#comments Mon, 15 May 2017 16:38:58 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4614 A região metropolitana do Rio de Janeiro é a 2ª maior do Brasil. Uma das 20 maiores do mundo. Isso mesmo! Sem exagero. Temos cerca de 12 milhões de pessoas vivendo juntas e trafegando constantemente entre as cidades. Seja para trabalhar, estudar, viver. Não à toa, os maiores fluxos de pessoas entre cidades acontecem aqui. E São Gonçalo e Niterói estão em […]

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A região metropolitana do Rio de Janeiro é a 2ª maior do Brasil. Uma das 20 maiores do mundo. Isso mesmo! Sem exagero. Temos cerca de 12 milhões de pessoas vivendo juntas e trafegando constantemente entre as cidades. Seja para trabalhar, estudar, viver.

Não à toa, os maiores fluxos de pessoas entre cidades acontecem aqui. E São Gonçalo e Niterói estão em 2º lugar na lista brasileira.

Agora, um anúncio feito pela CCR Barcas em outubro de 2015 está próximo de se tornar uma realidade. A Secretaria de Transportes do RJ anulou o contrato antigo e já está preparando uma nova licitação para a concessão do serviço. E nesse momento decisivo, a pergunta que mais fazemos é: e as barcas para São Gonçalo, quando virão?

Barca Pão de Açúcar se preparando para entrar em operação no trajeto Praça XV – Arariboia.
Barca Pão de Açúcar se preparando para entrar em operação no trajeto Praça XV – Arariboia.

A jóia da Coroa Aquaviária é gonçalense

Como já contamos aqui, a história do serviço de barcas vem desde 1835, quando o trajeto Rio-Niterói era feito por barcas a vapor. A Sociedade de Navegação de Nictheroy operava com três barcas que trafegam de hora em hora. Com capacidade para 250 passageiros, elas trafegavam das seis da manhã às seis da tarde.

Entretanto, 182 anos depois, cá estamos com o mesmo serviço, no mesmo local. As linhas foram ampliadas para Paquetá, Gragoatá, Ribeira (Ilha do Governador) e, mais recentemente, Charitas. Mas a jóia da Coroa Aquaviária Fluminense permanece no trajeto Praça XV – Arariboia, tendo um grande público vindo de São Gonçalo.

Trânsito no Centro de São Gonçalo. Foto: Marcelo Feitosa
Trânsito no Centro de São Gonçalo. Foto: Marcelo Feitosa

São Gonçalo que, aliás, é a cidade que tem a maior perda de tempo no trânsito do Rio de Janeiro.

Não é preciso pensar muito para chegar à conclusão que, com 2 dos maiores fluxos pendulares do Brasil, ou seja, pessoas indo e voltando todos os dias, implantar a estação das barcas em São Gonçalo seria um ótimo negócio. Pelo menos na teoria.

Projeto de estação das barcas em Duque de Caxias, RJ.
Projeto de estação das barcas em Duque de Caxias, RJ.

Quando Duque de Caxias entra e põe a Baixada no jogo

O transporte aquaviário na Baixada não é nenhuma novidade. Desde o século XVIII, funcionava em Magé o Porto da Estrela, lugar onde pessoas e produtos circulavam, inclusive encurtando o caminho para a serra fluminense.

Aproveitando a nova licitação do serviço, momento onde todas as regras contratuais são dispostas, Duque de Caxias, a maior cidade da baixada fluminense, resolveu apresentar seus estudos de viabilidade para que as embarcações cheguem até lá.

Na prática, isso poderia reduzir boa parte do trânsito da linha vermelha, uma das principais vias de ligação da cidade do Rio com o município vizinho. Além de impactar as cerca de 118 mil pessoas que todos os dias vão e vem nesse trajeto.

Trânsito na Linha Vermelha em direção à Caxias e Ilha do Governador. Foto: Rafael Bozeo
Trânsito na Linha Vermelha em direção à Caxias e Ilha do Governador. Foto: Rafael Bozeo

Por que Caxias tem mais chances que São Gonçalo?

Caxias tem um PIB (Produto Interno Bruto) que é quase 2 vezes o de São Gonçalo. É o 3º maior do estado e o 22º maior do Brasil. Além disso, possui a REDUC, a refinaria responsável por 80% da produção de lubrificantes e pelo maior processamento de gás natural do Brasil.

Na teoria, Caxias é bem mais rica que São Gonçalo. Na vida real, nem tanto.

O PIB caxiense é puxado pela refinaria. Mas isso não significa que o dinheiro gerado pelos impostos são distribuídos em melhorias, deixando a população mais rica.

Praça do Pacificador em Duque de Caxias, a capital da Baixada Fluminense.
Praça do Pacificador em Duque de Caxias, a capital da Baixada Fluminense.

Porém, no final, o que vale é dinheiro no caixa do município. Sendo assim, já anunciaram o alargamento da Rua Almirante Greenfall, uma das ruas de acesso à futura possível estação, que passará a ter 500m de comprimento por 300m de largura.

Caso consigam a inserção na licitação, Caxias será a nova Niterói.

Da mesma forma que a praça Araribóia absorve toda a população de São Gonçalo e Maricá, Caxias fará isso com a população das outras cidades da baixada, fazendo com que elas deixem seu dinheiro na região.

Enquanto isso, vemos pouca movimentação em São Gonçalo. Gradim, Porto da Pedra, quais seriam os possíveis pontos para a recepção da Estação das Barcas Gonçalenses nesse modelo atual? Há estudos de viabilidade recentes? Precisamos construir esse material para levá-lo a público o quanto antes.

Barcas: uma luz no fim do túnel

Prefeitos e vereadores, a barca é mais viável que BRT e Metrô

É sabido que depois dessa crise econômica, nem o Comperj será o que foi prometido. Os investimentos minguaram e todo o El Dourado enferrujou. Nada de metrô, nem de BRTs pelos próximos anos.

Porém, essa janela das barcas pode se tornar uma viável opção. O tempo de deslocamento do gonçalense até o Rio, principalmente, diminuiria muito. Sem falar no alívio mental que é atravessar a Baía de Guanabara, ao invés de ficar preso num ônibus durante horas.

Todo mundo ganha. E só quem perde são aqueles que preferem que a situação se mantenha para continuar extorquindo o dinheiro de São Gonçalo.

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Oito dicas para pedalar em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/8-dicas-para-pedalar-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/8-dicas-para-pedalar-em-sao-goncalo/#comments Sun, 19 Mar 2017 12:22:48 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4387 Pedalar em São Gonçalo é difícil. Aliás, isso é complicado em todo Brasil. Mas o município gonçalense tem um agravante: não possui nenhum metro de ciclovia. E por favor, não chame aquilo na Rua Jaime Figueiredo de ciclovia, porque não atende aos requisitos mínimos. Anualmente, aliás, ciclistas morrem nas ruas de cidades em todo Brasil. […]

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Pedalar em São Gonçalo é difícil. Aliás, isso é complicado em todo Brasil. Mas o município gonçalense tem um agravante: não possui nenhum metro de ciclovia. E por favor, não chame aquilo na Rua Jaime Figueiredo de ciclovia, porque não atende aos requisitos mínimos.

Anualmente, aliás, ciclistas morrem nas ruas de cidades em todo Brasil. E ainda caminhamos em direção à civilidade.

Para muitas pessoas, entretanto, vale a pena o risco de pedalar em São Gonçalo. Afinal, ser feliz aqui é assumir riscos o tempo inteiro.

Dicas para pedalar em São Gonçalo

  1. Use capacete.
  2. Abuse de outros itens opcionais de segurança. Roupas de cores chamativas, luz branca na frente da bike e luz vermelha atrás (pra quem pedala à noite).
  3. Nunca pedale na contramão. É um erro grosseiro cometido por muitos. A bicicleta é um meio de transporte reconhecido pelo Código Brasileiro de Trânsito. Os demais motoristas precisam percebê-la e não esperam outro veículo vindo na contramão.
  4. Prefira as ruas paralelas. Saia do fluxo principal de veículos. Quando não for possível, use as vias mais largas ou menos movimentadas. A Avenida Maricá é uma boa opção para se deslocar da região de Alcântara em direção à Niterói.
  5. Compre travas e correntes. Use mais de um tipo de trava para prender sua bicicleta, e não deixe nenhuma parte “solta” (roda de trás, banco e roda da frente podem ser amarrados ao quadro). Tenho duas correntes e uma trava do tipo U-Lock. Costumo deixar minha bicicleta o dia inteiro na Praça do Rodo e em Alcântara, em frente ao viaduto.
  6. Estabeleça contato visual. Nos cruzamentos e ultrapassagens, mostre sua intenção.
  7. Conheça as leis de trânsito. Elas tornam a viagem mais segura.
  8. Seja educado e prudente. Dê a preferência aos outros veículos, já há riscos suficientes.

Pedalar em qualquer lugar é confiar no outro que dirige um ônibus, caminhão ou carro de passeio. Há prazer enorme nisso, um sentido de união único. Na maioria esmagadora das minhas viagens, recebi dos motoristas mais respeito do que desprezo.

Fiz o trajeto Alcântara x Rodo várias vezes por semana durante meses. Também fui diversas vezes de Alcântara para o Terminal das Barcas, em Niterói. Hoje pedalo frequentemente até a Fazenda Colubandê por ruas paralelas à RJ-104.

A bicicleta é um meio de transporte saudável, não poluente e rápido. Faço o trajeto Alcântara x Rodo pela Avenida Maricá em 30 minutos, mais rápido do que de ônibus, feito geralmente em 40 minutos, pois teria que caminhar até o ponto, aguardar a condução e suportar os engarrafamentos.

Sou um cidadão que pedala, não um ciclista profissional. Leia dicas adicionais em sites especializados antes da sua primeira viagem, como o Vá de Bike, conheça o São Gonçalo Bike Club, lembre-se dos riscos e assuma o controle da sua cidade.

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A importância dos festivais gastronômicos nas cidades https://simsaogoncalo.com.br/importancia-dos-festival-gastronomicos-nas-cidades/ https://simsaogoncalo.com.br/importancia-dos-festival-gastronomicos-nas-cidades/#comments Tue, 14 Mar 2017 14:08:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4355 A moda dos trailers, agora chamados de foodtrucks, parece que veio para ficar. Além da boa comida e bebida, os festivais gastronômicos trouxeram algo que há tempos precisávamos fazer: a ocupação das ruas e espaços que, cotidianamente, não temos contato. Os primeiros eventos gastronômicos aconteceram na praça do Zé Garoto (Estephânia de Carvalho). Devido ao sucesso inicial, o segundo aconteceu, trazendo ainda […]

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A moda dos trailers, agora chamados de foodtrucks, parece que veio para ficar. Além da boa comida e bebida, os festivais gastronômicos trouxeram algo que há tempos precisávamos fazer: a ocupação das ruas e espaços que, cotidianamente, não temos contato.

Os primeiros eventos gastronômicos aconteceram na praça do Zé Garoto (Estephânia de Carvalho). Devido ao sucesso inicial, o segundo aconteceu, trazendo ainda mais gente para o local onde, por insegurança e pouca atratividade, poucos se arriscavam a entrar.

Cervejaria artesanal Dois Lados. Prata da casa presente de qualidade presente nos festivais da cidade.
Cervejaria artesanal Dois Lados. Prata da casa de qualidade, sempre presente nos festivais da cidade.

Na mesma frequência, crescia o OcupaSound, evento mensal que ocorre na praça do Camarão, rua da caminhada. Outro belo movimento que precisa ser citado são os eventos semanais de Rap, como o que acontece na Trindade. Até mesmo iniciativas como o baile charme, na praça do Gradim. Esses eventos de bairro trazem ainda mais movimento às diversas barracas que ficam ao redor das praças, com as mais variadas opções gastronômicas.

Com todo esse histórico de sucesso, alguns produtores resolveram dar um passo maior, explorando um dos lugares mais belos da cidade: a ilha das Flores.

Cais Ilha das Flores em São Gonçalo, Rio de Janeiro – Marinha do Brasil
Pequeno cais da Ilha das Flores, próprio para pequenas embarcações. Nadar não pode, infelizmente. São Gonçalo, Rio de Janeiro – Marinha do Brasil

Festivais gastronômicos: descobrindo novos espaços

Alguns espaços fogem da questão da revitalização. Na verdade, eles precisam ser é descobertos pela população. É o caso da Ilha das Flores, a base dos Fuzileiros Navais, sob gestão da Marinha do Brasil.

O local, além de histórico, tem uma excelente vista da Baía de Guanabara. Ver o mar dali, além de trazer paz, nos mostra o quanto a cidade pode ser vista de novos ângulos.

Ficamos felizes por ver que a instituição abriu as portas para que um evento desse porte acontecesse por ali. Foi incrível ver a interação das pessoas num espaço interesse e ainda inexplorado dessa forma em São Gonçalo.

Há pouco tempo, o Mário Lima Jr. escreveu um conto sobre um evento similar acontecendo na Fazenda Colubandê. A história fictícia fez sucesso, pois descrevia o bem que um evento desses poderia fazer ao local, um ponto histórico da cidade, cujo espaço ocioso parece estar ansioso em receber um evento deste porte e mostrar seu potencial.

Barraca de Churros no festival gastronômico de verão da Ilha das Flores.
Barraca de Churros no Festival Gastronômico de verão da Ilha das Flores.

Desejamos vida longa ao movimento. Diante da crise econômica, eles mostram que podem ser uma opção viável para promover os produtores locais. Que eles também continuem desbravando pontos ociosos na cidade, que precisam ser frequentados e vividos pela população. Aliás, além da Fazenda Colubandê, fica a dica também para a Praia das Pedrinhas, lugar que também rende um belo pôr do sol.

Vendedor de Balões nos festivais gastronômicos de São Gonçalo
Até o vendedor de balões ganha no festival de comidas e bebidas. 🙂

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Ironias do transporte público gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/ironias-do-transporte-publico-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/ironias-do-transporte-publico-goncalense/#comments Sun, 05 Feb 2017 11:02:31 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4319 São Gonçalo não tem barca, trem, metrô nem ciclovia. A cidade conta com ônibus sujos, quentes e apertados como único meio de transporte coletivo dentro do território. Vivem nele mais de 1 milhão de pessoas, a segunda maior população do Estado do Rio de Janeiro. Começa em São Gonçalo o segundo maior deslocamento urbano do […]

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São Gonçalo não tem barca, trem, metrô nem ciclovia. A cidade conta com ônibus sujos, quentes e apertados como único meio de transporte coletivo dentro do território. Vivem nele mais de 1 milhão de pessoas, a segunda maior população do Estado do Rio de Janeiro.

Começa em São Gonçalo o segundo maior deslocamento urbano do Brasil: aproximadamente 120 mil pessoas saem da cidade todos os dias com destino à Niterói (IBGE). A maioria dos passageiros, presa nos engarrafamentos, derrete nos veículos lotados.

Há 20 dias o valor da passagem foi reajustado, tornando a viagem mais desagradável. A tarifa municipal aumentou 14,5% – de R$ 3,45 para R$ 3,95 – o maior aumento desde 2012, quando o desconforto no serviço público de transporte terrestre foi formalizado entre o Município, mal representado pela ex-prefeita Aparecida Panisset, e o Consórcio São Gonçalo de Transportes, formado por 9 empresas de ônibus.

Ao jornal A tribuna, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio (Setrerj) apresentou como uma das justificativas para o aumento o fato de que em 2017 “as gratuidades dos estudantes e dos portadores de necessidades especiais serão suportadas pelo Consórcio São Gonçalo, já estando incluídas no valor da tarifa definida”. Ora, se estão incluídas no valor da tarifa, os passageiros suportarão as gratuidades, não o consórcio, configurando outro aumento sem qualquer contrapartida real para o cidadão.

Além da redução do valor da passagem, principal reivindicação dos movimentos sociais, a instalação de ar-condicionado na frota é urgente. Os usuários do serviço têm o direito de viajar confortavelmente, conforme consta do item 10.1 do contrato de concessão. Absolutamente nenhum ônibus municipal possui ar-condicionado. Durante o verão esta falta implica na quebra inevitável do item 10.1, entretanto, o Consórcio São Gonçalo segue impune e satisfeito.

Transporte público gonçalense e suas longas concessões

O valor da concessão por 25 anos foi estimado pelas partes interessadas em quase 1,5 bilhão de reais usando uma taxa de 8% ao ano de aumento da tarifa. Como a cada reajuste a tarifa aumentou em média 11,05%, a exploração do serviço gera para os empresários uma receita operacional mais importante do que esperavam.

A variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no mesmo período foi de 8,02%. Satisfação prorrogada automaticamente por outros 25 anos, totalizando 50 anos de retorno econômico garantido aos empresários, conforme Panisset fez questão de determinar no item 3.2 do contrato.

As empresas Auto Ônibus Alcântara S/A, Auto Ônibus Asa Branca Gonçalense Ltda., Expresso Tanguá Ltda., Icaraí Auto Transportes S/A (Líder), Transp. e Turismo Rosana Ltda., Viação Estrela S/A, Viação Galo Branco S/A, Viação Mauá S/A e Viação Rio Ouro Ltda., integrantes do Consórcio São Gonçalo, em vez de servir à população, enriquecem porque o povo do município atravessa a roleta.

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Cedae não consegue levar a água tratada do Laranjal ao Sacramento https://simsaogoncalo.com.br/cedae-nao-consegue-levar-a-agua-tratada-do-laranjal-ao-sacramento/ https://simsaogoncalo.com.br/cedae-nao-consegue-levar-a-agua-tratada-do-laranjal-ao-sacramento/#comments Wed, 04 Jan 2017 20:34:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4265 A ETA do Laranjal – Estação de Tratamento de Água – é responsável por tratar a água de São Gonçalo e Niterói, abastecendo quase 1.500.000 de habitantes. Se pegarmos uma bicicleta, chegamos em 25 minutos até o bairro do Sacramento. Rápido, não? Então, por que a água não consegue chegar com a mesma rapidez na região? Essa semana recebemos a mensagem de […]

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A ETA do Laranjal – Estação de Tratamento de Água – é responsável por tratar a água de São Gonçalo e Niterói, abastecendo quase 1.500.000 de habitantes. Se pegarmos uma bicicleta, chegamos em 25 minutos até o bairro do Sacramento. Rápido, não? Então, por que a água não consegue chegar com a mesma rapidez na região?

Estação de Tratamento de Água do Laranjal
Estação de Tratamento de Água do Laranjal – São Gonçalo.

Essa semana recebemos a mensagem de Fortunata Soares, moradora do Sacramento, bairro que tem como vizinhos Santa Izabel, Pacheco e Barracão. Ela veio nos contar que a velha conhecida falta de água voltou à região.

Segundo ela, a água não chega à sua casa e de seus vizinhos há pelo menos mais de 1 mês. Em alguns trechos da estrada Monte Formoso, o fornecimento de água não acontece desde o final de novembro. Ou seja, para algumas pessoas é quase uma quarentena sem água. O resultado é que eles estão comprando carros pipa para abastecer suas cisternas. Porém, tudo tem um preço. Como também pagam conta de água, eles cobram da CEDAE a resolução do problema que está impedindo que a água chegue às torneiras de suas casas.

Através do site da Companhia, neste link, é possível fazer reclamações. Mas para os moradores de lá, a medida não vem dando resultado.

A cisterna de Fortunata Soares, moradora do Sacramento, com a pouca água que ela e outros moradores compraram no carro pipa há 20 dias atrás.

Leia mais sobre os riscos e benefícios da possível privatização da Cedae.

O processo de tratamento de água começa na captação do canal de Imunana. Depois, a água é levada até a elevatória de água bruta através de um canal desarenador, que tira a areia e outros resíduos primários, ainda no município de Guapimirim. No momento seguinte, ela é bombeada até à ETA, no Laranjal.

Novas obras da CEDAE não resolveram antigos problemas de água

No início de 2014, o então prefeito Neilton Mulim (2013–2016) firmou uma parceria com a CEDAE, cujo presidente era Wagner Victer. Os R$17.290.855,47 vindos do governo federal, através do programa PAC2, seriam investidos na ampliação do sistema de distribuição de água na região.

Prefeito Neilton Mulim (2013-2016) em conversas com Wagner Victer, então presidente da CEDAE.
Prefeito Neilton Mulim (2013-2016) em conversas com Wagner Victer, então presidente da CEDAE.

Na época, a obra incluía a construção de dois reservatórios que seriam interligados ao já existente da Amendoeira. Um com capacidade para armazenar 10 milhões de litros, e outra unidade para 5 milhões de litros em Monjolos. Entretanto, o aumento da oferta de água da região – área de influência do Comperj – parece que não chegou a todas as torneiras do distrito.

Neilton Mulim, Nivaldo Mulim e Sandro Almeida, ainda em 2014, visitando o local das obras que já deveriam estar dando resultados hoje, em 2017.

Depois de passar o Natal e o Ano Novo sofrendo com a falta d’água, os moradores pedem uma solução da CEDAE. Parece que mesmo com investimentos na região, a Companhia de Águas e Esgotos do estado do Rio de Janeiro não consegue resolver um problema tão básico em qualquer média cidade brasileira.

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Transporte público do desafeto https://simsaogoncalo.com.br/transporte-publico-do-desafeto/ https://simsaogoncalo.com.br/transporte-publico-do-desafeto/#respond Tue, 02 Aug 2016 19:03:46 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3856 O transporte público é recordista de insatisfações em São Gonçalo. Seja pelo valor alto da passagem, pelas péssimas condições dos ônibus que circulam na cidade, pelas linhas sobrepostas, pela dupla função, pela biometria… Enfim. E hoje, venho com mais uma inquietação para essa pauta. Quando estava grávida já encontrava dificuldades em atravessar os currais (roletas) […]

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O transporte público é recordista de insatisfações em São Gonçalo. Seja pelo valor alto da passagem, pelas péssimas condições dos ônibus que circulam na cidade, pelas linhas sobrepostas, pela dupla função, pela biometria… Enfim. E hoje, venho com mais uma inquietação para essa pauta.

Quando estava grávida já encontrava dificuldades em atravessar os currais (roletas) dos ônibus de uma porta, além também da dificuldade de transitar pelos corredores dele que é são bem estreitos. Agora, com minha filha fora da barriga as dificuldades só mudam, nunca encerram. É horrível ter de atravessar a roleta com um bebê a tira colo, porque é horrível ter de escolher o que vai ficar preso na roleta, se é o pé do seu filho ou a sua mochila.

O que eu gostaria de refletir coletivamente com vocês é a respeito de como o transporte no nosso município é mais do que ruim, mais do que insatisfatório. Ele é desrespeitoso. Não respeita gestantes, não respeita à mãe e a seu(s) filho(s), não respeita aos idosos, não respeita os estudantes, não respeita o cidadão que usufrui desse serviço da sua cidade. Quando vejo que os ônibus não comportam em seu espaço físico nem isso, não consigo ver uma melhora de fato para tantos outros problemas.

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Uma cidade inacessível: a acessibilidade em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/acessibilidade-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/acessibilidade-em-sao-goncalo/#comments Sun, 26 Jun 2016 12:31:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3755 Acessibilidade em São Gonçalo é um drama. E os maiores guerreiros gonçalenses são os portadores de necessidades especiais. Dia após dia, eles se esforçam mais do que qualquer pessoa para sobreviver neste território inóspito, parasitado pela classe política. O governo municipal deve a eles mais do que infraestrutura e acessibilidade. Deve algo que jamais tiveram: reconhecimento. Acessibilidade […]

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Acessibilidade em São Gonçalo é um drama. E os maiores guerreiros gonçalenses são os portadores de necessidades especiais. Dia após dia, eles se esforçam mais do que qualquer pessoa para sobreviver neste território inóspito, parasitado pela classe política.

O governo municipal deve a eles mais do que infraestrutura e acessibilidade. Deve algo que jamais tiveram: reconhecimento.

Acessibilidade em São Gonçalo em números

De acordo com o último censo divulgado pelo IBGE, realizado em 2010, apenas 4% dos domicílios gonçalenses estão localizados em ruas com rampa de acesso para cadeirantes, item fundamental para garantia do amplo direito de ir e vir. No município brasileiro mais avançado neste aspecto, Jaguaribara (CE), o índice é de 75%.

Ainda em 2010 o IBGE apurou que 55.820 residentes na cidade de São Gonçalo possuem alguma dificuldade motora. Marice Dias, leitora do Sim São Gonçalo e irmã do Gecélio, portador de necessidades especiais, enviou a seguinte mensagem ao canal:

– A Rua Júpiter no Bandeirantes está largada após a prefeitura fazer obras de manilhamento, na promessa de um asfaltamento. Até hoje não há sinal de asfalto e a rua está tomada de esgoto à céu aberto. Pode nos ajudar registrando este descaso? Meu irmão é cadeirante e é impossível locomovê-lo nestas condições.

A dificuldade no cotidiano das pessoas

Gecélio tem 39 anos. Mora a vida inteira na mesma rua de terra batida no Bandeirantes. Por lá, a lama e o esgoto frequentemente se misturam, formado uma massa estranha, odiosa, dejeto do descaso público histórico.

Portador de necessidades especiais causadas pela hidrocefalia, Gecélio nunca foi ao supermercado do bairro. Nem mesmo à academia, que fica a menos de 100 metros da sua casa. Os buracos enormes, as longas valas e fissuras na rua, já quebraram a cadeira de rodas doada pela Associação Pestalozzi de Niterói. Eles impedem seu ir e vir.

Quando Marice visita o irmão nos fins de semana, ela o ajuda a vencer os obstáculos. Seu passeio preferido é ir à praça do Bandeirantes para ver o movimento de pessoas e veículos. Nos dias chamados de “úteis”, mas tediosos para Gecélio, ele fica preso em casa na companhia da mãe, idosa, incapaz de sozinha ajudá-lo na locomoção.

Segundo o jornal O São Gonçalo, a gestão Neilton Mulim deu “o pontapé inicial para a implementação do Plano de Acessibilidade do Município de São Gonçalo”. A previsão é que o plano entre em vigor antes do fim deste ano. mas só Deus sabe.

Neilton Mulim assumiu a Prefeitura há mais de 3 anos sem qualquer projeto por mais qualidade de vida para gonçalenses como Gecélio. Agora, em conluio com o jornal, no último ano de governo, ano de eleições municipais, anuncia um engodo claramente eleitoreiro.

Os responsáveis por não implementar a acessibilidade em São Gonçalo são a corja burra e inútil das secretarias. Sem falar nos hipócritas da Câmara, que fingem defender a cidade mas viram as costas para o povo. Eles seriam seres humanos melhores se passassem um dia de muletas ou sobre uma cadeira de rodas.

Teriam que sofrer, muito, para atravessar a rua em direção ao habitual rodízio de carnes no restaurante preferido, pago com dinheiro público.

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5 passos para melhorar o trânsito da região metropolitana https://simsaogoncalo.com.br/5-passos-para-melhorar-o-transito-da-regiao-metropolitana/ https://simsaogoncalo.com.br/5-passos-para-melhorar-o-transito-da-regiao-metropolitana/#respond Mon, 13 Jun 2016 04:08:40 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3732 As manhãs deixam muita gente da região metropolitana de cabelo em pé. É comum ver enormes engarrafamentos causados quando há um acidente na ponte Rio Niterói. Acima de tudo, essa situação expõe a fragilidade de nosso sistema de mobilidade urbana, intolerante a circunstâncias adversas e administrado em grande parte por entes públicos financiados pelas empresas […]

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As manhãs deixam muita gente da região metropolitana de cabelo em pé. É comum ver enormes engarrafamentos causados quando há um acidente na ponte Rio Niterói. Acima de tudo, essa situação expõe a fragilidade de nosso sistema de mobilidade urbana, intolerante a circunstâncias adversas e administrado em grande parte por entes públicos financiados pelas empresas de transporte.

Existem soluções que levem esse caos para uma mobilidade urbana eficiente, respeitosa e confortável e elas podem ser implantadas em nosso sistema.

 

1. Expansão e integração do metrô

O metrô é o meio de transporte mais eficiente para as grandes cidades. Em qualquer grande metrópole desenvolvida, quando estamos falando de transporte de massa ele é a principal alternativa. Ocorre que no Brasil a prioridade sempre são os carros, e o gasto público é concentrado em ruas, semáforos, agentes de trânsito e sinalização.

A relação de financiamento de campanha entre mandatários e as atuais empresas de transporte esmaga qualquer possibilidade e interesse de investimento em linhas de metrô. O resultado são poucos trens e quase nenhuma integração com outros modais.

A quanto tempo você ouve promessas dizendo que uma linha de metrô chegará a região metropolitana?

 

2. BRT com bi articulados Híbridos

Garantir uma faixa exclusiva para o transporte público é uma maneira de ter agilidade no percurso. Bem antes de nós, o sistema é utilizado em Curitiba desde 1974 e em Bogotá. Nas duas cidades também circulam ônibus biarticulados, levando um maior número de pessoas por trajeto.

Esses ônibus podem ser Híbridos (movidos a biocombustíveis e energia elétrica) além de providos de acessibilidade.

 

3. Climatização e qualificação dos veículos

É difícil convencer alguém a deixar o seu carro para entrar em um ônibus ou metrô lotado, quente, com cadeiras quebradas e tocando música nas alturas. Os ônibus precisam ser climatizados, precisam ter assentos acolchoados, precisam respeitar que as pessoas não são obrigadas a ter o mesmo gosto musical do motorista.

Vale a pena lembrar que metas para climatização total dos ônibus vem sendo descumpridas e pouco esforço temos visto dos administradores públicos para obrigar as empresas de ônibus cumpri-las. Porque será?

 

4. Priorização das bicicletas skates e monociclos

Todos sabem os benefícios desse tipo de transporte. É mais barato, mais saudável, mais sustentável e, dependendo da distância, mais rápido.

Para que isso funcione as bicicletas precisam ser estacionadas, precisam ser guardadas enquanto o dono está longe. Os bicicletários precisam estar em pontos estratégicos, bem localizados, e com segurança para evitar o roubo de partes das bicicletas.

Gostaria de destacar a necessidade de Campanhas educativas. Uma vez que a cidade esteja equipada, é preciso criar uma boa campanha educativa para incentivar as pessoas a usarem as bicicletas, para educar os motoristas a respeitarem os ciclistas e para incentivar as empresas a construírem banheiros e bicicletários.

Em Niterói temos visto embates entre ciclistas e motoristas, um deles chegando e repercutir nacionalmente. Fruto da falta de programas de conscientização.

 

5. Tecnologia e Inteligência para o trânsito

Para fluir bem, o trânsito precisa de um sistema de inteligência. É preciso que haja câmeras nos principais pontos da cidade e operadores de tráfego realmente capacitados para coordenar sincronicidade de semáforos, para emitir avisos em painéis eletrônicos estrategicamente posicionados, para alimentar redes sociais (sim, milhares de motoristas usam redes sociais para saber por onde ir).

Na cidade de Barcelona, cada parada de ônibus tem a lista completa das linhas que passam no local e os horários das mesmas. Em muitas, há um painel eletrônico simples que informa quanto tempo falta para o ônibus chegar até aquela parada.

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Os bastidores do Corpus Christi: como retiram os tapetes? https://simsaogoncalo.com.br/os-bastidores-do-corpus-christi-como-retiram-os-tapetes/ https://simsaogoncalo.com.br/os-bastidores-do-corpus-christi-como-retiram-os-tapetes/#comments Fri, 27 May 2016 17:28:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3676 A tradição dos tapetes de Corpus Christi se consolidou na cidade. Mas a beleza artística que presenciamos na manhã de quinta tem seus custos. Naturalmente, já sofremos com o trânsito. E quando um pequeno evento acontece no centro da cidade, é o suficiente para o caos se instalar. Por isso, este ano, resolvemos olhar para aqueles que reordenam as ruas: a equipe de […]

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A tradição dos tapetes de Corpus Christi se consolidou na cidade. Mas a beleza artística que presenciamos na manhã de quinta tem seus custos. Naturalmente, já sofremos com o trânsito. E quando um pequeno evento acontece no centro da cidade, é o suficiente para o caos se instalar. Por isso, este ano, resolvemos olhar para aqueles que reordenam as ruas: a equipe de limpeza pós-tapetes.

Limpeza dos tapetes de Corpus Christi

Antes de falar sobre o assunto principal, precisamos falar sobre o fechamento precoce das ruas. Desde às 18 horas, o trânsito foi interrompido, o que gerou bastante transtorno para as pessoas que voltavam para suas casas nesse pré-feriado. Não sabemos ao certo o motivo de tanto adiantamento, mas seria interessante se a prefeitura voltasse a fechar as ruas às 22:00 da noite, após o horário de maior fluxo. Seria mais justo com todos.

Por mais óbvio que possa parecer para você, o rápido trabalho feito pelos garis é fruto da experiência dos anos de desmonte dos tapetes. Liberar a via em pouco tempo é um trabalho árduo, mas gratificante para quem sabe de seu papel fundamental ao final do evento. Surpreendentemente, muita gente nunca imaginou o processo de limpeza geral, especialmente sobre como a atuação do trator ajuda bastante.

Limpeza dos tapetes de Corpus Christi

Equipe de limpeza, liberando a via em frente à prefeitura.

Sugestões para os próximos Corpus Christi

A sugestão para os próximos eventos, na questão do lixo, é que empresa e prefeitura mostrem como fazem o descarte de todo o material usado na confecção dos tapetes. Seria o ideal para termos o ciclo completo, do início ao fim, gerando ainda mais valor para todo o evento. Afinal, o meio ambiente agradece.

A expectativa de todos é que os erros do passado sejam corrigidos e os acertos repetidos. As lições aprendidas aqui são o melhor meio para que consigamos fazer dos tapetes de Corpus Christi algo ainda mais interessante para todos que vivem por aqui.

Limpeza dos tapetes de Corpus Christi Limpeza dos tapetes de Corpus Christi Limpeza dos tapetes de Corpus Christi Limpeza dos tapetes de Corpus Christi Limpeza dos tapetes de Corpus Christi

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Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional da Redução da Morte Materna https://simsaogoncalo.com.br/dia-internacional-de-luta-pela-saude-da-mulher-e-o-dia-nacional-da-reducao-da-morte-materna/ https://simsaogoncalo.com.br/dia-internacional-de-luta-pela-saude-da-mulher-e-o-dia-nacional-da-reducao-da-morte-materna/#respond Fri, 20 May 2016 15:37:52 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3647 Semana que vem, mais precisamente 28 de maio, é o dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e também o Dia Nacional da Redução da Morte Materna. Nesse texto vou dar um breve relato sobre meu parto e o que pude observar estando dentro do sistema público de saúde. Entrei em trabalho de parto […]

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Semana que vem, mais precisamente 28 de maio, é o dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e também o Dia Nacional da Redução da Morte Materna. Nesse texto vou dar um breve relato sobre meu parto e o que pude observar estando dentro do sistema público de saúde.

Entrei em trabalho de parto no dia 28 de dezembro entre 13:00 e 14:00 horas e tive toda a assistência pelo Hospital Público Luiz Palmier, no centro de São Gonçalo. Assim que cheguei tive um pico de pressão, que caracterizou meu parto de risco e após sete horas de trabalho de parto, me levaram para cirurgia. Foi rápido, em meia hora Eva nasceu saudável e eu não tive complicações enquanto estive internada.

Dentro da maternidade, comecei a observar com mais empatia o que acontece lá dentro. Antes de parir, li muito na minha caderneta da gestante sobre todos os meus direitos, que incluíam um parto humanizado e diversas atividades antes de chegar às vias de fato, como caminhar, sentar na bola, tomar ducha quente, ficar agachada e etc. De fato, vi mulheres fazendo algumas dessas atividades dentro da sala de pré-parto e chego a dizer que achei as enfermeiras de plantão muito dispostas e incentivadoras dessas atividades.

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Após a minha saída, conheci mulheres que reclamavam do atendimento e acho que entendi o porquê. O hospital é superlotado. Não se podem ter momentos individuais com as enfermeiras justamente porque eram poucas para muitas, não há proporcionalidade com relação à demanda, por isso o que é mais difícil de exercer de verdade é o atendimento humanizado, com uma ligação de afeto naquele momento importantíssimo para a mãe. Isso é culpa da equipe médica? Acho que não. Na minha concepção acho que as salas de pré-parto poderiam ter um formato diferente, com menos camas, mais incentivos aos exercícios que aliviam o estresse e a dor, alguma música relaxante e aconchegante e enfermeiras específicas para esse momento, que ficariam ali com as gestantes até o momento do parto.

Para isso, a descentralização é importante. Construir outras maternidades fora desse polo centrista da Zé Garoto. É importante pensar em outras áreas de grande concentração do nosso município, como Alcântara, Jardim Catarina, Colubandê… Além, é claro, da contratação de mais profissionais com uma remuneração digna e não a miséria que se paga hoje. Acredito que dessa forma haverá uma melhor distribuição das gestantes que nessas circunstâncias sem dúvidas, terão um atendimento mais respeitoso, afetuoso e humanizado.

 

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Menos acidentes de trânsito e mais cidadania – o valor da sinalização https://simsaogoncalo.com.br/menos-acidentes-de-moto-e-mais-cidadania-o-valor-da-sinalizacao/ https://simsaogoncalo.com.br/menos-acidentes-de-moto-e-mais-cidadania-o-valor-da-sinalizacao/#respond Thu, 05 May 2016 19:38:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3599 No planejamento urbano de qualquer cidade, itens como iluminação, pavimentação, calçamento, arborização e saneamento são sempre os mais lembrados pelos administradores públicos. Entretanto, existe um em especial que, quando presente e bem feito, faz toda a diferença na valorização do local: a sinalização. Nos últimos governos gonçalenses, a preocupação com a beleza da cidade até foi levada […]

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No planejamento urbano de qualquer cidade, itens como iluminação, pavimentação, calçamento, arborização e saneamento são sempre os mais lembrados pelos administradores públicos. Entretanto, existe um em especial que, quando presente e bem feito, faz toda a diferença na valorização do local: a sinalização.

Nos últimos governos gonçalenses, a preocupação com a beleza da cidade até foi levada em conta. Entretanto, boa parte das soluções são de extremo mau gosto e péssima funcionalidade. Sem pensar minimamente na acessibilidade urbanística, cometemos algumas atrocidades.

Exemplos estranhos disso foram as lâmpadas verdes que puseram há um tempo na rua da caminhada, entre o Patronato e o Paraíso. Outra piada são os canteiros de pedra sobre as calçadas no Boa Vista. E os ferros incompreensíveis da praça Chico Mendes, no Raul Veiga? O bom senso demorou mas chegou, e eles foram retirados recentemente, após mais uma sandice.

Praça Chico Mendes, a "praça da Bíblia" pelos governos anteriores. Foto: Alex Wolbert
Praça Chico Mendes, a “praça da Bíblia” deturpada. Foto: Alex Wolbert

Todos esses casos parecem ter vindo da mente de alguém sem o mínimo senso estético, funcional ou referências do que acontece no mundo. Afinal, se a cidade é para as pessoas, como os equipamentos urbanos não se relacionam com elas?

Calçadas no Boa Vista – São Gonçalo
Calçada no Boa Vista. As pedras no caminho só servem para atrapalhar pedestres e cadeirantes. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo.

Dentre vários pontos, a sinalização é importantíssima na construção da identidade urbana. Mais que evitar acidentes de trânsito, organização do tráfego dos carros e motos e nomes das ruas, sinalizar é também reforçar a marca territorial. O pertencimento é fundamento básico na hora de elevar a auto-estima do cidadão que mora na localidade, fazendo-o cuidar com ainda mais carinho da cidade.

Infelizmente, é natural que os governantes atuais não tenham um olhar com apuro estético e noções de acessibilidade universal. Uma das justificativas de sempre é que essas “coisas de gente rica” são para os outros. Entretanto, se em alguns países europeus, ricos e pobres desfrutam de estruturas urbanas similares, é porque há o entendimento de que as benesses implementadas em todo território reduzem a desigualdade entre as pessoas.

Lucca na Itália – Sinalização de placas
Itália: As placas de sinalização têm um padrão sintético, característico em outras localidades no país. Esse exemplo é da cidade de Lucca. 

Berlim: A cidade que já foi dividida entre 4 países, hoje tem uma cara própria, fruto desse caldeirão que mistura os ex-lados oriental e ocidental. Esse “homenzinho do sinal” é um clássico, sendo representado em diversos souvenirs berlinenses. 

Londres: a cidade que já foi “capital do mundo” é um bom exemplo de como utilizar o mobiliário urbano para criar identificação das ruas e regiões com os cidadãos e turistas de todo lugar.

Sinalização faz parte do conjunto planejamento urbano

É preciso compreender que sinalização é um conjunto, não peças separadas. O assunto não se atém aos sinais de trânsito, nem às placas apenas. Sinalizar uma cidade precisa levar em conta o nome das ruas, a pintura das calçadas e avenidas, os sinais sonoros para os deficientes visuais, a identificação de todos os bairros, inclusive a forma como seus moradores chamam cada esquina.

Tornar a cidade “mais bonita” com invenções ou exemplos esdrúxulos, só a deixa mais feia, gerando sensação de repulsa e de não-pertencimento do lugar.

Prefeitos e vereadores desse Brasil, pensemos olhando para frente!

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Novo retrato da rua onde moro https://simsaogoncalo.com.br/novo-retrato-da-rua-onde-moro/ https://simsaogoncalo.com.br/novo-retrato-da-rua-onde-moro/#respond Wed, 04 May 2016 12:32:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3603 Quando era criança muitas vezes busquei minha bola de futebol dentro da vala de esgoto que havia na esquina da rua Aldrovando Pena com a Alexandre Muniz, no bairro Vila Três, em São Gonçalo. A bola vinha molhada pela água suja, eu batia com ela 3 vezes no chão e a gente continuava o jogo. Era […]

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Quando era criança muitas vezes busquei minha bola de futebol dentro da vala de esgoto que havia na esquina da rua Aldrovando Pena com a Alexandre Muniz, no bairro Vila Três, em São Gonçalo. A bola vinha molhada pela água suja, eu batia com ela 3 vezes no chão e a gente continuava o jogo. Era o procedimento entre a galera, a mão se limpava no short. Nas últimas semanas a vala foi eliminada, a rede de esgoto, reformulada, e a rua onde moro há 26 anos, asfaltada com dinheiro público federal (o governo municipal continua um fracasso).

Na primeira noite de rua pretinha e lisinha, noite de frio anormal em terra de “chapa quente”, a alegria transbordava do meu filho e de seus pequenos amigos. As meninas andaram de skate até às 22h, os meninos corriam para cima e para baixo repetidamente, por puro prazer, no mesmo local onde meses atrás bandidos armados estabeleciam toque de recolher às 18h porque o tiroteio iria começar.

No segundo dia até os adultos entraram na brincadeira, devidamente protegidos por capacete, e gravaram vídeos descendo as ladeiras ao pé do Morro da Caixa D’água de skate. Sem melhores opções de lazer, os gonçalenses “piram” quando uma rua se torna habitável.

Ontem, terceiro dia de rua nova, crianças e adolescentes das proximidades se juntaram aos moradores do quarteirão, contei 15 deles ao mesmo tempo descendo as ladeiras com longboards, skates tradicionais e de duas rodas, coisa linda de se ver. Há chances do local se tornar referência para o esporte em São Gonçalo? Sim. Tudo porque uma rua foi asfaltada com recursos do contribuinte brasileiro. Com o devido investimento, uma pequena oportunidade, São Gonçalo voa.

Mas o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é iniciativa do Governo Federal, não do prefeito Neilton Mulim. A vala negra onde eu buscava minha bola de futebol na infância era fruto do abandono político que ainda polui bairros inteiros, esquecidos. O lixo não recolhido avançou da calçada para a rua e está impedindo a passagem de veículos e pedestres nas principais vias dos bairros do 2º e 3º distritos, como Sacramento, Barracão e Santa Isabel. 42% da cidade de São Gonçalo foi alagada pelo temporal do mês de março. E o que o prefeito realmente faz contra esses problemas? Pendura placas onde não deve, como embaixo do viaduto de Alcântara, com propaganda enganosa.

ps: Para ver minha rua antes das obras, clique aqui.

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Por que alaga quando chove? https://simsaogoncalo.com.br/por-que-alaga-quando-chove/ https://simsaogoncalo.com.br/por-que-alaga-quando-chove/#comments Sat, 26 Mar 2016 14:07:49 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3560 Outra tragédia colocou São Gonçalo em destaque na imprensa nacional: a cidade foi destruída pelo temporal que caiu quarta-feira (23/03). A população culpa o governo municipal, e protestou em diversos bairros interditando vias importantes com colchões, móveis e roupas perdidos no alagamento. O governo municipal joga a culpa no Estado do Rio de Janeiro, pela […]

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Outra tragédia colocou São Gonçalo em destaque na imprensa nacional: a cidade foi destruída pelo temporal que caiu quarta-feira (23/03). A população culpa o governo municipal, e protestou em diversos bairros interditando vias importantes com colchões, móveis e roupas perdidos no alagamento. O governo municipal joga a culpa no Estado do Rio de Janeiro, pela falta de cuidado com os rios, e nos moradores pelo lixo jogado nas ruas. Por que, afinal, alaga quando chove?

  1. 1. O governo municipal, liderado pelo prefeito Neilton Mulim, não assumiu suas responsabilidades com determinação e inteligência quando foi eleito.
  2. 2. 65% dos domicílios gonçalenses se localizam em ruas sem bueiros, segundo o IBGE.
  3. 3. A Prefeitura oficialmente permite que empresas joguem lixo nas ruas. Lixo que entope os poucos bueiros que existem e os diversos rios da cidade.
  4. 4. A Prefeitura não coleta regularmente o lixo domiciliar, principalmente nas regiões mais pobres cortadas por rios e valões.
  5. 5. A Prefeitura não orienta nem aos próprios funcionários a não jogar o copinho de café no chão.
  6. 6. O governo Mulim não cumpre qualquer planejamento de obras de saneamento dos bairros mais afetados.
  7. 7. O prefeito é intelectualmente inferior a qualquer apresentador de TV de quinta categoria quando o assunto discutido são medidas preventivas contra alagamentos.
  8. 8. São Gonçalo não está preparada para as variações climáticas da atualidade, intensas, pois não tem um governo que pense intensamente.
  9. 9. O governo municipal escolheu não compreender a complexidade da cidade que administra.
  10. 10. Não serve para ser prefeito alguém que diz que é proibido de desentupir os rios do município sob sua gestão, aceita tal imposição e não consegue encaixar politicamente a segunda maior cidade do Estado (em número de habitantes) entre as prioridades do Rio de Janeiro.
  11. 11. Quando uma população pobre ocupa desordenadamente um território abandonado pelo poder público, resulta em tragédia.

Um bom governo não coloca a culpa de calamidades atuais no passado. Suas ações falam por ele quando questionado pela imprensa, ele não gagueja. As obras lentas e descontroladas do projeto Rua Nova, nos bairros Raul Veiga e Vila Três, foram prejudicadas consideravelmente, pela quarta vez seguida, por causa das chuvas. A burrice impede a Prefeitura de mudar a estratégia de execução das obras. A burrice administra São Gonçalo, a cidade que se recupera sempre.

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Hemonúcleo São Gonçalo – Onde a doação de sangue acontece e a saúde funciona https://simsaogoncalo.com.br/hemonucleo-sao-goncalo-quando-a-doacao-de-sangue-acontece-e-a-saude-funciona/ https://simsaogoncalo.com.br/hemonucleo-sao-goncalo-quando-a-doacao-de-sangue-acontece-e-a-saude-funciona/#comments Thu, 17 Mar 2016 17:45:53 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3509 Muito se fala da saúde na cidade, dos postos que funcionam com deficiência, da demora no atendimento em determinadas unidades, entre outras coisas que, infelizmente, ainda fazem parte do sistema público. Entretanto, nessa imensidão de dificuldades nos serviços estatais, alguns lugares operam com eficiência. Aqui, o Hemonúcleo é um deles. Localizado no terreno ao lado do Pronto Socorro Central, […]

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Muito se fala da saúde na cidade, dos postos que funcionam com deficiência, da demora no atendimento em determinadas unidades, entre outras coisas que, infelizmente, ainda fazem parte do sistema público. Entretanto, nessa imensidão de dificuldades nos serviços estatais, alguns lugares operam com eficiência. Aqui, o Hemonúcleo é um deles.

Localizado no terreno ao lado do Pronto Socorro Central, no Zé Garoto, ao entrar pelo portão você verá a unidade no sobrado à direita. O acesso não é dos mais fáceis, especialmente para quem tem problemas de locomoção. Aliás, uma das críticas que precisamos fazer é sobre o espaço físico do Hemonúcleo. Havia muitas pessoas para fazer sua doação no dia, estando a sala principal bem cheia. Entretanto, nada que retirasse a satisfação de todos em dar sua contribuição para salvar uma vida.

Hemonúcleo São Gonçalo com Matheus Graciano Eu e meu sangue O+. E o seu, qual é? 🙂

A equipe do Hemonúcleo é um ponto alto. A atenção de todos com aqueles que pretendem fazer a doação faz total diferença. Ao contrário de muitos serviços públicos onde os funcionários nem sempre tem noções básicas de acolhimento, lá o cuidado é amplificado, especialmente porque eles entendem que num ambiente de doação voluntária o bom clima é fundamental.

Se você pretende doar, aqui vai uma dica para não pegar o local cheio. Nas segundas e sextas o movimento aumenta. O motivo é simples: como você ganha um dia de folga, as pessoas aproveitam para “emendar” com o final de semana. Caso você possa ir nos dias de semana, terças, quartas e quintas, será atendido mais rapidamente. Infelizmente, não funciona aos sábados.

O que é preciso para ser doador:

Estar bem de saúde;

Ter idade entre 16 e 69 anos (se tiver entre 16 e 17 anos, só com autorização do responsável);

Peso igual ou superior a 50 kg;

Estar alimentado (podendo ingerir frutas, sucos, café), evitando alimentos gordurosos, como pães, queijos, leite, manteiga e sanduíches em geral;

Não ter feito piercing ou tatuagem há menos de um ano;

Apresentar documento com foto, expedido por órgão oficial válido em todo o território nacional;

Atenção: Homens podem doar sangue num intervalo de 2 meses, não ultrapassando 4 doações ao ano, e mulheres num intervalo de 3 meses, não ultrapassando 3 doações.

Endereço do Hemonúcleo

Praça Estephânia de Carvalho, s/nº (ao lado do Pronto Socorro Central), Zé Garoto, São Gonçalo. Horário de doação: De segunda à sexta, das 7 às 12h. DISQUE SANGUE: 21 2605-6047.

E aí, o que você está esperando para fazer a sua doação? Lembre-se: nunca sabemos quando poderemos ser os próximos receptores. Faça o bem sem olhar a quem. 😉 

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Privatização da CEDAE: riscos e benefícios para São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/privatizacao-da-cedae-riscos-e-beneficios-para-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/privatizacao-da-cedae-riscos-e-beneficios-para-sao-goncalo/#comments Wed, 02 Mar 2016 20:49:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3489 Uma comentarista da rádio CBN trouxe à tona uma possível negociação político-comercial com uma empresa que conhecemos bem: a CEDAE. Segundo a jornalista, o governo do estado está estudando a proposta de federalizar a empresa, o que significa passá-la ao governo federal. Essa manobra seria feita para que, depois de federalizada, o governo pudesse transformá-la numa concessão, assim como a Ampla, Eco […]

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Uma comentarista da rádio CBN trouxe à tona uma possível negociação político-comercial com uma empresa que conhecemos bem: a CEDAE. Segundo a jornalista, o governo do estado está estudando a proposta de federalizar a empresa, o que significa passá-la ao governo federal. Essa manobra seria feita para que, depois de federalizada, o governo pudesse transformá-la numa concessão, assim como a Ampla, Eco Ponte S.A, Barcas, entre outras concessões que conhecemos bem. Dessa forma, o estado poderia ficar um pouco “menor”, ou seja, com menos gastos, além de levar uma grana com essa manobra.

Todos sabemos que um dos maiores gastos do estado não é a Cedae, mas sim a previdência, responsável por aposentadorias, pensões e benefícios que o governo estadual paga e que, com o envelhecimento da população, só tendem a aumentar. A falta de verbas totais faz com que a Cedae caminhe a passos lentos. Em São Gonçalo, conhecemos muito bem a história de ficar sem água. Quando moleque, já fiquei algumas vezes sem água, chegando a tomar aquele legítimo banho de canequinha.

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Rio Bomba, que divide São Gonçalo e Niterói, transformado em valão, agora desagua suas águas sujas na Baía de Guanabara.

Em setembro de 2015, o Blog Verde do jornal O Globo publicou a opinião do atual presidente da assembléia sobre a privatização da Cedae, citando São Gonçalo, inclusive. A questão tem opositores dentro da Companhia, claro. Mas, segundo Jorge Picciani, a Águas de Niterói mostrou que é possível fazer esse trabalho com eficiência.

Mesmo acreditando que a concessão poderia ser um bom caminho para a cidade, há 3 pontos específicos que eu gostaria de chamar a sua atenção: Imunana-Laranjal, áreas de risco e diálogo com a prefeitura de São Gonçalo.

Estação Imunana Laranjal – São Gonçalo

1) Imunana-Laranjal

Se tem algo diferente na parte gonçalense da Cedae é a ETA Imunana-Laranjal. A Estação de Tratamento de Água, que fica no bairro de mesmo nome, capta e trata a água que recebe dos Rios Guapiaçu e Macacu, vindos lá de Cachoeira de Macacu, e manda para São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e Ilha de Paquetá.

Inaugurada em 1954, a estação trata cerca de 6.700 litros de água por segundo (isso mesmo!), para uma população de mais de 1,6 milhões de pessoas. Só por ter a segunda maior estação de tratamento de água do estado, fica a pergunta: a ETA entraria no bolo da privatização também? Sem dúvidas, seria uma importante e lucrativa parte do sistema nessa conta.

Outro detalhe importantíssimo nessa estação é a sua relação com o Comperj. Se você olhar no mapa, o rio Macacu passa exatamente atrás do Complexo Petroquímico. Inclusive, uma das polêmicas “contrapartidas” é a construção da barragem em Cachoeiras de Macacu, que planeja retirar cerca de 1.000 famílias que plantam na região, o que, ao meu ver, pode criar uma situação ainda sem precedentes de escassez de alimentos na região, fazendo com que os preços de alguns produtos e derivados subam.

Uma das soluções possíveis para evitar a barragem seria a construção de uma estação de tratamento de efluentes (de esgotos) que agisse em conjunto com o tratamento da água potável, permitindo que as águas pudessem ser recicladas. Este tipo de sistema, apesar de caro, evitaria o impacto ambiental irreversível prometido pela barragem do Guapiaçu.

Aliás, depois dá uma olhada nesse vídeo:

2) Áreas de risco

Outra situação muito comum na instalação de água são os “gatos”. O aumento das áreas de risco na cidade cresceu nos últimos tempos. Então, como entrar nas comunidades dominadas pelos traficantes e milicianos armados, impedindo o trabalho destes profissionais da água?

Infelizmente, nas regiões mais pobres as ligações clandestinas são ainda mais frequentes. Especialmente pelo não planejamento territorial dos lugares. Como fazer para não se meter em conflitos violentos e fazer o trabalho almejado? Esse é um desafio que ainda estamos para ver no estado do Rio de Janeiro.

Obras da CEDAE
Instalação de dutos de água nas ruas de São Gonçalo.

3) Prefeituras

No início de 2016, passei na Trindade e pude ver que, depois de asfaltar o bairro por completo, a Companhia de Água estava quebrando o asfalto para abrir um buraco no chão e fazer seu trabalho com as ligações de esgoto. Quando terminavam, ficavam os remendos expostos, esperando que a prefeitura fizesse seu trabalho novamente.

Se uma companhia como a CEDAE, estatal, não consegue trabalhar em uma parceria sadia com a prefeitura de São Gonçalo, fazendo com que nosso dinheiro não seja desperdiçado, o que esperar de um futuro privado? A prefeitura conseguirá trabalhar em pleno acordo com uma empresa assim?

Uma das coisas que deixam o cidadão mais irritado é esse “passa-repassa” nas responsabilidades. Hoje, prefeitura e Cedae culpam-se uma a outra por problemas que acontecem em diversas vias no estado. No final, quem sofre é o morador.

Espero que você tenha conseguido chegar até o final. Que esse texto sirva de reflexão e seja a primeira luz para essa importante questão em nossas vidas: a água. Sem ela, não somos absolutamente nada.

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Foto da abertura: Alexandre Vieira / Agência O Dia

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Cidade jamais planejada https://simsaogoncalo.com.br/cidade-jamais-planejada/ https://simsaogoncalo.com.br/cidade-jamais-planejada/#comments Sat, 21 Nov 2015 14:22:41 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3375 A Praça do Rodo, segunda mais importante de São Gonçalo, no centro de um intenso polo comercial, não possui uma árvore sequer, onde alguém possa se abrigar do sol escaldante. Seus bancos são desconfortáveis e imundos. E no meio da praça existe um mastro de ferro gigante inútil, dinheiro público gasto desnecessariamente. São Gonçalo completou […]

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A Praça do Rodo, segunda mais importante de São Gonçalo, no centro de um intenso polo comercial, não possui uma árvore sequer, onde alguém possa se abrigar do sol escaldante. Seus bancos são desconfortáveis e imundos. E no meio da praça existe um mastro de ferro gigante inútil, dinheiro público gasto desnecessariamente. São Gonçalo completou 125 anos de emancipação política, contudo, jamais contou com o planejamento necessário para investir em qualidade de vida e fornecer benefícios fundamentais aos gonçalenses.

Diz a História que o loteamento desenfreado do território, desorganizado, que visava apenas o lucro, foi duramente combatido na década de 60 pelo político local mais famoso, Joaquim de Almeida Lavoura. Ele certamente perdeu a luta. São Gonçalo é inacessível a si mesma. Fazendas e grandes terrenos se transformaram em bairros isolados, confusos e ineficientes, como Santa Izabel, sem ordenamento físico entre as áreas de moradia e comércio, desprovidos de opções de lazer e emprego e de vias suficientes para o escoamento da população em direção ao trabalho.

O mínimo de urbanização que a cidade conhece está na rua Feliciano Sodré, principalmente no trecho onde fica a prefeitura. O asfalto é bom, o semáforo funciona, há lixeiras nos postes (e elas não transbordam), as calçadas são razoavelmente niveladas e alguns arbustos foram plantados. De resto, desenvolveu-se um corredor apertado, com estabelecimentos comerciais nas laterais e carros e ônibus espremidos no meio, onde antigamente passavam as linhas de bondes.

Toda cidade é um sistema interdependente que deve estar bem conectado para servir aos seus habitantes. No município gonçalense, vias terrestres foram criadas no passado segundo a necessidade do momento, hoje ultrapassada, nenhuma adaptada ao crescimento urbano. Através dessas vias, a bordo de ônibus sujos e quentes, circula a segunda maior população do estado do Rio de Janeiro, gastando mais de uma hora no trânsito e pagando mais de uma passagem para atingir certos destinos internos.

O Brasil inteiro não é desorganizado. Cidades agradáveis existem e São Gonçalo deveria ser uma delas, se o desenvolvimento e pioneirismo agroindustrial que experimentou até metade do século 20 fosse revertido em planejamento urbano e obras sociais.

Um crime se repete em São Gonçalo, seguidamente bombardeada com ignorância política, a cada governo municipal. Praças são abandonadas, destruídas ou vendidas, não temos ciclovias, o ar é impuro, a poluição visual e sonora incomodam, não há espaços para pessoas aqui.

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Linhas intermunicipais no Rio de Janeiro: “Licitação à vista” https://simsaogoncalo.com.br/linhas-intermunicipais-no-rio-de-janeiro-licitacao-vista/ https://simsaogoncalo.com.br/linhas-intermunicipais-no-rio-de-janeiro-licitacao-vista/#comments Wed, 28 Oct 2015 13:09:35 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3312 Em 27 de outubro de 2015, das 10h às 13h, no Auditório do SESI/SENAI, ocorreu a primeira das 12 Audiências Públicas que tem como objetivo discutir e aprimorar o edital de licitação de todas as linhas intermunicipais do estado do Rio de Janeiro. Estiveram presentes o Secretário Estadual de Transportes, Carlos Osório; o Secretário Municipal de […]

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Em 27 de outubro de 2015, das 10h às 13h, no Auditório do SESI/SENAI, ocorreu a primeira das 12 Audiências Públicas que tem como objetivo discutir e aprimorar o edital de licitação de todas as linhas intermunicipais do estado do Rio de Janeiro. Estiveram presentes o Secretário Estadual de Transportes, Carlos Osório; o Secretário Municipal de Transporte, Alberto Mello; os deputados estaduais Rafael do Gordo, José Luiz Nanci e Comte Bittencourt, além dos vereadores Marlos Costa, Alexandre Gomes e Marco Rodrigues.

A audiência teve por objetivo apresentar os principais pontos técnicos do edital que irá selecionar as novas empresas de transporte que irão operar no Estado. Osório reconheceu a deficiência do atual modelo de permissão, por ser insustentável e juridicamente falho, motivos de questionamentos pelo Ministério Público. Essa será a primeira vez na história do Rio de Janeiro que esse modelo de licitação irá ocorrer para linhas intermunicipais.

A apresentação foi feita pelos técnicos da Fundação Getúlio Vargas – FGV, com auxílio do secretário. Os principais pontos do edital que será lançado ao final de todas as audiências são:

Licitação por área

O Estado do Rio foi dividido em 2 grandes áreas: a Região I (Metropolitana) e a Região II (Interior). Essas áreas foram subdividas em lotes. São Gonçalo, Itaboraí e Tanguá pertencem ao mesmo lote. Niterói e Maricá, outro lote. Cada empresa ou consórcio terá o direito de explorar cada lote com exclusividade, ou seja, no caso de São Gonçalo, o ganhador fará todas as ligações entre o município e Itaboraí, Tanguá e Rio de Janeiro (zona neutra). Já as ligações entre lotes, serão divididas entre as duas empresas, ou seja, na ligação entre São Gonçalo e Niterói, por exemplo, as duas empresas irão operar, cada uma com linha e trajeto diferente.

Renovação da frota

Foi estabelecido a idade limite de 10 anos para toda a frota que irá operar no Estado. Os novos ônibus só serão homologados para circulação caso sejam preenchidos alguns requisitos técnicos como: ar-condicionado, acessibilidade, câmeras internas e GPS. A expectativa é que ao final dos 10 anos de licitação, ou seja, em 2026, 100% da frota tenha preenchido esses requisitos.

Método de reajuste

Foi estabelecido uma tabela fixa para o reajuste anual, que poderá ser calculada por qualquer cidadão. Serão levados em conta índices como o preço do combustível, inflação, aumento salarial dos profissionais e outros. O reajuste será feito a cada 12 meses, de acordo com tais índices. A cada 4 anos, a tarifa sofrerá uma revisão para verificar se há disparidades entre os valores, nesse caso, a tarifa poderá baixar, aumentar ou manter-se, de acordo com as conclusões dos técnicos.

O edital também servirá para a futura linha de BRT que irá operar entre Niterói e Manilha, passando pela RJ-104. A empresa vencedora da área de São Gonçalo, também terá exclusividade na operação do BRT.

Prazo

O edital prevê o prazo de 20 anos, prorrogáveis por mais 20 para a exploração dos lotes. Após o prazo, um novo edital deverá ser convocado.

Quem pode participar?

Qualquer pessoa jurídica brasileira registrada com a função de empresa de transportes poderá participar. Consórcios envolvendo empresas estrangeiras também, desde que a empresa líder seja nacional. Cada empresa só poderá obter, no máximo, 3 lotes para exploração: 2 na Região I e 1 na Região II. Cada empresa também só poderá participar de 1 consórcio.

Vencedor

As empresas vencedoras serão aquelas que apresentarem maior valor de outorga, ou seja, aquelas que pagarem mais. Essa opção é diferente daquele em que o vencedor é escolhido pelo menor preço da passagem. Isso porque, o Estado pretende utilizar os valores das outorgas para financiar as obras do BRT e da linha 3 do metrô, que deverá ter seu novo projeto finalizado em novembro, ligando a Praça Araibóia – Niterói à Alcântara.

Conclusões

Como era possível prever, haverá uma grande formação de monopólio, principalmente em nosso município que já sofre com o Consórcio São Gonçalo no âmbito municipal. A partir de 2016, nosso município contará apenas com 3 empresas: o Consórcio São Gonçalo fazendo as linhas municipais; a empresa vencedora do lote São Gonçalo, fazendo a ligação entre o nosso município, Itaboraí, Tanguá e Rio de Janeiro, e a vencedora do lote Niterói, fazendo a ligação entre Niterói e São Gonçalo.

A explicação do secretário estadual é que não há a necessidade de várias empresas disputarem os mesmos locais, pois isso gera uma sobrecarga de linhas nas ruas, uma concorrência predatória, fazendo as tarifas subirem, além de uma maior dificuldade do Estado em fiscalizar o grande número de empresas. O modelo escolhido é adotado em diversas partes do mundo. A qualidade do serviço não é dado pela concorrência entre empresas, mas sim pela alta capacidade do Estado em fiscalizar os índices de qualidade do setor.

Vale destacar a presença de vários representantes da sociedade como o Sindicato dos Rodoviários, Associações de Moradores, Fórum de Mobilidade, além de outros. Devido ao local pequeno para realização da audiência, muitos foram barrados no início, mas após negociação puderam entrar e acompanhar.

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Barcas: uma luz no fim do túnel https://simsaogoncalo.com.br/barcas-uma-luz-no-fim-do-tunel/ https://simsaogoncalo.com.br/barcas-uma-luz-no-fim-do-tunel/#comments Thu, 15 Oct 2015 04:42:11 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3262 A maioria dos principais jornais, em suas edições de hoje, estamparam em sua capa a notícia de que a CCR Barcas deverá deixar a concessão que teria direito até 2023. A empresa argumentou que o serviço tornou-se financeiramente inviável e que, para evitar perdas ainda maiores, deixará a concessão. Segundo o Governo do Estado, a […]

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A maioria dos principais jornais, em suas edições de hoje, estamparam em sua capa a notícia de que a CCR Barcas deverá deixar a concessão que teria direito até 2023. A empresa argumentou que o serviço tornou-se financeiramente inviável e que, para evitar perdas ainda maiores, deixará a concessão. Segundo o Governo do Estado, a saída da CCR de forma unilateral é ilegal, mas que empresa e estado deverão chegar a um acordo em breve, onde nova licitação deverá ocorrer. Importante ressaltar que essa mesma empresa, já recebeu diversas multas pela Agetransp, devido ao péssimo serviço prestado à população.

Essa será uma oportunidade de ouro em que, os governos Estadual e Municipais da região, poderão reformular o plano de mobilidade urbana da região metropolitana, que a cada dia está mais caótico e insustentável. Uma nova estrutura de transporte aquaviário deve ser pensada, de maneira que todos os municípios do entorno da Baía de Guanabara sejam beneficiados, diminuindo a dependência do transporte viário.

Essa nova licitação deve prever a construção de novos terminais como aqui em São Gonçalo, além de Caxias, Magé e Ilha do Fundão, com a criação de novas linhas entre os distintos municípios, criando novas conexões e alternativas, dando à população capacidade de escolha. Essas novas linhas também devem ser licitadas de forma individual, com valores e serviços diferenciados de acordo com as especificidades de cada população e município.

Não podemos aceitar que um morador do Gradim, por exemplo, que estude na UFRJ (Ilha do Fundão), tenha de ir até Niterói, para de lá pegar outro ônibus em direção ao Rio, passando por todo o sofrimento da BR-101, Ponte Rio-Niterói e Av. Brasil engarrafadas, sendo que, da orla do seu bairro, é possível avistar os prédios onde estuda, do outro lado da Baía. Essa é apenas uma caricatura do que acontece cotidianamente com a população de nossa cidade, sempre deixado em segundo plano no tabuleiro político estadual.

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Porque povão gosta mesmo é de hospital https://simsaogoncalo.com.br/porque-povao-gosta-mesmo-e-de-hospital/ https://simsaogoncalo.com.br/porque-povao-gosta-mesmo-e-de-hospital/#respond Fri, 11 Sep 2015 18:30:22 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3188 A saúde da cidade é debilitada. Sabemos disso. Mas, veja: quando digo “saúde”, falo de tudo. Da comida às unidades de atendimento. Do saneamento básico escasso ao tempo perdido mofando no transporte. Da violência do tráfico de drogas, que nos deixa paranóicos, às praias podres, que de tão poluídas restam poucas para entrar. Porém, quem liga para isso? “Povão gosta […]

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A saúde da cidade é debilitada. Sabemos disso. Mas, veja: quando digo “saúde”, falo de tudo. Da comida às unidades de atendimento. Do saneamento básico escasso ao tempo perdido mofando no transporte. Da violência do tráfico de drogas, que nos deixa paranóicos, às praias podres, que de tão poluídas restam poucas para entrar. Porém, quem liga para isso? “Povão gosta mesmo é de hospital”. É isso mesmo?

A frase título desse post foi dita por uma dessas “lendas urbanas” conhecidas como “vampiros gonçalenses”. São homens e mulheres que, entra governo, sai governo, continuam lá. Às vezes como secretários de saúde, outras como subsecretários, chefes de equipe, funcionários “bate-ponto”, não importa. O que interessa é a manutenção de seus carguinhos lá na prefeitura, sempre à espera do próximo governo que vão vampirizar. Para eles, como para todo vampiro, importante mesmo é o sangue. Seu e do governo. Que no final, são a mesma coisa, uma vez que quem banca o governo é você.

A história conta que, certa vez, um secretário de saúde disse que não interessava valorizar os postos de saúde. Segundo ele, “Postos de saúde não interessam, porque povão gosta mesmo é de hospital”. Infelizmente, talvez ele esteja certo. Talvez, pela ignorância ou pela pouca instrução de nossas péssimas escolas, muitos pensem assim. Entretanto, na qualidade de gestor de saúde, é preciso lidar com a população como pacientes, não como clientes. Não sabe a diferença? Eu lhe explico.

Os comerciantes dizem que “o cliente tem sempre razão”. De fato, eles sempre tem razão. Mas saúde não é um jogo onde se compra um produto e se recebe um benefício instantâneo. Não! Na saúde, mais que cliente, você é paciente. E quando se é paciente, não há razão, há fatos! Veja, se você fuma, bebe excessivamente, come compulsivamente, faz sexo sem preservativos com desconhecidos, usa drogas ilícitas, me diga… quando você adoecer, terá razão? Desculpe lhe contar, mas você precisará se tratar, independente da sua razão. E para tratamentos, acima de qualquer relação de cliente, você é um paciente. Sim, paciente.

Sei que os exemplos que dei são fortes para muitas pessoas. Porém, para mim, mais forte e grave é justificar que as pessoas “querem algo” que você, na qualidade de profissional da saúde, sabe que não é o suficiente. Dizer que “povão gosta mesmo é de hospital” para não valorizar os postos de saúde é um deboche sobre a ignorância das pessoas, cuja educação lhes foi privada nas escolas.

Numa conta básica, nossos “mais de 1 milhão de habitantes” não são suportados apenas nos hospitais. Vamos contar quantas vagas, quantos atendimentos cada hospital suporta diariamente? Seja no pronto-socorro central, no de Alcântara, nas Upas, se uma epidemia de Dengue (algo que não é impossível) se alastrar na cidade, esses hospitais dariam conta? Será que hoje, sem epidemias, eles dão conta? Experimente perguntar aos médicos e equipes de enfermagem.

Precisamos mostrar que “o que importa de verdade” é a saúde completa. Segundo os órgãos governamentais, para cada 1 real investido em saneamento, outros 4 são economizados em saúde. Será que isso nada tem a ver com a água que bebemos, com a terra que plantamos ou com as praias que nos orgulhamos de ter? Será que se tivéssemos melhores postos de saúde e unidades com mais especialidades médicas, teríamos tantas pessoas nas filas dos hospitais?

Caros vampiros gonçalenses, povão não gosta de hospital. Povão, como eu, gosta mesmo é de ser saudável. De ser feliz.

Foto: Prefeitura de São Gonçalo

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Falência múltipla dos órgãos do governo https://simsaogoncalo.com.br/falencia-multipla-dos-orgaos-do-governo/ https://simsaogoncalo.com.br/falencia-multipla-dos-orgaos-do-governo/#respond Thu, 10 Sep 2015 06:00:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3186 Foto: Vovó no Pronto Socorro de Alcântara. Eu estava sentado naquela cadeira de cor azul desbotado, com manchas marrons, uma cor quase café com leite, não sei se por sangue, iodo ou qualquer outro fluido químico ou biológico. Ao lado, uma sala que passava a maioria das vezes fechada. As poucas vezes que abriam, emanava um cheiro […]

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Foto: Vovó no Pronto Socorro de Alcântara.

Eu estava sentado naquela cadeira de cor azul desbotado, com manchas marrons, uma cor quase café com leite, não sei se por sangue, iodo ou qualquer outro fluido químico ou biológico. Ao lado, uma sala que passava a maioria das vezes fechada. As poucas vezes que abriam, emanava um cheiro que, por mais que eu me esforce, não consigo descrever. Triste, desolado, cansado de uma luta que certamente perderei. Pode ser hoje, amanhã, daqui a semana ou alguns meses. Mas, certamente, perderei.

Na minha frente, a salinha de medicamentos tinha um relógio na parede marcando quase vinte duas e dez. No cantinho direito da sala, havia uma poltrona de couro sintético azul. Rasgada e com apoio para os pés, que nem o mais forte dos homens na terra conseguia manipular, estava ela com os pés em brasas, sobre uma improvisada escadinha para maca. Estava ali a mulher que lutou todos os momentos para dar o que comer para seus filhos, e que em momentos diferentes da vida, viu cada um dos três serem levados por ela. Quer sofrimento maior do que ver a inversão da ordem natural da vida e sofrer com a morte de todos os seus filhos? Sim, sua família se resume a apenas três netos e duas bisnetas.

Relógio da sala de medicamentos

O relógio da sala de medicamentos.

Com um vazio no estômago, começo a lembrar de cada momento que vivemos juntos. Desde que me conheço como gente, já tinha cabelos grisalhos. Mas não como hoje, um tufo de algodão. Seu sorriso largo e seu jeito de chamar minha atenção serão levados comigo por toda minha vida. Quando tinha minhas briguinhas na rua, ela sempre tomava meu partido. Era uma verdadeira leoa para defender sua cria. Lembro-me da sua preocupação quando não raspava o prato do almoço. Sempre amassava uma banana prata com açúcar e carinhosamente me dava na boca com seus aviõezinhos. Era um mimo só.

Minha solitária viagem no tempo é interrompida por uma gordinha baixinha que me deixou sem resposta para sua pergunta:

– Moço, moço?

Somente levanto devagar a cabeça que parecia pesar 2 toneladas até a altura dos seus  olhos.

– O senhor tem um copo descartável para me emprestar?

Pensei, mas não é descartável?

– Não, senhora. Não tenho.

– Eu preciso tomar esse remédio e aqui falta até copo descartável.

Foi aí que a senhora sacou da bolsa um daqueles potinhos de exame de urina e me fez a inusitada pergunta:

– Será que posso tomar água nesse potinho?

– Não sei, senhora. Mas não recomendo, se a senhora já fez pipi nele.

– Bom, não tem outro jeito.

Falou a mulher, enquanto caminhava até o bebedouro.

Naquela situação, eu vi a real aplicação da famosa frase “seria cômico, se não fosse trágico”.

Não havia cama disponível

A interrupção das minhas boas lembranças ao lado da minha velhinha me fez acordar para realidade. Pude perceber que já estávamos há 10 horas naquela situação. Não por mim, mas por aquela senhora de 94 anos, mal acomodada naquela poltrona rasgada, sem posição e com os pés em chamas, em cima da escadinha improvisada. A luta para conseguir um leito onde ela pudesse ficar deitada foi em vão. Não havia cama disponível, a não ser uma maca de alumínio gelada, sem colchão para acolher seu corpo.

A batalha começou ao meio-dia, quando chegamos ao Pronto Socorro de Alcântara. Ela foi atendida por uma médica de cabelos negros, com rabo de cavalo e que não parecia ter mais de 18 anos de idade. Era nítido, até para um leigo da medicina, que o quadro da vozinha, principalmente por conta da sua idade, exigia cuidados mais adequados. Mas não foi assim que aconteceu. A aprendiz de médica achou conveniente levá-la para aquela salinha de medicamentos e enchê-la de soro nas frágeis veias. Foram horas e horas nesse sofrimento, sem nenhuma medicação. Pior, sem acompanhamento da médica que tomou chá de sumiço. O que faltou de atenção da equipe médica, sobrou na equipe de enfermagem, que fizeram de tudo para acolhê-la, mesmo sem recursos. Uma das enfermeiras me confidenciou que falta do esparadrapo às seringas e agulhas. No final do nosso papo, soltou um “e não está aqui quem falou”.

Na minha peleja à procura da médica ou de qualquer outro profissional que pudesse ajudar, fui direcionado até outro médico, não muito mais velho. Ostentando um estetoscópio pendurado no pescoço, como um cordão de ouro 18 quilates, e com um ar de superioridade, disse:

– Você sabe que sua avó está bem velhinha, não sabe? Tem que estar preparado para sua partida. Alguns órgãos estão parando e ela está entrando em um quadro que chamamos de “síndrome de disfunção múltipla de órgãos”. Também conhecido como falência múltipla dos órgãos. Nesse quadro, não tem o que fazer. Ela tomará mais uma bolsa de soro e liberaremos a sua avó para que ela seja cuidada em casa.

– Mas não fará nenhum exame de sangue, doutor?

Pergunto quase implorando.

– Não é necessário.

Responde o médico sem baixar o nariz.

Aquelas palavras me deixaram ainda mais arrasado e para baixo. Mais do que já estava. Foi nesse momento que procurei meu cantinho. Naquela cadeira azul manchada de café com leite, fiquei viajando nos momentos maravilhosos que eu e minha avó passamos juntos, até a chegada da mulher do potinho.

Antes que o soro da bolsa chegasse ao fim, fui procurado por outro médico, também com seus vinte poucos anos.

– O senhor que é o neto da vovozinha?

– Sim, sou eu.

– Analisamos melhor o quadro da sua avó e resolvemos fazer um exame de sangue. Porém, lhe adianto que mesmo que o exame seja positivo para alguma grave infecção, não poderemos interná-la, pois falta leito.

– Como assim? Não podem fazer pelo menos um encaminhamento para outro hospital?

– Lamento. O senhor mesmo deverá correr atrás de um hospital para interná-la.

– Doutor, ela tem 94 anos! Já foi um sacrifício chegar com ela aqui no Pronto Socorro.

– Lamento, senhor.

Lamento, como brasileiro

Lamentar! Na verdade vivemos em uma sociedade cheia de lamentações. Eu tenho as minhas, pois lamento de coração não poder pagar dois mil reais mensais em um plano de saúde para minha avó ser atendida com mais dignidade. Lamento viver em uma cidade em que um vereador é suspeito de roubar 9 milhões de reais do SUS, enquanto nós, o povo, não temos direito a nem um copo descartável para tomar medicação. Quando não falta, também, a medicação. Lamento, como brasileiro, viver em um país onde aflora escândalos de corrupção como o da Petrobrás, onde estimasse que o desvio de 10 bilhões de reais poderiam ser aplicados em vários setores, como na saúde.

Ah, acabei esquecendo! Quer saber como foi o final da estória da vozinha no Pronto Socorro de Alcântara? Não houve final feliz. E nem haverá enquanto não houver melhora no quadro de falência múltipla dos órgãos do governo.

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Casa em São Gonçalo: mini-guia para quem quer morar na cidade https://simsaogoncalo.com.br/casa-em-sao-goncalo-um-mini-guia-para-quer-morar-na-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/casa-em-sao-goncalo-um-mini-guia-para-quer-morar-na-cidade/#comments Mon, 24 Aug 2015 15:29:52 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3131 Casa em São Gonçalo. Para quem busca, a tarefa não é das mais fáceis. É preciso conhecer bem as regiões, entender suas vantagens e desvantagens, dar uma olhada no orçamento e começar a busca. Apesar do êxodo constante, muitas pessoas chegam à cidade todo ano, tornando ela cada vez maior. OUÇA o #poscast sobre Casa em […]

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Casa em São Gonçalo. Para quem busca, a tarefa não é das mais fáceis. É preciso conhecer bem as regiões, entender suas vantagens e desvantagens, dar uma olhada no orçamento e começar a busca. Apesar do êxodo constante, muitas pessoas chegam à cidade todo ano, tornando ela cada vez maior.

OUÇA o #poscast sobre Casa em São Gonçalo

Nos últimos tempos, com o crescimento da audiência do site, algumas questões inusitadas têm chegado até nós. A resposta de uma delas foi tão grande que se tornou um mini-guia. A pergunta é de uma moradora de Niterói que quer comprar uma casa em São Gonçalo. Nossa cidade é imensa! Por isso, qualquer informação que eu não saiba, preciso de você para completar essa difícil tarefa de explicar os prós e contras de morar em cada bairro por aqui.

A pergunta:

“Olá! Faz 3 anos que moro em Niterói. Estou querendo adquirir um imóvel em São Gonçalo, mas devido ao grande aumento da violência, fico com medo. Quais bairros vocês indicariam para uma família que está começando? Tenho uma filha de 2 anos. Ultimamente, tenho olhado os bairros da BR-101, como Boa Vista, Porto de Rosa, Porto Novo, Neves, Porto da Pedra, entre outros por ali. Mas, sinceramente, não sei mesmo. Obrigada!!!”

A resposta

Em qual parte de Niterói você mora? A violência tem aumentado muito em todos os pontos de São Gonçalo, igualmente ao que acontece em Niterói. Entretanto, há partes mais tranquilas e mais tensas, como em todo lugar.

Em relação à infraestrutura, os bairros da BR-101 têm seus problemas, especialmente no transporte interno. Vou explicar melhor: para sair e ir ao Rio ou Niterói, o acesso é fácil, pois existe uma relativa fartura de ônibus vindos de Alcântara e Itaboraí pela BR. Nas regiões do Anaia, Laranjal, São Pedro, Santa Isabel, a qualidade do transporte também não é das melhores. É possível que você fique refém dos ônibus e transportes alternativos, como as Kombis, mesmo que ainda irregulares.

Já a região do Paraíso até o Centro é a melhor servida em relação ao transporte e infraestrutura, com bancos, mercados, universidades, academias, fácil acesso aos shoppings e espaços de lazer. Porém, vem sofrendo muito com a violência, especialmente na região do Morro do Feijão (no mapa). A mesma coisa acontece do outro lado, que vai da Venda da Cruz ao Zé Garoto.

O Centro, conhecido como “Rodo”, e Estrela do Norte também são ótimas opções em São Gonçalo. Porém, bem como as regiões que citei no parágrafo anterior, os preços dos imóveis estão muito altos. A explicação mais simples é que, como os bairros fazem parte de uma das regiões mais antigas da cidade, tem mais infraestrutura e são os bairros mais próximos ao Rio e Niterói, ficou caro comprar por ali, ainda mais após a alta de preços da cidade do Rio, que puxou os valores do estado inteiro para cima.

Casa em São Gonçalo: Praça do Gradim é uma opção de lazer para quem busca uma residência por lá.
Vindo do Porto Novo, chegando na Praça do Gradim. À direita, chegamos na BR-101. À esquerda, chegamos ao Paraíso. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

3 bairros ascendentes em São Gonçalo

COLUBANDÊ: Cresceu muito nos últimos tempos, tendo atraído, inclusive, o “mercado-shopping” Guanabara. Há rumores sobre a construção de um shopping lá (que eu só acredito após a inauguração). Tem saídas para quase todos os lugares de São Gonçalo, seja para o Centro ou Alcântara. É próximo ao Hospital Geral, à UPA, tem o Corpo de Bombeiros e muita opção para compra no varejo. Localização no mapa.

ARSENAL: Possui bons conjuntos habitacionais. A estrada RJ-106 é ponto positivo e negativo ao mesmo tempo. Dependendo da localização da sua casa, talvez não haja uma passarela para se atravessar a pista. Entretanto, a mesma estrada facilita a chegada a Niterói, Rio ou Maricá, tornando o bairro um dos mais estratégicos para quem trabalha nessas cidades. Localização no mapa.

TRINDADE: É um bairro antigo que nos últimos 10 anos ganhou relevância, especialmente após a chegada do asfalto e calçamento em diversas ruas internas. De lá, saem os ônibus da Coesa que transportam boa parte de São Gonçalo ao Centro do Rio e grande Tijuca. Possui mercados, universidade, escolas relevantes e, dos 3 bairros listados, para mim, tem o melhor clima residencial, além de ser próximo à saída da BR-101 e a poucos minutos de Alcântara. Entretanto, vale conferir bastante o local escolhido. Localização no mapa.

Sobre Alcântara e arredores, como Laranjal, Jardim Catarina, Coelho e Vila 3 é possível morar relativamente bem, numa casa em São Gonçalo. Considere também ter mais referências dos pontos específicos onde o imóvel está localizado. Por ser uma grande região, há pontos muito tranquilos e outros consideravelmente tensos. Vá ao local para constatar as ofertas, converse com os vizinhos e busque mais informações.

Dependendo de onde você mora e qual o local onde você e seu esposo trabalham, talvez seja uma boa opção vir para uma casa em São Gonçalo. Se o problema for a violência, confirmo que está tudo igual, tanto em Niterói, no Rio, como aqui. Infelizmente, em todas as partes do estado há problemas. Mas aqui ainda é um bom lugar para se viver.

Espero ter ajudado.

E se você mora em São Gonçalo e tem dicas e comentários úteis a fazer para quem deseja morar aqui, comente e compartilhe. Sua opinião é fundamental.

Obrigado por estar com a gente no SIM São Gonçalo!

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Asfalto e saneamento comunitário: esperar ou mãos à obra? https://simsaogoncalo.com.br/asfalto-e-saneamento-comunitario-esperar-ou-maos-a-obra/ https://simsaogoncalo.com.br/asfalto-e-saneamento-comunitario-esperar-ou-maos-a-obra/#comments Fri, 24 Jul 2015 18:49:02 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3076 Asfalto e saneamento básico são problemas crônicos no nosso Brasil. Em muitas cidades, a promessa do “asfalto na porta” se renova de 4 em 4 anos, um intervalo eleitoral perfeito para angariar votos nos lugares mais populosos e necessitados. Em estados como Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, por exemplo, já está sendo […]

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Asfalto e saneamento básico são problemas crônicos no nosso Brasil. Em muitas cidades, a promessa do “asfalto na porta” se renova de 4 em 4 anos, um intervalo eleitoral perfeito para angariar votos nos lugares mais populosos e necessitados.

Em estados como Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, por exemplo, já está sendo posta em prática a proposta do “Asfalto Comunitário”. Ela consiste na parceria entre prefeitura e moradores para promover a infraestrutura das localidades, deixando o processo mais rápido e barato.

Confira a proposta da Prefeitura de Foz do Iguaçu (PR) e como está sendo implementada na prática.

A ideia ganhou força porque, em muitos municípios, a arrecadação não sustenta o processo, sem falar na Lei de Responsabilidade Fiscal, que tenta regular o descontrole no orçamento dos prefeitos, criando alguns impeditivos. Ou seja, a saída tornou-se quase uma porta única: ou sofremos ou trabalhamos juntos.

Dona Sidnéia empurra a cadeira de rodas de seu filho Paulo Victor numa ponte improvisada em Guaxindiba, São Gonçalo – RJ
Dona Sidnéia empurra a cadeira de rodas de seu filho Paulo Victor numa ponte improvisada em Guaxindiba, São Gonçalo – RJ – Por Domingos Peixoto / Agência O Globo

Com uma busca no Google, você poderá encontrar diversos arranjos nesses moldes de parceria. Em alguns, a prefeitura custeia parte do processo e os moradores outra. Há também soluções onde o município dá isenção fiscal para baratear os custos e os cidadãos pagam a metragem do asfalto, de acordo com o tamanho de suas casas. Tudo muito interessante, não fosse um fato incômodo: você, pagador de impostos, deseja pagar duas vezes por aquilo que é direito seu?

O clássico asfalto em ano eleitoral

Em 2012, semanas antes das eleições, o governo fez questão de “reasfaltar” bairros com calçamento antigo, como o Paraíso, por exemplo, no intuito de angariar votos, com direito a candidatos a vereador passando com carros de som dizendo que “foi a pedido dele”. Na época, lançamos esse absurdo no SIM, sendo rechaçados pelos puxa-sacos eleitorais, é claro.

Motivos como esse, sempre nos fazem duvidar dos intuitos da prefeitura. E ainda pior: como os moradores não acompanham o processo, muita coisa é feita de qualquer jeito, com material de péssima qualidade, o que dá no conhecido “asfalto R$1,99”, aquele que em meses já “dissolve” com a primeira chuva, deixando muitos buracos por aí.

Carro cai no buraco em São Gonçalo. Uma obra feita às pressas em 2012, fez com que uma simples chuva em janeiro de 2013 não resistisse ao peso do carro e abrisse uma cratera no chão. Foto: Fabiano Rocha / Jornal Extra
Carro cai no buraco em São Gonçalo. Uma obra feita às pressas em 2012, ano eleitoral, fez com que uma simples chuva em janeiro de 2013 não resistisse ao peso do carro e abrisse uma cratera no chão. Foto: Fabiano Rocha / Jornal Extra

Mas, e se os moradores não tem dinheiro, qual a proposta?

Há algum tempo atrás, ainda era possível ver os “mutirões”, reunião entre pessoas da região, para promover a infraestrutura local. Ainda é possível ver isso acontecer quando o problema é a falta d’água. Porém, na questão do calçamento, essa mobilização não tem a mesma urgência, além de ser mais complexa.

Estamos em um período complicado no Brasil, onde o endividamento do país pede cortes de gastos. Uma das consequências é que menos dinheiro chegará nas prefeituras através dos governos federal e estadual. Nesse sentido, mais do que nunca, é necessário repensar se o calçamento e o saneamento não poderiam ser implementados de forma conjunta, onde comunidade e prefeitura dessem as mãos, trabalhando juntas, especialmente quando o assunto é “mão de obra”, uma das partes mais complicadas.

Será que as pessoas se negariam a promover as benfeitorias em seus próprios bairros?

Isso inverteria a lógica usada nos estados que citei no início, onde as pessoas pagam por parte da infraestrutura. Mas em São Gonçalo, muita gente não tem dinheiro para bancar, porém tem energia de sobra para fazer a sua cidade melhor.

Abaixo, um vídeo mostra o drama dos carros, pedestres e cadeirantes para transitar pela Estrada de Ipiíba. Foi publicado no grupo do Facebook “Queremos o Asfalto em Ipiíba”.  Clique e confira o drama dos moradores.

Vídeo publicado por Vanderlea Sant'Ana no grupo "Queremos Asfalto em Ipiíba" São Gonçalo – RJ
Vídeo publicado por Vanderlea Sant’Ana no grupo “Queremos Asfalto em Ipiíba” São Gonçalo – RJ

Quem apoiaria?

Mais uma vez, repito: é uma proposta complexa. Certamente, seria vetada pelos “líderes locais”, aqueles mesmos que querem ficar prometendo “asfalto e saneamento” para sempre. Eles vão dizer que isso é dever do governo, e que quando “eles estiverem no governo” vão acabar com a corrupção e levar o asfalto e o saneamento até você… Como sabemos, milagres divinos não fazem o calçamento “brotar” no chão, como mato. E a única coisa que cai do céu é chuva, que quando cai com força, alaga a rua inteira que não tem aquele saneamento básico necessário. O final? A chuva leva embora tudo o que Deus te deu.

É um ciclo. E só novas propostas e mãos à obra vão tornar São Gonçalo, e todas as cidades brasileiras, lugares melhores para se viver.

Foto de capa: Domingos Peixoto / Agência O Globo

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Por que o Colubandê deveria ser o centro administrativo de São Gonçalo? https://simsaogoncalo.com.br/por-que-o-colubande-deveria-ser-o-centro-administrativo-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/por-que-o-colubande-deveria-ser-o-centro-administrativo-de-sao-goncalo/#comments Mon, 06 Jul 2015 15:49:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3016 Você já foi ao Colubandê? Numa cidade extensa como a nossa, essa pergunta é necessária. Supermercado Guanabara, Hospital Geral, Fórum de Alcântara, Quartel dos Bombeiros, mercados atacadistas e a própria Fazenda Colubandê, como diz o nome, fazem parte deste bairro. Mas por que será que esse lugar parece tão estratégico? O primeiro destaque é geográfico. Pelo Colubandê, passa uma das principais […]

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Você já foi ao Colubandê? Numa cidade extensa como a nossa, essa pergunta é necessária. Supermercado Guanabara, Hospital Geral, Fórum de Alcântara, Quartel dos Bombeiros, mercados atacadistas e a própria Fazenda Colubandê, como diz o nome, fazem parte deste bairro. Mas por que será que esse lugar parece tão estratégico?

O primeiro destaque é geográfico. Pelo Colubandê, passa uma das principais vias da cidade, a RJ104, ligando Niterói à Itaboraí e São Gonçalo às duas cidades. Também é caminho para Alcântara, Laranjal, Jardim Catarina e todos os bairros adjacentes. Muito próximo dali, há a entrada para a RJ106, a rodovia Amaral Peixoto, uma das principais vias para se chegar à região dos lagos e norte fluminense, além de Tribobó, Arsenal e Maria Paula. Em direção ao bairro “Água Mineral”, chega-se ao caminho que passa pelo Engenho Pequeno, comunicando-se com o distrito de Sete Pontes (Pita, Santa Catarina, Barro Vermelho). Já pelo Rocha, é possível ir ao Rodo, atual centro da cidade.

Fazenda Colubandê – São Gonçalo
Fazenda Colubandê – São Gonçalo, fotografado por @vitalbr, no Instagram.

A localização estratégica do bairro talvez tenha sido percebida pelo estado há mais tempo. Inaugurado em 1998, o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), também conhecido como Hospital Geral de São Gonçalo, foi construído na região por conta da posse destes terrenos. Outras construções, também estatais, justificam essa afirmação. O Fórum, o Corpo de Bombeiros e a Unidade de Pronto Atendimento, a UPA do Colubandê, formam com o hospital um complexo de equipamentos estatais que tornam aquela região um ponto de referência na cidade.

A oeste do bairro, ainda é possível ver uma imensa área verde que dá na Área de Preservação Ambiental do Engenho Pequeno. Criada em julho de 1991, com cerca de 140 hectares de Mata Atlântica secundária e terciária, a APA é administrada pela Secretaria de Municipal de Meio Ambiente, uma região com grande potencial para se tornar um Parque, tornando-se um equipamento público de lazer para a população, como há em diversas outras cidades e países.

Sede da APA do Engenho Pequeno – São Gonçalo
Sede da APA do Engenho Pequeno, um dos últimos redutos da Mata Atlântica em São Gonçalo.

Com o forte crescimento das regiões ao norte e leste de São Gonçalo, seria interessante que futuramente o governo municipal pleiteasse com o estado os auxílios possíveis para a construção de sua nova sede na região, carregando consigo a Câmara de Vereadores. Dessa forma, a atual prefeitura tornaria-se um Museu da Cidade e o Fórum Velho, no Zé Garoto, seria um equipamento cultural da cidade, definitivamente.

Naturalmente, com mudanças dessa natureza, boa parte dos caminhos ao Colubandê teriam de mudar. Especialmente o trecho da Salvatóri, que vai do Rocha à Água Mineral. Desapropriações do lado sem casas, alargamento de ruas e nivelamento de terrenos seriam fundamentais para que a cidade se comunicasse com eficiência.

Sei que as ideias dependem muito de verbas que, no momento, nenhuma das 3 instâncias de governo (Município, Estado e Federação) têm sobrando em seus orçamentos. Entretanto, a mudança seria fundamental para desenvolver a cidade e ligá-la às 3 cidades co-irmãs, formando um novo eixo de força no Leste Fluminense.

RJ 104, São Gonçalo
Trecho da RJ 104, sentido Niterói, altura do viaduto que dá em Maria Paula. Foto: Gustavo Stephan

E para aqueles que possam pensar que os distritos de Neves e Sete Pontes ficariam desamparados, isso é um equívoco. As ligações de São Gonçalo com o Rio e Niterói, seja via BR-101 ou pelas ruas principais dali, já estão devidamente consolidadas como as principais vias. Sem falar no fator Baía de Guanabara, que com a vinda das barcas, daria ainda mais valor à região.

Como tudo nesse texto ainda é um sonho, não vou nem citar o metrô. Afinal, esse já é uma desilusão.

Foto de capa: Por @fabiodevillart no Instagram.

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Admitindo que vivemos na lama https://simsaogoncalo.com.br/admitindo-que-vivemos-na-lama/ https://simsaogoncalo.com.br/admitindo-que-vivemos-na-lama/#respond Thu, 25 Jun 2015 12:54:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2975 De acordo com o IBGE, em 2010, 38% dos domicílios gonçalenses estavam em ruas não pavimentadas e 65% em ruas sem bueiros. Indicadores que colocam a cidade de São Gonçalo entre as piores do país em urbanização. Conhecendo esses números alarmantes, a ineficiência histórica do poder público e o efeito da chuva sobre a má […]

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De acordo com o IBGE, em 2010, 38% dos domicílios gonçalenses estavam em ruas não pavimentadas e 65% em ruas sem bueiros. Indicadores que colocam a cidade de São Gonçalo entre as piores do país em urbanização. Conhecendo esses números alarmantes, a ineficiência histórica do poder público e o efeito da chuva sobre a má qualidade do asfalto municipal, devemos admitir que a população gonçalense vive na lama.

Por que é importante reconhecer este fato? Muitos gonçalenses que estudam, têm bom emprego e poderiam contribuir para o desenvolvimento da cidade negam sua realidade caótica. Limitam-se a pensar que “mais de 50% das ruas são asfaltadas”, como se fosse suficiente para o bem-estar geral. São pessoas que frequentam sempre os mesmos lugares e circulam apenas no mesmo trecho, ou seja, conhecem somente uma pequena parte deste município enorme e não encaram o descaso que assola distritos inteiros, como Ipiíba e Monjolos.

Gonçalenses que passam diariamente pelas ruas menos esburacadas, como Cel. Moreira César, Feliciano Sodré e Dr. Nilo Peçanha, mas jamais pisaram no Engenho do Roçado e desconhecem a gravidade do seu atraso. Se quisessem, poderiam influenciar politicamente o governo, pressioná-lo por melhorias para seus vizinhos. Não, almoçar no início da rua Salvatori e curtir o happy hour com amigos no Baixo Alcântara deturpam sua capacidade de percepção da realidade até que se ofendem quando incluídos entre a população que vive na lama. Veem a si mesmos como cidadãos de uma São Gonçalo desenvolvida que não existe.

Jardim Catarina - Na Lama
Foto: SOS Catarina. “Há 1 ano atrás, os moradores da rua 46 colocaram essa faixa na rua em forma de protesto a propaganda feita pelo governo estadual. Um ano depois, continuamos na mesma situação. Promessas e mais promessas feitas pelo Governador Pezão e nada foi feito. Prefeito Neilton Mulim? Nunca se pronunciou! Descaso e abandono para com os moradores do Jardim Catarina.”

Nenhum habitante está livre do lixo, do esgoto ou da lama após a chuva, ainda que more no Centro. Se o IBGE avaliasse a qualidade do asfalto e do funcionamento dos poucos bueiros, teríamos um retrato mais exato sobre o município. Há ruas “asfaltadas” com tantos buracos que parecem a superfície lunar, como no Vila Três. Há ruas asfaltadas que alagam com frequência, onde inundam casas e estabelecimentos comerciais, como no Porto da Pedra. Há bairros como o Alcântara onde as ruas, asfaltadas, têm verdadeiras piscinas de lama e esgoto repletas de lixo o ano inteiro, não precisa chover.

Buscaremos soluções para os problemas que comprometem nossa qualidade de vida assim que admitirmos que vivemos na lama. Os gonçalenses trancados em casa 24h por dia, devido a dificuldades de locomoção entre tantos buracos e pela falta de rampas, aguardam ansiosamente este momento. A ajuda nascerá entre nós e não depende de qualquer governo. Se o Brasil passa por uma crise interminável, o país inteiro pode afundar, menos a cidade que moramos.

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Triste retrato da rua onde moro https://simsaogoncalo.com.br/triste-retrato-da-rua-onde-moro/ https://simsaogoncalo.com.br/triste-retrato-da-rua-onde-moro/#respond Fri, 22 May 2015 17:12:02 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2882 Normalmente as ruas residenciais gonçalenses são mal iluminadas, não têm saneamento básico nem asfalto e estão repletas de lixo nas esquinas. A rua onde moro não é diferente. Graças à incompetência da administração municipal, há meses três postes da minha rua estão com as lâmpadas queimadas; como ficam no mesmo trecho, o local se tornou verdadeira […]

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Normalmente as ruas residenciais gonçalenses são mal iluminadas, não têm saneamento básico nem asfalto e estão repletas de lixo nas esquinas. A rua onde moro não é diferente.

Graças à incompetência da administração municipal, há meses três postes da minha rua estão com as lâmpadas queimadas; como ficam no mesmo trecho, o local se tornou verdadeira passagem para o inferno, onde assaltos a mão armada são frequentes, idosas já foram espancadas e famílias tiveram o carro roubado, depois de serem violentamente expulsas do veículo.

Como não recebeu saneamento básico adequado, algumas manilhas da rua estão expostas, sujeitas a danos e entupimentos, tornando o vazamento de esgoto problema comum. Diante das valas negras, pedestres não caminham, saltam de um lado para o outro e crianças convivem com a sujeira enquanto brincam.

Asfalto não há, alguns trechos da rua foram concretados por moradores, com a ajuda interesseira de candidatos ao cargo de vereador. A rede hidráulica, tão exposta quanto a rede de esgotos, não recebe qualquer manutenção da CEDAE quando quebra sob o peso dos automóveis. São os moradores que colocam a mão na “massa” e a consertam.

A Ampla, por sua vez, instalou novos postes de concreto mas não removeu os velhos postes de madeira, que ameaçam cair. Com isso, em cada ponto da rua existem dois postes, um de madeira e outro de concreto. Este descaso criou uma obra surrealista bizarra, visualmente poluída e perigosa; a fiação elétrica e telefônica foi largada embolada nesses postes duplos, pendente em alguns intervalos, ameaçando a vida das pessoas.

Como ameaça a falta de calçada em diversos trechos tomados pelo mato. Quando os carros passam, o pedestre precisa se espremer entre a rua e o matagal para não ser atropelado.

Se a Prefeitura me dissesse que a rua onde moro será asfaltada daqui a 10 anos, eu pularia de alegria. Mas não há previsão, nem esperança, porque até hoje nenhum governo gonçalense jamais planejou suas ações. O que vemos da janela não é uma cidade, mas um grande camelódromo, sujo e desorganizado, cercado por ruas esburacadas como a minha.

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Exercite-se ao ar livre, apesar dos obstáculos https://simsaogoncalo.com.br/exercite-se-ao-ar-livre-apesar-dos-obstaculos/ https://simsaogoncalo.com.br/exercite-se-ao-ar-livre-apesar-dos-obstaculos/#comments Tue, 12 May 2015 19:20:22 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2856 Há bairros inteiros em São Gonçalo sem saneamento básico, muito menos incentivo público à prática esportiva. Por isso, nos resta viver como sedentários aprisionados entre casa e trabalho… pelo contrário! Apesar da infraestrutura precária, correr, caminhar ou pedalar nas ruas da cidade faz bem à saúde e prova à Prefeitura que queremos viver com dignidade. Os obstáculos são inúmeros! No […]

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Há bairros inteiros em São Gonçalo sem saneamento básico, muito menos incentivo público à prática esportiva. Por isso, nos resta viver como sedentários aprisionados entre casa e trabalho… pelo contrário! Apesar da infraestrutura precária, correr, caminhar ou pedalar nas ruas da cidade faz bem à saúde e prova à Prefeitura que queremos viver com dignidade.

Os obstáculos são inúmeros! No complexo esportivo ao lado da Fazenda Colubandê, a pista de corrida, deteriorada, tem buracos perigosos onde o praticante pode tropeçar, fora o mato e lixo que permeiam toda sua extensão. As poucas lixeiras existentes no local caem aos pedaços. Por fim, a grade de ferro que limita o campo de futebol está rasgada. No entanto, o local lota diariamente. Ou seja, os problemas são superáveis, enquanto a satisfação de se exercitar ao ar livre é tremenda.

Muitos moradores de Alcântara perceberam os benefícios da atividade física longe das paredes da academia, como estreitamento dos laços com o próprio bairro. Eles utilizam principalmente a Estrada dos Menezes, que na parte da manhã é demarcada pela Secretaria de Esporte e Lazer para ceder um trecho aos praticantes. O trecho reservado é curto e arriscado – apenas cones separam veículos e pessoas – mas devido a escassez de espaços como aquele, de agradável arborização, e a grande população do bairro, a adesão popular é enorme.

Melhor lugar para caminhar ou correr na cidade, devido a longa extensão e reduzido fluxo de veículos, a famosa Rua da Caminhada (Jaime Figueiredo), também apresenta empecilhos como asfalto desnivelado e lixo do comércio noturno. A presença de diversos praticantes ao longo da via não evita a sensação de insegurança. Por isso, a rua que vai do Centro ao Paraíso deveria contar com maior policiamento ou presença de guardas municipais.

Não deixe de caminhar ou correr por São Gonçalo, mesmo não morando em Alcântara, Colubandê ou num dos bairros cortados pela Rua da Caminhada. Procurando com atenção, você encontrará perto de casa um local para aumentar sua intimidade com a cidade, apesar das condições adversas.

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Bondes e o trilhar do desenvolvimento de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/o-que-voce-nao-sabia-sobre-os-bondes-e-o-trilhar-do-desenvolvimento-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/o-que-voce-nao-sabia-sobre-os-bondes-e-o-trilhar-do-desenvolvimento-de-sao-goncalo/#comments Mon, 04 May 2015 18:28:23 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2824 As primeiras fagulhas do progresso gonçalense Diante da recente emancipação política, em fins do século XIX, São Gonçalo engatinha e revela as transformações que a cidade transpira ao se modernizar em seu tempo. Os olhos se acostumavam à luz vinda dos postes de iluminação a gás, aos flashes das fotografias e ao escuro dos cinemas. Aos […]

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As primeiras fagulhas do progresso gonçalense

Diante da recente emancipação política, em fins do século XIX, São Gonçalo engatinha e revela as transformações que a cidade transpira ao se modernizar em seu tempo.

Os olhos se acostumavam à luz vinda dos postes de iluminação a gás, aos flashes das fotografias e ao escuro dos cinemas. Aos ouvidos cabia absorver a abundância de sotaques, as vozes anônimas dos rádios, as falas distantes dos telefones, e passar impune à polifonia que as aglomerações em trânsito produziam. O aroma dos charutos e cigarros, os perfumes das damas e o suor dos trabalhadores propunham novos desafios ao olfato.

A cidade se oferecia à visão, à audição e ao olfato numa velocidade que fazia da abundância de estímulos sensoriais a sua marca. Em contrapartida, o indivíduo se voltava para si. (O’DONNELL, 2007).

Durante o século XIX, o bonde foi um dos grandes meios de transporte que permitiram às cidades pós Revolução Industrial consolidarem a sua expansão e a sua própria estrutura, delineada a partir das novas funções das cidades com características notadamente urbanas. A disseminação desse processo, no bojo do avanço do poderio capitalista, permitiu a outros países do mundo ocidental experimentar, ainda durante o século XIX, as quimeras do progresso que no Velho Mundo já se avultavam há quase um século.

O Brasil, embora em embrionário processo de industrialização em fins do século XIX, adota o bonde e os ícones da cidade industrial, como meio de promover a sua própria modernização e inserir-se, ainda que forçosamente, já que se limitava a apropriar apenas os aspectos técnicos, nesse processo. O bonde foi implantado na imensa maioria das capitais brasileiras contribuindo, de forma irrefutável, para consolidar essa urbanização tão desejada em todo o país.

Bondes em São Gonçalo
Linhas de bondes em São Gonçalo e Niterói. A palavra inglesa Tramway significa bonde, no português.

E em São Gonçalo não havia sido diferente. Por iniciativa do visionário empresário Carlos Gianelli, muito ligado ao legislativo gonçalense, em 5 de Agosto 1899 (MORRISON, 1989), a sua companhia, Tramway Rural Fluminense, tem permissão a linha de bonde à vapor de 15 km de extensão que liga Neves a Alcântara, que forneceu o serviço local ao longo das ruas paralelas da Leopoldina Railway.

“Realizou-se hontem, conforme fora annunciada, a inauguração dos bonds a vapor de S. Gonçalo ao Alcântara. A 1 hora da tarde, em bonds especiais que partiram das Neves, seguiram os convidados e representantes da imprensa, afim de tomarem parte na solenidade da inauguração, e na mesma partida da estação de Sant’Anna um trem especial da Companhia Leopoldina conduzindo o Sr. Quintino Bocayuva e outros convidados. O trecho inaugurado achava-se ornamentado com gosto e bem assim as locomotivas. Os convidados foram recebidos no ponto terminal do Alcântara ao espoucar dos foguetes e ao som de duas excellentes bandas de musica militares. Terminada a solinidade da inauguração, regressaram os convidados ao edifício da Câmara Municipal de S. Gonçalo, onde o Sr. Carlo Gianelli, director da companhia, offereceu um profuso banquete, no qual tomaram parte grande número de convivas (…) Ao champagne foram levantados os seguintes brindes: do Sr. Carlos Gianelli à Camara Municipal de S. Gonçalo; do Sr. Nilo Peçanha, que em nome da Câmara Municipal agradece ao conhecido industrial, Sr. Carlos Gianelli (…)” (Jornal do Brasil, 2.julho. 1900, n.183)

Bondes São Gonçalo – Jornal O Malho
“Em S. Gonçalo de Nictheroy. Um ataque aos carros da Tramway Rural Fluminense.” Fonte: Jornal O Malho. Ano 1907, p.27.

É preciso ressaltar a visão de Carlos Gianelli. (Industrial, agricultor e empresário). Nascido em 1855 e desde 1881, logo que aqui chegou, vindo do Uruguai, a sua pátria, dedicou-se ao preparo do trigo importado do estrangeiro com sua empresa Moinho Fluminense (1887), empregara todos os seus esforços no sentido de desenvolver a indústria, chegando a ser um dos seus mais importantes representantes.

Dedicou-se também a agricultura, indo empregar os seus inexcedíveis esforços e atividades na Fazenda Guaxindiba, em São Gonçalo. Também exerceu cargo de cônsul e o de secretário da legação do seu país, sendo elevado ao cargo de secretário honorário da legação Oriental. O Sr. Carlos Gianelli, tendo conseguido privilégio para uma linha de bondes à vapor em São Gonçalo, funda a companhia Tramway Rural Fluminense em 1899. Faleceu em 13 de março de 1908, com 53 anos de idade, e foi enterrado no cemitério São João Batista n. 2779, em Botafogo.

Os bondes, juntamente com os seus fundadores, foram os promotores do desenvolvimento da cidade gonçalis na primeira metade do século XX, pela facilidade de transporte que ofereciam. Tão notável progresso, em relação ao transporte de passageiros e cargas, entre os mais importantes centros populosos – Neves – São Gonçalo – Alcântara. A concessão dada a esses beneméritos cooperadores do desenvolvimento de São Gonçalo deve figurar entre as mais valorozas conquistas do progresso que estavam por vir.

Originalmente publicado no blog do Tafulhar.

Fontes e referências:

A foto de abertura tem origem da página do Facebook “São Gonçalo Antigo”, e tem como autores os fotógrafos Allen Morrison, Augusto Malta, Wanderley Duck, Carlheinz Hahmann, Willian Janssen, Raymond DeGroote e J.R. William e Earl Clark, trabalhando para o IBGE.
OSTA, Madsleine Leandro da, FERREIRA, Angela Lucia de Araújo. Mudanças Tecnológicas e Transformação Urbana: do Bonde ao Ônibus. Departamento de Arquitetura – UFRN, s.d.
FERNANDES, Marcelo Belarmino.São Gonçalo operário: cenários e personagens das lutas sociais no Município de São Gonçalo no segundo pós-guerra, 1945-1951. UERJ-FFP, São Gonçalo, 2009.
MACHADO, Fábio Nunes. A atuação do poder público na construção do espaço urbano gonçalense, entre os anos de 1920 – 1950. UERJ-FFP, São Gonçalo, 2002.
MORRISON, Allen. The Tramways of Brazil, A 130 – Years Survey, New York: Bonde Press, 1989. ISBN 0-9622348-1-8O’DONNELL, Julia Galli. Para andar nos trilhos. 12 set. 2007. Em : http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/para-andar-nos-trilhos.

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Transporte em São Gonçalo e o segredo do dinheiro infinito https://simsaogoncalo.com.br/transporte-sao-goncalo-segredo-dinheiro-infinito/ https://simsaogoncalo.com.br/transporte-sao-goncalo-segredo-dinheiro-infinito/#comments Thu, 26 Mar 2015 22:18:46 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2709 O 2º maior fluxo de pessoas entre cidades no Brasil fica aqui. Circulam entre São Gonçalo e Niterói cerca de 120.300 pessoas toda semana. Seja para estudar, trabalhar ou ambos, nosso movimento pendular é o vice-campeão brasileiro, de acordo com o último Censo de 2010, feito pelo IBGE (confira o estudo aqui). Nesses últimos 5 anos, muita coisa mudou. Após a criação do Comperj, é bem […]

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O 2º maior fluxo de pessoas entre cidades no Brasil fica aqui. Circulam entre São Gonçalo e Niterói cerca de 120.300 pessoas toda semana. Seja para estudar, trabalhar ou ambos, nosso movimento pendular é o vice-campeão brasileiro, de acordo com o último Censo de 2010, feito pelo IBGE (confira o estudo aqui).

Nesses últimos 5 anos, muita coisa mudou. Após a criação do Comperj, é bem provável que os números tenham crescido ainda mais. Essa situação dá a São Gonçalo e Niterói a posição de uma das regiões mais lucrativas para o mercado de transportes, seja ele público ou particular. Quando o assunto é vender carros, gasolina ou passagens, podemos dizer que o dinheiro infinito existe e mora aqui. Afinal, a mobilidade urbana é uma das questões mais urgentes do país.

Deslocamentos entre cidades no estado do Rio

Repetir que o Rio tem a segunda maior zona metropolitana do país é mais que redundante. Porém, ver que o trecho Niterói – São Gonçalo é um dos mais quentes me causou surpresa. Não pelo número de habitantes, mas pelas vias que temos. Nossos 3 principais “corredores de escoamento” desaguam no mesmo lugar. Alameda, Benjamin Constant e BR-101 (Avenida do Contorno) caem no mesmo ponto, causando os intermináveis engarrafamentos que conhecemos. As obras na Contorno vão ampliar o fluxo de quem sai de Niterói, mas, e quem chega de manhã? Lamento, mas parece que o gargalo continuará o mesmo.

Perceba que os deslocamentos entre o Rio e Duque de Caxias, por pouco, não empatam com São Gonçalo. Porém, se existe um lado bom para eles, talvez seja o fato da Supervia constituir mais uma opção de transporte para os caxienses. O serviço está distante de ser um dos melhores, mas evidencia que os gonçalenses são disparados os maiores reféns das empresas de ônibus no estado, proporcionalmente falando.

Note que falei “proporcionalmente”. Se lembrarmos que o Rio ainda tem barcas, metrôs e trens em circulação, talvez sejamos os maiores reféns até mesmo numericamente. E isso nos dá um título nobre no estado: somos a máquina de dinheiro infinito mais lucrativa para as empresas de ônibus.

Deslocamentos entre cidades no estado do Rio - São Gonçalo e Niterói

Chegar à essa conclusão olhando os dados de um órgão governamental, deixa ainda mais evidente que a má vontade política aliada à máfia dos transportes é o maior entrave na implantação das barcas e metrô. Pensando pragmaticamente, olhando o mercado, a rentabilidade dessas concessões só tenderia a crescer pois, como não é difícil prever, uma vez que população começa a usar estes modais na mobilidade entre as cidades, a tendência é aumentar a frequência com o uso.

A verdade é que quem deteve o segredo do dinheiro infinito durante tantos anos vai fazer de tudo para não perder a máquina. Agora é aguardar as cenas dos próximos capítulos. “Linha 3? No, no, no!”

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A revolta dos camelôs: o que reflete o fogo de Alcântara? https://simsaogoncalo.com.br/revolta-camelos-reflete-fogo-alcantara/ https://simsaogoncalo.com.br/revolta-camelos-reflete-fogo-alcantara/#respond Fri, 20 Mar 2015 22:39:46 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2680 Terra de Malboro, terra sem lei. Essas são algumas das formas que as pessoas que não são daqui descrevem São Gonçalo. Para uma cidade que já foi potência industrial no passado, é humilhante conviver com esses adjetivos. A melhora está numa pergunta: como estabelecer a ordem? Estamos em março de 2015. Brasil pega fogo. Alcântara também! Manter a ordem, […]

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Terra de Malboro, terra sem lei. Essas são algumas das formas que as pessoas que não são daqui descrevem São Gonçalo. Para uma cidade que já foi potência industrial no passado, é humilhante conviver com esses adjetivos. A melhora está numa pergunta: como estabelecer a ordem?

Estamos em março de 2015. Brasil pega fogo. Alcântara também!

Manter a ordem, a lei e as boas práticas de convivência ainda são mistérios por aqui. Para um povo que aprendeu a ganhar tudo “na marra”, “resolvendo na mão” e “na força”, conversa e diálogo parecem palavras de outro mundo. Não se trata de educação escolar. É familiar! Afinal, respeito se aprende em casa.

Falando de convivência em sociedade, São Gonçalo vive uma realidade difícil. Como boa parte das cidades cheias e pobres do país, quando se trata de impedir o “livre arbítrio” daquilo que prejudica o outro, o simples fato de pedir pode se tornar uma agressão. E como sabemos, pedir ao camelôs que desobstruam as calçadas, se não for muito bem conversado e acordado, pode dar nisso aí. Veja:

Comentando os comentários dos gonçalenses

Abaixo, seguem alguns comentários feitos sobre o vídeo. Minha intenção é mostrar os dois lados interpretados por quem não está na história, como eu e você, que talvez também não trabalhe como ambulante. Depois de cada um, comentarei:

“Os caras não se cansam de esculachar trabalhador. Aí reclama quando a criminalidade aumenta. E agora, como essas pessoas vão sustentar suas famílias? Tem q parar tudo mesmo.” – Usuário A no Face.

Infelizmente, isso é uma realidade. Sim, muitos guardas, policiais e fiscais de postura agem como se tivessem o “rei na barriga”, como diria minha avó. Esses pequenos grandes poderes contra os ambulantes só geram animosidades.

“Roubar pode, trabalhar não.”– Usuário B no Face.

Um dos argumentos mais frágeis que a população repete sem parar é esse. Para ela, o que a ordem pública quer fazer é atrapalhar o trabalho dos outros. Mas, fica a pergunta: e aquela calçada cheia de ambulantes que atrapalham idosos, cadeirantes, deficientes físicos e pessoas comuns de transitarem nas ruas, isso pode?

“A questão não é que camelô quer trabalhar, camelô quer trabalhar do jeito que ele acha conveniente. Camelô quer colocar uma barraca em frente a uma loja que paga uma caraleada de impostos e fechar as fachadas das lojas, dos estabelecimentos, fizeram um local exclusivo pra eles, eles não aceitaram no Vila 3. Começaram a construção de um camelódromo na rua da igreja, eles simplesmente bateram o pé e falaram “Não adianta fazer que nos não vamos” e assim por diante. Eles querem trabalhar, mas querem da maneira que lhes convém.” – Usuário C no Face.

Isso, infelizmente, ainda é uma realidade. Por mais que a prefeitura deseje reorganizar os camelôs em outro local de trabalho, a disputa do espaço urbano é problemática. Como os lojistas, os trabalhadores ambulantes sabem que a mudança do ponto pode gerar drásticas quedas nas vendas. No bom português das ruas, o camelô dirá: “Vou mudar de lugar? Pra que?  Aí, eu não vou vender porra nenhuma, né!” 

Fiscais verificam os documentos do ambulante legalizado em Alcântara. Foto: Julio Diniz / Ascom - Prefeitura.
Fiscais verificam os documentos do ambulante legalizado em Alcântara. Foto: Julio Diniz / Ascom – Prefeitura.

Como resolver a situação?

Reforma urbana. Isso mesmo, você não leu errado. Reforma urbana. Essas palavras parecem utópicas em São Gonçalo, ainda mais na conturbada Alcântara. Mas, já adianto: impossível não é. Ou será que aquela cagada, ops… shopping que a prefeitura anterior autorizou no ponto final do ABC surgiu ali do nada? Alguém quis contruí-lo. E, com certeza, quem quis sabia que ali era rentável.

Alcântara é o centro comercial de São Gonçalo. A reforma é mais do que necessária: é imprescindível. Ali é um epicentro de problemas, inclusive o Rio Alcântara que tornou-se uma grande lixeira com o crescimento da cidade.

A população e os órgãos civis protestaram, mas o shopping foi contruído, danificando a dinâmica do espaço urbano. Quando são os camelôs, é passado o rolo compressor.
A população e os órgãos civis protestaram, mas o shopping foi contruído, danificando a dinâmica do espaço urbano. Quando são os camelôs, é passado o rolo compressor.

Outra questão fundamental é capacitar todos os camelôs, fazendo-os entender a importância da regularização e da formalização. Com o crescimento do pagamento eletrônico, via cartões de débito e crédito, as transações comerciais das microempresas, como os ambulantes, são fundamentais para que esse novo universo comercial aflore em São Gonçalo de forma consistente.

Porém, enquanto a prefeitura não propor uma nova reorganização, conversando com todos os comerciários da região, inclusive os camelôs, captando recursos para tal, será impossível o desenvolvimento da cidade. Sim, impossível!

Depois dessa confusão, o que resta é a desordem e a sujeira na cidade. Sem falar nos cidadãos que não conseguiram chegar aos seus destinos por causa dos protestos que deixaram o trânsito fechado. Ódio gera ódio.

Em São Gonçalo, a falta de amor e má educação são refletidas no fogo que ilumina e enfumaça os protestos dos camelôs. Certamente, o efeito será o mesmo nos que ainda acontecerão no Brasil de 2015.

Foto destaque: Mayara da Silva Decothé

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Não temos metrô nem barca porque sofremos calados https://simsaogoncalo.com.br/nao-temos-metro-nem-barca-porque-sofremos-calados/ https://simsaogoncalo.com.br/nao-temos-metro-nem-barca-porque-sofremos-calados/#comments Thu, 19 Mar 2015 03:38:59 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2673 Ainda não construíram a Linha 3 do metrô e a estação das barcas em São Gonçalo, porque nós, gonçalenses, somos majoritariamente pobres sem instrução que não lutam por seus direitos. A culpa é nossa, não dos governos. Somos animais adestrados, passivos. Por isso, a Linha 4 do metrô, ligando Ipanema à Barra da Tijuca, está […]

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Ainda não construíram a Linha 3 do metrô e a estação das barcas em São Gonçalo, porque nós, gonçalenses, somos majoritariamente pobres sem instrução que não lutam por seus direitos. A culpa é nossa, não dos governos.

Somos animais adestrados, passivos. Por isso, a Linha 4 do metrô, ligando Ipanema à Barra da Tijuca, está sendo construída desde 2010, enquanto a construção da Linha 3 é prometida há décadas e ainda não foi nem licitada. É fácil dizer o que difere a população da Barra da Tijuca da de São Gonçalo: rico forma opinião, reclama, enquanto pobre sofre calado. Não fomos capazes de exigir a coisa mais natural: que o 3 viesse antes do 4. Enquanto isso, eles conseguiram subverter as leis matemáticas.

Porque não temos metrô nem barcas em São Gonçalo
Abertura do túnel para passagem do metrô, trecho Barra – São Conrado. Foto: Portal R7.

Também graças à nossa apatia, a estação das barcas em Charitas foi inaugurada em 2010, enquanto a construção da estação gonçalense não é nem discutida, apesar de constar do contrato de exploração do serviço de transporte hidroviário. De acordo com este contrato, a estação gonçalense deveria estar em funcionamento desde o ano 2000. E o que difere a população das duas cidades, Niterói e São Gonçalo? Os niteroienses são mais exigentes (além de estudarem por mais tempo e ganharem três vezes mais). Como os emergentes da Barra, são ricos, instruídos e não aceitam ser enganados.

São Gonçalo é o segundo maior colégio eleitoral do estado do Rio de Janeiro. Já passou da hora de aproveitar isto a seu favor. Gasta-se, facilmente, mais de uma hora no trânsito para circular pela área urbana da cidade, suportando congestionamentos enormes, calor nos ônibus sem ar-condicionado, motoristas imprudentes e poluição. Vivemos, calmamente, desprovidos de transporte público de qualidade, um direito constitucional.

Não teremos barcas nem metrô enquanto não exigirmos, em massa, que os mesmos sejam construídos.

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A Revolta das Barcas Rio-Niterói: um problema histórico https://simsaogoncalo.com.br/a-revolta-barcas-rio-niteroi-um-problema-historico/ https://simsaogoncalo.com.br/a-revolta-barcas-rio-niteroi-um-problema-historico/#comments Mon, 16 Mar 2015 00:27:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2557 Índio Quer Apito Se Não Der Pau Vai Comer É meus amigos, chegou o carnaval. Vamos todos colocar aquela fantasia tão esperada guardada o ano todo e nos divertir assim como fazem os integrantes do bloco “Inocentes Canibais” (Nome bem sugestivo não acham? Todos prontos para comer gente, mas com o álibi da inocência. Se […]

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Índio Quer Apito Se Não Der Pau Vai Comer

É meus amigos, chegou o carnaval. Vamos todos colocar aquela fantasia tão esperada guardada o ano todo e nos divertir assim como fazem os integrantes do bloco “Inocentes Canibais” (Nome bem sugestivo não acham? Todos prontos para comer gente, mas com o álibi da inocência. Se eu fosse um advogado diria que no mínimo um crime culposo, sem intenção de carcar) nesse espetacular registro de Manoel Fonseca no ano de 1956.

Bloco “Inocentes Canibais” Niterói
Manuel Fonseca – Bloco “Inocentes Canibais” diante do busto de Araribóia, na praça Araribóia, Carnaval de 1956. Coleção da Fundação de Arte de Niterói.

Aí, você fica pensando: “Assim é mole! Pular o carnaval em 1956 era muito mais fácil. A vida era muito melhor, não tínhamos tantos problemas como os de hoje. Saúde, educação e transporte eram mil maravilhas! Principalmente o transporte, pois tínhamos algo de qualidade, com preços justos.” Peraí! Não era bem assim! O nosso amigo de bronze da foto sabe muito bem que há muito tempo nossos transportes são péssimos. Especialmente o hidroviário, no qual foi testemunha de que “o bicho pegou” ali pertinho dele. Talvez seja um trauma causado por esse acontecimento que o fez morar na frente da igreja São Lourenço dos Índios, estando lá até hoje, rezando para que nossos governantes nos tratem com mais respeito.

Nosso amigo da foto se estabeleceu mesmo na Praça Araribóia, em 1914, após um movimento popular no ano anterior chamado “Comissão Glorificadora a Araribóia”, liderado por um tal de Araribóia Cardoso, que se dizia descendente do fundador de Niterói. Se o cara era ou não parente direto do famoso índio, nunca vamos saber. Mas aquele cara de barba espessa, casaco longo e cocar na cabeça surgiu com tudo no cenário político niteroiense. A partir daí, nosso amigo vivenciou as alegrias e as tristezas das pessoas que pegavam as barcas todos os dias para trabalhar. Até brincar o carnaval, o nosso amigo brincou. Essa foto não me deixa mentir.

Barcas à vapor, sec XIX (1835)
Barcas à vapor, sec XIX (1835)

O início do transporte aquaviário no Rio de Janeiro

Em 1835, as barcas a vapor circulavam realizando o trajeto Rio – Niterói. A Sociedade de Navegação de Nictheroy operava com três barcas que trafegam de hora em hora, com a capacidade de 250 passageiros de seis da manha às seis da tarde. A SNN manteve-se soberana até meados do século XIX, quando a Companhia Inhomirim entrou no circuito, obtendo permissão para manter uma linha de transporte regular entre a Capital do Império e Niterói. Mas, como diz o ditado popular: “Onde Come Um Come Dois”. Assim, as duas companhias entram num acordo para contornar a disputa pela concorrência, fundando a Companhia Niterói – Inhomirim. Esse filme nós vemos até hoje. Ele se chama monopólio. E assim, a companhia passa a explorar não só o trajeto Rio – Niterói, mas todos os principais portos do fundo da baía. A mais lucrativa foi quando estabeleceu uma carreira para o bairro de Botafogo, que na época, era o lugar de residências de famílias mais ricas. Botafogo passou a ser também o lugar mais procurado para os banhos de mar. Em 1858, a Niterói – Inhomirim já tinha 9 barcas fazendo o trajeto Rio – Niterói.

Mas em 1858, um empresário chamado Cliton Von Tuyl ganhou outra concessão para operacionalização do transporte aquaviário na Guanabara, a mesma carreira que Niterói- Inhomirim. Cliton não perde tempo e vende sua empresa aos empresários americanos Thomas Ragney e W. F. Jones, que estabeleceu as barcas a vapor do sistema Ferry. O capital internacional fez com que as barcas do sistema Ferry passassem por cima da concorrência, fazendo o mesmo trajeto em menos tempo, com mais velocidade e conforto. Isso foi fatal para sobrevivência da Companhia Niterói-Inhomirim, que em 1865 suspendeu seus serviços.

Estação Ferry na Praça XV, em seu aspecto original de 1862
Estação Ferry na Praça XV, em seu aspecto original de 1862

O velho monopólio do transporte

O céu era o limite para Companhia Ferry. Com o monopólio, o aumento dos preços do serviço ampliou a sua lucratividade a ponto de, em 1889, incorporar a Empresa de Obras Públicas do Brasil ao seu controle, dirigira por Manuel Buarque de Macedo e que já prestava serviços públicos em Niterói e São Gonçalo. Assim surgiu a Companhia Cantareira & Viação Fluminense.

A Companhia Cantareira foi só expansão até o ano de 1908, quando sofreu uma nova reestruturação e passou a ser financiada diretamente pela Leopoldina Railway, que monopolizaria não só o transporte de passageiros na Baia de Guanabara, como a provisão de infraestrutura física na chamada Orla Oriental da Baía.

Entretanto, a companhia não contava com o crescimento de passageiros. A partir do crescimento das duas cidades, tanto Niterói ,que segundo o recenseamento de 1920 contava com 86.238 habitantes, quanto São Gonçalo, que crescia meteoricamente com 47.019 habitantes segundo a mesma fonte, utilizavam o serviço. O reflexo disso não poderia ser outro, senão o descontentamento dos usuários do transporte. Em dezembro de 1925, foi registrado a primeira das diversas ondas de conflitos da história do transporte aquaviário no Rio de Janeiro. Insatisfeita com o aumento das tarifas das barcas Rio – Niterói, a população inicia uma série de depredações às estações “Niterói” e “Gragoatá”. Em 1928, devido ao mau funcionamento e atraso de várias barcas, ocorre outro episódio de indignação popular, quando várias barcas da estação Cantareira são quebradas.

Lembrando que o nosso amigo de bronze, o índio, já fazia guarita ali na praça Araribóia, observando tudo, sem mover uma palha, sem reação. Mas também, o que ele poderia fazer? Era apenas um busto. Ele até tentou o diálogo com os manifestantes, mas no calor do momento, ninguém lhe deu a menor pelota.

Livro Revolta das Barcas - Editora Garamond
Livro “A Revolta das Barcas”, de Edson Nunes. Editora Garamond. Sobre: Este livro descreve minuciosamente os acontecimentos da pequena revolução popular chamada Revolta das Barcas, ocorrida em Niterói, em 1959, da qual resultaram seis mortos e 118 feridos, depredação de imóveis, uma intervenção militar na cidade e, finalmente, a estatização do serviço de lanchas que faz a travessia para o Rio de Janeiro. Um resgate oportuno numa época em que os serviços públicos estão sendo, em sua maioria, privatizados. Mais do que a simples crônica, traz informação detalhada, análise dos fatos e reflexão sobre a dinâmica político-social da época por um cientista social cujo texto, direto embora refinado, atende tanto às necessidades acadêmicas de pesquisadores quanto à curiosidade do leitor interessado na nossa história contemporânea. (Descrição da editora)

Literalmente, botando pra quebrar

Essas manifestações foram pintos perto do que o nosso amigo passou 30 anos depois. Essa sim deixou seus cabelos metálicos em pé. Pela proporção da revolta, pensou até que fosse seu fim. Mas o amigo manteve a calma, fechou os olhos e rezou para Nossa Senhora dos Índios até tudo se acalmar. Foi a chamada “Revolta das Barcas”.

A concessão era da Frota Barreto S.A, que já possuía barcas que faziam o trajeto em 20 minutos. Porém, os problemas eram os mesmos de 30 anos antes. As filas de passageiros eram cada vez maiores, os atrasos nos horários das barcas frequentes e a insatisfação dos funcionários constante. Sendo assim, no dia 18 de fevereiro de 1969, o dono da Companhia de Navegação Frota Barreto ameaçou paralisar as barcas, caso não houvesse o aumento da tarifa ou um maior subsídio do estado. Como o governo não estava nem aí para as reivindicações da empresa, em 6 de março do mesmo ano, o Grupo retirou algumas barcas de circulação, com o objetivo de pressionar o governo. Para complicar, cinco sindicatos de trabalhadores do transporte aquaviário ameaçavam entrar em greve, pois a Companhia não pagou os salários de março, alegando não ter verba. O ponto crítico se deu em 22 de maio de 1959, quando o tráfego da baía foi paralisado devido à greve dos marítimos, já que o grupo se recusou a pagar o aumento salarial decretado pelo governo.

Estação das barcas, Frota Barreto S.A., Centro, Niterói.
Estação das barcas, Companhia de Navegação Frota Barreto S.A., Centro de Niterói – RJ

Imaginem vocês como deve ter sido o sofrimento dos passageiros que esperavam as barcas para ir ao trabalho ou, até mesmo, voltar para sua casa. Se pensarmos que na época aquele era o único meio de transporte entre as duas cidades, o problema fica infinitamente maior. Hoje simplesmente pegaríamos o 100 e saltaríamos no terminal. Ainda não existia a Ponte Rio-Niterói, que foi inaugurada apenas em 1974.

Com a greve, as estações das barcas amanheceram ocupadas por policiais e fuzileiros navais. Essa proteção foi insuficiente. Com mais de 3 mil pessoas, a multidão se revolta e ultrapassa a linha de fogo dos fuzileiros, que atiraram na multidão com suas metralhadoras. Mesmo assim, as estações das barcas de Niterói são invadidas, apedrejadas e ateadas fogo, destruindo toda a sua estrutura.

E o busto do Araribóia?

Bom, muita coisa se passou e nosso amigo de bronze já não mora mais ali, na Praça Araribóia. Ele se mudou para Igreja São Lourenço dos Índios, na comemoração do IV centenário de fundação da cidade. Em 1973, o busto do Araribóia foi substituído por um maior, com cara de brabo e braços cruzados, como se tivesse pronto para proteger a cidade… ou seria a estação? Sei lá, importante disso tudo é que hoje a concessão para do transporte hidroviário está nas mãos de outra empresa, CCR Barcas. E nós, usuários, continuamos brigando pelos mesmos motivos que levaram à revolta em 1959.

Busto do Araribóia na Igreja São Lourenço dos Índios
Busto do Araribóia na Igreja São Lourenço dos Índios.

Quer saber de uma coisa? Esqueça tudo, coloque sua fantasia e vá pular o carnaval. Já passamos por mais de 55 carnavais e não mudamos nada. E o próximo será mais um que passaremos como o índio da Praça Araribóia: DE BRAÇOS CRUZADOS.

Nota do Editor: A Revolta das Barcas, ocorrida em Niterói no ano de 1959, deixou um saldo de 6 mortos, 118 feridos, depredação de imóveis e intervenção militar na cidade. Porém, o governo foi obrigado a estatizar o serviço de lanchas que faz a travessia Niterói – Rio de Janeiro.

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Ampla, Cerj e CBEE – a segunda via de uma história sem energia https://simsaogoncalo.com.br/ampla-cerj-cbee-a-segunda-via-de-uma-historia-sem-energia/ https://simsaogoncalo.com.br/ampla-cerj-cbee-a-segunda-via-de-uma-historia-sem-energia/#comments Thu, 12 Mar 2015 00:56:30 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2617 Você já se imaginou sem energia elétrica? Bem, quando se mora em São Gonçalo não é preciso imaginação. A realidade é mais forte. Constantemente, nos vemos sem luz. A instabilidade da rede é grande, o que torna comum a falta de energia. Graças a esse problema frequente, em 2015, a Ampla, atual distribuidora de energia elétrica, ficou entre […]

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Você já se imaginou sem energia elétrica? Bem, quando se mora em São Gonçalo não é preciso imaginação. A realidade é mais forte. Constantemente, nos vemos sem luz. A instabilidade da rede é grande, o que torna comum a falta de energia. Graças a esse problema frequente, em 2015, a Ampla, atual distribuidora de energia elétrica, ficou entre as 5 piores operadoras do país, segundo a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Disputando com mais 35 companhias, ela ganhou a 32ª posição. Ufa! Três lugares a menos e já poderia ser considerada a “campeã brasileira da falta de luz.” Um título que São Gonçalo não quer. Não mesmo.

Apesar de muito se reclamar da Ampla, ela é só mais uma empresa na história da energia elétrica em São Gonçalo. Aliás, sugiro que você leia o texto, pois conhecer a trajetória das coisas é fundamental para quem deseja pensar novas soluções para um problema que parece não ter fim.

Você sabe como começou esse jogo da luz?

Antes de tudo, voltemos a 1908, quando foi inaugurada a hidrelétrica de Piabanha. A estação foi construída em “Entrerios”, hoje conhecida como Três Rios, lá na divisa com Minas Gerais. Os rios Piabanha, Paraíba do Sul e Paraibuna formam um delta, um encontro entre 3 rios que dão nome à cidade. Em pouco tempo, a empresa passou a se chamar Hidrelétrica Alberto Torres que, comandada pela empresa Guinle e Companhia, tornou-se a principal fornecedora de energia do Estado do Rio de Janeiro, abastecendo Petrópolis, Niterói e São Gonçalo.

Delta triplo com os rios de Três Rios, Rio de Janeiro. Da esquerda para a direita: Rio Piabanha, Paraíba do Sul e Paraibuna.
Delta triplo com os rios de Três Rios, Rio de Janeiro. Da esquerda para a direita: Rio Piabanha, Paraíba do Sul e Paraibuna. O início da produção de energia elétrica para São Gonçalo.

Um ano mais tarde, a companhia privada Guinle e Companhia é entregue ao domínio estatal, sendo comandada pela CBEE, a Companhia Brasileira de Energia Elétrica. Porém, em 1927, a empresa American and Foreing Power Company Inc. compra a CBEE, adquirindo também outras várias concessionárias de energia no Rio e em São Paulo. Novamente, a concessão passa para o domínio privado. A fim de ampliar sua capacidade, a CBEE se interliga a outras empresas como a Rio de Janeiro Trainway Light and Power Company Limited e Rio Light, que já atendiam a cidade do Rio de Janeiro, capital do país na época.

Até aqui, boa parte das empresas que forneciam luz para o estado do Rio de Janeiro e Guanabara eram privadas. Eis que em 1964, os militares intervém no governo, dando o golpe que depôs João Goulart. Porém, não foi só o Jango que caiu. Com a veia nacionalista, os militares também depuseram a empresa que controlava a CBEE, tornando-a pública outra vez, sendo administrada pelo governo estadual.

E a CERJ?

Em 1979, quando o Geisel passou o governo para as mãos do Figueiredo, a ditadura militar já estava se preparando para sair de cena. Nesse mesmo ano, a CBEE assume os serviços de eletrificação rural do estado, antes prestados pelas Centrais Elétricas Fluminenses SA. Na prática, o que houve foi uma junção das companhias, que deu origem à uma empresa que muitos ainda lembram, a Companhia de Eletrecidade do Rio de Janeiro, a (pouco) querida CERJ.

Em 1990, no governo Collor, foi aprovada a Lei nº 8.031/1990, que trazia o Programa Nacional de Desestatização. A promessa era reduzir o aparato administrativo do governo, deixando o “estado menor”, além de aprimorar e expandir os serviços de forma mais ágil, o que teoricamente as empresas privadas fariam melhor. Assim, em 1996, o Rio de Janeiro teve a sua 1ª empresa privatizada: a CERJ. O governo Marcello Alencar (1995-1998) foi o responsável pelo leilão da estatal que, mais uma vez, mudou de mãos, indo novamente para o controle privado.

CBEE, Cerj e Ampla - A segunda via de uma história sem energia
“Cerj começa a se preparar para a privatização.” Agência O Globo, 26 de setembro de 1995. Confira a versão em maior resolução.

A Ampla e os novos rumos da energia nas cidades

A Ampla apareceu na cena fluminense em 2004. A empresa de luz que atende boa parte do estado Rio de Janeiro, mudou de nome novamente, prometendo melhorias e segurança no fornecimento de energia. Mas… não foi bem isso que aconteceu.

Existe um grande descompasso entre empresa e população. Isso não é por acaso. É verdade que parte dessa antipatia veio após as mudanças na medição da luz. Os antigos “relógios” foram aposentados em benefício da medição feita através dos “chips”. Uma das justificativas é que se eliminou duas conhecidas práticas: as “adulterações” nos relógios, que segundo alguns relatos, algumas vezes eram feitos por uma parcela mínima de técnicos mal-intensionados mediante propina; e os “gatos”, a manobra popular que faz ligações clandestinas para furtar energia do sistema. Muitas pessoas tomaram um “susto” nos primeiros pagamentos de luz, o que gerou descontentamento geral, aproveitamento político da situação por alguns vereadores e um movimento chamado “fora Ampla”, que mais gritou do que agiu.

Ampla Homem-gato
O Homem-gato do Jardim Catarina, fazendo uma ligação clandestina no bairro e correndo risco vida.

Em 2015, a Ampla informou que seu “plano de melhoria de qualidade” investiu R$ 565,34 milhões na melhoria do sistema. Porém, como se sente, basta o tempo fechar, o vento bater e a chuva cair para que a cidade fique às escuras. Aliás, não só São Gonçalo, mas Niterói, Itaboraí e todas as outras cidades vizinhas à nossa, também clientes da Ampla.

É bem verdade que parte da população ainda insiste em furtar energia. Por ser carente na educação e financeiramente, alguns cidadãos ainda não compreenderam a necessidade de pagar pelo serviço que não é de graça. Porém, a Ampla, após quase 20 anos de concessão, ainda não compreendeu que não basta cobrar, mas prestar um serviço digno, que muita das vezes é feito porcamente.

Se pudéssemos ter alguns minutos com os gerentes da Ampla, lhe daríamos 2 dicas básicas: a primeira é sobre a necessidade da empresa em participar mais da vida da cidade, através de eventos, projetos sociais e culturais, tornando-se amiga do cliente. A segunda é sobre a transparência. A comunicação evasiva que se dá nos momentos de falta de luz são deprimentes. Isso deixa o cidadão irritado, ainda mais quando ele honra seus pagamentos sem atrasos, como faz a maioria.

Espero que você tenha chegado até aqui se sentindo mais capaz de cobrar seus direitos, além de pressionar os órgãos públicos que tem como dever cobrar satisfações da companhia. Só juntos poderemos reescrever a nova história da energia em São Gonçalo.

Fonte: https://www.ampla.com/a-ampla/conhe%C3%A7a/hist%C3%B3rico.aspx (10 de março de 2015)

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Mulim não trouxe esperança de futuro melhor https://simsaogoncalo.com.br/mulim-nao-trouxe-esperanca-de-futuro-melhor/ https://simsaogoncalo.com.br/mulim-nao-trouxe-esperanca-de-futuro-melhor/#comments Mon, 02 Feb 2015 15:43:19 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2553 O visitante que caminha por São Gonçalo sente nojo de tanta sujeira e desorganização, enquanto o cidadão ao seu lado morre de vergonha do lugar onde mora, sem esperanças de um futuro melhor. Há anos os gonçalenses reclamam que lixo e esgoto a céu aberto tomam conta da cidade, mas o governo municipal permanece inerte diante de seus maiores problemas. […]

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O visitante que caminha por São Gonçalo sente nojo de tanta sujeira e desorganização, enquanto o cidadão ao seu lado morre de vergonha do lugar onde mora, sem esperanças de um futuro melhor.

Há anos os gonçalenses reclamam que lixo e esgoto a céu aberto tomam conta da cidade, mas o governo municipal permanece inerte diante de seus maiores problemas. Apesar do péssimo serviço, a Marquise continua como empresa coletora de lixo e as poucas obras de saneamento básico seguem em ritmo insuficiente.

Afinal, o que Mulim tem feito? Metade do mandato acabou e ainda não sabemos qual é a identidade deste governo, a marca que o diferenciaria dos demais governos inúteis. Até agora se destacou a autopropaganda mentirosa – há placas dizendo que a Prefeitura concretou ruas que permanecem esburacadas – e o apoio criminoso dado ao Partido da República (PR), que poluiu a cidade livremente nas últimas eleições estaduais.

Onde estão as grandes obras, como a estação das barcas e a Linha 3 do metrô? Divulgaram a liberação da verba federal em 2013 para a Linha 3 mas o governo municipal, representante do povo e maior interessado na construção, foi incapaz de viabilizá-la junto aos responsáveis.

Onde estão os grandes programas sociais e culturais? O último evento musical realizado pela Prefeitura no Centro Cultural Joaquim Lavoura tinha menos de 50 pessoas! Centenas de gonçalenses que gostam de música passaram a noite em casa porque o evento não foi divulgado com a mesma intensidade com que a Prefeitura divulga as mentiras sobre ela mesma.

Como os prefeitos anteriores, Mulim insiste em tratar São Gonçalo como se fosse uma cidadezinha do interior com 10 mil habitantes. Seu governo no máximo convenceu milicianos que controlam a operação das vans a reduzir o valor da passagem para R$ 1.50, ganhando em troca um bonitinho adesivo público e a legalização de um transporte onde nem equinos e bovinos merecem ser carregados, tamanho o desconforto e as irregularidades praticadas.

Desespera a constatação de que nada realmente transformador é realizado em São Gonçalo. E se engana quem pensa que o problema é escassez de dinheiro: o último governo perdeu verbas federais devido a falta de projetos para aproveitá-las e o governo atual deu R$ 26 milhões à Marquise sem qualquer licitação. Os cofres públicos devem estar transbordando.

Não se percebe evolução alguma, por isso não há esperanças por um futuro melhor. As ruas estão abandonadas, os jovens trocam a escola por álcool e drogas cada vez mais cedo e as crianças, ignoradas durante as férias escolares, passam o dia inteiro soltando pipa. Novamente elegemos uma equipe de aproveitadores que deixará o poder sem qualquer programa de governo ou respeito por nosso município.

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Como transformar São Gonçalo em uma cidade melhor https://simsaogoncalo.com.br/como-transformar-sao-goncalo-em-uma-cidade-melhor/ https://simsaogoncalo.com.br/como-transformar-sao-goncalo-em-uma-cidade-melhor/#comments Sat, 27 Dec 2014 16:14:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2377 Moro em São Gonçalo há 24 anos. “O azar é seu”, alguns dirão, principalmente os niteroienses. Aqueles que não conhecem a cidade, depois de ler este artigo, talvez pensem o mesmo. Não porque encontrarão no texto críticas sem propósito, zombarias ou lamúrias. E sim pois, pretendo expor e debater este antigo “azar”, para que progressivamente ele se […]

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Moro em São Gonçalo há 24 anos. “O azar é seu”, alguns dirão, principalmente os niteroienses. Aqueles que não conhecem a cidade, depois de ler este artigo, talvez pensem o mesmo. Não porque encontrarão no texto críticas sem propósito, zombarias ou lamúrias. E sim pois, pretendo expor e debater este antigo “azar”, para que progressivamente ele se transforme numa permanente maré de sorte. Como estamos no mesmo barco, espero que os leitores gonçalenses remem junto comigo.

São Gonçalo é uma cidade grande. Mais de 1 milhão de pessoas ocupam 249 quilômetros quadrados. Apesar do tamanho, neste momento, busco motivos para me sentir orgulhoso de viver aqui, mas não encontro um sequer. A pobreza humana brasileira, que maltrata a maioria dos municípios do país, está bem presente em São Gonçalo. Nossa renda per capita é menor que um salário mínimo, e somente 7% da população com mais de 24 anos concluiu o ensino superior. Em 2013, foi decretado estado de calamidade pública na saúde. Com indicadores tão desfavoráveis (vide Atlas Brasil 2013), a vontade de ajudar a desenvolvê-la é a única razão que me prende à cidade, pois, infelizmente, seu povo também não desperta em mim esperança de dias melhores.

Melhorias na cidade de São Gonçalo
Mesmo sendo um bairro antigo em São Gonçalo, o Paraíso vive seus dias caóticos, com comércio irregular, lixo e crescimento da violência.

Corro o risco de ser injusto, visto que diversos aspectos compõem uma população de um milhão de habitantes, naturalmente complexa. Do povo de São Gonçalo, a característica que mais se destaca é a desorganização, tanto social quanto política. Frutos do comportamento urbano caótico, o trânsito é ameaçador para veículos e pedestres. Os bairros estão tomados pelo comércio ilegal, além de ser um hábito comum jogar lixo nas ruas, sem exceção, desde guimbas de cigarro a sofás. Se você mora aqui, e se preocupa com isso, já percebeu esses males.

Além de não repetir os erros dos outros, tenho algumas sugestões que podem transformar São Gonçalo em uma cidade melhor. Veja:

  • Reclame. Entre agora no site da Ouvidoria da Prefeitura Municipal de São Gonçalo e abra uma reclamação sobre aquele problema antigo que o aflige. A coleta de lixo que raramente acontece, a rua sem asfalto, esburacada ou mal iluminada, o esgoto a céu aberto etc.
  • Mantenha a limpeza. Não jogue lixo nas ruas.
  • Informe-se. Busque informação sobre o que acontece na cidade. O exercício da cidadania depende do conhecimento.
  • Cobre. O prefeito, seus secretários e os vereadores são pagos para resolver os problemas da cidade e servir à população. Vá até a Prefeitura, utilize o telefone ou as redes sociais para cobrar suas promessas de campanha. Verifique se a reclamação que você abriu está sendo atendida.
  • Vote com consciência. Escolha bem antes de confiar seu voto, conheça o candidato.
  • Invista na cidade. Tire do papel aquele sonho de criar um negócio. Só aqui você tem 1 milhão de clientes em potencial.
  • Desenvolva-se. Invista na própria educação e na de seus filhos.

Guardo a crença de que qualquer cidade ou nação deve seus indicadores socioeconômicos ao povo que a habita, não ao seu governo. São as pessoas comuns que têm o poder de criar as condições para positivamente influenciá-los.

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Num país no qual morar é um privilégio, ocupar é um dever: ocupação Zumbi dos Palmares https://simsaogoncalo.com.br/num-pais-no-qual-morar-e-um-privilegio-ocupar-e-um-dever-ocupacao-zumbi-palmares/ https://simsaogoncalo.com.br/num-pais-no-qual-morar-e-um-privilegio-ocupar-e-um-dever-ocupacao-zumbi-palmares/#respond Mon, 22 Dec 2014 00:01:34 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2427 Na madrugada do dia 31 de outubro, estivemos junto ao Movimento de Trabalhadores Sem Teto ajudando na ocupação de um terreno em São Gonçalo. Essa nova ocupação não pode, de forma nenhuma, ser analisada descolada do legado da Favela da Telerj (Lembre aqui o caso). A situação imobiliária no Estado do Rio de Janeiro vem […]

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Na madrugada do dia 31 de outubro, estivemos junto ao Movimento de Trabalhadores Sem Teto ajudando na ocupação de um terreno em São Gonçalo.

Essa nova ocupação não pode, de forma nenhuma, ser analisada descolada do legado da Favela da Telerj (Lembre aqui o caso). A situação imobiliária no Estado do Rio de Janeiro vem tomando proporções incontroláveis, refletidas nas concretas expressões sentidas por todos os trabalhadores assalariados desse estado: o aumento dos alugueis, a segregação sócio-espacial, a gentrificação, o distanciamento dos pobres dos centros urbanos que concentram os empregos. A favela da Telerj teve uma peculiaridade histórica, dezenas de famílias sem nenhuma ligação ao movimento social ocuparam uma área de forma autônoma, certamente motivados pela indignação, pela falta de acesso à cidade, e, sobre tudo, pela falta de moradia e pelos altos preços dos alugueis na cidade. O legado da favela da Telerj foi uma provocação aos movimentos sociais urbanos ligados à questão da moradia no Estado do Rio de Janeiro, colocando como tema central a necessidade de capilarizar os setores sociais revoltados com os preços cada vez mais altos para se habitar na cidade.

Após alguns meses da ocupação do terreno da Telerj, o MTST retoma suas atividades no Rio através da ocupação em São Gonçalo. O município de São Gonçalo caracteriza-se por um enorme contingente populacional (mais de um milhão de habitantes), crescimento desordenado, precariedade dos serviços de educação, mobilidade urbana e saúde. Em um processo gradual, o município vem sofrendo com o aumento da especulação imobiliária nos bairros centrais, crescimento da violência, aumento do tráfico de drogas, falta de saneamento básico. O crescimento urbano desordenado tem rapidamente transformado as áreas de característica rurais, que se desenvolvem sem infraestrutura, e, com a ausência do Estado, temos o crescimento do poder paralelo. O atual cenário em São Gonçalo obriga inúmeros trabalhadores a alugarem imóveis precários, insalubres, em áreas de risco, dominadas pelo tráfico e em constante guerra com a polícia.

Ocupação em São Gonçalo
Família na ocupação “Zumbi dos Palmares”, em São Gonçalo.

Situado a margem da Br, o município tem posição privilegiada para o deslocamento tanto para o Rio, quanto para Itaboraí. A ocupação Zumbi dos Palmares situa-se próxima a BR, local estratégico para a mobilidade urbana dos trabalhadores. Cerca de 200 famílias foram cadastradas pelo MTST, famílias oriundas de comunidades dominadas pelo tráfico em constante guerra entre facções e a polícia, familias que são cotidianamente submetidas a violações do direitos de ir e vir, vivem em moradias precárias, em áreas de risco, pagam aluguéis, ganham baixos salários.

Já na madrugada do dia 31, algumas famílias chegavam ao local, os olhos brilhavam de esperança ao ver aquele terreno, o coração pulsava de emoção, a consciência só conseguia sonhar com a possibilidade de um lugar para viver. Uma das falas que me marcará por toda vida, foi de uma senhora de uns 70 anos que dizia: “por mim eu já dormiria aqui hoje” “vocês são minha família”. Naquele momento eu tive a dimensão do sonho de ter uma casa e da responsabilidade social que tinha com essa luta. Naquele momento eu percebi que aquela senhora reconhecia aquelas pessoas que ali estavam como uma nova família, pois embora muitos ali tivessem casa, estavam contribuindo para a realização de seu sonho. Para nós que nos envolvemos com as lutas por justiça social o sonho da casa própria é um direito, e, por tanto, um sonho que se sonha coletivamente.

Após 2 anos, muito próximo as lideranças de São Gonçalo, é impossível não se envolver com a luta dessa população, muitos dizem que São Gonçalo é terra sem lei. Isso é MENTIRA! São Gonçalo é terra de luta, é terra de mulheres e homens guerreiros (as), é terra de Janetes, Emilias, Roses, Marias, Edmilsons, que estão lá na comunidade sem recurso e tocando uma luta para uma São Gonçalo mais justa e igualitária. São Gonçalo mexeu com meus sonhos, um lugar que aprendi a amar através de tantas pessoas guerreiras, lutadoras, cheias de garra que não fogem da luta e enfrentam o leão.

Na madrugada do dia 01, uma invasão criminosa ateou fogo nos barracos. Ainda temos pouca informação. Pelo que sabemos, as pessoas estão bem e reocupando o espaço. O ato de tacar fogo é simbólico, na verdade quando se queimam os barracos, a tentativa é de queimar os sonhos. Lamentamos informar, mas disso vocês não serão capazes.

Dia 01 de novembro, São Gonçalo acordou com a possibilidade de realização de sonhos antigos. Foi o dia em que a cidade acordou com a possibilidade de avançar na construção de uma sociedade menos desigual.

Enquanto não tiver moradia vai ter luta sim! E o que me tranquiliza é saber que o Gonçalense é povo de luta.

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São Gonçalo: o 1º lugar na lista de roubo nos ônibus https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-lista-roubo-onibus/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-lista-roubo-onibus/#comments Wed, 23 Jul 2014 17:14:47 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2214 “Tempo é dinheiro!” Você já deve ter ouvido essa frase algumas milhares de vezes na sua vida. Mas se não acreditava, agora vai mais um número: cerca de 9,3 bilhões de reais são perdidos todos os anos no transporte público do Rio de Janeiro. E quem é o vilão disso? Sim, é o TRÂNSITO. É ele quem mais te […]

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“Tempo é dinheiro!” Você já deve ter ouvido essa frase algumas milhares de vezes na sua vida. Mas se não acreditava, agora vai mais um número: cerca de 9,3 bilhões de reais são perdidos todos os anos no transporte público do Rio de Janeiro. E quem é o vilão disso?

Sim, é o TRÂNSITO. É ele quem mais te rouba o tempo.

A matéria de 21 de julho de 2014, no jornal O DIA, deu luz à pesquisa feita pelo Instituto de Economia da UFRJ. Esse levantamento mostra a quantidade de dinheiro que perdemos dentro do transporte na região metropolitana do Rio. Ou seja, onde nós moramos!

Porém, para nossa “surpresa”, adivinha quem ficou em primeiro lugar? SIM, nossa querida SÃO GONÇALO, a campeã do “tempo roubado”, com uma média de 7,2% do PIB, que é a soma financeira do que é produzido na região.

Dinheiro desperdiçado no transporte - Jornal O Dia.
Dinheiro desperdiçado no transporte – Jornal O Dia.

Quando falo de ônibus, não estou generalizando. Diferente do Rio e Baixada, que possuem metrô e trens, e de Niterói, que conta com as barcas para o Centro e Charitas, São Gonçalo é completamente dependente de seus ônibus. As promessas do metrô linha 3 e das barcas já viraram uma piada interna, contada de pai para filho, de avô para neto. Em 2014, mais uma vez, as mesmas promessas estão sendo feitas. Aliás, são as mesmas estorinhas já contadas pelos Garotinhos (1999-2006) e por Sérgio Cabral (2007-2014).

Assim como você, também já passei bastante por esse problema crônico do trânsito. Porém, ao longo do tempo, desenvolvi uma técnica de “educação complementar”: estude dentro do transporte. Sei que precisamos resolver os problemas de infraestrutura, expandir a rede metroviária, aquaviária e descentralizar as cidades. Mas enquanto isso não vem, tente. É sério!

Ah, já sei, você vai dizer que não consegue ler no ônibus.

Mas, já tentou audiobooks? Ouvir os livros pode ser interessante e produtivo! Sem falar em podcasts, vídeos, tudo no melhor estilo EAD (Educação à Distância). Essa é a minha solução paliativa. Ponha em prática, melhore sua qualificação e tente depender menos desses deslocamentos para trabalhar.

Não deixe que roubem seu tempo ainda mais! Sua vida agradece.

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Viaduto de Alcântara: onde a desgraça pode ser pior https://simsaogoncalo.com.br/viaduto-de-alcantara-onde-desgraca-pode-ser-pior/ https://simsaogoncalo.com.br/viaduto-de-alcantara-onde-desgraca-pode-ser-pior/#respond Tue, 27 May 2014 00:22:56 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2061 Na tarde de 26 de maio de 2014, um carro caiu do viaduto de Alcântara. A RJ-104, famosa Niterói–Manilha, viu um carro perder o controle, cair de uma altura de quase 10 metros e parar lá embaixo, atingindo os pedestres. Os detalhes sobre o que aconteceu no acidente estão na matéria do jornal Extra. Se […]

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Na tarde de 26 de maio de 2014, um carro caiu do viaduto de Alcântara. A RJ-104, famosa Niterói–Manilha, viu um carro perder o controle, cair de uma altura de quase 10 metros e parar lá embaixo, atingindo os pedestres. Os detalhes sobre o que aconteceu no acidente estão na matéria do jornal Extra. Se você gosta de ver desgraça, vá lá para ver os detalhes. Prefiro saber como nos prevenirmos dela.

Há tempos que essa discussão vem sendo levantada. Rádios, jornais e blogs locais já alertavam sobre os perigos do viaduto. Mas é aquela história: na maior parte das vezes, o ser humano só aprende na dor. Eis que o pior, finalmente, aconteceu.

Em 17 de janeiro de 2012, uma kombi quase caiu do lado oposto do viaduto. Por obra de Deus, ela ficou apenas pela metade. É possível encontrar um bom arquivo sobre isso no blog Terrirório Gonçalense, que noticiou o acidente de 2 anos atrás. Vágner Rosa, editor do site, fez uma série de publicações sobre o problema, inclusive alertando sobre a “tragédia anunciada” já no outro lado do viaduto, onde aconteceu o acidente de hoje. Vidente? Não, consciente.

2012 – Kombi quase cai do viaduto de Alcântara
Janeiro de 2012 – Foto de Vágner Rosa, do blog Território Gonçalense, sobre o acidente no viaduto de Alcântara

Cortando boa parte de São Gonçalo, a RJ-104 é uma via arterial na região. O crescimento populacional de São Gonçalo nos últimos anos, obriga Alcântara a ter um novo planejamento urbano e viário que atenda às necessidades atuais. Mas o que foi feito de útil nos últimos anos?

Vejamos: a RJ-104 é uma rodovia estadual. Ou seja, de responsabilidade do DER, órgão do Estado. Porém, o planejamento urbano (ou o que deveria ser feito) é obra do governo municipal, sendo este o responsável pela manutenção das vias que circundam a RJ. O tráfego de todas está interligado. A rodovia não está isolada. Apelando para o BOM SENSO, penso que as autoridades municipais, principais interessadas no trânsito da região, deveriam agir em parceria com o Estado para que a rodovia se mantivesse em perfeito estado. Mas qual a movimentação em torno disso? Um grande NADA.

Maio de 2014 – Carro cai do Viaduto de Alcântara
Maio de 2014 – Carro cai do Viaduto de Alcântara. Foto de Roberta Alcântara

Para selar o destino de Alcântara, a prefeita anterior ainda concede a licença para a construção de um shopping, em cima da praça que existia a poucos metros do famigerado viaduto, colocando mais uma pedra na oportunidade de repensar o plano urbanístico do distrito. Pra completar, a população iludida ainda é grata por esse “grande feito” de interesse privado.

No contraponto, a atual administração, leia-se Mulin, depois de quase 1 ano e meio no poder, pouco deu sinais públicos sobre ter pressionado o bizarro governo do estado, representado por Sérgio Cabral, Pezão e Júlio Lopes (ex-secretário de Transportes), para fazer esse “grande favor” à população. Será que vai ter que cair um ônibus cheio de crianças lá de cima para alguém fazer algo?

Em breve, alguns puxa-saco de político, seja de Panisset, Mulin, Cabral ou de quem for, vão começar a falar das “mil maravilhas” feitas por esse ou aquele “brilhante administrador público”. Mas, na boa, se fosse um amigo ou alguém da sua família, em cima ou embaixo daquele viaduto, você certamente estaria pensando 30 vezes antes de escrever qualquer coisa em prol de alguém que só quer o seu voto.

Fique ligado! Em menos de 2 meses, eles estarão fazendo carreata em São Gonçalo. Que tal mandar todo mundo passar a 80km/h em cima do viaduto de Alcântara?

Será que assim algum deles cai de lá?

Foto de capa: Luiz Pedrosa/via jornal Extra

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Um problema de comunicação: Prefeituras e o Facebook https://simsaogoncalo.com.br/um-problema-de-comunicacao-prefeituras-e-o-facebook/ https://simsaogoncalo.com.br/um-problema-de-comunicacao-prefeituras-e-o-facebook/#respond Tue, 20 May 2014 15:40:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2044 Na última semana, recebemos uma daquelas clássicas perguntas sobre política: “Sim São Gonçalo, quero saber: quem está gostando do atual prefeito Neilton Mulin?” Não foi preciso muito para imaginar que daria no que falar. De verdade, não temos opiniões muito diferentes da maioria sobre a administração atual. Então, resolvemos fazer o mais óbvio: jogar para todos. Postamos a pergunta e recebemos respostas variadas. Como […]

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Na última semana, recebemos uma daquelas clássicas perguntas sobre política: “Sim São Gonçalo, quero saber: quem está gostando do atual prefeito Neilton Mulin?” Não foi preciso muito para imaginar que daria no que falar.

De verdade, não temos opiniões muito diferentes da maioria sobre a administração atual. Então, resolvemos fazer o mais óbvio: jogar para todos. Postamos a pergunta e recebemos respostas variadas. Como de costume, a chuva de críticas foi forte. Das mais genéricas às mais específicas. Entretanto, o que mais chamou a atenção foi como as pessoas não tem a menor ideia do que se passa na prefeitura, nem o que faz o prefeito. Aliás, nem nós.

E qual a solução? Uma delas é básica: comunicação.

Site da prefeitura de São Gonçalo
O “difícil” site da prefeitura de São Gonçalo. Estamos na era onde as pessoas estão nas redes sociais.

Quando se fala em mídia, além das rádios e jornais comunitários, temos o jornal O São Gonçalo, nosso “Meia-Hora” local, com obituário na primeira capa e O Fluminense, que batalha para entregar o máximo de notícias do leste fluminense, mas sem o brilhantismo do passado. De uns tempos pra cá, podemos contar com o suplemento local do jornal Extra, que anda dando uma moral pra região. Mesmo assim, todos sofreram com a tecnologia e o avanço da internet.

Mas só um jornal pode comunicar? É lógico que não. As prefeituras devem ter maior participação na vida do cidadão.

Um dos melhores exemplos atuais é o da prefeitura de Curitiba. A capital paranaense abriu uma página no Facebook, desafiando o velho e antiquado jeito da comunicação corporativa, deixando a mensagem leve e divertida. Resultado? Milhares de curitibanos e pessoas de outros estados curtiram a página, recebendo postagens diárias e em tempo real do que está acontecendo na cidade.

Facebook Prefeitura Curitiba

O trabalho já é um case de sucesso. A página de Curitiba, uma cidade cidade com menos de 2 milhões de habitantes, conta com 186 mil curtidas, coisa que o Rio, com seus mais de 6 milhões, não chega nem perto, tendo 105 mil curtidas na rede social. Outro dado importante, salientado pelos administradores da página, foi que a página cresceu organicamente, sem ajuda de propagandas no FacebookAds. Como a prefeitura não tinha cartão corporativo, o trabalho de engajamento foi feito na raça, mostrando que conteúdo encanta as pessoas.

Fica a dica para a prefeitura de São Gonçalo. Se o governo deseja ser entendido e compreendido, é necessário ir até onde as pessoas estão. Achar que ter um site ou enviar notinhas via assessoria pode resolver tudo é ilusão. As pessoas estão nas redes, nas ruas, na vida. O cidadão é o cliente da cidade.

Depois não adianta mandar SMS Spam de Feliz Natal ou Ano Novo. Em 2016, a cafifa eleitoral vai pro “tóra” com cerol fino.

Crédito da foto: Projeto 200

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Alagamento em São Gonçalo: por que são tão frequentes? https://simsaogoncalo.com.br/por-que-sao-goncalo-tem-alagamento/ https://simsaogoncalo.com.br/por-que-sao-goncalo-tem-alagamento/#comments Mon, 14 Apr 2014 21:23:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1837 Alagamento é um problema crônico em todo estado do Rio de Janeiro. São as águas de março fechando o verão, levando desgraça e preocupação. Em 1972, Tom Jobim lançava a música que até hoje embala trilhas e ouvidos pelo mundo. Em todo o estado e em São Gonçalo a poética canção revela algo preocupante. São as […]

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Alagamento é um problema crônico em todo estado do Rio de Janeiro. São as águas de março fechando o verão, levando desgraça e preocupação.

Em 1972, Tom Jobim lançava a música que até hoje embala trilhas e ouvidos pelo mundo. Em todo o estado e em São Gonçalo a poética canção revela algo preocupante. São as chuvas fortes que precipitam de uma vez só, alagando tudo.

Da década de 70 até hoje, a população de São Gonçalo quase que dobrou. E como pode-se perceber em todo o Brasil, com raríssimas exceções, o crescimento desenfreado deu numa quantidade absurda de ocupações irregulares. Planejamento habitacional zero. É casa em cima de rio, rio que vira valão, valão que transborda.

Todo ano, Neves, Vila Lage, Trindade, Colubandê, Gradim, Alcântara, Camarão, Califórnia, Tribobó, Jockey, Boaçu, Catarina, Bom Retiro, Guaxindiba, Porto Novo e outros vários bairros convivem com os alagamentos de verão. Mas o que fazer?

Quando fizemos o Alagamaps, ficou claro que muitos pontos de alagamento tinham relação direta com a ocupação de áreas onde antes havia rios. E olha, São Gonçalo possui muitos deles! A maioria já virou valão. Entretanto, ainda desembocam na Baía de Guanabara.

Por que São Gonçalo tem alagamento?
Alcântara no alagamento de 2010 – Por Gustavo D’Ângelo

Por que São Gonçalo tem alagamento?
Alcântara no alagamento de 2010 – Por Gustavo D’Ângelo

Alagamento em São Gonçalo, há solução?

NevesVila Lage e arredores fazem parte de uma das regiões mais antigas da cidade. É cercada por dois rios: o Brandoas, que está entre Vila Lage e Porto Velho, e o Bomba, aquele ao lado do Carrefour que divide São Gonçalo e Niterói. Tenho a impressão de que a rede de águas pluviais é tão antiga, que não foi desenhada para sustentar o volume de águas que passam nas galerias. Somado ao asfalto das ruas, que blinda a penetração de água no solo, temos um grande volume de chuvas correndo com mais rapidez às galerias. Resultado: Não há vazão suficiente e o alagamento começa.

Esse não é um problema exclusivo de São Gonçalo. Pelo contrário, da zona sul carioca à região serrana, a época das chuvas é um período de atenção redobrada. Soluções existem. Mas as obras são caras, demoradas, geram transtornos no trânsito e, depois de prontas, não aparecem, pois ficam debaixo da terra.

Então, me diga: qual político vai ter peito para fazê-las? Não precisa ser gênio pra responder essa pergunta.

Infelizmente, as águas de março e abril fecham o verão sem deixar promessa alguma no seu coração.

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Mapa da população de São Gonçalo – 1940 a 2010: um breve apanhado acerca da população gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/mapa-populacao-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/mapa-populacao-sao-goncalo/#comments Tue, 25 Mar 2014 00:10:40 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1859 Os anos de 1940 foram marcantes para a sociedade gonçalense, época na qual a cidade atraiu um parque industrial considerável, destacado pelo médico e pesquisador Luiz Palmier quando denominou o distrito industrial de Neves de Machester Fluminense. Esse entusiasmo pode ter contribuído, sobremaneira, para atrair novos moradores e à consequente explosão demográfica que aconteceu em […]

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Os anos de 1940 foram marcantes para a sociedade gonçalense, época na qual a cidade atraiu um parque industrial considerável, destacado pelo médico e pesquisador Luiz Palmier quando denominou o distrito industrial de Neves de Machester Fluminense.

Esse entusiasmo pode ter contribuído, sobremaneira, para atrair novos moradores e à consequente explosão demográfica que aconteceu em São Gonçalo entre as décadas de 1950 e 1970 quando as indústrias locais, e também de Niterói, atraíram um considerável contingente populacional no município.

 

Mapa da população de São Gonçalo – SIM São Gonçalo

O número considerável de lotes oferecidos em São Gonçalo, resultado da crise da citricultura, acaba por se desenvolver em paralelo ao processo de urbanização brasileira, onde a economia deixava de ser agrário-exportadora para ser urbano-industrial. O parcelamento das fazendas e sítios, em loteamentos, torna-se uma alternativa econômica para os proprietários. Estes loteamentos deram origem a vários bairros como: Boa Vista, Brasilândia, Jardim Bom Retiro e outros.

Entre os períodos de 1950/60 e 1960/1970, houve um expressivo crescimento das taxas anuais de crescimento populacional, determinado principalmente pela próspera industrialização da cidade, pelo loteamento de antigas fazendas, além da construção da Ponte Rio-Niterói.
O declínio das taxas anuais de crescimento populacional nas ultimas décadas pode ser atribuído pela: hipertrofiação dos espaços urbanos gonçalenses e pela redução da fecundidade.

 

Mapa da população de São Gonçalo – SIM São Gonçalo

Fonte: Censo Demográfico, 2010.

Referências Bibliográficas:

MENDONÇA, Adalton da Motta. Transformações sócio-econômicas no eixo Niterói- Manilha em São Gonçalo/RJ / Adalton da Motta Mendonça. – 2007.
MODESTO, Nilo Sérgio d’Avila. A (re)produção espacial em marcha na consolidação dos Grupos de Poder Hegemônico em São Gonçalo – RJ. PPG/UFF, Niterói, 2008.
Post originalmente publicado em blog do Tafulhar.

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Estádio de futebol em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/estadio-de-futebol-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/estadio-de-futebol-em-sao-goncalo/#comments Wed, 24 Jul 2013 15:34:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1172 São Gonçalo E.C, São Gonçalo F.C, Bella Vista .. Alguma esperança de um dia vermos nossa cidade pelo menos na 1º divisão do carioca? Pelo menos um estádio em nosso Municipio? Oi. Sendo direto, só precisamos de uma coisa para que um clube suba divisões: DINHEIRO. Porém, com um campeonato carioca cada vez mais desvalorizado […]

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São Gonçalo E.C, São Gonçalo F.C, Bella Vista .. Alguma esperança de um dia vermos nossa cidade pelo menos na 1º divisão do carioca? Pelo menos um estádio em nosso Municipio?

Oi. Sendo direto, só precisamos de uma coisa para que um clube suba divisões: DINHEIRO. Porém, com um campeonato carioca cada vez mais desvalorizado e audiência pífia nos estádios, a grana mingua. Sabe como é, nenhum empresário vai apostar em cavalo manco.

Vejo que alguns desses clubes de cidade, Resende, Caxias, Cabofriense, entre outros têm participação da prefeitura no patrocínio pois, para a mesma, interessa que o nome da cidade esteja em campo. Inevitavelmente, o poder público mete grana nisso.

Sem nenhum demérito com o futebol (que gosto muito), penso que esse dinheiro é perdido, seja em clubes ou estádios. Veja o Maracanã, o Itaquerão, o quanto de dinheiro público jogado fora! Futebol é um esporte com muita grana privada, o estado não deve se meter nisso. Se um empresário quiser construir estádio e investir no clube, ok! Senão, desculpe! Temos coisas mais importantes a serem construídas do que um estádio de futebol.

Pensemos nos esportes olímpicos. Por exemplo, se fizéssemos um ginásio, com centro de treinamento, piscinas, minha opinião seria completamente inversa. Apesar do mesmo gasto, dou todo apoio. Temos o exemplo do Mauá e da Universo, que com o apoio ao handbol teve resultados consistentes. Formar atletas nesses esportes é mais barato, tem mais envolvimento escolar e o retorno é muito mais interessante.

Ganha mais quem vai onde poucos vão, não onde todo mundo vai. 😉

Foto: Edson Trindade – @etrindade

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Quais são os bairros com melhor infraestrutura em São Gonçalo? https://simsaogoncalo.com.br/bairros-com-melhor-infraestrutura/ https://simsaogoncalo.com.br/bairros-com-melhor-infraestrutura/#comments Wed, 24 Jul 2013 04:33:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1135 Clique e leia também: Casa em São Gonçalo: mini-guia para quem quer morar na cidade Pergunta: qual é o melhor bairro ou mais avançado em termos de localização, estrutura e serviços de São Gonçalo? Se você quis perguntar sobre os bairros, penso que do Paraíso ao Centro se localiza a região com maior infraestrutura e serviços […]

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Clique e leia também: Casa em São Gonçalo: mini-guia para quem quer morar na cidade

Pergunta: qual é o melhor bairro ou mais avançado em termos de localização, estrutura e serviços de São Gonçalo?

Se você quis perguntar sobre os bairros, penso que do Paraíso ao Centro se localiza a região com maior infraestrutura e serviços da cidade. Alcântara também é servida minimamente, porém tem um fator de “desorganização” forte que prejudica o bairro.

Alguns outros lugares também tem um certo conforto. Entretanto, temos muito à progredir.

Nota do editor

Se você conheceu o SIM São Gonçalo através deste post, seja bem-vindo. Provavelmente, nos comentários, você encontrará a resposta para conhecer São Gonçalo um pouco melhor.

Vale também dar uma olhada nesse link. Aqui você poderá ler mais sobre onde morar na cidade e os prós e contras de cada lugar. Se você foi ou é morador de algum bairro específico, não deixe de comentar. Se você soubesse como a sua opinião é importante, escreveria agora nos comentários.

Muito obrigado por estar com a gente no SIM São Gonçalo.

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Preconceito com cidade https://simsaogoncalo.com.br/preconceito-com-acidade/ https://simsaogoncalo.com.br/preconceito-com-acidade/#comments Wed, 24 Jul 2013 04:19:03 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1131 “Olha, as pessoas ficam falando que São Gonçalo não tem nada, que São Gonçalo é feio, é lixo, mas já vi partes super legais das cidade, por incrível que pareça, aí eu fico com raiva quando falam isso! O preconceito é muito grande! O que você acha?” Oi. Penso que não é só preconceito, é […]

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“Olha, as pessoas ficam falando que São Gonçalo não tem nada, que São Gonçalo é feio, é lixo, mas já vi partes super legais das cidade, por incrível que pareça, aí eu fico com raiva quando falam isso! O preconceito é muito grande! O que você acha?”

Oi. Penso que não é só preconceito, é uma realidade mesmo. Há locais bem arrumados, organizados, mas em boa parte das vezes, a população não ajuda a mantê-los. O problema do lixo é crônico. Os garis e coletores limpam, recolhem o lixo das ruas, mas as pessoas, mesmo com o lixeiro passando em suas portas, não se aguentam, e lançam seu lixo nas ruas diariamente. Sem falar nos comerciantes, que não ajudam no processo.

Um exemplo evidente de bairro antigo e que poderia ser ótimo é o Paraíso. Tem toda a estrutura necessária para ser um bairro bonito, mas os moradores e comerciantes insistem em deixá-lo imerso na imundice. Temos um problema grave de educação, e isso não é preconceito. É um fato.

Não fique com raiva, tente conscientizar aqueles que estão próximos a você para fazermos uma São Gonçalo melhor.

 

Foto: Fernanda Ambrósio / @fernandambrosio

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