Cultura em São Gonçalo : Manifestações artísticas e sociais da cidade https://simsaogoncalo.com.br/category/cultura/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Tue, 05 Dec 2023 03:37:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg Cultura em São Gonçalo : Manifestações artísticas e sociais da cidade https://simsaogoncalo.com.br/category/cultura/ 32 32 147981209 Teatro de São Gonçalo é inaugurado, mas continua em quarentena https://simsaogoncalo.com.br/teatro-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/teatro-de-sao-goncalo/#respond Thu, 25 Jun 2020 12:54:15 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7911 O teatro de São Gonçalo está em quarentena há 4 anos. Desde a última eleição municipal. Para quem não lembra, o antigo prefeito começou a construí-lo na extensão do terreno da prefeitura, mas não entregou. E hoje, em tempos de pandemia, vai demorar para vermos o primeiro espetáculo aberto ao público acontecer. Com apenas 240 […]

O post Teatro de São Gonçalo é inaugurado, mas continua em quarentena apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
O teatro de São Gonçalo está em quarentena há 4 anos. Desde a última eleição municipal. Para quem não lembra, o antigo prefeito começou a construí-lo na extensão do terreno da prefeitura, mas não entregou. E hoje, em tempos de pandemia, vai demorar para vermos o primeiro espetáculo aberto ao público acontecer.

Com apenas 240 lugares para uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes, a promessa da época era que, no segundo semestre de 2016, o equipamento cultural estaria inaugurado. Porém… era ano eleitoral e o alcaide não foi reeleito. Assim, o pobre teatro ficou “quarentenado” por todo esse tempo.

Teatro de São Gonçalo sendo construído
Prefeito Neilton Mulim posando para a foto na estrutura inicial do Teatro de São Gonçalo, em 2016.

Junho de 2020. Eis que o prefeito Nanci, empenhado em sua reeleição, está inaugurando até pintura de meio-fio. Estamos chegando próximos à data limite estabelecida por lei para as “estreias” da prefeitura. A ordem é mostrar serviço. E mais uma vez, o teatrinho entrou na história.

Uma merecida homenagem foi feita. O teatro se chama George Savalla Gomes, o Palhaço Carequinha. Ainda sim, fica a dúvida se o maior símbolo cultural da cidade se sentiria confortável com o uso estritamente eleitoral que se faz da cultura na cidade.

Técnico de som testa a qualidade do áudio na casa
Técnico de som testa a qualidade do áudio na casa

Teatro de São Gonçalo continua “quarentenado”

É um contrassenso lançar o teatro na pandemia. O executivo municipal teve 3 anos para fazer isso. E em meio à crise provocada pela Covid-19, com alto desemprego e impossibilidade de aglomerações, não teremos os dois elementos chave para que um evento aconteça ali: financiamento e público. E o resultado prático disso é que, muito provavelmente, o teatro continuará em quarentena por mais alguns meses, quiçá anos.

Teatro municipal de São Gonçalo
Palco do Teatro municipal de São Gonçalo, Rio de Janeiro (2020). Foto: Divulgação Prefeitura.

Enquanto o executivo acena para o setor cultural, o legislativo vai no sentido oposto. No mês de maio de 2020, um vereador propôs a extinção da Secretaria de Cultura (ver documento). E o argumento, simplificando, é que “já que não tem evento, não precisa de secretaria”. Uma ação que despreza a função da secretaria no planejamento do retorno às atividades culturais e a intermediação do pagamento da Lei Aldir Blanc,  o “auxílio emergencial” dos artistas. São mais de 6 milhões de reais em recursos destinados à São Gonçalo.

Aliás, este auxílio pode ser responsável por mais uma injeção de verbas no município, fazendo a nossa enfraquecida economia municipal girar ainda mais.

Em resumo, seja o prefeito, inaugurando o Teatro no meio da pandemia, ou membros da Câmara de Vereadores, atacando a secretaria de cultura para agradar as faixas da população que acreditam haver uma guerra cultural no Brasil, em ambos os casos, a cultura é usada como moeda eleitoral. Mais uma vez.

Precisamos qualificar a gestão municipal, com secretarias mais eficientes e mentes mais estratégicas. Aliás, é preciso reforçar o óbvio: a cultura precisa andar lado a lado com a EDUCAÇÃO, na formação de público. Muito se reclama que “os jovens de hoje tem gosto musical duvidoso”, mas pouco se faz para apresentar outras realidades para quem ainda está em formação.

Enquanto só tivermos ineficiência e pseudo interessados, que na verdade só querem as boquinhas e os carguinhos para si, não teremos evolução. É preciso justificar o imposto pago por cada pessoa, por cada cidadão.

O post Teatro de São Gonçalo é inaugurado, mas continua em quarentena apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/teatro-de-sao-goncalo/feed/ 0 7911
Corpus Christi em São Gonçalo e a consolidação do evento https://simsaogoncalo.com.br/corpus-christi-em-sao-goncalo-e-a-consolidacao-do-evento/ https://simsaogoncalo.com.br/corpus-christi-em-sao-goncalo-e-a-consolidacao-do-evento/#respond Sat, 22 Jun 2019 00:18:12 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7313 O Corpus Christi em São Gonçalo foi um sucesso, como sempre. Digo isso não apenas pelos tapetes de sal, sempre belos e interessantes, mas pelo conjunto em si. Ao andar pelos 1,5km de tapetes ainda em construção, era ótima a sensação de poder andar pelo Centro da cidade num clima segurança e paz. Não que […]

O post Corpus Christi em São Gonçalo e a consolidação do evento apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
O Corpus Christi em São Gonçalo foi um sucesso, como sempre. Digo isso não apenas pelos tapetes de sal, sempre belos e interessantes, mas pelo conjunto em si.

Corpus Christi em São Gonçalo 2019
Corpus Christi 2019 | Foto: Matheus Graciano © SIM São Gonçalo

Ao andar pelos 1,5km de tapetes ainda em construção, era ótima a sensação de poder andar pelo Centro da cidade num clima segurança e paz. Não que estejamos livres da violência. Mas por saber que a energia das pessoas ali é capaz de repeli-la um pouquinho. E assim, mais pessoas vêm para as ruas abraçar o evento, a cada ano que passa.

Há tempos que muitos enxergam oportunidades de negócios ali. Como os vendedores de comidas, bebidas e artigos religiosos. Sejam ambulantes ou pontos fixos, como bares, pastéis, Subway e Cacau Show.

Corpus Christi em São Gonçalo 2019
Pessoas confeccionando tapetes no Corpus Christi 2019. Foto: Matheus Graciano © SIM São Gonçalo

Corpus Christi em São Gonçalo se consolidou positivamente e pode crescer

Uma das críticas recorrentes ao evento é o horário adiantado do fechamento da rua principal. Este ano, fomos avisados que isso aconteceria a partir das 18h. Entretanto, muitas pessoas saem de seus trabalhos em Niterói e no Rio, neste horário, levando horas para chegar em São Gonçalo.

Este é um ponto que deveria ser repensado. Talvez, até mesmo, alterando o horário de fechamento para 21h, no mínimo. Muitos moradores agradeceriam!

Corpus Christi em São Gonçalo 2019
Corpus Christi 2019 | Foto: Matheus Graciano © SIM São Gonçalo

Se por um lado os comerciantes compreenderam a importância e as oportunidades geradas, por outro, talvez seja o momento de darmos um passo a mais com a data cultural que mais atrai público na cidade.

Vejo que esse sentimento não é apenas meu. Tanto que o site Território Gonçalense, do Vagner Rosa, comentou na mesma direção, citando o Corpus Christi como um cartão postal em potencial.

Evento do Corpus Christi em São Gonçalo 2019
Corpus Christi 2019 | Foto: Matheus Graciano © SIM São Gonçalo

Um incremento interessante é o fato que aconteceu esse ano, na cidade do Rio. Em parceria com o Instituto Expo Religião, a Arquidiocese do Rio de Janeiro convidou outras religiões para um tapete ecumênico, criando assim um sentimento de união entre as diferentes crenças. Numa cidade com grande número de evangélicos e espíritas, como a nossa, teríamos a chance de criar um movimento de agregação. Naturalmente, o público cresceria e a cidade abraçaria ainda mais o evento.

Corpus Christi 2019 e as ruas cheias no Centro de São Gonçao
Corpus Christi 2019 | Foto: Matheus Graciano © SIM São Gonçalo

Uma das sugestões tem como referência o “Viradão Cultural”, evento que já aconteceu no Rio e ainda há em São Paulo. Mas neste caso, teríamos bandas religiosas fazendo apresentações durante as madrugadas.

É possível ver rodas de violão enquanto as pessoas trabalham nas obras de sal. Com pequenas atrações distribuídas ao longo das ruas, seria uma forma saudável ampliar a atratividade do evento, podendo até mesmo reter muita gente até o início da Missa, pela manhã.

Corpus Christi 2019
Corpus Christi 2019 | Foto: Matheus Graciano © SIM São Gonçalo

Naturalmente, essas e outras mudanças deveriam ser estudadas e testadas para que o Corpus Christi em São Gonçalo não perca suas características. Ainda sim, é bonito ver um movimento de manifestação popular ter a possibilidade de ampliar a autoestima das pessoas numa cidade tão mal tratada, mas repleta de potenciais artísticos e culturais.

Em São Gonçalo, a nossa gente é o nosso melhor.

O post Corpus Christi em São Gonçalo e a consolidação do evento apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/corpus-christi-em-sao-goncalo-e-a-consolidacao-do-evento/feed/ 0 7313
Como turbinar a Unidos do Porto da Pedra sem custos ao cofre municipal https://simsaogoncalo.com.br/impulsionando-unidos-do-porto-da-pedra/ https://simsaogoncalo.com.br/impulsionando-unidos-do-porto-da-pedra/#comments Thu, 07 Mar 2019 22:28:44 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7019 Por o Carnaval na rua não é fácil. Pelo contrário! De tempos em tempos, o maior produto cultural brasileiro é questionado. Mesmo tendo um forte impacto positivo na imagem do Brasil, ainda há quem duvide de seu potencial. Um desafio a mais para as escolas, como a nossa Unidos do Porto da Pedra. Em tempos […]

O post Como turbinar a Unidos do Porto da Pedra sem custos ao cofre municipal apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Por o Carnaval na rua não é fácil. Pelo contrário! De tempos em tempos, o maior produto cultural brasileiro é questionado. Mesmo tendo um forte impacto positivo na imagem do Brasil, ainda há quem duvide de seu potencial. Um desafio a mais para as escolas, como a nossa Unidos do Porto da Pedra.

Em tempos de recessão, com razão, cada vez mais a população questiona o poder público sobre o dinheiro doado às escolas de samba. Afinal, diante de tantos mandos e desmandos dos contraventores que ainda dominam essas organizações, as dúvidas sobre a falta de transparência do retorno do dinheiro são óbvias.

Portal da Loucura da Porto da Pedra em 1997, no samba que conquistou o quinto lugar no grupo especial
Carro Abre Alas da Unidos do Porto da Pedra em 1997, ano que a escola conseguiu o 5º lugar no grupo especial, sua melhor colocação na história do carnaval.

Entretanto, seria possível usar os mecanismos legais para transformar uma escola de samba como a Porto da Pedra num sucesso cultural? Tenho certeza que sim. E mais, com a ajuda do poder público municipal. Só que dessa vez, a prefeitura não precisaria injetar nenhum real na agremiação.

Empresários, bicheiros e o carnaval

Entre o final dos anos 1990 e início dos anos 2000, com a forte profissionalização do carnaval, tivemos os primeiros ensaios sobre a entrada das empresas no ambiente do carnaval do Rio. A ideia geral era reduzir a participação dos bicheiros, que naquela época estavam com a imagem desgastada e contas devassadas por conta da ofensiva da justiça contra os mesmos.

Para ter uma ideia dos anos 90, esse vídeo do Castor de Andrade em 1993 reflete bem o período.

A Unidos do Porto da Pedra é um exemplo de escola que não teve o jogo do bicho como principal mecenas. A entrada do empresário Jorge Lambel foi o motor propulsor da Porto que conhecemos hoje. Entretanto, após o falecimento do patrono, em dezembro de 2000, inicia-se um período de declínio.

Com o mecenato da contravenção reduzido, os grêmios recreativos começam a ter de buscar recursos em outros lugares. Prefeituras, países e empresas entraram forte no radar, “sugerindo” temas para o desfile. Segundo a matéria da Folha de São Paulo, em 2000, José Carlos Monassa, patrono da Viradouro na época, dizia que “esse é um caminho “lamentável”, que a escola tem evitado, até pela opinião do carnavalesco Joãosinho Trinta, que dizia que “Isso leva a uma pobreza de enredos”.”

A Porto prossegue no grupo especial até ter sua trajetória interrompida em 2012. Justamente naquele ano, o carnaval patrocinado pela Danone tinha como tema o leite, com o título “Da Seiva Materna ao Equilíbrio da Vida”. Infelizmente, o desfile não agradou aos jurados, rebaixando a agremiação para ao grupo de Acesso, posição que se encontra até hoje, em 2019.

Mas, como mudar?

Unidos do Porto da Pedra, São Gonçalo e as Leis de Incentivo: uma parceria estratégica

Em 2019, a Mancha Verde ganhou o campeonato no carnaval de São Paulo pela 1ª vez. O feito supera a estética da avenida. A vitória reflete o sucesso administrativo da escola, que conseguiu captar R$3,4 milhões de reais através da Lei Rouanet com a Crefisa. A empresa é patrocinadora do clube de futebol Palmeiras, ligado à escola de samba. Em resumo, uma parceria que rendeu muitos frutos.

Mirando o exemplo paulista, fica a pergunta: por que São Gonçalo e a Porto da Pedra não se unem num projeto estratégico de longo prazo para captar recursos?

A proposta seria uma mobilização da prefeitura, identificando, conversando e dando suporte às empresas locais que desejassem apoiar o projeto do carnaval da Unidos do Porto da Pedra. Dentro da mesma proposta, obviamente, deveria conter outros elementos que pudessem auxiliar o carnaval local, somado aos projetos educacionais que formariam mão de obra qualificada para “o maior espetáculo da terra”.

Mesmo tendo a necessidade de ter parte do barracão na cidade do Rio, por conta dos carros alegóricos, há outras atividades, como a confecção de fantasias, que poderiam se manter na cidade.

Leis de incentivo injetando dinheiro na economia local

Em 2018, o Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), finalizaram um estudo avaliando o impacto da Lei Rouanet na economia brasileira. O resultado foi que a cada R$1 real investido, R$1,59 são retornados.

Na prática, reteríamos o dinheiro que vai “livre” para Brasília, girando a economia local, criando postos de trabalho, com um plano sólido de investimento na imagem da cidade. Algo que, por sua vez, pode atrair ainda mais negócios.

Sei que para que um projeto assim acontecer precisaremos de bons profissionais e muita vontade política de ambos os lados, tanto da escola quanto da prefeitura, para que tudo funcione e aconteça.

A prestação de contas é rigorosíssima quando se recebe verbas via leis de incentivo. Isso é muito positivo! A transparência das contas gera credibilidade. Um ótimo atrativo para o apoio das pessoas que desejam terminar com a farra do dinheiro público, e ainda sim ver o carnaval crescer como indústria cultural. Seja em São Gonçalo ou no estado do Rio de Janeiro.

O post Como turbinar a Unidos do Porto da Pedra sem custos ao cofre municipal apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/impulsionando-unidos-do-porto-da-pedra/feed/ 1 7019
Gonçalenses Adotivos: uma obra a serviço da memória da cidade https://simsaogoncalo.com.br/goncalenses-adotivos-memoria-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/goncalenses-adotivos-memoria-cidade/#comments Wed, 30 Jan 2019 11:08:24 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6977 Cheguei ao livro Gonçalenses Adotivos por acaso. Ainda sim, foi um dos melhores livros que adquiri em 2018. Começou quando pedi algumas referências de autores que escreveram sobre a história de São Gonçalo ao historiador Luciano Tardock. E assim, o nome de Salvador Mata e Silva veio entre os primeiros da lista. Ao buscar o […]

O post Gonçalenses Adotivos: uma obra a serviço da memória da cidade apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Cheguei ao livro Gonçalenses Adotivos por acaso. Ainda sim, foi um dos melhores livros que adquiri em 2018. Começou quando pedi algumas referências de autores que escreveram sobre a história de São Gonçalo ao historiador Luciano Tardock. E assim, o nome de Salvador Mata e Silva veio entre os primeiros da lista.

Ao buscar o livro “São Gonçalo 1890-1990”, com a coautoria de Osvaldo Luiz Ferreira, achei também o “Gonçalenses Adotivos”. Quando recebi as publicações, a segunda saltou aos olhos. Descobri que o livro era recheado de biografias de personagens que não nasceram em São Gonçalo, mas fizeram história na cidade. Não por acaso, ainda hoje, batizam escolas, praças, entre outros equipamentos públicos.

A obra foi publicada como parte integrante da coleção IPDESG. O Instituto de Pesquisas, Estudos e Desenvolvimento Gonçalense foi criado em 1995. Sua missão é uma das mais nobres possíveis: “promover o debate sobre problemas que afetam os cerca de mais de um milhão de Gonçalenses”.

Livros "São Gonçalo, 1890-1990" e "Gonçalenses Adotivos, ambos de Salvador Mata e Silva
Livros “São Gonçalo, 1890-1990” e “Gonçalenses Adotivos, ambos de Salvador Mata e Silva.

Gonçalenses Adotivos ganhando a internet

Logo nas primeiras páginas do livro, li que “É permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte”. Estava ali a senha dada pelo autor, mostrando seu desejo de que as informações buscadas por ele se espalhassem entre toda a São Gonçalo.

Em 1996, ano do lançamento do livro, a internet ainda dava passos curtos. Os livros e os outros impressos eram as formas de difusão do conhecimento. Agora, 23 anos depois, a informação está na tela dos celulares da maioria da população brasileira. E talvez seja o momento perfeito para ampliar o acesso ao conteúdo que conta um pouco dessa nossa trajetória como a 16ª maior cidade do Brasil.

A partir dessa semana, vamos publicar semanalmente a história dessas dezenas de gonçalenses adotivos e seus feitos que perduram até hoje. Confira!

O post Gonçalenses Adotivos: uma obra a serviço da memória da cidade apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/goncalenses-adotivos-memoria-cidade/feed/ 8 6977
O Papai Noel, São Nicolau e a Coca-Cola https://simsaogoncalo.com.br/o-papai-noel-sao-nicolau-e-a-coca-cola/ https://simsaogoncalo.com.br/o-papai-noel-sao-nicolau-e-a-coca-cola/#respond Thu, 20 Dec 2018 12:31:49 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6893 Odiado por alguns, amado por todos. Assim é o Papai Noel, o simpático velhinho que há mais de um século é o garoto propaganda do Natal, deixando a festa cristã mais agradável aos ateus e agnósticos. A figura de alguém que usa a caridade na época do nascimento do Cristo vêm das histórias contadas na […]

O post O Papai Noel, São Nicolau e a Coca-Cola apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Odiado por alguns, amado por todos. Assim é o Papai Noel, o simpático velhinho que há mais de um século é o garoto propaganda do Natal, deixando a festa cristã mais agradável aos ateus e agnósticos.

A figura de alguém que usa a caridade na época do nascimento do Cristo vêm das histórias contadas na Legenda Áurea1 em especial as referentes à caridade escondida praticada por um bispo católico, são Nicolau de Mira.

Quem foi Nicolau de Mira

São Nicolau, cujo nome significa “protetor e defensor dos povos” foi tão popular na antiguidade que lhe consagraram no mundo mais de dois mil templos. Era invocado pelos fiéis nos perigos, nos naufrágios, nos incêndios e quando a situação econômica ficava difícil, conseguindo estes favores admiráveis por parte do santo.

Por ter sido tão amigo da Infância, em sua festa dá-se presentes às crianças, e como em alemão se chama “São Nikolaus”, começaram-no a chamar Santa Claus, sendo representado como um ancião vestido de vermelho, com uma barba muito branca, que ia de casa em casa repartindo presentes e doces às crianças. De São Nicolau escreveram muito belamente São João Crisóstomo e outros grandes Santos, mas sua biografia foi escrita pelo antigo Arcebispo de Constantinopla, São Metódio

Desde criança se caracterizou porque tudo o que conseguia o repartia entre os pobres. Os pais de Nicolau morreram cedo. Então, por recomendação de um tio, que o aconselhou a ir visitar a Terra Santa, Nicolau decidiu viajar até à Palestina e depois ao Egito. Durante a viagem, houve uma tempestade, que segundo a lenda, acalmou milagrosamente, quando Nicolau começou a rezar com toda a sua Fé. Foi este episódio que o transformou no padroeiro dos marinheiros e pescadores.

Quando voltou da sua viagem, decidiu que não queria viver mais em Patara e mudou-se para Mira, onde viveu na pobreza, já que tinha doado toda a sua herança aos mais pobres e desfavorecidos.

Na época do imperador romano Licino, perseguidor dos cristãos, Nicolau foi encarcerado e açoitado. Com o governo do imperador Constantino foram liberados ele e outros prisioneiros cristãos. O santo morreu em 6 de dezembro do ano 345. Em meados do século VI, o santuário onde este foi sepultado transformou-se numa nascente de água. Em 1087, os seus restos mortais foram transferidos para a cidade de Bari, na Itália., que se tornou num centro de peregrinação em sua homenagem. Milhares de milagres foram creditados como cedo sua obra, actualmente S. Nicolau é um dos Santos mais populares entre os cristãos e milhares de igrejas por toda a Europa receberam o seu nome (só em Roma existem 60 igrejas com o seu nome, na Inglaterra são mais de 400).

Seu culto chegou a ser extremamente popular em toda a Europa. É Padroeiro da Rússia, da Grécia e da Turquia. São Nicolau virou também padroeiro das crianças e dos marinheiros.

Depois da Reforma Protestante, os protestantes germânicos decidiram dar especial atenção a “ChristKindl” – ao Menino Jesus, transformando-o no “distribuidor” de presentes e transferindo a entrega de presentes para a Sua festa a 25 de Dezembro. Quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, esta ficou colocada no próprio dia de Natal. Os católicos continuam a comemorar seu dia na data de sua morte, 6 de dezembro.

Os nomes do Papai Noel

O nome Santa Claus vem da evolução paulatina do nome de São Nicolau: Nicklauss, Klaus e Santa Claus. O nosso Papai Noel vem do francês Père Noel. Em Portugal, ele é chamado de “Pai Natal”. Dizem que “Noel” provem de “Emanoel” (em hebraico “Deus conosco”) e seria referencia à pessoa que anuncia a presença do Menino Jesus entre os Homens.

A figura do imaginário popular

Clemente C. Moore, um professor de literatura grega em Nova Iorque, em 1822 escreveu um poema a seus filhos, “Uma visita de São Nicolau”, era a versão de que Noel viajava num trenó puxado por renas e entrava pela chaminé das casas. More hesitou em publicá-lo porque achou que dava uma imagem frívola do Pai Natal. Contudo, uma senhora, Harriet Butler, teve acesso ao poema através do filho de More e decidiu levá-lo ao editor do jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, o qual publicou o poema no Natal do ano seguinte em 1823. A partir daí, vários jornais e revistas publicaram o poema, mas sempre sem se mencionar o seu autor. Só em 1844, é que More reclamou a autoria do poema…

A explicação da chaminé vem da Finlândia, uma das fontes de inspiração do poema. Os antigos lapões viviam em pequenas tendas, como iglus, cobertas com pele de rena. A entrada era um buraco no telhado. De personagem real da Turquia, o Papai Noel imaginário passou a vir do Polo Norte.

A última e mais importante característica incluída na figura de Papai Noel é sua roupa vermelha e branca. Antigamente, ele vestia-se como bispo ou usava cores próximas do marrom, com uma coroa de azevinhos na cabeça ou nas mãos. Mas não havia padrão. Seu visual foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Haper’s Weeklys, em 1886, numa edição especial de Natal. em alguns lugares na Europa e no Canadá ele ainda é representado com os paramentos eclesiásticos de bispo e, ao invés de gorrinho vermelho, tem uma mitra episcopal.

O Papai Noel já apareceu com essas roupas na obra de Thomas Nast e em publicidades da Colgate, RCA Victor e Michelin, muito antes das campanhas da Coca-Cola.

A Tradição de pendurar meias na lareira ou deixar sapatos na janela originou-se de uma das muitas histórias sobre São Nicolau, em quem se inspira a figura do papai Noel. No passado, para uma moça era indispensável dispor de um dote para se casar. São Nicolau sobe da triste situação de uma família, sem recursos para o dote de suas filhas secretamente, ele jogou três pequenos sacos com moedas de ouro pela chaminé da casa da família. Os sacos caíram dentro das meias das moças, penduradas na lareira para secar. A história mais confiável é a que conta que Nicolau, sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, na loucura, lhes aconselhou a prostituição, atirou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens.

As renas do Papai Noel ou de o Pai Natal são as únicas renas do mundo que sabem voar, ajudando o Papai Noel entregar os presentes para as crianças do mundo todo na noite de Natal. Quando o Papai Noel ou o Pai Natal pede para serem rápidas, elas podem ser as mais rápidas renas do mundo. Mas quando ele quer, elas tornam-se lentas.

A quantidade de renas que puxam o trenó é controversa, tudo por causa da rena conhecida como Rudolph. Existe uma lenda que diz que Rudolph teria entrado para equipe de renas titulares por ter um nariz vermelho e brilhante, que ajuda a guiar as outras renas durante as tempestades. E, a partir daquele ano, a quantidade de renas passou a ser nove, diferente dos trenós tradicionais, puxados por oito renas.

Tal lenda foi criada em 1939 e retratada no filme Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho (1960 e 1998). O nome das renas, em inglês são: Rudolph, Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzen. E em português são: Rodolfo, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago.

Cartas para santos ou de cunho religioso são uma prática existente desde a antiguidade, mas apenas a partir do século XX surgiu no mundo o ato de enviar cartas ao Papai Noel como um cunho familiar, ou seja, os pais da criança leem as cartas dela, e com a condição de serem bem comportadas durante o ano, recebem o presente como sendo de autoria do Papei Noel; às vezes de forma tão ensaiada que chegam a acreditar fielmente em sua existência.

Há versões oficiais ou semioficiais de papais noeis no mundo receptoras de correspondências, e correspondem de acordo com algum critério de seleção. É comum encontrá-los em shopping centers, praças centrais das cidades, hospitais e estabelecimentos públicos, etc. Na maioria destes lugares as cartas são entregues presencialmente ou depositadas no próprio ambiente.

No Brasil, os Correios oficialmente recebem cartas endereçadas ao Papai Noel desde 2001. As mensagens são enviadas aos funcionários do Correios, mas todos os brasileiros podem se voluntariar como um Papai Noel diretamente nas agências dos Correios do país. Os correios dos países escandinavos também têm programas parecidos, mas preparados para correspondências de todo o planeta, uma vez que a Lapônia é terra dada como sendo oficialmente da origem do Papai Noel. Na Finlândia inclusive, todas as cartas dirigidas a Papai Noel ou Santa Claus e com endereço Lapônia ou Pólo Norte são direcionadas para a agência em Rovaniemi (capital da província laponesa). As cartas recebidas com remetente recebem uma resposta em oito idiomas diferentes.

O garoto propaganda do Natal da Coca Cola

Haddon Hubbard “Sunny” Sundblom (1899-1976) foi um ilustrador estadunidense mais conhecido pelas imagens de Papai Noel que criou para a The Coca-Cola Company. Sundblom nasceu no Michigan, e estudou na American Academy of Art. Destacou-se por seu trabalho publicitário, mais precisamente as propagandas estreladas por Papai Noel pintadas para a The Coca-Cola Company na década de 1930.

Foi também criador da imagem do Quaker Oats (velho da Quaker) em 1957, que continua sendo utilizada nas embalagens de aveia Quaker até os dias de hoje. Em meados dos anos 1930, Sundblom começou a pintar pin-ups para calendários, trabalho que exerceu uma grande influência para muitos artistas do gênero, como Gil Elvgren, Joyce Ballantyne e Art Frahm. Sua última obra foi uma pintura para a capa da edição de Natal de 1972 da revista Playboy.

Conclusão Não se trata de demonizar nem de materializar a figura do Papai Noel. Sua figura tornou-se parte do imaginário gráfico mundial e totalmente relacionada ao Natal.

É uma cultura cristã que influenciou a toda a Civilização do Ocidente, tornando-se tema de várias obras de arte, seja gráfica, musical ou outra. Os críticos defendem que sua figura eclipsou a do Cristo, pois o Natal é uma festa religiosa cristã, mas como vimos acima, é por justamente a figura real de um bispo cristão que existe a figura alegórica.

Os defensores alegam que o Papai Noel faz com que o Natal possa ser “digerido” por todos, sem exceção, sejam eles católicos, protestantes ou mesmo ateus. Até o famoso ateu John Lennon compôs sua música “Happy Xmas (War Is Over)” em 1971 propositalmente colocando um “xis” no nome de Cristo. O Natal de Cristo passa a ser apenas mais um feriado e, com isso, mais comercial do que todos. Não é difícil ver mulheres nuas com o gorro de Papai Noel, coisa impensável num Presépio, por exemplo. A festa do Natal é religiosa por si mesma.

Os que não partilham da Fé Cristã podem ter algo dela, como a solidariedade e a paz. Se beneficiam com isso. É melhor do que simplesmente abolir o Natal. Feliz Natal a todos! Ho, ho, ho!

1- A Legenda Áurea ou Lenda Dourada (em latim: Legenda aurea ou Legenda sanctorum) é uma coletânea de narrativas hagiográficas reunidas por volta de 1260 d.C. pelo dominicano e futuro bispo de Gênova Jacopo de Varazze e que se tornou um sucesso durante a Idade Média.

O post O Papai Noel, São Nicolau e a Coca-Cola apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/o-papai-noel-sao-nicolau-e-a-coca-cola/feed/ 0 6893
O sonho do menino construtor https://simsaogoncalo.com.br/goncalense-futebol-clube-menino-construtor/ https://simsaogoncalo.com.br/goncalense-futebol-clube-menino-construtor/#respond Fri, 18 May 2018 15:14:16 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6592 Amanhã, 19 de maio, começa a Segunda divisão do campeonato carioca de futebol profissional. Longe do glamour de Copas, de carrões e atrizes globais, vinte times dos mais variados rincões do Estado irão se estapear em estádios de várzea pela glória do acesso à primeira divisão – e o Gonçalense é um deles. Sou um […]

O post O sonho do menino construtor apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Amanhã, 19 de maio, começa a Segunda divisão do campeonato carioca de futebol profissional. Longe do glamour de Copas, de carrões e atrizes globais, vinte times dos mais variados rincões do Estado irão se estapear em estádios de várzea pela glória do acesso à primeira divisão – e o Gonçalense é um deles.

Sou um apaixonado por futebol desde que me entendo por gente. Cresci com sangue rubro-negro, gozando dos auspícios daquele escrete absurdo dos 80. Acompanho, vejo, vibro, choro e fico puto. Copa? Quero ver todos os jogos, desde clássicos como Inglaterra e Alemanha (que clássico!) até Togo x Sérvia. Futebol é muito mais do que apenas futebol – mas nem é disso que queria falar.

Preciso confessar que o 7 x1 acabou comigo. Eu achava que entendia – pelo menos um pouco – de futebol, e me vi atônito assistindo ao massacre alemão. Ora, 7×1 é um placar dilatado até em peladas infantis, em uma Copa do Mundo, entre seleções gigantes, é uma aberração. Fiquei desolado com o futebol, sem nenhum sinal daquela paixão toda de outrora. Até que veio o Gonçalense, a Segundona, e eu me encantei novamente.

Eu já disse em vários de meus textos que esta cidade é um cemitério de sonhos. Um município de proporções consideráveis, com mais de um milhão de habitantes, e o signo da derrota cravado em seu DNA. Quantos já não tentaram e fracassaram? Muitos pedem cidadania no município vizinho, outros desistem, mas a verdade é que é muito difícil vencer em São Gonçalo. Você pode vencer APESAR de São Gonçalo, mas vencer EM São Gonçalo é para os raros.

E convenhamos: o futebol do Rio é fraco. Senhores – e senhoras, por que não? – nosso ufanismo é meRmo contagiante, mas a verdade (como se ela fosse minha) é que a representatividade nacional de nosso Estado é pífia. Nos últimos anos chegamos a ter menos times na primeira divisão do que Santa Catarina. Nada pessoal contra os barrigas-verdes, inclusive meus parentes por matrimônio que lá habitam, mas carregamos o peso da História e não estamos fazendo por onde merecê-lo. Solução? Não, não vejo. Mas que possamos tomar como exemplo o futebol de São Paulo, com times do interior fortalecidos. São Gonçalo e Niterói sempre forneceram craques para os grandes times, e nunca tiveram um time que abraçasse essa vocação e esses jovens, espalhados por nossos campinhos de pelada e quadras de colégio. Até pouco tempo.

Até um menino construtor sonhar alto, e decidir fazer um time na cidade. Dono de uma empresa de construção civil, Joacir decidiu um dia que deveria e poderia devolver a esta cidade tudo o que ela lhe proporcionou. Depois de uma passagem frustrada por outro time de São Gonçalo (criado com outras ambições), ele funda o Gonçalense Futebol Clube. O Tricolor Metropolitano, o time que já nasce com um milhão de torcedores. Às próprias expensas, inicia a construção de um estádio e um time em 2014, já campeão da Terceira Divisão, em cima justamente de seu maior rival (eu estava lá – mas um dia eu conto essa emoção). Em 2015, faz bonito na Segundona do Carioca, batendo adversários centenários e colocando São Gonçalo no mapa. Mas como em toda jornada do herói, nosso escrete sofre um forte revés.

A crise do setor de Construção Civil atinge com vontade, e se alia de forma nefanda ao descaso do Poder Público, que se recusa a validar a construção do estádio. Um projeto lindo, uma arena com capacidade para 40 mil pessoas, às margens da Niterói-Manilha (inclusive se tornando opção para os times de grande investimento), gorado no ninho pela inabilidade de nossos governantes. Não, não era dinheiro que o Gonçalense queria, o dinheiro vem todo do bolso da família Thomaz, do sonho daquele menino construtor, que gostava de futebol e queria ver sua cidade ter um time de expressão. Laudos, autorizações, endossos municipais Parecia que mais um sonho engrossaria as estatísticas em nossa cidade onirocida.

Mas peraí. Sábado agora começa a Segundona, e o Gonçalense estreia contra o Barcelona, lá no Los Larios. De time reformulado, O técnico Thiago Thomaz conta com novas caras e velhos amigos para o início de mais uma jornada. Nesta cidade de mais de um milhão de habitantes, é quase uma obrigação a todos que gostam de futebol apoiar. Torcer, ir aos jogos (eu vou!), participar do dia a dia do clube. Porque não podemos deixar mais este sonho morrer, não é só o Joacir, o Thiago e o Rodrigo Santos: somos todos nós.

PS.: Eu fiz um hino para o Gonçalense. Bom, pode não se nunca o hino do Gonçalense Futebol Clube, mas é o MEU hino para o escrete. Com amor.

Hino do Gonçalense Futebol Clube
(Rodrigo Santos)

Do sonho do menino construtor
Nasceu o mais novo amor dessa cidade
Seus guerreiros são forjados no calor
Tua conquista é a nossa felicidade

Com as bênçãos do Santo Violeiro
E a paixão da Manchester fluminense
A coragem estampada em seu manto
Estamos juntos, meu eterno Gonçalense!

Escrevendo a nova história da cidade
Vem demonstrar, no gramado, o seu valor
Com força de um milhão de apaixonados
Entra em campo o mais novo tricolor!

(refrão)
Do sonho à glória
Que bela a tua história
Ao teu lado quando perde e quando vences
Tricolor Metropolitano
Campeão de mais um ano
Tu representas a coragem, Gonçalense!

PS2: O time agora tem projeto de sócio-torcedor, vai lá! Junte-se a nós!

O post O sonho do menino construtor apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/goncalense-futebol-clube-menino-construtor/feed/ 0 6592
Viradouro, Porto da Pedra e a representatividade das escolas de samba https://simsaogoncalo.com.br/viradouro-porto-da-pedra-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/viradouro-porto-da-pedra-goncalense/#comments Mon, 19 Feb 2018 16:46:11 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6183 Em fevereiro de 2018, a Viradouro sagrou-se campeã do grupo de acesso das escolas de samba do Rio de Janeiro. Com essa vitória, conseguiu seu retorno ao grupo Especial. Na mesma competição, a Unidos do Porto da Pedra ficou em 3º lugar. E no próximo ano, tentará novamente uma vaga na elite. Para conhecer a […]

O post Viradouro, Porto da Pedra e a representatividade das escolas de samba apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Em fevereiro de 2018, a Viradouro sagrou-se campeã do grupo de acesso das escolas de samba do Rio de Janeiro. Com essa vitória, conseguiu seu retorno ao grupo Especial. Na mesma competição, a Unidos do Porto da Pedra ficou em 3º lugar. E no próximo ano, tentará novamente uma vaga na elite.

Para conhecer a histórias das duas escolas, clique a seguir em:

A intenção aqui é falar sobre a representatividade das escolas de samba locais no carnaval. Isso envolve, inclusive, o bairrismo recente que tenta opor as duas agremiações que representam a cidade no carnaval carioca. Os argumentos são passionais, fáceis de acreditar, especialmente se você for um “gonçalense novo”, ou seja, começou a pouco tempo a ter uma identificação com a cidade.

Desfile da Porto da Pedra em 2018, no grupo de acesso.
Rainha de bateria Danielle Ferreira no desfile da Porto da Pedra em 2018, no grupo de acesso. Foto: O Carnavalesco / Allan Duffes e Magaiver Fernandes

Já de antemão, agradeço a André Churros, fundador do São Bloco e mestrando em Estudos Literários pela UERJ/FFP, pela consultoria.

Uma escola de samba entre cidades irmãs

A Viradouro é uma das raras escolas de samba que se divide em 2 cidades: São Gonçalo e Niterói. Desde o samba de 1994, “Tereza De Benguela – Uma Rainha Negra No Pantanal”, já era possível ouvir o intérprete, Rico Medeiros, anunciando as duas cidades no início do samba-enredo, em seu grito de guerra.

Mas foi na voz de ouro de Dominguinhos do Estácio que o clássico “Alô, Niterói. Alô, São Gonçalo. Olha a Viradouro Chegando” tornou-se uma marca inconfundível, selando o vínculo definitivo da escola entre as duas cidades.

A estratégia acertada da Viradouro em conclamar ambos os municípios no início dos sambas já mostrava a percepção do crescimento da Porto da Pedra. Em 1994, a Porto já desfilava entre as escolas cariocas, com o objetivo de chegar ao sonhado Grupo Especial.

No Bonde do Samba: Unidos do Viradouro
O bonde que fazia o retorno no “Viradouro” em Santa Rosa, Niterói.

Mesmo com seu início no “Viradouro dos Bondes” (em Santa Rosa), foi no Barreto – bairro que fica na divisa entre as duas cidades – que a escola fez sua história mais recente. O fácil acesso a ambos os municípios fez com que seus cidadãos participassem das atividades da escola, ajudando-a, inclusive, no caminho vitorioso das décadas anteriores.

Ensaios da Viradouro em São Gonçalo

Para os gonçalenses novos, que não presenciaram os anos 90 e a primeira metade dos anos 2000, é interessante lembrar que a Viradouro fazia seu primeiro ensaio preparativo para o carnaval no trecho entre o Paraíso e a Mangueira.

Quadra da Viradouro no Barreto em 2014, quando a escola conseguiu retornar ao grupo especial. Foto: Márcio Oliveira
Quadra da Viradouro no Barreto em 2014, quando a escola conseguiu retornar ao grupo especial. Foto: Márcio Oliveira

Os ensaios de rua sempre foram um dos melhores captadores de novos fãs para as escolas. A Viradouro, em especial, fazia seus ensaios ao final das tardes, o que levava muitas famílias às ruas. Ainda criança, eu ia com minha avó. Situação bem diferente de hoje, em que os ensaios da Porto da Pedra são à noite e não têm o mesmo perfil familiar, notando-se a pouca participação de crianças, infelizmente.

Ainda me recordo do ensaio de 2001. Foi um ensaio de rua marcante, especialmente pela presença da Luma de Oliveira, modelo de sucesso da época, à frente da bateria do Mestre Ciça. A rua estava lotada num nível difícil de mensurar.

Os ensaios na cidade acabaram ainda nos anos 2000, quando a escola limitou-se a ensaiar na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, no Centro de Niterói. Um dos prováveis motivos foi a falta de apoio dos governos locais na logística do fechamento das ruas.

Há também quem diga que o horário dos desfiles no Paraíso/Patronato interferia no andamento da missa da Igreja Nossa Senhora Aparecida, que ocorria no mesmo horário. Quem participou da escola na época, diz que ao passar pela igreja, o carro de som e a bateria precisavam parar suas atividades, retomando-as mais à frente.

A Porto da Pedra contornou esses problemas jogando seus ensaios para mais à noite.

Portal da Loucura da Porto da Pedra em 1997, no samba que conquistou o quinto lugar no grupo especial
Portal da Loucura da Porto da Pedra em 1997, no samba que conquistou o quinto lugar no grupo especial, retornando no sábado das campeãs.

Uma era vitoriosa de Viradouro e Porto da Pedra

O ano de 1997 foi um marco para Porto da Pedra. Em seu segundo ano como desfilante na Sapucaí, a escola conseguiu um memorável 5º lugar, voltando entre as campeãs no sábado seguinte.

Maior ainda foi a emoção da Viradouro, quando, com o enredo “Trevas! Luz! Explosão do Universo”, de Joãozinho Trinta, sagrou-se campeã daquele ano.

Naquele ano, após o fim da apuração das notas, era impossível sair, entrar ou transitar em São Gonçalo. No Barreto, principal entrada do município, a Viradouro comemorava o título inédito e, no Centro da cidade, a Porto da Pedra comemorava a colocação inédita. Hoje sabemos que este foi o máximo de representatividade que o leste fluminense pôde alcançar no quesito Carnaval.

O marco foi ainda mais intenso, pois as duas escolas que a representavam no Grupo Especial desfilaram no domingo pós-carnaval, no Rodo.

Integração entre as escolas do leste fluminense

Mesmo com o sucesso e a proximidade geográfica de ambas, parece que não havia um esforço para que elas se integrassem. Entre os componentes, a regra não dita era: “quando se desfila em uma, não se desfila na outra”.

E um grupo se destaca nesse ponto: a bateria.

Surdo de Primeira da Bateria Ritmo Feroz, da Unidos do Porto da Pedra.
Bateria Ritmo Feroz, da Unidos do Porto da Pedra. Fotografia: Jaylton Pimentel

Um dos promotores desses primeiros passos em direção à integração das baterias foi o Mestre Marcinho. Cria da Viradouro, Marcinho tornou-se um mestre de bateria de sucesso na escola Em Cima da Hora. Por ter se destacado, foi convidado a reger a Ritmo Feroz, a bateria da Porto da Pedra. Por seu histórico, conseguiu atrair alguns de seus parceiros para desfilar pela Porto.

“Eu me lembro do primeiro ensaio do Marcinho como Mestre da Porto da Pedra. Substituía o Mestre Cosme, que já estava na escola desde a ascensão ao grupo especial. Marcinho era um dos diretores auxiliares do Mestre Ciça na Viradouro e isso fez com que muitos de nós fôssemos ajudá-lo no novo trabalho. Na primeira reunião, ficou nítida a hostilidade de ambos os lados: de um lado, a galera da Porto; de outro, a gente da Viradouro, os forasteiros. Foi um começo complicado, mas, ao longo do tempo, o Marcinho conseguiu fazer um intercâmbio entre as baterias”, diz André Churros.

Aos poucos, quando os horários de desfile não interferiam, membros das duas escolas passaram a se frequentar mais, apesar de alguns relatos mencionarem que a Viradouro nem sempre recebesse membros da Porto tão bem.

Joãosinho Trinta na Sapucaí pela Viradouro em 1994
Joãosinho Trinta na Sapucaí pela Viradouro, ainda em 1994, com o enredo “Tereza De Benguela – Uma Rainha Negra No Pantanal”. Foto: Arquivo O Globo / Ivo Gonzalez

Retorno de mídia de Viradouro e Porto da Pedra

Apesar de termos poucos indicadores palpáveis sobre isso nas décadas passadas, é ponto pacífico que ainda há muita lembrança de ambas as marcas, quando o assunto é Niterói e São Gonçalo no grupo especial.

E nesse quesito, a Viradouro pode contribuir mais com sua história campeã.

De 1997 a 2007, a escola do Barreto voltou no Sábado das Campeãs por 9 vezes. Enquanto isso, a Porto da Pedra, que só voltou em 1997, trabalhava para fazer um bom desfile e se manter na categoria.

Joãosinho Trinta recebe Caetano Veloso na quadra da Viradouro, no Barreto em 1998. Foto: Carlos Ivan
Joãosinho Trinta recebe Caetano Veloso na quadra da Viradouro, no Barreto em 1998. Ao fundo, Tony Garrido, Cidade Negra. Foto: Carlos Ivan

Essa diferença marcou a Viradouro como uma escola de ponta, que disputa campeonato e tem cara de campeã. Isso, somado à equipe técnica da escola – que já teve em seu plantel nomes como os lendários Joãozinho Trinta, Mestre Ciça, Dominguinhos do Estácio, além das rainhas de bateria Luma de Oliveira e Juliana Paes em seus auges –, deram ainda mais credibilidade à bandeira da agremiação de São Gonçalo e Niterói.

Não se pode esquecer que, nos carnavais de 1997 e 1998, a Viradouro apresentou os 2 sambas que tiveram uma aceitação popular inimaginável naqueles carnavais e são cantados até hoje: “Vou cair na gandaia/Com a minha bateria/No balanço da mulata/A explosão de alegria” (1997) e “Hoje o amor está no ar/Vai conquistar seu coração/”Tristeza não tem fim, felicidade sim”/Sou Viradouro, sou paixão” (1998).

Acrescente-se a esses sambas o fato de a Unidos do Viradouro, em 1998, ter apresentado o enredo Orfeu, o Negro do Carnaval, baseado no mito grego e na peça de Vinicius de Moraes, que virou filme lançado em 1999, dirigido por Cacá Diegues. Todas as filmagens diretamente ligadas ao carnaval foram feitas na quadra, no barracão e no desfile da escola.

A Viradouro, então, era agora frequentada por personalidades como Caetano Veloso, Cacá Diegues, Toni Garrido, Patrícia França, Murilo Benício, Milton Gonçalves, Zezé Motta, Stepan Nercessian, entre outros. Todos queriam estar e desfilar na escola que, na época, era a escolhida dos atores e demais celebridades.

“Era realmente algo muito fora de comum. De uma hora outra para outra, todas as celebridades que eu via na TV estavam lá na quadra, em todos os ensaios e eventos. Quadra com lotação máxima sempre. Só fui ver tantas celebridades reunidas dentro de uma só escola de samba quando desfilei na Grande Rio em 2010”, diz André Churros.

Pensando nesse histórico, ainda vivo na cabeça de muitos gonçalenses, é um desperdício de energia nutrir qualquer tipo de rivalidade entre Viradouro e Porto da Pedra. Suas trajetórias são distintas, bem como a lembrança de marca que cada uma gerou ao longo do tempo.

Nesse sentido, o mais correto seria São Gonçalo voltar a abraçar ambas como marcas da cidade. Bem como muitos gonçalenses já fazem há anos.

Porém, tudo na vida envolve um fator fundamental para que tudo aconteça: o dinheiro. E é sobre ele que falaremos num post futuro. Abordando o relacionamento entre prefeituras, mídia, empresários e o jogo do bicho.

O post Viradouro, Porto da Pedra e a representatividade das escolas de samba apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/viradouro-porto-da-pedra-goncalense/feed/ 1 6183
Bloco “Quem Manda é a Mulher” revela um prefeito que não sabe ser líder https://simsaogoncalo.com.br/quem-manda-mulher-revela-prefeito-nao-lider/ https://simsaogoncalo.com.br/quem-manda-mulher-revela-prefeito-nao-lider/#comments Mon, 15 Jan 2018 16:49:47 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6057 Era 2016. O 2º turno da eleição para prefeito de São Gonçalo ia começar. Nesse meio tempo, ainda buscávamos falar com os dois únicos candidatos que não tinham sido entrevistados pelo SIM São Gonçalo. Por acaso, eram eles que haviam chegado à etapa final do pleito municipal. José Luiz Nanci é bom de política. Naquele […]

O post Bloco “Quem Manda é a Mulher” revela um prefeito que não sabe ser líder apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Era 2016. O 2º turno da eleição para prefeito de São Gonçalo ia começar. Nesse meio tempo, ainda buscávamos falar com os dois únicos candidatos que não tinham sido entrevistados pelo SIM São Gonçalo. Por acaso, eram eles que haviam chegado à etapa final do pleito municipal.

José Luiz Nanci é bom de política. Naquele formato clássico. Parece um amigo que está ali para o que der e vier. Conhece todo mundo. Especialmente a máquina do PMDB, na qual ele foi secretário estadual do envelhecimento saudável.

Entretanto, como todos nós, ele tem suas fragilidades. Uma delas é a mais fundamental num cargo de votos majoritários: falar em público.

Eliani Nanci e José Luiz Nanci na prefeitura em 2017. Foto: Jornal Extra

Receosa com a exposição do candidato, sua equipe o blindava de todos os jeitos. Fontes próximas já tinham tentado uma aproximação, mas eles diziam que o SIM SG já tinha “batido” nele anteriormente. Provavelmente por conta desse post aqui.

A virada de postura aconteceu quando a equipe da campanha do Diego São Paio, certamente a mais competente de todas, deu suporte a Nanci no 2º turno. A partir dali, parecia que o candidato tinha entendido seu destino. Para quem sempre foi uma personagem coadjuvante na política, chegar a um cargo majoritário significava o início de uma mudança de postura.

Mas não foi. Tanto que, em poucos meses, Eliane Nanci já se sobressaiu como líder do governo. Liderança não se aprende.

Imagem do bloco Quem Manda é a Mulher. fonte: Página Gonçalense
Imagem do bloco Quem Manda é a Mulher. fonte: Página Gonçalense

Bloco de carnaval “Quem manda é a Mulher” e a reação da equipe do prefeito

Na segunda semana de janeiro, saiu essa matéria no jornal O São Gonçalo: “Porto da Pedra cancela ensaio técnico no Patronato por falta de verba“.

Como todos sabemos, os governos estão sem dinheiro. E carnaval, fora da cidade do Rio de Janeiro – que também vive do turismo – não rende mais votos como já rendeu no passado. Pelo contrário. É cada vez mais crescente o número de pessoas que não concordam com as subvenções, ou seja, dinheiro público nas escolas de samba.

Desta vez, a prefeitura não repassou à escola as verbas que ajudariam a agremiação na confecção do carnaval 2018. A prefeitura até disse que ajudaria na estrutura para a escola fazer o sambão no Paraíso/Patronato, com guardas municipais e limpeza das vias.

Porém, grana mesmo, nada.

Como sempre acontece no carnaval, os políticos são um dos alvos preferidos. Como reação ao não apoio, surgiu o bloco “Quem manda é a mulher”, tendo o Mestre Pablo, mestre de bateria da Porto da Pedra, como um de seus co-criadores. O tema da brincadeira foi a proeminência da figura da primeira-dama sobre a imagem do prefeito.

Confira o vídeo:

A música é boa, engraçada e o vídeo pejorativo é um viral nato. Naturalmente, prefeito e sua equipe não curtiram.

Porém, a reação ao que aconteceu foi ainda mais equivocada. A Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São Gonçalo enviou essa mensagem aos servidores, solicitando que eles denunciassem o vídeo como “conteúdo irregular”.

A ação, além de equivocada, deixou claro quem são os rivais do governo. Além do já cassado vereador Sandro Almeida, citam também outras duas páginas de Facebook.

Menagem da Secretaria de Comunicação Municipal de São Gonçalo, em janeiro de 2018, sobre o bloco "Quem Manda é a Mulher".
Menagem da Secretaria de Comunicação Municipal de São Gonçalo, em janeiro de 2018, sobre o bloco “Quem Manda é a Mulher”.

Prefeito precisa aprender a ser protagonista após anos como coadjuvante

É natural que após anos como legislador, seja na função de deputado ou vereador, José Luiz Nanci tenha se acostumado com as luzes do ambiente político como um mero coadjuvante. Porém, quando se ganha um cargo majoritário, as luzes se tornam holofotes. E aceitar o papel de protagonista é uma obrigação.

Nós vivemos no estado que criou o Carnaval como ele é hoje. Essa irreverência e deboche com políticos está por aqui há tempos. Se importar tanto assim com as críticas só mostra o quanto um governo é frágil e suscetível até a brincadeiras.

É provável que a equipe que auxiliou Nanci em sua campanha seja a mesma que hoje está na Secretaria de Comunicação. E pelo visto, continuam pouco preparados às intempéries vividas durante um governo.

Talvez, as melhores atitudes tivessem sido o silêncio completo ou uma declaração divertida do próprio Nanci – e quem sabe da Eliane também – brincando com a situação. Sem dúvidas, independente do resultado, capitalizariam um retorno de imagem gigante perante a população, especialmente em ano de eleição.

José Luiz Nanci em campanha política para prefeito de São Gonçalo em 2016.
José Luiz Nanci em campanha política para prefeito de São Gonçalo em 2016.

Mais uma vez, o Carnaval nos mostra como nossos políticos e suas equipes são completamente despreparados para os cargos que ocupam. Como os partidos políticos são grandes máfias que trocam o poder entre si, é natural que assuntos simples como esse sejam resolvidos de forma tão equivocada, como uma mensagem no Whatsapp para “denunciar conteúdo”.

Enquanto o Crivella, prefeito do Rio, capitaliza com as críticas, aqui permanecemos como uma cidadezinha do interior, onde políticos ficam extremamente chateados com uma brincadeirinha de Carnaval.

O post Bloco “Quem Manda é a Mulher” revela um prefeito que não sabe ser líder apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/quem-manda-mulher-revela-prefeito-nao-lider/feed/ 1 6057
Os símbolos do Natal: entenda todos os ícones deste momento https://simsaogoncalo.com.br/os-simbolos-do-natal/ https://simsaogoncalo.com.br/os-simbolos-do-natal/#comments Mon, 25 Dec 2017 15:25:58 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5978 Uma tradição cristã contruída  através dos séculos, dentre os principais sinais e símbolos natalinos estão: a árvore de Natal; o presépio e seus personagens; a guirlandas nas portas das casas; a coroa do Advento com suas quatro velas; a estrela de Belém; os enfeites natalinos; a figura do Papai Noel; as meias e sapatos na […]

O post Os símbolos do Natal: entenda todos os ícones deste momento apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Uma tradição cristã contruída  através dos séculos, dentre os principais sinais e símbolos natalinos estão:

  • a árvore de Natal;
  • o presépio e seus personagens;
  • a guirlandas nas portas das casas;
  • a coroa do Advento com suas quatro velas;
  • a estrela de Belém;
  • os enfeites natalinos;
  • a figura do Papai Noel;
  • as meias e sapatos na janela ou na lareira;
  • os sinos;
  • os cânticos;
  • as velas;
  • a iluminação da árvores, das casas, e dos locais públicos;
  • a ceia familiar com seus pratos típicos;
  • a troca de presentes.

Cada um tem seus significados, curiosidades e história particular, mas a maioria dos símbolos natalinos tenta ajudar as pessoas a penetrarem um mistério: a encarnação do Verbo Divino.

Para os cristãos, o Deus Único tem um Filho e O enviou ao Mundo. Não foi uma “aparição” apenas, mas Ele se fez homem, na Judéia, atual Palestina.

Nenhum período do ano tem tantos símbolos católicos.

Quem inventou a Árvore de Natal?

O “inventor” da Árvore de Natal foi São Bonifácio, chamado “o Apóstolos dos Germanos” ou “o Evangelizador da Alemanha”. Nascido na Inglaterra em 672 e faleceu martirizado em 5 de junho de 754. Seu nome religioso, em latim Bonifacius, quer dizer “aquele que faz o bem” e possui o mesmo significado do seu nome em saxão, Wynfrit.

São Bonifácio, o Apóstolos dos Germanos

Em 718 ele esteve em Roma e o Papa Gregório II enviou-o à Alemanha, com a missão de reorganizar a Igreja no local. Por cinco anos ele evangelizou territórios que são hoje os estados alemães de Hessen e Turíngia.

Em 732, em Roma, o Papa Gregório II deu a São Bonifácio o pálio de arcebispo com autoridade sobre a Alemanha. Ele é representado com vestes episcopais, mitra, um livro atravessado por uma espada e um pé sobre o tronco do carvalho abatido, símbolo do esmagamento da religião pagã.

Árvore de Natal decorada.

Quando surgiu a Árvore de Natal?

Em 723 São Bonifácio derrubou um enorme carvalho dedicado ao deus pagão Thor, perto da atual cidade de Frizlar, na Alemanha. Para convencer o povo e os druidas (os sacerdotes pagãos) de que não era uma árvore sagrada e que não seria castigado pelo falso deus, ele a derrubou com um machado.

Esse acontecimento é considerado o início formal da cristianização da Alemanha.

O carvalho ao cair destruiu tudo ao redor menos um pequeno pinheiro e, segundo a tradição, Bonifácio interpretou esse fato casual como um milagre. Como era o período do Advento e como ele pregava sobre o Natal, declarou: “Doravante, nós chamaremos esta árvore de Árvore do Menino Jesus”.

O costume de plantar pequenos pinheiros para celebrar o nascimento de Jesus estendeu-se pela Alemanha e de lá para todo o Mundo..

A simbologia da árvore é uma das mais espalhadas em todas as culturas. A árvore está presente na Bíblia, desde as árvores do jardim do Éden – em especial a Árvore do Bem e do Mal –  até a “árvore” da Cruz de Jesus.

Existem várias explicações para a origem do costume de cortar a árvore, levá-la para dentro de casa e enfeita-la, baseada na tradição bíblica. O simbolo da árvore de Natal é bem anterior ao do presépio e mais universal.

Árvore de Natal gringa.

Por que um pinheiro?

Por que essa planta cresce mais rápido, fica verde mais tempo. Várias comparações do pinheiro cristão com o carvalho pagão foram destacadas pela Igreja, desde o inicio dessa tradição.

O pinheiro mantém-se verde, em pleno inverno, quando todas as outras árvores, inclusive os carvalhos, amarelam e perdem as folhas. O pinheiro tornou-se símbolo da Igreja, que mantém a esperança sempre viva (o verde constante) na vinda de Jesus Cristo apesar de todas as dificuldades e perseguições que sofre e, como crescimento do pinheiro é constante, também é constante o crescimento da Cristandade no Mundo.

Sua forma triangular foi vista por São Bonifácio como um símbolo da Santíssima Trindade.

Por que enfeites na árvore de Natal?

A tradição cristã assimilou a árvore de Natal como uma Nova Árvore da Vida, substituindo a árvore do Jardim do Éden (a Árvore do Bem e do Mal citada em Gn 2,9). Ao contrário da história do Éden sobre a Serpente e o Fruto Proibido. No tempo de São Bonifácio, as árvores de Natal eram enfeitadas com maçãs, evocando a nova frutificação e o antigo pecado original. o (a “maçã”) a árvores de Natal passaram a evocar “vida e salvação plantadas nas casas”.

Como a árvore também é símbolo da Igreja, os enfeites brilhantes são também símbolos dos santos que embelezam a vida da Igreja de Cristo.

As árvores também eram decoradas com velas, que simbolizam Jesus, Luz do Mundo. O costume difundiu-se pela Europa.

Uma das primeiras referências registradas dos enfeites é do século XVI e vem da Igreja na Alsácia, Alemanha. As famílias decoravam os pinheiros com papéis coloridos, enfeites, frutas e doces. Espalhada por toda a Europa, a tradição de enfeitar a árvore de Natal chegou ao continente americano por volta de 1800.

Qual o simbolismo das bolas?

É costume enfeitá-la com bolas coloridas, como se fossem frutos, e com outros adornos natalinos. Os enfeites simbolizam virtudes, desejos e sonhos das pessoas e da casa onde está a Árvore de Natal.

Desde o século VI, a tradição da árvore de Natal se desenvolve: trocaram-se as perecíveis “maçãs da árvore do Éden” por bolas e enfeites, simbolizando os frutos da vida.

As tradições familiares variam. Alguns colocam 12 bolas ou múltiplos de doze para evocar os Doze Apóstolos. Outros, 33 bolas, os anos da vida terrena de Jesus. Outros adornam progressivamente a árvore de Natal com 24 a 28 bolas, dependendo do número de dias do Advento. Outros ainda adornam a árvore de uma só vez, as crianças elaboram suas próprias bolas. em outras famílias, as bolas são colocadas com uma oração ou um propósito em cada uma, até o nascimento de Jesus.

Para algumas comunidades religiosas, as bolas simbolizam as orações do período do Advento: as azuis são de orações de arrependimento, as prateadas de agradecimento, as douradas de louvor e as vermelhas de prece.

Por que as bengalas, os 3 sinos e os 7 anjinhos?

Os enfeites da árvore de Natal são um espaço de liberdade, arte e poesia para a criatividade familiar.

Os 3 sininhos simbolizam a Santíssima Trindade e também costumam adornar guirlanda do Natal, na entrada das casas.

Os 7 anjinhos representam os espíritos angélicos, os anjos dos pequeninos diante de Deus, contemplando e intercedendo por todos (Mt 18,10).

As bengalinhas evocam a caminhada, o trabalho de cada um e também o pastoreio de Jesus, o cajado do Bom Pastor.

Também colocam-se pequenos e bonitos pacotinhos e presentinhos pendurados na árvore ou aos seus pés. Eles representam as boas ações e os sacrifícios, os “presentes” que serão dados a Jesus no Natal.

O que faz uma estrela no topo da árvore de Natal?
Ela ilumina, orienta e aponta para os céus. Na ponta do pinheiro, no alto da árvore de Natal, costuma-se colocar uma estrela, luminosa. Na parte mais elevada, simboliza a Estrela de Belém, a estrela-guia dos magos do Oriente (Mt 2,2.9.10)

Para os católicos, no topo da árvore de Natal a estrela também representa a Fé que deve iluminar a guiar as vidas dos cristãos, coroando suas cabeças. Essa estrela-guia, com jeito de cometa, também é colocada ou representada por luzes desde a manjedoura de Jesus no presépio até o alto de edifícios nas cidades.

Quem inventou o presépio?

Foi São Francisco de Assis quem armou o primeiro presépio da história, na noite do Natal de 1223, em Greccio, Itália.

São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de forma mas realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de S. José, juntamente com um boi e um jumento vivos. Nesse cenário foi celebrada a Missa de Natal. O costume espalhou-se pela Europa e de lá para todo mundo.

A Igreja Católica considera um bom costume cristão armar presépios no período do Natal em igrejas, casas e até em praças e locais públicos.

Quais os personagens originais do presépio?

Os personagens originais do presépio representavam, no estábulo em Belém, as cenas ocorridas após o nascimento de Jesus. Inicialmente, os presépios limitavam-se ás figuras do Menino Jesus, Maria e S. José. Com o tempo, os católicos foram enchendo seus presépios com figuras de pastores, Reis Magos, artesãos, lavradores, pescadores e outras dos relatos dos livros evangélicos e até dos livros apócrifos.

Inicialmente, a presença no presépio do jumento e do boi resultou de uma interpretação cruzada de uma passagem do livro de Isaías (1,3) com outra de Habacuc (3,2)

Há presépios célebres, com centenas de imagens de barro ou de outros materiais. O presépio é, dos símbolos do Natal, o mais inspirado nos Evangelhos.

Existe um jeito ideal de montar um presépio?

Em família é o melhor modo de se arrumar o presépio. É uma atividade que deve envolver a todos os membros.

Em vários lares católicos e em igrejas, a manjedoura fica vazia até o Natal, quando a imagem do Menino Jesus é colocada solenemente. Nesses casos, enquanto o Natal não chega, Reis Magos, pastores, José, Maria, anjos, camelos, asnos ,bois ,galos e cachorros aguardam pacientemente a vinda do Menino Jesus. Fora do tempo. Contemplando o invisível.

Que são os anjos e anjinhos?

Entre os personagens do presépio estão os anjos e anjinhos. Um anjo maior costuma ocupar a parte superior do presépio, é Arcanjo Gabriel, o que anunciou a vinda de Jesus a Virgem Maria.

Mensageiros celestes, os anjos do presépio parecem dizer: “esta Criança é uma Palavra que ainda não fala, mas que já se vê”.

O boi e o burro

Segundo a tradição cristã, Jesus veio ao mundo entre os animais. Nasceu numa gruta que servia para ser estábulo, aonde se abrigam animais.

Além dos pais, os primeiros a vê-lo e acolhê-lo são o burro e o boi. Pela mesma tradição, num ambiente castigado pelo frio do inverno, boi e burro prestam serviços a Maria e José ao soprar sobre o bebê o hálito quente. Até hoje eles ajudam a aquecer o Divino Infante, naquele rude inverno oriental.

Esses dois animais são também um dos primeiros sinais de que a Lei Mosaica será ultrapassada. Boi e burro estão juntos, atados, prontos para mover o arado desse Menino. Até então, a Lei impedia tal junta de animais (Dt 28,10).

Por que o boi é também o simbolo do Evangelista Lucas?

Desde a antiguidade, o Evangelista Lucas é representado pelo boi, enquanto Marcos por um leão e João por uma águia.

Em Lucas, o boi é o animal dos sacrifícios, como na palavra “hecatombe” (sacrifício de 100 bois) pois é o evangelista que mais insiste no sacerdócio e na missão sacrifical de Jesus Cristo.

A imagem do boi também evoca a mansidão e a obediência. São Jerônimo (342-420) descreve Lucas como aquele que privilegia o tema da mansidão e da misericórdia e o chama de “escritor da mansidão de Cristo”,

Para alguns autores não se  trata de um boi e sim de um touro evocando força e fertilidade.

Boi do “Bumba Meu Boi” ou “festa do Boi Bumbá”.

O boi do presépio é o mesmo do bumba-meu-boi

O bumba-meu-boi ou boi-de-reis é um auto teatral e uma dança dramática do Ciclo Natalino difundida em todo o Brasil cujo seu personagem central é um boi. Ele morre e ressuscita. A história alegoriza, sem menção explícita, toda a vida de Jesus: do nascimento á paixão, morte e ressurreição. ele é particularmente festejado no Nordeste e no Maranhão.

O boi do presépio foi parar no bumba-meu-boi pelas mãos dos amazonenses e nordestinos. Vários elementos imaginários e maravilhosos do Tempo do Natal estão presentes na manifestação do bumba-meu-boi. É como se o boi do presépio, tivesse decidido ocupar um espaço próprio e dinâmico nas festividades natalinas, com conteúdos de natureza pascal (morte e ressurreição, as matracas) e pastoral ( cuidados com o rebanho, fraternidade ). O bumba-meu-boi tem uma grande diversidade de nomes e variação artística, conforme a região: boi-de-orquestra, boi-de-reis,boi-de-zabumba, boi-pintadinho, bumba, cavalo-marinho e tanto outros. E assim, com essa fuga do boi do presépio para o bumba-meu-boi, seu tempo ultrapassou de longe o Natal.

As velas do Natal

As velas reúnem o reino animal ( na cera de abelha ), o reino vegetal ( no algodão ou linho do pavio ) e o reino mineral (na chama e nas cinzas).

Na tradição católica e também no Natal, as velas simbolizam Jesus Cristo, Luz do Mundo. As velas acesas ao redor e até na árvores de Natal são de origem nórdica, mas as velas nos ritos religiosos são uma tradição de origem judaica, presente até hoje, inclusive nas celebrações domésticas dos judeus.

A ceia de Natal é quase sempre acompanhada por velas acesas. No início, as famílias fabricavam suas velas com a cera pura das abelhas, em sua cor natural.

Qual o significado das luzes de Natal?

Para os cristãos, as luzes do Natal expressam a iluminação trazida ao mundo pelo Nascimento de Jesus. Essa iluminação está presente na árvore de Natal, nas fachadas das casas e lugares públicos (calçadas, árvores, prédios, lojas etc). Todas essas luzes saúdam o início de uma Nova Era, que é a Era Cristã.

As velas, com o advento da eletricidade e tecnologia, foram substitutas pelos pisca-piscas. Seu uso ampliou-se. Elas cintilam de forma variada e com duração inimaginável para as velas. As luzes natalinas trazem alegria e encantamento.

Qual o simbolismo das cores do Natal?

O verde, o vermelho e o dourado são as cores dominantes no Natal.

O verde é simbolo primaveril de renovação, esperança e regeneração. O verde das plantas capta a energia solar e pelo processo da fotossíntese a transforma em energia vital.

O vermelho está ligado ao fogo, á redenção a o amor divino.

O dourado também é utilizado e está associado ao sol, á luz, á sabedoria e ao Reino vindouro.

Para a tradição católica há uma relação entre essas três cores e os presentes  dos Reis magos: ouro (dourado), incenso (vermelho) e mirra (verde).

A flor do Natal é um presente tropical

O Brasil e os trópicos importaram diversos símbolos e costumes natalinos das regiões temperadas da Europa e do Mediterrâneo: pinheiros, Papai Noel agasalhado, lareiras. Até neve feita de algodão. Mas os trópicos exportavam uma planta como simbolo natalino para a Europa.

É a Flor do Natal ou Poinsétia, também conhecida como “bico-de-papagaio”, “rabo-de-arara”, “cardeal” ou “estrela-do-natal’. Originária do México, ela tem base na folhas verdes e acima, coroando a hastes, folhas semelhantes as pétalas de flores vermelhas. O seu nome científico é Euphorbia pulcherrima e significa “a mais bela das eufóbias”. Tomou conta do Natal dos países temperados e resistentes ao inverno, dentro das casas.

Esse símbolo vegetal não vem dos astecas e sim dos franciscanos. A partir do século XVII, no México, a flor da poinsétia começou a ter um significado natalício. Os frades franciscanos a utilizaram em comemorações natalinas e associaram a forma de suas brácteas vermelhas à Estrela de Belém. A planta é muito utilizada para afins decorativos na Europa e América do Norte, especialmente no Natal. Como é uma planta de dia curto, floresce exatamente no solstício de inverno e coincide com o Natal no Brasil, a não ser nas regiões Sul e Sudeste, onde cresce como arbusto nos jardins.

Prepépio: retratação do ambiente onde Jesus Christo Nasceu.
Prepépio: retratação do ambiente onde Jesus Christo Nasceu.

Jesus nasceu em Belém?

O Imperador César Augusto (30 a.C a 14 d.C) realizava o Censo do Império romano “e todos iam se  inscrever, cada um em sua cidade” (Lc 2,3). E a cidade de nascimento de José não era Nazaré e sim Belém, onde ele apresentou-se para o recenseamento.

Jesus nasceu em Belém (Mt 2,1-6; Lc 2,4-15; Jo 7,42) e cumpriu uma profecia messiânica: “E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum o menor dentre os principais lugares de Judá. Porque de tinha de sair o Chefe que há de pastorear o meu povo, Israel” (Mq 5,2). A Belém de Judá fica a 10km ao sul de Jerusalém e foi fundada pelos cananeus.

Em 1350 a.C, um governador egípcio da região mencionou a cidade, em carta ao Faraó Amenhotep III, como importante ponto de repouso para viajantes. seu nome em hebraico (beit-lehém) significa “casa do pão”.

O que tocam os sinos de Natal ?

O Natal está asscociado ao ressoar dos sinos. Eles emitem sons agradavéis e podem ser escutados a grandes distâncias. No passado, antes das existências dos relógios, o povo se orientava no dia de trabalho pelo repicar dos sinos das igrejas. O sino é como um relógio popular e tem participação no anúncio das grandes festas cristãs. Seu toque é em geral  festivo.

No Natal, dos campanários das igrejas, os sinos anunciam uma das maiores festas cristãs: o nascimento de Jesus.

Na noite de Natal, os sinos tocam e anunciam o desejo de paz na terra aos homens de boa vontade: “Paz na terra, toca o sino, alegre a cantar. Abençoe Deus Menino esse nosso lar”, diz a antiga canção natalina.

Qual o significado da guirlanda na porta?

Um dos sinais mais visíveis do Natal é a guirlanda, colocada na porta de entrada das casas.

Essa guilanda circular é feita de ramos vegetais entrelaçados e enfeitados com fitas, sinos e objetos. O entrelaçamento desses dois ramos simboliza o Mistério da Encarnação do Verbo Divino. Deus se fez carne e habitou entre nós. Ele tomou corpo humano.

Para os cristãos, Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. As duas naturezas, divina e humana, se entrelaçam, como dois ramos que se buscavam num mesmo jardim.

Qual o significado das guirlandas?

A guirlanda, a Coroa do Advento, as coroas de flores, todas significam “Vitória”.

Antes, o nome designava a Coroa de Louros, simbolo da vitória de atletas e guerreiros, ainda entregue nos dias e hoje aos vencedores esportivos, especialmente nas Olimpíadas.Com o sacrifício do primeiro mártir do cristianismo, Santo Estêvão, ela passou a significar a coroa martírio ou testemunho ( At, 7,54-60). Nomes como Estéfano, Estêvão e Stefane, por exemplo, vêm do grego stephanos (“coroa”) e evocam uma “vitória”, um “coroamento”.

A guirlanda do Natal representa um coroamento do lar, da família, da sua união e do fim do ano.

Coroa do Advento
Coroa do Advento

A Coroa do Advento

A Coroa do Advento, um outro simbolo natalino, é feita de ramos verdes entrelaçados. Eles formam um círculo, no qual são colocadas quatro grandes velas, de preferência da cor roxa. Elas representam as quatro semanas do Advento, o  período de tempo que antecede o Tempo do Natal.

A tradição da Coroa do Advento surgiu no norte da Alemanha a na Escandinávia, no século XVI, para preparar os cristãos para a Festa de Natal, quatro semanas depois. Na Suécia, a Coroa do Advento é reservada para a Festa de Santa Luzia no dia 13 de dezembro. Do norte da Europa, o costume ganhou o mundo, como uma nova maneira de atualizar o antigo tema do Natal de Jesus.

Nas igrejas, esse coroa deve ser colocada em um lugar evidente no Presbitério, bem perto do altar ou do púlpito, sobre uma mesinha, um tronco de árvore ou em qualquer outro lugar bem visível. Essa colocação é recomendada até pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Santo Anselmo de Roma.

Nas casas, a Coroa do Advento costuma ser colocada numa mesa da sala ou num lugar bem central.

Um pequeno e  particular rito natalino caseiro acompanha a Coroa do Advento: a ordem do acendimento das suas velas. A cada Domingo, em geral à noite, uma vela é acesa. No Primeiro Domingo uma, no Segundo duas, até serem acesas as quatro velas no Quarto Domingo. Essa luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo, o  Salvador e a Luz do Mundo brilhará para toda a Humanidade.

Ao ser colocada na casa, ela recorda também a experiência de escuridão do Pecado. A primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva. A segunda simboliza a fé de Abraão e de outros patriarcas, a quem foi anunciada a Terra Prometida. A terceira lembra a alegria do rei Davi que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna. A quarta recorda os profetas que anunciaram a chegada do Salvador.

A cor roxa das velas, a mesma do período da Quaresma, convida a purificar os corações para colher o Cristo que vem. Ás vezes existem coroas com velas de cor rosa, evocando alegria: “O Senhor está próximo!”. Os detalhes dourados, como em todos os áures símbolos natalinos, prefiguram a glória do Reino que virá.

O Papai Noel

O rechonchudo Papai Noel é amado por crianças e adultos, com suas barbas e cabelos brancos, óculos redondos e um saco ás costas. O personagem do Papai Noel foi inspirado em São Nicolau, o Taumaturgo, arcebispo de Mira, no século IV. Ele nasceu em 280 em Patara, na atual Turquia, e morreu aos 41 anos. Sua festa litúrgica é comemorada em 6 de dezembro.

O bispo Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse com dificuldades financeiras. Bondoso e generoso, nas várias histórias a seu respeito, São Nicolau sempre oferecia presentes aos pobres e salvava marinheiros vítimas de tempestades. Foi declarado Santo após muitos milagres lhe serem atribuído, sendo padroeiro das crianças e dos marinheiros. E ao “Papai Noel” as crianças passaram a pedir os presentes com antecedência, para ganhá-los no Natal. A fama do Papai Noel de dar presentes ás crianças chegou aos Países Baixos pelos marinheiros, gente poliglota por ofício e não de profissão. Eles transmitiram o nome de São Nicolau como puderam.

Evolução do Papai Noel
Evolução do Papai Noel

Seu nome original era Nicolau, mas surgiram vários apelidos. O nome Nicolau cresceu pela Alemanha e Europa, atravessou séculos, até chegar aos Estados Unidos, onde é chamado de Santa Claus. O nome Santa Claus vem da evolução paulatina do nome de São Nicolau: St. Nicklauss, St Klaus e Santa Claus. O nosso “Papai Noel” vem do francês Père Noel. Em Portugal, ele é chamado de “Pai Natal”.

Entretanto, a palavra “Noel” é mais poderosa do que muitos imaginam, pois provem do hebraico imanu’el, que significa “Deus conosco”.

.Quem deu força à lenda dum “Papai Noel que presenteia” foi Clement C. Moore, professor de literatura grega em Nova Iorque (EUA), com o poema “Uma visita de São Nicolau”, escrito para os seus seis filhos em 1822. Moore divulgou a versão de que ele viajava num trenó puxado por renas e ajudou a popularizar outras características, como o de entrar pela chaminé. A explicação da chaminé vem da Finlândia, uma das fontes de inspiração do poema. Os antigos lapões viviam em pequenas tendas, como iglus, cobertas com pele de rena. A entrada era um buraco no telhado. De personagem real da Turquia, o Papai Noel imaginário passou a vir do Pólo Norte.

A última e mais importante característica incluída na figura de Papai Noel é sua roupa vermelha e branca. Antigamente, ele vestia-se como bispo católico ou usava cores próximas do marrom, com uma coroa de azevinhos na cabeça ou nas mãos. Seu visual foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Haper’s Weeklys, em 1886, numa edição especial de Natal.

Em alguns lugares na Europa e no Canadá ele ainda é representado com os paramentos eclesiásticos de bispo e, ao invés do famoso gorrinho vermelho, tem uma mitra episcopal.

Por que meias e sapatos na janela no dia de Natal?

A Tradição de pendurar meias na lareira ou deixar sapatos na janela originou-se de uma das muitas histórias sobre São Nicolau, em quem se inspira a figura do Papai Noel.

No passado, para uma moça era indispensável dispor de um dote para se casar. São Nicolau sobe da triste situação de uma família, sem recursos para o dote de suas filhas. secretamente, ele jogou três pequenos sacos com moedas de ouro pela chaminé da casa da família. Os sacos caíram dentro das meias das moças, penduradas na lareira para secar. Em outras versões foi pela janela, e caíram dentro de uns sapatos.

Qual a tradição da “chegada do Papai Noel”?

Antes ou depois da ceia de Natal, algumas casas representam a chegada do Papai Noel. As crianças são interrogadas sobre seu comportamento durante o ano. Os presentes correspondem aos pedidos feito por escrito, ou oralmente, para o papai Noel. Ele confere a lista e faz sua distribuição diretamente.

Para essa missão, montada em segredo nas famílias, algum adulto se engaja através de uma fantasia do Bom Velhinho. Em outras casas, Papai Noel deixa os presentes dos filhos ao lado de suas camas, junto aos pares de sapatos ou ainda no pé da árvore de Natal. Eles serão encontrados quando os filhos despertarem.

Qual a história da Ceia de Natal?

No passado, após a Missa do Galo, celebrada á meia noite do dia 24, era servida nas igrejas uma refeição frugal aos fiéis presentes. Com o tempo, essa refeição foi transferida para as casas dos fiéis e tornou-se mais sofisticada. Muitas famílias reúnem-se para uma ceia mais alegre, com pratos tradicionais, assados, doces, frutas cristalizadas, bolos e pudins.

Os lares são enfeitados e iluminados para a Ceia de Natal e são comuns as velas acesas. Essa celebração estreita os laços familiares e é uma liturgia doméstica, ao som de música natalina. Os familiares cantam, fazem leituras bíblicas, representam pequenos autos de Natal em que crianças menores e idosos representam a chegada do Papai Noel, tocando sinos e entregando presentes ao mais pequeninos.

Qual a história da tradição da Comida dos 13 Mendigos ?

Algumas famílias de origem mediterrânea mantêm a tradição dos Treze Mendigos. São 13 doces e frutos servidos no final da ceia de Natal e deixados à disposição para consumo sobre uma mesa, durante três dias, até o dia 27 de dezembro.

Os 13 mendigos são: nozes, avelãs, amêndoas, pistaches, castanhas, pinhões, tâmaras, figos secos, uvas passas, damascos, marmelos (marmelada), maçãs e peras. Eles representam Jesus (tâmara) e os 12 apóstolos.

Podem ser também treze doces diferentes, depende da tradição familiar. Esses “13 Mendigos” prolongam a alegria e os sabores da ceia de Natal até pertinho da passagem de ano.

Por que a troca de presentes no Natal?

O costume de dar e trocar presentes é o resultado de vários aspectos ligados ao nascimento de Jesus.

Pelo Mistério da Encarnação, Deus se faz presente, dar presente é uma forma de estar presente na vida do outro. Esse gesto evoca a presença dos Reis Magos junto a Jesus e á Sagrada Família, entregando presentes.

O presente é uma lembrança, é “lembrar-se do outro”. A exagerada compra de presentes, a mobilização agressiva do comércio e aos apelos ao consumo desenfreado infelizmente deram um impulso consumista e até anti-cristão ao Tempo de Natal.

Por que deixar os presentes ao pé da árvore?

Em muitas casas, os presentes natalinos são colocados aos pés da árvores de Natal, para serem trocados, depois da ceia, entre amigos e familiares.

Esse costume teria começado durante o reinado de Elizabeth I, na Inglaterra do século XVI. A rainha promovia grandes festas natalinas e recebia muitos presentes. Como era praticamente impossível receber diretamente todos os presentes, adorou-se o costume de deixá-los sob uma grande árvore natalina, montada nos jardins do palácio.

Qual a origem dos cartões de boas festas ?

No passado, os votos de Natal eram expressos através de cartas, algumas decoradas, enviadas pelo correio. Os cartões de Natal, de origem anglo-saxônica, começaram já no século XVI e desenvolveram-se muito por volta de 1850, graças á litografia e às gráficas. Algumas pessoas reproduziram cenas de quadros famosos sobre a Natividade, para enviarem a seus amigos e familiares. Alguns solicitaram novas criações sobre temas natalinos para diversos artistas.

Sir Henry Cole, diretor do Museu Britânico (Inglaterra) sem tempo para escrever a mão as felicitações natalinas, mandou fazer um desenho com um espaço onde escrevia breves palavras. O advento da Internet trouxe toda uma gama adicional de cartões e mensagens de Natal, escritas, sonoras e até com pequenos filmes.

E as lapinhas ?

Nas regiões Norte e Nordeste, o Tempo do Natal é marcado lapinhas, realizadas ao som de maracás, flautas, pandeiros, violões e cavaquinhos. As lapinhas são apresentadas na frente dos presépios ou lapinhas das igrejas na noite de Natal e em seus adros e escadarias, antes da Missa da Meia-Noite. Seus integrantes vestem-se de pastores, cantam e louvam o nascimento de Jesus.

A apresentação da lapinha constitui-se de duas alas: a do cordão encarnado, da mestra e a do cordão azul, da contramestra e de vários personagens ( Linda Rosa, lindo Cravo, Borboleta, Ciganas… )

Religiosas e até litúrgicas na sua origem portuguesa, as lapinhas foram sendo substituídas em muitos lugares pastoris, sem toda a religiosidade das primeiras.

Os 3 reis magos entregam seus presentes ao menino Jesu em seu nascimento.
Os 3 reis magos entregam seus presentes ao menino Jesu em seu nascimento.

Quem são os Reis Magos?

Um antigo documento conservado nos Arquivos Vaticanos conhecido como “A Revelação dos Magos” – provavelmente seja algum “apócrifo”, nome dado aos livros não incluídos pela Igreja Católica na Bíblia – nos informa sobre eles.

A narração de São Mateus (Mt 2) contém tudo o que é necessário para a Fé. Mas com o beneplácito e a aprovação da Igreja a piedade popular acrescentou muitos outros pormenores, que foram transmitidos por tradição oral e que são aceitos sem contestação.

São Beda – importante por  ser uma das máximas autoridades dos primeiros tempos da Idade Média pelo fato de ter recolhido relatos transmitidos oralmente pelos Apóstolos aos seus sucessores, e destes aos seguintes.- nos diz que  “Melquior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltasar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.

São Beda quem por primeira vez escreveu o nome dos três. Nomes com significados precisos que nos ajudam a compreender suas personalidades. Gaspar significa “aquele que vai inspecionar”; Melquior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltasar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.

São Beda, o Venerável (673-735), Doutor da Igreja e monge beneditino nas abadias da Inglaterra, os via como Representantes dos Povos da Europa, Ásia e África, os três continentes conhecidos naquela época. Joseph Ratzinger (o futuro papa.Bento XVI) comenta que “a promessa contida nestes textos (o Salmo 72,10) estende a proveniência destes homens até ao extremo Ocidente (Tarsis, Tartessos em Espanha), mas a tradição desenvolveu posteriormente este anúncio da universalidade aos reinos de que eram soberanos, como reis dos três continentes então conhecidos: África, Ásia e Europa”

Também seus presentes têm um significado simbólico. Melquior deu ao Menino Jesus ouro, o que na Antiguidade queria dizer reconhecimento da realeza, pois era presente reservado aos reis. Gaspar ofereceu-Lhe incenso (ou olíbano), em reconhecimento da divindade. Este presente era reservado aos sacerdotes. Por fim, Baltasar fez um tributo de mirra, em reconhecimento da humanidade. Mas como a mirra é símbolo de sofrimento, vêem-se nela preanunciadas as dores da Paixão redentora. A mirra era presente para um profeta, usada para embalsamar corpos e representava simbolicamente a imortalidade.

Desta maneira, temos o Menino Jesus reconhecido como Rei, Deus e Profeta pelas figuras que encarnavam toda a humanidade.

Relicário dos Reis Magos, catedral de Colônia, Alemanha.

De acordo com uma tradição acolhida por São João Crisóstomo (347-407), os três Reis Magos foram posteriormente batizados pelo Apóstolo São Tomé e trabalharam muito pela expansão da Fé (Patrologia Grega, LVI, 644).

O nome “mago” provinha do fato de os sacerdotes da Caldeia serem muito voltados para o estudo dos astros. A eles devemos o início da ciência astronômica. Com a decadência moral, os “magos” caldeus viraram uma espécie de bruxos. Os Três Reis Magos teriam sido os últimos sacerdotes honrados daquele mundo pagão que aspiravam sinceramente conhecer o Salvador (Mt 2,5-7).

Discute-se também em que sentido podem ser chamados de “Reis”. Porém, na Antiguidade, os patriarcas, ou chefes de grandes clãs, governavam com poderes próprios de um rei, sem terem esse título ou equivalente. E seu reinado se concentrava sobre sua hoste, por vezes nômade.

Quantas são as missas do Natal ?

O Natal tem mais do que a famosa Missa do Galo.

O Natal é um dos maiores dias festivos do calendário católico. Nesse dia, seguindo uma tradição de mais de 1600 anos, a Igreja celebra (com intenção livre ) três missas: a da Aurora (desde o século VI) e a do Dia (instituída no século IV).

Com o tempo, foi acrescentada mais uma para a celebração vespertina do dia 24, a chamada “Missa do Galo”.

Papa Francisco na basílica de São Pedro, durante a Missa do Galo em 2016
Papa Francisco na basílica de São Pedro, durante a Missa do Galo, neste sábado (24) (Foto: AP Photo/Alessandra Tarantino)

Por que uma “Missa do Galo”?

O nome oficial é “Missa da Véspera do Natal”.

A Missa do Galo começou a ser celebrada em meados do ano 300. Com o passar dos anos, as missas eram sempre celebradas à meia-noite. Hoje, em muitas Igrejas do Brasil este horário ainda é mantido.

A  expressão “Missa do Galo” é específica dos países latinos e deriva da lenda que à meia-noite do dia 24 de dezembro um galo teria cantado fortemente, como nunca ouvido de outro animal semelhante, anunciando a vinda do Messias, filho de Deus vivo, Jesus Cristo.

Uma outra lenda, de origem espanhola, conta que antes de baterem as 12 badaladas da meia noite de 24 de Dezembro, cada lavrador da província de Toledo, em Espanha, matava um galo, em memória daquele que cantou três vezes quando Pedro negou Jesus. A ave era depois levada para a Igreja a fim de ser oferecida aos pobres, que viam assim, o seu Natal melhorado. Era costume em algumas aldeias espanholas e portuguesas, levar o galo para a Igreja para este cantar durante a missa, significando isto um prenúncio de boas colheitas.

Algumas literaturas relatam que no século IV a comunidade cristã de Jerusalém seguia em peregrinação até Belém para celebrar a Missa do Natal na hora do primeiro canto do galo, mencionado por Jesus na traição de Pedro, descrito nos Evangelhos (Mt 26, 34 e Mc 14, 68-72).

Em Roma a celebração acontece desde o século V, na Basílica de Santa Maria Maior.

O galo passou a simbolizar vigilância, fidelidade e testemunho cristão. Por isto, no século IX a ave foi parar no campanário das igrejas.

Qual a diferença entre Tempo de Advento e do Natal?

Para a Igreja existem dois tempos: o do Advento e o do Natal. O calendário litúrgico da Igreja Católica, equivalente ao ano civil, começa com o Advento, em novembro.

O tempo do Advento inicia-se quatro domingos antes do Natal e termina no dia 24 de dezembro com a comemoração do nascimento de Cristo.

Ciclos de Natal e Advento

O Tempo do Natal inicia-se na véspera do Natal até o primeiro domingo depois da Festa da Epifania. No ciclo do Natal são celebradas as festas da Sagrada Família (30 de dezembro), da Circuncisão do Senhor (1º de janeiro), de Santa Maria Mãe de Deus (1º de janeiro), dos Santos Reis ou Reis Magos (6 de janeiro) e do Batismo de Jesus (primeiro domingo após a Epifania).

Todas as festividades de Natal acabam na Epifania. Na Amazônia e no Nordeste é tradição queimarem as palhinhas do presépio. “A Epifania leva embora todas as festas”, como dizem os italianos.

O post Os símbolos do Natal: entenda todos os ícones deste momento apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/os-simbolos-do-natal/feed/ 1 5978
Rock na Pista especial “Destaques do Ano 2017” traz formato colaborativo https://simsaogoncalo.com.br/rock-na-pista-especial-destaques-do-ano-2017-traz-formato-colaborativo/ https://simsaogoncalo.com.br/rock-na-pista-especial-destaques-do-ano-2017-traz-formato-colaborativo/#respond Mon, 11 Dec 2017 03:04:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5770 Com o objetivo de fechar o ano com um presente para o público gonçalense, será realizada mais uma edição do Rock na Pista. As bandas Bogotah, Frogslake, Inércia, Lêmures Voadores e Triunfe se apresentarão no evento que acontece no dia 16/12, a partir das 16h, no Centro Cultural Joaquim Lavoura, no bairro Estrela do Norte. […]

O post Rock na Pista especial “Destaques do Ano 2017” traz formato colaborativo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Com o objetivo de fechar o ano com um presente para o público gonçalense, será realizada mais uma edição do Rock na Pista. As bandas Bogotah, Frogslake, Inércia, Lêmures Voadores e Triunfe se apresentarão no evento que acontece no dia 16/12, a partir das 16h, no Centro Cultural Joaquim Lavoura, no bairro Estrela do Norte. A entrada é gratuita e a censura livre.

Cartaz do Rock na Pista que acontecerá dia 16/12/2017 no Centro Cultural Joaquim Lavoura, o Lavourão, em São Gonçalo.

De acordo com Guilherme Carvalho, um dos produtores do evento, esta é uma edição muito especial por diversos motivos. “Começando por ser uma edição totalmente colaborativa! Músicos, bandas e amantes da causa se uniram para produzir uma festa com qualidade, tanto para o público quanto para as bandas. Será uma celebração coletiva das principais conquistas e vitórias individuais das bandas da cidade e da cena rock como um todo”, explicou.

Guilherme contou que todo o processo da produção foi colaborativo e feito em conjunto através de encontros amplamente divulgados e abertos a todos. A curadoria para esta edição selecionou alguns nomes que tiveram maior destaque ao longo desse ano, seja por lançarem novos trabalhos, discos, clipes, ou pelo conjunto da obra. “É lógico que muitas excelentes bandas ficaram de fora, as vagas são limitadas, mas esse line-up representa muito bem a qualidade da cena gonçalense e dos músicos e bandas da cidade”, afirmou.

Renan Souza, vocalista da Bogotah, considera o Rock na Pista um marco na história de sua banda, da cidade de São Gonçalo e da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. E aponta o fato dessa edição ser colaborativa como algo louvável. “Já tocamos várias vezes no evento, em diferentes fases da banda. E nele encontramos amigos e pessoas interessadas em fazer e acontecer dentro da cena gonçalense. Tendo em vista que esta edição é colaborativa, ela se torna ainda mais especial porque são os próprios músicos e a iniciativa popular que buscam ocupar os espaços públicos com o rock. É disso que precisamos no Brasil: cultura se fazendo presente e mostrando que tem força”, enfatizou.

Saiba mais sobre as bandas

Bogotah

Continuando a turnê do disco “Um Brinde Ao Fim do Mundo”, a Bogotah levou o metal gonçalense por todo o Estado do RJ em quase 30 shows em 2017. Foram escolhidos para tocarem em festivais no Rio de Janeiro, Mesquita e Duque de Caxias, além de terem sido banda de abertura do show do Matanza na própria cidade. Além de muitos shows, a banda lançou mais um clipe, foi finalista em um concurso de bandas para abrir o show do Evanescence em SP, participou de uma coletânea de bandas na Argentina e foi apontada pelo Jornal Extra como promessa do rock n’ roll da região. Ao mesmo tempo, está em fase de pré-produção do novo disco e prometem tocar muitas músicas novas neste Rock na Pista especial.

Banda Bogotah se apresentará no Rock na Pista no Lavourão
Banda Bogotah se apresentará no Rock na Pista no Lavourão.

Lêmures Voadores

Após um longo período de composição e produção, a Lêmures Voadores lançou seu EP em junho. Este trabalho foi aclamado pela crítica especializada, tendo sido trilha sonora de diversos programas de web rádio e recebendo reconhecimento de pessoas da cena independente de rock no Rio de Janeiro. Deste EP, foi lançado o single e lyric video “Desmemória”, primeira peça de divulgação massiva do novo trabalho. A banda voltará aos palcos no Rock na Pista, levando um setlist que mesclará o trabalho novo e as músicas antigas, mostrando um rock alternativo maduro com levadas do rock da década de 90 e dos anos 2000.

Os Lêmures Voadores se apresentarão no Rock na Pista 2017

Inércia

Inspirados pelo movimento punk, em meados dos anos 90, amigos juntaram-se e formaram o Inércia. De 1997 para cá, a banda tornou-se um dos ícones do rock gonçalense, tendo reconhecimento em todo o estado e fazendo shows importantes na região. Em 2017 fizeram uma elogiada turnê em comemoração aos 20 anos de banda, tocando músicas de toda a carreira. Foram duas décadas de história, punk rock e resistência transformando o Inércia num clássico do rock n’ roll fluminense.

Frogslake

Uma das mais reconhecidas bandas da nova geração gonçalense, a Frogslake mostra que para bandas da cidade não há fronteiras: suas músicas são sucesso não só no RJ mas também em SP. Ícones do underground da região, a banda grunge fez dezenas de shows em 2017, levando o nome da cidade por vários locais do Brasil. Paralelamente, a banda gravou um novo álbum com 12 faixas que será lançado em breve. Neste Rock na Pista, a banda apresentará músicas deste novo trabalho bem como faixas do excelente “Inside My Mind”.

Banda Frogslake no Rock na Pista. Foto: Renata Araújo

Triunfe

A banda mais nova deste line-up, mas que veio para ser a revelação do hardcore da cidade. A Triunfe lançou seu disco de estreia, o aclamado “Alcatéia”, em março e é figura chave nos melhores eventos de hardcore do RJ. O disco foi produzido por Matt Nunes (Roterdan, Goodbye My Love) e é, potencialmente, um dos melhores discos nacionais de 2017. Além de muitos shows e reconhecimento, o grupo lançou um clipe para a música “Sapiens”, confirmando que a banda chegou para ficar. Um som que mistura sentimento, mensagens políticas e a velocidade contagiante do estilo.

Banda Triunfe se apresentará no Rock na Pista 2017

Serviço:

Rock na Pista – Especial Destaques do Ano 2017

Data: 16/12 – 16h
Bandas: Bogotah – Frogslake – Inércia – Lêmures Voadores – Triunfe
Local: Centro Cultural Joaquim Lavoura/SG – Av. Pres. Kennedy, 721, Estrela do Norte, São Gonçalo (Ao lado do SESC de São Gonçalo).
Entrada: Gratuita.
Censura: Livre.
Página do Evento: https://www.facebook.com/events/1475753282494067/

O post Rock na Pista especial “Destaques do Ano 2017” traz formato colaborativo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/rock-na-pista-especial-destaques-do-ano-2017-traz-formato-colaborativo/feed/ 0 5770
Fazenda Colubandê e a esperança de resgate do Patrimônio Histórico https://simsaogoncalo.com.br/fazenda-colubande-resistencia-do-patrimonio-historico/ https://simsaogoncalo.com.br/fazenda-colubande-resistencia-do-patrimonio-historico/#comments Wed, 29 Nov 2017 23:25:28 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5821 No último final de semana de novembro de 2017, pessoas da sociedade civil, conselhos de cultura e moradores da cidade, novamente, se reuniram na fazenda para dialogar sobre os últimos passos deste processo que pode ser o início dessa retomada da Fazenda Colubandê. Faça um tour pela Fazenda Colubandê Há poucos meses, uma real movimentação […]

O post Fazenda Colubandê e a esperança de resgate do Patrimônio Histórico apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
No último final de semana de novembro de 2017, pessoas da sociedade civil, conselhos de cultura e moradores da cidade, novamente, se reuniram na fazenda para dialogar sobre os últimos passos deste processo que pode ser o início dessa retomada da Fazenda Colubandê.

Faça um tour pela Fazenda Colubandê

Há poucos meses, uma real movimentação da Secretaria Estadual de Cultura, articulada com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo começou a ser definida. A proposta é que através da Lei de ICMS, uma parceria público privada seja concretizada, iniciando um ciclo de atividades nesse lugar que é um dos patrimônios históricos mais importantes de São Gonçalo.

Como já publicamos nesse conto, será a retomada de um espaço por onde tantos lutam para manter nos últimos anos, apesar os diversos roubos e destruições.

Manhã de atividades na Fazenda Colubandê – Ocupação Cultural em novembro/2017. Foto: SIM São Gonçalo

Falta pouco para a Fazenda Colubandê voltar à ativa

Para muitos que pressionam o poder público, a longa luta em certos momentos pareceu perdida. A prefeitura sem dinheiro, há tempos já entregou a responsabilidade para o Estado. Este, em estado falimentar, se fingiu de morto nos últimos anos, até voltar a acenar para um novo momento.

E agora, na reta final do ano, estamos na expectativa de que o projeto seja aprovado e a Fazenda Colubandê e ganhe novo fôlego e esperança. Sem dúvidas, seria um recomeço no resgate do Patrimônio Histórico de São Gonçalo e, por consequência, de todo o Brasil.

Varanda da Casa Grande na Fazenda Colubandê em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano
Varanda da Casa Grande na Fazenda Colubandê em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano
Parte interna da Casa Grande e o estado de depredação na Fazenda Colubandê em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo
Parte interna da Casa Grande e o estado de depredação na Fazenda Colubandê em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo
Fazenda Colubandê em São Gonçalo
Grande gramado da Fazenda Colubandê em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Publicações sobre a Fazenda Colubandê em 2017

Fazenda Colubandê passará por restauração
Jornal O GLOBO em 21 de maio de 2017
Leia mais no site.

Batalhão de Polícia Florestal volta à Fazenda Colubandê em São Gonçalo
Jornal O SÃO GONÇALO em 26 de setembro de 2017
Leia mais no site.

Fazenda Colubandê: história, arte, tragédia e descaso
ARTE NA REDE em 14 de março de 2017
Leia mais no site.

Justiça Federal determina policiamento 24h em fazenda histórica roubada no Rio
EBC Agência Brasil em 18 de fevereiro de 2017
Leia mais no site.

O post Fazenda Colubandê e a esperança de resgate do Patrimônio Histórico apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/fazenda-colubande-resistencia-do-patrimonio-historico/feed/ 4 5821
Orçamento São Gonçalo 2018: a cultura é esquecida outra vez https://simsaogoncalo.com.br/orcamento-2018-a-cultura-esquecida-outra-vez/ https://simsaogoncalo.com.br/orcamento-2018-a-cultura-esquecida-outra-vez/#comments Thu, 16 Nov 2017 15:56:47 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5723 A Lei Orçamentária Anual – LOA para 2018 está sendo discutida na Câmara de Vereadores. Já foram feitas 3 audiências públicas. O orçamento total estimado é de R$ 1,260 bi e os vereadores têm até o dia 17 de novembro para proporem emendas. O orçamento da Secretaria de Cultura – SMTC recebeu um corte de […]

O post Orçamento São Gonçalo 2018: a cultura é esquecida outra vez apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
A Lei Orçamentária Anual – LOA para 2018 está sendo discutida na Câmara de Vereadores. Já foram feitas 3 audiências públicas. O orçamento total estimado é de R$ 1,260 bi e os vereadores têm até o dia 17 de novembro para proporem emendas.

O orçamento da Secretaria de Cultura – SMTC recebeu um corte de 20% em relação ao ano passado, caindo para R$ 1,308 mi. Já a Fundação de Artes – FASG sofreu um corte de 5%, com estimativa de R$ 2,745 mi. Somando os dois órgãos, a cultura terá um orçamento estimado em R$ 4,053 mi, representando 0,3% do orçamento total.

Cerca de 60% desse valor será destinado ao pagamento de pessoal, sendo R$ 1,171 mi para a SMTC e R$ 1,258 mi para a FASG. Com isso, apenas R$ 728.500 está destinado para difusão cultural no município, ou seja, nem 20% do montante.

Jardim do prédio do Teatro Municipal Gonçalense ainda fechado. Foto: Matheus Graciano/SIM São Gonçalo

Desde 2008, na I Conferência Municipal de Cultura, o setor cultural vem pleiteando junto ao poder público cerca de 1% do orçamento total destinado à cultura. Contudo, essa demanda parece estar longe de ser alcançada, já que há pouca mobilização da sociedade no sentido de pressionar o poder público e o nosso Plano Municipal de Cultura – PMC ainda não foi aprovado.

Nós da sociedade civil, principalmente o setor cultural, precisamos pressionar os vereadores para que possam encaminhar emendas visando aumentar estes valores. Infelizmente, devido à falta de apoio dos empresários locais, os artistas e produtores são extremamente dependentes dos recursos públicos, tornando-se inviável a realização de um trabalho efetivo no segmento.

Atuação da FASG na cultura municipal

A FASG também tem se mostrado um dos pilares desta gestão, realizando a ocupação dos espaços públicos de maneira constante. Cabe lembrar que a SMTC e FASG são responsáveis pela manutenção de aparelhos importantes como a Casa das Artes, o Teatro Carequinha, a Escola Pixinguinha, a Loninha, o Centro Cultural e a Lona do Jd. Catarina, tornando-se quase impossível uma gestão responsável destes espaços com tão poucos recursos.

Há cerca de R$ 1,128 mi destinados à premiação e difusão cultural nas pastas de Esporte e Lazer e Governo. Não sendo estas pastas responsáveis pela cultura na cidade, tampouco com profissionais habilitados na área, estes recursos deveriam ser remanejados para quem de fato faz cultura na cidade, a SMTC e a FASG, através de seus eventos e projetos.

Neste sentido, faço um chamado ao setor cultural da cidade, para que possamos mobilizar nossos vereadores e o prefeito Nanci com o objetivo de termos um orçamento realmente considerável para a cultura, possibilitando a manutenção dos aparelhos públicos e o fomento dos artistas locais.

O post Orçamento São Gonçalo 2018: a cultura é esquecida outra vez apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/orcamento-2018-a-cultura-esquecida-outra-vez/feed/ 2 5723
A terceira gestão do Plano Municipal de Cultura https://simsaogoncalo.com.br/a-terceira-gestao-do-plano-municipal-de-cultura/ https://simsaogoncalo.com.br/a-terceira-gestao-do-plano-municipal-de-cultura/#respond Sun, 22 Oct 2017 10:25:34 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5556 Os Planos Municipais de Cultura são documentos norteadores de todas as políticas públicas municipais para o setor. Ele deve trazer um panorama de onde estamos, como chegamos até aqui e para onde vamos. Em São Gonçalo, o PMC iniciou sua trajetória ainda na gestão Panisset, em 2011. De lá pra cá, seu caminho foi longo […]

O post A terceira gestão do Plano Municipal de Cultura apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Os Planos Municipais de Cultura são documentos norteadores de todas as políticas públicas municipais para o setor. Ele deve trazer um panorama de onde estamos, como chegamos até aqui e para onde vamos. Em São Gonçalo, o PMC iniciou sua trajetória ainda na gestão Panisset, em 2011.

De lá pra cá, seu caminho foi longo e tortuoso. Apesar de ter sido elaborado em 2011, apenas em 2013 o documento recebeu um parecer da Procuradoria do Município apontando nove inconsistências que deveriam ser alterados pela SMTC, já na gestão Mulim. Entre 2013 e 2015, o documento ficou simplesmente engavetado na secretaria e somente após uma pressão popular o tema voltou para discussão.

Uma audiência pública foi realizada em agosto de 2015 onde o então secretário Michel Portugal comprometeu-se em dar prosseguimento ao processo. No final de 2016, o PMC foi encaminhado à Câmara, porém não chegou a ser votado devido ao término da sessão legislativa.

Agora em 2017, a gestão Nanci, através do secretário Carlos Ney, é a terceira a comprometer-se em dar seguimento ao documento. Ele será fundamental para elaboração de projetos como editais de cultura, fundos de financiamento e leis de incentivo. Em recentes pronunciamentos, o secretário tem dito que o PMC está sendo elaborado. Entretanto, até agora, não fora realizada nenhuma discussão pública sobre o assunto para sabermos de fato, como estamos.

Com pouquíssimos profissionais qualificados na área, a FASG torna-se mero espaço de gestão da burocracia. Desperdiça-se dinheiro público que poderia estar sendo investido em programas culturais concretos para a população. Mas pra isso, seria necessário profissionais da área, com capacidade de atualizar o setor na cidade, preocupados com a gestão eficaz dos recursos e que sejam reconhecidos pelo segmento cultural da cidade.

Ao invés disso, vemos a SMTC e a FASG pouco preocupados em elaborar políticas públicas de longo prazo, limitando-se a realização de eventos. Não há mais espaço para engodos ou dissimulações.

O segmento artístico precisa voltar a mobilizar-se, exigindo um novo rumo para o setor no município, sob pena de continuarmos perdendo nossos melhores talentos para a capital.

O post A terceira gestão do Plano Municipal de Cultura apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/a-terceira-gestao-do-plano-municipal-de-cultura/feed/ 0 5556
Santo de casa não faz milagre: valorizando o produto interno https://simsaogoncalo.com.br/santo-de-casa-nao-faz-milagre/ https://simsaogoncalo.com.br/santo-de-casa-nao-faz-milagre/#respond Thu, 19 Oct 2017 12:00:27 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5552 É bem conhecida no Brasil a expressão popular “santo de casa não faz milagre”. Afinal, quem nunca ouviu isso em uma conversa sobre alguém que era ótima pessoa fora de casa, mas péssimo filho ou filha? O que normalmente não é lembrado quando se usa a expressão é que ela remete a uma fala de […]

O post Santo de casa não faz milagre: valorizando o produto interno apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
É bem conhecida no Brasil a expressão popular “santo de casa não faz milagre”. Afinal, quem nunca ouviu isso em uma conversa sobre alguém que era ótima pessoa fora de casa, mas péssimo filho ou filha? O que normalmente não é lembrado quando se usa a expressão é que ela remete a uma fala de Jesus, relatada no evangelho segundo Mateus, capítulo 13, versículo 58.

Este texto diz que, ao visitar a terra em que fora criado, Jesus não realizou muitos milagres e sinais porque o povo não tinha fé nele. Daí, Jesus em casa não fez milagres.

Mais importa o nacional que o importado

Mais do que relembrar de onde vem a expressão, o texto nos convida a pensar sobre como lidamos com aqueles que estão sempre conosco. Basta olhar para os grandes festivais de música que acontecem no nosso país para perceber que não valorizamos o nacional. As atrações principais são sempre estrangeiras. E nem sempre são melhores que nossos artistas. Uma grande festa também acontece quando um time de futebol contrata um jogador estrangeiro, que nem sempre é melhor que os jogadores da base.

Então, parece que santo de casa não faz milagre porque nós não os deixamos fazer o que sabem. Falta crédito, não talento. O texto bíblico e o exemplo de Jesus nos lembram que só faz milagre quem tem vez dentro de casa. O convite que este texto faz é para valorizarmos o que nos é familiar, seja da nossa rua, bairro ou cidade.

Devemos dar voz e vez para os que estão perto, e não só valorizar o que vem de fora. Assim, criamos outro ditado: “mais importa o nacional que o importado”.

O post Santo de casa não faz milagre: valorizando o produto interno apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/santo-de-casa-nao-faz-milagre/feed/ 0 5552
Direito à cultura como direito humano: sociedades e manifestações culturais https://simsaogoncalo.com.br/direito-a-cultura-como-direito-humano/ https://simsaogoncalo.com.br/direito-a-cultura-como-direito-humano/#respond Wed, 18 Oct 2017 20:18:11 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5550 Na atual conjuntura internacional, torna-se evidente a pluralidade de sociedades que trazem consigo diversas manifestações culturais. Ainda que o processo de globalização e o advento da modernidade estejam presentes, a individualidade dessas culturas não pode ser ignorada ou desprezada. E assim são geradas as sociedades descontinuas e fragmentadas. O resultado do impacto da globalização sobre […]

O post Direito à cultura como direito humano: sociedades e manifestações culturais apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Na atual conjuntura internacional, torna-se evidente a pluralidade de sociedades que trazem consigo diversas manifestações culturais. Ainda que o processo de globalização e o advento da modernidade estejam presentes, a individualidade dessas culturas não pode ser ignorada ou desprezada. E assim são geradas as sociedades descontinuas e fragmentadas.

O resultado do impacto da globalização sobre a identidade cultural dos indivíduos e, ao mesmo tempo, da manutenção de diferentes aspectos culturais é a “pluralização de identidades”. Ou seja, os indivíduos passam a se reconhecer de diferentes formas ao mesmo tempo, possuindo diversas identidades sem que uma anule outra.

Sendo assim, a cultura é uma forma de expressão de cidadania. É direito de todos os grupos sociais se manifestarem culturalmente.

O multiculturalismo coloca em crise a ideia de um sujeito universal, com a generalização das reivindicações de direitos pelas minorias sociais e culturais. Como Hall apresenta em seu livro “A Identidade Cultural na Pós-modernidade”, a não existência de um sujeito universal gera implicações nas estruturas de direito responsáveis por regular as noções de justiça e moral contemporâneas, abrindo espaço para novas significações que entram na esfera do direito. Logo, surgem as demandas culturais por reconhecimento e à uma identidade cultural.

A luta pelo reconhecimento das demandas culturais encontra nos Direitos Humanos um mecanismo importante para obtenção de direitos. É como meio de internacionalizar suas causas, tornando a todos atores políticos visíveis.

Portanto, grupos subalternos se utilizam da ideia de que todos os seres humanos possuem direitos e liberdades básicas para reafirmar sua individualidade. Um bom exemplo é quando um índio brasileiro demanda por direitos diferenciados do resto da população que não é indígena. Entretanto, isso não o torna menos brasileiro.

O post Direito à cultura como direito humano: sociedades e manifestações culturais apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/direito-a-cultura-como-direito-humano/feed/ 0 5550
Estação Rio leva quase 10 mil pessoas ao Campo do Bairro Rosane https://simsaogoncalo.com.br/estacao-rio-leva-quase-10-mil-pessoas-ao-campo-do-bairro-rosane/ https://simsaogoncalo.com.br/estacao-rio-leva-quase-10-mil-pessoas-ao-campo-do-bairro-rosane/#respond Mon, 11 Sep 2017 22:17:32 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5364 No último domingo, 10 de setembro, o Campo do Bairro Rosane viveu um momento especial. O Estação Rio, produzido pela TV Globo, levou quase 10 mil pessoas ao bairro, dando início às comemorações do aniversário de São Gonçalo. Dessa vez, a parceria com a prefeitura deu certo. Aliás, temos que dar parabéns aos profissionais municipais. Depois […]

O post Estação Rio leva quase 10 mil pessoas ao Campo do Bairro Rosane apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
No último domingo, 10 de setembro, o Campo do Bairro Rosane viveu um momento especial. O Estação Rio, produzido pela TV Globo, levou quase 10 mil pessoas ao bairro, dando início às comemorações do aniversário de São Gonçalo.

Dessa vez, a parceria com a prefeitura deu certo. Aliás, temos que dar parabéns aos profissionais municipais. Depois de uma forte desconfiança de parte da população, especialmente por conta da segurança, o evento transcorreu na paz. Um grande número de famílias compareceu à Arena do Bairro Rosane. Uma festa que há tempos não víamos por aqui.

Como tudo na vida, é importante fazermos uma análise. Especialmente para criarmos nosso caderninho de “lições aprendidas”. Ou seja, o que deu muito certo e o que precisamos consertar.

Palco do Estação Rio no Campo do Bairro Rosane, São Gonçalo
Palco do Estação Rio no Campo do Bairro Rosane, São Gonçalo, setembro de 2017. Foto: Romário Régis

Bairro Rosane: valorizando os bairros de São Gonçalo

Quando vi o anúncio do local onde aconteceriam os shows, percebi que, finalmente, os produtores culturais entenderam que os bairros são nossa maior potência. Em cidades grandes como a nossa, o pequeno território é o grande ponto de referência para as pessoas.

Depois de 8 meses de governo, a inércia da prefeitura com a conservação do bairro teve um fim. Os agentes municipais prepararam o local, podando as árvores, retirando o lixo do campo, deixando a arena pronta para o Estação Rio.

Público no show do Turma do Pagode, no Estação Rio em São Gonçalo, no Campo do Bairro Rosane. Setembro/2017 Foto: Matheus Graciano / SIM São Goncalo

A logística do evento no bairro

Um dos pontos altos desse local é a divisão do espaço físico criada pela rua. A disposição dos banheiros químicos e a presença da ambulância de pronto-atendimento nessa área de escape, à esquerda do palco, criaram dois ambientes fáceis de localizar visualmente.

Enquanto isso, o público curtia o palco no canteiro central. Mesmo com quase 10 mil pessoas na região, ficou confortável para todos que estavam no evento.

O problema crônico, que persistiu, foi o engarrafamento na entrada do evento. Infelizmente, todas as ruas de São Gonçalo (inclusive as centrais) são estreitas. Dessa forma, qualquer coisa que aconteça nas ruas já é o suficiente para congestionar as vias.

Turma do Pagode em ação, no show do Estação Rio em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Ainda sim, a atuação da Guarda Municipal merece elogios. Tanto pela contribuição na organização geral, quanto na segurança. Não presenciamos confusões, tumultos, nem nada. Uma tranquilidade.

Perto para alguns, distante para outros

Atualmente, há dois pontos referência quando o assunto são eventos de rua em São Gonçalo. O primeiro deles é o Zé Garoto, região central da cidade, ao lado da câmara de vereadores. O outro é o Paraíso/Patronato, que tem na praça dos ex-combatentes um palco tradicional para eventos de rua, especialmente no carnaval.

Ambos os locais são fartos em opções de transporte, diferente do Bairro Rosane por exemplo. Apesar do último ser próximo ao centro, o desconhecimento dos ônibus e da dinâmica local faz com que aqueles que não tem intimidade com a região tenham mais receio de ir até lá.

Há indícios de que novos eventos acontecerão em outros bairros, mudando a centralidade tradicional dos eventos na cidade. Um ponto positivo para quem nunca viu um show grandioso acontecendo a poucos metros de sua casa. Levando, inclusive, os benefícios da conservação do local (que deveria ser constante pela prefeitura).

Vista do fundo do Campo do Bairro Rosane
Vista da entrada da “Rosane Arena”. À esquerda, ficaram as barracas com comidas e bebidas. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Empreendedores locais eram minoria

O evento foi fonte de renda para muitos também. As barracas eram diversas. Pastéis, Churros, Batatas Turbinadas, Coquetéis, Refrigerantes, Cervejas e até mesmo Algodão Doce eram vendidos por lá. Mas a cada comerciante que perguntávamos a origem, a resposta nunca era de um bairro gonçalense.

O "Churrão da Gabi" marcando presença no Estação Rio em São Gonçalo. Foto: Sim São Gonçalo
O “Churrão da Gabi” marcando presença no Estação Rio em São Gonçalo. Foto: Sim São Gonçalo

A Gabi, por exemplo, é de Cabo Frio. A barraca dela é um sucesso! Com batatas fritas e churros, os sabores explodem o paladar. Segundo ela, depois de alguns eventos, eles finalmente conseguiram autorização para se instalar no evento do Estação Rio.

Já o Paulo veio de Caxias. Seu algodão-doce vendeu bem. Mais um exemplo de como os eventos na cidade têm potencial para gerar renda. Ainda sim, é curioso ver que os vendedores e ambulantes de outras cidades conseguiram mais acesso ao evento que os nossos locais.

Vendedor de algodão-doce no bairro Rosane
O Paulo é vendedor de algodão-doce. Veio de Caxias para o evento no Campo do Bairro Rosane. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Segundo envolvidos no evento, a questão dos ambulantes é o maior problema de ordenamento urbano na cidade. Como a postura não recolhe dados, nem possui um cadastro estruturado das barracas e vendedores ambulantes em São Gonçalo, fica difícil organizá-los e convidá-los.

Sem cadastros, não é possível saber de qual bairro são, o que fornecem, seu tempo de trabalho na função, nem sua capacidade de entrega.

O Júlio César veio de Santa Cruz para trabalhar no evento. Segundo ele, o movimento estava melhor do que nunca. Foto: SIM São Gonçalo
O Júlio César (à direita) veio de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, para trabalhar no evento. Segundo ele, o movimento estava melhor do que nunca. Foto: SIM São Gonçalo

Outros disseram que os poucos ambulantes que conseguiram entrar na parte interna, só conseguiram por intermédio de vereadores. Mais uma prova que a pouca atitude da prefeitura alimenta o clientelismo do legislativo. Até nisso, é preciso ter um “vereador amigo do bairro”, o que é lamentável para uma cidade com 1 milhão de habitantes.

Saldo final é muito positivo para São Gonçalo

Com erros e acertos, é impossível não dizer que o evento do Estação Rio no Campo do Bairro Rosane foi um sucesso. Especialmente por ter custado tão pouco aos cofres públicos, com as horas de trabalho dos funcionários.

A expectativa agora é que os agentes públicos aproveitem a experiência obtida nos últimos eventos e melhorem ainda mais.

Equipe de limpeza da Prefeitura de São Gonçalo atuando no local, um dia após o evento. Foto: Romário Régis
Equipe de limpeza da Prefeitura de São Gonçalo atuando no local, um dia após o evento. Foto: Romário Régis

Ainda há muitas pessoas que não compreendem o valor dos eventos, nem da cultura para a região. Muito se fala sobre saúde e educação. Entretanto, os comentários limitados não conseguem reconhecer que a saúde mental e a autoestima das pessoas são propulsores de uma vida mais saudável para todos nós. Sim, a cultura importa.

O post Estação Rio leva quase 10 mil pessoas ao Campo do Bairro Rosane apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/estacao-rio-leva-quase-10-mil-pessoas-ao-campo-do-bairro-rosane/feed/ 0 5364
Você mora perto do campo do Bairro Rosane? Sobre o Estação Rio em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/bairro-rosane-estacao-rio-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/bairro-rosane-estacao-rio-sao-goncalo/#comments Tue, 05 Sep 2017 18:13:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5323 Meu nome é Romario Regis. Sou da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de São Gonçalo. Este mês, nossa equipe fez uma parceria com a Globo para trazer uma festa de aniversário que vai impactar positivamente a região. A próxima edição do Estação Rio será dia 10/09 (domingo). A festa vai reunir dois grandes nomes […]

O post Você mora perto do campo do Bairro Rosane? Sobre o Estação Rio em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Meu nome é Romario Regis. Sou da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de São Gonçalo. Este mês, nossa equipe fez uma parceria com a Globo para trazer uma festa de aniversário que vai impactar positivamente a região.

A próxima edição do Estação Rio será dia 10/09 (domingo). A festa vai reunir dois grandes nomes do samba e do pagode: Xande de Pilares e a Turma do Pagode. O show – que encerra o feriadão em grande estilo – será no Campo do Bairro Rosane, a partir das 18h, e terá transmissão ao vivo do G1. A apresentação do projeto ficará por conta da jornalista Susana Naspolini.

Xande de Pilares no Estação Rio em São Gonçalo
Xande de Pilares será uma das atrações principais no Estação Rio em São Gonçalo (Foto: Guto Costa)

Perguntas e Respostas sobre o evento na cidade

Quanto isso custa para a Prefeitura Municipal?

R: O custo é basicamente de mão de obra dos profissionais de apoio. Toda a estrutura de palco, som e organização do espaço é por conta da Globo e dos seus patrocinadores.

Por que fazer no Bairro Rosane e não em outros lugares?

R: O Bairro Rosane é um dos poucos espaços que comporta um público de 10 mil pessoas em espaço urbano aberto. Os outros espaços foram avaliados em conjunto com os patrocinadores e a melhor opção foi o campo.

Palco do Estação Rio no Campo do Bairro Rosane, São Gonçalo
Palco do Estação Rio no Campo do Bairro Rosane, São Gonçalo, setembro de 2017. Foto: Romário Régis

São Gonçalo não precisa de eventos e festas?

R: O poder público se divide através de Secretarias que possuem funções específicas. Nesse caso, independente do andamento das outras polícias públicas, nós da Cultura continuaremos encaminhando eventos e oportunidades para o setor cultural.

Esse evento só traz constrangimentos?

R: Não. Um evento desse porte vai gerar economia e vendas para o comércio local e num momento de crise econômica como o país vive, essa será uma oportunidade para algumas pessoas serem beneficiadas direta ou indiretamente com um evento desses.

O post Você mora perto do campo do Bairro Rosane? Sobre o Estação Rio em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/bairro-rosane-estacao-rio-sao-goncalo/feed/ 4 5323
“No meu plantão, não!”, diz o vigia da Fazenda Colubandê https://simsaogoncalo.com.br/no-meu-plantao-nao-diz-o-vigia-da-fazenda-colubande/ https://simsaogoncalo.com.br/no-meu-plantao-nao-diz-o-vigia-da-fazenda-colubande/#respond Fri, 09 Jun 2017 14:39:54 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4667 É fácil adivinhar por que os vigias da Fazenda Colubandê a amam tanto: eles conhecem sua história. – No meu plantão, não! Desse jeito raivoso Bira me respondeu quando perguntei se os atos de vandalismo contra a Fazenda Colubandê ainda acontecem. Ele tinha uma paixão nos olhos que eu nunca tinha visto por São Gonçalo. […]

O post “No meu plantão, não!”, diz o vigia da Fazenda Colubandê apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
É fácil adivinhar por que os vigias da Fazenda Colubandê a amam tanto: eles conhecem sua história.

– No meu plantão, não!

Desse jeito raivoso Bira me respondeu quando perguntei se os atos de vandalismo contra a Fazenda Colubandê ainda acontecem. Ele tinha uma paixão nos olhos que eu nunca tinha visto por São Gonçalo. Como se uma mãe zelosa gritasse “Com meu filho ninguém mexe!”.

Bira é um dos quatro funcionários do Governo do Estado do Rio que se revezam a cada 36 horas para vigiar sozinhos, durante 12 horas, um espaço de cerca de 120 mil metros quadrados. Enquanto existir alguém que defenda a Fazenda Colubandê como ele, haverá esperança de dias melhores para o patrimônio histórico gonçalense abandonado desde 2012, quando foi desativado o Batalhão de Polícia Florestal que funcionava ali.

Além de Bira, diversos militantes, organizações e movimentos lutam pela revitalização da Fazenda. Grupos realizam ocupações culturais regularmente, como a do último sábado (03/06) com palestras, debates, exposições e apresentações teatrais. Há esperança, e muita, porque o povo gonçalense sabe a importância da Fazenda.

Ela é utilizada diariamente por dezenas de pessoas para a prática de atividades físicas, sem nenhum incentivo público. Na verdade o Poder Público até impõe obstáculos: na terça-feira (06/06), a quadra de esportes, de responsabilidade da Prefeitura de São Gonçalo, estava trancada com cadeado.

Bira não é o único vigia dedicado. Confesso que fiquei surpreso quando outro vigia me orientou, com a maior atenção do mundo, a não caminhar fora do alcance visual dele porque “pessoas estranhas” circulavam pelo local. Depois de anos abandonada, hoje a Fazenda conta com vigias que zelam pelo patrimônio e cuidam da segurança dos visitantes. É pra ter esperança, sim, ainda que não tenha sido uma atitude espontânea do Governo do Estado, mas determinada pela Justiça Federal.

É fácil adivinhar por que os vigias da Fazenda Colubandê a amam tanto: eles conhecem sua história. O Governo do Estado não ensinou nada, eles aprenderam com os antigos moradores da região. O Governo não ensinou nem a vigiar, eles não são vigias profissionais. Enfrentam diversos perigos desarmados – delinquentes perambulam pela Fazenda e bandidos são vistos usando a mesma como rota de fuga – e sua única “proteção” é um rádio comunicador para pedir ajuda ao posto da Polícia Militar localizado nos fundos do complexo. Bira e seus amigos corajosos fazem mais do que a função pede e o salário paga.

Vigiar a Fazenda Colubandê é cansativo, Bira caminha quilômetros a cada plantão. Ele espera que a partir de julho ou agosto alguma instituição faça a limpeza e a reforma da sede e da capela. Para não reduzir a paixão do vigia pela Fazenda – se isto for possível – eu não disse nada, mas a restauração deve demorar mais que isso. As quatro empresas antes interessadas em reformar o patrimônio não compareceram à tomada de preços mês passado.

A destruição, as pichações, as camisinhas usadas e o esgoto correndo a céu aberto, antes ocupantes exclusivos, agora dividem a Fazenda Colubandê com a determinação e o amor dos seus vigias.

O post “No meu plantão, não!”, diz o vigia da Fazenda Colubandê apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/no-meu-plantao-nao-diz-o-vigia-da-fazenda-colubande/feed/ 0 4667
A economia criativa como um projeto de saída da crise econômica https://simsaogoncalo.com.br/economia-criativa-como-um-projeto-de-saida-da-crise-economica/ https://simsaogoncalo.com.br/economia-criativa-como-um-projeto-de-saida-da-crise-economica/#respond Fri, 19 May 2017 14:37:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4640 O Rio sempre foi o pólo cultural do país. Mas porque até hoje houve poucos movimentos do setor público para o desenvolvimento econômico do setor através da economia criativa? O Estado do Rio passa hoje por uma grave crise financeira, afetando quase todos os serviços públicos prestados. O déficit na arrecadação e o rombo nas contas […]

O post A economia criativa como um projeto de saída da crise econômica apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
O Rio sempre foi o pólo cultural do país. Mas porque até hoje houve poucos movimentos do setor público para o desenvolvimento econômico do setor através da economia criativa?

O Estado do Rio passa hoje por uma grave crise financeira, afetando quase todos os serviços públicos prestados. O déficit na arrecadação e o rombo nas contas públicas não param de crescer, deixando servidores e aposentados sem salários, diversos serviços paralisados, além do sucateamento de diversas instituições estaduais. O cenário de crise é gravíssimo e merece uma análise aprofundada sobre suas causas e efeitos a médio e longo prazo. Superficialmente, é possível apontar a política de isenção fiscal promovida pelo consórcio Dilma-Cabral como fundamental para o cenário de caos atual.

Pezão, Cabral, Dilma e Eduardo Paes, os responsáveis pela crise financeira do Rio de Janeiro.
Pezão, Cabral, Dilma e Eduardo Paes, os responsáveis pela crise financeira do Rio de Janeiro.

Dentro desse contexto nada animador, a pergunta que fica é: será possível sairmos da crise? Como recuperar o dinamismo da economia quando indústria, comércio e construção não dão quaisquer sinais de reação? Quanto tempo ainda durará o cenário de incertezas? Mas a principal pergunta que faço é: qual projeto político apresentado em 2018 será capaz de apontar saídas efetivas da crise? E é sobre uma das possíveis saídas que desejo falar.

Dados do Setor Criativo

Sempre fui um entusiasta da economia criativa por acreditar ser ela a grande possibilidade de equacionarmos desenvolvimento econômico e sustentabilidade no contexto de uma grande metrópole como a nossa. A dimensão econômica da cultura, acrescida do desenvolvimento tecnológico mostra que é possível superarmos o desenvolvimentismo fracassado da era petista, além da dependência da exportação de commodities, como o petróleo e gás no Rio de Janeiro. Fazem parte da economia criativa o ramo das artes, do artesanato, do audiovisual, do mercado editorial, do design, do turismo cultural, além de muitos outros serviços.

Segundo dados de 2016 da FIRJAN, o Rio de Janeiro é o principal pólo da economia criativa no Brasil. O número de empregos formais dobrou nos últimos 10 anos e a média salário deste setor tem sido de R$ 5.400,00, enquanto que a média fora dele é de R$ 2.100,00. Somente na capital, o setor movimenta cerca de R$ 11 bi por ano, alcançando 107 mil trabalhadores. Já segundo o IPEA, o segmento movimenta entre 1,2% e 2% do PIB nacional, empregando 2% da mão de obra e respondendo por 2,5% da massa salarial.

Um projeto possível

Região onde será instalado o novo pólo de Economia Criativa

A Prefeitura de Niterói firmou parceria com a UFF para desenvolvimento do projeto Península da Inovação que consiste em atrair investimentos privados para estabelecer um novo pólo de desenvolvimento tecnológico na região do Gragoatá, São Domingos e Boa Viagem. O planejamento prevê a recuperação de casarões degradados para a instalação de startups. O papel do poder público seria criar a estrutura necessária para o desenvolvimento local através de isenção de IPTU para os proprietários que destinarem os imóveis para a instalação das empresas do setor, isenção de ISS para as empresas instaladas na região, além da reestruturação da infraestrutura urbana e tecnológica da região como melhorias nas redes de fibra ótica.

Região onde será instalado o novo pólo de Economia Criativa em NIterói.
Região onde será instalado o novo pólo de Economia Criativa em NIterói.

Outra região onde o investimento do setor público tem sido fundamental é a zona portuária do Rio. A região tem se consolidado como um dos principais pólos de economia criativa do Estado do Rio, não só pela sua localização próxima ao Centro, como também pelo valor das locações de grandes casarões na região, muito abaixo do especulado na Zona Sul e Centro da cidade. De olho no potencial, a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro — Cdurp está mapeando o local para desenvolver políticas públicas que possam atrair mais empresas do setor para a região. Até 2015, já eram mais de 200 profissionais da área atuando no local.

Provocações finais

Os exemplos destacados são apenas algumas formas de como uma ação do Estado pode ser eficaz na reorganização econômica. Na última eleição municipal, a única candidatura que apresentou a economia criativa como norteadora para a retomada do crescimento foi a de Alessandro Molon, na capital. Muito pouco perto do potencial econômico do setor não só para a capital, como também toda a região metropolitana do Rio. Neste caso, Niterói sai na frente através da ação da sua Prefeitura.

Mas porque não pensar políticas públicas para o desenvolvimento do setor em nível estadual?

Palavras em inglês para dar credibilidade
Palavras em inglês para dar credibilidade.

Municípios como São Gonçalo e São João de Meriti, além de Campos, Paraty e outros do interior, poderiam tornar-se verdadeiros pólos de produção da economia criativa graças ao contexto local. A localização estratégica dessas cidades, acrescida de um grande potencial criativo e cultural dos seus cidadãos, motivaria a instalação de empresas do setor. O papel do Governo do Rio seria o de desenvolver a infraestrutura das regiões onde os pólos se concentrariam, pensando questões como o deslocamento dessas áreas para a capital e o aumento da capacidade tecnológica desses locais.

É fundamental que um programa conectado com as demandas do século XXI, onde o desenvolvimento econômico é atrelado à sustentabilidade ambiental e cultural, tenha como eixo norteador de sua política econômica o desenvolvimento de pólos de economia criativa em todo o Estado do Rio. Será possível pensarmos juntos, propostas concretas para esta demanda?

O post A economia criativa como um projeto de saída da crise econômica apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/economia-criativa-como-um-projeto-de-saida-da-crise-economica/feed/ 0 4640
O canto de Luiz Ricardo: Todo artista tem de ir aonde o povo está https://simsaogoncalo.com.br/o-canto-de-luiz-ricardo-todo-artista-tem-de-ir-aonde-o-povo-esta/ https://simsaogoncalo.com.br/o-canto-de-luiz-ricardo-todo-artista-tem-de-ir-aonde-o-povo-esta/#respond Wed, 17 May 2017 13:52:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4632 Durante o mês de maio, o cantor Luiz Ricardo está presenteando uma pequena, mas especial, parcela da população de São Gonçalo com a sua arte. Cantou no dia 10 de maio no CRAS Galo Branco, cantará no dia 17 de maio no CRAS Engenho Pequeno e dia 24 cantará no CRAS Amendoeira. Nesse doce mês […]

O post O canto de Luiz Ricardo: Todo artista tem de ir aonde o povo está apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Durante o mês de maio, o cantor Luiz Ricardo está presenteando uma pequena, mas especial, parcela da população de São Gonçalo com a sua arte. Cantou no dia 10 de maio no CRAS Galo Branco, cantará no dia 17 de maio no CRAS Engenho Pequeno e dia 24 cantará no CRAS Amendoeira.

Nesse doce mês de maio, em que foi criado de forma muito carinhosa o dia das mães, a parceria entre duas Secretarias da cidade resultou nestas três apresentações. Com muita responsabilidade, a Secretaria de Cultura e Turismo se uniu à Secretaria de Desenvolvimento Social para viabilizar esses três momentos.

A criatividade reina e o dinheiro público, tão escasso nesse momento econômico do país, é extremamente respeitado: o Luiz Ricardo recebeu o convite para cantar por amor e não por cachê. E, de imediato topou cantar, exclusivamente por amor, nestes três equipamentos da Secretaria de Desenvolvimento Social, pois entendeu a proposta que tem um contexto de pura beleza. As apresentações são realmente para o povo, sem nenhuma restrição. É só chegar e curtir o som! As portas dos CRAS ficam abertas, são braços generosos que anseiam por abraçar as pessoas.

Cantor Luiz Ricardo que participou do programa televisivo The Voice Kids da Rede Globo
Cantor Luiz Ricardo. Foto: Alex Ramos.

Luiz Ricardo no CRAS – Centro de Referência e Assistência Social

A Secretaria de Cultura disponibilizou um equipamento de som simples para atender as necessidades das apresentações; disponibilizou o transporte para a ida do Luiz Ricardo aos CRAS e também para seu retorno para casa. Já a Secretaria de Desenvolvimento Social entrou com a organização. Fato curioso, que até a recepção do Luiz Ricardo no CRAS Galo Branco foi toda preparada pelos funcionários do CRAS. A alegria é tão grande e esse tipo de evento é tão incomum nesses equipamentos que os funcionários estão se unindo para recebê-lo da melhor forma possível. Com R$ 11,50 de cada funcionário, foi possível fazer uma torta salgada de ótima qualidade e foi possível comprar seis litros de “refrigereco”. E essa humilde recepção agradou muito o Luiz Ricardo e a sua família, pois foi um momento de confraternização muito especial entre todos que se entregaram para que o evento ocorresse.

O que posso dizer é que o evento no CRAS Galo Branco foi lindo pela beleza da arte apresentada, pelos olhares da plateia encantada e por todo comprometimento da equipe para fazer o evento acontecer, provando, mais uma vez, que a vontade de fazer ultrapassa limites impostos pelo orçamento. Com sonhos as coisas se materializam. Até brindes foram sorteados! Brindes feitos pelas mãos de uma mulher magnífica, Dona Sandra, que faz parte da equipe do CRAS, dando aula de artesanato. Outros brindes vieram pelas mãos da coordenadora Aline Duarte.

Toda uma gente despida de qualquer arrogância, uma gente que se move por amor e me contagiam com tanta dedicação. Tenho fé que esses eventos realizados nos CRAS fazem parte de uma história que está nascendo e que a energia vai se irradiar nos outros eventos.

Cantor Luiz Ricardo que participou do programa televisivo The Voice Kids da Rede Globo
Luiz Ricardo canta no CRAS do Engenho Pequeno, dia 17/05/2017, às 15h.

Belo futuro pela frente

O Luiz Ricardo tem muito para mostrar a esse povo: um menino lindo, que não tem o deslumbre muito comum aos mortais. Depois de todos os programas que participou na televisão, não deixou o ego inflar e vai na mão inversa, revertendo a expectativa de quem busca a fama gratuita e não entende que aparições na televisão não mudam o que há de essência na alma. Luiz Ricardo é pé firme no chão e batalha para ser cada vez mais um artista com maior versatilidade, pois não há fim para quem ama estudar.

Eu, aqui na humildade, agradeço a compreensão do Luiz Ricardo e de sua mãe, Josi Moreira. Agradeço também ao Carlos Ney, Secretário de Cultura, por prontamente abraçar a ideia e se mostrar pronto a novas parcerias. Agradeço ao Secretário de Desenvolvimento Social, Marlos Costa, por confiar no meu trabalho e dar todo aval para lutar por uma sociedade igualitária.

Para fechar esse texto, cito Edi Rock:

Geralmente quando os problemas aparecem
A gente tá desprevenido né não?
Errado
É você que perdeu o controle da situação
Perdeu a capacidade de controlar os desafios
Principalmente quando a gente foge das lições
Que a vida coloca na nossa frente tá ligado?
Você se acha sempre incapaz de resolver
Se acovarda moro
O pensamento é a força criadora
O amanhã é ilusório
Porque ainda não existe
O hoje é real
É a realidade que você pode interferir
As oportunidades de mudança
Tá no presente
Não espere o futuro mudar sua vida
Porque o futuro será a consequência do presente
Parasita hoje
Um coitado amanhã
Corrida hoje
Vitória amanhã
Nunca esqueça disso, irmão.

O post O canto de Luiz Ricardo: Todo artista tem de ir aonde o povo está apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/o-canto-de-luiz-ricardo-todo-artista-tem-de-ir-aonde-o-povo-esta/feed/ 0 4632
Mentiras que o gonçalense repete https://simsaogoncalo.com.br/mentiras-que-o-goncalense-repete/ https://simsaogoncalo.com.br/mentiras-que-o-goncalense-repete/#comments Fri, 28 Apr 2017 17:29:37 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4572 São Gonçalo não presta. É o quintal sujo, escuro e desrespeitado de Niterói. Terra ocupada por um milhão de condenados onde ninguém planta nada de valor. Um lixão em cada esquina, furto de combustível da garagem municipal, filas quilométricas para tomar vacina contra a febre amarela, ruas esburacadas devido à paralisação do setor de infraestrutura […]

O post Mentiras que o gonçalense repete apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
São Gonçalo não presta. É o quintal sujo, escuro e desrespeitado de Niterói. Terra ocupada por um milhão de condenados onde ninguém planta nada de valor.

Um lixão em cada esquina, furto de combustível da garagem municipal, filas quilométricas para tomar vacina contra a febre amarela, ruas esburacadas devido à paralisação do setor de infraestrutura e por aí vai.

O prefeito Nanci é um frouxo controlado pela mulher e desse governo nenhuma evolução se pode esperar. Dos membros do Legislativo, menos ainda. São incorrigíveis, sanguessugas e ignorantes que esbanjam erros de ortografia e gramática com orgulho nas redes sociais. Os vereadores sustentam a mediocridade que nasce da conjunção corrupta entre a Prefeitura e o mandato populista dos secretários de governo. Querem somente o dinheiro do povo que o elegeu.

Se Dejorge Patrício tivesse sido eleito, por bem ou por mal ele já teria resolvido essa bagunça toda. Dejorge tem peito.

A melhor prefeita das últimas décadas foi Aparecida Panisset. Ela roubou descaradamente, sim, foi condenada pela Justiça, mas pelo menos construiu praças e asfaltou ruas. Antes de Panisset não houve nada de importante na política gonçalense.

O maior culpado pelo abandono é o povo que não sabe votar. Ele mantém os políticos que merece, por isso a cidade jamais deixará de ser o esgoto niteroiense, aquilo que é expulso e malquisto pelos vizinhos.

Veja a página no Facebook com centenas de milhares de fãs chamada ironicamente de “São Gonçalo vai mudar”. Ela publica roubos de veículos, prisões, pessoas desaparecidas e os seguidores curtem o mesmo conteúdo desgraçado diariamente. Não há sinais positivos. Na tragédia que o gonçalense, que em primeiro lugar frustra qualquer melhoria, gosta de se esbaldar.

A falta de educação do morador – que não pode ser chamado de cidadão – impede o ato mais simples do mundo: jogar o lixo na lixeira. Ele prefere largar o copo de guaravita e o guardanapo do salgado no chão, na sarjeta ou encosta, ambos ao lado do poste de luz.

Sem pontos turísticos, sem valor histórico, praias, nem opções de lazer. A última coisa boa que saiu de São Gonçalo para o mundo foi a dupla Claudinho e Buchecha há mais de 20 anos. E para azar do município (azarado por natureza) Claudinho foi perdido em um terrível acidente.

São Gonçalo é a decepção violenta publicada na capa do seu diário mais famoso. O melhor jeito de sobreviver nela é puxando o saco de algum político e arrumando um carguinho comissionado, de preferência sem trabalhar muito. Boas ideias empreendedoras não dão certo. Ninguém tem grana para comprar nada que não seja vendido por camelôs embaixo do viaduto de Alcântara. Montar um negócio é perda de tempo, investir é jogar dinheiro fora.

Se o jovem estudasse, teria sucesso na vida, transformaria São Gonçalo. As oportunidades de educação são iguais para todos, a escola pública municipal é boa. Esses moleques safados preferem fumar maconha, perambular e roubar.

O post Mentiras que o gonçalense repete apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/mentiras-que-o-goncalense-repete/feed/ 3 4572
Só uma festa da ATN pra animar o fim de semana https://simsaogoncalo.com.br/festa-da-atn-fim-de-semana/ https://simsaogoncalo.com.br/festa-da-atn-fim-de-semana/#comments Thu, 27 Apr 2017 13:20:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4494 Saudades da Festa da ATN ou Festa da “TN” como a maioria da galera falava. A festa da ANT tem essa sigla, mas o nome original é “Arraia do Tio Nonô”. Foi uma festa pública fundada em 1978 e ficou muito conhecida por conta dos balões, muita gente na rua e muita música ao vivo […]

O post Só uma festa da ATN pra animar o fim de semana apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Saudades da Festa da ATN ou Festa da “TN” como a maioria da galera falava.

A festa da ANT tem essa sigla, mas o nome original é “Arraia do Tio Nonô”. Foi uma festa pública fundada em 1978 e ficou muito conhecida por conta dos balões, muita gente na rua e muita música ao vivo ou dj’s populares. Era uma festa estilo arraiá e que levava MUITA gente pra rua.

Tio Nôno – Festa da ATN
Na foto, à direita, está o SUNGA, um dos organizadores do evento. Foto: Jair de Almeida.

Em 1990, a festa mudou de administração e começou a ser organizada pela Associação ATN de Festas Públicas. Na mesma data, os balões foram extintos e a festa mudou o perfil de ocupação de espaço público envolvendo toda a comunidade no entorno do espaço que a festa rolava.

Mas nem vim falar da história dela. Vim falar de como a festa da ATN era foda.

A ATN ficava exatamente embaixo dos braços do Cristo, pelo menos foi assim que conheci. Sempre que meus amigos falavam da ATN, comentavam que “era a festa que ficava na frente do Cristo do Porto da Pedra.”

Muita mulher bonita! Muita zoação! Muita música boa! Muito funk! Muita dança!

Peguei os últimos anos, a fase final da história da festa. Mas todo ano tem algum final de semana que penso: “Putz! E a festa da ATN?”

Fui lá adolescente. Lançava um kolene no cabelo, um cordão de prata falso, um tênis falso da qix e todo o resto composto por roupas da feirinha de itaipava ou da uruguaiana. E lá eu ia, buscar alguma outra adolescente com kolene, franjinha de escova ou prancha pra dar uns beijos.

E como eram bons os beijos, os rolês e a diversão. Como era bom ficar de olho nas meninas da vila ali na frente, ver os short’s da bad boy, ouvir o melhor do funk e o melhor daquelas músicas que tocavam todos os anos da década de 90 e dos anos 2000 sempre!

Festa da ATN no Porto da Pedra – São Gonçalo
Festa da ATN no Porto da Pedra – São Gonçalo. Foto: Jair de Almeida

Ah! Não posso esquecer do medo… e como eu tinha medo.

Sempre rolava treta na minha época (naturalmente isso prejudicou muito o evento). A gente que não era de lá, ia só nos primeiros dias por que no último dia sempre alguém morria. Quanto mais perto do final da festa, mais sinistra ela ia ficando.

A medida era mais ou menos assim:

Chegamos na festa.
Compramos Caipifruta.
Ficávamos olhando para os cabelos de kolene e franja da festa.
Pedíamos para alguém apresentar e/ou botar na fita.
Tomávamos veto ou descolávamos uns beijos em alguma rua paralela por que ninguém beijava na festa (hahaha).
Ficávamos falando com os amigos com quem a gente ficou.
Aí, surgia a primeira briga (torcíamos para não ser perto da gente).
Íamos embora e esperávamos o dia seguinte.
Volte para o tópico 1.

Saudades! A Festa da ATN nunca será esquecida.

O post Só uma festa da ATN pra animar o fim de semana apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/festa-da-atn-fim-de-semana/feed/ 7 4494
Um amor chamado Gradim https://simsaogoncalo.com.br/um-amor-chamado-gradim/ https://simsaogoncalo.com.br/um-amor-chamado-gradim/#comments Tue, 18 Apr 2017 12:25:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4486 Gosto muito de todos os bairros da cidade, mas tenho uma queda em especial pelo Gradim. Foi nele que sai da infância e me transformei em adulto. Talvez não seja o bairro mais famoso ou procurado da cidade, mas sem dúvida é o mais charmoso. O Gradim é literalmente a porta do Paraíso. Um bairro tranquilo […]

O post Um amor chamado Gradim apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Gosto muito de todos os bairros da cidade, mas tenho uma queda em especial pelo Gradim. Foi nele que sai da infância e me transformei em adulto. Talvez não seja o bairro mais famoso ou procurado da cidade, mas sem dúvida é o mais charmoso.

O Gradim é literalmente a porta do Paraíso. Um bairro tranquilo de gente bonita e sorridente. As vezes tem confusão, mas nada que acabe com o brilho dos bons finais de semana cheios de cerveja, churrasco e ócio.

Tem a praça das crianças na parte do parque, tem a praça dos lanches, tem a praça de quem madruga e tem a praça dos bastidores que ninguém ousa revelar. Tem os casais que namoram no escurinho da Vicente Cardoso a pé ou os que namoram de carro na Restinga. Tem os mais ousados ainda que vão lá para a BR, mas aí é ter muita disposição.

No Gradim, todo mundo se conhece. Mesmo quem não se fala, já sabe quem namora com quem, quem deve, quem é legal e quem é escroto. Os donos de mercado já sabem, no olho, se aceitam fiado ou não dos moradores. Aliás, fofoca não é algo isolado no Gradim. Fofoca é premissa para morar aqui. Todo mundo é um fofoqueiro em potencial e por isso convivemos bem. É como se todos soubessem da vida dos outros e ficassem fingindo que nada aconteceu. Basta alguém passar, rolar um Oi e pronto, os cochichos logo começam.

Sabemos quem engravidou quem, quem foi preso, quem brigou, quem ficou rico, quem está desempregado, quem foi pro Uber, quem fugiu, quem foi solto, quem morreu e tudo isso em poucos minutos depois de acontecer. Somos melhores em comunicação do que o Jornal Nacional.

Venda de cafifas na Praça do Gradim – São Gonçalo
Venda de cafifas na praça do Gradim. Foto: SIM São Gonçalo.

Gradim de festa, futebol e carnaval

Nosso bairro tem uma rivalidade no futebol, por conta do Campo do Marimbondo e do Campo da Igrejinha. Tem rivalidade no carnaval por conta das duas escolas de samba. Tem rivalidade no amor, porque todo mundo tem um ou uma amante em potencial no bairro. Que bairro! Entre a paz e a confusão, ele sobrevive com todo mundo crescendo junto.

Falando em Escola de Samba, não podia esquecer do Carnaval do Gradim. Que carnaval senhores! É no carnaval que todo mundo se encontra, pelo menos uma vez ao longo da semana. Conseguimos saber quem emagreceu, quem engordou, quem casou, quem tem filho, quem está mais feio ou bonito. Parece que o tempo passa e o carnaval continua o mesmo. Sempre tem o bloco do “O Rei Morreu” que junto dos seus 5 integrantes nunca deixa de passar. Tem a cama elástica que fica na esquina da Basílio Costa. Tem o Churrasco da esquina da João Cândido, tem a festa que nunca acaba mesmo com a casa de shows mudando no final da Capitão João Manoel.

Ah! No Gradim também tem o saudosismo da festa da Primavera, que mesmo sendo fora de período de comemorações, lotava as ruas. Tem a saudade dos bares temáticos de cada time, tem a saudade de quando você ia pra rua e a qualquer momento tinha gente brigando por conta de futebol. Tem a saudade de brincar na rua sem medo de assalto.

Gradim é terra de comprar pão cedinho no mercado Mancebo. Terra de lembrar que na esquina do mercado, na época chamado Galo Branco, tinha um pastel artesanal que virou a CPI dos Caldos. Gradim é terra comprar pão com o padeiro de bicicleta que ninguém sabe o nome, mas todo mundo se diverte com sua simpatia. É terra de vizinho não se gostar, mas viver dando sorriso um pro outro exalando solidariedade pública, mas se mordendo por dentro.

Nosso bairro tem mitos também. Tem o mito de que a Rua dos Portugueses é a rua das mulheres mais bonitas no Bairro. Tem o mito de que toda noite algum x-tudo está aberto a madrugada inteira. Tem o mito de que nosso bairro é o maior celeiro de jogadores de São Gonçalo. Enfim, temos lendas urbanas que invejam os melhores contos da Disney.

Ai de tí, Gradim. Que você nunca perca essa graça. Que o tempo passe, a gente envelheça e você continue charmoso como sempre foi. Mesmo com seus problemas, como é bom caminhar por você sabendo que nossas histórias sempre estarão registradas nos asfaltos do bairro.

O post Um amor chamado Gradim apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/um-amor-chamado-gradim/feed/ 13 4486
Leandro Firmino – o Zé Pequeno em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/ze-pequeno-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/ze-pequeno-em-sao-goncalo/#respond Thu, 13 Apr 2017 18:12:33 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4456 A minha cidade parece uma pessoa que não sabe pra onde vai e ainda pegou o ônibus errado. Uma cidade que não é capaz de detectar seus valores. Estou cansado do discurso de quem não domina o assunto. Estou cansado da burocracia que conduz a cultura a falcatruas. Sou da prática. Enxergo o jogo. Sei como funciona, das […]

O post Leandro Firmino – o Zé Pequeno em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
A minha cidade parece uma pessoa que não sabe pra onde vai e ainda pegou o ônibus errado. Uma cidade que não é capaz de detectar seus valores.

Estou cansado do discurso de quem não domina o assunto. Estou cansado da burocracia que conduz a cultura a falcatruas. Sou da prática. Enxergo o jogo. Sei como funciona, das etapas, mas, em cada etapa, há um desonesto no caminho que engole os que lutam com honestidade.

Convivi com um cara muito honesto quando trabalhei na FASG e depois na Secretaria de Cultura. Meu amigo até hoje, o grande Toninho, cinéfilo morador de Santa Catarina, logo capturou a presença do Leandro Firmino em seu bairro. Ele chegou na secretaria e nos anunciou essa novidade. Logicamente, como um amante da arte, fiquei muito feliz.

Imaginei várias possibilidades pro Leandro Firmino contribuir com a cidade. Porém, só agora o poder público percebeu a importância de ter o Leandro compartilhando tudo de bom que aprendeu em sua caminhada. A equipe da Secretaria de Desenvolvimento Social teve a sensibilidade de convidá-lo. Aí então, o Leandro está exercendo a função de facilitador no serviço de Assistência Social, dando aulas de improvisação e interpretação nos CRAS. Toda uma demanda reprimida de desejos deságua com muito amor em direção aos seus alunos.

Quando há amor, há uma força que ultrapassa a generosidade. O Leandro chegou na cidade cheio de vontade de servir a São Gonçalo. Lutou, se interessou e o momento chegou. Passado três anos da sua chegada à cidade, ele divide sua arte com amor, derramando afetividade genuína em seu trabalho. Fala dos seus alunos com os olhos brilhando. Somos da equipe do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos.

Algumas vezes, estivemos juntos nessa missão. Perceber a recepção que ele recebe é de emocionar. Trampar na Secretaria de Desenvolvimento Social é amar e servir: ultrapassa como um raio o limite da arte. Embora se possa imaginar que a arte não tenha limites, ela é um grande veículo pra vida. A arte necessita da vida, então o que o Leandro tá podendo fazer é vida, é viver além do limite, é viver no sorriso do seu próximo, é enxergar versos sendo rabiscados na alma dos seus alunos, que participam das suas aulas com todo encanto de quem percebe sentimento pleno em cada palavra.

O lindo é perceber como as pessoas querem ser amigas do Leandro. Sabemos que o personagem Zé Pequeno marcou a história do cinema. Como diz o Mano Brown, quem admira quer uma proximidade, quer interagir, e o Zé Pequeno instintivamente entende muita coisa, tem virtudes comuns à sua natureza.

Sendo um cara acolhedor, tem a inteligência que permite o outro amar, que é uma das melhores formas de saber amar. Naturalmente, faz em sua vida coisas que se encontram na filosofia. Sempre diz que seu avô, que estudou pouco, era um cara de muita sabedoria, e que ele bebeu muito nessa fonte de saber. Ele entendia o sistema de poder, na complexidade que um doutor em Sociologia explicaria de forma rebuscada, mas não diferente.

Quando o Firmino chega aqui, cheio de vivência, sem falar a insuportável linguagem acadêmica, sem a pretensão de mudar o mundo pra si e cheio de honestidade no olhar. Especialmente quando fala da esposa e do filho. Aliás, toda vez que atende o telefone e é a Letícia, sua esposa, a voz ganha uma ternura encantadora. Sem perceber, dá uma lição de vida pra quem ouve a conversa, tratando-a com toda doçura de um grande amante, como um Neruda inspirado.

Quando o poder público absorve em seus quadros um homem dessa sensibilidade, dando a chance de, via poder público, a cultura não se resumir ao centro da cidade; quando o poder público entra com sua face generosa no Porto do Rosa, no Engenho Pequeno, no Salgueiro, na Amendoeira, alguma coisa toca o meu coração.

Quando o poder público chega no olhar do Leandro Firmino, com a dedicação de quem pensa que temos que salvar as crianças do Brasil e tem ações nessa direção, me ascende a esperança de que a minha cidade pode descer do ônibus errado e procurar um lugar pra ir de forma consciente. Por isso, precisamos de mais Toninhos em São Gonçalo, gente que pulsa honestidade e enxerga no Leandro uma nova era pra cultura da cidade.

Revisão: Prof. Edson Amaro.
Foto: Leo Martins / Agência O Globo

O post Leandro Firmino – o Zé Pequeno em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/ze-pequeno-em-sao-goncalo/feed/ 0 4456
LOL ou Futebol? Novas preferências esportivas dos pequenos brasileiros https://simsaogoncalo.com.br/lol-ou-futebol-novas-preferencias-esportivas-dos-pequenos-brasileiros/ https://simsaogoncalo.com.br/lol-ou-futebol-novas-preferencias-esportivas-dos-pequenos-brasileiros/#respond Mon, 10 Apr 2017 01:56:10 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4442 Há pouco tempo, perguntei para uns moleques de 10 anos qual era o time deles. Imediatamente, responderam atropelando a fala um do outro que torcia para os times da Pain, Red Canids, CNB e falaram os nomes dos atletas como Revolta, Mylon, Kami, Yoda, Brtt. Nesse momento devem ter três tipos de pessoa lendo; 1 […]

O post LOL ou Futebol? Novas preferências esportivas dos pequenos brasileiros apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Há pouco tempo, perguntei para uns moleques de 10 anos qual era o time deles.

Imediatamente, responderam atropelando a fala um do outro que torcia para os times da Pain, Red Canids, CNB e falaram os nomes dos atletas como Revolta, Mylon, Kami, Yoda, Brtt.

Nesse momento devem ter três tipos de pessoa lendo;
1 – as que sabem sobre o que estou falando.
2 – as que sabem e que acham idiota.
3 – as que não acham nada por que não sabem.

Pra quem não sabe, esses times são de um jogo chamado LOL, o League of Legends. Se trata de um jogo online de estratégia, ação e RPG que 5 jogadores jogam contra outros 5 jogadores.

LEAGUE OF LEGENDS: Red Canids vence a primeira etapa do CBLOL 2017.

E por que vim falar disso?

Porque dia 8 de abril foi a final do CBLOL. E nenhum jogo do Flamengo, Vasco, Palmeiras, Corinthians ou outro time qualquer mobilizou mais gente online do que o LOL.

A cultura digital mudou o mundo. Já mudou há muito tempo, só agora estamos vendo a consolidação dessas mudanças.

Quando eu jogava Counter Strike e Futebol no mesmo período, nitidamente existia uma prioridade para o futebol. Entretanto, isso não é mais uma regra para essa nova geração. O cenário de e-sports (games esportivos) cresceu muito. Os salários, estrutura e tudo mais são mais fortes e com belas premiações.

Acompanho muito esse cenário. Faço algumas contribuições textuais para alguns blogs sobre os bastidores e sobre o mercado do mundo de jogos digitais. Estou muito feliz em ver o Brasil crescer nesse segmento.

Apesar do saudosismo imediatamente dizer pra gente que jogos digitais são coisas de Nerd, coisa de gente que não sai, que não transa, que não faz nada da vida, é preciso reconhecer as novas maneiras de viver, ganhar direito e ser feliz.

Sim, hoje, em 2017, é possível que uma criança opte em ver Red Canids em Recife ao invés de assistir Flamengo e Vasco no Maracanã. E isso não é absurdo, é a mudança das praticas esportivas e comportamentais da nova geração.

Sei que esse texto não deve ser do interesse da minha rede de amigos. Mas se tem um conselho pra dar é que o mundo mudou. É preciso reconhecer que nem sempre o que a gente acha que é o melhor para a nova geração é o que a gente viveu.

O post LOL ou Futebol? Novas preferências esportivas dos pequenos brasileiros apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/lol-ou-futebol-novas-preferencias-esportivas-dos-pequenos-brasileiros/feed/ 0 4442
Funkero: um incentivo a leitura direto do Jardim Catarina https://simsaogoncalo.com.br/funkero-um-incentivo-a-leitura-direto-do-jardim-catarina/ https://simsaogoncalo.com.br/funkero-um-incentivo-a-leitura-direto-do-jardim-catarina/#respond Sat, 08 Apr 2017 19:14:51 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4422 Diretamente do Jardim Catarina pro Brasil, o Funkero é uma das provas que a literatura salva o menino que lia o dicionário inteiro. Hoje é um dos grandes nomes do Hip Hop Brasileiro. Adquiriu cedo um volume de informações bastante superior do que os meninos de sua convivência num bairro em que o Estado mostra […]

O post Funkero: um incentivo a leitura direto do Jardim Catarina apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Diretamente do Jardim Catarina pro Brasil, o Funkero é uma das provas que a literatura salva o menino que lia o dicionário inteiro. Hoje é um dos grandes nomes do Hip Hop Brasileiro. Adquiriu cedo um volume de informações bastante superior do que os meninos de sua convivência num bairro em que o Estado mostra a face cruel da sua ausência.

O Funkero teve a sua passagem pela delinquência, viveu uma adolescência acelerada mas não é disso que eu quero falar: o assunto é o pequeno gigante do maior bairro da minha cidade. Não basta lançar o olhar adolescente de que o Funkero é doidão e todo tatuado: o olhar maior é que o Funkero, num dado momento, orgulhou a sua avó por uma vida inteira. Ela soltou a seguinte frase pra ele quando viu uma equipe de cinema chegar no Jardim Catarina em sua residência: “Eu sabia que você seria um grande homem”. Nesse momento vale a existência.

Quem sabe do Funkero, que a mãe conta com todo amor do mundo os seus hábitos de leitura? O Funkero chegou a ler com lanterna pra não incomodar a família, se dedicou profundamente aos livros clássicos, à série “Universo em Desencanto”, os mesmos livros que encantaram Tim Maia na sua fase racional. É preciso entender tudo que despertou a genialidade do Funkero, que foi incentivado em alguns momentos.

MC Funkero e Criolo.

Lembro claramente quando, em 2004, o Fabio Ema me falou que eu precisava ler o que Victor estava escrevendo, Victor Freitas, reconhecido pelo seu nome artístico, Funkero. Pedi então pra que o Victor me mostrasse, mas ele não tinha nada em mãos.

O Fabio falou que tinha muita qualidade. Naquele momento, o Fabio Ema era um espécie de protetor do Victor. O Fabio sempre teve esse dom de ser aconselhador. O Victor demonstrava imenso respeito pelo Fabio. Naquele papo marcante realmente vi no Victor algo muito especial. Já havia holandeses naquele ano querendo levá-lo pro exterior pra que fizesse um trabalho lá.

O Victor, com seu jeito rebelde, queria mesmo continuar aqui nas batalhas, onde se destacava por sua incrível velocidade de pronúncia e raciocínio e foi se tornando um fenômeno do Hip Hop. Com seu amplo entendimento de quem aprendeu a falar Inglês vendo filmes, uma vez ele me disse que tinha sido aluno de Wesley Snipes. Daí é possível imaginar que ele poderia ser o que tivesse vontade de ser e ele quis ser um MC.

Sempre digo pro MC Marechal que tenho imensa admiração pelo som do Funkero em “Perfume de Mulher”. Me impressiona com a sua capacidade de fazer um rap romântico dando à música um nome de filme; aliás, esse disco é inteiro com nomes de filmes: ele é um cinéfilo, mais uma de suas qualidades admiráveis. É possível ver nas letras dele a imensa variedade de influências.

MC Funkero e MC Marechal
MC Funkero e MC Marechal .

Com sua voz marcante, inconfundível, tem mais de setenta músicas na pista. Entre suas músicas e suas participações, sempre muito marcantes e generosas, nunca se furtou a fortalecer os cantores com menos visibilidade no cenário, pois ele sabe no que as pessoas podem se transformar.

Sugiro que olhem pro Funkero como o leitor voraz capaz de em “Cangaço”, que possui curiosamente 2:20, citar nos seus 220 volts vários nomes da cultura brasileira, indo da música com Chico Science à literatura de Jorge Amado e muito mais; nas entrelinhas, uma música realmente incrível, com clipe igualmente incrível.

As músicas do Funkero já foram ouvidas por milhões de pessoas, um exemplo pouco percebido pelo poder público de São Gonçalo. Estou tendo a honra de acompanhar o nascimento do seu primeiro livro, “Coca e Pólvora”, que vem sendo preparado com muito zelo. Já li os capítulos iniciais e ele me faz entender quem são intelectuais de São Gonçalo.

Conheci o Funkero na rua em 2001. Estava ao lado de uma lenda viva da cidade: Bruno Andrade, apelidado de Enzima. Quem é da rua nem precisa dizer que é da rua; a rua reconhece.

Parabéns, Funkero! O seu trabalho merece ser conhecido pelo Brasil inteiro. Eu poderia falar muito mais de você nestas linhas, mas a sua arte já tem dito muito mais do que sou capaz de narrar. Ver você ser respeitado e considerado pelos maiores do Hip Hop Brasil me emociona. Parabéns por sua soma na cena. Você me influencia, procuro te ouvir pelo menos uma vez por dia.

Texto de Rafael Massoto: produtor cultural, compositor e poeta.
Revisão de texto: Prof. Edson Amaro.

O post Funkero: um incentivo a leitura direto do Jardim Catarina apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/funkero-um-incentivo-a-leitura-direto-do-jardim-catarina/feed/ 0 4422
O Gigante acordou! Lavourão, um patrimônio adormecido no coração da cidade https://simsaogoncalo.com.br/lavourao-um-patrimonio-adormecido-no-coracao-da-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/lavourao-um-patrimonio-adormecido-no-coracao-da-cidade/#comments Thu, 16 Mar 2017 17:00:03 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4383 Dia 10 de março de 2017, estive no Centro Cultural Joaquim Lavoura para o Show de comédia em pé do grupo “Descontrarindo”. A entrada, um quilo de alimento, foi doada para o Abrigo Cristo Redentor. A mesa de doações ficou farta, ressaltando quem levou até leite em pó para os idosos. A Secretaria de Cultura, com […]

O post O Gigante acordou! Lavourão, um patrimônio adormecido no coração da cidade apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Dia 10 de março de 2017, estive no Centro Cultural Joaquim Lavoura para o Show de comédia em pé do grupo “Descontrarindo”. A entrada, um quilo de alimento, foi doada para o Abrigo Cristo Redentor. A mesa de doações ficou farta, ressaltando quem levou até leite em pó para os idosos.

A Secretaria de Cultura, com toda sua equipe, imprimia um abraço largo aos convidados. O brilho das centenas de sorrisos flamejam de alegria o velho prédio cultural. Os meninos da comédia fizeram um evento à altura da ilustre plateia: artistas, músicos, secretários, patrocinadores e gente comum de verdade. É a arte de construir movimentos humanos com uma dose de pouco recursos e uma pitada de quase nada. A Dedicação foi a palavra-chave para aquela noite. Alegria foi o sobrenome da festa.

O Centro Cultural foi inaugurado em 22 de setembro de 1988, no governo Hairson Monteiro. Nessa época, CULTURA era apenas um departamento da Secretaria de Educação. Previsto para ter 6 andares, o prédio parou no 4º por falta de verba.

Era o que havia de melhor em construção. Revestido em mármore e com acesso para cadeirantes, o orçamento de 500 mil dólares não foi suficiente para dar conta da obra. Uma revolução em termos de “Aparelho Cultural”.

Foi pensado como um espaço para abrigar setores administrativos de uma vertente que crescia em importância e que, em breve, se tornaria uma Secretaria. A cultura apontava para ser a principal ferramenta da Secretaria de Educação até construir seu espaço independente e convergente.

O plano não foi pra frente. A Secretaria de Cultura tornou se uma realidade apenas no ano de 2001, graças à força dos movimentos sociais que reverberavam o “fazejamento” cultural daquela década.

Plateia, artistas e equipe da Secretaria de Cultura no Centro Cultural Joaquim Lavoura
Plateia, artistas e equipe da Secretaria de Cultura no Centro Cultural Joaquim Lavoura

Consolidando o Lavourão como um dos pólos de cultura da cidade

Hoje, em estado de calamidade declarado, o governo municipal promoveu o achatamento do setor em nome da crise. É preciso corrigir o curso da história, pois o Centro Cultural Joaquim Lavoura nunca desempenhou o papel para o qual foi destinado. Exprimida em apenas um dos andares do prédio, a Secretaria de Cultura e a FASG depende exclusivamente da criatividade e da profissionalização dos gestores. Não possuem concursados ou política pública de médio e longo prazo.

Atendendo a lógica da promoção, o espaço deve atender a demanda do setor cultural que não diminuiu após o achatamento promovido pelo governo NANCI. O gerenciamento do prédio precisa atender a demanda da Sociedade Civil : Projetos, eventos, cursos, profissionalização, aulas e administração. Um espaço de vivência e conexão com a importância da cultura no processo de formação da cidade e do ser humano. E se mover ao contrário carecemos entender os motivos.

O post O Gigante acordou! Lavourão, um patrimônio adormecido no coração da cidade apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/lavourao-um-patrimonio-adormecido-no-coracao-da-cidade/feed/ 2 4383
A importância dos festivais gastronômicos nas cidades https://simsaogoncalo.com.br/importancia-dos-festival-gastronomicos-nas-cidades/ https://simsaogoncalo.com.br/importancia-dos-festival-gastronomicos-nas-cidades/#comments Tue, 14 Mar 2017 14:08:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4355 A moda dos trailers, agora chamados de foodtrucks, parece que veio para ficar. Além da boa comida e bebida, os festivais gastronômicos trouxeram algo que há tempos precisávamos fazer: a ocupação das ruas e espaços que, cotidianamente, não temos contato. Os primeiros eventos gastronômicos aconteceram na praça do Zé Garoto (Estephânia de Carvalho). Devido ao sucesso inicial, o segundo aconteceu, trazendo ainda […]

O post A importância dos festivais gastronômicos nas cidades apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
A moda dos trailers, agora chamados de foodtrucks, parece que veio para ficar. Além da boa comida e bebida, os festivais gastronômicos trouxeram algo que há tempos precisávamos fazer: a ocupação das ruas e espaços que, cotidianamente, não temos contato.

Os primeiros eventos gastronômicos aconteceram na praça do Zé Garoto (Estephânia de Carvalho). Devido ao sucesso inicial, o segundo aconteceu, trazendo ainda mais gente para o local onde, por insegurança e pouca atratividade, poucos se arriscavam a entrar.

Cervejaria artesanal Dois Lados. Prata da casa presente de qualidade presente nos festivais da cidade.
Cervejaria artesanal Dois Lados. Prata da casa de qualidade, sempre presente nos festivais da cidade.

Na mesma frequência, crescia o OcupaSound, evento mensal que ocorre na praça do Camarão, rua da caminhada. Outro belo movimento que precisa ser citado são os eventos semanais de Rap, como o que acontece na Trindade. Até mesmo iniciativas como o baile charme, na praça do Gradim. Esses eventos de bairro trazem ainda mais movimento às diversas barracas que ficam ao redor das praças, com as mais variadas opções gastronômicas.

Com todo esse histórico de sucesso, alguns produtores resolveram dar um passo maior, explorando um dos lugares mais belos da cidade: a ilha das Flores.

Cais Ilha das Flores em São Gonçalo, Rio de Janeiro – Marinha do Brasil
Pequeno cais da Ilha das Flores, próprio para pequenas embarcações. Nadar não pode, infelizmente. São Gonçalo, Rio de Janeiro – Marinha do Brasil

Festivais gastronômicos: descobrindo novos espaços

Alguns espaços fogem da questão da revitalização. Na verdade, eles precisam ser é descobertos pela população. É o caso da Ilha das Flores, a base dos Fuzileiros Navais, sob gestão da Marinha do Brasil.

O local, além de histórico, tem uma excelente vista da Baía de Guanabara. Ver o mar dali, além de trazer paz, nos mostra o quanto a cidade pode ser vista de novos ângulos.

Ficamos felizes por ver que a instituição abriu as portas para que um evento desse porte acontecesse por ali. Foi incrível ver a interação das pessoas num espaço interesse e ainda inexplorado dessa forma em São Gonçalo.

Há pouco tempo, o Mário Lima Jr. escreveu um conto sobre um evento similar acontecendo na Fazenda Colubandê. A história fictícia fez sucesso, pois descrevia o bem que um evento desses poderia fazer ao local, um ponto histórico da cidade, cujo espaço ocioso parece estar ansioso em receber um evento deste porte e mostrar seu potencial.

Barraca de Churros no festival gastronômico de verão da Ilha das Flores.
Barraca de Churros no Festival Gastronômico de verão da Ilha das Flores.

Desejamos vida longa ao movimento. Diante da crise econômica, eles mostram que podem ser uma opção viável para promover os produtores locais. Que eles também continuem desbravando pontos ociosos na cidade, que precisam ser frequentados e vividos pela população. Aliás, além da Fazenda Colubandê, fica a dica também para a Praia das Pedrinhas, lugar que também rende um belo pôr do sol.

Vendedor de Balões nos festivais gastronômicos de São Gonçalo
Até o vendedor de balões ganha no festival de comidas e bebidas. 🙂

O post A importância dos festivais gastronômicos nas cidades apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/importancia-dos-festival-gastronomicos-nas-cidades/feed/ 3 4355
O sentido de ser gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/o-sentido-de-ser-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/o-sentido-de-ser-goncalense/#comments Mon, 13 Mar 2017 12:56:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4351 Morar em São Gonçalo, ser goncalense, significa ser parte de um povo que não esconde seus sentimentos. O gonçalense fala alto, xinga e beija em público, aprecia uma conversa de repente na rua, é ingênuo no trato político e irreverente nas manifestações populares. Ser gonçalense é abrigar uma parte do Brasil dentro de si, resguardadas […]

O post O sentido de ser gonçalense apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Morar em São Gonçalo, ser goncalense, significa ser parte de um povo que não esconde seus sentimentos. O gonçalense fala alto, xinga e beija em público, aprecia uma conversa de repente na rua, é ingênuo no trato político e irreverente nas manifestações populares.

Ser gonçalense é abrigar uma parte do Brasil dentro de si, resguardadas as particularidades locais, afinal, a história de São Gonçalo ocorre em paralelo com a formação do país. A sesmaria que posteriormente deu origem ao município foi doada no dia 6 de abril de 1579 (O município de São Gonçalo e sua história – Maria Nelma Carvalho Braga).

Alguns pontos especiais rendem vantagens à vida gonçalense: o contato direto, cara a cara, ao ar livre, permanece forte entre nós, seja com o vendedor ambulante, que vende de porta em porta, ou com a criança escalando uma árvore frutífera, depois subindo no muro do vizinho para pegar uma pipa voada.

Soltar pipa, aliás, ocupa espaço considerável na formação da criança e do adolescente, até a idade adulta. Milhares de pessoas vão anualmente ao Clube Esportivo Mauá, no Centro, para o festival anual dos brinquedos coloridos feitos de bambu, fibra e papel. Famílias inteiras se sentam à sombra das árvores para apreciar atividade tão infantil e alegre. Bairros como o Laranjal também promovem festivais.

O sentido de ser gonçalense é aproveitar o melhor da inocência humana. Toda criança se diverte na infância, todo adulto celebra com amigos. O capital, escasso ou mal distribuído, não substituiu o contato físico nem valores fundamentais. É fácil encontrar relacionamentos de longa data entre vizinhos conversando na calçada.

Por outro lado, o desenvolvimento democrático é igualmente imaturo. A Câmara Municipal é pobre em representatividade (faltam negros, mulheres e LGBTs entre os vereadores) e as letras não contam com o mesmo espaço das raias, cortadeiras e piões na formação do cidadão.

Um milhão de pessoas vivem em São Gonçalo, a 16ª maior população entre todos os municípios brasileiros. O primeiro teatro municipal, entretanto, ainda não foi inaugurado. A inserção da imprensa na sociedade, usada como sinal de qualidade de uma região, deixa a desejar.

Um povo não cabe em uma frase, artigo ou livro. Que os acertos dessa tentativa de compreensão superem seus erros. Porque o comportamento do Calçadão de Alcântara lotado para as compras de Natal não é transmitido através de simples indicadores socioeconômicos. Eles apontam que o gonçalense médio ganha mal, estuda pouco e é jovem (Atlas Brasil 2013), mas ele é mais que isso. O gonçalense é comunhão humana, efervescência pura.

O post O sentido de ser gonçalense apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/o-sentido-de-ser-goncalense/feed/ 3 4351
De Berlim à São Gonçalo: A arte como movimento de resistência https://simsaogoncalo.com.br/de-berlim-sao-goncalo-arte-como-movimento-de-resistencia/ https://simsaogoncalo.com.br/de-berlim-sao-goncalo-arte-como-movimento-de-resistencia/#respond Tue, 07 Mar 2017 19:33:41 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4344 Os Tijucanos, Cariocas e Gonçalenses recebem entre os dias 15 e 19 de março de 2017 a Oficina de Dança: Axis Syllabus. Um estilo de vida que vem mudando a concepção da Dança Contemporânea no mundo. Países como Alemanha, Áustria, França, Itália, Estados Unidos e Brasil importam e exportam o sistema Axis Syllabus. Um sistema […]

O post De Berlim à São Gonçalo: A arte como movimento de resistência apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Os Tijucanos, Cariocas e Gonçalenses recebem entre os dias 15 e 19 de março de 2017 a Oficina de Dança: Axis Syllabus. Um estilo de vida que vem mudando a concepção da Dança Contemporânea no mundo. Países como Alemanha, Áustria, França, Itália, Estados Unidos e Brasil importam e exportam o sistema Axis Syllabus.

Um sistema de informações que se preocupa com anatomia humana e com a física aplicada ao movimento. Através de uma educação somática, o sistema visa alcançar um movimento natural que promova a saúde do corpo e da mente.

Segundo o Gonçalense e idealizador do evento Anderson Hazen, “o intercâmbio visa promover uma relação de saberes entre as diversas capacidades físicas envolvidas , além de fomentar o aprimoramento artístico em uma espécie de laboratório vivo de formas e expressões”.

Para o instrutor e consolidador do AS Frey Faust (Berlim) ver a complexidade do corpo humano e o estudo contínuo de todos os aspectos do movimento torna a experiência única e inovadora. Um arado para terrenos férteis na germinação de novos saberes e na releitura de antigos conceitos.

Ecoaxis São Gonçalo

Como participar e assistir ao evento

O evento Eco(A)xis, um mergulho na criação se divide em várias etapas e as inscrições podem ser feitas online pelo e-mail andersonhanzen@gmail.com.

Do dia 15 ao dia 18 de março, das 8h às 11h “OCA – oficina de criação artística” com Anderson Hanzen, no Centro Cultural Joaquim Lavoura em São Gonçalo.

Pela tarde a atividade é no Espaço Mova no bairro da Glória/RJ, de 13h às 15h acontece o workshop I “Physics”, e o workshop II “Contact Improvisation” tendo início as 18h30. O término previsto para 17h30. Ambos ministrados por Frey Faust.

No dia 19 de 9h às 12h, AULÃO com Frey Faust com a presença de Anderson Hanzen no Centro Cultural Joaquim Lavoura no bairro da Estrela do Norte/SG.

Pela tarde a comitiva segue para o Centro Coreográfico do Rio de Janeiro na Tijuca onde vai rolar uma conversa com convidados aberta ao publico de 14h às 17h .

O enceramento fica por conta da apresentação de performances inicando as 18h30. O Rio e São Gonçalo é todo arte e movimento.

“A caminhada é como uma agenda em branco não sabemos o que nos espera a cada passo.” – Frey Faust

O post De Berlim à São Gonçalo: A arte como movimento de resistência apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/de-berlim-sao-goncalo-arte-como-movimento-de-resistencia/feed/ 0 4344
Outro jeito de ver São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/outro-jeito-de-ver-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/outro-jeito-de-ver-sao-goncalo/#comments Sun, 08 Jan 2017 13:25:12 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4285 Artigo inspirado na frase “Outra forma de ver o Mundo. Outro jeito de ler São Gonçalo”, repetida por André Correia, ativista político e cultural gonçalense. Estive em uma cidade especial hoje, onde o tédio não existe. Nela habita um povo sem instrução, sem luxo, que compra, vende e troca ao ar livre aquilo que precisa […]

O post Outro jeito de ver São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Artigo inspirado na frase “Outra forma de ver o Mundo. Outro jeito de ler São Gonçalo”, repetida por André Correia, ativista político e cultural gonçalense.

Estive em uma cidade especial hoje, onde o tédio não existe. Nela habita um povo sem instrução, sem luxo, que compra, vende e troca ao ar livre aquilo que precisa para sobreviver, sem parar um minuto.

A identidade local foi marcada há décadas pela agitação necessária para superar a pobreza. Da inquietação nasceu um tipo de caos particular absolutamente imprevisível para os novos moradores sem intimidade com o território. Promoções de alimentos vendidos na calçada, sem fiscalização sanitária, acontecem de repente, por exemplo. Motoristas inopinados atravessam multidões em alta velocidade.

Seus habitantes dependem sinceramente uns dos outros e nisto há beleza humana indiscutível, não na carência de infraestrutura, emprego e renda. Eles se olham nos olhos sem reservas, quase se beijam ou se batem quando conversam, tão intensa é sua ligação.

O baixo desenvolvimento educacional não impede o interesse político, nem o esforço para formar opinião própria. Por ano são lançadas dezenas de livros em eventos mensais de poesia, arte e cultura ou de maneira completamente independente. Nenhum artista deixa de praticar sua paixão, vencem as dificuldades que encontram naturalmente (não sem a costumeira reclamação pública).

Lanchonetes e restaurantes não faltam, nem quem distribua comida de graça aos necessitados. Tendências gastronômicas, novas hamburguerias e food trucks são criados mensalmente, barbearias temáticas se espalharam pelos bairros.

A criança brinca na rua descalça, experimenta a vida, aprende. O adulto joga bola nos fins de semana, encontra os amigos nos bares, não conhece a solidão.

A alma festeira deste lugar pode ser tocada no ar quando milhares de pessoas se reúnem no festival anual de pipas, no tapete de Corpus Christi, no carnaval de rua. Como não tem transporte de massa, mas sua população ultrapassa um milhão, o povo se reinventou, os mototaxistas cortam as esquinas em duas direções ao mesmo tempo, os modernos serviços de carona são um sucesso popular.

Alguns pontos turísticos causam inveja às maiores cidades históricas brasileiras. Ambos construídos no século 17, tem uma fazenda, considerada marco na arquitetura colonial brasileira, e do outro lado da cidade fica uma das mais antigas capelas do país. A região é banhada pelo mar, outro privilégio, e possui parte de uma área de proteção ambiental imensa, rica em biodiversidade.

A terra é quente, muito quente, como a essência ancestral da vida. Seria perfeita se a classe política percebesse seus tesouros, o que não esmorece a maioria honesta que vive lá.

O post Outro jeito de ver São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/outro-jeito-de-ver-sao-goncalo/feed/ 2 4285
Do Boqueirão Pequeno no Galo Branco: talento se faz em casa https://simsaogoncalo.com.br/do-boqueirao-pequeno-no-galo-branco-talento-se-faz-em-casa/ https://simsaogoncalo.com.br/do-boqueirao-pequeno-no-galo-branco-talento-se-faz-em-casa/#respond Sat, 29 Oct 2016 15:18:28 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4173 Liderança e a criatividade eram marcas da hiperatividade do menino que cresceu na rua do Boqueirão Pequeno no Galo Branco, em São Gonçalo. A versatilidade para se relacionar com pessoas não só o mantinha em destaque na escola, como também num eterno estado de formação pessoal e profissional. ANDERSON HANZEN é um artista diversificado, capaz […]

O post Do Boqueirão Pequeno no Galo Branco: talento se faz em casa apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Liderança e a criatividade eram marcas da hiperatividade do menino que cresceu na rua do Boqueirão Pequeno no Galo Branco, em São Gonçalo. A versatilidade para se relacionar com pessoas não só o mantinha em destaque na escola, como também num eterno estado de formação pessoal e profissional. ANDERSON HANZEN é um artista diversificado, capaz de dirigir, atuar, produzir e administrar atividades no setor cultural no teatro, na dança e na literatura.

“A germinação de gestores de Cultura para disseminação da tríade: espaços, artistas e plateia, pode ser promovido junto ao poder publico através da educação, da cultura e do esporte. Iremos passo a passo seguir um rumo diferente para o povo gonçalense.”

André Correa: Anderson, Seus espetáculos possuem um misto de dança e teatro. Como foi esse caminho de formação artística?

Anderson Hanzen: Eu sempre tive muita energia corporal era do esporte, treinava, participava de campeonato. Quando comecei a fazer teatro, tive alguns professores e depois parceiros de trabalho que eram bastante físicos. Ao começar estudar clown (palhaçaria) fui construindo um corpo performático diferente do ator propriamente dito. Foi quando comecei estudar dança contemporânea em 2009 no curso de bacharelado da UFRJ. Desde então, pude verticalizar a investigação dos atravessamentos e do hibridismo da dança e do teatro. Descobrindo que a fala é corpo, e que o corpo é feito de palavras. Esse cuidadoso estudo foi me levando para um olhar sobre olhar, onde o murmúrio do gesto foi revelando a poética do meu dizer. O que me move? Essa pergunta foi feita pela disseminadora do teatro-dança,Pina Bausch, falecida dois anos depois que a conheci. Claro, uma vida antes e depois de Pina, inevitavelmente!

Algo entre a vida e arte, entre o dizer e não dizer, um caminho no auto conhecimento. As reverberações podem ser vistas em alguns trabalhos como: ‘Corpus, fragmentos caóticos’, em 2010; ‘Di Ver Ti Dou’, em 2011; ‘Rapsodia’, em 2012; em 2013; ‘Amarante’, em 2014; ‘3 esquetes e um café’, em 2015; ‘Silêncio de caranguejos devorados ou último suspiro’, em 2016.

André Correa: No dia 23 de outubro de 2016 você participou de o espetáculo “Portas” com a CIA DEGRAU. Nos fale sobre essa parceira.

Anderson Hanzen: Em 2006 e depois em 2008 cheguei a fazer umas aulas de dança tanto com Kátia Farjado, como no Ballet Cláudia Araújo. Participei também da comissão de frente da escola de samba Universo com coreografia de Karen Ramos. Mas em 2008 foi quando eu dancei pela primeira vez no palco e estreiei também, meu clown, ainda conhecido como Zé Penico, no SESC de São Gonçalo, com a ODAM. Depois de poucas aulas com a professora e coreógrafa Angelica Maria, a mesma me fez um convite, bem certeiro pela sua experiência, em dançar um solo. Fiquei surpreso e ela disse: ‘Confia em mim!’
Assim, acabei dançando outras coreográficas e senti a sementinha da dança germinando em mim. Passei para UFRJ e voltei a sua casa, em 2011, onde assinei a direção artística dos espetáculos até 2013. Em 2014, fui pela segunda vez plateia de seu espetáculo, pois havia assistido uma montagem em 2007.

No ano de 2015 fui novamente plateia. Nesse processo, construímos uma intimidade, onde hoje, eu não sou ODAM, mas não deixo de ser. Nessas idas e vindas, Angelica falou para eu dirigir um espetáculo com a cia, que eu era o primeiro passo dessa ideia, mas acabou que foi tudo diferente. Depois de 2 anos, iniciei o processo de construção do espetáculo PORTAS, inicialmente como preparador corporal e devagar fui pegando algumas movimentações coreográficas. E após uma expansão e depois contração da minha presença nesse processo, que naturalmente acontece em qualquer movimento artístico, estive por 1 ano como bailarino e hoje digo eu sou DEGRAU cia dança.

ESPETÁCULO PORTAS. Realizado no Clube Mauá, em 23 de outubro de 2016.
ESPETÁCULO PORTAS. Realizado no Clube Mauá, em 23 de outubro de 2016.

O post Do Boqueirão Pequeno no Galo Branco: talento se faz em casa apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/do-boqueirao-pequeno-no-galo-branco-talento-se-faz-em-casa/feed/ 0 4173
Batidas por Minutos que impulsionam a cultura em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/batidas-por-minutos-que-impulsionam-a-cultura-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/batidas-por-minutos-que-impulsionam-a-cultura-em-sao-goncalo/#respond Mon, 26 Sep 2016 18:00:37 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4047 Quem acompanha o cenário cultural da região metropolitana de perto, sabe que tudo por aqui é cíclico. Em São Gonçalo, lógico, não é diferente. Das praças às casas de show, os acontecimentos são frutos da ebulição do momento. Só na cidade, poderíamos lembrar do Groove do São que acontecia no Sesc; dos shows na I9; ou até mesmo dos brilhantes anos […]

O post Batidas por Minutos que impulsionam a cultura em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Quem acompanha o cenário cultural da região metropolitana de perto, sabe que tudo por aqui é cíclico. Em São Gonçalo, lógico, não é diferente. Das praças às casas de show, os acontecimentos são frutos da ebulição do momento. Só na cidade, poderíamos lembrar do Groove do São que acontecia no Sesc; dos shows na I9; ou até mesmo dos brilhantes anos 90/2000, quando Viradouro e Porto da Pedra brilhavam no grupo especial do carnaval, e faziam a “dobradinha” ensaiando nas ruas principais aos domingos, da tarde até à noite.

BPM Rafael Massoto no Lavourão 2015
Início do BPM no Centro Cultural Joaquim Lavoura em 2015. Foto: Luiz Carvalho / Prefeitura Municipal de São Gonçalo

Ainda em 2015, algo nascia discretamente no Centro Cultural Joaquim Lavoura. Naquele momento, o Lavourão, como é conhecido o prédio na Estrela do Norte, abrigava o “Batidas Por Minuto”, um evento que reunia música, poesia e artes plásticas, para todos os gostos e estilos.

Criado pelo produtor Rafael Massoto, o evento era uma parceria dele com a prefeitura, enquanto colaborador do município. Entretanto, irresponsavelmente, o governo da cidade fez o favor exonerar o produtor, extinguindo estranhamente um dos eventos mais promissores daquele ano.

Banner promocional do BPM 2016, que aconteceu no Bar do Blues, Zé Garoto.
Banner promocional do BPM 2016, que aconteceu no Bar do Blues, Zé Garoto.

O ano passou, mas as memórias do “Batidas por Minuto” ainda pulsavam nas mentes de quem participou. Sabendo do potencial do evento, Massoto persistiu. Em setembro de 2016, um dia antes do aniversário de 126 anos de emancipação política de São Gonçalo, o BPM renasceu, fazendo a união das diferentes tribos, desde o rap até os blocos de carnaval.

São Bloco, uma das atrações do BPM 2016.
São Bloco, uma das atrações do BPM 2016.

Só temos a agradecer ao Rafael Massoto e sua equipe por acreditar que temos público, potencial e musculatura para fazer estes eventos na cidade. Sem falar na mostra da incrível quantidade e qualidade de talentos que temos em casa. Agora é aguardar as próximas edições.

Ana Lara, Rafael Massoto e Matheus Graciano no BPM 2016
A cantora Ana Lara, o produtor Rafael Massoto e Matheus Graciano (São Bloco) no BPM 2016. Foto: Nãnashaira Medeiros.

O sucesso da festa você pode conferir abaixo, nos links para o Facebook:

Até o próximo!

O post Batidas por Minutos que impulsionam a cultura em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/batidas-por-minutos-que-impulsionam-a-cultura-em-sao-goncalo/feed/ 0 4047
Presente para os 126 anos de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/presente-126-anos-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/presente-126-anos-sao-goncalo/#comments Thu, 22 Sep 2016 14:04:53 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4045 São Gonçalo comemora 126 anos de emancipação política hoje, 22 de setembro! Muitos reclamam da escassa oferta de trabalho e lazer, mas poucos se dedicam ao desenvolvimento gonçalense. No aniversário da cidade, que tal oferecer a ela um pequeno gesto de carinho como presente? Aproveitando o feriado municipal, você pode escolher uma dessas opções simples: […]

O post Presente para os 126 anos de São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
São Gonçalo comemora 126 anos de emancipação política hoje, 22 de setembro! Muitos reclamam da escassa oferta de trabalho e lazer, mas poucos se dedicam ao desenvolvimento gonçalense. No aniversário da cidade, que tal oferecer a ela um pequeno gesto de carinho como presente?

Aproveitando o feriado municipal, você pode escolher uma dessas opções simples: enviar uma reclamação ou sugestão para a Ouvidoria da Prefeitura, analisar com amigos as propostas dos candidatos a prefeito, doar material reciclável para o Albergue da Misericórdia ou escrever e compartilhar nas redes sociais seu relacionamento com a cidade. Como gosto de escrever, escolhi a última opção, lá vai:

Quando acordo, penso nas maravilhas e mazelas gonçalenses. Saio de casa de manhã e, da calçada, olho para os dois lados da minha rua, nunca varrida pela Prefeitura. Sacos e copos plásticos se ajuntam no bueiro. De vez em quando, um vizinho varre.

Começo a caminhar e vejo a barricada de sofás rasgados, pedras, troncos e geladeira velha que divide minha rua em duas. Ouço o som dela sendo arrastada por homens e mulheres que desejam ir ao trabalho ou buscar o filho na escola. É o barulho mais deprimente que conheço, ferro contra concreto, som do fracasso da luta do estado do Rio contra a violência.

Continuo caminhando desde o Vila Três e chego ao centro de Alcântara, cheio de pilhas de lixo nas esquinas. Uma rápida observação das pilhas fedorentas leva à conclusão de que são perfeitamente recicláveis. A hipocrisia impede o governo Mulim de aproveitar este potencial econômico.

Sobre as maravilhas, recentemente visitei o Porto da Madama pela primeira vez. Lá tem uma estação de trem antiga, linda e emocionante, apesar do abandono. Outro patrimônio histórico se deteriorando, como a magnífica Fazenda Colubandê, por culpa dos parasitas políticos.

Nos fins de semana, vende-se de tudo no meio das ruas do Porto da Madama. As pessoas se olham e se esbarram como se fossem parentes vivendo dentro da mesma casa, São Gonçalo. O povo olha os produtos no chão, quer saber a qualidade, o preço, fala alto, mas com naturalidade, e abertamente as pessoas dependem umas das outras. A alma gonçalense pode ser tocada. Alcântara é mais cosmopolita do que o Porto da Madama, onde há menos lojas e a  inocência é evidente.

Fotografei a estação de trem e peguei o ônibus de volta pra casa. À noite continuo pensando em São Gonçalo, agora com 126 anos, espelho das maravilhas contraditórias brasileiras, até a hora de dormir.

O post Presente para os 126 anos de São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/presente-126-anos-sao-goncalo/feed/ 2 4045
Cocadas de Tribobó: o lugar mais doce da RJ-104 https://simsaogoncalo.com.br/cocadas-de-tribobo-o-lugar-mais-doce-da-rj-104/ https://simsaogoncalo.com.br/cocadas-de-tribobo-o-lugar-mais-doce-da-rj-104/#comments Tue, 09 Aug 2016 04:11:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3909 As cocadas de Tribobó são um oásis. À beira da RJ-104, no sentido Alcântara, é difícil não parar naquele estande cheio de doces. Especialmente, por conta das cocadas, a especialidade da casa. Muito antes da moda dos foodtrucks, o que mandava mesmo eram as barracas. Elas vendiam pipoca, milho, churros, verduras, cuscuz, picolé, cachorro-quente, angu, caldos, […]

O post Cocadas de Tribobó: o lugar mais doce da RJ-104 apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
As cocadas de Tribobó são um oásis. À beira da RJ-104, no sentido Alcântara, é difícil não parar naquele estande cheio de doces. Especialmente, por conta das cocadas, a especialidade da casa.

Muito antes da moda dos foodtrucks, o que mandava mesmo eram as barracas.

Elas vendiam pipoca, milho, churros, verduras, cuscuz, picolé, cachorro-quente, angu, caldos, churraquinho, amendoim, seja como fosse, era fácil encontrá-las em São Gonçalo. Nos anos 90 e 2000, os trailers tomaram conta do cenário, fazendo fama com muitos “x-tudos”, logo rebatizados de “podrões”.

Até pouco tempo atrás, em todo estado do Rio, os restaurantes não eram tantos e diversos. As comidas das barracas eram a primeira opção de muita gente. Inclusive a minha.

Nessa mesma época, seu Lenilson, mais conhecido como Bujão, inaugurava sua barraca de doces caseiros. Começou ao lado do posto, mas teve que se posicionar do outro lado da esquina. Ali, ficou ainda mais visível e acessível para quem curte parar e experimentar seu doce mais popular: a cocada.

Doces Caseiros – Cocadas de Tribobó
Crédito: Matheus Graciano/ SIM São Gonçalo

Cocadas de Tribobó e RJ-104: uma rodovia mais doce

Completando 16 anos no local, a barraca das cocadas de Tribobó é um dos bons exemplos de empreendedorismo em São Gonçalo. Um negócio local que tem diversos fãs na cidade, como podemos comprovar lendo os comentários elogiosos aos seus doces.

Segundo Lenilson, o funcionamento da barraca é de quinta a domingo e feriados. Às 17h o movimento começa e não tem hora para acabar. A variedade de doces vai além das cocadas, e o pavê também faz jus a fama do local. Mais um exemplo de quem acredita na cidade, empreende e faz acontecer.

O post Cocadas de Tribobó: o lugar mais doce da RJ-104 apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/cocadas-de-tribobo-o-lugar-mais-doce-da-rj-104/feed/ 1 3909
Representatividade no território: a bipolaridade na grande pequena cidade https://simsaogoncalo.com.br/representatividade-territorio-a-bipolaridade-na-grande-pequena-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/representatividade-territorio-a-bipolaridade-na-grande-pequena-cidade/#respond Mon, 08 Aug 2016 18:17:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3896 Vamos pular de fase? Vamos agora pensar para além de estética, além de ideias e ideais, além de raça, gênero, religiosidade, gosto musical. Enfim… Vamos agora falar de representatividade territorial. Tenho falado muito, mas muito mesmo a respeito de como representatividade importa. Porque além de você se reconhecer no mundo (o que é absurdamente importante) […]

O post Representatividade no território: a bipolaridade na grande pequena cidade apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Vamos pular de fase? Vamos agora pensar para além de estética, além de ideias e ideais, além de raça, gênero, religiosidade, gosto musical. Enfim… Vamos agora falar de representatividade territorial.

Tenho falado muito, mas muito mesmo a respeito de como representatividade importa. Porque além de você se reconhecer no mundo (o que é absurdamente importante) você se sente representado, e isso te ajuda a se construir e reconstruir enquanto ser vivente. A importância da representatividade, pra mim, transcende a ideia do externo, porque dependendo de sua intensidade e pureza ela te transforma a alma.

Mas enfim, vamos às vias de fato: representatividade territorial. Acredito que a maioria das pessoas que lerão este artigo são gonçalenses, gonçalenses em sua maioria que não se reconhecem em sua própria cidade. A própria cidade vive uma bipolaridade que ainda não consegui definir se positiva ou negativa, pois da mesma forma que pode ser a “SG cidade pequena e sem nada” é também a “SG monstruosamente urbana com complexidades das cidades grandes”. Acredito que aquela infeliz propaganda, onde uma mulher diz claramente “Deus me livre eu dizer que moro em São Gonçalo” expressa bem a total falta de reconhecimento com esse pedaço de terra, pedaço de terra grande, com mais de 1 milhão e meio de habitantes que pensam em algum grau, dessa forma.

Mas, se a cidade em que você nasceu e provavelmente teve as maiores amizades da sua vida, provavelmente teve as melhores brincadeiras de rua, as melhores competições de cafifa nas Lages, os melhores e mais diversos eventos culturais… Se cabe nesse pedação de chão, as memórias mais ternas que você carrega consigo e que essa cidade foi palco pra você protagonizar, porque ela você a nega? São Gonçalo é abandonada não só no sentido da gestão pública, mas também no sentido literal de afeto, sentimento de pertencimento, desejo de cuidar. Eu já me convenci que essa cidade aqui que é a tal da cidade maravilhosa. E você? O que falta aqui pra te fazer se reconhecer?

O post Representatividade no território: a bipolaridade na grande pequena cidade apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/representatividade-territorio-a-bipolaridade-na-grande-pequena-cidade/feed/ 0 3896
A cultura das cervejas artesanais em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/a-cultura-das-cervejas-artesanais-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/a-cultura-das-cervejas-artesanais-em-sao-goncalo/#respond Thu, 23 Jun 2016 15:54:06 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3645 Você sabia que o movimento “Beba menos, beba melhor” está tomando a nossa cidade ? Sim, estamos falando de cervejas artesanais. Já temos várias cervejarias caseiras na cidade e uma Confraria de Cerveja Artesanal. Ainda há um preconceito com nossa cidade. Como sabemos, o próprio gonçalense torce o nariz. Porém, depende de nós, cidadãos, mostrarmos quem somos e […]

O post A cultura das cervejas artesanais em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Você sabia que o movimento “Beba menos, beba melhor” está tomando a nossa cidade ? Sim, estamos falando de cervejas artesanais. Já temos várias cervejarias caseiras na cidade e uma Confraria de Cerveja Artesanal.

Ainda há um preconceito com nossa cidade. Como sabemos, o próprio gonçalense torce o nariz. Porém, depende de nós, cidadãos, mostrarmos quem somos e valorizarmos os eventos culturais aqui. Muita gente fala que cerveja não é cultura, e sempre convido então a participar de nossos eventos e palestras para mudarem de idéia. Lembremos que até água em excesso faz mal.

Há cervejas que foram criadas em Monastérios. Nessa época medieval, ela servia como alimento no período da quaresma para os próprios monges. Para aguentar os longos períodos sem a ingestão de alimentos sólidos, eles consumiam as cervejas mais encorpadas, suprindo os nutrientes retirados das refeições. Foram eles, inclusive, que aperfeiçoaram as técnicas das cervejas ao longo dos anos. Assim fabricaram algumas das melhores bebidas de todo o mundo.

Hoje, a idéia é divulgar e apresentar ao público gonçalense o mundo cultural da cerveja artesanal, mostrando que degustar é muito mais prazeroso do que beber em excesso. Por causa disso, um grupo de cervejeiros caseiros criaram uma Confraria. Periodicamente, marcam encontros nos bares da cidade e levam suas próprias produções, para conversar sobre as cervejas artesanais e aprimorar o conhecimento nesse mundo fantástico. Nós, Joarez Lessa, Manoel Félix e João Bonadiman, fundamos a Confraria de Cerveja Artesanal com esse intuito. Nossa vontade de mostrar que a cidade tem público e curte gastronomia, cultura e cerveja artesanal é o que nos motiva.

Nesse processo, também criei a Cervejaria Dois Lados (antiga 2J). Junto às outras co-irmãs, organizamos vários eventos, como palestras e cursos de produção de cerveja em São Gonçalo, especialmente para o público com sede de informação e de bebida de qualidade. Em agosto de 2016, vai acontecer o IPADAY, no bar The Souzas, no Mutuá. Este será um evento focado em cervejas do estilo India Pale Ale. Sucesso em outras cidades, agora também, pela primeira vez em  São Gonçalo.

Quer saber mais sobre o evento? Clique e participe.

Maiores informações, confira a página da Cervejaria Dois Lados ou da Confraria de Cerveja Artesanal.

O post A cultura das cervejas artesanais em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/a-cultura-das-cervejas-artesanais-em-sao-goncalo/feed/ 0 3645
Saudades dos encontros de internet na grama do Shopping São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/saudades-dos-encontros-de-internet-na-grama-do-shopping-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/saudades-dos-encontros-de-internet-na-grama-do-shopping-sao-goncalo/#respond Tue, 21 Jun 2016 03:51:17 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3747 Se você tem mais de 20 anos e menos de 30, provavelmente conheceu alguém que ia nos encontros de internet no Shopping São Gonçalo. Lembro como se fosse ontem que todo sábado estávamos todos nós, envolvidos com as brigas, flertes, encontros, desencontros e risadas que aquele pedaço de grama na frente do Shopping trazia para […]

O post Saudades dos encontros de internet na grama do Shopping São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Se você tem mais de 20 anos e menos de 30, provavelmente conheceu alguém que ia nos encontros de internet no Shopping São Gonçalo. Lembro como se fosse ontem que todo sábado estávamos todos nós, envolvidos com as brigas, flertes, encontros, desencontros e risadas que aquele pedaço de grama na frente do Shopping trazia para nós.

A internet hoje é popular, mas naquela época não. Foi uma geração de transição. Nossos pontos de encontro que eram as esquinas foram virando a busca eterna por promoções numa lan house qualquer. Aos poucos, o Counter Strike e Warcraft iam virando ICQ e MSN. O cheiro de homens, pão velho e mortadela ia dando espaço para o cheiro do perfume das mulheres que também passavam a frequentar as “Lan house’s”.

Bons tempos. Era época de trocar lista de MSN, de pensar na melhor coloração dos nick’s do chat e escolher as melhores playerlist para aparecer no “o que você está assistindo”. Era tempo de entrar e sair do MSN para fazer com que alguém puxasse assunto e começar o desenrolo para o sábado virar point de encontro.

Cada um com seu bonde, com seu tipo de roupa, com suas roupas de marca da feirinha de Itaipava, com os perfis I, II, II e IV do orkut com alguma foto de uma câmera digital que não era sua ou no máximo, de uma webcam de baixa resolução.

Estamos ficando velhos. O tempo está passando e cada um foi seguir seu rumo. Uns viraram advogados, uns viraram músicos, uns viraram jornalistas, uns viraram maconheiros, uns viraram bandidos, mas todo mundo virou algo. Foi bom compartilhar e fazer parte de uma geração que descobriu junto o potencial da internet.

Fico pensando o que seria da minha vida sem os encontros. Parte da minha formação, personalidade e sagacidade foi desenvolvida lá. Pensar em estratégias para ser mais popular para entrar nas festas de graça, tentar arrumar uma grana para poder comer meu Mc Donald’s aos sábados, poder ir no cinema a tarde já encaminhando a ida para a grama e tentar entrar em contato com o máximo de pessoas possíveis. Resumindo: todo mundo queria um scrapbook lotado.

Para além de um saudosismo, bate uma saudade de querer saber onde todo mundo está. Queria ver o rosto de cada um novamente e poder ouvir o que aconteceu desde então. Saber dos casais e crianças geradas através do G3, de quem brigou e depois virou amigo, de quem emagreceu, de quem engordou, de quem enriqueceu, de quem foi preso, dos puto, das puta, dos feios, dos bonitos, de todos.

Foi triste deixar de frequentar os encontros e depois não ver mais eles existindo. A grama do Shopping São Gonçalo tem história. Mas tem tanta história que, sempre que passo lá, preciso atravessar a rua para relembrar, mesmo que por minutos, de como foi importante para mim fazer parte de uma geração tão potente e inventiva.

Para alguns era baderna, era zoação, era briga, mas para mim foi o momento mais interessante da minha juventude, onde pude conhecer, aceitar e aprender com gente diferente, de tudo que era lugar da cidade e o melhor, fazer amigos que carrego até hoje.

Era do cacete organizar os encontros e as festas. Lembro do período que começamos a tentar colonizar Niterói fazendo encontros no Plaza, Bay Market e até festas em São Francisco. Nossa geração queria ser promoter de choppada. Era o máximo do legal de tirar onda com cordões e anéis de prata, com algum boné de tela da Von Dutch falso.

Quantas vezes passo na rua e lembro dos apelidos das pessoas. Fico andando no ônibus ou em alguma festa e lembro de como a pessoa era e em como está hoje. As maquiagens, os bonés, o jeito de falar, tudo mudou, mas ainda sim, todo mundo ainda se olha e se lembra que já nos vimos em algum lugar pela grama.

Que a gente guarde essas memórias pra sempre.
por Talude

Atual Romario Regis.

O post Saudades dos encontros de internet na grama do Shopping São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/saudades-dos-encontros-de-internet-na-grama-do-shopping-sao-goncalo/feed/ 0 3747
Os bastidores do Corpus Christi: como retiram os tapetes? https://simsaogoncalo.com.br/os-bastidores-do-corpus-christi-como-retiram-os-tapetes/ https://simsaogoncalo.com.br/os-bastidores-do-corpus-christi-como-retiram-os-tapetes/#comments Fri, 27 May 2016 17:28:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3676 A tradição dos tapetes de Corpus Christi se consolidou na cidade. Mas a beleza artística que presenciamos na manhã de quinta tem seus custos. Naturalmente, já sofremos com o trânsito. E quando um pequeno evento acontece no centro da cidade, é o suficiente para o caos se instalar. Por isso, este ano, resolvemos olhar para aqueles que reordenam as ruas: a equipe de […]

O post Os bastidores do Corpus Christi: como retiram os tapetes? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
A tradição dos tapetes de Corpus Christi se consolidou na cidade. Mas a beleza artística que presenciamos na manhã de quinta tem seus custos. Naturalmente, já sofremos com o trânsito. E quando um pequeno evento acontece no centro da cidade, é o suficiente para o caos se instalar. Por isso, este ano, resolvemos olhar para aqueles que reordenam as ruas: a equipe de limpeza pós-tapetes.

Limpeza dos tapetes de Corpus Christi

Antes de falar sobre o assunto principal, precisamos falar sobre o fechamento precoce das ruas. Desde às 18 horas, o trânsito foi interrompido, o que gerou bastante transtorno para as pessoas que voltavam para suas casas nesse pré-feriado. Não sabemos ao certo o motivo de tanto adiantamento, mas seria interessante se a prefeitura voltasse a fechar as ruas às 22:00 da noite, após o horário de maior fluxo. Seria mais justo com todos.

Por mais óbvio que possa parecer para você, o rápido trabalho feito pelos garis é fruto da experiência dos anos de desmonte dos tapetes. Liberar a via em pouco tempo é um trabalho árduo, mas gratificante para quem sabe de seu papel fundamental ao final do evento. Surpreendentemente, muita gente nunca imaginou o processo de limpeza geral, especialmente sobre como a atuação do trator ajuda bastante.

Limpeza dos tapetes de Corpus Christi

Equipe de limpeza, liberando a via em frente à prefeitura.

Sugestões para os próximos Corpus Christi

A sugestão para os próximos eventos, na questão do lixo, é que empresa e prefeitura mostrem como fazem o descarte de todo o material usado na confecção dos tapetes. Seria o ideal para termos o ciclo completo, do início ao fim, gerando ainda mais valor para todo o evento. Afinal, o meio ambiente agradece.

A expectativa de todos é que os erros do passado sejam corrigidos e os acertos repetidos. As lições aprendidas aqui são o melhor meio para que consigamos fazer dos tapetes de Corpus Christi algo ainda mais interessante para todos que vivem por aqui.

Limpeza dos tapetes de Corpus Christi Limpeza dos tapetes de Corpus Christi Limpeza dos tapetes de Corpus Christi Limpeza dos tapetes de Corpus Christi Limpeza dos tapetes de Corpus Christi

O post Os bastidores do Corpus Christi: como retiram os tapetes? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/os-bastidores-do-corpus-christi-como-retiram-os-tapetes/feed/ 1 3676
A tradição nas fantasias dos carnavais de bairro https://simsaogoncalo.com.br/a-tradicao-nas-fantasias-dos-carnavais-de-bairro/ https://simsaogoncalo.com.br/a-tradicao-nas-fantasias-dos-carnavais-de-bairro/#comments Sun, 14 Feb 2016 17:29:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3465 O carnaval sempre foi algo que me encantou. Num passado recente, a festa era algo bem distante das polêmicas atuais sobre verbas governamentais, religiosas ou relativas à violência. Eu contava os dias para chegar a festa e sair às ruas vestido de bruxa, palhaço, “perrô”, o que fosse na época. Nos carnavais passados, o clima de leveza e alegria era constante e […]

O post A tradição nas fantasias dos carnavais de bairro apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
O carnaval sempre foi algo que me encantou. Num passado recente, a festa era algo bem distante das polêmicas atuais sobre verbas governamentais, religiosas ou relativas à violência. Eu contava os dias para chegar a festa e sair às ruas vestido de bruxa, palhaço, “perrô”, o que fosse na época. Nos carnavais passados, o clima de leveza e alegria era constante e fundamental para que a festa acontecesse. Triste mesmo era a terça-feira de carnaval, quando tudo chegava ao fim.

Desde pequeno, boa parte dos carnavais que participei foram ali entre o Paraíso e Patronato. A prefeitura fechava a rua e a festa começava. Algumas vezes o foco era na praça dos ex-combatentes, outras ali na altura do MV1. Sempre estavam lá as fantasias clássicas, dos bate-bolas, que chamamos de “perrô”, aos índios, bailarinas, piratas, entre outras como os “pai-joão”, também conhecidos como “bloco do sujo”, quando se vestem com as roupas do lado avesso, e as figuras marcantes das “piranhas” ou “piriguetes”, nossos homens vestidos de mulher.

Por conta do São Bloco, projeto que temos na cidade, fizermos um evento no domingo de carnaval lá no Gradim. Bem além da nossa apresentação, o mais interessante foram os grupos fantasiados, das “japonesas” aos Gorilas, dos perrôs aos “bondes de cartola” que apareceram na festa. Por conta do esvaziamento o carnaval, a festa do bairro estava cheia, com aproximadamente 8 mil pessoas nas ruas, mostrando nossa força cultural quando o assunto é carnaval.

Na terça-feira, estive na região do Arsenal, onde um carnaval de bairro também foi promovido, próximo às margens da RJ-104. A quantidade de bondes de bate-bolas, bruxas e “perrôs” de todos os tipos era enorme. Num determinado momento na pista, na altura de Tribobó, era possível vê-los andando em filas, prontos para curtir mais um dia dessa festa que ainda motiva os mais novos a confeccionar suas fantasias para curtir a festa. Talento puro no coração dos bairros gonçalenses.

Não conseguimos fotografar todas as fantasias, infelizmente. Mas a seguir, vai um pouco do que a gente conseguiu registrar. Confira!

Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo Gradim • São Gonçalo – Carnaval 2016 / SIM São Gonçalo

O post A tradição nas fantasias dos carnavais de bairro apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/a-tradicao-nas-fantasias-dos-carnavais-de-bairro/feed/ 1 3465
Enjaulado no Carnaval de Trindade https://simsaogoncalo.com.br/enjaulado-no-carnaval-de-trindade/ https://simsaogoncalo.com.br/enjaulado-no-carnaval-de-trindade/#respond Thu, 11 Feb 2016 11:31:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3462 Passei a noite da segunda-feira de Carnaval enjaulado na quadra da praça de Trindade. Agradeço ao desconhecido que empilhou no canto da quadra cinco ou seis caixas de som potentes para nós, gonçalenses, dançarmos ali. Presos. Ouvindo música estrangeira. Lesados pelo governo Mulim que nos roubou o dinheiro para um Carnaval municipal melhor. A quadra apinhada de gente assustava, […]

O post Enjaulado no Carnaval de Trindade apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Passei a noite da segunda-feira de Carnaval enjaulado na quadra da praça de Trindade. Agradeço ao desconhecido que empilhou no canto da quadra cinco ou seis caixas de som potentes para nós, gonçalenses, dançarmos ali. Presos. Ouvindo música estrangeira. Lesados pelo governo Mulim que nos roubou o dinheiro para um Carnaval municipal melhor.

A quadra apinhada de gente assustava, demorei a me acostumar à ideia. A surpreendente concentração de pessoas esticava ao máximo a grade de ferro que cerca o espaço, centenas e centenas espremiam uns aos outros e alguns milagrosamente conseguiam levantar e abaixar os braços alegres. Ignorando meus instintos de sobrevivência, sem pensar muito, entrei às cotoveladas, dando e recebendo, olhando sempre em frente e empurrando meu corpo com força em direção ao meio da multidão.

Ouvi sons de tiros, segundo susto, pensei em me abaixar mas os foliões agiam normalmente, dançavam ou simulavam a posse de uma metralhadora disparando. Fiz o mesmo, dei falsos tiros para o alto ao som de uma banda raivosa provavelmente filiada ao Estado Islâmico. Quando um bonde passou gritando “Tá tranquilo, tá favorável”, apesar das contas domésticas atrasadas, da ameaça do desemprego e da inflação alta, gritei também – acompanhava o grupo de homens enfileirados ou seria arrastado por ele.

Atrás das grades pulando como um animal que nada sabe sobre sua própria história nem sobre a cidade onde vive, vi belíssimos pierrots circulando do lado de fora da quadra, livres, soltos. Seria melhor estar entre eles depois que outro bonde descontrolado, desta vez de macacos brancos, quase me derrubou. Em 2015 a escola de samba Alegria de Guaxindiba levou o tema “Made in África Berço da Cultura Brasileira” ao desfile no bairro Patronato. Este ano o prefeito Neilton Mulim decidiu que macacos na Trindade segurando a corda do caranguejo é tudo o que um bicho como eu precisa aprender.

Possivelmente com pretensões políticas (afinal é ano eleitoral), a boa alma da Trindade instalou as caixas de som. A noite estava quente, como deve ser, o bairro, abertamente lindo, gonçalense até o último confete. Para alcançar a divindade, faltou à trindade incentivo público digno e respeito pela cultura local. Vi o espetáculo preso, mas sacolejando, dentro da quadra lotada.

O post Enjaulado no Carnaval de Trindade apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/enjaulado-no-carnaval-de-trindade/feed/ 0 3462
Teatro Municipal chega a São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/teatro-municipal-chega-a-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/teatro-municipal-chega-a-sao-goncalo/#comments Fri, 29 Jan 2016 14:06:43 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3448 O Teatro Municipal de São Gonçalo tornou-se uma lenda viva. Após ser utilizado durante décadas enquanto promessa eleitoral, o teatro ganhou uma fada madrinha. A Secretária de Administração Roseli Constantino articulou uma negociação com o banco Itaú capaz de gerar 13,6milhões de reais para a construção do aparelho cultural. Há pelo menos dois anos, um […]

O post Teatro Municipal chega a São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
O Teatro Municipal de São Gonçalo tornou-se uma lenda viva. Após ser utilizado durante décadas enquanto promessa eleitoral, o teatro ganhou uma fada madrinha. A Secretária de Administração Roseli Constantino articulou uma negociação com o banco Itaú capaz de gerar 13,6milhões de reais para a construção do aparelho cultural.

Há pelo menos dois anos, um movimento articulado pelo músico Kadu Monteiro, apoiado por artistas e pela Secretaria de Cultura, promoveram um abraço ao antigo Fórum da cidade em defesa da construção do teatro. Para além deste ato público, artigos e movimentos críticos como “São Gonçalo não tem teatro” reivindicavam a construção deste espaço e o cumprimento da promessa eleitoral.

 

 

No dia 15 de dezembro de 2015 a prefeitura de São Gonçalo anunciou oficialmente o início das obras para entrega em 7 meses. O empreendimento é uma obra da dupla de arquitetos Rita e Felipe Gutiérrez. O espaço é composto por uma bilheteria, um Foyer, um café avarandado, dois sanitários masculinos, dois femininos, um sanitário com acessibilidade , um fraldário, um mezanino e 256 lugares para plateia, diante de um palco italiano. Uma sala para a orquestra municipal, cinco camarins, uma copa, uma sala para administração, quatro vestiários, uma área de manutenção, um estacionamento com 28 vagas e uma doca para carga descarga. Todo aparato tecnológico utilizado para oferecer esta estrutura torna a iniciativa o maior investimento cultural das últimas décadas.

 

Internas do Teatro Municipal de São Gonçalo

Vista do palco Italiano

Preocupado com a manutenção e com a gestão do espaço, o governo já pensa em uma forma sustentável de manter a casa e os espetáculos: “Não adianta a gente criar um espaço com este tamanho e ficar como um elefante branco na cidade. Precisamos movimentar a cena e os artistas são nossos parceiros nessa empreitada contemplando os mais variados setores. Assim como estudamos para pensar o teatro, também estamos estudando para encontrar uma forma produtiva de ocupação.” relatou a Secretária.

Para além dos espetáculos a Secretária Roseli Constantino acredita que o Teatro trás um brilho a autoestima do gonçalense e um legado para as gerações futuras.

“Não é só através da educação que se aprende, a cultura faz parte do crescimento e auto estima do cidadão. É de suma importância que a cidade receba outro olhar da população, temos que cultivar a visão de bem querer a cidade.” enfatizou Roseli.

Por André Correa e Nanda Azevedo.

O post Teatro Municipal chega a São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/teatro-municipal-chega-a-sao-goncalo/feed/ 3 3448
Carnaval não dá votos como antigamente https://simsaogoncalo.com.br/carnaval-nao-votos-como-antigamente/ https://simsaogoncalo.com.br/carnaval-nao-votos-como-antigamente/#comments Mon, 18 Jan 2016 12:03:02 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3428 A segunda semana de janeiro de 2016 começou quente. A Prefeitura Municipal de São Gonçalo, como diversas outras cidades brasileiras, cancelou o carnaval das escolas de samba, alegando crise, falta de dinheiro, essas coisas. Tudo dentro do roteiro padrão de que “há outras prioridades”. Mas, especificamente sr. secretário e sr. prefeito, quais seriam? Falar “saúde […]

O post Carnaval não dá votos como antigamente apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
A segunda semana de janeiro de 2016 começou quente. A Prefeitura Municipal de São Gonçalo, como diversas outras cidades brasileiras, cancelou o carnaval das escolas de samba, alegando crise, falta de dinheiro, essas coisas. Tudo dentro do roteiro padrão de que “há outras prioridades”. Mas, especificamente sr. secretário e sr. prefeito, quais seriam? Falar “saúde e educação” é muito vago.

Em 2015, a prefeitura declarou ter gastado a quantia de cinco milhões e trezentos mil reais (5.300.000,00) na montagem do carnaval da cidade. Cerca de 3 vezes mais que Niterói no mesmo ano. Na época, a reportagem do Jornal Extra (23/02/2015) trouxe questões importantes à tona. Uma delas foi o descaso com as contas na cidade. Segundo a própria prefeitura, em 2015, desses mais de 5 milhões de reais, apenas 1 milhão foi usado para montagem dos palcos. Sem falar na desculpa esfarrapada de que o restante do dinheiro “pode ser utilizado em outros eventos, como o aniversário da cidade, ou em áreas como Saúde e Educação”.

Ou seja, há 1 ano atrás, “Saúde e Educação” foram desculpa para a sobra de dinheiro não explicado. Parece que esse governo está achando que todo mundo é trouxa por aqui.

Na prática, toda essa movimentação da prefeitura se justifica. Com pouco, seria mais justo distribuir todo o dinheiro entre os carnavais de bairro ao invés de despejá-lo nas pequenas agremiações. Entretanto, por que o governo não se planejou para comunicar a aprovação ou cancelamento das escolas no ano anterior? Precisa ser de surpresa?

O carnaval gonçalense ainda gera votos?

Do lado eleitoral, uma coisa ficou clara para ser pensada: o poder político e eleitoral dessas pequenas agremiações já não existe como antes. Se há alguns anos atrás, elas eram uma das poucas diversões nas comunidades, hoje são apenas mais uma. Shoppings, igrejas e internet entraram no jogo da atenção. Para as escolas, fica um breve papel na semana do carnaval.

Por outro lado, a G.R.E.S Unidos do Porto da Pedra, escola de samba da cidade, pôde contar com a prefeitura que, inclusive, espalhou suas faixas dentro da escola, com alguns nomes em evidência, que não valem ser mencionados neste post. Nessa hora, é importante fazer uma diferenciação, pois o grêmio recreativo tem destaque na imprensa, emprega pessoas, movimenta a comunidade do samba, além de ser uma referência por conta do tempo que abrigou o Castelo das Pedras. Definitivamente, a escola tem presença na vida gonçalense, ao contrário das pequenas agremiações, que tem pouca ou nenhuma relevância no ano, infelizmente. Por isso, na Porto da Pedra todo mundo quer colar.

Tem muito caroço nesse angu, bem além dessa simples explanação. Em breve, vamos publicar o desenrolar dessa história que está bem além do carnaval: uma guerra pelo poder municipal.

Fontes

Jornal Extra, 23 de fevereiro de 2015: http://extra.globo.com/noticias/rio/prefeitura-de-sao-goncalo-gastou-53-milhoes-com-montagem-de-carnaval-quase-tres-vezes-mais-que-niteroi-15411522.html

O post Carnaval não dá votos como antigamente apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/carnaval-nao-votos-como-antigamente/feed/ 4 3428
É Hora do Conselho Popular de Cultura em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/e-hora-do-conselho-popular-de-cultura-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/e-hora-do-conselho-popular-de-cultura-em-sao-goncalo/#respond Thu, 26 Nov 2015 05:50:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3380 Após 90 dias de trabalho o Fórum implementa novidades para a juventude Em 11 de dezembro de 2015, será realizado o III Encontro do Fórum Políticas Culturais de São Gonçalo. O debate acontece às 18 horas, no Abrigo Cristo Redentor, na rua Dr. Nilo Peçanha, 320, Estrela do Norte. O evento conta com a participação […]

O post É Hora do Conselho Popular de Cultura em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Após 90 dias de trabalho o Fórum implementa novidades para a juventude

Em 11 de dezembro de 2015, será realizado o III Encontro do Fórum Políticas Culturais de São Gonçalo. O debate acontece às 18 horas, no Abrigo Cristo Redentor, na rua Dr. Nilo Peçanha, 320, Estrela do Norte. O evento conta com a participação de artistas, produtores, políticos e cidadãos gonçalenses.

Serão abordados temas como o desenvolvimento do Plano Municipal de Cultura e a implementação do Conselho Popular. Uma instância do Fórum onde o Conselheiro atuará, formulará as políticas públicas a partir do mapeamento do setor. O objetivo é realizar de parceiras com o Conselho Municipal, com Secretaria de Cultura, com a Fundação de Arte, com o Governo Estadual e Federal.

De forma colaborativa, além de representar o bairro onde vive, o Conselheiro visa disponibilizar elementos para a formação de uma rede de valores a partir da realização de eventos, pesquisas e projetos. Gerando dispositivos que sejam capazes de qualificar o debate e promover a regulamentação do setor a fim de formar, entreter e profissionalizar.

O Regimento divulgado pelo Fórum esclarece dúvidas aos interessados, especialmente na vaga de CONSELHEIRO POPULAR DE CULTURA. É preciso ser morador da cidade, ter entre 16 e 39 anos e ter pelo menos (1) ano de prática cultural comprovada. Além de favorecer a juventude, a novidade do sistema é que os VOLUNTÁRIOS não competirão entre si. “A competição é um equivoco, se todos desejam servir a cidade elaborando e somar a este mapeamento é uma honra tê-los conosco. Nem sempre democracia se resolve com eleição. O reconhecimento e o ativismo adquire maior valor nesta jornada”. Defende o universitário Matheus Guimarães.

Para saber mais:

EVENTO: https://web.facebook.com/events/1633421560258769/

REGIMENTO: https://drive.google.com/file/d/0B4fWIfJ14b0GaXcyZVdTWFVKRnc/view?pli=1

INSCRIÇÃO: http://goo.gl/forms/TrrFSIGKK8

Cronograma

18H-18H30 – LANCHE SOLIDÁRIO (Traga uma bebida e/ou comida para compartilhar com todas e todos.)
18H-19H – APRESENTAÇÃO DO III ENCONTRO (Resumo dos últimos encontros; andamento do Plano Municipal de Cultura e; apresentação do Conselho Popular de Cultura – CPC)
19h-19h30 – APRESENTAÇÃO DOS CONSELHEIROS POPULARES
19h30-20h – LANCHE SOLIDÁRIO, PARTE II
20H-20H45 – MESA REDONDA (Espaço para apresentação de trabalhos, ideias e encaminhamentos, além de articulações entre os próprios participantes)
20H45-21H – ENCERRAMENTO

O post É Hora do Conselho Popular de Cultura em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/e-hora-do-conselho-popular-de-cultura-em-sao-goncalo/feed/ 0 3380
FreeArt e a cidade da arte https://simsaogoncalo.com.br/freeart-e-a-cidade-da-arte/ https://simsaogoncalo.com.br/freeart-e-a-cidade-da-arte/#respond Wed, 18 Nov 2015 03:34:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3371 Fui convidado pelo poeta Fagner Gabriel à visitar o FreeArt, um encontro que envolve conscientização de causas sociais, exposição de arte, poesia e música. Regularmente, uma vez por mês, os nativos se reúnem no Bar República Pub, no Paraíso em São Gonçalo. Segundo o ativista, o Sarau multimídia é um sonho antigo que ele conseguiu […]

O post FreeArt e a cidade da arte apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Fui convidado pelo poeta Fagner Gabriel à visitar o FreeArt, um encontro que envolve conscientização de causas sociais, exposição de arte, poesia e música. Regularmente, uma vez por mês, os nativos se reúnem no Bar República Pub, no Paraíso em São Gonçalo. Segundo o ativista, o Sarau multimídia é um sonho antigo que ele conseguiu colocar em prática no ano de 2013.

Um espaço de convivência onde as pessoas possam ter oportunidade de fazer uma mostra de seu trabalho e fazer amigos. “Onde há um bem para se fazer, que se faça. O encontro é sempre em prol de uma causa social. Iniciei as atividades durante as chuvas de março. Os alagamentos e deslizamentos de terra deixarão centenas de desabrigados aqui em São Gonçalo. Viemos para sensibilizar o nosso território.” Defende o ativista.

O FreeArt elege uma causa para conscientizar o cidadão e todo mês rola um bate papo: Proteção aos animais, câncer de mama, ativismo cultural e refugiados entre outros. O projeto contribui para ampliação da diversidade cultural e avança na utilização de espaços alternativos para a arte.

Fábio Gabriel é Nativo Gonçalense.

O post FreeArt e a cidade da arte apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/freeart-e-a-cidade-da-arte/feed/ 0 3371
A Fazenda Colubandê é minha https://simsaogoncalo.com.br/a-fazenda-colubande-e-minha/ https://simsaogoncalo.com.br/a-fazenda-colubande-e-minha/#respond Mon, 26 Oct 2015 08:54:44 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3299 E eu sou dela. Quando ela me chama, eu vou, caminhando ou pedalando, geralmente no início da manhã. Me sento nos degraus, em frente à Capela, também o lugar preferido de muitas espécies de formigas, que seguem suas trilhas para todos os lados. Como nós, gonçalenses, somos privilegiados pela existência da Fazenda Colubandê.  Única, tão […]

O post A Fazenda Colubandê é minha apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
E eu sou dela. Quando ela me chama, eu vou, caminhando ou pedalando, geralmente no início da manhã. Me sento nos degraus, em frente à Capela, também o lugar preferido de muitas espécies de formigas, que seguem suas trilhas para todos os lados.

Como nós, gonçalenses, somos privilegiados pela existência da Fazenda Colubandê.  Única, tão calma e tão próxima do caos e da sujeira das ruas. Refúgio da paz que acompanha o verde das árvores e o vento ameno. Lugar que abertamente nos ensina de onde viemos, o princípio de nossa história.

São Gonçalo passa apressada, congestionada, logo abaixo. Na Fazenda ouve-se o som da pedreira que fica no mesmo bairro, o progresso que destrói, mas o rico e amigável canto dos pássaros é muito mais nítido.

Nada e ninguém, além da Fazenda Colubandê, pode oferecer gratuitamente o isolamento perfeito, próximo, de fácil alcance. Nela observo a cidade com o resguardo da sensatez e sabedoria da natureza, mais antiga que nós; tão perto de casa, longe o suficiente do escapamento dos veículos, ela tem espaços de sobra para meditar (apenas pássaros cruzando o ar interrompem), tanta coisa para ver.

Ao lado do aperto claustrofóbico de Alcântara, diante do desenvolvimento inquieto do Colubandê, a Fazenda é um universo infinito de detalhes prazerosos: cheia de segredos, relvas, árvores imponentes, repleta do verde escasso no centro urbano gonçalense. O ar puro e o silêncio favorecem a reflexão, o aprendizado consigo mesmo e com o passado ao redor, presente nos muros e paredes da Sede e da Capela. Duas provas de que o ser humano pode construir coisas belas.

No mesmo ambiente ainda é possível jogar, correr ou andar e descobrir novos caminhos; a ação é tão estimulada quanto a contemplação. Dá vontade de passar o dia inteiro na Fazenda Colubandê, acampar, fazer piquenique, descansar.

Quando a deixo para voltar à rotina normal, ela diz “Volte logo, não demore”, como uma amante devota. Digo adeus e saio revigorado, pedalando ou caminhando, preparado para qualquer coisa. A Fazenda Colubandê é minha.

O post A Fazenda Colubandê é minha apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/a-fazenda-colubande-e-minha/feed/ 0 3299
Falta teatro, sobra talento https://simsaogoncalo.com.br/falta-teatro-sobra-talento/ https://simsaogoncalo.com.br/falta-teatro-sobra-talento/#respond Tue, 13 Oct 2015 16:38:33 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3258 Estive naquilo que a Prefeitura de São Gonçalo chama de teatro municipal para assistir a peça “Dentro de mim, a cidade”, montada pelo Coletivo Mundé. Vi que o Teatro Carequinha não está à altura de George Savalla Gomes, nem chega aos pés da qualidade artística gonçalense, cuja manifestação, felizmente, superou todos os problemas de infraestrutura. Os […]

O post Falta teatro, sobra talento apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Estive naquilo que a Prefeitura de São Gonçalo chama de teatro municipal para assistir a peça “Dentro de mim, a cidade”, montada pelo Coletivo Mundé. Vi que o Teatro Carequinha não está à altura de George Savalla Gomes, nem chega aos pés da qualidade artística gonçalense, cuja manifestação, felizmente, superou todos os problemas de infraestrutura.

Os problemas encontrados no Carequinha, sexta-feira (09/10), foram fios elétricos espalhados perigosamente pelo chão, na frente do palco, bancos medíocres, ar-condicionado inoperante e apenas um ventilador de teto funcionando. É ultrajante uma das principais cidades do Brasil, em diversos períodos da História, depender de um auditório escolar improvisado, onde o artista tem que se virar, vender ingressos na bilheteria, pedir equipamento emprestado, atuar na sonoplastia e dividir seu esforço com atividades secundárias para apresentar seu trabalho.

Trabalho que é um verdadeiro serviço à beleza e cidadania. “Dentro de mim, a cidade” ensina sobre São Gonçalo, em aproximadamente 60 minutos, mais do que todas as ações culturais implementadas desde o início do governo Mulim, há quase 3 anos atrás. O público presente, pequeno, foi privilegiado. Creio que todos se emocionaram quando o ator Reinaldo Dutra expôs no monólogo a dor de testemunhar uma cidade acolhedora, feliz, abandonar hábitos como o bate-papo noturno na esquina entre amigos, devido ao aumento da violência urbana.

Poucos assistiram a peça porque novamente a Prefeitura se manteve distante da legítima arte municipal. Ela pendura placas descontroladamente sobre coisas que não faz, sobre reformas de praças sem previsão de começar, mas não pendurou nenhuma plaquinha sobre o evento. Mulim, a Fundação de Artes, a Prefeitura, ninguém publicou sequer um post em seus perfis nas redes sociais, divulgação que não custaria nada.

Uma peça de teatro produzida com carinho por gonçalenses, para gonçalenses, sobre São Gonçalo, a um preço acessível, agrega um valor inestimável à vida, para sempre. O Coletivo Mundé é um daqueles tesouros raros, são tantos talentos reunidos que as demais possibilidades de boas combinações se esgotam. Cada cidade do mundo tem no máximo um grupo assim, seja um polo criativo como Berlim, ou uma cidade pouco desenvolvida como a nossa, que nem teatro tem.

O post Falta teatro, sobra talento apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/falta-teatro-sobra-talento/feed/ 0 3258
São Gonçalo dá Depressão? Conheça quem te faz rir todo dia. https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-da-depressao-entrevista-podcast/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-da-depressao-entrevista-podcast/#respond Sat, 03 Oct 2015 21:24:31 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3246 Clique e baixe o #5 Podcast do SIM São Gonçalo no celular. Digamos que “depressão” não é a melhor descrição para eles. Aproveitando as pérolas diárias que vemos na cidade, a página “São Gonçalo dá Depressão” nasceu. Fazendo piada com as questões mais variadas, do que comemos ao nosso jeito vestir, são sucesso absoluto em […]

O post São Gonçalo dá Depressão? Conheça quem te faz rir todo dia. apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Clique e baixe o #5 Podcast do SIM São Gonçalo no celular.

Digamos que “depressão” não é a melhor descrição para eles. Aproveitando as pérolas diárias que vemos na cidade, a página “São Gonçalo dá Depressão” nasceu. Fazendo piada com as questões mais variadas, do que comemos ao nosso jeito vestir, são sucesso absoluto em São Gonçalo, com quase 50 mil usuários curtindo no Facebook.

São Gonçalo Dá Depressão? Só alegria. 🙂

No nosso #5 PodCast, “prefeito”, “novinho” e “Marival” comentam sobre suas experiências administrando o canal, suas relações com os adoradores e odiadores da página, e a parte da “função social” que acabaram assumindo, dado a escassez de canais de comunicação na cidade.

Confira a entrevista.

O post São Gonçalo dá Depressão? Conheça quem te faz rir todo dia. apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-da-depressao-entrevista-podcast/feed/ 0 3246
A I9 fechou: o futuro do entretenimento em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/a-i9-fechou-o-futuro-do-entretenimento-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/a-i9-fechou-o-futuro-do-entretenimento-em-sao-goncalo/#respond Fri, 02 Oct 2015 04:55:44 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3235 Baixe o mp3 para o seu celular. O #4 Podcast do SIM São Gonçalo aborda um assunto que bombou em setembro de 2015: o fechamento da casa de show I9. Matheus Graciano e Nãnashaira Medeiros comentam sobre os efeitos disso na cidade e o futuro do entretenimento em São Gonçalo. Clique, baixe, ouça! Sobre a […]

O post A I9 fechou: o futuro do entretenimento em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>

Baixe o mp3 para o seu celular.

O #4 Podcast do SIM São Gonçalo aborda um assunto que bombou em setembro de 2015: o fechamento da casa de show I9. Matheus Graciano e Nãnashaira Medeiros comentam sobre os efeitos disso na cidade e o futuro do entretenimento em São Gonçalo. Clique, baixe, ouça!

Sobre a I9 na cidade

A I9 se consolidou como uma casa de shows de peso no cenário do leste fluminense. Com boa capacidade, equipamento de som e luz potentes, tinha robustez para receber artistas de nível nacional e internacional. Entretanto, o destaque para a Feira do Livro e as matinês do teatro infantil são eventos interessantes para serem lembrados.

Outro legado fundamental é a movimentação da região que abrange os bairros do Camarão, Porto da Pedra, Parada 40 e Mangueira. Comentamos sobre a participação da casa de shows neste processo de promoção das proximidades como um pólo de entretenimento.

 

O post A I9 fechou: o futuro do entretenimento em São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/a-i9-fechou-o-futuro-do-entretenimento-em-sao-goncalo/feed/ 0 3235
Executivo despreza a Cultura https://simsaogoncalo.com.br/executivo-despreza-a-cultura/ https://simsaogoncalo.com.br/executivo-despreza-a-cultura/#respond Wed, 30 Sep 2015 11:10:44 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3232 O povo gonçalense ignora a história da sua formação, desconhece suas qualidades profissionais e a própria capacidade artística. Deficiência grave, claramente compreendida: a Cultura é mais um setor público abandonado pelo Executivo, sem planejamento, de orçamento ínfimo e baixa qualificação técnica. Para o governo Mulim, liderado por um professor, Cultura não é importante. O orçamento da pasta é de R$ […]

O post Executivo despreza a Cultura apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
O povo gonçalense ignora a história da sua formação, desconhece suas qualidades profissionais e a própria capacidade artística. Deficiência grave, claramente compreendida: a Cultura é mais um setor público abandonado pelo Executivo, sem planejamento, de orçamento ínfimo e baixa qualificação técnica.

Para o governo Mulim, liderado por um professor, Cultura não é importante. O orçamento da pasta é de R$ 1,2 milhão (apenas 0,1% do total gasto pelo município em 2015), colocando o setor entre as quatro secretarias menos favorecidas e de menor capacidade de investimento, visto que os gastos exorbitantes com pessoal – gente desqualificada e desnecessária – e eventos fixos do calendário anual, que não valorizam a produção artística gonçalense, consomem praticamente toda a verba.

Ao Gabinete do Prefeito, no entanto, chefiado pela irmã de Mulim, a Prefeitura destina R$ 3,5 milhões por ano, quase três vezes mais do que a Cultura recebe. O que faz o Gabinete com tanto dinheiro? Longe de desenvolver pesquisas científicas em benefício do população, suas funções são assessorar o prefeito, assessorá-lo mais um pouco e eventualmente assessorá-lo de novo.

O descaso é ainda mais ofensivo: há sete meses o Executivo se sentou e reteve embaixo de si mesmo a proposta de criação do Plano Municipal de Cultura, documento que visa estruturar o aparelho e a oferta cultural do município, inserido no contexto nacional. Nas mãos da corja incompetente que domina seu cenário político, São Gonçalo é mantida de propósito imersa na ignorância.

Como se não bastasse tanto desprezo, neste mês de setembro a Prefeitura deveria prontificar e entregar aos gonçalenses dois Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs), um em Neves, outro no Colubandê. Entre outros benefícios, os CEUs oferecem lazer e serviços para promoção da cidadania em territórios de alta vulnerabilidade social, contudo, apesar de contar com verbas federais de mais de R$ 7 milhões, a construção dos CEUs municipais estagnou no estágio inicial.

A alienação generalizada estimulada pelo Governo prejudica o estabelecimento de respostas para uma pergunta simples: o que significa ser gonçalense? É um conceito quase inexistente, nos falta uma imagem pública positiva, carecemos de identidade. Certamente é algo maior do que simplesmente nascer ou viver em São Gonçalo.

O post Executivo despreza a Cultura apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/executivo-despreza-a-cultura/feed/ 0 3232
O futebol americano do São Gonçalo Shadows https://simsaogoncalo.com.br/o-futebol-americano-do-sao-goncalo-shadows/ https://simsaogoncalo.com.br/o-futebol-americano-do-sao-goncalo-shadows/#comments Sun, 27 Sep 2015 21:58:26 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3215 Você pode não acreditar, mas temos um time de futebol americano treinando em São Gonçalo. Tudo começou quando um grupo de amigos que treinavam no “Niteroi Federals”, time da UFF, Niterói, perceberam o crescimento explosivo do esporte em nosso país e resolveram fundar um time na cidade. Dessa iniciativa, fundaram o time São Gonçalo Shadows. Hoje o time treina no Clube Mauá, […]

O post O futebol americano do São Gonçalo Shadows apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Você pode não acreditar, mas temos um time de futebol americano treinando em São Gonçalo. Tudo começou quando um grupo de amigos que treinavam no “Niteroi Federals”, time da UFF, Niterói, perceberam o crescimento explosivo do esporte em nosso país e resolveram fundar um time na cidade. Dessa iniciativa, fundaram o time São Gonçalo Shadows.

Hoje o time treina no Clube Mauá, na Estrela do Norte. No começo eram 5 componentes. Mas com a presença no Facebook, novos jogadores vieram fazer parte do grupo, somando cerca de 35 jogadores atualmente.

Para eles, ainda é um número baixo. O grupo iniciado em novembro de 2014 quer mais. Para fortalecer o esporte na região, eles participam da LiFFA, a Liga Fluminense de Futebol Americano que, inclusive, está acontecendo no momento. Mas já planejam a criação de uma nova categoria, a fullpad, utilizando os equipamentos completos.

Futebol Americano com o São Gonçalo Shadows

Os jogadores do time são esportistas natos. Alguns lutam judô, jiu-jitsu, outros pertencem à times de futebol ou jogam em outro times de futebol americano. Na prática, as dificuldades são muitas. Como boa parte dos esportes no Brasil, faltam incentivos financeiros, patrocínio, sem falar na falta de conhecimento do esporte, que gera carência de material humano, e muita dificuldade para ter mais treinos durante a semana.

A visão do São Gonçalo Shadows para os próximos anos

O time tem planos de participar do Full Pad em 2017, um campeonato de âmbito estadual onde é obrigatório o uso de equipamentos de proteção completos. Em média, cada jogador tem custo de 1.500 reais. Os desafios financeiros são grandes, mas o grupo não desanima. Com a mesma força e determinação utilizada em campo, o grupo busca novas formas de implementar o esporte na cidade.

E você, curte futebol americano? Então clique e entre com contato com os São Gonçalo Shadows.

Futebol Americano com o São Gonçalo Shadows

O post O futebol americano do São Gonçalo Shadows apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/o-futebol-americano-do-sao-goncalo-shadows/feed/ 1 3215
Gonçaly Hills de Talentos – Maria Domícia https://simsaogoncalo.com.br/goncaly-hills-de-talentos-maria-domicia/ https://simsaogoncalo.com.br/goncaly-hills-de-talentos-maria-domicia/#comments Sat, 15 Aug 2015 22:36:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3117 Quem foi que disse que São Gonçalo é uma cidade pobre? O maior tesouro que uma cidade pode ter é a sua gente. A nossa, é uma “Beverly Hills” de talentos. Nossa gente, não está nem ai para mansões luxuosas com carrões na garagem e o que querem mesmo é o mínimo, principalmente de respeito. […]

O post Gonçaly Hills de Talentos – Maria Domícia apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Quem foi que disse que São Gonçalo é uma cidade pobre? O maior tesouro que uma cidade pode ter é a sua gente. A nossa, é uma “Beverly Hills” de talentos. Nossa gente, não está nem ai para mansões luxuosas com carrões na garagem e o que querem mesmo é o mínimo, principalmente de respeito. Querem educação para seus filhos, hospitais de qualidade para quando adoecerem e segurança para que ninguém tire o seu direito de ir e vir ou levarem-lhe o pouco que tem. Educação, saúde e segurança, a receitinha básica para melhoria da qualidade de vida de qualquer cidade, São Gonçalo, ainda carece muito dessa trinca. Se nem no essencial temos investimentos, imagine na cultura? O exemplo é a nossa Fazenda Colubandê que está aí “à Deus dará”.

Na contramão de quem governa, o nosso povo não cruza os braços e vai à luta conquistando seu espaço e com talento divulga nossa cidade para o Brasil. Um exemplo é cantora lírica gonçalense Maria Domícia. Sim, isso mesmo, eu disse cantora lírica. Podemos nos orgulhar de ter tido uma das mais belas e afinadas vozes do nosso país.

Maria Domícia nasceu no bairro do Patronato e estudou até a 3º série na Escola Estadual Porto da Madama, e concluiu o Primário no grupo escolar Benjamim Constant no Barreto em Niterói. Fez o curso Normal no Liceu Nilo Peçanha. Começou a se destacar na música quando se formou em canto sob a orientação da professora e cantora lírica Elizabeth do Prado Esberard no Conservatório Brasileiro de Musica.

Domícia foi professora do ensino médio nos cursos de: Teoria de Solfejo, Canto Lírico, Musica Sacra, Educação Musical, História da Música, Regência, Musica Contemporânea e outros.

Como cantora participou de várias atividades musicais. Festivais de Inverno realizados na cidade mineira de Ouro Preto, IV Centenário da Cidade de Niterói em 22 de novembro de 1973, vários recitais, como: Colégio Santa Úrsula, Teatro Municipal de Niterói, Instituto Cultural Brasil-Alemanha. Na década de 70 participou da “Barca Cultural” organizada por Paschoal Carlos Magno e viajou mais de 50 cidades brasileiras encantando com seu vozerão. Mas foi a cidade de Terezina, no Piauí, que vivenciou de perto a potência da voz de Domícia. Enquanto arrebentava em mais uma de suas apresentações , Domícia entoou uma nota que fez com que um dos cristais da janela do teatro se quebrasse e quase feriu um violinista.

Uma gravação caseira de Domícia interpretando “Pergunte aos Canaviais”, de Capiba, chegou aos ouvidos de Flávio Cavalcante, um dos mais badalados apresentadores de programa de auditório na década de 70. Ao ouvi-la cantar, Flávio a confunde com a cantora lírica peruana Yma Sumac e com espanto de ter interpretado tão bem uma letra em português, solta: “- Yma Sumac cantando em português. Como é possível?”. Passado o desconforto da comparação, Flavio fez questão de conhecê-la. Três dias depois, Domícia cantou ao vivo na residência de Flávio Cavalcante, que se encantou com a nossa cantora e disse: “– Há uma razão para essa voz, pois seu nome carrega o som de três notas musicais – o DO o MI e o SI – Do –mi – ci – a.”

Maria Domícia faleceu em 2007 e ocupou a 24º cadeira da Academia Gonçalense de Letras, Artes e Ciências (AGLAC).

Domícia foi só mais uma joia que ajudou a enriquecer esse baú de tesouros chamado São Gonçalo. Uma cidade tão rica de talentos e pobre de investimentos.

POBRE RICA CIDADE DE SÃO GONÇALO.

O post Gonçaly Hills de Talentos – Maria Domícia apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/goncaly-hills-de-talentos-maria-domicia/feed/ 2 3117
Vieira Brum’s Piper, porque música é vida https://simsaogoncalo.com.br/vieira-brums-piper-porque-musica-e-vida/ https://simsaogoncalo.com.br/vieira-brums-piper-porque-musica-e-vida/#respond Wed, 12 Aug 2015 00:44:11 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3101 O Vieira Brum’s Piper é um projeto feito para jovens e adolescentes de comunidade gonçalenses, especialmente para aqueles em situação de risco, sediado no Centro Educacional Vieira Brum, bairro Antonina. Ativo desde 2004, acredita que através do aprendizado com as Gaitas de Fole Escocesas é possível levar aos alunos noções de civismo, companheirismo, somado aos […]

O post Vieira Brum’s Piper, porque música é vida apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
O Vieira Brum’s Piper é um projeto feito para jovens e adolescentes de comunidade gonçalenses, especialmente para aqueles em situação de risco, sediado no Centro Educacional Vieira Brum, bairro Antonina. Ativo desde 2004, acredita que através do aprendizado com as Gaitas de Fole Escocesas é possível levar aos alunos noções de civismo, companheirismo, somado aos conhecimentos musicais através do instrumento europeu. O projeto é aberto a todo público, e os alunos têm a possibilidade viver novos contextos socioculturais.

Em 2012, inovou com apresentações inusitadas, tocando a gaita de fole fazendo embaixadinhas, em cima da corda bamba, de cabeça para baixo ou até mesmo tocando duas ao mesmo tempo. A arte totalmente brasileira de tocar o instrumento, chamando a atenção dos jovens para algo diferente é algo diferente, que atrai e gera interesse na sociedade.

 

Vieira Brum's Piper por SIM São Gonçalo  Vieira Brum's Piper por SIM São Gonçalo

A principal contribuição das atividades é reduzir o tempo ocioso das crianças e jovens, fomentando o gosto pela música, propiciando um desenvolvimento saudável para todos, longe das ruas e do contato com as drogas, prostituição ou marginalidade.

A única exigência para fazer parte deste projeto é estudar e apresentar boas notas. O uniforme e as gaitas são disponibilizados pelo Colégio Vieira Brum. Assim, é possível estimular valores como a honestidade e a integridade.

Vieira Brum's Piper por SIM São Gonçalo

Neste ano de 2015, o Vieira Brum’s Piper foi convidado a participar do Festival Internacional da Juventude de Aberdeen, na Escócia. Entretanto, não pode comparecer por falta de financiamento das passagens, mesmo já tendo as hospedagem pagas. A meta agora é se preparar para o Festival de Berlim, Alemanha, que acontecerá em 2016.

Consciente de sua importância, o Vieira Brum’s Piper se destaca no cenário artístico e cultural nacional, pelo seu ineditismo regional com um instrumento europeu, sendo um instrumento de educação, socialização e cidadania.

Confira mais imagens do grupo Vieira Brum’s Piper.

Vieira Brum's Piper por SIM São Gonçalo Vieira Brum's Piper por SIM São Gonçalo Vieira Brum's Piper por SIM São Gonçalo Vieira Brum's Piper por SIM São Gonçalo

Entre em contato com o projeto:

Jhonny Mesquita
Emails: jhonny_mesquita@yahoo.com.br / pipervieirabrum@gmail.com
Telefones: 21 2604-9444 / 98868-3448 / 99565-1907

O post Vieira Brum’s Piper, porque música é vida apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/vieira-brums-piper-porque-musica-e-vida/feed/ 0 3101
Tá certo ou não tá? Carequinha e o privilégio de ser palhaço https://simsaogoncalo.com.br/carequinha-o-privilegio-de-ser-palhaco-ta-certo-ou-nao-ta/ https://simsaogoncalo.com.br/carequinha-o-privilegio-de-ser-palhaco-ta-certo-ou-nao-ta/#comments Mon, 20 Jul 2015 19:03:29 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3065 Um dia desses, dirigindo no meu passo tartaruga, um motorista apressadinho passou a toda por mim e disse aquela frase que ninguém gosta de escutar: “– Sai da frente, seu palhaço! “ Mas, pensando bem, quem foi que disse que ser palhaço é um péssimo adjetivo? Ser palhaço é ser nobre, lírico, inocente, ingênuo e […]

O post Tá certo ou não tá? Carequinha e o privilégio de ser palhaço apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Um dia desses, dirigindo no meu passo tartaruga, um motorista apressadinho passou a toda por mim e disse aquela frase que ninguém gosta de escutar: “– Sai da frente, seu palhaço! “

Mas, pensando bem, quem foi que disse que ser palhaço é um péssimo adjetivo? Ser palhaço é ser nobre, lírico, inocente, ingênuo e angelical. Para ser palhaço, precisamos saber quem somos. Uma honra que poucos conseguem.

Há cem anos, no dia 18 de julho, nascia em Rio Bonito uma criança chamada George Savalla Gomes, que teve essa honra de ser um palhaço. Essa criança teve também a honra de nascer no circo, filho de um casal trapezista. Também teve a honra de nascer enquanto sua mãe performava no picadeiro. Teve a honra de ser o primeiro palhaço cantor e também de se tornar o primeiro palhaço a ter um programa de TV. Essa criança foi o maior palhaço do Brasil.

Poucos dessa geração tiveram o privilégio de assistir este artista. Nos meus aniversários, tive o prazer de ser acordado ao som de parabéns para você na voz dele. Me sinto honrado em estar aqui, escrevendo um pouco da história deste querido artista que fez a minha infância mais feliz. Este palhaço me acompanhou na infância e, anos depois, tive o prazer de levar a minha família em um dos seus últimos espetáculos. Vi minha filha cantar e brincar com o velho Carequinha, quando ela tinha apenas 4 anos de idade.

Em uma das suas centenas de entrevistas, George falou que o segredo do reconhecimento de um palhaço está na pintura que faz no seu rosto. É a identidade e autenticidade do palhaço.

Ele teve a sua própria identidade. E você? Mesmo sem a cara pintada como a de um palhaço, pode dizer que tem uma identidade e autenticidade nesse picadeiro chamado vida?

Agora você tem a receita. Se te chamarem de palhaço, diga em alto e bom tom: – Com muito orgulho!

Tá certo ou não tá?

O post Tá certo ou não tá? Carequinha e o privilégio de ser palhaço apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/carequinha-o-privilegio-de-ser-palhaco-ta-certo-ou-nao-ta/feed/ 1 3065
Trindade: conheça a origem do bairro https://simsaogoncalo.com.br/trindade-conheca-a-origem-do-bairro/ https://simsaogoncalo.com.br/trindade-conheca-a-origem-do-bairro/#comments Fri, 03 Jul 2015 03:15:17 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3008 A Fazenda da Trindade foi adquirida por Francisco José Ramos e D. Thereza Maria Moreaux Ramos, em 19 de julho de 1877 por 14 contos de réis. Seu cultivo era de café, lavoura e gado. Deste matrimônio entre Francisco e Thereza nasceu Leonor Moreaux Ramos, no dia 21/01/1886 em São Gonçalo. Com a morte dos […]

O post Trindade: conheça a origem do bairro apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
A Fazenda da Trindade foi adquirida por Francisco José Ramos e D. Thereza Maria Moreaux Ramos, em 19 de julho de 1877 por 14 contos de réis. Seu cultivo era de café, lavoura e gado. Deste matrimônio entre Francisco e Thereza nasceu Leonor Moreaux Ramos, no dia 21/01/1886 em São Gonçalo.

Paróquia da Santíssima Trindade – Trindade, São Gonçalo. Fonte: Arquidiocese de Niterói
Paróquia da Santíssima Trindade – Trindade, São Gonçalo. Fonte: Arquidiocese de Niterói

Com a morte dos pais, D. Leonor vai para sua residência no Rio de Janeiro onde estavam seus parentes, mantendo ainda a fazenda Trindade. Ao casar-se mais tarde com Lauro Augusto Corrêa volta para São Gonçalo reativando a fazenda, aumentando a criação de gado, plantação de laranja, abacaxi e outras lavouras, chegando a receber menção honrosa na 1° Exposição-Feira de Produtos Agrícolas e Industriais do Município de São Gonçalo, em 27 de setembro de 1931, no concurso de produtos agrícolas.

Com a morte de seu marido, D. Leonor, seguindo orientação de seu genro Humberto Soeiro de Carvalho, organizou em 11 de dezembro de 1951 a Imobiliária Trindade LTDA, para lotearem a fazenda.

Vista da Praça da Trindade, ainda em projeto no ano de 1958.
Vista da Praça da Trindade, ainda em projeto no ano de 1958. (Foto enviada por Paulo Batista)

Durante 75 anos a fazenda fora conservada pela família, com seus sítios e pomares. O Dr. Humberto Soeiro Carvalho, reservara quatro terrenos: Um para a praça, um outro para a Igreja e outros dois para dois colégios. A praça localiza-se no coração do bairro, a Igreja da Santíssima Trindade no local do antigo oratório e os dois terrenos nos dois pólos do antigo bairro.

A Igreja da Santíssima Trindade foi fundada em 25 de maio de 1967. A Sra. Leonor Corrêa, mulher de austera formação católica e esmerada educação, quis construir uma capela onde já existia um pequeno oratório erigido em homenagem à Santíssima Trindade. Neste oratório, de um cômodo, havia uma tela, pintada pelo famoso artista francês François Renné Moreaux, tio-avô da Sra. Leonor Corrêa.

Leonor Corrêa - Origem do Bairro Trindade
Leonor Corrêa

Fonte: Paróquia da Santíssima Trindade — Desenvolvido pela Pastoral da Comunicação Rua Cidade de Campos, s/n — Trindade — São Gonçalo — RJ

O post Trindade: conheça a origem do bairro apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/trindade-conheca-a-origem-do-bairro/feed/ 8 3008
Elite gonçalense, ela existe? https://simsaogoncalo.com.br/elite-goncalense-ela-existe/ https://simsaogoncalo.com.br/elite-goncalense-ela-existe/#comments Tue, 16 Jun 2015 17:12:38 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2864 O Brasil é e sempre foi um país desigual. Apesar dos últimos governos repetirem exaustivamente que a desigualdade financeira diminuiu entre as pessoas, o desnível absurdo ainda prevalece. É verdade que a renda caminha rumo à igualdade, mas o abismo educacional não mudou. Em São Gonçalo, por exemplo, com muitas pessoas nas chamadas “classes C e D”, camadas que mais ascenderam economicamente, a falsa […]

O post Elite gonçalense, ela existe? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>

O Brasil é e sempre foi um país desigual. Apesar dos últimos governos repetirem exaustivamente que a desigualdade financeira diminuiu entre as pessoas, o desnível absurdo ainda prevalece. É verdade que a renda caminha rumo à igualdade, mas o abismo educacional não mudou. Em São Gonçalo, por exemplo, com muitas pessoas nas chamadas “classes C e D”, camadas que mais ascenderam economicamente, a falsa sensação de “poder comprar” mascara uma pergunta bem pertinente em tempos de ostentação: ainda existe elite goncalense?

Antes de escrever o post, pedi algumas contribuições nas redes do SIM São Gonçalo. Esse comentário resume um pouco do que se acredita ser “elite”:

“Sobre a ‘elite gonçalense’, conheço uma família que tinha uma situação financeira bem bacana. Moravam no Galo Branco, numa ‘puta’ casa. A mulher andava de ‘Audi’, o homem de ‘Hilux’, o filho de ‘New Beetle’ e filha de ‘Honda Bis’, porque era bem novinha. Só que os negócios cresceram de uma maneira que se viram obrigados a mudar. Ficaram muito ‘visados’, como eles próprios relataram. Hoje, vivem em uma cobertura em Charitas, onde eles são apenas mais uma família rica e não A Família Rica.”

Olhando a palavra “elite” em alguns dicionários, cheguei a definições como “o que há de melhor na sociedade” ou “que detém alguma influência e prestígio”. Observando isso, é importante ressaltar que as “elites” são representadas em diversos segmentos. Nas artes, letras, atividades médicas, economia, entre outros campos, todos têm algum tipo de parcela considerada elite. Mas, por que o quesito dinheiro é tão relacionado à palavra?

Comentários abertos feitos na página do facebook refletem um pouco do que se sente nas ruas. Frases como “as elites estão na Barra da Tijuca ou Niterói” são frequentes. Muito disso é explicado se voltarmos um pouco no tempo. Anos atrás, o acesso ao conhecimento e a informação eram restritos a poucos que tinham algum mínimo poder econômico. Sabemos que muita coisa mudou, mas a ideia de que o “dinheiro” te introduz na “elite” continua a mesma. Para muitos, ainda bem, a deficiência financeira já não é mais a vilã. O problema faz parte do modelo mental que temos.

Esse “modelo” pode ser traduzido como “jeito de pensar”. Muitos ainda tem uma mente modelada por crenças que hoje já não fazem tanto sentido como antigamente. Ter muito dinheiro, por exemplo, já não te faz tão “especial” assim. Em São Gonçalo ou em qualquer outra cidade brasileira, ainda percebemos que “mostrar que é rico” virou um pequeno show, que pode ser “assistido” nos instagrams, youtubes e nas ruas, nos roncos das motos barulhentas ou cantando pneu por aí. Mas com tanto dinheiro no mercado, até quem tem muito já não consegue ser visto com tanto destaque, uma vez a mágica do “12x sem juros” fez com que muitos tivessem acesso a quase tudo, mesmo que parceladamente.

Mas, ainda há elite gonçalense?

Hoje, com uma realidade “um pouquinho menos desigual”, a percepção de que a “elite gonçalense” deixou de existir está mais nítida. A verdadeira elite se dá por um fato: acesso à educação. Entretanto, até mesmo as escolas que antes eram referência na cidade, perderam o posto para outras instituições de ensino que se parecem mais com “máquinas de treinamento para o vestibular”. Nessa peneira, passam os mais aptos, salvam-se os que tem uma índole curiosa e se libertam aqueles cujas famílias são suficientemente instruídas para guiá-los.

Por outro lado, as gerações mais antigas ainda acreditam em símbolos que já não fazem mais sentido quando o intuito é ser visto como elite, até mesmo intelectual. Para reforçar essa posição, os mais jovens também já não veem sentido algum em ser como eles, algo que no passado ainda era uma aspiração. Mais uma vez, o modelo mental aprisiona os mais velhos e força os mais jovens a construir novos moldes que ainda nem foram testados. O que se vê é o retrato da situação atual, onde “nunca antes na história o futuro foi tão incerto.”

Talvez a resposta para a pergunta título não exista. Talvez essa “nova elite” esteja em construção. Talvez ela nunca mais exista como se conheceu no passado. De qualquer forma, os membros das futuras elites, de quaisquer segmentos, estão por aí. Dispersos, desorganizados, mas agindo e implantando formas livres de pensar. Seja em São Gonçalo, Rio de Janeiro, Brasil ou no mundo.

O post Elite gonçalense, ela existe? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/elite-goncalense-ela-existe/feed/ 2 2864
A Biblioteca do Catarina https://simsaogoncalo.com.br/biblioteca-catarina/ https://simsaogoncalo.com.br/biblioteca-catarina/#comments Mon, 08 Jun 2015 18:18:14 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2927 Antes de seguir o corredor em direção ao quarto, dá uma olhadinha no relógio de parede que marca, religiosamente, cinco minutos para vinte horas. Não adianta lutar contra. É certo que será vencido pelo sono, lembrando o quanto estaria aceso naquele mesmo horário em sua juventude. O tempo é realmente um adversário invencível, que se utiliza de armas das quais […]

O post A Biblioteca do Catarina apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Antes de seguir o corredor em direção ao quarto, dá uma olhadinha no relógio de parede que marca, religiosamente, cinco minutos para vinte horas. Não adianta lutar contra. É certo que será vencido pelo sono, lembrando o quanto estaria aceso naquele mesmo horário em sua juventude. O tempo é realmente um adversário invencível, que se utiliza de armas das quais não temos escudos para nos proteger. Com os dedos ásperos de anos e anos de trabalho duro como pedreiro, desliga o interruptor da luz do corredor e com passos curtos e cansados caminha para o quarto.

Senta-se na beirada do colchão. Mas antes de se deitar, seus olhos encontram na parede misturada àquele mundo de livros, incluindo a velha enciclopédia Barça de seis volumes onde tudo começou, em 2004. Imediatamente, lembrou-se de Maria da Penha, sua mais que esposa, amiga e companheira, que com ele começou aquele sonho, inclusive, abdicando de seu próprio quarto para que as crianças da comunidade tivessem acesso aos livros e conhecimento.

O rosto de Maria da Penha estava nítido em sua memória. Perdera recentemente, e com ela, o ânimo de continuar aquele nobre trabalho. Lembra-se como se fosse hoje, quando voltou de uma viagem do Recife, com sua inseparável bike, e juntos sentaram para idealizar a biblioteca. Aquela velha enciclopédia de 10 anos de idade foi a primeira a ir para estante.

Biblioteca Comunitária Visconde de Sabugosa – Jardim Catarina
Momento das obras para a construção da Biblioteca Visconde de Sabugosa – Jardim Catarina
Biblioteca Visconde de Sabugosa, Jardim Catarina, ainda na fase das obras.
Biblioteca Visconde de Sabugosa, Jardim Catarina, ainda na fase das obras.

O acervo da biblioteca foi crescendo cada vez mais com doações de amigos. Aquele personagem feito do sabugo de milho criado por Monteiro Lobato, que devorava livros e fazia dele um intelectual, sempre passeou pela sua imaginação. Com aprovação de sua esposa, foi com o nome desse personagem que nascia a Biblioteca Comunitária Visconde de Sabugosa. Na época, a biblioteca mais próxima era a do Centro Cultural Joaquim Lavoura, e não se podia deixar as crianças da comunidade andar tanto para que pudessem estudar.

Um sinal de esperança

Os tempos são outros. Com muitas dificuldades, já não tem mais sua esposa para ajudá-lo naquela batalha. A biblioteca sobrevive um dia após o outro, sem nenhuma ajuda para mantê-la de pé. E quando estava ali, sentado na cama, questionando-se se valeria mesmo a pena continuar aquela luta, foi interrompido por batidas na porta.

Seu Carlos em meio a Biblioteca Visconde de Sabugosa, Jardim Catarina.
Seu Carlos em meio a Biblioteca Visconde de Sabugosa, Jardim Catarina.

Levantou-se pensando em quem poderia ser naquela hora da noite. Caminhou pelo corredor e  reacedeu o interruptor da luz.

– Já vou!

Abrindo uma pequena fresta na porta, viu uma jovem senhora e uma menina que não passava dos 15 anos. Jardim Catarina pode não ser o maior bairro em extensão de São Gonçalo, mais leva o título de maior loteamento da América Latina, com cerca de 20 mil domicílios. Embora conhecesse muita gente no bairro, aquelas duas, nunca vira antes.

– Olá, o senhor deve ser Carlos Luiz Leite. Meu nome é Sueli e essa é minha filha Raquel. Somos daqui de Jardim Catarina e precisamos muito da sua ajuda.

Carlos abre totalmente a porta e com um gesto as convidam para entrar.

– Senhor Carlos, sei que esta um pouco tarde, mas esse é o horário que chego do meu serviço no Rio e é a única hora que encontro para me dedicar à minha filha e acompanhar seus estudos. Notei que estava aflita, por causa de um trabalho de ciências que vale ponto para amanhã. Falei com ela que poderia vir à biblioteca no horário de funcionamento antes deu chegar, mas o senhor sabe como são as crianças.

– Não se preocupe Sueli, a nossa casa está sempre aberta para quem tem sede de conhecimento. E não há hora marcada para adquirirmos conhecimentos. Por falar nisso, a Raquel já sabe o que quer ser quando crescer? Carlos pergunta procurando os olhos da menina.

– Veterinária. A menina timidamente responde.

– Que bom! Vou ter quem cuide de mim quando ficar doente. Responde Carlos, arrancando gargalhadas das duas.

Conversaram ainda por meia hora, enquanto Carlos separava alguns livros de ciências da sétima série. Falou quanto era gratificante ser parado nas ruas da comunidade por pessoas que queriam agradecer por seus filhos terem passado de série, entrado na faculdade ou aprovados em um concurso por conta dos livros da biblioteca.

– Esses livros aqui com certeza vão ajudar a futura veterinária no seu trabalho de amanhã.

– Muito obrigada mais uma vez, senhor Carlos. Fala Sueli, enquanto caminham até a porta.

Na porta, Carlos observa Sueli pegar sua filha em uma das mãos, enquanto na outra segura os livros, caminhando de volta para casa. Menos de cinco passos, Sueli volta-se para Carlos com um olhar de agradecimento e diz:

– Vale a pena!

– Hã?

Aquelas palavras bateram diretamente no coração de Carlos. Era a resposta para o seu questionamento enquanto estava sentado na cama. Um anjo colocara na boca daquela mulher a resposta para manter viva a biblioteca. Sendo forte como sempre foi, tinha a certeza que Maria da Penha responderia com a mesma frase. Valeu e sempre valerá a pena.

– Sim, senhor Carlos. Vale a pena para todos nós da comunidade poder contar com a sua generosidade. Saí da minha casa, vim até aqui em sua porta a essa hora da noite e ainda pude contar com a sua atenção, seus livros, que darão um futuro melhor à minha filha.

Por um momento, Carlos esquece de todo cansaço. Apenas acompanha com os olhos as duas sumirem nas ruas de Jardim Catarina. Mas antes de bater a porta, estica o pescoço e olha para cima em uma sensação agradável de estar fazendo a coisa certa, enquanto seus olhos percorrem o letreiro que diz “Biblioteca Comunitária Visconde de Sabugosa”.

Biblioteca Visconde de Sabugosa – Jardim Catarina
Comunidade em dia de evento na biblioteca.
Biblioteca Visconde de Sabugosa – Jardim Catarina
Biblioteca Visconde de Sabugosa, um ponto de encontro na comunidade.

Curiosidades:

A Biblioteca Visconde de Sabugosa fica na Rua São José do Ouro, 28 no Jardim Catarina e funciona de segunda a sexta-feira de 9 às 16 horas.

Carlos Luiz Leite participou do quadro “Agora ou Nunca” do programa Caldeirão do Hulk, na Rede Globo. Não conseguiu o valor de 10 mil reais do programa, mas arrecadou o mesmo valor em doações que foram investidos na biblioteca. Um dos famosos que doaram para a biblioteca foi à atriz global Carolina Dieckmann.

Hoje, Carlos Luiz Leite conta com a ajuda da estudante Viviane Nascimento, 20 anos, que cuida da biblioteca quando não está presente.

Biblioteca Visconde de Sabugosa – Jardim Catarina
Biblioteca Visconde de Sabugosa, Jardim Catarina. Processo de contrução do espaço.
Biblioteca Visconde de Sabugosa – Jardim Catarina
Comunidade reunida no espaço da biblioteca.

O post A Biblioteca do Catarina apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/biblioteca-catarina/feed/ 4 2927
Você sabia que 2ª Corrida Oficial de Automóveis do Brasil foi em São Gonçalo? https://simsaogoncalo.com.br/voce-sabia-que-2a-corrida-oficial-de-automoveis-do-brasil-foi-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/voce-sabia-que-2a-corrida-oficial-de-automoveis-do-brasil-foi-em-sao-goncalo/#comments Tue, 26 May 2015 18:09:28 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2843 O Circuito de São Gonçalo (RJ) completou, no ano de 2014, 105 anos de história. Este artigo tem por objetivo refletir sobre o automobilismo brasileiro, sobretudo, acerca das nuances pelas quais motivaram a realização do Circuito de São Gonçalo, Rio de Janeiro, no ano de 1909, considerada a segunda corrida estruturada/oficial de automóveis no Brasil […]

O post Você sabia que 2ª Corrida Oficial de Automóveis do Brasil foi em São Gonçalo? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
O Circuito de São Gonçalo (RJ) completou, no ano de 2014, 105 anos de história. Este artigo tem por objetivo refletir sobre o automobilismo brasileiro, sobretudo, acerca das nuances pelas quais motivaram a realização do Circuito de São Gonçalo, Rio de Janeiro, no ano de 1909, considerada a segunda corrida estruturada/oficial de automóveis no Brasil – já não mais, tão somente, meras disputas entre entusiastas, os quais contavam com poucos competidores e com breves percursos.

Não se trata aqui de fazer um estudo retido e detalhado a respeito do tema, mas de lançar um olhar sobre a história e tentar captar algo da série de tensões sociais, culturais, políticas e econômicas que marcaram o século XX, pontuando brevemente seus principais aspectos, contribuindo, assim, para uma visão panorâmica da discussão proposta.

Monumento ao Centenário da Primeira Corrida Automobilística no Brasil (1909-2009)
Praça de Neves e o Monumento ao Centenário da Primeira Corrida Automobilística no Brasil (1909-2009).

 “Logo no início do século XX são realizadas algumas corridas, duas das quais deixaram algum registro, ambas contando com poucos competidores e com breves percursos. Estima-se que foram desafiados entre entusiastas e que já tenham atraído um bom público, curiosos com a grande novidade que chegava ao país.

A primeira corrida de automóveis ocorreu em São Paulo, em 1902, tendo como local o Hipódromo da Mooca; foi vencida por José Paulinho Nogueira Filho. A segunda foi realizada no Rio de Janeiro, em 1905. Entre os nomes dos pilotos, sabemos da participação de Willy Borghoff e Primo Floresi. Essa corrida foi organizada, por sugestão de Pereira Passos, para comemorar as obras de remodelação do Largo do Machado.” (MELO, 2003, p.197)

Cartaz circuito de São Gonçalo – Corrida de Automóveis
Cartaz do “CIRCUITO DE SÃO GONÇALO”

A primeira corrida “oficial” de automóveis no Brasil foi o “Circuito de Itapecerica” em 26 de julho de 1908 em São Paulo (SP), a segunda foi o “Circuito de São Gonçalo” (RJ), realizado em 19 de setembro de 1909.

O circuito inicialmente escolhido para a prova, seria a Floresta da Tijuca no Rio de Janeiro, local onde se promoveu os primeiros encontros de automóveis do Brasil, mas o então prefeito, Souza Aguiar com apoio da Câmara Legislativa, foi contra sua realização na Capital Federal por achar que representava uma ameaça à população e conseguiu proibir a realização da mesma.

A interdição começou no governo anterior do Prefeito Pereira Passos, um dos grandes reformadores do traçado urbano da cidade.

Primeiros encontros de automóveis do Brasil, na floresta da Tijuca (Vista Chinesa).
Primeiros encontros de automóveis do Brasil, na floresta da Tijuca (Vista Chinesa).

Histórico de acidentes envolvendo automóveis gera desconfiança

No ano de 1897, com Bilac na direção, perderam o controle do veículo, que se chocou contra uma árvore, sem maiores danos para a saúde de ambos.

No mesmo ano, ocorrera outro acidente na cidade, com o carro de Álvaro Fernandes da Costa Braga, utilizado para transporte de mercadores de sua empresa Moinho de Ouro: burros que fracionavam um bonde, assustados, atacam o veículo. Já nos primeiros anos do século XX tem grande impacto na imprensa um atropelamento ocorrido no bairro da Tijuca.

A grande repercussão dos acidentes tem relação com os personagens envolvidos, importantes figuras da política e da cultura nacional naquela transição de séculos, nomes emblemáticos das mudanças em curso, mas também com as preocupações que cercaram a chegada dos primeiros automóveis, notadamente com a segurança dos transeuntes, inclusive porque as ruas não tinham qualquer forma de preparação para o tráfego.

O automóvel invadia as ruas onde antes pedestres passavam sem grande preocupação, a passos lentos. A cidade deveria ser ordenada e ele seria o novo rei, causando susto com seu barulho, sua imagem do poder. Na mesma medida, os carros fascinavam.

Automóvel do Clube do Brasil – Fundação

Automóvel Clube do Brasil foi idealizado e fundado por Alberto Santos Dummont em 27 de setembro de 1907, no Rio de Janeiro, instalado na antiga sede do Clube Guanabarense, em Botafogo. Dummont foi um dos primeiros proprietários de Automóvel do País, Aarão Reis, positivista e autor de vários artigos sobre a importância da eletricidade e das novas técnicas modernas, fora o primeiro Presidente, além de José do Patrocínio, Álvaro Fernandes da Costa Braga e Fernando Guerra Durval entre os menos famosos.

O Automóvel Clubes propõe-se, dentre outras coisas, a desenvolver, na população, o gosto pelo automobilismo.

A ida da prova para São Gonçalo

Em vista dessa proibição, o Automóvel Clube do Brasil, organizador da prova, a transferiu para São Gonçalo. A festa, há muito projetado pelo Automóvel Clube do Brasil, só pode ser realizada, graças à coadjuvação que o Clube teve do presidente do Estado do Rio, Dr. Alfredo Backer e seus auxiliares, e bem assim do capitalista e industrial, Visconde de Moraes e do prefeito de São Gonçalo, coronel Joaquim Serrado.

O prefeito do município de São Gonçalo, coronel Joaquim Serrado, fez todos os esforços para que a grande corrida tivesse extraordinário esplendor, cedendo, inclusive, sua Fazenda Engenho Novo, um dos principais trajetos do circuito.

Na estação da Companhia Cantareira – do capitalista e industrial Visconde de Moraes – foram vendidos os bilhetes para a arquibancada das Neves. A companhia Cantareira fez correr, no domingo, dia da corrida, bondes para as Neves, a fim de conduzir as pessoas que quisessem assistir à corrida. Além de oferecer o translado dos automóveis do Rio de Janeiro para Niterói via Baía de Guanabara através da Companhia das Barcas Ferry a qual era proprietário.

Automobilismo em São Gonçalo
AUTOMOBILISMO – CIRCUITO DE SÃO GONÇALO Além da taça que, conforme já foi noticiado, ofereceu o dr. Backer, presidente do Estado do Rio, exposta, actualmente, na outivesaria Moreira, o visconde de Moraes ainda ofereceu outra, como a primeira, de grande valor artístico. Esta taça foi adquirida na casa Rzende onde tem sido muito admirada. O Automovel Club do Brasil comprou ainda taças e objectos artísticos para as categorias menores.

Domingo, 23 do mês passado, a cidade de Nictheroy foi testemunha de um espetáculo para ela inteiramente novo e que despertou vivíssima curiosidade nos seus habitantes. Logo as primeiras horas da manhã, das barcas que iam aqui do Rio desembarcavam muitos automóveis conduzidos todos eles, passageiros equipados como para uma corrida: guarda-pó, óculos, viseiras, etc.; davam a esses passageiros um acentuado cunho esportivo, dir-se-ia que a vizinha cidade se tinha um momento para outro transformado num desses centros de turismo e vilegiatura do sul da Europa.

Todos esses autos, após uma pequena demora na praça da estação tomaram a mesma direção, encaminhando-se para as Neves e com os escapamentos abertos e o buzinar contínuo das suas trompas, davam às ruas que percorriam uma nota alegre e de festa, chamando às janelas os habitantes entregues ao dominical repouso.

Quanto às inovações tecnológicas da época, o público tivera todas as informações das peripécias da corrida, por meio de telegramas e telefone, serviço especialmente organizado para esse fim de modo a facilitar notícias à plateia, em qualquer lugar da arquibancada.

Na instalação da arquibancada e no melhoramento dos caminhos, a diretoria do Automóvel Clube Brasil empregou todos os seus esforços, além disso, preparou um serviço médico, em diversos pontos, sob a direção de distintos clínicos.

Por fim, para este grande evento, que tivera despertado o mais franco entusiasmo nas rodas esportivas, por ser a primeira que se realiza oficialmente no Estado, inscreveram-se 16 amadores que disputaram as taças: “Estado do Rio de Janeiro e Visconde de Moraes” ofertadas pelo Presidente do Estado do Rio, Dr. Alfredo Backer e pelo capitalista e industrial, Visconde de Moraes.

A arte e o esporte correndo lado a lado. Os fotogramas mais antigos preservados, que se tem conhecimento no Brasil, referem-se exatamente a um evento esportivo: as primeiras corridas de carros organizadas pelo Automóvel Clube do Brasil, realizadas no dia 19 de setembro de 1909, em São Gonçalo, estado do Rio de Janeiro (MELO, 2003, p.184).

Tais imagens foram captadas pelos irmãos Botelho, sendo Paulino o responsável pela câmera, ao passo que Alberto participava da corrida juntamente com Francisco Serrador, outro dos pioneiros do cinema nacional. Noronha destaca o empenho de deslocar a câmera para vários locais do circuito, esforço árduo, em função do peso do material na época. Com isso, temos um panorama geral do certame: os participantes, o público, os acidentes, o modelo dos carros e flagrantes do vencedor.

Monumento ao Centenário da Primeira Corrida Automobilística no Brasil, 1909-2009
Monumento ao Centenário da Primeira Corrida Automobilística no Brasil (1909-2009), na Praça de Neves, São Gonçalo – Rio de Janeiro.

Circuito de São Gonçalo (RJ) – 1909

Para a corrida, só poderiam tomar parte, como condutores, como consta no regulamento da prova, os sócios do Automóvel Clube do Brasil, Automóvel Clube de São Paulo e Amadores, isto é, pessoas que não sejam profissionais ou mecânicos assalariados. As inscrições custavam 25$, para os sócios do Automóvel Clube do Brasil e do Automóvel Clube de São Paulo, e de 100$000, para as pessoas que não fizessem parte desses Clubes.

A corrida foi dividida em categorias e percursos. Para a categoria A bastava o nome do fabricante e a força do motor (não houve inscrições para esta categoria). Os veículos das categorias B, C, D, E, F deverão ter dois lugares ocupados. Os condutores e os que os acompanhavam eram os únicos responsáveis por qualquer acidente que possam causar ou de que possam ser vítimas. Pelo fato da inscrição, entende-se que os condutores concordam plenamente com todas estas condições e bem assim como o regulamento da estrada e mais regulamentos e avisos que lhes forem fornecidos e publicados até o dia da corrida.

A saída será por números tirados a sorte, na antevéspera da corrida, na sede do Clube, às 4 horas da tarde. Feito pela comissão e aprovado em conselho deliberativo de 16 de julho de 1909.

No que tange ao percurso da corrida, os automóveis concorrentes à corrida, partirão, um por vez, das Neves ao meio dia, seguindo por Porto Velho, São Gonçalo (centro), Alcântara, Laranjal, Calimbá, Rio d’Aldeia, Cabuçú, Engenho Novo, Monte Formoso, Sacramento, Pacheco e, novamente, Alcântara, de onde retornarão, pelas estradas do Laranjal, com destino ao Alcântara, São Gonçalo e Neves, fazendo percurso total de 72 km para os automóveis das categorias: E e F e 48 km para as categorias: B, C, D, como podemos observar na figura abaixo:

O Circuito de São Gonçalo, segundo os jornais da época, foi indubitavelmente, como diriam os antigos, a nota sensacional do ano. Como tal, a prova chamou para o outro lado da baía uma boa parte da população da Capital Federal, que começou as primeiras horas da manhã numa romaria, só à tarde cessada, para as “terras lendárias de São Gonçalo”. Ao meio dia, já repletíssimas, as imediações em frente às arquibancadas para os convidados ao Circuito, os bondes e os trens chegavam totalizando mais de 5.000 pessoas.

Presidente Alfredo Backer e o Circuito de São Gonçalo
O Presidente Backer e S. Exma. família na Archibancada.

O Automóvel Clube do Brasil avisa ao público (da Capital) que quiser as corridas a realizar-se em São Gonçalo, domingo 19 de setembro, que construiu arquibancadas nas Neves, mas com número limitado de lugares devido à dificuldade do local. O trajeto far-se-á desta capital até às Neves pelas Barcas Ferry, e pelos bonds elétricos de Nictheroy até quase ao local das arquibancadas, ponto de partida e de chegada dos automóveis.

Lista dos Pilotos do Circuito de São Gonçalo (RJ) de 1909

Lista dos Pilotos do Circuito de São Gonçalo (RJ) de 1909

1ª prova – Categoria F – Distância 72 km (2 voltas)

Partida: Jorge Haentjens (Lorraine-Dietrich – 80 HP) a 1 hora; Dr. João Borges Júnior (Fiat – 75 HP) 1 hora e 4 minutos; Dr. Francisco da Cunha Bueno Netto (Fiat – 50 HP) a 1 hora e 8 minutos; Gastão Ferreira de Almeida (Berliet – 60 HP) a 1 hora e 14 minutos.

Chegada da Corrida em São Gonçalo

Chegada: O primeiro carro a chegar foi do Dr. João Borges Júnior, que passou pela reta de chegada às 2 horas e 11 minutos, gastando, portanto 1 hora e 7 minutos; em seguida após mais uns minutos apenas apareceu Gastão de Almeida, marcando a sua chegada às 2 horas e 18 minutos e dois quintos. Os outros dois carros que faziam parte desta prova completaram o percurso com grande atraso.

Chegando após meia hora do segundo, o carro do Dr. Francisco da Cunha Bueno que durante o caminho teve três pneus furados e muito mais tarde apareceu o carro do Sr. Haetjens (L. Drietrich) com a carroceria queimada e enorme rombo no depósito de gasolina.

Foram, portanto, vencedores: Gastão de Almeida e Dr. João Borges Junior.

2ª prova – Categoria E – Bronze artístico – Distância 72 km (2 voltas).

Partida: F. Serrador (Diato-Clement– 30 HP) a 1 hora e 18 minutos; Raul Chagas (Fiat- 40 HP) a 1 hora e 21 minutos; Charles Meyer (Benz- 40 HP) a 1 hora e 24 minutos; C. Bosisio (Fiat – 40 HP) a 1 hora e 27 minutos. Não se apresentou para correr Oswaldo Sampaio.

Chegada: O primeiro a voltar foi o carro do Sr. Raul Chagas, que passou pelo vencedor às 2 horas e 38 minutos; depois chegou o Sr. C. Bosisio às 2 horas e 42 minutos. Não completaram o percurso: F. Serrador cujo motor do carro incendiou-se, ficando o seu condutor com uma das mãos ligeiramente queimada; Charles Meyer, que teve seu carro partido numa queda ao iniciar a estrada do Alcântara. O condutor que acompanhava o Sr. Meyer foi arremessado e, com a queda, feriu a perna direita, Sr. Meyer, contudo, teve apenas escoriações leves e arranhões na cabeça e no joelho.

1909 – Corrida em São Gonçalo 1909 – Corrida em São Gonçalo

3ª prova – Categoria D – Bronze artístico – Distância 48 km

Não se efetuou por só ter aparecido o Sr. José D’Orey. A comissão esportiva resolveu incluí-lo na prova seguinte.

4ª prova – Categoria C – (2ª turma) – Bronze artístico – distância 48 km.

Partida: José D’Orey (Berliet – 22 HP) as 8 horas e 19 minutos; Raul Berroguin (Renault – 14 HP) as 3 horas e 21 minutos; Honório Berroguin (F.N. – 18 HP)  as 3 horas e 23 minutos. Não se apresentaram: G. Berbisco; F. de Oliveira e Fabio Prado.

Chegada: Chegou em primeiro, às 4 horas e 7 minutos o Sr. José D’Orey e Raul Berroguin. A outra prova do programa não se efetuou por não se ter apresentado o Sr. Joaquim Pontes, do Automóvel Clube de São Paulo.

1909 – Corrida em São Gonçalo

O Circuito de São Gonçalo (RJ) de 1909, assim como podemos notar, não é uma prova puramente esportiva, pois que muito além de ver qual a melhor máquina em velocidade e resistência é, necessariamente, um meio de propaganda dos industriais, que tem no automóvel um condutor rápido dos produtos pelas estradas, que aos poucos, com o know-how da diretoria do Automóvel Clube do Brasil e o auxílio dos governos federal, estadual serão preparadas, ligando um e mais Estados à capital da República e tornando até mais fáceis as viagens por esses caminhos. O pano de fundo da corrida é, pois, o início de um problema que tem forçosamente de triunfar, porque o desenvolvimento do país o “reclama urgentemente”: o progresso pelo asfalto.

VASCONCELOS, W. S. São Gonçalo: 2ª Corrida Oficial de Automóveis do Brasil. Blog Tafulhar, 17.09.2014.

Curiosidades

• O primeiro automóvel tenha chegado ao Brasil pelas mãos de Alberto Santos Dumont, um dos precursores da aviação. Em 1890, adquire seu primeiro carro, um Peugeot.

• No Rio de Janeiro, o primeiro automóvel desembarcou alguns anos depois: em 1895, José do Patrocínio, líder abolicionista e importante personagem da política nacional, também importou o seu da Europa um Serpollet causando na população sensações semelhantes às observadas em São Paulo.

Fonte:

DELAMARE, M., TEIXEIRA, A. MAIA, B.. Automobilismo
Jornal: Correio da Manhã. Sábado, 31 de julho de 1909, p.5.
Jornal: A imprensa. Quarta-feira, 25 de agosto de 1909, p.6.
Jornal: A Notícia. Quinta-feira, 7 de setembro de 1909,Ano XVI n.207, capa.
Jornal: A imprensa. Quarta-feira, 8 de setembro de 1909, p.4.
Jornal: O País. Domingo. 12 de setembro de 1909, p.8.
Jornal: A imprensa. Sexta-feira, 17 de setembro de 1909, p.4.
Jornal: Correio da Manhã. Domingo, 19 de setembro de 1909, p.4.
Jornal: A imprensa. Segunda-feira, 20 de setembro de 1909, capa.
Jornal: A imprensa. Quinta-feira, 23 de setembro de 1909, p.4.
Jornal: A imprensa. Quinta-feira, 28 de setembro de 1909, p.3.
MELO, V. A. . Memórias do esporte no cinema brasileiro: sua presença em longa-metragens brasileiros. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, v. 25, n.1, p. 173-188, 2003.
MELO, V. A. . O automóvel, o automobilismo e a modernidade no Brasil (1891-1908). Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v. 30, p. 187-204, 2008.
MELO, V. A. . Antes de Fittipaldi, Piquet e Senna: o automobilismo no Brasil (1908-1954). Motriz (Rio Claro)http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/images/curriculo/jcr.gif, v. 15, p. 104-115, 2009.

Texto originalmente publicado no Blog do Tafulhar.

O post Você sabia que 2ª Corrida Oficial de Automóveis do Brasil foi em São Gonçalo? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/voce-sabia-que-2a-corrida-oficial-de-automoveis-do-brasil-foi-em-sao-goncalo/feed/ 1 2843
Eventos em São Gonçalo: como melhorar a promoção https://simsaogoncalo.com.br/eventos-em-sao-goncalo-como-melhorar-a-promocao/ https://simsaogoncalo.com.br/eventos-em-sao-goncalo-como-melhorar-a-promocao/#respond Thu, 21 May 2015 14:44:14 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2852 Se tem algo que ainda é problemático na produção dos eventos culturais na cidade é a promoção. São diversas as variáveis locais que fazem com que aquele evento “dê certo”, seja no fator público, crítica ou financeiro. Mas, com tantas ferramentas baratas, por que será que ainda se erra tanto? Depois de 3 anos gerenciando o SIM […]

O post Eventos em São Gonçalo: como melhorar a promoção apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Se tem algo que ainda é problemático na produção dos eventos culturais na cidade é a promoção. São diversas as variáveis locais que fazem com que aquele evento “dê certo”, seja no fator público, crítica ou financeiro. Mas, com tantas ferramentas baratas, por que será que ainda se erra tanto?

Depois de 3 anos gerenciando o SIM São Gonçalo, produzindo conteúdo regional, é natural que muitos produtores entrem em contato com a gente fazendo a velha e clássica pergunta: “Tem como divulgar meu evento?” Curiosamente, em nenhum momento, ouvimos: “Para qual público vocês falam?” Sinal de problemas na capacitação dos profissionais, que ainda caem no equívoco de que basta publicar em alguma rede social com muitos membros para que as pessoas, do nada, “apareçam”. Mas, não… não é bem assim.

Uma das melhores práticas de divulgação no território é feita pelas casas de show, como a I9, por exemplo. Eles sabem que o nome do artista ou da festa, muita das vezes, não é o suficiente. Além dos outdoors e lambe-lambes, que custam um dinheiro, há também a despercebida prática de selecionar a dedo jovens que tem as mesmas características do público-alvo do evento, tornando-os promotores da casa e incentivando os que se identificam com eles a participarem daquele momento. A mesma tática é replicada quando se dá ingressos a pessoas com perfil desejado. Entretanto, é preciso levar isso para a web. Lembremos sempre: Internet e vida real caminham juntas.

Os produtores precisam ter em mente que o perfil dos interessados precisa ser formatado precisamente antes da criação do evento. É necessário compreender que esse simples exercício irá facilitar toda a promoção, inclusive na hora das parcerias com blogs, instituições, redes sociais e locais físicos. A colagem de um cartaz no ambiente certo atrai muito mais que aqueles colados num local aleatório onde “tem muita gente passando”. Sem afinidade com o assunto, simplesmente ignoramos o anúncio. Da mesma forma pensa-se para a internet. Quando se cria um evento no Facebook, por exemplo, os anúncios segmentados são muito mais eficazes que qualquer post em parceiros escolhidos sem critério.

Seguindo esses passos, é completamente possível formar mais público para os eventos em São Gonçalo, seja teatro, dança, eventos religiosos ou shows de funk.

O post Eventos em São Gonçalo: como melhorar a promoção apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/eventos-em-sao-goncalo-como-melhorar-a-promocao/feed/ 0 2852
7 fatos para ficar irritado com o humor gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/7-fatos-para-ficar-irritado-com-o-humor-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/7-fatos-para-ficar-irritado-com-o-humor-goncalense/#comments Thu, 07 May 2015 02:00:06 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2836 O humor gonçalense é tenso, ácido e bem moleque. E isso é uma grande inspiração pra gente no SIM São Gonçalo. Debochamos e não deixamos passar nada, claro! Quando nos zoam, a piada volta como uma pedrada. E foi mais ou menos assim que escrevi o “Quer falar de São Gonçalo, mas mora no Barreto, Fonseca e Cubango”. Me inspirei numa amiga da família […]

O post 7 fatos para ficar irritado com o humor gonçalense apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
O humor gonçalense é tenso, ácido e bem moleque. E isso é uma grande inspiração pra gente no SIM São Gonçalo. Debochamos e não deixamos passar nada, claro! Quando nos zoam, a piada volta como uma pedrada. E foi mais ou menos assim que escrevi o “Quer falar de São Gonçalo, mas mora no Barreto, Fonseca e Cubango”. Me inspirei numa amiga da família que, morando na Venda Da Cruz, enchia a boca para dizer que “morava em Niterói”… Cada um se engana como quer, não é? Como sempre achei essa rivalidade uma bobeira divertida, não perdi a piada e botei pra jogo.

Essa postagem foi criada em 2013. Na época, a personagem “Valéria Vasques”, do bordão “Ai, como eu tô bandida!”, estava muito popular. Só não imaginei que 2 anos depois ainda fosse dar tanta audiência como dessa vez. Quase 34 mil pessoas visualizaram a imagem! E muito disso fruto de pura irritação. Êta, povo da zueira!

Depois de ver alguns “Niteroienses” tão ofendidos comentando na imagem, resolvi listar os 7 motivos para ficar irritado com o humor gonçalense. Acompanhe a seguir:

Barreto, Fonseca, Cubango e São Gonçalo
As 773 pessoas que curtiram e 365 que compartilharam a publicação foram só a “ponta do Iceberg” dessa grande irritação com algumas coisas que, se forem olhadas mais de perto, podem até virar verdade. Se não são. A gente aumenta, mas não inventa. 😉

#1: A gente é muito debochado. Mesmo que alguém ache um ponto fraco nosso, continuamos zuando. Tem gente que até perde a amizade por causa disso. Aqui vale a máxima: “Não sabe brincar, não vem pra rua.” Até porque, como a maioria mora em casas aqui, não tem essa de “playground”.

#2: Uma piada tem vida longa. Contamos a mesma coisa de várias formas diferentes. Assim a irritação com a gente multiplica. Particularmente, adoro essa parte. 🙂

#3: Até quando a gente fala sério, tem zueira no meio. Às vezes até eu me irrito com isso. Hahahahaha!

Barreto, Fonseca, Cubango e São Gonçalo
O número de cerca de 33.700 pessoas alcançadas com uma postagem mostram que além dos números, há um incômodo grande com a zueira gonçalense. Quando mais polêmico o post, mais visualizações são geradas. O Face “sente” isso.

#4: A gente não dá papo para “discurso ideológico”, principalmente de gente que se “acha inteligente”. Quando alguém começa a se defender da zueira com papo de bíblia, história, constituição ou qualquer outra coisa “fundamentada” ou dita “séria”, a gente olha e pensa: “Coitado! Agora é que vai piorar”, e zoa mais forte.

#5: Se for visto como “playboy” é melhor ficar quieto. No caso das meninas, é a mesma coisa. No final, sempre vai sobrar para eles.

#6: A gente pode até ter vergonha de onde mora. Então a gente se zoa e zoa os outros em dobro. É a “tática suicida” que sempre dá certo! Isso porque, na maioria das vezes, as pessoas não sabem lidar com seus problemas. Como a gente não está nem aí para isso, “A zueira never ends!”

#7: Quando a gente se zoa e faz zueira com as outras cidades, é porque sabemos que está todo mundo na mesma mer$#%! Em São Gonçalo há partes boas e com problemas. A gente aceita, trabalha para melhorar, mas zoa tudo também. Porém, parece que Niteroienses e Cariocas, por exemplo, ficam “mordidos” com isso. No Rio, o cara que não mora na zona sul ou mora em favela, quer encher a boca para dizer que é carioca igual ao cara de Ipanema. Beleza, tá no seu direito. Mas a diferença na qualidade de vida é grande, não é? O mesmo acontece em Niterói. A gente sabe que o Fonseca é bem diferente de Itacoatiara, e por isso fica rindo da piada até doer a barriga! Sem ressentimentos, é só brincadeira mesmo. Aceita que dói menos. 😉

#bônus: Imagino que você que não sabe brincar, tem problemas para interagir com as pessoas, e está lendo esses fatos deva estar pensando que vai se tornar o “Zé Graça” da noite para o dia. Mas, se o grupo tem pouca intimidade com você, fique atento às 3 regras básicas na hora de zuar, em qualquer lugar! São elas:

#regra 1: Não faça piada com a família, especialmente com mães!

#regra 2: Não brinque “pegando” nas pessoas… isso pode dar tanto problema quanto na regra número #1;

#regra 3: A mulher alheia nunca será assunto de zueira.

Para descumprir essas 3 regras, só se você for faixa preta em humor gonçalense. Mas aí, é outra história.

É isso. Amiguinhos das outras cidades, não fiquem irritados. É só zueira! Brincadeiras à parte, amamos todos vocês!

O post 7 fatos para ficar irritado com o humor gonçalense apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/7-fatos-para-ficar-irritado-com-o-humor-goncalense/feed/ 6 2836
Tudo que penso sobre o seriado Chapa Quente e resolvi comentar https://simsaogoncalo.com.br/tudo-que-penso-sobre-chapa-quente-e-resolvi-comentar/ https://simsaogoncalo.com.br/tudo-que-penso-sobre-chapa-quente-e-resolvi-comentar/#comments Fri, 17 Apr 2015 17:48:38 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2779 “Falem bem ou falem mal, falem de mim”. A frase que está na boca de muita gente é um daqueles ditados populares que me fizeram olhar com mais carinho para o seriado “Chapa Quente”. Como diria o outro, “nunca antes na história” de São Gonçalo tivemos tanta exposição. Tudo bem, não é da melhor forma que sonhamos, mas está […]

O post Tudo que penso sobre o seriado Chapa Quente e resolvi comentar apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
“Falem bem ou falem mal, falem de mim”. A frase que está na boca de muita gente é um daqueles ditados populares que me fizeram olhar com mais carinho para o seriado “Chapa Quente”. Como diria o outro, “nunca antes na história” de São Gonçalo tivemos tanta exposição. Tudo bem, não é da melhor forma que sonhamos, mas está lá, a cidade exposta para algumas milhões de pessoas em todo o Brasil.

Há exatos dois anos atrás, publiquei um texto chamado “O Cinturão Fluminense”. Nele, o comentário principal era sobre esse grande “cinturão” que as cidades metropolitanas e bairros da zona norte, oeste e subúrbio do Rio fazem ao redor da região que vai do centro carioca até a Barra, basicamente, o centro financeiro e governamental da ex-capital do Brasil.

Dentre todas as cidades da região metropolitana, São Gonçalo se destaca no cinturão fluminense. O motivo não é nobre, porém explica muito: somos uma cidade decadente. Sim, decadente. Num passado longínquo, entre os anos 30 e 50, a cidade cresceu muito com suas atividades industriais, que deu origem ao nome “Manchester Fluminense”, praticamente triplicando a população de 1940 a 1960. Éramos vizinhos da capital do estado, Niterói, sem falar da capital federal, a cidade do Rio. Com a mudança para Brasília, muita coisa se foi, inclusive o dinheiro. E aquela cidadezinha industrial, com problemas crescentes, continuou a receber gente sem desenvolver sua estrutura. O resultado é o que temos hoje.

Aí, você me pergunta: o que o seriado “Chapa Quente” tem a ver com tudo isso?

Um belo dia, o célebre Agostinho Carrara disse em rede nacional: “eu sou de Alcântara”. O seriado “A Grande Família”, que ficou no ar de 2001 a 2014, inaugurou a face gonçalense na TV. Muita das vezes, Agostinho era o centro da trama, fazendo com que muita gente viesse me perguntar se Alcântara era outra cidade… bem, definitivamente, Alcântara ganhou seu espaço em algumas mentes. Pelo visto, a sacada da equipe do redator Cláudio Paiva foi um teste para o atual Chapa Quente, também assinado por ele.

Agostinho Carrara em Alcântara
Agostinho Carrara (Pedro Cardoso) no dia em que foi à Alcântara da vida real. Fonte: GShow.

Minha impressão é que Paiva percebeu São Gonçalo como o reflexo real do estado do Rio, que talvez reflita também boa parte da realidade social brasileira. Nós temos a estética dos subúrbios, que é bem diferente das “favelas” nos morros, cuja imagem já está gasta, é muito forte, violenta e as pessoas logo pensam no tráfico, na bala perdida e nos demais problemas sociais.

As imagens que temos sobre nós mesmos são muito diferentes. A decadência recente de São Gonçalo ainda vive na memória de muitos. Algumas pessoas ainda se lembram, por exemplo, das transmissões televisivas do baile de carnaval que acontecia no Tamoio. Por outro lado, a geração mais nova, em especial aqueles que já vivem em lugares que cresceram recentemente, com problemas estruturais, vêem a cidade de outra forma. Comparativamente, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, mesmo com tantos problemas na baixada fluminense, saíram do zero, experimentando o crescimento apenas, por mais lento que ele seja.

A crítica dos gonçalenses à estética do Chapa Quente, se justifica pela versão que a produção da TV Globo resolveu retratar. Definitivamente, pegaram um dos piores lados da cidade. Porém, fica a minha dúvida: qual é a São Gonçalo mais verdadeira? A antiga, que vai de Neves ao Centro, o grande Alcântara, os arredores de Itaúna, bairros que beiram a BR-101, Ipiíba, Arsenal e pista da Rodovia Amaral Peixoto ou Jardim Catarina? São muitas cidades! Você conseguiria me responder qual é a cidade real?

Lúcio Mauro Filho, Leandro Hassum e Ingrid Guimarães estrelam a série Chapa Quente. Fonte: Divulgação Tv Globo
Lúcio Mauro Filho, Leandro Hassum e Ingrid Guimarães estrelam a série Chapa Quente. Fonte: Divulgação TV Globo

Minha crítica mais tensa fica sobre a cor dos atores. Todos brancos. São Gonçalo é muito misturado, tal como o Brasil. Se fosse “favela”, iriam colocar todos os negros do elenco global. Sacou o ligeira diferença?

Independente da sua opinião, Chapa Quente vai ajudar a colocar São Gonçalo no mapa. Se nos incomodamos com a visão da TV, cabe a nós melhorarmos a cidade. Somos a 16ª maior cidade do Brasil e a referência de um caldeirão de diferenças sociais. Somos a cidade média reflexo dos problemas cotidianos e, se quisermos, podemos ser um bom exemplo também. A TV já reconheceu nossa importância. Só falta a gente entender isso.

O post Tudo que penso sobre o seriado Chapa Quente e resolvi comentar apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/tudo-que-penso-sobre-chapa-quente-e-resolvi-comentar/feed/ 8 2779
Água-viva alemã sambando com o tigre gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/agua-viva-alema-sambando-com-o-tigre-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/agua-viva-alema-sambando-com-o-tigre-goncalense/#comments Mon, 02 Mar 2015 18:44:40 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2594 Independente do décimo primeiro lugar no carnaval 2015, nos olhos do tigre brilhou o amor de centenas de gonçalenses apaixonados na Sapucaí. Esses mesmos olhos também foram testemunhos de um não menos apaixonado, porém desengonçado, gordinho com nome de gringo fantasiado de água-viva nadando a favor da correnteza de alegria apoteótica. Minha aventura para desfilar […]

O post Água-viva alemã sambando com o tigre gonçalense apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Independente do décimo primeiro lugar no carnaval 2015, nos olhos do tigre brilhou o amor de centenas de gonçalenses apaixonados na Sapucaí. Esses mesmos olhos também foram testemunhos de um não menos apaixonado, porém desengonçado, gordinho com nome de gringo fantasiado de água-viva nadando a favor da correnteza de alegria apoteótica.

Minha aventura para desfilar na escola de samba mais querida do gonçalense não começa na avenida. É, meu amigo leitor, vida de água-viva na Sapucaí não é fácil. Tive que passar por alguns estágios para cair no samba.

Tudo começou quando, faltando menos de duas semanas para o desfile, recebo o irrecusável convite. Porém, tinha uma missão a cumprir: não faltar a nenhum ensaio e ainda fazer um desfile técnico no Patronato antes do “à vera”. Moleza, não é? Poderia ser para qualquer um, mas pra mim, com uma tremenda inflamação no tendão de Aquiles, era missão impossível. A não ser como destaque em um carro alegórico. Eu, um verdadeiro Deus grego, seminu, rebolando em cima do carro alegórico? Não, isso não é pra mim! Prefiro me entupir de Alginac 1000 e rezar pra fazer efeito e não mancar na avenida.

Estava eu, uma hora antes do combinado, cheio de antiinflamatório nas ideias, prontinho para ensaiar. Antes, o combinado era passar na administração da escola para tirar minhas medidas, número do calçado e saber direitinho qual seria a minha ala. Olhei no cantinho esquerdo, assim que passam as roletas, vi uma portinha escrita “administração” e fui entrando. Dou uma olhadinha nos olhos do sujeito que está na porta e cumprimento com a cabeça, como se o visse todos os dias. Essa técnica eu já usava adolescente, quando entrava de penetra em festas que não era convidado. Bom, voltando a salinha da administração, vejo uma escada caracol. Dando pala de atleta, subo rapidamente para marcar presença, mesmo com a dor no tendão.

– Boa noite, meu nome é Alex e fui convidado para fazer bonito na Sapucaí.

Ela ficou olhando pra minha cara por um tempo, sem esboçar nenhuma reação e apenas solta um: – Hã?

É, não fui feliz na minha primeira impressão. Mas não perco o rebolado: – Meu nome é Alex Wölbert e fui covidado para desfilar pela Porto da Pedra.

– Há, sim. Seu nome está aqui. Você coloca o tamanho de manequim aqui nesse papel e o seu número de calçado. A sua ala é vagalume. Procure a Adriana.

Aí, foi o meu momento pensador. Com cara de tacho, olhando pra ela, me passou pela cabeça como seria eu de vagalume na avenida. Depois de pensar e repensar em centésimos de segundos, relaxei e encarei o fato. Não seria menos ou mais macho ter o bumbum piscando na avenida. Assinei a fichinha, tasquei o Extra G para o tamanho da fantasia (melhor sobrar do que faltar) e fui procurar a tal Adriana.

Não foi difícil encontrá-la. Ela me recebeu muito bem e me deu todas as dicas para não fazer feio no desfile. Me entregou um papel com o samba-enredo e pediu para que decorasse o samba, pois conta muito a escola que conhece o samba de cor.

Não queria fazer feio. Antes de começar o ensaio, ainda dei uma lida no samba-enredo. “Há uma luz que nunca se apaga”, esse era o enredo. Bom, não é da Ampla que estão falando, pois se fosse, já teria pelo menos dado uma piscada ou pior, apagado de vez.

Indo ao ensaio técnico

Quando a bateria impôs seu ritmo e o interprete Anderson Paz começou a cantar o samba não deu pra ninguém. Me sacudi e não parei mais. É como uma sessão de relaxamento. Você esquece as contas para pagar e só pensa em se sacudir, cantarolando o samba. Aquela quarta-feira foi inesquecível. Saí da quadra surdinho e rouco, mas valeu muito a pena. Agora, era descansar para estar inteiro no ensaio técnico do Patronato, no domingo seguinte.

Estava marcado para às 20 horas. Como sempre, cheguei uma hora antes para o reconhecimento do terreno. Só começou mesmo às 22 horas, quando o caminhão com os instrumentos chegou. Aí, foi só alegria. Olha eu lá, sambando e acenando para a galera que curtia o ensaio ali, na Praça dos Ex-Combatentes, como se estivesse na Sapucaí. Estava concentradíssimo na transição da marcação, com o repique modulando a conversão, quando por mim passou uma morena de parar o transito e começou a rebolar olhando na minha cara. Não tem outra explicação, só pode ser o gabiroto tentando acabar com a harmonia da escola. Ou pior: com o meu casamento. Espero que a minha mulher não leia esse texto, mas puxei a morena pelas mãos e falei no seu ouvido.

– Você destrói com qualquer harmonia.

Ela sorri. E com a imponência de quem tem o rei na barriga fala: – Eu sei!

Um diretor de harmonia que nos acompanhava, viu a cena me chamou na chincha. Por sorte ou azar, sei lá, o tinhoso em pele de morena gostosa sumiu entre a ala. Pedi desculpas ao meu diretor e voltei a minha concentração para não fazer feio na Sapucaí.

Alex Wolbert com a Porto da Pedra na Sapucaí
Alex Wölbert com sua fantasia de “Água-Viva”, desfilando pela Porto da Pedra, na Marquês de Sapucaí. Carnaval 2015.

Minha estreia na Sapucaí

Ainda tive o último ensaio, mas não vou perder mais tempo. Vou direto ao ponto: aquele 14 de fevereiro de 2015, que vai ficar na memória para o resto da minha vida. Minha estreia na Marques de Sapucaí, desfilando pela a escola do meu coração. Nesse dia, também peguei a fantasia. Para minha surpresa, era água-viva e não mais um vagalume. Peguei o ônibus na quadra às 20 horas para desfilar as 2:30 da madrugada.

Nossa! Como a água-viva sofreu dentro daquele ônibus lotado, com um calor de assar. E, para piorar, chegando na Avenida Francisco Bicalho, um engarrafamento de não sair do lugar. Sofri! Mas depois de 2 horas naquele ônibus, cheguei na concentração marcada em frente ao prédio “Balança Mais não Cai”.

Marinheiro de primeira viagem, não sabia o que fazer. Abobalhado com a beleza dos carros alegóricos, fiquei mais perdido que cego em tiroteio. Seguindo o conselho do falecido velho guerreiro, de “quem não se comunica se trumbica”, cheguei até um ser iluminado que me orientou para que ficasse atrás do segundo carro. Ali, encontraria minhas companheiras águas-vivas. Por lá fiquei, mas nada da minha ala aparecer. Era uma solitária água-viva. Quanto mais o tempo passava, mais ficava preocupado em atravessar sozinho a avenida. Já ouvindo os fogos da entrada da escola, suspiro aliviado quando vejo aquele cardume de águas-vivas vindo em minha direção. Como aquele ataque que água-viva me fez bem!

Amigo leitor, tudo que eu disser no texto não será nem um décimo da emoção de atravessar a avenida. Inenarrável! Nada se compara. A alegria de estar ali, compartilhada com todos a minha volta, olhando para arquibancada lotada com pessoas acenando, me fazia acreditar que eu era o camisa 10, decidindo o jogo e o campeonato para o Porto da Pedra Futebol Clube, no campo do Cordeiro em Santa Izabel. Sim, isso mesmo! A escola de samba mais queria de São Gonçalo começou nos anos 70 como clube de futebol e já foi até campeão gonçalense, no ano de 1975. Em março de 1978, foi oficialmente registrado como um bloco de enredo chamado “Bloco Carnavalesco Porto de Pedra” e, 3 anos depois, em 1981, chegou à categoria de escola de samba.

Esperava que minha estreia na Sapucaí rendesse o título e a volta da escola para o grupo especial. Infelizmente, não foi assim que aconteceu. Mas uma coisa é certa: no próximo carnaval, estarei firme e forte, defendendo as cores vermelha e branca do tigre. Porque, ganhando ou não, com Alginac ou sem, a paixão pela escola é como no verso da letra do samba. É luz que nunca se apaga.

O post Água-viva alemã sambando com o tigre gonçalense apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/agua-viva-alema-sambando-com-o-tigre-goncalense/feed/ 1 2594
O gonçalense tem motivos para se orgulhar? https://simsaogoncalo.com.br/o-goncalense-tem-motivos-para-se-orgulhar/ https://simsaogoncalo.com.br/o-goncalense-tem-motivos-para-se-orgulhar/#respond Thu, 12 Feb 2015 23:54:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2575 O carioca se orgulha da beleza do Rio de Janeiro, o paulista valoriza a rotina moderna e metropolitana da maior cidade do país e o baiano de Salvador ou Porto Seguro exalta o estilo festeiro, ao mesmo tempo tranquilo de viver. E o gonçalense, tem motivos para se orgulhar? Há quase dois anos atrás eu diria que não. […]

O post O gonçalense tem motivos para se orgulhar? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
O carioca se orgulha da beleza do Rio de Janeiro, o paulista valoriza a rotina moderna e metropolitana da maior cidade do país e o baiano de Salvador ou Porto Seguro exalta o estilo festeiro, ao mesmo tempo tranquilo de viver. E o gonçalense, tem motivos para se orgulhar?

Há quase dois anos atrás eu diria que não. Os problemas que a cidade enfrenta há décadas (má administração pública, desordem urbana e infraestrutura precária) seguem sem solução. Mas hoje percebo que o povo gonçalense evolui do seu jeito e precisa valorizar a si mesmo para dar fim à sucessão de governos inúteis.

Caso você não encontre motivos para se orgulhar por ter nascido ou morar em São Gonçalo, lembre-se que temos uma escola de samba importante no cenário estadual, a Porto da Pedra, o que significa acesso a lazer e cultura para as comunidades vizinhas ao bairro da escola. Temos dois times de futebol em plena ascensão – Gonçalense e São Gonçalo FC – que este ano disputarão a série B do campeonato estadual, outra fonte de diversão.

Possuímos grandes indústrias que levam o nome da cidade Brasil afora e até para o exterior, como a Condal, maior fabricante de máscaras do país, auxiliando na expressão da alegria e da crítica popular, e como a B. Braun, multinacional farmacêutica cuja única fábrica nacional fica em São Gonçalo e emprega diversos moradores da cidade.

Devemos nos orgulhar do Albergue da Misericórdia, projeto social que desenvolve um programa de reabilitação para dependentes químicos extremamente eficiente e ainda reduz a sujeira das ruas, recolhendo o material reciclável. E valorizar o projeto cultural Uma Noite na Taverna, que mensalmente apresenta aos gonçalenses os maiores nomes da história da poesia.

Temos o Maciço de Itaúna, querido pelos praticantes de voo livre, ponto de destaque a ser explorado pelo turismo local; além da herança histórica que acompanha a Fazenda Colubandê, a Capela da Luz e demais relíquias cuja preservação depende da nossa atenção.

E por último, mas não menos importante, o maior motivo de orgulho: o próprio gonçalense. Aquele que acorda cedo para trabalhar, enfrenta horas intermináveis no trânsito, compõe o povo mais batalhador do estado do Rio de Janeiro, que tem 92 municípios. O gonçalense leva três cidades nas costas: além de São Gonçalo, auxilia diretamente no desenvolvimento do Rio de Janeiro e de Niterói. Em qualquer empresa, grande ou pequena, dessas cidades tem gonçalenses não porque somos numerosos, mas porque temos a qualificação exigida pelo mercado. Se houvesse emprego e investimento em São Gonçalo, ela estaria no mesmo nível social e econômico das principais capitais brasileiras pois qualificação profissional nós temos. E não foi de graça, nem o governo deu, muitos gonçalenses trabalham longe de casa e ainda estudam a noite.

Seja vendendo balas no sinal de trânsito do Alcântara ou sentado na sala de uma multinacional inglesa no Centro do Rio, o gonçalense é guerreiro, como o tigre da Porto da Pedra, e esta é nossa verdadeira imagem.

Foto: Lilian Lorenzi 

O post O gonçalense tem motivos para se orgulhar? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/o-goncalense-tem-motivos-para-se-orgulhar/feed/ 0 2575
Unidos do Porto da Pedra: do Futebol para Sapucaí, dá-lhe Tigre! https://simsaogoncalo.com.br/futebol-para-sapucai-tigre-unidos-porto-da-pedra/ https://simsaogoncalo.com.br/futebol-para-sapucai-tigre-unidos-porto-da-pedra/#comments Sun, 25 Jan 2015 16:23:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2539 Uma história sobre a Porto da Pedra, a escola de samba gonçalense, por Alex Wolbert. Eu não entendo, fiz tudo certinho. Pulei as sete ondas na meia-noite do dia primeiro para abrir meus caminhos em 2015. Mas na matéria de futebol e time de coração, o caminho ainda está obstruído. Foram três jogos e três […]

O post Unidos do Porto da Pedra: do Futebol para Sapucaí, dá-lhe Tigre! apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Uma história sobre a Porto da Pedra, a escola de samba gonçalense, por Alex Wolbert.

Eu não entendo, fiz tudo certinho. Pulei as sete ondas na meia-noite do dia primeiro para abrir meus caminhos em 2015. Mas na matéria de futebol e time de coração, o caminho ainda está obstruído. Foram três jogos e três derrotas, sendo que uma delas para o maior rival, o urubu. Mas pensando bem, não tinha nenhum manual na simpatia que dissesse que funcionaria com futebol. Antes fosse botafoguense, pois não me importaria de cair para segunda divisão e ser derrotado no primeiro jogo do ano para o Gonçalense. Perderia para o Gonçalense com muito orgulho, ÔRRA!

Virar casaca não passa pela cabeça, já que paixão futebolística não se explica. Mas pensando bem, se ele não fosse o time do meu coração, seria a minha escola de samba?

Já estou até vendo, um abre alas com um enorme bacalhau e uma comissão de frente de pernas-de-pau coreografadas pelo Coisinha de Jesus. Na ala das baianas, todas com aquelas saias rodadas de lã vermelhas com bordados em preto e lenços coloridos escorregando pelos ombros. Sem faltar o tradicional tamanco de madeira que faria maior sucesso na Sapucaí ecoando durante a paradinha da bateria. E o “puxador” Roberto Leal chamando a galera com o grito de guerra: “Olha o gigante da colina ai, gente! Chora cavaco!”

Pensando bem, não daria muito certo o meu time de coração virar escola de samba. Mas deu muito certo o time de futebol criado no Porto da Pedra virar a minha escola de coração.

Ritmistas GRES Unidos do Porto da Pedra
Ritmistas da Porto da Pedra desfilando no carnaval de São Gonçalo, nos anos 80.

Uma história sobre a Porto da Pedra

A Unidos do Porto da Pedra é o único representante do município de São Gonçalo a desfilar no carnaval carioca. A escola de coração da maioria dos gonçalenses nasceu nos anos 70, oriundo de um clube de futebol chamado Unidos do Porto da Pedra Futebol Clube, com uniforme nas cores vermelho e branco que até hoje representam a escola.

Como futebol e samba se completam, em 1975, dois anos depois que se consagrou campeão gonçalense de futebol, nasceu a ideia de criar um bloco de rua. Em 8 de março de 1978, foi oficialmente registrado como um bloco de enredo chamado “Bloco Carnavalesco Porto da Pedra”.

Apenas 3 anos depois, em 1981, alcançou a categoria de escola de samba, ficando com o vice-campeonato com o enredo “Mundo Infantil”, no grupo B do carnaval de São Gonçalo. No ano seguinte, já no grupo A, conquistou a primeira vitória como escola de samba com o enredo “No Reino da Fantasia”.

Time do Porto da Pedra em 1973
Time do Porto da Pedra em 1973.
Unidos do Porto da Pedra Futebol Clube
Outra imagem da equipe que defendia o Unidos do Porto da Pedra Futebol Clube.

Em 1985, a agremiação resolveu abandonar a competição e apresentando-se somente em seu bairro durante muito tempo. Só em 1990, conseguiu obter uma quadra de ensaios coberta, ainda que considerada pequena.

Em 1993, recebeu um convite para se apresentar no carnaval carioca no chamado grupo de acesso do Rio de Janeiro, que nessa época ainda desfilava na Avenida Rio Branco.

Componente de ala no Unidos do Porto da Pedra, no desfile de 1994.
Componente de ala no Unidos do Porto da Pedra, no desfile de 1994.

Esse ano a Porto da Pedra tem como enredo “Há uma luz que nunca se apaga!e será a 6ª escola a desfilar na sexta-feira, dia 23 de fevereito de 2015, pela série A do Carnaval Carioca.

Logo depois, através de Jorginho do Império e Jorge Andrade, a escola filiou-se à AESCRJ, a Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, disputou no Grupo de Acesso. Em 1994, o então presidente da recém criada LIESGA, Paulo Almeida, convidou a Porto da Pedra para desfilar no Grupo 1. Na época, este era o passo anterior ao sonhado Grupo Especial.

Com o enredo “Campo Cidade em Busca da Felicidade”, interpretado por Wantuir, a Porto fez um belo desfile, ganhando o título da categoria em 1995. E assim, começou sua saga no grupo de elite do Carnaval Carioca, cuja estreia foi em 1996, como você pode conferir aqui.

Acho que estou exigindo demais da simpatia dos 7 pulinhos. Vocês não acham? Dizem que o ano só começa depois do carnaval. E se for, realmente verdade boas notícias virão em todos os sentidos, incluindo futebolísticos e carnavalescos. Como na música de Gilberto Gil, andar com fé eu vou. A fé não costuma a falhar.

Então, 2015, só vai dar Tigre e Bacalhau!

O post Unidos do Porto da Pedra: do Futebol para Sapucaí, dá-lhe Tigre! apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/futebol-para-sapucai-tigre-unidos-porto-da-pedra/feed/ 3 2539
Como começaram as marcas de bairro de São Gonçalo? https://simsaogoncalo.com.br/como-comecaram-marcas-de-bairro-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/como-comecaram-marcas-de-bairro-de-sao-goncalo/#comments Tue, 06 Jan 2015 10:40:29 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2513 A série das marcas de bairro de São Gonçalo começou de forma inusitada. Ainda em 2012, estava parado na fila do Coesa, esperando o “Passeio-São Gonçalo”, o nosso “110” ou “prata”, para os íntimos. Já era tarde da noite, hora que os “pratinhas” da Coesa ficam mais baratos e passam a aceitar o bilhete único. Olhando para […]

O post Como começaram as marcas de bairro de São Gonçalo? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
A série das marcas de bairro de São Gonçalo começou de forma inusitada. Ainda em 2012, estava parado na fila do Coesa, esperando o “Passeio-São Gonçalo”, o nosso “110” ou “prata”, para os íntimos. Já era tarde da noite, hora que os “pratinhas” da Coesa ficam mais baratos e passam a aceitar o bilhete único. Olhando para a loja da “Levis”, me veio a ideia de brincar com aquela marca de jeans usando o nome de um dos bairros por onde o ônibus passa: Neves.

Cheguei em casa, fiz e publiquei no SIM. A resposta não poderia ser outra: “E o meu bairro?” Essa pergunta virou um clássico e, cada vez que fazemos mais uma marca, ela se repete em cada comentário.

Neves, um dos bairros já contemplados pela série "Marcas de bairro".
Neves, um dos bairros já contemplados pela série “Marcas de bairro”.

A série trouxe algo de novo para o SIM São Gonçalo: uma nova forma de dar cara às localidades da cidade, utilizando o visual já familiar das marcas impressas nos produtos que usamos em nossas casas. O município é grande, em área e população, o que faz com que muitas pessoas simplesmente desconheçam lugares como o Ieda, Mutuapira, Miriabi, Tenente Jardim, Barracão, Califórnia ou Antonina. Um novo jeito de conhecer e se reconhecer na cidade é uma meta alcançada em cada ilustração.

Outro ponto positivo nesse jogo é a identificação dos moradores locais. Muitas pessoas tem vergonha de assumir que moram em determinados bairros. Identificá-los, trazer sua história e pessoas que o representam são uma forma de “colocá-los” no mapa mental da população, algo que vai bem além da cartografia.

Marcas de bairro: Alcântara – São Gonçalo
Marcas de bairro: Alcântara – São Gonçalo

Até o dia de hoje, temos cerca de 50 marcas. Ainda faltam muitos! Aos poucos, estamos fazendo e publicando, seja na página do SIM São Gonçalo ou no nosso Instagram. Vai lá, curta e participe!

O post Como começaram as marcas de bairro de São Gonçalo? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/como-comecaram-marcas-de-bairro-de-sao-goncalo/feed/ 1 2513
Praça dos Ex-combatentes: marcas de um passado heróico https://simsaogoncalo.com.br/praca-dos-ex-combatentes-historia/ https://simsaogoncalo.com.br/praca-dos-ex-combatentes-historia/#comments Mon, 05 Jan 2015 10:20:37 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2493 A praça dos Ex-combatentes foi fundada em 24 de outubro de 1970, nesta mesma derradeira e amada cidade de São Gonçalo. A praça é uma jovem senhora, nascida no 1° decanato de escorpião. Com duas grandes reformas, o espaço é um museu a céu aberto, erguido em homenagem aos Combatentes da 2° Guerra Mundial. Ela é […]

O post Praça dos Ex-combatentes: marcas de um passado heróico apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
A praça dos Ex-combatentes foi fundada em 24 de outubro de 1970, nesta mesma derradeira e amada cidade de São Gonçalo.

A praça é uma jovem senhora, nascida no 1° decanato de escorpião. Com duas grandes reformas, o espaço é um museu a céu aberto, erguido em homenagem aos Combatentes da 2° Guerra Mundial.

Ela é composta por um obelisco, um mastro central para quatro bandeiras, mapa do Brasil e Brasões oficiais. Há também o famoso tanque, além de uma hélice e munições de guerra.

No monumento aos soldados mortos, ficou a mensagem para os vivos: “Aos que em holocausto à Pátria, tiveram como túmulo às águas do atlântico ou a terra fria da Itália. A morredoura gratidão e imperecível saudade dos que ficaram”.

O grupo Lavoura e o militarismo

Nos anos de 1970, a cidade de São Gonçalo ainda gozava dos louros do desenvolvimento, propiciados pela política promovida pelo prefeito Joaquim de Almeida Lavoura.

Sua carreira teve início em 1947, quando foi eleito vereador pelo Partido Social Democrático, o PSD. Era conhecido como o “vereador de tamancos”, já que exercia mil e uma atividades. Profissionalmente, era peixeiro e comerciante de “secos e molhados”.

Dentre os inéditos feitos do grupo Lavourista, friso a defesa do militarismo e do serviço prestado à nação. A história dos ex-combatentes gerou encontros políticos, plenárias públicas e leis municipais em defesa dos pracinhas que estiveram na guerra.

Jornal O Globo - Volta dos pracinha da 2ª Guerra Mundial
Jornal O Globo – Volta dos pracinha da 2ª Guerra Mundial

Dos treinamentos no Morro do Castro, em Niterói, às sangrentas lutas no frio de Monte Castelo na Itália, a 2ª Grande Guerra levou parte considerável do 3° Regimento de Infantaria da Venda da Cruz e com ele centenas de Gonçalenses.

O local surgiu no ano de 1935, como o 3º Regimento de Infantaria, com sede na Chácara Paraíso. Quatro anos depois, passou a ser 3° Batalhão de Infantaria, em substituição ao 14° Regimento de Infantaria, da Praia Vermelha (Urca), que havia sido extinto após o bombardeio da Intentona Comunista. Contudo, estas não são as histórias que me trouxeram até aqui e nem os são fatos em que devo me ater.

Praça dos Ex-Combatentes, São Gonçalo
Praça dos Ex-Combatentes, Patronato, São Gonçalo – RJ. Crédito: Acervo Sociedade de Artes e Letras São Gonçalo

Praça dos Ex-Combatentes: uma homenagem aos guerreiros brasileiros

O ex-prefeito Osmar Leitão (1967-70), que assumiu sua 1° secretaria aos 19 anos, foi o fundador da praça dos Ex-Combatentes. Entretanto, quem a inaugurou foi José Alves Barbosa (1970-71), que havia assumido a prefeitura no período.

Osmar Leitão e André Correia na praça dos Ex-Combatentes. São Gonçalo – Rio de Janeiro
Ex-prefeito Osmar Leitão e André Correia na praça dos Ex-Combatentes. São Gonçalo – Rio de Janeiro

Nesta matéria, Osmar caminhou por entre os monumentos no bairro do Patronato. Ele falou com orgulho da construção da praça e dos tempos que a sociedade se comovia com homenagens aos soldados brasileiros.

Segundo Leitão, “Esse espaço pertencia à CEDAE. Aqui se fazia os serviços diários da manobra de água, mas depois ficou abandonado. Quando cheguei à prefeitura, solicitamos ao Governador Geremias Fontes, permissão para urbanizar o local. No rastro dessa autorização, conseguimos também o espaço onde hoje funciona a Associação dos Ex-Combatentes, fundada em 1º de outubro de 1945, pelo senhor Rubem Silva.”

Ex-prefeito Osmar Leitão na praça dos Ex-Combatentes. São Gonçalo – Rio de Janeiro
Ex-prefeito Osmar Leitão na praça dos Ex-Combatentes. São Gonçalo – Rio de Janeiro

Da promoção ao reconhecimento

Muitos Ex-Combatentes passaram de soldados de guerra a funcionários públicos do município, além de membros ilustres da sociedade gonçalense. Inúmeras leis foram votadas para beneficiá-los, bem como suas famílias.

Uma delas, por exemplo, foi o recebimento de soldo (salário), utilizado em grande escala como apoio aos serviços prestados à nação. Entusiasmado, Osmar Leitão afirma que o reconhecimento aos pracinhas são presentes na lei ainda hoje, em 2014. Onde quer que seja descoberta uma família de ex-combatente desamparada, o estado prestará o devido auxílio. “Um guardião da nação não deve ficar desamparado. As políticas de proteção foram implementadas a favor do heroísmo e das vitórias de guerra”, declarou o ex-prefeito.

Em um tempo de “ame ou deixe-o”, o discurso cívico-patriótico pode ser comprovado nas palavras confeccionadas em placas de bronze. Elas foram fixadas nos artefatos da praça dos ex-combatentes, como memória e reafirmação do discurso de preservação.

A praça é representada como um monumento simbólico. Ela fez parte de um complexo de 109 homenagens, realizadas pelo governo brasileiro em todo território nacional.

Brasão da Associação dos Ex-combatentes Brasileiros na 2ª Guerra Mundial
Brasão da Associação dos Ex-combatentes Brasileiros na 2ª Guerra Mundial

As homenagens aos pracinhas ex-combatentes

Geraldo Ataíde, o presidente da “Associação dos Ex-Combatentes”, gozava do prestígio da guerra e conseguiu as peças que hoje compõem o museu militar.

Além disso, os mortos também foram homenageados com nomes de ruas recém criadas em São Gonçalo. No Engenho Pequeno, por exemplo, é fácil encontrar ruas com o nome de expedicionários da guerra.

As décadas se passaram e hoje a população confunde a homenagem aos pracinhas com uma exaltação ao regime ditatorial de 1964. Hoje temos o fruto de uma geração sem memória, voltada para o pensamento “macro consumista”, de pouco valor aos estudos e a história regional.

Memória presente na praça dos ex-combatentes

Este descaso com o regionalismo e a memória local interfere profundamente na relação entre a história e a memória do cidadão gonçalense. Segundo a professora Maria Tereza Goudart, a “alfabetização patrimonial” dá ao indivíduo não só a valorização do “patrimônio de pedra e cal”, mas também a valorização da memória e do mundo que a cerca.

Vale ressaltar que a história detém o poder da construção e reconstrução social, sendo a memória a chave para tal artimanha social.

E por falar em História, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) ficou com a missão de representar o Brasil na 2ª Guerra Mundial. Isso aconteceu a partir do decreto de 31 de agosto de 1942 do presidente Getúlio Vargas, declarando estado de guerra em todo território nacional.

Mas antes disso, a bordo do navio de transporte americano General Mann em 22 de agosto, nossos jovens já deixavam as terras de “Amarante” ao som da “canção do expedicionário, a marcha”, de Spartaco Rossi e Guilherme de Almeida. Este fato daria aos Gonçalenses um lugar de prestígio heróico e conquistas titulares na história do país e da cidade, mas também traria morte e sofrimento às famílias papagoiabas. Leia aqui sobre “O dia que pintaram o tanque de rosa”. 

A praça dos ex-combatentes de hoje

Destruída pela população de diversas formas, a praça resiste. Hoje é palco da feira nordestina, cheia de costumes e comidas fluminenses. É praça de alimentação nos ensaios das escolas de samba Viradouro e unidos do Porto da Pedra.

É também palco da Roda Cultural. É lugar de amores passageiros e flertes da molecada. Cenário de skatistas, artistas, desocupados e bêbados conhecidos. É lembrança das flores amarelas e fotos ao lado dos monumentos.

Mas nada disso lembra os Ex-combatentes de guerra, embora o nome e os objetos não neguem. A praça foi símbolo do governo Lavourista, tornando-se patrimônio da humanidade local.

O lugar tinha como principal objetivo oferecer espaço de lazer gratuito ao cidadão, fazendo dali um espaço de convivência. Sim, estes objetivos foram alcançados e os cidadãos, idosos, paqueradores e namorados agradecem.

Cenário atual da Praça dos Ex-Combatentes - São Gonçalo
Cenário atual da Praça dos Ex-Combatentes.

Salve a Itália! Viva Anita Garibaldi! Salve o monumento fúnebre das lembranças dos praçinhas, presos no riso dos frequentadores que nada sabem sobre a história, mas ainda sim, a sentem.

Para mais informações, clique e leia a monografia “A Praça dos Ex-combatentes: Memória e Esquecimento” de Rogério Fernandes da Silva, graduado em Licenciatura Plena em História, pela Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, de 2003.

O post Praça dos Ex-combatentes: marcas de um passado heróico apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/praca-dos-ex-combatentes-historia/feed/ 2 2493
Projetos que movem a cidade adiante https://simsaogoncalo.com.br/projetos-que-movem-cidade-adiante/ https://simsaogoncalo.com.br/projetos-que-movem-cidade-adiante/#respond Tue, 02 Dec 2014 11:49:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2399 Em São Gonçalo existem valiosas iniciativas populares que lutam para livrar a cidade da atual realidade miserável. Algumas ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente, como o Festival de Rap e Cultura, mas destaco abaixo três grandes projetos que vi de perto em ação dedicando-se à arte, reciclagem e assistência social, atividades fundamentais para o desenvolvimento urbano neste século.   […]

O post Projetos que movem a cidade adiante apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Em São Gonçalo existem valiosas iniciativas populares que lutam para livrar a cidade da atual realidade miserável. Algumas ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente, como o Festival de Rap e Cultura, mas destaco abaixo três grandes projetos que vi de perto em ação dedicando-se à arte, reciclagem e assistência social, atividades fundamentais para o desenvolvimento urbano neste século.

 

Rodrigo Santos - Uma Noite na Taverna. Toda 2ª sexta-feira de cada mês, às 19h. Local: SESC
Rodrigo Santos – Uma Noite na Taverna. Toda 2ª sexta-feira de cada mês, às 19h. Local: SESC

1. Uma Noite na Taverna

Assisti ao evento pela primeira vez há mais de sete anos e ainda o considero a maior riqueza gonçalense. A Taverna consegue reunir no mesmo espaço, uma vez por mês, música, artes plásticas e poesia de qualidade.

Chegando ao evento, o visitante é absorvido pela atmosfera da arte em pleno exercício e pode apreciar obras de escultores e pintores locais e ouvir boa música enquanto os poetas se preparam para declamar os trabalhos dos maiores nomes da poesia nacional e internacional. Essencialmente democrático, o público é incentivado a exercitar seu lado artístico e também apresentá-lo no evento.

Sempre com uma programação diferente, a Taverna é importante porque, através da disseminação da arte, forma cidadãos.

– Funcionamento: Na segunda sexta-feira de cada mês, às 19h, no SESC
– Preço: Gratuito
– Site: Uma Noite na Taverna – Facebook

 

Rota da Reciclagem
Rota da Reciclagem – Segunda a sexta, das 8h às 17h, em Monjolos. Local: Albergue da Misericórdia

2. Albergue da Misericórdia

A quantidade de lixo espalhado nas ruas de São Gonçalo é vergonhosamente assustadora. Nenhum bairro da cidade está isento do problema; a população não sabe lidar com o lixo que produz e o descarta de forma indevida. O Albergue oferece um serviço único, que é coletar diretamente nos domicílios o material reciclável, que representa 70% do lixo que geramos.

O material, recolhido gratuitamente, é levado ao centro de reciclagem para ser preparado e depois vendido. O dinheiro arrecadado auxilia na manutenção do projeto social de apoio a ex-presidiários e dependentes químicos.

O Albergue da Misericórdia, que permanece aberto a visitas durante o horário de funcionamento, é prova de que inteligência e boa vontade operam verdadeiros milagres. Lá até o material oriundo da limpeza dos chiqueiros é transformado em gás, utilizado na cozinha. Recicle seu lixo.

– Funcionamento: Segunda a sexta, das 8h às 17h, em Monjolos.
– Site: Albergue da Misericórdia – Rota da Reciclagem

 

 

3. Pastoral dos Vicentinos

O trabalho dos vicentinos é doar aos pobres e necessitados gonçalenses aquilo que mais precisam: amor. Esta doação acontece através do contato amigável, da cesta básica mensal de alimentos e da orientação social e profissional. Centenas de famílias em situação de vulnerabilidade social são assistidas enquanto buscam o próprio sustento (em caso de acomodação, perdem o benefício).

Os membros da pastoral são voluntários, porém afirmam que o serviço é recompensador, pois também recebem amor em troca.

– Funcionamento: Reuniões às terças, às 20h, na Paróquia São Pedro de Alcântara

Sem qualquer apoio governamental, São Gonçalo não teria esperanças de vencer a desordem e ignorância se não fosse o esforço daqueles que se dedicam a projetos como esses.

O post Projetos que movem a cidade adiante apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/projetos-que-movem-cidade-adiante/feed/ 0 2399
Altay Veloso e a cidade de consciência https://simsaogoncalo.com.br/altay-veloso-e-a-cidade-de-consciencia/ https://simsaogoncalo.com.br/altay-veloso-e-a-cidade-de-consciencia/#respond Thu, 20 Nov 2014 21:21:31 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2381 Em 20 de novembro, comemoramos o dia da consciência Negra, que dedicamos à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Segundo o último censo, São Gonçalo é uma das cidades com muitos negros e pardos no país, sendo quase 56% de toda população gonçalense. Com muito orgulho, somos uma cidade de negros. Gostaria de homenagear cada um […]

O post Altay Veloso e a cidade de consciência apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Em 20 de novembro, comemoramos o dia da consciência Negra, que dedicamos à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Segundo o último censo, São Gonçalo é uma das cidades com muitos negros e pardos no país, sendo quase 56% de toda população gonçalense.

Com muito orgulho, somos uma cidade de negros. Gostaria de homenagear cada um desses que contribuem para a cultura gonçalense falando de um nome que elevou a cidade para o Brasil e para o mundo. Altay Veloso da Silva, esse apaixonado pela cultura negra, nasceu aqui em São Gonçalo, em 26 de fevereiro de 1951. Filho de jongueiro e sacerdotisa de culto africano, começou a estudar violão e acordeão aos 17 anos, influenciado também pelo avô acordeonista. Aos 21 anos, fez sua primeira composição, o que lhe rendeu participar de algumas das bandas mais prestigiadas do Rio de Janeiro.

Altay tem quase 500 composições gravadas por nomes como Roberto Carlos, Nana Caymmi, Elymar Santos entre outros. Na visita de Nelson Mandela ao Brasil, cantou com Alcione sua composição “Sintonia da Paz”, feita para o líder Sul-Africano.

Altay Veloso - SIM São Gonçalo

Altay, também escreveu a obra literária “Alabê de Jerusalém”, que conta a história do africano Ogundana que é Alabê, o responsável por zelar pelos instrumentos musicais da tribo que, após peregrinar pela África e Europa, casou-se com Judith, prima de Maria Madalena, em Israel. A obra foi transformada em ópera, contando com um elenco de 32 bailarinos, 18 cantores e 10 técnicos de som, sendo encenada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, tendo o próprio Altay como Alabê.

Parabéns a todos os negros, pardos, brancos e índios que se misturam e vivem na nossa terra com respeito e sem nenhum preconceito. Nossa gente não tem só consciência negra.

NOSSA GENTE TEM CONSCIÊNCIA!

O post Altay Veloso e a cidade de consciência apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/altay-veloso-e-a-cidade-de-consciencia/feed/ 0 2381
Escoteiro em São Gonçalo? Tem sim, senhor! https://simsaogoncalo.com.br/escoteiro-em-sao-goncalo-tem-sim-senhor/ https://simsaogoncalo.com.br/escoteiro-em-sao-goncalo-tem-sim-senhor/#comments Thu, 30 Oct 2014 01:47:39 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2323 O 121º Grupo Escoteiro George Savalla Gomes foi fundado em 16 de setembro de 2006. O batismo com o nome do Palhaço Carequinha se deu pela seua história de vida, trabalhando com arte circense voltada às crianças em nosso município, São Gonçalo. No ano de fundação, a primeira ideia foi chamar o grupo de “Jardim […]

O post Escoteiro em São Gonçalo? Tem sim, senhor! apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
O 121º Grupo Escoteiro George Savalla Gomes foi fundado em 16 de setembro de 2006. O batismo com o nome do Palhaço Carequinha se deu pela seua história de vida, trabalhando com arte circense voltada às crianças em nosso município, São Gonçalo.

No ano de fundação, a primeira ideia foi chamar o grupo de “Jardim Catarina”, pois a proposta inicial era criar um grupo naquele bairro, beneficiando as crianças do bairro. Entretanto, Carequinha faleceu em 2006, surgindo assim a ideia de homenageá-lo.

Escoteiros São Gonçalo

O artista circense representa para o grupo um espírito da arte, de acordo com nossos lemas. O escoteiro é alegre e sorri mesmo nas dificuldades, assim como o palhaço que mesmo triste tem que fazer o seu trabalho sem deixar transparecer seus problemas alegrando as crianças, assim somos nós.

Somos um grupo de adultos voluntários, empenhados em levar aos jovens um programa de desenvolvimento educacional. Visando valores morais através de atividades progressivas, variadas e atraentes, mundo circense se encaixa perfeitamente em nosso contexto. Exemplos como o “Cirque du Soleil”, entre outros, podem ser utilizados para tirar o termo pejorativo do “palhaço”, mostrando que a arte está em grande evolução, assim como queremos que nossos escoteiros evoluam.

O Escotismo, fundado por Lord Robert Stephenson Smyth Baden-Powell em 1907, é um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário e sem fins lucrativos. Sua proposta é desenvolver o jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na Promessa e na Lei escoteira, através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazendo com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornando-se exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.

Escoteiros São Gonçalo – Outubro Rosa

Dentre as muitas atividades desenvolvidas pelo grupo, está a campanha do Outubro Rosa, onde os jovens escoteiros trabalham a conscientização da população na prevenção ao Câncer de Mama, distribuindo panfletos e lacinhos da campanha no Hospital Geral de São Gonçalo.

Partecipe! Entre em contato com a gente. O 121º Grupo Escoteiro George Savalla Gomes tem sede na Rua Salvatori, s/nº, Água Mineral, no interior do CIEP 422 Nicanor Pereira Nunes. Nossas reuniões acontecem aos sábados, de 9:30 às 12hs. Participe.

Mais fotos da ação do Outubro Rosa no HEAT (Hospital Geral Alberto Torres).

Escoteiros São Gonçalo – Outubro Rosa Escoteiros São Gonçalo – Outubro Rosa Escoteiros São Gonçalo – Outubro Rosa Escoteiros São Gonçalo – Outubro Rosa Escoteiros São Gonçalo – Outubro Rosa Escoteiros São Gonçalo – Outubro Rosa Escoteiros São Gonçalo – Outubro Rosa Escoteiros São Gonçalo – Outubro Rosa

O post Escoteiro em São Gonçalo? Tem sim, senhor! apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/escoteiro-em-sao-goncalo-tem-sim-senhor/feed/ 7 2323
Abrem-se as Cortinas: João Caetano e teatro brasileiro https://simsaogoncalo.com.br/abrem-se-as-cortinas-joao-caetano-teatro-brasileiro/ https://simsaogoncalo.com.br/abrem-se-as-cortinas-joao-caetano-teatro-brasileiro/#respond Sun, 19 Oct 2014 16:33:24 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2310 Abrem-se as cortinas quase pálidas de tão desbotado que era aquele vermelho. Sem contar com os grandes remendos improvisados e a poeira que cuspia ácaro nos atores e na plateia. Vira e mexe interrompia-se a cena para acudir um pobre coitado que quase tinha um troço de tanto espirrar. Mas em pé naquele tablado ripado […]

O post Abrem-se as Cortinas: João Caetano e teatro brasileiro apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Abrem-se as cortinas quase pálidas de tão desbotado que era aquele vermelho. Sem contar com os grandes remendos improvisados e a poeira que cuspia ácaro nos atores e na plateia. Vira e mexe interrompia-se a cena para acudir um pobre coitado que quase tinha um troço de tanto espirrar.

Mas em pé naquele tablado ripado simples, não muito alto, lá estava Romeu. Não era nada atlético, baixinho com a sua barriguinha saliente que lhe apertava a camisa listrada de veludo azul a ponto dos botões voarem na plateia em um respiro mais exagerado. Por baixo do chapéu em camurça verde com a tradicional pluma branca uma careca lisa e lustrada. Mas ridículo do que seu bigodinho era a voz irritante e a maneira que interpretava. Bem parecido com o Pato Donald rezando o terço.

“Meu coração amou antes de agora? Essa visão rejeita tal pensamento, pois nunca tinha eu visto a verdadeira beleza antes dessa noite.”

Mais que de repente surge no palco numa corridinha desengonçada e barulhenta, por causa do tamanco de madeira, aquele negro bombado de 2 metros de altura em uma peruca de tranças loiras.

“Romeu, Romeu, onde estas tu, Romeu?”

João Caetano e o teatro brasileiro

Inevitável eram as gargalhadas da plateia, mas estamos no Brasil do final do século XVIII e até mesmo a tragédia de William Shakespeare transforma-se na pior das comédias. Os teatros não tinham recursos e era muito comum  atores serem ex-escravos sem formação e quase não se via atrizes, já que o preconceito era imenso. Mulheres no palco eram consideradas prostitutas para sociedade. Piorou com o édito de D. Maria I que as proibiam de representar.

Esse cenário só foi modificado quando entrou em cena um itaboraiense que mudou o teatro nacional. João Caetano dos Santos nasceu em 27 de janeiro de 1808, quatro dias depois que o D. João VI e sua família pisava em solo brasileiro.

Bem jovem João Caetano dava seus primeiros passos como ator amador. Aos 23 anos interpretava como profissional a peça “O Carpinteiro da Livônia” no teatro da sua cidade natal. Hoje em sua homenagem chamado Teatro Municipal João Caetano na cidade de Itaboraí.

João Caetano e o teatro brasileiro

Dois anos depois da sua estréia como profissional João Caetano já ocupava o teatro de Niterói com a sua Companhia Nacional João Caetano, a primeira companhia nacional de teatro. Em sua homenagem hoje chamado Teatro Municipal João Caetano em Niterói.

Era imbatível na montagem de cenas de guerra, na época faziam bastante sucesso com a platéia.  Talvez o fato de ter servido na Guerra da Cisplatina como cadete tenha o ajudado a se destacar.

João Caetano e o teatro brasileiro

João Caetano criou um perfil para o ator brasileiro e se tornou um mito. Nunca um ator foi tão biografado. Lançou dois livros sobre a arte de representar que são referências de estudo até hoje. Reflexões Dramáticas de 1837 e Lições Dramáticas de 1862.

Sem dúvida sua maior conquista foi a concessão por dois contos de réis do teatro mais antigo do Rio de Janeiro. Inaugurado em 13 de outubro de 1813 com o nome de Real Theatro São João pelo próprio imperador D. João VI. Neste teatro foi assinada a primeira Constituição Brasileira. Mais tarde com o nome de Theatro São Pedro de Alcântara e em 1930, após sua reconstrução determinada pelo então prefeito Prado Junior, foi batizado como Teatro João Caetano.

Teatro Municipal João Caetano na cidade de Itaboraí.
Teatro João Caetano – Praça Tiradentes, Rio de Janeiro

Aos 52 anos João Caetano organizou no Rio de Janeiro uma escola de artes dramática onde todos podiam estudar. Um ensino totalmente gratuito. E para valorizar a nossa arte, promoveu a criação de um júri dramático para premiar a produção nacional.

No dia 24 de agosto de 1863, João Caetano saia de cena, mas a arte plantada por ele continua viva em todos os palcos do Brasil. Não é exagero falar que a arte cênica nacional deve muito a esse filho de Itaboraí. Basta perguntar a uma criança o que ela quer ser quando crescer. A maioria responderá com um sorriso, ator ou atriz.

E no centro do tablado ripado o barrigudinho Romeu e a bombada Julieta de mãos dadas agradecem ao publico enquanto as cortinas vermelhas se fecham.

O post Abrem-se as Cortinas: João Caetano e teatro brasileiro apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/abrem-se-as-cortinas-joao-caetano-teatro-brasileiro/feed/ 0 2310
Cultura de rua e o Festival de Rap e Cultura de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/cultura-de-rua-e-o-festival-de-rap-e-cultura-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/cultura-de-rua-e-o-festival-de-rap-e-cultura-de-sao-goncalo/#respond Sat, 02 Aug 2014 15:47:01 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2211 Em boates, casas de show e festas do Rio de Janeiro, vivia aquela energia da galera curtindo, dançando e se divertindo em espaços fechados, na grande maioria das vezes pagos. Sonhava com isso desde 1999, quando iniciei meus trabalhos como DJ. Ter um evento de música eletrônica em praça pública, gratuito e com a mesma energia […]

O post Cultura de rua e o Festival de Rap e Cultura de São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Em boates, casas de show e festas do Rio de Janeiro, vivia aquela energia da galera curtindo, dançando e se divertindo em espaços fechados, na grande maioria das vezes pagos. Sonhava com isso desde 1999, quando iniciei meus trabalhos como DJ. Ter um evento de música eletrônica em praça pública, gratuito e com a mesma energia das boates e festas particulares era um ideal. Assim, comecei minha busca por eventos e movimentos urbanos gratuitos, que ocupassem aparelhos públicos, como praças, afim de apenas proporcionar o mesmo prazer que sentia nos eventos que realizava, só que de forma mais natural, onde o público fosse por identificação e não apenas por diversão, como ocorria nas casas e festas.

Comecei a trabalhar para viabilizar essa ideia. Internet, amigos, DJ’s de vários gêneros, eventos de comunidade ou públicos que ocorriam nesse período, tudo era fonte de informação. Partindo dessas pesquisas, conheci os movimentos de hip-hop da Lapa e de muitos outros espalhados por todo o estado do Rio de Janeiro.

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Como todo DJ, meu trabalho era do início da noite até a manhã do dia seguinte, o que me limitava a frequentar esses eventos. Em 2009, resolvi que iria dar uma pausa na vida de dj e retornar a informática, profissão na qual tenho formação acadêmica.

Nessa nova trajetória sobrava mais tempo, com o qual conseguia, enfim, frequentar Rodas Culturais e demais movimentos independentes de Hip-Hop, seja incluindo os 4 elementos (DJ, MC, Bboy e Grafite) ou apenas 1 desses destacado, apresentando sua arte. Notei que nesses movimentos a energia era maior do que a que encontrava nas boates e festas pagas, que muita das vezes aparentavam ser “artificiais” demais, uma vez que pouca coisa inusitada ocorria.

Olhando para a cidade de São Gonçalo, onde nasci, fui criado e vivo até hoje, percebi o quão grande é o território e o quão mal aproveitado culturalmente ele é.

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Partindo dessa impressão sobre a cultura da cidade, busquei conhecer o que havia de movimentos culturais independentes e encontrei menos do que as duas mãos podem contar! Em um território tão grande, com tantas pessoas repletas de potenciais artísticos, estas não poderiam ficar sem voz, sem um local para apresentação e veiculação de seus trabalhos.

Em 2011, tentei implementar o “Som e Cultura”, antigo projeto no qual não tive apoio ou aprovação da Prefeitura de São Gonçalo, na gestão desse período. Sem alegação ou motivo algum, simplesmente, se opuseram.

Deixei o projeto guardado e continuei buscando uma nova forma de por o evento em São Gonçalo. Até que em 2013, surgiu a oportunidade de realizar o evento. Foi quando decidi, com mais uma pessoa, que realizaríamos um evento de Rap semanal, batizado de “Festival de Rap de São Gonçalo”, onde o próprio nome sugere, um festival só de rap.

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Mas aí vem a pergunta: Por que não uma Roda Cultural? A resposta é simples. Após frequentar inúmeras Rodas Culturais, notei que nelas, a cultura, em sua grande parte, era de Hip-Hop. Também em sua maioria não havia livros. Talvez por falta de incentivo de empresas e governo, e pela dificuldade de arrecadar doações e a mistura de gêneros e tribos, que é o que compõe o Brasil hoje.

Sentindo falta de mais culturas no Festival de Rap de São Gonçalo e com a saída voluntária da pessoa que ajudou na criação do evento em Agosto de 2013, me vi na necessidade de modificar o nome, nomes nas redes sociais e filosofia.

Nasce o Festival de Rap e Cultura, onde a ideia é ter a raiz do Hip-Hop somados com a distribuição de livros, já presente no antigo formato. Recital de poesias, filmes curta metragens e mistura de gêneros no palco. Um exemplo dessa mistura foi a apresentação de Ian Veras, artista Gonçalense, fazendo sua levada no violão o Yuri Bastos mandando no Beat Box e o apresentador Shes Macedo fazendo improvisação no microfone! A apresentação do curta metragem “Enquanto faço as unhas” do diretor Cristiano Requião, que concorreu em Cannes, o primeiro concurso “Garota Style” dentro do Festival e agora a primeira batalha de B-boys!

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Festival de Rap e Cultura São Gonçalo

Dia 28 de junho de 2014, o evento completou um ano de existência. Estamos na edição de número 50, sem contar edições especiais que aconteceram entre 2013 e 2014, uma dentro do evento Cores e Valores, o evento do mês da mulher, com apresentação da Taz Mureb e Mabu, a edição especial dentro do Quebra Coco Longboard 2, no Jardim Catarina e a edição especial em Cachoeiras de Macacu.

O Festival de Rap e Cultura de São Gonçalo, às sextas feiras, das 20 às 23 horas, na Praça da Trindade, São Gonçalo.

O post Cultura de rua e o Festival de Rap e Cultura de São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/cultura-de-rua-e-o-festival-de-rap-e-cultura-de-sao-goncalo/feed/ 0 2211
Corpus Christi em São Gonçalo: uma recente tradição https://simsaogoncalo.com.br/corpus-christi-em-sao-goncalo-uma-recente-tradicao/ https://simsaogoncalo.com.br/corpus-christi-em-sao-goncalo-uma-recente-tradicao/#comments Sun, 22 Jun 2014 14:38:32 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2160 Muito se tem escrito sobre a tradição cristã do Corpus Christi, Festa do Corpo e Sangue do Senhor. Em especial, sobre a tradição do tapete, enfeite do trajeto da procissão anexa à mesma festa. Como católico gonçalense, não poderia me isentar de comentar esta bela tradição de São Gonçalo pela ótica católica, para benefício tanto […]

O post Corpus Christi em São Gonçalo: uma recente tradição apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Muito se tem escrito sobre a tradição cristã do Corpus Christi, Festa do Corpo e Sangue do Senhor. Em especial, sobre a tradição do tapete, enfeite do trajeto da procissão anexa à mesma festa. Como católico gonçalense, não poderia me isentar de comentar esta bela tradição de São Gonçalo pela ótica católica, para benefício tanto dos católicos gonçalenses, quanto dos que queiram entender a nossa cultura.

A Eucaristia

A Igreja Católica sempre entendeu nas palavras proferidas por Nosso Senhor Jesus Cristo, na chamada Última Ceia, que o pão e o vinho consagrados neste momento pelo sacerdote são, em real, o Seu corpo e o Seu sangue. A Igreja vive da Eucaristia. É com alegria que ela experimenta, de diversas maneiras, a realização incessante desta promessa: “Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo” [1] mas, na sagrada Eucaristia, pela conversão do pão e do vinho no corpo e no sangue do Senhor, goza desta presença com uma intensidade sem par. O Concílio Vaticano II[2] justamente afirmou que o sacrifício eucarístico é “fonte e centro de toda a vida cristã”. De fato, “na santíssima Eucaristia, está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo”. Por isso, o olhar da Igreja volta-se continuamente para o seu Senhor, presente no sacramento do Altar, onde descobre a plena manifestação do seu imenso amor.[3]

Para o cristão católico, aquele pedaço de pão sem fermento é a real carne de Nosso Senhor Jesus Cristo, e aquele vinho tinto o Seu precioso sangue. Inúmeros milagres durante dois mil anos dão ao fiel a comprovação dessa doutrina, como o Milagre de Lanciano, exaustivamente estudado pela Ciência.

Uma festa para sanar as dúvidas

A celebração de Corpus Christi (Corpo de Cristo) surgiu na Idade Média. Consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. Quarenta dias depois do Domingo de Páscoa é a quinta-feira da Ascensão do Senhor. Dez dias depois temos o Domingo de Pentecostes. O domingo seguinte é o da Santíssima Trindade, e na quinta-feira é a celebração do Corpus Christi. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o Domingo da Santíssima Trindade.

No final do século XIII surgiu em Liége, atual Bélgica, um Movimento de revalorização da Eucaristia na Abadia de Cornillon. Foi a origem de vários costumes eucarísticos, como a Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante a elevação na Missa e a festa do Corpus Christi.

Santa Juliana de Mont Cornillon (1193-1258), à época priora da Abadia, foi a enviada de Deus para propiciar esta Festa. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas freiras Agostinianas. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade.

Desde jovem, Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que teve da Igreja sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade. Juliana comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, bispo de Liége, também a e Jacques Pantaleón, arquidiácono local, futuro Papa Urbano IV. O bispo Roberto ficou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, invocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte.[4]

O Papa Urbano IV, estava em Orvieto, cidade ao norte de Roma. Perto está Bolsena, onde em 1263 (ou 1264) aconteceu o Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração fosse algo real., no momento de partir a Sagrada Forma, viu sair dela sangue do qual foi se empapando em seguida o corporal.

A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conservam os corporais [5] em Orvieto, e também se pode ver a pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue. O Santo Padre movido pelo prodígio, e a petição de vários bispos, faz com que se estenda a festa do Corpus Christi a toda a Igreja por meio da bula “Transiturus” (de 8/9/1264) fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes e outorgando muitas indulgências a todos que asistirem a Santa Missa e o ofício.

O ofício de Corpus Christi foi composto por São Tomás de Aquino, que usou parte de Antífonas, Lições e Responsórios já em uso em algumas igrejas.

Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV. Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptos, melquitas e os rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.

Corpus Christi – São Gonçalo

No Brasil, com tapetes

A confecção de tapetes de rua é uma magnífica manifestação de arte popular que tem como origem a comemoração do Corpus Christi. A tradição de fazer o tapete com folhas e flores vem dos imigrantes açorianos. Essa tradição praticamente desapareceu em Portugal continental, onde teve origem, mas foi mantida nos Açores e nos lugares onde chegaram seus imigrantes, como Florianópolis (SC).

A festa foi trazida para o Brasil pelos portugueses. Numa carta de 9 de agosto de 1549, o Padre Manuel da Nóbrega, da Bahia, informava: “Outra procissão se fez dia de Corpus Christi, mui solene, em que jogou toda a artilharia, que estava na cerca, as ruas muito enramadas, houve danças e invenções à maneira de Portugal”.[6]

As procissões portuguesas eram esplendorosas: tropas, fidalgos, cavaleiros, andores, danças e cantos. A imagem de São Jorge, padroeiro de Portugal, seguia a procissão montada em um cavalo, rodeada de oficiais de gala.

A Liturgia Romana

Para as procissões eucarísticas, a cruz vai à frente ladeada por duas velas. Não se leva incenso junto à cruz. Atrás dela os ministros dois a dois, os acólitos, os diáconos e os concelebrantes. Estes últimos portam o pluvial, mas podem portar também a casula se a procissão foi feita logo após a missa. O celebrante principal, se não levar a sagrada eucaristia vai imediatamente à frente dela. Segue, então, a sagrada Eucaristia carrega por um clérigo vestido com alva, estola, pluvial e véu umeral de cor branca. É coberta pelo pálio ou pela umbela, carregado por quatro ou seis pessoas. À sua frente, vão dois acólitos com turíbulos fumegando. Se for o bispo a levar o Santíssimo, o báculo vai à frente dos turiferários e a mitra, bem como o livro atrás do pálio.

Além dos demais acólitos assistentes, vão na parte de trás da procissão, os clérigos em vestes corais. Os de maior dignidade vão mais perto da Sagrada Eucaristia. Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra apresentada aos fiéis para adoração.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com o pão maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo em forma de pão.

Corpus Christi – São Gonçalo

O Corpus Christi em São Gonçalo

A festa passou a integrar o calendário religioso brasileiro em 1961, quando uma pequena procissão saiu da igreja de Santo Antônio e seguiu até a igreja de Nossa Senhora de Fátima em Brasília. A festa de Corpus Christi no município de São Gonçalo começou em 1995. [7]

Em 2010, os tapetes de Corpus Christi em São Gonçalo são patrimônio cultural imaterial do município, conforme a Lei Estadual 3141/10 de autoria do Deputado Altineu Cortes.[8] Sua extensão de 2000 metros o caracteriza como o maior em extensão da América Latina.

A cada ano, o Prefeito de São Gonçalo assina um decreto nomeando os componentes da Comissão dos Festejos de Corpus Christi no município, publicado no Diário Oficial da cidade.

Uma tradição católica e cultural gonçalense

A cidade de São Gonçalo foi fundada por portugueses e grande parte de sua arquitetura é de origem ibérica. Não somente as casas, mas o modo de ser das pessoas, do comércio, são típicos de antiguidade portuguesa. A religião católica é um dado característico dessa cultura e tornou-se também uma característica brasileira, desenvolvendo-se em formas próprias em uma chamada “brasilidade católica”.

A festa católica do Corpo de Cristo é assimilada em toda a Cristandade e não poderia deixar de ser em São Gonçalo também praticada. Com orgulho temos o maior tapete artístico de sal com motivos sacros de toda a América Latina. Isso demonstra não só a catolicidade de nossa cultura antiga, mas também a preservação de uma tradição para as gerações futuras, ansiosas de tradição e cultura seculares.

Corpus Christi – São Gonçalo

Fontes:

1 – Evangelho segundo são Mateus, capítulo 28, versículo 20.
2 – Reunião de todos os bispos da Igreja Católica, realizado de 1963 a 1966, em Roma, Itália.
3 – Carta Encíclica “Ecclesia de Eucaristia” (A Igreja da Eucaristia) do papa Paulo II, §1
4 – O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do ofício.
5 – guardanapos de pano branco onde se apóiam o cálice e a patena durante a Missa.
6 – Cartas do Brasil, 86, Rio de Janeiro, 1931.
7 – Sítio oficial da Arquidiocese de Niterói, disponível em http://arqnit.org.br
8 – PROJETO DE LEI Nº 3141/2010 – DECLARA PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO OS FESTEJOS RELIGIOSOS DE Corpus Christi E O TAPETE PARA A PROCISSÃO NO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO/RJ Autor(es): Deputado ALTINEU CORTES – A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RESOLVE: Art. 1º – Ficam declarados como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro os festejos religiosos de Corpus Christi e o tapete preparado para a procissão católica no município de São Gonçalo. Art. 2º – Esta Lei entra em vigor na data de sua criação. Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 9 de junho de 2010.

O post Corpus Christi em São Gonçalo: uma recente tradição apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/corpus-christi-em-sao-goncalo-uma-recente-tradicao/feed/ 3 2160
Copa do Mundo: o resultado da união! https://simsaogoncalo.com.br/copa-do-mundo-o-resultado-da-uniao/ https://simsaogoncalo.com.br/copa-do-mundo-o-resultado-da-uniao/#comments Fri, 20 Jun 2014 15:53:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2140 Com a Copa do Mundo realizada em nosso país, verificamos o espírito de união que todo brasileiro tem dentro do seu peito, deixando de lado as diferenças do dia-a-dia. Penso que todos deveriam ser beneficiados pelo legado. Contudo, sabemos que, de fato, isso não irá acontecer plenamente. Entretanto, uma mágica, um encantamento acontece durante esse […]

O post Copa do Mundo: o resultado da união! apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Com a Copa do Mundo realizada em nosso país, verificamos o espírito de união que todo brasileiro tem dentro do seu peito, deixando de lado as diferenças do dia-a-dia. Penso que todos deveriam ser beneficiados pelo legado. Contudo, sabemos que, de fato, isso não irá acontecer plenamente.

Entretanto, uma mágica, um encantamento acontece durante esse período: as pessoas esquecem suas diferenças econômicas, culturais, religiosas e até políticas! Em 90 minutos, sentam, torcem, choram, gritam e sofrem com um único propósito: torcer juntos pela seleção brasileira.

Inúmeras ruas, travessas e avenidas de cada bairro do Brasil se vestem de verde e amarelo…  Esse processo já virou uma tradição para os brasileiros, algo incompreensível para o mundo. Como uma nação, com tantas questões sociais, se une para apoiar um time?! Sabemos que as segregações sociais levarão tempo para deixar de existir, mas temos que fazer a nossa parte para um mundo melhor.

Torcer não basta. Precisamos mudar o nosso jeito de ser durante o ano, com ou sem Copa! E por que não começarmos assim:

• Viver harmonicamente em união com todos;
• Procurar ajudar em melhorias no meu bairro;
• Acompanhar os fatos políticos e escolher com maior seriedade
• Escolher nossos representantes pensando no coletivo e sem individualismos;
• Apresentar soluções cabíveis aos problemas;
• Conhecer seus direitos e praticar seus deveres;
• Acompanhar o trabalho dos meus representantes.

Pequenas atitudes podem provocar grandes mudanças!! Talvez, a Copa do mundo possa desencadear isso. Precisamos acreditar que somos capazes de apresentar grandes eventos, sem menosprezos ou hipocrisias. O Brasil conta com seus filhos que batem no peito e gritam: “Eu sou brasileiro e não desisto nunca!”

Vamos torcer para que a nossa seleção fique com o tão sonhado hexacampeonato mundial. Ou que faça uma bela apresentação e nos deixem orgulhosos. Corrupção e problemas sociais não podem afetar “nossa brasilidade”, nem nossa habilidade de torcer para o Brasil. Devem, sim, reforçar que precisamos melhorar mais e mais.

Indiretamente, São Gonçalo ganha com isso. A Copa também traz benefícios para muitos gonçalenses que trabalham no Rio, participando das obras de infraestrutura que, não só São Gonçalo, mas todos os outros municípios adjacentes também participam. Que esse espírito de união chegue até nós, para que possamos melhorar a cidade cada vez mais, elavando nosso estado do Rio de Janeiro.

Leiam, compreendam e reflitam nosso hino:

“Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte
Terra adorada Entre outras mil,
És tu, Brasil, Ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!”

O post Copa do Mundo: o resultado da união! apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/copa-do-mundo-o-resultado-da-uniao/feed/ 3 2140
O sonho dourado de todo gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/o-sonho-dourado-de-todo-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/o-sonho-dourado-de-todo-goncalense/#comments Mon, 02 Jun 2014 22:10:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=2095 Acho que como toda criança, eu me perguntei o porquê de ter nascido em São Gonçalo. Por que as pessoas nascem em tantos lugares? A única coisa que eu tinha total certeza era que em São Gonçalo eu era mais feliz que as crianças de outros lugares. Como, por exemplo, a Etiópia. Pensamentos infantis. Desde […]

O post O sonho dourado de todo gonçalense apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Acho que como toda criança, eu me perguntei o porquê de ter nascido em São Gonçalo. Por que as pessoas nascem em tantos lugares? A única coisa que eu tinha total certeza era que em São Gonçalo eu era mais feliz que as crianças de outros lugares. Como, por exemplo, a Etiópia. Pensamentos infantis.

Desde muito cedo, meu pai me ensinou a ter orgulho da cidade que nasci. Tanto, que fui incentivada a participar dos desfiles cívicos na minha adolescência. Desfilei pelo Educandário Cecília Meirelles, Castello Branco e toquei nas bandas marciais do Cecília e do Olavo Bilac. Frequentei assiduamente o Lavourão desde sua inauguração e ainda me recordo de como era a biblioteca municipal antes dela ser “modernizada”. Gosto tanto de São Gonçalo que a transformei em projeto final da minha Pós Graduação.

Ao contrário de muitos, eu nunca tive desejo de sair da minha cidade. NUNCA. Sempre morei no mesmo lugar.

Casei e moro aqui. Meus pais moram. Eu vi meu bairro crescer, fui uma adolescente serelepe. Tinha a liberdade de pegar a “bike” com um grupo de amigos e sair pedalando pelas poucas ruas asfaltadas de bairros vizinhos. Medo? Jamais… Hoje, já não sei.

Morar em São Gonçalo ainda me traz certa alegria. Temos nossa própria cultura. Sim temos! Vide as brincadeiras e diversas zuações em algumas páginas das redes sociais que classificam determinados comportamentos como “tão gonçalense”. Eu ainda gosto de acordar e passar pela vizinhança cumprimentando quem conheço. Gosto de ir na padaria, de ver as pessoas no verão com cadeira nas calçadas. Coisas que só podemos ver em nossa cidade tão simples e bacana.

O Sonho Dourado de todo Gonçalense

Não gosto de gente que fica falando mal de São Gonçalo. A cidade não tem culpa. Se você parar para pensar, vai ver que São Gonçalo é composta por cada um de nós. Cada pessoa faz da cidade sua imagem. Não reclame do recolhimento do lixo atrasado, nem use isso como desculpa para descartá-lo indevidamente. Se há uma montanha de lixo na esquina de sua rua e você contribui para seu crescimento, não tem o mínimo direito de dizer que a cidade é suja.

Daí, você vem dizer que paga imposto… beleza, eu sei disso. Também sou contribuinte, mas acho que, diante dá má administração, não é meu direito piorar a situação. Na verdade, não custa nada ajudar a melhorar.

Bom, mas aonde eu quero chegar?

Em lugar nenhum. Entretanto, conheço muitos gonçalenses que sonham em morar em Niterói ou em qualquer outro local. Esses sim, querem chegar em outro lugar. Podem até ir, mas nunca deixarão de ser gonçalenses. Se nasceram aqui, vão carregar na história sua origem. Não tem jeito.

Eu, literalmente, não quero sair. A não ser que fique insustentável, como por exemplo, a cidade entrar em um estado de perigo iminente (não estamos longe disso!) Fora isso, continuo por aqui, enfrentando minhas horas diárias de engarrafamento e aproveitando esse tempo pra ler um livro ou zapear a internet.

Tente não reclamar das coisas que você pode mudar. MUDE.

Seja a mudança.

Cobramos muito dos políticos e sabemos o quanto é difícil cumprir com tudo que se promete em época de eleição. Conheço gente que prometeu passagem R$1,50 e até hoje não o fez.

Mesmo que o político tenha uma boa intenção e seja íntegro, não consegue. O sistema não deixa. Os interesses dos partidos rumam para diferentes direções. E acredite: nenhuma direção aponta para o povo. Uma pena!

Que tal experimentar fazer parte dessa mudança?

Tenho feito a minha parte junto com minha família. E você?

Até a próxima!

O post O sonho dourado de todo gonçalense apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/o-sonho-dourado-de-todo-goncalense/feed/ 11 2095
O amante expositor dos céus de São Gonçalo – Clube de Astronomia https://simsaogoncalo.com.br/amante-dos-ceus-clube-astronomia/ https://simsaogoncalo.com.br/amante-dos-ceus-clube-astronomia/#comments Sat, 29 Mar 2014 00:01:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1884 Foi Leonardo Da Vinci quem percebeu a possibilidade de construir um telescópio. No artigo Códice Atlanticus, escrito em 1490, ele comenta que observou o aumento da Lua. Em outro trabalho, Códice Arundul, em 1513, ele relata que “para observar a natureza dos planetas, abra o telhado e traga a imagem de um único planeta sobre […]

O post O amante expositor dos céus de São Gonçalo – Clube de Astronomia apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Foi Leonardo Da Vinci quem percebeu a possibilidade de construir um telescópio. No artigo Códice Atlanticus, escrito em 1490, ele comenta que observou o aumento da Lua. Em outro trabalho, Códice Arundul, em 1513, ele relata que “para observar a natureza dos planetas, abra o telhado e traga a imagem de um único planeta sobre a base de um espelho côncavo. A imagem refletida pela base mostrará a superfície do planeta que muito aumentou.” Ele entendeu e compreendeu o fato de que a Lua “brilhou com a luz refletida do Sol” e explicou corretamente que “a Lua nova é a superfície da Lua iluminada por luz.”

Você pode não saber, mas em São Gonçalo, um amante do espaço abriu o telhado de seu lar e nos apresenta o brilho das estrelas. Seu espaço se chama Clube de Astronomia Leonardo Da Vinci e fica a 10 minutos do centro da cidade. É logo ali, no bairro do Vila Lage.

O amante expositor dos céus de São Gonçalo – Clube de Astronomia
Milton Machado (Presidente do Clube de Astronomia Leonardo Da Vinci) e Graça Costa Velho (Presidente do Centro Cultural Vila Lage).

Um dos seus fundadores é o Milton Machado. Ele se autointitula astrônomo amador. Gostaria de defini-lo como um amante expositor dos céus. Diria que uma das partes mais divertidas e emocionantes é vê-lo exibindo o céu para os outros. As surpresas e os suspiros transmitidos pelo seu púbico, em uma festa estelar, por pessoas que pela primeira vez dão uma boa olhada na Lua, nas estrelas ou Saturno são sem dúvidas uma recompensa agradável para o expositor dos céus.

O amante expositor dos céus de São Gonçalo – Clube de Astronomia
Crianças afoitas à espera do olhar as estrelas.

As crianças são um público cativo. Inquietas e ansiosas, elas permanecem na fila à espera de um olhar mágico. Para Jonas Brito, 9 anos, “é muito legal ir ao clube. Quero um dia ser um astronauta”.

A ideia de criar o Clube surgiu em meados da década de 80, quando Milton Machado estava prestando serviço militar no 3° Batalhão de Infantaria (3°BI), localizado em São Gonçalo.

Cometa Halley é um cometa brilhante de período intermediário que retorna às regiões interiores do Sistema Solar a cada 76 anos, aproximadamente. O Foi o primeiro cometa a ser reconhecido como periódico, descoberta feita por Edmond Halley em 1696.
Cometa Halley é um cometa brilhante de período intermediário que retorna às regiões interiores do Sistema Solar a cada 76 anos, aproximadamente. O Foi o primeiro cometa a ser reconhecido como periódico, descoberta feita por Edmond Halley em 1696.

Em 1986, a mídia fez um grande alarde com a passagem do cometa Halley e no quartel, no qual servia como militar, fizeram uma festa onde teria um telescópio para que se pudesse ver o cometa.

Só que Milton, enquanto soldado, não pode ir à festa a qual estava reservada apenas a patentes mais altas e ficou bastante triste naquele dia.

Foi então que no dia 23 de outubro daquele ano, dia do seu aniversário, havia comprado um telescópio e durante um churrasco, com os amigos mais próximos, propôs a criação do Clube de Astronomia Leonardo Da Vinci, no qual todos teriam o direito de ver o espaço, sem discriminar ninguém.

Passados mais de 25 anos, o clube de astronomia permanece com o mesmo ideal. Nas palavras do seu fundador, o Clube de Astronomia Leonardo Da Vinci, é um espaço humilde, mas grandioso em termos de criatividade e superação. É um lugar em que se pode ver que mesmo com pouco dinheiro se pode criar uma mostra interessante do grandioso universo que nos abriga. Quem gosta de astronomia fica encantado e não acredita que isso tudo esta aqui em nossa cidade e quase ninguém conhece.

No mesmo local fica o Centro Cultural Vila Lage, cujos princípios são resgatar os valores da vida, preservando a história e propiciando as pessoas o acesso a Arte, Ciências, Música e Cinema.

O amante expositor dos céus de São Gonçalo – Clube de Astronomia
Ambientes do Centro Cultural Vila Lage

Para Milton Machado, o clube em si já é um grande sonho realizado, mas gostaria de ter mais recursos materiais para mostrar coisas mais fantásticas como, por exemplo, as explosões solares, entre outras, para poder despertar ainda mais a curiosidade científica nas crianças e nos jovens.

No momento, o clube precisa terminar a obra do observatório, pois falta uma proteção térmica no teto para não permitir que a temperatura ultrapasse os 50ºC, como esta ocorrendo. Então um pequeno patrocínio seria muito bem vindo. Faltam também sócios contribuintes, pessoas que sejam simpatizantes a causa e que possam ajudar a manter o Clube com sua pequena, mas importantíssima, mensalidade e de voluntários para ajudar durante as atividades de observação do céu e da exibição de filmes e documentários. E é claro, ver a cúpula clássica do observatório construída.

Desejo ao expositor dos céus uma grande jornada.

O amante expositor dos céus de São Gonçalo – Clube de Astronomia
Milton Machado ao lado do Astronauta Brasileiro Marcos César Pontes

Clube de Astronomia Leonardo Da Vinci

Horário de Funcionamento: Todos os Sábados a partir das 19:00h
Endereço: Travessa Bernardina, 133 – Vila Lage – São Gonçalo – RJ
Referência: Quem vem de São Gonçalo é um ponto depois do Espaço São Jorge. Parar na Praça do Paiva. Subir as escadarias 100 metros a sua esquerda. Irá visualizar uma casa de 1936. Local do clube.
Tel.: (21) 99102-0202 – (21)2624-1925 – Milton Machado
Site: www.clubedeastronomia.com.br
Facebook: Clube de Astronomia Leonardo da Vinci
Facebook de Milton Machado
Facebook Graça Costa Velho

Post original publicado no Blog do Tafulhar.

O post O amante expositor dos céus de São Gonçalo – Clube de Astronomia apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/amante-dos-ceus-clube-astronomia/feed/ 2 1884
Sim, também sou de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/sim-tambem-sou-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/sim-tambem-sou-de-sao-goncalo/#respond Thu, 27 Mar 2014 19:25:39 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1863 Já tem um tempo que conheço o “Sim, sou de São Gonçalo“. Lembro de quando entrei na página pela primeira vez, foi bem interessante. Vi que tinha gente genial trabalhando na cidade, principalmente nesse campo da Cultura Digital. Não sei se vocês conhecem quem atualiza o sim. O nome dele é Matheus Graciano e mesmo […]

O post Sim, também sou de São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Já tem um tempo que conheço o “Sim, sou de São Gonçalo“. Lembro de quando entrei na página pela primeira vez, foi bem interessante. Vi que tinha gente genial trabalhando na cidade, principalmente nesse campo da Cultura Digital.

Não sei se vocês conhecem quem atualiza o sim. O nome dele é Matheus Graciano e mesmo vocês, que acompanham o “Sim, sou de São Gonçalo”, não devem conhecer. Ele aparece pouco, fala pouco sobre o próprio projeto, mas consegue fazer um trabalho de marketing de cidade que pouca gente faz.

Dentre as potências da cidade, essa página é uma das mais importantes, pois trouxe uma qualidade de informação e estética que pouca gente tem. O território tem muito projeto legal e bacana que trabalha na internet. Mas, geralmente, é com pouca preocupação com o planejamento. O “Sim, sou de São Gonçalo” localiza bem essa questão do marketing, publicidade, cultura digital e planejamento dentro das redes sociais.

Sim, também sou de São Gonçalo – SIM São Gonçalo
Foto: @jefrecodeco no Instagram.

Apesar de estar hoje num projeto que super me realiza, que é a Agência PapaGoiaba, assumo um pouco de inveja da qualidade de design e planejamento do Matheus e do SIM. Para além de curtir o que eles publicam, admirem e contem para seus colegas. Mais pessoas precisam conhecer e mais pessoas precisam se inspirar.

Parabéns e Sim, sou de São Gonçalo.

Foto destaque: @joycessilva_ no Instagram.

O post Sim, também sou de São Gonçalo apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/sim-tambem-sou-de-sao-goncalo/feed/ 0 1863
O que seria do skate gonçalense se não fosse o coletivo “Las Niñas”? https://simsaogoncalo.com.br/skate-goncalense-coletivo-las-ninas/ https://simsaogoncalo.com.br/skate-goncalense-coletivo-las-ninas/#comments Thu, 13 Mar 2014 00:19:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1802 Ano passado (2013), passei a acompanhar de perto o Skate gonçalense. Lembro que a minha maior aproximação foi por conta da Praça Chico Mendes que, em obras, mobilizou bastante a turma das quatro rodinhas. Eram manifestações diversas para que a pista de skate não fosse destruída ou, mesmo que fosse destruída, que pelo menos, sua […]

O post O que seria do skate gonçalense se não fosse o coletivo “Las Niñas”? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Ano passado (2013), passei a acompanhar de perto o Skate gonçalense. Lembro que a minha maior aproximação foi por conta da Praça Chico Mendes que, em obras, mobilizou bastante a turma das quatro rodinhas. Eram manifestações diversas para que a pista de skate não fosse destruída ou, mesmo que fosse destruída, que pelo menos, sua reconstrução fosse em algum lugar próximo do local, historicamente vinculado ao esporte.

O tempo passou, infelizmente as manifestações não conseguiram mobilizar muita gente a não ser os organizadores dos eventos que estavam mais a frente. Guardo, em especial, as figuras do skatista e coordenador do SG Skatelong, Maykel Amorim, e da loja de Skate, LS Vizoo. Ambos foram fundamentais para que eu pudesse entender melhor o que significava essa nova geração de skatistas na cidade, mas minha simpatia ainda era algo que tocava no campo simbólico e não só no campo subjetivo, como me toca o funk ou o rap, por exemplo.

Skate Gonçalense - Las Niñas - Thayna - Sim São Gonçalo

Mais um parágrafo e mais um “o tempo passou”. Lembro como se fosse ontem, quando eu caminhava pela meu cooper diário na timeline e esbarrei com o nome “Las Niñas Skatelong”. Fui fuçar e descobri que havia um grupo de meninas focada na atividade sociocultural e esportiva do skate. Nesse momento, para além do simbolismo político da atuação da mulher na cidade, empoderada pelas suas próprias decisões, passei a perceber o skate não só como uma ferramenta cultural, mas também uma maneira de fazer com que novas combinações pudessem aparecer.

O coletivo Las Niñas não é apenas um grupo de meninas que anda de skate, mas um sinal de que o esporte permitiu que a cidade criasse novas formas de expressão social, como uma rede de skatistas, mulheres, jovens, que conseguem se organizar, criando seus campeonatos, marca, visibilidade, história, etc.

Vida longa para essas minas, vida longa para o Skate Gonçalense, bem representado no masculino, mas unicamente representado pelo coletivo Las Ñinas.

Skate Gonçalense - Las Niñas - Thayna - Sim São Gonçalo

Veja mais imagens do campeonato no Facebook.

Fotografia: Thayná – Agência Papagoiaba

O post O que seria do skate gonçalense se não fosse o coletivo “Las Niñas”? apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/skate-goncalense-coletivo-las-ninas/feed/ 2 1802
Alimenta o corpo e a mente https://simsaogoncalo.com.br/alimenta-o-corpo-e-mente/ https://simsaogoncalo.com.br/alimenta-o-corpo-e-mente/#respond Sat, 08 Mar 2014 23:12:59 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1765 Imagine entrar em uma lanchonete e se deparar com centenas de livros espalhados no balcão. Onde um senhor, com traços orientais, manuseando uma chapa e com um sorriso cativante, diz que pode levar o livro que quiser. E que, quando acabar de ler, devolva para que outros tenham a oportunidade de ler o mesmo livro […]

O post Alimenta o corpo e a mente apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
Imagine entrar em uma lanchonete e se deparar com centenas de livros espalhados no balcão. Onde um senhor, com traços orientais, manuseando uma chapa e com um sorriso cativante, diz que pode levar o livro que quiser. E que, quando acabar de ler, devolva para que outros tenham a oportunidade de ler o mesmo livro também. “Aqui alimentamos não só o corpo, mas também o espírito.”

Para a alegria dos  “gulosos” por leitura e um ótimo lanche, esse lugar existe. Trata-se do “Japa Lanches”, na Rua Francisco Rocha, 59, no bairro do Porto da Pedra. O espaço foi carinhosamente batizado de bibliojapa. O Sr. Osvaldo Roberto conta que a ideia nasceu de fazer um clubinho de leitura entre as crianças do bairro.  Sem fugir da sua origem oriental, durante esses encontros o Sr. Osvaldo não deixa de fazer seus origamis, tornando a leitura mais lúdica entre os pequenos. Ele acredita que a igualdade está na educação. Para ele, ler é saber.

Japa Lanches - SIM São Gonçalo

Nesse lugar, encontramos  o verdadeiro X-TUDÃO. Saboreamos esse misto de sabores que só a literatura proporciona. É por isso que nós da família Recicla Leitores e do Sim São Gonçalo acreditamos que gestos como esse mudam o mundo para melhor. Um prazer alimentarmos essa saborosa biblioteca, ampliando esse cardápio de sonhos.

O post Alimenta o corpo e a mente apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/alimenta-o-corpo-e-mente/feed/ 0 1765
No Bonde do Samba: uma história da Unidos do Viradouro https://simsaogoncalo.com.br/no-bonde-do-samba-unidos-do-viradouro/ https://simsaogoncalo.com.br/no-bonde-do-samba-unidos-do-viradouro/#comments Fri, 07 Mar 2014 01:59:12 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=1779 A Escola de Samba Unidos do Viradouro nasceu em 24 de junho de 1946. Foi no bairro de Santa Rosa, em Niterói, no quintal de Nelson dos Santos, o jangada, um apaixonado por samba. Hoje, sua sede é no Barreto, bairro colado à divisão entre Niterói e São Gonçalo. A Unidos do Viradouro tem esse nome por […]

O post No Bonde do Samba: uma história da Unidos do Viradouro apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
A Escola de Samba Unidos do Viradouro nasceu em 24 de junho de 1946. Foi no bairro de Santa Rosa, em Niterói, no quintal de Nelson dos Santos, o jangada, um apaixonado por samba. Hoje, sua sede é no Barreto, bairro colado à divisão entre Niterói e São Gonçalo.

A Unidos do Viradouro tem esse nome por causa do seu local de origem. Foi na tradicional rua Dr. Mário Viana, bem próxima à “Garganta”, o nome popular da subida do Morro da União. Era lá que os bondes viravam. Ou melhor, faziam o retorno. Por isso o nome Viradouro dos bondes.

No Bonde do Samba: Unidos do Viradouro

A fundação da Unidos do Viradouro

A data de fundação da escola é 24 de junho. Coincide com o dia de São João Batista, o padroeiro da cidade de Niterói. O santo também foi adotado como padroeiro da escola.

Não demorou muito para que a escola mudasse para uma nova padroeira: Nossa Senhora da Auxiliadora. Ali bem pertinho, ao lado do Colégio Salesiano, foi erguida uma basílica. Nas proximidades, no alto do Morro do Atalaia, foi inaugurado um monumento para santa em 1900. E assim, a cor azul do manto e o rosa das vestes foram adotadas como as cores oficias da Unidos do Viradouro.

No Bonde do Samba: Unidos do Viradouro
Esquerda: São João – Padroeiro de Niterói  .  Direita: Monumento à Nossa Senhora da Auxiliadora

Quis o destino que as cores azul e rosa fossem substituídos pelo vermelho e branco, com a falência do principal fornecedor de tecido da escola. Tiveram que recorrer a outros fornecedores, que não chegavam à tonalidade do rosa usado anteriormente.

Antigamente, as escolas usavam muito cetim nas roupas e na decoração dos carros. O respeito às cores na hora do desfile imperavam naquele tempo. Sem a tonalidade correta, os adversários acusavam a Viradouro de desfilar com roupas e alegorias feitas com tecidos reaproveitados de carnavais anteriores.

Em 1971, o primeiro ano da mudança de cores, a escola foi campeã. Isso foi muito positivo, pois acabou com o jejum de títulos de 1966 até 1970.

Em Niterói, a escola desfilou pela primeira vez em 1947, conquistando o quarto lugar no carnaval da cidade. O primeiro título saiu em 1949, com o enredo Ararigbóia. De 1947 a 1963, a Viradouro conquistou 10 campeonatos e só não venceu por quatro vezes.

De Niterói para o Rio: passagens pelo carnaval carioca

Por duas vezes, a Viradouro passou pelo carnaval carioca. Na primeira, foram dois anos para se esquecer. Em 1964 e 1965, os resultados ruins e o atraso nos desfiles na Praça Onze fizeram com que ela voltasse a competir em Niterói.

Mas em 1986, depois de conquistar 18 títulos no carnaval niteroiense, a Unidos do Viradouro decidiu voltar a desfilar no carnaval carioca.

O ponto mais alto em sua trajetória foi no ano de 1997, quando ganhou o título de campeã no Grupo Especial, com o enredo “Trevas! Luz! A explosão do Universo” do carnavalesco Joazinho Trinta.

“Alô, Niterói! Alô, São Gonçalo!”

A Unidos do Viradouro pode ter nascido em Niterói. Mas com a mudança para o Barreto, um bairro bem na divisa com São Gonçalo, conquistou também o coração dos gonçalenses.

Então, niteroienses e gonçalenses, podemos gritar:
PARABÉNS, UNIDOS DO VIRADOURO, POR MAIS ESSA CONQUISTA!

O post No Bonde do Samba: uma história da Unidos do Viradouro apareceu primeiro em Sim São Gonçalo.

]]>
https://simsaogoncalo.com.br/no-bonde-do-samba-unidos-do-viradouro/feed/ 1 1779