Todos as publicações sobre São Gonçalo a 16ª maior cidade do Brasil. https://simsaogoncalo.com.br/category/sao-goncalo/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Sat, 22 Mar 2025 23:35:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg Todos as publicações sobre São Gonçalo a 16ª maior cidade do Brasil. https://simsaogoncalo.com.br/category/sao-goncalo/ 32 32 147981209 São Gonçalo: Pioneira do Progresso Industrial Fluminense https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-pioneira-do-progresso-industrial-fluminense/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-pioneira-do-progresso-industrial-fluminense/#respond Fri, 08 Dec 2023 23:14:53 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7991 O artigo acadêmico “Pioneira do progresso fluminense”: o caso da industrialização de São Gonçalo (RJ) no século XX” analisa o processo de industrialização e urbanização do município de São Gonçalo, localizado às margens da Baía de Guanabara, entre o final do século XIX e a década de 1970. Escrito por José Luís Honorato Lessa e […]

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O artigo acadêmico “Pioneira do progresso fluminense”: o caso da industrialização de São Gonçalo (RJ) no século XX” analisa o processo de industrialização e urbanização do município de São Gonçalo, localizado às margens da Baía de Guanabara, entre o final do século XIX e a década de 1970. Escrito por José Luís Honorato Lessa e publicado na revista Espaço e Economia em 2018, o autor destaca os seguintes pontos:

  • A industrialização de São Gonçalo foi impulsionada pela proximidade com a capital fluminense, Niterói, e pela disponibilidade de recursos naturais, como cana-de-açúcar, açúcar e minério de ferro.
  • A urbanização de São Gonçalo foi marcada pela expansão das áreas residenciais para as antigas fazendas produtoras, que foram lotadas por trabalhadores da indústria ou migrantes do Rio de Janeiro.
  • A industrialização e a urbanização tiveram impactos sociais, econômicos e ambientais na região, como a formação de uma classe média urbana, a diversificação da produção industrial, a deterioração das condições de vida dos trabalhadores e dos pescadores artesanais, e a poluição da baía.

O artigo conclui que São Gonçalo foi um caso pioneiro do progresso fluminense no século XX, mas que também enfrentou desafios para se adaptar às mudanças históricas e às demandas contemporâneas. O autor sugere que sejam realizadas mais pesquisas sobre esse tema para compreender melhor as dinâmicas urbanas e industriais dessa região.

Industrialização em São Goncalo
Principais atividades econômicas por Distritos. Fonte : (BRAGA, 2006. p. 148)

A Jornada da Industrialização em São Gonçalo

O artigo “Pioneira do progresso fluminense”: o caso da industrialização de São Gonçalo (RJ) no século XX tem como objetivo analisar o processo histórico que levou à formação do município de São Gonçalo como uma cidade industrializada e urbanizada no estado do Rio de Janeiro. Para isso, o autor utiliza uma abordagem qualitativa baseada em fontes primárias (documentos oficiais) e secundárias (livros e artigos acadêmicos), além de uma análise espacial dos dados geográficos disponíveis.

Lessa parte do pressuposto de que a industrialização não foi um fenômeno homogêneo nem linear no Brasil, mas sim resultado das interações entre diversos fatores políticos, econômicos, sociais e culturais ao longo do tempo. Assim, ele busca situar o caso brasileiro dentro das especificidades históricas do país e compará-lo com outros casos internacionais.

Anos 1980 e a Industrialização no município de São Gonçalo
São Gonçalo 1980. PIB por setor de cada atividade municipal. Fonte: Anuário Estatístico do Rio de Janeiro, CIDE, 1990/91.

Ele divide o seu trabalho em três partes principais: na primeira parte (capítulo 1), ele apresenta uma contextualização histórica sobre a formação do estado fluminense no século XIX; na segunda parte (capítulo 2), ele descreve as características geográficas físicas e humanas da região onde se localiza São Gonçalo; na terceira parte (capítulo 3), ele explica as etapas da industrialização fluminense desde o final do século XIX até os anos 1970.

Na segunda parte (capítulo 2), são descritas as características geográficas físicas e humanas da região onde se localiza São Gonçalo. Ele destaca a importância da localização estratégica do município, às margens da Baía de Guanabara e próximo à capital fluminense, Niterói. Essa proximidade permitiu a São Gonçalo se beneficiar do crescimento econômico e populacional da capital, atraindo investimentos e mão-de-obra para a sua indústria. Além disso, a disponibilidade de recursos naturais, como cana-de-açúcar, açúcar e minério de ferro, também contribuiu para a industrialização do município.

Na terceira parte (capítulo 3), são explicadas as etapas da industrialização fluminense desde o final do século XIX até os anos 1970. Ele destaca a importância das políticas públicas de incentivo à industrialização, como a criação de zonas industriais e a concessão de benefícios fiscais para as empresas. Além disso, ele analisa o impacto da industrialização na urbanização do município, com a expansão das áreas residenciais para as antigas fazendas produtoras, que foram lotadas por trabalhadores da indústria ou migrantes do Rio de Janeiro.

O autor conclui que São Gonçalo foi um caso pioneiro do progresso fluminense no século XX, mas que também enfrentou desafios para se adaptar às mudanças históricas e às demandas contemporâneas. Ele sugere que sejam realizadas mais pesquisas sobre esse tema para compreender melhor as dinâmicas urbanas e industriais dessa região.

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São Gonçalo nunca foi Santo https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nunca-foi-santo/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nunca-foi-santo/#respond Sat, 25 Dec 2021 16:40:00 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8191 – São Gonçalo é uma fraude – disse eu, de bate pronto. – Não é não! – rebateu Ana Beatriz, também de primeira. Eu estava palestrando na fazenda Colubandê, em São Gonçalo. Você provavelmente nunca ouviu falar da Fazenda Colubandê – talvez devesse. Mas já deve ter ouvido falar em São Gonçalo, no Leste Fluminense, […]

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– São Gonçalo é uma fraude – disse eu, de bate pronto.
– Não é não! – rebateu Ana Beatriz, também de primeira.

Eu estava palestrando na fazenda Colubandê, em São Gonçalo. Você provavelmente nunca ouviu falar da Fazenda Colubandê – talvez devesse. Mas já deve ter ouvido falar em São Gonçalo, no Leste Fluminense, a 30 quilômetros e a uma eternidade do centro do Rio. Ana Beatriz é uma menina de sete anos, nascida em São Gonçalo. Ela ama sua cidade, embora ela seja turbulenta, desigual, abafada, poluída, sem árvores e violenta.

Mas não foi em função dos problemas gritantemente visíveis (já à primeira vista, e à ultima também) que abri a boca para chamar a cidade de “fraude”. A frase se baseia em fatos reais: não existe um santo chamado Gonçalo. “São” Gonçalo foi – e segue sendo – só beato. Gonçalo de Amarante nasceu em Portugal em 1187. Jovem, partiu a pé até Jerusalém. Ficou lá 14 anos, voltou, virou eremita, foi morar numa gruta e nela morreu em 1262. Foi beatificado em 1561 A Igreja nunca lhe concedeu o status de “São”.

Quem batizou o município foi seu primeiro proprietário, coincidentemente chamado… Gonçalo. Gonçalo Gonçalves, português, tomou parte na guerra contra os franceses que haviam se instalado na baia de Guanabara em 1555. Após batalhas cruentas, que os lusos só venceram graças ao apoio dos temiminós de São Gonçalo, os franceses foram expulsos e seus aliados tamoios dizimados. Os tamoios eram liderados por Cunhambebe – e não sobrou um único. Os temiminós eram comandados por Araribóia, mas o fato de terem se aliado aos portugueses não os impediu de também serem exterminados. Não só devido às doenças, mas por terem sido escravizados por aqueles ao lado dos quais haviam lutado.

O que começou errado, foi piorando. Fundada em 1660, a fazenda Colubandê virou polo da exploração do açúcar na região – e o pó branco levou à escravização não só dos indígenas como dos africanos. O engenho era de cristãos-novos. Denunciados ao Santo Ofício, foram presos, torturados e mortos em Portugal. Tombada pelo IPHAN em 1940, a fazenda foi saqueada nos últimos anos: roubaram até o sino de quatro toneladas. Hoje, São Gonçalo tem 1 milhão e 100 mil habitantes. O índice de IDH é vil e a cidade vive assolada pela milicia e pelos traficantes. Quando a policia chega lá, é para matar – na semana retrasada, executou nove “suspeitos” e jogou os corpos no mangue.

Passei cinco dias naquela paisagem de imperfeições, sob nuvens desfiguradas. Antes de chegar, já havia concluído que São Gonçalo não tem solução – só começando de novo. Mas então não apenas Ana Beatriz, do alto da sabedoria de seus sete anos, como uma serie de alunos da rede publica para os quais palestrei, me fizeram crer que se o Brasil nunca foi santo, talvez também não seja só uma fraude.

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COMUNICADO IMPORTANTE: um ciclo chega ao fim. https://simsaogoncalo.com.br/comunicado-importante-um-ciclo-chega-ao-fim/ https://simsaogoncalo.com.br/comunicado-importante-um-ciclo-chega-ao-fim/#respond Wed, 23 Dec 2020 03:00:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8138 Essa mensagem é dedicada às pessoas que acompanham tudo isso aqui há um tempo. Por esse motivo, estou anunciando que é o último post que publico como SIM São Gonçalo. Criado em 26 de fevereiro de 2012, há quase 9 anos atrás, todo esse projeto me deu muitas alegrias. Produzi muito ao longo desses anos. […]

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Essa mensagem é dedicada às pessoas que acompanham tudo isso aqui há um tempo. Por esse motivo, estou anunciando que é o último post que publico como SIM São Gonçalo.

Criado em 26 de fevereiro de 2012, há quase 9 anos atrás, todo esse projeto me deu muitas alegrias. Produzi muito ao longo desses anos. Análises, memes, marcas de bairro, música, clipe, além do mais importante: a oportunidade de conhecer gente que deseja transformar a cidade em algo melhor.

Tudo continuará disponível no site simsaogoncalo.com.br para consultas futuras. Porém, sem novas atualizações.

O encerramento do SIM São Gonçalo já estava nos meus planos no início do ano. As eleições foram um fechamento de ciclo, independente do resultado.

O que irá acontecer na página e nas outras redes?

Em 2021, é possível que eu volte a publicar aqui, mas com outros conteúdos. Todos relativos ao futuro, meio ambiente, empreendedorismo, entre outros assuntos que curto falar. E sempre como eu mesmo, Matheus.

Estou terminando 2020 num grande turbilhão de mudanças na minha vida. E espero muito que 2021 seja um ano muito melhor que este que estamos.

Hoje, quase metade das pessoas na página já não estão mais na cidade. Ainda sim, acompanhavam atentamente tudo o que acontecia. O fato é que, depois de quase uma década, nossa São Gonçalo se foi. Não existe mais. O lugar é o mesmo, mas são novos hábitos e formas de pensar que hoje se fazem presentes. E mudará muito mais nos próximos 10 anos, a ponto de ficar irreconhecível. É o que apontam as tendências vistas hoje.

Por outro lado, há uma nova geração chegando, tão questionadora quanto a anterior, porém mais participativa. E num cenário no qual a mobilidade social será muito mais difícil que a de quem viveu entre os anos 1994/2014, é preciso estar atentos e atentas, participando das decisões. Afinal, o futuro depende disso. Espero que este legado do SIM São Gonçalo auxilie em decisões e projetos futuros.

Muito obrigado até aqui! Se quiser ficar e aguardar os novos conteúdos no futuro, em 2021, só posso agradecer. 😉

Estou no Instagram e Twitter.

Tenha uma Feliz Natal com sua família!
Te desejo também um 2021 muito promissor.

Use máscara!
Abraços.

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Segundo turno das eleições municipais em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/segundo-turno-das-eleicoes-municipais-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/segundo-turno-das-eleicoes-municipais-em-sao-goncalo/#respond Mon, 30 Nov 2020 03:19:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8142 A eleição do Capitão Nelson estava encaminhada desde o início. O que “distorceu” a leitura no meio do caminho foi a vitória do PT no 1º turno. Nos cenários Nelson vs. Dejorge ou Dimas ele ganharia. Tem antipetismo? Tem. Há um sentimento anti -Dejorge? Há. Mas não é só isso. Como temos poucos estudos políticos […]

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A eleição do Capitão Nelson estava encaminhada desde o início. O que “distorceu” a leitura no meio do caminho foi a vitória do PT no 1º turno. Nos cenários Nelson vs. Dejorge ou Dimas ele ganharia. Tem antipetismo? Tem. Há um sentimento anti -Dejorge? Há. Mas não é só isso.

Como temos poucos estudos políticos sobre a cidade, é fácil seguirmos a linha “antipetista”. Mas a eleição de 2020 foi muito igual a de 2012. Quem ganhou o primeiro turno nunca foi eleito a nada em São Gonçalo e, sabidamente, mora em Niterói. O gonçalense do leste sabe disso.

Temos uma briga interna entre duas São Gonçalos. Similar ao que acontece na capital, por exemplo, com as Zonas Oeste vs. Norte vs. Sul. Aqui, São Gonçalo e Alcântara brigam entre si para eleger prefeitos, revezando-se. Em 2020, era a vez do eixo Alcântara–Santa Izabel fazer o seu.

Panisset conseguiu o mesmo que Paes e Cezar Maia no Rio: unificar essa identidade. O Oeste de São Gonçalo, mais instruído e com infraestrutura levemente melhor, tende a querer gestão. O leste, esquecido, quer ser atendido. Olhar o mapa de renda do IBGE é revelador.

Essa divisão não é recente. A freguesia de São Gonçalo se desenvolveu antes da Nossa Senhora da Conceição de Cordeiros, hoje leste gonçalense. Há algumas décadas atrás, os loteamentos foram feitos e pessoas de diversos lugares chegaram para morar numa região sem infraestrutura.

Para pacificar isso, só há 2 alternativas: EDUCAÇÃO DE QUALIDADE ou, o mais prático: rediscutir a separação e por em votação a separação entre São Gonçalo e Alcântara. A próxima década será muito dura para a cidade, sem dinheiro em caixa. E há que não tenha entendido isso ainda.

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Painel da Justiça é referência visual em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/painel-da-justica-noemi-flores/ https://simsaogoncalo.com.br/painel-da-justica-noemi-flores/#comments Tue, 29 Sep 2020 22:21:52 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8103 Sou designer já há algum tempo. Entrei na faculdade logo depois que saí do MV1. E sendo assim, desde 2004, cultivo esse hábito de olhar para os detalhes das cidades. Gosto de ver das casas antigas, os azulejos, as sinalizações das ruas, os números e propagandas pintadas à mão, tudo. Afinal, isso é material para […]

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Sou designer já há algum tempo. Entrei na faculdade logo depois que saí do MV1. E sendo assim, desde 2004, cultivo esse hábito de olhar para os detalhes das cidades. Gosto de ver das casas antigas, os azulejos, as sinalizações das ruas, os números e propagandas pintadas à mão, tudo. Afinal, isso é material para criação. E na minha campanha, não seria diferente.

A gente tem um costume (com uma boa dose de realidade) de não ver nada de belo em São Gonçalo. E vamos combinar que, numa cidade tão abandonada e maltratada como a nossa, é difícil mesmo.

Painel da Justiça de Noemi Flores, 1949.
Painel da Justiça de Noemi Flores, 1949. Foto: Nãnashaira Medeiros

Mas como eu já disse algumas vezes, minha família está aqui há quase 100 anos. Desde pequeno, eu ouvia minha avó falar do bonde, das praias, sem realizar direito que São Gonçalo era aquela. Ao longo desses quase 9 anos de Sim São Gonçalo, eu compreendi que sim, já houve uma cidade que se preocupava com seus valores, inclusive estéticos. Foi quando eu parei para olhar com atenção o mural da atual Câmara de Vereadores.

O “Painel da Justiça” foi criado por Maria Noemi Flores, em 1949. Na época, o prédio era o Fórum da cidade. Na wikipedia, a informação é que Flores foi uma artista plástica com vasta carreira. Inclusive, foi aluna de Cândido Portinari, um dos nomes da pintura brasileira no mundo.

Painel da Justiça de Noemi Flores, 1949.
Painel da Justiça de Noemi Flores, 1949. Foto: Nãnashaira Medeiros

Mas quem passa pelo mural há anos, talvez não tenha se atentado aos detalhes que compõem o painel da Noemi. E foi observando isso que resolvi trazê-los como referência na composição do fundo da minha imagem de campanha. Já que a vaga é para a vereança, nada melhor que pegar os detalhes do prédio que abriga o legislativo atual.

Os ícones do mural são referência ao outro poder que se abrigou ali por anos, o judiciário. A balança da justiça, por exemplo, é um dos detalhes frequentes na composição.

Curtiu? Ainda não conhece ao vivo? Então, dê uma passadinha na Câmara de Vereadores, no Zé Garoto.

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Barricadas são uma epidemia sem previsão de vacina https://simsaogoncalo.com.br/conta-das-barricadas/ https://simsaogoncalo.com.br/conta-das-barricadas/#respond Thu, 03 Sep 2020 20:32:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8017 As barricadas são uma epidemia cuja vacina não tem previsão de lançamento. E por conta dessa doença que tomou São Gonçalo, recebi esta mensagem em agosto de 2020: “ALGUÉM PODE NOS AJUDAR? SÃO MAIS DE 8 RUAS BLOQUEADAS TOTALMENTE NO BAIRRO (TRINDADE) EM SÃO GONÇALO, A 3 QUILÔMETROS DO BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR. ONTEM, VÁRIOS […]

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As barricadas são uma epidemia cuja vacina não tem previsão de lançamento. E por conta dessa doença que tomou São Gonçalo, recebi esta mensagem em agosto de 2020:

“ALGUÉM PODE NOS AJUDAR? SÃO MAIS DE 8 RUAS BLOQUEADAS TOTALMENTE NO BAIRRO (TRINDADE) EM SÃO GONÇALO, A 3 QUILÔMETROS DO BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR. ONTEM, VÁRIOS MATERIAIS ROUBADOS QUE LEVARAM PARA LÁ , isso agora está sendo constante na localidade.”

E no decorrer da mensagem, os moradores falaram sobre os dramas que quem reside em áreas conflagradas precisa conviver diariamente. Um pedido de socorro!

“Pedimos ajuda dos senhores pois, até o momento, ainda estamos com ruas fechadas. Sendo elas no mesmo bairro Trindade. As ruas Caçapava, Cidade de Olinda, Cuiabá, Parati, Tabajara, Jaú e Avenida Cidade de Campos esquina com rua Uruguaiana. Todas estas interrompidas pelo tráfico local, onde estamos impedidos de entrar com nossos carros em nossas próprias casas. Caminhões de coleta de lixo não estão conseguindo entrar. Ambulância SAMU também impedidos. Está horrível esta situação aqui nestas ruas! Pedimos providências emergentes! Obs: o 7º batalhão da área de Policia Militar já foram informados quanto ao problema, já fizemos reclamações no 190, disk denúncia, etc….. e até o momento sem solução!!!!! Nos ajudem.”

Barricadas na Trindade

Os moradores contaram que já protocolaram também as denúncias no MPRJ, o Ministério Público do Rio de Janeiro. Mas que as ações são morosas.

Infelizmente, sabemos que essa situação não é exclusividade dessa região. E em diversos outros lugares, esse impedimento do ir e vir dos moradores se amplia a cada dia.

A Polícia Militar faz o seu papel. Entra, dá suporte aos órgãos que tem meios para desfazer a situação, mas não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo.

A Trindade não era um bairro tido como área conflagrada, até alguns anos atrás. Mas essa situação se agravou, especialmente nos anos 2010. Mais que polícia, precisamos que os serviços cheguem a todos os lugares de São Gonçalo, dando dignidade e respeito a cada região. Essa é a vacina. Mas com a inexistência de planejamento e alocação decente dos recursos, fica difícil criá-la.

Todos sabemos que o trabalho é árduo. Mas o nosso tempo está terminando. Será que vamos ter uma cidade completamente sitiada na próxima década? Esperamos, todos, que não.

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O fim trágico do Tarcísio Bueno: uma escola em ruínas https://simsaogoncalo.com.br/fim-tragico-tarcisio-bueno/ https://simsaogoncalo.com.br/fim-tragico-tarcisio-bueno/#comments Wed, 02 Sep 2020 05:21:12 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8009 Um vídeo trágico. Essa é a melhor definição para imagens que, sem dúvidas, virarão material de estudo no futuro. O assunto? Como tratamos a nossa educação em São Gonçalo. Neste caso, o antigo prédio da Escola Estadual Coronel João Tarcísio Bueno. O colégio está presente no Paraíso há décadas. Mas foi em 2015, que tudo […]

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Um vídeo trágico. Essa é a melhor definição para imagens que, sem dúvidas, virarão material de estudo no futuro. O assunto? Como tratamos a nossa educação em São Gonçalo. Neste caso, o antigo prédio da Escola Estadual Coronel João Tarcísio Bueno.

O colégio está presente no Paraíso há décadas. Mas foi em 2015, que tudo começou a desandar. Depois da ruína de parte do telhado, a escola foi desativada e transferida para o CIEP ao lado. Já o prédio ficou entregue. Abandonado. Hoje, está completamente dilapidado.

Foram levadas todas as telhas e madeiras possíveis. As portas e janelas também foram furtadas, bem como o sistema elétrico. Só ficaram as paredes e as imagens das aulas de arte que a escola, um dia, usou para auxiliar no aprendizado de seus alunos.

Ex- colégio Tarcísio Bueno tem a vocação para se tornar uma creche

No início deste ano, em 2020, foram ventiladas algumas propostas sobre tornar o espaço uma unidade de saúde. Como uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), por exemplo.

A ideia faz sentido, uma vez que a população da cidade necessita, cada vez mais, de unidades que forneçam saúde de qualidade às pessoas. Ainda sim, há uma outra estrutura cuja a carência é ainda maior em São Gonçalo: as creches.

Ter creches próprias é uma demanda forte do município. E o antigo colégio colorido tem tudo a ver com uma proposta dessas. Seria como respeitar a vocação do complexo educacional que vai do Tarcísio Bueno à FFP, do Paraíso ao Patronato.

Com o novo FUNDEB aprovado, o dinheiro advindo do Fundo da Educação Básica seria uma possível fonte para dar vida ao prédio abandonado, sem falar na fácil localização, o que permitiria mães, pais e profissionais a chegarem tranquilamente neste ponto da cidade para utilizar o serviço.

E você, o que acha? Confira o vídeo!

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Lixo em São Gonçalo: um assunto mal resolvido há décadas https://simsaogoncalo.com.br/lixo-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/lixo-em-sao-goncalo/#comments Tue, 25 Aug 2020 04:57:02 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7998 O lixo em São Gonçalo é um assunto que parece esquecido. Nos acostumamos a desviar dos pequenos lixões de cada esquina. Acostumamos, também, com o vizinho que põe fogo nos resíduos, com aquele outro que joga entulho na rua… e assim vamos levando a vida. A sujeira nas ruas ajuda a aumentar a percepção de […]

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O lixo em São Gonçalo é um assunto que parece esquecido. Nos acostumamos a desviar dos pequenos lixões de cada esquina. Acostumamos, também, com o vizinho que põe fogo nos resíduos, com aquele outro que joga entulho na rua… e assim vamos levando a vida.

A sujeira nas ruas ajuda a aumentar a percepção de “terra de ninguém”. É como se a ordem não chegasse até ali. E numa cidade populosa, quando a fiscalização não existe, é como se a segurança também não. Embalados nesse sentimento é que o tráfico entra e a milícia se assenta. Quanto mais desordem, mais poder paralelo.

Lixo na pracinha em Neves
Lixo na pracinha em Neves, São Gonçalo

Organizar o sistema de descarte de lixo em São Gonçalo é possível

Cestinhas e caçambas de lixo são soluções muito conhecidas, que até ajudam a organizar os resíduos que descartamos todos os dias. Mas elas já não suportam o tamanho da população. Para a minha surpresa, vi essa dupla de cestinhas implementadas, em Neves, pela Marquise Ambiental, empresa que faz o serviço em São Gonçalo há alguns anos.

Cestinhas da Marquise em Neves, São Gonçalo
Cestinhas da Marquise em Neves.

Apesar de ainda não ter visto cestinhas similares, descobri, através do projeto “Coletaí” que há outros pontos na cidade com elas instaladas, como na estrada do Bichinho, no Pacheco. Mas o drama não acaba aí. Segundo eles, as lixeiras são paliativos frágeis, pois quando estão muito cheias e o caminhão não consegue acessá-las (por conta de chuva, lama), a única opção encontrada pelas pessoas é queimar os resíduos.

O Coletaí também contou que as lixeiras sem tampa acabam piorando o problema. Afinal, o lixo acaba ficando exposto e sendo mexido por animais, como porcos, cachorros, cavalos, que espalham os resíduos pelas ruas.

Soluções passam por bons projetos e novas licitações

A questão é que pagamos por um contrato por coleta de lixo e…. só. Só temos esse serviço aqui. E numa cidade gigante e territorialmente espalhada como a nossa, não ter pontos de depósito organizados, nem coleta seletiva, é um absurdo.

Ecopontos instalados em Portugal
Exemplo de Ecopontos instalados em Portugal. Segundo site, o país de 11milhões de habitantes instalou cerca de 43 mil ecopontos em todo o país. Fonte.

No site da própria Marquise, há exemplos de ECOPONTOS, em cidades como Fortaleza, onde a empresa também atua. Estes são lugares nas ruas designados ao lixo, que fica lá até catadores ou caminhões coletores passarem para recolher os resíduos.

Hoje, simplesmente, deixamos o lixo a céu aberto, sem nenhuma separação e completamente abandonado, sujeito a que ele seja ainda mais espalhado pelas ruas até que a coleta aconteça.

Cestinha da Marquise Ambiental em Neves, São Gonçalo
Cestinha da Marquise Ambiental em Neves, vistas da rua principal.

Precisamos urgentemente de uma solução eficaz para acabar com a ‘lixarada’ nas ruas. Ações práticas, pra ontem.

Mais que cobrar, precisamos propor algo factível, como a multiplicação de ecopontos e um sistema que envolva a populacão, por exemplo. Muita coisa já acontece em outras cidades. É questão de querer.

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Uma mascará no chão e nenhuma ave voando https://simsaogoncalo.com.br/mascara-no-chao-ave-voando/ https://simsaogoncalo.com.br/mascara-no-chao-ave-voando/#respond Tue, 07 Jul 2020 16:11:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8109 Por que alguém ainda joga lixo no chão? Mesmo onde há lixeiras no entorno, facilmente encontramos lixo no chão em São Gonçalo. Esse tipo de comportamento também faz parte da cultura de uma cidade. Todos nós podemos mudar essa cultura, mesmo que aos poucos. Como? Dando o exemplo. Não encontrou nenhuma lixeira por perto? Então […]

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Por que alguém ainda joga lixo no chão? Mesmo onde há lixeiras no entorno, facilmente encontramos lixo no chão em São Gonçalo. Esse tipo de comportamento também faz parte da cultura de uma cidade. Todos nós podemos mudar essa cultura, mesmo que aos poucos. Como? Dando o exemplo. Não encontrou nenhuma lixeira por perto? Então esse resíduo ainda é seu. Guarde com você até encontrar uma lixeira. Com o desastre da COVID-19, mais um resíduo surgiu em nossas rotinas: as máscaras. A primeira foto foi tirada no centro da cidade, mais precisamente ali na frente da câmara dos vereadores. Como é sabido, na região há calçamentos, lixeiras e o que? Lixo no chão. Incrível!
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Além de ser mais um lixo entupindo nossos bueiros, as máscaras quando má destinadas, geram o risco de proliferação do coronavírus pela cidade. E as aves que sobrevooam nossa cidade também podem estar ameaçadas. Se os elásticos não forem cortados, eles podem impedir que as aves cacem e se alimentem, o que as põem em risco de vida, infelizmente. Além das garças, visitantes assíduas da região litorânea da cidade, outras aves podem ser impactadas. Só na APA de Guapi-Mirim, região mais protegida da Baía de Guanabara, já foram registras mais 170 espécies de aves residentes, visitantes e que eventualmente visitam a região para reprodução. Nessa região, há diversos manguezais que servem como berçários para diversas espécies que há anos lutam para sobreviver na poluída Baía de Guanabara. Não precisamos piorar a estatística.
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Para que possamos ajudar a mudança de cultura na cidade em relação ao lixo, vão aí simples dicas em relação às máscaras:

Dê preferência ao uso de máscaras de pano. Assim diminuímos a geração de resíduos, economizamos uma graninha e ainda apoiamos costureiras e costureiros locais.
Se precisar usar máscaras descartáveis, não deixe de cortar os elásticos antes de descartá-las em local apropriado.
Se não encontrar uma lixeira por perto, armazene sua máscara em local seguro, com os elásticos cortados, e a descarte assim que encontrar uma lixeira.
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Compartilhe essa mensagem com seus amigos e familiares para que possamos aos poucos contribuir para uma mudança de cultura por uma São Gonçalo mais limpa.

Fontes:
Foto 1: Máscara no chão na Rua Euzelina, centro de São Gonçalo (Matheus Graciano)
Foto 2 e 3: Registro de falcão peregrino tentando remover uma máscara de suas garras em Yorkshire, Reino Unido (Steve Shipley via BBC)
Foto 4 e 5: Tiras elásticas cada vez mais apertadas nas patas de uma gaivota presa por uma semana em Chelmsford, Essex, Reino Unido. (RSPCA via BBC)
Foto 6: Uma gaivota carrega uma máscara protetora no porto de Dover, na Grã-Bretanha (Peter Nicholls, via REUTERS)
Foto 7: Garça-moura (Ardea cocoi), APA de Guapi-Mirim (Daniel Mello via Irmãos Mello Birding Trips)
Foto 8: Garça-branca-pequena (Egretta thula), APA de Guapi-Mirim (Daniel Mello via Irmãos Mello Birding Trips).
Foto 9: Atobá-pardo (Sula leocogaster), APA de Guapi-Mirim (Irmãos Mello Birding Trips)
Foto 10: Garça-azul (Egretta cerulea), APA de Guapi-Mirim (Irmãos Mello Birding Trips)

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Quando o “novo normal” chegará em São Gonçalo? https://simsaogoncalo.com.br/novo-normal-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/novo-normal-sao-goncalo/#comments Mon, 22 Jun 2020 21:57:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7871 A expressão “novo normal” se tornou habitual para descrever o que será o mundo pós Covid-19. Mas, que mundo é esse? Com uma população heterogênea como a nossa, achar que tudo irá mudar igualmente para os nossos mais de 1 milhão de habitantes seria uma ingenuidade. Quando a quarentena começou, surgiram vários questionamentos, como: Quem […]

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A expressão “novo normal” se tornou habitual para descrever o que será o mundo pós Covid-19. Mas, que mundo é esse? Com uma população heterogênea como a nossa, achar que tudo irá mudar igualmente para os nossos mais de 1 milhão de habitantes seria uma ingenuidade.

Quando a quarentena começou, surgiram vários questionamentos, como:

Diante de tudo isso, esse novo normal é pra quem?

Por aqui, enquanto a parte mais abastada da cidade tem uma rede de serviços de entrega precária e possibilidade limitada de fazer pedidos pela internet, aqueles com menor poder financeiro sequer sabem o que é isso.

A primeira onda da pandemia no RJ parece estar arrefecendo. Ainda sim, ela deixa as nossas vísceras sociais abertas. As desigualdades regionais moram nos detalhes. E essa lista de perguntas e suas respostas pouco agradáveis parecem nos mostrar alguns indicativos de para onde nossa sociedade irá a curto prazo, caso tudo se mantenha como está.

E nem falei sobre o comportamento negacionista de algumas pessoas, não usando máscaras em locais públicos e lotando casas de show e restaurantes. Vamos fingir que foram apenas “descuidos” momentâneos.

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Milícias e tráfico destróem vidas, mas ainda podemos reverter a situação https://simsaogoncalo.com.br/milicias-e-trafico-reverter-situacao/ https://simsaogoncalo.com.br/milicias-e-trafico-reverter-situacao/#respond Mon, 15 Jun 2020 05:18:33 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7842 Para muita gente, milícias e tráfico em seus bairros não são novidades. Seja no Laranjal, com traficantes cobrando taxas aos moradores e comerciantes, ou em Itaboraí, Magé e Santa Cruz, com a milícia expulsando as pessoas de seu próprio lar para vender as casas. É o direito de ir e vir se extinguindo por completo. […]

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Para muita gente, milícias e tráfico em seus bairros não são novidades. Seja no Laranjal, com traficantes cobrando taxas aos moradores e comerciantes, ou em Itaboraí, Magé e Santa Cruz, com a milícia expulsando as pessoas de seu próprio lar para vender as casas. É o direito de ir e vir se extinguindo por completo.

Mudar de residência ficou difícil. Afinal, mesmo que a pessoa queira, com qual dinheiro ela vai comprar outra casa? Será que alguém compraria uma casa nessa mesma área de risco? E ainda corre o risco de ver a casa se desvalorizando tanto que, mesmo que alguém queira, será por um valor irrisório perto do que valia. E assim, quem vendeu não consegue nem mesmo dar uma boa entrada em outro lar.

Em ambos os casos, o cidadão perdeu seu investimento imobiliário que levou anos para pagar. Horas de trabalho e esforço pro lixo.

Há quem justifique que muitos desses lugares são posses. Isso não é argumento. As casas construídas são fruto de trabalho, gasto e suor. E se lá chega luz e água, é indício que o estado concordou com a ocupação. Mesmo que se omitindo.

Ameaça do tráfico de drogas, replicando as práticas conhecidas da milícia no bairro do Laranjal, São Gonçalo.

Milícias e tráfico mudam o mercado imobiliário

Boa parte das vezes, o dinheiro que investimos em um imóvel é o valor mais caro que pagaremos por algo singular em nossas vidas. Seja no aluguel ou nas parcelas da sonhada casa própria. Pagamos muito!

Numa pesquisa do IBGE, em 2019, um estudo mostrou que o brasileiro gasta cerca de 70% de sua renda apenas com habitação, alimentação e transporte. E que 24% das famílias vivem com até 2 salários mínimos.

Mas no momento atual, onde muita gente perdeu o emprego, este número só cresce. Para termos uma ideia, no mesmo ano de 2019, a prefeitura de São Gonçalo recebeu R$411 milhões de reais do governo federal, segundo o Portal da Transparência, cujos 43,85% foram destinados aos programas sociais, como Bolsa Família e BPC (Benefício de Prestação Continuada). Estes contavam com 76.206 beneficiários.

E num cenário de grande pobreza, onde a mobilidade social já é ínfima, as milícias e tráfico sabem que boa parte das pessoas não conseguirá se mudar. Elas não tem reservas financeiras, nem fonte de renda para comprar outra residência. E assim, o processo de aprisionamento continua em todo estado do Rio de Janeiro.

E qual a solução para isso?

Há quem cobre maior presença do Estado nesses locais. Há também quem aponte a falha do estado em garantir a segurança e que um maior enfrentamento ao crime organizado resolveria as coisas.

Ambas as soluções são válidas, no meu entender. Se elas fossem combinadas, então, talvez conseguíssemos ótimos resultados. Porém, há uma pergunta antes: como bancaríamos essa expansão de serviços? Há dinheiro para pagar mais profissionais? Seja professores, médicos ou policiais?

Penso que chegamos num momento onde precisamos conversar seriamente sobre o adensamento populacional. O que, em outras palavras, significa trazer as pessoas para as partes da cidade com infraestrutura.

Hoje, a capacidade financeira da cidade não permite que façamos grandes expansões de programas de saneamento básico. Já nosso transporte se mostra ineficiente, quando o modelo é altamente dependente de ônibus para circular. Caso trouxéssemos a cidade para as regiões centrais, teríamos uma chance de ter sucesso.

Morro Menino Deus à noite, centro de São Gonçalo. Foto: Fernando Bittencourt
Morro Menino Deus à noite, centro de São Gonçalo. Foto: Fernando Bittencourt

E onde milícias e tráfico entram nisso?

Há algum tempo, tem sido perceptível que o modelo do tráfico de drogas, como um comércio regular, sofreria o baque econômico. O comércio de substâncias ilícitas funciona como qualquer outro produto. Depende dos fluxos de oferta e demanda. Precisa de consumidores.

Porém, numa cidade cada vez mais empobrecida como a nossa e com consistentes programas aliados a instituições religiosas, que afastam muitos do universo das drogas, talvez a venda de “pó de 10” ou “maconha de 20” não seja mais tão lucrativa. Sem falar nas operações de retenção da carga, que impactam os negócios criminosos.

Com o modelo de extorsão de moradores e comerciantes, os criminosos têm mais chances de ter um “negócio rentável”. Basta que a facção domine a região para vender gás, segurança, luz, internet… enfim, tudo.

É como se o tráfico de drogas saísse do modelo de negócio focado em produtos para o de serviços. E nesse sentido, o domínio do território, por conta da ausência do estado, é o componente fundamental para que milicianos e traficantes tenham um projeto vencedor.

Em alguns lugares, comerciantes estimam que os criminosos arrecadem R$ 100 mil reais por mês. Valor que, no ano, é cerca de 0,1% do orçamento de São Gonçalo.

Casas do Minha Casa Minha Vida na Venda da Cruz
Política de habitacional acertada em São Gonçalo. Ao invés de fazerem um “Minha Casa Minha Vida” num local isolado, trouxeram para uma área com infraestrutura.

E para onde adensar a cidade?

A saída mais viável seria a verticalização. Nosso território é dominado por casas baixas, com 2 ou 3 pavimentos, no máximo. Ainda sim, nos bairros com grande infraestrutura, como no 4º, 5º e a parte mais valorizada do 1º distrito, há um potencial de crescimento que pode ser aproveitado.

Mas para isso, é necessário que os vereadores construam um excelente plano diretor. Em conjunto com um prefeito qualificado e com visão, seria possível dar os primeiros passos para redesenhar a cidade, reduzindo o tamanho da área ocupada e facilitando a distribuição de serviços entre a população. Inclusive, a segurança. Afinal, se Polícia puder atuar num território menor, com o mesmo efetivo de hoje, ela tende a ser mais eficiente.

Num cenário de baixo orçamento, o adensamento populacional facilitaria a logística, concentrando e otimizando recursos, que podem proporcionar, também, uma melhor qualidade de vida aos cidadãos.

Curiosamente, a milícia da zona oeste do Rio teve a mesma ideia. A construção de prédios na Muzema, por exemplo, têm a mesma função. Além da venda de imóveis, encurralam a população em um só território, ganhando eternos “condôminos”. Garantindo a renda da organização criminosa para sempre.

E é essa lógica que precisamos combater. Sem confronto, sem tiros, só com boas políticas habitacionais. E aí, será que conseguiremos fazer isso nos próximos 10 anos? É uma boa pergunta.

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Emagrecer na pandemia com Dr. Fernando Cézar Baptista https://simsaogoncalo.com.br/4-fernando-cezar-baptista/ https://simsaogoncalo.com.br/4-fernando-cezar-baptista/#respond Tue, 12 May 2020 04:20:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7758 Fernando Cézar Baptista é médico, com foco em nutrologista e medicina esportiva. Mas quem o conhece em São Gonçalo sabe de sua versatilidade. Já foi médico na UMPA do Pacheco, no Pronto Socorro Central, no Zé Garoto, além das atuações nos Programa de Saúde da Família na cidade. Hoje, a conversa é sobre como lidar […]

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Fernando Cézar Baptista é médico, com foco em nutrologista e medicina esportiva. Mas quem o conhece em São Gonçalo sabe de sua versatilidade. Já foi médico na UMPA do Pacheco, no Pronto Socorro Central, no Zé Garoto, além das atuações nos Programa de Saúde da Família na cidade. Hoje, a conversa é sobre como lidar com as questões alimentares e saúde mental em tempos de Covid-19. Além de, claro, contar histórias sobre o trabalho em São Gonçalo. Confira o vídeo!

Busque por “FALA COM MATHEUS” na sua ferramenta preferida de poscasts (Spotify, Deezer, Castbox, iPodcast, entre outras).

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Carnaval, Samba e a vida do professor brasileiro com André Churros https://simsaogoncalo.com.br/3-andre-churros/ https://simsaogoncalo.com.br/3-andre-churros/#respond Tue, 12 May 2020 04:19:05 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7756 André Churros é professor de língua portuguesa e literatura. Músico percussionista, é especialista quando o assunto é samba e carnaval brasileiro. Em 2020, lançou um canal no Youtube para falar sobre suas paixões, como a literatura, samba, carnaval, percussão, música e teatro. O FALA COM MATHEUS #03 perpassou por vários assuntos. Da Marquês de Sapucaí […]

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André Churros é professor de língua portuguesa e literatura. Músico percussionista, é especialista quando o assunto é samba e carnaval brasileiro. Em 2020, lançou um canal no Youtube para falar sobre suas paixões, como a literatura, samba, carnaval, percussão, música e teatro. O FALA COM MATHEUS #03 perpassou por vários assuntos. Da Marquês de Sapucaí às salas de aula, chegando às análises sobre como andam as relações entre jovens, escolas e suas famílias.

A conversa rendeu e já está disponível no seu tocador de Podcasts. Busque por: FALA COM MATHEUS. 😉

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Desinfecção funciona sem as ações mais básicas contra o COVID-19? https://simsaogoncalo.com.br/desinfeccao-funciona/ https://simsaogoncalo.com.br/desinfeccao-funciona/#respond Sat, 02 May 2020 21:27:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7734 O assunto é desinfecção. 🦠 E logo aparece a primeira pergunta: mas será que gastar grana com isso, neste momento, sem ter conseguido resolver os problemas mais básicos, é realmente necessário? Será que vai funcionar? Todos os dias, vemos filas nos bancos, aglomeração em Alcântara e comércio a pleno vapor nos bairros menores. E a […]

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O assunto é desinfecção. 🦠 E logo aparece a primeira pergunta: mas será que gastar grana com isso, neste momento, sem ter conseguido resolver os problemas mais básicos, é realmente necessário? Será que vai funcionar?

Todos os dias, vemos filas nos bancos, aglomeração em Alcântara e comércio a pleno vapor nos bairros menores. E a sensação que fica é que parecem ações para aparecer. Também conhecidas como “coisas para inglês ver”.

Penso que se essa grana de “desinfecção” fosse usada em prol dos 👮🏽‍♀️ policiais e guardas municipais, estes poderiam ter mais condições para atuar na fiscalização sobre as aglomerações. Outra boa alternativa seria se o serviço fosse feito nos ônibus, nas chegadas e partidas dos terminais rodoviários. Teríamos medidas mais palpáveis e eficazes contra um vírus que já nos mostrou que só está começando.

Sei que todas as ações são válidas. Mas quando não resolvemos o básico, faz sentido?

Aliás, as notícias da semana trazem algo que considero ainda mais problemático que ⚰ funerárias e hospitais colapsados: já há profissionais de saúde pedindo demissão pelas péssimas condições de trabalho.

Depois de semanas de quarentena, nos preparando para o momento mais crítico, nem os hospitais de campanha estão prontos em sua totalidade. Os absurdos se acumulam, com mais pessoas ficando doentes de “síndromes respiratórias” 🌡 a cada dia que passa.

A impressão é que estamos sendo enrolados. Afinal, os serviços feitos em “parceria” com as prefeituras vizinhas, certamente serão usados nas campanhas eleitorais de seus ungidos. Nada é grátis. Nem almoço, muito menos desinfecção.

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O Álcool Gel mais caro do Brasil é fruto da falta de transparência https://simsaogoncalo.com.br/alcool-gel-mais-caro-do-brasil/ https://simsaogoncalo.com.br/alcool-gel-mais-caro-do-brasil/#respond Thu, 30 Apr 2020 19:58:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7722 Em pleno momento que vivemos, com previsões nada animadoras para a população, como falta de recursos nos hospitais, uma notícia como a compra do álcool gel mais caro do Brasil causa indignação. Após a denúncia, a prefeitura explicou que o produto não era álcool em gel. Porém, fica claro que a displicência na descrição do […]

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Em pleno momento que vivemos, com previsões nada animadoras para a população, como falta de recursos nos hospitais, uma notícia como a compra do álcool gel mais caro do Brasil causa indignação.

Após a denúncia, a prefeitura explicou que o produto não era álcool em gel. Porém, fica claro que a displicência na descrição do produto orçado e a não existência de um escritório no endereço disponibilizado pela empresa são frutos do mesmo problema de sempre: a falta de transparência. A certeza do “faz qualquer coisa aí, que não pega não”.

Não é porque há orçamentos publicados que a prefeitura está sendo transparente. Se o escrito não condiz com a realidade, está incorreto. Se a fornecedora All Labs fornece insumos à prefeitura há 2 anos, para o cidadão, não pode haver dúvidas sobre a idoneidade da empresa. Afinal, é dinheiro público!

Para mim, a transparência é a ferramenta mais importante da gestão pública nos dias atuais e futuros. Num momento de calamidade pública, a flexibilização de licitações pode abrir caminho para uma farra completa. E pagar R$105,00 reais por 800 frascos de “antissépticos higienizantes de uso tópico para mãos” com 500ml cada, como é a descrição nebulosa do produto, pode ser justa ou absurda, pela simples despreocupação em ser claro no que se escreve.

Ata de Registro de preços do Álcool Gel mais caro do Brasil

É importante lembrar que há apenas 2 semanas atrás, o RJTV mostrou denúncias sobre o plágio, também conhecido como “copiou colou”, de propostas para construção dos hospitais de campanha do RJ, incluindo o nosso, aqui no Mauá. Na mesma situação, quando se vai aos endereços descritos nas propostas, não há sede das empresas proponentes. E assim como no caso do “álcool gel mais caro do Brasil”, ao chegar nos endereços fornecidos, só encontraram residências. Empresa mesmo, só no papel.

À prefeitura, não basta ser honesta, tem de parecer honesta. E com tantos casos duvidosos no passado recente, como aqueles contratos milionários com parentes de um certo vereador, qualquer fumaça é mais que fogo: é incêndio!

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Doar 50% do salário só agora, vereadores? Vocês estão aí há 3 anos! https://simsaogoncalo.com.br/salario-so-agora/ https://simsaogoncalo.com.br/salario-so-agora/#respond Sun, 19 Apr 2020 00:31:49 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7687 Eleitos em 2016, os vereadores de São Gonçalo tomaram posse em janeiro de 2017. De lá para cá, foram 40 meses onde um salário líquido de cerca de R$12.000, doze mil reais, caiu ininterruptamente em suas contas. Uma soma total de quase meio milhão de reais em pouco mais de 3 anos. Algo impensável para […]

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Eleitos em 2016, os vereadores de São Gonçalo tomaram posse em janeiro de 2017. De lá para cá, foram 40 meses onde um salário líquido de cerca de R$12.000, doze mil reais, caiu ininterruptamente em suas contas. Uma soma total de quase meio milhão de reais em pouco mais de 3 anos. Algo impensável para a maioria das pessoas no município com o mesmo nível de instrução de boa parte dos parlamentares.

Mas aí, chegou a crise do CoronaVírus. E todas as fragilidades da cidade ficaram mais expostas. Das estruturas de saúde que não funcionam ou estão sucateadas, como a Clínica do Vila 3, até a precária guarda municipal, que não tem estrutura para fiscalizar a cidade inteira.

No impulso de mostrar serviço, veio o primeiro absurdo: criar uma lei para doar o salário. E logo as perguntas vieram: afinal, é preciso lei para doar algo de seu próprio bolso?

Semanas depois, talvez vendo o quão ridículo a proposta era, os vereadores formalizaram uma proposta junto a OAB de São Gonçalo para fazer este “grande gesto” durante o atual período. Que também é… um período pré-eleitoral.

Ainda sim, a pergunta principal fica no ar: por que só agora? Será que ninguém da Câmara Municipal de São Gonçalo consegue enxergar o quão absurdo é um salário destas proporções na cidade com menor orçamento per capita do Estado do Rio de Janeiro?

E mais: como sustentar esses valores no futuro, sabendo da recessão – quiçá depressão – econômica que o Brasil viverá nos próximos meses, talvez anos?

Se há uma coisa imperativa para a próxima legislatura municipal é a doação de seus próprios salários para projetos que façam sentido na cidade. Afinal, 4 anos de 50% do salário líquido são quase R$300.000 (trezentos mil reais) retornados para a cidade.

Sei que há políticos que afirmam que “manter um mandato é caro”. Pessoalmente, discordo. É caro para quem deseja fazer a mesma política de sempre, com a velha troca de favores baseada na ineficiência do estado. Que muita das vezes gerada por quem não faz o trabalho de fiscalizar.

Penso que os políticos pós crise do CoronaVírus precisarão se doar e ESTUDAR muito mais que os anteriores. Porque as cobranças só aumentarão. E pagar salários dessa magnitude numa cidade própria, com arrecadação baixa e pouco emprego, será mais que absurdo: será inaceitável.

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Primeiras cenas pós-CoronaVírus são tensas, mas o futuro será melhor https://simsaogoncalo.com.br/futuro-sera-melhor/ https://simsaogoncalo.com.br/futuro-sera-melhor/#respond Thu, 09 Apr 2020 23:41:00 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7694 Passamos o dia vendo confusões no Zé Garoto e em Alcântara. O motivo? Renda. Dinheiro! Vendo esse início, fica a questão:o futuro será melhor? O primeiro caso, foi por conta da dificuldade nos trâmites do auxílio. Muitas pessoas não estavam com seus CPFs regularizados, infelizmente. O segundo, porque quererem trabalhar em tempos de quarentena. Afinal, […]

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Passamos o dia vendo confusões no Zé Garoto e em Alcântara. O motivo? Renda. Dinheiro! Vendo esse início, fica a questão:o futuro será melhor?

O primeiro caso, foi por conta da dificuldade nos trâmites do auxílio. Muitas pessoas não estavam com seus CPFs regularizados, infelizmente. O segundo, porque quererem trabalhar em tempos de quarentena. Afinal, ainda não receberam seu auxílio emergencial de R$600.

E esse é só o primeiro capítulo da nossa história pós-CoronaVírus.

Penso que poderia haver formas mais fáceis de fazer a identificação das pessoas para o recebimento. Receita Federal e Caixa são duas instituições públicas. É bastante absurdo que ambas não tenham conseguido se falar para planejar essa experiência do usuário, visto que esse debate sobre a renda mínima emergencial já está posto há algumas semanas.

Precisamos pensar nas pessoas. Pensar em facilitar suas vidas. Se há poucos funcionários nas instituições, novas soluções também podem existir para que estes dêem conta. E assim, teremos serviços mais ágeis, com comunicação transparente. É fundamental.

Essa crise será difícil. Ainda sim, vejo com bons olhos a inserção de renda na cidade, especialmente aos que mais precisam. Não se deixem enganar pelos capítulos iniciais. Os finais tendem a ser bem mais esperançosos.

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Piscinão de São Gonçalo – destruição e futuro da cidade https://simsaogoncalo.com.br/piscinao-de-sao-goncalo-destruicao-e-futuro-da-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/piscinao-de-sao-goncalo-destruicao-e-futuro-da-cidade/#respond Thu, 02 Apr 2020 15:49:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8019 Os anos passam e nada muda. Confira esse vídeo feito em 2019 sobre o Piscinão e comente.  

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Os anos passam e nada muda. Confira esse vídeo feito em 2019 sobre o Piscinão e comente.

 

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Moradias no 3ºBI, um exemplo de planejamento habitacional https://simsaogoncalo.com.br/moradias-no-3obi-um-exemplo-de-planejamento-habitacional/ https://simsaogoncalo.com.br/moradias-no-3obi-um-exemplo-de-planejamento-habitacional/#respond Sun, 15 Mar 2020 01:54:29 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7680 Há pouco tempo, passei em frente ao antigo 3ºBI. Fiquei lembrando do ano de 2003, quando fui me apresentar por conta do alistamento militar obrigatório. A gente chegou às 6h. Filas, tensões e muita trocação de ideias do futuro. Como é natural aos 17, 18 anos. No final, ufa! 😅 Dispensado. E continuamos estudando para […]

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Há pouco tempo, passei em frente ao antigo 3ºBI. Fiquei lembrando do ano de 2003, quando fui me apresentar por conta do alistamento militar obrigatório.

A gente chegou às 6h. Filas, tensões e muita trocação de ideias do futuro. Como é natural aos 17, 18 anos. No final, ufa! 😅 Dispensado. E continuamos estudando para o vestibular que estava para chegar.

Ex 3ºBI na Venda da Cruz – hoje Minha Casa Minha Vida

De 3ºBI para Habitação Social na Venda da Cruz

Mesmo com toda a polêmica sobre utilizar ou não a área do batalhão para essa finalidade, penso que foi uma boa opção. Deram função social a um espaço imenso, promovendo habitação em uma região com uma certa infraestrutura, ao contrário do que foi feito em muitos lugares pelo #Brasil, pondo as casas em locais distantes e regiões precárias.

Adensar a população é fundamental para reduzir despesas, tornando o gasto público mais eficaz. Por exemplo, a Venda da Cruz já é asfaltada, tem abastecimento de água, linhas de ônibus. Coisas que, se fosse em um lugar mais distante, sem infraestrutura, teríamos que fazer melhorias ou instalar do zero, muita das vezes.

Casas do Minha Casa Minha Vida na Venda da Cruz

Há outras áreas na cidade que também podem passar por esse processo. Mas é preciso um planejamento estratégico para que as coisas sejam feitas da melhor maneira possível e com a participação de todos.

E você, conhece alguém ou mora perto? Quero muito ler seu comentário.

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A vala da Maria Rita e os problemas de saneamento básico do Porto Novo https://simsaogoncalo.com.br/vala-da-maria-rita/ https://simsaogoncalo.com.br/vala-da-maria-rita/#respond Tue, 10 Mar 2020 05:18:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7671 A vala da Maria Rita fica no Porto Novo. Ela é um reflexo dos nossos problemas urbanos agravados no século XX. Os moradores dizem que são 30 anos de vazamentos. O esgoto domiciliar transborda pelos bueiros, tornando a rua um perigo para saúde de quem passa pelas calçadas, inviabilizando o ir e vir no bairro. […]

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A vala da Maria Rita fica no Porto Novo. Ela é um reflexo dos nossos problemas urbanos agravados no século XX. Os moradores dizem que são 30 anos de vazamentos. O esgoto domiciliar transborda pelos bueiros, tornando a rua um perigo para saúde de quem passa pelas calçadas, inviabilizando o ir e vir no bairro.

Quando os carros e motos passam, desviam para não dar banho de esgoto nas pessoas. Os ônibus 526, da Estrela, param no meio da rua para desembarcar os passageiros num ponto seco. Uma humilhação do início ao fim para quem reside ali.

A vala da Maria Rita no Porto Novo
Ônibus 526, da Viação Estrela, desembarca passageira no meio do alagamento.

E não são poucas pessoas. A vala da Maria Rita passa bem em frente ao Condomínio Ícaro, um conjunto residencial com 3 blocos de 9 andares de apartamentos em cada um. Haja IPTU caindo na conta da Prefeitura! Bem ao lado, fica o CEJOP, uma das escolas mais antigas da região.

A vala da Maria Rita no Porto Novo

A rua Maria Rita é uma importante via de passagem. Isso explica o motivo de, em 2020, os moradores terem criado a página “A Vala Gostosa”, no Facebook, dada a fama da avenida. Uma maneira bem humorada de falar de um problema que só traz mau humor no cotidiano.

A Vala da Maria Rita – Porto Novo
Uma garça bebê achando que a vala da Maria Rita é um manguezal.

O Porto Novo, como o próprio nome diz, é um bairro que tinha um porto às margens da Baía de Guanabara, pelo menos até o início do século passado.

Ao longo das últimas décadas, houve muitas intervenções urbanísticas, incluindo a construção das residências. Entretanto, a prefeitura não conseguiu se planejar para acompanhar o crescimento populacional. E a falta de saneamento básico tem a vala como um reflexo.

Pessoas andando de bicicleta desviando da vala da Maria Rita, Porto Novo, São Gonçalo
Pessoas andando de bicicleta desviando da vala da Maria Rita, Porto Novo, São Gonçalo

Ocupamos as cabeceiras de rios, alagadiços, córregos, entre outros canais por onde as águas passavam no passado. Hoje, com eventos climáticos cada vez mais agressivos, os alagamentos aumentaram. Ainda sim, a falta de infraestrutura básica chegou num ponto tão difícil, que mesmo não chovendo os sistemas de esgotamento já não funcionam, de tão saturados que estão.

Vala da Maria Rita, em direção à rua Capitão João Manoel
Uma rua alagada.

Dessa vez, o exemplo foi a vala da Maria Rita. Mas poderia ser em diversas outras ruas de São Gonçalo que, infelizmente, tem problemas similares.

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Troca de RioCard 2020: como substituir meu vale-transporte? https://simsaogoncalo.com.br/troca-de-riocard-2020/ https://simsaogoncalo.com.br/troca-de-riocard-2020/#respond Tue, 18 Feb 2020 20:41:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7652 Se você atravessa a ponte todo dia usando RioCard, assim como eu, ou usa o cartão para outros deslocamentos, seja para Niterói, Maricá ou até mesmo para andar dentro da nossa enorme São Gonçalo, fique atento! Já começou a troca de RioCard pelo novo cartão de cor laranja do vale-Transporte. Da mesma forma que houve […]

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Se você atravessa a ponte todo dia usando RioCard, assim como eu, ou usa o cartão para outros deslocamentos, seja para Niterói, Maricá ou até mesmo para andar dentro da nossa enorme São Gonçalo, fique atento! Já começou a troca de RioCard pelo novo cartão de cor laranja do vale-Transporte.

Da mesma forma que houve o período de troca do Cartão Expresso (aquele de uso pessoal) para o modelo da cor rosa, começou o período de troca do cartão do tipo Vale-Transporte (aquele que a empresa recarrega para uso do trabalhador).

Fique atento para o período de troca que vai até maio/2020. Caso não faça a troca, o cartão de modelo antigo será cancelado.

O que preciso para fazer a troca do meu Vale-Transporte?

A troca é gratuita e não precisa de documentação. Mas vale ressaltar que apenas o titular do cartão pode fazer a troca. Então, basta você, titular, levar o cartão que a troca será feita junto com a transferência de saldo do antigo para o novo.

Onde posso fazer a troca do meu Vale-Transporte?

Por enquanto a troca está sendo feita somente na loja do Pátio Alcântara. Mas você também pode fazer a troca nos municípios vizinhos: Praça Araribóia/Estação de Barcas Niterói, Terminal de Itaipuaçu e Loja RioCard Mais em Maricá.
 Para conferir mais opções de troca, é só acessar o link do MAPA RIOCARD MAIS.

Por que devo fazer a troca de RioCard?

A empresa RioCard justifica a troca dos cartões como uma forma de facilitar a identificação, já que são 25 modelos antigos em circulação e agora serão apenas 3 modelos (Expresso Rosa, Vale-Transporte laranja, Empresarial azul).

Além disso, pelo aplicativo RioCard Mais poderá ser feita a consulta de saldo e extratos, recarga de crédito e localizar pontos de atendimento.

Outro ponto positivo é o clube de vantagens que oferece descontos em produtos e serviços para qualquer usuário RioCard Mais. Para consultar essas ofertas, clique e consulte o site.

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Alagamentos também são fruto do crime que cometemos contra os rios https://simsaogoncalo.com.br/alagamentos-crime-contra-rios/ https://simsaogoncalo.com.br/alagamentos-crime-contra-rios/#comments Wed, 05 Feb 2020 03:04:45 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7634 O Partage Shopping São Gonçalo alagou numa chuva de verão de janeiro. Rapidamente, as fotos foram parar nas redes sociais. Mas o que talvez você não saiba, é como o crime ambiental que ocorre ali pertinho contribui com essa calamidade. Você conhece o canal que fica próximo ao Shopping, mais precisamente, na Travessa Preciosa, no […]

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O Partage Shopping São Gonçalo alagou numa chuva de verão de janeiro. Rapidamente, as fotos foram parar nas redes sociais. Mas o que talvez você não saiba, é como o crime ambiental que ocorre ali pertinho contribui com essa calamidade.

Subsolo do Shopping Partage, no Centro de São Gonçalo, alagado após um dia de forte chuva.

Você conhece o canal que fica próximo ao Shopping, mais precisamente, na Travessa Preciosa, no Centro de São Gonçalo? Pois bem. Essas imagens retratam como as pessoas tratam o rio, transformando-o num valão.

Esse canal recebe esgoto in natura, ou seja, sem tratamento algum, de boa parte das ligações clandestinas do Centro de São Gonçalo. E num momento de ⛈ chuva torrencial, como são essas que nos assolam nos meses de janeiro a abril, os alagamentos chegam a níveis surreais. Como aconteceu nesse dia e, infelizmente, acontecerá mais.

Canos descarregam esgoto in natura no canal da Rua Preciosa, Centro de São Gonçalo.

As atividades climáticas estão mais tensas. Por outro lado, a nossa consciência e educação ambiental deixam muito a desejar. Na foto, enquanto as #crianças do Jardim de Infância pedem para que cuidem do rio, os adultos lançam esgoto e lixo diretamente nas águas, sem culpa. Um descompasso de consciência que os pequenos, infelizmente, sentirão ainda mais nos anos que virão.

Canal que cruza a Travessa Preciosa no Centro de São Gonçalo

Cobramos muito daqueles que estão com as mãos nos controles da administração pública. Ainda sim, também precisamos cobrar às pessoas comuns, como nós, que no dia a dia contribuem para que o rio fique do jeito que se encontra hoje. É preciso encontrar maneiras eficazes para educar os adultos que ainda não compreenderam a gravidade do fato.

Um alagamento como este que aconteceu é ruim para todos. Impacta os negócios locais, as residências, desvaloriza imóveis, paralisa o trânsito, e por aí vai. Os efeitos daqueles saquinhos de lixo lançados no rio, quando se trata de uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes, pode ser bem maior que imaginávamos.

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Joaquim Lavoura e a união política de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/joaquim-lavoura-politica-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/joaquim-lavoura-politica-sao-goncalo/#respond Wed, 13 Nov 2019 02:15:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7561 Há 44 anos atrás, o Joaquim Lavoura, prefeito de São Gonçalo por 3 vezes, partia desse mundo, em 12 de novembro de 1975. Pescador e comerciante profissionalmente, entrou na vida política como vereador, chegando à prefeitura em 1954, ano que venceu sua primeira eleição para o executivo municipal. Tornou-se um símbolo de administração pública na […]

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Há 44 anos atrás, o Joaquim Lavoura, prefeito de São Gonçalo por 3 vezes, partia desse mundo, em 12 de novembro de 1975.

Pescador e comerciante profissionalmente, entrou na vida política como vereador, chegando à prefeitura em 1954, ano que venceu sua primeira eleição para o executivo municipal.

Tornou-se um símbolo de administração pública na cidade. Ainda sim, se há algo que poderíamos destacar de valioso em sua trajetória é a formação da “União Política Joaquim Lavoura”, popularmente conhecida como “Grupo Lavoura”. Uma das coisas que considero muito relevantes nessa união é a eleição de Geremias de Matos Fontes, em 1958, apoiado por Lavoura.

Anos depois, Geremias se tornou governador do Rio de Janeiro, indicado pelo regime militar, de 1967 a 1971. Uma mostra de como a influência do grupo forte local chegou a outras instâncias, consolidando uma ponte no governo estadual, algo que tanto precisamos hoje.

Num ambiente político onde o vale tudo eleitoral impera, com votos trocados por marcação de exames, empregos temporários e cestas básicas, chega a parecer mentira que um dia ousamos pensar um pouco além do presente.

Será que a gente consegue uma boa Lavoura, depois de safras tão ruins?
Eu espero que sim. Afinal, é nossa única saída.

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Como estão pensando a distribuição do seu dinheiro público na cidade? https://simsaogoncalo.com.br/como-estao-pensando-a-distribuicao-do-seu-dinheiro-publico-na-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/como-estao-pensando-a-distribuicao-do-seu-dinheiro-publico-na-cidade/#comments Tue, 29 Oct 2019 04:14:05 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7553 Falei sobre o “orçamento limitadíssimo” da Prefeitura Municipal de São Gonçalo, na última semana. Como não mostrei números, muita gente questionou a afirmação. Hoje, com base nos números estimados pelo governo municipal para a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2020, publicados pelo Jornal O Fluminense​, segue a lista das áreas e seus respectivos valores anuais, mensais e, também, […]

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Falei sobre o “orçamento limitadíssimo” da Prefeitura Municipal de São Gonçalo, na última semana. Como não mostrei números, muita gente questionou a afirmação.

Hoje, com base nos números estimados pelo governo municipal para a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2020, publicados pelo Jornal O Fluminense​, segue a lista das áreas e seus respectivos valores anuais, mensais e, também, por pessoa. Ou seja, o orçamento do ano dividido pelas 1.084.839 pessoas da cidade. Quando ela for votada, faço um post com os números finais. Leia e avalie!

VALORES ANUAIS 2020

1. Saúde – R$363.984.925
2. Educação – R$290.106.336
3. Previdência Social – R$191.385.713
4. Urbanismo – R$187.834.100
5. Administração – R$169.694.457
6. Encargos Especiais – R$140.796.759
7. Assistência Social – R$34.116.169
8. Gestão Ambiental – R$33.651.768
9. Câmara Municipal – R$27.441.232
10. Reserva de Contingência – R$9.947.305
11. Transportes – R$3.349.450
12. Desporto e Lazer – R$1.820.000
13. Segurança Pública – R$821.407
14. Comércio e Serviços – R$306.350
15. Trabalho – R$129.300
16. Habitação – R$12.750
17. Saneamento – R$10.000
18. Agricultura – R$4.400
19. Ciência e Tecnologia – R$4.000
20. Cultura – R$1.189.000

VALORES ANUAIS DIVIDIDOS POR MÊS

1. Saúde – R$30.332.077,08
2. Educação – R$24.175.528,00
3. Previdência Social – R$15.948.809,42
4. Urbanismo – R$15.652.841,67
5. Administração – R$14.141.204,75
6. Encargos Especiais –R$11.733.063,25
7. Assistência Social – R$2.843.014,08
8. Gestão Ambiental – R$2.804.314,00
9. Câmara Municipal – R$2.286.769,33
10. Reserva de Contingência – R$828.942,08
11. Transportes – R$279.120,83
12. Desporto e Lazer – R$151.666,67
13. Segurança Pública – R$68.450,58
14. Comércio e Serviços – R$25.529,17
15. Trabalho – R$10.775,00
16. Habitação – R$1.062,50
17. Saneamento – R$833,33
18. Agricultura – R$366,67
19. Ciência e Tecnologia – R$333,33
20. Cultura – R$99.083

VALOR ANUAL POR PESSOA (2020)
IBGE População Estimada: 1.084.839 pessoas

1. Saúde – R$335,52
2. Educação – R$267,42
3. Previdência Social – R$176,42
4. Urbanismo – R$173,14
5. Administração – R$156,42
6. Encargos Especiais – R$129,79
7. Assistência Social – R$31,45
8. Gestão Ambiental – R$31,02
9. Câmara Municipal – R$25,30
10. Reserva de Contingência – R$9,17
11.Transportes – R$3,09
12.Desporto e Lazer – R$1,68
13. Segurança Pública – R$ 0,76
14. Comércio e Serviços – R$ 0,28
15. Trabalho – R$ 0,12
16. Habitação – R$ 0,01
17. Saneamento – R$0,01
18. Agricultura – R$0,004
19. Ciência e Tecnologia – R$0,003
20. Cultura – R$1,09

Matéria O Fluminense:
https://www.ofluminense.com.br/editorias/politica/2019/10/1124207-camara-de-sg-analisa-orcamento-para-2020.html

Quando a Lei Anual Orçamentária de 2020 for aprovada, farei um novo post, esmiuçando melhor nossa questão financeira na cidade.

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Dia das professoras e a educação de base na minha vida https://simsaogoncalo.com.br/dia-das-professoras-educacao-basica/ https://simsaogoncalo.com.br/dia-das-professoras-educacao-basica/#respond Wed, 16 Oct 2019 00:12:05 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7538 No dia das professoras essa é a minha homenagem. 🙂 É comum lembrarmos mais dos professores de quando estávamos mais maduros. Mas pra mim é diferente. Até os 11 anos de idade, estudei “em casa”. A escola fundada pela Tia Bel, o Centro de Estudos Reino Encantado, no Paraíso, apesar do nome bonitinho, cobrava bastante. […]

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No dia das professoras essa é a minha homenagem. 🙂

É comum lembrarmos mais dos professores de quando estávamos mais maduros. Mas pra mim é diferente. Até os 11 anos de idade, estudei “em casa”. A escola fundada pela Tia Bel, o Centro de Estudos Reino Encantado, no Paraíso, apesar do nome bonitinho, cobrava bastante. E ao contrário da maioria de nós, eu vejo minhas professoras da infância até hoje. Sem dúvidas, aquele foi o período fundamental em minha formação.

Esse sou eu, em 1986. Estava com 1 ano, no colo da minha tia Bel (à direita). Irmã da minha mãe, ela me alfabetizou. Além de também ser minha madrinha de batismo. Desde que me entendo por gente, é a referência de professora. À esquerda, está a Tia Carminha, madrinha de consagração e que me deu aulas no Jardim III e em toda a primeira parte do fundamental, até o 5º ano.

Sim, tive sorte e privilégios. E o principal deles foi poder estudar em uma sala com poucos alunos, com maior atenção às necessidades de cada um.

Minha vida escolar sempre foi uma tranquilidade. Por outro lado, até os 7 anos, eu não falava direito. E a parceria entre escola e fonoaudiologia fez toda a diferença na minha evolução. Com técnicas no falar que carrego até hoje.

Aliás, a “escola da Tia Bel”, já nos anos 90, era uma das poucas que aceitava crianças com dificuldades especiais bem mais específicas. Bem à frente do seu tempo. Em pensar que hoje, em 2019, questões como o autismo ainda são tabu em diversas instituições.

Dia das professoras é para reflexão sobre nossa formação como pessoas

Tive outros professores e professoras importantíssimas na minha formação. Entretanto, sei que essa educação com olhar atento no aluno, bem no início, faz largar na frente. Ou seja, faz toda a diferença.

Damos pouquíssima importância aos primeiros anos. E ainda achamos que a “boa faculdade” é o que basta. E enquanto não quebrarmos essa ideia de que quem trabalha na base vale menos, não iremos avançar na educação o quanto desejamos.

Muito obrigado a Tia Bel, Tia Carminha e a todas as professoras e professores pelo dia de hoje. 😊

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SIM Negócios Locais: valorizando micro e pequenos negócios na cidade https://simsaogoncalo.com.br/sim-negocios-locais/ https://simsaogoncalo.com.br/sim-negocios-locais/#comments Tue, 08 Oct 2019 21:32:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7521 Sim, os negócios locais. São eles os maiores responsáveis pelas contratações e giros da economia. Quando se fala de empresa, é comum que lembremos sempre das maiores. Como as indústrias, como a Coqueiro, o Mineirinho, a BBraun ou os Supermercados Guanabara. Mas o segredo continua nos pequenos. Salões de beleza, pizzarias, consultórios médicos e dentários, […]

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Sim, os negócios locais. São eles os maiores responsáveis pelas contratações e giros da economia. Quando se fala de empresa, é comum que lembremos sempre das maiores. Como as indústrias, como a Coqueiro, o Mineirinho, a BBraun ou os Supermercados Guanabara. Mas o segredo continua nos pequenos. Salões de beleza, pizzarias, consultórios médicos e dentários, pedreiros, manicures, artesãs, hortifrutis, doceiros, escolas, padarias, cooperativas de crédito, produtoras, advogadas, restaurantes, lojas de rua ou de shopping… enfim, todos estes são negócios locais que nos impactam diariamente.

Entretanto, por serem locais e menores, estes negócios, boa parte das vezes, acontecem com um misto de muita disposição e necessidade. E nem sempre o empreendedor consegue se capacitar e se planejar antes de abri-lo. A consequência é que, muita das vezes, a promoção do empreendimento e a divulgação dos produtos e serviços ficam a desejar. E a inconstância no caixa, nesses casos, pode ser fatal.

Matheus Graciano no SIM Negócios Locais

1ª edição do SIM Negócios Locais em São Gonçalo

Sou designer, com foco em projetos para internet. E há alguns anos, faço sites que precisam estar em consonância com a estratégia de promoção das empresas ou instituições para as quais trabalho. E há algum tempo, vendo a dificuldade dos empreendimentos locais em se promover na internet, tinha a vontade de compartilhar e trocar um pouco do que aprendi com as pessoas da cidade.

Com quase 8 anos de SIM São Gonçalo, finalmente consegui lançar o SIM NEGÓCIOS LOCAIS. O primeiro encontro rolou no dia 05 de outubro de 2019, no São Gonçalo Shopping.

Ter o Shopping como parceiro, exatamente no dia do Pequeno Negócio, foi um presente. Com certeza, é o início de um movimento frutífero na cidade.

SIM Negócios Locais em São Gonçalo
Dia do 1º encontro do SIM Negócios Locais, no São Gonçalo Shopping.

Confesso que me surpreendi com a troca de informações que aconteceu. Mas é aquela coisa: negócios e projetos completamente diferentes, quando começam a conversar, geram resultados incríveis! No fundo, a gente sabe disso. Mas quando começou a fluir, eu só agradecia. Ver a experiência de negócios de cada um, sendo verbalizada e discutida, é muito bom.

Muito em breve, a plataforma com os vídeos sobre questões mais técnicas, estará no ar.

O evento fez parte do dia de Renovar o Brasil, do Renova BR, escola de novos líderes, a qual faço parte atualmente. Foram cerca de 1400 ações em todo o país, com o mesmo intuito: Renovar o Brasil.

Te espero nos próximos encontros! 🤗

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Participe do SIM Negócios Locais – ajudando a promoção do seu negócio https://simsaogoncalo.com.br/participe-do-sim-negocios-locais-ajudando-a-promocao-do-seu-negocio/ https://simsaogoncalo.com.br/participe-do-sim-negocios-locais-ajudando-a-promocao-do-seu-negocio/#respond Fri, 27 Sep 2019 19:48:30 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7512 SIM NEGÓCIOS LOCAIS é um projeto criado por mim, Matheus Graciano, no apoio à promoção e divulgação dos negócios em São Gonçalo. De lojas a pessoas que trabalham por conta própria, sei que muita das vezes é difícil fazer a promoção, divulgando seu próprio negócio. INSCREVA-SE! MANDE UM WHATSAPP PARA 21 96738-9703! Meu propósito é […]

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SIM NEGÓCIOS LOCAIS é um projeto criado por mim, Matheus Graciano, no apoio à promoção e divulgação dos negócios em São Gonçalo. De lojas a pessoas que trabalham por conta própria, sei que muita das vezes é difícil fazer a promoção, divulgando seu próprio negócio.

INSCREVA-SE! MANDE UM WHATSAPP PARA 21 96738-9703!

Meu propósito é compartilhar e trocar conhecimento sobre negócios. Em especial, quando o assunto é encontrar pessoas e ser encontrado na internet. Nos últimos anos, venho trabalhando com empresas, empreendedores e instituições. E comecei a notar que, mesmo com o avanço das ferramentas nos últimos anos, ainda há uma dificuldade na promoção. A ideia é falar mais sobre como movimentar o negócio, dentro e fora da cidade.

O LANÇAMENTO do site será no dia 05/10, o 1º sábado de outubro/2019, às 10h30, no CoWorking do São Gonçalo Shopping (da BR). O evento tem capacidade limitada a 25 pessoas. Assim que puder, inscreva-se!

O evento faz parte da ação “Renovar o Brasil”, em parceria com o RENOVA BR. Acredito que a Renovação do Brasil passa pela qualificação dos nossos empreendedores.

Cadastre-se entrando em contato com o Whatsapp 21 96738-9703, com a mensagem “Quero me inscrever no SIM negócios locais” .

Até dia 05/10!

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Sim Eu Sou de São Gonçalo, a Nossa Gente é o Nosso Melhor https://simsaogoncalo.com.br/musica-tema/ https://simsaogoncalo.com.br/musica-tema/#comments Sat, 21 Sep 2019 22:14:28 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7502 Setembro de 2019. São Gonçalo ganhou mais uma música. A clássica “Morando em São Gonçalo você sabe como é”, eternizada no cenário brasileiro, agora tem companhia. Nos versos de “Sim Eu Sou de São Gonçalo, a nossa gente é o nosso melhor”, fica claro que o que mais importa num território são as pessoas. Quando […]

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Setembro de 2019. São Gonçalo ganhou mais uma música. A clássica “Morando em São Gonçalo você sabe como é”, eternizada no cenário brasileiro, agora tem companhia. Nos versos de “Sim Eu Sou de São Gonçalo, a nossa gente é o nosso melhor”, fica claro que o que mais importa num território são as pessoas.

Quando compus, a ideia principal era dar foco aos nossos bairros. Afinal, cada lugarzinho dentro do município tem sua história própria. E numa cidade grande como somos, a 16ª maior do Brasil, me arrisco a dizer que boa parte das pessoas se relaciona e se identifica muito mais com seus bairros e sua vizinhança que com todo o município.

Sobre ser um samba, com um rap no meio, é mostrar como a identidade atual da cidade se manifesta. Ainda é possível encontrar muitas rodas de samba nas noites, e rodas de rap nas praças. Dois gêneros musicais que, abraçados ao funk, tocam todos os dias por aqui.

Fazer música para uma cidade não é algo muito comum. A gente costuma ouvir canções falando sobre sentimentos de amor, frustração, saudade, alegria, mas sempre em relação a outras pessoas. Tanto que se eu te perguntar sobre canções de lugares, você vai me falar sobre algumas músicas clássicas nesse quesito. Exemplos de sempre: Samba do Avião (Tom Jobim), Aquele Abraço (Gilberto Gil), Sampa (Caetano Veloso), Na Baixa do Sapateiro/ Bahia (Ary Barroso). Mas todas tem algo em comum: a leitura do que temos de melhor na cidade.

Minha expectativa é que “Sim Eu Sou de São Gonçalo” deixe clara a mensagem que falo no refrão. A nossa gente, de fato, é o nosso melhor. Não à toa, mesmo exportando talentos para outras cidades, estados, e até países, continuamos formando gente. É um ciclo que se renova, mesmo que insistamos em pensar que não. É da nossa natureza.

Fique à vontade e curta o som. A letra vem a seguir:

LETRA

Do Zé Garoto ao Rodo, chego lá no Mutuá
Estrela do Norte, Rocha, Galo Branco vai cantar
Nova Cidade e Mutondo, Te vi no Colubandê
Vou pra Alcântara com você!

Sim, eu sou de São Gonçalo
A nossa gente é o nosso melhor

Da Amendoeira ao Jóquei, tem Coelho e Miriambi
Um Arsenal de Amores, lá em Tribobó eu vi
Salgueiro e Itaúna, na Trindade um céu azul
Boa Vista e tem Boaçu

Sim, eu sou de São Gonçalo
A nossa gente é o nosso melhor

Lá no Pacheco, um Sacramento, Santas LuzÍa e Isabel
Laranjal ou Guaxindiba, um Bom Retiro em São Miguel
A Vista Alegre de Ipiíba, que a Maria Paula fala
Tem um belo Rio do Ouro, com Anaia e Marambaia

E o Luis que é Caçador, de Itaoca ao Pontal
O Gradim ainda tinha, uma vista sem igual
Desci o Morro do Castro, Barro Vermelho, Covanca
Pita, Neves, Vila Lage, estou no Porto da Madama

Interlúdio –

Portos da Pedra, Novo, Velho
Rosa, Apolo e Vila 3
Mangueira, Brasilândia
Raul Veiga é sua vez

No Catarina, o meu Jardim
Brota a força que conduz
Paraíso, vejo a luz

Parada Quarenta, Camarão, Monjolos
Lagoinha, Barracão, Bairro Antonina
Nova Grécia, Capote, Venda da Cruz
Bairro Rosane, Engenho Pequeno, Coroado
Santa Catarina, Mundel, Lindo Parque
Mutuapira, Almerinda, Palmeiras, Largo da Ideia
A nossa gente é o nosso melhor.

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Reeleição cancelada em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/reeleicao-cancelada-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/reeleicao-cancelada-em-sao-goncalo/#comments Tue, 27 Aug 2019 05:07:43 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7450 Sim, reeleição cancelada em São Gonçalo. E não precisou de TRE, TSE, nem tribunal algum. Foi o povo mesmo que resolveu. O atual prefeito é a última vítima dessa lei popular e invisível. Com cerca de 86% de rejeição (segundo a Câmara de Vereadores), José Luiz Nanci provavelmente não será reeleito ao executivo municipal nas […]

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Sim, reeleição cancelada em São Gonçalo. E não precisou de TRE, TSE, nem tribunal algum. Foi o povo mesmo que resolveu. O atual prefeito é a última vítima dessa lei popular e invisível. Com cerca de 86% de rejeição (segundo a Câmara de Vereadores), José Luiz Nanci provavelmente não será reeleito ao executivo municipal nas próximas eleições em 2020. Repetindo uma sina que só a dama de vermelho, Aparecida Panisset, conseguiu romper.

Desde que foi aprovada a Lei da Reeleição, em 1997, apenas uma prefeita conseguiu se reeleger. Todos os outros falharam. Foram eles: Ezequiel (2000), Charles (2004), Mulim (2016) e, futuramente, Nanci (2020).

Aparecida Panisset, ex-prefeita (2005-2012). Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Panisset conseguiu uma proeza dupla, sendo eleita em 1º turno das duas vezes que se candidatou ao executivo (2004 e 2008). Ainda sim, podemos dizer também que a derrota do Konder em 2012, seu indicado, foi a derrocada do governo de situação que não reelegeu seu plano de poder.

E já dá pra dizer que Nanci não será reeleito?

O livro “A Cabeça do Eleitor” é repleto de exemplos sobre como acontecem as eleições, reeleições e eleições dos postes. As eleições são classificadas pelo autor como “de continuidade” e de “oposição”. E o indicador para se entender essa dinâmica é muito simples, ele se chama índice de aprovação/rejeição.

Índices acima de 51%, possível reeleição. Menor que 49%, indefinido. No caso de Nanci, com 86% faltando 1 ano para começar a campanha, diria que será bem difícil. E lembre-se que essas análises foram feitas para eleições municipais. Na nacional, com presidente, é outra história.

Neilton Mulim sendo levado preso após deúncias de corrupção na Prefeitura de São Gonçalo (2013-2016).

Reeleição cancelada é fruto de má gestão e falta de dinheiro

Independente de como Eliane Gabriel e José Luiz Nanci encontraram a prefeitura, é fato que muita coisa poderia ser feita se o perfil do casal fosse diferente. O que se vê de fora é a permissão das mesmas práticas de sempre. Loteamento das escolas, com indicação de diretores, dos postos de saúde para os vereadores, etc. Sem falar nos comentários de inchaço da máquina pública em algumas partes e falta de profissionais em outras, com uma farra de comissionados, e por aí vai.

Eliane Nanci, José Luiz Nanci e Ricardo Pericar em missa na Igreja Nossa Senhora das Graças (Porto Velho) para celebrar a vitória nas eleições municipais de 2016.

E por que é que isso dá tão errado? Simples: porque em São Gonçalo a renda é pequena e a demanda por serviços é grande. Porém, com tantas boas práticas de gestão e tecnologia disponível, não são necessários tantos gastos com pessoal. A não ser que essas pessoas sejam da base eleitoral dos mesmos vereadores que precisam empregar as pessoas que garantirão seus votos de 4 em 4 anos.

Para se ter uma ideia, em 2017, mais de 50% dos recursos foram gastos apenas com salários. E para uma cidade pobre como a nossa, isso é bastante! A seguir, o comparativo dos recebimentos de São Gonçalo, Niterói e Maricá vindos do governo federal em 2018. Os dados são do Portal da Transparência:

A) São Gonçalo: 363 milhões de reais para 1.077.687 habitantes;
B) Niterói: 1,51 bilhão de reais para 511.786 mil habitantes;
C) Maricá: 1,54 bilhão de reais para 157.789 mil habitantes

Com uma discrepância de valores, que ocorre especialmente por conta da divisão falha dos Royalties do petróleo, é possível compreender como uma cidade pode ser pobre ao lado de duas ricas.

Henry Charles, o Dr. Charles, governou de 2001-2004 e foi varrido da cidade.

E como melhorar?

A solução é odiada por boa parte dos políticos. Afinal, ela promete algo que seria óbvio em uma empresa: gestão. Redução dos gastos inúteis com replanejamento das funções dos servidores. Afinal, se a prefeitura continuar nesse ritmo, em breve se tornará uma mera gestora da folha salarial.

O resultado é o que vemos constantemente. Temos uma administração fraca, cujos resultados são sempre os mesmos: pouco ou nenhum dinheiro para os investimentos básicos, como iluminação, asfalto, saneamento, equipamentos de sinalização, entre outros serviços que toda cidade gere.

Se antes esse inchaço da máquina pública garantia uma eleição tranquila para si e seus aliados, o que hoje vemos é que apenas vereadores se beneficiam dessa mamata.

O motivo é que o número de votos necessários para uma reeleição de vereadores é baixo. O que significa que se um deles conseguir se apossar de uma secretaria, garante um polpudo salário de 12k em sua conta, mais os salários de seus apoiadores, que se tornam subsecretários e funcionários comissionados. Inclusive aquelas “lideranças” que mobilizam os bairros. Lembra daquelas pessoas que sempre sabem os atalhos para resolver algo especial na prefeitura? Então, são elas mesmas.

Porém, com meia-dúzia de carguinhos distribuídos e um legislativo que bate cerca de 94% de rejeição (segundo eles próprios numa sessão da Câmara em 21/08/2019), hoje é impossível para o alcaide disputar uma reeleição. Sem falar que é bem possível que ele queime toda sua carreira política dali em diante.

Edson Ezequiel de Matos
Edson Ezequiel conseguiu uma carreira política longeva após deixar a prefeitura derrotado em 2000. Dali em diante, só apoiou Graça Matos, sua esposa, que não conseguiu ir nem ao 2º turno nas 3 eleições seguintes (2004, 2008 e 2012).

O único caminho de um prefeito

Num momento como o atual, onde as esperanças estão abaixo do fundo do poço, precisamos de um prefeito que se imponha. Que não abra mão de carguinhos para agradar vereadores sem nível técnico, nem a partidos que pretendem manter seus partidários empregados.

Como já disse, não há muitas escolhas. Só uma prefeitura com folha de pagamento enxuta e muita criatividade conseguirá atrair investimentos para virar o jogo. Em casa que o dinheiro é curto, se economiza.

São Gonçalo ainda não encontrou seu caminho. E é bem possível que em 2020, novos candidatos apareçam, fazendo o mesmo esquema de loteamento de cargos nos núcleos de gerenciamento para gente sem qualificação. Repetindo os erros sem fim.

Alguns esquecem que quando Aparecida Panisset esteve prefeita foi um daqueles momentos de crescimento econômico brasileiro que dificilmente se repetirão. Tinha dinheiro para fazer um pouquinho e desviar bastante. Infelizmente.

Para os próximos prefeitos, fica o aviso: se não entrar com esse pensamento, jogará sua carreira política no lixo. Afinal, a reeleição está cancelada. E para reativá-la, há muito o que fazer.

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Por que a Amazônia é importante para São Gonçalo? https://simsaogoncalo.com.br/amazonica-importante-para-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/amazonica-importante-para-sao-goncalo/#respond Fri, 23 Aug 2019 15:16:00 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5141 Este post está guardado há alguns anos. O primeiro pensamento veio ainda no início do 2º governo Dilma Rousseff, em 2015, quando a região metropolitana de São Paulo, a maior do Brasil, estava com seus reservatórios de água quase esgotados. Se a chuva não viesse em meses, talvez tivéssemos uma das maiores catástrofes brasileiras. Curiosamente, […]

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Este post está guardado há alguns anos. O primeiro pensamento veio ainda no início do 2º governo Dilma Rousseff, em 2015, quando a região metropolitana de São Paulo, a maior do Brasil, estava com seus reservatórios de água quase esgotados. Se a chuva não viesse em meses, talvez tivéssemos uma das maiores catástrofes brasileiras. Curiosamente, foi também um período crescimento do desmatamento nos últimos tempos. Aliás, migração por falta de água não é novidade no mundo. O que é novo é ter tanta gente adensada em pequenas regiões, como nós, no RJ. E nesse fluxo, comecei a me perguntar: e se o regime de chuvas alterasse a vida na 2ª maior região metropolitana? Como seria esse caos?

Falar sobre a região amazônica é algo muito distante para todos nós do sudeste. Com tantos problemas urbanos, esquecemos que vivemos num sistema, não numa ilha isolada fora do planeta.

O regime de chuvas do sudeste depende da Amazônia

Antes de tudo, é bem importante ver esse vídeo. Ele dá a explicação sobre como funciona o regime de chuvas, decorrente da circulação das partículas de água chamadas de “Rios Voadores”. Explicando grosseiramente, é o processo de captação de água pela vegetação nos lençóis freáticos que, depois de evaporada, é trazida pela atmosfera para o sul, irrigando o quadrilátero entre os Andes, Buenos Aires, Cuiabá e São Paulo. Nessa região, estima-se que são produzidos 70% do PIB da América do Sul.

Novamente, você deve estar se perguntando: por que nós, em São Gonçalo, Rio de Janeiro, temos que nos preocupar? E a resposta é que se a mata amazônica for arrasada, o sistema do clima regional vai pro buraco.

Os produtos que chegam até às nossas feiras e prateleiras dos mercados são produzidos também em São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Espírito Santo. Sem falar que boa parte da energia elétrica que nos abastece vem de Itaipu Binacional. E se o Rio Paraná tiver uma escassez, teremos bons problemas a resolver.

E o abastecimento de água no Leste Fluminense?

Fora as relações econômicas com as outras partes da região sudeste, há um outro ponto importante: você já se perguntou de onde vem a água que nos abastece? Como São Gonçalo, Niterói e Itaboraí têm um abastecimento de água com certa regularidade sem represamento de água?

Estação de Tratamento de Água do Laranjal
Estação de Tratamento de Água do Laranjal – São Gonçalo.

O fato é que dependemos das chuvas. Especialmente as que caem na região de Cachoeiras de Macacu. Mesmo estando próximos ao litoral, é preciso avaliar qual o impacto que um regime de chuvas alterado no Brasil teria em nossa região. Aliás, se algum profissional ou professor de geografia, meteorologia, entre outras ciências relacionadas estiver lendo isso e tenha algum estudo sobre essa relação, fique à vontade para enviar.

Mesmo com nossas enchentes frequentes, não temos sequer um sistema de captação das águas pluviais para aproveitá-las, como acontece em Cingapura, por exemplo. Sem falar na inexistência de um represamento ou algo similar que sirva para armazenar a água para o abastecimento dessas quase 2 milhões de pessoas no Leste Fluminense. Mais um motivo para pressionarmos os mecanismos que podem agilizar as obras de saneamento básico por aqui.

Independente da sua idade, imagine-se idoso em meio à uma crise hídrica. Infelizmente, se não começarmos a pensar em soluções de preservação do meio ambiente e saneamento básico, o abastecimento no Leste Fluminense estará comprometido. E, infelizmente, é possível que vejamos uma catástrofe humanitária por conta de uma grave falta d’água.

Pensemos nisso! O alarmismo só dura até acontecer. Depois que acontece vira desespero.

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Emancipação de Alcântara hoje seria um tiro no pé https://simsaogoncalo.com.br/emancipacao-de-alcantara-hoje/ https://simsaogoncalo.com.br/emancipacao-de-alcantara-hoje/#comments Thu, 06 Jun 2019 02:47:43 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7265 A Emancipação de Alcântara é um assunto que já deveria ter sido superado pelos gonçalenses, desde 1995. Ainda sim, vez ou outra, essa história é ressuscitada, como aconteceu em 30 de maio de 2019, na Câmara Municipal de São Gonçalo. A crença de achar a solução perfeita, criando algo do zero, é um sonho frequente […]

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A Emancipação de Alcântara é um assunto que já deveria ter sido superado pelos gonçalenses, desde 1995. Ainda sim, vez ou outra, essa história é ressuscitada, como aconteceu em 30 de maio de 2019, na Câmara Municipal de São Gonçalo.

A crença de achar a solução perfeita, criando algo do zero, é um sonho frequente nas mentes humanas. Afinal, propor mágicas é bem mais fácil que buscar o consenso na cidade de mais de 1 milhão de habitantes.

Mas desta vez, o discurso de um vereador foi além. Mais que a emancipação de Alcântara, foi sugerido também que Neves e Santa Isabel se tornassem bairros. A ideia por trás desse discurso é simples: criar municípios é ter novos CNPJs municipais, sem dívidas.

Na teoria é perfeito! Na prática, estamos longe disso. O argumento é que os territórios criados estariam aptos a fazer parcerias com o governo federal. Diferente de hoje, que estamos inundados em dívidas. Palmas!!! Que ideia excelente, certo? Hum… a vida real não é tão bela assim.

Fonte: PROJETO DE EMANCIPAÇÃO DO ALCÂNTARA E POLÍTICA INTEGRACIONISTA DE SÃO GONÇALO: CONFLITOS DISCURSIVOS (Hebert Guilherme de Azevedo, 2015)

Um município pobre ou 2 miseráveis?

Quando a campanha da emancipação aconteceu, eu tinha apenas 9 anos. Ainda sim, lembro de uma frase-chave que vi em alguns outdoors pela cidade: “Querem transformar um município pobre em dois miseráveis.”

A proposta de divisão territorial tinha o Rio Alcântara como limítrofe natural. No dia da votação, dos 215.457 eleitores aptos a votar, apenas 30.372 compareceram. Foram 29.294 sufrágios a favor da emancipação de Alcântara. Entretanto, o quórum mínimo exigido era de maioria simples, 107.730. Mas apenas 14% das pessoas se mobilizaram até às urnas.

Não dá para dizer o que aconteceria se tivéssemos nos separado em 1995. Um ano antes, foi lançado o plano real, a estabilização econômica e o ciclo que conhecemos. O Brasil mudou demais nessas últimas 3 décadas. Poderia ter dado certo. Ou completamente errado. Nunca saberemos.

Mas, e hoje?

Proposta de Divisão do Território de São Gonçalo e Alcântara
Proposta de Divisão do Território de São Gonçalo e Alcântara.

Na emancipação de Alcântara, São Gonçalo não assumiria as dívidas sozinho

Dado que um dos argumentos apresentados na Câmara Municipal (maio/2019) foi a possível inexistência de dívidas dos novos municípios, faço uma pergunta: se puséssemos essa proposta de emancipação pra frente, com quem ficariam estas mesmas dívidas?

Há quem ache que a “São Gonçalo Original”, a matriz, era quem deveria arcar com esse problema. Nesse cenário, as contas iriam para o buraco em meses, uma vez que a arrecadação de um município retalhado cairia. Logicamente, com esse argumento apresentado aos munícipes – que pagariam a conta – nenhum acordo seria fechado.

Outro ponto esquecido é o IPASG (Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de São Gonçalo). Se a reforma da previdência é um tema polêmico a nível federal e estadual, municipalmente não seria diferente. Seria justo São Gonçalo pagar sozinho as aposentadorias dos servidores que serviram a todos, inclusive aos cidadãos de “Alcântara”?

Os números são frios e não sonham por nós. Então, façamos um outro exercício de imaginação. E se, por um acaso, chegássemos a um acordo onde ambos os municípios assumissem a dívida repartida? Qual dos municípios teria mais sucesso?

Calçadão de Alcântara em São Gonçalo, Rio de Janeiro
Calçadão de Alcântara, na famosa Rua da Feira, São Gonçalo.

Separar Alcântara hoje seria condenar um município

Uma das outras lendas que ouvimos com frequência é a que “Alcântara sustenta São Gonçalo”. Pode até ser que o maior centro comercial da cidade tenha um alto nível de contribuição nos impostos. Mas é preciso entender que é a circulação de dinheiro dentro do município que faz a “mágica” acontecer.

Um dos pontos mais sensíveis dessa divisão seria a diferença socioeconômica entre as duas cidades. Em 1995, os políticos contra a emancipação já alertavam sobre isso. Edson Ezequiel, ex-prefeito (89-92 / 97-00), dizia que os distritos com menor arrecadação, mais pobres, eram (e ainda são) os que têm maiores problemas estruturais.

Enquanto isso, na parte com maior IDH na cidade, região central e 4º distrito, a infraestrutura é mais antiga e sedimentada. O calçamento do Paraíso, por exemplo, data dos anos 60.

Ônibus com ar condicionado um sonho em São Gonçalo
Ônibus no trânsito de Alcântara. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Essa divisão entre regiões também pode ser vista no valor dos imóveis, cujo preço de venda/aluguel de uma residência varia bastante. Naturalmente, quem mora nas regiões mais caras tem maior poder de compra, elevando a arrecadação da Prefeitura. Em consequência, as regiões ficam mais atrativas aos novos investimentos comerciais e imobiliários. Não por acaso, os Shoppings de São Gonçalo são localizados no 1º distrito, com fácil acesso ao público dos 1º e 4º distritos.

O resultado é que, uma vez separados e com as dívidas devidamente repartidas, o município de “São Gonçalo” seria mais atrativo que o de “Alcântara” para os novos negócios na região. E assim, perderíamos a possível solidariedade dos impostos para aplicar em todo município.

Se o COMPERJ foi uma esperança para Itaboraí e Alcântara, hoje não passa de um investimento mal sucedido, longe do que foi prometido. Por outro lado, “São Gonçalo” é mais próximo das duas cidades mais bem sucedidas do Estado do Rio de Janeiro e, porque não, do país: Niterói e Rio de Janeiro.

Dois prefeitos, duas câmaras e outros problemas

Mesmo concordando que administrar duas cidades menores seria muito mais fácil, sabemos que o interesse político é outro. Até porque, 2 cidades teriam 2 câmaras legislativas, 2 prefeitos e mais espaços, vulgarmente chamados de “currais eleitorais”, estabelecidos.

A nova cidade de Alcântara também precisaria de um novo corpo de funcionários públicos, assessores, prédios administrativos… enfim, dinheiro.

Em 2018, 1/3 dos municípios brasileiros fecharam no vermelho. Alguns estavam há meses sem pagar funcionários. E essa realidade só tende a se complicar, visto que, em tempos de crise econômica, se o próprio governo federal está sem verbas para pagar suas contas, quem dirá irá socorrer municípios em apuros financeiros.

Soluções melhores que a emancipação de Alcântara

Mesmo que o sonho mágico da emancipação sem dívidas fosse concluído, ainda haveria outro problema: deputados federais. Sim, é preciso tê-los para facilitar a negociação de dinheiro federal para um município.

Como sabemos, há tempos que São Gonçalo não tem representantes identificados com a cidade. Talvez, o último tenha sido o próprio ex-prefeito Edson Ezequiel Matos que, em 2014, largou a vida pública. Após isso, outros deputados até tentaram dar um abraço na cidade, mas nada genuíno.

A solução, não só para nossa cidade, mas para todas as outras localidades brasileiras, seria a implementação do voto distrital, cujo formato distrital misto é o que mais me agrada. Dessa forma teríamos, obrigatoriamente, um deputado para nos representar municipalmente.

Como essa proposta é quase impossível de ser adotada no Brasil, cabe a nós, gonçalenses, fazermos um esforço nas próximas eleições para eleger representantes para essa parte do Leste Fluminense.

Fontes

Uma fonte importantíssima foi o documento escrito por Hebert Guilherme de Azevedo, Mestre em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), publicado em 2015. A partir do trabalho dele foi possível obter uma série de dados analisados pelo mesmo em sua dissertação “Projeto de Emancipação do Alcântara e Política Integracionalista de São Gonçalo: Conflitos Discursivos“, onde ele revisita os argumentos dos principais envolvidos na época. Clique no link, leia a análise de Azevedo e forme suas conclusões.

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Sete anos de SIM São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/sete-anos-de-sim-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/sete-anos-de-sim-sao-goncalo/#respond Thu, 28 Feb 2019 03:14:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7050 Esta semana, o SIM São Gonçalo fez 7 anos. Sim, sete verões. Algo que para mim importa bastante. Afinal, conhecimento e confiança não se criam de uma hora para outra. São adquiridos com base em conteúdo qualificado e criado com atenção para todos que curtem nossa cidade e vêem futuro nela, como nós. Quando criei […]

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Esta semana, o SIM São Gonçalo fez 7 anos. Sim, sete verões. Algo que para mim importa bastante. Afinal, conhecimento e confiança não se criam de uma hora para outra. São adquiridos com base em conteúdo qualificado e criado com atenção para todos que curtem nossa cidade e vêem futuro nela, como nós.

Quando criei o SIM São Gonçalo, lá em 26 de fevereiro de 2012, não imaginava que chegaríamos até aqui. Nem mesmo que teríamos uma base de mais de 50.000 pessoas em nossas redes. Muito menos que conseguiríamos contar tantas histórias diferentes em todos esses anos. Mas, aconteceu. 🙂

Como faço sempre, quero agradecer a você por estar aqui compartilhando sua atenção e ideias com a gente. Que a cada ano que passe, consigamos chegar a mais e mais pessoas, para fazer do nosso Leste Fluminense um lugar cada vez mais interessante para se viver.

Boa semana e cuide-se bem.

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CPI dos Cemitérios mostraria a Nanci que prefeitura não é quintal de casa https://simsaogoncalo.com.br/cpi-dos-cemiterios-mostraria-aos-nanci/ https://simsaogoncalo.com.br/cpi-dos-cemiterios-mostraria-aos-nanci/#respond Fri, 28 Dec 2018 01:02:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6935 Dizem que a CPI dos Cemitérios morreu antes de nascer. Mas a investigação que corre no Ministério Público do RJ está longe de terminar. Enquanto os vereadores de oposição se esmeram para emplacar uma marca à essa legislatura, os da situação fingem que nada está acontecendo, cancelando a CPI em troca de algo que ainda […]

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Dizem que a CPI dos Cemitérios morreu antes de nascer. Mas a investigação que corre no Ministério Público do RJ está longe de terminar. Enquanto os vereadores de oposição se esmeram para emplacar uma marca à essa legislatura, os da situação fingem que nada está acontecendo, cancelando a CPI em troca de algo que ainda não sabemos. Nesse jogo, a única certeza que temos é a falta de TRANSPARÊNCIA do governo Nanci.

CPI dos cemitérios serviria para mostrar que prefeitura não é quintal de casa

Diante da denúncia que Eliane Nanci estaria embolsando o dinheiro dos enterros feitos no município, uma outra hipótese me veio à mente. Pessoalmente, não vejo muito sentido na família Nanci, com suas posses e história na cidade, embolsar o dinheiro dos cemitérios tão descaradamente. É possível que seja ingenuidade minha. Entretanto, enxergo um outro motivo: os Nanci acreditam que a prefeitura é o quintal de sua casa.

A metáfora é simples: no nosso quintal a gente faz o que quer, sem dar satisfações a ninguém. Afinal, na nossa casa quem manda somos nós. Porém, a prefeitura não é um bem privado. Pelo contrário. Ela pertence a mais de 1 milhão de pessoas.

Cemitério de São Gonçalo, no Camarão. Foto: Douglas Macedo

Mas o que realmente pode ter acontecido no caso dos cemitérios de São Gonçalo?

Como sabemos, a prefeitura de São Gonçalo é a mais pobre do estado do Rio de Janeiro, proporcionalmente. Isso significa que a renda per capita, ou seja, a renda total dividida pelo número de habitantes, é a menor do ERJ.

Minha hipótese é que os gestores do dinheiro público, nesse caso, os Nanci, aproveitaram o dinheiro dos enterros para pagar outras contas internas que estavam em déficit. Com o dinheiro vivo em mãos, essas operações seriam mais fáceis de resolver momentaneamente.

E é nesse momento que o erro aparece. A partir do momento que não há transparência sobre a origem e o destino do dinheiro público gerido, abre-se a prerrogativa da dúvida. Inclusive, acusando-os de desvios, ou melhor, de roubo mesmo.

A falta de transparência desse governo já se fez presente em um outro momento, quando o prefeito concedeu a gestão do Pronto Socorro Central a uma OS (Organização Social). Lembro de ver uma sessão onde os vereadores discutiam sobre pedidos simples para ver o novo contrato e as contas dessa transação. Algo óbvio que a prefeitura se negava a fazer.

No início do mandato (2017-2020), alguns vereadores mais antigos da casa comentaram que a primeira dama estava querendo gerir a prefeitura como sua empresa, a Bisturi. Porém, era preciso lembrar que agora ela estava no comando do executivo de um município. Concordo que devemos ter uma gestão profissional nos órgãos públicos, como acontece nas boas empresas privadas. Porém, manejar dinheiro público sem a responsabilidade de prestar contas imediatas à população, de forma clara e aberta, cheira a má fé, gerando as acusações de embolsos indevidos.

Eliane Nanci diz que são intrigas políticas. Mas também não vem à público para explicar com detalhes. Do outro lado, vereadores pressionam via mídia e MP-RJ para que as investigações sobre os possíveis desvios de verbas dos cemitérios dêem explicações plausíveis e convincentes.

Enquanto isso, o descaso com os cemitérios continua. Sem previsão de melhora.

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Exame de DNA em São Gonçalo: pelo direito de conhecer seus pais https://simsaogoncalo.com.br/exame-de-dna-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/exame-de-dna-sao-goncalo/#comments Wed, 12 Dec 2018 11:50:26 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6911 Trata-se de um projeto que visa oferecer Exame de DNA Paternidade (Suposto Pai + Filho(a) ou Suposto Pai + Filho(a) + Mãe) a um custo reduzido para atender a pessoas que tenham renda de até 2 salários mínimos. Qualquer pessoa pode participar e não tem limite de idade. O projeto acontece sempre uma vez ao […]

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Trata-se de um projeto que visa oferecer Exame de DNA Paternidade (Suposto Pai + Filho(a) ou Suposto Pai + Filho(a) + Mãe) a um custo reduzido para atender a pessoas que tenham renda de até 2 salários mínimos.

Qualquer pessoa pode participar e não tem limite de idade.

O projeto acontece sempre uma vez ao mês para coletas no centro de São Gonçalo e é obrigatório que seja feito um pré-cadastro pois as vagas são limitadas. A próxima data de coleta é 22/12/2018 (sábado).

O valor do exame é de R$300 em dinheiro ou 10x de R$38,00 nos cartões. O prazo para resultado é de aproximadamente 20 dias úteis.

O laudo é feito de forma oficial e tem valor legal.

Todas as informações são passadas pelo Chat do Facebook.

O SIM apóia projetos que possam ajudar as pessoas a saber mais sobre quem são, de forma gratuita. Se você também compartilha dessa visão, divulgue! Envie esse projeto para alguém que você conheça e precisa.

Sobre a Empresa
DNA SG – Exames Genéticos
Rua Coronel Moreira César 105 – Sala 1204 – Centro, São Gonçalo
Telefone: 21 3165 6196

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Petróleo em alta ajudará na popularidade do próximo governador do Rio https://simsaogoncalo.com.br/petroleo-em-alta-ajudara-na-popularidade-do-proximo-governador-do-rio/ https://simsaogoncalo.com.br/petroleo-em-alta-ajudara-na-popularidade-do-proximo-governador-do-rio/#respond Wed, 26 Sep 2018 20:57:50 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6805 As notícias de setembro/2018 revelaram um cenário animador para o Rio de Janeiro. Pelo menos, financeiramente. O petróleo voltou a estar em alta. Após a movimentação dos árabes, somado ao imbróglio do embargo do Irã pelos EUA, o líquido preto que lubrifica as relações mundiais volta a se valorizar. Leia também: Governador de São Gonçalo […]

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As notícias de setembro/2018 revelaram um cenário animador para o Rio de Janeiro. Pelo menos, financeiramente. O petróleo voltou a estar em alta. Após a movimentação dos árabes, somado ao imbróglio do embargo do Irã pelos EUA, o líquido preto que lubrifica as relações mundiais volta a se valorizar.

Leia também: Governador de São Gonçalo e Niterói – Uma Oportunidade Perdida

Depois da greve dos caminhoneiros, os aumentos no diesel preocupam. Afinal, ninguém quer uma nova paralisação. Entretanto, é natural que haja variação dos valores nos combustíveis. Com o agravante do petróleo ser cotado em dólar, que anda bem valorizado frente o nosso real.

Greve dos Caminhoneiros em Maio de 2018
Protesto em refinaria de Duque de Caxias, no Rio. Maio/2018. Foto: BCC Brasil

Porém… o Rio de Janeiro se anima.

Nosso estado tem se tornado dependente dos royalties, aquele dinheiro advindo da extração e produção. E com a alta nos preços, voltamos a ter alguma esperança de ver o dinheiro entrando. Consequentemente, vamos maquiando nossa gastança com as contas públicas desequilibradas.

Mas há alguém que talvez se beneficie bem desse cenário: nosso próximo governador.

Petróleo em alta ajuda na sensação de “bom governo”

Austeridade não uma palavra muito querida entre governos brasileiros. Afinal, como acreditam alguns políticos, “bom governo” se faz com gastos, não com contenção de despesas.

O estado brasileiro é altamente influente na vida das pessoas. E não estamos falando de bem-estar social, políticas de melhoria da educação, saúde e segurança. Estamos falando é de salários mesmo. Especialmente de obras públicas com empregos temporários e cargos comissionados, somados aos diversos pensionistas e servidores públicos.

Um governo com caixa cheio, é um governo feliz. Mesmo que essa grana venha de um produto tão finito e de preços tão instáveis, como o petróleo. Entretanto, ajuda a dar aumentos aos servidores, promover novos concursos e ajudar municípios nas políticas básicas de asfaltamento.

No governo Sérgio Cabral, o petróleo bateu recorde de preços. Os royalties inundaram o estado, ajudando ao governador, hoje um presidiário, ser reeleito ainda em primeiro turno para seu 2ª mandato.

E no próximo quadriênio, será que veremos o mesmo efeito?

Seja quem for o próximo governador, é possível que muitas dessas coisas que acontecem lá na península arábica afetem diretamente a imagem do gestor aqui, em terras fluminenses.

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Nem a morte livra o gonçalense do sofrimento https://simsaogoncalo.com.br/nem-a-morte-livra-o-goncalense-do-sofrimento/ https://simsaogoncalo.com.br/nem-a-morte-livra-o-goncalense-do-sofrimento/#respond Wed, 27 Jun 2018 10:20:29 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6672 O morador da cidade de São Gonçalo, em geral, leva uma vida difícil. As condições da maternidade pública são as mesmas de qualquer unidade de saúde pública brasileira, ruins. Quase não existe incentivo à educação durante a infância e a adolescência. A juventude é vivida sem propósito nas ruas, ameaçada pelo crime e pelas drogas. E […]

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O morador da cidade de São Gonçalo, em geral, leva uma vida difícil. As condições da maternidade pública são as mesmas de qualquer unidade de saúde pública brasileira, ruins. Quase não existe incentivo à educação durante a infância e a adolescência. A juventude é vivida sem propósito nas ruas, ameaçada pelo crime e pelas drogas. E o restante da vida é marcado por instabilidade profissional e dificuldades financeiras.

Quando a morte chega, o sofrimento continua, não há descanso. O gonçalense leva até 5 dias pra ser enterrado em um cemitério abandonado, tomado pelo mato e pelo lixo, em covas tão rasas que frequentemente os restos mortais de outras pessoas estão expostos ao lado. Caso queira condições fúnebres melhores, a família do falecido, tão pobre quanto ele, precisa gastar suas economias pagando propina.

De acordo com a denúncia de uma ex-funcionária da Prefeitura que coordenava os cemitérios municipais e inúmeros relatos nas redes sociais, denúncia que motivou uma audiência pública na Câmara Municipal, quanto maior o desespero e a urgência para enterrar um parente ou amigo, mais caro será o suborno pago à funerária, ou a algum intermediário do Governo Nanci, e depois repassado à Prefeitura. A propina para agilizar um enterro ficaria entre R$ 1 mil e R$ 3 mil. Algo cruel até para os padrões de corrupção e criminalidade de São Gonçalo, cidade onde a Justiça e a liberdade de imprensa já sofreram ataques de bandidos.

Requerida pelo vereador Sandro Almeida, a audiência pública resultou em tentativa de abertura de CPI que só não foi possível porque os vereadores Professor Galo (PPS), Natan (PSB) e Cacau (PRTB) assinaram o documento de abertura e depois retiraram suas assinaturas (Jornal Extra).

Vereadores indecisos a respeito da função para a qual foram eleitos fazem parte da origem do sofrimento gonçalense. Diante de uma denúncia grave levada à Câmara e à imprensa, e da situação calamitosa vista nos cemitérios, nada mais racional do que instaurar uma comissão parlamentar para investigar o caso. Só 9 vereadores, de um total de 27, pensam assim.

Oficialmente a Prefeitura disse que a gestão dos quatro cemitérios municipais, São Miguel, São Gonçalo, Pacheco e Ipiíba, está se recuperando de problemas herdados dos governos anteriores, não há desvio de dinheiro e as contas do setor estão no azul. A posição da Prefeitura não encontra amparo na realidade. Há relatos de desaparecimento de ossadas. Equipes de reportagem filmaram restos mortais dentro de sacolas plásticas de supermercado, sem identificação. Após a morte, pra completar seu sofrimento, o passado do gonçalense é apagado e ele deixa de existir.

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Rua no Sacramento reflete o abandono de boa parte de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/rua-no-sacramento-esburacada-sg/ https://simsaogoncalo.com.br/rua-no-sacramento-esburacada-sg/#respond Thu, 21 Jun 2018 11:00:32 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6659 É uma rua no Sacramento. Mas poderia ser em qualquer outro ponto de São Gonçalo. Quando o calçamento chega, muita das vezes feito com asfalto, é aquela festa. Mas bastam chegar os meses chuvosos ou mesmo um vazamento de água para constatarmos a real qualidade do trabalho que foi feito. Pior ainda quando o sistema de […]

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É uma rua no Sacramento. Mas poderia ser em qualquer outro ponto de São Gonçalo. Quando o calçamento chega, muita das vezes feito com asfalto, é aquela festa. Mas bastam chegar os meses chuvosos ou mesmo um vazamento de água para constatarmos a real qualidade do trabalho que foi feito.

Pior ainda quando o sistema de esgoto não dá conta. Além de não conseguirmos andar nas ruas, temos que lidar com o esgoto no pé, indo ou vindo do estudo ou do trabalho.

Foto de uma rua no bairro Sacramento, em São Gonçalo, Rio de Janeiro. O chão tem um buraco com água de esgoto, deixando a rua perigosa para pedestres.
Rua no Sacramento, São Gonçalo (Foto @SG_vai_mudar)

As fotos do post foram retiradas do Twitter do grupo “São Gonçalo Vai Mudar”. Vale publicar aqui o relato do post:

Esse é o estado da rua no sacramento. isso é uma vergonha! dentro dessas poças de água têm vários buracos. já houve vários acidentes, pois como está sempre cheio de água as pessoas não conseguem ver os buracos! Isso em na rua principal, em frente ao depósito de gás.

Foto de uma rua no bairro Sacramento, em São Gonçalo, Rio de Janeiro. O chão tem um buraco com água de esgoto, deixando a rua perigosa para pedestres.
Rua no Sacramento, São Gonçalo (Foto @SG_vai_mudar)

Essas ruas refletem uma realidade típica de boa parte das prefeituras do Brasil: a falta de planejamento. De quatro em quatro anos, a produção de asfalto aumenta, por conta da prestação de contas fictícia feita nas eleições. Meses depois, a realidade crua chega à nossa porta, literalmente.

Há quatro anos atrás, em 2014, apenas 80% das estradas eram pavimentadas dignamente. E hoje, em 2018? Estradas e ruas internas das cidades poderiam ter calçamento com vida útil maior, mas cabe a nós cobrarmos o quanto pudermos para que esse cenário melhore.

Cidade Quebrada: Como será o Leste Fluminense daqui a 20 anos?

Publique no Twitter ou mande no Facebook.com vídeos e fotos sobre lugares em São Gonçalo, Niterói, Maricá, Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeira de Macacu, em todo o Leste Fluminense. Nossa ideia é documentar e reunir os problemas aqui no site do SIM São Gonçalo. #CidadeQuebrada

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Formandos de 1996 – As Realidades Gonçalenses https://simsaogoncalo.com.br/formandos-1996-realidades-goncalenses/ https://simsaogoncalo.com.br/formandos-1996-realidades-goncalenses/#respond Wed, 20 Jun 2018 22:34:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6439 A menina que tinha cheiro de pássaros casou com o menino que lia quadrinhos do Demolidor na hora do recreio, sob o pé de manga. A menina com cheiro de pássaros usava um casaco de mangas compridas maiores que sua mão, e todo mundo achava que ela se cortava ou tinha alguma queimadura, mas ninguém […]

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A menina que tinha cheiro de pássaros casou com o menino que lia quadrinhos do Demolidor na hora do recreio, sob o pé de manga. A menina com cheiro de pássaros usava um casaco de mangas compridas maiores que sua mão, e todo mundo achava que ela se cortava ou tinha alguma queimadura, mas ninguém nunca pode ter certeza porque ela usava aquele casaco azul de listras mesmo quando estava calor. O menino que lia os quadrinhos do Demolidor debaixo do pé de manga apanhava de vez em quando por não interagir com as outras crianças, até que um dia ele pegou um bastão e foi na direção do gordo e deu uma pancada em seu joelho que o fez cair no chão da quadra de terra. Não era nenhum super-herói, o menino que lia quadrinhos do Demolidor, e o gordo levantou e o fez comer a própria cueca.

O gordo foi trabalhar na oficina do pai e nunca se casou. Em suas unhas roídas quase no sabugo a graxa parecia tatuada pra nunca mais sair. Poucos além de mim foram falar com ele, e pude perceber um sorriso humilde que eu nem sequer imaginara existir, ele geralmente exibia todos os dentes da boca quando batia nos meninos menores – inclusive quando fez o menino que lia Demolidor engolir sua própria cueca, ou quando quebrou o relógio novo da garota crente.

A garota crente levou seus três filhos mas nenhum dos maridos. O menino que tinha bigode aos 13 anos agora ostentava uma taturana em cima do lábio superior – em contraste com seus esparsos cabelos encanecidos – e conversava alegremente perto da mesa de frios com a garota que tinha uma perna menor do que a outra. Duas das três tchotchomeris conversavam com os rapazes do futebol – a outra havia morrido de câncer ainda na faculdade. Só andavam juntas, iam aos bailes juntas e escutavam funk (“tchotchomeri”, naquele tempo). Passaram no vestibular e cursaram direito juntas. O craque do futebol trabalhava em uma loja de materiais de construção, e o goleiro que ficara invicto durante todo intercolegial de 95 até tomar o gol da final agora fazia bicos como eletricista.

Eu, que nunca fora bonita, popular ou inteligente, circulava por todos os grupos com desenvoltura. Tive que vender os doces que minha mãe fazia no último ano de segundo grau e acabei tendo uma boa relação com todos, todos aqueles adultos em fase de formação e que achavam que os problemas da adolescência durariam pra sempre. Naquele pátio de terra da escola estadual, moldávamos a ferro e fogo social as nossas personalidades, nunca imaginando os anos que ainda teríamos pela frente, ou que a vida era tão mais dura. Os rapazes da banda bebendo o velho licor de menta no canto, a filha da inspetora com suas bijuterias vistosas dando mole para o professor de Geografia (que ainda usava barba de revolucionário, apesar do cabelo parecer ter fugido pra Cuba), o CDF solitário que continuava no canto lendo alguma coisa – desta vez, e-mails no celular.

Olhava a todos, e só conseguia pensar no amor que sentia por aquelas pessoas, que participaram de minha vida em um momento tão importante e que haviam se perdido por esse mundão de Deus, agora todos reunidos sob o mesmo teto, sob as mesmas brincadeiras antiquadas que nos faziam sentir em casa. Até que Reginaldo me chamou na mesa de frios com um sorriso aquecido, e eu esqueci todos os devaneios e lembrei apenas daquele primeiro beijo sob a mangueira, quando o menino que lia quadrinhos do Demolidor faltara porque estava doente.

Ilustração: Paulo Rodrigues (@ilustrepaulo)

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Razões para acreditar em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/razoes-para-acreditar-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/razoes-para-acreditar-em-sao-goncalo/#respond Fri, 15 Jun 2018 10:59:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6653 Problemas graves afetam o município de São Gonçalo. A pobreza é o maior deles. O percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até meio salário mínimo é de 34,5% (IBGE). Há tantas outras deficiências que gonçalenses decepcionados e revoltados gritam nas redes sociais que sua cidade está condenada ao fracasso. Contestando a […]

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Problemas graves afetam o município de São Gonçalo. A pobreza é o maior deles. O percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até meio salário mínimo é de 34,5% (IBGE). Há tantas outras deficiências que gonçalenses decepcionados e revoltados gritam nas redes sociais que sua cidade está condenada ao fracasso. Contestando a realidade e criando soluções, mesmo pequenas, essas pessoas são a primeira razão para acreditar em São Gonçalo com dias melhores.

A revolta e a decepção são sentimentos de transformação universais. Além disso, qualquer cidade é complexa demais pra ser considerada eternamente fracassada. A vida não para. Se a indiferença desanima parte da segunda maior população do Estado do Rio de Janeiro, boa parcela se esforça diariamente para realizar seus sonhos no município, como professores, artistas e empreendedores.

Para acreditar em São Gonçalo, precisamos conversar com as pessoas na rua, abandonar o próprio mundo, conhecer a coragem daqueles que dedicam a vida ao crescimento municipal. O exemplo deles é inspirador.

Eu resolvi pedalar do Vila Três até o Centro da cidade. Puxei assunto com um jornaleiro e ele me disse que São Gonçalo é boa. E que pra melhorar basta colocar fiscalização séria nas ruas contra a desordem urbana e criar turmas de varrição noturna. Uma menina de 12 anos do Vila Três está chateada com a sujeira que vê na Rua da Feira, no caminho para a escola. A solução que ela propôs também é simples: a Prefeitura cuidar da cidade. Meu último entrevistado foi um menino de 7 anos de idade. Ele disse que a cidade não é boa porque é ruim, e que não tem como melhorar porque ela é horrorosa. Muitos gonçalenses adultos são tão limitados quanto ele quando refletem sobre a própria cidade.

Do Centro fui à Praça do Rodo, ali do lado. Curiosamente ela estava sendo preparada para um evento de empreendedorismo numa parceria da Prefeitura com o SEBRAE. Iniciativa ótima para uma cidade que empreende em qualquer canto, calçada e buraco. Negócios criados por pequenos empreendedores são os principais geradores de emprego no mundo inteiro.

Em momentos de crise social, como essa que São Gonçalo atravessa, os jovens renovam as esperanças do bairro, da cidade e do país. São Gonçalo tem juventude politicamente ativa. Conta com oferta de educação gratuita, danças, lutas, cooperativas de reciclagem e dezenas de iniciativas que não faço ideia. Para cada problema, um projeto em funcionamento para combatê-lo.

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Pequenos detalhes https://simsaogoncalo.com.br/pequenos-detalhes/ https://simsaogoncalo.com.br/pequenos-detalhes/#respond Mon, 11 Jun 2018 21:44:43 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6443 Um grande amor é formado por uma vasta colheita de pequenos detalhes. Você salvou a minha vida pelo menos duas vezes – aquela em que a gente passou no meio do tiroteio e você deu a ré no carro do teu pai pra fugir foi uma delas – mas são os passos mínimos do balé […]

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Um grande amor é formado por uma vasta colheita de pequenos detalhes. Você salvou a minha vida pelo menos duas vezes – aquela em que a gente passou no meio do tiroteio e você deu a ré no carro do teu pai pra fugir foi uma delas – mas são os passos mínimos do balé da convivência que me fazem falta.

Você não largava a toalha na cama, mas a deixava pendurada na porta de qualquer jeito, toda amarfanhada, e ela continuava molhada do mesmo jeito. Mas você também tinha a mania de esticar a passadeira da cozinha porque tinha medo de que eu caísse. “Vocês parecem que têm o pé de enceradeira”, toda vez, e eu ria, tentando imaginar o que seria um pé de enceradeira. Você fazia café pra mim, o melhor café que eu já tomei em toda a minha vida. Eu sentada no sofá, mexendo no celular, e você vindo com aquela caneca do nosso enxoval – aquela branca, com uma rachadura visível e que você não deixava eu jogar fora – e o café fumegando (“não pode deixar a água ferver senão cozinha o pó”; cheio de métodos, o seu pequeno mundo caótico). E agora, que você se foi, quem vai fazer café pra mim?

Sua voz se levantava uma oitava quando falávamos de amor. Você franzia o nariz sem perceber, e fazia uma cara de menino envergonhado que você deve ter feito no primeiro amor. Eu só especulava tal evento, claro, sem o menor ciúme dessa menina, porque tenho certeza de que ela não percebeu, e nem você. Mas eu achava bonitinho quando você queria pedir alguma coisa, e encostava a testa na minha, olhava e falava baixo. Eu ouvia, ouvi todas as vezes, mas perguntava “o quê?” só pra você repetir novamente – às vezes mais de uma vez, porque gostava também do tom de sua voz quando se exasperava de leve (não brigando, essa melodia nunca me agradou). Eu conhecia cada nota, cada escala que sua voz solfejava na vida e as lia como partituras em braile. E não pude ouvir o seu compasso final.

Você ria das piadas da TV, de pessoas se estuporando nas tardes de domingo por tentarem coisas idiotas enquanto o Faustão desfilava seus bordões rotos. Nomeava cada cinema que São Gonçalo já teve (“Aqui em Santa Catarina era o Cine Floresta!”) toda vez que passava por um, apenas para dizer “esta cidade já teve onze cinemas de rua”, e sempre terminava falando do cinema da Venda da Cruz e sua sessão dupla de sexo e caratê. Dessa vez eu não ria apenas para te agradar, eu realmente achava engraçado os nomes dos filmes e suas combinações (“Era ‘Operação Dragão´ em letras maiores e ‘Minha cabrita, minha tara’ embaixo, dá pra acreditar?”, e eu ria e ria dentro do carro). Do que eu vou rir agora?

Os risos, as falas, as falhas, a coreografia cotidiana da rotina em que rodávamos no salão da vida, olhando para a orquestra a esperar a próxima música e não percebíamos os sublimes movimentos que fazíamos na pista lotada. Os gigantescos detalhes mínimos que constroem um amor tão bonito como o nosso, e que nos envolvia de forma tão aconchegante quanto um edredom velho – como aquele, do mesmo enxoval que a xícara rachada.

E agora, sem você aqui, a realidade é uma colcha esburacada, com a qual tento me cobrir para me proteger de todo frio do mundo.

Ilustração: Paulo Rodrigues (@ilustrepaulo)

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São Gonçalo tem jeito? Depende de quem a vê https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-tem-jeito-depende/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-tem-jeito-depende/#comments Mon, 04 Jun 2018 14:15:54 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6613 O Brasil é um país com três capitais distintas. São Paulo, a financeira. Brasília, a administrativa. E o Rio de Janeiro, a cultural. São Gonçalo, bem como todas as outras cidades ao redor da Baía de Guanabara, sofre dessa dualidade de efeitos benéficos e maléficos pela proximidade com a polêmica capital fluminense. Diferente das cidades da […]

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O Brasil é um país com três capitais distintas. São Paulo, a financeira. Brasília, a administrativa. E o Rio de Janeiro, a cultural. São Gonçalo, bem como todas as outras cidades ao redor da Baía de Guanabara, sofre dessa dualidade de efeitos benéficos e maléficos pela proximidade com a polêmica capital fluminense.

Diferente das cidades da baixada, pouco desenvolvidas há uns 100 anos atrás, São Gonçalo era o oposto. A tal “Manchester Fluminense” se desenvolveu e caiu na mesma velocidade. Por este motivo, é possível afirmar que vivemos a decadência, enquanto a baixada a ascendência. Sendo que, atualmente, nem no mesmo nível estamos mais, visto que eles tendem a crescer ainda mais regionalmente.

E numa trajetória descendente, o que nos faria encontrar novamente o caminho de um desenvolvimento relevante e sustentável?

O que faria essa cidade ter jeito?

A resposta é uma só: pessoas. Especialmente aquelas que São Gonçalo expulsa de si.

Longe de mim acreditar que a cidade faz isso de propósito. Não faz! Pelo contrário. Nos momentos mais dolorosos, é o primeiro refúgio de todos os “expatriados” desse nosso país.

É consenso entre muitas pessoas que já foram da cidade que, por mais problemas que tenhamos, as boas memórias são as que ficam. E a cada vez que rodamos o mundo, são as mesmas lembranças que nos fazem a olhar para este território ao lado Leste da Baía de Guanabara com esperança.

Porém, há um outro tipo de pessoa que impede que novas visões de mundo cheguem até aqui. São os “nacionalistas”. Eles acreditam que toda a solução de São Gonçalo mora nela. Alguns até dizem inspirar-se em paulistas e cariocas para pensar assim.

Porém, o exemplo principal das duas maiores cidades brasileiras é completamente diferente: enquanto elas atraem os cérebros e mão de obra qualificada, os nacionalistas gonçalenses, os repelem. Até o atual prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, é gonçalense.

Estamos tão perto do maior cartão postal da América Latina, próximos ao Galeão que nos conecta a diversos aeroportos com vôos diretos para diversos pontos do mundo, mas quando cruzamos o Rio Bomba, parece que nada mudou.

Ainda sim, São Gonçalo tem jeito?

Se começarmos a entender nossas potencialidades, fazendo parcerias com todos os territórios ao redor, rechaçando esse bairrismo triste das mentes sem futuro, talvez tenhamos jeito sim.

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Moça bonita não paga – a mais bela do Clélia Nanci https://simsaogoncalo.com.br/moca-bonita-nao-paga/ https://simsaogoncalo.com.br/moca-bonita-nao-paga/#respond Tue, 29 May 2018 20:07:40 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6446 Andressa era a menina mais bonita do Clélia Nanci. Destoava em meio a tantas outras, de todas as formas e tamanhos: tinha os cabelos loiro-acobreados, como ouro velho, sempre no volume e tamanho certos. Na minha cabeça Andressa devia dormir em pé, dava sete e meia da manhã e ela já estava toda linda na […]

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Andressa era a menina mais bonita do Clélia Nanci. Destoava em meio a tantas outras, de todas as formas e tamanhos: tinha os cabelos loiro-acobreados, como ouro velho, sempre no volume e tamanho certos. Na minha cabeça Andressa devia dormir em pé, dava sete e meia da manhã e ela já estava toda linda na escola, com aquele cabelo liso escorrido armado, que ódio. Andressa era branca, lábios rosados e olhos azuis, toda diferente de todos nós, mestiçados e selvagens. Ninguém entendia muito bem o que Andressa fazia ali no meio da gente, alguém uma vez me disse que o pai dela tinha perdido muito dinheiro no Plano Collor, foram muito ricos e agora estavam exilados na Brasilândia. Na minha cabeça eu não via nada demais naquilo, moro aqui desde que nasci, mas dizem que pobre se acostuma a ficar rico rápido, porém o contrário é mais difícil – e deve ser mesmo.

Ela ficou mocinha antes de todas nós. Não demorou Andressa já tinha peito e quadril, o que começou a atrair principalmente meninos mais velhos das séries acima da nossa. Nos encontros do EAC ela brilhava, todos os rapazes babavam por Andressa, enquanto nós ficávamos relegadas às dinâmicas de grupo e sonhos de consumo distantes.

Encontrei Andressa outro dia, atravessando a rua em frente à prefeitura. Tantos anos se passaram, e ela continua linda, impossível de passar despercebida aos olhares masculinos. O mesmo cabelo, o mesmo sorriso, o mesmo corpo espetacular. Era final do dia, uma quinta-feira, e – por que não? – chamei Andressa para compartilhar um chopp no Rodobier. “Mas hoje é quinta-feira!”, ela ainda disse. E o que tem? Sexta-feira é dia de azaração, gosto de beber um dia antes, quando eu posso relaxar da semana e contemplar as pessoas sem ser importunada com olhares gulosos e telefones em guardanapos sujos.

“Eu nunca encontrei o amor”, foi uma das primeiras coisas que disse, assim que chegou o chopp. Quando uma pessoa lança um assunto com este grau de nada a ver dentro do papo, eu a deixo falar. O assunto pode parecer alheio, mas se a informação incoerente brota de inopinado, é porque ela pensa muito nisso e não tem ninguém com quem compartilhar.

E ela falou.

Contou-me que passara por três casamentos complicados nesses anos, tempestuosos e breves. Dois deles envolveram algum tipo de violência, e o primeiro lhe deixara um filho, que morava com o pai no exterior. Entre umas tulipas e outras, confidenciou: “Acho que nunca nenhum deles me amou de verdade. Quando conheciam quem realmente sou, o casamento acabava.”

Eu bebericava e murmurava “ahn hans” e “que issos”. Eu e meu marido (ex-marido, mas isso não vem ao caso) nos conhecemos bem antes de nos casarmos – e por isso casamos, inclusive. Ele não amou o que eu apresentava para o exterior, mas sim o que eu ofereci só a ele, e só ele conheceu. Mas não podia falar isso, de maneira alguma. Eu tinha à minha frente a menina mais bonita da escola, que esnobava a todos e jogava em nossas caras a nossa insignificância no quadro geral da ditadura da beleza estabelecida pela mídia. Eu devia até sentir um certo júbilo, ao ver o produto mais bonito da vitrine havia sido devolvido tantas vezes, mas não consegui. No lugar disso, uma queimação como uma azia se formava dentro de mim, um enjoo ao contrário ao qual eu não estava acostumada.

Mais algumas tulipas – entremeadas por uma carne frita em tiras e cebola – ela disse, já com a boca mole: “Eu sei que vocês todas me invejavam na escola, Damiana. Mas deixa eu te falar uma coisa: a beleza é um fardo.”

Eu ia falar que ser feio era pior, apenas como um chiste, mas não consegui. Só então reconheci o que eu estava sentindo. Era pena. Eu senti pena de Andressa.

Pagamos a conta e nos despedimos com o velho “vamos marcar alguma coisa”. No abraço apertado – e cheiroso – o enjoo voltou mais uma vez e eu entendi a frase dos vendedores ambulantes em uma profundidade que nem eles conhecem: “Moça bonita não paga – mas também não leva”.

Ilustração: Paulo Rodrigues (@ilustrepaulo)

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Dureza – a pílula azul de Bernardo da Trindade https://simsaogoncalo.com.br/dureza-pilula-azul/ https://simsaogoncalo.com.br/dureza-pilula-azul/#respond Fri, 25 May 2018 17:03:54 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6437 – Deu duro, tome um Dreher. A frase da propaganda antiga ecoava na cabeça de Bernardo, enquanto se mirava no espelho do banheiro. Parecia olhar um estranho, já que o homem no espelho envelhecera muito desde a última vez que estivera ali, com aquela mesma companhia. O homem no espelho não era ele. Há trinta […]

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– Deu duro, tome um Dreher.

A frase da propaganda antiga ecoava na cabeça de Bernardo, enquanto se mirava no espelho do banheiro. Parecia olhar um estranho, já que o homem no espelho envelhecera muito desde a última vez que estivera ali, com aquela mesma companhia. O homem no espelho não era ele.

Há trinta anos, naquele mesmo motel, dois jovens apaixonados fundiram seus corpos em um, recitando baixinho juras de amor eterno e rindo de doces amenidades. O quarto era mais modesto – as rendas de um jovem não dão direito a luxos – mas fora ali mesmo que Bernardo e Nathália haviam sido tão felizes (o motel mais perto, o que menos maltrataria o taxímetro).

– Você não vem? – a voz de Nathália passava pela porta do banheiro. Trinta anos depois, o frio na barriga, a antecipação do toque, o cheiro dilatando as narinas. Os dois haviam se casado, construído suas famílias – em separado, cada um com a sua. Encontravam-se muito ocasionalmente pela cidade, entre ônibus, filas de banco e supermercados. Enquanto Bernardo era substituído gradualmente por aquele homem no espelho, a vida esculpira Nathália com os caprichos de um ourives, engastando aqui e ali pedras de beleza em carne. Um esbarrão casual, oito palavras, doze olhares, e em menos de uma semana estavam ali. E tudo que Bernardo queria agora era um Dreher. Sua mão direita apertava uma decisão difícil, e seus punhos cerravam mais que os dentes.

Afinal, o homem no espelho não era mais um garoto. “Prefiro morrer a ficar brocha!”, dizia a seus amigos dos bares da Trindade, alardeando sempre a falsa confiança de macho latino herdada de não sei quando. A frase passara de engraçada a desafiadora e, com o tempo, foi substituída por “os dois piores momentos da vida de um homem são a primeira vez que ele não consegue dar a segunda e a segunda vez que não consegue dar a primeira!”. Risos – agora tensos – e mais uma rodada de cervejas. O sol do vigor ia se pondo vermelho no horizonte para todos, e os chistes viravam folclore.

Mas a vida era boa demais, e os interesses iam aos poucos se sobrepondo. A primeira vez da segunda chegou, a segunda vez da primeira, e a vida corria. “Nunca irei tomar nenhum remédio para ereção”, era agora o lema dos 50 anos, que ecoava mais em sua cabeça que por sobre o tira-gosto. Não se importava mais tanto com essa questão, sexo, performance, atletismo horizontal. Assumia seu poente com orgulho e altivez, e aguardava apenas o óbito final da paixão. Até aquele momento.

– Já vou, Nat! – abriu a mão, e o comprimido azul brotou no meio da palma esbranquiçada pela força. A decisão era difícil, o rosto tenso do Bernardo no espelho parecia cobrar a sua dignidade. E então relaxou, exibindo as linhas nos cantos dos lábios e sob os olhos. O homem no espelho ainda era ele, e dignidade e orgulho são penduricalhos que comprometem a aerodinâmica do amor.

A pílula azul voou para dentro de sua boca, e Bernardo saiu do banheiro para ganhar a suíte do Motel Green, onde Nathália o esperava ansiosa e tímida como a menina de 30 anos atrás.

Não sem antes trocar um olhar de cumplicidade com o espelho.

Ilustração: Paulo Rodrigues (@ilustrepaulo)

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Uma rua de Tribobó em completa destruição https://simsaogoncalo.com.br/rua-em-tribobo-destruida/ https://simsaogoncalo.com.br/rua-em-tribobo-destruida/#respond Thu, 24 May 2018 17:11:09 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6619 Mais uma rua em Tribobó entregue ao relento. E seu morador enviou via Twitter do @SG_vai_mudar a seguinte mensagem: “Gostaria de pedir que fosse novamente publicada a situação da Rua Expedicionário Francisco de Paula Moura Neto, em Tribobó. A rua fica ao lado da creche e do posto de saúde da região. A rua só […]

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Mais uma rua em Tribobó entregue ao relento. E seu morador enviou via Twitter do @SG_vai_mudar a seguinte mensagem:

“Gostaria de pedir que fosse novamente publicada a situação da Rua Expedicionário Francisco de Paula Moura Neto, em Tribobó. A rua fica ao lado da creche e do posto de saúde da região. A rua só piora. O descaso dos governantes é total… Cadê os vereadores? Cadê prefeito?”

Rua Francisco de Paula Moura Neto, em Tribobó

O mais lamentável do estado da rua em Tribobó é a péssima qualidade do calçamento implementado na rua. A camada asfáltica é tão mínima que o asfalto já esfarelou-se.

Rua Francisco de Paula Moura Neto, em Tribobó Rua Francisco de Paula Moura Neto, em Tribobó

Cidade Quebrada: Como será o Leste Fluminense daqui a 20 anos?

Publique no Twitter ou mande no Facebook.com vídeos e fotos sobre lugares em São Gonçalo, Niterói, Maricá, Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeira de Macacu, em todo o Leste Fluminense. Nossa ideia é documentar e reunir os problemas aqui no site do SIM São Gonçalo. #CidadeQuebrada

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Vereadores parecem não acompanhar a Operação Lava Jato https://simsaogoncalo.com.br/vereadores-parecem-desconhecer-lava-jato/ https://simsaogoncalo.com.br/vereadores-parecem-desconhecer-lava-jato/#comments Mon, 21 May 2018 17:46:06 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6597 Estou assistindo às sessões da Câmara de Vereadores de São Gonçalo nos últimos tempos. Em momentos de baixa arrecadação, não dá para ver São Gonçalo indo para o buraco rapidamente sem falar nada. Alguns vereadores parecem não entender nem ao menos o motivo de estarem ali. É preciso conferir o que o legislativo problemático está fazendo com cada […]

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Estou assistindo às sessões da Câmara de Vereadores de São Gonçalo nos últimos tempos. Em momentos de baixa arrecadação, não dá para ver São Gonçalo indo para o buraco rapidamente sem falar nada. Alguns vereadores parecem não entender nem ao menos o motivo de estarem ali.

É preciso conferir o que o legislativo problemático está fazendo com cada centavo que pagamos todo dia.

E depois dessa sessão aqui (link), fica a questão, será que eles sabem realmente o que é fiscalizar o executivo?

Alguns vereadores parecem não fazer ideia do que é fiscalizar

Uma das últimas polêmicas do governo José Luis Nanci é a questão das OS (Organizações Sociais), que são empresas contratadas pelo poder executivo para gerenciar os equipamentos públicos. Atualmente, a grande questão é a OS contratada para gerir a saúde.

Basicamente, a prefeitura contratou a empresa, mas não divulgou os dados. A ponto de nem mesmo os vereadores terem acesso a isso. E no momento da câmara votar um requerimento, ou seja, um pedido para ver as contas, teve vereador se negando a fazê-lo.

Um vereador em especial, disse que pedir para ver as contas do contrato é “fazer um teatro”, insinuando que não é necessário fazê-lo. E complementou dizendo que ele já fiscaliza bastante, indo aos postos de saúde para ver se há insumos e se os profissionais estão trabalhando.

Resumindo: para alguns dos geniais vereadores, ver as contas do município tanto faz. Parece que não acompanham os processos da Operação Lava Jato.

Na famosa operação da Polícia Federal, o mais importante, justamente, são as contas. Especialmente os contratos fraudulentos, onde se compra três produtos, pagando por dez. Onde se contrata uma empresa para fazer um serviço, mas pagando o valor de cinco.

E ainda tem vereador achando que fiscalizar é só ir ao postinho para ver se aqueles para quem eles arrumaram um emprego estão trabalhando bonitinho lá.

Superfaturamento, sobrepreço, esquemas de licitação? “Ah, quem quer saber disso?” Pensam alguns vereadores.

Em pleno 2018, pode anotar: quando o Governo Nanci acabar em 2020, veremos mais vereadores e outros do executivo de São Gonçalo envolvidos em Operações da Polícia Federal.

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O sonho do menino construtor https://simsaogoncalo.com.br/goncalense-futebol-clube-menino-construtor/ https://simsaogoncalo.com.br/goncalense-futebol-clube-menino-construtor/#respond Fri, 18 May 2018 15:14:16 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6592 Amanhã, 19 de maio, começa a Segunda divisão do campeonato carioca de futebol profissional. Longe do glamour de Copas, de carrões e atrizes globais, vinte times dos mais variados rincões do Estado irão se estapear em estádios de várzea pela glória do acesso à primeira divisão – e o Gonçalense é um deles. Sou um […]

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Amanhã, 19 de maio, começa a Segunda divisão do campeonato carioca de futebol profissional. Longe do glamour de Copas, de carrões e atrizes globais, vinte times dos mais variados rincões do Estado irão se estapear em estádios de várzea pela glória do acesso à primeira divisão – e o Gonçalense é um deles.

Sou um apaixonado por futebol desde que me entendo por gente. Cresci com sangue rubro-negro, gozando dos auspícios daquele escrete absurdo dos 80. Acompanho, vejo, vibro, choro e fico puto. Copa? Quero ver todos os jogos, desde clássicos como Inglaterra e Alemanha (que clássico!) até Togo x Sérvia. Futebol é muito mais do que apenas futebol – mas nem é disso que queria falar.

Preciso confessar que o 7 x1 acabou comigo. Eu achava que entendia – pelo menos um pouco – de futebol, e me vi atônito assistindo ao massacre alemão. Ora, 7×1 é um placar dilatado até em peladas infantis, em uma Copa do Mundo, entre seleções gigantes, é uma aberração. Fiquei desolado com o futebol, sem nenhum sinal daquela paixão toda de outrora. Até que veio o Gonçalense, a Segundona, e eu me encantei novamente.

Eu já disse em vários de meus textos que esta cidade é um cemitério de sonhos. Um município de proporções consideráveis, com mais de um milhão de habitantes, e o signo da derrota cravado em seu DNA. Quantos já não tentaram e fracassaram? Muitos pedem cidadania no município vizinho, outros desistem, mas a verdade é que é muito difícil vencer em São Gonçalo. Você pode vencer APESAR de São Gonçalo, mas vencer EM São Gonçalo é para os raros.

E convenhamos: o futebol do Rio é fraco. Senhores – e senhoras, por que não? – nosso ufanismo é meRmo contagiante, mas a verdade (como se ela fosse minha) é que a representatividade nacional de nosso Estado é pífia. Nos últimos anos chegamos a ter menos times na primeira divisão do que Santa Catarina. Nada pessoal contra os barrigas-verdes, inclusive meus parentes por matrimônio que lá habitam, mas carregamos o peso da História e não estamos fazendo por onde merecê-lo. Solução? Não, não vejo. Mas que possamos tomar como exemplo o futebol de São Paulo, com times do interior fortalecidos. São Gonçalo e Niterói sempre forneceram craques para os grandes times, e nunca tiveram um time que abraçasse essa vocação e esses jovens, espalhados por nossos campinhos de pelada e quadras de colégio. Até pouco tempo.

Até um menino construtor sonhar alto, e decidir fazer um time na cidade. Dono de uma empresa de construção civil, Joacir decidiu um dia que deveria e poderia devolver a esta cidade tudo o que ela lhe proporcionou. Depois de uma passagem frustrada por outro time de São Gonçalo (criado com outras ambições), ele funda o Gonçalense Futebol Clube. O Tricolor Metropolitano, o time que já nasce com um milhão de torcedores. Às próprias expensas, inicia a construção de um estádio e um time em 2014, já campeão da Terceira Divisão, em cima justamente de seu maior rival (eu estava lá – mas um dia eu conto essa emoção). Em 2015, faz bonito na Segundona do Carioca, batendo adversários centenários e colocando São Gonçalo no mapa. Mas como em toda jornada do herói, nosso escrete sofre um forte revés.

A crise do setor de Construção Civil atinge com vontade, e se alia de forma nefanda ao descaso do Poder Público, que se recusa a validar a construção do estádio. Um projeto lindo, uma arena com capacidade para 40 mil pessoas, às margens da Niterói-Manilha (inclusive se tornando opção para os times de grande investimento), gorado no ninho pela inabilidade de nossos governantes. Não, não era dinheiro que o Gonçalense queria, o dinheiro vem todo do bolso da família Thomaz, do sonho daquele menino construtor, que gostava de futebol e queria ver sua cidade ter um time de expressão. Laudos, autorizações, endossos municipais Parecia que mais um sonho engrossaria as estatísticas em nossa cidade onirocida.

Mas peraí. Sábado agora começa a Segundona, e o Gonçalense estreia contra o Barcelona, lá no Los Larios. De time reformulado, O técnico Thiago Thomaz conta com novas caras e velhos amigos para o início de mais uma jornada. Nesta cidade de mais de um milhão de habitantes, é quase uma obrigação a todos que gostam de futebol apoiar. Torcer, ir aos jogos (eu vou!), participar do dia a dia do clube. Porque não podemos deixar mais este sonho morrer, não é só o Joacir, o Thiago e o Rodrigo Santos: somos todos nós.

PS.: Eu fiz um hino para o Gonçalense. Bom, pode não se nunca o hino do Gonçalense Futebol Clube, mas é o MEU hino para o escrete. Com amor.

Hino do Gonçalense Futebol Clube
(Rodrigo Santos)

Do sonho do menino construtor
Nasceu o mais novo amor dessa cidade
Seus guerreiros são forjados no calor
Tua conquista é a nossa felicidade

Com as bênçãos do Santo Violeiro
E a paixão da Manchester fluminense
A coragem estampada em seu manto
Estamos juntos, meu eterno Gonçalense!

Escrevendo a nova história da cidade
Vem demonstrar, no gramado, o seu valor
Com força de um milhão de apaixonados
Entra em campo o mais novo tricolor!

(refrão)
Do sonho à glória
Que bela a tua história
Ao teu lado quando perde e quando vences
Tricolor Metropolitano
Campeão de mais um ano
Tu representas a coragem, Gonçalense!

PS2: O time agora tem projeto de sócio-torcedor, vai lá! Junte-se a nós!

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Moção de aprausos para os vereador tudo ganhando 15 mil sem pobrema https://simsaogoncalo.com.br/mocao-de-aprausos-para-os-vereador/ https://simsaogoncalo.com.br/mocao-de-aprausos-para-os-vereador/#comments Fri, 18 May 2018 14:35:37 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6582 Sabemos que a educação de nosso povo é deficiente. E é uma tristeza ver que isso segrega a população brasileira em castas tão distintas. Entretanto, o nosso povo humilde, apesar da pouca instrução, merece que seus eleitos se esforcem num melhoramento educacional após chegarem ao poder. Mas não é o que acontece. Um caso claro […]

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Sabemos que a educação de nosso povo é deficiente. E é uma tristeza ver que isso segrega a população brasileira em castas tão distintas. Entretanto, o nosso povo humilde, apesar da pouca instrução, merece que seus eleitos se esforcem num melhoramento educacional após chegarem ao poder. Mas não é o que acontece. Um caso claro e incômodo é o legislativo gonçalense.

Diferente da maioria do povo, que ganha apenas 1 salário mínimo para trabalhar durante 8 horas por dia (quando há emprego), sem falar do tempo perdido no péssimo transporte, nossos vereadores ganham 15 mil reais e tem bastante tempo ocioso em sessões inócuas. Sem falar naqueles que nem sempre comparecem às sessões. Apesar dessas facilidades, insistem em não aprender o básico da língua portuguesa. Resultado: as sessões da câmara são um show de horrores linguísticos, recheado de ‘pobremas’ e ‘pubricações’ para todos os lados.

Moção de aprausos pros vereador tudo

Se alguns desses vereadores (ou postulantes ao cargo) conseguissem ler este texto por completo, certamente iriam usar sua “origem popular” para justificar a quantidade de erros linguísticos e dificuldades de formular ideias concisas. Mas essa conversa é velha em 2018. Afinal, esse argumento clássico já foi usado até por por ex-presidente, que falava errado em público para se aproximar de seus eleitores, insistindo na pauta que ele era assim porque “é do povo”.

Para mim, aliás, isso é um deboche, um desrespeito com as pessoas, além de ser um preconceito achar que todas as pessoas ao serem “do povo, ou seja, pobres, falem da forma A ou B. Aliás, conheço muita gente pobre que fala melhor que 50% da Câmara de Vereadores de São Gonçalo.

Com o tempo que se tem e o dinheiro que se ganha – repetindo: são 15 mil reais mensais – é inadmissível que não se invista em uma fonoaudióloga, professora de português ou outra profissional que os ajudem a falar melhor. Se as ferramentas mais usadas no legislativo são a fala e a escrita (se é que alguns sabem escrever), porque não melhorar sua ferramenta de trabalho?

No mercado de trabalho formal, seríamos demitidos.

Certamente, as pessoas que os elegeram não se incomodariam com a melhora na pronúncia de nossa língua. Se esforçar em falar melhor não prejudica. Na verdade, só elevaria a autoestima gonçalense, tão em baixa nos últimos tempos.

Falar errado num cargo eletivo é um desrespeito com a população

Se fôssemos um município do interior brasileiro, distante das principais capitais do Brasil, até entenderíamos a falta de acesso à educação. Mas não! Somos parte da 3ª megalópole da América Latina. Ainda sim, damos espaço a isso.

Logicamente, os poucos vereadores que tem qualificação logo são apontados como futuros prefeitos ou postulantes a cargos melhores. São flores no deserto que, vez ou outra, nem ao mesmo conseguem entender o que seus colegas estão falando, dada a dificuldade destes em se expressarem.

Para estes vereadores de melhor nível, é notável a paciência que eles têm ao se manterem ali. A câmara legislativa de São Gonçalo é um purgatório para os melhores quadros da política regional.

Dentre as várias discussões que acontecem, poucas se aproximam de projetos efetivos. Nos resta pedir aos mesmos que respeitem a cidade, trabalhando também em seu próprio melhoramento fonético e intelectual. Afinal, ganhar mais que 99% da população de seu Estado não é algo trivial. Muito menos brincadeira.

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Falta de educação faz pequenos lixões nas calçadas do Porto da Pedra https://simsaogoncalo.com.br/falta-de-educacao-pequenos-lixoes/ https://simsaogoncalo.com.br/falta-de-educacao-pequenos-lixoes/#respond Fri, 18 May 2018 14:12:00 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6586 A Rua Abílio José de Matos é a entrada do Porto da Pedra. As calçadas já não são muito largas e, infelizmente, o povo ainda completa a imundice jogando mais lixo na rua, obstruindo a passagem dos pedestres. Ficamos sem calçada por conta da falta de educação e de respeito ao próximo. Este ponto fotografado […]

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A Rua Abílio José de Matos é a entrada do Porto da Pedra. As calçadas já não são muito largas e, infelizmente, o povo ainda completa a imundice jogando mais lixo na rua, obstruindo a passagem dos pedestres. Ficamos sem calçada por conta da falta de educação e de respeito ao próximo. Este ponto fotografado fica pertinho da Pizzaria Roger e de outros comércios na região. via @JackmanDias

Cidade Quebrada: Como será o Leste Fluminense daqui a 20 anos?

Publique no Twitter ou mande no Facebook.com vídeos e fotos sobre lugares em São Gonçalo, Niterói, Maricá, Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeira de Macacu, em todo o Leste Fluminense. Nossa ideia é documentar e reunir os problemas aqui no site do SIM São Gonçalo. #CidadeQuebrada

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Ônibus da linha Fazenda vs Apollo III rodando em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/onibus-da-linha-fazenda-vs-apollo-iii-rodando-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/onibus-da-linha-fazenda-vs-apollo-iii-rodando-em-sao-goncalo/#respond Thu, 17 May 2018 20:13:29 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6575 “Esse é o estado dos ônibus em São Gonçalo. Pagando R$3,95 pra andar num carro totalmente sem manutenção, que inclusive quebrou o elevador de cadeirantes no meio da viagem. Sem condições. Linha Fazenda x Apollo III” Esse relato foi publicado por Titi 🌹@ruhfilnas, no Twitter. Confira o vídeo: Cidade Quebrada: Como será o Leste Fluminense […]

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“Esse é o estado dos ônibus em São Gonçalo. Pagando R$3,95 pra andar num carro totalmente sem manutenção, que inclusive quebrou o elevador de cadeirantes no meio da viagem. Sem condições. Linha Fazenda x Apollo III”

Esse relato foi publicado por Titi 🌹@ruhfilnas, no Twitter.

Confira o vídeo:

Cidade Quebrada: Como será o Leste Fluminense daqui a 20 anos?

Publique no Twitter ou mande no Facebook.com vídeos e fotos sobre lugares em São Gonçalo, Niterói, Maricá, Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeira de Macacu, em todo o Leste Fluminense. Nossa ideia é documentar e reunir os problemas aqui no site do SIM São Gonçalo.

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Por três vezes https://simsaogoncalo.com.br/por-tres-vezes/ https://simsaogoncalo.com.br/por-tres-vezes/#respond Wed, 16 May 2018 17:33:16 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6441 Na primeira vez eu tinha catorze anos. Veja bem, catorze anos não é uma idade, é um evento longo que dura pelo menos uns mil dias. Na cômoda do teu quarto ainda tem um ou dois bonequinhos articulados, ao lado de um perfume da Boticário e de uma lâmina de barbear que seu tio engraçadinho […]

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Na primeira vez eu tinha catorze anos. Veja bem, catorze anos não é uma idade, é um evento longo que dura pelo menos uns mil dias. Na cômoda do teu quarto ainda tem um ou dois bonequinhos articulados, ao lado de um perfume da Boticário e de uma lâmina de barbear que seu tio engraçadinho te deu e que não verá qualquer tipo de pelo ainda por um bom tempo. Gibis da Marvel e revistas de videogame compartilham sorrateiramente o espaço com revistas de mulheres nuas (não tinha internet, o mundo era mais duro àquela época), e você ainda sonha com a textura de um mamilo sob o tecido sintético do sutiã – bom, acho que já deu pra entender.

Ela era bonitinha, até. Mais baixa do que eu (o que não era demérito, eu sempre fui um pouco mais alto do que deveria), cabelos pretos, vestidinho de alcinhas. A festa era no playground do prédio do tio engraçadinho e como não me foi dada a opção de ficar em casa e jogar bola na rua, cruzei a Avenida da Contorno pra lá, para festinha de meu primo pequeno em Icaraí, com a família. Coloquei uma roupa mais “homenzinho” (meu pai me levara na Impecável Maré Mansa, e agora eu tinha camisa de botão e sapato), e fiquei surpreso ao ver que a festa não era só crianças remelentas correndo como loucas para lá e para cá, tinha uma menina de minha idade. Irmã de algum daqueles pirralhos, estava enfadada girando o refrigerante no copo de plástico como se fosse scotch. “Você não quer brincar também?”, perguntei sarcasticamente (deve ter sido deboche ainda, sarcasmo requer treino) e me sentei ao lado dela. De camisa de botão, sapato e cinto, eu me sentia um imberbe Humphrey Bogart.

Ela apenas riu, e eu não quis dar espaço. Disse-lhe meu nome, e arranquei-lhe o dela. E só. Para não ficar o silêncio constrangedor, emendei um comentário tolo e genérico.

– Criança é bicho estranho, não é? Correndo e gritando o tempo inteiro, só para pra comer.

– É, parece que veio tudo de São Gonçalo, essas crianças mal educadas.

Gelei. E agora foi ela que não deu espaço.

– Você é de onde?

– Moro no Rio.

Eu não podia, não devia, não queria falar que era de São Gonçalo. Engraçado que agora, olhando no retrovisor – onde tudo é menor –  eu nem creio que isso seria empecilho para aqueles beijos furtivos na escada do prédio dela, mas na hora achei que seria minha sentença de derrota, ou de morte, e neguei São Gonçalo pela primeira vez.

Na segunda vez eu era adulto, e nem dei importância. “Onde você mora lá no Rio?”, disse a morena em Olinda, com saias de frevo e os dentes mais brancos que já vi. “Moro na Tijuca”, e foda-se. Dessa vez nem foi vergonha, ia dar trabalho mesmo pra explicar em pleno carnaval onde ficava o subúrbio do subúrbio.

Agora, a menina que parece com a Patrícia França em Renascer (minhas referências são tão velhas quanto eu) volta do toilette desse bar cheio de frescuras que a turma do escritório escalou para o happy hour, e eu tenho certeza de que ela vai perguntar. Já concordamos que precisamos ir para algum lugar mais tranquilo onde possamos conversar (balela, senha compartilhada entre adultos que querem se conhecer melhor – biblicamente, inclusive e inclusivo), e eu sei que ela vai perguntar.

E antes do galo cantar, eu negarei São Gonçalo mais uma vez.

Ilustração: Paulo Rodrigues (@ilustrepaulo)

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Os bairros gonçalenses têm cor https://simsaogoncalo.com.br/os-bairros-goncalenses-tem-cor/ https://simsaogoncalo.com.br/os-bairros-goncalenses-tem-cor/#comments Sat, 12 May 2018 11:56:48 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6568 Não é preciso se esforçar pra perceber. Os 91 bairros oficiais de São Gonçalo podem ser agrupados em três cores que refletem a história e as características de cada um. No Arsenal, Laranjal, Coelho e Raul Veiga, uma cor predomina nos muros das casas e dos estabelecimentos comerciais, nas ruas, asfaltadas ou não, nos postes […]

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Não é preciso se esforçar pra perceber. Os 91 bairros oficiais de São Gonçalo podem ser agrupados em três cores que refletem a história e as características de cada um.

No Arsenal, Laranjal, Coelho e Raul Veiga, uma cor predomina nos muros das casas e dos estabelecimentos comerciais, nas ruas, asfaltadas ou não, nos postes de luz e nas árvores. As árvores perdem o verde e assumem a cor bege, amarelada, a cor da areia do mar. São bairros sem varrição da Prefeitura e de infraestrutura muito atrasada. Quando venta, a areia voa da sarjeta e arranha os olhos.

Acontece diferente nos bairros gonçalenses antigos, com maior oferta de serviços, asfalto e água encanada. São Gonçalo é cinza no Porto Velho, Neves, Centro e Gradim. Cinza da poluição do escapamento dos veículos. Das fachadas comerciais do início do século 20 há décadas sem pintar. Cinza das pichações nos muros, do tédio e da angústia de uma cidade onde poucos aproveitam sua oferta cultural.

A cor verde vence a areia do descaso e o cinza da sujeira em raríssimos bairros como Santa Isabel e Monjolos. Bairros com fazendas, sítios, plantações e gado, uma zona rural convidativa e agradável pra caminhar. Parece que saímos de São Gonçalo quando estamos dentro deles. O ar refresca as narinas, os pulmões e a alma. Dá vontade de deitar na grama e dormir.

Cada regra conta com suas exceções e para a minha teoria não seria diferente. Em cada bairro gonçalense o lixo nas ruas salpica um colorido além das três cores básicas, mas nada se compara com Alcântara. As lixeiras transbordando, os sacos plásticos, os copos e as embalagens espalhados no chão conseguem superar o cinza do bairro e deixá-lo multicolorido. Talvez até alegre. O Rocha fica entre o bege, o verde e o cinza. É um bairro em desenvolvimento. Camarão e Parada 40 são alguns bairros em que vejo certo equilíbrio de cores.

Prefiro os bairros verdes. Quem não abre mão de um centro comercial perto de casa prefere os cinzas. Os bairros beges estão sofrendo mais do que qualquer outro com o domínio das milícias e do tráfico de drogas, como o Jardim Catarina. Prefiro os bairros verdes, mas sem dispensar comércio, serviços, infraestrutura e segurança, combinação possível em São Gonçalo e em qualquer parte do mundo.

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Eu vi nosso amor na poeira – o casal do Engenho Pequeno https://simsaogoncalo.com.br/eu-vi-nosso-amor-na-poeira/ https://simsaogoncalo.com.br/eu-vi-nosso-amor-na-poeira/#comments Wed, 09 May 2018 14:24:11 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6448 Um soco na cara, no cinema, é sempre um acontecimento estético, com dinâmica e plasticidade admiráveis. Um soco desses na vida real é um acontecimento duro e de difícil digestão. Senti a aspereza dos nós dos dedos de Túlio atingindo o osso que fica debaixo do meu olho e o empurrando para baixo, espremendo a […]

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Um soco na cara, no cinema, é sempre um acontecimento estético, com dinâmica e plasticidade admiráveis. Um soco desses na vida real é um acontecimento duro e de difícil digestão. Senti a aspereza dos nós dos dedos de Túlio atingindo o osso que fica debaixo do meu olho e o empurrando para baixo, espremendo a carne mole de meu rosto. “Neném” – ele balbuciou – “eu… eu…”. Sentada no chão do box, me apoiando no tanquinho, eu via sua cara transtornada diminuir pelo inchaço progressivo de meu olho direito. Nunca mais, Túlio. Nunca mais.

Quando entrei no banheiro apertado do apartamento onde morávamos no Engenho Pequeno, ele estava sentado no vaso, de bermudas e camisa do Fluminense, com a cara enfiada na pia. Debaixo do seu nariz, duas trilhas de poeira branca sobre o espelho retirado da parede. Debaixo do meu nariz, ele voltava a cheirar aquela merda. “Calma, Neném… Eu posso explicar…”, ficando de pé imediatamente e erguendo as mãos como uma criança flagrada roubando brigadeiro da mesa de aniversário. Explicar o caralho, eu disse, com duas oitavas acima na voz. Seis meses morando naquele muquifo, botando comida na mesa às custas de hora extra, saltando no Pita e andando toda a Mentor Couto sobre scarpins para não pagar mais uma passagem e agora esse desgraçado volta a cheirar? Peguei o espelho, levantei a tampa do vaso e assoprei aquela poeira maldita pra dentro da água, na louça manchada de ferrugem acobreada. Quando me virei, a mão fechada de Túlio preencheu meu campo de visão.

“Vamos pra casa, meu amor, são duas da manhã”. Descalço, molhado da garoa fina que caía sobre o Coelho, eu tentava arrastá-lo dali. Nenhum táxi quis entrar naquelas ruas de terra (“Na Cerâmica, senhora? Sem chances”), então eu fui andando, melando os scarpins que eu era obrigada a usar na Imobiliária. “Eu preciso… Preciso…”. As narinas estavam avermelhadas, agravadas pela coriza constante e pelas costas da mão ásperas que tentavam em vão limpar a sujeira entranhada na alma. “Neném…” Túlio estava apenas de bermuda jeans, sem carteira, tênis, camisa ou volição alguma. “Seu amor… Seu amor me salva…” E eu acreditei. Levei-o pra casa, empacotamos o que podíamos e no dia seguinte arrumamos a quitinete no Engenho Pequeno. “Aqui pelo menos ele não conhece ninguém”, eu pensava enquanto ele me prometia parar e arrumar outro emprego como o que perdera por causa do vício. Enquanto eu trabalhava para construir uma vida nova para nós dois. E isso durou apenas seis meses.

“Isso é cocaína, Túlio?”, falei com o saquinho vazio na mão. “Calma, Neném, eu posso explicar…”, ele disse pela primeira vez. Gostava de cheirar nos finais de semana, era apenas um “usuário recreativo”. “Quando a gente se conheceu eu estava cheirando, isso fez com que você gostasse menos de mim? O pó não altera minha personalidade, apenas me deixa mais ligado”, ele dizia. E eu acreditei, achava que meu amor poderia salvá-lo, e as contas da casa ainda não haviam começado a desmoronar. Túlio não comprava cuecas, meias ou camisas, o dinheiro não sobrava, mas não faltava para o essencial. Bom, pelo menos não naquela época.

O pessoal da Imobiliária tinha decidido fazer a festa de final de ano no Barril 2000. Era no Centro, tinha condução pra todo mundo e a música era boa. Lá que eu conheci Túlio, um pouco mais velho que eu, charmoso com suas mechas brancas nas têmporas e bem humorado. Bebemos incontáveis tulipas, e eu nem percebia que toda hora ele ia ao banheiro. “Cara estranho”, falou Samira, colega do trabalho. “Já vai embora, neném? Mas ainda tá cedo…”, disse ele pegando no meu braço. “Por que eu ficaria?”, “por isso aqui, ó”, e me deu um  beijo que tirou todo o ar que eu tinha nos pulmões, e minha vontade de voltar pra casa. “Samira, eu vou ficar mais um pouquinho…”, e fiquei ali, e na casa dele depois disso, por mais uns oito meses. A ideia era que fosse para sempre, como todo amor.

Mas mesmo o amor tem seu ponto de exaustão, e vira pó.

Ilustração: Paulo Rodrigues (@ilustrepaulo)

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Governador de São Gonçalo e Niterói – uma oportunidade perdida https://simsaogoncalo.com.br/governador-sao-goncalo-niteroi-oportunidade-perdida/ https://simsaogoncalo.com.br/governador-sao-goncalo-niteroi-oportunidade-perdida/#comments Tue, 08 May 2018 03:05:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6117 É normal que acreditemos na melhora de São Gonçalo. Afinal, a esperança é a última que se esvai. Porém, mais uma vez, perdemos uma oportunidade de ouro: a de fazer um governador vindo do Leste Fluminense. Os momentos turbulentos são ideais para o surgimento do novo. E aqui no estado do Rio de Janeiro não […]

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É normal que acreditemos na melhora de São Gonçalo. Afinal, a esperança é a última que se esvai. Porém, mais uma vez, perdemos uma oportunidade de ouro: a de fazer um governador vindo do Leste Fluminense.

Os momentos turbulentos são ideais para o surgimento do novo. E aqui no estado do Rio de Janeiro não é diferente. As eleições de 2018 estão batendo à porta. E com o campeão de votos Eduardo Paes inelegível, uma porta se abriu. Porém, mesmo sem o prefeito olímpico, não vemos candidatos florescerem como bons nomes.

E quando falamos em políticos do leste fluminense, o cenário é terrível. Com excessão das tentativas de Jorge Roberto Silveira, só tivemos políticos provincianos. Daqueles bem típicos, que falam errado, tem instrução deficiente e tem como maior desejo serem deputados federais.

Geremias Fontes: o último da lista

Até 1974, como você deve saber, tínhamos uma divisão territorial e política esquizofrênica. O estado do Rio de Janeiro, tinha Niterói como capital e era todo o atual estado. Já a cidade do Rio era uma cidade-estado, que se chamava Rio de Janeiro como cidade, mas seu estado era chamado de Guanabara. Sem falar que também era o distrito federal, ou seja, a capital do Brasil até 1960.

Se você acha isso fácil de explicar para uma criança de 6 anos, vá em frente.

Pois bem. Em 1966, um governador gonçalense esteve no cargo neste. Naquele momento, nem a ponte Rio-Niterói ainda tinha sido inaugurada. Após o golpe militar de 1964, Geremias Fontes foi eleito indiretamente para ocupar o cargo de governador fluminense. Não teve voto popular, que naquela época de ditadura era o que menos importava. Resumo: Geremias cumpriu seu mandato entre 31 de janeiro de 1967 e 31 de março de 1971.

Das coisas concretas na cidade que existem ainda dessa época, temos a fundação da Praça dos Ex-Combatentes (vale ler mais sobre ela no link) e a construção da Central de Abastecimento, o CEASA, no Colubandê. Sem falar nos auxílios que o governantes locais certamente tiveram ele como um facilitador.

Governador de São Gonçalo?

Hoje, em 2018, sem chances. O cenário é de terra arrasada. Até mesmo a prefeita popular, que mais teve dinheiro em caixa e oportunidades nas últimas décadas, preferiu governar com uma gangue, de forma populista. A cidade se deteriorou e perdemos boa parte da mão de obra qualificada que ainda existia na cidade.

Esqueçam os governos executivos gonçalenses. Eles são apenas controladores de folha de pagamento, que transformam uma parte das vagas em cabides de emprego, que são refletidos em votos nas eleições locais.

Para mudar um pouquinho, só com intervenções a nível estadual. Mas do jeito que está, os próximos governadores só sairão dos governos da capital.

Resumindo: serão mais 20 anos jogados no lixo.

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Aquilo que mais amo em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/aquilo-que-mais-amo-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/aquilo-que-mais-amo-em-sao-goncalo/#respond Sun, 22 Apr 2018 09:47:22 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6465 São Gonçalo é esse cachorro vadio e sarnento que todo mundo chuta e expulsa da porta de casa, da calçada e da frente das lojas. São Gonçalo se levanta, de cabeça baixa, e busca abrigo em outro canto. No frio, embaixo da marquise pra se proteger da chuva, ela se deita sobre um pedaço de […]

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São Gonçalo é esse cachorro vadio e sarnento que todo mundo chuta e expulsa da porta de casa, da calçada e da frente das lojas. São Gonçalo se levanta, de cabeça baixa, e busca abrigo em outro canto. No frio, embaixo da marquise pra se proteger da chuva, ela se deita sobre um pedaço de papelão sujo.

Como qualquer gonçalense, piso na cidade, que de nada tem culpa. Há mais de três anos jogo na cara dela, publicamente, a violência, o esgoto a céu aberto, as ruas sem asfalto e sem iluminação e ela nunca reclama. Mas amo essa cidade que abraça sem distinção os caídos em seu território. E o que mais amo é esse acolhimento das pequenas coisas por cada um que vive ou somente passa por aqui em direção à Região dos Lagos.

Pichado e enegrecido pelo escapamento dos veículos, cada pedaço de concreto gonçalense diz pra mim:

– Mário, sou eu, sua cidade, faça de mim o que quiser, só não me abandone.

Ouço o mesmo dos bueiros entupidos por copos de plástico, das pedras portuguesas quebradas nas calçadas, de cada árvore cortada pelos políticos do município pra pendurarem propaganda eleitoral. Como não amá-la?

Em um texto recente, critiquei o tamanho minúsculo da praça Zé Garoto, a mais famosa da cidade, localizada no berço do desenvolvimento municipal, quando comparado com o tamanho da população. Acontece que a pequenez da praça permite a sensação de possuí-la por inteiro, na palma da mão. Não se pode sentir isso na Quinta da Boa Vista nem no Parque Ibirapuera.

São Gonçalo precisa de espaços públicos maiores, arborizados, limpos e seguros. Mas nunca vou deixar de me sentir no quintal de casa lendo um livro sentado na praça Zé Garoto, cujo nome oficial homenageia a educadora Estephânia de Carvalho. Ainda que apareça um cracudo ou outro circulando por lá. O cracudo é esperto por estar em um lugar agradável. Inaceitável seria morar em uma cidade sem parar um segundo para respirar ao ar livre e sentir o sol no corpo.

As ruas daqui são estreitas, assim as esquinas opostas ficam ao alcance das mãos. São Gonçalo é uma comunidade. Sem inovação política, de baixo avanço tecnológico, mas uma comunidade no sentido original da palavra. A proximidade com as pessoas é impressionante, quase sufocante em lugares como Alcântara.

E quando você sai do centro urbano e visita o ponto mais alto de São Gonçalo, o Alto do Gaia, percebe a maravilha completa. São Gonçalo, na verdade, é gigantesca: são 248 km² (correspondentes a 5% da área da Região Metropolitana do Rio de Janeiro) abrigando mais de 1 milhão de pessoas. Por isso que, embora mal cuidada e com pouca infraestrutura, consegue ser acolhedora.

Removendo as consequências do desleixo político sobre o território, fica a São Gonçalo submissa, pronta. Ela não quer nada, nunca quis. Predominam a farta inocência, a gratuita pureza de alma do solo e do ar.

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Moro em São Gonçalo, não gosto de Niterói https://simsaogoncalo.com.br/moro-em-sao-goncalo-nao-gosto-de-niteroi/ https://simsaogoncalo.com.br/moro-em-sao-goncalo-nao-gosto-de-niteroi/#comments Sat, 14 Apr 2018 10:34:26 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6459 Hoje faz 29 anos que moro em São Gonçalo. E eu não gosto de Niterói desde 2002, quando comecei a fazer faculdade lá. É um sentimento infantil e mesquinho, eu sei, mas não consigo evitá-lo. Niterói roubou de São Gonçalo ao longo da história e continua roubando até hoje. De acordo com o livro “O […]

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Hoje faz 29 anos que moro em São Gonçalo. E eu não gosto de Niterói desde 2002, quando comecei a fazer faculdade lá. É um sentimento infantil e mesquinho, eu sei, mas não consigo evitá-lo. Niterói roubou de São Gonçalo ao longo da história e continua roubando até hoje.

De acordo com o livro “O município de São Gonçalo e sua história”, escrito por Maria Nelma Carvalho Braga, São Gonçalo pertenceu a Niterói por 71 anos (1819 a 1890). E em 1892, por sete meses amargos, de novo o município gonçalense voltou a ser distrito de Niterói. Na data da primeira anexação São Gonçalo já tinha 240 anos de existência! Uma imposição criminosa com o intuito de atender interesses políticos distantes do que era melhor para São Gonçalo.

A pesquisadora Maria Nelma afirma que São Gonçalo ainda sofre com os resquícios desse período anterior à emancipação definitiva. O passado político de Niterói tem culpa. Mas sem revanchismo com os niteroienses, por favor. Embora eles tenham roubado e nunca mais devolvido a freguesia de São Sebastião de Itaipu e deixado São Gonçalo sem praia oceânica e sem investimentos imobiliários de alto padrão.

A inveja é um sentimento tão mesquinho quanto o ódio. Niterói, no entanto, não é tudo aquilo que eu gostaria que São Gonçalo fosse. A renda per capita de Niterói é três vezes maior do que em São Gonçalo, Niterói é uma das líderes brasileiras em qualidade de vida, mas sofre com a desigualdade social. Em São Gonçalo, pelo menos, estamos construindo uma cidade juntos, a exploração do povo pelo próprio povo é menor. Avante, gonçalenses, mudar a nossa história.

O gonçalense deixa um rio de dinheiro no comércio do Terminal das Barcas e do Terminal Rodoviário de Niterói. Niterói absorve o tempo de vida do trabalhador perdido no funil da Alameda São Boaventura e nos engarrafamentos da Niterói-Manilha. Deturpa a identidade dos gonçalenses que dizem para os amigos cariocas que moram em Niterói e escrevem essa mentira nas redes sociais. Prende o estudante universitário que só encontra o curso desejado na Universidade Federal Fluminense. Enfim, sequestra o gonçalense profissionalmente qualificado que sobe na vida e se muda pra morar mais perto do Rio de Janeiro, geralmente a cidade onde trabalha.

Não gosto de Niterói e sentimento não se explica. Não tenho a pureza de espírito dos MC’s Roni e Sargento, que apesar da dura realidade cantada no rap Fazenda dos Mineiros, conseguem gostar da cidade vizinha.

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Políticos de São Gonçalo só se mexem pra pedir voto, tirar selfie e comer churrasco https://simsaogoncalo.com.br/politicos-de-sao-goncalo-so-se-mexem-pra-pedir-voto-tirar-selfie-e-comer-churrasco/ https://simsaogoncalo.com.br/politicos-de-sao-goncalo-so-se-mexem-pra-pedir-voto-tirar-selfie-e-comer-churrasco/#comments Fri, 30 Mar 2018 09:53:19 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6455 A seis meses das Eleições, a política de São Gonçalo está paradona, como na maior parte do tempo. Falo da Política que constrói uma civilização. Acordos políticos entre bandidos e ignorantes acontecem o ano inteiro. A Câmara Municipal e a Prefeitura se movimentam, excepcionalmente, pra tirar selfie com Dejorge Patrício e comer o churrasco de […]

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A seis meses das Eleições, a política de São Gonçalo está paradona, como na maior parte do tempo. Falo da Política que constrói uma civilização. Acordos políticos entre bandidos e ignorantes acontecem o ano inteiro. A Câmara Municipal e a Prefeitura se movimentam, excepcionalmente, pra tirar selfie com Dejorge Patrício e comer o churrasco de Altineu Côrtes quando esses deputados federais aparecem na cidade.

Dá uma olhada em volta, tudo parado. Passam dois assaltantes correndo de moto, aí percebemos movimento. Depois você olha pra dentro da delegacia e vê as vítimas paradas numa fila pra registrar ocorrência.

O camelô parou na calçada e até no asfalto, em Alcântara, e não saiu mais de lá. Com uma política como a nossa, que não apoia soluções econômicas, o coitado do camelô não tem culpa. O mendigo fica deitado embaixo da marquise, os engarrafamentos são cada vez maiores.

Na última eleição, em 2016, a cidade andou. Andou pra trás. O jeito do prefeito Nanci caminhar mostra bem o estado de espírito político gonçalense. Ele se desloca inclinado pro lado, vagaroso, se arrastando.

Após a eleição de um novo prefeito, parece que a cidade se mexe mas na verdade está imóvel. Ocorre a mesma ilusão quando estamos parados no trânsito e um veículo maior se movimenta ao lado. Quem andou foi Maricá, em qualidade de vida, Niterói, em mobilidade urbana. São Gonçalo estagnou.

O povo sai do trabalho, entra em casa e nem parece que 1 milhão de pessoas vivem juntas porque elas não se veem. As cidades se desenvolvem a partir dos espaços públicos. São Gonçalo tem espaços públicos menores e menos respeitados do que uma cidade de 2 mil habitantes do abandonado sertão nordestino.

Não podemos negar que alguns eventos culturais, como o festival de pipas no Clube Mauá, mobilizam a população. A festa de Iemanjá, o tapete de Corpus Christi e reclamar dela no Facebook, como faço agora.

Até me empolguei, confesso, com a explosão das hamburguerias artesanais, dos “barbeiros chiques”, como diz meu filho, e de eventos lotados de food trucks na praça Zé Garoto. Pensei que a cidade estivesse gerando empregos e avançando. Então vi, na mesma praça, no meio das cervejas artesanais vendidas a R$ 15, um menino sozinho, mal vestido, provavelmente com fome e sem um real no bolso, olhando aquela riqueza. São Gonçalo parou de novo.

Quando Dejorge aparece em público, nosso deputado federal superstar, a política gonçalense vai atrás dele. Vereadores que não conhecem o sentido das comissões onde trabalham levantam a bunda da cadeira e correm pra aparecer na foto.

Quando Altineu faz um churrasco na fazenda, a casta que habita a Prefeitura desperta, como uma múmia que dormiu por mil anos, e anda cambaleante em direção ao cheiro da carne assada. Lambe os beiços e respira por algumas horas o ar puro de Santa Isabel.

Removam da política os papagaios que tiram foto com Dejorge e os puxa-sacos que concedem a Altineu títulos de benemérito. Os famintos por churrasco. São dezenas em cada grupo, dezenas que só agem em benefício próprio, ninguém ganhando menos de R$ 9 mil. Nanci ficaria na porta da Prefeitura pra dar bom-dia pra quem passa na calçada (a simpatia é a maior qualidade do nosso prefeito) e deixem São Gonçalo andar pra frente.

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Guarda Municipal de São Gonçalo precisa fazer sua intervenção na cidade https://simsaogoncalo.com.br/guarda-municipal-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/guarda-municipal-de-sao-goncalo/#comments Wed, 28 Feb 2018 20:44:41 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6377 A Guarda Municipal de São Gonçalo vem ganhando destaque nos últimos meses. Mas esse movimento não é exclusivo daqui. Por conta do avanço da violência, roubos e latrocínios no Estado, sobra pressão para todo lado. Inclusive para as guardas, a instância mais básica na garantia da ordem pública. Na última semana de fevereiro, houve uma […]

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A Guarda Municipal de São Gonçalo vem ganhando destaque nos últimos meses. Mas esse movimento não é exclusivo daqui. Por conta do avanço da violência, roubos e latrocínios no Estado, sobra pressão para todo lado. Inclusive para as guardas, a instância mais básica na garantia da ordem pública.

Na última semana de fevereiro, houve uma pequena blitz que apreendeu 16 motos que trafegavam irregulares no Rodo, centro da cidade. Segundo o comando da Guarda Municipal de São Gonçalo, a intenção é reduzir o número de veículos e condutores irregulares nas ruas da cidade.

Como muitos assaltos são feitos sobre duas rodas, por serem veículos leves, quanto menos irregulares trafegando, melhor.

Guarda Municipal de São Gonçalo em ação no Centro da cidade.
Guarda Municipal verifica documentos do motociclista parado pouco antes da entrada do Boaçu, em 27 de fevereiro de 2018. Foto: Via Twitter

Barulho de moto, sensação de “perdi” e preconceito

Se você já sentiu a sensação de “perdi” ao ouvir um barulho de moto próximo, sabe do que estamos falando. Não é difícil encontrar alguém que já tenha sofrido com isso.

Por serem fáceis de manobrar numa perseguição e terem uma mobilidade superior a dos carros, as motos têm vantagens nas práticas de assaltos. Em fugas, ir na contramão ou adentrar locais de difícil acesso não são um problema para veículos de duas rodas.

Por conta desse cenário, infelizmente, quem também sofre bastante com o preconceito são os motociclistas habilitados. Especialmente os mototaxistas e motoboys. Com suas motocicletas regularizadas e aptos para o trabalho, tornaram-se alvos fáceis nas ruas. Seja pelas forças de segurança, que os param para averiguação, seja pelos bandidos, que roubam suas motos para praticar crimes.

Após a divulgação, houve quem falasse sobre uma possível inconstitucionalidade nas ações de apreensão. Também há relatos não divulgados sobre possíveis esquemas de corrupção, onde motos apreendidas são liberadas mediante propinas. Entretanto, se você ou algum conhecido presenciar esse tipo de crime, notifique a polícia imediatamente.

Guarda Municipal de São Gonçalo em ação no Centro da cidade.
Carros da Guarda Municipal de São Gonçalo aguardam andamento da ação no Centro da cidade. Foto: Via Twitter

Guarda Municipal de São Gonçalo não pode se limitar ao Centro

A presença da guarda na cidade é facilmente percebida no Rodo e em Alcântara nos dias úteis. Entretanto, não se vê com a mesma intensidade em outras áreas da cidade.

isso gera uma percepção forte de dúvidas sobre a efetividade dessas ações. Nos dão a impressão de que são feitas para o espetáculo, para a mídia, e menos para que se tenha impacto na cidade. Entre o Paraíso e Gradim, por exemplo, é fácil encontrar garotos sem capacete, camisa e, até mesmo, sem calçados pilotando motos. Algumas vezes, com até 3 pessoas sobre o veículo.

Multiplicar a presença e as apreensões em parceria com a Polícia Militar é fundamental. Ações em pontos estratégicos, especialmente aos finais de semana e parte da noite, ampliariam a sensação de segurança entre a população e seriam ainda mais eficazes.

Há problemas em todo o Rio de Janeiro. Mas a apreensão de armas e motocicletas, retirando-as dos bandidos, são fundamentais para aliviar os constantes assaltos e latrocínios que acontecem todos os dias.

Sabemos que a redução dos crimes tem fatores diversos. E que as atividades criminosas migram quando um tipo de crime rentável é neutralizado. Ainda sim, já que estamos em período de intervenção federal, que a intervenção municipal também se faça presente.

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Ônibus com ar condicionado em São Gonçalo: conservar é preciso! https://simsaogoncalo.com.br/onibus-com-ar-condicionado-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/onibus-com-ar-condicionado-sao-goncalo/#respond Tue, 27 Feb 2018 20:42:33 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6353 Ônibus com ar condicionado em São Gonçalo eram um mito. Com exceção dos  intermunicipais que vão para o Rio, o restante da frota é só decepção. Mas parece que nesta última semana de fevereiro de 2018, a lei que obriga os ônibus municipais a terem uma climatização digna está sendo posta em prática. Após constantes […]

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Ônibus com ar condicionado em São Gonçalo eram um mito. Com exceção dos  intermunicipais que vão para o Rio, o restante da frota é só decepção. Mas parece que nesta última semana de fevereiro de 2018, a lei que obriga os ônibus municipais a terem uma climatização digna está sendo posta em prática.

Após constantes pedidos da população, em 2017, foi aprovada na câmara municipal e sancionada posteriormente a Lei que prometia, até 2020, fazer uma mini-revolução no transporte público municipal. Aplicada aos ônibus municipais, ela dará mais conforto a quem trafega pela cidade, trabalhando, passeando, estudando ou resolvendo a fazeres de seu cotidiano.

Do contrário que foi dito inicialmente, a Lei que prometia ter 20% da frota ainda em 2017 não foi cumprida no ano anterior. Tanto que agora em 2018, ao ver este “espécime raro” trafegando pelas ruas de São Gonçalo, muita gente nem acreditou.

Logo após a exibição dos primeiros exemplares de ônibus com ar condicionado na cidade, uma pergunta já está sendo feita nas redes sociais: “será que nós, população, conseguiremos manter os ônibus limpos, sem depredação?”

Ônibus com ar condicionado um sonho em São Gonçalo
Ônibus no trânsito de Alcântara. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Manter os ônibus com ar condicionado rodando é responsabilidade de todos nós

Embora a nossa população dependa dos ônibus para seu transporte, é flagrante que ainda há muito desrespeito com os coletivos nas ruas.

É comum ver passageiros que, sentindo-se “no seu direito” de fazer o que bem quiser, sujam o coletivo por completo. Muitas vezes, as pessoas sujam e espalham alimentos e bebidas pelo chão. Sem falar naqueles que escrevem nos bancos, colam chicletes, cospem no chão, entre outros atos nada respeitáveis.

Ônibus com ar condicionado em São Gonçalo: é preciso conservá-los
Ônibus com ar condicionado da linha 10 Circular. Foto: Robson Cunha / Twitter @Robson_Cunha

Boa parte dessas ações depreciativas serão amplificadas num ônibus com ar condicionado. Por serem fechados, eles têm ventilação um pouco mais lenta que com as janelas abertas. Mesmo acreditando na civilidade majoritária da população, ainda haverá uma meia dúzia insistindo nos mesmos péssimos hábitos de antes.

Ações educativas são fundamentais. Mas é preciso reconhecer os ônibus, com ou sem ar condicionado, como algo que pertence a todos nós.

Mesmo duvidando da idoneidade de boa parte das empresas de ônibus, a concessão pública a qual elas servem são para nos servir. E funcionando bem, são fundamentais para o nosso bem estar na cidade.

Que a lei se cumpra! E quem não esqueçamos do básico: pelo preço, as empresas não fazem mais do que sua obrigação.

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Seis anos de SIM para uma nova São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/seis-anos-nova-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/seis-anos-nova-sao-goncalo/#respond Mon, 26 Feb 2018 21:30:37 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6335 Há seis anos atrás, exatamente em 26 de fevereiro, começávamos um jogo no Facebook resgatando todas as características curiosas da cidade. Mas foi em 2013 que nossa ação mais importante nasceu: o simsaogoncalo.com.br. O ato mais importante nessa construção da nova São Gonçalo. Nunca foi fácil. Mas o desafio de implantar um canal de comunicação […]

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Há seis anos atrás, exatamente em 26 de fevereiro, começávamos um jogo no Facebook resgatando todas as características curiosas da cidade. Mas foi em 2013 que nossa ação mais importante nasceu: o simsaogoncalo.com.br. O ato mais importante nessa construção da nova São Gonçalo.

Nunca foi fácil. Mas o desafio de implantar um canal de comunicação com um visual diferente, linguagem fácil sem ser popularesco e temas não-convencionais por aqui foi uma tarefa que gerou dúvidas iniciais. Ainda sim, conseguimos encontrar um público que estava esquecido na cidade, aquele que deseja pensar. Que, efetivamente, faz as coisas acontecerem.

Ao longo do percurso, as tentações de querer formatar o SIM São Gonçalo como um jornal local foram grandes. As notícias caça-cliques do último minuto podem trazer uma sensação de recompensa imediata. Mas a longo prazo, as milhares de visualizações por mês viram rotina. E a energia que empregamos aqui não é para ser revertida em cliques apenas, mas para alimentar novos pensamentos e servirem de referência no futuro.

A nova São Gonçalo precisa de novos pensamentos

Depois de 2.000 dias à frente do canal, não foram poucas as experiências que passamos por aqui. Uma das mais recorrentes, até hoje, é a necessidade de muitos em enxergar um pensamento político fixo nessa massa de informações. Isso já nos fez ver muita gente que antes esbravejava, concordando logo depois. Ou ao contrário. Enfim, efeitos pós-2013, onde o radicalismo se fez ainda mais presente.

Outra importante vitória nossa, minha, sua e de todos os gonçalenses, é que todos aqueles que enxergam a cidade do local para o global, e do global para o local, voltaram a aparecer por aqui.

É claro que ainda existe uma corrente atrasada na cidade que a vê como uma roça. Estes não a enxergam através dos limites geográficos da cidade. Esse pensamento capiau é como um resfriado. De tempos em tempos ele infecta até mesmo os mais imunizados contra essa doença. Afinal, assim como uma gripe, ela tem vários tipos de vírus. E se não estivermos atentos, ela aparece e infecta os pensamentos mais progressistas.

E para esse tipo de doenças, estamos atentos. 😉

Novas direções em 2018

Começamos no Facebook e, sem dúvidas, a ferramenta foi nossa grande plataforma divulgadora no território. Entretanto, após as últimas diretrizes da empresa, cada vez mais rumaremos para caminhos mais efetivos, onde você e todas as pessoas que desejam participar dessa mudança poderão estar conosco, sem depender de redes sociais.

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Ficamos por aqui. Muito obrigado por todo esse tempo com a gente aqui no SIM São Gonçalo. Até mais!

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Sonhar com alagamento é um pesadelo real de quem vive no limite https://simsaogoncalo.com.br/sonhar-com-alagamento/ https://simsaogoncalo.com.br/sonhar-com-alagamento/#respond Fri, 23 Feb 2018 19:12:15 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6294 Sonhar com alagamento é um pesadelo frequente para muita gente. Tempestades, chuvas, muita água vinda do céu no primeiro trimestre do ano. Para muitos, uma preocupação frequente: será que dessa vez a água invade ou leva minha casa? Novamente, a cidade vive um estágio de alerta. Se você se interessou por esse post, irá querer […]

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Sonhar com alagamento é um pesadelo frequente para muita gente. Tempestades, chuvas, muita água vinda do céu no primeiro trimestre do ano. Para muitos, uma preocupação frequente: será que dessa vez a água invade ou leva minha casa? Novamente, a cidade vive um estágio de alerta.

Se você se interessou por esse post, irá querer ver:

Problemas? Ligue para a Defesa Civil em São Gonçalo

Em caso de ocorrências, ligue para os telefones:
2601-0199 • 3262-3600 • 199

Sonhar com alagamento é comum em cidades superpovoadas?

Para as muitas pessoas que vivem sob essa tensão, quando inicia-se o período de chuvas a resposta é sim. No Brasil, temos cidades superpovoadas e desorganizadas estruturalmente. E estado do Rio de Janeiro estão algumas delas.

Nosso território é cheio de rios. Ao longo do século XX, muitos foram aterrados, canalizados, desrespeitados e poluídos. Quando chegam os temporais, a conta precisa ser paga. E quem sofre é a geração atual, pouco seja responsável pelo que já foi feito, mas que precisa assumir a sua responsabilidade com o futuro.

Bairro Paraíso em São Gonçalo: sonhar com alagamento é realidade para quem mora aqui.
Alagamento na Rua Dr. Francisco Portela, uma das principais vias de tráfego em São Gonçalo. Foto: Via Twitter.

Mas qual o motivo de assuntos sobre infraestrutura serem tão pouco debatidos nas eleições? No período eleitoral, por que as pessoas se preocupam mais com pautas de comportamento alheio, do que com a infraestrutura de suas cidades? A cortina de fumaça com assuntos que envolvem a vida do outro sublimam as verdadeiras pautas que deveriam estar em jogo.

E boa parte delas deveria girar em torno da seguinte questão: como vamos melhorar a nossa vida coletivamente?

Eleições em abril poriam temas em xeque

Algumas vezes, penso que nossa passividade coletiva em relação a temas de interesse público acontece por conta do período do ano em que votamos. Setembro e Outubro são meses com poucos fenômenos climáticos graves, clima ameno e maior perspectiva de aquecimento do mercado por conta da chegada do Natal.

Apesar de ser uma teoria pessoal, vê-se que no início do ano a revolta e decepção aumentam. É o momento quando nossos problemas coletivos chegam. A falta d’água ou alagamentos retornam e mostram nossas fragilidades infraestruturais.

Talvez, eleições em abril nos fizessem mudar muitas das características de nossos votos. A duplinha “saúde e educação” seria um discurso menos fácil de ser falado, uma vez que qualquer um sabe que uma melhor saúde é fruto do aperfeiçoamento das condições de saneamento básico. E consequentemente, permite que estudemos melhor. Nosso fracasso fica é visível quando vemos rios transbordando esgoto.

Ao perder tudo numa enchente ou não conseguir trafegar pelo seu bairro, o cidadão repensa 70 vezes 7 sobre as prioridades de um estado que deseja ser verdadeiramente democrático.

Sonhar com alagamento em Nova Cidade mostra que sonho é realidade.
Morador dentro do carro de passeio fotografa mais uma cena de alagamento em Nova Cidade, São Gonçalo. Foto: Via Twitter.

A mudança no ambiente urbano é fruto de muitas ações. E algumas que causam arrepios em muitas pessoas. A remoção de casas próximas aos rios e de construções irregulares que se perpetuam há anos são tabus. Até sonhar com alagamento ou deslizamento se torne um pesadelo real. Nem as contrapartidas e compensações são discutidas por medo de impopularidade. Nada.

São questões sérias que envolvem a sociedade como um todo. Infelizmente, nenhuma delas lembradas nos longínquos meses da bela primavera.

Defesa Civil de São Gonçalo

Rua Uriscina Vargas, n° 36, Alcântara, São Gonçalo
Cep: 24452-420
Telefones: 2601-0199 / 3262-3600 / 199
E-mails: defesacivil@pmsg.rj.gov.br / defesacivilpmsg@gmail.com

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Reforma da previdência gonçalense é um assunto esquecido https://simsaogoncalo.com.br/reforma-da-previdencia-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/reforma-da-previdencia-goncalense/#respond Tue, 06 Feb 2018 16:39:46 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6166 O recesso legislativo terminou e o Governo Temer está mais engajado do que nunca na articulação em favor da aprovação da Reforma da Previdência. Um tema polêmico, cercado de paixões e bravatas. Reformar a previdência é mais do que necessário, então o diálogo deve ser centrado em qual seria a melhor reforma. Você deve achar […]

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O recesso legislativo terminou e o Governo Temer está mais engajado do que nunca na articulação em favor da aprovação da Reforma da Previdência. Um tema polêmico, cercado de paixões e bravatas. Reformar a previdência é mais do que necessário, então o diálogo deve ser centrado em qual seria a melhor reforma. Você deve achar que Previdência é apenas um debate nacional, né? Muito pelo contrário. Saiba que em São Gonçalo, uma reforma também se faz urgente.

Entre 2013 e 2016, o déficit da previdência municipal, formada apenas pelos servidores efetivos da prefeitura, custou cerca de R$ 134,4 milhões aos cofres públicos. Somente neste ano, a expectativa é de um déficit na casa dos R$ 61,3 milhões. Este valor seria suficiente para pagar o Piso Nacional para cerca de dois mil professores da rede municipal.

O crescimento do rombo é perigosamente astronômico. Entre 2013 e 2016, o crescimento foi de 93,3%, e para este ano o crescimento esperado é de 38,2%. Com uma população cada vez mais envelhecida e com cada vez menos servidores ativos, logo o rombo estará custando boa parte da arrecadação própria da prefeitura.

Reforma da previdência municipal é precisa estar em pauta

Uma reforma da previdência municipal não é só necessária como também urgente. Para manter as contas equilibradas, Nanci prefere aumentar impostos e retirar gratificações de servidores que não possuem plano de carreira, penalizando justamente a camada mais pobre da população gonçalense. Os mais de um milhão de habitantes, financiando a aposentadoria de alguns poucos milhares.

Mais de R$ 60 milhões que poderiam ser investidos em profissionais de educação, em especialistas de saúde ou em agentes de segurança pública, seguem sendo desviados dos cofres públicos por ineficiência na gestão pública dos governos e da falta de visão política para solucionar os problemas que de fato merecem atenção.

Fonte de dados: Prefeitura Municipal de São Gonçalo

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Bloco “Quem Manda é a Mulher” revela um prefeito que não sabe ser líder https://simsaogoncalo.com.br/quem-manda-mulher-revela-prefeito-nao-lider/ https://simsaogoncalo.com.br/quem-manda-mulher-revela-prefeito-nao-lider/#comments Mon, 15 Jan 2018 16:49:47 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6057 Era 2016. O 2º turno da eleição para prefeito de São Gonçalo ia começar. Nesse meio tempo, ainda buscávamos falar com os dois únicos candidatos que não tinham sido entrevistados pelo SIM São Gonçalo. Por acaso, eram eles que haviam chegado à etapa final do pleito municipal. José Luiz Nanci é bom de política. Naquele […]

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Era 2016. O 2º turno da eleição para prefeito de São Gonçalo ia começar. Nesse meio tempo, ainda buscávamos falar com os dois únicos candidatos que não tinham sido entrevistados pelo SIM São Gonçalo. Por acaso, eram eles que haviam chegado à etapa final do pleito municipal.

José Luiz Nanci é bom de política. Naquele formato clássico. Parece um amigo que está ali para o que der e vier. Conhece todo mundo. Especialmente a máquina do PMDB, na qual ele foi secretário estadual do envelhecimento saudável.

Entretanto, como todos nós, ele tem suas fragilidades. Uma delas é a mais fundamental num cargo de votos majoritários: falar em público.

Eliani Nanci e José Luiz Nanci na prefeitura em 2017. Foto: Jornal Extra

Receosa com a exposição do candidato, sua equipe o blindava de todos os jeitos. Fontes próximas já tinham tentado uma aproximação, mas eles diziam que o SIM SG já tinha “batido” nele anteriormente. Provavelmente por conta desse post aqui.

A virada de postura aconteceu quando a equipe da campanha do Diego São Paio, certamente a mais competente de todas, deu suporte a Nanci no 2º turno. A partir dali, parecia que o candidato tinha entendido seu destino. Para quem sempre foi uma personagem coadjuvante na política, chegar a um cargo majoritário significava o início de uma mudança de postura.

Mas não foi. Tanto que, em poucos meses, Eliane Nanci já se sobressaiu como líder do governo. Liderança não se aprende.

Imagem do bloco Quem Manda é a Mulher. fonte: Página Gonçalense
Imagem do bloco Quem Manda é a Mulher. fonte: Página Gonçalense

Bloco de carnaval “Quem manda é a Mulher” e a reação da equipe do prefeito

Na segunda semana de janeiro, saiu essa matéria no jornal O São Gonçalo: “Porto da Pedra cancela ensaio técnico no Patronato por falta de verba“.

Como todos sabemos, os governos estão sem dinheiro. E carnaval, fora da cidade do Rio de Janeiro – que também vive do turismo – não rende mais votos como já rendeu no passado. Pelo contrário. É cada vez mais crescente o número de pessoas que não concordam com as subvenções, ou seja, dinheiro público nas escolas de samba.

Desta vez, a prefeitura não repassou à escola as verbas que ajudariam a agremiação na confecção do carnaval 2018. A prefeitura até disse que ajudaria na estrutura para a escola fazer o sambão no Paraíso/Patronato, com guardas municipais e limpeza das vias.

Porém, grana mesmo, nada.

Como sempre acontece no carnaval, os políticos são um dos alvos preferidos. Como reação ao não apoio, surgiu o bloco “Quem manda é a mulher”, tendo o Mestre Pablo, mestre de bateria da Porto da Pedra, como um de seus co-criadores. O tema da brincadeira foi a proeminência da figura da primeira-dama sobre a imagem do prefeito.

Confira o vídeo:

A música é boa, engraçada e o vídeo pejorativo é um viral nato. Naturalmente, prefeito e sua equipe não curtiram.

Porém, a reação ao que aconteceu foi ainda mais equivocada. A Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São Gonçalo enviou essa mensagem aos servidores, solicitando que eles denunciassem o vídeo como “conteúdo irregular”.

A ação, além de equivocada, deixou claro quem são os rivais do governo. Além do já cassado vereador Sandro Almeida, citam também outras duas páginas de Facebook.

Menagem da Secretaria de Comunicação Municipal de São Gonçalo, em janeiro de 2018, sobre o bloco "Quem Manda é a Mulher".
Menagem da Secretaria de Comunicação Municipal de São Gonçalo, em janeiro de 2018, sobre o bloco “Quem Manda é a Mulher”.

Prefeito precisa aprender a ser protagonista após anos como coadjuvante

É natural que após anos como legislador, seja na função de deputado ou vereador, José Luiz Nanci tenha se acostumado com as luzes do ambiente político como um mero coadjuvante. Porém, quando se ganha um cargo majoritário, as luzes se tornam holofotes. E aceitar o papel de protagonista é uma obrigação.

Nós vivemos no estado que criou o Carnaval como ele é hoje. Essa irreverência e deboche com políticos está por aqui há tempos. Se importar tanto assim com as críticas só mostra o quanto um governo é frágil e suscetível até a brincadeiras.

É provável que a equipe que auxiliou Nanci em sua campanha seja a mesma que hoje está na Secretaria de Comunicação. E pelo visto, continuam pouco preparados às intempéries vividas durante um governo.

Talvez, as melhores atitudes tivessem sido o silêncio completo ou uma declaração divertida do próprio Nanci – e quem sabe da Eliane também – brincando com a situação. Sem dúvidas, independente do resultado, capitalizariam um retorno de imagem gigante perante a população, especialmente em ano de eleição.

José Luiz Nanci em campanha política para prefeito de São Gonçalo em 2016.
José Luiz Nanci em campanha política para prefeito de São Gonçalo em 2016.

Mais uma vez, o Carnaval nos mostra como nossos políticos e suas equipes são completamente despreparados para os cargos que ocupam. Como os partidos políticos são grandes máfias que trocam o poder entre si, é natural que assuntos simples como esse sejam resolvidos de forma tão equivocada, como uma mensagem no Whatsapp para “denunciar conteúdo”.

Enquanto o Crivella, prefeito do Rio, capitaliza com as críticas, aqui permanecemos como uma cidadezinha do interior, onde políticos ficam extremamente chateados com uma brincadeirinha de Carnaval.

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Obstáculos e frutos da ocupação do colégio Pandiá https://simsaogoncalo.com.br/obstaculos-e-frutos-da-ocupacao-do-colegio-pandia/ https://simsaogoncalo.com.br/obstaculos-e-frutos-da-ocupacao-do-colegio-pandia/#respond Sun, 07 Jan 2018 12:36:50 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6036 Visitei o Colégio Estadual Pandiá Calógeras em maio de 2016, durante a ocupação dos estudantes. Desde então me perguntava se o protesto havia trazido bons frutos. Pra saber a resposta encontrei duas alunas do Pandiá, Júlia e Jhully Anne. Elas disseram que não houve melhora profunda no ensino, uma pena. O movimento, pelo menos, conquistou […]

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Visitei o Colégio Estadual Pandiá Calógeras em maio de 2016, durante a ocupação dos estudantes. Desde então me perguntava se o protesto havia trazido bons frutos. Pra saber a resposta encontrei duas alunas do Pandiá, Júlia e Jhully Anne. Elas disseram que não houve melhora profunda no ensino, uma pena. O movimento, pelo menos, conquistou vitórias importantes depois de superar obstáculos cruéis. O amadurecimento dos jovens envolvidos ficou marcado no olhar de cada um, e isso não é pouco.

Enquanto o Pandiá era administrado pelos alunos – muito bem administrado, vale destacar – a Polícia Militar do Rio de Janeiro invadiu o colégio com armas em punho, tentando intimidá-los para identificar as lideranças. Entendeu o que é invasão? É essa violência policial. Tem gente que chamou de invasão a permanência pacífica dos alunos na escola, alunos que naturalmente pertencem àquele espaço.

Com a intenção de ferir os estudantes, assustar e azucrinar, criminosos jogaram bombas dentro do Pandiá por noites seguidas. Bombas de gás também. Menores de idade, meninos e meninas buscando melhorias para a educação enfrentando homens armados e bombas é o resumo da luta estudantil que tomou o Brasil.

O medo de morrer se espalhou junto com o gás. Os estudantes não sabiam se voltariam pra casa, o estresse alcançou níveis altíssimos. Dormir se tornou perigoso. Um aluno surtou depois de ficar acordado várias noites à base de café. Pra proteger os alunos da ameaça constante, professores cochilavam com pedaços de pau na mão.

Em casa, parentes também viviam amedrontados. Mães recebiam notícias falsas da imprensa, de que haveria encerramento forçado da ocupação. Notícias de que os estudantes estavam ociosos, algo que nunca aconteceu.

Desde o princípio, quando desconfiou que a escola seria ocupada, a direção do Pandiá adotou táticas para impedi-la. Chamava os estudantes de bandidos. Queria prejudicar a imagem deles e reduzir seus apoiadores. No dia da ocupação, a direção serviu pernil e salada na merenda pra disfarçar a realidade escolar. Os alunos se esbaldaram, sem saber que a água que bebiam no refeitório estava contaminada por baratas e pombos.

Os manifestantes deram o troco. Distribuíram panfletos convidando o corpo de alunos a ocupar o colégio, dialogaram pessoalmente com funcionários da escola e incluíram o atraso de salários na pauta do protesto. Jhully Anne chegou a viajar para São Paulo a fim de trazer para São Gonçalo os aprendizados da experiência paulista.

As medidas de mobilização e desmobilização lembram filmes de espionagem. O Governo do Estado concordou com algumas reivindicações, como o funcionamento do Rio Card no dia da prova do ENEM, e depois não as cumpriu.

A ocupação do Pandiá começou com menos de 10 alunos, que dormiram na escola no primeiro dia. Por mais de dois meses o grupo resistiu – de forma horizontal, sem lideranças fixas e sustentados com doações – achando que qualquer dia poderia ser o último, tão forte era a repressão.

Um dos jovens foi demitido do trabalho e gastou o dinheiro da rescisão comprando pizza para os ocupantes. Eles respiravam política o tempo inteiro, estudaram até técnicas de negociação. Jhully Anne passava o dia no Pandiá, em Alcântara, e às 23h voltava pra casa, no Rocha, sozinha. Ela comemorou o aniversário de 16 anos no protesto.

Os alunos do Pandiá começaram a vida política na escola e hoje participam dos movimentos culturais de São Gonçalo, como a roda de rap que acontece na Praça Chico Mendes, no Raul Veiga. Júlia e Jhully Anne pretendem estudar Medicina e História. Consequências maravilhosas da ocupação. Jhully, aliás, vai escrever um livro sobre a experiência. Com prazer e o orgulho de quem estudou no Pandiá Calógeras há 24 anos, publico o primeiro rascunho desse livro:

“Hoje não sei se volto. Sinto o cheiro do gás, mas não morro, re(existo)”.

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Ex-prefeito preso, 2 vereadores cassados e prefeitura incendiada em 2017 https://simsaogoncalo.com.br/retrospectiva-2017-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/retrospectiva-2017-sao-goncalo/#comments Thu, 28 Dec 2017 19:36:49 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6004 O ano de 2017 poderia ter sido um ano de mudanças estruturais em São Gonçalo. Governo novo, gente nova… Não, não foi. Nos primeiros meses, o mesmo problema do lixo já dava as caras. Como de (péssimo) costume, o governo que saiu (Neilton Mulim 2013-2016) não pagou à empresa terceirizada que mantinha os serviços. Resultado: […]

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O ano de 2017 poderia ter sido um ano de mudanças estruturais em São Gonçalo. Governo novo, gente nova… Não, não foi. Nos primeiros meses, o mesmo problema do lixo já dava as caras. Como de (péssimo) costume, o governo que saiu (Neilton Mulim 2013-2016) não pagou à empresa terceirizada que mantinha os serviços. Resultado: a cidade ficou literalmente às moscas. E em alguns lugares, ainda está.

Nos meses subsequentes, as luzes se apagaram. A iluminação pública, paga em taxas embutidas na conta de luz, passou – e ainda passa – por problemas. A promessa é que em abril de 2018 as coisas se regularizem. Mas até lá, muito assalto ainda irá rolar nas ruas escuras da cidade (ou à luz do dia mesmo).

O que sobrou do prédio incendiado da Prefeitura de São Gonçalo. Foto: Jornal O São Gonçalo
O que sobrou do prédio incendiado da Prefeitura de São Gonçalo. Foto: Jornal O São Gonçalo

Incêndio na prefeitura

Outra péssima surpresa foi o incêndio na prefeitura. Se já tínhamos um serviço deficiente, a queima de arquivos e paralisação dos serviços deram um ar ainda mais dramático ao denso ano de 2017. A Polícia Civil ainda apura o caso. Um mistério a ser revelado.

Numa cidade onde os talentos brotam e são exportados para outras cidades e países, o poder público acaba chamando mais a atenção que artistas e empreendedores.

Como uma grande quantidade de pessoas depende dos serviços públicos, a qualquer sinal de problemas no setor, a população mais carente já sabe que ela será a primeira a ser atingida.

E por conta disso, os abusos dos agentes públicos são constantes e frequentes. O saldo desse ano, veremos a seguir.

Mulim e Cabral na cadeia
Neilton Mulim (São Gonçalo 2013 a 2016) e o ex-governador Sérgio Cabral (2017-2014). Uma dupla que viveu bem no xilindró nesse último ano de 2017.

Ex-prefeito Neilton Mulim na cadeia

Suspeito de uma fraude no valor de R$40 milhões de reais na iluminação pública de São Gonçalo, finalmente, Mulim foi preso. Segundo o Ministério Público, o contrato saltou de R$5,8 milhões para R$15,5 milhões em seu mandato e o dinheiro foi ‘completamente desperdiçado’. Ou seja, levaram a grana pra casa e deixaram a população no escuro.

Mulim foi preso em agosto, no condomínio onde morava em Maricá, numa casa avaliada em 1 milhão de reais. Em uma de suas residências, também foram encontrados 267 mil reais em dinheiro vivo.

Diferente de Aparecida Panisset, que foi condenada por improbidade administrativa e ficou inelegível por 8 anos, o ex-prefeito foi direto para a cadeia. Sinal dos novos tempos? Talvez. Em tempos de Sérgio Cabral, Jorge Picciani, Garotinho e Rosinha na cadeia, parece que essa prática veio pra ficar em 2017.

Câmara municipal e seus vereadores cassados

O legislativo eleito em 2016 começou o ano na casa nova. Com algumas figurinhas repetidas e outras novas no jogo político, pudemos acompanhar todo o show da falta de plurais e da repetição da palavra “pobrema” nos discursos transmitidos pela tv câmara.

Câmara Municipal de São Gonçalo – Rio de Janeiro
Câmara Municipal de São Gonçalo – Rio de Janeiro. Sede do poder legislativo da cidade, mais conhecido como “Palácio 22 de Setembro”.

Foi o ano em que ouvimos vereadores falando que o salário de 15 mil era pouco. E achando isso normal.

Também foi quando assistimos ao vereador dizendo que, apesar dos 31 mil recebidos em aposentadoria + 15 mil de salário na câmara, achava legal (e normal) ter um carro zero cedido pela câmara, custeado pelo contribuinte.

Ainda em 2017, vimos vereador cobrando o “leite dos gatinhos”, aqueles carguinhos distribuídos entre seus apoiadores para fazer nada no governo. Sem falar nas discussões e agressões verbais mútuas e escancaradas na disputa pelo poder municipal.

Iza Deolinda e Sandro Almeida, os vereadores de São Gonçalo que tiveram seus mandatos suspensos e cassados em 2017.

Mas os destaques foram os vereadores Sandro Almeida e Iza Deolinda. Acusados de compra de votos, num caso, e abuso de poder, no outro, ambos foram cassados e retirados do convívio no poder legislativo municipal. Às decisões cabem recurso. Ainda sim, não lembro de termos 2 vereadores com seus mandatos suspensos em São Gonçalo num espaço tão curto de tempo.

Sinal dos novos tempos?

Nem tanto.

Certamente, tudo aquilo que começou em 2013 foi essencial para que esses novos parâmetros de justiça fossem criados. Estamos vivendo um momento inédito. Mas para isso é preciso pé no chão e nenhuma euforia.

Infelizmente, mesmo com toda essa movimentação, ainda é possível ver movimentos nada éticos. Foi o caso do atual prefeito, José Luiz Nanci este ano. Empregando boa parte da família no âmbito municipal, ficou explícita a relação defeituosa com o poder que está no DNA dos velhos políticos. Com Nanci, o pior caso foi o de seu genro, que mesmo de forma “legalizada”, levava um indecente salário mensal da prefeitura.

E após toda a polêmica… deixou a esposa, Eliane Gabriel, no lugar.

Eliane Nanci e José Luiz Nanci na prefeitura em 2017. Foto: Jornal Extra

Reconexão em 2018

No ano de uma das eleições mais esperadas dos últimos tempos, dados os fatos políticos recentes, precisamos de uma vez por todas de uma reconexão. É preciso que nós, pessoas comuns, voltemos a nos ver pessoalmente, deixando um pouco de lado o ambiente carregado que vivemos nas redes sociais.

Esperamos muito que a virada de ano seja um símbolo de recomeço verdadeiro. Afinal, a vida é um ciclo. E se é para mudar, é para melhorar. Agora e sempre.

Esquecemos algum fato relevante para você em 2017? Então comente! Sua voz é fundamental. 🙂

Até mais e feliz 2018!

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Fazenda Colubandê e a esperança de resgate do Patrimônio Histórico https://simsaogoncalo.com.br/fazenda-colubande-resistencia-do-patrimonio-historico/ https://simsaogoncalo.com.br/fazenda-colubande-resistencia-do-patrimonio-historico/#comments Wed, 29 Nov 2017 23:25:28 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5821 No último final de semana de novembro de 2017, pessoas da sociedade civil, conselhos de cultura e moradores da cidade, novamente, se reuniram na fazenda para dialogar sobre os últimos passos deste processo que pode ser o início dessa retomada da Fazenda Colubandê. Faça um tour pela Fazenda Colubandê Há poucos meses, uma real movimentação […]

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No último final de semana de novembro de 2017, pessoas da sociedade civil, conselhos de cultura e moradores da cidade, novamente, se reuniram na fazenda para dialogar sobre os últimos passos deste processo que pode ser o início dessa retomada da Fazenda Colubandê.

Faça um tour pela Fazenda Colubandê

Há poucos meses, uma real movimentação da Secretaria Estadual de Cultura, articulada com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo começou a ser definida. A proposta é que através da Lei de ICMS, uma parceria público privada seja concretizada, iniciando um ciclo de atividades nesse lugar que é um dos patrimônios históricos mais importantes de São Gonçalo.

Como já publicamos nesse conto, será a retomada de um espaço por onde tantos lutam para manter nos últimos anos, apesar os diversos roubos e destruições.

Manhã de atividades na Fazenda Colubandê – Ocupação Cultural em novembro/2017. Foto: SIM São Gonçalo

Falta pouco para a Fazenda Colubandê voltar à ativa

Para muitos que pressionam o poder público, a longa luta em certos momentos pareceu perdida. A prefeitura sem dinheiro, há tempos já entregou a responsabilidade para o Estado. Este, em estado falimentar, se fingiu de morto nos últimos anos, até voltar a acenar para um novo momento.

E agora, na reta final do ano, estamos na expectativa de que o projeto seja aprovado e a Fazenda Colubandê e ganhe novo fôlego e esperança. Sem dúvidas, seria um recomeço no resgate do Patrimônio Histórico de São Gonçalo e, por consequência, de todo o Brasil.

Varanda da Casa Grande na Fazenda Colubandê em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano
Varanda da Casa Grande na Fazenda Colubandê em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano

Parte interna da Casa Grande e o estado de depredação na Fazenda Colubandê em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo
Parte interna da Casa Grande e o estado de depredação na Fazenda Colubandê em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Fazenda Colubandê em São Gonçalo
Grande gramado da Fazenda Colubandê em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Publicações sobre a Fazenda Colubandê em 2017

Fazenda Colubandê passará por restauração
Jornal O GLOBO em 21 de maio de 2017
Leia mais no site.

Batalhão de Polícia Florestal volta à Fazenda Colubandê em São Gonçalo
Jornal O SÃO GONÇALO em 26 de setembro de 2017
Leia mais no site.

Fazenda Colubandê: história, arte, tragédia e descaso
ARTE NA REDE em 14 de março de 2017
Leia mais no site.

Justiça Federal determina policiamento 24h em fazenda histórica roubada no Rio
EBC Agência Brasil em 18 de fevereiro de 2017
Leia mais no site.

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Orçamento São Gonçalo 2018: a cultura é esquecida outra vez https://simsaogoncalo.com.br/orcamento-2018-a-cultura-esquecida-outra-vez/ https://simsaogoncalo.com.br/orcamento-2018-a-cultura-esquecida-outra-vez/#comments Thu, 16 Nov 2017 15:56:47 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5723 A Lei Orçamentária Anual – LOA para 2018 está sendo discutida na Câmara de Vereadores. Já foram feitas 3 audiências públicas. O orçamento total estimado é de R$ 1,260 bi e os vereadores têm até o dia 17 de novembro para proporem emendas. O orçamento da Secretaria de Cultura – SMTC recebeu um corte de […]

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A Lei Orçamentária Anual – LOA para 2018 está sendo discutida na Câmara de Vereadores. Já foram feitas 3 audiências públicas. O orçamento total estimado é de R$ 1,260 bi e os vereadores têm até o dia 17 de novembro para proporem emendas.

O orçamento da Secretaria de Cultura – SMTC recebeu um corte de 20% em relação ao ano passado, caindo para R$ 1,308 mi. Já a Fundação de Artes – FASG sofreu um corte de 5%, com estimativa de R$ 2,745 mi. Somando os dois órgãos, a cultura terá um orçamento estimado em R$ 4,053 mi, representando 0,3% do orçamento total.

Cerca de 60% desse valor será destinado ao pagamento de pessoal, sendo R$ 1,171 mi para a SMTC e R$ 1,258 mi para a FASG. Com isso, apenas R$ 728.500 está destinado para difusão cultural no município, ou seja, nem 20% do montante.

Jardim do prédio do Teatro Municipal Gonçalense ainda fechado. Foto: Matheus Graciano/SIM São Gonçalo

Desde 2008, na I Conferência Municipal de Cultura, o setor cultural vem pleiteando junto ao poder público cerca de 1% do orçamento total destinado à cultura. Contudo, essa demanda parece estar longe de ser alcançada, já que há pouca mobilização da sociedade no sentido de pressionar o poder público e o nosso Plano Municipal de Cultura – PMC ainda não foi aprovado.

Nós da sociedade civil, principalmente o setor cultural, precisamos pressionar os vereadores para que possam encaminhar emendas visando aumentar estes valores. Infelizmente, devido à falta de apoio dos empresários locais, os artistas e produtores são extremamente dependentes dos recursos públicos, tornando-se inviável a realização de um trabalho efetivo no segmento.

Atuação da FASG na cultura municipal

A FASG também tem se mostrado um dos pilares desta gestão, realizando a ocupação dos espaços públicos de maneira constante. Cabe lembrar que a SMTC e FASG são responsáveis pela manutenção de aparelhos importantes como a Casa das Artes, o Teatro Carequinha, a Escola Pixinguinha, a Loninha, o Centro Cultural e a Lona do Jd. Catarina, tornando-se quase impossível uma gestão responsável destes espaços com tão poucos recursos.

Há cerca de R$ 1,128 mi destinados à premiação e difusão cultural nas pastas de Esporte e Lazer e Governo. Não sendo estas pastas responsáveis pela cultura na cidade, tampouco com profissionais habilitados na área, estes recursos deveriam ser remanejados para quem de fato faz cultura na cidade, a SMTC e a FASG, através de seus eventos e projetos.

Neste sentido, faço um chamado ao setor cultural da cidade, para que possamos mobilizar nossos vereadores e o prefeito Nanci com o objetivo de termos um orçamento realmente considerável para a cultura, possibilitando a manutenção dos aparelhos públicos e o fomento dos artistas locais.

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Entre o caos nacional e estadual, ainda há quem lute pela CIDADE? https://simsaogoncalo.com.br/salve-cidade-salve-o-mundo/ https://simsaogoncalo.com.br/salve-cidade-salve-o-mundo/#respond Sun, 05 Nov 2017 16:31:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5685 Antes de começar a desfiar o rosário rústico de desgraças cotidianas, devo avisar: não me venham com esse papo de “tempos difíceis”. Não vi tempo fácil desde que cheguei — há 41 anos — e agradeço pela vida não ter me dado mole para que eu não fosse mais um tolo. Como diz o poeta, “pra quem aprendeu a […]

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Antes de começar a desfiar o rosário rústico de desgraças cotidianas, devo avisar: não me venham com esse papo de “tempos difíceis”. Não vi tempo fácil desde que cheguei — há 41 anos — e agradeço pela vida não ter me dado mole para que eu não fosse mais um tolo. Como diz o poeta, “pra quem aprendeu a nadar na lama / água é veículo e velocidade”.

Roma arde. Você pode torcer para o partido que quiser (até para o seu próprio coração partido), canonizar santos de barro e escalar seus bandidos de estimação, não importa. Só não pode negar que nossx Capital arde, e o cheiro dos fumos é de dinheiro e esperanças queimadas. Capitalistas selvagens titânicos abocanham mais do que podem morder, e as cifras que o jornal vomita são fabulosas até para os ricos. Fico intimidado ouvindo milhões pra cá, milhões pra lá, enquanto não consigo quitar nem o carnê do carrinho mil cilindradas que me leva pro trabalho (o mais triste dos romances, com apenas 60 páginas). Ninguém representa ninguém, quem cruza o maroto Rubicão artifical do Planalto Central e enverga um terno se torna ronin, samurai cujo único mestre é o próprio umbigo.

No cenário estadual a coisa não melhora muito. Um chefe de quadrilha renomado e conhecido finalmente é preso por seus constantes saques ao erário — consequentemente ao bolso dos cidadãos — porém deixa seu filhote maldito na cadeira de governador. Como uma encosta na chuva de janeiro, a autarquia estadual se esboroa a olhos vistos, e no caminho de destruição leva direitos, empregos, investimentos e vidas, muitas vidas. Mais uma vez com a anuência de outros meliantes enfatiotados em seus fatos, líderes comunitários, milicianos e religiosos eleitos por seus rebanhos e babando nas gravatas.

Ao mesmo tempo, os usual suspects campeiam ao largo: machismo, racismo, criminalização da pobreza, estupidez, ameaça esquizofrênica de intervenção militar (VOCÊS NÃO ESTUDARAM HISTÓRIA NÃO, CARALHO?!), Trump, apropriação cultural, Muralha titular. Dói, dói sim. Mas e a cidade? Haverá tempo para se lutar por nossa cidade no meio desse furdunço?

“Fora Temer”, “Fora Pezão”, “Fora Trump” são importantes sim, amiguinhos, mas e a caixa preta do governo de Neilton Mulim, quem vai abrir? A gente fica perdido debatendo em redes sociais questões de alta complexidade filosófica, mas não se incomoda com o teatro minicipal fechado (SEMPRE FUI CONTRA, mas depois de construído, pago e repago, por que a população não pode usufruir?). Vejo gente discutindo se branco pode ou não usar turbante (como se alguém fosse branco), ou ainda se é legítima a presença de negros no clipe da Malu Camelo (e quem ouve essa menina, gente?), mas que não cria espaços na cidade onde as demandas possam ser explanadas e minimizadas. A cidade, letárgica, está aprisionada em um calendário de 1990 colado na parede, e brinca de corrida de curupira. Os vereadores se digladiam por seus cargos de indicação (“leitinho do gato”, disse um), e o rebanho assiste a tudo passivamente, mirando aves de arribação no horizonte enquanto tico-ticos bicam o fubá de seus pratos.

Mas não é só a miopia política não, nem esperar que o poder público cumpra seu papel. Cadê as iniciativas populares? Onde está a infantaria? Vamos ficar vaiando Doria e seu casaquinho amarrado no pescoço até quando? A gente perde um tempo danado brigando pela subjetividade alheia, enquanto nosso imaginário local se empobrece mais e mais. A briga é AQUI, o tempo é ONTEM. É preciso que alguns levantem os cornos para fora e acima da manada. CRIAR alternativas para São Gonçalo, PENSAR e REALIZAR ações que limpem o rio de nossa aldeia (que é maior do que o Tejo, maior do que o mundo) e ver novamente os barquinhos de papel descendo a corredeira, para o deleite daqueles que ainda querem mudar a cidade — e não se mudarem dela. Entre o caos nacional, o pandemônio estadual e a crise ontológica, é preciso que alguém ainda lute pela CIDADE.

Senão — acreditem — a terra do São Miguel não nos será leve.

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São Gonçalo não é comunidade: morro vs. asfalto não funciona por aqui https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nao-e-comunidade/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nao-e-comunidade/#comments Mon, 30 Oct 2017 12:52:07 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5633 ​ Mais uma vez, em setembro de 2017, a Riotur apaga as favelas do mapa. A medida do órgão responsável pelo marketing da cidade do Rio visa esconder nossas desigualdades dos turistas, criando uma falsa sensação de segurança. Para quem é local, sabemos que segurança mesmo é conhecer bem o território. Ou estar com pessoas […]

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Mais uma vez, em setembro de 2017, a Riotur apaga as favelas do mapa. A medida do órgão responsável pelo marketing da cidade do Rio visa esconder nossas desigualdades dos turistas, criando uma falsa sensação de segurança.

Para quem é local, sabemos que segurança mesmo é conhecer bem o território. Ou estar com pessoas responsáveis que o conheçam.

O que a princípio parece bobo, na verdade tem reflexos bem maiores. Eles pegam em cheio a percepção não só das favelas, mas de todas as cidades do cinturão fluminense, aquelas que estão ao redor da Baía de Guanabara.

Vista da Ponte Rio-Niterói de São Gonçalo. Foto: Fernando Bittencourt
Vista da Ponte Rio-Niterói de São Gonçalo. Foto: Fernando Bittencourt

Municípios vizinhos da capital são “só mais uma comunidade”

Desde quando comecei a levar as questões de São Gonçalo para a capital, os encontros sempre revelaram a categoria que nos enquadram. Como estamos fora do eixo financeiro, ganhamos sempre o nome de “comunitário”. Mídia comunitária, jornalzinho comunitário, serviço comunitário, mesmo falando para a 2ª maior cidade do estado do Rio de Janeiro.

Chamar cidades com mais 500 mil, 800 mil ou 1 milhão de habitantes de “comunidade”, como é o nosso caso, além de bizarro, mostra a completa cegueira da comunicação brasileira.

Entretanto, a falta de visão vem de casa, literalmente. Afinal, boa parte de quem trabalha no ramo da comunicação mora no eixo carioca Centro–Zona Sul–Barra, de onde também é possível ver a lógica que vamos explicar a seguir.

Bairro Boa Vista em São Gonçalo fotografado atualmente em 2017.
Bairro Boa Vista em São Gonçalo fotografado atualmente em 2017. Foto: Adriana Xavier.

Morro vs. Asfalto: aqui não funciona assim

O primeiro lugar batizado como favela, segundo nossos historiadores, é onde hoje conhecemos por “Morro da Providência”. Já naquele momento, a distinção entre pobres do morro vs ricos da parte baixa, se consolidou.

Com o crescimento da então capital do Brasil, que se expandia além do Centro da cidade, novas favelas nasciam em outros morros. Enquanto isso, a classe média se estabelecia nas ruas calçadas que, posteriormente, ganharam a manta asfáltica.

Consequentemente, a oposição entre pobres vs ricos ganhou esse eufemismo de “morro vs asfalto”. Na verdade, ambos se retroalimentam, uma vez um dependem mutuamente da mão de obra barata e do dinheiro disponível.

Mas essa diferença social tão drástica tem extensão limitada. Alem do eixo Centro – Zona Sul, iremos encontrar exemplares na região da Grande Tijuca e Niterói. No restante do território da região metropolitana é mais difícil sentir essa forte segregação, uma vez que o acabamento urbano do “asfalto” é deficiente. Vide o caso de São Gonçalo.

McDonalds e Assai no Alcântara em São Gonçalo
McDonalds e Assai no Alcântara em São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

São Gonçalo tem favelas, mas sem áreas ricas

Isso não quer dizer que não existam regiões mais pobres que outras no restante do território. Em São Gonçalo, diversos locais sem infraestrutura, mesmo no plano, ganharam o nome de favela. Como é o caso de alguns bairros mais novos na cidade.

Entretanto, esse confronto de classes já não consegue se justificar. Até porque, independente de onde você more, é provável que ambos tenham que sair da cidade para trabalhar, uma vez que o dinheiro não está na região.

Por conta desse cenário, vemos o ‘fenômeno’ de pobre roubando pobre ou classe média baixa.

Esse meu questionamento frequente deu origem à primeira “Pesquisa Rápida” no SIM São Gonçalo. Um jeito de comparar a opinião das pessoas de diversos cantos da cidade. A primeira pergunta era “o que diferencia uma favela de um lugar não-favela em São Gonçalo?

O resultado não teve surpresas para quem conhece a região. Entretanto, mostrou que para muitos a questão de ser favela tem mais a ver com a presença do tráfico, do que com a presença de saneamento básico e calçamento.

Ainda temos muito o que evoluir, e o que melhorar. Ainda sim, fica a análise disponível para que a dita mídia hegemônica estude um pouco mais antes de chamar tudo de favela ou comunidade, uma vez que a situação é muito mais complexa que uma simples definição.

No final, somos todos cidades fluminense.

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Uma opinião sobre cada vereador gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/uma-opiniao-sobre-cada-vereador-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/uma-opiniao-sobre-cada-vereador-goncalense/#comments Sat, 14 Oct 2017 10:56:15 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5569 Opinar sobre um vereador gonçalense não é tarefa fácil. São Gonçalo tem 27 vereadores classificados como ativos pelo site da Câmara Municipal, mas atuação de muitos não aparece na imprensa. Nem na transmissão das sessões plenárias feitas pela TV Câmara, e ainda menos no perfil deles no Facebook. Escolha seu vereador gonçalense (legislatura 2017-2020) Alexandre […]

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Opinar sobre um vereador gonçalense não é tarefa fácil. São Gonçalo tem 27 vereadores classificados como ativos pelo site da Câmara Municipal, mas atuação de muitos não aparece na imprensa. Nem na transmissão das sessões plenárias feitas pela TV Câmara, e ainda menos no perfil deles no Facebook.

Escolha seu vereador gonçalense (legislatura 2017-2020)

Alexandre Gomes: Preferiu fechar os olhos para os problemas da cidade e vestiu a farda de soldado fiel ao Governo Nanci.

Bruno Porto: Faz parte do grupo que não conseguiu evitar que São Gonçalo vivesse, de novo, uma situação ridícula – o risco de perder dinheiro já depositado pelo Governo Federal, desta vez para projetos esportivos.

Cacau: Sua principal atividade parlamentar, publicada quase diariamente na sua página oficial no Facebook, é desejar feliz aniversário aos amigos.

Cap. Nelson Ruas: Tem coragem para enfrentar Eduardo Gordo. Explora excessivamente a fiscalização de obras como se fosse a razão de um vereador existir.

Diney: Qualquer um que sirva de obstáculo a Eduardo Gordo presta um grande serviço à população gonçalense.

Dr. Armando Marins: Conseguiu a proeza de colocar em vigor cinco leis de sua autoria este mês (A política RJ).

Dr. Ricardo Peon: Não passa de um aproveitador político do título de doutor.

Eduardo Gordo: Gato inocente não mia de fome. É acusado pelo Ministério Público Federal de ter desviado recursos que seriam destinados à Saúde do município. Responde por abuso de poder econômico, político e conduta vedada a agente público.

Eli da Rosabela: Teve o quarto carro roubado em menos de um ano. Ninguém compra tanto carro assim em São Gonçalo. É um galã paraibano sem nada a acrescentar à Câmara Municipal.

Getúlio Brito: Não é tão ativo, mas já ganhou destaque na imprensa graças a projetos interessantes, como a Coleta Móvel de Sangue (O São Gonçalo).

Gilson do Cefen: Ter o ex-governador Anthony Garotinho como inspiração política impede o desenvolvimento de suas melhores ideias.

Iza: Segundo o Ministério Público Eleitoral e o Tribunal Regional Eleitoral, praticou abuso do poder político e de autoridade, captação ilícita de sufrágio, conduta vedada a agente público e assistencialismo político.

Jalmir Junior: Quando sobe à tribuna e toma a palavra, Jalmir esbanja segurança e autoridade. Qualidades que estranhamente não o ajudaram a desenvolver bons projetos para a cidade.

José Carlos Vicente: Assina os títulos e homenagens mais vergonhosos concedidos pela Câmara, como o título de amigo da cidade de São Gonçalo ao senador corrupto Aécio Neves.

Lecinho: Explorador assumido do aprisionamento dos eleitores em currais eleitorais. Pensa que é dono de Guaxindiba.

Lucas Muniz: Baseou seu mandato naquilo que os eleitores menos exigentes gostam – Deus, família, futebol e solicitações de melhorias à Prefeitura. O vereador de 24 anos decora seu gabinete com imagens da cidade do Rio de Janeiro. A juventude gonçalense merece mais.

Maciel: Equilibrado, fala com clareza, faz o feijão com arroz mas de vez em quando marca um gol. Aprovou um projeto que permite estacionar veículos em hospitais e clínicas da cidade sem haver cobrança em um período de 4 horas do dia.

Mariola: Nenhum vereador deveria exercer mais de 3 mandatos em São Gonçalo e sair impune. Seu fracasso está exposto nas ruas. Mariola conquistou o quinto mandato.

Misael da Flordelis: Wagner de Andrade Pimenta é seu nome. Não há nenhuma informação útil disponível na Web sobre suas atividades parlamentares porque ele as cumpre apenas de forma protocolar. Ser vereador não é um ato de amor por São Gonçalo, mas um pequeno passo dentro de um esquema ambicioso que mistura poder e religião.

Natan: Tem quase 40 projetos de lei apresentados na Câmara envolvendo reciclagem, regularização de ambulantes dentro de coletivos e outras questões alinhadas com as necessidades do município.

Paulo Cesar Eu Acredito: Vereador de atuação nula. Como os eleitores puderam acreditar em alguém com esse nome na urna?

Professor Paulo: Mais sóbrio vereador da cidade. Dono dos projetos de lei de maior impacto social da atual legislatura, entre eles o 062/2017, que institui o Passe Livre Universitário em São Gonçalo.

Salvador Soares: Não passa de um bispo da Igreja Universal, incapaz de agir como vereador. Usou o nome de Deus e a fé popular para ser eleito.

Samuca: Outro cujo mandato não traz benefício algum para o município e custa R$ 15 mil por mês (só de salário) aos cofres públicos.

Sandro Almeida: Ex-aliado de Neilton Mulim, politicamente raso, embora de grande altura intelectual. Sua oposição cega ao governo Nanci não deixa espaço para um diálogo que poderia beneficiar a cidade.

Seu Marco: Assumiu o cargo em abril e prometeu trabalhar em conjunto com o Poder Executivo para o benefício da população. Até agora não trabalhou e não houve benefício.

Vinícius: Deve ser o presidente de Comissão Parlamentar de Defesa dos Direitos Humanos menos expressivo do Brasil. Dominam sua comunicação oficial publicações sobre concursos públicos e vagas de emprego.

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Alcântara tem seu lado especial https://simsaogoncalo.com.br/alcantara-tem-seu-lado-especial/ https://simsaogoncalo.com.br/alcantara-tem-seu-lado-especial/#comments Sat, 07 Oct 2017 20:41:23 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5562 São Gonçalo tem noventa e um bairros oficiais. Noventa e um. Apenas um deles tem placa de indicação na Ponte Rio-Niterói: Alcântara. O bairro é campeão de arrecadação de impostos comerciais para o município. Apesar do lixo e da desordem, ele tem seu lado especial. Através dos corpos que se esbarram no espaço estreito da […]

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São Gonçalo tem noventa e um bairros oficiais. Noventa e um. Apenas um deles tem placa de indicação na Ponte Rio-Niterói: Alcântara. O bairro é campeão de arrecadação de impostos comerciais para o município. Apesar do lixo e da desordem, ele tem seu lado especial.

Através dos corpos que se esbarram no espaço estreito da Rua da Feira e do Calçadão, o bairro sua quase o ano inteiro. E vibra por meio da garganta incansável do camelô e dos alto-falantes insistentes anunciando promoções. Alcântara é quente, gosmento, sujo e sensual.

Gente de todo o Estado do Rio de Janeiro vê o nome do bairro impresso na placa, no alto, depois de pagar o pedágio. Trabalhadores voltando para casa, no Leste Fluminense, cariocas viajando para a Região dos Lagos e turistas rumo a outros estados brasileiros. Além de Alcântara, o Fonseca conta com o mesmo privilégio, as placas restantes apontam para cidades.

Assisti Titanic com minha família e Power Rangers com amigos de infância no Cine Teatro Alcântara, na rua João Caetano, quando não havia shopping em São Gonçalo. Na década de 90 estudei Inglês no bairro e as franquias de cursos que existem lá estão cada vez maiores e mais diversificadas. Tem curso de Inglês, Informática, computação gráfica, desenvolvimento de jogos…

No Colégio Estadual Pandiá Calógeras, poucos metros a frente do antigo cinema, fiz parte do Ensino Fundamental. Ano passado o Pandiá teve papel de destaque na luta pela manutenção dos direitos dos estudantes gonçalenses e na sua formação política. O entorno do Pandiá, de acordo com relatos dos atuais estudantes, continua ponto de encontro favorito dos jovens amantes da região.

Em 1999 terminei o Ensino Médio no Grupo Perspectiva Integral, que ficava em frente ao viaduto, ao lado da extinta casa de saúde. Nessa escola estudaram geógrafos, biólogos, sociólogos e outros profissionais que contribuem bastante para o entendimento da história e das características populacionais de São Gonçalo. Como eu matava aula para ouvir heavy metal na casa de um amigo no Jockey, minha contribuição são esses artigos semanais cheios de erros de informação. Alcântara ainda forma parte da elite intelectual do município em suas diversas unidades escolares públicas e privadas.

Na adolescência aprendi o valor do trabalho – dignidade e dinheiro no bolso – vendendo salgados e sucos aos lojistas e pedestres na Rua da Feira. Aos 17 anos, menos responsável, precisei vender minha bicicleta e meu videogame na feira de domingo para pagar dívidas do meu vício em Internet.

Pipoqueiros conquistam no bairro o sustento da família. Mulheres da cidade inteira se reúnem lá para fazer negócios e trocar produtos para festas. Tudo se vende, tudo se compra. A facilidade de negociar é tão grande que a ex-prefeita Aparecida Panisset conseguiu vender a praça Carlos Gianelli para um grupo de empresários construir um prédio comercial. Os jovens marcam encontros e lotam o local quando querem. Fiz Primeira Comunhão, me casei e batizei meu filho na Igreja São Pedro de Alcântara, que também lucrou ao ceder espaço para o prédio.

Alcântara tem universidade. Particular, mas o acesso às salas de estudo é livre (aproveite, caso não consiga estudar em casa por causa do vizinho barulhento). Tem hotel, coisa rara em São Gonçalo, onde as figuras políticas municipais poderiam discutir seus graves problemas de relacionamento. Tem vereadores e secretários de governo como moradores. Alcântara é cosmopolita, abriga gente da cidade toda, as bancas vendem inclusive jornais paulistas. A vida de alguém, como a minha, pode ser completa sem ao menos sair de Alcântara.

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O adeus ao Padre Luiz Gusmão: uma liderança missionária em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/adeus-padre-luiz-lideranca-missionaria/ https://simsaogoncalo.com.br/adeus-padre-luiz-lideranca-missionaria/#comments Mon, 02 Oct 2017 15:51:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5498 Há algum tempo, venho pensando em como as lideranças locais são importantes. Mudamos bastante nos últimos tempos. Entretanto, algumas dessas características construídas em tempos passados foram em mãos de pessoas como o Padre Luiz Gusmão. Dois dias antes de completar 92 anos, Padre Luiz, como o chamávamos, deixou a Terra, finalizando seu plano por aqui. […]

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Há algum tempo, venho pensando em como as lideranças locais são importantes. Mudamos bastante nos últimos tempos. Entretanto, algumas dessas características construídas em tempos passados foram em mãos de pessoas como o Padre Luiz Gusmão.

Dois dias antes de completar 92 anos, Padre Luiz, como o chamávamos, deixou a Terra, finalizando seu plano por aqui. A história do sacerdote com São Gonçalo tem início em outubro de 1972, quando assumiu a direção da Igreja Nossa Senhora de Aparecida, por onde ficou durante 3 décadas, acompanhando todas as mudanças de uma cidade bem diferente da que temos hoje.

Igreja Nossa Senhora de Aparecida no Patronato, São Gonçalo.
Igreja Nossa Senhora de Aparecida no Patronato, São Gonçalo. Foto: Gustavo Meano

Com família de origem católica, fui batizado em 1985, fiz a primeira comunhão em 1994,  participei do ECRIC (Encontro de Crianças com Cristo), EAC (Encontro de Adolescentes com Cristo), EJC (Encontro de Jovens com Cristo) e, em todas essas situações, lá estava o Padre Luiz. Certamente, se você tem mais de 25 anos e teve contato com a “igreja do Patronato”, deve se recordar do pároco durante sua longa permanência por lá.

A diferença entre as lideranças de hoje e do passado

Sem internet, a assimetria de informação na população brasileira era ainda mais gritante que temos hoje. Entretanto, talvez por conta de uma exigência maior, as lideranças formadas no passado tinham uma formação mais sólida.

Se você observar bem, verá que muitos no passado buscavam as instituições militares e religiosas para estudar e ter acesso à informação. Ambos os lugares eram referência em educação. Até hoje, ainda é possível ver algumas escolas católicas e militares se destacando no ensino.

Padre Luis Gusmão da Igreja Nossa Senhora Aparecida no Patronato, São Gonçalo
Padre Luiz Gusmão celebrando uma missa. Foto: Pastoral da Comunicação / Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Padre Luiz é fruto dessa seara. Para se tornar sacerdote, estudou mais de 8 anos para se graduar. Antes de vir para São Gonçalo, foi professor de Português e Literatura em Portugal, trabalhou em uma igreja de Liverpool, numa Ingleterra ainda se recuperando do pós-Guerra, até ser enviado para Ghana, uma nação recém-independente do Reino Unido, na costa oeste da África. No país, foi missionário e diretor de diversas igrejas e escolas no sertão. Ainda passou uma temporada em Boston, nos Estados Unidos, dirigindo paróquias no país norte-americano.

Com toda essa bagagem, falando outros idiomas e tendo uma visão de mundo ímpar, chegou ao Patronato com 47 anos. A partir dali, talvez nem imaginasse que permaneceria na comunidade durante tanto tempo.

Pela dinâmica de hoje, com novas possibilidades e informação mais acessível, os horizontes para quem deseja ser missionário, trabalhar com educação ou simplesmente estudar, passam por caminhos mais distantes da trilha missionária desenhada pela Igreja Católica.

Ainda sim, é curioso ver que foi através desse processo que diversos homens e mulheres, após anos de estudo e experiências densas, foram lançados ao contato com pessoas de diversos tipos, especialmente as mais humildes, fazendo com que padres cultos chegassem a lugares como naquela igrejinha do Patronato dos anos 70.

Depois de 92 anos de vida, esperamos que sua partida tenha sido em paz. Vai-se o homem e fica o exemplo de que nossos anos de estudo precisam ser revertidos sempre para os que mais precisam. Seja em ajuda material, psicológica ou espiritual.

Padre Luis Gusmão da Igreja Nossa Senhora Aparecida no Patronato, São Gonçalo
Padre Luiz Gusmão celebrando uma missa. Foto: Pastoral da Comunicação / Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Padre Luiz e o título de cidadão fluminense

Boa parte das referências que achei de sua vida, estão no texto a seguir. Ele foi retirado do Projeto de Resolução Nº 998/97, que concedeu o título de CIDADÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AO PADRE LUIZ GUSMÃO. O autor do projeto foi o ex-deputado e também ex-prefeito de São Gonçalo, Haírson Monteiro.

O texto é de 1997. Confira a história completa:

Nascido em Caxambu, Minas Gerais, em 30 de setembro de 1925, Luiz Gusmão iniciou sua preparação para o sacerdócio no Seminário Menor de Campanha, também no vizinho Estado, em 1944. Quatro anos depois chegava ele ao Seminário do Verbo Divino, em São Paulo, Capital, onde viria a ser ordenado sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana em 19 de março de 1953, dia de São José.

Naquele mesmo ano, Padre Luiz Gusmão era nomeado para lecionar Português e Literatura em Guimarães, Portugal, sendo transferido dois anos depois para lecionar diversas matérias no Seminário Menor de Fátima. Em 1957, era ele designado para estudar e trabalhar em uma Paróquia de Liverpool, na Inglaterra, de onde saiu para Ghana, na África Ocidental, em 1959, ali trabalhando como missionário e diretor de 45 escolas elementares, além de ser responsável por 35 igrejas e capelas de várias cidades e aldeias do sertão. Em 1965, já estava o Padre Luiz em Boston, nos Estados Unidos, para dirigir uma de suas Paróquias e, em 1967, regressava a Ghana para dar continuidade ao trabalho ali iniciado.

Foi em 1972 que Padre Luiz retornou ao Brasil, sendo designado para assumir, em outubro daquele ano, a Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, no bairro de Patronato, em São Gonçalo, onde tem realizado obras relevantes, das quais se destacam a construção da nova igreja dedicada à padroeira do Brasil (que duraram de 1983 à 1986) e a restauração da Igreja da Sagrada Família, no bairro de Mangueira.

Incentivador das pastorais e dos movimentos da Igreja Católica, Padre Luiz, já realizou em sua Paróquia 41 Encontros de Casais com Cristo, 25 Encontros de Adolescentes com Cristo, 15 Encontros de Jovens Cristo e 4 Encontros de Crianças com Cristo, além de dedicar-se ao socorro aos carentes, fornecendo-lhes alimentos, roupas e medicamentos, graças à intensa colaboração dos paroquianos que têm a felicidade de tê-lo como seu orientador espiritual.

Por todas estas qualidades, merece o Padre Luiz Gusmão, mineiro de nascimento, cidadão do mundo e fluminense de coração, que lhe seja outorgado o Título de Cidadania do Estado do Rio de Janeiro, o que certamente fará esta Assembléia Legislativa ao aprovar o Projeto de Resolução ora oferecido à consideração dos ilustres Deputados Estaduais.”

Fonte: ALERJ http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/scpro.nsf/c117efcede3c2c7b032565020052e8ec/e731eea7fb08636403256556005a6625?OpenDocument

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Santa Luzia vale mais que Icaraí: a distorção de valor nas bancas de jornal https://simsaogoncalo.com.br/santa-luzia-vale-mais-icarai/ https://simsaogoncalo.com.br/santa-luzia-vale-mais-icarai/#respond Sat, 30 Sep 2017 19:10:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5491 Numa cidade como São Gonçalo, onde não há muitas livrarias, bibliotecas e outros acessos à mídia impressa, as bancas de jornal são um refúgio. Ainda sim, estão sofrendo um grande problema. Nos últimos anos, o valor do licenciamento anual, taxa que as bancas pagam à prefeitura, está exorbitante. Quando Santa Luzia vale mais que Icaraí […]

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Numa cidade como São Gonçalo, onde não há muitas livrarias, bibliotecas e outros acessos à mídia impressa, as bancas de jornal são um refúgio. Ainda sim, estão sofrendo um grande problema. Nos últimos anos, o valor do licenciamento anual, taxa que as bancas pagam à prefeitura, está exorbitante.

Quando Santa Luzia vale mais que Icaraí

Para exemplificar esse cenário caótico da tributação municipal gonçalense, temos que falar do que vem dando certo. E nesse caso, de Niterói. Comentar sobre a nossa cidade vizinha é como falar de um primo rico. Me perdoem pela comparação, mas é o exemplo mais próximo da nossa cidade. Então, vejamos: em Icaraí, bairro que tem o melhor IDH do Estado do Rio de Janeiro (Veja Rio), o valor do m2 para uma banca de jornal é de R$96,50. Enquanto isso, o mesmo metro quadrado em Santa Luzia, São Gonçalo, é de R$281,56.

Sim, é exatamente isso. Uma banca de 8m2 paga anualmente, em Icaraí, o valor de R$772,00, enquanto em Santa Luzia, o mesmo tamanho de banca custa ao jornaleiro R$2.252,48, um impeditivo não só para os empreendedores, como também para a população, que perde a oportunidade de ter um ponto físico de informação em seu bairro.

Enquanto Niterói tem 95% de suas bancas com tributos em dia, São Gonçalo não passa de 30%. É necessário que o poder municipal reveja a taxa anual cobrada. O cenário atual gonçalense é de bancas fechando a cada ano, criando um problema em cadeia. Se elas não pagam, pois não conseguem se manter, o município não arrecada.

Esse problema não é de responsabilidade do atual governo. Porém, a solução está em suas mãos. As bancas de jornal têm um valor simbólico com sua presença nos bairros. É fundamental que o executivo municipal reveja essa tributação, abrindo um diálogo com a classe. Permitir que informação flua, também é tornar a cidade mais próspera e melhor para se viver.

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Gonçalenses do futuro: uma mensagem para as próximas gerações https://simsaogoncalo.com.br/mensagem-para-os-goncalenses-do-futuro/ https://simsaogoncalo.com.br/mensagem-para-os-goncalenses-do-futuro/#respond Sat, 30 Sep 2017 15:10:46 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5484 Daqui a cem anos, os gonçalenses do futuro aproveitarão uma cidade com o maior pólo de reciclagem e varejo popular de causar inveja a qualquer cidade do mundo. Eu sei! A vida deve ter ficado melhor com barca, metrô, ciclovias e investimento na educação e na economia municipal. Ninguém mais lembrará do que acontecia em 2017, […]

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Daqui a cem anos, os gonçalenses do futuro aproveitarão uma cidade com o maior pólo de reciclagem e varejo popular de causar inveja a qualquer cidade do mundo. Eu sei!

A vida deve ter ficado melhor com barca, metrô, ciclovias e investimento na educação e na economia municipal. Ninguém mais lembrará do que acontecia em 2017, quando a cidade era suja e dominada pelo atraso político.

Temos um prefeito simpático pra caramba, só que ele não decide nada. Brigam por poder e destaque os vereadores mais corruptos e eloquentes, o vice-prefeito, e até a primeira-dama.

Há lixo demais nas ruas. Sacolas cheias que saem das casas e vão parar nas esquinas e calçadas. Pela quantidade no chão de copos de Guaracrac, um refresco de guaraná, São Gonçalo deve ser campeã brasileira no consumo dessa bebida.

Nós, gonçalenses, dentro dos ônibus lotados realizamos o segundo maior deslocamento diário de pessoas do Brasil (IBGE). Aproximadamente 12% da população trabalham em outra cidade.

À noite ninguém enxerga nada em alguns bairros por falta de manutenção da iluminação pública. Há pouco tempo descobrimos que o prefeito anterior, sumido e mentiroso, fez parte da quadrilha que roubou milhões do setor responsável pela manutenção das lâmpadas. O atual prefeito não conseguiu resolver a questão ainda. Alguém precisa dizer para ele inovar adotando soluções internas. No futuro as lâmpadas são alimentadas por energia solar, acertei?

A Prefeitura Municipal pegou fogo nesse mês de setembro. Ridículo, não? A Prefeitura de uma cidade tão grande pegar fogo e destruir a operação de quatro secretarias de governo. Parece cidade governada por adolescentes amadores, ou coisa do século 17, quando ocorreu O Grande Incêndio de Londres e a cidade ardeu por quatro dias.

Tem ladrão assumido, denunciado pelo Ministério Público Federal, com diploma de vereador, exercendo mandato. Os demais vereadores passam o dia tapando buracos, literalmente, ou publicando fotos nas redes sociais dos cultos que celebram e assistem na igreja.

Os gonçalenses do futuro verão uma cidade nos trilhos

Ninguém sabe como colocar São Gonçalo nos trilhos. Quem trabalha honestamente na Prefeitura é exonerado. Se tiver o sobrenome do prefeito ou da primeira-dama, um emprego com salário alto está garantido.

O secretário de Meio Ambiente pendura faixas ilegais nos postes de luz com seu nome escrito o ano inteiro. É, o próprio secretário de Meio Ambiente polui a cidade.

Por causa da falta de segurança nas ruas e descrença na classe política, o gonçalense está mais desesperado e depressivo do que nunca.

Estou com medo de registrar tudo o que acontece hoje. É possível que os gonçalenses do futuro fiquem com pena da gente. Vocês que deveriam nos enviar as boas notícias, poxa!

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O sol nasce na sujeira de Santa Isabel https://simsaogoncalo.com.br/o-sol-nasce-na-sujeira-de-santa-isabel/ https://simsaogoncalo.com.br/o-sol-nasce-na-sujeira-de-santa-isabel/#comments Sat, 23 Sep 2017 23:49:51 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5467 Passando pelo viaduto de Alcântara no horário do nascer do sol, algo banal me surpreendeu e, ao mesmo tempo, me deu esperanças de ver São Gonçalo livre dos males causados por prefeitos corruptos. O sol nasce no bairro mais subestimado, sujo e abandonado da cidade. O sol nasce em Santa Isabel. A luz não vinha […]

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Passando pelo viaduto de Alcântara no horário do nascer do sol, algo banal me surpreendeu e, ao mesmo tempo, me deu esperanças de ver São Gonçalo livre dos males causados por prefeitos corruptos. O sol nasce no bairro mais subestimado, sujo e abandonado da cidade. O sol nasce em Santa Isabel.

A luz não vinha pela rua Dr. Alfredo Backer, parte do eixo que leva à Prefeitura Municipal e à Câmara de Vereadores, centros do poder público. Sua origem não era nenhum dos sentidos da Rua Manoel João Gonçalves, ligação com os bairros Coelho e Laranjal. Iluminando as sacolas de lixo largadas nas calçadas, no início da manhã a luz solar passa pelo Barracão, Sacramento, Pacheco e Amendoeira e caminha pela Estrada Raul Veiga em direção ao restante da cidade.

Todos se lembram, menos eu, que o sol nasce no Leste. Santa Isabel deve ser o maior bairro em extensão territorial do município e vence a disputa pela região Leste com o Largo da Ideia.

Como os outros bairros do distrito de Ipiíba, Santa Isabel nunca ganhou a atenção que merece. É a periferia dentro de uma cidade quase toda periférica, à margem da vizinha famosa, Niterói, e do Estado do Rio de Janeiro no quesito desenvolvimento social.

Bairro rural tão esquecido que a grafia do seu nome ninguém sabe ao certo, Isabel, como escreve a Prefeitura, ou Izabel, como escrevem os jornais, nas esquinas de Santa Isabel os porcos compartilham as pilhas de lixo doméstico com cavalos, urubus, pombos, bois e cães ao mesmo tempo, como amigos dividem uma mesa de bar. O lixo é um problema municipal grave, mas em nenhum outro bairro ele prejudica a fauna.

Faltam saneamento básico, infraestrutura, cultura, lazer e respeito à população. A festa da Independência, que mobilizava os alunos das escolas do bairro há 15 anos, foi cancelada por falta de segurança (O São Gonçalo). No final da festa do ano passado, um guarda municipal foi baleado e outro foi atropelado por traficantes; o cancelamento do desfile entristeceu as crianças.

Não significa que em Santa Isabel não sobre nada de bom. Quando o ônibus da linha 01 chega ao ponto final, surgem as fazendas e o asfalto, o comércio e a podridão terminam. São Gonçalo começa ali, virgem.

O bairro tem trilhas exploradas de moto e a pé por praticantes de esportes radicais. Tem a água pura e gelada que pinga do teto das Grutas de Caulim. O Alto do Gaia, ponto mais alto de São Gonçalo, com 534 metros de altitude. Santa Isabel tem o verde das árvores e a paz que o centro urbano desconhece.

Acorde em qualquer lugar de São Gonçalo, pouco antes das 6h, e observe. A principal fonte de energia da vida na Terra nasce logo em Santa Isabel, gigante esquecido.

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Os tipos mais comuns do Calçadão de Alcântara https://simsaogoncalo.com.br/os-tipos-mais-comuns-do-calcadao-de-alcantara/ https://simsaogoncalo.com.br/os-tipos-mais-comuns-do-calcadao-de-alcantara/#respond Sat, 09 Sep 2017 15:40:51 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5355 As mesas do shopping que substituiu a Praça Carlos Gianelli têm uma boa vista dos gonçalenses que vão e vêm pelo Calçadão de Alcântara. Circulam por lá três tipos interessantes: o camelô, o estudante e o idoso. A pele negra prevalece e a dignidade se destaca no porte de cada um. O camelô é o […]

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As mesas do shopping que substituiu a Praça Carlos Gianelli têm uma boa vista dos gonçalenses que vão e vêm pelo Calçadão de Alcântara. Circulam por lá três tipos interessantes: o camelô, o estudante e o idoso. A pele negra prevalece e a dignidade se destaca no porte de cada um.

O camelô é o mais exótico porque precisa despertar o interesse dos pedestres para lucrar. Ninguém passa pelo Calçadão indiferente à voz arrastada e potente das vendedoras de chips. Elas têm uma participação importante no faturamento das operadoras e também distribuem carinho em troca de atenção. Do grito ao sussurro, chamam o cliente mais próximo de “amor”, “amado”, “querido” e outras gentilezas.

Ouço há 28 anos que nenhum desempregado fica sem dinheiro em Alcântara. Basta pegar um isopor e vender bebidas no Calçadão. Tanta gente vende água, cerveja e guaraná natural, não raro um vendedor de frente para o outro em aberta concorrência. Passam o dia sentando e levantando do caixote de madeira para tirar bebidas do gelo, com o troco do cliente na outra mão, mantida seca para receber o pagamento.

“Pequenas rodas de conversa se espalham pelo Calçadão de Alcântara, as pessoas não estão apenas de passagem”

O futuro de São Gonçalo é o adolescente que anda de chinelo e mochila nas costas, o estudante, segundo tipo mais comum. Geralmente em dupla, tão colados que esfregam o braço no seu par a cada passo, exibem penteados, acessórios e formas de interação que ainda não chegaram aos adultos. O boné na cabeça dos meninos é quase obrigatório, nas meninas, o sorriso no rosto e a velocidade com que mudam de rumo, andando de um lado para o outro e achando graça das coisas.

As conversas se espalham no calçadão de Alcântara

A característica mais marcante dos idosos é a quantidade grande de bolsas que carregam. Ninguém faz mais compras e leva tanto peso quanto eles. Têm o passo lento, o olhar caído, cansado, mas observador. As senhoras andam bem vestidas, maquiadas e aparecem em maior número do que os homens.

Pequenas rodas de conversa se espalham pelo Calçadão. As pessoas não estão apenas de passagem. O bicicletário fica diariamente lotado. Muitos fazem negócios por lá, como trocas de produtos para festas. Por isso a Praça Carlos Gianelli, na ponta do Calçadão, teria mais utilidade do que um shopping que ocupa o espaço público e joga os pedestres para o meio da rua.

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E se a Linha 3 do Metrô fosse inaugurada hoje? https://simsaogoncalo.com.br/e-se-linha-3-do-metro-foi-inaugurada-hoje/ https://simsaogoncalo.com.br/e-se-linha-3-do-metro-foi-inaugurada-hoje/#comments Wed, 23 Aug 2017 21:06:14 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5132 Clique e leia também: Linha 3 do metrô Rio já foi realidade na história de São Gonçalo Hoje de manhã Job não se conteve de alegria e acordou uma hora antes do despertador. Há dois meses ele planejava essa viagem. Saiu de São Gonçalo às 7h e chegou em Niterói às 7:30, um recorde!, graças à […]

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Clique e leia também: Linha 3 do metrô Rio já foi realidade na história de São Gonçalo

Hoje de manhã Job não se conteve de alegria e acordou uma hora antes do despertador. Há dois meses ele planejava essa viagem. Saiu de São Gonçalo às 7h e chegou em Niterói às 7:30, um recorde!, graças à inauguração da Linha 3 do Metrô. O mesmo trajeto, de ônibus, frequentemente durava uma hora e meia de sofrimento nos engarrafamentos.

A Secretaria Estadual de Transportes esperava alguns imprevistos no primeiro dia de operação da Linha 3. Um bêbado resolveu caminhar pelos trilhos próximos da estação Zé Garoto. Além disso, tudo correu perfeitamente.

Morador do Vila Três, um dos menores bairros gonçalenses, Job caminhou por 10 minutos, de casa até a Estação Alcântara. Despertou a curiosidade do rapaz duas pessoas prendendo a bicicleta no bicicletário instalado na entrada da estação.

– Amanhã venho de bicicleta pra testar o funcionamento do bicicletário.

Espalhados por todo o município, vendedores ambulantes se posicionaram estrategicamente em volta da estação recém inaugurada, prontos para correr caso a Guarda Municipal aparecesse. Um panfletista bem humorado, falando alto, distribuía descontos para compras maiores do que 30 reais em um sex shop na Rua da Feira.

– Tem metrô, mas São Gonçalo ainda sofre com a pobreza e a informalidade.

Job comprou um Guaragrac e uma coxinha num quiosque dentro da estação e tomou seu café da manhã andando em direção à plataforma, sentindo o cheiro do ambiente novo, completamente limpo, e observando tudo ao redor, como gosta de fazer.

Quando passava na roleta, dois cachorros magros e sujos invadiram a estação sem pagar passagem, mesmo preço do ônibus intermunicipal. Depois de uma perseguição engraçada, foram expulsos pelos fiscais contratados de uma empresa terceirizada.

O vagão não estava cheio. Job sentiu medo da população não aderir ao modal e o Governo do Rio de Janeiro interromper a operação da linha logo no primeiro dia.

Viajou sentado, para avaliar a qualidade dos bancos, e de pé, para se concentrar na vista pela janela. Passavam lá fora os pequenos imóveis comerciais de paredes pichadas e revestidas pela fuligem negra que sai do escapamento dos veículos, característica marcante da cidade, as pilhas de lixo nas esquinas, no pé dos postes de luz e as crianças indo para a escola.

– Ver a paisagem é uma vantagem do metrô de superfície.

Dentro do vagão, encontrou a mesma limpeza da estação. Limpeza em São Gonçalo é algo que ninguém está acostumado. De repente a Estação Arariboia surgiu, o fim da linha. Job desembarcou e para chegar ao trabalho ainda teve que pegar a barca para a Capital.

Conhece a maquete da linha 3 do metrô de São Gonçalo?

Confira no vídeo deste sonho gonçalense. Assista!

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Os corredores da Prefeitura de São Gonçalo não são tão feios assim https://simsaogoncalo.com.br/os-corredores-da-prefeitura-de-sao-goncalo-nao-sao-tao-feios-assim/ https://simsaogoncalo.com.br/os-corredores-da-prefeitura-de-sao-goncalo-nao-sao-tao-feios-assim/#respond Sun, 20 Aug 2017 11:53:10 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5116 Cada gonçalense pode conhecer a Prefeitura e descobrir como é gerido o orçamento de R$ 1,2 bilhões anuais. Ninguém que conheça os problemas de São Gonçalo imagina que a entrada na Prefeitura é feita depois de um cadastro rápido e informatizado. Todas as formas de poluição estragam as ruas do município. Na Prefeitura, a atendente […]

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Cada gonçalense pode conhecer a Prefeitura e descobrir como é gerido o orçamento de R$ 1,2 bilhões anuais.

Ninguém que conheça os problemas de São Gonçalo imagina que a entrada na Prefeitura é feita depois de um cadastro rápido e informatizado. Todas as formas de poluição estragam as ruas do município. Na Prefeitura, a atendente faz o cadastro do visitante com um sorriso no rosto. E o chão dos corredores da sede do Poder Executivo brilha.

Estive na Prefeitura para entregar as reclamações registradas no site ReclamaSaoGoncalo.com. Cento e oitenta pessoas participaram no mês de julho e fizeram 209 reclamações. Nada mal para um site novo, mas que contou com o apoio de inúmeros canais: Jornal Daki, Sim São Gonçalo, Rádio Aliança, São Gonçalo Urgente, Informe São Gonçalo, Memória de São Gonçalo e outros não menos importantes.

Após o cadastro na portaria, avançando alguns passos o visitante vê do lado esquerdo, penduradas na parede, as fotografias dos prefeitos da história gonçalense. Estão lá os retratos de Neilton Mulim, preso por suspeita de fraude de R$ 40 milhões na iluminação pública (G1), e de Aparecida Panisset, condenada e inelegível por desviar dinheiro público que seria aplicado em cursos profissionalizantes, atendimento psicológico e outros serviços para pessoas carentes (O Globo).

Fui direto ao setor de Iluminação Pública, um dos maiores problemas municipais, já que os recursos financeiros da área foram usados para comprar imóveis em Maricá e escondidos na churrasqueira. 72% das reclamações registradas no Reclama São Gonçalo apontaram lâmpada queimada no poste. Em segundo e terceiro lugar, buraco e lixo na rua, respectivamente.

Confesso que esperava má vontade dos servidores públicos. Não é todo dia que alguém chega com 209 reclamações nas mãos e tenta passar a “bola”. Houve desorganização, mas não má vontade.

Tinha 4 pessoas na fila de atendimento do setor. Minha vez chegou em dez minutos. Pra não assustar o atendente, apresentei a primeira reclamação: três lâmpadas queimadas na rua Aldrovando Pena, perto da esquina com a Alexandre Muniz, no bairro Vila Três. Ele anotou em uma planilha eletrônica que seria enviada para a ganhadora da licitação do serviço de iluminação. Citei mais 152 reclamações sobre o mesmo problema. O atendente não se espantou e gentilmente pediu que eu as enviasse por email. Ponto para o servidor.

Chegou a vez de entregar os 148 buracos. Fui ao Departamento de Engenharia e lá tive uma surpresa desagradável. As reclamações não são feitas na sede da Prefeitura, mas em repartições espalhadas na cidade, de acordo com o bairro do buraco. Regra absurda, a Prefeitura deveria distribuir as reclamações, não o cidadão. Gol contra da administração pública e do governo Nanci.

O bom atendimento havia acabado. Procurei o setor de Parques e Jardins para entregar 44 reclamações de galhos na fiação elétrica. Andei pra cá e pra lá e não o encontrei. Nos corredores começaram a me olhar como se eu fosse um terrorista escolhendo o melhor local para deixar uma bomba. Decidi entregar o restante das reclamações por email para a Ouvidoria, cuja missão é servir de canal de comunicação com cidadão, só que não conta com um sistema decente, por isso o ReclamaSaoGoncalo.com foi criado.

Cada gonçalense pode conhecer a Prefeitura e descobrir como é gerido o orçamento de R$ 1,2 bilhões anuais. O chão brilha, os servidores são dedicados, mas nas salas não é difícil encontrar fiação exposta e garrafão de água improvisado para receber o esgoto do ar-condicionado.

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Amo a sujeira gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/amo-a-sujeira-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/amo-a-sujeira-goncalense/#respond Wed, 16 Aug 2017 20:57:14 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5004 Falta mais de um mês para o aniversário de São Gonçalo, comemorado dia 22 de setembro, quando escritores e cronistas locais publicam suas juras de amor à cidade. Este ano resolvi antecipar minha declaração e revelar um sentimento novo: meu amor pela sujeira gonçalense. Já reclamei do lixo, da livre poluição causada pelas empresas e […]

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Falta mais de um mês para o aniversário de São Gonçalo, comemorado dia 22 de setembro, quando escritores e cronistas locais publicam suas juras de amor à cidade. Este ano resolvi antecipar minha declaração e revelar um sentimento novo: meu amor pela sujeira gonçalense.

Já reclamei do lixo, da livre poluição causada pelas empresas e compartilhei dicas de reciclagem. De repente passei a amar São Gonçalo do jeito que ela é hoje. Pode trazer mais benefícios.

O bairro do Méier, no Rio de Janeiro, seria confundido com o Centro de São Gonçalo se o Centro não fosse tão mais sujo. E eu prefiro o Centro. Pelos copos de Guaravita e Guaracrac espalhados no chão, estimo o tamanho da população gonçalense melhor que o IBGE. Como ela é grande. Em diversos bairros temos a ideia de que houve uma festa na noite anterior, tamanha a quantidade de guardanapos dos salgados comprados e comidos na rua.

Amo as paredes descascando, pixadas ou enegrecidas pela fuligem que sai do escapamento dos veículos. Se passo embaixo de uma marquise e sou molhado por um vazamento que pinga do teto, isso me lembra que estou na minha cidade.

Em Alcântara, não me irrito mais com a fiação exposta dos gatos de energia elétrica que sai dos postes de luz e atravessa, por dentro das poças de lama e esgoto, o caminho dos pedestres. Sinto compaixão por quem fez o gato, por quem precisa dele e pena de mim mesmo por ter que pisar na fiação, correndo o risco de morrer eletrocutado.

Quando estou preso no trânsito, perdi a pressa de chegar em casa. Gosto de ficar ali, parado na Avenida Maricá ou na rua Manoel João Gonçalves, observando pela janela do ônibus o camelô, a mãe caminhando de mãos dadas com a filha pequena e o catador de papelão empurrando sua carroça, todos suando sob o sol.

Acabou o nojo que eu sentia ao passar no meio da noite em frente ao Kri Kri Lanches, bar que tem duas peixarias à esquerda e um açougue à sua direita, o trecho mais pestilento de Alcântara e de todo o município. Estou doido pra tomar uma cerveja barata lá, apesar das caixas de papelão sujas de sangue e dos pedaços de peixe misturados em sacos plásticos, e se quiser me acompanhar, por favor, entre em contato.

Claro que eu gostaria que São Gonçalo fosse limpa, mas a amo suja mesmo. Se amo por desespero, porque não posso mudá-la, porque me acostumei com a podridão, não importa. O amor sincero, que exige respeito e vontade de cuidar, não faz mal. Ninguém ama de verdade um lugar que não conheça, ao qual não pertença. Ruim seria morar há anos em São Gonçalo e não amá-la.

Só odeio uma coisa e não são os bandidos denunciados pelo Ministério Público Federal que continuam em exercício na Câmara de Vereadores. A única coisa intolerável que não encontra resistência em São Gonçalo é barricada na rua dividindo a cidade em duas.

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Emenda parlamentar: de Brasília à São Gonçalo, um caminho nebuloso https://simsaogoncalo.com.br/emenda-parlamentar-de-brasilia-a-sao-goncalo-um-caminho-nebuloso/ https://simsaogoncalo.com.br/emenda-parlamentar-de-brasilia-a-sao-goncalo-um-caminho-nebuloso/#respond Wed, 09 Aug 2017 14:59:32 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4918 O orçamento federal é elaborado pelo poder Executivo, sendo a participação de deputados e senadores restrita à alteração do projeto encaminhado pelo Executivo, podendo ser aprovado ou não. Umas dessas alterações é a chamada emenda parlamentar. As emendas parlamentares são solicitações realizadas pelos membros do Legislativo para inclusão de verbas específicas, como pavimentação de ruas […]

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O orçamento federal é elaborado pelo poder Executivo, sendo a participação de deputados e senadores restrita à alteração do projeto encaminhado pelo Executivo, podendo ser aprovado ou não. Umas dessas alterações é a chamada emenda parlamentar. As emendas parlamentares são solicitações realizadas pelos membros do Legislativo para inclusão de verbas específicas, como pavimentação de ruas ou construção de uma unidade de saúde.

O caminho parece simples, mas na verdade exige capacidade de articulação política e muita paciência daqueles que necessitam dos recursos. Isso porque a liberação dos recursos depende de aprovação do Executivo, que normalmente as concede em contrapartidas políticas, como aprovação de matérias do governo. Tentando esvaziar o poder do Executivo, em 2015 foi aprovada uma Emenda Constitucional obrigando o empenho destas emendas com duas regras: até 1,2% das receitas da União e metade das emendas sendo destinadas à área da saúde.

No orçamento federal de 2017, discutido e aprovado no ano passado, foram destinados cerca de R$ 9 bi em emendas parlamentares individuais, ficando cerca de R$ 15,3 mi para cada deputado e senador, podendo ser divididos em até 25 emendas. Este valor pode ser encaminhado para quaisquer entidades públicas ou privadas, de maneira específica como a construção de uma escola em determinado município.

FASE 1 — Para ter sua emenda aprovada, o parlamentar precisa apresentar detalhes e justificativas do uso daquele recurso em uma comissão interna do Congresso Nacional. A comissão é responsável por julgar se as emendas daquele parlamentar estão dentro dos limites constitucionais. Em caso de uma emenda negada, o parlamentar não pode apresentar uma emenda substituindo a anterior. Começa aqui parte do problema. Muitas emendas são apresentadas fora do prazo e contendo inconsistências, o que acaba inviabilizando sua aprovação. No caso de parecer favorável, a emenda fica sob status de APROVADA.

FASE 2 — Com a aprovação da Emenda Constitucional 86 em 2015, as emendas passaram a ser impositivas, ou seja, após aprovadas o Governo Federal tem de empenhá-las no ano fiscal programado. O objetivo foi acabar com a barganha entre os poderes, onde o Executivo liberava as emendas em troca de apoio no Legislativo. Após autorizada na comissão interna, é realizada uma tomada de preços para saber de fato, o valor necessário para a realização daquele investimento. Feita a tomada de preços, a emenda adquire status de EMPENHADA, dentro do limite do valor autorizado, estando liberada para ser aceita pelo proponente.

Agora, a estratégia passou a ser liberar as emendas em datas próximas as eleições para os aliados e somente depois do pleito para os opositores. Bem republicano, não é mesmo? Você deve estar pensando: “pelo menos agora as emendas tem de chegar no meu município”. Nunca é tão simples quanto parece. Após empenhadas, ou seja, autorizadas pelo Executivo, as emendas entram em um cenário de Silent Hill, onde poucos sabem o que de fato acontece com elas.

FASE 3 — Após o empenho das emendas, elas ficam disponíveis para execução, com isso, o proponente, que é quem irá receber, é notificado sobre a disponibilidade da emenda. A partir daqui, a capacidade técnica dos gestores é fundamental, isso porque, antes de ser executada, é necessário apresentar toda a comprovação técnica para a realização de obras, como laudos, licenças e planos de trabalho. Outro ponto importante está na responsabilidade financeira das emendas. Por exemplo, no caso de uma emenda para a construção de uma unidade de saúde, o município precisa comprovar que possui recursos para equipar e manter aquela unidade. Bem lógico né? Com todo o parecer técnico apresentado, as emendas são EXECUTADAS, que é o início das obras.

FASE 4 — Após a execução da obra, a emenda pode ser PAGA pelo Governo Federal ao município, que então pode pagar à construtora em caso de terceirização, ou repor o caixa em caso de obra feita pela Prefeitura. Deu pra entender?

Contudo há uma série de dificuldades para a execução e pagamento das emendas. Já deu pra ver que o Governo Federal só paga a emenda depois de executada, ou seja, o município para iniciar uma obra, precisa alocar recursos próprios, o que muita das vezes não acontece devido a penúria em que se encontram os orçamentos municipais. Outra montanha no meio do caminho são as prestações de contas. Muita das vezes o pagamento das emendas é feito de maneira parcelada. Digamos que uma emenda de R$ 300 mil seja paga em três parcelas iguais. O Governo Federal só libera a segunda parcela depois de saber onde foi gasta a primeira. A incapacidade técnica e os esquemas de corrupção muita das vezes impedem uma prestação de contas regular, o que inviabiliza a chegada de mais recursos.

Há também um pano de fundo político nisso tudo: porque Nanci, por exemplo, aceitaria uma emenda do deputado Dejorge, seu eventual adversário em 2020 e que mantém uma forte oposição na Câmara de Vereadores? Nanci estaria justamente favorecendo seu principal adversário, que poderia fazer o discurso que encaminhou n milhões em emendas para a cidade. Indo além, os eventuais candidatos apoiados pelo prefeito, poderão dizer aos cinco distritos que o deputado não trouxe uma emenda sequer para a cidade. Complicado né?

Toda essa nebulosidade em torno das emendas podem ser comprovadas com os seguintes dados da plataforma SIGA Brasil, do Senado Federal: para o Orçamento de 2017, fora autorizado pela comissão, R$ 9,1 bi. Até a última atualização da plataforma, 31 de julho, 45,5% das emendas haviam sido empenhadas, cerca de R$ 4,1 bi. Contudo, somente cerca de R$ 17 mi haviam sido de fato executadas, ou seja, nem 1% das emendas empenhadas.

Mas e o governo Nanci? Está participando dessa festa orçamentária? Ainda não, mas os convites já começam a chegar. Três para serem exatos: R$ 3,9 mi de Altineu Cortes, R$ 535 mil de Marco Antonio Cabral e R$ 1mi de Pedro Paulo estão empenhados. Entretanto, nenhuma foi executada até o momento. Cabe lembrar que o Governo Federal tem até dezembro para empenhar, ou seja, liberar as demais emendas autorizadas pela comissão.

Em 2016, Neilton Mulim foi bem eclético no recebimento de emendas. Atingiu um total de R$ 3,6 mi de sete parlamentares: R$ 387 mil de Alexandre Valle, R$ 599 mil de Cabo Daciolo, R$ 474 mil de Celso Jacob, R$ 989 mil de Chico D’Angelo, R$ 300 mil de Jean Wyllis, R$ 400 mil de Marcos Soares e R$ 451 mil de Soraya Santos. Quase tudo destinado à saúde. A exceção foi a emenda do deputado Marcos Soares, destinada à Secretaria de Desenvolvimento Social.

Nossos vizinhos Niterói e Itaboraí receberam, respectivamente, R$ 7,1 mi e R$ 9,0 mi em 2016. Já este ano, foram empenhados R$ 500 mil em ambos os municípios, também não executadas ainda.

Bom, já deu pra perceber que o caminho das tão sonhadas emendas parlamentares não é nada fácil não é mesmo? É bem possível que você, leitor, encontre informações diferentes destas que eu apresentei, afinal, este é um daqueles assuntos que ninguém sabe muito bem como funciona e quem sabe não conta de jeito nenhum.

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São Gonçalo não cabe na pequena política municipal https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nao-cabe-na-pequena-politica-municipal/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nao-cabe-na-pequena-politica-municipal/#respond Sun, 06 Aug 2017 14:10:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4925 De acordo com o IBGE, mais de um milhão de pessoas vivem em São Gonçalo. Gente de cores, credos e sonhos diferentes. Necessidades que não são compartilhadas pela classe política sustentada com o dinheiro público. A pequenez da política municipal vem de cima, desde o lema do governo Nanci que diz “Cuidando dos gonçalenses”. Quem […]

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De acordo com o IBGE, mais de um milhão de pessoas vivem em São Gonçalo. Gente de cores, credos e sonhos diferentes. Necessidades que não são compartilhadas pela classe política sustentada com o dinheiro público.

A pequenez da política municipal vem de cima, desde o lema do governo Nanci que diz “Cuidando dos gonçalenses”. Quem o inventou subestima o povo de São Gonçalo. Quem o adotou, como o prefeito o fez, desconhece a história do município, seu potencial econômico e capacidade artística e intelectual, erro cometido por boa parte daqueles que exercem um cargo ou mandato na Prefeitura e na Câmara.

Nem sempre a falta de recursos é o problema

Os gonçalenses não são doentes terminais que exigem cuidados médicos. Não são pobres ignorantes que precisam ser guiados. Para se aproximar da altura dos gonçalenses, Nanci pode mudar seu lema, de forma simples, para “Servindo aos gonçalenses”. Caso prefira algo profundo e filosófico, o lema poderia ser “Trabalhando para que em breve o gonçalense não precise mais de Governo e conduza sua cidade através da própria consciência”. Há 25 anos acumulando vitórias eleitorais através de um sincero assistencialismo, dificilmente Nanci aceitaria a segunda sugestão.

O problema de São Gonçalo não é a falta de recursos. Alguns empreendedores locais transformariam a cidade num polo de desenvolvimento com o orçamento anual de R$ 1,2 bilhão nas mãos.

Famintos, os vereadores só pensam em comer, comer e comer do bolo construído com os impostos pagos pelo contribuinte. As figuras políticas de destaque carregam graves deficiências comportamentais e de caráter. O prefeito é um objeto sinuoso com um buraco no meio por onde passam interesses políticos diversos, honestos ou não. Nanci é mandado pela família e já reconheceu isso publicamente, ao microfone, diante de dezenas de pessoas.

O vice-prefeito, Ricardo Pericar, ofende a inteligência popular pregando uma oposição simplória contra um governo do qual ele mesmo faz parte. Se quisesse fazer o trabalho que cabe a um vice-prefeito, Pericar estaria fazendo.

O problema de São Gonçalo não é a falta de recursos. Alguns empreendedores locais transformariam a cidade num polo de desenvolvimento com o orçamento anual de R$ 1,2 bilhão nas mãos.

Nosso deputado federal, Dejorge Patrício, se limita a desejar “Bom dia” nas redes sociais e dizer que Deus vai salvar a todos. Dejorge recebe mensalmente uma ajuda financeira significativa, mas o milagre da exploração da fé evangélica que o levou à Brasília não vai conquistar qualidade de vida para o cidadão comum. Se uma coluna de concreto fosse colocada no lugar de Dejorge Patrício, veríamos mais conteúdo e dignidade política.

Deus também é o único assunto posto em discussão pelo vereador municipal mais votado, Salvador Soares. Ao invés de sugerir temas de importância comum, ele publica fotos e vídeos de sua performance deprimente em cultos.

A última notícia da Secretaria de Meio Ambiente, no site da Prefeitura, é a apreensão de aves na feira de Neves. Em que cidade de um milhão de habitantes algo tão banal vira notícia de primeira página? Não há metas de arborização do centro urbano, que parece uma panela quente no verão. No mesmo bairro, a Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo iniciou a revitalização de uma via que dá acesso à BR-101. Ótimo. O projeto de humanização do Alcântara, citado durante o governo Mulim, nunca foi levado a sério por ninguém. Os engarrafamentos no bairro não devem nada aos de São Paulo.

Milhares de pessoas circulam, compram e vendem em Alcântara. Elas andam na rua, entre os carros, empurradas pelos ônibus! Não caberiam nas calçadas nem se os camelôs fossem retirados. Um mercado popular, como o Mercado Central de Fortaleza resolveria a sujeira, o caos, a informalidade.

O gonçalense não aguenta viver preso em uma gaiola. Tem tanto a ser criado, construído, e tanta gente desempregada, querendo construir, por culpa das limitações da política municipal.

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Carta de quem é assaltado em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/carta-quem-assaltado-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/carta-quem-assaltado-sao-goncalo/#respond Thu, 27 Jul 2017 13:34:39 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4871 Não te conheço e provavelmente nunca vá te conhecer. Não sei os motivos que te fizeram começar a assaltar, mas queria te contar um pouco do medo que nós temos de andar em São Gonçalo. Várias vezes fazemos trajetos pequenos em nosso bairro e temos que colocar R$50,00 no bolso por conta do medo de […]

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Não te conheço e provavelmente nunca vá te conhecer. Não sei os motivos que te fizeram começar a assaltar, mas queria te contar um pouco do medo que nós temos de andar em São Gonçalo.

Várias vezes fazemos trajetos pequenos em nosso bairro e temos que colocar R$50,00 no bolso por conta do medo de não ter nada e isso se transformar num motivo agressão ou morte. Temos medo do nosso reflexo se transformar em problema pra nós.

Não sei sua história.
Não sei de onde veio.
Não sei quais motivos te fizeram começar a assaltar.

Mas de qualquer forma, sei que quando você deita para dormir no meio da adrenalina de ser procurado, pensa nos outros caminhos que poderia ter escolhido. Perdi muitos amigos que estavam no crime, muitos mesmo. Gente que eu me divertia na infância e adolescência e que hoje estão presos, mortos ou foragidos.

Pensa no meu lado. Trabalho pra caramba para conquistar minhas coisas. Trabalho para conquistar meu celular, minha roupa, meu tênis e tenho medo de andar pela rua com esses bens por que posso perder e/ou posso sofrer algum tipo de violência física sem ter feito nada.

Só quero pegar meu ônibus e chegar no trabalho. Só quero sair as 23h de casa e comer meu x-tudo na praça em paz e não posso mais fazer isso. Não estou só te culpando. Afinal, vivemos num sistema muito complexo em que várias instituições públicas estão corrompidas e que também são responsáveis por toda a violência que vivemos.

Sei que também tem a ausência de serviços de educação, saúde, cultura e assistência que fazem a violência piorar, mas será que não existe outro caminho? Será que esse universo de insegurança precisa continuar?

Ao longo de todos esses anos, já pedimos a melhoria da segurança de várias maneiras. Agora, sem mediadores, estou pedindo para você.

Pare de assaltar, por favor.

Não temos mais coragem de andar pelas ruas da nossa cidade. Não temos mais coragem de andar tranquilos. Não temos mais disposição para ficar na rua com medo de tomar um tiro, apanhar ou simplesmente ser confundido pela polícia.

Muita gente vai dizer que esse texto está defendendo bandido ou algo do tipo. Minha visão de crime não é só de quem assalta. É também dos grandes empresários e dos policiais que fazem parte desse sistema que inviabiliza o direito à cidade. Nessa guerra, todo mundo está perdendo. Estamos circulando menos e falando menos com as pessoas que gostamos.

Todo mundo está perdendo as pessoas que ama.

Existem duas coisas entre todas as pessoas. A primeira é que todas as pessoas acertam. E a segunda é que todas as pessoas erram. Todos nós erramos, mas ninguém é só bom ou só mal. Ninguém! Você, eu e todas as pessoas do mundo já foram MUITO legais ou MUITO escrotas com alguém. Já fizemos MUITO bem ou MUITO mal para alguém e o que nos une são nossas contradições.

E é dentro dessas contradições que eu imploro para que você deixe a nossa cidade ser mais segura. Sem penalizações para as pessoas que não tem nenhuma relação com essa guerra.

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Nanci perdeu o direito de pedir desculpas https://simsaogoncalo.com.br/nanci-perdeu-o-direito-de-pedir-desculpas/ https://simsaogoncalo.com.br/nanci-perdeu-o-direito-de-pedir-desculpas/#comments Thu, 27 Jul 2017 02:52:32 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4881 No dia 28 de abril, usando sua página no Facebook, o prefeito de São Gonçalo fez um pedido de desculpas pela “grave” situação na qual se encontrava a cidade. Depois, na edição de junho do jornal Em Dia, José Luiz Nanci disfarçou e pediu paciência e fé no Governo. São Gonçalo continua sendo o 90º […]

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No dia 28 de abril, usando sua página no Facebook, o prefeito de São Gonçalo fez um pedido de desculpas pela “grave” situação na qual se encontrava a cidade. Depois, na edição de junho do jornal Em Dia, José Luiz Nanci disfarçou e pediu paciência e fé no Governo. São Gonçalo continua sendo o 90º pior município do Brasil para alguém viver, considerando as 100 maiores cidades brasileiras (Macroplan). O que o prefeito dirá agora, quando seu mandato completa sete meses? Nanci não consegue resolver problemas simples, como tapar um buraco ou trocar uma lâmpada queimada no poste, e perdeu o direito de pedir desculpas, paciência ou fé.

– Apesar de ter assumido o governo no início desse ano, peço desculpas a toda população por esta situação tão grave na qual se encontra hoje a nossa querida cidade. Garanto a todos vocês estar fazendo tudo para mudar essa realidade e oferecer aos gonçalenses a cidade que merecem.

Foi assim que Nanci se desculpou pela primeira vez. Ficando calada, a população aceitou o pedido, como diz o ditado popular. Pedido que esbanja humildade, virtude que o prefeito anterior, Neilton Mulim, não tinha. Mas que revela profunda falta de planejamento, defeito que persegue sucessivos governos municipais e pelo qual Nanci não pode ser desculpado.

Alguns problemas demoram para ser resolvidos. Em poucos meses São Gonçalo não saltará das últimas posições para a dianteira no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) do Estado do Rio de Janeiro. Mas iluminação pública, pelo amor de Deus, já deveria existir. A escuridão das ruas à noite mostra o despreparo de Nanci para assumir um município de 1 milhão de habitantes.

É difícil administrar São Gonçalo, cidade com mais da metade do Orçamento comprometido com dívidas, por isso competência e estratégia são indispensáveis. No plano de governo de Nanci não está clara nenhuma proposta de cidade, se ele pretende transformar São Gonçalo em um polo varejista ou em uma referência estadual em reciclagem de lixo. Sua personalidade amiga, benevolente, entretanto, foi bastante destacada.

Nanci resolveu questões importantes, como a regularização do pagamento dos servidores públicos. E ensaiou medidas interessantes: o Programa Municipal de Parcerias Público-Privadas pode trazer inovação e agilidade à administração pública. Além disso, não saiu do lugar, exceto por esforços isolados de poucas secretarias (Cultura, Desenvolvimento Social e Educação).

Falta infraestrutura, segurança, manutenção das ruas, sinalização, varrição, coleta de lixo… Nanci deve promover, logo, o resgate da identidade gonçalense através de urbanização abrangente e incentivo ao conhecimento histórico e cultural. A lista de deficiências municipais é longa e sete meses de governo colocam o atual prefeito entre os culpados.

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Não queremos novos políticos, precisamos de novos eleitores https://simsaogoncalo.com.br/nao-queremos-novos-politicos-precisamos-de-novos-eleitores/ https://simsaogoncalo.com.br/nao-queremos-novos-politicos-precisamos-de-novos-eleitores/#respond Wed, 12 Jul 2017 15:28:22 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4813 Economia e política sempre estiveram coladas no Brasil. E em São Gonçalo, não é diferente. Quando a economia está boa ou ruim, nossa tendência é culpar ou dar créditos aos políticos pela eficiência ou não do Estado. Para a nossa atual realidade, nada fora do normal. Num país onde tudo gira em torno do estado, […]

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Economia e política sempre estiveram coladas no Brasil. E em São Gonçalo, não é diferente. Quando a economia está boa ou ruim, nossa tendência é culpar ou dar créditos aos políticos pela eficiência ou não do Estado.

Para a nossa atual realidade, nada fora do normal. Num país onde tudo gira em torno do estado, nem as ótimas aposentadorias ou crescimento de grandes empresas escapam da intervenção estatal.

2017, um ano de mudanças silenciosas

Depois do tsunami de junho de 2013, todo o barulho causado pela onda de mudanças se esvaiu. A real é que as pessoas cansaram. Afinal, depois de tantas catarses coletivas, é preciso voltar o olhar para nossas próprias vidas.

Entretanto, esse ano corrente está sendo um período de surpresas.

Com reforma trabalhista em curso de aprovação, mudanças nas políticas do BNDES – com revisão do apoio irrestrito às grandes empresas – retorno do Comperj, crescimento dos empreendedores por necessidade e dos pequenos negócios, o perfil das cidades médias brasileiras tende a se alterar.

E, consequentemente, dos eleitores também.

Nova política não existe

Muito provavelmente, você que está lendo deve achar que esse papo da “nova política” está gasto. E é verdade, está.

O jeito de fazer política nunca mudará. O ser humano só faz o que é bom para si próprio. Até mesmo quem se doa para trabalhar para os outros, só o faz porque sente prazer nisso.

Tenho a impressão de que o comportamento do consumidor atual, que deseja saber mais sobre o produto, cobrando mais qualidade e com mais valores comparativos, esteja se refletindo no eleitor.

Os novos eleitores estão chegando e serão obrigados a tomar uma decisão

Os novos eleitores ainda anulam seus votos. Olham tudo com desconfiança e acham que não precisam do estado para nada.

Outra parte deles, por desconhecimento, diz acreditar em ideologias ditas de “esquerda” ou “direita”. Na verdade, boa parte deles não sabe muito o que isso significa.

Alguns acreditam em candidatos que sempre viveram às custas das forças armadas ou do estado falando que são direita. Outros acreditam em candidatos populistas de esquerda que beneficiam desproporcionalmente grandes empresas do “livre mercado”.

Porém, com leis trabalhistas diferentes, escassez do emprego formal, “Pejotização”, estado com menos dinheiro e empreendedorismo tornando-se porta de saída, rarefação dos concursos públicos e aumento nos contratos CLT com o estado (olha as OS), eles terão de tomar uma decisão.

E não vai restar espaço para a omissão.

Muitos dos novos eleitores ainda estão na faculdade e ensino médio. Outros já estão trabalhando ou tentando trabalhar. Alguns ainda não tem filhos. Outros já tem 1 ou 2 crianças para alimentar.

Não é difícil encontrá-los. Só não é fácil reuni-los.

Eles não precisam de uma nova política. Aliás, eles sabem fazer política como poucos. Também não precisam ser políticos. Só precisam se encontrar para verem que o assistencialismo que mantém os votos dos políticos de sempre pode ser quebrado.

Os novos eleitores ainda não estão prontos. É um processo. Eles mal sentiram os efeitos desse 2017 sobre suas vidas. Mas acredite, nada será como antes.

Foto de capa: Fernando Bittencourt

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Um café na Praça dos Bandeirantes, ao lado das pilhas de lixo https://simsaogoncalo.com.br/um-cafe-na-praca-dos-bandeirantes-ao-lado-das-pilhas-de-lixo/ https://simsaogoncalo.com.br/um-cafe-na-praca-dos-bandeirantes-ao-lado-das-pilhas-de-lixo/#respond Fri, 07 Jul 2017 18:06:01 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4809 Uma praia não é necessária para transformar o Bandeirantes, ou Amendoeira, em bairro nobre. Removam as pilhas de lixo e o excesso de policiais traidores. Estou tomando um bom café na padaria Porto Príncipe, na Praça dos Bandeirantes. O sabor é o mesmo do café que tomei em um bar qualquer do Leblon no dia […]

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Uma praia não é necessária para transformar o Bandeirantes, ou Amendoeira, em bairro nobre. Removam as pilhas de lixo e o excesso de policiais traidores.

Estou tomando um bom café na padaria Porto Príncipe, na Praça dos Bandeirantes. O sabor é o mesmo do café que tomei em um bar qualquer do Leblon no dia da prisão de Sérgio Cabral. Os helicópteros da polícia e da imprensa sobrevoavam o Leblon como moscas chatas. No Bandeirantes – que nem é reconhecido oficialmente como bairro – vivem menos políticos corruptos do que no Leblon, mas o bairro gonçalense tem outro problema grave: há moscas demais sobre as pilhas de lixo, moscas e fedor de verdade.

É por isso que a população reclama do governo Nanci. Em seis meses ele não trouxe o mínimo de dignidade, iluminação pública e coleta ampla e regular de lixo. A Operação Cidade Limpa, do fracassado governo Mulim, tentou limpar a cidade mas não ensinou o que fazer com o lixo, como separá-lo do material reciclável. Nanci precisa fornecer essa alternativa. Ninguém joga sacos de lixo na rua por prazer, sacos que depois são rasgados e espalhados por cães, porcos, cavalos e outros animais.

Oslo, na Noruega, avançou além da reciclagem, passou pela redução da geração de lixo, produz energia a partir dos resíduos sólidos e agora enfrenta um problema oposto: falta lixo na cidade e ela precisa importá-lo de outros países. Por que não em São Gonçalo?

Me prova que é possível dar dignidade à região, que oficialmente faz parte do bairro Amendoeira, o café com pão na chapa da Porto Príncipe, apreciado com o sol ameno dessa manhã de inverno, sentado em uma das cadeiras de madeira dispostas na calçada da padaria.

A Praça dos Bandeirantes é cheia de árvores, maravilha escassa no centro urbano municipal. É longa, linda, enorme. Alguns gonçalenses saem de casa a pé, atravessam a Estrada Raul Veiga, a praça, pegam um ônibus na rua Joaquim Laranjeiras e descem na Candelária, no Centro do Rio. São Gonçalo está integrada até a alma com os municípios ao redor, como diz Matheus Graciano, fundador do Sim São Gonçalo.

Os ônibus passam, carros também, em grande quantidade, mostrando o quanto o bairro está vivo. Já às 9h o ar dele consegue ser meio poluído e o vai e vem traz uma nostalgia que só existe nos lugares populosos.

Uma praia não é necessária para transformar o Bandeirantes, ou Amendoeira, em bairro nobre. Removam as pilhas de lixo e o excesso de policiais traidores.

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Boa Vista: antes e depois de um bairro gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/boa-vista-antes-e-depois-de-um-bairro-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/boa-vista-antes-e-depois-de-um-bairro-goncalense/#comments Wed, 05 Jul 2017 03:02:27 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4753 Há décadas atrás era difícil fazer fotografias. Não havia câmeras com a abundância de hoje, muito menos câmeras nos celulares. Afinal, nem celulares existiam. Entretanto, quem tinha máquina fotográfica sabia o quanto custavam os filmes e as revelações. 12, 24 ou 36 poses? Se você tem mais de 25 anos, talvez lembre de sua mãe […]

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Há décadas atrás era difícil fazer fotografias. Não havia câmeras com a abundância de hoje, muito menos câmeras nos celulares. Afinal, nem celulares existiam.

Entretanto, quem tinha máquina fotográfica sabia o quanto custavam os filmes e as revelações. 12, 24 ou 36 poses? Se você tem mais de 25 anos, talvez lembre de sua mãe ou pai fazendo essa pergunta no balcão da loja de fotografias. Cada “pose” era uma foto. E, dada a escassez, é natural que as pessoas dessem preferência às fotos de pessoas ao invés de fotos de paisagens.

Registro do bairro Boa Vista nos anos 70

Há algumas semanas, a leitora Adriana Xavier nos mandou uma fotografia feita pelo seu pai nos anos 70. Na foto, dá para ver como era o Boa Vista há quase 40 anos atrás. Muito antes de erguerem um shopping em cima do barranco. 🙂

Bairro Boa Vista em São Gonçalo fotografado nos anos 70.
Bairro Boa Vista em São Gonçalo fotografado nos anos 70. Foto:José Batista Xavier.

Ao fundo da imagem, é possível ver o Morro de Itaúna, no bairro das Palmeiras. Poucos meses atrás, ela fez outra foto do mesmo ângulo para mostrar como o bairro está hoje. Veja:

Bairro Boa Vista em São Gonçalo fotografado atualmente em 2017.
Bairro Boa Vista em São Gonçalo fotografado atualmente em 2017. Foto: Adriana Xavier.

A seguir, um relato sobre o bairro nas palavras da própria Adriana:

Eu achava (Boa Vista) mais bonito antigamente. hj em dia, apesar de ter shopping perto, (o bairro) é outro. As “melhorias” estão muito feias. Ainda sim, amo o lugar que nasci.

Registros assim são fundamentais para recriarmos a memória da cidade e região. Se você tiver algum relato, mande pra gente no Facebook do SIM São Gonçalo ou pelo simsaogoncalo@gmail.com. Esperamos por você!

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É hora de uma atitude diferente no combate à violência https://simsaogoncalo.com.br/e-hora-de-uma-atitude-diferente-no-combate-violencia/ https://simsaogoncalo.com.br/e-hora-de-uma-atitude-diferente-no-combate-violencia/#respond Mon, 03 Jul 2017 14:43:49 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4797 É hora de tomarmos uma atitude diferente no combate à violência: exigir desenvolvimento social. Faz tempo que a população de São Gonçalo vive com medo. Seguindo a máxima “Bandido bom é bandido morto”, tentamos matá-los, prendemos, mas não dá certo. Há sempre dois bandidos disputando a posição daquele que morreu ou foi preso. Apelamos à […]

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É hora de tomarmos uma atitude diferente no combate à violência: exigir desenvolvimento social.

Faz tempo que a população de São Gonçalo vive com medo. Seguindo a máxima “Bandido bom é bandido morto”, tentamos matá-los, prendemos, mas não dá certo. Há sempre dois bandidos disputando a posição daquele que morreu ou foi preso. Apelamos à Polícia Militar e… bem, deixa pro parágrafo seguinte. Chega de sentir medo. É hora de tomarmos uma atitude diferente no combate à violência: exigir desenvolvimento social, com a autoridade que a Constituição Federal nos confia.

Aluguel de armas, extorsão e sequestro. Escolta armada para fugas, corrupção e venda de drogas. Atividades cotidianas de uma facção criminosa fardada composta por pelo menos 11% do efetivo do 7º Batalhão de Polícia, instalado em São Gonçalo. O mesmo batalhão de onde saíram os policiais assassinos – inclusive o comandante da unidade – da juíza Patrícia Acioli, há seis anos. Se até a polícia nos traiu, a quem recorrer, senão a nós mesmos?

José Mariano Beltrame, ex-secretário de segurança do Rio de Janeiro, prega que a segurança pública vai além do trabalho policial. Além de reduzir a precariedade da urbanização, é preciso dar perspectiva para a juventude, assistência social e propostas de proteção através da educação. Esse discurso jamais foi defendido pela sociedade fluminense como merecia, nem pelo governo estadual, mas faz parte da solução de qualquer país do mundo que enfrenta seriamente a criminalidade.

A pobreza é o primeiro crime. Os 25 países mais violentos ficam na América Latina e na África, regiões de baixo desenvolvimento humano. Nenhum na Europa, nem na América do Norte. Em São Gonçalo a renda per capita é inferior ao salário mínimo e somente 45,52% dos jovens de 18 a 20 anos terminaram o Ensino Médio (Atlas Brasil 2013). Quais alternativas a maioria dos jovens gonçalenses tem fora da escola? Dizer que mais da metade deles é voluntariamente vagabunda e bandida é a pior das hipocrisias. Não por acaso o município é violento.

Entre as vítimas, ao lado da população, os policiais honestos. Até o dia 17 de junho chegava a 81 o número de policiais mortos no Estado, alguns deles em São Gonçalo. Dentro da guerra sangrenta aí fora, não há meio-termo, mas heróis e bandidos. Felizmente existem heróis como os homens e mulheres da Corregedoria da Polícia Militar que participaram da caça aos criminosos corruptos da corporação semana passada.

O bonde do mal concentrado no 7º Batalhão, investigado pela Operação Calabar, era tão organizado que tinha até serviço de prevenção à inadimplência no pagamento de propina. Uma espécie de central telefônica mantinha contato com os extorquidos, traficantes de drogas de 46 comunidades. Quarenta e seis!, segundo o Jornal Extra.

Tanta opressão existe porque fazemos as exigências erradas. Ou nada exigimos, fugimos da responsabilidade. A violência só termina depois da pobreza. Há mais diferenças entre São Gonçalo e Estocolmo, a quarta cidade mais segura do mundo, do que seus índices de criminalidade.

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Violência nunca esteve tão próxima – o colapso na segurança do RJ https://simsaogoncalo.com.br/seguranca-em-colapso-violencia-nunca-esteve-tao-proxima/ https://simsaogoncalo.com.br/seguranca-em-colapso-violencia-nunca-esteve-tao-proxima/#comments Fri, 30 Jun 2017 17:53:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4774 A violência está perto. Está batendo na porta da sua casa. É visível pela janela. Feche a cortina para não participar. Desligue a TV, ela só fala do pior lado de São Gonçalo. Ainda sim, você pode acordar com barulho de tiro de madrugada. Vai saber, intuitivamente, que foi uma pistola 38, disparada mais ou […]

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A violência está perto. Está batendo na porta da sua casa. É visível pela janela. Feche a cortina para não participar. Desligue a TV, ela só fala do pior lado de São Gonçalo.

Ainda sim, você pode acordar com barulho de tiro de madrugada. Vai saber, intuitivamente, que foi uma pistola 38, disparada mais ou menos em um raio de um quilômetro. Vai torcer para ter sido só uma comemoração. Que estranho! Jogo de futebol a essa hora? Os tiros continuam, caramba! Tenta dormir para esquecer. Dormiu. No sonho, você está sendo sequestrado, o filho que você ainda não tem está sendo levado. Você acorda, eu acordo, todo mundo acorda. São 4 horas da manhã e nós ainda temos 2 horas para dormir antes de acordar para trabalhar. Mas quer saber? Vamos ficar acordados, estamos cansados de pesadelo todos os dias.

Rotatória do Zé Garoto. Foto: Fernando Bittencourt
Rotatória do Zé Garoto. Foto: Fernando Bittencourt

“Laranjas podres: quase 100 PMs são denunciados na maior operação contra corrupção de PMs no RJ. Megaoperação foi deflagrada para prender 96 PMs, 70 traficantes e outros integrantes de esquema em São Gonçalo.” – Noticiário, 29 de junho de 2017

Falsa segurança: quando as armas mudam de mãos

Voltando no tempo, precisamente no segundo semestre de 2010, gravei, junto com dois amigos, um trabalho para faculdade sobre a instalação da 6ª Unidade de Polícia Pacificadora no Morro dos Cabritos, Copacabana. Naquele momento, a implantação da unidade tinha 6 meses e o clima era de dúvida. Na fala dos moradores, a gente encontrava ansiedade na espera de uma intervenção mais social, que trouxesse infraestrutura para a comunidade. Mas o fato era que, até aquele momento, as armas tinham mudado de mãos.

Novembro de 2010, dia 25, quinta-feira.

Assisti, de uma das televisões do Pilotis da PUC, a incursão do BOPE ao Complexo do Alemão. Não lembro exatamente da minha reação, mas lembro perfeitamente do medo que senti na volta para casa, dentro do ônibus 996, viação 1001, que faz o trajeto Gávea x Charitas. Os policiais estavam parando e revistando os coletivos que iam para Niterói. Naquele momento, eu entendi que os fatos tinham relação direta, invasão dos morros e evasão dos bandidos, mas não realizei que em pouco tempo a minha cidade ia mudar drasticamente.

Morro Menino de Deus, centro de São Gonçalo. Foto: Fernando Bittencourt
Morro Menino de Deus, centro de São Gonçalo. Foto: Fernando Bittencourt

Do Galo Branco para o Rodo

Em setembro de 2013, me mudo do bairro Galo Branco para o Centro de São Gonçalo, o Rodo. A realidade me impacta logo de cara. Morar no Rodo é encontrar ruas desertas a partir das 7 horas da noite. Morava em um prédio que dava as costas para o Morro Menino de Deus, na Rua Aluísio Neiva. Aos poucos, fui entendendo a dinâmica da comunidade. A venda de drogas que acontecia, a apreensão dos moradores, os conflitos com a polícia, tudo. Ouvia tiros esporádicos à noite. Logo depois, os tiros não tinham mais hora para acontecer.

Foram três anos que vivi naquele apartamento. Três anos de muita angústia. Ao mesmo tempo que ganhei em mobilidade, com mais opções de transporte e facilidades, pela proximidade do comércio, ganhei insegurança para sair e chegar em casa. Da janela do quarto, via os traficantes com armas na pedra em cima do morro. Do outro lado, na varanda, via os policiais na rua, cobertos pela parede do edifício. Eu estava no meio da guerra. Não era um noticiário da Tv, era a minha realidade.

Quando a sensação de segurança se esvai

Um dia combinamos de levar dois sobrinhos ao cinema. Laura, minha namorada, pegou eles de carro e passou no apartamento para me buscar. Eu já tinha descido, porque ela já tinha me dado um toque no celular. Em frente ao prédio, ela passa de carro e para, vou ao seu encontro e entro no carro. Um Gol branco para na nossa frente e dá ré, sai um homem do carona… eu sabia o que ia acontecer, já tinha ouvido muitos relatos, muitos amigos e parentes já passaram por essa situação. Mas eu não queria acreditar. Comigo não, hoje não, por favor… Fomos assaltados, levaram o carro, todos a salvo. Perdemos, e não foi só o bem material, foi toda e qualquer liberdade que ainda restava. Olhando para trás, tudo mudou a partir daquele dia, nossos hábitos se moldaram a procura de proteção.

Vista para o Mutuá. Foto: Fernando Bittencourt
Vista para o Mutuá à noite. Foto: Fernando Bittencourt

Parada 40 e o velado toque de recolher

Em 2016, me mudo para o bairro Parada 40. Lugar onde estou até hoje. Começamos a morar juntos em um condomínio com segurança 24 horas. Câmeras de segurança vigiam a todos. Ruas movimentadas, próximas à famosa Rua da Caminhada. No perímetro próximo, há lanchonetes, bares, colégios e uma grande concentração de igrejas evangélicas. Além do fluxo normal de pessoas do condomínio.

Definitivamente, a Parada 40 é mais movimentada. Mas às 21 horas, as pessoas já não circulam mais. Há um toque de recolher velado. Todos sentem que não é hora de ficar na rua. O som do motor das motos assusta, qualquer carro assusta, qualquer transeunte assusta. Você não quer ter medo, mas o sentimento é maior.

Rua Aluísio Neiva, Centro de São Gonçalo: carros em alta velocidade. Foto: Fernando Bittencourt
Rua Aluísio Neiva, Centro de São Gonçalo: carros em alta velocidade. Foto: Fernando Bittencourt

Ontem de madrugada, ouvi um tiro de 38. Foi disparado, mais ou menos, num raio de um quilômetro… dessa vez, decidi que vou acordar e sonhar com um lugar melhor. Com uma cidade que não me cause medo. Em busca de dias melhores.

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Vista Alegre e o mutirão em busca de um bairro melhor https://simsaogoncalo.com.br/vista-alegre-mutirao-busca-bairro-melhor/ https://simsaogoncalo.com.br/vista-alegre-mutirao-busca-bairro-melhor/#respond Fri, 30 Jun 2017 00:40:09 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4757 No domingo de 25 de junho de 2017, os moradores de Vista Alegre se reuniram para fazer algo quase raro hoje em dia: um mutirão para cuidar do bairro. Incomodados com o mato que crescia desordenadamente entre as pistas da estrada, eles promoveram uma limpeza completa do local. A Darley Campos publicou no Facebook e […]

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No domingo de 25 de junho de 2017, os moradores de Vista Alegre se reuniram para fazer algo quase raro hoje em dia: um mutirão para cuidar do bairro.

Na foto, a dona Darley mostra o trabalho de aparo e limpeza do matagal entre as pistas da estrada em Vista Alegre, São Gonçalo.
Na foto, a dona Darley mostra o trabalho de aparo e limpeza do matagal entre as pistas da estrada em Vista Alegre, São Gonçalo.

Incomodados com o mato que crescia desordenadamente entre as pistas da estrada, eles promoveram uma limpeza completa do local. A Darley Campos publicou no Facebook e os usuários nos marcaram o SIM São Gonçalo na ação.

Segundo alguns usuários, a medida era necessária para evitar acidentes, dando mais visibilidade aos motoristas, reduzindo o risco do tráfego na pista. A limpeza, além de bem-estar, trouxe segurança aos moradores da região.

Achamos fundamental mostrar a atitude deles, para que todos possam replicar ações como essas nos bairros de São Gonçalo, Itaboraí, Niterói e todo o estado do RJ.

Confira as imagens do mutirão da limpeza em Vista Alegre:

Mutirão com dos moradores de Vista Alegre em São GonçaloMutirão com dos moradores de Vista Alegre em São GonçaloMutirão com dos moradores de Vista Alegre em São Gonçalo

Nos comentários, o grupo revela que planeja expandir as ações nos bairros próximos. Segundo Darley, o próximo será Marambaia.

Parabéns a todos! Afinal, se esperarmos o poder público fazer algo… certamente, juntos podemos mais! Obrigado por cuidarem da cidade.

Fotos: Darley Campos Mira Figueiro

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A pobreza se tornou ilegal em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/pobreza-se-tornou-ilegal-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/pobreza-se-tornou-ilegal-em-sao-goncalo/#respond Thu, 22 Jun 2017 15:48:31 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4724 Se a Lei Nº 7 der certo em São Gonçalo, onde raças se misturam e os índices sociais são baixos, servirá de modelo para outras regiões. A cidade de São Gonçalo, dona da segunda maior população do Estado do Rio de Janeiro, acordou diferente nesta manhã: a Lei Nº 7, que torna a pobreza ilegal, […]

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Se a Lei Nº 7 der certo em São Gonçalo, onde raças se misturam e os índices sociais são baixos, servirá de modelo para outras regiões.

A cidade de São Gonçalo, dona da segunda maior população do Estado do Rio de Janeiro, acordou diferente nesta manhã: a Lei Nº 7, que torna a pobreza ilegal, foi aprovada ontem em definitivo pela Câmara de Vereadores. São Gonçalo orgulha o Brasil por ser a primeira cidade do mundo a criminalizar a pobreza.

O morador de rua, em condições insalubres, ou quem não tem o que comer pode prestar queixa contra a Prefeitura na delegacia. Se comprovado que houve negligência assistencial, os funcionários públicos responsáveis podem ser presos.

Exigiu bastante esforço dos vereadores a aprovação da Lei de Repúdio à Pobreza, como também é chamada a Lei Nº 7. O prefeito vetou integralmente o projeto alegando “contrariedade ao interesse público”. Apelando à Constituição Federal, que estabelece moradia e alimentação entre os direitos sociais brasileiros, os defensores do projeto na Câmara conseguiram maioria simples para derrubar o veto.

Dona Maria, esposa de Seu José, morava na rua com seu marido há dois anos, desde que fugiram da seca do sertão pernambucano para tentar sobreviver em São Gonçalo. Eles foram os primeiros a denunciar sua penúria e ganharam na Justiça o benefício do aluguel social e uma ajuda de custo mensal equivalente a um salário mínimo.

A classe média gonçalense, empresários e pessoas que dizem que se esforçaram para vencer na vida sem jamais receber auxílio financeiro, que são contra a existência de cotas e acordam cedo todos os dias para trabalhar foram veementemente contra a Lei. Protestaram nas principais avenidas da cidade porque “não são obrigadas a sustentar vagabundos”, nas palavras delas. A Federação das Indústrias de São Gonçalo (FISG) emitiu uma nota de repúdio, redigida pelo Movimento São Gonçalo Livre (MSL), à lei que repudia a pobreza.

Mas os recursos necessários para atender à população já existiam através do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (que incide sobre alguns produtos passíveis de cobrança de ICMS), antes usado pelo governo do Estado do Rio para tapar buracos da crise financeira provocada por Cabral e companhia.

Defensores da lei afirmam que os gonçalenses – e todos os seres humanos – são responsáveis uns pelos outros. Sendo impossível alguém se tornar rico, ou de classe média, vivendo em isolamento, e a riqueza praticável apenas em sociedade, onde o dinheiro é usado na aquisição de bens e serviços criados por outros indivíduos, a mesma sociedade é obrigada a amparar os necessitados.

O projeto despertou o interesse de instituições de combate à pobreza da Organização das Nações Unidas. Se a Lei Nº 7 der certo em São Gonçalo, onde raças se misturam e os índices sociais são baixos, servirá de modelo para outras regiões.

Percebendo a atenção externa e o desperdício de uma oportunidade política, logo a FISG e o MSL publicaram na Internet um pedido de desculpas pela análise precipitada da Lei.

Em cada discurso de votação, os vereadores exaltaram a igualdade social. Ganhando R$ 15 mil por mês, enquanto a renda per capita no município é inferior ao salário mínimo, eles estudam reduzir seus salários em 50% em um projeto seguinte.

Além de moradia e bolsa-auxílio, o ex-pobre receberá noções de negócios e será incentivado a criar cooperativas e a buscar emprego no mercado formal. Os gonçalenses se olham nas ruas hoje com mais respeito e compaixão.

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Dicas de imagem para pessoas públicas que recebem salário do governo https://simsaogoncalo.com.br/dicas-imagem-pessoas-publicas-salario-governo/ https://simsaogoncalo.com.br/dicas-imagem-pessoas-publicas-salario-governo/#respond Thu, 22 Jun 2017 03:55:09 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4705 Se expor nas redes sociais é algo corriqueiro hoje em dia. Entretanto, é preciso entender como aparecer se você é uma pessoa pública. Políticos e políticas da cidade (e região), este post é para vocês. Levem-no como uma consultoria de imagem gratuita. Isso se vocês quiserem algo a mais que uma cadeirinha de vereador ou […]

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Se expor nas redes sociais é algo corriqueiro hoje em dia. Entretanto, é preciso entender como aparecer se você é uma pessoa pública.

Políticos e políticas da cidade (e região), este post é para vocês. Levem-no como uma consultoria de imagem gratuita. Isso se vocês quiserem algo a mais que uma cadeirinha de vereador ou um cargo nas secretarias, é claro.

Se sua intenção for apenas manter seu emprego público temporário, desconsidere. Até mais!

Mas se você deseja prosseguir com a sua “vida pública” de forma coerente com a realidade brasileira, continue aqui.

Mapeando comportamentos na internet

A coisa mais valiosa na internet são os dados. E como vimos no fenômeno estadunidense Trump, essas análises de dados podem levar a decisões estratégicas que auxiliam na vitória de uma eleição.

Para você que é leigo no assunto, saiba que todas as suas informações fazem parte de um grande bolo de dados que serve para duas coisas: gerar compras e votos.

Sabendo disso, seria prudente pensar 70 vezes antes de publicar qualquer coisa na web.

Porém, os robôs da internet só querem saber suas preferências pessoais. Já as pessoas reais… essas querem saber o que você está fazendo.

E se você for uma pessoa pública que recebe salário do município… é possível que quem banca com impostos uma situação de vida, não fique muito contente em ver e não compartilhar daquilo.

Em suma: se você se dispõe a ser uma pessoa pública, precisa pensar 70 vezes 7.

Mas, será por quê?

Riqueza vs Pobreza brasileira

Não sei se vocês sabem, mas 46% dos brasileiros têm renda familiar de até R$1.356. Na prática, pouco mais de 1 salário mínimo. A faixa de renda seguinte não vai muito além. Somando, são cerca de 66% das famílias brasileiras ganhando até 2.034 reais.

Índice de Renda no Brasil segundo o Datafoha/2013.
Fonte: Datafolha/2013. Obs.: A soma não chega a 100%, pois parte dos entrevistados se nega a declarar a renda.

Agora veja: como lidar com a situação de ver vereadores ganhando 15.000 reais, fazendo parte dos 1% mais ricos do Brasil? E os secretários e subsecretários? Como saber que estes estão na faixa dos 4% mais ricos, sendo que esta é bancada pelo erário do município nutrido pelos impostos?

Difícil, não é?

Agora, um segredo que vou contar só para você: essa pesquisa foi feita em 2013. Sim, aquele último ano financeiramente bom no Brasil.

Se em 2013 estávamos assim, nesse nível de desigualdade, o que dizer de 2017, em meio à uma crise econômica? O que você acha que está acontecendo com essa pirâmide de renda, hein?

O fato é que com esses índices recordes de desemprego, a base deva estar maior.

Mas, e daí? Não devo mostrar minha vida?

Bem, se você é uma pessoa pública, que se envolveu no processo eleitoral e recebe uma fatia do orçamento público, minha resposta vem com uma pergunta:

“você se sente bem expondo seus hábitos de consumo, recebendo um alto salário num cargo público bancado por impostos de gente que ganha tão pouco?”

Se as pessoas fossem funcionárias públicas, que passaram no concurso e tal, mesmo eu não concordando com a distorção dos salários pagos no Brasil, ainda sim, eu defenderia seu direito de se expor. Afinal, tudo foi alcançado às custas de seus esforços.

Mas quando políticos e políticas, beneficiados por contatos pessoais e familiares, recebem salários que os deixam na faixa dos 5%, desculpe… mas vocês precisam redobrar a atenção na hora de mostrar seus hábitos e suas vidas.

Ainda acham que não? Então perguntem aos 66% das famílias brasileiras. E em se tratando de São Gonçalo, Itaboraí, o número deve proporcionalmente ainda maior.

Então, o que fazer pessoas públicas?

A dica básica é fechar suas redes sociais. Se seus dedos coçam na hora de mostrar que estão no Shopping X, no Restaurante Y ou no lugar Z, basta fechar seus perfis para seus amigos apenas. Aqueles que lhe conhecem e desejam compartilhar da sua vida com vocês.

Se você acha que é tranquilo, continue. Em tempos de Lava-Jato, onde a imagem de políticos e envolvidos no meio está imunda, talvez seja prudente refletir qual o comportamento nas redes sociais (e fora delas) de uma pessoa pública que recebe um generoso salário municipal. Eu pensaria umas… 70 vezes 7.

O bom senso agradece.

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Pra viver em São Gonçalo tem que perder alguma coisa https://simsaogoncalo.com.br/pra-viver-em-sao-goncalo-tem-que-perder-alguma-coisa/ https://simsaogoncalo.com.br/pra-viver-em-sao-goncalo-tem-que-perder-alguma-coisa/#comments Fri, 16 Jun 2017 14:53:26 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4695 Pra morar em São Gonçalo tem que perder alguma coisa material e imaterial. Nos quarteirões sem a presença do tráfico de drogas, e também nas ruas bloqueadas por barricadas, quando o tiro não está comendo, o cidadão sai para o trabalho, vizinhos conversam na calçada e as crianças brincam. Enquanto encontra condições mínimas, a rotina […]

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Pra morar em São Gonçalo tem que perder alguma coisa material e imaterial.

Nos quarteirões sem a presença do tráfico de drogas, e também nas ruas bloqueadas por barricadas, quando o tiro não está comendo, o cidadão sai para o trabalho, vizinhos conversam na calçada e as crianças brincam. Enquanto encontra condições mínimas, a rotina continua, mas está longe da normalidade. Diariamente toda a população de São Gonçalo perde algo de valor: o número de roubos a pedestres na cidade aumentou 82% de 2015 para 2016 (O Dia).

A própria vida pode ser perdida na porta de casa. Aconteceu em abril com a escriturária Solange Gonçalves, de 53 anos, no Porto da Pedra. Desesperado ao ver Solange baleada, seu marido implorou ajuda a um policial militar (envolvido no tiroteio que matou a mulher e possível autor do disparo) e ouviu como resposta do policial que “quem socorre é o SAMU”. Antes da vida de Solange ser perdida, o Estado do Rio perdeu o respeito pelo cidadão gonçalense.

Quanto mais pobre, maior a perda. Quem tem condições financeiras e nenhum laço emocional com a cidade, se afasta dela.

A moradora das regiões dominadas pelo tráfico perde a segurança, a liberdade e o prazer de habitar o território.

O dono do bar paga impostos às três esferas de governo e paga a bandidos por proteção contra eles mesmos. O camelô paga a fiscais corruptos para vender seus produtos ilegalmente embaixo do viaduto de Alcântara. O entregador de gás é obrigado a dar um botijão ou dois por mês para circular pelo bairro que nasceu e foi criado.

A artista perde público, mas não a esperança de um dia ter algum reconhecimento por sua arte. Ela insiste na atividade que a realiza, embora não traga nenhum retorno financeiro. Com o desemprego atingindo 30% dos jovens brasileiros, a jovem estudante do município, que oferece poucas oportunidades de trabalho, perde qualquer interesse pelo futuro.

Aquele que se desloca de manhã para trabalhar em Niterói ou no Rio de Janeiro perde horas e horas da vida nos engarrafamentos que começam cada vez mais próximos de casa. Quem passa pela BR-101, a rodovia do medo, não sabe nem se chegará ao destino: os casos de violência na estrada aumentaram quase 700% (O São Gonçalo).

Pra morar em São Gonçalo tem que perder alguma coisa material e imaterial. Não é perdida definitivamente a busca pela felicidade, obrigação humana que independe do lugar onde se vive e pode ser encontrada até nas cidades destruídas da Síria.

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Fechamento do Pronto Socorro de Alcântara expõe fragilidade da saúde gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/fechamento-do-pronto-socorro-de-alcantara-expoe-fragilidade-da-saude-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/fechamento-do-pronto-socorro-de-alcantara-expoe-fragilidade-da-saude-goncalense/#comments Tue, 13 Jun 2017 19:28:34 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4675 O Pronto Socorro de Alcântara virou maternidade em maio. A princípio, uma ótima alternativa para a região. A anterior Maternidade Luiz Palmier, no Zé Garoto, recebia gestantes de boa parte do Leste Fluminense, como Itaboraí e Maricá. Sobrecarregado, o sistema precisava respirar, especialmente depois das promessas não cumpridas do “Hospital da Mãe”, no Colubandê. Mas algo não […]

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O Pronto Socorro de Alcântara virou maternidade em maio. A princípio, uma ótima alternativa para a região. A anterior Maternidade Luiz Palmier, no Zé Garoto, recebia gestantes de boa parte do Leste Fluminense, como Itaboraí e Maricá. Sobrecarregado, o sistema precisava respirar, especialmente depois das promessas não cumpridas do “Hospital da Mãe”, no Colubandê.

Mas algo não saiu como o esperado.

Com o fechamento do PSA (Pronto Socorro de Alcântara), os cerca de 400 atendimentos por dia, cirurgias eletivas e pequenas operações migraram. Com média complexidade, as UMPAS (upas municipais) de Nova Cidade e Pacheco receberam parte da demanda. Mas quem sentiu mesmo o baque foi o único hospital municipal de grande complexidade do município: o Pronto Socorro do Zé Garoto, o Central.

Ex-maternidade Luiz Palmier no Zé Garoto. Agora uma unidade fechada para internações.

Com a crise econômica, cresceu a demanda por serviços públicos

Pensando que as UMPAs e UPAs fossem dar conta de todo atendimento que era realizado no PSA, as mudanças foram feitas. Entretanto, não é o que está acontecendo.

Por causa da crise econômica e, consequentemente, desemprego, muitas pessoas que antes tinham planos de saúde, hoje procuram o SUS. Segundo funcionários da rede municipal, o número de atendimento em todas as unidades de emergência aumentou, mostrando que a mudança promovida pelo atual secretário Dimas Gadelha pode ter sido desastrada, não tendo correlacionado o momento econômico às decisões estratégicas municipais.

Outro fato relevante era a localização estratégica do PSA, na rua principal Alfredo Baker, em frente ao 7º Batalhão da PM. Com acesso fácil por ônibus, a unidade drenava boa parte da demanda da parte “Alcântara” de São Gonçalo que, como sabemos, é ainda mais carente.

Pronto Socorro Central de São Gonçalo – RJ
Pronto Socorro Central no Zé Garoto, o “Hospital de Política”. Foto: Alex Ramos.

“O Pronto Socorro do Zé Garoto é que dá voto”

Os postos de saúde têm pouca ou estão sem medicação, segundo funcionários. Aliás, os próprios também revelam que sua remuneração é abaixo de qualquer outro município do estado. O que leva profissionais a trabalharem em outras atividades para pagar suas contas.

A consequência disso é a baixa qualidade e quantidade nos atendimentos. As pessoas, por sua vez, tendem a ir com maior frequência às emergências.

Postos fracos e hospital segurando as demandas é o real ciclo vicioso que políticos fazem questão de não ver. Afinal, como é dito nos corredores da unidade, “o Pronto Socorro do Zé Garoto é o que dá voto”. Ou pior: “isso aqui é hospital de política”.

A demanda do Pronto Socorro de Alcântara sobrecarregou as equipes do PSC que estão sem receber

O fechamento do PSA fez a demanda do Pronto Socorro Central subir em mais de 50% no número de atendimentos. Já o Hospital Luiz Palmier foi ampliado, tornando-se unidade fechada para internação de pacientes.

Há quem pense que os médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem do Alcântara foram todos pro Zé Garoto, certo? Errado. O número de funcionários que já vinha diminuindo a cada ano, devido à crise, continuou o mesmo no PSC.

Já os médicos de Alcântara, alguns até foram remanejados para o Luiz Palmier. Mas outros foram mandados embora mesmo, junto a enfermeiros e técnicos.

Houve dias que os atendimentos chegaram a quase 1000.

As equipes que trabalham no PSC ficaram sobrecarregadas. UMPAs e UPAs aumentaram o número de atendimentos. O resultado para a população foi a queda na qualidade do atendimento de quem mais precisa.

UMPA de Nova Cidade em São Gonçalo. Um suporte no atendimento de saúde.

Com salários atrasados, as cobranças continuam as mesmas. Já a estrutura do PSC continua lastimável. Outro detalhe triste são os vencimentos da enfermagem, que estão abaixo do piso da classe.

Os profissionais de saúde que recebem a revolta do cidadão, não os gestores públicos

Os profissionais que estão na “linha de frente” sofrem. São cobrados, ameaçados de forma contínua, obrigados a aceitar a forma desumana que trabalham, pois precisam do seu “ganha-pão”, especialmente nesse difícil momento econômico.

Ainda mais complicado é sofrer com a revolta dos usuários, que muita das vezes não sabem dos problemas internos da gestão pública. Como os gestores não são cobrados diretamente deixam o sistema de saúde agonizar. Seja por incompetência ou conveniência política.

A culpa no final, infelizmente, é jogada no colo do profissional de saúde que trabalha no meio dessa guerra. Afinal, trabalhar no pronto socorro central é viver num cenário de guerra. Literalmente.

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“No meu plantão, não!”, diz o vigia da Fazenda Colubandê https://simsaogoncalo.com.br/no-meu-plantao-nao-diz-o-vigia-da-fazenda-colubande/ https://simsaogoncalo.com.br/no-meu-plantao-nao-diz-o-vigia-da-fazenda-colubande/#respond Fri, 09 Jun 2017 14:39:54 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4667 É fácil adivinhar por que os vigias da Fazenda Colubandê a amam tanto: eles conhecem sua história. – No meu plantão, não! Desse jeito raivoso Bira me respondeu quando perguntei se os atos de vandalismo contra a Fazenda Colubandê ainda acontecem. Ele tinha uma paixão nos olhos que eu nunca tinha visto por São Gonçalo. […]

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É fácil adivinhar por que os vigias da Fazenda Colubandê a amam tanto: eles conhecem sua história.

– No meu plantão, não!

Desse jeito raivoso Bira me respondeu quando perguntei se os atos de vandalismo contra a Fazenda Colubandê ainda acontecem. Ele tinha uma paixão nos olhos que eu nunca tinha visto por São Gonçalo. Como se uma mãe zelosa gritasse “Com meu filho ninguém mexe!”.

Bira é um dos quatro funcionários do Governo do Estado do Rio que se revezam a cada 36 horas para vigiar sozinhos, durante 12 horas, um espaço de cerca de 120 mil metros quadrados. Enquanto existir alguém que defenda a Fazenda Colubandê como ele, haverá esperança de dias melhores para o patrimônio histórico gonçalense abandonado desde 2012, quando foi desativado o Batalhão de Polícia Florestal que funcionava ali.

Além de Bira, diversos militantes, organizações e movimentos lutam pela revitalização da Fazenda. Grupos realizam ocupações culturais regularmente, como a do último sábado (03/06) com palestras, debates, exposições e apresentações teatrais. Há esperança, e muita, porque o povo gonçalense sabe a importância da Fazenda.

Ela é utilizada diariamente por dezenas de pessoas para a prática de atividades físicas, sem nenhum incentivo público. Na verdade o Poder Público até impõe obstáculos: na terça-feira (06/06), a quadra de esportes, de responsabilidade da Prefeitura de São Gonçalo, estava trancada com cadeado.

Bira não é o único vigia dedicado. Confesso que fiquei surpreso quando outro vigia me orientou, com a maior atenção do mundo, a não caminhar fora do alcance visual dele porque “pessoas estranhas” circulavam pelo local. Depois de anos abandonada, hoje a Fazenda conta com vigias que zelam pelo patrimônio e cuidam da segurança dos visitantes. É pra ter esperança, sim, ainda que não tenha sido uma atitude espontânea do Governo do Estado, mas determinada pela Justiça Federal.

É fácil adivinhar por que os vigias da Fazenda Colubandê a amam tanto: eles conhecem sua história. O Governo do Estado não ensinou nada, eles aprenderam com os antigos moradores da região. O Governo não ensinou nem a vigiar, eles não são vigias profissionais. Enfrentam diversos perigos desarmados – delinquentes perambulam pela Fazenda e bandidos são vistos usando a mesma como rota de fuga – e sua única “proteção” é um rádio comunicador para pedir ajuda ao posto da Polícia Militar localizado nos fundos do complexo. Bira e seus amigos corajosos fazem mais do que a função pede e o salário paga.

Vigiar a Fazenda Colubandê é cansativo, Bira caminha quilômetros a cada plantão. Ele espera que a partir de julho ou agosto alguma instituição faça a limpeza e a reforma da sede e da capela. Para não reduzir a paixão do vigia pela Fazenda – se isto for possível – eu não disse nada, mas a restauração deve demorar mais que isso. As quatro empresas antes interessadas em reformar o patrimônio não compareceram à tomada de preços mês passado.

A destruição, as pichações, as camisinhas usadas e o esgoto correndo a céu aberto, antes ocupantes exclusivos, agora dividem a Fazenda Colubandê com a determinação e o amor dos seus vigias.

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O esquema para recuperar o carro do prefeito https://simsaogoncalo.com.br/o-esquema-para-recuperar-o-carro-do-prefeito/ https://simsaogoncalo.com.br/o-esquema-para-recuperar-o-carro-do-prefeito/#respond Fri, 02 Jun 2017 18:13:58 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4660 O que você lerá a seguir é uma narrativa de ficção, inspirada na realidade gonçalense. Contrariado, o secretário mandou duas mensagens pelo WhatsApp, a primeira para o seu braço direito, responsável pelo Serviço de Inteligência, e a segunda para o comandante da Guarda Municipal. O conteúdo foi o mesmo: “Roubaram carro prefeito corola prata atividade”. […]

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O que você lerá a seguir é uma narrativa de ficção, inspirada na realidade gonçalense.

Contrariado, o secretário mandou duas mensagens pelo WhatsApp, a primeira para o seu braço direito, responsável pelo Serviço de Inteligência, e a segunda para o comandante da Guarda Municipal. O conteúdo foi o mesmo: “Roubaram carro prefeito corola prata atividade”.

O telefone do Secretário Municipal de Segurança Pública tocou depois das nove da noite.

– Porra, secretário, acabaram de roubar o carro do prefeito! Meteram a pistola na nossa cara e ameaçaram matar o homem aqui na Rua General Barcelos, esquina com a Avenida Presidente Kennedy.

– O que vocês estavam fazendo aí a essa hora, Marcão? Já disse que a cidade está violenta, o prefeito precisa encerrar o expediente mais cedo.

– A gente trabalhou até tarde hoje pra resolver aquela merda do lixo que não é recolhido. No caminho pra casa dele, dois marginais apareceram do nada na frente do carro gritando “Perdeu, perdeu”. Só deu tempo de sair do veículo.

– Tá. Pega um Uber aí, leva o prefeito pra casa e amanhã a gente conversa. Quem está perdendo o capítulo da novela sou eu.

– Vê o que o senhor pode fazer, por favor.

Contrariado, o secretário mandou duas mensagens pelo WhatsApp, a primeira para o seu braço direito, responsável pelo Serviço de Inteligência, e a segunda para o comandante da Guarda Municipal. O conteúdo foi o mesmo: “Roubaram carro prefeito corola prata atividade”. Quando recebeu a confirmação de visualização das mensagens, o secretário de Segurança Pública se sentiu mais tranquilo. No dia seguinte um agente secreto da Inteligência deu o pronto.

– Secretário, achamos o carro do prefeito. Mandamos deixar lá em Guaxindiba.

– Ótimo, depois entrega a conta do resgate ao secretário de Fazenda e diz que eu mandei. Qual o estado do veículo? Algum estrago?

– Não, tá inteiro. Tem os pertences do prefeito, do Marcão e também tá cheio de bolsa, celular, relógio… usaram o carro pra fazer arrastão até Itaboraí.

– Esses caras estão de sacanagem, não respeitam nem o prefeito, são uns animais.

– É, desse jeito não dá pra trabalhar. Não se contentam em roubar só a população. O senhor vem pro local?

– Guaxindiba é longe pra cacete, vou não. Ainda nem tomei café.

– A imprensa chegou antes da gente, estão fotografando o veículo. O comandante da Guarda Municipal acabou de chegar.

– Merda, então tenho que ir. Segura os jornalistas aí que eu preciso aparecer na foto, senão vão achar que foi só trabalho da Guarda. A oposição tá querendo derrubar todo mundo.

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Liga o alerta aí, amor https://simsaogoncalo.com.br/liga-o-alerta-ai-amor/ https://simsaogoncalo.com.br/liga-o-alerta-ai-amor/#respond Thu, 25 May 2017 20:11:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4655 Liga o alerta aí, amor, acende a luz interna e abaixa o farol e os vidros do carro. Liga o alerta aí, amor, porque você está entrando em São Gonçalo. Nossa cidade é escura e o motorista que esquece de piscar as luzes do veículo entra em depressão. Não me entenda mal, não é uma […]

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Liga o alerta aí, amor, acende a luz interna e abaixa o farol e os vidros do carro.

Liga o alerta aí, amor, porque você está entrando em São Gonçalo. Nossa cidade é escura e o motorista que esquece de piscar as luzes do veículo entra em depressão.

Não me entenda mal, não é uma ameaça. Castigo da insensibilidade humana no século 21, ligar o alerta para afastar a depressão é altamente recomendável. Além disso, o Brasil é o 8º país com mais suicídios no mundo. Combinado esse índice com a grande quantidade de lâmpadas queimadas nos postes, corremos o perigo da tristeza à noite.

Tirando as lâmpadas queimadas e o engano que cometeram com o prefeito (a Guarda Municipal rebocou o carro dele), São Gonçalo vai muito bem, obrigado. As brigas entre grupos de escoteiros – que estavam levando a população à loucura – diminuíram bastante. As coisas estão no seu devido lugar, cada um respeita o espaço do outro.

Em muitos bairros foram criadas ruas exclusivas para o lazer e segurança da população, como aquelas que existem na Barra da Tijuca. Para fazer o isolamento as associações de moradores usaram paletes que pegaram no CEASA, pintaram de branco e penduraram flores, ficou uma coisa linda. Enquanto na Barra os caras têm dinheiro pra instalar cancelas que sobem e descem tocando música clássica, com vigia, wifi e tudo. A diferença fica na qualidade da infraestrutura. A satisfação que existe lá, temos aqui.

Somos uma cidade alegre, mas pobre e sem árvores no centro urbano, não dá pra comparar tanto com os bairros nobres do Rio. Ah, o Rio de Janeiro tem um agravante: bandidos demais. Tenho medo de andar naquele lugar.

Colocamos os meninos a partir de 14 anos uniformizados no topo do morro pra vigiar a circulação de motoristas depressivos. Como frequentemente são liberados mais cedo da escola, conseguem conciliar os estudos com a carreira, remunerada, de observador. Mantemos os adolescentes ocupados para que não se tornem adultos infelizes.

Em algumas ruas distribuem suco natural, sanduíche integral e açaí para a criançada. Em outras colocaram videogames e fliperamas, veja só que festa. Ajudar na recuperação de jovens com sinais de melancolia, coisa que o Estado falido não faz, é prioridade das associações.

Liga o alerta aí, amor, acende a luz interna e abaixa o farol e os vidros do carro. Sintonize o rádio naquela estação que adoro e vamos seguir em paz, com um sorriso no rosto. São Gonçalo é uma cidade livre, amiga, nada aqui é forçado não.

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É um teatro? É uma igreja? Não! É a Câmara Municipal https://simsaogoncalo.com.br/e-um-teatro-e-uma-igreja-nao-e-camara-municipal/ https://simsaogoncalo.com.br/e-um-teatro-e-uma-igreja-nao-e-camara-municipal/#respond Tue, 23 May 2017 12:10:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4650 A inauguração do primeiro teatro municipal de São Gonçalo está atrasada há meses. Enquanto a obra estimada em R$ 13,6 milhões não fica pronta, a população conta com espetáculos de drama e humor exibidos na Câmara Municipal de terça a quinta-feira, às 17h. A diversão é garantida quando os atores não faltam à apresentação na […]

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A inauguração do primeiro teatro municipal de São Gonçalo está atrasada há meses. Enquanto a obra estimada em R$ 13,6 milhões não fica pronta, a população conta com espetáculos de drama e humor exibidos na Câmara Municipal de terça a quinta-feira, às 17h. A diversão é garantida quando os atores não faltam à apresentação na qual fingem saber o sentido do seu mandato. Faltas são frequentes: o elenco tem o hábito de resolver problemas pessoais no horário de trabalho.

As sessões plenárias começam com a leitura de um versículo bíblico, preferencialmente realizada por Salvador Soares, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus. Sendo a Câmara um espaço político de representação popular, não uma igreja evangélica, o espectador se surpreende com o ato religioso. Nenhum adepto do Espiritismo nem da Umbanda, religião criada em São Gonçalo, é convidado a participar da encenação.

Vereador mais votado no último pleito, o papel do bispo Salvador se resume a ler a Bíblia e liderar orações dentro da casa legislativa, transformada em templo da Universal. Algum destaque em defesa dos interesses do povo? Nenhum. Apenas dos interesses de outro bispo, Marcelo Crivella.

O presidente da sessão solicita a leitura da ata da celebração anterior. Pouco empolgante, como uma cena vista centenas de vezes, tradicionalmente os vereadores não prestam atenção à leitura. Cochicham, fofocam e trocam figurinhas sobre como aumentar sua influência junto às comunidades carentes, inclusive de cidades como Maricá.

O tempo inteiro se mistura ao enredo o som de mensagens que chegam pelo Messenger e WhatsApp. Há coisas mais importantes para os parlamentares do que discutir a qualidade de vida do gonçalense, não fazem a gentileza de desligar o celular. O hino do Flamengo, toque do aparelho de algum vereador fanático, já foi registrado pela TV Câmara.

Projetos de lei, requerimentos de iluminação e retirada de lixo, moções de aplausos para puxa-sacos e processos em geral são listados pelo primeiro secretário na leitura do expediente.

Oradores previamente inscritos ganham a palavra e assumem a tribuna. Tecem elogios a outros vereadores, se esquivam raivosamente de acusações públicas e a cidade não é discutida. Eles são o centro viril das atenções (por qual razão as mulheres gonçalenses preferem votar nos candidatos homens?). No máximo refletem sobre jogar um caminhão de pó de pedra nos buracos de uma rua. Não sabem legislar para tirar São Gonçalo do abismo.

Ao fim da peça, sem mais oradores nem matérias sobre a mesa, os atores e bispos vão embora com R$ 15 mil mensais da venda dos ingressos e ofertas no bolso, confiantes de que divertiram o povo, embora sua vida sofrida tenha permanecido a mesma.

Amém.

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O canto de Luiz Ricardo: Todo artista tem de ir aonde o povo está https://simsaogoncalo.com.br/o-canto-de-luiz-ricardo-todo-artista-tem-de-ir-aonde-o-povo-esta/ https://simsaogoncalo.com.br/o-canto-de-luiz-ricardo-todo-artista-tem-de-ir-aonde-o-povo-esta/#respond Wed, 17 May 2017 13:52:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4632 Durante o mês de maio, o cantor Luiz Ricardo está presenteando uma pequena, mas especial, parcela da população de São Gonçalo com a sua arte. Cantou no dia 10 de maio no CRAS Galo Branco, cantará no dia 17 de maio no CRAS Engenho Pequeno e dia 24 cantará no CRAS Amendoeira. Nesse doce mês […]

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Durante o mês de maio, o cantor Luiz Ricardo está presenteando uma pequena, mas especial, parcela da população de São Gonçalo com a sua arte. Cantou no dia 10 de maio no CRAS Galo Branco, cantará no dia 17 de maio no CRAS Engenho Pequeno e dia 24 cantará no CRAS Amendoeira.

Nesse doce mês de maio, em que foi criado de forma muito carinhosa o dia das mães, a parceria entre duas Secretarias da cidade resultou nestas três apresentações. Com muita responsabilidade, a Secretaria de Cultura e Turismo se uniu à Secretaria de Desenvolvimento Social para viabilizar esses três momentos.

A criatividade reina e o dinheiro público, tão escasso nesse momento econômico do país, é extremamente respeitado: o Luiz Ricardo recebeu o convite para cantar por amor e não por cachê. E, de imediato topou cantar, exclusivamente por amor, nestes três equipamentos da Secretaria de Desenvolvimento Social, pois entendeu a proposta que tem um contexto de pura beleza. As apresentações são realmente para o povo, sem nenhuma restrição. É só chegar e curtir o som! As portas dos CRAS ficam abertas, são braços generosos que anseiam por abraçar as pessoas.

Cantor Luiz Ricardo que participou do programa televisivo The Voice Kids da Rede Globo
Cantor Luiz Ricardo. Foto: Alex Ramos.

Luiz Ricardo no CRAS – Centro de Referência e Assistência Social

A Secretaria de Cultura disponibilizou um equipamento de som simples para atender as necessidades das apresentações; disponibilizou o transporte para a ida do Luiz Ricardo aos CRAS e também para seu retorno para casa. Já a Secretaria de Desenvolvimento Social entrou com a organização. Fato curioso, que até a recepção do Luiz Ricardo no CRAS Galo Branco foi toda preparada pelos funcionários do CRAS. A alegria é tão grande e esse tipo de evento é tão incomum nesses equipamentos que os funcionários estão se unindo para recebê-lo da melhor forma possível. Com R$ 11,50 de cada funcionário, foi possível fazer uma torta salgada de ótima qualidade e foi possível comprar seis litros de “refrigereco”. E essa humilde recepção agradou muito o Luiz Ricardo e a sua família, pois foi um momento de confraternização muito especial entre todos que se entregaram para que o evento ocorresse.

O que posso dizer é que o evento no CRAS Galo Branco foi lindo pela beleza da arte apresentada, pelos olhares da plateia encantada e por todo comprometimento da equipe para fazer o evento acontecer, provando, mais uma vez, que a vontade de fazer ultrapassa limites impostos pelo orçamento. Com sonhos as coisas se materializam. Até brindes foram sorteados! Brindes feitos pelas mãos de uma mulher magnífica, Dona Sandra, que faz parte da equipe do CRAS, dando aula de artesanato. Outros brindes vieram pelas mãos da coordenadora Aline Duarte.

Toda uma gente despida de qualquer arrogância, uma gente que se move por amor e me contagiam com tanta dedicação. Tenho fé que esses eventos realizados nos CRAS fazem parte de uma história que está nascendo e que a energia vai se irradiar nos outros eventos.

Cantor Luiz Ricardo que participou do programa televisivo The Voice Kids da Rede Globo
Luiz Ricardo canta no CRAS do Engenho Pequeno, dia 17/05/2017, às 15h.

Belo futuro pela frente

O Luiz Ricardo tem muito para mostrar a esse povo: um menino lindo, que não tem o deslumbre muito comum aos mortais. Depois de todos os programas que participou na televisão, não deixou o ego inflar e vai na mão inversa, revertendo a expectativa de quem busca a fama gratuita e não entende que aparições na televisão não mudam o que há de essência na alma. Luiz Ricardo é pé firme no chão e batalha para ser cada vez mais um artista com maior versatilidade, pois não há fim para quem ama estudar.

Eu, aqui na humildade, agradeço a compreensão do Luiz Ricardo e de sua mãe, Josi Moreira. Agradeço também ao Carlos Ney, Secretário de Cultura, por prontamente abraçar a ideia e se mostrar pronto a novas parcerias. Agradeço ao Secretário de Desenvolvimento Social, Marlos Costa, por confiar no meu trabalho e dar todo aval para lutar por uma sociedade igualitária.

Para fechar esse texto, cito Edi Rock:

Geralmente quando os problemas aparecem
A gente tá desprevenido né não?
Errado
É você que perdeu o controle da situação
Perdeu a capacidade de controlar os desafios
Principalmente quando a gente foge das lições
Que a vida coloca na nossa frente tá ligado?
Você se acha sempre incapaz de resolver
Se acovarda moro
O pensamento é a força criadora
O amanhã é ilusório
Porque ainda não existe
O hoje é real
É a realidade que você pode interferir
As oportunidades de mudança
Tá no presente
Não espere o futuro mudar sua vida
Porque o futuro será a consequência do presente
Parasita hoje
Um coitado amanhã
Corrida hoje
Vitória amanhã
Nunca esqueça disso, irmão.

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Barcas em Duque de Caxias tem mais chances que em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/barcas-duque-de-caxias-tem-mais-chances-que-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/barcas-duque-de-caxias-tem-mais-chances-que-sao-goncalo/#comments Mon, 15 May 2017 16:38:58 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4614 A região metropolitana do Rio de Janeiro é a 2ª maior do Brasil. Uma das 20 maiores do mundo. Isso mesmo! Sem exagero. Temos cerca de 12 milhões de pessoas vivendo juntas e trafegando constantemente entre as cidades. Seja para trabalhar, estudar, viver. Não à toa, os maiores fluxos de pessoas entre cidades acontecem aqui. E São Gonçalo e Niterói estão em […]

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A região metropolitana do Rio de Janeiro é a 2ª maior do Brasil. Uma das 20 maiores do mundo. Isso mesmo! Sem exagero. Temos cerca de 12 milhões de pessoas vivendo juntas e trafegando constantemente entre as cidades. Seja para trabalhar, estudar, viver.

Não à toa, os maiores fluxos de pessoas entre cidades acontecem aqui. E São Gonçalo e Niterói estão em 2º lugar na lista brasileira.

Agora, um anúncio feito pela CCR Barcas em outubro de 2015 está próximo de se tornar uma realidade. A Secretaria de Transportes do RJ anulou o contrato antigo e já está preparando uma nova licitação para a concessão do serviço. E nesse momento decisivo, a pergunta que mais fazemos é: e as barcas para São Gonçalo, quando virão?

Barca Pão de Açúcar se preparando para entrar em operação no trajeto Praça XV – Arariboia.
Barca Pão de Açúcar se preparando para entrar em operação no trajeto Praça XV – Arariboia.

A jóia da Coroa Aquaviária é gonçalense

Como já contamos aqui, a história do serviço de barcas vem desde 1835, quando o trajeto Rio-Niterói era feito por barcas a vapor. A Sociedade de Navegação de Nictheroy operava com três barcas que trafegam de hora em hora. Com capacidade para 250 passageiros, elas trafegavam das seis da manhã às seis da tarde.

Entretanto, 182 anos depois, cá estamos com o mesmo serviço, no mesmo local. As linhas foram ampliadas para Paquetá, Gragoatá, Ribeira (Ilha do Governador) e, mais recentemente, Charitas. Mas a jóia da Coroa Aquaviária Fluminense permanece no trajeto Praça XV – Arariboia, tendo um grande público vindo de São Gonçalo.

Trânsito no Centro de São Gonçalo. Foto: Marcelo Feitosa
Trânsito no Centro de São Gonçalo. Foto: Marcelo Feitosa

São Gonçalo que, aliás, é a cidade que tem a maior perda de tempo no trânsito do Rio de Janeiro.

Não é preciso pensar muito para chegar à conclusão que, com 2 dos maiores fluxos pendulares do Brasil, ou seja, pessoas indo e voltando todos os dias, implantar a estação das barcas em São Gonçalo seria um ótimo negócio. Pelo menos na teoria.

Projeto de estação das barcas em Duque de Caxias, RJ.
Projeto de estação das barcas em Duque de Caxias, RJ.

Quando Duque de Caxias entra e põe a Baixada no jogo

O transporte aquaviário na Baixada não é nenhuma novidade. Desde o século XVIII, funcionava em Magé o Porto da Estrela, lugar onde pessoas e produtos circulavam, inclusive encurtando o caminho para a serra fluminense.

Aproveitando a nova licitação do serviço, momento onde todas as regras contratuais são dispostas, Duque de Caxias, a maior cidade da baixada fluminense, resolveu apresentar seus estudos de viabilidade para que as embarcações cheguem até lá.

Na prática, isso poderia reduzir boa parte do trânsito da linha vermelha, uma das principais vias de ligação da cidade do Rio com o município vizinho. Além de impactar as cerca de 118 mil pessoas que todos os dias vão e vem nesse trajeto.

Trânsito na Linha Vermelha em direção à Caxias e Ilha do Governador. Foto: Rafael Bozeo
Trânsito na Linha Vermelha em direção à Caxias e Ilha do Governador. Foto: Rafael Bozeo

Por que Caxias tem mais chances que São Gonçalo?

Caxias tem um PIB (Produto Interno Bruto) que é quase 2 vezes o de São Gonçalo. É o 3º maior do estado e o 22º maior do Brasil. Além disso, possui a REDUC, a refinaria responsável por 80% da produção de lubrificantes e pelo maior processamento de gás natural do Brasil.

Na teoria, Caxias é bem mais rica que São Gonçalo. Na vida real, nem tanto.

O PIB caxiense é puxado pela refinaria. Mas isso não significa que o dinheiro gerado pelos impostos são distribuídos em melhorias, deixando a população mais rica.

Praça do Pacificador em Duque de Caxias, a capital da Baixada Fluminense.
Praça do Pacificador em Duque de Caxias, a capital da Baixada Fluminense.

Porém, no final, o que vale é dinheiro no caixa do município. Sendo assim, já anunciaram o alargamento da Rua Almirante Greenfall, uma das ruas de acesso à futura possível estação, que passará a ter 500m de comprimento por 300m de largura.

Caso consigam a inserção na licitação, Caxias será a nova Niterói.

Da mesma forma que a praça Araribóia absorve toda a população de São Gonçalo e Maricá, Caxias fará isso com a população das outras cidades da baixada, fazendo com que elas deixem seu dinheiro na região.

Enquanto isso, vemos pouca movimentação em São Gonçalo. Gradim, Porto da Pedra, quais seriam os possíveis pontos para a recepção da Estação das Barcas Gonçalenses nesse modelo atual? Há estudos de viabilidade recentes? Precisamos construir esse material para levá-lo a público o quanto antes.

Barcas: uma luz no fim do túnel

Prefeitos e vereadores, a barca é mais viável que BRT e Metrô

É sabido que depois dessa crise econômica, nem o Comperj será o que foi prometido. Os investimentos minguaram e todo o El Dourado enferrujou. Nada de metrô, nem de BRTs pelos próximos anos.

Porém, essa janela das barcas pode se tornar uma viável opção. O tempo de deslocamento do gonçalense até o Rio, principalmente, diminuiria muito. Sem falar no alívio mental que é atravessar a Baía de Guanabara, ao invés de ficar preso num ônibus durante horas.

Todo mundo ganha. E só quem perde são aqueles que preferem que a situação se mantenha para continuar extorquindo o dinheiro de São Gonçalo.

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Três horas de espera pra ser vacinado em Alcântara https://simsaogoncalo.com.br/tres-horas-de-espera-pra-ser-vacinado-em-alcantara/ https://simsaogoncalo.com.br/tres-horas-de-espera-pra-ser-vacinado-em-alcantara/#respond Thu, 11 May 2017 21:36:02 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4610 Tomei vacina contra a febre amarela no Polo Sanitário Dr. Hélio Cruz, em Alcântara. As mãos habilidosas da enfermeira não provocaram nenhum incômodo com a agulhada. Foi algo rápido, macio e sensual, deu até vontade de tomar duas doses. Acontece que esperei de pé por 3 horas e 37 minutos para ser vacinado, a maior […]

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Tomei vacina contra a febre amarela no Polo Sanitário Dr. Hélio Cruz, em Alcântara. As mãos habilidosas da enfermeira não provocaram nenhum incômodo com a agulhada. Foi algo rápido, macio e sensual, deu até vontade de tomar duas doses. Acontece que esperei de pé por 3 horas e 37 minutos para ser vacinado, a maior parte do tempo suando embaixo do sol forte. Pensar em passar por isso de novo nessa vida me dá calafrios.

Entrei na fila às 7:11. Ela tinha uns 150 metros e dobrava a esquina da rua Concórdia com a Silvio Romero. Para passar o tempo, coloquei um livro na mochila ao sair de casa, com ele pensava que estaria preparado para a espera. Não estava. Nada em São Gonçalo é previsível, somos mais de 1 milhão de pessoas concentradas em um centro urbano caótico.

Logo interrompeu minha leitura o som de uma bicicleta fazendo anúncios. Do início ao fim da fila divulgava um “delicioso café da manhã na padaria Rua da Feira com suco, pão, queijo e mortaNdela”. A cada 10 minutos o anunciante parava no local onde eu estava e fazia seu trabalho honesto. Ouvi o mesmo anúncio quase 22 vezes e não foi o único.

Um camelô também tinha um moderno sistema de som integrado com microfone de cabeça, parecido com aqueles usados por apresentadores de televisão. Ele vendia bolo, pastel e caldo de cana e por um motivo incompreensível seu anúncio repetitivo começava com o mesmo assovio do Godinez, personagem do seriado Chaves.

Depois de uma hora parado, senti as primeiras fisgadas na perna. Uma enfermeira do posto passou perguntando se alguém na fila tomava medicamento antialérgico e eu respondi “Aerolin”. Ela me encarou fundo nos olhos e disse “Huuummm, vou verificar se você pode tomar a vacina”, virou as costas e não voltou mais. Fiquei preocupado.

Os adultos se cansaram antes das crianças. Sentaram no meio fio, nos poucos bancos da calçada ou se abaixaram e ficaram de cócoras mesmo. Depois das nove horas o sol passou a incomodar e a proteção mais usada era a caderneta de vacinação dos filhos. Minha pele assava embaixo da camisa preta.

Finalmente o tédio venceu as crianças também. Algumas pareciam ter apenas dois anos de idade. Não havia fila preferencial para elas. Choraram e pediram colo, não suportavam a imobilidade da fila.

O sol ficou mais forte e pessoas atrás de mim se abrigaram na minha sombra (algo bastante frequente porque sou alto). As brechas entre os dedos dos meus pés suavam. Não ventava. As fisgadas na perna se transformaram em tremedeira.

Com suor escorrendo da testa, as pessoas se embolaram umas nas outras, como se tentassem ocupar o lugar da frente. Tinha gente abaixada na sombra dos carros estacionados. As mães não sabiam como ajudar seus filhos.

Ser vacinado em Alcântara é uma gincana!

Alcançamos a primeira porta do posto, mas o sofrimento estava longe de terminar. A porta servia a outros atendimentos, a entrada para tomar a vacina contra a febre amarela ficava 25 metros à frente.

Pelo menos trinta minutos depois, chegamos à segunda porta, o que não trouxe nenhum conforto: dentro do posto a fila quilométrica continuava fazendo zigue-zague na direção da mesa de cadastro. O lado posterior das minhas coxas enrijeceram.

Ambulantes e pregadores evangélicos gozavam de tanta liberdade de circulação quanto funcionários concursados. Tinha até vendedor de boneco de plástico da Peppa Pig soltando bolinhas de sabão sobre os pacientes.

Desesperado com a demora, ganhei uma mensagem bíblica e passei a usá-la como marcador de página do livro que segurava (Macumba, de Rodrigo Santos). O mensageiro cristão me olhou dos pés à cabeça com desdém.

A enfermeira que fazia meu cadastro perguntou se eu tomava algum medicamento contra alergia. Gelei. Repeti: “Aerolin”.

– Tenho quase certeza que você não poderá tomar a vacina por causa dos corticoides, mas vou confirmar – disse a enfermeira carinhosamente. Eu estava há 3 horas e 15 minutos de pé, tomaria a vacina ainda que as complicações me matassem.

Ela fez uma ligação, que pareceu durar uma eternidade, por fim descobriu que o Aerolin não traz complicações. Respirei aliviado. Peguei meu certificado de vacinação e fui mandado ao consultório no fim do corredor para ser imunizado. Alegre depois de tanta espera, sentindo dores de cabeça, nas pernas e nas costas e andando entrevado como um robô, quase tive um infarto quando cheguei na porta do consultório: havia outra fila me esperando.

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Quais as perspectivas do debate para o Governo do Rio em 2018? https://simsaogoncalo.com.br/quais-as-perspectivas-do-debate-para-o-governo-do-rio-em-2018/ https://simsaogoncalo.com.br/quais-as-perspectivas-do-debate-para-o-governo-do-rio-em-2018/#comments Wed, 10 May 2017 14:23:51 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4602 A disputa para o Governo do Rio em 2018 está se aproximando, porém, as movimentações ainda são tímidas. Não há qualquer debate amplo sobre quais as possibilidades para a saída efetiva da crise. A política nacional está realmente de tirar o fôlego. Muito mais intrigante que a nova temporada de House of Cards ou qualquer […]

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A disputa para o Governo do Rio em 2018 está se aproximando, porém, as movimentações ainda são tímidas. Não há qualquer debate amplo sobre quais as possibilidades para a saída efetiva da crise.

A política nacional está realmente de tirar o fôlego. Muito mais intrigante que a nova temporada de House of Cards ou qualquer similar. Os depoimentos de empreiteiros, as reformas de Temer, os desdobramentos da Lava jato, os embates no Judiciário… Está difícil falar de outra coisa na política. Porém, essa semana fiquei curioso em saber como anda o cenário em nosso Estado, já que Pezão está na beira de ser cassado pelo TSE e nenhum programa alternativo tem se apresentado. Pois bem. Irei falar rapidamente sobre como andam as movimentações acerca dos nomes para o ano que vem.

Marcelo Crivella e Índio da Costa
Índio da Costa e seu apoiador, Marcelo Crivella.

Índio da Costa (PSD) é o único pré-candidato oficial ao Governo do Estado até o momento. Ele será o candidato de Crivella e do PRB. O ex-técnico de vôlei Bernardinho tem sido sondado pelo PSDB para ser candidato. A candidatura de Eduardo Paes depende exclusivamente dos desdobramentos da Lava jato. Caso consiga sair ileso, Paes será candidato, mas não pelo PMDB. As negociações com PTB e PDT tem avançado até o momento.

O DEM de César Maia está flertando com Armínio Fraga, para que seja o candidato do partido ao Governo. Em caso de negativa, o próprio Maia deve ser o candidato, contando com o apoio do PMDB. A candidatura do senador Romário (PSB) não parece vingar. O baixinho afastou-se do partido e não tem se apresentado mais como pré-candidato. O PSOL irá lançar o vereador da capital Tarcísio Motta, candidato do partido também em 2014.

Mais do que eventuais nomes que estarão na disputa, precisamos iniciar desde já o debate sobre qual programa para o Estado nós queremos. O Rio de Janeiro vive um caos econômico causado majoritariamente pela queda do preço do petróleo e pela política de isenções fiscais do governo Cabral-Pezão. Servidores, empreendedores e trabalhadores em geral estão sendo penalizados por sucessivos erros na condução do Governo.

O Governo do Estado é responsável por questões que afetam diretamente o cotidiano do gonçalense e do fluminense em geral. A segurança pública, a educação básica, a mobilidade urbana e o saneamento básico são apenas alguns temas que são responsabilidade do Governo do Estado. Que tipo de programa gostaríamos que fossem apresentados no pleito de 2018?

Polícia Militar do Rio de Janeiro em patrulhamento de ruas.

Uma discussão pública e democrática precisa ser iniciada desde já. Quais as saídas para a crise de segurança pública que vivemos? Maior investimento no aparato de repressão ao crime (Polícia Militar)? Fortalecer as instituições de inteligência e investigação (Polícia Civil)? Apostar em políticas de assistência social e diminuição da desigualdade? Onde e, principalmente, quando iniciaremos as discussões sobre esses temas?

Crise e falta de debates para o governo do Rio

Precisamos ter em mente que a atual crise foi justamente causada pela nossa total falta de discussão em relação à qual projeto político queríamos para o nosso governo. O debate do segundo turno em 2014 foi todo norteado pela lógica se Crivella implementaria ou não uma teocracia (sic). Alguém consegue se lembrar de algum ponto concreto do programa de Pezão apresentado em 2014? Pagamos um preço caro por negligenciarmos as questões programáticas da disputa eleitoral.

Hoje, não há qualquer movimentação dos núcleos vivos da sociedade, sindicatos, associações ou movimentos em torno de uma discussão sobre qual Rio de Janeiro queremos para 2019–2022. Diante desse cenário nada animador, faço aqui uma provocação: que tal nos engajarmos em discutir nosso Estado com o mesmo empenho que discutimos se Lula será ou não candidato em 2018? Que tal, ao falarmos da reforma da previdência, falarmos também da necessidade de uma reforma no Rio?

Quem será o próximo ou próxima ocupante do palácio Guanabara? Terá futuro?

Termino convocando amigos interessados no cenário político para 2018 em constituirmos um grupo capaz de mobilizar as pessoas à discutirem sobre a atual crise do Rio e quais as perspectivas de saída. Para onde devemos ir? Onde apostar? Qual o caminho? Qual é o Rio de Janeiro que queremos?

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Todos os Gonçalenses são colonizados pelo Rio de Janeiro https://simsaogoncalo.com.br/todos-os-goncalenses-sao-colonizados-pelo-rio-de-janeiro/ https://simsaogoncalo.com.br/todos-os-goncalenses-sao-colonizados-pelo-rio-de-janeiro/#comments Fri, 05 May 2017 14:18:38 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4593 Todos os Gonçalenses são colonizados pelo Rio de Janeiro. Alguns são “escravizados”, outros sofrem fortes influências e alguns são cariocas não-praticantes. Ninguém está livre dessa incorporação. Pensa nos seus amigos cariocas. Pensou? Quantas vezes você foi no Rio e Quantas vezes eles vieram em São Gonçalo? Lembre-se sempre que a distância é a mesma, mas […]

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Todos os Gonçalenses são colonizados pelo Rio de Janeiro. Alguns são “escravizados”, outros sofrem fortes influências e alguns são cariocas não-praticantes. Ninguém está livre dessa incorporação.

Pensa nos seus amigos cariocas. Pensou?

Quantas vezes você foi no Rio e Quantas vezes eles vieram em São Gonçalo? Lembre-se sempre que a distância é a mesma, mas os argumentos dos cariocas não colarem aqui são os melhores;

Cafifa pergunta – Por que não vem em São Gonçalo?
Pipa responde – Porque vou passar perrengue na volta.

Italiano pergunta – Por que não vem em São Gonçalo?
Joelho responde – Porque é longe.

Ezequiel pergunta – Por que não vem em São Gonçalo?
Picciani responde – Porque é perigoso.

Íbson pergunta – Por que não vem em São Gonçalo?
Goleiro Bruno – Porque faz o calor de Bangu

Sim, as desculpas são as mais esfarrapadas possíveis. Parece que é molinho esperar o 110 ali na Lapa ou andar até o Menezes Cortes. Parece que é uma delícia ficar 1h esperando o ônibus do Galo Branco na Central agarrado com aqueles caras que ficam burlando o Bilhete Único ali no ponto de ônibus. Parece que é mole andar em Ramos ou ir na Praia de Copacabana sem ter medo de ser assaltado.

Carioca tem uma autoestima da porra. Se fizer pesquisa no Rio sobre a Baía de Guanabara é capaz deles colocarem a culpa em São Gonçalo pela sujeira.

—–

Imagino as reuniões no período colonial como devia ser a vida de Gonçalo Gonçalves, o colonizador gonçalense:

Filipi I, da Dinastia Habsburgo quando Gonçalo chegava devia olhar pra ele e perguntar…

“Gonçalo, porque estás a atrasar?”

Gonçalo, com cara de obviedade respondia…

“Filipe I, o caminho é demorado. Eu saio da minha sesmaria de cavalo, passo pelo fonsequistão, terras do Príncipe Rodrigo Neves, e depois atravesso a Baía de Guabanara com a CCR Navios de Exploração. É longe!.”

—–

Admiro muitos lugares, eventos e pessoas que moram ai, mas o Rio de Janeiro é uma espécie de município criado em apartamento se comparar com o resto da região metropolitana do Estado.

Se um carioca pisar em São Gonçalo, Itaboraí ou na Baixada Fluminense, já tem que tomar benzetacil na hora por que não tem imunidade pra complexidade dessas áreas.

Vocês tem Crivella? Nós tem Aparecida.
Vocês tem Picciani? Nós tem nomes que não podem ser citados.
Vocês tem Polícia violenta? Nós nem polícia tem.
Vocês tem Jacob Barata? Nós tem Zé do Boi.
Vocês tem metrô? Nós tem raiva da linha 2 pular pra linha 4.
Vocês tem a ligth? Nós tem a ENEL
Vocês tem a CEDAE? Nós tem o resto dos cocô que vem.
Vocês tem filme legendado? Nós tem tudo dublado.

Saca? Meu problema não é com o Rio. Gosto do Rio, mas o carioca precisa sair do seu cercadinho.

Querem beijar os gonçalenses? Chama pra ir no Arpoador, mas também vem na Zé Garoto.

Querem transar com os gonçalenses. Chama pra ir nesses muquifo de Santa Teresa, mas também vem no Paloma.

Quer ter amigos gonçalenses? Chama pra ir na Lapa, mas também vem na Praça do Gradim.

Quer fazer rolê underground com os gonçalenses? Chama pra andar na madrugada no Rio antigo mas também vem tirar dinheiro nos caixas eletrônicos do posto de gasolina da Trindade.

A gente já é a mão de obra barata de vocês. A gente já tem que ficar achando que trabalhar no Rio é mudar a vida econômica da família. A gente tem que dar até kit de sobrevivência para quando um adolescente vai pela primeira vez no Rio. Dá uma moral pra gente, levanta sua bunda desse rolê eixo zona sul achando que esse é o lugar mais bem frequentado do mundo e vem pra cá, vem conhecer gente nova, lugares novos, ser assaltado por outro tipo de bandido. Inova!

A distância é mesma. A ponte e a baía que nos separa tem a mesma distância para ir e para voltar. Os ônibus são os mesmos. Seja menos.

Tu é amigo de gonçalense mesmo? Tu está apaixonado por algum ou alguma gonçalense? Então larga esse apartamento no Estado chamado Rio de Janeiro e da um rolê pelo bairro inteiro.

Originalmente publicado no site pessoal de Romário Régis.

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Tarcísio Bueno: o patrono e a escola https://simsaogoncalo.com.br/tarcisio-bueno-patrono-escola/ https://simsaogoncalo.com.br/tarcisio-bueno-patrono-escola/#comments Wed, 03 May 2017 04:01:07 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4576 João Tarcísio Bueno nasceu em Cuiabá, MT, em 23 de junho de 1906, filho de Francisco Pio Bueno e Isabel Viegas Muniz (Bueno, pelo casamento), casal de tradicionais famílias daquela região, com raízes na Europa. Órfão de mãe aos quatro anos de idade, João Tarcísio foi criado pelo pai e, em 1913, ingressou no Colégio […]

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João Tarcísio Bueno nasceu em Cuiabá, MT, em 23 de junho de 1906, filho de Francisco Pio Bueno e Isabel Viegas Muniz (Bueno, pelo casamento), casal de tradicionais famílias daquela região, com raízes na Europa. Órfão de mãe aos quatro anos de idade, João Tarcísio foi criado pelo pai e, em 1913, ingressou no Colégio Salesiano de Cuiabá, transferiu-se para o Colégio de Felício Galdino, em meados de 1913, e retornou ao Salesiano em dezembro do mesmo ano. Ali ainda estava, em 1920, cursando a última série do então ensino médio, quando seu pai, Francisco Pio, funcionário do Arsenal de Guerra de Cuiabá, foi transferido para a Escola Militar do Rio de Janeiro.

Toda a família aqui chegou em 17 de abril de 1920, instalando-se na então capital da República. A 14 de maio seguinte, João Tarcísio ingressou no Ginásio de Campo Grande, Rio de Janeiro, e sua única irmã, Maria Teodora, era admitida no antigo Asilo Santa Leopoldina, em Icaraí, Niterói, que fora fundado pelo imperador Pedro II no século anterior, de lá passando para o Colégio Nossa Senhora da Piedade, no Encantado, Rio de Janeiro, onde ficaria até 1924, quando, em 24 de julho, ela e o pai, Francisco Pio, retornaram a Cuiabá.

Tarcício Bueno – Fotos reproduzidas do livro “O Herói de Abetaia”.

O ingresso no Colégio Militar de Realengo

João Tarcísio, então com 18 anos de idade, preferiu aqui continuar para realizar seu sonho de ingressar no Colégio Militar de Realengo, o que conseguiria em 1929, na arma de Artilharia. Aproveitou as férias do princípio de 1930 para retornar à terra natal e reencontrar o pai e a irmã. Ao chegar a Cuiabá, apaixonou-se por aquela que viria a ser sua esposa, Ana Luíza de Mattos (Bueno, pelo casamento), também de tradicional família local. O casal decidiu que o casamento se daria após João Tarcísio formar-se na Escola Militar do Realengo, o que só ocorreu na turma de 1932. Casaram-se em 18 de março seguinte e geraram os filhos Sônia e Ennio.

Como inerente aos militares, João Tarcísio passou a percorrer todo o território nacional, até que em 1942 estava de volta a Cuiabá. A 31 de agosto daquele ano, era declarada a guerra do Brasil aos países do Eixo e, a 15 de outubro, o 16º Batalhão de Caçadores (local) incorporou a turma Santa Cruz, de aspirantes a oficiais da reserva, tendo como um de seus instrutores o já então capitão João Tarcísio Bueno.

Do 3º RI à Segunda Guerra Mundial na Itália

Pouco depois, ele foi transferido para o Rio de Janeiro e designado para servir no 3º Regimento de Infantaria, em São Gonçalo. Em 1943, era ele designado para receber treinamento militar no Forte Benning, no estado da Geórgia, EUA, de onde só retornaria no princípio de 1944. Na madrugada de primeiro de julho daquele ano, Bueno embarcava no navio norte-americano General Mann, com destino à Itália. Era um dos 5075 homens do primeiro (depois iriam outros quatro, da mesma proporção) escalão da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e João Tarcísio Bueno seguia como ajudante de ordens do general Zenóbio da Costa, que comandava aquele escalão.

Roda de Samba – Região de Pisa/Itália – 15/09/44 - Imagem: Portal FEB
Roda de Samba dos Pracinhas da FEB (Força Expedicionária Brasileira) – Região de Pisa/Itália – 15/09/44 – Imagem: Portal FEB

Como ordenança, parecia que a ida à guerra seria um trabalho apenas burocrático. Mas não foi bem assim; muito pelo contrário. No dia 10 de dezembro de 1944, o capitão João Tarcísio Bueno recebeu a missão de substituir o oficial, de igual patente, que “amarelara” nos combates, encarregado de tomar o Monte Castello, ocupado pelos nazistas. A FEB já tentara chegar lá em 25 e 29 de novembro, mas sempre esbarrava na artilharia alemã instalada em Abetaia, local que passou a ser chamado de “corredor da morte” ou “terra de ninguém”.

Nada disso intimidou João Tarcísio, que seguiu com três batalhões, na madrugada do dia 12 seguinte: quando viu seus homens serem abatidos pelo fogo inimigo, ele próprio foi para a frente de combate e, depois de gastar toda a munição de metralhadora e pistola, passou a lutar com granadas de mão. Era quase corpo a corpo quando conseguiu desalojar uma casamata alemã, ao mesmo tempo em que era atingido por uma bala dum-dum (usada pelos nazistas, apesar de proibida pela Convenção de Genebra), que lhe quebrou cinco costelas e destruiu seu pulmão direito.

Caído na neve e no gelo, foi dado como morto pelas patrulhas alemãs e, numa tentativa de fuga do local, caiu em um rio semi-congelado, cujas águas gélidas criaram coágulos e mantiveram sua vida. Ali ficou, por quase 24 horas, enquanto várias patrulhas brasileiras iam buscar conterrâneos mortos ou feridos, mas não o localizavam. Salvou-o seu ajudante de ordens, o soldado Sérgio Pereira, um jovem negro, alto e corpulento, de 19 anos, que saiu na madrugada do dia 13 para procurá-lo, apesar da objeção de superiores e companheiros, e o encontrou no riacho, ainda com vida. Arrastou-o para local mais propiciatório, retornou ao acampamento e voltou com dois padioleiros, que puderam enfim levar o oficial para seus primeiros atendimentos médicos. Como diria, anos depois, o jornalista David Nasser, sobre Sérgio e João: “Um Sancho Pança negro de um Dom Quixote branco”.

Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, popularmente conhecido como Monumento aos Pracinhas, Aterro do Flamengo – Rio de Janeiro
Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, popularmente conhecido como Monumento aos Pracinhas, Aterro do Flamengo – Rio de Janeiro

De volta ao Brasil

A via-crúcis de Tarcísio, no entanto, não terminou aí; trazido de volta ao Brasil, foi submetido, em treze anos, a numerosas cirurgias reparadoras e, por fim, fez sua segunda e última viagem aos Estados Unidos, em 1957, para operar-se no Hospital John Hopkins, em Baltimore, e serem fechadas as últimas duas fístulas ainda abertas em seu tórax. Na madrugada de seis de abril de 1963, o já então general de divisão João Tarcísio Bueno faleceu de edema pulmonar agudo, no Rio de Janeiro, tendo a seu lado a filha Sônia e oex-ajudante de ordens (e, desde a guerra, amigo) Sérgio Pereira, que salvara sua vida em 1944. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista e, segundo o médico que atestou seu óbito, morrera em consequência, ainda, dos ferimentos sofridos em Abetaia.

O capitão João Tarcísio Bueno foi promovido a major, ainda durante a guerra, e recebeu todas as medalhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB), Sangue do Brasil, Medalha de Guerra, Ordem do Mérito Militar e Cruz de Combate de Primeira Classe, do Brasil, Estrela de Prata (Silver Star) do Congresso dos Estados Unidos e Cruz de Guerra com Palma (Croix de Guerreavec Palme) do governo francês. É patrono de praça pública em Cuiabá, MT, e de colégio estadual em São Gonçalo, RJ.

Escola Estadual Coronel João Tarcísio Bueno, lutando para reabrir as portas em 2016. Foto: Sepe.

A Escola Estadual

O Colégio Estadual Coronel João Tarcísio Bueno, embora haja recebido tal denominação em 1966 e acolhido seus primeiros alunos e professores em 1967, tem uma história que remete ao princípio do século XX.

Era 29 de dezembro de 1910, quando o presidente (governador) Alfredo Backer (1851/1937), fez publicar no Expediente do Estado do Rio de Janeiro (antigo Diário Oficial do Estado) seu ato criando a Escola Isolada do Jacaré, no bairro Paraíso, que começou a funcionar no ano seguinte, em casa alugada, como era praxe da época, sob a direção da professora Alda de Mello Cunha.

Ali ficou pouco tempo, pois o presidente (governador) (Francisco Chaves de) Oliveira Botelho (1868/1943), já em 1912, aprovava a sua mudança para o bairro de Mangueira em 1913. Hoje um bairro próximo, mas bem distante na época, devido à insuficiência de transporte público. Causou enormes protestos da comunidade, que duraram até 1927, quando o prefeito Mentor de Souza Couto (1889/1966) decidiu criar a Escola Municipal do Jacaré, entregando sua direção à professora Cândida Costa e Silva.

Um ano depois, ela comemorava o primeiro aniversário da unidade de ensino com festival de teatro no Cine-Teatro São José, que teve a encenação de uma opereta de sua autoria e homenagem ao sr. Adilson Tavares, por haver distribuído uniformes aos estudantes pobres daquele educandário.

Transferindo a escola da prefeitura para o estado

O empenho da prefeitura durou somente dois anos, transferindo a escola para a administração do Estado em 1929, ano em que, de novo, se criava a Escola Estadual do Jacaré, que viria a tomar o número 8. Na década de 1930, foi dirigida pela professora Odete São Paio.

Assim, duas unidades de ensino passaram a conviver na mesma área. Até que, na década de 1940, foram transformadas em uma só, com o titulo de Escolas Reunidas do Jacaré. Isto não impediu que, na mesma década, uma delas fosse denominada Escola Barão de São Gonçalo e a outra, na década de 1950, recebesse a denominação de (Maria de) Merícia Quaresma de Mello.

Eram homenagens a duas figuras importantes na história de São Gonçalo: primeiro, Belarmino Ricardo de Siqueira (1791/1873), o barão, que projetara a cidade no século XIX, aqui trazendo, em 1854 e em 1870, o imperador Pedro II e sua família para visita à fazenda Engenho Novo do Retiro, em Pacheco; segunda, a professora (Maria de) Merícia Quaresma de Mello (1873/1935), que sempre lecionou em Niterói, mas fazia incursões à nossa cidade, participando, nos primeiros momentos, da campanha de construção do Hospital de São Gonçalo, e cujo um dos filhos, o médico Manuel Pires de Mello (1904/1986), foi diretor, por vários anos, do Centro de Saúde de São Gonçalo, então estadual e hoje municipalizado com o nome de Washington Luiz Lopes.

Ocorre que as duas unidades de ensino eram insuficientes para atender ao crescimento do bairro e, por isso, no fim da década de 1950, as duas foram colocadas abaixo, para a construção de uma só, mais ampla que elas. Para que as homenagens àqueles vultos não fossem eliminadas, em 1967 foram criados a escola estadual Barão de São Gonçalo, municipalizada em 2014, e o Grupo Escolar de Sete Pontes (construído em 1952/1953) passou a ser denominado Escola Estadual Merícia Quaresma de Mello.

A área livre para a construção do novo colégio estadual chegou a ser visitado pelo governador Celso Peçanha (1916), em sete de setembro de 1961. Porém, obras, de fato, só foram iniciadas pelo governador Paulo Francisco Torres (1903/2000), também ex-combatente, em 1964.

O batismo com o nome do Coronel Tarcísio Bueno

Quando elas já estavam bem adiantadas, no princípio de 1966, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou projeto de lei, de autoria do deputado petebista Flávio Monteiro de Barros (1915/1979), denominando-a Dr. Jayme Figueiredo (1891/1944), mas o governador o vetou, sob o argumento constitucional de infringência do poder de iniciativa, que cabia ao Executivo, e baixou o decreto nº 12.344, de 22/04/1966, denominando-a Coronel João Tarcísio Bueno.

A construção da escola, com 16 salas de aula, só viria a ser concluída no ano seguinte, pelo governador Geremias de Mattos Fontes (1930/2010). Em 13/12/1967, ele nomeou a professora Lucy Vieira da Rosa como primeira diretora, para colocá-la em funcionamento a partir do ano letivo de 1968.

Dona Lucy, a primeira diretora

Dona Lucy, também professora municipal desde 1959, aqui nascera, em 10 de fevereiro de 1937. Filha de Aprígio Afonso Vieira e Maria de Andrade Vieira, casara com Milton José da Rosa e residia no bairro Porto da Madama.

Fizera o primário no Curso Benjamin Constant, unidade particular então existente no bairro Porto Velho, e o ginasial e o normal no Colégio São Gonçalo, pelo qual se diplomou professora, antes de alcançar o nível superior na Sociedade Universitária Augusto Mota (SUAM), no Rio de Janeiro.

Aprovada em concurso público, em 1962, a 30 de junho daquele ano era nomeada para exercer o magistério estadual na Escola Frederico Ozanam. Em 1965, foi removida para a Escola Estadual Padre Manoel da Nóbrega. E em 1967, finalmente, chegou à direção da Escola (hoje, Colégio) Estadual João Tarcísio Bueno, na qual permaneceu até 30 de outubro de 1976.

Retornou à Escola Padre Manoel da Nóbrega e em 1978 passou a atuar no Núcleo de Educação, Cultura e Trabalho (NEC), da secretaria estadual de Educação, em São Gonçalo, sendo promovida a Supervisora Educacional em 1981 e logo depois a Inspetora Escolar, cargo no qual foi aposentada em 26 de setembro de 1995.

A expansão na década de 70

O Colégio Estadual João Tarcísio Bueno prosseguia em expansão, a primeira das quais ocorreu em 1973, com a construção de mais sete salas de aula, segundo o jornal O Fluminense, de quatro de setembro de 1973, página 7, e recebia também em suas instalações, à noite, o Colégio Padre Flávio Arcoverde, da então Campanha Nacional de Escolas Gratuitas (CNEG), posteriormente transformada em Escolas da Comunidade (CNEC), tornando-se mais um empreendimento privado de educação, ao contrário do que pretendia seu iniciador, na década de 1950, Felipe Tiago Gomes.

É preciso voltar no tempo para explicar: somente o antigo ensino primário (quatro séries iniciais do atual ensino fundamental) era ministrado gratuitamente pelo poder público. Aumentando a demanda por ginásios (hoje, quatro séries finais do ensino fundamental), o padre Flávio Arcoverde, então na Igreja de Nossa Senhora Aparecida, lutou para que o ginásio fosse implantado à noite naquele educandário, garantindo a seus alunos o prosseguimento gratuito dos estudos. Como o religioso faleceu em 27 de setembro de 1968, seu nome foi dado à nova unidade de ensino, então com caráter comunitário, que ali funcionou por cerca de 20 anos.

Tarcísio Bueno e o governo Leonel Brizola

A Escola Estadual Coronel João Tarcísio Bueno só voltaria a ser objeto das preocupações do governo do estado em 1986. Assim mesmo, por motivos outros: o governador Leonel Brizola (1922/2004) e seu vice, professor Darcy Ribeiro (1922/1997), haviam decidido extinguir a Faculdade de Formação de Professores (hoje subordinada à UERJ). Encontraram tal reação da comunidade que, no ano de 1986, tentando diminuir o impacto político, lançaram o projeto denominado Complexo Educacional de São Gonçalo.

Para o Tarcísio Bueno, projetaram o que as oficinas de carro velho, para revenda, chamam de guaribada, ou seja, fazer uma pintura geral para garantir a aparência. Salvou-os o artista plástico Carlos Scliar (1920/2001). Convidado para visitar o local, e sem poder mexer na estrutura, imaginou uma pintura diferente.

Tarcísio Bueno – Escola e Patrono
Escola Estadual Tarcísio Bueno, Paraíso – São Gonçalo.

A famosa pintura do “Colégio Colorido” do Paraíso

As paredes das salas de aula seriam brancas, com poesias de autores nacionais – nenhum local, embora a cidade tivesse expoentes da poesia, entre eles o consagrado Alberto Silva (1863/1912) e os menos famosos José de Moraes e Silva (1832/1896), Nicomedes Pitanga (1872/1950) e Brígido Tinoco (1910/1982) –, enquanto as paredes externas da unidade de ensino receberiam formas geométricas nas cores vermelho, amarelo, azul, verde e laranja. Com as sucessivas reformas, as poesias internas desapareceram, mas a pintura externa permaneceu, fazendo com que a Tarcísio Bueno passasse a ser conhecida como a “escola colorida”.

Scliar nascera no Rio Grande do Sul e, aos 19 anos, integrou-se ao movimento artístico em São Paulo, com Di Cavalcanti, Portinari, Flávio de Carvalho e Segall, entre outros. Tinha algo em comum com Tarcísio Bueno: também ele, artista, integrara a Força Expedicionária Brasileira (FEB), como cabo de artilharia, e combatera na Itália, contra o nazi-fascismo. Na Tarcísio Bueno, seu propósito era o de “fazer funcionar os olhos, a sensibilidade e a criatividade dos jovens”, conforme declarou aos jornais ao visitá-la, em abril de 1986. Embora os poemas já hajam desaparecido, a parte externa permanece preservada e a “escola colorida” continua a estimular seus jovens alunos, como pretendia o artista plástico.

O telhado da Escola Estadual João Tarcísio Bueno, no Paraíso, desabou em agosto e até hoje nenhum sinal de obras no local. Alunos estão em Cieps vizinhos
O telhado da Escola Estadual João Tarcísio Bueno, no Paraíso, desabou em agosto e até hoje nenhum sinal de obras no local. Alunos estão em Cieps vizinhos
Foto: Alex Ramos

Este cenário de sonho esvaiu-se em agosto de 2015, quando parte do telhado da unidade escolar ruiu, todos os alunos foram transferidos para Centros Integrados de Educação Pública (CIEP) das imediações e o prédio ficou aguardando decisão do governo estadual de realização de obras reparadoras, conforme noticiado nas páginas 01 e 07 do jornal O São Gonçalo, de 07 de dezembro de 2015.

Fontes:

João Tarcísio Bueno, o Herói de Abetaia, de Alexei Bueno, 142 páginas, Casa Editorial Germakoff, Rio de Janeiro, 2010.

As Ruas Contam Seus Nomes, de Emmanuel de Macedo Soares, p. 728.

Expediente do Estado do Rio de Janeiro, 28-12-1913, p. 1.
Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, 01-03-1959 (Diário das Municipalidades, p. 2); 23-04-1966, p. 1; 13-07-1967, p. 1; 05-11-1976, p. 17; e 26-09-1995, p. 13.

Acervo da família de Lucy Vieira da Rosa.

Jornal do Brasil, 05-02-1899, p. 6.

O São Gonçalo, 26-04, p. 1, e 25-09-1966, p. 2.

Correio da Manhã, 22-09-1966, p. 21.

O Globo, 07-04-1986, p. 9

Publicado inicialmente no Blog do Vovozinho.

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Mentiras que o gonçalense repete https://simsaogoncalo.com.br/mentiras-que-o-goncalense-repete/ https://simsaogoncalo.com.br/mentiras-que-o-goncalense-repete/#comments Fri, 28 Apr 2017 17:29:37 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4572 São Gonçalo não presta. É o quintal sujo, escuro e desrespeitado de Niterói. Terra ocupada por um milhão de condenados onde ninguém planta nada de valor. Um lixão em cada esquina, furto de combustível da garagem municipal, filas quilométricas para tomar vacina contra a febre amarela, ruas esburacadas devido à paralisação do setor de infraestrutura […]

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São Gonçalo não presta. É o quintal sujo, escuro e desrespeitado de Niterói. Terra ocupada por um milhão de condenados onde ninguém planta nada de valor.

Um lixão em cada esquina, furto de combustível da garagem municipal, filas quilométricas para tomar vacina contra a febre amarela, ruas esburacadas devido à paralisação do setor de infraestrutura e por aí vai.

O prefeito Nanci é um frouxo controlado pela mulher e desse governo nenhuma evolução se pode esperar. Dos membros do Legislativo, menos ainda. São incorrigíveis, sanguessugas e ignorantes que esbanjam erros de ortografia e gramática com orgulho nas redes sociais. Os vereadores sustentam a mediocridade que nasce da conjunção corrupta entre a Prefeitura e o mandato populista dos secretários de governo. Querem somente o dinheiro do povo que o elegeu.

Se Dejorge Patrício tivesse sido eleito, por bem ou por mal ele já teria resolvido essa bagunça toda. Dejorge tem peito.

A melhor prefeita das últimas décadas foi Aparecida Panisset. Ela roubou descaradamente, sim, foi condenada pela Justiça, mas pelo menos construiu praças e asfaltou ruas. Antes de Panisset não houve nada de importante na política gonçalense.

O maior culpado pelo abandono é o povo que não sabe votar. Ele mantém os políticos que merece, por isso a cidade jamais deixará de ser o esgoto niteroiense, aquilo que é expulso e malquisto pelos vizinhos.

Veja a página no Facebook com centenas de milhares de fãs chamada ironicamente de “São Gonçalo vai mudar”. Ela publica roubos de veículos, prisões, pessoas desaparecidas e os seguidores curtem o mesmo conteúdo desgraçado diariamente. Não há sinais positivos. Na tragédia que o gonçalense, que em primeiro lugar frustra qualquer melhoria, gosta de se esbaldar.

A falta de educação do morador – que não pode ser chamado de cidadão – impede o ato mais simples do mundo: jogar o lixo na lixeira. Ele prefere largar o copo de guaravita e o guardanapo do salgado no chão, na sarjeta ou encosta, ambos ao lado do poste de luz.

Sem pontos turísticos, sem valor histórico, praias, nem opções de lazer. A última coisa boa que saiu de São Gonçalo para o mundo foi a dupla Claudinho e Buchecha há mais de 20 anos. E para azar do município (azarado por natureza) Claudinho foi perdido em um terrível acidente.

São Gonçalo é a decepção violenta publicada na capa do seu diário mais famoso. O melhor jeito de sobreviver nela é puxando o saco de algum político e arrumando um carguinho comissionado, de preferência sem trabalhar muito. Boas ideias empreendedoras não dão certo. Ninguém tem grana para comprar nada que não seja vendido por camelôs embaixo do viaduto de Alcântara. Montar um negócio é perda de tempo, investir é jogar dinheiro fora.

Se o jovem estudasse, teria sucesso na vida, transformaria São Gonçalo. As oportunidades de educação são iguais para todos, a escola pública municipal é boa. Esses moleques safados preferem fumar maconha, perambular e roubar.

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Olha o ovo aí, freguesa! https://simsaogoncalo.com.br/olha-o-ovo-ai-freguesa/ https://simsaogoncalo.com.br/olha-o-ovo-ai-freguesa/#comments Sat, 22 Apr 2017 20:45:17 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4465 O vendedor ambulante, seja ele de ovo, pamonha, vassouras ou mesmo o camelô, pode ser visto como sinal de atraso da infraestrutura comercial e de serviços de São Gonçalo. Afinal, o primeiro shopping center da cidade foi criado há apenas 13 anos. Edifícios comerciais com mais de 3 andares são escassos até no Centro do […]

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O vendedor ambulante, seja ele de ovo, pamonha, vassouras ou mesmo o camelô, pode ser visto como sinal de atraso da infraestrutura comercial e de serviços de São Gonçalo. Afinal, o primeiro shopping center da cidade foi criado há apenas 13 anos.

Edifícios comerciais com mais de 3 andares são escassos até no Centro do município. O vendedor que atua de porta em porta, na verdade, não tem nada de atrasado. Ele traz, pontualmente, um contato humano ímpar que alegra o coração.

O trabalho é cansativo, mal remunerado, o sol castiga. Mas é parte do patrimônio social gonçalense. O ambulante também tenta se modernizar. Anos atrás caminhava carregando nas costas mais produtos do que um trem é capaz. Panelas, redes de dormir, artigos de cama, mesa e banho, cadeiras de ferro revestidas com tiras de borracha verde, azul e vermelha e por aí vai.

Frutas e alimentos diversos estão entre os produtos oferecidos. Hoje o ambulante pedala bicicletas carnavalescas, com guarda-sol colorido. Dirige carros podres, caindo aos pedaços, kombis e caminhonetes. Todos os meios de transporte trazem seu característico sistema de som integrado. A propaganda é a alma do negócio e a dona de casa a ouve chegando de longe.

Tem ovos e tem abacaxi
Essa melancia é docinha, diurética, faz bem pra qualquer idade
Tem abacaxi, melancia e laranja no saco
Tem laranja no saco, pode vir, meu senhor
Leva uma cartela com 30 ovos, paga 10 reais
O preço é bom, a mercadoria é de qualidade
Vem pra cá, minha senhora
Sabia que o ovo é o mais completo alimento para o ser humano?
É ovo, é ovo, é ovo

Por duas semanas seguidas minha esposa comprou essa bendita bandeja com 30 ovos. “A promoção está boa e eu preciso bater uns bolos”, ela justificava. Não aguento mais ver ovo na minha frente.

Tenho uma curiosidade enorme: os vendedores ambulantes são privilégio das ruas de barro das comunidades ou circulam pelo asfalto dos endereços nobres, onde moram secretários de governo e vereadores?

Quando ouvir de novo um divertido vendedor ambulante empurrando a bicicleta ou dentro de um cacareco sobre rodas, você sentirá orgulho da capacidade criativa do gonçalense se puxar um papo com ele.

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A história de Luiz Caçador, da pesca ao folclore https://simsaogoncalo.com.br/a-historia-de-luiz-cacador-da-pesca-ao-folclore/ https://simsaogoncalo.com.br/a-historia-de-luiz-cacador-da-pesca-ao-folclore/#comments Fri, 21 Apr 2017 17:42:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4516 Quem nunca, em São Gonçalo, ouviu dizer que Luiz Caçador era um homem extremamente perigoso, não possuía as duas pernas e suas terras eram amaldiçoadas? Pois é. Será que essa é história real ou um folclore passado pelo povo por décadas!? Jorge Pereira Nunes foi a fundo em busca de fatos. Boa leitura! A história […]

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Quem nunca, em São Gonçalo, ouviu dizer que Luiz Caçador era um homem extremamente perigoso, não possuía as duas pernas e suas terras eram amaldiçoadas? Pois é. Será que essa é história real ou um folclore passado pelo povo por décadas!? Jorge Pereira Nunes foi a fundo em busca de fatos. Boa leitura!

A história de Luiz Caçador

Filho de Manoel Bento da Paixão e Emiliana Rosa do Amor Divino, Luiz Pereira da Silva nasceu em Maricá, em 13 de fevereiro de 1880, mas se mudou para São Gonçalo ainda na infância, acompanhando a família. Todos foram para o bairro de Itaúna e ocuparam uma parte da fazenda ali existente, às margens do pântano que hoje integra a Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, criada em 1984 pelo governo federal para proteger o alagado de cerca de 14 mil hectares, que abrange os municípios de Guapimirim, Magé, Itaboraí e São Gonçalo.

Para ganhar a vida, o jovem Luiz começou a fazer o que todos faziam na região: pescava. De tanto percorrer o canal que forma a Ilha de Itaoca e o mangue, neste buscando, sobretudo, caranguejo, acabou por tornar-se conhecedor exímio dos “furos” (microcanais que interligam as áreas alagadas) e viu que a região tinha um outro tesouro natural: jacaré. Começou a caçá-los para se alimentar e vender o couro para os dois curtumes que existiam no Gradim e em Neves. Daí passou a organizar caçadas, para as quais recebia pessoas vindas de várias partes do território fluminense e também do então distrito federal, a cidade do Rio de Janeiro.

Vista aérea do Rio Guaxindiba, que corta a APA de Guapimirim e chega até a Baía de Guanabara - Custódio Coimbra / Custódio Coimbra
Vista aérea do Rio Guaxindiba, que corta a APA de Guapimirim e chega até a Baía de Guanabara – Custódio Coimbra / Custódio Coimbra – O GLOBO

A experiência religiosa de Luiz

Era já a década de 1950 quando Luiz teve uma experiência religiosa: estava em meio a uma caçada de pássaros durante a qual vislumbrou um grupo de crianças, as quais não apenas protegiam os animais silvestres como promoviam a soltura dos cativos, e que lhe sugeriram criar um centro espírita. Foi o que fez, em 1953, dando-lhe o nome de Cosme e Damião – que depois foi chamada de Centro Espírita Nossa Senhora da Conceição –, de Umbanda, e passou também a dedicar-se a uma prática popular na época: a benzedura.

Casado com Eliete Ferreira da Silva, com quem não gerou filhos, adotou duas crianças, José e Maria, aos quais ele e a mulher se dedicaram amorosamente. Seu centro espírita alcançou notoriedade e continua a existir, na Rua 31 de Março, lote 230, quadra 8, onde moram sua nora, os filhos dela e netos dele.

Embora seu templo religioso crescesse, ali ele só “rezava” as pessoas e dirigia as sessões, nos fins de semana. Mas como não cobrava nada, precisava continuar cuidando da sobrevivência. Por isso, voltou à pescaria e à busca de caranguejos, abandonando de vez as caçadas, embora seu apelido continuasse a ser utilizado.

O batismo do bairro Luiz Caçador

No princípio da década de 1970, os proprietários originais da área a haviam reconquistado judicialmente, mas respeitaram o direito de posse de Luiz e fizeram um loteamento, dando-lhe o nome de Jardim Progresso. Não adiantou. A denominação do bairro de Luiz Caçador já estava fixada na opinião pública e permanece até hoje.

Luiz faleceu em 25 de maio de 1975, levando centenas de pessoas a seu sepultamento, no dia imediato, no Cemitério de São Gonçalo. A viúva, dona Eliete, mudou para o bairro de Marambaia e ali criou seu próprio “terreiro”, enquanto os descendentes de Caçador continuaram a dirigir o Centro Espírita Nossa Senhora da Conceição, já agora não apenas de Umbanda, mas também de Candomblé.

A história é contada por sua nora e recebe alguns reparos da neta Angélica Ferreira Bastos, para quem Luiz Caçador e sua família vieram de Maricá para Neves, em São Gonçalo, onde ele foi mestre de obras e casou, separando-se em seguida da primeira esposa. Só então mudou residência para Itaúna, onde contraiu novas núpcias, com dona Aliete Ferreira da Silva, que lhe deu uma filha, Maria do Carmo, casada com Altair dos Santos Bastos, pais de Angélica, que não chegou a conhecer o avô, pois a avó e a mãe já estavam residindo na localidade de Sacramento desde o falecimento dele. Dona Aliete ali criou o Centro de Caridade Vovó Maria do Rosário, que funcionou até 2014, quando, pela idade avançada, ela suspendeu os trabalhos, embora continue a residir no mesmo local, com plena saúde, neste ano de 2016.

Originalmente publicado no Blog do Vovozinho.

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Um amor chamado Gradim https://simsaogoncalo.com.br/um-amor-chamado-gradim/ https://simsaogoncalo.com.br/um-amor-chamado-gradim/#comments Tue, 18 Apr 2017 12:25:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4486 Gosto muito de todos os bairros da cidade, mas tenho uma queda em especial pelo Gradim. Foi nele que sai da infância e me transformei em adulto. Talvez não seja o bairro mais famoso ou procurado da cidade, mas sem dúvida é o mais charmoso. O Gradim é literalmente a porta do Paraíso. Um bairro tranquilo […]

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Gosto muito de todos os bairros da cidade, mas tenho uma queda em especial pelo Gradim. Foi nele que sai da infância e me transformei em adulto. Talvez não seja o bairro mais famoso ou procurado da cidade, mas sem dúvida é o mais charmoso.

O Gradim é literalmente a porta do Paraíso. Um bairro tranquilo de gente bonita e sorridente. As vezes tem confusão, mas nada que acabe com o brilho dos bons finais de semana cheios de cerveja, churrasco e ócio.

Tem a praça das crianças na parte do parque, tem a praça dos lanches, tem a praça de quem madruga e tem a praça dos bastidores que ninguém ousa revelar. Tem os casais que namoram no escurinho da Vicente Cardoso a pé ou os que namoram de carro na Restinga. Tem os mais ousados ainda que vão lá para a BR, mas aí é ter muita disposição.

No Gradim, todo mundo se conhece. Mesmo quem não se fala, já sabe quem namora com quem, quem deve, quem é legal e quem é escroto. Os donos de mercado já sabem, no olho, se aceitam fiado ou não dos moradores. Aliás, fofoca não é algo isolado no Gradim. Fofoca é premissa para morar aqui. Todo mundo é um fofoqueiro em potencial e por isso convivemos bem. É como se todos soubessem da vida dos outros e ficassem fingindo que nada aconteceu. Basta alguém passar, rolar um Oi e pronto, os cochichos logo começam.

Sabemos quem engravidou quem, quem foi preso, quem brigou, quem ficou rico, quem está desempregado, quem foi pro Uber, quem fugiu, quem foi solto, quem morreu e tudo isso em poucos minutos depois de acontecer. Somos melhores em comunicação do que o Jornal Nacional.

Venda de cafifas na Praça do Gradim – São Gonçalo
Venda de cafifas na praça do Gradim. Foto: SIM São Gonçalo.

Gradim de festa, futebol e carnaval

Nosso bairro tem uma rivalidade no futebol, por conta do Campo do Marimbondo e do Campo da Igrejinha. Tem rivalidade no carnaval por conta das duas escolas de samba. Tem rivalidade no amor, porque todo mundo tem um ou uma amante em potencial no bairro. Que bairro! Entre a paz e a confusão, ele sobrevive com todo mundo crescendo junto.

Falando em Escola de Samba, não podia esquecer do Carnaval do Gradim. Que carnaval senhores! É no carnaval que todo mundo se encontra, pelo menos uma vez ao longo da semana. Conseguimos saber quem emagreceu, quem engordou, quem casou, quem tem filho, quem está mais feio ou bonito. Parece que o tempo passa e o carnaval continua o mesmo. Sempre tem o bloco do “O Rei Morreu” que junto dos seus 5 integrantes nunca deixa de passar. Tem a cama elástica que fica na esquina da Basílio Costa. Tem o Churrasco da esquina da João Cândido, tem a festa que nunca acaba mesmo com a casa de shows mudando no final da Capitão João Manoel.

Ah! No Gradim também tem o saudosismo da festa da Primavera, que mesmo sendo fora de período de comemorações, lotava as ruas. Tem a saudade dos bares temáticos de cada time, tem a saudade de quando você ia pra rua e a qualquer momento tinha gente brigando por conta de futebol. Tem a saudade de brincar na rua sem medo de assalto.

Gradim é terra de comprar pão cedinho no mercado Mancebo. Terra de lembrar que na esquina do mercado, na época chamado Galo Branco, tinha um pastel artesanal que virou a CPI dos Caldos. Gradim é terra comprar pão com o padeiro de bicicleta que ninguém sabe o nome, mas todo mundo se diverte com sua simpatia. É terra de vizinho não se gostar, mas viver dando sorriso um pro outro exalando solidariedade pública, mas se mordendo por dentro.

Nosso bairro tem mitos também. Tem o mito de que a Rua dos Portugueses é a rua das mulheres mais bonitas no Bairro. Tem o mito de que toda noite algum x-tudo está aberto a madrugada inteira. Tem o mito de que nosso bairro é o maior celeiro de jogadores de São Gonçalo. Enfim, temos lendas urbanas que invejam os melhores contos da Disney.

Ai de tí, Gradim. Que você nunca perca essa graça. Que o tempo passe, a gente envelheça e você continue charmoso como sempre foi. Mesmo com seus problemas, como é bom caminhar por você sabendo que nossas histórias sempre estarão registradas nos asfaltos do bairro.

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Visitando a Ilha das Flores – de hospedaria de imigrantes à base da Marinha https://simsaogoncalo.com.br/visitando-a-ilha-das-flores-de-hospedaria-de-imigrantes-a-base-da-marinha/ https://simsaogoncalo.com.br/visitando-a-ilha-das-flores-de-hospedaria-de-imigrantes-a-base-da-marinha/#comments Mon, 17 Apr 2017 03:20:48 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4368 Você que sempre passa pela BR-101, já deve ter percebido a Ilha das Flores, na altura do Paiva. Hoje, ela está em posse da Marinha do Brasil. Mas nem sempre foi assim. Em março de 2017, rolou o Festival Gastronômico que aconteceu na Ilha. Uma oportunidade ímpar de vermos o o pôr-do-sol bem na beira do cais, de frente para a boca […]

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Você que sempre passa pela BR-101, já deve ter percebido a Ilha das Flores, na altura do Paiva. Hoje, ela está em posse da Marinha do Brasil. Mas nem sempre foi assim.

Em março de 2017, rolou o Festival Gastronômico que aconteceu na Ilha. Uma oportunidade ímpar de vermos o o pôr-do-sol bem na beira do cais, de frente para a boca da Baía de Guanabara, um dos bens naturais mais desprezados no estado do Rio de Janeiro.

Cais da Ilha das Flores, esperando o dia em que as águas da Baía de Guanabara voltarão a ser limpas. São Gonçalo – Rio de Janeiro

A origem do nome “Ilha das Flores”

“No início do século XIX, a Ilha das Flores pertencia a Delfina Felicidade do Nascimento Flores e seria denominada de Santo Antônio. É possível que o seu nome atual seja por conta da proprietária, pois o local deveria ser conhecido como a “ilha da Dona Flores”, que com o passar do tempo ficou Ilha das Flores. Em 1834, após a criação da Província do Rio de Janeiro, provavelmente, por alguma dívida da proprietária, a ilha passou ao tesouro provincial. Foi apregoada publicamente em 17 de agosto, em “praça de Juízo de Feitos” e arrematada por Maria do Leo Antunes (ESCRITURA, 1957a).”

A hospedaria de imigrantes

Em 1883, foi criada a primeira hospedaria de imigrantes do Brasil bem ali na ilha. Era uma forma de receber os imigrantes vindos de vários continentes que desembarcavam no porto do Rio de Janeiro, então capital do Brasil.

Ilha das Flores em São Gonçalo
Vista do cais de entrada da Hospedaria de Imigrantes. Embarcações próximas ao atacadouro. Ao fundo, o pavilhão de recepção da Hospedaria. Ilha das Flores, sem data. Autor desconhecido. Coleção Leopoldino Brasil. Fonte: hospedariailhadasflores.com.br

Vindos da Europa e Ásia, eles passaram a fazer parte dos planos para substituir a mão de obra escrava, abolida em 1888. Além da força de trabalho, eram fundamentais nas políticas de embranquecimento da população, que pretendia deixar o Brasil “mais branco”, dada a diferença numérica entre escravos negros e a população branca.

Em 1917, por conta da Primeira Guerra Mundial, as questões de segurança nacional fizeram a ilha ser transferida para as mãos do Ministério da Marinha. Nesse período, começou a ser usada também como prisão militar.

O uso prisional também aconteceu em outros dois importantes momentos na história brasileira. Podemos citar a década de 30, no primeiro governo Getúlio Vargas, e também a ditadura militar de 1964 a 1985.

Hospedaria de Imigrantes – Ilha das Flores, São Gonçalo – Rio de Janeiro
Desembarque de visitantes na Hospedaria de Imigrantes. Ilha das Flores. Sem data. Autor desconhecido. Coleção Leopoldino Brasil. Fonte: hospedariailhadasflores.com.br

Casa dos Fuzileiros Navais e clube do Marinheiro

A Hospedaria de Imigrantes da Ilha das Flores funcionou até 1966. Em 1968, o Ministério da Marinha passou a ocupar o arquipélago, instalando a Tropa de Reforço do Corpo de Fuzileiros Navais, em 1971.

Além de base da instituição, a Ilha das Flores de hoje também abriga o clube do Marinheiro, espaço onde aconteceu o Festival Gastronômico. Há também um restaurante no local, aberto ao público. Se você deseja ir a um lugar diferente na cidade, vale a pena conhecer o espaço na hora do almoço.

Praia Ilhas das Flores – Fuzileiros Navais e Marinha do Brasil
Praia na Ilhas das Flores – Baía de Guanabara, São Gonçalo

Ilha das flores, BR-101 e baía de guanabara

Ir à lha naquele fim de tarde de céu claro foi inspirador. Especialmente para nós, que vivemos nas caóticas cidades da região metropolitana. Observar a Baía de Guanabara daquele ponto é algo encantador.

Com a construção da BR nos anos 80, a Ilha das Flores passou a ter conexão direta com São Gonçalo por terra. As outras ilhas pertencentes ao arquipélago foram unidas por sucessivos aterramentos ao longo dos anos. Mesmo não sendo comparável, a vista da BR, assim como a da ilha, dá um “sossego na alma”, especialmente para nós que passamos estressados pela via.

O ponto negativo é o lixo doméstico. Lançado todos os dias na baía por nós, através do esgoto não tratado jogado nos rios, o lixo flutuante é visível. Sem falar que, quando a maré está baixa os problemas se tornam ainda mais aparentes, nos fazendo lembrar do quanto um dos pontos mais bonitos do Estado do Rio e de São Gonçalo foram poluídos por nosso deficiente saneamento básico.

Nossa sorte é que, mesmo depois de tantas interferências do ser humano, o visual continua espetacular.

Serviço: Museu da imigração da Ilha das Flores, funciona no mesmo espaço do Comando da Tropa de Reforço. De terça a domingo, de 9h às 17h. Entrada gratuita.

Fonte: Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores (abril/2017)

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Leandro Firmino – o Zé Pequeno em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/ze-pequeno-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/ze-pequeno-em-sao-goncalo/#respond Thu, 13 Apr 2017 18:12:33 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4456 A minha cidade parece uma pessoa que não sabe pra onde vai e ainda pegou o ônibus errado. Uma cidade que não é capaz de detectar seus valores. Estou cansado do discurso de quem não domina o assunto. Estou cansado da burocracia que conduz a cultura a falcatruas. Sou da prática. Enxergo o jogo. Sei como funciona, das […]

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A minha cidade parece uma pessoa que não sabe pra onde vai e ainda pegou o ônibus errado. Uma cidade que não é capaz de detectar seus valores.

Estou cansado do discurso de quem não domina o assunto. Estou cansado da burocracia que conduz a cultura a falcatruas. Sou da prática. Enxergo o jogo. Sei como funciona, das etapas, mas, em cada etapa, há um desonesto no caminho que engole os que lutam com honestidade.

Convivi com um cara muito honesto quando trabalhei na FASG e depois na Secretaria de Cultura. Meu amigo até hoje, o grande Toninho, cinéfilo morador de Santa Catarina, logo capturou a presença do Leandro Firmino em seu bairro. Ele chegou na secretaria e nos anunciou essa novidade. Logicamente, como um amante da arte, fiquei muito feliz.

Imaginei várias possibilidades pro Leandro Firmino contribuir com a cidade. Porém, só agora o poder público percebeu a importância de ter o Leandro compartilhando tudo de bom que aprendeu em sua caminhada. A equipe da Secretaria de Desenvolvimento Social teve a sensibilidade de convidá-lo. Aí então, o Leandro está exercendo a função de facilitador no serviço de Assistência Social, dando aulas de improvisação e interpretação nos CRAS. Toda uma demanda reprimida de desejos deságua com muito amor em direção aos seus alunos.

Quando há amor, há uma força que ultrapassa a generosidade. O Leandro chegou na cidade cheio de vontade de servir a São Gonçalo. Lutou, se interessou e o momento chegou. Passado três anos da sua chegada à cidade, ele divide sua arte com amor, derramando afetividade genuína em seu trabalho. Fala dos seus alunos com os olhos brilhando. Somos da equipe do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos.

Algumas vezes, estivemos juntos nessa missão. Perceber a recepção que ele recebe é de emocionar. Trampar na Secretaria de Desenvolvimento Social é amar e servir: ultrapassa como um raio o limite da arte. Embora se possa imaginar que a arte não tenha limites, ela é um grande veículo pra vida. A arte necessita da vida, então o que o Leandro tá podendo fazer é vida, é viver além do limite, é viver no sorriso do seu próximo, é enxergar versos sendo rabiscados na alma dos seus alunos, que participam das suas aulas com todo encanto de quem percebe sentimento pleno em cada palavra.

O lindo é perceber como as pessoas querem ser amigas do Leandro. Sabemos que o personagem Zé Pequeno marcou a história do cinema. Como diz o Mano Brown, quem admira quer uma proximidade, quer interagir, e o Zé Pequeno instintivamente entende muita coisa, tem virtudes comuns à sua natureza.

Sendo um cara acolhedor, tem a inteligência que permite o outro amar, que é uma das melhores formas de saber amar. Naturalmente, faz em sua vida coisas que se encontram na filosofia. Sempre diz que seu avô, que estudou pouco, era um cara de muita sabedoria, e que ele bebeu muito nessa fonte de saber. Ele entendia o sistema de poder, na complexidade que um doutor em Sociologia explicaria de forma rebuscada, mas não diferente.

Quando o Firmino chega aqui, cheio de vivência, sem falar a insuportável linguagem acadêmica, sem a pretensão de mudar o mundo pra si e cheio de honestidade no olhar. Especialmente quando fala da esposa e do filho. Aliás, toda vez que atende o telefone e é a Letícia, sua esposa, a voz ganha uma ternura encantadora. Sem perceber, dá uma lição de vida pra quem ouve a conversa, tratando-a com toda doçura de um grande amante, como um Neruda inspirado.

Quando o poder público absorve em seus quadros um homem dessa sensibilidade, dando a chance de, via poder público, a cultura não se resumir ao centro da cidade; quando o poder público entra com sua face generosa no Porto do Rosa, no Engenho Pequeno, no Salgueiro, na Amendoeira, alguma coisa toca o meu coração.

Quando o poder público chega no olhar do Leandro Firmino, com a dedicação de quem pensa que temos que salvar as crianças do Brasil e tem ações nessa direção, me ascende a esperança de que a minha cidade pode descer do ônibus errado e procurar um lugar pra ir de forma consciente. Por isso, precisamos de mais Toninhos em São Gonçalo, gente que pulsa honestidade e enxerga no Leandro uma nova era pra cultura da cidade.

Revisão: Prof. Edson Amaro.
Foto: Leo Martins / Agência O Globo

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LOL ou Futebol? Novas preferências esportivas dos pequenos brasileiros https://simsaogoncalo.com.br/lol-ou-futebol-novas-preferencias-esportivas-dos-pequenos-brasileiros/ https://simsaogoncalo.com.br/lol-ou-futebol-novas-preferencias-esportivas-dos-pequenos-brasileiros/#respond Mon, 10 Apr 2017 01:56:10 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4442 Há pouco tempo, perguntei para uns moleques de 10 anos qual era o time deles. Imediatamente, responderam atropelando a fala um do outro que torcia para os times da Pain, Red Canids, CNB e falaram os nomes dos atletas como Revolta, Mylon, Kami, Yoda, Brtt. Nesse momento devem ter três tipos de pessoa lendo; 1 […]

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Há pouco tempo, perguntei para uns moleques de 10 anos qual era o time deles.

Imediatamente, responderam atropelando a fala um do outro que torcia para os times da Pain, Red Canids, CNB e falaram os nomes dos atletas como Revolta, Mylon, Kami, Yoda, Brtt.

Nesse momento devem ter três tipos de pessoa lendo;
1 – as que sabem sobre o que estou falando.
2 – as que sabem e que acham idiota.
3 – as que não acham nada por que não sabem.

Pra quem não sabe, esses times são de um jogo chamado LOL, o League of Legends. Se trata de um jogo online de estratégia, ação e RPG que 5 jogadores jogam contra outros 5 jogadores.

LEAGUE OF LEGENDS: Red Canids vence a primeira etapa do CBLOL 2017.

E por que vim falar disso?

Porque dia 8 de abril foi a final do CBLOL. E nenhum jogo do Flamengo, Vasco, Palmeiras, Corinthians ou outro time qualquer mobilizou mais gente online do que o LOL.

A cultura digital mudou o mundo. Já mudou há muito tempo, só agora estamos vendo a consolidação dessas mudanças.

Quando eu jogava Counter Strike e Futebol no mesmo período, nitidamente existia uma prioridade para o futebol. Entretanto, isso não é mais uma regra para essa nova geração. O cenário de e-sports (games esportivos) cresceu muito. Os salários, estrutura e tudo mais são mais fortes e com belas premiações.

Acompanho muito esse cenário. Faço algumas contribuições textuais para alguns blogs sobre os bastidores e sobre o mercado do mundo de jogos digitais. Estou muito feliz em ver o Brasil crescer nesse segmento.

Apesar do saudosismo imediatamente dizer pra gente que jogos digitais são coisas de Nerd, coisa de gente que não sai, que não transa, que não faz nada da vida, é preciso reconhecer as novas maneiras de viver, ganhar direito e ser feliz.

Sim, hoje, em 2017, é possível que uma criança opte em ver Red Canids em Recife ao invés de assistir Flamengo e Vasco no Maracanã. E isso não é absurdo, é a mudança das praticas esportivas e comportamentais da nova geração.

Sei que esse texto não deve ser do interesse da minha rede de amigos. Mas se tem um conselho pra dar é que o mundo mudou. É preciso reconhecer que nem sempre o que a gente acha que é o melhor para a nova geração é o que a gente viveu.

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A desigualdade entre os jovens gonçalenses cria duas cidades https://simsaogoncalo.com.br/desigualdade-entre-os-jovens-goncalenses-cria-duas-cidades/ https://simsaogoncalo.com.br/desigualdade-entre-os-jovens-goncalenses-cria-duas-cidades/#comments Sat, 08 Apr 2017 21:30:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4429 Dois tipos de jovens se destacam e têm papel fundamental na construção irregular de São Gonçalo. Fora das favelas, onde prevalece a pobreza, os tipos podem ser vistos misturados nas ruas e nos espaços públicos. Majoritariamente do sexo masculino, frequenta a Fazenda Colubandê o esportista saudável, branco, que corre na pista, joga basquete na quadra […]

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Dois tipos de jovens se destacam e têm papel fundamental na construção irregular de São Gonçalo. Fora das favelas, onde prevalece a pobreza, os tipos podem ser vistos misturados nas ruas e nos espaços públicos.

Majoritariamente do sexo masculino, frequenta a Fazenda Colubandê o esportista saudável, branco, que corre na pista, joga basquete na quadra bem vestido e convida as meninas para ver o jogo. Elas até se maquiam para assistir. Andam em grandes grupos, por segurança.

Também frequenta a Fazenda o jovem negro, de chinelo, bermuda, sem camisa (carregada no ombro) e boné. Ele perambula pelo espaço. Acende um cigarro, senta na escada diante da pista e vê as pessoas correndo. Se encontrar um amigo, levanta, brincam de luta por alguns minutos e quando se cansam os dois comentam as últimas notícias das bocas de fumo das redondezas. Esse jovem assusta, afinal, tem a aparência daqueles que assaltam. Anda em grupos menores.

Há rapazes e moças no Ensino Médio particular que almoçam todos os dias, de segunda a sexta, nos restaurantes do Centro e do Rodo após as aulas. Na São Gonçalo carente os jovens não estudam, passam o dia planejando o próximo churrasco de rua, jogando futebol ou fumando maconha. De acordo com o Atlas Brasil 2013, a proporção de gonçalenses de 18 a 20 anos com Ensino Médio completo é de apenas 45,52%.

Os flanelinhas serelepes do bairro Raul Veiga, que atuam ao lado do campo Central, têm 17, 15, 12 e até 10 anos de idade. Abrem um sorriso alegre depois que recebem a gorjeta extorquida. São um pouco mais maduros os jovens que cobram pedágio dos carros que passam pelo atalho da RJ-104 por baixo do viaduto, entre Coelho e Alcântara. Por outro lado, a São Gonçalo de ensino avançado exporta alunos fluentes em Inglês para olimpíadas internacionais de Matemática e eles retornam medalhistas.

Existe a cidade de cultura pujante alavancada pelo teatro cômico, pelo hip hop e pelas artes em geral praticadas principalmente pela juventude. A militância política dela, dedicada a estudar temas e leis a fim de cobrar a aplicação honesta do dinheiro público, é nobre e bela, mas pouco conhecida.

Houve migração de criminosos do Rio de Janeiro para São Gonçalo após a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora. Mas eles só conseguiram se estabilizar por aqui e aumentar a criminalidade porque encontraram soldados suficientes entre os jovens desocupados do município.

A São Gonçalo suja, que provoca medo, é maior, conta com a conivência do poder público, mas não significa que a outra seja pequena, é repleta de exemplos de sucesso conquistados com dedicação e investimento nos jovens. São eles que criam a cidade do próximo instante.

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Funkero: um incentivo a leitura direto do Jardim Catarina https://simsaogoncalo.com.br/funkero-um-incentivo-a-leitura-direto-do-jardim-catarina/ https://simsaogoncalo.com.br/funkero-um-incentivo-a-leitura-direto-do-jardim-catarina/#respond Sat, 08 Apr 2017 19:14:51 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4422 Diretamente do Jardim Catarina pro Brasil, o Funkero é uma das provas que a literatura salva o menino que lia o dicionário inteiro. Hoje é um dos grandes nomes do Hip Hop Brasileiro. Adquiriu cedo um volume de informações bastante superior do que os meninos de sua convivência num bairro em que o Estado mostra […]

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Diretamente do Jardim Catarina pro Brasil, o Funkero é uma das provas que a literatura salva o menino que lia o dicionário inteiro. Hoje é um dos grandes nomes do Hip Hop Brasileiro. Adquiriu cedo um volume de informações bastante superior do que os meninos de sua convivência num bairro em que o Estado mostra a face cruel da sua ausência.

O Funkero teve a sua passagem pela delinquência, viveu uma adolescência acelerada mas não é disso que eu quero falar: o assunto é o pequeno gigante do maior bairro da minha cidade. Não basta lançar o olhar adolescente de que o Funkero é doidão e todo tatuado: o olhar maior é que o Funkero, num dado momento, orgulhou a sua avó por uma vida inteira. Ela soltou a seguinte frase pra ele quando viu uma equipe de cinema chegar no Jardim Catarina em sua residência: “Eu sabia que você seria um grande homem”. Nesse momento vale a existência.

Quem sabe do Funkero, que a mãe conta com todo amor do mundo os seus hábitos de leitura? O Funkero chegou a ler com lanterna pra não incomodar a família, se dedicou profundamente aos livros clássicos, à série “Universo em Desencanto”, os mesmos livros que encantaram Tim Maia na sua fase racional. É preciso entender tudo que despertou a genialidade do Funkero, que foi incentivado em alguns momentos.

MC Funkero e Criolo.

Lembro claramente quando, em 2004, o Fabio Ema me falou que eu precisava ler o que Victor estava escrevendo, Victor Freitas, reconhecido pelo seu nome artístico, Funkero. Pedi então pra que o Victor me mostrasse, mas ele não tinha nada em mãos.

O Fabio falou que tinha muita qualidade. Naquele momento, o Fabio Ema era um espécie de protetor do Victor. O Fabio sempre teve esse dom de ser aconselhador. O Victor demonstrava imenso respeito pelo Fabio. Naquele papo marcante realmente vi no Victor algo muito especial. Já havia holandeses naquele ano querendo levá-lo pro exterior pra que fizesse um trabalho lá.

O Victor, com seu jeito rebelde, queria mesmo continuar aqui nas batalhas, onde se destacava por sua incrível velocidade de pronúncia e raciocínio e foi se tornando um fenômeno do Hip Hop. Com seu amplo entendimento de quem aprendeu a falar Inglês vendo filmes, uma vez ele me disse que tinha sido aluno de Wesley Snipes. Daí é possível imaginar que ele poderia ser o que tivesse vontade de ser e ele quis ser um MC.

Sempre digo pro MC Marechal que tenho imensa admiração pelo som do Funkero em “Perfume de Mulher”. Me impressiona com a sua capacidade de fazer um rap romântico dando à música um nome de filme; aliás, esse disco é inteiro com nomes de filmes: ele é um cinéfilo, mais uma de suas qualidades admiráveis. É possível ver nas letras dele a imensa variedade de influências.

MC Funkero e MC Marechal
MC Funkero e MC Marechal .

Com sua voz marcante, inconfundível, tem mais de setenta músicas na pista. Entre suas músicas e suas participações, sempre muito marcantes e generosas, nunca se furtou a fortalecer os cantores com menos visibilidade no cenário, pois ele sabe no que as pessoas podem se transformar.

Sugiro que olhem pro Funkero como o leitor voraz capaz de em “Cangaço”, que possui curiosamente 2:20, citar nos seus 220 volts vários nomes da cultura brasileira, indo da música com Chico Science à literatura de Jorge Amado e muito mais; nas entrelinhas, uma música realmente incrível, com clipe igualmente incrível.

As músicas do Funkero já foram ouvidas por milhões de pessoas, um exemplo pouco percebido pelo poder público de São Gonçalo. Estou tendo a honra de acompanhar o nascimento do seu primeiro livro, “Coca e Pólvora”, que vem sendo preparado com muito zelo. Já li os capítulos iniciais e ele me faz entender quem são intelectuais de São Gonçalo.

Conheci o Funkero na rua em 2001. Estava ao lado de uma lenda viva da cidade: Bruno Andrade, apelidado de Enzima. Quem é da rua nem precisa dizer que é da rua; a rua reconhece.

Parabéns, Funkero! O seu trabalho merece ser conhecido pelo Brasil inteiro. Eu poderia falar muito mais de você nestas linhas, mas a sua arte já tem dito muito mais do que sou capaz de narrar. Ver você ser respeitado e considerado pelos maiores do Hip Hop Brasil me emociona. Parabéns por sua soma na cena. Você me influencia, procuro te ouvir pelo menos uma vez por dia.

Texto de Rafael Massoto: produtor cultural, compositor e poeta.
Revisão de texto: Prof. Edson Amaro.

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Oito dicas para pedalar em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/8-dicas-para-pedalar-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/8-dicas-para-pedalar-em-sao-goncalo/#comments Sun, 19 Mar 2017 12:22:48 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4387 Pedalar em São Gonçalo é difícil. Aliás, isso é complicado em todo Brasil. Mas o município gonçalense tem um agravante: não possui nenhum metro de ciclovia. E por favor, não chame aquilo na Rua Jaime Figueiredo de ciclovia, porque não atende aos requisitos mínimos. Anualmente, aliás, ciclistas morrem nas ruas de cidades em todo Brasil. […]

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Pedalar em São Gonçalo é difícil. Aliás, isso é complicado em todo Brasil. Mas o município gonçalense tem um agravante: não possui nenhum metro de ciclovia. E por favor, não chame aquilo na Rua Jaime Figueiredo de ciclovia, porque não atende aos requisitos mínimos.

Anualmente, aliás, ciclistas morrem nas ruas de cidades em todo Brasil. E ainda caminhamos em direção à civilidade.

Para muitas pessoas, entretanto, vale a pena o risco de pedalar em São Gonçalo. Afinal, ser feliz aqui é assumir riscos o tempo inteiro.

Dicas para pedalar em São Gonçalo

  1. Use capacete.
  2. Abuse de outros itens opcionais de segurança. Roupas de cores chamativas, luz branca na frente da bike e luz vermelha atrás (pra quem pedala à noite).
  3. Nunca pedale na contramão. É um erro grosseiro cometido por muitos. A bicicleta é um meio de transporte reconhecido pelo Código Brasileiro de Trânsito. Os demais motoristas precisam percebê-la e não esperam outro veículo vindo na contramão.
  4. Prefira as ruas paralelas. Saia do fluxo principal de veículos. Quando não for possível, use as vias mais largas ou menos movimentadas. A Avenida Maricá é uma boa opção para se deslocar da região de Alcântara em direção à Niterói.
  5. Compre travas e correntes. Use mais de um tipo de trava para prender sua bicicleta, e não deixe nenhuma parte “solta” (roda de trás, banco e roda da frente podem ser amarrados ao quadro). Tenho duas correntes e uma trava do tipo U-Lock. Costumo deixar minha bicicleta o dia inteiro na Praça do Rodo e em Alcântara, em frente ao viaduto.
  6. Estabeleça contato visual. Nos cruzamentos e ultrapassagens, mostre sua intenção.
  7. Conheça as leis de trânsito. Elas tornam a viagem mais segura.
  8. Seja educado e prudente. Dê a preferência aos outros veículos, já há riscos suficientes.

Pedalar em qualquer lugar é confiar no outro que dirige um ônibus, caminhão ou carro de passeio. Há prazer enorme nisso, um sentido de união único. Na maioria esmagadora das minhas viagens, recebi dos motoristas mais respeito do que desprezo.

Fiz o trajeto Alcântara x Rodo várias vezes por semana durante meses. Também fui diversas vezes de Alcântara para o Terminal das Barcas, em Niterói. Hoje pedalo frequentemente até a Fazenda Colubandê por ruas paralelas à RJ-104.

A bicicleta é um meio de transporte saudável, não poluente e rápido. Faço o trajeto Alcântara x Rodo pela Avenida Maricá em 30 minutos, mais rápido do que de ônibus, feito geralmente em 40 minutos, pois teria que caminhar até o ponto, aguardar a condução e suportar os engarrafamentos.

Sou um cidadão que pedala, não um ciclista profissional. Leia dicas adicionais em sites especializados antes da sua primeira viagem, como o Vá de Bike, conheça o São Gonçalo Bike Club, lembre-se dos riscos e assuma o controle da sua cidade.

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O sentido de ser gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/o-sentido-de-ser-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/o-sentido-de-ser-goncalense/#comments Mon, 13 Mar 2017 12:56:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4351 Morar em São Gonçalo, ser goncalense, significa ser parte de um povo que não esconde seus sentimentos. O gonçalense fala alto, xinga e beija em público, aprecia uma conversa de repente na rua, é ingênuo no trato político e irreverente nas manifestações populares. Ser gonçalense é abrigar uma parte do Brasil dentro de si, resguardadas […]

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Morar em São Gonçalo, ser goncalense, significa ser parte de um povo que não esconde seus sentimentos. O gonçalense fala alto, xinga e beija em público, aprecia uma conversa de repente na rua, é ingênuo no trato político e irreverente nas manifestações populares.

Ser gonçalense é abrigar uma parte do Brasil dentro de si, resguardadas as particularidades locais, afinal, a história de São Gonçalo ocorre em paralelo com a formação do país. A sesmaria que posteriormente deu origem ao município foi doada no dia 6 de abril de 1579 (O município de São Gonçalo e sua história – Maria Nelma Carvalho Braga).

Alguns pontos especiais rendem vantagens à vida gonçalense: o contato direto, cara a cara, ao ar livre, permanece forte entre nós, seja com o vendedor ambulante, que vende de porta em porta, ou com a criança escalando uma árvore frutífera, depois subindo no muro do vizinho para pegar uma pipa voada.

Soltar pipa, aliás, ocupa espaço considerável na formação da criança e do adolescente, até a idade adulta. Milhares de pessoas vão anualmente ao Clube Esportivo Mauá, no Centro, para o festival anual dos brinquedos coloridos feitos de bambu, fibra e papel. Famílias inteiras se sentam à sombra das árvores para apreciar atividade tão infantil e alegre. Bairros como o Laranjal também promovem festivais.

O sentido de ser gonçalense é aproveitar o melhor da inocência humana. Toda criança se diverte na infância, todo adulto celebra com amigos. O capital, escasso ou mal distribuído, não substituiu o contato físico nem valores fundamentais. É fácil encontrar relacionamentos de longa data entre vizinhos conversando na calçada.

Por outro lado, o desenvolvimento democrático é igualmente imaturo. A Câmara Municipal é pobre em representatividade (faltam negros, mulheres e LGBTs entre os vereadores) e as letras não contam com o mesmo espaço das raias, cortadeiras e piões na formação do cidadão.

Um milhão de pessoas vivem em São Gonçalo, a 16ª maior população entre todos os municípios brasileiros. O primeiro teatro municipal, entretanto, ainda não foi inaugurado. A inserção da imprensa na sociedade, usada como sinal de qualidade de uma região, deixa a desejar.

Um povo não cabe em uma frase, artigo ou livro. Que os acertos dessa tentativa de compreensão superem seus erros. Porque o comportamento do Calçadão de Alcântara lotado para as compras de Natal não é transmitido através de simples indicadores socioeconômicos. Eles apontam que o gonçalense médio ganha mal, estuda pouco e é jovem (Atlas Brasil 2013), mas ele é mais que isso. O gonçalense é comunhão humana, efervescência pura.

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De Berlim à São Gonçalo: A arte como movimento de resistência https://simsaogoncalo.com.br/de-berlim-sao-goncalo-arte-como-movimento-de-resistencia/ https://simsaogoncalo.com.br/de-berlim-sao-goncalo-arte-como-movimento-de-resistencia/#respond Tue, 07 Mar 2017 19:33:41 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4344 Os Tijucanos, Cariocas e Gonçalenses recebem entre os dias 15 e 19 de março de 2017 a Oficina de Dança: Axis Syllabus. Um estilo de vida que vem mudando a concepção da Dança Contemporânea no mundo. Países como Alemanha, Áustria, França, Itália, Estados Unidos e Brasil importam e exportam o sistema Axis Syllabus. Um sistema […]

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Os Tijucanos, Cariocas e Gonçalenses recebem entre os dias 15 e 19 de março de 2017 a Oficina de Dança: Axis Syllabus. Um estilo de vida que vem mudando a concepção da Dança Contemporânea no mundo. Países como Alemanha, Áustria, França, Itália, Estados Unidos e Brasil importam e exportam o sistema Axis Syllabus.

Um sistema de informações que se preocupa com anatomia humana e com a física aplicada ao movimento. Através de uma educação somática, o sistema visa alcançar um movimento natural que promova a saúde do corpo e da mente.

Segundo o Gonçalense e idealizador do evento Anderson Hazen, “o intercâmbio visa promover uma relação de saberes entre as diversas capacidades físicas envolvidas , além de fomentar o aprimoramento artístico em uma espécie de laboratório vivo de formas e expressões”.

Para o instrutor e consolidador do AS Frey Faust (Berlim) ver a complexidade do corpo humano e o estudo contínuo de todos os aspectos do movimento torna a experiência única e inovadora. Um arado para terrenos férteis na germinação de novos saberes e na releitura de antigos conceitos.

Ecoaxis São Gonçalo

Como participar e assistir ao evento

O evento Eco(A)xis, um mergulho na criação se divide em várias etapas e as inscrições podem ser feitas online pelo e-mail andersonhanzen@gmail.com.

Do dia 15 ao dia 18 de março, das 8h às 11h “OCA – oficina de criação artística” com Anderson Hanzen, no Centro Cultural Joaquim Lavoura em São Gonçalo.

Pela tarde a atividade é no Espaço Mova no bairro da Glória/RJ, de 13h às 15h acontece o workshop I “Physics”, e o workshop II “Contact Improvisation” tendo início as 18h30. O término previsto para 17h30. Ambos ministrados por Frey Faust.

No dia 19 de 9h às 12h, AULÃO com Frey Faust com a presença de Anderson Hanzen no Centro Cultural Joaquim Lavoura no bairro da Estrela do Norte/SG.

Pela tarde a comitiva segue para o Centro Coreográfico do Rio de Janeiro na Tijuca onde vai rolar uma conversa com convidados aberta ao publico de 14h às 17h .

O enceramento fica por conta da apresentação de performances inicando as 18h30. O Rio e São Gonçalo é todo arte e movimento.

“A caminhada é como uma agenda em branco não sabemos o que nos espera a cada passo.” – Frey Faust

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Salvem o jornal O São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/salvem-o-jornal-o-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/salvem-o-jornal-o-sao-goncalo/#comments Tue, 21 Feb 2017 14:32:24 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4326 O texto abaixo reflete a opinião do autor, Mário Lima Jr. Até junho de 2016, eu considerava o jornal O São Gonçalo uma publicação desprezível. Vendendo violência, é indigno de carregar o nome do 16º maior município do Brasil, onde vivem 1 milhão de pessoas. O jornal continua inútil, mas meu ódio por ele se foi. Quando […]

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O texto abaixo reflete a opinião do autor, Mário Lima Jr.

Até junho de 2016, eu considerava o jornal O São Gonçalo uma publicação desprezível. Vendendo violência, é indigno de carregar o nome do 16º maior município do Brasil, onde vivem 1 milhão de pessoas. O jornal continua inútil, mas meu ódio por ele se foi.

Quando estive na exposição “Belarmino de Mattos 125 anos – Patrono do Jornalismo Gonçalense”, vi que a história do jornal é maior do que a falta de cidadania da direção atual, que desconhece os princípios jornalísticos. O São Gonçalo circula há longos 85 anos. Merece ser salvo, não odiado.

Belarmino de Mattos fundou o jornal O São Gonçalo em 1931. Era mais que um jornalista. Ele atuou em áreas como política, cultura e economia e ajudou a criar instituições diversas, como hospitais e ligas esportivas. O São Gonçalo foi fundado por um gênio que desejava que o veículo fosse “uma árvore imortal, árvore da inteligência, da vontade popular e das aspirações públicas”. Ainda nas suas palavras, Belarmino queria dotar a cidade de “uma grande voz que falasse ao povo do município, aos nossos vizinhos do Brasil inteiro”.

O jornal O São Gonçalo de hoje

Hoje, de propriedade da Fundação Universo e presidido por Wallace Salgado de Oliveira, temos nas páginas nefastas do diário o oposto dos valores humanos cultivados por seu fundador. A publicação é usada como um brinquedo para exercício da vaidade e gosto pela violência, onde fotografias de integrantes da família Salgado de Oliveira são publicadas na capa como exemplos de gonçalenses ilustres. Um autoelogio medíocre.

O São Gonçalo não traz informações sobre o dia a dia político e econômico da cidade, que favoreçam a formação da opinião pública a respeito da realidade caótica gonçalense. Ele prefere fazer parcerias de divulgação com restaurantes, em vez de se aproximar de livrarias e grupos culturais, tão ignorados aqui.

Apesar do nome da publicação, não bastasse a quantidade de cadáveres gonçalenses que exibe, os assassinatos em Itaboraí, Maricá, Niterói, Rio Bonito, Tanguá e Região dos Lagos também foram incorporados à pauta. Formam uma colcha de retalhos sangrenta, descompromissada com o desenvolvimento da capacidade crítica do leitor.

O Sr. Wallace Salgado de Oliveira poderia alegar que preside uma empresa que paga contas e salários em tempos de crise econômica, ao invés de manter um ideal. Desde que vejo o jornal nas bancas, há pelo menos quinze anos, ele jamais tentou qualquer reformulação em direção a um veículo mais completo e provavelmente mais rentável.

O Jornalismo é um dos pilares da democracia. Por isso, cada canal de notícias carrega importante responsabilidade social onde é publicado. A Fundação Universo poderia mudar o seu nome para algo mais apropriado como “O Boletim de Ocorrências”. Ou então, adotar a verdadeira missão de um jornal.

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Como ajudar o Abrigo Cristo Redentor https://simsaogoncalo.com.br/como-ajudar-o-abrigo-cristo-redentor/ https://simsaogoncalo.com.br/como-ajudar-o-abrigo-cristo-redentor/#comments Thu, 05 Jan 2017 03:10:45 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4258 Sempre que visito o Abrigo do Cristo Redentor (Estrela do Norte), tenho vontade de avançar o tempo, chegar à terceira idade e me mudar pra lá. Será que a instituição acolhe homens de 34 anos? Assim não teria que esperar. Se você nunca esteve no Abrigo, no bairro Estrela do Norte, não conhece um dos […]

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Sempre que visito o Abrigo do Cristo Redentor (Estrela do Norte), tenho vontade de avançar o tempo, chegar à terceira idade e me mudar pra lá. Será que a instituição acolhe homens de 34 anos? Assim não teria que esperar. Se você nunca esteve no Abrigo, no bairro Estrela do Norte, não conhece um dos lugares mais aconchegantes de São Gonçalo. E ele precisa da sua ajuda para se manter.

O Abrigo do Cristo Redentor é uma sociedade civil sem fins lucrativos que presta assistência completa a idosos carentes. Por conta do atraso de 11 meses no recebimento de recursos do Estado do Rio de Janeiro, a instituição acumula dívidas que ultrapassam R$ 700 mil (Jornal Extra).

Para que o Abrigo continue um espaço limpo, arborizado, alegre e surpreendentemente juvenil, embora acolha 147 idosos, entre eles cantores e músicos talentosíssimos,

Confira como você pode ajudar o Abrigo Cristo Redentor:

  • Torne-se um associado(a). A partir de R$ 20,00 mensais, que podem ser pagos com um boleto bancário recebido em casa. Clique aqui para se cadastrar.
  • Doe alimentos. A qualidade da alimentação dos residentes depende exclusivamente das doações recebidas. Entre as necessidades atuais estão itens básicos como feijão e açúcar. O Abrigo fica na Rua Nilo Peçanha, nº 320. O telefone é +55 21 2712-0750.
  • Ajude financeiramente. São aceitas doações de qualquer valor em depósitos ou transferências para a conta-corrente 00566-0, agência 6148 do banco Itaú, CNPJ: 31.733.843/0001-20.
  • Visite e almoce no Abrigo. Diariamente, até às 14h, é servido um almoço delicioso a R$ 8,00 como forma de arrecadar recursos. Aproveite para caminhar pelo espaço e conversar com os velhinhos. Eles têm opinião diversa sobre o impeachment de Dilma Rousseff e a crise no Estado do Rio.

Tinha seresta ao vivo durante o almoço servido na quarta-feira (28/12). Também formada por idosos, a banda apresentou canções de sentimento profundo e letras longas, que não são mais ouvidas atualmente no rádio. Quando chegar minha vez de me hospedar no Abrigo, espero ouvir Legião Urbana e O Rappa nas serestas, mas do jeito estranho que o mercado da música anda, provavelmente terei que dançar ao som de clássicos como MC G15 e Anitta.

Para que mais pessoas conheçam e ajudem o Abrigo do Cristo Redentor, compartilhe este artigo nas redes sociais.

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Eliane Nanci: o retorno da figura da primeira-dama em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/eliane-nanci-o-retorno-da-figura-da-primeira-dama-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/eliane-nanci-o-retorno-da-figura-da-primeira-dama-em-sao-goncalo/#comments Tue, 03 Jan 2017 04:24:03 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4237 Era sexta-feira pela manhã. A equipe do ainda candidato José Luis Nanci tinha marcado comigo em sua casa para fazermos a entrevista para o SIM São Gonçalo. Chegando lá, foi ela a primeira a me recepcionar. Comentava sobre a postura dele, dava dicas para a equipe, organizava a agenda, com uma disposição invejável para aquela hora da […]

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Era sexta-feira pela manhã. A equipe do ainda candidato José Luis Nanci tinha marcado comigo em sua casa para fazermos a entrevista para o SIM São Gonçalo. Chegando lá, foi ela a primeira a me recepcionar. Comentava sobre a postura dele, dava dicas para a equipe, organizava a agenda, com uma disposição invejável para aquela hora da manhã. Como eu não a conhecia pessoalmente, aos poucos fui entendendo a situação: era a futura primeira-dama da cidade.

Assim como para boa parte dos gonçalenses, a figura da primeira-dama andou desaparecida. Explico. Depois do prefeito Ezequiel Mattos (1989–1992 / 1997–2000), cuja cônjuge é a política Graça Mattos; de João Bravo (1993–1996), casado com Linda Bravo; e de Henry Charles (2001-2004), casado com a ex-deputada federal Elaine Costa; Aparecida Panisset (2005 – 2012) chega ao poder. Entretanto, por não ser casada, não havia um “primeiro-cavalheiro” para ali representar. Já Neilton Mulim (2013-2016), pouco sabemos de sua família. Em 2017, eis que entra em cena Eliane Nanci.

Eliane Nanci e José Luiz Nanci na Igreja de Nossa Senhora das Graças, no Porto Velho.
Eliane Nanci e José Luiz Nanci.

Diferente da bela, recatada e do lar Marcela Temer, Eliane é empresária e sócia do grupo Bisturi, cuja loja fica ali no Zé Garoto. Sua fama de bem disposta e simpática já tinha me chegado aos ouvidos bem antes disso, porque o casal frequentava (ou ainda frequenta) a igreja de Nossa Senhora das Graças, no Porto Velho. Como passei boa parte da minha adolescência nos movimentos religiosos de lá, não precisei fazer muito esforço para ouvir falar da “Tia Eliane”.

Nas semanas antes da posse de José Luiz Nanci (2017-2020), vi a postagem do “a Política RJ” falando sobre a interferência de Eliane na escolha do secretariado. Uma infinidade de comentários discutiam sobre a legitimidade desses atos. Na hora, fiquei pensando o que diriam se fosse ao contrário, com ela prefeita e ele sendo o primeiro-cavalheiro.

A primeira-dama Eliane Nanci, o prefeito eleito José Luiz Nanci e o vice-prefeito Ricardo Pericar em missa na Igreja Nossa Senhora das Graças (Porto Velho) para celebrar a vitória nas eleições municipais de 2016.

A imagem da esposa do governante sempre teve um papel um tanto “maternal”. Os mais antigos ainda insistem na visão da primeira-dama “mãe do povo”, que cuida das obras de assistência social. Apesar desse papel pseudo-decorativo, é nelas que acabam se centrando os conflitos íntimos e familiares, especialmente nos momentos de grande estresse.

Tendo a acreditar que o projeto político é sempre do casal. O exercício do poder é um processo solitário, especialmente nos momentos de baixa popularidade do governante. Sem falar que existe toda uma vida pregressa, com laços sociais criados por ambos. Sendo assim, acho mais que natural ela lembrar nomes próximos e vetar outros que só estão ali pela oportunidade do poder.

O problema das indicações familiares

De todo esse imbróglio, um merece destaque. O primo de Eliane, Guilherme Solé, que participará do secretariado de José Luiz Nanci. Mesmo sem conhecer as credenciais do cidadão, ter um familiar no primeiro escalão da 16ª maior cidade do Brasil nos fez parecer uma cidade da roça, novamente.

Na parca informação que conseguimos encontrar, achamos esse link de seu Linkedin (rede social de profissionais). Com pouquíssimos dados, fica cada vez mais indefensável ter um parente no poder, sem que nós consigamos saber, pelo menos, quem é. Atitudes como essa, que beneficia os de casa, pode ser um complicador para a maioria, também conhecida como “povo gonçalense”. Comprovar competência e deixá-las públicas é um dever básico hoje em dia, especialmente quando se é pessoa pública.

O governo começou ontem e já está recheado de polêmicas. Deixar que o primo viesse foi um dos equívocos. Ainda assim, desejamos sorte e sabedoria à primeira-dama Eliane Nanci. Até 2020, muita coisa ainda vai gerar assunto, inclusive as projeções de uma possível candidatura sua. Afinal, postura ela tem.

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Adeus, Neilton Mulim! O governo de um prefeito fracassado https://simsaogoncalo.com.br/fracassado-prefeito-neilton-mulim/ https://simsaogoncalo.com.br/fracassado-prefeito-neilton-mulim/#comments Thu, 29 Dec 2016 21:47:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4225 Quando as urnas foram abertas, quase ninguém acreditou. Nem mesmo ele. Afinal, como seria possível alguém conseguir uma vitória depois de quase ter chegado em 3º lugar no primeiro turno? Para os religiosos mais fervorosos, a vitória se atribui a Deus. Mas no mundo dos homens, foram os ânimos contrários à outra gestão que consagraram, no dia […]

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Quando as urnas foram abertas, quase ninguém acreditou. Nem mesmo ele. Afinal, como seria possível alguém conseguir uma vitória depois de quase ter chegado em 3º lugar no primeiro turno? Para os religiosos mais fervorosos, a vitória se atribui a Deus. Mas no mundo dos homens, foram os ânimos contrários à outra gestão que consagraram, no dia 28 de outubro de 2012, o ainda deputado federal Neilton Mulim como prefeito.

Neilton Mulim em Campanha para prefeito
Neilton Mulim em sua primeira eleição para prefeito, em 2012. Ao lado, a vice Mariângela Valviesse.

Logo no primeiro ano, Mulim sofreu o primeiro baque. Aliás, não só ele. Praticamente todos os prefeitos de cidades tocadas pelas manifestações de 2013 foram penalizados. Começava ali o calvário. Enquanto Rodrigo Neves, em Niterói, e Eduardo Paes, no Rio, se esquivavam, o prefeito de São Gonçalo parece ter sentido o golpe da ira popular. O grito “Fora, Mulim!” já ecoava em frente à prefeitura, mesmo que prematuramente.

Cobrado constantemente pela promessa da passagem a R$1,50, não teve coragem de dialogar de forma aberta com a população e vereadores. O resultado foi nítido: a proposta fraca e pífia foi vetada na câmara. Culpa que ele pôs na conta dos vereadores. Ainda tentou permitir que as vans fossem às ruas, tudo na mão grande. Mas a justiça caiu em cima e decretou a atividade como ilegal.

O plano imaturo

Pensávamos que o mandato seria de reformas. Afinal, na campanha foi prometido que teríamos uma empresa municipal de lixo, outra de água… Ouvíamos notícias e víamos as obras de melhorias nas áreas de onde o prefeito é oriundo, no distrito de Monjolos. Mas havia alguma coisa de diferente no ar. Era um prefeito pacato demais.

O pensamento “já que estamos aqui, então vamos aproveitar” ficou claro em 2014. Com uma campanha que tinha gente nas ruas durante quase toda a eleição, Neilton Mulim elegeu seu irmão, Nivaldo Mulim. Tão inexpressivo quanto o irmão, ganhou o voto dos que ainda caíram no conto populista do “Café Social”.

Nivaldo Mulim e seu Café Social
Nivaldo Mulim e seu Café Social. Uma verba que poderia ser melhor usada, caso não houvesse tanto populismo.

Aliás, um parênteses: o dinheiro que se gasta nessas baboseiras populistas bancaria muita creche popular na cidade. E com um um bônus: a família da criança poderia tomar café com ela na escola. O impacto seria muito maior que um cafezinho no meio da praça.

Com 93.192 votos, o agora deputado Nivaldo Mulim via crescer a popularidade do clã familiar. Entretanto, a campanha que o tornou o 6º legislador estadual mais votado do Rio de Janeiro não deve ter sido barata, dado o volume de propaganda e gente balançando bandeira que víamos nas ruas.

Agora, com um deputado estadual e um prefeito, os olhos se voltavam para 2016. Mas aos poucos, o tsunami da impopularidade bateu à porta. A falta de tato e diálogo com as pessoas gerou ruptura até mesmo em quem antes apoiava o alcaide.

O fracasso das eleições 2016

Se fosse pra gente listar todos os mandos e desmandos, feitos e desfeitos, como a Operação Cidade Limpa e o ovo superfaturado, escreveríamos um livro, não um post.

Curiosamente, antes das eleições, houve quem apoiasse o ex-prefeito e o defendesse. Alguns diziam que ele fez “pouca propaganda” e por isso as pessoas não o viam. Mas depois da derrota, a cidade virou um trem desgovernado. Os resultados nós estamos vendo agora, ao final do mandato, com falta de pagamentos do funcionalismo municipal, da empresa de lixo e, até mesmo, da conta de luz, que há tempos não vinha sendo paga, gerando um corte de energia na prefeitura no último mês de 2016.

Curiosamente, todos que eram próximos se bandearam para outros caminhos. Quem era a favor, resolveu se calar. E quem nunca gostou, ficou ainda mais contra tudo que representa essa última gestão.

Nivaldo Mulim, Sandro Almeida e Dejorge Patrício
Reunião de governo com Nivaldo Mulim. Ao lado, Dejorge Patrício (candidato a prefeito 2016) e Sandro Almeida (candidado a Vereador 2016), antes governo, hoje oposição.

O futuro da cidade

Depois do trauma atual, com a quantidade de lixo nas ruas, é bem difícil que o clã dos Mulim seja eleito a algo maior que uma cadeirinha na câmara. Afinal, 3, 4 mil votinhos não é muita coisa para que continuem seu pequeno reinado em Monjolos.

Hoje, 29 de dezembro de 2016, a 2 dias do término de seu mandato, Neilton Mulim teve sua prisão decretada, por não fazer o pagamento do salário dos servidores do município. Muito provavelmente, se juntará ao grupo onde estão os outros dois prefeitos, Henry Charles e Aparecida Panisset, tornando-se inelegível durante um bom tempo.

Agora é esperar que a população não se esqueça do que anda sofrendo. Porque, se der mole, todos eles voltam como se nada tivesse acontecido.

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Clélia Nanci e a reocupação anti-democrática https://simsaogoncalo.com.br/clelia-nanci-e-a-reocupacao-anti-democratica/ https://simsaogoncalo.com.br/clelia-nanci-e-a-reocupacao-anti-democratica/#respond Fri, 16 Dec 2016 13:33:17 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4191 Foi grande o crescimento da população jovem brasileira nos últimos 35 anos. Somado às políticas inclusivas, tivemos um aumento considerável no número de matrículas, inchando as escolas públicas que, dada a incompetência e corrupção dos governos, resultou na educação que temos hoje, mal-gerida, com escolas sucateadas e profissionais mal-remunerados. Nesse sentido, buscando reivindicar melhores condições para todos, o movimento de ocupação das escolas de ensino […]

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Foi grande o crescimento da população jovem brasileira nos últimos 35 anos. Somado às políticas inclusivas, tivemos um aumento considerável no número de matrículas, inchando as escolas públicas que, dada a incompetência e corrupção dos governos, resultou na educação que temos hoje, mal-gerida, com escolas sucateadas e profissionais mal-remunerados. Nesse sentido, buscando reivindicar melhores condições para todos, o movimento de ocupação das escolas de ensino médio e fundamental fez sentido, chamando a atenção para um problema que é de todos.

Entretanto, após os acordos e conquistas daquele primeiro momento, parece que alguns militantes passaram a acreditar que ocupar é instrumento legítimo para tudo, inclusive para fazer algo que tantos lutaram para implementar no Brasil: o direito de votar.

Alunos se reuniram bem cedo na porta da escola para desocupá-la, resgatando seus direitos de estudar e votar.

No final da tarde da terça-feira, a “reocupação” aconteceu. Entretanto, as reivindicações agora eram outras. Questionavam a legitimidade da eleição que aconteceria no dia seguinte, alegando não concordar com a eleição de chapa única. Entretanto, a própria Secretaria de Estado de Educação lembra que a Lei Estadual Nº 7.299 não impede que a eleição aconteça, mesmo que só haja uma chapa, deixando ainda mais duvidosa a atitude do grupo.

Dada a incoerência da situação, a ação dos alunos foi rápida: marcaram de aparecer na porta da escola no dia seguinte, no primeiro horário da manhã. Naquela manhã chuvosa de quarta-feira (14/12/2016), a massa de estudantes contrários à ocupação, literalmente, desocuparam a escola. Não reconhecendo o grupo de alunos ocupantes como algo legítimo, acionaram a polícia militar que, após a “desocupação” feita pelos alunos, levou os militantes para prestar esclarecimentos na delegacia.

Se para alguns essa nova ocupação era sem sentido, servindo só para tumultuar o já desregulado calendário escolar, para outros as motivações foram bem menos nobres e mais pessoais. Parece que o jeito brasileiro de fazer política está refletindo nos movimentos estudantis, que contaminados por partidos políticos, deixam a comunidade em segundo plano, favorecendo os interesses pessoais e de pequenos grupos.

As dúvidas tornaram-se ainda maiores quando adesivos de apoio à direção atual foram encontrados em posse dos militantes ocupantes, como mostram as imagens abaixo. Afinal, se a direção antiga quisesse ficar, não seria mais fácil se candidatar, formando uma segunda chapa?

Joseli – Clélia Nanci São Gonçalo
Adesivos de apoio à atual direção.

Esse fato acontecido na cidade, bem próximo aos nossos olhos, nos leva a questionar, mais uma vez, o quanto a educação e o desenvolvimento na capacidade de pensar, refletir e discernir para agir pode quebrar esse ciclo de péssimos exemplos que temos na política nacional. Se hoje, movimentos criados por jovens com boas finalidade são usados como instrumento de manobra, beneficiando pequenos grupos em detrimento do interesse coletivo, o que se esperar desses mesmos militantes no futuro?

Fica aqui o parabéns à comunidade escolar que se fez presente, se organizando e manifestando seus direitos legítimos. É preciso repetir para não esquecermos: o diálogo sempre vem antes da força, pois a escola é de todos.

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A última noite na Taverna https://simsaogoncalo.com.br/a-ultima-noite-na-taverna/ https://simsaogoncalo.com.br/a-ultima-noite-na-taverna/#respond Mon, 12 Dec 2016 12:03:37 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4188 Se São Gonçalo fosse desértica, lugar onde vento, areia e pedra dominassem a paisagem e nenhuma atração existisse além de Uma Noite na Taverna, valeria a pena viver na cidade. Após quase 13 anos de existência, a Taverna acabou ontem (10/12). O maior evento gonçalense de poesia, literatura, dança, música e artes plásticas se manteve […]

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Se São Gonçalo fosse desértica, lugar onde vento, areia e pedra dominassem a paisagem e nenhuma atração existisse além de Uma Noite na Taverna, valeria a pena viver na cidade. Após quase 13 anos de existência, a Taverna acabou ontem (10/12).

O maior evento gonçalense de poesia, literatura, dança, música e artes plásticas se manteve sem ganhar R$1 de incentivo do governo municipal. Mas, surpreendentemente, já recebeu uma recusa de apoio logístico, algo tão simples de prover quanto uma caixa de som.

Grande parte da população, que não lê, não vai ao teatro, ignora exposições e não consome Cultura, não conheceu a Taverna. Se faltou algo para lhe dar mais 13 anos de vida, pelo menos, foi a limitação de público. A Taverna chegou à adolescência com graves problemas de desenvolvimento: seu corpo continua praticamente o mesmo da infância.

Por falta de investimento sério do governo no setor cultural, fica difícil conhecer São Gonçalo de verdade, sua personalidade criativa, vigor e qualidades únicas, entre elas Uma Noite na Taverna. Dá trabalho compreender o que difere esta cidade de Niterói. Esforço que Juliana Paes não fez até hoje, por falta de interesse, por isso falou merda no programa Adnight, da TV Globo.

Uma noite levei meu pai à Taverna. Cheio de orgulho por compartilhar com o coroa aquela penumbra maravilhosa de contestação social, erudição e alguns xingamentos, assistimos a apresentação lado a lado, às vezes abraçados, e trocamos beijos no rosto. Um amigo, que também estava presente mas não reconheceu meu pai, pensou que eu estivesse namorando em segredo um homem mais velho. Meu amigo estava chocado – sou casado, com uma mulher, e tenho um filho.

Beatriz, minha esposa há 8 anos, também já foi “arrastada” por mim a algumas edições. Na primeira ainda éramos namorados, caía um dilúvio sobre São Gonçalo e ela detestou ouvir poesia com a roupa e os sapatos encharcados.

A Taverna mudou a vida de cada frequentador, até da minha mulher, que nunca se esqueceu do temporal poético. Conhecer a obra de nomes consagrados da poesia mundial deixa marcas permanentes.

Durante anos testemunhei Rodrigo Santos e Romulo Narducci estimulando covardes como eu a escrever e publicar a própria arte. Hoje escrevo um artigo por semana sobre São Gonçalo, sou feliz por isso, e Rodrigo e Romulo são influências inegáveis.

Ontem, ouvindo a poesia de Leonard Cohen, homenageado da noite, estava pensando no que dizer sobre a última Taverna. O ultrarromantismo dominava o ambiente, como em qualquer edição, não é novidade. Olhei para a vela acesa na minha mesa e vi semelhanças com a luta dos organizadores do evento pela cultura. O vento apagou a vela várias vezes. A Taverna também enfrentou inúmeros obstáculos ao longo da sua história. Depois da quinta ou sexta tentativa, a chama se fortaleceu e passou a vencer as investidas do vento. Finalmente a chama ficou acesa até queimar completamente a vela. Depois de 13 anos superando o isolamento causado pela falta de recursos, a Taverna não se apagará jamais. Evoé!

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