Política: relações políticas da região metropolitana e grande São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/category/politica/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Tue, 06 Feb 2024 02:35:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg Política: relações políticas da região metropolitana e grande São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/category/politica/ 32 32 147981209 Como são eleitos os prefeitos em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/como-sao-eleitos-os-prefeitos-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/como-sao-eleitos-os-prefeitos-em-sao-goncalo/#respond Sun, 15 Nov 2020 16:10:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7976 Aqui você vai ler uma sequência de fatos baseados em dados eleitorais, históricos e de renda que nortearam as últimas eleições de 2000 a 2020 para prefeitos em São Gonçalo. Diante de pesquisas fraudulentas que já povoam o pleito atual, eu, Matheus, estou expondo minha visão olhando para o passado. Que isso não desanime as […]

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Aqui você vai ler uma sequência de fatos baseados em dados eleitorais, históricos e de renda que nortearam as últimas eleições de 2000 a 2020 para prefeitos em São Gonçalo.

Diante de pesquisas fraudulentas que já povoam o pleito atual, eu, Matheus, estou expondo minha visão olhando para o passado. Que isso não desanime as militâncias. Nada impede que, em 15 de novembro, tenhamos uma grande surpresa. Afinal, resultado de urna só sai no dia da eleição.

Prefeitos de São Gonçalo estão divididos entre leste e oeste da cidade

Em 1492, Portugal e Espanha dividiram entre si as terras americanas com uma linha imaginária chamada “Tratado de Tordesilhas”. As terras a leste eram de Portugal e as a oeste de Espanha.

Aqui em São Gonçalo, o nosso tratado de tordesilhas se chama Rio Alcântara. Ele divide os dois municípios imaginários que não se dividiram em 1995.

Quando olhamos as vitórias nas urnas de cada distrito, é possível ver que os prefeitos em São Gonçalo tem raizes territoriais bem identificadas por quem vota neles. É como se houvesse um duelo de Leste vs. Oeste a cada pleito, sendo o leste Alcântara e o oeste São Gonçalo.

Numa cidade com baixo orçamento como a nossa, os eleitores sabem que precisam eleger quem priorize seu território. Mesmo que, num determinado momento, a prefeita ou prefeito da vez faça pouco ou nada pelos dois lados.

Minha leitura sobre o “lado” de cada prefeito de 1989 até 2020:

Edson Ezequiel – São Gonçalo
João Bravo – São Gonçalo
Henry Charles – Alcântara
Aparecida Panisset – São Gonçalo
Neilton Mulim – Alcântara
José Luiz Nanci – São Gonçalo

A base eleitoral testada nas eleições gerais anteriores

Quando faço minhas análises, prefiro ter como corte temporal o ano de 1988, quando foi promulgada a Constituição que usamos atualmente. O nosso período legitimamente democrático.

A partir de 1989, quase todos os prefeitos foram testados em eleições gerais antes do pleito municipal. A exceção nesses 30 anos foi João Bravo. Este foi chefe de gabinete na gestão de Edson Ezequiel, entre 1989 e 1992. Era uma época onde não havia reeleições nos cargos executivos, sendo Bravo foi o escolhido para a sucessão.

Em suma, fora Bravo, todos foram eleitos para cargos legislativos a nível estadual ou federal, na eleição geral anterior às eleições municipais que disputaram e venceram. Mas há uma

Lista dos prefeitos e suas eleições:

Edson Ezequiel foi deputado estadual em 1988, com 142 mil votos, antes de vencer o pleito para a gestão 1989–1992; eleito deputado federal em 1995-1996 e, logo após, eleito prefeito para o mandato 1997-2000.

Henry Charles foi deputado estadual entre 1999–2000. Logo depois, foi eleito a prefeito para a gestão 2001–2004.

Aparecida Panisset foi eleita deputada estadual em 2002, com 50.338 votos. Foi eleita e reeleita para as gestões 2005–2008 e 2009-2012.

Neilton Mulim foi eleito, em 2006, para deputado federal com 44.671 votos. Em 2010, foi  reeleito à Câmara Federal com 41.480 votos. Elegeu-se prefeito em 2012.

José Luiz Nanci teve sua primeira eleição para a Alerj em 2010, com 28.798 votos. Em 2014, foi reeleito a deputado estadual com 36.356. Em 2016, tornou-se prefeito de São Gonçalo.

Essas duas camadas, base eleitoral na campanha anterior e confronto leste vs oeste são os critérios que uso para ter uma noção de para onde os ventos irão no pleito seguinte. E em 2020, se a política gonçalense não der um “cavalo de pau”, o cenário tende a se repetir.

A seguir, vou falar um pouco sobre as questões eleitorais com esse ponto de vista. Lembro que, quando se trata de eleição, todo mundo tem um palpite sobre o porquê da vitória. Evito entrar nesses detalhes. Gosto de olhar os números mesmo. 🙂

Eleições 2000 – Chame o doutor!

“Chame o Doutor!” Quem com mais de 30 anos não se lembra dessa frase? A eleição de 2000 foi a primeira com reeleição para prefeitos. Edson Ezequiel, tentava ocupar a cadeira novamente e chegou em primeiro, no 1º turno, com 169.332 votos, enquanto Henry Charles recebeu 161.655. Mas após 12 anos de PDT no poder, havia um desgate natural em relação à Ezequiel. No 2º turno, a virada foi inevitável: 243.590 para o “Doutor” e 186.837 para o engenheiro.

Nessa eleição, é possível ver com mais clareza o duelo entre São Gonçalo e Alcântara. É preciso lembrar que Henry Charles foi um dos defensores da proposta de emancipação de Alcântara, em 1995. E é muito possível que essa percepção tenha feito parte do imaginário dos “alcantarenses”.

Anos depois, tanto Ezequiel quanto Charles se envolveriam em ações de improbidade administrativa. Ezequiel passou continuou sendo eleito deputado federal nas eleições de 2002, 2006 e 2010, até se aposentar em 2014. Charles sumiria da vida pública.

Perceba que, 12 anos depois, o mesmo fenômeno aconteceria. Curioso, não?

Eleições 2004 – O tijolinho

A eleição de Aparecida Panisset era algo esperado. Panisset foi eleita vereadora em 1996, com 4.157 sufrágios. Na eleição seguinte, em 2000, teve 14.417 votos. Aliás, essa foi uma eleição de grandes votações para vereador. Vale ver quem foram os outros muito bem votados (alguns você conhece bem).

Com esse caminhão de votos, Maria Aparecida Panisset tentou e foi eleita em 2002 à deputada estadual, com 50.338 votos. Essa vitória a cacifou na disputa pela cadeira de prefeita em 2004.

Essa eleição é um pouco fora do padrão pela popularidade da candidata e pela impopularidade dos outros dois candidatos. Henry Charles, ainda prefeito, tentou reeleição e só teve 29.206, cerca de 6,2% do total, para você ter uma dimensão da rejeição.

Já Graça Matos, a grande adversária de Aparecida, tinha sido eleita com 10 mil votos à menos para o mesmo cargo de deputada estadual 2 anos antes (40.878 votos). Ela também simbolizava o período de seu marido, o ex-prefeito Edson Ezequiel, que tinha perdido 4 anos antes.

Nesta eleição, Graça ficou em 2ª lugar, com 172.752, enquanto Panisset se elegeu em 1º turno, com 240.945 votos, pelo DEM, o que correspondia a 51,95% dos votos válidos.

Nesta época, Panisset e seu irmão, também político, Márcio Panisset, mantinham um Centro Social, uma dessas anomalias que políticos mantêm para ter o voto dos mais pobres. Em geral, são serviços médicos e assistências sociais, as quais os políticos deveriam trabalhar para que o serviço público fornecesse, não eles. O centro deles ficava no Paraíso, na rua Visconde de Itaúna, caminho para o Gradim.

E um detalhe: nessa eleição, ambas as candidatas mais votadas eram de “São Gonçalo”. O candidato de Alcântara era o prefeito impopular.

Eleições 2008 – O bom momento econômico

Prefeitos que governam em bons momentos econômicos tendem a se reeleger. Quem governa com “dinheiro para gastar” tende a ser mais bem visto que quem governa de forma austera aqui no Brasil.

E com Maria Aparecida Panisset não foi diferente. Ela ampliou a votação anterior, chegando a 270.591 votos, cerca de 56%. Graça Matos perdeu novamente, reduzindo sua votação para 100.327 sufrágios.

Porém, havia uma novidade, a candidatura de Altineu Cortes, que teve 91.108 votos, cerca de 18% dos votos válidos. Ele é sobrinho de José Carlos Coutinho, político que já tinha sido deputado federal e candidato a prefeito em 1996 (ficou em 3º lugar). Sua base eleitoral era a região de Santa Izabel e adjacências.

Era a candidatura da cidade Alcântara se fazendo presente novamente. Enquanto isso, São Gonçalo brigava para decidir a sua representante.

Eleições 2012 – Alcântara vence novamente

Essa eleição é parecida com a de 2000 num aspecto: ela termina com a vitória do representante de Alcântara a partir de uma virada no 2ª turno. Ambos os pleitos foram respostas dos eleitores contra governos desgastados, que já estavam há 2 ou 3 mandatos no governo. Curiosamente, ambos do PDT.

Nesse pleito, as duas camadas de análise se fazem presentes. Porque além de ser uma vitória de Alcântara sobre São Gonçalo, o candidato da continuidade de Panisset não tinha sido validado, ou seja, eleito. Na eleição geral de 2010, dois anos antes, Adolpho Konder tinha conseguido 35.800, tornando-se apenas o suplente e dependendo da transferência de votos de Aparecida Panisset para se sobressair.

Ao final do 1º turno, Konder consegue alcançar 192.727 votos. Em segundo lugar, Neilton Mulim consegue fazer 116.721, cerca de 3000 votos a mais que a terceira colocada, a ex-deputada Graça Matos que, naquele momento, perdia sua 3ª eleição para prefeita de São Gonçalo.

E no 2º turno, a virada aconteceu. Com 265.579 sufrágios, cerca de 56% dos votos válidos, Neilton Mulim varreu Adolpho Konder, que conseguiu chegar a 202.157 votos. O resultado das urnas era claro. No lado Oeste, o candidato da Aparecida ganhava. Nas urnas do Leste, o vitorioso era Mulim.

Lembro também que Neilton vinha de 2 eleições para o Congresso Nacional. Era deputado federal há 6 anos e tinha grande representatividade com sua base. Para muitos, na cidade Alcântara, simbolizava uma possível mudança. Quatro anos depois, mais uma decepção se concretizava.

Eleições 2016 – ganhou quem tinha a menor rejeição

A eleição de José Luiz Nanci foi a vitória do menos rejeitado. Numa eleição sem favoritos, os candidatos que passaram ao 2º turno tiveram uma diferença de 896 votos entre eles. Nanci, então deputado estadual eleito, com 82.848 e Dejorge, suplente de deputado federal, com 81.952 votos.

Chamo a atenção para o fracasso do prefeito que tentava a reeleição, Neilton Mulim, e seu amargo 3º lugar, com 65.922. Também lembro que o 4º lugar, o então desconhecido Brizola Neto, com o apoio da ex-prefeita Aparecida Panisset, conseguiu marcar 49.599 votinhos. Em suma, uma eleição parelha, com votos muito pulverizados.

Quando a questão território é posta à mesa, Dejorge Patrício, na teoria, seria um candidato São Gonçalo. Em 2012, em sua vitoriosa eleição a vereador, foi o candidato mais votado para o legislativo municipal, com 6.391 votos. Neste pleito, sua base era o bairro Boaçu, onde ele conseguiu quase 2.500 votos, com reflexos na Brasilândia, onde conseguiu mais cerca de 1.200, e no Mutuá. Porém, na falta de um candidato legitimamente alcantarense, foi o escolhido pela população do leste da cidade.

É possível também que a imagem de Dejorge como homem do povo tenha sido melhor recebida pelo leste da cidade. Há uma sensível desigualdade de renda entre São Gonçalo e Alcântara, sendo a última mais pobre e com menos infraestrutura.

Já José Luiz Nanci, sem dúvidas, é um candidato de São Gonçalo. Mora no Zé Garoto há anos, em frente ao Pronto Socorro Central, frequentava a Igreja Nossa Senhora das Graças, no Porto Velho, e faz questão de mostrar que curte a Praia das Pedrinhas. Conseguiu formatar em si o “gonçalense da antiga”, identificando-se com o lado oeste.

Na eleição geral de 2014, Nanci foi mais vitorioso

Em 2014, Dejorge Patrício foi candidato a deputado federal, obtendo 30.533 votos. Destes, 26.281 foram dentro de São Gonçalo. E em eleições sem favoritos, esse dado passa a fazer parte do cenário.

Nanci foi reeleito a deputado estadual com 36.356 votos em 2014, com 30.067 dentro de São Gonçalo. Além disso, Zé Luiz também contava com o nome de sua família sendo uma marca reconhecida dentro da cidade.

Nesta campanha, Dejorge passou por uma onda de ataques que envolviam histórias complicadas que colaram no candidato. Nanci surfou na rejeição do seu oponente, ganhando com 221.754 votos contra 191.699 de Patrício.

Ainda sim, mesmo parecendo uma eleição diferente das últimas, a de 2016 parece ter sido um exemplo de pleito que se repetirá em 2020.

Eleições 2020 – a lógica se confirmou

A eleição para prefeito de São Gonçalo, em 2020, se assemelhou a de 2016. Novamente, um prefeito impopular, Nanci, tentou a reeleição. Por outro lado, vimos o candidato a suplência de deputado estadual em 2018, o Capitão Nelson, mas que conseguiu assumir a vaga por conta da prisão do titular do partido, chegando à reta final em segundo lugar, mas virando o jogo nos últimos instantes.

Foi uma eleição menos aberta que a de 2016, que contou com a surpresa de outro suplente de 2018, o candidato Dimas Gadelha, do PT.

Mas a inexistência de uma personagem com a “cara” do lado Oeste (São Gonçalo), permaneceu. Já no lado Leste (Alcântara), houve muitos disputando o mesmo voto. Porém, o mais identificado com a região, sendo o seu reduto eleitoral, teve êxito. Em uma das zonas do lado leste, Nelson Ruas ganhou de lavada, confirmando a gangorra de escolhas.

Agora é aguardar os próximos anos, sempre de olho nessa lógica regional que se repete há mais de 30 anos.

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A prefeita Eliane Nanci foi internada no Rio. E os nossos hospitais? https://simsaogoncalo.com.br/a-prefeita-eliane-nanci-foi-internada-no-rio-e-os-nossos-hospitais/ https://simsaogoncalo.com.br/a-prefeita-eliane-nanci-foi-internada-no-rio-e-os-nossos-hospitais/#respond Fri, 01 May 2020 21:37:23 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7731 Segundo o Jornal O São Gonçalo, a nossa prefeita, Eliane Nanci, está internada no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul do Rio. Desejo melhoras para ela, de verdade. Até porque, ainda faltam 6 meses para o término do mandato dela. Seu esposo encontra-se em casa. Mas fica uma reflexão fundamental sobre o futuro da saúde […]

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Segundo o Jornal O São Gonçalo, a nossa prefeita, Eliane Nanci, está internada no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul do Rio. Desejo melhoras para ela, de verdade. Até porque, ainda faltam 6 meses para o término do mandato dela. Seu esposo encontra-se em casa.

Mas fica uma reflexão fundamental sobre o futuro da saúde na região: E NÓS?

Sabemos que eles residem no Zé Garoto, local onde há um hospital público de referência para o Covid-19 e um hospital particular. E ainda assim, foi para Niterói, na rede particular. Mas o mais surpreendente é ter sido transferida para Botafogo, após o agravamento.

Será que do “lado de cá” da ponte não temos a mínima estrutura para cuidar de casos graves? O que será dos nossos próximos nas semanas a seguir?

Se após a crise da Covid-19 a gente não ficar em cima da gestão pública, a tendência é que nosso nível de vida piore e criemos abismos cada vez maiores em nossa sociedade.

Novamente, desejo melhoras à prefeita. E que, em sua volta, ela possa corrigir os erros absurdos desses últimos 3 anos e meio de mandato que não permitiram que, nem mesmo ela, pudesse ser internada aqui em São Gonçalo.

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Doar 50% do salário só agora, vereadores? Vocês estão aí há 3 anos! https://simsaogoncalo.com.br/salario-so-agora/ https://simsaogoncalo.com.br/salario-so-agora/#respond Sun, 19 Apr 2020 00:31:49 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7687 Eleitos em 2016, os vereadores de São Gonçalo tomaram posse em janeiro de 2017. De lá para cá, foram 40 meses onde um salário líquido de cerca de R$12.000, doze mil reais, caiu ininterruptamente em suas contas. Uma soma total de quase meio milhão de reais em pouco mais de 3 anos. Algo impensável para […]

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Eleitos em 2016, os vereadores de São Gonçalo tomaram posse em janeiro de 2017. De lá para cá, foram 40 meses onde um salário líquido de cerca de R$12.000, doze mil reais, caiu ininterruptamente em suas contas. Uma soma total de quase meio milhão de reais em pouco mais de 3 anos. Algo impensável para a maioria das pessoas no município com o mesmo nível de instrução de boa parte dos parlamentares.

Mas aí, chegou a crise do CoronaVírus. E todas as fragilidades da cidade ficaram mais expostas. Das estruturas de saúde que não funcionam ou estão sucateadas, como a Clínica do Vila 3, até a precária guarda municipal, que não tem estrutura para fiscalizar a cidade inteira.

No impulso de mostrar serviço, veio o primeiro absurdo: criar uma lei para doar o salário. E logo as perguntas vieram: afinal, é preciso lei para doar algo de seu próprio bolso?

Semanas depois, talvez vendo o quão ridículo a proposta era, os vereadores formalizaram uma proposta junto a OAB de São Gonçalo para fazer este “grande gesto” durante o atual período. Que também é… um período pré-eleitoral.

Ainda sim, a pergunta principal fica no ar: por que só agora? Será que ninguém da Câmara Municipal de São Gonçalo consegue enxergar o quão absurdo é um salário destas proporções na cidade com menor orçamento per capita do Estado do Rio de Janeiro?

E mais: como sustentar esses valores no futuro, sabendo da recessão – quiçá depressão – econômica que o Brasil viverá nos próximos meses, talvez anos?

Se há uma coisa imperativa para a próxima legislatura municipal é a doação de seus próprios salários para projetos que façam sentido na cidade. Afinal, 4 anos de 50% do salário líquido são quase R$300.000 (trezentos mil reais) retornados para a cidade.

Sei que há políticos que afirmam que “manter um mandato é caro”. Pessoalmente, discordo. É caro para quem deseja fazer a mesma política de sempre, com a velha troca de favores baseada na ineficiência do estado. Que muita das vezes gerada por quem não faz o trabalho de fiscalizar.

Penso que os políticos pós crise do CoronaVírus precisarão se doar e ESTUDAR muito mais que os anteriores. Porque as cobranças só aumentarão. E pagar salários dessa magnitude numa cidade própria, com arrecadação baixa e pouco emprego, será mais que absurdo: será inaceitável.

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Vereadores se lamentam ao vivo na TV Câmara de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tv-camara-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/tv-camara-de-sao-goncalo/#respond Wed, 19 Feb 2020 05:22:37 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7657 A TV Câmara de São Gonçalo agora é ao vivo. Passados 7 anos do projeto proposto pelo, na época, vereador Diego São Paio, as sessões que antes eram gravadas e publicadas, agora são transmitidas em tempo real. Se irá gerar interesse, só o tempo dirá. Afinal, o que continua não gerando interesse são os assuntos […]

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A TV Câmara de São Gonçalo agora é ao vivo. Passados 7 anos do projeto proposto pelo, na época, vereador Diego São Paio, as sessões que antes eram gravadas e publicadas, agora são transmitidas em tempo real. Se irá gerar interesse, só o tempo dirá.

Afinal, o que continua não gerando interesse são os assuntos dos membros da casa. E o tema é sempre o mesmo: uma lamentação sem fim sobre as picuinhas municipais. Boa parte do que é falado até poderia ser útil à população, se não ficasse flagrante que o problema maior de cada um é “como são vistos” e não “o que posso gerar de valor para a cidade”.

Uns não sabem falar ao microfone. Gritam, esbravejam, a ponto de nem conseguirmos ouvir o áudio, estourado, distorcido e irritante. Outros ainda não aprenderam a usar o português de forma decente (como já falei nesse link).

E, claro, tem também aqueles que se estendem, como se suas falas fossem discursos épicos! Porém… são longos e chatos. Algo que uma postagem no Facebook ou nos sites do mandato já resolveria. Para estes últimos, resta apenas o público presente e alguns gatos pingados na web, como eu, que tentamos ver se existe algo de relevante no meio de um amontoado de palavras.

No final, só perdemos tempo. Mas teve um bônus!

TV Câmara de São Gonçalo expõe o que sempre quiseram esconder

O melhor veio no final. O presidente da câmara, no fechamento da sessão, deixou uma reflexão para os parlamentares: o porquê da inexistência de deputados estaduais e federais eleitos POR e PARA São Gonçalo.

E não precisa de muito esmero para chegar à triste conclusão: não temos boas representações. Os mais votados de Niterói, por exemplo, por mais que sejam extremamente polarizados e falem muitas bobagens ideológicas, fazem isso com base em algum conteúdo, personalidade e instrução. Já aqui… só tristeza.

Temos alguns poucos que se salvam, é verdade. Mas parecem cansados e contaminados pelo mesmo jogo político de sempre. O resultado é que a média é puxada para baixo. Ano após ano.

E para 2020, tem solução?

Estamos tentando trazer pessoas com uma nova postura ética para São Gonçalo. Mas é triste ver que já tem muito “candidato de renovação” operando exatamente como os que temos hoje. Gente que já arruma cargo político para amigos sem serem eleitos. Imagina quando estiverem na casa legislativa!

Não adianta reclamar que a cidade só elege pessoas de fora. A tendência é que isso se intensifique. Os “produtos políticos” das ex-capitais Niterói e “Guanabara” estão mais interessantes.

Nosso material humano político não é dos mais capacitados. E se nos anos 60, a meta era ser governador do estado do Rio de Janeiro, hoje, se o cidadão busca manter sua cadeirinha de vereador e só! Afinal, sabem que não passarão daquilo ali.

A tendência é que em 2022, 2026, 2028, 2032, continuaremos sendo uma cidade abandonada, sem conexões estaduais e federais que possam nos tirar desse atoleiro.

Por consequência, mais pessoas votarão nulo, sem esperança. O que, sucessivamente, ajudará aos candidatos de objetivos minúsculos a conseguirem se eleger com poucos votos, garantindo seus 5 dígitos de salário limpinhos por mais 4 anos.

E pensando bem, talvez seja esse o projeto mesmo. Só falta comunicar pra gente.

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Renovar a República é possível num Brasil que retorna ao coronelismo? https://simsaogoncalo.com.br/renovar-a-republica-coronelismo/ https://simsaogoncalo.com.br/renovar-a-republica-coronelismo/#respond Fri, 15 Nov 2019 18:12:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7571 Sempre que ouço a palavra “renovação”, fico desconfiado. E conversando com as pessoas, sinto que muita gente tem a mesma sensação. Afinal, numa São Gonçalo parada, Rio de Janeiro estagnado e o avanço veloz de um estado paralelo, ainda é possível renovar a república? Em 130 anos, desde que Benjamin Constant planejou o golpe e […]

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Sempre que ouço a palavra “renovação”, fico desconfiado. E conversando com as pessoas, sinto que muita gente tem a mesma sensação. Afinal, numa São Gonçalo parada, Rio de Janeiro estagnado e o avanço veloz de um estado paralelo, ainda é possível renovar a república?

Em 130 anos, desde que Benjamin Constant planejou o golpe e Deodoro proclamou a República mudando nossa forma de governo, tivemos avanços estruturais e populacionais. Mas no detalhe, algumas coisas só mudaram de nome. Uma delas é o coronelismo.

Mas a imagem dos “coronéis” mudou. Já não é mais o líder rural que exerce o papel de juíz, comerciante, polícia e político nas cidadezinhas. Hoje, eles chefes locais das regiões mais pobres das cidades brasileiras. São conhecidos como milicianos, mafiosos, dono do bairro, traficantes.

Do início da República para cá, mudaram também as formas de controle. Mas elas continuam com foco na violência física e econômica. Vendem gás, internet, transporte e, até mesmo, casas. Sim, imóveis.

Barricada no Galo Branco
Barricada recente (2019) no bairro Galo Branco, São Gonçalo – RJ.

E não podemos esquecer, claro, do ponto principal dessa parceria: os políticos. Esses podem ser desde os políticos clássicos, que se dizem amigos do povo, até aqueles que que usam religião como mercadoria, tendo como trocas, também, o voto.

Muitos desses “novos coronéis” só permitem que determinados políticos entrem em suas comunidades para fazer benesses ou propaganda política. Prática que está se tornando cada vez mais comum.

E como renovar a república assim?

Em julho de 2019, eu e mais 1399 pessoas, fomos aprovados para o ingresso da escola de política chamada RenovaBR. Do início do curso até aqui, tivemos aulas com economistas, sanitaristas, administradores, pessoas de diversos matizes ideológicos e expertises da administração pública. Das teorias às práticas bem sucedidas. Algo que deveria ser obrigatório a todos que almejam participar da vida pública, eleitos ou não.

Em paralelo, diversos outros movimentos como o Acredito, Agora, Raps, trabalham na criação de novas práticas e soluções para evoluirmos o ambiente público brasileiro.

Em novembro de 2019, fui à uma dessas reuniões do Movimento Acredito para compreender mais como eles buscam atuar. Estavam lá os deputados federais Tábata Amaral (SP) e Felipe Rigoni (ES), além de Renan Ferreirinha, deputado estadual pelo RJ. Todos também formados na turma do RenovaBR de 2018.

Matheus Graciano no evento com os fundadores do movimento Acredito, Tábata Amaral (Dep. Federal 2019-2022) e Renan Ferreirinha (Dep. Estadual RJ 2019-2022).
Matheus Graciano no evento com os fundadores do movimento Acredito, Tábata Amaral (Dep. Federal 2019-2022) e Renan Ferreirinha (Dep. Estadual RJ 2019-2022).

No auditório lotado da Universidade Cândido Mendes (Centro do Rio), era possível ver uma quantidade grande de gente com menos de 30 anos. E o mais surpreendente é que era uma sexta à noite, momento ainda mais inusitado na semana.

Ainda sim, mesmo com todo o entusiamo pela renovação que poderá ser feita por pessoas novas com novas ideias, não nos é permitido perder o foco da questão. Afinal, o recorte social e econômico que se via na sala era flagrante, com pessoas que ocupam a fatia mais instruída e rica no Brasil, segundo dados do próprio IBGE.

No Rio de Janeiro de hoje, se o apoio à formação de novas lideranças não passar pelas regiões mais pobres, afetadas por esse “novo coronelismo”, a tendência é que estes elejam e reelejam os seus, ganhando numericamente em todas as decisões dos parlamentos e executivos. E uma possível consequência é o desânimo e acomodação de quem, um dia, acreditou em renovar a república.

Espero que todos os novos líderes desse atual momento do Brasil fiquem atentos a essa realidade. Afinal, os novos coronéis correm numa velocidade que o poder público atual já não consegue mais acompanhar.

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A jovem política: entre candidaturas, derrotas, boquinhas e eleições https://simsaogoncalo.com.br/a-jovem-politica/ https://simsaogoncalo.com.br/a-jovem-politica/#comments Sat, 26 Oct 2019 19:18:05 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7550 Ela pensava que era uma pessoa influenciadora que inspirava. Aonde ia, expunha as suas ideias, opiniões e possíveis projetos. Encantava alguns. Era um misto de prazer e vontade de conscientizar os cidadãos de que era possível e necessário fazer alguma coisa. Tinha uma origem humilde numa cidade relativamente pobre. Sua história era parecida com a […]

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Ela pensava que era uma pessoa influenciadora que inspirava. Aonde ia, expunha as suas ideias, opiniões e possíveis projetos. Encantava alguns. Era um misto de prazer e vontade de conscientizar os cidadãos de que era possível e necessário fazer alguma coisa.

Tinha uma origem humilde numa cidade relativamente pobre. Sua história era parecida com a da maioria dos moradores do município. Nunca teve vergonha disso, afinal, era uma pessoa comum. Seus pais sempre se esforçaram em oferecer uma vida digna, de modo que nada lhe faltasse. Pouquíssimas vezes teve o que queria, contudo compreendeu que teve tudo de que precisou.

A realidade da sua cidade era cruel! Era tomada por pensamentos do tipo: “ninguém faz nada?”, “onde estão os políticos deste lugar?”, “um dia teremos dignidade?”, “os políticos só pensam em roubar!”. Tudo confirmado no seu cotidiano. Não eram poucos os que pensavam igualmente. Quase todos os seus parentes também concordavam com essas dúvidas e exclamações. Após vários questionamentos, decidiu entrar na política partidária de corpo e alma. Ela não tinha noção dos desafios que a aguardavam.

Andou por vários lugares e frequentou muitas reuniões procurando se encaixar em algum partido, mas sempre hesitante e desconfiada de que estava ali para ser usada. Conhecia a lei que constituía 30% das candidaturas femininas, porém sabia que a maioria dos partidos estava longe de chegar a esse padrão ideal. “A maioria da população brasileira é formada por mulheres e ainda tem partidos que não conseguem alcançar essa porcentagem mínima?”, pensava ela. Até que um dia encontrou o partido “ideal”: um grande número de mulheres, agregador, que fugia da polarização, tinha um viés moralizador sobre a corrupção e sempre lançava mão desse expediente nas reuniões. Filiou-se a ele. Faltava pouco menos de um ano para as eleições municipais e concorreria ao cargo de vereadora.

Neste ínterim, procurou saber das competências e atribuições dos prefeitos e vereadores. Sabia de cor os Regimento da Câmara Municipal e a Lei Orgânica do Município. Conhecia alguns bairros melhor do que o “Google Maps”. Cumpriu uma agenda de reuniões com os familiares e conhecidos da rua que a viram crescer. Tentou conectar suas ideias as que já estavam em práticas na cidade. Movimentava as redes sociais com frequência e tinha relativo sucesso nessa empreitada. Preparou-se o quanto pôde. Apesar de não ser religiosa, parecia uma missionária: “pregava” em todo tempo e lugar sobre política. Uma jovem aspirando emancipação!

Os meses se passaram, os desafios ficaram mais complexos e os problemas multiplicaram-se absurdamente. Ainda não podia dizer abertamente que era candidata. Ouvia rumores de algumas possíveis candidaturas de pessoas da sua região que poderiam lhe tirar os prováveis votos. Percebia a influência de políticos de outros bairros que nunca haviam ido ao seu território, salvo nos períodos eleitorais, e era sempre a mesma história. Os mesmos que reclamavam 4 anos da omissão dos políticos lá estavam apertando a mão e declarando apoio a eles. Inclusive, um desses políticos que se sentia dono de partido e tinha recursos financeiros, políticos e humanos ao seu dispor, tentou comprá-la, quer dizer, influenciá-la, mas ela não se vendia.

Muito sagaz, ela foi percebendo que o apoio à sua candidatura já não tinha mais tanto entusiasmo assim, principalmente entre os seus familiares. A coisa piorou quando ela explicou o que era nepotismo e falou abertamente num desses eventos de família que era explicitamente contra. Os olhares de alguns parentes se cruzavam com relativa perplexidade, mas ela nem percebia. Seus pais tentavam utilizar palavras mais suaves para contornar a situação perante a parentela e consolidar aqueles importantes eleitores, mas vinha a jovem e os desdizia, reafirmando a sua posição. Apesar disso, conseguia expor as suas ideias e projetos para a cidade e a maioria concordava com eles.

Começou a campanha eleitoral e as reuniões eram frequentes com os amigos e possíveis apoiadores. Expunha, apaixonadamente, os seus projetos para a cidade. Fazia questão de se apresentar como “aquela que iria fazer a diferença na Câmara Municipal”. Empolgava a muitos. Quando começava a falar que para indicar pessoas a um cargo em seu gabinete precisaria de competência e confiança, causava a mesma reação que ocorreu entre os familiares. Seu lema de campanha era: “não farei nada para você, mas com você!”. Tinha aversão aos populismos de qualquer vertente política.

Sentiu um certo esvaziamento a cada reunião, mas jamais esmorecia; era obstinada! Cria que talvez houvesse uma virada em algum momento na campanha. Além disso, surpreendeu-se com apoios inesperados de pessoas que nunca a tinha visto, mas que acreditavam em seus projetos. Uma surpresa ambígua, porque muitos familiares e amigos já apoiavam abertamente outros candidatos.

Andando pelas ruas, teve um choque de realidade com a população. Quer dizer, mais um! Não eram poucos os que pediam as coisas mais bizarras e estranhas. Dentadura, tinta de cabelo, marcação de consultas médicas, cadastro em programas governamentais… Ela começou a ter dificuldade de se relacionar com o povão. Parecia que, na sua campanha, estava escrito: “vagas de empregos”. Recebeu tantos currículos que já não tinha espaço em casa para arquivá-los.

Finalmente, chegou o dia da eleição e, por princípio, decidiu não panfletar e fazer boca de urna. Queria ser “a diferente” e assim foi até o último minuto. À noitinha, saiu o resultado das eleições municipais. Segundo turno para prefeito entre dois safados, segundo ela. Realmente não conseguia entender como eles foram os mais votados. Todavia, o pior ainda estava por vir. Recebeu um número de votação um pouco maior do que a metade de toda a sua família e quem nunca havia pisado no seu bairro acabou se elegendo com um número significativo de votos em seu território.

Escrito está no Grande Livro que “um abismo chama outro abismo”. A frustração veio com tudo de pior que se possa imaginar e continuou domingo, noite afora. Chorou copiosamente junto com seus pais buscando alguma explicação racional para aquela situação. Perguntava a si e a eles o que fizera de errado, mas não chegava a uma conclusão factível. Na manhã de segunda, incrivelmente todos haviam votado nela. E quando digo todos, falo de todos mesmos. Ninguém tinha coragem de lhe falar a verdade, mas tentavam confortá-la: “é assim mesmo”, “liga não, da próxima você consegue”. Essa e outras ladainhas de sempre. Os seus pais também tentaram consolá-la. Sua mãe, uma mulher muito sábia, trouxe uma revelação poderosa que trouxe certo alívio à jovem: “Filha… Fique assim não: coração de eleitor só quem conhece é a urna!”, disse ela.

Enfim… a jovem política passou 2 anos e meio sem se envolver com política. Ficara traumatizada, até que um daqueles políticos influenciadores bateu em seu portão oferecendo todo o apoio necessário. Após muitas conversas, ele mostrou a ela que era uma jovem que havia pecado por não conhecer o sistema. De repente, a jovem política era vista ao lado do político influenciador arranjando dentaduras, consultas, empreguinhos para os familiares e amigos nas secretarias e pagando para fazerem boca de urna com panfletagem no dia da eleição. Vocês não vão acreditar: a jovem política finalmente se elegeu!

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Faltando 1 ano para as eleições, ‘Não Sei’ e ‘Nenhum’ ganham com folga https://simsaogoncalo.com.br/faltando-1-ano-para-as-eleicoes-2020/ https://simsaogoncalo.com.br/faltando-1-ano-para-as-eleicoes-2020/#comments Sat, 12 Oct 2019 02:58:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7531 Faltando 12 meses para as eleições, é fato que não há nenhum cenário eleitoral pronto. Os candidatos ainda estão sentindo como será o novo jogo partidário, sem coligações. Talvez, em abril de 2020, tenhamos algumas indicações para, enfim, se decidirem. Por enquanto, a única certeza que temos é que caso José Luiz Nanci tente a […]

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Faltando 12 meses para as eleições, é fato que não há nenhum cenário eleitoral pronto. Os candidatos ainda estão sentindo como será o novo jogo partidário, sem coligações. Talvez, em abril de 2020, tenhamos algumas indicações para, enfim, se decidirem. Por enquanto, a única certeza que temos é que caso José Luiz Nanci tente a reeleição, ele terá grandes dificuldades, dada a rejeição existente até o momento.

Ainda sim, estou sendo cobrado por aquela pergunta que pus na pesquisa de opinião em julho de 2019. E ela diz o seguinte: “Para PREFEITO, qual desses nomes teria seu voto?”

Vale lembrar que esses números têm sérias distorções. Numa pesquisa eleitoral correta, os dados seriam tratados de acordo com as características da população, ou seja, escolaridade, idade, gênero, bairros e e assim vai. Entretanto, minha intenção ao perguntar não era ter uma noção da corrida eleitoral (até porque isso é muito volúvel). Eu a fiz para ter ideia de como pensavam as pessoas que curtiam o Matheus Graciano / SIM São Gonçalo. E tive algumas surpresas. Segue o gráfico:

Nenhum e Não Sei repetindo

É natural que os candidatos NÃO SEI e NENHUM estejam na frente nesse período. Ainda sim, é bom lembrar que nas últimas eleições, em 2016, os BRANCOS e NULOS somaram 24,64% do total. Esse valor representa 132.385 eleitores. Nanci e DeJorge tiveram, cada um, 82 mil votos para chegar no 2º turno.

Análises antecipadas sobre as Eleições 2020

Nas últimas 2 eleições, houve um fenômeno chamado Alcântara vs São Gonçalo. Ou seja, quando se mapeia os votos por distrito, há uma clara divisão. Nessa última, por exemplo, Nanci ganhava nos 4º e 5º distritos, enquanto Dejorge vencia nos outros. Em 2012, Mulim ganhou nos 1º, 2º e 3º com mais expressão, em cima de Konder.

Não lembro dos dados passados, de 1989 a 2008. Mas, pelos esforços do Dr. Charles em tornar Alcântara emancipada, nos anos 90, não duvido que este tenha ganho de Ezequiel tendo os votos de São Gonçalo, Monjolos e Ipiíba, em 2000.

Tendo esta informação sobre a diferença entre as duas São Gonçalos, vale ver os nomes e tentar encaixá-los nessa dinâmica.

Nomes como o de Salema, por exemplo, já foram substituídos pelo de Filippe Poubel, tendo o Coronel como um possível vice. Pelo PDT, Randal Farah já foi apresentado como outra possibilidade. Ambos os casos não estavam na lista, em julho/2019.

É isso. Façam suas apostas! Até porque, ainda há muita água pra rolar até o início do pleito de 2020.

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Reeleição cancelada em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/reeleicao-cancelada-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/reeleicao-cancelada-em-sao-goncalo/#comments Tue, 27 Aug 2019 05:07:43 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7450 Sim, reeleição cancelada em São Gonçalo. E não precisou de TRE, TSE, nem tribunal algum. Foi o povo mesmo que resolveu. O atual prefeito é a última vítima dessa lei popular e invisível. Com cerca de 86% de rejeição (segundo a Câmara de Vereadores), José Luiz Nanci provavelmente não será reeleito ao executivo municipal nas […]

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Sim, reeleição cancelada em São Gonçalo. E não precisou de TRE, TSE, nem tribunal algum. Foi o povo mesmo que resolveu. O atual prefeito é a última vítima dessa lei popular e invisível. Com cerca de 86% de rejeição (segundo a Câmara de Vereadores), José Luiz Nanci provavelmente não será reeleito ao executivo municipal nas próximas eleições em 2020. Repetindo uma sina que só a dama de vermelho, Aparecida Panisset, conseguiu romper.

Desde que foi aprovada a Lei da Reeleição, em 1997, apenas uma prefeita conseguiu se reeleger. Todos os outros falharam. Foram eles: Ezequiel (2000), Charles (2004), Mulim (2016) e, futuramente, Nanci (2020).

Aparecida Panisset, ex-prefeita (2005-2012). Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Panisset conseguiu uma proeza dupla, sendo eleita em 1º turno das duas vezes que se candidatou ao executivo (2004 e 2008). Ainda sim, podemos dizer também que a derrota do Konder em 2012, seu indicado, foi a derrocada do governo de situação que não reelegeu seu plano de poder.

E já dá pra dizer que Nanci não será reeleito?

O livro “A Cabeça do Eleitor” é repleto de exemplos sobre como acontecem as eleições, reeleições e eleições dos postes. As eleições são classificadas pelo autor como “de continuidade” e de “oposição”. E o indicador para se entender essa dinâmica é muito simples, ele se chama índice de aprovação/rejeição.

Índices acima de 51%, possível reeleição. Menor que 49%, indefinido. No caso de Nanci, com 86% faltando 1 ano para começar a campanha, diria que será bem difícil. E lembre-se que essas análises foram feitas para eleições municipais. Na nacional, com presidente, é outra história.

Neilton Mulim sendo levado preso após deúncias de corrupção na Prefeitura de São Gonçalo (2013-2016).

Reeleição cancelada é fruto de má gestão e falta de dinheiro

Independente de como Eliane Gabriel e José Luiz Nanci encontraram a prefeitura, é fato que muita coisa poderia ser feita se o perfil do casal fosse diferente. O que se vê de fora é a permissão das mesmas práticas de sempre. Loteamento das escolas, com indicação de diretores, dos postos de saúde para os vereadores, etc. Sem falar nos comentários de inchaço da máquina pública em algumas partes e falta de profissionais em outras, com uma farra de comissionados, e por aí vai.

Eliane Nanci, José Luiz Nanci e Ricardo Pericar em missa na Igreja Nossa Senhora das Graças (Porto Velho) para celebrar a vitória nas eleições municipais de 2016.

E por que é que isso dá tão errado? Simples: porque em São Gonçalo a renda é pequena e a demanda por serviços é grande. Porém, com tantas boas práticas de gestão e tecnologia disponível, não são necessários tantos gastos com pessoal. A não ser que essas pessoas sejam da base eleitoral dos mesmos vereadores que precisam empregar as pessoas que garantirão seus votos de 4 em 4 anos.

Para se ter uma ideia, em 2017, mais de 50% dos recursos foram gastos apenas com salários. E para uma cidade pobre como a nossa, isso é bastante! A seguir, o comparativo dos recebimentos de São Gonçalo, Niterói e Maricá vindos do governo federal em 2018. Os dados são do Portal da Transparência:

A) São Gonçalo: 363 milhões de reais para 1.077.687 habitantes;
B) Niterói: 1,51 bilhão de reais para 511.786 mil habitantes;
C) Maricá: 1,54 bilhão de reais para 157.789 mil habitantes

Com uma discrepância de valores, que ocorre especialmente por conta da divisão falha dos Royalties do petróleo, é possível compreender como uma cidade pode ser pobre ao lado de duas ricas.

Henry Charles, o Dr. Charles, governou de 2001-2004 e foi varrido da cidade.

E como melhorar?

A solução é odiada por boa parte dos políticos. Afinal, ela promete algo que seria óbvio em uma empresa: gestão. Redução dos gastos inúteis com replanejamento das funções dos servidores. Afinal, se a prefeitura continuar nesse ritmo, em breve se tornará uma mera gestora da folha salarial.

O resultado é o que vemos constantemente. Temos uma administração fraca, cujos resultados são sempre os mesmos: pouco ou nenhum dinheiro para os investimentos básicos, como iluminação, asfalto, saneamento, equipamentos de sinalização, entre outros serviços que toda cidade gere.

Se antes esse inchaço da máquina pública garantia uma eleição tranquila para si e seus aliados, o que hoje vemos é que apenas vereadores se beneficiam dessa mamata.

O motivo é que o número de votos necessários para uma reeleição de vereadores é baixo. O que significa que se um deles conseguir se apossar de uma secretaria, garante um polpudo salário de 12k em sua conta, mais os salários de seus apoiadores, que se tornam subsecretários e funcionários comissionados. Inclusive aquelas “lideranças” que mobilizam os bairros. Lembra daquelas pessoas que sempre sabem os atalhos para resolver algo especial na prefeitura? Então, são elas mesmas.

Porém, com meia-dúzia de carguinhos distribuídos e um legislativo que bate cerca de 94% de rejeição (segundo eles próprios numa sessão da Câmara em 21/08/2019), hoje é impossível para o alcaide disputar uma reeleição. Sem falar que é bem possível que ele queime toda sua carreira política dali em diante.

Edson Ezequiel de Matos
Edson Ezequiel conseguiu uma carreira política longeva após deixar a prefeitura derrotado em 2000. Dali em diante, só apoiou Graça Matos, sua esposa, que não conseguiu ir nem ao 2º turno nas 3 eleições seguintes (2004, 2008 e 2012).

O único caminho de um prefeito

Num momento como o atual, onde as esperanças estão abaixo do fundo do poço, precisamos de um prefeito que se imponha. Que não abra mão de carguinhos para agradar vereadores sem nível técnico, nem a partidos que pretendem manter seus partidários empregados.

Como já disse, não há muitas escolhas. Só uma prefeitura com folha de pagamento enxuta e muita criatividade conseguirá atrair investimentos para virar o jogo. Em casa que o dinheiro é curto, se economiza.

São Gonçalo ainda não encontrou seu caminho. E é bem possível que em 2020, novos candidatos apareçam, fazendo o mesmo esquema de loteamento de cargos nos núcleos de gerenciamento para gente sem qualificação. Repetindo os erros sem fim.

Alguns esquecem que quando Aparecida Panisset esteve prefeita foi um daqueles momentos de crescimento econômico brasileiro que dificilmente se repetirão. Tinha dinheiro para fazer um pouquinho e desviar bastante. Infelizmente.

Para os próximos prefeitos, fica o aviso: se não entrar com esse pensamento, jogará sua carreira política no lixo. Afinal, a reeleição está cancelada. E para reativá-la, há muito o que fazer.

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Como turbinar a Unidos do Porto da Pedra sem custos ao cofre municipal https://simsaogoncalo.com.br/impulsionando-unidos-do-porto-da-pedra/ https://simsaogoncalo.com.br/impulsionando-unidos-do-porto-da-pedra/#comments Thu, 07 Mar 2019 22:28:44 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7019 Por o Carnaval na rua não é fácil. Pelo contrário! De tempos em tempos, o maior produto cultural brasileiro é questionado. Mesmo tendo um forte impacto positivo na imagem do Brasil, ainda há quem duvide de seu potencial. Um desafio a mais para as escolas, como a nossa Unidos do Porto da Pedra. Em tempos […]

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Por o Carnaval na rua não é fácil. Pelo contrário! De tempos em tempos, o maior produto cultural brasileiro é questionado. Mesmo tendo um forte impacto positivo na imagem do Brasil, ainda há quem duvide de seu potencial. Um desafio a mais para as escolas, como a nossa Unidos do Porto da Pedra.

Em tempos de recessão, com razão, cada vez mais a população questiona o poder público sobre o dinheiro doado às escolas de samba. Afinal, diante de tantos mandos e desmandos dos contraventores que ainda dominam essas organizações, as dúvidas sobre a falta de transparência do retorno do dinheiro são óbvias.

Portal da Loucura da Porto da Pedra em 1997, no samba que conquistou o quinto lugar no grupo especial
Carro Abre Alas da Unidos do Porto da Pedra em 1997, ano que a escola conseguiu o 5º lugar no grupo especial, sua melhor colocação na história do carnaval.

Entretanto, seria possível usar os mecanismos legais para transformar uma escola de samba como a Porto da Pedra num sucesso cultural? Tenho certeza que sim. E mais, com a ajuda do poder público municipal. Só que dessa vez, a prefeitura não precisaria injetar nenhum real na agremiação.

Empresários, bicheiros e o carnaval

Entre o final dos anos 1990 e início dos anos 2000, com a forte profissionalização do carnaval, tivemos os primeiros ensaios sobre a entrada das empresas no ambiente do carnaval do Rio. A ideia geral era reduzir a participação dos bicheiros, que naquela época estavam com a imagem desgastada e contas devassadas por conta da ofensiva da justiça contra os mesmos.

Para ter uma ideia dos anos 90, esse vídeo do Castor de Andrade em 1993 reflete bem o período.

A Unidos do Porto da Pedra é um exemplo de escola que não teve o jogo do bicho como principal mecenas. A entrada do empresário Jorge Lambel foi o motor propulsor da Porto que conhecemos hoje. Entretanto, após o falecimento do patrono, em dezembro de 2000, inicia-se um período de declínio.

Com o mecenato da contravenção reduzido, os grêmios recreativos começam a ter de buscar recursos em outros lugares. Prefeituras, países e empresas entraram forte no radar, “sugerindo” temas para o desfile. Segundo a matéria da Folha de São Paulo, em 2000, José Carlos Monassa, patrono da Viradouro na época, dizia que “esse é um caminho “lamentável”, que a escola tem evitado, até pela opinião do carnavalesco Joãosinho Trinta, que dizia que “Isso leva a uma pobreza de enredos”.”

A Porto prossegue no grupo especial até ter sua trajetória interrompida em 2012. Justamente naquele ano, o carnaval patrocinado pela Danone tinha como tema o leite, com o título “Da Seiva Materna ao Equilíbrio da Vida”. Infelizmente, o desfile não agradou aos jurados, rebaixando a agremiação para ao grupo de Acesso, posição que se encontra até hoje, em 2019.

Mas, como mudar?

Unidos do Porto da Pedra, São Gonçalo e as Leis de Incentivo: uma parceria estratégica

Em 2019, a Mancha Verde ganhou o campeonato no carnaval de São Paulo pela 1ª vez. O feito supera a estética da avenida. A vitória reflete o sucesso administrativo da escola, que conseguiu captar R$3,4 milhões de reais através da Lei Rouanet com a Crefisa. A empresa é patrocinadora do clube de futebol Palmeiras, ligado à escola de samba. Em resumo, uma parceria que rendeu muitos frutos.

Mirando o exemplo paulista, fica a pergunta: por que São Gonçalo e a Porto da Pedra não se unem num projeto estratégico de longo prazo para captar recursos?

A proposta seria uma mobilização da prefeitura, identificando, conversando e dando suporte às empresas locais que desejassem apoiar o projeto do carnaval da Unidos do Porto da Pedra. Dentro da mesma proposta, obviamente, deveria conter outros elementos que pudessem auxiliar o carnaval local, somado aos projetos educacionais que formariam mão de obra qualificada para “o maior espetáculo da terra”.

Mesmo tendo a necessidade de ter parte do barracão na cidade do Rio, por conta dos carros alegóricos, há outras atividades, como a confecção de fantasias, que poderiam se manter na cidade.

Leis de incentivo injetando dinheiro na economia local

Em 2018, o Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), finalizaram um estudo avaliando o impacto da Lei Rouanet na economia brasileira. O resultado foi que a cada R$1 real investido, R$1,59 são retornados.

Na prática, reteríamos o dinheiro que vai “livre” para Brasília, girando a economia local, criando postos de trabalho, com um plano sólido de investimento na imagem da cidade. Algo que, por sua vez, pode atrair ainda mais negócios.

Sei que para que um projeto assim acontecer precisaremos de bons profissionais e muita vontade política de ambos os lados, tanto da escola quanto da prefeitura, para que tudo funcione e aconteça.

A prestação de contas é rigorosíssima quando se recebe verbas via leis de incentivo. Isso é muito positivo! A transparência das contas gera credibilidade. Um ótimo atrativo para o apoio das pessoas que desejam terminar com a farra do dinheiro público, e ainda sim ver o carnaval crescer como indústria cultural. Seja em São Gonçalo ou no estado do Rio de Janeiro.

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CPI dos Cemitérios mostraria a Nanci que prefeitura não é quintal de casa https://simsaogoncalo.com.br/cpi-dos-cemiterios-mostraria-aos-nanci/ https://simsaogoncalo.com.br/cpi-dos-cemiterios-mostraria-aos-nanci/#respond Fri, 28 Dec 2018 01:02:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6935 Dizem que a CPI dos Cemitérios morreu antes de nascer. Mas a investigação que corre no Ministério Público do RJ está longe de terminar. Enquanto os vereadores de oposição se esmeram para emplacar uma marca à essa legislatura, os da situação fingem que nada está acontecendo, cancelando a CPI em troca de algo que ainda […]

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Dizem que a CPI dos Cemitérios morreu antes de nascer. Mas a investigação que corre no Ministério Público do RJ está longe de terminar. Enquanto os vereadores de oposição se esmeram para emplacar uma marca à essa legislatura, os da situação fingem que nada está acontecendo, cancelando a CPI em troca de algo que ainda não sabemos. Nesse jogo, a única certeza que temos é a falta de TRANSPARÊNCIA do governo Nanci.

CPI dos cemitérios serviria para mostrar que prefeitura não é quintal de casa

Diante da denúncia que Eliane Nanci estaria embolsando o dinheiro dos enterros feitos no município, uma outra hipótese me veio à mente. Pessoalmente, não vejo muito sentido na família Nanci, com suas posses e história na cidade, embolsar o dinheiro dos cemitérios tão descaradamente. É possível que seja ingenuidade minha. Entretanto, enxergo um outro motivo: os Nanci acreditam que a prefeitura é o quintal de sua casa.

A metáfora é simples: no nosso quintal a gente faz o que quer, sem dar satisfações a ninguém. Afinal, na nossa casa quem manda somos nós. Porém, a prefeitura não é um bem privado. Pelo contrário. Ela pertence a mais de 1 milhão de pessoas.

Cemitério de São Gonçalo, no Camarão. Foto: Douglas Macedo

Mas o que realmente pode ter acontecido no caso dos cemitérios de São Gonçalo?

Como sabemos, a prefeitura de São Gonçalo é a mais pobre do estado do Rio de Janeiro, proporcionalmente. Isso significa que a renda per capita, ou seja, a renda total dividida pelo número de habitantes, é a menor do ERJ.

Minha hipótese é que os gestores do dinheiro público, nesse caso, os Nanci, aproveitaram o dinheiro dos enterros para pagar outras contas internas que estavam em déficit. Com o dinheiro vivo em mãos, essas operações seriam mais fáceis de resolver momentaneamente.

E é nesse momento que o erro aparece. A partir do momento que não há transparência sobre a origem e o destino do dinheiro público gerido, abre-se a prerrogativa da dúvida. Inclusive, acusando-os de desvios, ou melhor, de roubo mesmo.

A falta de transparência desse governo já se fez presente em um outro momento, quando o prefeito concedeu a gestão do Pronto Socorro Central a uma OS (Organização Social). Lembro de ver uma sessão onde os vereadores discutiam sobre pedidos simples para ver o novo contrato e as contas dessa transação. Algo óbvio que a prefeitura se negava a fazer.

No início do mandato (2017-2020), alguns vereadores mais antigos da casa comentaram que a primeira dama estava querendo gerir a prefeitura como sua empresa, a Bisturi. Porém, era preciso lembrar que agora ela estava no comando do executivo de um município. Concordo que devemos ter uma gestão profissional nos órgãos públicos, como acontece nas boas empresas privadas. Porém, manejar dinheiro público sem a responsabilidade de prestar contas imediatas à população, de forma clara e aberta, cheira a má fé, gerando as acusações de embolsos indevidos.

Eliane Nanci diz que são intrigas políticas. Mas também não vem à público para explicar com detalhes. Do outro lado, vereadores pressionam via mídia e MP-RJ para que as investigações sobre os possíveis desvios de verbas dos cemitérios dêem explicações plausíveis e convincentes.

Enquanto isso, o descaso com os cemitérios continua. Sem previsão de melhora.

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Os 17 pedidos dos vereadores ao governador do Rio de Janeiro https://simsaogoncalo.com.br/os-17-pedidos-dos-vereadores-ao-governador-do-rio-de-janeiro/ https://simsaogoncalo.com.br/os-17-pedidos-dos-vereadores-ao-governador-do-rio-de-janeiro/#comments Thu, 01 Nov 2018 12:31:58 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6870 Como sabemos, São Gonçalo não elegeu nenhum deputado estadual. Sendo assim, nossa representação na Alerj foi reduzida a zero. Em busca de alguma visibilidade, eis que na sessão do dia 30 de outubro, por iniciativa do vereador José Carlos Vicente (PSL), foram apresentados os 17 pedidos da câmara gonçalense ao novo governador, Wilson Witzel. A seguir, […]

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Como sabemos, São Gonçalo não elegeu nenhum deputado estadual. Sendo assim, nossa representação na Alerj foi reduzida a zero. Em busca de alguma visibilidade, eis que na sessão do dia 30 de outubro, por iniciativa do vereador José Carlos Vicente (PSL), foram apresentados os 17 pedidos da câmara gonçalense ao novo governador, Wilson Witzel.

A seguir, confira a lista de pontos listados pelos legisladores municipais:

  1. Estudo para melhorar o repasse dos royalties do petróleo para São Gonçalo;
  2. Atenção à segurança, pois nossa cidade é uma das mais violentas do Rio;
  3. Reinício das obras do Hospital da Mulher no Colubandê;
  4. Construção de uma rodoviária intermunicipal, algo simples e que boa parte das cidades pequenas possuem;
  5. Reforma e manutenção do Piscinão do Boa Vista;
  6. Construção da Hidroviária do Gradim;
  7. Revitalização da orla, no trecho do Barreto ao Gradim;
  8. Apoio da Secretaria Estadual de Cultura para abertura do Teatro Municipal, finalizado em 2016 e não inaugurado até hoje, em 2018;
  9. Manutenção e conservação das RJ que dão acesso à cidade – mais especificamente as RJ 104 (Niterói – Manilha) e RJ 106 (São Gonçalo – Maricá);
  10. Mergulhão ligando o Coelho ao Jardim Catarina, afim de demolir o viaduto do Alcântara;
  11. Construção do Hospital do Câncer;
  12. Criação de novas escolas técnicas;
  13. Reabertura do Rio Poupa Tempo no Shopping São Gonçalo;
  14. Volta do Programa Asfalto na Porta;
  15. Incentivo para atração de indústrias, gerando empregos, para deixarmos de sermos conhecidos como “Cidade Dormitório“;
  16. Reinício das obras do PSAM (Programa de Saneamento Ambiental);
  17. Manutenção da Escola Técnica Nata.

Esperamos que os apontamentos cheguem ao governador e sua equipe. Afinal, São Gonçalo foi responsável por 274.054 votos, cerca de 6% dos 4.675.355 votos recebidos pelo futuro líder do executivo fluminense.

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São Gonçalo vota na renovação em mais uma eleição https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-vota-na-renovacao-em-mais-uma-eleicao/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-vota-na-renovacao-em-mais-uma-eleicao/#respond Tue, 30 Oct 2018 14:33:17 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6859 Mesmo sem representação efetiva no Congresso e na Alerj, São Gonçalo se mostra renovadora mais uma vez. Nossa 16ª maior cidade do Brasil deu 307.577 votos ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), o que corresponde a 67,35% dos votos válidos. Já Fernando Haddad (PT) recebeu 32,65% dos sufrágios dados pelos 149.075 eleitores. Assim se confirmou […]

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Mesmo sem representação efetiva no Congresso e na Alerj, São Gonçalo se mostra renovadora mais uma vez. Nossa 16ª maior cidade do Brasil deu 307.577 votos ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), o que corresponde a 67,35% dos votos válidos. Já Fernando Haddad (PT) recebeu 32,65% dos sufrágios dados pelos 149.075 eleitores. Assim se confirmou a vitória do candidato que se mostrou oposição ao sistema atual.

Fonte: Digulga TSE / 2º turno 2018

Jair Bolsonaro vota no Rio de Janeiro
Jair Bolsonaro vota no Rio de Janeiro Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

Já no Governo do Estado, o estreante Wilson Witzel recebeu votação similar na cidade. Surpresa nas urnas, Witzel confirmou uma tendência já apontada por aqui, sobre esse ser o momento perfeito para a eleição de um governante Gonçalense. O eleito recebeu 274.054 votos, ante os 141.227 sufrágios recebidos pelo ex-prefeito do Rio (2009–2016), Eduardo Paes.

Wilson Witzel eleito novo governador do Rio de Janeiro

O cenário eleitoral de 2018 revelou eleitores mais “renovadores” nos pleitos executivos e legislativos. Mas isso não é novidade em São Gonçalo. Afinal, essa tradição de renovação no executivo não é recente por aqui.

Wilson Witzel (PSC) eleito governador do RJ
Wilson Witzel em caminhada no Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Agência Brasil

Renovação no executivo não é novidade por aqui

Nas eleições para prefeitura de São Gonçalo, as viradas e não reeleições são comuns. O que confirma a tendência dos votos gonçalenses nos candidatos que se apresentaram “anti-sistema” este ano.

No retrospecto dos últimos 18 anos, o ponto fora da curva é a eleição de 2008, com Aparecida Panisset sendo reeleita em 1º turno. Antes disso, as eleições de 1989 (primeira vigorando a Nova Constituição) a 1996 foram dominadas pelo PDT, com Ezequiel Matos (89), João Bravo (92) e Ezequiel novamente (96). Confira o histórico:

Eleições 2000: Dr. Charles ganhou de Ezequiel Mattos, prefeito em exercício que tentava reeleição;

Eleições 2004: A deputada estadual Aparecida Panisset ganha do prefeito Dr. Charles, impedindo a reeleição do mesmo.

Eleições 2008: O pleito diferente. Aparecida Panisset é reeleita em 1º turno;

Eleiçoes 2012: o candidato Adolfo Konder, apoiado por Panisset, após ter ganho o 1º turno com 42% dos votos, toma uma virada no 2º turno do deputado federal Neilton Mulim.

Eleições 2016: Neilton Mulim tenta a reeleição, mas chega em 3º lugar, sendo superado por dois outros candidatos que vão ao segundo turno. O resultado foi a vitória do deputado estadual José Luiz Nanci à prefeitura gonçalense.

Por este histórico, não é preciso dizer que São Gonçalo fará mais uma eleição cheia de surpresas em 2020. A cidade que já vota pró-renovação há tempos, talvez fique ainda mais embalada pela eleição 2018. Mas agora, além da renovação no executivo, o mais esperado é que o legislativo também seja passado a limpo.

É aguardar para ver.

 

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Petróleo em alta ajudará na popularidade do próximo governador do Rio https://simsaogoncalo.com.br/petroleo-em-alta-ajudara-na-popularidade-do-proximo-governador-do-rio/ https://simsaogoncalo.com.br/petroleo-em-alta-ajudara-na-popularidade-do-proximo-governador-do-rio/#respond Wed, 26 Sep 2018 20:57:50 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6805 As notícias de setembro/2018 revelaram um cenário animador para o Rio de Janeiro. Pelo menos, financeiramente. O petróleo voltou a estar em alta. Após a movimentação dos árabes, somado ao imbróglio do embargo do Irã pelos EUA, o líquido preto que lubrifica as relações mundiais volta a se valorizar. Leia também: Governador de São Gonçalo […]

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As notícias de setembro/2018 revelaram um cenário animador para o Rio de Janeiro. Pelo menos, financeiramente. O petróleo voltou a estar em alta. Após a movimentação dos árabes, somado ao imbróglio do embargo do Irã pelos EUA, o líquido preto que lubrifica as relações mundiais volta a se valorizar.

Leia também: Governador de São Gonçalo e Niterói – Uma Oportunidade Perdida

Depois da greve dos caminhoneiros, os aumentos no diesel preocupam. Afinal, ninguém quer uma nova paralisação. Entretanto, é natural que haja variação dos valores nos combustíveis. Com o agravante do petróleo ser cotado em dólar, que anda bem valorizado frente o nosso real.

Greve dos Caminhoneiros em Maio de 2018
Protesto em refinaria de Duque de Caxias, no Rio. Maio/2018. Foto: BCC Brasil

Porém… o Rio de Janeiro se anima.

Nosso estado tem se tornado dependente dos royalties, aquele dinheiro advindo da extração e produção. E com a alta nos preços, voltamos a ter alguma esperança de ver o dinheiro entrando. Consequentemente, vamos maquiando nossa gastança com as contas públicas desequilibradas.

Mas há alguém que talvez se beneficie bem desse cenário: nosso próximo governador.

Petróleo em alta ajuda na sensação de “bom governo”

Austeridade não uma palavra muito querida entre governos brasileiros. Afinal, como acreditam alguns políticos, “bom governo” se faz com gastos, não com contenção de despesas.

O estado brasileiro é altamente influente na vida das pessoas. E não estamos falando de bem-estar social, políticas de melhoria da educação, saúde e segurança. Estamos falando é de salários mesmo. Especialmente de obras públicas com empregos temporários e cargos comissionados, somados aos diversos pensionistas e servidores públicos.

Um governo com caixa cheio, é um governo feliz. Mesmo que essa grana venha de um produto tão finito e de preços tão instáveis, como o petróleo. Entretanto, ajuda a dar aumentos aos servidores, promover novos concursos e ajudar municípios nas políticas básicas de asfaltamento.

No governo Sérgio Cabral, o petróleo bateu recorde de preços. Os royalties inundaram o estado, ajudando ao governador, hoje um presidiário, ser reeleito ainda em primeiro turno para seu 2ª mandato.

E no próximo quadriênio, será que veremos o mesmo efeito?

Seja quem for o próximo governador, é possível que muitas dessas coisas que acontecem lá na península arábica afetem diretamente a imagem do gestor aqui, em terras fluminenses.

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Marina Silva estreia o RODO VIVA: debate com candidatos em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/rodo-viva-marina-silva-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/rodo-viva-marina-silva-sao-goncalo/#respond Sun, 02 Sep 2018 00:35:07 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6749 A campanha eleitoral de 2018 começou. Sem dúvidas, essa é uma das eleições mais importantes dos últimos tempos. Afinal, é o primeiro pleito nacional efetivamente afetado pelas implicações da Lava-Jato. E nesse momento de reestruturação nacional, com crises de todos os tipos, surge o Rodo Viva, um evento criado em São Gonçalo, para discutir a […]

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A campanha eleitoral de 2018 começou. Sem dúvidas, essa é uma das eleições mais importantes dos últimos tempos. Afinal, é o primeiro pleito nacional efetivamente afetado pelas implicações da Lava-Jato. E nesse momento de reestruturação nacional, com crises de todos os tipos, surge o Rodo Viva, um evento criado em São Gonçalo, para discutir a região com os candidatos a governador e presidente. E a primeira convidada foi a presidenciável Marina Silva.

Criado por iniciativa de Romário Regis, Renan Ferreirinha e Marcelle Persant, o evento se inspirou no programa de entrevistas “Roda Viva”, da TV Brasil. A ideia foi usar o nome do nosso bairro central, o Rodo, como centro das discussões dessa nova São Gonçalo que insiste em se reerguer.

Rodo Viva – com Marina Silva

Também participaram da roda de conversas o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, o candidato a senador, Miro Teixeira, e o editor do blog A Política do RJ, Claudionei Abreu. No vídeo a seguir, Claudionei indaga Marina Silva sobre o que o plano de governo da candidata pensa para os jovens, especialmente aqueles que vivem no dilema entre trabalhar e estudar.

São Gonçalo precisa voltar à participar da política nacional

Com cerca de 17 milhões de pessoas, Rio de Janeiro é o 3º estado mais populoso do Brasil. Além da capital, São Gonçalo é a única cidade que ultrapassa a marca de 1 milhão de pessoas na região, tornando-se a 16ª maior cidade do Brasil.

Ainda sim, por conta de uma curta visão dos atuais governantes, a cidade parou no tempo. Mesmo estando a 35 minutos do Galeão, um dos aeroportos internacionais mais importantes da América Latina, o município se comporta como uma cidade do interior.

A crise atual é um momento de oportunidades. E uma delas é a de trazer São Gonçalo novamente à mesa de discussões sobre políticas públicas brasileiras.

Nossa expectativa é que o Rodo Viva atraia candidatos como Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e João Amoedo ao centro do nosso Rodo, para que novas propostas sejam ouvidas e debatidas por todos nós.

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Nem a morte livra o gonçalense do sofrimento https://simsaogoncalo.com.br/nem-a-morte-livra-o-goncalense-do-sofrimento/ https://simsaogoncalo.com.br/nem-a-morte-livra-o-goncalense-do-sofrimento/#respond Wed, 27 Jun 2018 10:20:29 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6672 O morador da cidade de São Gonçalo, em geral, leva uma vida difícil. As condições da maternidade pública são as mesmas de qualquer unidade de saúde pública brasileira, ruins. Quase não existe incentivo à educação durante a infância e a adolescência. A juventude é vivida sem propósito nas ruas, ameaçada pelo crime e pelas drogas. E […]

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O morador da cidade de São Gonçalo, em geral, leva uma vida difícil. As condições da maternidade pública são as mesmas de qualquer unidade de saúde pública brasileira, ruins. Quase não existe incentivo à educação durante a infância e a adolescência. A juventude é vivida sem propósito nas ruas, ameaçada pelo crime e pelas drogas. E o restante da vida é marcado por instabilidade profissional e dificuldades financeiras.

Quando a morte chega, o sofrimento continua, não há descanso. O gonçalense leva até 5 dias pra ser enterrado em um cemitério abandonado, tomado pelo mato e pelo lixo, em covas tão rasas que frequentemente os restos mortais de outras pessoas estão expostos ao lado. Caso queira condições fúnebres melhores, a família do falecido, tão pobre quanto ele, precisa gastar suas economias pagando propina.

De acordo com a denúncia de uma ex-funcionária da Prefeitura que coordenava os cemitérios municipais e inúmeros relatos nas redes sociais, denúncia que motivou uma audiência pública na Câmara Municipal, quanto maior o desespero e a urgência para enterrar um parente ou amigo, mais caro será o suborno pago à funerária, ou a algum intermediário do Governo Nanci, e depois repassado à Prefeitura. A propina para agilizar um enterro ficaria entre R$ 1 mil e R$ 3 mil. Algo cruel até para os padrões de corrupção e criminalidade de São Gonçalo, cidade onde a Justiça e a liberdade de imprensa já sofreram ataques de bandidos.

Requerida pelo vereador Sandro Almeida, a audiência pública resultou em tentativa de abertura de CPI que só não foi possível porque os vereadores Professor Galo (PPS), Natan (PSB) e Cacau (PRTB) assinaram o documento de abertura e depois retiraram suas assinaturas (Jornal Extra).

Vereadores indecisos a respeito da função para a qual foram eleitos fazem parte da origem do sofrimento gonçalense. Diante de uma denúncia grave levada à Câmara e à imprensa, e da situação calamitosa vista nos cemitérios, nada mais racional do que instaurar uma comissão parlamentar para investigar o caso. Só 9 vereadores, de um total de 27, pensam assim.

Oficialmente a Prefeitura disse que a gestão dos quatro cemitérios municipais, São Miguel, São Gonçalo, Pacheco e Ipiíba, está se recuperando de problemas herdados dos governos anteriores, não há desvio de dinheiro e as contas do setor estão no azul. A posição da Prefeitura não encontra amparo na realidade. Há relatos de desaparecimento de ossadas. Equipes de reportagem filmaram restos mortais dentro de sacolas plásticas de supermercado, sem identificação. Após a morte, pra completar seu sofrimento, o passado do gonçalense é apagado e ele deixa de existir.

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Vereadores parecem não acompanhar a Operação Lava Jato https://simsaogoncalo.com.br/vereadores-parecem-desconhecer-lava-jato/ https://simsaogoncalo.com.br/vereadores-parecem-desconhecer-lava-jato/#comments Mon, 21 May 2018 17:46:06 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6597 Estou assistindo às sessões da Câmara de Vereadores de São Gonçalo nos últimos tempos. Em momentos de baixa arrecadação, não dá para ver São Gonçalo indo para o buraco rapidamente sem falar nada. Alguns vereadores parecem não entender nem ao menos o motivo de estarem ali. É preciso conferir o que o legislativo problemático está fazendo com cada […]

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Estou assistindo às sessões da Câmara de Vereadores de São Gonçalo nos últimos tempos. Em momentos de baixa arrecadação, não dá para ver São Gonçalo indo para o buraco rapidamente sem falar nada. Alguns vereadores parecem não entender nem ao menos o motivo de estarem ali.

É preciso conferir o que o legislativo problemático está fazendo com cada centavo que pagamos todo dia.

E depois dessa sessão aqui (link), fica a questão, será que eles sabem realmente o que é fiscalizar o executivo?

Alguns vereadores parecem não fazer ideia do que é fiscalizar

Uma das últimas polêmicas do governo José Luis Nanci é a questão das OS (Organizações Sociais), que são empresas contratadas pelo poder executivo para gerenciar os equipamentos públicos. Atualmente, a grande questão é a OS contratada para gerir a saúde.

Basicamente, a prefeitura contratou a empresa, mas não divulgou os dados. A ponto de nem mesmo os vereadores terem acesso a isso. E no momento da câmara votar um requerimento, ou seja, um pedido para ver as contas, teve vereador se negando a fazê-lo.

Um vereador em especial, disse que pedir para ver as contas do contrato é “fazer um teatro”, insinuando que não é necessário fazê-lo. E complementou dizendo que ele já fiscaliza bastante, indo aos postos de saúde para ver se há insumos e se os profissionais estão trabalhando.

Resumindo: para alguns dos geniais vereadores, ver as contas do município tanto faz. Parece que não acompanham os processos da Operação Lava Jato.

Na famosa operação da Polícia Federal, o mais importante, justamente, são as contas. Especialmente os contratos fraudulentos, onde se compra três produtos, pagando por dez. Onde se contrata uma empresa para fazer um serviço, mas pagando o valor de cinco.

E ainda tem vereador achando que fiscalizar é só ir ao postinho para ver se aqueles para quem eles arrumaram um emprego estão trabalhando bonitinho lá.

Superfaturamento, sobrepreço, esquemas de licitação? “Ah, quem quer saber disso?” Pensam alguns vereadores.

Em pleno 2018, pode anotar: quando o Governo Nanci acabar em 2020, veremos mais vereadores e outros do executivo de São Gonçalo envolvidos em Operações da Polícia Federal.

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Moção de aprausos para os vereador tudo ganhando 15 mil sem pobrema https://simsaogoncalo.com.br/mocao-de-aprausos-para-os-vereador/ https://simsaogoncalo.com.br/mocao-de-aprausos-para-os-vereador/#comments Fri, 18 May 2018 14:35:37 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6582 Sabemos que a educação de nosso povo é deficiente. E é uma tristeza ver que isso segrega a população brasileira em castas tão distintas. Entretanto, o nosso povo humilde, apesar da pouca instrução, merece que seus eleitos se esforcem num melhoramento educacional após chegarem ao poder. Mas não é o que acontece. Um caso claro […]

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Sabemos que a educação de nosso povo é deficiente. E é uma tristeza ver que isso segrega a população brasileira em castas tão distintas. Entretanto, o nosso povo humilde, apesar da pouca instrução, merece que seus eleitos se esforcem num melhoramento educacional após chegarem ao poder. Mas não é o que acontece. Um caso claro e incômodo é o legislativo gonçalense.

Diferente da maioria do povo, que ganha apenas 1 salário mínimo para trabalhar durante 8 horas por dia (quando há emprego), sem falar do tempo perdido no péssimo transporte, nossos vereadores ganham 15 mil reais e tem bastante tempo ocioso em sessões inócuas. Sem falar naqueles que nem sempre comparecem às sessões. Apesar dessas facilidades, insistem em não aprender o básico da língua portuguesa. Resultado: as sessões da câmara são um show de horrores linguísticos, recheado de ‘pobremas’ e ‘pubricações’ para todos os lados.

Moção de aprausos pros vereador tudo

Se alguns desses vereadores (ou postulantes ao cargo) conseguissem ler este texto por completo, certamente iriam usar sua “origem popular” para justificar a quantidade de erros linguísticos e dificuldades de formular ideias concisas. Mas essa conversa é velha em 2018. Afinal, esse argumento clássico já foi usado até por por ex-presidente, que falava errado em público para se aproximar de seus eleitores, insistindo na pauta que ele era assim porque “é do povo”.

Para mim, aliás, isso é um deboche, um desrespeito com as pessoas, além de ser um preconceito achar que todas as pessoas ao serem “do povo, ou seja, pobres, falem da forma A ou B. Aliás, conheço muita gente pobre que fala melhor que 50% da Câmara de Vereadores de São Gonçalo.

Com o tempo que se tem e o dinheiro que se ganha – repetindo: são 15 mil reais mensais – é inadmissível que não se invista em uma fonoaudióloga, professora de português ou outra profissional que os ajudem a falar melhor. Se as ferramentas mais usadas no legislativo são a fala e a escrita (se é que alguns sabem escrever), porque não melhorar sua ferramenta de trabalho?

No mercado de trabalho formal, seríamos demitidos.

Certamente, as pessoas que os elegeram não se incomodariam com a melhora na pronúncia de nossa língua. Se esforçar em falar melhor não prejudica. Na verdade, só elevaria a autoestima gonçalense, tão em baixa nos últimos tempos.

Falar errado num cargo eletivo é um desrespeito com a população

Se fôssemos um município do interior brasileiro, distante das principais capitais do Brasil, até entenderíamos a falta de acesso à educação. Mas não! Somos parte da 3ª megalópole da América Latina. Ainda sim, damos espaço a isso.

Logicamente, os poucos vereadores que tem qualificação logo são apontados como futuros prefeitos ou postulantes a cargos melhores. São flores no deserto que, vez ou outra, nem ao mesmo conseguem entender o que seus colegas estão falando, dada a dificuldade destes em se expressarem.

Para estes vereadores de melhor nível, é notável a paciência que eles têm ao se manterem ali. A câmara legislativa de São Gonçalo é um purgatório para os melhores quadros da política regional.

Dentre as várias discussões que acontecem, poucas se aproximam de projetos efetivos. Nos resta pedir aos mesmos que respeitem a cidade, trabalhando também em seu próprio melhoramento fonético e intelectual. Afinal, ganhar mais que 99% da população de seu Estado não é algo trivial. Muito menos brincadeira.

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Governador de São Gonçalo e Niterói – uma oportunidade perdida https://simsaogoncalo.com.br/governador-sao-goncalo-niteroi-oportunidade-perdida/ https://simsaogoncalo.com.br/governador-sao-goncalo-niteroi-oportunidade-perdida/#comments Tue, 08 May 2018 03:05:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6117 É normal que acreditemos na melhora de São Gonçalo. Afinal, a esperança é a última que se esvai. Porém, mais uma vez, perdemos uma oportunidade de ouro: a de fazer um governador vindo do Leste Fluminense. Os momentos turbulentos são ideais para o surgimento do novo. E aqui no estado do Rio de Janeiro não […]

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É normal que acreditemos na melhora de São Gonçalo. Afinal, a esperança é a última que se esvai. Porém, mais uma vez, perdemos uma oportunidade de ouro: a de fazer um governador vindo do Leste Fluminense.

Os momentos turbulentos são ideais para o surgimento do novo. E aqui no estado do Rio de Janeiro não é diferente. As eleições de 2018 estão batendo à porta. E com o campeão de votos Eduardo Paes inelegível, uma porta se abriu. Porém, mesmo sem o prefeito olímpico, não vemos candidatos florescerem como bons nomes.

E quando falamos em políticos do leste fluminense, o cenário é terrível. Com excessão das tentativas de Jorge Roberto Silveira, só tivemos políticos provincianos. Daqueles bem típicos, que falam errado, tem instrução deficiente e tem como maior desejo serem deputados federais.

Geremias Fontes: o último da lista

Até 1974, como você deve saber, tínhamos uma divisão territorial e política esquizofrênica. O estado do Rio de Janeiro, tinha Niterói como capital e era todo o atual estado. Já a cidade do Rio era uma cidade-estado, que se chamava Rio de Janeiro como cidade, mas seu estado era chamado de Guanabara. Sem falar que também era o distrito federal, ou seja, a capital do Brasil até 1960.

Se você acha isso fácil de explicar para uma criança de 6 anos, vá em frente.

Pois bem. Em 1966, um governador gonçalense esteve no cargo neste. Naquele momento, nem a ponte Rio-Niterói ainda tinha sido inaugurada. Após o golpe militar de 1964, Geremias Fontes foi eleito indiretamente para ocupar o cargo de governador fluminense. Não teve voto popular, que naquela época de ditadura era o que menos importava. Resumo: Geremias cumpriu seu mandato entre 31 de janeiro de 1967 e 31 de março de 1971.

Das coisas concretas na cidade que existem ainda dessa época, temos a fundação da Praça dos Ex-Combatentes (vale ler mais sobre ela no link) e a construção da Central de Abastecimento, o CEASA, no Colubandê. Sem falar nos auxílios que o governantes locais certamente tiveram ele como um facilitador.

Governador de São Gonçalo?

Hoje, em 2018, sem chances. O cenário é de terra arrasada. Até mesmo a prefeita popular, que mais teve dinheiro em caixa e oportunidades nas últimas décadas, preferiu governar com uma gangue, de forma populista. A cidade se deteriorou e perdemos boa parte da mão de obra qualificada que ainda existia na cidade.

Esqueçam os governos executivos gonçalenses. Eles são apenas controladores de folha de pagamento, que transformam uma parte das vagas em cabides de emprego, que são refletidos em votos nas eleições locais.

Para mudar um pouquinho, só com intervenções a nível estadual. Mas do jeito que está, os próximos governadores só sairão dos governos da capital.

Resumindo: serão mais 20 anos jogados no lixo.

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Políticos de São Gonçalo só se mexem pra pedir voto, tirar selfie e comer churrasco https://simsaogoncalo.com.br/politicos-de-sao-goncalo-so-se-mexem-pra-pedir-voto-tirar-selfie-e-comer-churrasco/ https://simsaogoncalo.com.br/politicos-de-sao-goncalo-so-se-mexem-pra-pedir-voto-tirar-selfie-e-comer-churrasco/#comments Fri, 30 Mar 2018 09:53:19 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6455 A seis meses das Eleições, a política de São Gonçalo está paradona, como na maior parte do tempo. Falo da Política que constrói uma civilização. Acordos políticos entre bandidos e ignorantes acontecem o ano inteiro. A Câmara Municipal e a Prefeitura se movimentam, excepcionalmente, pra tirar selfie com Dejorge Patrício e comer o churrasco de […]

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A seis meses das Eleições, a política de São Gonçalo está paradona, como na maior parte do tempo. Falo da Política que constrói uma civilização. Acordos políticos entre bandidos e ignorantes acontecem o ano inteiro. A Câmara Municipal e a Prefeitura se movimentam, excepcionalmente, pra tirar selfie com Dejorge Patrício e comer o churrasco de Altineu Côrtes quando esses deputados federais aparecem na cidade.

Dá uma olhada em volta, tudo parado. Passam dois assaltantes correndo de moto, aí percebemos movimento. Depois você olha pra dentro da delegacia e vê as vítimas paradas numa fila pra registrar ocorrência.

O camelô parou na calçada e até no asfalto, em Alcântara, e não saiu mais de lá. Com uma política como a nossa, que não apoia soluções econômicas, o coitado do camelô não tem culpa. O mendigo fica deitado embaixo da marquise, os engarrafamentos são cada vez maiores.

Na última eleição, em 2016, a cidade andou. Andou pra trás. O jeito do prefeito Nanci caminhar mostra bem o estado de espírito político gonçalense. Ele se desloca inclinado pro lado, vagaroso, se arrastando.

Após a eleição de um novo prefeito, parece que a cidade se mexe mas na verdade está imóvel. Ocorre a mesma ilusão quando estamos parados no trânsito e um veículo maior se movimenta ao lado. Quem andou foi Maricá, em qualidade de vida, Niterói, em mobilidade urbana. São Gonçalo estagnou.

O povo sai do trabalho, entra em casa e nem parece que 1 milhão de pessoas vivem juntas porque elas não se veem. As cidades se desenvolvem a partir dos espaços públicos. São Gonçalo tem espaços públicos menores e menos respeitados do que uma cidade de 2 mil habitantes do abandonado sertão nordestino.

Não podemos negar que alguns eventos culturais, como o festival de pipas no Clube Mauá, mobilizam a população. A festa de Iemanjá, o tapete de Corpus Christi e reclamar dela no Facebook, como faço agora.

Até me empolguei, confesso, com a explosão das hamburguerias artesanais, dos “barbeiros chiques”, como diz meu filho, e de eventos lotados de food trucks na praça Zé Garoto. Pensei que a cidade estivesse gerando empregos e avançando. Então vi, na mesma praça, no meio das cervejas artesanais vendidas a R$ 15, um menino sozinho, mal vestido, provavelmente com fome e sem um real no bolso, olhando aquela riqueza. São Gonçalo parou de novo.

Quando Dejorge aparece em público, nosso deputado federal superstar, a política gonçalense vai atrás dele. Vereadores que não conhecem o sentido das comissões onde trabalham levantam a bunda da cadeira e correm pra aparecer na foto.

Quando Altineu faz um churrasco na fazenda, a casta que habita a Prefeitura desperta, como uma múmia que dormiu por mil anos, e anda cambaleante em direção ao cheiro da carne assada. Lambe os beiços e respira por algumas horas o ar puro de Santa Isabel.

Removam da política os papagaios que tiram foto com Dejorge e os puxa-sacos que concedem a Altineu títulos de benemérito. Os famintos por churrasco. São dezenas em cada grupo, dezenas que só agem em benefício próprio, ninguém ganhando menos de R$ 9 mil. Nanci ficaria na porta da Prefeitura pra dar bom-dia pra quem passa na calçada (a simpatia é a maior qualidade do nosso prefeito) e deixem São Gonçalo andar pra frente.

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Políticos trocam lâmpadas nos postes por votos nas urnas em 2018 https://simsaogoncalo.com.br/politicos-trocam-lampadas/ https://simsaogoncalo.com.br/politicos-trocam-lampadas/#comments Tue, 06 Mar 2018 05:08:28 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6402 Em São Gonçalo e em todo Brasil, políticos trocam lâmpadas nos postes, luzes dos semáforos, calçam ruas e pintam meio-fio como se isso fosse um favor. Não é incomum vê-los mostrando o trabalho feito como se fosse obra deles. Penso que seria mais ético apresentar as melhorias feitas à população creditando a gestão na prefeitura […]

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Em São Gonçalo e em todo Brasil, políticos trocam lâmpadas nos postes, luzes dos semáforos, calçam ruas e pintam meio-fio como se isso fosse um favor. Não é incomum vê-los mostrando o trabalho feito como se fosse obra deles.

Penso que seria mais ético apresentar as melhorias feitas à população creditando a gestão na prefeitura ou no órgão correspondente, em primeiro lugar. Aliás, gestão é o legado mais importante. Mas o que acontece com frequência é que põem suas próprias carreiras à frente do serviço que tem obrigação de fazer. E o “eu fiz” fica parecendo um grande favor.

Infelizmente, para o cidadão médio, é difícil compreender isso.

É nessa linha sutil de “o que fiz” ante “o que fizemos para melhorar o sistema de gestão” que mora o nosso conhecido clientelismo. Essa prática é uma praga que transforma serviços públicos em favores. Futuramente, serão cobrados e trocados por votos.

Aliás, se você tiver mais um tempinho, confira essa publicação sobre o Coronelismo Gonçalense.

Políticos trocam lâmpadas por votos em São Gonçalo
O serviço de iluminação pública em São Gonçalo tentando recuperar o tempo perdido, após as 2 últimas administrações terem dilapidado a verba destinada ao serviço. Fonte: Ascom / Prefeitura

Prefeitura ou Políticos trocam lâmpadas?

Na minha rua, há uma esquina com 3 lâmpadas queimadas. A equipe foi até a rua, trocou uma e deixou as outras 2 apagadas. Após semanas, a que consertaram está novamente apagada.

No mundo, a conversa sobre sistemas inteligentes está avançada. Já é possível saber com exatidão qual poste de qual bairro está com a luz apagada. Bem como as lâmpadas de LED que, a cada ano que passa, povoam as casas brasileiras, por iluminarem melhor, ter maior vida útil e consumirem menos energia.

Mas em São Gonçalo… bem, aqui os políticos trocam lâmpadas. Pelo menos, é o que dizem. Eles chegam a dar seus números de telefone pessoais – não os da prefeitura – para que as pessoas relatem diretamente sobre seus bairros apagados.

Não achou bizarro? Vem cá, pensa comigo: você acha mesmo que num universo lâmpadas queimadas na casa dos milhares, como é dito, um único número pessoal de Whatsapp daria conta de uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes?

E a cada contato recebido, é mais um voto que pode ser trocado e multiplicado. Mais um ponto para uma prática clientelista bem-sucedida!

Políticos trocam lâmpadas por votos em São Gonçalo
O projeto “Mais Luz São Gonçalo” foi feito em 2016 pelo governo Neilton Mulim (2013-2016). Anunciado como um “projeto”, foi uma tentativa clara de “mostrar serviço” com um serviço que já tinha 40 milhões de reais desviados. Foto: Thiago Louza

Por que a ouvidoria – sites e telefones– da prefeitura não suprem esse problema de comunicação?

Porque se os serviços da prefeitura funcionassem perfeitamente, os “amigos do povo” que trocam lâmpadas nunca mais conseguiriam dizer que foram eles que promoveram uma “grande mudança em sua vida”. Simples assim.

Nós já sabemos que a fraude da iluminação pública pôs Neilton Mulim na cadeia. Já sabemos que, segundo o Ministério Público, ele desviou cerca de 40 milhões do serviço. E também sabemos que ele comprou uma casa num condomínio luxuoso em Maricá. Mas Mulim já era! Apesar de já estar solto, terá que pagar na cadeia em breve. E a nossa vida precisa seguir.

O que queremos é melhoria nas práticas de gestão. Ainda mais nas resoluções de problemas simples, como troca de lâmpadas.

Enquanto isso, faltam projetos de qualidade e mão de obra capacitada no serviço público local. Os mais pobres continuam sofrendo com o péssimo sistema de saneamento básico. Aliás, já está provado que quanto piores as condições sanitárias, pior a qualidade de vida da população…

Mas quem se importa?

Há um tempo atrás, citamos a frase de um político dizendo que “povão gosta é de hospital“. Pois bem. Enquanto houver políticos que trocam lâmpadas e bancam o “amigo do peito” em serviços que deveriam funcionar sem interferência externa, haverá um cidadão escravo do triste clientelismo brasileiro.

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Sandro Almeida representa heróis e vilões da política gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/sandro-almeida-representa-herois-e-viloes-da-politica-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/sandro-almeida-representa-herois-e-viloes-da-politica-goncalense/#respond Tue, 20 Feb 2018 10:34:47 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6261 Vinte e sete parlamentares ocupam a Câmara de Vereadores de São Gonçalo. Menos de dez apresentam uma atuação eficiente em defesa dos interesses da população (O São Gonçalo). Sandro Almeida está entre eles. Ironicamente e para tristeza política da cidade, Sandro faz parte de um grupo ainda menor: de vereadores que tiveram a cassação do […]

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Vinte e sete parlamentares ocupam a Câmara de Vereadores de São Gonçalo. Menos de dez apresentam uma atuação eficiente em defesa dos interesses da população (O São Gonçalo). Sandro Almeida está entre eles. Ironicamente e para tristeza política da cidade, Sandro faz parte de um grupo ainda menor: de vereadores que tiveram a cassação do mandato determinada pela Justiça Eleitoral.

A primeira parlamentar cassada na atual legislatura foi Iza Deolinda, cujo mandato foi extinto e depois reintegrado. Almeida aguarda o desenrolar do seu processo iniciado em dezembro, como bem explica este artigo do Jornal Daki.

O vereador criou projetos de lei para redução do tempo de atendimento em hospitais, instalação de portões ou cancelas em ruas sem saída com o intuito de reduzir a vulnerabilidade dos moradores, enviou mensagens para criação de ciclovias, instalação de redes wi-fi gratuitas e outras iniciativas. Nada que atinja as raízes do sofrimento do gonçalense comum, mas são propostas que demonstram preocupação social.

Além dos projetos de lei, Sandro se envolve em causas de importância atual, algo que torna seu perfil especial diante do baixo nível combativo dos seus colegas parlamentares. Ele levantou bandeira contra o aumento abusivo na taxa de coleta de lixo, contra a escalada da violência municipal e denuncia incansavelmente os familiares do prefeito Nanci que mamam nas tetas do Governo e sugam o dinheiro pago pelo contribuinte. Há votações na Câmara, como a que autorizou o aumento na taxa de coleta, em que Sandro Almeida e no máximo um ou dois vereadores se posicionam do lado certo, o lado do povo gonçalense.

A cassação de Sandro Almeida

De acordo com a sentença assinada pelo juiz eleitoral Euclides de Lima Miranda, para se tornar vereador Almeida comprou votos nas eleições municipais de 2016 mediante oferecimento de eventos e obras de reforma em comunidades gonçalenses.

Em sua defesa, Almeida disse ao jornal O Fluminense que é vítima de uma vingança. Na nota de esclarecimento que publicou no Facebook, o vereador alega que “tudo será esclarecido”, como se a investigação realizada pelo Ministério Público Eleitoral estivesse corrompida por um mal-entendido, uma fofoca.

Sandro Almeida é o vereador municipal com maior alcance nas redes sociais, um trunfo político no mundo de hoje. Provando que são intermináveis as ironias na política gonçalense, a ação judicial usou publicações antigas de Almeida no Facebook, da época em que ele era secretário de Governo do ex-prefeito Neilton Mulim, para apurar a utilização da máquina pública a fim de promover sua candidatura. As publicações indicavam que cada obra do Governo, feita com dinheiro do povo, era na verdade uma realização pessoal de Almeida. Prática vergonhosa, comum no Brasil.

É normal e saudável ter ambição política. A ambição de Sandro Almeida é tão grande que nossos narizes percebem. Ele tem qualidades interessantes, faz um trabalho único de fiscalização do péssimo governo Nanci, mas, ainda cabendo recurso, foi considerado criminoso pela Justiça Eleitoral.

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Nanci se rebaixa e arrasta São Gonçalo com ele https://simsaogoncalo.com.br/nanci-se-rebaixa-e-arrasta-sao-goncalo-com-ele/ https://simsaogoncalo.com.br/nanci-se-rebaixa-e-arrasta-sao-goncalo-com-ele/#respond Sun, 21 Jan 2018 12:04:24 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6114 José Luiz Nanci publicou uma carta ao povo de São Gonçalo na qual declarou “profunda tristeza”. O sentimento não foi causado pela pobreza generalizada que o município de 1 milhão de habitantes sofre. A carta não cita a violência que ataca os gonçalenses nas ruas e os aprisiona dentro de casa. O prefeito ficou profundamente […]

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José Luiz Nanci publicou uma carta ao povo de São Gonçalo na qual declarou “profunda tristeza”. O sentimento não foi causado pela pobreza generalizada que o município de 1 milhão de habitantes sofre. A carta não cita a violência que ataca os gonçalenses nas ruas e os aprisiona dentro de casa. O prefeito ficou profundamente triste porque foi satirizado pelo bloco de carnaval Quem Manda É A Mulher e o vídeo da sátira se espalhou nas redes sociais.

Cartas à população são publicadas com moderação por governantes, diante de questões públicas excepcionais. Nunca com o intuito de defender a honra pessoal contra uma sátira carnavalesca, aspecto cultural brasileiro. Nanci se rebaixou moralmente por uma preocupação excessiva com a própria imagem, imagem que no início do governo se tornou mais importante do que fazer o trabalho para o qual foi eleito.

Repletas da sujeira do comércio informal, de gente que luta pra superar a pobreza, as ruas da cidade estão imundas. Parecemos uma cidade medieval que faz do escambo sua atividade principal.

Através do lixo, da pobreza, da falta de infraestrutura e da escassez de serviços públicos se compreende o tamanho da tragédia gonçalense. Ela não afeta apenas alguns bairros ou comunidades. Desorganização, feiúra e sujeira formam o cenário municipal. Vaza esgoto pra todo lado. Há ruas na escuridão completa. Nos distritos de Ipiíba e Monjolos, que reúnem quase 40 bairros, bois, cabras, pombos, cavalos, porcos, cães e diferentes espécies de animais disputam ao mesmo tempo as pilhas de lixo nas esquinas. Recentemente uma nova espécie passou a ser vista catando comida no lixo: o gonçalense.

Infestada por barricadas, o tráfico de drogas dominou São Gonçalo. Os carros só circulam com o pisca-alerta ligado fora dos centros comerciais. Quando um estalinho explode, as pessoas se jogam no chão, com medo de tiro. Os jovens lamentam a morte de traficantes no Facebook, enquanto a comunidade onde moram é extorquida pelos mesmos traficantes. Segurança pública vai além da ação da polícia estadual e também faz parte da responsabilidade do governo municipal.

Com Nanci na dianteira, São Gonçalo se arrasta no chão, sem ordem, sem progresso, sem futuro. Ela é a cidade mais quebrada dentro de um Estado quebrado e corrupto, o Rio de Janeiro.

E o simpático Zé Luiz perde tempo com blocos de carnaval. Diante do caos, o prefeito se ocupa em empregar o máximo de parentes dentro do Poder Executivo, usurpar direitos do servidor público e rebater acusações sobre sua moleza notória.

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José Luiz Nanci tem lixo na cabeça https://simsaogoncalo.com.br/jose-luiz-nanci-tem-lixo-na-cabeca/ https://simsaogoncalo.com.br/jose-luiz-nanci-tem-lixo-na-cabeca/#respond Tue, 16 Jan 2018 13:58:50 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6059 São Gonçalo é uma cidade de ruas imundas. Papéis, copos plásticos e papelão se embolam nas poças de esgoto das sarjetas. Pilhas de lixo doméstico, de lojas, lanchonetes e supermercados crescem em volta dos postes de luz, nas esquinas e nas calçadas por onde os gonçalenses tentam passar. Há 17 anos, a Marquise Ambiental, empresa […]

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São Gonçalo é uma cidade de ruas imundas. Papéis, copos plásticos e papelão se embolam nas poças de esgoto das sarjetas. Pilhas de lixo doméstico, de lojas, lanchonetes e supermercados crescem em volta dos postes de luz, nas esquinas e nas calçadas por onde os gonçalenses tentam passar.

Há 17 anos, a Marquise Ambiental, empresa de coleta que presta esse serviço horrível, é sustentada sem licitação, através de contratos corruptos. Ela é frequentemente investigada por irregularidades no serviço. Como se a sacanagem não fosse suficiente, José Luiz Nanci, o prefeito, com a aprovação da maioria esmagadora dos vereadores, aumentou a taxa de coleta de lixo da cidade.

Pilha de lixo só cresce na cidade. A imagem reflete o que está acontecendo no Vila Lage, Covanca e Barro Vermelho.

Aumento na taxa de lixo não justifica o serviço

Lurdinha acorda às 6h e prepara o café da manhã olhando o carnê do IPTU sem pagamento, imóvel, sobre a mesa da cozinha. Há relatos de reajustes de até 500% na taxa de lixo deste ano, cobrada junto com o IPTU (O Globo). O carnê deixa Lurdinha angustiada, ela não sabe como arranjar dinheiro pra pagar.

Depois de deixar o filho com a mãe, por causa das férias escolares, Lurdinha vai pro trabalho. Antes ela pega com a mão quatro sacolas de lixo. É o lixo dela e dos vizinhos que não têm lixeira. Lurdinha pega as sacolas fedorentas e úmidas e joga dentro de uma caixa d’água na esquina mais próxima de casa. A rua dela está bloqueada por uma barricada do tráfico de drogas e o caminhão da coleta, quando passa fazendo o serviço, não pode entrar na rua.

Com a mão fedendo, Lurdinha anda até o ponto de ônibus. No caminho ela vê mais pilhas de lixo na frente das casas, igrejas e padarias. No ponto de ônibus, ao lado de um valão, ela encontra mais lixo, lixo e mato pra todo lado. Caixas, copos de guaraná e guardanapos usados. Sentindo nojo, Lurdinha prefere não se sentar no banco sujo, enferrujado e quebrado do ponto de ônibus.

Também imundo, quente, sem ar-condicionado, o ônibus chega. Não tem lugar pra sentar. Enfrenta um engarrafamento desesperador de pé. Por falta de planejamento e investimento em mobilidade urbana, o trânsito de São Gonçalo está quase tão ruim quanto o de São Paulo, mas o Produto Interno Bruto das cidades são bastante diferentes.

No fim do expediente, Lurdinha sai do trabalho desviando das pilhas de lixo na calçada, bem na porta da empresa, e anda até no asfalto, disputando espaço com os carros e correndo o risco de morrer, pra chegar até o ponto de ônibus e voltar pra casa. Cada sacola de lixo no chão é uma ofensa.

Ela desce do ônibus no ponto mais próximo de casa. Já é noite. Pula uma vala de esgoto, quase cai e alcança a calçada suja que cruzou de manhã. O fedor invade seu nariz e ela quase cai de novo. O lixo visto no início do dia continua nos lugares de sempre.

Desviando e pulando, Lurdinha pega o filho na casa da mãe. Na primeira e última esquina que Lurdinha passa, a caixa d’água transborda de lixo e o mato cresce em volta da barricada, de tão velha. O caminhão só recolhe o lixo duas vezes na semana, quando não falha.

A lixeira de Lurdinha está cheia de novo na manhã seguinte. As sacolas estão sujas de caldo de feijão. Uma mão segura a do filho, a outra segura as sacolas pra jogar dentro da caixa d’água na esquina, antes de seguir para o trabalho. O carnê do IPTU exorbitante ficou na mesa da cozinha, sem pagamento.

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Bloco “Quem Manda é a Mulher” revela um prefeito que não sabe ser líder https://simsaogoncalo.com.br/quem-manda-mulher-revela-prefeito-nao-lider/ https://simsaogoncalo.com.br/quem-manda-mulher-revela-prefeito-nao-lider/#comments Mon, 15 Jan 2018 16:49:47 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6057 Era 2016. O 2º turno da eleição para prefeito de São Gonçalo ia começar. Nesse meio tempo, ainda buscávamos falar com os dois únicos candidatos que não tinham sido entrevistados pelo SIM São Gonçalo. Por acaso, eram eles que haviam chegado à etapa final do pleito municipal. José Luiz Nanci é bom de política. Naquele […]

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Era 2016. O 2º turno da eleição para prefeito de São Gonçalo ia começar. Nesse meio tempo, ainda buscávamos falar com os dois únicos candidatos que não tinham sido entrevistados pelo SIM São Gonçalo. Por acaso, eram eles que haviam chegado à etapa final do pleito municipal.

José Luiz Nanci é bom de política. Naquele formato clássico. Parece um amigo que está ali para o que der e vier. Conhece todo mundo. Especialmente a máquina do PMDB, na qual ele foi secretário estadual do envelhecimento saudável.

Entretanto, como todos nós, ele tem suas fragilidades. Uma delas é a mais fundamental num cargo de votos majoritários: falar em público.

Eliani Nanci e José Luiz Nanci na prefeitura em 2017. Foto: Jornal Extra

Receosa com a exposição do candidato, sua equipe o blindava de todos os jeitos. Fontes próximas já tinham tentado uma aproximação, mas eles diziam que o SIM SG já tinha “batido” nele anteriormente. Provavelmente por conta desse post aqui.

A virada de postura aconteceu quando a equipe da campanha do Diego São Paio, certamente a mais competente de todas, deu suporte a Nanci no 2º turno. A partir dali, parecia que o candidato tinha entendido seu destino. Para quem sempre foi uma personagem coadjuvante na política, chegar a um cargo majoritário significava o início de uma mudança de postura.

Mas não foi. Tanto que, em poucos meses, Eliane Nanci já se sobressaiu como líder do governo. Liderança não se aprende.

Imagem do bloco Quem Manda é a Mulher. fonte: Página Gonçalense
Imagem do bloco Quem Manda é a Mulher. fonte: Página Gonçalense

Bloco de carnaval “Quem manda é a Mulher” e a reação da equipe do prefeito

Na segunda semana de janeiro, saiu essa matéria no jornal O São Gonçalo: “Porto da Pedra cancela ensaio técnico no Patronato por falta de verba“.

Como todos sabemos, os governos estão sem dinheiro. E carnaval, fora da cidade do Rio de Janeiro – que também vive do turismo – não rende mais votos como já rendeu no passado. Pelo contrário. É cada vez mais crescente o número de pessoas que não concordam com as subvenções, ou seja, dinheiro público nas escolas de samba.

Desta vez, a prefeitura não repassou à escola as verbas que ajudariam a agremiação na confecção do carnaval 2018. A prefeitura até disse que ajudaria na estrutura para a escola fazer o sambão no Paraíso/Patronato, com guardas municipais e limpeza das vias.

Porém, grana mesmo, nada.

Como sempre acontece no carnaval, os políticos são um dos alvos preferidos. Como reação ao não apoio, surgiu o bloco “Quem manda é a mulher”, tendo o Mestre Pablo, mestre de bateria da Porto da Pedra, como um de seus co-criadores. O tema da brincadeira foi a proeminência da figura da primeira-dama sobre a imagem do prefeito.

Confira o vídeo:

A música é boa, engraçada e o vídeo pejorativo é um viral nato. Naturalmente, prefeito e sua equipe não curtiram.

Porém, a reação ao que aconteceu foi ainda mais equivocada. A Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São Gonçalo enviou essa mensagem aos servidores, solicitando que eles denunciassem o vídeo como “conteúdo irregular”.

A ação, além de equivocada, deixou claro quem são os rivais do governo. Além do já cassado vereador Sandro Almeida, citam também outras duas páginas de Facebook.

Menagem da Secretaria de Comunicação Municipal de São Gonçalo, em janeiro de 2018, sobre o bloco "Quem Manda é a Mulher".
Menagem da Secretaria de Comunicação Municipal de São Gonçalo, em janeiro de 2018, sobre o bloco “Quem Manda é a Mulher”.

Prefeito precisa aprender a ser protagonista após anos como coadjuvante

É natural que após anos como legislador, seja na função de deputado ou vereador, José Luiz Nanci tenha se acostumado com as luzes do ambiente político como um mero coadjuvante. Porém, quando se ganha um cargo majoritário, as luzes se tornam holofotes. E aceitar o papel de protagonista é uma obrigação.

Nós vivemos no estado que criou o Carnaval como ele é hoje. Essa irreverência e deboche com políticos está por aqui há tempos. Se importar tanto assim com as críticas só mostra o quanto um governo é frágil e suscetível até a brincadeiras.

É provável que a equipe que auxiliou Nanci em sua campanha seja a mesma que hoje está na Secretaria de Comunicação. E pelo visto, continuam pouco preparados às intempéries vividas durante um governo.

Talvez, as melhores atitudes tivessem sido o silêncio completo ou uma declaração divertida do próprio Nanci – e quem sabe da Eliane também – brincando com a situação. Sem dúvidas, independente do resultado, capitalizariam um retorno de imagem gigante perante a população, especialmente em ano de eleição.

José Luiz Nanci em campanha política para prefeito de São Gonçalo em 2016.
José Luiz Nanci em campanha política para prefeito de São Gonçalo em 2016.

Mais uma vez, o Carnaval nos mostra como nossos políticos e suas equipes são completamente despreparados para os cargos que ocupam. Como os partidos políticos são grandes máfias que trocam o poder entre si, é natural que assuntos simples como esse sejam resolvidos de forma tão equivocada, como uma mensagem no Whatsapp para “denunciar conteúdo”.

Enquanto o Crivella, prefeito do Rio, capitaliza com as críticas, aqui permanecemos como uma cidadezinha do interior, onde políticos ficam extremamente chateados com uma brincadeirinha de Carnaval.

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O prefeito de São Gonçalo precisa sonhar mais alto https://simsaogoncalo.com.br/o-prefeito-de-sao-goncalo-precisa-sonhar-mais-alto/ https://simsaogoncalo.com.br/o-prefeito-de-sao-goncalo-precisa-sonhar-mais-alto/#comments Sat, 02 Dec 2017 22:50:58 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5845 São Gonçalo não precisa de um político que faça promessas impossíveis pra sair da lama, mas do esforço conjunto da sociedade. Ao mesmo tempo é indispensável um prefeito que conheça a cidade por dentro e ouse sonhar alto. José Luiz Nanci passa o dia olhando pra baixo, fiscalizando obras e observando buracos no chão. A […]

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São Gonçalo não precisa de um político que faça promessas impossíveis pra sair da lama, mas do esforço conjunto da sociedade. Ao mesmo tempo é indispensável um prefeito que conheça a cidade por dentro e ouse sonhar alto.

José Luiz Nanci passa o dia olhando pra baixo, fiscalizando obras e observando buracos no chão. A ideologia do prefeito é vazia, pequena, sua personalidade prefere a passividade e apresenta inclinação para a mentira, como demonstrou a tentativa de desacreditar a reportagem da Globo sobre a falta de merenda na creche Palhaço Carequinha. A estatura física do prefeito reflete o tamanho de suas ambições políticas.

Nanci pode dizer, sinceramente, que deseja ver São Gonçalo limpa, acolhedora e sustentável. Se questionado, o prefeito responderá que trabalha para o desenvolvimento municipal através da educação e do investimento em infraestrutura, nada fora do comum. Ele não discute as vocações naturais do município, embora tenha nascido nele e acumule cinco mandatos como vereador. Sem analisar o potencial gonçalense, não dá pra imaginar o quão longe ele é capaz de levar a população.

Com pouco ou nenhum apoio governamental, São Gonçalo sustenta sua vocação artística, seu diversificado comércio popular e um novo movimento de empreendedores que se encontram nas ruas e estacionamentos dos supermercados nos fins de semana. Diz nada sobre isso a pobre comunicação do governo municipal, que não apresenta um projeto de cidade. Projeto que poderia se basear no varejo de roupas, na prestação de serviços para festas, nos nossos talentos no esporte e no aprendizado e exportação de novas tecnologias.

Por falta de integração entre os anseios do povo e o poder público, São Gonçalo parece parada no tempo, condenada a um futuro tão violento, sujo e informal quanto o presente. O maior movimento que acontece em nossas terras, na verdade, é gerado pelos mais de 120 mil gonçalenses que se deslocam diariamente para fora delas em busca de trabalho. Existem boas atitudes isoladas, sim. O fracassado governo Mulim também tinha, principalmente na área social.

Seja com ajuda Federal ou Estadual, Zé Luiz não demonstra sequer o desejo de recuperar os bairros inteiramente dominados pelo tráfico de drogas, sem iluminação pública e imersos na escuridão, como Santa Isabel e Engenho do Roçado. Nesses bairros os adolescentes acordam com um cigarro de maconha na mão. Empinar motos roubadas nas ruas fechadas com barricadas é seu esporte favorito.

O mais próximo de um prefeito visionário que Nanci consegue chegar é quando participa de eventos de definição de estratégias e ações conjuntas entre municípios. Nesses eventos Nanci apresenta uma obsessão estranha: tirar uma fotografia ao lado dos mascotes e das placas de divulgação é sempre mais importante do que a profundidade e originalidade do seu discurso.

Por limitação mental ou falta de fé no município, o prefeito de São Gonçalo prejudica o desenvolvimento da cidade que governa.

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Como a mulher de Nanci se tornou Chefe de Gabinete https://simsaogoncalo.com.br/como-mulher-de-nanci-se-tornou-chefe-de-gabinete/ https://simsaogoncalo.com.br/como-mulher-de-nanci-se-tornou-chefe-de-gabinete/#comments Sun, 19 Nov 2017 10:39:33 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5761 José Luiz Nanci e Eliane Gabriel decidem o futuro de São Gonçalo em casa, na mesa do jantar. Na noite do dia 5 de novembro, o prefeito abriu os botões da camisa até embaixo, exibindo o peito e a barriga, e o penteado da primeira-dama permaneceu intocável durante a conversa. – Querida, já nomeamos oito […]

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José Luiz Nanci e Eliane Gabriel decidem o futuro de São Gonçalo em casa, na mesa do jantar. Na noite do dia 5 de novembro, o prefeito abriu os botões da camisa até embaixo, exibindo o peito e a barriga, e o penteado da primeira-dama permaneceu intocável durante a conversa.

– Querida, já nomeamos oito parentes e não sobrou nenhum disponível pra colocarmos no lugar do Rominho. Vou precisar de você de novo até que as coisas se acalmem lá na Prefeitura.

– Você dá ouvidos demais a essa corja, Zé. Deveria ter deixado o Rômulo no Gabinete, família vem em primeiro lugar. Matamos dois leões todo santo dia: a oposição e a imprensa. Precisamos nos defender.

– Eu sei, amor, mas a pressão estava grande demais. E eu não tinha nada a dizer a favor do Rominho. É um bom menino, mas que talento ele tem? O Ministério Público está no meu calcanhar.

– E que talento eu tenho?

Acompanhou a pergunta de Eliane um sorriso sexy, provocante. Sem os sapatos, a primeira-dama tocou a virilha do marido com o pé direito por baixo da mesa. O prefeito tremeu.

– Ora, você é minha Dama de Ferro. Nossos inimigos te respeitam. Melhor ainda, eles têm medo de você.

– Eu exijo respeito de todos porque sei que meu lugar é ao seu lado e nada vai nos separar.

– Adoro quando você fala assim. Mexe comigo por dentro.

– Não perca o foco, Zé.

– Foi você quem me cutucou por baixo da mesa!

– Quando saímos de casa, logo na esquina tem gente querendo se aproveitar de você. Vamos pensar em outro nome para a Chefia de Gabinete, desde que o sobrenome seja Nanci ou Gabriel. Devemos ficar unidos.

– Pensei em convidarmos aquele administrador gonçalense que fez pós-graduação na Alemanha. O cara exerceu cargos de chefia nas maiores empresas do país.

– Não, Zé! Tem que ser parente, você precisa do nosso apoio. Estava pensando na minha prima Marta, aquela que é médica. O povo adora um doutor. Mas ela se mudou para os Estados Unidos mês passado.

– Por favor, Eliane. Estou cansado dessa vida de prefeito, não consigo mais dormir.

– Dizendo essas coisas você só nos prejudica, Zé Luiz. Seja homem.

Enfim a primeira-dama cedeu. No dia seguinte, 6 de novembro, Eliane voltou a ocupar, oficialmente, um cargo público no governo de São Gonçalo. O site da Prefeitura ainda aponta Rômulo Tarouquella, genro do casal, como Chefe de Gabinete, mas isso não importa porque a família continua unida.

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Dr. Charles: Prefeito ruim ou prefeito ruim sem apoio dos jornais locais? https://simsaogoncalo.com.br/dr-charles-prefeito-ruim-sem-apoio/ https://simsaogoncalo.com.br/dr-charles-prefeito-ruim-sem-apoio/#comments Tue, 07 Nov 2017 09:47:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5697 Quando Dr. Charles foi Prefeito de São Gonçalo, eu era um moleque. Ele governou a cidade de 2000 até 2004 e eu tinha 10 anos no começo de sua gestão. Lembro nitidamente do famoso jingle “É 15, é 15, é 15. É Dr. Charles” seguido do slogan “Chame o Doutor!“, mas como minha vida se […]

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Quando Dr. Charles foi Prefeito de São Gonçalo, eu era um moleque. Ele governou a cidade de 2000 até 2004 e eu tinha 10 anos no começo de sua gestão. Lembro nitidamente do famoso jingle “É 15, é 15, é 15. É Dr. Charles” seguido do slogan “Chame o Doutor!“, mas como minha vida se resumida ao futebol, tobi com mortadela e ficar na esquina de casa, não tenho recordações de sua gestão.

O tempo passou, amadureci e no final da minha adolescência todo mundo falava que “Dr. Charles foi o pior Prefeito da história de São Gonçalo“. Convivo até hoje com as comparações dos Prefeitos e um pouco mais informado percebi que o grande problema da dificuldade de se gerir a cidade não tem relação exatamente com o nome do prefeito e sim com o sistema público local. (obs. nada disso tira a responsabilidade individual do gestor)

Talvez você não perceba por estar distante. Talvez perceba e se faz de sonso, mas parte do sucesso de um Prefeito em São Gonçalo se dá a partir da sua relação com os veículos locais de comunicação.

Até 2010 com os veículos impressos e a partir de 2010 com os veículos impressos e digitais. Lembro de uma frase de um grande gestor e amigo carioca que diz “– que não existe governo ruim que não tenha feito nada de bom e governo bom que não tenha feito nada de ruim“. É um pouco de verdade e a publicidade disso ainda depende desses mediadores da comunicação. Um jornal pode destruir ou blindar um Prefeito.

O sistema público de São Gonçalo, independente de quem o governe, precisa piorar muito pra conseguir ser ruim. São anos, dia após dia, de falta de grandes leis e grandes projetos pra retirar a cidade dessa ideia decadente de que São Gonçalo é uma cidade média. Apesar de toda minha paixão pela nossa cidade, temos um sistema público e de relacionamento na política que é muito ruim e infelizmente os veículos de comunicação raramente discutem essas questões.

E a mídia, impressa ou digital, tem grandes contribuições positivas ou negativas pra isso acontecer.

Dr. Charles em sua época não sustentou (vocês que interpretem como quiser) a mídia local. Não conseguiu manter o relacionamento com os jornais impressos que passaram a noticiar todos os dias as mazelas de seu governo. Todas verdades, mas todas construídas a partir do não relacionamento com os veículos e não necessariamente por conta de uma construção de comunicação social e editorial dos mesmos.

Os jornais precisam sim ter posição política, mas tem outros que acabam resumindo sua editoria por “posição” ou “oposição”. Isso atrapalha muito a melhora do sistema público da cidade.

Ao mesmo tempo que vejo veículos (que muitas vezes discordo) como o Página Gonçalense, Jornal Daki, A Política RJ e Território Gonçalense construindo um debate profundo sobre a cidade, vejo outros numa ladainha superficial das questões que contribuem pouco para a melhora significativa das nossas questões. (posso ter deixado de fora outros veículos sérios, mas destaquei esses pois são os que mais acompanho.)

É provável que em algum momento usem esse meu texto para dizer que critiquei alguém, que estou falando mal do governo (que atualmente participo) ou algo do tipo e isso é justamente reflexo da má noção dou má fé da importância da comunicação social para uma cidade.

Dr. Charles cometeu crimes e foi punido como deveria. Nada disso tira a responsabilidade dos veículos de comunicação fazerem uma reflexão sobre sua importância no processo de informar melhor e discutir questões mais complexas pra nossa cidade melhorar o sistema público e político que ainda é muito precário em relação às questões estruturais, econômicas, fiscais e de relacionamento com a população.

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Eliane Nanci é chefe de gabinete do prefeito e desenha seu futuro político https://simsaogoncalo.com.br/eliane-nanci-chefe-gabinete-futuro-politico/ https://simsaogoncalo.com.br/eliane-nanci-chefe-gabinete-futuro-politico/#respond Mon, 06 Nov 2017 19:23:33 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5701 Logo na primeira semana de janeiro, publiquei aqui no SIM São Gonçalo a minha visão sobre a participação da primeira-dama, Eliane Nanci, no governo de seu esposo, José Luiz Nanci. Se você não leu, vale a pena clicar no link e conferir. Eis que agora, após sucessivas nomeações e exonerações de seus parentes em cargos […]

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Logo na primeira semana de janeiro, publiquei aqui no SIM São Gonçalo a minha visão sobre a participação da primeira-dama, Eliane Nanci, no governo de seu esposo, José Luiz Nanci. Se você não leu, vale a pena clicar no link e conferir.

Eis que agora, após sucessivas nomeações e exonerações de seus parentes em cargos comissionados na prefeitura, Eliane Nanci retorna ao diário oficial. Agora, num dos lugares mais importantes da prefeitura: a chefia de gabinete.

Entretanto, estar num cargo de confiança ao lado do prefeito e mandar mais que ele não é novidade em São Gonçalo. Uma história bem parecida aconteceu no mandato anterior, com o famigerado governo Neilton Mulim (2013-2016).

Sandro Almeida e Neilton Mulim em passeata pelo centro de São Gonçalo em 2015.
Sandro Almeida e Neilton Mulim em passeata pelo centro de São Gonçalo em 2015. Foto: Território Gonçalense.

Eliane Nanci e Sandro Almeida: o mesmo poder, com trajetórias diferentes

O Jornal Daki já havia falado sobre essa similaridade em março/2017. Entretanto, em jogos de poder, tudo pode mudar em poucos meses.

Assim como na época de Mulim, onde o governo de facto era exercido por Sandro, na gestão José Luiz Nanci é Eliane quem direciona as ações, segundo os próprios vereadores.

Pessoalmente, não vejo problema em uma outra pessoa estar auxiliando o dito “principal”. Sabemos que decisões monocráticas, quando equivocadas, não dão muito futuro aos governantes.

Ainda sim, as relações que configuram nepotismo precisam ser avaliadas. É preciso checar as irregularidades neste caso particular, onde a esposa ocupa um cargo comissionado.

Vale observar que esse cenário atual, onde são eleitos líderes fracos, é um reflexo da dificuldade de se impor na política brasileira. Isso faz com que novos nomes surjam “por dentro” do sistema.

Diferente de Eliane, que tem o companheirismo do esposo, Sandro Almeida parece não ter tido a mesma resposta de Neilton Mulim. Segundo dizem, Mulim investiu tudo na campanha do irmão, Nivaldo Mulim, preterindo Sandro. As fofocas desse House of Cards Gonçalense são frequentes.

Eliane Nanci e José Luiz Nanci na Igreja de Nossa Senhora das Graças, no Porto Velho.
Eliane Nanci e José Luiz Nanci na Igreja de Nossa Senhora das Graças, no Porto Velho.

Futuro da Grande São Gonçalo em 2018 e 2020

Eliane Nanci e Sandro Almeida têm posturas firmes e sabem se expressar. Por conta dessas características, ambos são nomes cotados para as eleições de 2018, como candidatos a deputados estaduais.

No caso de Eliane, a transferência de votos seria facilmente feita, especialmente por conta do sobrenome NANCI estampado nos materiais de campanha.

Já Sandro, apesar de estar virtualmente ligado a Dejorge Patrício, dependerá de uma vitória na ALERJ para que seu futuro se defina. Se isso se confirmar, será o candidato de 2020. Afinal, sua visão e formação são nitidamente mais expressivas que a do candidato do PRB, que virá a deputado federal e precisará ganhar para se afirmar.

Centro de São Gonçalo com a Igreja Matriz ao fundo
Centro de São Gonçalo com a Igreja Matriz ao fundo. Foto: Romário Régis.

Depois de toda essa análise superficial, minha única pergunta é: quando todos iremos trabalhar em conjunto para os projetos de uma nova São Gonçalo?

Com uma Câmara de Vereadores fraca e um prefeito nada inovador, a única certeza é que a cidade só se movimenta por conta dos cidadãos que trabalham para termos uma São Gonçalo melhor.

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Meu vereador gonçalense favorito https://simsaogoncalo.com.br/meu-vereador-goncalense-favorito/ https://simsaogoncalo.com.br/meu-vereador-goncalense-favorito/#comments Tue, 24 Oct 2017 15:42:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5631 São Gonçalo tem tantos vereadores, vinte e sete, que quase não consigo escolher um. São todos honestos até o último fio de cabelo e merecem total respeito do povo da cidade… Meu vereador favorito é careca. E fala errado. Ele se explica dizendo que é vereador, não professor de Português. Os erros que comete são […]

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São Gonçalo tem tantos vereadores, vinte e sete, que quase não consigo escolher um. São todos honestos até o último fio de cabelo e merecem total respeito do povo da cidade… Meu vereador favorito é careca.

E fala errado. Ele se explica dizendo que é vereador, não professor de Português. Os erros que comete são os mesmos de uma criança de quatro anos, não alfabetizada.

Ele é bispo da Igreja e inicia as sessões plenárias na Câmara Municipal lendo um versículo bíblico. Meu vereador não sabe que a Umbanda nasceu em São Gonçalo e disse no culto de domingo passado que as religiões de herança africana são coisas do demônio.

Para o vereador gonçalense, 15.000 reais é o justo

Quinze mil reais por mês é um salário justo e até abaixo do ideal, na opinião dele. Porque vida de vereador gonçalense não é fácil, logo cedo tem dois gonçalenses pobres na porta de casa pedindo uma graninha pra comprar um botijão de gás ou uns trocados pra levar a mãe de Uber pro hospital. De onde você acha que sai esse dinheiro? Do bolso do meu vereador, mais ninguém ajuda. Quinze mil é o salário bruto. Desconta aí INSS, FGTS, imposto de renda e o gás do cidadão e não sobra quase nada.

Falando em Uber, meu vereador vai acabar com esse troço na cidade. Um serviço que surgiu de repente, sem cadastro municipal, sem controle? Não importa se é mais barato para o consumidor e mais eficiente.

Antes do meu vereador, os edis eleitos com a ajuda da Igreja nem trabalhavam. Vai lá agora no gabinete dele pra ver se não estará atendendo um líder comunitário precisando de ajuda. Meu vereador atua como psicólogo, amigo, conselheiro e empresta dinheiro aos casos de maior necessidade.

Dorme e acorda fazendo o bem e o coitado ainda é perseguido pela Justiça. Montou um centro social para levar dignidade ao bairro, que antes não tinha nada além de buraco. O povo vota nele em reconhecimento à sua luta diária.

O mundo de hoje está muito estranho, mas meu vereador é macho de verdade. Deu logo um chega pra lá naquele deputado federal que quer trocar o sexo das nossas crianças. Aonde vamos parar? Em São Gonçalo a situação está ainda pior por causa desses blogueiros que não conhecem o trabalho dos vereadores e querem falar mal em rede social. Pensa que é fácil?, vai ser vereador pra ver. Se candidata!

Os gonçalenses precisam agradecer a enorme benevolência do meu vereador. Só ele conhece a realidade do povo. Carrega a cidade nas costas. Deveriam agradecer e aumentar o salário dele para que possa ajudar cada vez mais pessoas. Quanto maior o salário do meu vereador, mais árdua será a luta e mais gonçalenses famintos serão atendidos. Se não fosse meu vereador, São Gonçalo estaria largada.

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Nanci entregou São Gonçalo aos parentes https://simsaogoncalo.com.br/nanci-entregou-sao-goncalo-aos-parentes/ https://simsaogoncalo.com.br/nanci-entregou-sao-goncalo-aos-parentes/#respond Sun, 22 Oct 2017 23:26:06 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5618 “Eu sou mandado pela minha família”, diz José Luiz Nanci nesse vídeo gravado em maio. A fala, que sugere humildade, confirma o caráter frágil do prefeito de São Gonçalo, caráter que transformou o governo municipal na sala de estar da família Nanci. Em menos de dez meses de governo, oito parentes do prefeito e da […]

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“Eu sou mandado pela minha família”, diz José Luiz Nanci nesse vídeo gravado em maio. A fala, que sugere humildade, confirma o caráter frágil do prefeito de São Gonçalo, caráter que transformou o governo municipal na sala de estar da família Nanci. Em menos de dez meses de governo, oito parentes do prefeito e da primeira-dama ocuparam cargos públicos importantes, sustentados com altos salários.

Eliane Nanci, primeira-dama, foi presidente (não remunerada) da Comissão Especial de Desenvolvimento, Relações Institucionais, Prospecção e Controle de Receita e Despesa. No lugar do prefeito, oficialmente mandava em tudo.

Badiá Gabriel, prima de Eliane, comandou a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano.

Isabelle Gabriel, outra prima de Eliane, ocupou a chefia do Gabinete do Prefeito. O marido de Isabelle, Guilherme Correa, foi secretário municipal de Administração.

Rômulo Tarouquella, genro de Nanci, foi secretário de Planejamento e Projetos Especiais e depois substituiu Isabelle na chefia do Gabinete. Exonerado no último dia 16, esse cara custava sozinho R$ 46 mil por mês aos cofres públicos. Claudia Tarouquella, mãe de Rômulo, comanda a Fundação de Assistência à Saúde dos Servidores de São Gonçalo. Sua gestão é acusada de autoritarismo (Diário Oficial) e rende R$ 12 mil de salário.

Thomaz Nanci, primo do prefeito, é subsecretário de Saúde e Rebeca Nanci, sobrinha, é assessora especial no Gabinete de Nanci. Ambos recebem salário de R$ 9,4 mil (O São Gonçalo).

Há gonçalenses em posições estratégicas nas principais empresas do Estado. O prefeito conhece gente na cidade, sem nenhuma relação de parentesco com ele nem com a primeira-dama, capacitada para exercer qualquer função no Governo. O favorecimento de parentes nos cargos de confiança ofende o servidor público municipal, concursado e mal pago.

O vereador Sandro Almeida impetrou ação cível no Ministério Público (MP) onde acusa o prefeito de nepotismo pela nomeação do genro, que tinha status de secretário. Ao todo o MP investiga seis parentes de Nanci que possuem cargos comissionados (O Fluminense).

José Luiz Nanci nomeia alguns parentes em linha reta ou colateral, por consanguinidade ou afinidade, eles sugam o dinheiro público durante um tempo, a pressão da opinião pública e da Câmara Municipal aumenta, Nanci exonera esses parentes e depois admite outros. É algo cíclico, grave, corrosivo, evidente mesmo em pouco tempo de gestão.

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Uma opinião sobre cada vereador gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/uma-opiniao-sobre-cada-vereador-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/uma-opiniao-sobre-cada-vereador-goncalense/#comments Sat, 14 Oct 2017 10:56:15 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5569 Opinar sobre um vereador gonçalense não é tarefa fácil. São Gonçalo tem 27 vereadores classificados como ativos pelo site da Câmara Municipal, mas atuação de muitos não aparece na imprensa. Nem na transmissão das sessões plenárias feitas pela TV Câmara, e ainda menos no perfil deles no Facebook. Escolha seu vereador gonçalense (legislatura 2017-2020) Alexandre […]

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Opinar sobre um vereador gonçalense não é tarefa fácil. São Gonçalo tem 27 vereadores classificados como ativos pelo site da Câmara Municipal, mas atuação de muitos não aparece na imprensa. Nem na transmissão das sessões plenárias feitas pela TV Câmara, e ainda menos no perfil deles no Facebook.

Escolha seu vereador gonçalense (legislatura 2017-2020)

Alexandre Gomes: Preferiu fechar os olhos para os problemas da cidade e vestiu a farda de soldado fiel ao Governo Nanci.

Bruno Porto: Faz parte do grupo que não conseguiu evitar que São Gonçalo vivesse, de novo, uma situação ridícula – o risco de perder dinheiro já depositado pelo Governo Federal, desta vez para projetos esportivos.

Cacau: Sua principal atividade parlamentar, publicada quase diariamente na sua página oficial no Facebook, é desejar feliz aniversário aos amigos.

Cap. Nelson Ruas: Tem coragem para enfrentar Eduardo Gordo. Explora excessivamente a fiscalização de obras como se fosse a razão de um vereador existir.

Diney: Qualquer um que sirva de obstáculo a Eduardo Gordo presta um grande serviço à população gonçalense.

Dr. Armando Marins: Conseguiu a proeza de colocar em vigor cinco leis de sua autoria este mês (A política RJ).

Dr. Ricardo Peon: Não passa de um aproveitador político do título de doutor.

Eduardo Gordo: Gato inocente não mia de fome. É acusado pelo Ministério Público Federal de ter desviado recursos que seriam destinados à Saúde do município. Responde por abuso de poder econômico, político e conduta vedada a agente público.

Eli da Rosabela: Teve o quarto carro roubado em menos de um ano. Ninguém compra tanto carro assim em São Gonçalo. É um galã paraibano sem nada a acrescentar à Câmara Municipal.

Getúlio Brito: Não é tão ativo, mas já ganhou destaque na imprensa graças a projetos interessantes, como a Coleta Móvel de Sangue (O São Gonçalo).

Gilson do Cefen: Ter o ex-governador Anthony Garotinho como inspiração política impede o desenvolvimento de suas melhores ideias.

Iza: Segundo o Ministério Público Eleitoral e o Tribunal Regional Eleitoral, praticou abuso do poder político e de autoridade, captação ilícita de sufrágio, conduta vedada a agente público e assistencialismo político.

Jalmir Junior: Quando sobe à tribuna e toma a palavra, Jalmir esbanja segurança e autoridade. Qualidades que estranhamente não o ajudaram a desenvolver bons projetos para a cidade.

José Carlos Vicente: Assina os títulos e homenagens mais vergonhosos concedidos pela Câmara, como o título de amigo da cidade de São Gonçalo ao senador corrupto Aécio Neves.

Lecinho: Explorador assumido do aprisionamento dos eleitores em currais eleitorais. Pensa que é dono de Guaxindiba.

Lucas Muniz: Baseou seu mandato naquilo que os eleitores menos exigentes gostam – Deus, família, futebol e solicitações de melhorias à Prefeitura. O vereador de 24 anos decora seu gabinete com imagens da cidade do Rio de Janeiro. A juventude gonçalense merece mais.

Maciel: Equilibrado, fala com clareza, faz o feijão com arroz mas de vez em quando marca um gol. Aprovou um projeto que permite estacionar veículos em hospitais e clínicas da cidade sem haver cobrança em um período de 4 horas do dia.

Mariola: Nenhum vereador deveria exercer mais de 3 mandatos em São Gonçalo e sair impune. Seu fracasso está exposto nas ruas. Mariola conquistou o quinto mandato.

Misael da Flordelis: Wagner de Andrade Pimenta é seu nome. Não há nenhuma informação útil disponível na Web sobre suas atividades parlamentares porque ele as cumpre apenas de forma protocolar. Ser vereador não é um ato de amor por São Gonçalo, mas um pequeno passo dentro de um esquema ambicioso que mistura poder e religião.

Natan: Tem quase 40 projetos de lei apresentados na Câmara envolvendo reciclagem, regularização de ambulantes dentro de coletivos e outras questões alinhadas com as necessidades do município.

Paulo Cesar Eu Acredito: Vereador de atuação nula. Como os eleitores puderam acreditar em alguém com esse nome na urna?

Professor Paulo: Mais sóbrio vereador da cidade. Dono dos projetos de lei de maior impacto social da atual legislatura, entre eles o 062/2017, que institui o Passe Livre Universitário em São Gonçalo.

Salvador Soares: Não passa de um bispo da Igreja Universal, incapaz de agir como vereador. Usou o nome de Deus e a fé popular para ser eleito.

Samuca: Outro cujo mandato não traz benefício algum para o município e custa R$ 15 mil por mês (só de salário) aos cofres públicos.

Sandro Almeida: Ex-aliado de Neilton Mulim, politicamente raso, embora de grande altura intelectual. Sua oposição cega ao governo Nanci não deixa espaço para um diálogo que poderia beneficiar a cidade.

Seu Marco: Assumiu o cargo em abril e prometeu trabalhar em conjunto com o Poder Executivo para o benefício da população. Até agora não trabalhou e não houve benefício.

Vinícius: Deve ser o presidente de Comissão Parlamentar de Defesa dos Direitos Humanos menos expressivo do Brasil. Dominam sua comunicação oficial publicações sobre concursos públicos e vagas de emprego.

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Gonçalenses do futuro: uma mensagem para as próximas gerações https://simsaogoncalo.com.br/mensagem-para-os-goncalenses-do-futuro/ https://simsaogoncalo.com.br/mensagem-para-os-goncalenses-do-futuro/#respond Sat, 30 Sep 2017 15:10:46 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5484 Daqui a cem anos, os gonçalenses do futuro aproveitarão uma cidade com o maior pólo de reciclagem e varejo popular de causar inveja a qualquer cidade do mundo. Eu sei! A vida deve ter ficado melhor com barca, metrô, ciclovias e investimento na educação e na economia municipal. Ninguém mais lembrará do que acontecia em 2017, […]

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Daqui a cem anos, os gonçalenses do futuro aproveitarão uma cidade com o maior pólo de reciclagem e varejo popular de causar inveja a qualquer cidade do mundo. Eu sei!

A vida deve ter ficado melhor com barca, metrô, ciclovias e investimento na educação e na economia municipal. Ninguém mais lembrará do que acontecia em 2017, quando a cidade era suja e dominada pelo atraso político.

Temos um prefeito simpático pra caramba, só que ele não decide nada. Brigam por poder e destaque os vereadores mais corruptos e eloquentes, o vice-prefeito, e até a primeira-dama.

Há lixo demais nas ruas. Sacolas cheias que saem das casas e vão parar nas esquinas e calçadas. Pela quantidade no chão de copos de Guaracrac, um refresco de guaraná, São Gonçalo deve ser campeã brasileira no consumo dessa bebida.

Nós, gonçalenses, dentro dos ônibus lotados realizamos o segundo maior deslocamento diário de pessoas do Brasil (IBGE). Aproximadamente 12% da população trabalham em outra cidade.

À noite ninguém enxerga nada em alguns bairros por falta de manutenção da iluminação pública. Há pouco tempo descobrimos que o prefeito anterior, sumido e mentiroso, fez parte da quadrilha que roubou milhões do setor responsável pela manutenção das lâmpadas. O atual prefeito não conseguiu resolver a questão ainda. Alguém precisa dizer para ele inovar adotando soluções internas. No futuro as lâmpadas são alimentadas por energia solar, acertei?

A Prefeitura Municipal pegou fogo nesse mês de setembro. Ridículo, não? A Prefeitura de uma cidade tão grande pegar fogo e destruir a operação de quatro secretarias de governo. Parece cidade governada por adolescentes amadores, ou coisa do século 17, quando ocorreu O Grande Incêndio de Londres e a cidade ardeu por quatro dias.

Tem ladrão assumido, denunciado pelo Ministério Público Federal, com diploma de vereador, exercendo mandato. Os demais vereadores passam o dia tapando buracos, literalmente, ou publicando fotos nas redes sociais dos cultos que celebram e assistem na igreja.

Os gonçalenses do futuro verão uma cidade nos trilhos

Ninguém sabe como colocar São Gonçalo nos trilhos. Quem trabalha honestamente na Prefeitura é exonerado. Se tiver o sobrenome do prefeito ou da primeira-dama, um emprego com salário alto está garantido.

O secretário de Meio Ambiente pendura faixas ilegais nos postes de luz com seu nome escrito o ano inteiro. É, o próprio secretário de Meio Ambiente polui a cidade.

Por causa da falta de segurança nas ruas e descrença na classe política, o gonçalense está mais desesperado e depressivo do que nunca.

Estou com medo de registrar tudo o que acontece hoje. É possível que os gonçalenses do futuro fiquem com pena da gente. Vocês que deveriam nos enviar as boas notícias, poxa!

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No aniversário de São Gonçalo, sinto informar que a violência vai aumentar https://simsaogoncalo.com.br/no-aniversario-de-sao-goncalo-sinto-informar-que-violencia-vai-aumentar/ https://simsaogoncalo.com.br/no-aniversario-de-sao-goncalo-sinto-informar-que-violencia-vai-aumentar/#comments Fri, 22 Sep 2017 21:38:10 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5462 Anos atrás, o Governo do Estado lançava o programa das UPP’s. Através da polícia, tentava resolver TODOS os problemas de segurança dos territórios que seriam “pacificados” no Rio de Janeiro. Só a polícia foi e por falta de programas de educação, saúde, cultura, esporte e outros, o processo de redução da violência não deu certo. […]

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Anos atrás, o Governo do Estado lançava o programa das UPP’s. Através da polícia, tentava resolver TODOS os problemas de segurança dos territórios que seriam “pacificados” no Rio de Janeiro. Só a polícia foi e por falta de programas de educação, saúde, cultura, esporte e outros, o processo de redução da violência não deu certo.

A UPP começou em 2008 e antes disso, já havia um programa chamado GPAE que também não havia dado certo, todos por falta de políticas públicas nas outras áreas.

Chegamos em 2017 e novas operações nas favelas cariocas. Policiais, Traficantes e Civis mortos nos confrontos que não possuem hora para começar e nem acabar. Seja você de esquerda ou de direita, seja você defensor de “bandido bom é bandido morto” ou “desmilitarização da polícia”, saiba que nossa cidade vai ficar pior e nossas publicações no facebook continuam não resolvendo nada.

São Gonçalo, por conta do tamanho e da organização da cidade, vira um polo que sempre recebe os traficantes e bandidos de todo lugar. Foi assim no começo da UPP, foi assim nas ocupações de outras favelas cariocas e será assim nessa nova operação do Rio de Janeiro.

Lembro quando surgiu o termo “bandido de estimação” e trago ele de volta para esse debate tendo em vista que era muito mais fácil (ou menos difícil) lidar com os bandidos de estimação da cidade. Apesar de também serem criminosos e precisarem responder na justiça, eles não eram tão violentos como os de outros lugares são.

A capital que é o Rio de Janeiro, mesmo com todas as suas contradições e com toda a falta de infra e investimentos que algumas regiões ainda possuem, não chega nem perto da falta de investimentos que São Gonçalo possui.

Não temos uma mídia 24h por dia pressionando o imaginário público da cidade, não temos um Governo do Estado presente com policiamento, inteligência e programas sociais. No Rio, mesmo que pouco, ainda tem. Aqui não.

Aqui bandido invade Shopping e as emissoras não trazem helicóptero por que “é longe”.

Aqui, Governador não dá entrevista em tempo real quando acontece alguma chacina.

Aqui, mesmo com mais de 1,5 milhões de habitantes, os programas das outras Secretarias só chegam cotizadas para atender o mínimo.

São Gonçalo ainda é ou voltou a ser Terra de Malboro. Somos nós por nós. Ainda tem jeito, mas só terá jeito quando a gente se entender.

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Mulim roubou dinheiro e esperança dos gonçalenses https://simsaogoncalo.com.br/mulim-roubou-dinheiro-e-esperanca-dos-goncalenses/ https://simsaogoncalo.com.br/mulim-roubou-dinheiro-e-esperanca-dos-goncalenses/#comments Thu, 14 Sep 2017 19:59:19 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5418 Neilton Mulim desprezou a população de São Gonçalo durante os quatro anos em que esteve no poder. Ele sumia por semanas e de repente, como se nada tivesse acontecido, reaparecia em público. Não conseguia entender o que impedia o ex-prefeito de, pelo menos, demonstrar algum respeito por seus eleitores. Mês passado, quando foi preso por […]

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Neilton Mulim desprezou a população de São Gonçalo durante os quatro anos em que esteve no poder. Ele sumia por semanas e de repente, como se nada tivesse acontecido, reaparecia em público. Não conseguia entender o que impedia o ex-prefeito de, pelo menos, demonstrar algum respeito por seus eleitores. Mês passado, quando foi preso por suspeita de fraude de R$ 40 milhões na iluminação pública do município, tudo ficou claro: Neilton é um ladrão esnobe.

Ele é acusado de fazer parte de uma quadrilha, formada por mais 10 pessoas, que desviava dinheiro público através de um contrato superfaturado com a empresa Compilar, que basicamente não prestava os serviços adquiridos de iluminação pública. Uma mala com R$ 250 mil foi encontrada na casa do ex-prefeito, em Maricá (G1). A Operação Apagão, do Ministério Público, também descobriu depósitos de dezenas de milhares de reais da Compilar para a conta dos envolvidos no esquema, além de documentos e grande quantidade de dinheiro e joias na casa deles.

Um governo pode influenciar a população. Honesto e produtivo, a fé em dias melhores se renova. Ausente e corrupto, como o Governo Mulim, as pessoas se sentem desamparadas e infelizes. Os gonçalenses acreditam cada vez menos no município desde que o ex-prefeito começou seu mandato, em 2013.

Ex-prefeito Neilton Mulim foi preso nesta quinta-feira. Foto: Romário Barros / Lei Seca Maricá

O Governo Mulim desperdiçou quatro anos da história municipal. Roubou o futuro dos alunos da rede pública, usados para enriquecimento ilícito e imoral através de desvios de verbas da merenda escolar e comprando, sem licitação, maletas de livros que não foram lidos.

O povo de São Gonçalo se sente inferior. Não crê em uma cidade mais limpa, organizada, desenvolvida, saudável. Deixando a cidade às escuras, entregue à proliferação do lixo e da lama, Mulim disseminou o caos e a ignorância dos tempos medievais.

Embaixo dos viadutos ou nas calçadas, o camelô não sabe a causa da própria pobreza, nem conhece a história da cidade. Mulim tirou a chance de outro prefeito criar as condições econômicas necessárias para o desenvolvimento dos pequenos negócios e desse camelô. Com sua gangue responde por organização criminosa, fraudes à licitação e despesa não autorizada por lei, como prevê a lei de responsabilidade fiscal.

Um boato antigo sobre Mulim, que agora vale a pena publicar porque faz parte das investigações da Operação Apagão, diz que a linda casa no condomínio Bosque de Itapeba, valendo R$ 1 milhão, de frente para a Lagoa de Maricá, foi comprada à vista, com outra mala cheia de dinheiro. Dinheiro e esperança do povo de São Gonçalo.

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Grande São Gonçalo: a região leste da Baía de Guanabara https://simsaogoncalo.com.br/grande-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/grande-sao-goncalo/#comments Tue, 29 Aug 2017 16:17:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4699 Há pouco tempo, fiz uma compra online. Na hora de definir a entrega, ​antes de escolher a cidade, eu precisava escolher uma região do Rio de Janeiro. E não é que São Gonçalo estava na lista da Baixada? Para bom entendedor, ficou claro duas coisas: a primeira é que, o significado de “Baixada” para quem […]

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Há pouco tempo, fiz uma compra online. Na hora de definir a entrega, ​antes de escolher a cidade, eu precisava escolher uma região do Rio de Janeiro. E não é que São Gonçalo estava na lista da Baixada?

Para bom entendedor, ficou claro duas coisas: a primeira é que, o significado de “Baixada” para quem não mora lá é algo pejorativo, sendo quase um adjetivo de “cidades pobres”; e a segunda é que, quem definiu a lista não sabe nada de Rio de Janeiro. Muito menos que a nossa classificação é regional, não social.

Depois desse momento, percebi que algumas pessoas já vêm chamando nossa região como Grande São Gonçalo. Mas você sabe como tudo isso surgiu? Fui buscar entender a raíz.

A fusão entre Guanabara e Rio de Janeiro em 1974

Em 1974, 13 anos após a transferência da capital do Rio de Janeiro para Brasília, o presidente militar Ernesto Geisel publicou a Lei Complementar Nº 20, de 1º de julho de 1974, que instituiu a fusão da Guanabara (cidade do Rio) com o estado do Rio de Janeiro. A partir dali, Niterói deixou de ser capital do RJ, transferindo os órgãos estaduais para a ex-capital brasileira, agora fluminense.

Após isso, Niterói manteve sua centralidade e importância para a região. O termo “Grande Niterói” referia-se a São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito e Niterói, cidades que hoje também conhecemos como Leste Fluminense, os municípios à leste da Baía de Guanabara.

São Gonçalo de 1970 até hoje: população cresceu 2,5 vezes mais

Nos anos 70, São Gonçalo já estava descendo a ladeira sem freio quando o assunto era importância no cenário fluminense. Sua desindustrialização era visível e os fatores econômicos aceleraram muito o processo.

Entretanto, não foram o suficiente para reduzir o crescimento da população. Pelo contrário. Saímos dos 430 mil habitantes nos anos 1970, para ultrapassar a barreira dos 7 dígitos, chegando ao atual mais de 1 milhão de pessoas.

E assim São Gonçalo se tornou a maior cidade fluminense depois da capital.

Baía de Guanabara vista pela Ilha das Flores, no Leste Fluminense.
Baía de Guanabara vista pela Ilha das Flores, no Leste Fluminense. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Localmente, é referência nos serviços primários, fora, tem gonçalenses espalhados em todo o RJ

A atual escassez de recursos divididos pela gigante população nos prejudica. Somos uma cidade com um dos valores mais baixos do orçamento por pessoa (per/capita). Para completar, São Gonçalo drena demandas das cidades vizinhas. Entre elas estão Itaboraí, Magé, Maricá e até Cachoeiras de Macacu.

As questões mais básicas, como saúde e educação, se desenvolveram na cidade. Apesar da precariedade do serviço público de saúde, ele funciona. Sem falar nas estruturas particulares, que se instalaram graças ao grande mercado consumidor.

Na educação, o efeito é similar. A presença da UERJ atrai estudantes de graduação no ensino público. No privado, Universo e Faculdade Paraíso desempenham seus papéis como pólos de formação superior.

Fora da cidade, a migração de gonçalenses para o Rio, Niterói e Maricá forma uma população que não se mantém indiferente à cidade, uma vez que seus amigos e parentes ainda moram e participam da vida social local.

Tratamento de água: presença da CEDAE

Estrategicamente, a cidade “mantém vivo” todo o leste fluminense. Nossas nascentes estão em Cachoeiras de Macacu e as águas da Grande São Gonçalo são tratadas na ETA Imunana Laranjal, reafirmando ainda mais sua característica central.

BR-101 e Shopping São Gonçalo no bairro Boa Vista, uma das entradas da cidade via estrada. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo
BR-101 e Shopping São Gonçalo no bairro Boa Vista, uma das entradas da cidade via estrada. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Os anos 2000 consolidaram a Grande São Gonçalo

Apesar das dificuldades financeiras da esfera pública, foram os investimentos privados aliados ao crescimento econômico e tecnológico os grandes responsáveis pelas mudanças locais.

O crescimento da “nova” classe média brasileira foi visível na cidade. A inauguração do primeiro shopping, em 2004, no Boa Vista, foi um marco na vida econômica e, até mesmo, social da cidade. Fez com que os gonçalenses se mantivessem no território, tanto para comprar, quanto para atividades de lazer.

Em 10 anos, vimos o surgimento de mais 3 centros comerciais na cidade: Boulevard/Partage, Guanabara Colubandê e o polêmico Pátio Alcântara.

O crescimento de Itaboraí com a construção do Comperj também foi determinante para a região no entorno de Alcântara, atraindo ainda mais pessoas e serviços.

Vimos também um desenvolvimento expressivo de Maricá. Com mais pessoas indo morar lá, o fluxo de trabalhadores com Rio e Niterói aumentou. E como sabemos, o principal caminho que leva à Maricá passa por São Gonçalo, pelas RJ-104 e RJ-106.

Politicamente a Grande São Gonçalo ainda não é uma realidade

O ponto fraco do território é o cenário pouco expressivo politicamente. Apesar da numerosa população, alto consumo e produção de artistas e talentos, nossa infraestrutura local é deficiente. Indiretamente, isso inibe as possibilidades de parcerias com os municípios irmãos, por conta das travas que isso gera, seja mentalmente ou fisicamente.

O fortalecimento de lideranças é o caminho mais desejado nesse contexto.

Mas é preciso pensar globalmente. Não só com líderes políticos, mas empresariais e sociais. Eles e elas são o caminho-chave na obtenção de recursos e formação de um novo pensamento.

Só assim, somados às forças da capital, região Serrana, dos Lagos, Costa Verde, Norte e Vale do Paraíba, será possível reerguer, mais uma vez, o estado do Rio de Janeiro, consolidando de vez o status da Grande São Gonçalo.

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Os corredores da Prefeitura de São Gonçalo não são tão feios assim https://simsaogoncalo.com.br/os-corredores-da-prefeitura-de-sao-goncalo-nao-sao-tao-feios-assim/ https://simsaogoncalo.com.br/os-corredores-da-prefeitura-de-sao-goncalo-nao-sao-tao-feios-assim/#respond Sun, 20 Aug 2017 11:53:10 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5116 Cada gonçalense pode conhecer a Prefeitura e descobrir como é gerido o orçamento de R$ 1,2 bilhões anuais. Ninguém que conheça os problemas de São Gonçalo imagina que a entrada na Prefeitura é feita depois de um cadastro rápido e informatizado. Todas as formas de poluição estragam as ruas do município. Na Prefeitura, a atendente […]

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Cada gonçalense pode conhecer a Prefeitura e descobrir como é gerido o orçamento de R$ 1,2 bilhões anuais.

Ninguém que conheça os problemas de São Gonçalo imagina que a entrada na Prefeitura é feita depois de um cadastro rápido e informatizado. Todas as formas de poluição estragam as ruas do município. Na Prefeitura, a atendente faz o cadastro do visitante com um sorriso no rosto. E o chão dos corredores da sede do Poder Executivo brilha.

Estive na Prefeitura para entregar as reclamações registradas no site ReclamaSaoGoncalo.com. Cento e oitenta pessoas participaram no mês de julho e fizeram 209 reclamações. Nada mal para um site novo, mas que contou com o apoio de inúmeros canais: Jornal Daki, Sim São Gonçalo, Rádio Aliança, São Gonçalo Urgente, Informe São Gonçalo, Memória de São Gonçalo e outros não menos importantes.

Após o cadastro na portaria, avançando alguns passos o visitante vê do lado esquerdo, penduradas na parede, as fotografias dos prefeitos da história gonçalense. Estão lá os retratos de Neilton Mulim, preso por suspeita de fraude de R$ 40 milhões na iluminação pública (G1), e de Aparecida Panisset, condenada e inelegível por desviar dinheiro público que seria aplicado em cursos profissionalizantes, atendimento psicológico e outros serviços para pessoas carentes (O Globo).

Fui direto ao setor de Iluminação Pública, um dos maiores problemas municipais, já que os recursos financeiros da área foram usados para comprar imóveis em Maricá e escondidos na churrasqueira. 72% das reclamações registradas no Reclama São Gonçalo apontaram lâmpada queimada no poste. Em segundo e terceiro lugar, buraco e lixo na rua, respectivamente.

Confesso que esperava má vontade dos servidores públicos. Não é todo dia que alguém chega com 209 reclamações nas mãos e tenta passar a “bola”. Houve desorganização, mas não má vontade.

Tinha 4 pessoas na fila de atendimento do setor. Minha vez chegou em dez minutos. Pra não assustar o atendente, apresentei a primeira reclamação: três lâmpadas queimadas na rua Aldrovando Pena, perto da esquina com a Alexandre Muniz, no bairro Vila Três. Ele anotou em uma planilha eletrônica que seria enviada para a ganhadora da licitação do serviço de iluminação. Citei mais 152 reclamações sobre o mesmo problema. O atendente não se espantou e gentilmente pediu que eu as enviasse por email. Ponto para o servidor.

Chegou a vez de entregar os 148 buracos. Fui ao Departamento de Engenharia e lá tive uma surpresa desagradável. As reclamações não são feitas na sede da Prefeitura, mas em repartições espalhadas na cidade, de acordo com o bairro do buraco. Regra absurda, a Prefeitura deveria distribuir as reclamações, não o cidadão. Gol contra da administração pública e do governo Nanci.

O bom atendimento havia acabado. Procurei o setor de Parques e Jardins para entregar 44 reclamações de galhos na fiação elétrica. Andei pra cá e pra lá e não o encontrei. Nos corredores começaram a me olhar como se eu fosse um terrorista escolhendo o melhor local para deixar uma bomba. Decidi entregar o restante das reclamações por email para a Ouvidoria, cuja missão é servir de canal de comunicação com cidadão, só que não conta com um sistema decente, por isso o ReclamaSaoGoncalo.com foi criado.

Cada gonçalense pode conhecer a Prefeitura e descobrir como é gerido o orçamento de R$ 1,2 bilhões anuais. O chão brilha, os servidores são dedicados, mas nas salas não é difícil encontrar fiação exposta e garrafão de água improvisado para receber o esgoto do ar-condicionado.

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Emenda parlamentar: de Brasília à São Gonçalo, um caminho nebuloso https://simsaogoncalo.com.br/emenda-parlamentar-de-brasilia-a-sao-goncalo-um-caminho-nebuloso/ https://simsaogoncalo.com.br/emenda-parlamentar-de-brasilia-a-sao-goncalo-um-caminho-nebuloso/#respond Wed, 09 Aug 2017 14:59:32 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4918 O orçamento federal é elaborado pelo poder Executivo, sendo a participação de deputados e senadores restrita à alteração do projeto encaminhado pelo Executivo, podendo ser aprovado ou não. Umas dessas alterações é a chamada emenda parlamentar. As emendas parlamentares são solicitações realizadas pelos membros do Legislativo para inclusão de verbas específicas, como pavimentação de ruas […]

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O orçamento federal é elaborado pelo poder Executivo, sendo a participação de deputados e senadores restrita à alteração do projeto encaminhado pelo Executivo, podendo ser aprovado ou não. Umas dessas alterações é a chamada emenda parlamentar. As emendas parlamentares são solicitações realizadas pelos membros do Legislativo para inclusão de verbas específicas, como pavimentação de ruas ou construção de uma unidade de saúde.

O caminho parece simples, mas na verdade exige capacidade de articulação política e muita paciência daqueles que necessitam dos recursos. Isso porque a liberação dos recursos depende de aprovação do Executivo, que normalmente as concede em contrapartidas políticas, como aprovação de matérias do governo. Tentando esvaziar o poder do Executivo, em 2015 foi aprovada uma Emenda Constitucional obrigando o empenho destas emendas com duas regras: até 1,2% das receitas da União e metade das emendas sendo destinadas à área da saúde.

No orçamento federal de 2017, discutido e aprovado no ano passado, foram destinados cerca de R$ 9 bi em emendas parlamentares individuais, ficando cerca de R$ 15,3 mi para cada deputado e senador, podendo ser divididos em até 25 emendas. Este valor pode ser encaminhado para quaisquer entidades públicas ou privadas, de maneira específica como a construção de uma escola em determinado município.

FASE 1 — Para ter sua emenda aprovada, o parlamentar precisa apresentar detalhes e justificativas do uso daquele recurso em uma comissão interna do Congresso Nacional. A comissão é responsável por julgar se as emendas daquele parlamentar estão dentro dos limites constitucionais. Em caso de uma emenda negada, o parlamentar não pode apresentar uma emenda substituindo a anterior. Começa aqui parte do problema. Muitas emendas são apresentadas fora do prazo e contendo inconsistências, o que acaba inviabilizando sua aprovação. No caso de parecer favorável, a emenda fica sob status de APROVADA.

FASE 2 — Com a aprovação da Emenda Constitucional 86 em 2015, as emendas passaram a ser impositivas, ou seja, após aprovadas o Governo Federal tem de empenhá-las no ano fiscal programado. O objetivo foi acabar com a barganha entre os poderes, onde o Executivo liberava as emendas em troca de apoio no Legislativo. Após autorizada na comissão interna, é realizada uma tomada de preços para saber de fato, o valor necessário para a realização daquele investimento. Feita a tomada de preços, a emenda adquire status de EMPENHADA, dentro do limite do valor autorizado, estando liberada para ser aceita pelo proponente.

Agora, a estratégia passou a ser liberar as emendas em datas próximas as eleições para os aliados e somente depois do pleito para os opositores. Bem republicano, não é mesmo? Você deve estar pensando: “pelo menos agora as emendas tem de chegar no meu município”. Nunca é tão simples quanto parece. Após empenhadas, ou seja, autorizadas pelo Executivo, as emendas entram em um cenário de Silent Hill, onde poucos sabem o que de fato acontece com elas.

FASE 3 — Após o empenho das emendas, elas ficam disponíveis para execução, com isso, o proponente, que é quem irá receber, é notificado sobre a disponibilidade da emenda. A partir daqui, a capacidade técnica dos gestores é fundamental, isso porque, antes de ser executada, é necessário apresentar toda a comprovação técnica para a realização de obras, como laudos, licenças e planos de trabalho. Outro ponto importante está na responsabilidade financeira das emendas. Por exemplo, no caso de uma emenda para a construção de uma unidade de saúde, o município precisa comprovar que possui recursos para equipar e manter aquela unidade. Bem lógico né? Com todo o parecer técnico apresentado, as emendas são EXECUTADAS, que é o início das obras.

FASE 4 — Após a execução da obra, a emenda pode ser PAGA pelo Governo Federal ao município, que então pode pagar à construtora em caso de terceirização, ou repor o caixa em caso de obra feita pela Prefeitura. Deu pra entender?

Contudo há uma série de dificuldades para a execução e pagamento das emendas. Já deu pra ver que o Governo Federal só paga a emenda depois de executada, ou seja, o município para iniciar uma obra, precisa alocar recursos próprios, o que muita das vezes não acontece devido a penúria em que se encontram os orçamentos municipais. Outra montanha no meio do caminho são as prestações de contas. Muita das vezes o pagamento das emendas é feito de maneira parcelada. Digamos que uma emenda de R$ 300 mil seja paga em três parcelas iguais. O Governo Federal só libera a segunda parcela depois de saber onde foi gasta a primeira. A incapacidade técnica e os esquemas de corrupção muita das vezes impedem uma prestação de contas regular, o que inviabiliza a chegada de mais recursos.

Há também um pano de fundo político nisso tudo: porque Nanci, por exemplo, aceitaria uma emenda do deputado Dejorge, seu eventual adversário em 2020 e que mantém uma forte oposição na Câmara de Vereadores? Nanci estaria justamente favorecendo seu principal adversário, que poderia fazer o discurso que encaminhou n milhões em emendas para a cidade. Indo além, os eventuais candidatos apoiados pelo prefeito, poderão dizer aos cinco distritos que o deputado não trouxe uma emenda sequer para a cidade. Complicado né?

Toda essa nebulosidade em torno das emendas podem ser comprovadas com os seguintes dados da plataforma SIGA Brasil, do Senado Federal: para o Orçamento de 2017, fora autorizado pela comissão, R$ 9,1 bi. Até a última atualização da plataforma, 31 de julho, 45,5% das emendas haviam sido empenhadas, cerca de R$ 4,1 bi. Contudo, somente cerca de R$ 17 mi haviam sido de fato executadas, ou seja, nem 1% das emendas empenhadas.

Mas e o governo Nanci? Está participando dessa festa orçamentária? Ainda não, mas os convites já começam a chegar. Três para serem exatos: R$ 3,9 mi de Altineu Cortes, R$ 535 mil de Marco Antonio Cabral e R$ 1mi de Pedro Paulo estão empenhados. Entretanto, nenhuma foi executada até o momento. Cabe lembrar que o Governo Federal tem até dezembro para empenhar, ou seja, liberar as demais emendas autorizadas pela comissão.

Em 2016, Neilton Mulim foi bem eclético no recebimento de emendas. Atingiu um total de R$ 3,6 mi de sete parlamentares: R$ 387 mil de Alexandre Valle, R$ 599 mil de Cabo Daciolo, R$ 474 mil de Celso Jacob, R$ 989 mil de Chico D’Angelo, R$ 300 mil de Jean Wyllis, R$ 400 mil de Marcos Soares e R$ 451 mil de Soraya Santos. Quase tudo destinado à saúde. A exceção foi a emenda do deputado Marcos Soares, destinada à Secretaria de Desenvolvimento Social.

Nossos vizinhos Niterói e Itaboraí receberam, respectivamente, R$ 7,1 mi e R$ 9,0 mi em 2016. Já este ano, foram empenhados R$ 500 mil em ambos os municípios, também não executadas ainda.

Bom, já deu pra perceber que o caminho das tão sonhadas emendas parlamentares não é nada fácil não é mesmo? É bem possível que você, leitor, encontre informações diferentes destas que eu apresentei, afinal, este é um daqueles assuntos que ninguém sabe muito bem como funciona e quem sabe não conta de jeito nenhum.

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São Gonçalo não cabe na pequena política municipal https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nao-cabe-na-pequena-politica-municipal/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nao-cabe-na-pequena-politica-municipal/#respond Sun, 06 Aug 2017 14:10:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4925 De acordo com o IBGE, mais de um milhão de pessoas vivem em São Gonçalo. Gente de cores, credos e sonhos diferentes. Necessidades que não são compartilhadas pela classe política sustentada com o dinheiro público. A pequenez da política municipal vem de cima, desde o lema do governo Nanci que diz “Cuidando dos gonçalenses”. Quem […]

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De acordo com o IBGE, mais de um milhão de pessoas vivem em São Gonçalo. Gente de cores, credos e sonhos diferentes. Necessidades que não são compartilhadas pela classe política sustentada com o dinheiro público.

A pequenez da política municipal vem de cima, desde o lema do governo Nanci que diz “Cuidando dos gonçalenses”. Quem o inventou subestima o povo de São Gonçalo. Quem o adotou, como o prefeito o fez, desconhece a história do município, seu potencial econômico e capacidade artística e intelectual, erro cometido por boa parte daqueles que exercem um cargo ou mandato na Prefeitura e na Câmara.

Nem sempre a falta de recursos é o problema

Os gonçalenses não são doentes terminais que exigem cuidados médicos. Não são pobres ignorantes que precisam ser guiados. Para se aproximar da altura dos gonçalenses, Nanci pode mudar seu lema, de forma simples, para “Servindo aos gonçalenses”. Caso prefira algo profundo e filosófico, o lema poderia ser “Trabalhando para que em breve o gonçalense não precise mais de Governo e conduza sua cidade através da própria consciência”. Há 25 anos acumulando vitórias eleitorais através de um sincero assistencialismo, dificilmente Nanci aceitaria a segunda sugestão.

O problema de São Gonçalo não é a falta de recursos. Alguns empreendedores locais transformariam a cidade num polo de desenvolvimento com o orçamento anual de R$ 1,2 bilhão nas mãos.

Famintos, os vereadores só pensam em comer, comer e comer do bolo construído com os impostos pagos pelo contribuinte. As figuras políticas de destaque carregam graves deficiências comportamentais e de caráter. O prefeito é um objeto sinuoso com um buraco no meio por onde passam interesses políticos diversos, honestos ou não. Nanci é mandado pela família e já reconheceu isso publicamente, ao microfone, diante de dezenas de pessoas.

O vice-prefeito, Ricardo Pericar, ofende a inteligência popular pregando uma oposição simplória contra um governo do qual ele mesmo faz parte. Se quisesse fazer o trabalho que cabe a um vice-prefeito, Pericar estaria fazendo.

O problema de São Gonçalo não é a falta de recursos. Alguns empreendedores locais transformariam a cidade num polo de desenvolvimento com o orçamento anual de R$ 1,2 bilhão nas mãos.

Nosso deputado federal, Dejorge Patrício, se limita a desejar “Bom dia” nas redes sociais e dizer que Deus vai salvar a todos. Dejorge recebe mensalmente uma ajuda financeira significativa, mas o milagre da exploração da fé evangélica que o levou à Brasília não vai conquistar qualidade de vida para o cidadão comum. Se uma coluna de concreto fosse colocada no lugar de Dejorge Patrício, veríamos mais conteúdo e dignidade política.

Deus também é o único assunto posto em discussão pelo vereador municipal mais votado, Salvador Soares. Ao invés de sugerir temas de importância comum, ele publica fotos e vídeos de sua performance deprimente em cultos.

A última notícia da Secretaria de Meio Ambiente, no site da Prefeitura, é a apreensão de aves na feira de Neves. Em que cidade de um milhão de habitantes algo tão banal vira notícia de primeira página? Não há metas de arborização do centro urbano, que parece uma panela quente no verão. No mesmo bairro, a Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo iniciou a revitalização de uma via que dá acesso à BR-101. Ótimo. O projeto de humanização do Alcântara, citado durante o governo Mulim, nunca foi levado a sério por ninguém. Os engarrafamentos no bairro não devem nada aos de São Paulo.

Milhares de pessoas circulam, compram e vendem em Alcântara. Elas andam na rua, entre os carros, empurradas pelos ônibus! Não caberiam nas calçadas nem se os camelôs fossem retirados. Um mercado popular, como o Mercado Central de Fortaleza resolveria a sujeira, o caos, a informalidade.

O gonçalense não aguenta viver preso em uma gaiola. Tem tanto a ser criado, construído, e tanta gente desempregada, querendo construir, por culpa das limitações da política municipal.

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São Gonçalo como força política regional: por um novo cenário https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-forca-politica-regional/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-forca-politica-regional/#comments Thu, 03 Aug 2017 14:35:12 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4894 Nas eleições de 2014, se São Gonçalo fosse um partido, teria eleito apenas dois deputados estaduais, Nivaldo Mulim, irmão do então prefeito Neilton e José Luiz Nanci, atual prefeito da cidade. Naquele momento, nenhum deputado federal havia sido eleito, pois Dejorge Patrício assumiria somente em 2017, já que era o primeiro suplente de seu partido. […]

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Nas eleições de 2014, se São Gonçalo fosse um partido, teria eleito apenas dois deputados estaduais, Nivaldo Mulim, irmão do então prefeito Neilton e José Luiz Nanci, atual prefeito da cidade. Naquele momento, nenhum deputado federal havia sido eleito, pois Dejorge Patrício assumiria somente em 2017, já que era o primeiro suplente de seu partido. Em contrapartida, a bancada niteroiense em 2014 foi de três deputados estaduais (Waldeck, Comte e Flavio Serafini) e dois deputados federais (Chico D’Angelo e Sergio Zveiter). Vale lembrar que nossos vizinhos possuem cerca de metade do total de nossos eleitores, 680 mil gonçalenses contra 370 mil niteroienses em 2016.

Mas porque isso acontece? A partir daqui, o texto torna-se meramente intuitivo, baseado na vivência do cotidiano. Dentre os dez mais votados para deputado estadual em Niterói, conseguimos encontrar quatro “forasteiros” — e coloco a palavra entre aspas porque não há problema algum em escolher um candidato cuja base eleitoral não seja a mesma que a sua, porém, tendo ciência que isso diminui o poder político do seu município junto a outras esferas — , mesmo cenário das urnas gonçalenses. No pleito para deputado federal, nossos mais votados tiveram a presença de três “forasteiros”, enquanto Niterói foi inversamente proporcional, com sete moradores do “lado de lá da poça”. Pois então, porque um cenário tão desfavorável para São Gonçalo permanece?

Já deu pra perceber que o “problema” não está no eleitor, não é? Não somos nós, gonçalenses, que estamos elegendo os “forasteiros”, mas os candidatos gonçalenses é que não estão se elegendo. Talvez, a resposta esteja justamente fora da nossa cidade. Nossos atores políticos tem extrema dificuldades em construir pontes com grupos de outros municípios. Vejamos um exemplo: Waldeck foi o candidato mais votado em Niterói, porém o peso dos eleitores niteroienses em sua votação foi de “apenas” 58%. O vice prefeito Comte, foi reeleito em 2014 com 38% dos seus votos vindo das urnas niteroienses.

No caso das figuras gonçalenses os números se invertem: a média da proporção dos votos gonçalenses chega a 70%. Nanci (reeleito) e Graça (não reeleita) por exemplo, superaram a casa de 80% de dependência dos seus votos de gonçalenses. A proporção mais baixa foi a de Rafael do Gordo, que chegou a 58% graças a uma dobrada com Pedro Paulo, que impulsionou seu nome também para a capital.

No cenário de deputado federal, o índice de dependência é ainda maior. Enquanto a dependência de Chico D’Angelo e Sergio Zveiter não chegou a 40%, em nossos candidatos o índice mais uma vez ultrapassou os 80%.
É claro que o eleitorado gonçalense tem número suficiente para eleger dois estaduais e dois federais de forma autônoma, mas isso depende muito de uma articulação dos nossos grupos políticos, que sabemos, não são tão fáceis de compreender a importância disto. São Gonçalo é — ou pelo menos deveria ser — a cidade mais importante do Leste Fluminense, região que compreende além das duas cidades citadas, Itaboraí, Maricá, Rio Bonito e Tanguá. É inadmissível, por exemplo, que nenhum gonçalense figure entre os dez mais votados de Itaboraí em ambas as listas.

Há muito tempo que a sociedade gonçalense sofre pela falta de qualidade de seus grupos políticos. Precisamos de novos grupos, com novos atores, capazes de se articularem partidariamente, com o objetivo de serem candidaturas competitivas, e também regionalmente, trazendo para si os diversos grupos políticos do Leste, com diálogo e tendo como ponto central o desenvolvimento de nossa região.

Com esse texto, faço uma chamada aos atuais pré-candidatos: ampliem seus horizontes! Tornem-se referências políticas regionais e visitem outros territórios. Pelo motivo que for, os gonçalenses já estão com vocês. Vão, e desbravem novas terras e desenvolvam sua capacidade de articulação. SER O CANDIDATO DO PREFEITO NÃO TE FARÁ UM BOM CANDIDATO, MUITO MENOS CRITICÁ-LO!

E terminando, apelo aos eleitores gonçalenses: votem em nossos candidatos. Estão longe de serem bons, eu sei, quiçá do ideal, mas são reflexo da nossa realidade e podem muito bem servirem de ponte para uma nova geração de políticos em nossa cidade.

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Nanci perdeu o direito de pedir desculpas https://simsaogoncalo.com.br/nanci-perdeu-o-direito-de-pedir-desculpas/ https://simsaogoncalo.com.br/nanci-perdeu-o-direito-de-pedir-desculpas/#comments Thu, 27 Jul 2017 02:52:32 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4881 No dia 28 de abril, usando sua página no Facebook, o prefeito de São Gonçalo fez um pedido de desculpas pela “grave” situação na qual se encontrava a cidade. Depois, na edição de junho do jornal Em Dia, José Luiz Nanci disfarçou e pediu paciência e fé no Governo. São Gonçalo continua sendo o 90º […]

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No dia 28 de abril, usando sua página no Facebook, o prefeito de São Gonçalo fez um pedido de desculpas pela “grave” situação na qual se encontrava a cidade. Depois, na edição de junho do jornal Em Dia, José Luiz Nanci disfarçou e pediu paciência e fé no Governo. São Gonçalo continua sendo o 90º pior município do Brasil para alguém viver, considerando as 100 maiores cidades brasileiras (Macroplan). O que o prefeito dirá agora, quando seu mandato completa sete meses? Nanci não consegue resolver problemas simples, como tapar um buraco ou trocar uma lâmpada queimada no poste, e perdeu o direito de pedir desculpas, paciência ou fé.

– Apesar de ter assumido o governo no início desse ano, peço desculpas a toda população por esta situação tão grave na qual se encontra hoje a nossa querida cidade. Garanto a todos vocês estar fazendo tudo para mudar essa realidade e oferecer aos gonçalenses a cidade que merecem.

Foi assim que Nanci se desculpou pela primeira vez. Ficando calada, a população aceitou o pedido, como diz o ditado popular. Pedido que esbanja humildade, virtude que o prefeito anterior, Neilton Mulim, não tinha. Mas que revela profunda falta de planejamento, defeito que persegue sucessivos governos municipais e pelo qual Nanci não pode ser desculpado.

Alguns problemas demoram para ser resolvidos. Em poucos meses São Gonçalo não saltará das últimas posições para a dianteira no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) do Estado do Rio de Janeiro. Mas iluminação pública, pelo amor de Deus, já deveria existir. A escuridão das ruas à noite mostra o despreparo de Nanci para assumir um município de 1 milhão de habitantes.

É difícil administrar São Gonçalo, cidade com mais da metade do Orçamento comprometido com dívidas, por isso competência e estratégia são indispensáveis. No plano de governo de Nanci não está clara nenhuma proposta de cidade, se ele pretende transformar São Gonçalo em um polo varejista ou em uma referência estadual em reciclagem de lixo. Sua personalidade amiga, benevolente, entretanto, foi bastante destacada.

Nanci resolveu questões importantes, como a regularização do pagamento dos servidores públicos. E ensaiou medidas interessantes: o Programa Municipal de Parcerias Público-Privadas pode trazer inovação e agilidade à administração pública. Além disso, não saiu do lugar, exceto por esforços isolados de poucas secretarias (Cultura, Desenvolvimento Social e Educação).

Falta infraestrutura, segurança, manutenção das ruas, sinalização, varrição, coleta de lixo… Nanci deve promover, logo, o resgate da identidade gonçalense através de urbanização abrangente e incentivo ao conhecimento histórico e cultural. A lista de deficiências municipais é longa e sete meses de governo colocam o atual prefeito entre os culpados.

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Não queremos novos políticos, precisamos de novos eleitores https://simsaogoncalo.com.br/nao-queremos-novos-politicos-precisamos-de-novos-eleitores/ https://simsaogoncalo.com.br/nao-queremos-novos-politicos-precisamos-de-novos-eleitores/#respond Wed, 12 Jul 2017 15:28:22 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4813 Economia e política sempre estiveram coladas no Brasil. E em São Gonçalo, não é diferente. Quando a economia está boa ou ruim, nossa tendência é culpar ou dar créditos aos políticos pela eficiência ou não do Estado. Para a nossa atual realidade, nada fora do normal. Num país onde tudo gira em torno do estado, […]

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Economia e política sempre estiveram coladas no Brasil. E em São Gonçalo, não é diferente. Quando a economia está boa ou ruim, nossa tendência é culpar ou dar créditos aos políticos pela eficiência ou não do Estado.

Para a nossa atual realidade, nada fora do normal. Num país onde tudo gira em torno do estado, nem as ótimas aposentadorias ou crescimento de grandes empresas escapam da intervenção estatal.

2017, um ano de mudanças silenciosas

Depois do tsunami de junho de 2013, todo o barulho causado pela onda de mudanças se esvaiu. A real é que as pessoas cansaram. Afinal, depois de tantas catarses coletivas, é preciso voltar o olhar para nossas próprias vidas.

Entretanto, esse ano corrente está sendo um período de surpresas.

Com reforma trabalhista em curso de aprovação, mudanças nas políticas do BNDES – com revisão do apoio irrestrito às grandes empresas – retorno do Comperj, crescimento dos empreendedores por necessidade e dos pequenos negócios, o perfil das cidades médias brasileiras tende a se alterar.

E, consequentemente, dos eleitores também.

Nova política não existe

Muito provavelmente, você que está lendo deve achar que esse papo da “nova política” está gasto. E é verdade, está.

O jeito de fazer política nunca mudará. O ser humano só faz o que é bom para si próprio. Até mesmo quem se doa para trabalhar para os outros, só o faz porque sente prazer nisso.

Tenho a impressão de que o comportamento do consumidor atual, que deseja saber mais sobre o produto, cobrando mais qualidade e com mais valores comparativos, esteja se refletindo no eleitor.

Os novos eleitores estão chegando e serão obrigados a tomar uma decisão

Os novos eleitores ainda anulam seus votos. Olham tudo com desconfiança e acham que não precisam do estado para nada.

Outra parte deles, por desconhecimento, diz acreditar em ideologias ditas de “esquerda” ou “direita”. Na verdade, boa parte deles não sabe muito o que isso significa.

Alguns acreditam em candidatos que sempre viveram às custas das forças armadas ou do estado falando que são direita. Outros acreditam em candidatos populistas de esquerda que beneficiam desproporcionalmente grandes empresas do “livre mercado”.

Porém, com leis trabalhistas diferentes, escassez do emprego formal, “Pejotização”, estado com menos dinheiro e empreendedorismo tornando-se porta de saída, rarefação dos concursos públicos e aumento nos contratos CLT com o estado (olha as OS), eles terão de tomar uma decisão.

E não vai restar espaço para a omissão.

Muitos dos novos eleitores ainda estão na faculdade e ensino médio. Outros já estão trabalhando ou tentando trabalhar. Alguns ainda não tem filhos. Outros já tem 1 ou 2 crianças para alimentar.

Não é difícil encontrá-los. Só não é fácil reuni-los.

Eles não precisam de uma nova política. Aliás, eles sabem fazer política como poucos. Também não precisam ser políticos. Só precisam se encontrar para verem que o assistencialismo que mantém os votos dos políticos de sempre pode ser quebrado.

Os novos eleitores ainda não estão prontos. É um processo. Eles mal sentiram os efeitos desse 2017 sobre suas vidas. Mas acredite, nada será como antes.

Foto de capa: Fernando Bittencourt

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A pobreza se tornou ilegal em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/pobreza-se-tornou-ilegal-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/pobreza-se-tornou-ilegal-em-sao-goncalo/#respond Thu, 22 Jun 2017 15:48:31 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4724 Se a Lei Nº 7 der certo em São Gonçalo, onde raças se misturam e os índices sociais são baixos, servirá de modelo para outras regiões. A cidade de São Gonçalo, dona da segunda maior população do Estado do Rio de Janeiro, acordou diferente nesta manhã: a Lei Nº 7, que torna a pobreza ilegal, […]

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Se a Lei Nº 7 der certo em São Gonçalo, onde raças se misturam e os índices sociais são baixos, servirá de modelo para outras regiões.

A cidade de São Gonçalo, dona da segunda maior população do Estado do Rio de Janeiro, acordou diferente nesta manhã: a Lei Nº 7, que torna a pobreza ilegal, foi aprovada ontem em definitivo pela Câmara de Vereadores. São Gonçalo orgulha o Brasil por ser a primeira cidade do mundo a criminalizar a pobreza.

O morador de rua, em condições insalubres, ou quem não tem o que comer pode prestar queixa contra a Prefeitura na delegacia. Se comprovado que houve negligência assistencial, os funcionários públicos responsáveis podem ser presos.

Exigiu bastante esforço dos vereadores a aprovação da Lei de Repúdio à Pobreza, como também é chamada a Lei Nº 7. O prefeito vetou integralmente o projeto alegando “contrariedade ao interesse público”. Apelando à Constituição Federal, que estabelece moradia e alimentação entre os direitos sociais brasileiros, os defensores do projeto na Câmara conseguiram maioria simples para derrubar o veto.

Dona Maria, esposa de Seu José, morava na rua com seu marido há dois anos, desde que fugiram da seca do sertão pernambucano para tentar sobreviver em São Gonçalo. Eles foram os primeiros a denunciar sua penúria e ganharam na Justiça o benefício do aluguel social e uma ajuda de custo mensal equivalente a um salário mínimo.

A classe média gonçalense, empresários e pessoas que dizem que se esforçaram para vencer na vida sem jamais receber auxílio financeiro, que são contra a existência de cotas e acordam cedo todos os dias para trabalhar foram veementemente contra a Lei. Protestaram nas principais avenidas da cidade porque “não são obrigadas a sustentar vagabundos”, nas palavras delas. A Federação das Indústrias de São Gonçalo (FISG) emitiu uma nota de repúdio, redigida pelo Movimento São Gonçalo Livre (MSL), à lei que repudia a pobreza.

Mas os recursos necessários para atender à população já existiam através do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (que incide sobre alguns produtos passíveis de cobrança de ICMS), antes usado pelo governo do Estado do Rio para tapar buracos da crise financeira provocada por Cabral e companhia.

Defensores da lei afirmam que os gonçalenses – e todos os seres humanos – são responsáveis uns pelos outros. Sendo impossível alguém se tornar rico, ou de classe média, vivendo em isolamento, e a riqueza praticável apenas em sociedade, onde o dinheiro é usado na aquisição de bens e serviços criados por outros indivíduos, a mesma sociedade é obrigada a amparar os necessitados.

O projeto despertou o interesse de instituições de combate à pobreza da Organização das Nações Unidas. Se a Lei Nº 7 der certo em São Gonçalo, onde raças se misturam e os índices sociais são baixos, servirá de modelo para outras regiões.

Percebendo a atenção externa e o desperdício de uma oportunidade política, logo a FISG e o MSL publicaram na Internet um pedido de desculpas pela análise precipitada da Lei.

Em cada discurso de votação, os vereadores exaltaram a igualdade social. Ganhando R$ 15 mil por mês, enquanto a renda per capita no município é inferior ao salário mínimo, eles estudam reduzir seus salários em 50% em um projeto seguinte.

Além de moradia e bolsa-auxílio, o ex-pobre receberá noções de negócios e será incentivado a criar cooperativas e a buscar emprego no mercado formal. Os gonçalenses se olham nas ruas hoje com mais respeito e compaixão.

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Dicas de imagem para pessoas públicas que recebem salário do governo https://simsaogoncalo.com.br/dicas-imagem-pessoas-publicas-salario-governo/ https://simsaogoncalo.com.br/dicas-imagem-pessoas-publicas-salario-governo/#respond Thu, 22 Jun 2017 03:55:09 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4705 Se expor nas redes sociais é algo corriqueiro hoje em dia. Entretanto, é preciso entender como aparecer se você é uma pessoa pública. Políticos e políticas da cidade (e região), este post é para vocês. Levem-no como uma consultoria de imagem gratuita. Isso se vocês quiserem algo a mais que uma cadeirinha de vereador ou […]

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Se expor nas redes sociais é algo corriqueiro hoje em dia. Entretanto, é preciso entender como aparecer se você é uma pessoa pública.

Políticos e políticas da cidade (e região), este post é para vocês. Levem-no como uma consultoria de imagem gratuita. Isso se vocês quiserem algo a mais que uma cadeirinha de vereador ou um cargo nas secretarias, é claro.

Se sua intenção for apenas manter seu emprego público temporário, desconsidere. Até mais!

Mas se você deseja prosseguir com a sua “vida pública” de forma coerente com a realidade brasileira, continue aqui.

Mapeando comportamentos na internet

A coisa mais valiosa na internet são os dados. E como vimos no fenômeno estadunidense Trump, essas análises de dados podem levar a decisões estratégicas que auxiliam na vitória de uma eleição.

Para você que é leigo no assunto, saiba que todas as suas informações fazem parte de um grande bolo de dados que serve para duas coisas: gerar compras e votos.

Sabendo disso, seria prudente pensar 70 vezes antes de publicar qualquer coisa na web.

Porém, os robôs da internet só querem saber suas preferências pessoais. Já as pessoas reais… essas querem saber o que você está fazendo.

E se você for uma pessoa pública que recebe salário do município… é possível que quem banca com impostos uma situação de vida, não fique muito contente em ver e não compartilhar daquilo.

Em suma: se você se dispõe a ser uma pessoa pública, precisa pensar 70 vezes 7.

Mas, será por quê?

Riqueza vs Pobreza brasileira

Não sei se vocês sabem, mas 46% dos brasileiros têm renda familiar de até R$1.356. Na prática, pouco mais de 1 salário mínimo. A faixa de renda seguinte não vai muito além. Somando, são cerca de 66% das famílias brasileiras ganhando até 2.034 reais.

Índice de Renda no Brasil segundo o Datafoha/2013.
Fonte: Datafolha/2013. Obs.: A soma não chega a 100%, pois parte dos entrevistados se nega a declarar a renda.

Agora veja: como lidar com a situação de ver vereadores ganhando 15.000 reais, fazendo parte dos 1% mais ricos do Brasil? E os secretários e subsecretários? Como saber que estes estão na faixa dos 4% mais ricos, sendo que esta é bancada pelo erário do município nutrido pelos impostos?

Difícil, não é?

Agora, um segredo que vou contar só para você: essa pesquisa foi feita em 2013. Sim, aquele último ano financeiramente bom no Brasil.

Se em 2013 estávamos assim, nesse nível de desigualdade, o que dizer de 2017, em meio à uma crise econômica? O que você acha que está acontecendo com essa pirâmide de renda, hein?

O fato é que com esses índices recordes de desemprego, a base deva estar maior.

Mas, e daí? Não devo mostrar minha vida?

Bem, se você é uma pessoa pública, que se envolveu no processo eleitoral e recebe uma fatia do orçamento público, minha resposta vem com uma pergunta:

“você se sente bem expondo seus hábitos de consumo, recebendo um alto salário num cargo público bancado por impostos de gente que ganha tão pouco?”

Se as pessoas fossem funcionárias públicas, que passaram no concurso e tal, mesmo eu não concordando com a distorção dos salários pagos no Brasil, ainda sim, eu defenderia seu direito de se expor. Afinal, tudo foi alcançado às custas de seus esforços.

Mas quando políticos e políticas, beneficiados por contatos pessoais e familiares, recebem salários que os deixam na faixa dos 5%, desculpe… mas vocês precisam redobrar a atenção na hora de mostrar seus hábitos e suas vidas.

Ainda acham que não? Então perguntem aos 66% das famílias brasileiras. E em se tratando de São Gonçalo, Itaboraí, o número deve proporcionalmente ainda maior.

Então, o que fazer pessoas públicas?

A dica básica é fechar suas redes sociais. Se seus dedos coçam na hora de mostrar que estão no Shopping X, no Restaurante Y ou no lugar Z, basta fechar seus perfis para seus amigos apenas. Aqueles que lhe conhecem e desejam compartilhar da sua vida com vocês.

Se você acha que é tranquilo, continue. Em tempos de Lava-Jato, onde a imagem de políticos e envolvidos no meio está imunda, talvez seja prudente refletir qual o comportamento nas redes sociais (e fora delas) de uma pessoa pública que recebe um generoso salário municipal. Eu pensaria umas… 70 vezes 7.

O bom senso agradece.

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A economia criativa como um projeto de saída da crise econômica https://simsaogoncalo.com.br/economia-criativa-como-um-projeto-de-saida-da-crise-economica/ https://simsaogoncalo.com.br/economia-criativa-como-um-projeto-de-saida-da-crise-economica/#respond Fri, 19 May 2017 14:37:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4640 O Rio sempre foi o pólo cultural do país. Mas porque até hoje houve poucos movimentos do setor público para o desenvolvimento econômico do setor através da economia criativa? O Estado do Rio passa hoje por uma grave crise financeira, afetando quase todos os serviços públicos prestados. O déficit na arrecadação e o rombo nas contas […]

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O Rio sempre foi o pólo cultural do país. Mas porque até hoje houve poucos movimentos do setor público para o desenvolvimento econômico do setor através da economia criativa?

O Estado do Rio passa hoje por uma grave crise financeira, afetando quase todos os serviços públicos prestados. O déficit na arrecadação e o rombo nas contas públicas não param de crescer, deixando servidores e aposentados sem salários, diversos serviços paralisados, além do sucateamento de diversas instituições estaduais. O cenário de crise é gravíssimo e merece uma análise aprofundada sobre suas causas e efeitos a médio e longo prazo. Superficialmente, é possível apontar a política de isenção fiscal promovida pelo consórcio Dilma-Cabral como fundamental para o cenário de caos atual.

Pezão, Cabral, Dilma e Eduardo Paes, os responsáveis pela crise financeira do Rio de Janeiro.
Pezão, Cabral, Dilma e Eduardo Paes, os responsáveis pela crise financeira do Rio de Janeiro.

Dentro desse contexto nada animador, a pergunta que fica é: será possível sairmos da crise? Como recuperar o dinamismo da economia quando indústria, comércio e construção não dão quaisquer sinais de reação? Quanto tempo ainda durará o cenário de incertezas? Mas a principal pergunta que faço é: qual projeto político apresentado em 2018 será capaz de apontar saídas efetivas da crise? E é sobre uma das possíveis saídas que desejo falar.

Dados do Setor Criativo

Sempre fui um entusiasta da economia criativa por acreditar ser ela a grande possibilidade de equacionarmos desenvolvimento econômico e sustentabilidade no contexto de uma grande metrópole como a nossa. A dimensão econômica da cultura, acrescida do desenvolvimento tecnológico mostra que é possível superarmos o desenvolvimentismo fracassado da era petista, além da dependência da exportação de commodities, como o petróleo e gás no Rio de Janeiro. Fazem parte da economia criativa o ramo das artes, do artesanato, do audiovisual, do mercado editorial, do design, do turismo cultural, além de muitos outros serviços.

Segundo dados de 2016 da FIRJAN, o Rio de Janeiro é o principal pólo da economia criativa no Brasil. O número de empregos formais dobrou nos últimos 10 anos e a média salário deste setor tem sido de R$ 5.400,00, enquanto que a média fora dele é de R$ 2.100,00. Somente na capital, o setor movimenta cerca de R$ 11 bi por ano, alcançando 107 mil trabalhadores. Já segundo o IPEA, o segmento movimenta entre 1,2% e 2% do PIB nacional, empregando 2% da mão de obra e respondendo por 2,5% da massa salarial.

Um projeto possível

Região onde será instalado o novo pólo de Economia Criativa

A Prefeitura de Niterói firmou parceria com a UFF para desenvolvimento do projeto Península da Inovação que consiste em atrair investimentos privados para estabelecer um novo pólo de desenvolvimento tecnológico na região do Gragoatá, São Domingos e Boa Viagem. O planejamento prevê a recuperação de casarões degradados para a instalação de startups. O papel do poder público seria criar a estrutura necessária para o desenvolvimento local através de isenção de IPTU para os proprietários que destinarem os imóveis para a instalação das empresas do setor, isenção de ISS para as empresas instaladas na região, além da reestruturação da infraestrutura urbana e tecnológica da região como melhorias nas redes de fibra ótica.

Região onde será instalado o novo pólo de Economia Criativa em NIterói.
Região onde será instalado o novo pólo de Economia Criativa em NIterói.

Outra região onde o investimento do setor público tem sido fundamental é a zona portuária do Rio. A região tem se consolidado como um dos principais pólos de economia criativa do Estado do Rio, não só pela sua localização próxima ao Centro, como também pelo valor das locações de grandes casarões na região, muito abaixo do especulado na Zona Sul e Centro da cidade. De olho no potencial, a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro — Cdurp está mapeando o local para desenvolver políticas públicas que possam atrair mais empresas do setor para a região. Até 2015, já eram mais de 200 profissionais da área atuando no local.

Provocações finais

Os exemplos destacados são apenas algumas formas de como uma ação do Estado pode ser eficaz na reorganização econômica. Na última eleição municipal, a única candidatura que apresentou a economia criativa como norteadora para a retomada do crescimento foi a de Alessandro Molon, na capital. Muito pouco perto do potencial econômico do setor não só para a capital, como também toda a região metropolitana do Rio. Neste caso, Niterói sai na frente através da ação da sua Prefeitura.

Mas porque não pensar políticas públicas para o desenvolvimento do setor em nível estadual?

Palavras em inglês para dar credibilidade
Palavras em inglês para dar credibilidade.

Municípios como São Gonçalo e São João de Meriti, além de Campos, Paraty e outros do interior, poderiam tornar-se verdadeiros pólos de produção da economia criativa graças ao contexto local. A localização estratégica dessas cidades, acrescida de um grande potencial criativo e cultural dos seus cidadãos, motivaria a instalação de empresas do setor. O papel do Governo do Rio seria o de desenvolver a infraestrutura das regiões onde os pólos se concentrariam, pensando questões como o deslocamento dessas áreas para a capital e o aumento da capacidade tecnológica desses locais.

É fundamental que um programa conectado com as demandas do século XXI, onde o desenvolvimento econômico é atrelado à sustentabilidade ambiental e cultural, tenha como eixo norteador de sua política econômica o desenvolvimento de pólos de economia criativa em todo o Estado do Rio. Será possível pensarmos juntos, propostas concretas para esta demanda?

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Quais as perspectivas do debate para o Governo do Rio em 2018? https://simsaogoncalo.com.br/quais-as-perspectivas-do-debate-para-o-governo-do-rio-em-2018/ https://simsaogoncalo.com.br/quais-as-perspectivas-do-debate-para-o-governo-do-rio-em-2018/#comments Wed, 10 May 2017 14:23:51 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4602 A disputa para o Governo do Rio em 2018 está se aproximando, porém, as movimentações ainda são tímidas. Não há qualquer debate amplo sobre quais as possibilidades para a saída efetiva da crise. A política nacional está realmente de tirar o fôlego. Muito mais intrigante que a nova temporada de House of Cards ou qualquer […]

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A disputa para o Governo do Rio em 2018 está se aproximando, porém, as movimentações ainda são tímidas. Não há qualquer debate amplo sobre quais as possibilidades para a saída efetiva da crise.

A política nacional está realmente de tirar o fôlego. Muito mais intrigante que a nova temporada de House of Cards ou qualquer similar. Os depoimentos de empreiteiros, as reformas de Temer, os desdobramentos da Lava jato, os embates no Judiciário… Está difícil falar de outra coisa na política. Porém, essa semana fiquei curioso em saber como anda o cenário em nosso Estado, já que Pezão está na beira de ser cassado pelo TSE e nenhum programa alternativo tem se apresentado. Pois bem. Irei falar rapidamente sobre como andam as movimentações acerca dos nomes para o ano que vem.

Marcelo Crivella e Índio da Costa
Índio da Costa e seu apoiador, Marcelo Crivella.

Índio da Costa (PSD) é o único pré-candidato oficial ao Governo do Estado até o momento. Ele será o candidato de Crivella e do PRB. O ex-técnico de vôlei Bernardinho tem sido sondado pelo PSDB para ser candidato. A candidatura de Eduardo Paes depende exclusivamente dos desdobramentos da Lava jato. Caso consiga sair ileso, Paes será candidato, mas não pelo PMDB. As negociações com PTB e PDT tem avançado até o momento.

O DEM de César Maia está flertando com Armínio Fraga, para que seja o candidato do partido ao Governo. Em caso de negativa, o próprio Maia deve ser o candidato, contando com o apoio do PMDB. A candidatura do senador Romário (PSB) não parece vingar. O baixinho afastou-se do partido e não tem se apresentado mais como pré-candidato. O PSOL irá lançar o vereador da capital Tarcísio Motta, candidato do partido também em 2014.

Mais do que eventuais nomes que estarão na disputa, precisamos iniciar desde já o debate sobre qual programa para o Estado nós queremos. O Rio de Janeiro vive um caos econômico causado majoritariamente pela queda do preço do petróleo e pela política de isenções fiscais do governo Cabral-Pezão. Servidores, empreendedores e trabalhadores em geral estão sendo penalizados por sucessivos erros na condução do Governo.

O Governo do Estado é responsável por questões que afetam diretamente o cotidiano do gonçalense e do fluminense em geral. A segurança pública, a educação básica, a mobilidade urbana e o saneamento básico são apenas alguns temas que são responsabilidade do Governo do Estado. Que tipo de programa gostaríamos que fossem apresentados no pleito de 2018?

Polícia Militar do Rio de Janeiro em patrulhamento de ruas.

Uma discussão pública e democrática precisa ser iniciada desde já. Quais as saídas para a crise de segurança pública que vivemos? Maior investimento no aparato de repressão ao crime (Polícia Militar)? Fortalecer as instituições de inteligência e investigação (Polícia Civil)? Apostar em políticas de assistência social e diminuição da desigualdade? Onde e, principalmente, quando iniciaremos as discussões sobre esses temas?

Crise e falta de debates para o governo do Rio

Precisamos ter em mente que a atual crise foi justamente causada pela nossa total falta de discussão em relação à qual projeto político queríamos para o nosso governo. O debate do segundo turno em 2014 foi todo norteado pela lógica se Crivella implementaria ou não uma teocracia (sic). Alguém consegue se lembrar de algum ponto concreto do programa de Pezão apresentado em 2014? Pagamos um preço caro por negligenciarmos as questões programáticas da disputa eleitoral.

Hoje, não há qualquer movimentação dos núcleos vivos da sociedade, sindicatos, associações ou movimentos em torno de uma discussão sobre qual Rio de Janeiro queremos para 2019–2022. Diante desse cenário nada animador, faço aqui uma provocação: que tal nos engajarmos em discutir nosso Estado com o mesmo empenho que discutimos se Lula será ou não candidato em 2018? Que tal, ao falarmos da reforma da previdência, falarmos também da necessidade de uma reforma no Rio?

Quem será o próximo ou próxima ocupante do palácio Guanabara? Terá futuro?

Termino convocando amigos interessados no cenário político para 2018 em constituirmos um grupo capaz de mobilizar as pessoas à discutirem sobre a atual crise do Rio e quais as perspectivas de saída. Para onde devemos ir? Onde apostar? Qual o caminho? Qual é o Rio de Janeiro que queremos?

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O coronelismo gonçalense: o poder dos donos dos bairros https://simsaogoncalo.com.br/o-coronelismo-goncalense-o-poder-dos-donos-dos-bairros/ https://simsaogoncalo.com.br/o-coronelismo-goncalense-o-poder-dos-donos-dos-bairros/#comments Tue, 28 Mar 2017 03:12:34 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4391 Ao assistir novelas de época, quem nunca se deparou com a figura do Coronel? Geralmente, os grandes vilões da história. São donos de grandes fazendas, têm capatazes que fazem o trabalho sujo e possuem uma gigantesca influência política na cidade. A política coronelista foi uma das principais características do sistema político brasileiro no meio Rural. Os coronéis conquistavam […]

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Ao assistir novelas de época, quem nunca se deparou com a figura do Coronel? Geralmente, os grandes vilões da história. São donos de grandes fazendas, têm capatazes que fazem o trabalho sujo e possuem uma gigantesca influência política na cidade.

A política coronelista foi uma das principais características do sistema político brasileiro no meio Rural. Os coronéis conquistavam poder político usando meios como:

  1. Violência, surras, ameaças físicas, psicológicas e sociais (como perda de emprego e/ou moradia);
  2. Favores entre o coronel e os eleitores;
  3. Fraudes eleitorais. Com a êxodo das áreas rurais para as áreas urbanas, o poder dos coronéis no interior foi sendo, aos poucos, extintos.

A política municipal e o coronelismo gonçalense

Analisando a política gonçalense, podemos notar características desse período. Com uma população estimada em 1.044.058 (um milhão, quarenta e quatro mil e cinquenta e oito) habitantes, não somos, nem de longe, uma cidade pequena. De fato, São Gonçalo é a 16ª maior cidade do Brasil. Em população, ficamos à frente de capitais importantes como Maceió e Natal. Entretanto, mesmo numa cidade de tamanhas proporções, a política ainda é feita por coronéis. Os “donos” dos bairros.

As eleições legislativas em São Gonçalo não são feitas pensando num cenário macro. As propostas não incluem fiscalização das ações do Executivo, corte de despesas, revisão nos gastos com pessoal, nem mudanças na organização administrativa na cidade. Em sua maioria, elas são: asfalto, retirada de entulhos e pequenos reparos dentro dos bairros de origem do candidato. Mais parece uma eleição para ‘síndico’ do bairro que para um cargo que tem, como uma das principais funções, fiscalizar os atos do prefeito, do poder Executivo.

Os políticos ‘donos de bairro’ são conhecidos como salvadores. São eles os responsáveis por promover festas, fazer pequenos reparos, tapar buracos, recolher entulhos e, claro, dar empregos. Afinal, quem não conhece alguém que arrumou emprego falando com alguma figura pública do bairro? Essas pessoas exercem uma enorme influência na vida social do bairro.

Bairro de Alcântara em São Gonçalo – Rio de Janeiro
Alcântara vista de cima. Um dos maiores bairros de São Gonçalo – RJ.

Agora, qual a semelhança com os coronéis?

A violência e as surras já não são mais tão comuns assim. Já a violência psicológica continua. Ameaças de perda de emprego, fim dos tais pequenos reparos, ou seja, fim da quase total representação daquela comunidade perante o poder público.

Já a troca de favores continua presente. Seja num voto em troca de um cargo, por uma lata de tinta ou ainda pior: em troca de 50 reais.

No geral, a população com uma baixa renda média e baixo nível de estudo, vê no político um ‘pai’. Sem nenhuma culpa. Um Estado paternalista é um Estado grande, com forte poder de decisão e influência sobre a vida privada dos indivíduos.

Ao atribuirmos figuras paternas ao Estado, estamos atribuindo-lhe também mais poder, mais dinheiro e, infelizmente, mais corrupção.

Com esse cenário, perpetuam-se na política municipal atual os mesmos figurões de legislaturas anteriores. A situação não muda. E São Gonçalo continua com um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano do estado, com 0,739. Niterói, cidade vizinha, tem 0,837 – o melhor do estado e o 7º nacional (IDH 2010).

Existe alguma expectativa de melhora?

Sim. Em todo país, as últimas eleições municipais foram marcadas pela busca de mudanças. Em São Paulo e Belo Horizonte, foram eleitos prefeitos que jamais tinham sido eleitos a cargos público, como João Dória e Alexandre Kalil, respectivamente.

Aqui em São Gonçalo, o antigo prefeito não conseguiu sequer chegar ao segundo turno, sendo esse disputado por dois candidatos que jamais haviam disputados cargos majoritários.

Além disso, tivemos uma boa votação de três jovens candidatos: Diego São Paio, Marlos Costa e Profº Josemar. Apesar de extremamente diferentes entre si, os três usam o discurso de “renovação na política”. E, independe de sua posição no espectro político, nunca precisamos tanto de renovação.

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Eliane Nanci: o retorno da figura da primeira-dama em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/eliane-nanci-o-retorno-da-figura-da-primeira-dama-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/eliane-nanci-o-retorno-da-figura-da-primeira-dama-em-sao-goncalo/#comments Tue, 03 Jan 2017 04:24:03 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4237 Era sexta-feira pela manhã. A equipe do ainda candidato José Luis Nanci tinha marcado comigo em sua casa para fazermos a entrevista para o SIM São Gonçalo. Chegando lá, foi ela a primeira a me recepcionar. Comentava sobre a postura dele, dava dicas para a equipe, organizava a agenda, com uma disposição invejável para aquela hora da […]

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Era sexta-feira pela manhã. A equipe do ainda candidato José Luis Nanci tinha marcado comigo em sua casa para fazermos a entrevista para o SIM São Gonçalo. Chegando lá, foi ela a primeira a me recepcionar. Comentava sobre a postura dele, dava dicas para a equipe, organizava a agenda, com uma disposição invejável para aquela hora da manhã. Como eu não a conhecia pessoalmente, aos poucos fui entendendo a situação: era a futura primeira-dama da cidade.

Assim como para boa parte dos gonçalenses, a figura da primeira-dama andou desaparecida. Explico. Depois do prefeito Ezequiel Mattos (1989–1992 / 1997–2000), cuja cônjuge é a política Graça Mattos; de João Bravo (1993–1996), casado com Linda Bravo; e de Henry Charles (2001-2004), casado com a ex-deputada federal Elaine Costa; Aparecida Panisset (2005 – 2012) chega ao poder. Entretanto, por não ser casada, não havia um “primeiro-cavalheiro” para ali representar. Já Neilton Mulim (2013-2016), pouco sabemos de sua família. Em 2017, eis que entra em cena Eliane Nanci.

Eliane Nanci e José Luiz Nanci na Igreja de Nossa Senhora das Graças, no Porto Velho.
Eliane Nanci e José Luiz Nanci.

Diferente da bela, recatada e do lar Marcela Temer, Eliane é empresária e sócia do grupo Bisturi, cuja loja fica ali no Zé Garoto. Sua fama de bem disposta e simpática já tinha me chegado aos ouvidos bem antes disso, porque o casal frequentava (ou ainda frequenta) a igreja de Nossa Senhora das Graças, no Porto Velho. Como passei boa parte da minha adolescência nos movimentos religiosos de lá, não precisei fazer muito esforço para ouvir falar da “Tia Eliane”.

Nas semanas antes da posse de José Luiz Nanci (2017-2020), vi a postagem do “a Política RJ” falando sobre a interferência de Eliane na escolha do secretariado. Uma infinidade de comentários discutiam sobre a legitimidade desses atos. Na hora, fiquei pensando o que diriam se fosse ao contrário, com ela prefeita e ele sendo o primeiro-cavalheiro.

A primeira-dama Eliane Nanci, o prefeito eleito José Luiz Nanci e o vice-prefeito Ricardo Pericar em missa na Igreja Nossa Senhora das Graças (Porto Velho) para celebrar a vitória nas eleições municipais de 2016.

A imagem da esposa do governante sempre teve um papel um tanto “maternal”. Os mais antigos ainda insistem na visão da primeira-dama “mãe do povo”, que cuida das obras de assistência social. Apesar desse papel pseudo-decorativo, é nelas que acabam se centrando os conflitos íntimos e familiares, especialmente nos momentos de grande estresse.

Tendo a acreditar que o projeto político é sempre do casal. O exercício do poder é um processo solitário, especialmente nos momentos de baixa popularidade do governante. Sem falar que existe toda uma vida pregressa, com laços sociais criados por ambos. Sendo assim, acho mais que natural ela lembrar nomes próximos e vetar outros que só estão ali pela oportunidade do poder.

O problema das indicações familiares

De todo esse imbróglio, um merece destaque. O primo de Eliane, Guilherme Solé, que participará do secretariado de José Luiz Nanci. Mesmo sem conhecer as credenciais do cidadão, ter um familiar no primeiro escalão da 16ª maior cidade do Brasil nos fez parecer uma cidade da roça, novamente.

Na parca informação que conseguimos encontrar, achamos esse link de seu Linkedin (rede social de profissionais). Com pouquíssimos dados, fica cada vez mais indefensável ter um parente no poder, sem que nós consigamos saber, pelo menos, quem é. Atitudes como essa, que beneficia os de casa, pode ser um complicador para a maioria, também conhecida como “povo gonçalense”. Comprovar competência e deixá-las públicas é um dever básico hoje em dia, especialmente quando se é pessoa pública.

O governo começou ontem e já está recheado de polêmicas. Deixar que o primo viesse foi um dos equívocos. Ainda assim, desejamos sorte e sabedoria à primeira-dama Eliane Nanci. Até 2020, muita coisa ainda vai gerar assunto, inclusive as projeções de uma possível candidatura sua. Afinal, postura ela tem.

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Adeus, Neilton Mulim! O governo de um prefeito fracassado https://simsaogoncalo.com.br/fracassado-prefeito-neilton-mulim/ https://simsaogoncalo.com.br/fracassado-prefeito-neilton-mulim/#comments Thu, 29 Dec 2016 21:47:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4225 Quando as urnas foram abertas, quase ninguém acreditou. Nem mesmo ele. Afinal, como seria possível alguém conseguir uma vitória depois de quase ter chegado em 3º lugar no primeiro turno? Para os religiosos mais fervorosos, a vitória se atribui a Deus. Mas no mundo dos homens, foram os ânimos contrários à outra gestão que consagraram, no dia […]

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Quando as urnas foram abertas, quase ninguém acreditou. Nem mesmo ele. Afinal, como seria possível alguém conseguir uma vitória depois de quase ter chegado em 3º lugar no primeiro turno? Para os religiosos mais fervorosos, a vitória se atribui a Deus. Mas no mundo dos homens, foram os ânimos contrários à outra gestão que consagraram, no dia 28 de outubro de 2012, o ainda deputado federal Neilton Mulim como prefeito.

Neilton Mulim em Campanha para prefeito
Neilton Mulim em sua primeira eleição para prefeito, em 2012. Ao lado, a vice Mariângela Valviesse.

Logo no primeiro ano, Mulim sofreu o primeiro baque. Aliás, não só ele. Praticamente todos os prefeitos de cidades tocadas pelas manifestações de 2013 foram penalizados. Começava ali o calvário. Enquanto Rodrigo Neves, em Niterói, e Eduardo Paes, no Rio, se esquivavam, o prefeito de São Gonçalo parece ter sentido o golpe da ira popular. O grito “Fora, Mulim!” já ecoava em frente à prefeitura, mesmo que prematuramente.

Cobrado constantemente pela promessa da passagem a R$1,50, não teve coragem de dialogar de forma aberta com a população e vereadores. O resultado foi nítido: a proposta fraca e pífia foi vetada na câmara. Culpa que ele pôs na conta dos vereadores. Ainda tentou permitir que as vans fossem às ruas, tudo na mão grande. Mas a justiça caiu em cima e decretou a atividade como ilegal.

O plano imaturo

Pensávamos que o mandato seria de reformas. Afinal, na campanha foi prometido que teríamos uma empresa municipal de lixo, outra de água… Ouvíamos notícias e víamos as obras de melhorias nas áreas de onde o prefeito é oriundo, no distrito de Monjolos. Mas havia alguma coisa de diferente no ar. Era um prefeito pacato demais.

O pensamento “já que estamos aqui, então vamos aproveitar” ficou claro em 2014. Com uma campanha que tinha gente nas ruas durante quase toda a eleição, Neilton Mulim elegeu seu irmão, Nivaldo Mulim. Tão inexpressivo quanto o irmão, ganhou o voto dos que ainda caíram no conto populista do “Café Social”.

Nivaldo Mulim e seu Café Social
Nivaldo Mulim e seu Café Social. Uma verba que poderia ser melhor usada, caso não houvesse tanto populismo.

Aliás, um parênteses: o dinheiro que se gasta nessas baboseiras populistas bancaria muita creche popular na cidade. E com um um bônus: a família da criança poderia tomar café com ela na escola. O impacto seria muito maior que um cafezinho no meio da praça.

Com 93.192 votos, o agora deputado Nivaldo Mulim via crescer a popularidade do clã familiar. Entretanto, a campanha que o tornou o 6º legislador estadual mais votado do Rio de Janeiro não deve ter sido barata, dado o volume de propaganda e gente balançando bandeira que víamos nas ruas.

Agora, com um deputado estadual e um prefeito, os olhos se voltavam para 2016. Mas aos poucos, o tsunami da impopularidade bateu à porta. A falta de tato e diálogo com as pessoas gerou ruptura até mesmo em quem antes apoiava o alcaide.

O fracasso das eleições 2016

Se fosse pra gente listar todos os mandos e desmandos, feitos e desfeitos, como a Operação Cidade Limpa e o ovo superfaturado, escreveríamos um livro, não um post.

Curiosamente, antes das eleições, houve quem apoiasse o ex-prefeito e o defendesse. Alguns diziam que ele fez “pouca propaganda” e por isso as pessoas não o viam. Mas depois da derrota, a cidade virou um trem desgovernado. Os resultados nós estamos vendo agora, ao final do mandato, com falta de pagamentos do funcionalismo municipal, da empresa de lixo e, até mesmo, da conta de luz, que há tempos não vinha sendo paga, gerando um corte de energia na prefeitura no último mês de 2016.

Curiosamente, todos que eram próximos se bandearam para outros caminhos. Quem era a favor, resolveu se calar. E quem nunca gostou, ficou ainda mais contra tudo que representa essa última gestão.

Nivaldo Mulim, Sandro Almeida e Dejorge Patrício
Reunião de governo com Nivaldo Mulim. Ao lado, Dejorge Patrício (candidato a prefeito 2016) e Sandro Almeida (candidado a Vereador 2016), antes governo, hoje oposição.

O futuro da cidade

Depois do trauma atual, com a quantidade de lixo nas ruas, é bem difícil que o clã dos Mulim seja eleito a algo maior que uma cadeirinha na câmara. Afinal, 3, 4 mil votinhos não é muita coisa para que continuem seu pequeno reinado em Monjolos.

Hoje, 29 de dezembro de 2016, a 2 dias do término de seu mandato, Neilton Mulim teve sua prisão decretada, por não fazer o pagamento do salário dos servidores do município. Muito provavelmente, se juntará ao grupo onde estão os outros dois prefeitos, Henry Charles e Aparecida Panisset, tornando-se inelegível durante um bom tempo.

Agora é esperar que a população não se esqueça do que anda sofrendo. Porque, se der mole, todos eles voltam como se nada tivesse acontecido.

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A chegada do vereador Papai Noel https://simsaogoncalo.com.br/chegada-do-vereador-papai-noel/ https://simsaogoncalo.com.br/chegada-do-vereador-papai-noel/#respond Sat, 24 Dec 2016 13:02:50 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4218 Papai Noel foi eleito vereador em São Gonçalo pela segunda vez. O primeiro ato do bom velhinho, ainda não diplomado, antes de tocar no gordo contracheque de R$ 15 mil, foi fazer uma festa de agradecimento pelos votos recebidos no Vila Três, seu curral eleitoral. Na semana anterior o carro de som anunciou alto pelo […]

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Papai Noel foi eleito vereador em São Gonçalo pela segunda vez. O primeiro ato do bom velhinho, ainda não diplomado, antes de tocar no gordo contracheque de R$ 15 mil, foi fazer uma festa de agradecimento pelos votos recebidos no Vila Três, seu curral eleitoral.

Na semana anterior o carro de som anunciou alto pelo bairro “A chegada de Papai Noel” e as crianças ficaram alvoroçadas. “Então Papai Noel existe”, era a conclusão natural delas, e não havia alegria maior porque Noel traria consigo atrações incríveis: pula-pula, fliperama, basquete eletrônico, piscina de bolinhas, algodão doce, pipoca e até tamancobol, jogo empolgante que não existia na minha infância. Nas ruas onde o carro de som passava, os pequenos mais insistentes arrancavam de seus pais o compromisso de levá-los ao lugar da grande chegada, a praça do Fumacê, comunidade dentro do Vila Três.

A praça está mal conservada, tem balanços quebrados, mato e lixo espalhados no chão, mas Papai Noel foi assim mesmo. Que homem humilde. E como sabe fazer uma festa boa sem revelar suas verdadeiras intenções e a origem da grana.

Não dava pra contar as crianças nas filas dos brinquedos, ou correndo pra cá e pra lá com sorriso no rosto, pipoca em uma das mãos e refrigerante na outra. Podia haver 100 ou 150 delas. Dezenas se espalharam só no campo de várzea onde um campeonato de futebol acontecia, dois times de meninos uniformizados disputavam uma partida e outros garotos aguardavam sua vez de jogar.

Ainda não lembrei de dizer que era tudo de graça, característica inconfundível dos eventos patrocinados por Noel, inclusive em tempos de crise econômica. Os brinquedos dos melhores shoppings centers de São Gonçalo espalhados ao alcance dos pobres, tudo de graça, até a cerveja distribuída moderadamente para as mamães e papais. A presença de Papai Noel na praça do Fumacê era deliciosa e seu poder mais óbvio do que a existência de Deus.

A harmonia da festa foi quebrada quando os bondes de motocicletas, sem placas, passaram em alta velocidade em direção ao Morro da Caixa d’Água. Carregavam jovens, negros, sem capacete e sem camisa mas usando boné, a moda da favela. Crianças que antes frequentavam as festas do Papai Noel e hoje são soldados do tráfico.

Quando as ajudantes de Papai Noel apareceram, houve uma comoção geral. Elas se aproximaram das crianças, colaram um adesivo da última campanha eleitoral no peito delas e disseram que era preciso manter o adesivo colado no corpo para ganhar presente. Os meninos e meninas pulavam, gritavam e rodavam de mãos dados, dando saltos de extrema felicidade. No adesivo estava escrito “Nanci 23”. Não sabia que o prefeito eleito é amigo do velhinho mais famoso do mundo.

Antes de cumprir sua promessa e distribuir os presentes, o vereador Papai Noel fez um louvável discurso em defesa da Educação. Ele não quer nenhuma criança gonçalense fora da escola. Mas, infelizmente, cometeu um erro grave: não colocou nenhuma lata de lixo no local da sua chegada. Crianças de todas as idades terminavam o algodão doce e jogavam o palito no chão, também repleto de copos descartáveis. Cena desagradável, mal educada e nem um pouco natalina.

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Um recado de D. Mariana para Neilton Mulim https://simsaogoncalo.com.br/um-recado-de-d-mariana-para-neilton-mulim/ https://simsaogoncalo.com.br/um-recado-de-d-mariana-para-neilton-mulim/#respond Sun, 18 Dec 2016 18:41:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4211 Não pretendia escrever mais uma vez sobre o prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim. São 06:10 e eu gostaria de estar dormindo. Acontece que Dona Mariana, uma senhora de 78 anos prejudicada pelo governo municipal, pediu para eu enviar um recado ao prefeito. Disse para D. Mariana que escreveria o artigo, mas a enrolei por […]

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Não pretendia escrever mais uma vez sobre o prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim. São 06:10 e eu gostaria de estar dormindo. Acontece que Dona Mariana, uma senhora de 78 anos prejudicada pelo governo municipal, pediu para eu enviar um recado ao prefeito.

Disse para D. Mariana que escreveria o artigo, mas a enrolei por semanas. Ela insistiu. Faz 2 anos que escrevo sobre Neilton Mulim e seu governo acabará em alguns dias, acho inútil qualquer recado agora. A senhora passou a perguntar todo santo dia se eu havia escrito sua reclamação. Como tenho medo de praga de gente idosa, resolvi escrever logo.

Dona Mariana tem dificuldades de locomoção, por causa de um fêmur quebrado meses atrás, e o projeto Rua Nova, menina dos olhos do governo Mulim, destruiu a calçada que havia na frente da casa dela e deixou no lugar algo parecido com uma trincheira de guerra.

Para uma idosa aposentada, morando sozinha na rua Alexandre Muniz, no Vila Três, manca e com uma vala de meio metro de altura a isolando do mundo, o esforço pra sair de casa é hercúleo. O mato ocupa a vala, não se vê o chão onde pisa. No canto esquerdo do buraco restou uma goiabeira que D. Mariana se agarra ao descer e subir, cheia de dor, quando precisa comprar pão, medicamentos e outros itens de necessidade básica.

“Prefeito, era melhor ter deixado minha calçada intocada, do jeito que estava antes das obras”, lamenta a senhora, moradora de São Gonçalo há mais de 60 anos. Recado dado. Outra falha do Governo que a envergonha, o cano do esgoto que sai da sua casa está à mostra, a Prefeitura não cobriu como deveria.

A calçada destruída de D. Mariana não é um caso excepcional de incompetência. Alguns moradores do quarteirão onde mora gastaram suas economias corrigindo o estrago nas calçadas causado pela Prefeitura. No Raul Veiga, bairro vizinho, a rede de esgoto recém construída entope e transborda semanalmente, a rede hidráulica quebra com frequência, o asfalto novo já cedeu em diversos trechos, outros nem asfalto receberam. No Bandeirante, soube de um bueiro instalado sem tampa na frente de uma garagem, impedindo o direito de ir e vir de carro dos moradores.

Embora tenha causado um rombo nos cofres públicos estimado em R$ 600 milhões (Jornal Extra), temo pelo bem-estar de Mulim. D. Mariana geme e chora quando escala a goiabeira para entrar em casa, soltando fogo raivoso pelas narinas e resmungando palavras incompreensíveis. Não gostaria de estar na pele do prefeito, praga de gente idosa é poderosa.

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Dejorge ou Nanci, já escolheu? Então vem que a gente te ajuda! https://simsaogoncalo.com.br/dejorge-ou-nanci-ja-escolheu-entao-vem-que-a-gente-te-ajuda/ https://simsaogoncalo.com.br/dejorge-ou-nanci-ja-escolheu-entao-vem-que-a-gente-te-ajuda/#comments Fri, 28 Oct 2016 14:37:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4166 Dejorge Patrício ou José Luiz Nanci? Você já viu algum dos debates entre os candidatos? Se não viu, fique tranquilo, te garanto que não perdeu nada. Ainda hoje, os modelos de debates, propagandas eleitorais e encontros de rua são pouco eficientes para você conhecer os políticos. Por isso, o SIM São Gonçalo foi ao encontro dos candidatos para mostrá-los de […]

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Dejorge Patrício ou José Luiz Nanci? Você já viu algum dos debates entre os candidatos? Se não viu, fique tranquilo, te garanto que não perdeu nada. Ainda hoje, os modelos de debates, propagandas eleitorais e encontros de rua são pouco eficientes para você conhecer os políticos.

Por isso, o SIM São Gonçalo foi ao encontro dos candidatos para mostrá-los de forma humana, conversando de forma descontraída, trazendo à tona quem realmente são.

Se você nos acompanha há algum tempo, deve lembrar que no primeiro turno a gente conseguiu fazer entrevistas com 4 dos 9 candidatos às eleições municipais de São Gonçalo em 2016. Dois dos candidatos que não conseguimos contato na primeira etapa chegaram ao segundo turno. Depois de muito custo, conseguimos falar com ambos. O resultado você pode conferir no youtube.com/simsaogoncalo, facebook.com/simsaogoncalo ou nos vídeos abaixo.

Se você preferir, abaixo estão os vídeos com as duas entrevistas. Elas estão divididas em 2 partes. A primeira é relativa ao candidato, já a segunda, se atém às questões políticas. Aproveite para vê-las agora. Um dos dois será seu próximo prefeito dos próximos 4 anos (2017 – 2020).

José Luiz Nanci

Candidato pelo PPS – 23

Dejorge Patrício

Candidato pelo PRB – 10

 

Candidatos e posteridade

Nessa série de entrevistas no SIM São Gonçalo, o mais interessante é a ideia de posteridade dos vídeos. Registrar como pensam os candidatos que almejam gerir a cidade nos próximos 4 anos, dá uma certa segurança para entendermos melhor os candidatos, entendendo exatamente o que cobrar de cada um.

 

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Pelo direito à São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/pelo-direito-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/pelo-direito-sao-goncalo/#comments Sat, 22 Oct 2016 20:41:32 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4161 Fora Dilma! Fora Cunha! Fora Temer! Diversas cidades do país foram palco nos últimos meses de grandes manifestações envolvendo os três gritos de ordem citados. Infelizmente, nossa cidade não foi protagonista em nenhum desses movimentos políticos. Os poucos atos com a coragem de ocupar nossas ruas tem sido pontuais em torno de reivindicações trabalhistas [em […]

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Fora Dilma! Fora Cunha! Fora Temer! Diversas cidades do país foram palco nos últimos meses de grandes manifestações envolvendo os três gritos de ordem citados. Infelizmente, nossa cidade não foi protagonista em nenhum desses movimentos políticos. Os poucos atos com a coragem de ocupar nossas ruas tem sido pontuais em torno de reivindicações trabalhistas [em suma, falta de pagamento da prefeitura] liderados pelos sindicatos.

As últimas manifestações de grandes proporções em nossa cidade foram há 3 anos, dentro do contexto de Junho de 2013, onde manifestações multitudinárias tomaram o país. Em São Gonçalo, 10 mil pessoas tomaram as ruas do Centro contra o aumento das passagens que estava sendo promovido pela Prefeitura. No primeiro ano de governo, Mulim teve na sua conta a maior manifestação da cidade, principalmente por causa do seu estelionato eleitoral em relação a redução da passagem.

Pessoas no ponto aguardando o ônibus. Foto: Ricardo Rigel / Jornal Extra.
Pessoas no ponto aguardando o ônibus. Foto: Ricardo Rigel / Jornal Extra.

Contudo, não podemos caracterizar a população gonçalense como apática ou indiferente ao regime de exploração que são colocados diariamente desde a falta de empregabilidade na cidade até a falta de linhas de ônibus noturnos para a volta do trabalho ou lazer. Tudo está intimamente ligado com a falta de ligação do cidadão com a cidade. O desconhecimento quase total de nossa história, a falta de espaços públicos gratuitos para ocupação nos dias de folga, a falta de locais de estudo/trabalho no município, enfim. Todos esses fatores [e outros mais] indicam uma cidadania exercida de maneira limitada por nossa parte.

Devido também aos fatores mencionados acima, grande parte dos militantes [no sentido estreito da palavra] gonçalenses somam forças em outras cidades como Rio e Niterói. Como trabalham e/ou estudam nesses locais, essas figuras importantes apenas “permanecem onde estão” na hora de mobilizar/serem mobilizados. O mais importante aqui não é criminalizá-los ou excluí-los por isso, mas provocá-los no sentido de se doarem também para o território onde foram criados.

Precisamos nos mobilizar em torno da cidade. Da nossa cidade. Do direito à nossa cidade. Como moradores e parte da história de São Gonçalo temos de ter o direito à usufruir do nosso território. Temos o direito de trabalhar em nosso município. Temos o direito de estudar em uma universidade pública [mesmo não querendo ser professor]. O direito à utilizar espaços públicos gratuitos e de qualidade, sem grades ou muros. O direito à mobilidade, podendo ir e voltar de casa a qualquer hora da madrugada, sem se preocupar em perder o “último ônibus”. Enfim. O direito à nossa cidade.

É urgente um movimento amplo neste sentido, pois não será Nanci ou Dejorge que garantirá os nossos direitos fundamentais em torno do território. A cidade é nossa e temos direito à ela.

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Não se sinta culpado por não ter um lado no 2º turno gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/nao-se-sinta-culpado-por-nao-ter-um-lado-segundo-turno-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/nao-se-sinta-culpado-por-nao-ter-um-lado-segundo-turno-goncalense/#comments Mon, 17 Oct 2016 20:09:46 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4154 Antes de tudo, já digo que votarei em um dos dois candidatos nessa eleição mesmo que as projeções não sejam as melhores. Nunca deixei de votar mesmo quando os nomes não me agradavam. Não será diferente nessa eleição. Votarei, mas não me sinto confortável em declarar em quem. Hoje, vim falar sobre algumas frases que […]

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Antes de tudo, já digo que votarei em um dos dois candidatos nessa eleição mesmo que as projeções não sejam as melhores. Nunca deixei de votar mesmo quando os nomes não me agradavam. Não será diferente nessa eleição. Votarei, mas não me sinto confortável em declarar em quem.

Hoje, vim falar sobre algumas frases que estão circulando a política gonçalense. Destaco duas como as principais que são:

  1. “Você não pode deixar de se posicionar no segundo turno”;
  2. “Ficar no muro é coisa para covardes”.

Geralmente essas frases chegam amparadas por algum apoio incondicional para um candidato que dias atrás a própria pessoa estava arrebatando, dizendo que o mesmo não era preparado ou coisas do tipo. Lembro dos debates públicos, privados, da timeline, da rua e de todo o espaço que se discutia as candidaturas e que as ofensas ao Nanci e ao Dejorge sempre foram muito claras, fortes e objetivas.

Não tem problema alguém apoiar Nanci ou Dejorge ou seja lá quem for, mas assumir de uma semana pra cá que eles são os melhores nomes que essa cidade já viu e por isso você brigará até o final por eles não cola, né amiguinhos?

Todo mundo fala que o Segundo Turno é uma nova eleição, mas não sabia que se tratava de um remédio de esquecimento de memória. Não quero aqui pagar de “diferentão”, mas apoiar alguém que dias atrás você criticava e agora fingir que nada aconteceu é muita cara de pau e reflete uma disputa de poder que historicamente ferra a vida de São Gonçalo.

Se você não quer apoiar nenhum dos dois nomes, NÃO APOIE! É seu direito e não existe problema nenhum com isso. Não recomendo que não vote em um deles, mas se você não quiser comprometer sua imagem num projeto que você não acredita o problema é seu. Tu que escolhe por quem bota a mão no fogo.

Não aceite que as pessoas chamem você de algo ruim pelo fato de você não querer apoiar publicamente um desses candidatos. É o seu direito. O muro não é para covardes! O muro é um espaço-tempo legítimo e em alguns momentos ele é um espaço necessário, principalmente quando nenhum dos projetos para votar representam seu imaginário político!

Tenho sido chamado de tudo por não fazer textão em defesa de um dos dois candidatos. Fui chamado de covarde, de “isentão”, de “diferentão”, de medroso e de tudo que é coisa. Já arrumei briga e/ou parei de falar com amigos que optaram em defender o Nanci ou Dejorge cegamente por conta do processo eleitoral. Tenho ficado de fora do tal “jogo de cargos” que tanta gente fala por conta dessa postura e admito que isso tem me feito muito feliz. Entro e saio dessa campanha sem dever nada a ninguém.

Vote em Dejorge ou Nanci, mas assuma suas contradições

Nanci ou Dejorge

Vote em Dejorge ou Nanci, apoie Dejorge ou Nanci, mas assuma suas contradições. Sustente as críticas que fazia no primeiro turno e as leve para o segundo turno junto do seu apoio. Sustente sua fala de que eles não são o melhor projeto e leve para o segundo turno junto do seu apoio. Sustente que você construía um outro projeto político e hoje se sente flexível para acreditar que Nanci ou Dejorge vão defendê-lo.

E para você que está em cima do muro, para você que está em dúvida e não quer se comprometer publicamente: Não se sinta acuado pois sua posição também é tão legítima quanto a dos outros. Você pode ficar no muro. Covardia é não assumir as contradições e apoiar incondicionalmente alguém que dias atrás você não acreditava.

E como conselho para todos: Briguem por amor, por comida, por video-game, por beijo, mas não briguem por Dejorge e Nanci não. Não vale a pena.

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Balanço geral das eleições 2016 em São Gonçalo e o futuro da cidade https://simsaogoncalo.com.br/balanco-geral-das-eleicoes-2016-em-sao-goncalo-e-o-futuro-da-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/balanco-geral-das-eleicoes-2016-em-sao-goncalo-e-o-futuro-da-cidade/#comments Tue, 11 Oct 2016 04:00:53 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4100 O primeiro turno das eleições para prefeito de São Gonçalo foi frio. Como esperado, o pior – pelo menos para a democracia – aconteceu: uma enxurrada de votos brancos, nulos e gente que nem apareceu. Só de abstenções foram 148.863 pessoas que nem apareceram nas urnas. Uns 21% do todo. Já de brancos e nulos, o total chegou […]

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O primeiro turno das eleições para prefeito de São Gonçalo foi frio. Como esperado, o pior – pelo menos para a democracia – aconteceu: uma enxurrada de votos brancos, nulos e gente que nem apareceu. Só de abstenções foram 148.863 pessoas que nem apareceram nas urnas. Uns 21% do todo. Já de brancos e nulos, o total chegou a 132.385 votos. Ou seja, 19% da população registrada para votar disse que nada daquilo que foi apresentado a representa. Em números gerais, 40% dos eleitores não sentem confiança nesse jogo.

Eleitoralmente, é ótimo para os políticos. Afinal, são menos votos válidos para disputar. O coeficiente dos vereadores vai no pé, precisando de menos votos para se eleger. Já no exercício do mandato, como sabemos, a dor de cabeça é uma consequência.

Quatro anos de diferença entre 2 realidades completamente diferentes

No caso dos prefeitos, uma difícil situação está se formando para quem for governar. E a explicação para isso é simples. No 1º turno em 2012, Adolfo Konder foi o mais votado com 192.727 votos. Somados, José Luiz Nanci e Dejorge Patrício conseguiram apenas 164.800 sufrágios. Ou seja, o candidato mais bem colocado na 1º etapa há 4 anos atrás teve quase 15% a mais de votos.

Isso demonstra mais que falta de consenso. Mostra a falta de conhecimento dos candidatos apresentados à população. Sem falar no desprezo e descrença no processo eleitoral. O resultado disso? Bem, busque por “junho 2013” no Google.

laca da dupla "Neilton Mulim e Graça Matos" enterrada na lama de uma das ruas de São Gonçalo que ainda não tem saneamento, nem calçamento
Placa da dupla “Neilton Mulim e Graça Matos” enterrada na lama de uma das ruas de São Gonçalo que ainda não tem saneamento, nem calçamento.

Se em 2008, Aparecida Panisset foi eleita em primeiro turno, no melhor estilo “tudo nosso”, em 2012 foi a 132ª zona eleitoral que fez a diferença. A região que abrange Guaxindiba, Jardim Catarina, Laranjal, Marambaia, Monjolos, Santa Luzia e Vista Alegre foi a que elegeu Neilton Mulim no 2º turno.

Em 2016, não só a 132ª queria eleger Mulim, como também as zonas eleitorais 133ª e 134ª votaram para sua reeleição. Entretanto, elas não garantiram a ida dele ao segundo turno. Essa região corresponde aos bairros de Amendoeira, Laranjal, Pacheco, Santa Isabel e Sacramento (133); e Alcântara, Miriambi, Vila Três, Lagoinha, Colubandê e Raul Veiga (134), representadas em verde no mapa. Como sabemos, foi onde o maior número de bem-feitorias do governo dele se concentrou. Sinal de que as obras de última hora surtiram algum efeito nos 23%, em média, daqueles que acreditaram em suas propostas de “continuísmo”.

Votação em São Gonçalo nas eleições de 2008, 2012 e 2016
Votação em São Gonçalo nas eleições de 2008, 2012 e 2016. Fonte: O Globo.

Disputa entre Nanci e Dejorge

Entre os dois candidatos que foram à segunda etapa, a disputa foi setorizada. José Luiz Nanci e Dejorge Patrício não disputaram a “mesma cidade”. Sendo mais claro, aquela diferença citada por nós e por todos que conhecem a realidade da cidade se fez presente. “Alcântara” votou Dejorge + Mulim. Enquanto “São Gonçalo” votou Nanci.

Mas vale destacar que essa afirmação é uma “meia-verdade”. Quando olhamos duas zonas específicas, algo muda. A 36ª (Boaçu, Brasilândia, Mutuá e Porto do Rosa) votou maciçamente em Dejorge, que é originário dali. Ele teve 43% dos sufrágios, deixando Nanci em segundo, com 16,9%. Na 136ª (Centro, Estrela do Norte, Itaoca, Mutuá, Mutuapira, Nova Cidade, Porto do Rosa e São Miguel) a ordem foi a mesma, mas com uma diferença menor, 27% a 18%, muito provavelmente pela diferença entre os bairros desse mesmo setor.

1º turno em São Gonçalo nas eleições 2016
Divisão vos votos válidos para prefeito de São Gonçalo em 2016. Os campeões de votos em cada região.

Sobre os outros candidatos

Com uma disputa tão acirrada em todas as colocações, é importante também ressaltar a participação dos outros candidatos no pleito 2016.

Brizola Neto ficou em 4º lugar. Sua campanha foi bem-sucedida na zona 137, ficando em segundo lugar em Itaúna, Luiz Caçador, Mutondo, Nova Cidade e Trindade. A presença de Aparecida Panisset fez toda a diferença, mostrando que a força política da dama de vermelho ainda é forte na cidade. Aliás, vale destacar que nas ruas, ainda hoje, é difícil ver uma pessoa política com presença tão forte quanto de Panisset. Ela está longe de ser o que já foi na cidade. Mas ainda pesa na balança política.

Brizola Neto – Aparecida Panisset
Na campanha eleitoral de 2016, o fator “Aparecida Panisset” levou Brizola Neto ao 4º lugar.

Marlos Costa também mostrou a força política construída ao longo dos últimos 8 anos no legislativo gonçalense. Na sua região de origem, Alcântara (zona 134), ele foi o 3º mais votado, após Nanci e Dejorge. A campanha de Marlos, mesmo com poucos recursos, teve um bom resultado, deixando-o em 5º lugar e o credenciando a pensar numa cadeira no legislativo estadual daqui a 2 anos.

Diego São Paio foi o sinal de criatividade e inovação de São Gonçalo nessa campanha. Ao fazer seu estúdio com transmissão pelo Facebook, ganhou relevância, saindo do total desconhecimento do eleitor, inspirando outras campanhas. Mesmo com a maturidade das propostas, o candidato não era um grande conhecido do público, uma vez que o gonçalense médio desconhece boa parte da câmara municipal. É um nome a ser observado nas próximas eleições. Ficou em 6º lugar.

Dilson Drumond ficou em 7º lugar. Político experiente, muito habilidoso e conhecido na cidade, em alguns momentos parecia que sua campanha emplacaria, arrancando o 2º lugar. Entretanto, olhando de forma mais pragmática, a campanha de Dilson foi estratégica. O objetivo era levar os candidatos do PSDB à câmara. E tiveram sucesso com isso, elegendo Sandro Almeida como um dos vereadores mais votados.

Professor Josemar tem uma candidatura que acaba sendo caracterizada como ideológica. Isso não é uma verdade completa pois, boa parte de suas propostas são válidas e reais. Talvez pudessem ser absorvidas e replicadas tranquilamente por outros candidatos, independente se serem “esquerda” ou “direita”. Ele é suplente de deputado estadual pelo PSOL, e por alguns poucos votos, quase entrou na Alerj nas eleições 2014. Ficou em 8º lugar.

Eleições para prefeito de São Gonçalo 2016
Confira as entrevistas do 1º turno e entenda como pensam os personagens da cena política de São Gonçalo.

Dayse Oliveira também teve uma candidatura partidária, daquelas são úteis para que o partido se faça presente. Nos debates que a vimos, ficou claro o quanto é necessário que todos os candidatos sejam chamados a conversar, pois as diferenças ideológicas às vezes sublimam pontos de vista que podem ser melhor compreendidos fora das eleições. Ficou em 9º lugar.

Apoios e futuro da cidade

Depois que as urnas foram abertas, o tradicional “apoio” no 2º turno se consolidou. Se você deseja saber quem está apoiando quem, sugiro ir ao blog A Política do RJ, do Claudionei Abreu.

Sobre o futuro da cidade, tudo ainda é uma incógnita. Após os governos de Aparecida Panisset, parece que os políticos, especialmente aqueles fechadinhos na bolha gonçalense, passaram a acreditar que seus governos serão sucesso sempre. Basta “querer”.

Mesmo com a incompetência administrativa vista de 2005 a 2012, o governo Panisset quase elegeu seu sucessor. É preciso explicar que o resultado desse pseudo sucesso foi fruto do momento econômico especial que vivíamos, um dos maiores na história recente do Brasil. São Gonçalo, logicamente, foi junto.

Esse crescimento econômico foi o mesmo que trouxe o Comperj; que trouxe a ponte do Comperj (que possibilitou a estruturação do tráfico no Salgueiro); que trouxe o treinamento e armamento do crime fugido do Rio por conta das UPPs; e que trouxe, também, dinheiro para os gonçalenses de maior poder aquisitivo, fazendo-os migrar para outras cidades. Resumindo, uma década perdida.

Por isso, independente de qual candidato você for um fervoroso torcedor, um conselho: pressione o eleito para fazer uma gestão profissional. Bons profissionais sabem fazer muito com pouco. Se isso não se concretizar, prepare sua voz e seus dedos para ficar mais 4 anos sofrendo e indignados, como já estamos.

Fontes:

Jornal O Globo. http://infograficos.oglobo.globo.com/brasil/a-votacao-em-sao-goncalo-por-zona-eleitoral.html

DIVULGA TRE. http://divulga.tse.jus.br

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Tudo vai ficar bem em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tudo-vai-ficar-bem-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/tudo-vai-ficar-bem-em-sao-goncalo/#comments Mon, 10 Oct 2016 04:29:12 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4122 Parte do eleitorado de São Gonçalo se decepcionou com a formação do 2º turno municipal. Cheguei ao desespero, não nego. Os candidatos que avançaram no pleito, Dr. José Luiz Nanci e Dejorge Patrício, claramente não sabem como tratar os problemas da cidade. Contagiado pela opinião singular dos apoiadores de Nanci e Dejorge, agora acredito que […]

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Parte do eleitorado de São Gonçalo se decepcionou com a formação do 2º turno municipal. Cheguei ao desespero, não nego. Os candidatos que avançaram no pleito, Dr. José Luiz Nanci e Dejorge Patrício, claramente não sabem como tratar os problemas da cidade. Contagiado pela opinião singular dos apoiadores de Nanci e Dejorge, agora acredito que tudo vai ficar bem, não importa quem seja eleito.

O melhor a fazer diariamente até 30/10, quando finalmente conheceremos o novo prefeito, é parar de discutir política e distribuir abraços gratuitos na rua, prática iniciada na Austrália em 2004 e depois espalhada pelo mundo.

Chega de ódio, de dizer que o Ministério Público já abriu investigação contra Nanci por improbidade administrativa; vamos parar de compartilhar o vídeo do CQC em que o candidato, atual deputado estadual, não se lembra dos projetos que ele votou na semana anterior. Isto não prova nada, qualquer pessoa esqueceria aquelas baboseiras, dizem os 83 mil eleitores do candidato mais votado no 1º turno.

Se José Luiz Nanci recebe dois salários, de médico da rede pública e deputado, permitam que o homem receba uma nova remuneração como prefeito, afinal, ele nunca deixa um amigo na mão. Será que Nanci cobra juros quando empresta grana aos necessitados? Dificilmente: seu programa de governo o apresenta como um cara gente boa, não como um gestor minucioso.

São Gonçalo não vai emburrecer, como eu disse no artigo da semana passada, se Dejorge Patrício for eleito. Seus 82 mil eleitores me garantiram que ele vai montar uma equipe de governo inteligente porque ninguém governa sozinho. Honestidade vem de berço, alega o pensamento dejorgiano, não se aprende na escola, e honestidade é aquilo que a cidade mais precisa.

Tanto quanto Nanci, Dejorge Patrício é defendido como exemplo de caridade espetacular, que precisa ser lembrado e seguido nesse momento crítico da história da cidade, após anos de agonia com Mulim no poder. Há inúmeras histórias nas redes sociais de pessoas que conhecem pessoas que têm parentes que receberam ajuda de Dejorge. Se você precisar de socorro no meio da madrugada para ir ao hospital, ligue para Patrício porque a ajuda dele não falha.

Na entrevista que os candidatos deram ao Jornal Extra com soluções para os maiores desafios do município, o equilíbrio entre as ideias de Nanci e Dejorge foi surpreendente. Para o antigo problema do lixo nas ruas, disseram a mesma coisa: revisar o contrato de coleta e fiscalizar o serviço. Redução de resíduos, coleta seletiva e reciclagem? Nunca ouviram falar.

Não é preciso apresentar um programa de governo com propostas baseadas em cálculos estatísticos, estudos de viabilidade, sustentabilidade, mobilidade, experiência e gestão. Dejorge e Nanci são ótimas pessoas, vamos nos abraçar e tudo vai ficar bem.

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Quem são os gonçalenses que babam ovo das eleições cariocas? https://simsaogoncalo.com.br/quem-sao-os-goncalenses-que-babam-ovo-das-eleicoes-cariocas/ https://simsaogoncalo.com.br/quem-sao-os-goncalenses-que-babam-ovo-das-eleicoes-cariocas/#comments Tue, 04 Oct 2016 19:19:27 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4091 Se você é um baba ovo das eleições cariocas, receba esse texto como uma ofensa objetiva, clara e bem direta para você. De maneira geral, você é uma pessoa que se acha tão politizada ao ponto de ignorar a eleição da sua própria cidade, como se as eleições locais fossem muito pouco para a sua […]

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Se você é um baba ovo das eleições cariocas, receba esse texto como uma ofensa objetiva, clara e bem direta para você. De maneira geral, você é uma pessoa que se acha tão politizada ao ponto de ignorar a eleição da sua própria cidade, como se as eleições locais fossem muito pouco para a sua inteligência.

Não duvido da sua inteligência, mas você usa sua inteligência a serviço de quê? Você é a pessoa que paga pau dos candidatos cariocas e desconhece os candidatos da sua própria cidade. Você é a pessoa que fica indo em manifestação na Presidente Vargas e nunca fez uma reivindicação na sua própria morada.

Você é co-responsável pelo fato da nossa cidade ter a pior câmara de vereadores dos últimos 30 anos.

Não adianta ficar gritando #ForaTemer ou #ForaDilma através da projeção das candidaturas cariocas, se no seu município você não sabe nem que é a Vice-Prefeita. É preciso reconhecer sim que a eleição do Rio é muito importante para nossa região metropolitana. Mas não podemos abrir mão da nossa cidade pra bater palma pra carioca.
Fazendo uma analogia simples, te pergunto:

Quando você vai sair com seus amigos cariocas, quem se desloca? São seus amigos que vem pra São Gonçalo ou é você que vai para o Rio de Janeiro?

Eu sei qual a resposta. E sabe por que isso se dá? Porque somos colonizados por essa cidade chamada Rio de Janeiro. Isso reflete na política, isso reflete no nosso cotidiano, na nossa economia. Tu precisa se ligar nisso!

Imagino que seja lindo acompanhar os debates dos Prefeitáveis do Rio e ficar lamentando que na nossa cidade os debates não são bons. Já parou para pensar que São Gonçalo tem 126 anos, enquanto o Rio tem 450 anos? É óbvio que a organização da política local vai estar mais desenvolvida, mais consolidada e, naturalmente, os debates serão mais qualificados. Os caras estão debatendo se a Olimpíada deixa legado ou não. E a gente ainda debate se existe mapa de ruas asfaltadas ou não. Sacou a diferença?

A gente precisa cuidar da nossa cidade e, ao mesmo tempo, fazer com que gradativamente o Rio de Janeiro necessite de nós. Fomos nós que construímos aquela cidade. A mão de obra barata que está nos bancos, nas construções e no dia a dia da cidade é majoritariamente de São Gonçalo e Baixada Fluminense. Não podemos falar que São Gonçalo fica a tantos minutos do Rio. Temos que falar que o Rio fica a tantos minutos de São Gonçalo.

Nossa centralidade política precisa ser nossa cidade. Saia do seu mundo de “Freixo”. Sai do seu mundo de “Jandira”. Saia do seu mundo de “Crivela”. Saia do seu mundo de “Osório” e venha para a sua cidade. Esses caras estão NEM AÍ pra São Gonçalo. E você ainda os apóia.

Não seja sua cidade a partir da janela do Coesa, enquanto tira selfie da Ponte Rio-Niterói. Discuta o lugar que você mora. Caso contrário, Eduardo Gordo continuará fazendo isso por você.

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Dejorge e Nanci, vamos conversar? https://simsaogoncalo.com.br/dejorge-e-nanci-vamos-conversar/ https://simsaogoncalo.com.br/dejorge-e-nanci-vamos-conversar/#comments Mon, 03 Oct 2016 16:03:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4087 Admito que esse segundo turno é algo inesperado. Nunca imaginei ver essa disputa. Achei sim que era possível que um de vocês pudesse ir para o Segundo Turno, mas vocês dois juntos não. Não sou ninguém na fila do pão. Na real, só estou escrevendo esse texto por desabafo de uma ressaca que durava anos, […]

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Admito que esse segundo turno é algo inesperado. Nunca imaginei ver essa disputa. Achei sim que era possível que um de vocês pudesse ir para o Segundo Turno, mas vocês dois juntos não.

Não sou ninguém na fila do pão. Na real, só estou escrevendo esse texto por desabafo de uma ressaca que durava anos, mas foi consolidada com o porre de ontem.

Em vários momentos eu disse que vocês faziam o estilo “Gonçalense gente boa”. Não vejo vocês uma capacidade absurda de gestão, mas não vejo vocês como os demônios de São Gonçalo. Queria que vocês fossem mais planejados e mais claros quanto ao projeto político que defendem. As propostas de vocês são genéricas, é preciso qualificar isso.

Discordo de vocês, discordo do que representam enquanto projeto político, mas se tem uma coisa que respeito é o resultado da eleição. O pragmatismo da eleição é claro e São Gonçalo preferiu optar pelos “Gonçalenses gente boa”.

José Luiz Nanci vs Dejorge Patrício

Mas indo direto ao ponto, tenho um desabafo.

Vocês dois, independente de quem seja eleito, tem uma responsabilidade gigante de gerir São Gonçalo pelos próximos 4 anos. Vocês terão a câmara de vereadores mais mal escolhida dos últimos 30 anos, com um arco de alianças que se construirá nos próximos dias, tentando tirar todas as Secretarias de um eventual governo em troca de voto. Além disso, mais de 45% dos eleitores votaram branco/nulo ou não votaram, ou seja, vocês disputam um segundo turno contra a insatisfação de metade da população.

99% do meu corpo acredita que vai dar merda e que o Governo de vocês será o pior possível, mas aquele 1% torce para que eu esteja completamente errado. A partir do dia 1 de janeiro, quero que vocês façam o melhor governo que essa cidade já viu. Quero que calem minha boca por achar que vocês não possuem condição de gerir essa cidade. Quero que calem minha boca por achar que vocês vão fazer um governo médio como foi o de Panisset e/ou um governo ruim como foi o de Neílton.

Pelo amor de Deus. Surpreendam essa cidade.

Essa galera que votou em vocês acredita que vocês vão ser diferentes do que está posto. Vocês, mesmo com profundas contradições religiosas e econômicas, representam alguma aspiração de mudança da cidade para mais de 150 mil gonçalenses. Apesar de discordar PROFUNDAMENTE deles, a escolha deles agora é a escolha de todos nós. Eu não vou me mudar, vou continuar a morar aqui e vocês serão Prefeitos de quem votou e de quem não votou em vocês. Por isso, …

Nanci, tu é um cara gente boa toda vida. Tu conhece geral, sua família é influente, mas tu tem que ser menos vaselina. Se tu for prefeito, vai ter merda, tu vai ter que aprender a dizer não para esses caras pedindo cargo, Secretaria, asfalto pra bairro. Tu passou por uns perrengues de saúde, depois quebrou a perna, já está ficando velho. Faça sua história ser escrita para além de um vereador que teve vários mandatos e só foi gente boa. Faça mais do que você representa. Faça mais do que seus correligionários tem para dar. Se alie com São Gonçalo e larga essa galera antiquada que tu anda.

Dejorge, eu nunca tive a oportunidade de conversar contigo, mas as pessoas sempre falam que tu é um cara responsa. O cara do churrasco, do futebol e agora da Igreja. Cara, eu tenho milhares de dúvidas sobre sua capacidade de gestão. Ao entrar na prefeitura, conclua seu ensino médio, vá para a faculdade e demonstre sua preocupação com sua própria formação. Tu é novo no jogo, teve seu primeiro mandato agora e tem a condição de romper pelo menos com o histórico de alianças que já foram feitos até aqui. Eu não acredito que você vá fazer, mas não custa nada pedir. Se rolasse uma aposta hoje, acredito que você seria eleito por conta da rejeição do Nanci. Se isso acontecer, estude para não entregar seu governo na mão de malucos.

Apesar do meu pessimismo, vou torcer pra vocês. Não torço para que façam errado para eu ter like ao criticar. Torço para que façam um mandato digno de calar minha boca.

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Nanci ou Dejorge? https://simsaogoncalo.com.br/nanci-ou-dejorge/ https://simsaogoncalo.com.br/nanci-ou-dejorge/#comments Mon, 03 Oct 2016 15:10:10 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4084 Neilton Mulim, sumido e mentiroso, não será mais prefeito de São Gonçalo em 2017. Comemore, gonçalense. O prefeito será Dr. José Luiz Nanci ou Dejorge Patrício, que disputarão o 2º turno da eleição municipal. Depois de comemorar, se prepare para novos tempos políticos adversos. Nanci chegou ao 2º turno apesar do pé quebrado no início […]

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Neilton Mulim, sumido e mentiroso, não será mais prefeito de São Gonçalo em 2017. Comemore, gonçalense. O prefeito será Dr. José Luiz Nanci ou Dejorge Patrício, que disputarão o 2º turno da eleição municipal. Depois de comemorar, se prepare para novos tempos políticos adversos.

Nanci chegou ao 2º turno apesar do pé quebrado no início da campanha, um fenômeno. Explicado mais por sua antiga fama política, recheada de paternalismo, do que pela força de sua militância. Nanci foi vereador em São Gonçalo cinco vezes e exerce o segundo mandato como deputado estadual. Mas, não se preocupe, sua atividade política nunca o impediu de ser um amigo para as pessoas necessitadas. É isto que diz em primeiro lugar seu Plano de Governo para os próximos quatro anos da cidade. Um amigo com salário duplo, de médico da rede pública e deputado estadual, como publicou o Jornal Extra.

Os eleitores de Dejorge Patrício e Dr. José Luiz Nanci têm algo em comum: não sabem dizer por que votaram nesses candidatos no 1º turno. Têm respostas vagas como: “Dejorge é a renovação da esperança” ou “Nanci é o melhor candidato, sem dúvida”. São incapazes de destacar a proposta de governo que torna seus candidatos especiais, afinal, proposta é algo que eles subestimaram. O documento que Dejorge enviou para o Tribunal Superior Eleitoral nem título tem. A falta de respeito por São Gonçalo é gritante.

Se Dejorge Patrício se tornar prefeito no dia 30 de outubro, São Gonçalo vai emburrecer, uma grande massa de fanáticos religiosos defenderá cada gafe dele, cada gramática da Língua Portuguesa queimada em praça pública. Será que o candidato sustentará sua pose de bad boy que não estudou ou fará um supletivo nos próximos três meses para terminar o Ensino Médio? Artistas e intelectuais da cidade ficarão ainda mais isolados e seus projetos de democratização da cultura continuarão limitados. A imprensa terá que se acostumar ao seu nome estranho.

Caso seja eleito, graças à sua personalidade maleável, o Dr. José Luiz Nanci poderá ser manipulado para o bem ou para o mal. Que o bem se aproxime primeiro. No governo Charles, do qual fez parte, o mal chegou antes e Nanci alega que foi envolvido injustamente em improbidades administrativas. Um político inacabado. Foi vereador cinco vezes e parece menos experiente do que um líder estudantil quando fala, tão grande é o vazio de soluções práticas nas suas palavras.

A quantidade de eleitores que anulou seu voto ou votou em branco é gigantesca e não pode ser desprezada: 132 mil. Se representassem a si mesmos cobrando do novo prefeito, São Gonçalo seria uma cidade diferente.

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Lembrete antes de votar https://simsaogoncalo.com.br/lembrete-antes-de-votar/ https://simsaogoncalo.com.br/lembrete-antes-de-votar/#comments Sat, 01 Oct 2016 14:44:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4077 “Arruma alguém pra comprar meu voto aí!”, gritava durante a semana um mototaxista no Vila Três, em São Gonçalo. É a maior burrice de um eleitor contra o próprio bem-estar. Assumo o desafio de publicar um artigo na véspera das Eleições 2016, quando todos estão interessados no dia seguinte. Amanhã no fim da tarde a […]

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“Arruma alguém pra comprar meu voto aí!”, gritava durante a semana um mototaxista no Vila Três, em São Gonçalo. É a maior burrice de um eleitor contra o próprio bem-estar.

Assumo o desafio de publicar um artigo na véspera das Eleições 2016, quando todos estão interessados no dia seguinte. Amanhã no fim da tarde a imprensa estará enlouquecida, eu também, buscando informações e anunciando a nova configuração política municipal (onde não houver segundo turno).

Hoje é importantíssimo lembrar aos eleitores gonçalenses pelo menos um motivo claro para não votar em Neilton Mulim, atual prefeito buscando a reeleição: no governo dele os estudantes da rede municipal são humilhados. Falta merenda nas creches e escolas e muitos perdem a única refeição do dia. Falta uniforme e frequentam a escola mal vestidos. Ganharam uma maleta de livros comprados sem licitação mas não recebem educação de qualidade. Mal sabem ler a capa dos livros, sempre fechados. Frequentemente saem cedo por falta de professores. Quando um governo desce ao nível de atacar crianças e adolescentes, ele precisa ser terminado definitivamente nas urnas.

Cada um de nós troca seu voto por uma promessa. As ambições, no entanto, são bem diferentes. Começam nos R$ 50 e no vale-combustível, passam pelas promessas de infraestrutura na sua rua e vão até um programa de governo progressista factível, projeto raramente apresentado pelos candidatos.

Uma das razões que impedem as pessoas de votar com consciência é acreditar que todo político é babaca, corrupto ou safado. Assim pensa o mototaxista do Vila Três que oferecia seu voto aos gritos deitado de costas na grama da praça, com a barriga à mostra, ao lado dos cachorros. Ele perdeu a fé na Política e deixou de acreditar em si mesmo.

Se existem brasileiros honestos, com o devido engajamento popular a honestidade será fortalecida nos Poderes Executivo e Legislativo. Engajamento que não termina ao apertar a tecla verde. A cidadania vai além da urna, ela se estende em fiscalização e cobrança do governo eleito, ainda que você tenha exercido o direito de anular seu voto.

Outro mito eleitoral é a crença de que candidatos honestos obrigatoriamente serão corrompidos ou mortos depois de eleitos. A política brasileira, infelizmente, não é um meio totalmente seguro. Mas nas Prefeituras e Câmaras do país, inclusive em São Gonçalo, há mandatos íntegros e bem sucedidos.

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Domingo tudo será decidido para o 2º turno – Veja as entrevistas https://simsaogoncalo.com.br/domingo-tudo-sera-decidido-para-o-2o-turno-veja-as-entrevistas/ https://simsaogoncalo.com.br/domingo-tudo-sera-decidido-para-o-2o-turno-veja-as-entrevistas/#comments Fri, 30 Sep 2016 00:14:54 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4069 O SIM São Gonçalo foi criado em fevereiro de 2012. Partiu de uma simples brincadeira com as particularidades da cidade que, naquele momento, durou apenas 3 meses. Em junho daquele mesmo ano, quando dei por mim, várias páginas tinham surgido. Algumas, já ligadas no pleito eleitoral, falavam sobre as eleições municipais. Ao contrário do que possa parecer, só demos importância ao […]

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O SIM São Gonçalo foi criado em fevereiro de 2012. Partiu de uma simples brincadeira com as particularidades da cidade que, naquele momento, durou apenas 3 meses. Em junho daquele mesmo ano, quando dei por mim, várias páginas tinham surgido. Algumas, já ligadas no pleito eleitoral, falavam sobre as eleições municipais.

Ao contrário do que possa parecer, só demos importância ao pleito de verdade no 2º turno. O desinteresse na política já começava a dar seus sinais. O resultado a gente viu em 2013.

Os anos passaram e mudamos bastante. O que antes era apenas uma página de memes, hoje é um mini-complexo de comunicação na cidade. Uma revista, sendo mais específico. Cheio de histórias, resgate dos valores da cidade e muita opinião.

São Gonçalo Aérea – Por Matheus Graciano, SIM São Gonçalo
Foto: Matheus Graciano © SIM São Gonçalo

Grandes poderes exigem grande responsabilidade

A frase do tio Ben, do homem aranha, nos norteia de uma certa forma. Por isso, resolvi encarar a missão de fazer as entrevistas na raça. Na nossa visão, o SIM São Gonçalo agora passa para uma nova fase, onde algumas coisas precisam ser encaradas de forma mais séria, como é o caso dessas eleições de 2016.

Entrevistei 4 dos 9 candidatos a prefeito da cidade. Dilson Drumond (PSDB), Marlos Costa (PSB), Diego São Paio (REDE) e Professor Josemar (PSOL) foram bastante solícitos, conversando comigo sobre o futuro da cidade, e seus planos caso eleitos.

Apesar da boa vontade de sua assessoria, desencontramos algumas vezes com o Brizola Neto (PDT), não dando tempo de fechar. Já as equipes de Dejorje Patrício e José Luiz Nanci, apesar dos contatos, não responderam nem que sim, nem que não. Segundo algumas fontes minhas, aquele “estamos avaliando” serviu para blindar os candidatos, na tentativa de evitar que os mesmos falassem algo que não fosse bem recebido pelo público.

Mas, e nos próximos 4 anos? Será que se algum desses forem eleitos também será assim?

Bem, o prefeito Neilton Mulim (PR) fez como nos últimos 4 anos. Mal nos deu um “olá” nas mensagens que enviamos. Dayse Oliveira (PSTU) também não respondeu ao contato em suas páginas no Facebook, apesar de estar sinalizado que viram o recado.

De uma certa forma, as quatro entrevistas mostraram algo que é claro na campanha: estes candidatos a prefeito não temem a uma pergunta marota, ou algo que, por mais simples que possa parecer, os desafia a mostrar como podem se sair raciocinando ali, de bate pronto.

Deixo aqui meus agradecimentos e reconhecimento ao papel que vocês já entenderam ter na cidade.

Confira o vídeos com os candidatos a prefeitura nas eleições 2016. Algum deles é o seu candidato? Então, compartilhe e mande para seus amigos e familiares.

 

Professor Josemar – 50 (PSOL)

Diego São Paio – 18 (REDE)

Dilson Drumond – 45 (PSDB)

Marlos Costa – 40 (PSB)

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São Gonçalo observa os candidatos a prefeito https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-observa-os-candidatos-prefeito/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-observa-os-candidatos-prefeito/#comments Wed, 28 Sep 2016 03:45:31 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4065 Começou a falsidade outra vez com a campanha eleitoral. Sou mal humorado mesmo (ignoraram este traço na minha biografia), não gosto do que vejo. As promessas dos homens de quatro anos atrás não foram cumpridas e o povo humilde da minha cidade continua sofrendo. O gonçalense paga caro pelos serviços mal prestados e depois acusa […]

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Começou a falsidade outra vez com a campanha eleitoral. Sou mal humorado mesmo (ignoraram este traço na minha biografia), não gosto do que vejo. As promessas dos homens de quatro anos atrás não foram cumpridas e o povo humilde da minha cidade continua sofrendo.

O gonçalense paga caro pelos serviços mal prestados e depois acusa a si mesmo pela bagunça da cidade. Fico triste. Tem que levantar a cabeça e escolher direito. Os culpados são aqueles que se aproveitam da fraqueza popular.

O prefeito que está aí é um mentiroso grave. Mente até dando “bom dia” e quer ser prefeito de novo. Não pode eleger gente assim.

Houve um doutor, o Charles, que ao invés de curar infestou minha cidade com incompetência e retrocesso político-econômico, as doenças mais mortais que já vi nos meus 829 anos de existência. Dilson Drumond e José Luiz Nanci, que tanto quanto Charles fazem questão de dizer que são doutores, colecionam cada um cinco mandatos despercebidos na Câmara de Vereadores e se tornaram parte da enfermidade municipal.

Viram como sou mal humorado? Na época em que vivi tínhamos no máximo uma refeição por dia, mexe com a personalidade. Chega de usar a atuação profissional e sua fama para a conquista de votos sem qualquer conteúdo político. Isto se aplica ao forasteiro com sobrenome famoso, Brizola Neto, aliado da maior inimiga que já tive desde que essas terras receberam meu nome, no século 16. Minha cidade é um tesouro, digo pra vocês, por isso ela atrai aventureiros ambiciosos que ignoram completamente suas necessidades naturais.

Daqui do céu observo somente uma mulher entre nove candidatos, isso não é bom. A voz da distribuição de oportunidades para promover a igualdade social fala alto em Dayse Oliveira. Se buscasse mais amigos que inimigos, mais realidade e menos utopia, poderia ser a prefeita que minha cidade merece.

Ao candidato Dejorge Patrício peço que confirme se possui os conhecimentos básicos necessários para governar, visto que frequentava o colégio “só para comer merenda”. E entenda que facilitar a formalização de templos e igrejas deveria ser a última preocupação em um município com os piores índices educacionais do Estado.

Diego São Paio é um bom vereador, tem intimidade com a tecnologia e reuniu ao seu redor um time motivado. O mais jovem dos candidatos, ainda não provou ter maturidade suficiente para carregar a cidade nas costas nos frequentes momentos de crise.

A atuação de Marlos Costa como vereador também agrada. Para governar bem, carece do apoio de mais pessoas e ideias inovadoras. Além de mal humorado, o Santo é desconfiado. Os seres humanos possuem defeitos, mas Marlos é o único candidato que praticamente omite os seus, o que é assustador.

Em Arriconha, localidade portuguesa onde nasci, o mestre era valorizado por sua sabedoria. O Prof. Josemar é um gonçalense dedicado. Sabendo respeitar a cidade nas pequenas coisas, como garantir o fim da poluição visual em postes, viadutos e passarelas, faria grandes projetos.

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O prefeito ideal https://simsaogoncalo.com.br/o-prefeito-ideal/ https://simsaogoncalo.com.br/o-prefeito-ideal/#respond Sun, 18 Sep 2016 04:31:34 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4026 Mais de cinco mil municípios brasileiros escolherão seus novos prefeitos e prefeitas em outubro. Individualmente, cada eleitor pensa nas qualidades que seu candidato deve reunir antes de apertar a tecla verde. Mas em São Gonçalo, alguns requisitos especiais são indispensáveis. A carreira do prefeito ideal é pautada pela honestidade. Envolvidos em escândalos, donos de centros sociais ou médicos […]

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Mais de cinco mil municípios brasileiros escolherão seus novos prefeitos e prefeitas em outubro. Individualmente, cada eleitor pensa nas qualidades que seu candidato deve reunir antes de apertar a tecla verde. Mas em São Gonçalo, alguns requisitos especiais são indispensáveis.

A carreira do prefeito ideal é pautada pela honestidade. Envolvidos em escândalos, donos de centros sociais ou médicos usados para obtenção de votos e investigados por abuso de poder econômico provavelmente não merecem confiança. Candidatos que mantêm projetos pelo bem da cidade, em vez de beneficiarem a si mesmos, são obviamente bem-vindos.

Se o candidato for ficha limpa, a propaganda eleitoral dele precisa seguir a mesma orientação. Nada de usar amplificadores de som fora do horário permitido, nem pendurar faixas em viadutos ou passarelas pedindo votos. Anote o número do candidato irregular que ferir qualquer regra estabelecida na Resolução TSE nº 23.457/2015. Denuncie aqui.

Se o próximo prefeito gonçalense amar a tecnologia e a transparência, poderá fazer um bom governo. Não basta fornecer os dados financeiros da Prefeitura em uma página escondida na Internet. Falta um sistema decente, multicanal, que receba as solicitações públicas de serviço, como pedidos para trocar a lâmpada queimada de um poste ou podar galhos que prejudicam a rede elétrica. A organização sistêmica é a maior aliada de uma gestão inteligente.

São Gonçalo requer um prefeito que saiba como tratar imediatamente dois graves problemas: excesso de lixo nas ruas e abandono intelectual da população. Lixeiras, um contrato honesto de coleta de lixo (com licitação), fiscalização rigorosa do serviço, coleta de material reciclável e quiosques de leitura espalhados em locais de grande circulação de pessoas seriam o princípio da solução.

Não é necessário eleger uma entidade milagrosa. No entanto, o poder de humildemente ouvir sugestões é fundamental. As mentes mais inovadoras da cidade não ocupam cargos públicos e pouco ou nada dialogam com o prefeito atual. Seus projetos e ideias nascem mortos, sem o mínimo de investimento.

Finalmente, o prefeito ideal não arranja desculpas para a própria incompetência. Nem mesmo coloca a culpa dos seus problemas no prefeito anterior. O político eleito deve assumir o cargo conhecendo o chão onde pisa, trazendo nas mãos um plano de governo com as soluções levantadas e discutidas com a população.

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Voto facultativo, um direito instituído pela lei orgânica do povo brasileiro https://simsaogoncalo.com.br/voto-facultativo-direito-instituido-lei-organica/ https://simsaogoncalo.com.br/voto-facultativo-direito-instituido-lei-organica/#respond Tue, 13 Sep 2016 14:53:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4004 No Brasil, não existe voto facultativo. Ou pelo menos, não existia. Na teoria, você precisa pagar de R$ 1,05 até R$ 3,51 por turno ausente. Na prática, o que vemos é uma massa de votos que são depositados na urna sob o título de “brancos e nulos”, sem falar nas abstenções. Se existe algo cada vez mais citado entre […]

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No Brasil, não existe voto facultativo. Ou pelo menos, não existia. Na teoria, você precisa pagar de R$ 1,05 até R$ 3,51 por turno ausente. Na prática, o que vemos é uma massa de votos que são depositados na urna sob o título de “brancos e nulos”, sem falar nas abstenções.

Se existe algo cada vez mais citado entre as pessoas é a vontade de não comparecer às urnas. A questão é anterior ao voto. Aos poucos, a cabeça do eleitor brasileiro entra num “modo facultativo” antes mesmo da campanha eleitoral. A impressão que temos é que, como eleitores e eleitoras não querem votar, também não se preocupam em buscar um candidato. O desinteresse é total. E claro, a decisão é um direito pessoal. Afinal, cada um se importa com o que quer.

Estados Unidos, Índia, China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido, todas grandes economias mundiais, têm suas eleições facultativas. No Brasil, prós e contras ainda disputam “quem tem razão” nessa discussão. Nesse debate entre teóricos, intelectuais e falastrões, silenciosamente o povo toma sua própria decisão. Nestas eleições de 2016, a promessa é termos um número ainda maior de não-votos, que em 2014 na eleição para o governo do estado, por exemplo, foram maiores que o número de sufrágios que elegeram o governador Pezão, no Rio de Janeiro.

Outra situação que não dialoga com a população brasileira é sobre as penalidades. Segundo a lei, o brasileiro que não votar pode ser impedido de: solicitar passaporte ou carteira de identidade, receber o salário caso seja funcionário público, pedir empréstimo, inscrever-se em concurso público ou em instituições públicas de ensino. Aí, é preciso parar um pouco para nos fazermos algumas perguntas:

  • Quantos brasileiros já viajaram para fora do país (exceto Mercosul)?
  • Quantas vezes se perde carteira de identidade na vida?
  • Quantos fazem concurso público com frequência?
  • Quantos conseguem pegar dinheiro no banco (e muitos pegam com agiotas mesmo)?
  • Quantos estudam em instituições de ensino público após os 18 anos?

Quando a gente olha para a média do país, as penalidades, na prática, não chegam nem perto da vida de muita gente. Então, por que se preocupar em justificar? Já vi gente, inclusive, que vota eleição sim, eleição não. E vai levando a vida, só para não cancelar o título pois… vai que precisa dele?

Por isso, candidatos, é hora de encarar as eleições brasileiras como se fosse um pleito facultativo de fato. Convencer as pessoas a dar um voto de confiança não basta. Antes de tudo, é preciso, simplesmente, convencê-las a votar.

 

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Mulim não consegue parar de mentir e 71% dos eleitores sabem disso https://simsaogoncalo.com.br/mulim-nao-consegue-parar-de-mentir/ https://simsaogoncalo.com.br/mulim-nao-consegue-parar-de-mentir/#respond Sat, 10 Sep 2016 15:05:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4020 Mês passado, o prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim, mentiu no seu primeiro programa eleitoral exibido na TV. Disse que a passagem de ônibus a R$ 1,50 foi rejeitada por cinco vereadores. Tal proposta nunca existiu. Ontem (09/09) o programa de Mulim exibiu um sistema de saúde impecável e gonçalenses felizes com sua gestão. Outra […]

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Mês passado, o prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim, mentiu no seu primeiro programa eleitoral exibido na TV. Disse que a passagem de ônibus a R$ 1,50 foi rejeitada por cinco vereadores. Tal proposta nunca existiu. Ontem (09/09) o programa de Mulim exibiu um sistema de saúde impecável e gonçalenses felizes com sua gestão. Outra mentira. O sistema municipal de saúde é decadente e apenas 9% dos eleitores acreditam que a cidade melhorou (Ágora Pesquisa).

Escrevo um artigo por semana sobre São Gonçalo. Felizmente a Justiça Eleitoral age mais rápido e em quatro dias úteis penalizou Mulim pela falácia. A propaganda foi retirada do ar e os vereadores caluniados ganharam direito de resposta. Quando publicou esta notícia, o Jornal Extra atribuiu diretamente o verbo “mentir” ao prefeito de São Gonçalo.

Ao começar sua campanha citando a jamais cumprida redução da passagem, faltou pouco para Mulim prometê-la de novo. Ele teve a audácia de manipular informações e imagens, induzindo o eleitor a erro, usando a mesma mentira que lhe rendeu o primeiro mandato.

Mulim age como um adolescente travesso que mente para seus pais. Diz que foi à escola, mas seus pés estão sujos de terra do campinho de futebol de várzea. Mostrar na TV uma clínica nova, recém-inaugurada, não representa a realidade da Saúde. Para entrar no Pronto Socorro Central, no bairro Zé Garoto, o cidadão pula sobre guimbas de cigarro e pedaços de algodão jogados na porta. Também na entrada, o ar-condicionado pinga sobre a fiação elétrica exposta.

No Pronto Socorro de Alcântara, o paciente espera horas pelo atendimento em um espaço deprimente que parece a sala de visitas de uma penitenciária. A construção da Policlínica do Vila Três está atrasada há anos e gastando milhões a mais do que o previsto. Para fingir que está pronta e funcionando antes das eleições, o prédio foi pintado de azul às pressas. Um lixo de aplicativo que ninguém usa, chamado Saude.com, foi criado sabe-se lá com qual intuito porque o cidadão não foi beneficiado. Essa é a realidade da Saúde.

A atração de Neilton pela falsidade é incurável. E se fortaleceu no momento em que sentiu que pode perder nas urnas São Gonçalo, vítima da pequenez de sua gestão. O prefeito não pensa em largar o poder e libertar a cidade, embora 71% dos gonçalenses rejeitem totalmente votar nele.

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Aparecida Panisset e Brizola Neto: um forasteiro em busca de votos https://simsaogoncalo.com.br/aparecida-panisset-brizola-neto-forasteiro-busca-votos/ https://simsaogoncalo.com.br/aparecida-panisset-brizola-neto-forasteiro-busca-votos/#comments Fri, 09 Sep 2016 14:49:47 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4002 Nascido em Porto Alegre, Brizola Neto (PDT) veio morar no calor de Alcântara há cerca de um ano, no meio do povão, dos copos de Guaravita espalhados pelo chão e do odor desagradável do rio que cruza o bairro. Não, ele não veio fazer trabalho voluntário limpando o rio fétido. Carlos Daudt Brizola, como foi […]

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Nascido em Porto Alegre, Brizola Neto (PDT) veio morar no calor de Alcântara há cerca de um ano, no meio do povão, dos copos de Guaravita espalhados pelo chão e do odor desagradável do rio que cruza o bairro. Não, ele não veio fazer trabalho voluntário limpando o rio fétido. Carlos Daudt Brizola, como foi batizado, é candidato a prefeito de São Gonçalo. Existe nessa cidade algo valioso, pouco conhecido por seu povo, mas que desperta a cobiça de partidos políticos e indivíduos que aqui nunca recolheram um copo do chão.

Carlos tem a fala contínua, jovial e sobrenome famoso, que o transforma em divindade para muitos simpatizantes do PDT. Foi deputado federal pelo Rio de Janeiro e ministro do Trabalho durante o governo Dilma. Apesar da experiência política, sua candidatura não apresenta um projeto original para São Gonçalo. Ela se baseia em lembranças de conquistas passadas do avô Leonel e na aliança com a ex-prefeita Aparecida Panisset, causadora dos maiores prejuízos sociais e culturais já vistos na história do município.

O material da campanha de Brizola Neto confirma a fragilidade de sua candidatura. Nos adesivos para vidro traseiro de veículos, quem aparece ao lado do candidato é Aparecida Panisset em vez da verdadeira candidata a vice-prefeita, Marilena. Irmã de Aparecida, Marilena teve o primeiro nome omitido na opção para concorrer apresentada ao TSE.

Além de se aproveitar de Marilena na busca gananciosa por votos, Brizola Neto e o PDT não se deram o trabalho de fundamentar e apresentar um documento digno contendo as propostas de governo. Publicaram apenas duas páginas incoerentes e tortas, provavelmente escritas às pressas, absurdamente distantes da complexidade local.

Para conquistar o voto dos gonçalenses e seus tesouros, o forasteiro joga suas fichas: o grande Brizola, que não está mais entre nós desde 2004, e Aparecida. Por que o povo pensaria que o apoio de alguém impedido de se candidatar pela Justiça tem algum valor?

Brizola Neto aponta problemas antigos com falso ódio, o esgoto não tratado, a falta de infraestrutura, e outras deficiências que permaneceram mesmo após oito anos de governo Panisset.

A natureza humana recomenda acolher o forasteiro. Entretanto, nossos rios são chamados de valas de esgoto, não temos água para oferecer. Alguém tão famoso, tão importante, certamente sabe disso. Brizola Neto trouxe o próprio cantil e finge sentir nossa dor.

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Candidatos a vereador que parecem disputar prefeitura https://simsaogoncalo.com.br/candidatos-vereador-parecem-disputar-prefeitura/ https://simsaogoncalo.com.br/candidatos-vereador-parecem-disputar-prefeitura/#comments Thu, 08 Sep 2016 04:12:43 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=4006 Conversando com um amigo, chegamos à uma conclusão curiosa: nestas eleições 2016, está tranquilo de votar em São Gonçalo. Há bons candidatos. Parece piada, mas não é. Para quem lembra de 2012 e seu nebuloso cenário, em 2016, independente do cargo, dá pra votar sem aquele peso na consciência de que “estou escolhendo o menos […]

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Conversando com um amigo, chegamos à uma conclusão curiosa: nestas eleições 2016, está tranquilo de votar em São Gonçalo. Há bons candidatos.

Parece piada, mas não é. Para quem lembra de 2012 e seu nebuloso cenário, em 2016, independente do cargo, dá pra votar sem aquele peso na consciência de que “estou escolhendo o menos pior”.

Boa parte desse sentimento também é sentido no caso dos vereadores. Porém, algo chama a atenção: há vereadores com domínio de informação e postura superior, que poderiam ser candidatos a prefeito já neste mandato.

Novos candidatos são o passo para a renovação

Essa percepção, certamente, já faz parte desse passo inicial para as renovações dos rostos na cidade. Cada vez mais, fica claro que a nova geração está tomando as rédeas do processo eleitoral em diversos setores. Se o eleitor sentirá isso, é difícil de saber, especialmente por conta do baixo poder financeiro que alguns deles têm.

Os que podem financeiramente se lançar, já estão antecipando o processo de 2020. E mais: se a performance continuar assim, terão êxito daqui a 4 anos.

Posso estar sendo otimista demais. Entretanto, o que antes era só um “sentimento”, hoje é percebido por fatos reais, por sentir a madureza das poucas, mas eficientes, mentes que estão pensando a cidade para os próximos anos.

Me arrisco a dizer, inclusive, que estes candidatos têm uma ideologia muito similar: São Gonçalo e a região metropolitana. Nada a ver com esquerda, centro, nem direita. São flores na lama, mas se destacam justamente por isso.

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Candidatura de Neilton Mulim é sinal de sadismo https://simsaogoncalo.com.br/candidatura-de-neilton-mulim-e-sinal-de-sadismo/ https://simsaogoncalo.com.br/candidatura-de-neilton-mulim-e-sinal-de-sadismo/#comments Tue, 30 Aug 2016 20:09:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3992 Neilton Mulim, prefeito de São Gonçalo, se candidatou à reeleição. Nas fotos da campanha, iniciada dia 16 de agosto, ele sorri de forma cínica, doentia, como alguém que não dá importância ao prejuízo que ele mesmo causou à cidade. É a pior das loucuras, puro sadismo. Para entender a candidatura de Mulim é preciso recorrer […]

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Neilton Mulim, prefeito de São Gonçalo, se candidatou à reeleição. Nas fotos da campanha, iniciada dia 16 de agosto, ele sorri de forma cínica, doentia, como alguém que não dá importância ao prejuízo que ele mesmo causou à cidade. É a pior das loucuras, puro sadismo.

Para entender a candidatura de Mulim é preciso recorrer à Psicologia. Ele não tem nada para oferecer à São Gonçalo, financeiramente quebrada por seu governo e permanentemente suja, e ainda propõe como vice-prefeita um ser inerte, que não pisca, quase uma múmia egípcia.

A biografia de Mulim descarta a loucura vulgar, inconsequente. Ex-vereador gonçalense, duas vezes deputado federal, o prefeito premeditou cada passo de sua vida, inclusive a fábula da passagem a R$ 1,50 que rendeu seu mandato atual. Tudo leva a crer que São Gonçalo está nas mãos de um sádico que sente prazer ao provocar e assistir ao sofrimento do povo.

Quando centenas foram desabrigados pelas chuvas de março, e uma pessoa morreu, Mulim manteve a frieza. Na entrevista ao Balanço Geral da TV Record, raro pronunciamento público do prefeito “sumido”, ele não tinha tristeza ou comoção na voz. Surpreendentemente seu fracasso em impedir tragédias que se repetem anualmente não o deprimiu, como se não tivesse qualquer responsabilidade.

Pressionado pelo apresentador do programa, a preocupação era “tirar o seu da reta”, proteger a imagem política. Nenhuma palavra de compaixão ou atitude sincera que amenizasse a dor das pessoas que perderam todos os seus bens.

Com Neilton Mulim no poder, São Gonçalo nunca teve um prefeito de verdade. Alguém que a colocasse na posição que merece no cenário político nacional. A Linha 3 do metrô foi descartada na cara de pau e uma barricada gigantesca dividiu a cidade em duas. Saiu de graça, ficou por isso mesmo, ninguém grita. Representar 1 milhão de pessoas vivendo uma crise generalizada despertaria uma pessoa normal para o cumprimento do dever.

Neilton não está cansado, ele quer mais, foi agradável para ele até agora. Parece que acabou de chegar de férias da Europa. Cada servidor público municipal não aguenta mais sofrer em suas mãos, do guarda municipal ao professor. As condições de trabalho e o salário são indignos, beiram a tortura.

Seu governo polui o município como ninguém. Tem o hábito de pendurar faixas irregulares nos postes de luz, estendidas de um lado a outro da rua, para se promover. Depois deixa a faixa por meses no mesmo lugar. Que gestão medíocre, meu Deus, que falta de zelo e orgulho. Vem de lá, da Prefeitura, toda pobreza de espírito e mesquinharia que respiramos.

A tentativa de reeleição de Mulim visa conduzir esta cidade incipiente de 125 anos ao último inferno, onde São Gonçalo será algemada ao pé da cama e espancada a noite toda.

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Como nasce um mau vereador https://simsaogoncalo.com.br/como-nasce-um-mau-vereador/ https://simsaogoncalo.com.br/como-nasce-um-mau-vereador/#respond Sun, 21 Aug 2016 15:47:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3986 Genésio Barros mora em São Gonçalo e viu que o salário de vereador é bom, 15 mil reais limpinhos. Decidiu ser vereador também. As atribuições do cargo não lhe preocupam, ele não as conhece. É urgente saber como chegar lá e se tornar vereador da cidade. Genésio percebe as necessidades do povo do seu bairro. Ruas de barro […]

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Genésio Barros mora em São Gonçalo e viu que o salário de vereador é bom, 15 mil reais limpinhos. Decidiu ser vereador também. As atribuições do cargo não lhe preocupam, ele não as conhece. É urgente saber como chegar lá e se tornar vereador da cidade.

Genésio percebe as necessidades do povo do seu bairro. Ruas de barro esburacadas, vizinhos que vivem um inferno a cada enchente, perdem móveis, se desesperam. Ele se acha iluminado, pode mudar aquela realidade triste, de repente passou a não admiti-la surpreendendo até ele. Além disso, o salário… ah, o salário de vereador é tão bom.

Foi camelô em Alcântara, entregou panfletos no Centro, não concluiu o Ensino Médio. Genésio é bastante popular. Faz amigos no futebol aos domingos, naturalmente sempre simpático.

Agora promove churrascos e festas de rua com frequência. Diz às pessoas que está brigando por elas. Vai à Prefeitura, tenta se aliar às forças políticas atuais, ressaltando que é bem conhecido pela população, sua maior qualidade. Num lampejo de genialidade, cria um perfil no Facebook (parte da estratégia de campanha), onde sua personalidade tão comum será ainda mais conhecida. Genésio é o benfeitor escolhido por Deus, especial ao mesmo tempo humilde, quase tanto quanto Jesus Cristo.

Os inúmeros erros de português nas publicações online não são o maior problema. Definitivamente não. Se pelo menos Genésio postasse sobre as verdadeiras atribuições do vereador, legislar em benefício do povo e fiscalizar o Executivo, seria ótimo, mesmo que fossem com gafes, como nomes de rua trocados nas legendas de fotografias e citações de bairros em que nunca esteve.

Genésio planta a mentira que trouxe melhorias de infraestrutura antes mesmo de ser eleito. Imagine o que fará quando estiver na Câmara? É batalhador e nem tem o trabalho de dizer que é honesto. Isto é óbvio, a honestidade está no sorriso dele.

Nas conversas com simpatizantes, desenvolve um estilo de falar novo. Pensa que fazer política marcante é colocar drama na voz. Uma fala ridiculamente arrastada, cantada em tom fúnebre.

É oficial. Com um aperto de mão efusivo, Genésio Barros conta para todos que é candidato e pede voto descaradamente. Já pode realizar o sonho de ser vereador, tudo de acordo com a legislação eleitoral.

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São Gonçalo não é para amadores – como chegamos às eleições 2016 https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nao-e-para-amadores-eleicoes-2016/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nao-e-para-amadores-eleicoes-2016/#comments Fri, 19 Aug 2016 14:32:15 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3808 A polêmica das candidaturas a prefeito de São Gonçalo Em todo estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital, há grupos fortes em cada cidade. De uma forma ou de outra, eles centralizam as decisões, elegem seus deputados e mantém uma base local que ajuda na hora de repartir o poder estadual. Em São Gonçalo, […]

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A polêmica das candidaturas a prefeito de São Gonçalo

Em todo estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital, há grupos fortes em cada cidade. De uma forma ou de outra, eles centralizam as decisões, elegem seus deputados e mantém uma base local que ajuda na hora de repartir o poder estadual.

Em São Gonçalo, isso não se repete com a mesma frequência. Aparecida Panisset e seu filho, por exemplo, conseguiram uma votação pífia nas eleições para deputados em 2014. Graça Matos e os outros ficaram na suplência, só conseguindo suas vagas a deputado porque outros do PMDB garantiram suas cadeiras em outros cargos comissionados. Há alguns meses atrás, notícias se referiam ao dep. fed. Roberto Sales como “deputado de São Gonçalo”. Mas se perguntar na rua, ninguém sabe nem quem ele é. O ex-prefeito João Bravo tentou, mas teve meia dúzia de votos. Já Henry Charles, ninguém sabe ninguém viu.

Se olharmos para os vereadores, com exceção dos que estão se arriscando a prefeito (não à toa), o restante briga por uma miséria de votos, que não garante a representatividade de ninguém.

Diante desse cenário sem representantes locais, destacamos os dois estaduais: José Luis Nanci, que foi eleito por conta das coligações de seu partido, o PPS; e Nivaldo Mulim, irmão do atual prefeito. Porém, a situação para os dois últimos é tão estranha que, se qualquer um deles vier ao pleito, a derrota pode ser amarga.

A conclusão é que São Gonçalo não pertence à ninguém, literalmente. Qualquer amadorismo aqui será recebido com risadas.

Então, o que elegerá o próximo prefeito?

Se eu soubesse a resposta, seria marketeiro político. 🙂 Mas existe um caminho muito nítido: ganhará quem tiver a menor rejeição. Óbvio, não? Nem tanto.

Existe gente que acredita fielmente que Mulim ganhou por causa do Anthony Garotinho. Outros apostam a vida que foi por causa da passagem a R$1,50. Bobagem.

Quem decidiu a eleição de verdade foram os insatisfeitos com os ‪Panisset‬.

Ninguém sabia direito quem era o Mulim, mas havia a promessa da “novidade” política da cidade. Mal sabíamos que ele fez parte do famigerado governo Charles… você sabia? Foi assim que ele ganhou de virada, se tornando a única opção viável para derrotar o ex-governo.

Nas eleições de 2014, tivemos um número grande de pessoas anulando seus votos em São Gonçalo. Essa nulidade é problemática por dois motivos básicos:

1) Com menos votos válidos, os segmentos ganham força, elegendo qualquer um por um motivo banal, como ser da minha religião, “achei ele ou ela bonitos” ou “ele me deu o cimento, a cesta básica…”;

2) Depois do governo eleito, quem votou nulo e branco – gente que paga tantos impostos quanto quem votou – forma uma camada de insatisfeitos que ficam ainda mais revoltados com a incompetência do ocupante do poder.

O resultado? Não governa.

Em 2016 é muito possível que esses cenários aconteçam. Pois o descrédito após a aposta errada no Neilton Mulim deixou as pessoas com uma ojeriza ainda maior à política (sem falar nas questões da ‪Operação ‎LavaJato‬, crise econômica e tudo mais.

O recado final é claro: não adianta ser religioso ou forasteiro oportunista, prata da casa defeituosa, amigo do povo, se você não tiver um plano de governo que funcione para administrar a cidade e os diversos insatisfeitos que moram por aqui.

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O nascimento de uma Barricada – a violência que divide a cidade https://simsaogoncalo.com.br/o-nascimento-de-uma-barricada-a-violencia-que-divide-a-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/o-nascimento-de-uma-barricada-a-violencia-que-divide-a-cidade/#comments Mon, 15 Aug 2016 04:13:45 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3934 É avassalador o nascimento de uma barricada. Como se fosse uma força da natureza incontrolável. De repente, numa noite qualquer, ela surge e nenhum bairro de São Gonçalo está livre. Sua gestação é tão sutil quanto o desenvolvimento da violência urbana. Ela cresce lentamente por baixo do solo por dias, até meses, as notícias de […]

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É avassalador o nascimento de uma barricada. Como se fosse uma força da natureza incontrolável. De repente, numa noite qualquer, ela surge e nenhum bairro de São Gonçalo está livre.

Sua gestação é tão sutil quanto o desenvolvimento da violência urbana. Ela cresce lentamente por baixo do solo por dias, até meses, as notícias de assaltos e assassinatos se acumulam, nos acostumamos a elas, o tempo passa, o tiro come, homens armados circulam cada vez mais cedo, à luz do dia. São os componentes da seiva que a nutre secretamente até que irrompe do solo uma barricada dura como a realidade sofrida ocupando toda a rua.

Na manhã seguinte, espanto geral. No caminho até a padaria, as pessoas reduzem o passo perto dela e observam. Quando voltam para casa, pão embaixo do braço, olham a barricada e se espantam de novo, não podem evitar a surpresa. Há vergonha em seus olhos. Aquilo é a materialização do fracasso do Estado e da Sociedade do Rio de Janeiro.

Barricada no Jardim Catarina
Foto: Sandro Nascimento

Os alunos do Ensino Fundamental em direção à escola e o trabalhador que sai de casa pela primeira vez após o nascimento da barricada se perguntam: “como algo tão grande foi parar aqui, sem eu ter visto nada?”. No fundo todos sentiam o aumento da criminalidade ao redor. Os jovens do Ensino Médio sorriem diante dela, inconsequentes naturais atraídos pela sensualidade da violência sem sangue.

Ruas como a Dr. Feliciano Sodré, onde fica a Prefeitura, ainda estão livres porque não reúnem o silêncio, o solo e o medo necessário para uma barricada perfeita.

Os dias passam, pessoas e veículos também e a barricada permanece onde nasceu. Não é preciso vigiá-la como a um bebê. Alguns motoristas em direção à própria garagem a deslocam não mais que o suficiente pro carro atravessar, com o pisca-alerta ligado até durante o dia, e rapidamente, mas com carinho, reacomodam o objeto sagrado.

O poder da barricada é tremendo, ela divide São Gonçalo. Do gigantesco lado depois dela, o terror. Ele mantém sofás, geladeiras, armários e manilhas de concreto na posição exata em que surgiram. No lado anterior vemos a cidade um pouco mais estruturada, parte reduzida do território que se ajusta a cada perda de terreno e sobrevive.

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A democracia gonçalense vista de Alcântara https://simsaogoncalo.com.br/democracia-goncalense-vista-de-alcantara/ https://simsaogoncalo.com.br/democracia-goncalense-vista-de-alcantara/#respond Thu, 11 Aug 2016 03:32:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3905 A menos de 90 dias das eleições municipais, o que mais incomoda em Alcântara, importante polo comercial de São Gonçalo, não são os conhecidos problemas do bairro. Incomoda perceber, vendo as antigas deficiências que se estendem pela cidade inteira, que os gonçalenses ainda não participam plenamente da escolha e exercício do governo municipal. Alcântara é […]

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A menos de 90 dias das eleições municipais, o que mais incomoda em Alcântara, importante polo comercial de São Gonçalo, não são os conhecidos problemas do bairro. Incomoda perceber, vendo as antigas deficiências que se estendem pela cidade inteira, que os gonçalenses ainda não participam plenamente da escolha e exercício do governo municipal.

Alcântara é o ponto perfeito de observação do povo. Graças à fartura de lojas, serviços e oportunidades, gente dos cinco distritos se mistura diariamente entre a Rua da Feira, o Calçadão e o entorno do viaduto da RJ-104. Há pessoas indo e vindo, comprando e vendendo, falando e comendo, sempre com pressa, nunca parando.

As lixeiras transbordam lá mais do que em qualquer outro lugar. Atropelamentos são frequentes na disputa insana entre veículos e pedestres, a lama dos vazamentos de esgoto compõe a paisagem natural, os pontos de ônibus geralmente estão lotados. E o gonçalense circulando em Alcântara não pode refletir por um instante sobre o abandono.

As decisões políticas do Executivo são tomadas à revelia da população, ocupada com o comer e o vestir. A imprensa diária de maior alcance, subordinada aos mandos (e ao dinheiro) do Governo, ignora o impacto dessas decisões no cotidiano quando deveria alimentar a opinião pública com jornalismo de qualidade, pilar central da democracia.

Nas sessões ordinárias da Câmara os vereadores protegem seu “curral” dos inimigos, não raro outros vereadores em atividade, e legislam baseados no mais vantajoso para a manutenção do poder em vez de estimularem o debate político.

O voto obrigatório segue orientações impróprias, como a popularidade do candidato dentro na comunidade, de acordo com o tamanho do investimento na campanha eleitoral. O conhecimento exato sobre as atividades do prefeito e dos vereadores está restrito a poucos indivíduos.

Entre o cidadão e a figura política o distanciamento é tão grande que há pessoas morando sem reclamar em ruas sem asfalto e às escuras porque veem o prefeito como entidade poderosa que tudo sabe e pode castigar. Transformam respeito em precaução, a precaução vira medo pois desconhecem que têm o poder nas mãos.

Os recursos de infraestrutura, transporte e promoção da dignidade humana são geridos em São Gonçalo como se nela vivessem 100 mil pessoas, embora abrigue mais de 1 milhão. Não há tanques nas ruas, mas a falta de informação, cultura e educação se encarrega da restrição da liberdade democrática como em poucas cidades brasileiras.

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Uma tocha por dia https://simsaogoncalo.com.br/uma-tocha-por-dia/ https://simsaogoncalo.com.br/uma-tocha-por-dia/#respond Mon, 08 Aug 2016 18:20:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3893 A cinco meses do término do seu governo, graças à passagem da Chama Olímpica, a “tocha” do prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim, enfim acendeu. Explico: o município se movimentou como nunca antes nesta gestão, varreu, pintou e asfaltou com velocidade para receber o símbolo que percorreu 329 cidades brasileiras. Boa parte do povo gonçalense […]

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A cinco meses do término do seu governo, graças à passagem da Chama Olímpica, a “tocha” do prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim, enfim acendeu. Explico: o município se movimentou como nunca antes nesta gestão, varreu, pintou e asfaltou com velocidade para receber o símbolo que percorreu 329 cidades brasileiras.

Boa parte do povo gonçalense não gostou desta demonstração tardia de virilidade do prefeito. Pudor ofendido, quiseram apagar a tocha, olímpica, esperando reduzir o fogo dele. A Chama, na verdade, poderia ter vindo bem antes e mantido o pacato governo Mulim ativo todos os dias.

A eficiência da organização surpreendeu, foi chamada de “maquiagem” para esconder os problemas de São Gonçalo. Aprovando e discordando, como deve ser numa democracia, o protagonismo assumido pela população presente, estimada em 100 mil pessoas pela Prefeitura, é outro aspecto que tornou o dia dois de agosto especial.

Havia dois tipos de pessoas em Alcântara, ponto de partida da tocha oficial: aqueles que reprovavam aos gritos o evento e os estupefatos. Quem insistia em aprovar era insignificante, pequenos comentários isolados.

Os manifestantes jogaram bolinhas de água nos capacetes negro-foscos da Polícia Militar, que respondeu com bombas de efeito moral, teve empurra-empurra e desespero de crianças e pais (os primeiros a não ver a Chama). Impossível sentir o espírito olímpico acuado pela multidão e por deficiências graves na Saúde, Educação, Infraestrutura, Transporte etc.

Crédito: Julio Diniz / TV Win
Crédito: Julio Diniz / TV Win

Quando o povo sai às ruas em uma cidade definhando sob um governo ruim, o choque entre as forças de segurança e enormes grupos de protesto é inevitável. Felizmente ninguém se feriu gravemente e tivemos aprendizados.

O prefeito Mulim aprendeu a não subestimar o povo. Colocar a Tocha Olímpica para desfilar em um dos trechos mais estreitos e populosos da cidade foi ingenuidade. Os gerentes das lojas de Alcântara aprenderam que centenas de pessoas aglomeradas na frente do estabelecimento nem sempre é positivo. Fecharam as portas por medo de roubos e vandalismo.

Aos trancos e barrancos, literalmente, a Tocha e a Chama passaram mobilizando o gonçalense e o poder público ineficiente que queria fazer uma festa para o povão irritado. Encontro valioso para São Gonçalo.

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O sofrimento dos desabrigados https://simsaogoncalo.com.br/o-sofrimento-dos-desabrigados/ https://simsaogoncalo.com.br/o-sofrimento-dos-desabrigados/#respond Wed, 06 Jul 2016 17:12:19 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3778 Sabemos que o governo Mulim trouxe para São Gonçalo mais lixo, escuridão, corrupção e mentira. No conforto de nossas casas, entretanto, não percebemos o quanto ele é desumano. As famílias desabrigadas pelas chuvas de março sabem. Elas sentem, na carne, o tamanho da omissão do prefeito e dos cavaleiros da hipocrisia (ou secretários de governo). […]

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Sabemos que o governo Mulim trouxe para São Gonçalo mais lixo, escuridão, corrupção e mentira. No conforto de nossas casas, entretanto, não percebemos o quanto ele é desumano. As famílias desabrigadas pelas chuvas de março sabem. Elas sentem, na carne, o tamanho da omissão do prefeito e dos cavaleiros da hipocrisia (ou secretários de governo).

Centenas de pessoas perderam suas casas, seus móveis e pertences há três meses, quando 38 bairros da cidade foram alagados. Desesperadas, crianças, idosos e doentes crônicos inclusive buscaram abrigo em dois condomínios desabitados do programa “Minha Casa, Minha Vida” no Jóquei. Permaneceram no local sem água encanada nem energia elétrica por quase dois meses, se alimentando através de doações, sem qualquer assistência médica ou social do governo municipal.

Expulsas dos apartamentos por ordem judicial, sob a condição de que a Prefeitura forneceria abrigo apropriado, cerca de 400 pessoas, segundo os desabrigados, foram transferidas para o CIEP Porto do Rosa. Os documentos e objetos que conseguiram juntar após o alagamento foram jogados num caminhão para a transferência e jamais vistos novamente. Algo impensável, abominável e o sofrimento aumentaria: localizado em região tomada pelo tráfico de drogas, encontraram o CIEP crivado de balas, sem janelas e com vazamentos na cisterna. Dormindo sobre o chão frio, entre eles 20 portadores de necessidades especiais, muitos adoeceram.

Após 30 dias vivendo precariamente no CIEP Porto do Rosa, mês passado sofreram a segunda remoção à força. Desta vez os desabrigados foram espalhados entre o Polo de Assistência Social de Vista Alegre e igrejas que ofereceram ajuda. Alguns homens dormiram na calçada por falta de espaço para todos. As crianças, longe da escola desde março, incapazes de entender o motivo de tantas mudanças, perguntam aos pais quando voltarão para casa. “É uma situação de guerra”, nas palavras de um desabrigado. E não temos um governo interessado em resolver a questão.

Publicamente a Prefeitura tem a audácia de dizer que existem “desalojados, não desabrigados”. Faz joguinhos de marketing com as vidas de centenas de pessoas, desrespeitadas enquanto seres humanos. Estão sem água e comida e convivendo com a sujeira porque a máquina pública foi empregada em ações ilegais de propaganda, como faixas penduradas em postes de luz e muretas, visando as próximas eleições.

Gonçalenses perderam tudo o que possuíam e continuam sofrendo. E a grande preocupação do governo Mulim é com a própria imagem.

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Poder de fala https://simsaogoncalo.com.br/poder-de-fala/ https://simsaogoncalo.com.br/poder-de-fala/#respond Tue, 28 Jun 2016 21:46:15 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3759 Li e ouvi desabafos de pessoas, tanto pela internet quanto pessoalmente, dizendo que agora nós só sabemos falar disso. “Disso o que?”, você deve estar se perguntando. Eu digo: a cultura do estupro. “Ah sim, é mesmo!” É a frase que eu espero que você não tenha dito. Porque se você disse, ou até pensou, só […]

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Li e ouvi desabafos de pessoas, tanto pela internet quanto pessoalmente, dizendo que agora nós só sabemos falar disso. “Disso o que?”, você deve estar se perguntando. Eu digo: a cultura do estupro.

“Ah sim, é mesmo!” É a frase que eu espero que você não tenha dito. Porque se você disse, ou até pensou, só tenho que lamentar por você, meu caro. Começamos a falar sobre isso e agora, mais do que nunca, não vamos parar.

Se por alguns instantes, você pensar na magnitude desse poder de fala e da visibilidade que estamos tendo com relação ao assunto, verá o quanto isso é maravilhoso. Irei esmiuçar para que fique didático e não tão melancólico assim. Na real, não gosto de falar sobre isso, mas é necessário que se fale para que possamos perceber essa cultura no nosso dia-a-dia e obviamente, dessa forma consertá-la (na verdade, excluí-la por completo).

Somos educadas, quase que adestradas, para sermos recatadas, puritanas e quietas. Não temos a liberdade de escolha em diversas esferas das nossas vidas, seja nas nossas relações afetivas e ou sexuais. Somos censuradas em nossas vestes, nosso corpo, nossa forma de expressão verbal, física e até mesmo no nosso desejo (e NÃO desejo também) de interação física com o outro. Parece bem complexo dito assim, mas é tão simples que chega a entristecer.

Cultura do Estupro

Não podemos sair com muitas pessoas, senão somos vadias. Também não podemos sair com poucas, senão somos caretas. Não use roupas muito curtas, senão vai ficar vulgar. Mas também não use roupas muito compridas, senão vai ficar com cara de “maria mijona”. Não seja magra demais, senão fica feia. Não seja gorda demais, senão fica feia também. Não fale palavrão, isso é coisa de macho! Não fale muito delicadinha, senão você parece patricinha. Não dê mole logo de cara, senão ninguém vai te levar a sério. Não faça muito doce, senão você vai ficar pra titia.

Viu como é simples e corriqueiro? Caso você não saiba, isso é cultura do estupro. Todas essas frases sustentam pensamentos machistas que por sua vez, respaldam atitudes desrespeitosas, violências físicas, verbais e até mesmo sexuais. Parece exagero, mas não é.  Por isso a nossa possibilidade de falar sobre isso em todos os espaços de debate possíveis é muito importante, porque fomos silenciadas a cada frase destas, e agora podemos expor o quão incômodo são todas elas.

Por tanto, mano, não venha querer me calar. A gente começou a falar e pode ter certeza, que não vamos parar até que a gente ouça, veja e sinta o seu respeito.

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Uma cidade inacessível: a acessibilidade em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/acessibilidade-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/acessibilidade-em-sao-goncalo/#comments Sun, 26 Jun 2016 12:31:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3755 Acessibilidade em São Gonçalo é um drama. E os maiores guerreiros gonçalenses são os portadores de necessidades especiais. Dia após dia, eles se esforçam mais do que qualquer pessoa para sobreviver neste território inóspito, parasitado pela classe política. O governo municipal deve a eles mais do que infraestrutura e acessibilidade. Deve algo que jamais tiveram: reconhecimento. Acessibilidade […]

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Acessibilidade em São Gonçalo é um drama. E os maiores guerreiros gonçalenses são os portadores de necessidades especiais. Dia após dia, eles se esforçam mais do que qualquer pessoa para sobreviver neste território inóspito, parasitado pela classe política.

O governo municipal deve a eles mais do que infraestrutura e acessibilidade. Deve algo que jamais tiveram: reconhecimento.

Acessibilidade em São Gonçalo em números

De acordo com o último censo divulgado pelo IBGE, realizado em 2010, apenas 4% dos domicílios gonçalenses estão localizados em ruas com rampa de acesso para cadeirantes, item fundamental para garantia do amplo direito de ir e vir. No município brasileiro mais avançado neste aspecto, Jaguaribara (CE), o índice é de 75%.

Ainda em 2010 o IBGE apurou que 55.820 residentes na cidade de São Gonçalo possuem alguma dificuldade motora. Marice Dias, leitora do Sim São Gonçalo e irmã do Gecélio, portador de necessidades especiais, enviou a seguinte mensagem ao canal:

– A Rua Júpiter no Bandeirantes está largada após a prefeitura fazer obras de manilhamento, na promessa de um asfaltamento. Até hoje não há sinal de asfalto e a rua está tomada de esgoto à céu aberto. Pode nos ajudar registrando este descaso? Meu irmão é cadeirante e é impossível locomovê-lo nestas condições.

A dificuldade no cotidiano das pessoas

Gecélio tem 39 anos. Mora a vida inteira na mesma rua de terra batida no Bandeirantes. Por lá, a lama e o esgoto frequentemente se misturam, formado uma massa estranha, odiosa, dejeto do descaso público histórico.

Portador de necessidades especiais causadas pela hidrocefalia, Gecélio nunca foi ao supermercado do bairro. Nem mesmo à academia, que fica a menos de 100 metros da sua casa. Os buracos enormes, as longas valas e fissuras na rua, já quebraram a cadeira de rodas doada pela Associação Pestalozzi de Niterói. Eles impedem seu ir e vir.

Quando Marice visita o irmão nos fins de semana, ela o ajuda a vencer os obstáculos. Seu passeio preferido é ir à praça do Bandeirantes para ver o movimento de pessoas e veículos. Nos dias chamados de “úteis”, mas tediosos para Gecélio, ele fica preso em casa na companhia da mãe, idosa, incapaz de sozinha ajudá-lo na locomoção.

Segundo o jornal O São Gonçalo, a gestão Neilton Mulim deu “o pontapé inicial para a implementação do Plano de Acessibilidade do Município de São Gonçalo”. A previsão é que o plano entre em vigor antes do fim deste ano. mas só Deus sabe.

Neilton Mulim assumiu a Prefeitura há mais de 3 anos sem qualquer projeto por mais qualidade de vida para gonçalenses como Gecélio. Agora, em conluio com o jornal, no último ano de governo, ano de eleições municipais, anuncia um engodo claramente eleitoreiro.

Os responsáveis por não implementar a acessibilidade em São Gonçalo são a corja burra e inútil das secretarias. Sem falar nos hipócritas da Câmara, que fingem defender a cidade mas viram as costas para o povo. Eles seriam seres humanos melhores se passassem um dia de muletas ou sobre uma cadeira de rodas.

Teriam que sofrer, muito, para atravessar a rua em direção ao habitual rodízio de carnes no restaurante preferido, pago com dinheiro público.

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Ezequiel, Uísquiel e a Universidade de Minnesota https://simsaogoncalo.com.br/ezequiel-uisquiel-e-universidade-de-minnesota/ https://simsaogoncalo.com.br/ezequiel-uisquiel-e-universidade-de-minnesota/#comments Thu, 16 Jun 2016 21:04:12 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3729 Estou tentando fazer um mapa histórico com os personagens recentes de São Gonçalo. No meio de uma pesquisa, encontrei algumas referências sobre nosso ex-prefeito, Edson Ezequiel de Matos. Tenho 26 anos e acompanhei pouco do seu mandato. Só lembro dos “mutirões” e de como o apelidaram carinhosamente: “Uísquiel”. Na época, era super legal chamar o […]

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Estou tentando fazer um mapa histórico com os personagens recentes de São Gonçalo. No meio de uma pesquisa, encontrei algumas referências sobre nosso ex-prefeito, Edson Ezequiel de Matos. Tenho 26 anos e acompanhei pouco do seu mandato. Só lembro dos “mutirões” e de como o apelidaram carinhosamente: “Uísquiel”. Na época, era super legal chamar o prefeito de cachaceiro. Mas o tempo é bom, permitindo que nós possamos mudar de ideia.

Nosso ex-prefeito tem um currículo memorável. É um acadêmico super respeitado dentro da Engenharia e da Economia. Para quem não sabe, segue seu currículo abaixo:

Edson Ezequiel de Matos é formado em Engenharia pela UFF; Mestre em Ciências pela Universidade de Minnesota (EUA); Pós-graduação em Sistema Financeiro e Mercado de Capitais pela FGV; participou do Programa Internacional de Administração Pública Comparada pela Universidade de Nova York; e foi Coordenador Geral e Professor dos Cursos de Pós-Graduação da Petrobras.

Sim caros amigos, nosso Ex-Prefeito é um cara relevante para o mundo acadêmico no país. Olhando o orçamento de São Gonçalo na época, era realmente impossível fazer uma boa gestão. Mesmo assim, escuto de muita gente que Ezequiel, no seu primeiro mandato, foi fundamental para aprofundar o desenvolvimento de São Gonçalo como cidade.

Todos sabem que não tenho nenhuma simpatia pelo atual partido de Ezequiel, o PMDB. Acho que é um partido que costuma ter uma gestão relativamente funcional, mas que não consegue avançar em nada na redução de desigualdades.

Essa publicação não tem nenhuma proposição política. Mesmo que Ezequiel fosse candidato hoje, não votaria nele. O que venho dizer é que conhecemos muito pouco de nossa história e só absorvemos a parte “pejorativa” dos personagens locais.

Por não registrar sua memória, São Gonçalo ficou com o Uísquiel, enquanto o mundo acadêmico tem um dos maiores profissionais de Engenharia e Economia do Estado do Rio de Janeiro. Conhecemos pouco da nossa história e até mesmo dos nossos prefeitos.

Talvez a centralidade do texto seja justamente a memória. Somos uma cidade sem memória, sem registro e sem comparação de anos anteriores. A falta de registros biográficos faz com que as novas gerações só recebam as informações pejorativas dos Prefeitos, Vereadores, Secretários, Artistas, Produtores Culturais, Empresários, etc. Não to falando se a pessoa foi uma boa pessoa ou não, mas estou falando sobre sua memória. É isso que constrói uma cidade e começamos a fazer isso a muito pouco tempo.

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José Luiz Nanci, o Botafogo gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/jose-luiz-nanci-o-botafogo-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/jose-luiz-nanci-o-botafogo-goncalense/#comments Tue, 14 Jun 2016 04:08:30 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3735 Antes de tudo, não tenho nada contra o José Luiz Nanci (nem contra o Botafogo). Acho que ele é uma boa pessoa. Não foi um bom vereador, mas é uma boa pessoa. Não foi um bom deputado, mas é uma boa pessoa. Como Secretário Estadual de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida é … não […]

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Antes de tudo, não tenho nada contra o José Luiz Nanci (nem contra o Botafogo). Acho que ele é uma boa pessoa. Não foi um bom vereador, mas é uma boa pessoa. Não foi um bom deputado, mas é uma boa pessoa. Como Secretário Estadual de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida é … não sei, mas é um tipo de pasta que traduz um pouco da sua trajetória política. Simples, sem nada expressivo, mas sempre sendo uma boa pessoa.

Esses dias seu nome virou pauta para a eleição do ano que vem. Estão falando que ele irá se candidatar para disputar a Prefeitura de São Gonçalo. Dá até cançaso quando escuto isso, porque é aquele tipo de candidatura sem graça que já carrega consigo o ar de “vou desistir para apoiar alguém quando começar a eleição”.

Queria que os políticos gonçalenses pensassem alto. Queria que eles pudessem sonhar com cargos de Governador, Presidente, Senado. Acho tão ruim para a cidade essa manutenção eterna de cargos e candidaturas sem representatividade. Nanci lembra o Botafogo. É um time bacana, ninguém rejeita, sempre inicia o campeonato com um ar de competitividade, mas bastam algumas semanas e todo mundo já sabe que vai ficar no meio da tabela. Ah! Não posso esquecer da sua torcida que é uma torcida relativamente pequena, porem extremamente fiel. Eleitor do Nanci não larga ele por nada e torcedor do Botafogo não para de torcer por nada também.

Seria incrível começar o dia com uma notícia de “Nanci assume que não é candidato e apoiará tal grupo político”. Esse “morde e assopra” de negociação de tempo de TV é tão cafona.

Aqui para nós Nanci, seja honesto. Tu realmente quer ser Prefeito? Não to falando do seu grupo político e de quem te apoia não, to falando de você! Você realmente quer perder a sua vida tranquila numa Secretaria sem grandes problemas para ter que acordar todo dia com uma cobrança diferente?

Se quiser comprar essa briga e realmente mudar a sua postura como foi em seus mandados discretos, ai sim vale a pena tu ser candidato.

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A praça é do Rodo https://simsaogoncalo.com.br/praca-e-do-rodo/ https://simsaogoncalo.com.br/praca-e-do-rodo/#comments Sat, 11 Jun 2016 12:32:31 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3726 São Gonçalo é uma cidade grande, com uma linda história de sobrevivência. Ignorar seu passado de propósito e chamar a Praça do Rodo de “praça da Marisa” é criminoso. O município lutou para se desvencilhar politicamente de Niterói durante anos e hoje se esforça para superar graves problemas sociais, a baixa qualificação profissional, o pouco acesso […]

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São Gonçalo é uma cidade grande, com uma linda história de sobrevivência. Ignorar seu passado de propósito e chamar a Praça do Rodo de “praça da Marisa” é criminoso.

O município lutou para se desvencilhar politicamente de Niterói durante anos e hoje se esforça para superar graves problemas sociais, a baixa qualificação profissional, o pouco acesso à Cultura. A solução passa pelo resgate das próprias raízes para corrigir o rumo. Mas há pessoas que conhecem até o nome oficial da praça, Luiz Palmier, e a chamam de praça da Marisa. A Prefeitura, quando anuncia eventos no local, comete tal crime. Os 27 vereadores da Câmara, cuja maioria não conhece a história da cidade, também pecam.

E a Marisa não paga um centavo por esta maravilhosa ação de marketing permanente. Secretarias de governo, empresas privadas, assessorias de comunicação e a população em geral trabalham de graça ao citar seu nome.

O termo “praça do Rodo” já foi mais popular que “praça da Marisa” há pouco tempo. Aí surgiu essa moda degradante de trocar o nome da praça – onde os bondes retornavam em direção à Niterói -, dona de uma importância para o desenvolvimento da cidade infinitamente maior do que a marca de varejo (Tafulhar).

A praça do Rodo continua especialíssima hoje. É uma praça diferente da Zé Garoto, mais indicada para ler um livro, apreciar um pouco de silêncio ou o escasso verde gonçalense das árvores. No Rodo, São Gonçalo inteira está ao seu redor, na pista movimentada de veículos, ruidosa, nos pedestres apressados, nas lojas fervendo de gente, na lanchonete vendendo salgado e refresco. Aliás, o típico gonçalense come pelo menos um salgado na rua por semana.

Na praça do Rodo a banca de jornal é tradicionalmente agradável pois permite esquecer por alguns segundos o movimento confuso ao lado e saber das últimas notícias, e as feiras de livros que frequentemente acontecem são o que mais aprecio na rotina local.

Há bancos mas faltam árvores na segunda praça gonçalense mais famosa. E sobra ferro naquela coluna ridícula (apenas prefeitos estúpidos plantam ferro em vez de árvore). A réplica de um bonde cumpriria melhor o papel de preservação da memória.

Sempre que alguém chama a Praça do Rodo de “praça da Marisa” tenho vontade de correr nu entre os carros na contramão gritando: “A praça é do Rodo, porra!”. Evitem essa vergonha, por favor. A praça é do Rodo.

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Afaste-se, Panisset! https://simsaogoncalo.com.br/afaste-se-panisset/ https://simsaogoncalo.com.br/afaste-se-panisset/#respond Thu, 09 Jun 2016 15:37:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3717 Afaste-se de São Gonçalo, Aparecida Panisset. Não há mais espaço para você em terras gonçalenses. Nós, cidadãos, te rejeitamos. Jamais esqueceremos os males causados por teu desprezo cultural. A exemplo da religião umbandista, que feriste ao permitir a destruição da casa onde nasceu. Já o protestantismo foi fortalecido por vias ilegais, usando dinheiro do povo. A praça Carlos Gianelli, vendida […]

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Afaste-se de São Gonçalo, Aparecida Panisset. Não há mais espaço para você em terras gonçalenses. Nós, cidadãos, te rejeitamos.

Jamais esqueceremos os males causados por teu desprezo cultural. A exemplo da religião umbandista, que feriste ao permitir a destruição da casa onde nasceu. Já o protestantismo foi fortalecido por vias ilegais, usando dinheiro do povo. A praça Carlos Gianelli, vendida a empresários gananciosos no centro de Alcântara, deixou o bairro ainda mais apertado. E a memória do grande ativista ambiental Chico Mendes? Foi atacada, ao deformar a praça em homenagem a ele, no Raul Veiga, estragando um espaço público frequentado pela juventude.

Afaste-se! Não a queremos presidindo qualquer partido político nesta cidade, desviando em direção ao obscurantismo os corações e mentes mais humildes e, nem mesmo, recolhendo o lixo dos banheiros da Prefeitura. Não tens a dignidade necessária. Sua presença neste território ofende os idosos que carregam a história de luta da cidade, ameaçando crianças e adolescentes que têm um futuro a trilhar.

A marca do mal do seu governo continua no chão onde pisamos, até mesmo nas pedras portuguesas trocadas por tijolos vermelhos grotescos. Nos monumentos ao desperdício, lagos artificiais cheios de larvas ocupando mais da metade do espaço útil das praças, como no Colubandê.

Publicado nas redes sociais do Partido Democrático Trabalhista, dia 13/05/16, seu interesse em se candidatar à Prefeitura – que a Justiça não permita – é um insulto inadmissível. A personificação do fanatismo a serviço do acúmulo de poder para enriquecimento ilícito não vencerá novamente. A ignorância política não governará São Gonçalo outra vez, afaste-se para os confins do mundo.

Teu sobrenome é sinônimo de atraso intelectual, oportunismo, covardia e conivência diante da corrupção na administração pública, principalmente na Saúde e Educação. Em teu governo, instituições religiosas enriqueceram sem prestar qualquer serviço à população (O Globo). Condenações pelo Tribunal de Contas do Estado, multas e danos ao Erário acumularam durante anos (TCE-RJ), e tua ousadia será respondida com luta. Aqui não é bem-vinda.

São Gonçalo ainda se recupera do abismo em que caiu durante os 8 anos que foi chamada de prefeita. E você aparece diante de nós, sorridente como a Praga antes de espalhar a morte, com a mesma tinta no cabelo. Respeite o povo gonçalense, não o subestime. Nós te rejeitamos do fundo de nossas almas.

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Conheça os tipos e quanto ganha um vereador em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/conheca-os-tipos-e-quanto-ganha-um-vereador-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/conheca-os-tipos-e-quanto-ganha-um-vereador-em-sao-goncalo/#comments Wed, 01 Jun 2016 00:30:14 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3703 A lei que regulamenta o aumento dos vereadores de São Gonçalo foi votada e você está aí, de boa na lagoa. Quinze mil reais! É isso que o vereador gonçalense ganha. Apesar de não ter os benefícios que outras câmaras possuem como gasolina, número exagerado de assessores, é um belo salário. Quando olhamos a produção legislativa (tirando três […]

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A lei que regulamenta o aumento dos vereadores de São Gonçalo foi votada e você está aí, de boa na lagoa.

Quinze mil reais! É isso que o vereador gonçalense ganha. Apesar de não ter os benefícios que outras câmaras possuem como gasolina, número exagerado de assessores, é um belo salário.

Quando olhamos a produção legislativa (tirando três ou quatro vereadores) da cidade e comparamos com o salário, nos assustamos. Pelo que é produzido, o valor é bem alto.

Nossa bancada legislativa se divide em quatro blocos. Temos o xerebecanto placius djow, conhecida como bancada evangélica; a bancada da ameaça, que não pode ser citada, senão… você já imagina, né?; a bancada de sobrenomes estranhos; e a bancada dos bons vereadores.

Tirando a última bancada citada, temos uma situação bem constrangedora que é uma votação próxima para aumento de salários. A maioria dos vereadores está mais preocupada com sua clínica, igreja, marmoraria, família que propriamente seu trabalho. O pior de tudo é que eles mesmos votam o aumento do próprio salário.

Imagine você, caro leitor. Você, insatisfeito ou satisfeito com seu trabalho, chega para seu patrão e fala; “- Ei patrão, se liga! Resolvi aumentar meu salário e sou eu quem vou escolher, beleza?”. Seu patrão iria olhar para sua cara, rir e te demitir. Com os vereadores é diferente. Eles votam seus próprios salários, mas a população, que é seu patrão, simplesmente ignora os mandos e desmandos desse legislativo “lindo e maravilhoso” que temos.

O pior de tudo é imaginar que por conta de uma pressão social ou post’s como esse ou no Facebook, eles não vão aumentar o salário para aparecer no jornal falando que “A câmara dos vereadores de São Gonçalo foi contra o aumento”. Aí, o Jornal O São Gonçalo vai colocar a matéria bonitona escrito “Vereadores gonçalenses não aumentam o próprio salário”. Os asseclas dos vereadores vão compartilhar para todo mundo com posts escritos “MEU VEREADOR, AMIGO DO BAIRRO, É CONTRA O AUMENTO DE SALÁRIO DE VEREADORES”. E você, caindo nessa malandragem, vai ficar com os olhos lindos cheio de amores por eles.

Dá mole não! Apareça na Câmara de vereadores pelo menos até o final do ano. Vai que eles resolvem aumentar o próprio salário novamente? Você vai ficar compartilhando tristeza e revolta na timeline, pelos próximos 4 anos. As coisas ainda se resolvem com o voto deles. Sua “curtida” é quase sem função.

Ah, tem o outro lado também. Se você vai se beneficiar com a eleição do vereador que vai aumentar o próprio salário, lembre-se sempre que a maioria dos assessores são tratados como lixo ou pessoas descartáveis. Com algumas exceções, de três ou quatro vereadores, a função do assessor é ganhar um dinheiro pra ficar anotando telefone de eleitor, entregando cafezinho, sem nenhum protagonismo.

Se tu quer se beneficiar disso, saiba que passará os próximos 4 anos dependendo de vereador pra pagar suas contas. Vai continuar não sendo protagonista da sua própria história e ficar aguentando aquele ambiente com péssimas energias que circula a Prefeitura, nas Secretarias e a Câmara Municipal.

Seja mais! Larga o osso e fiscalize o seu voto.

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Do ovo ao teatro superfaturado https://simsaogoncalo.com.br/do-ovo-ao-teatro-superfaturado/ https://simsaogoncalo.com.br/do-ovo-ao-teatro-superfaturado/#respond Sat, 28 May 2016 16:18:16 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3691 Governos corruptos superfaturam aquisições parciais de uma grande obra em conluio com a construtora, emissora das notas fiscais. Pagam pelo cimento um valor acima do cobrado pelo mercado, distribuem entre os safados a diferença mas mantêm o valor justo da areia para disfarçar, não pegam tão pesado. Um governo que durante anos não licita a […]

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Governos corruptos superfaturam aquisições parciais de uma grande obra em conluio com a construtora, emissora das notas fiscais. Pagam pelo cimento um valor acima do cobrado pelo mercado, distribuem entre os safados a diferença mas mantêm o valor justo da areia para disfarçar, não pegam tão pesado. Um governo que durante anos não licita a coleta de lixo, superfatura livros infantis, merenda escolar e a construção inteira de um teatro não é só corrupto. O governo Mulim, em São Gonçalo, é essencialmente maligno, um governo de ódio descarado contra aquilo que torna o povo gonçalense único, sua arte e juventude.

Há crianças na rede municipal de ensino que frequentemente contam apenas com a refeição servida na escola, quando é servida. Explorando a pobreza delas os bandidos daqui lucram, comprando a dúzia de ovos da merenda a R$ 10. Ensino de qualidade o governo Mulim é incapaz de oferecer, mas sabe como importar ovos caipiras de Marte. Pior do que um ataque aos cofres públicos, o desprezo pela Educação forma os camelôs que sustentarão o cafezinho da Secretaria de Posturas nas próximas décadas.

Superfaturar a arte é tão ultrajante quanto a comida. A Fundação Cesgranrio inaugurou um teatro no Rio de Janeiro, construído a partir de um auditório para 90 pessoas, que custou R$ 2 milhões. A construção da Policlínica no Vila Três, prédio alto e largo com pelo menos 3 pavimentos e ocupando o espaço todo do antigo campo de futebol, custou R$ 4,8 milhões. O primeiro teatro municipal gonçalense, com espaço para 269 pessoas, custará incríveis R$ 13,6 milhões. No Teatro Cesgranrio cabem 300 pessoas. Os compradores de ovos marcianos enriquecem com o sonho do povo de assistir a um espetáculo com dignidade, sem medo do teto cair sobre a cabeça, sem as dores no corpo provocadas pelas cadeiras do humilde Anexo Carequinha. Deturpando sonhos, é assim que os grandes criminosos agem.

“O cara superfatura do ovo ao teatro”, disse Renato Aroeira, famoso cartunista, sobre o governo Mulim. Governo que não para de emitir decretos para aumentar as verbas de gabinete do prefeito. Milhares de reais para comprar grampos e tirar cópias do Diário Oficial. A arte de roubar está em exibição permanente na Prefeitura de São Gonçalo.

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Alucinações no Alto do Gaia https://simsaogoncalo.com.br/alucinacoes-no-alto-do-gaia/ https://simsaogoncalo.com.br/alucinacoes-no-alto-do-gaia/#comments Sun, 22 May 2016 12:18:05 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3671 Não bebi, não fumei nem usei nenhum tipo de alucinógeno, mas fiquei doidão a 534 metros de altitude no Alto do Gaia, ponto mais alto de São Gonçalo, e me apaixonei de vez pela cidade. Assim que coloquei o pé no topo da montanha, acima do voo dos urubus, percebi que São Gonçalo é maior que a […]

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Não bebi, não fumei nem usei nenhum tipo de alucinógeno, mas fiquei doidão a 534 metros de altitude no Alto do Gaia, ponto mais alto de São Gonçalo, e me apaixonei de vez pela cidade.

Assim que coloquei o pé no topo da montanha, acima do voo dos urubus, percebi que São Gonçalo é maior que a sujeira urbana e o descaso público, infinitamente maior. A cidade é bela. Verde, calma, ventilada. Contra o bom senso, construíram uma merda apertada de concreto e pouco asfalto em parte do território onde a maioria da população, desesperançada, vive.

Depois do primeiro ensinamento do Gaia, as alucinações começaram. Na minha frente a quilômetros de distância, lá embaixo, vi Neilton Mulim cair no choro dentro do gabinete do prefeito, desistir da reeleição e pedir perdão ao povo pelo prejuízo que causou com seu governo criminoso. Seus apoiadores na Câmara de Vereadores realizaram logo após a expiação a Audiência Pública da Vergonha e do Arrependimento. Um grande feito sem mais ações concretas.

São Gonçalo ao alcance dos olhos, virei a cabeça para Neves, depois olhei o Colubandê, e vi construídos os Centros de Esporte e Lazer Unificados, os maiores do Brasil, como previa o projeto inicial. Os jovens desempregados abandonavam os bares onde antes se embriagavam e trocavam futilidades o dia inteiro e entravam nos centros com skate e livro na mão. Vi bibliotecas públicas espalhadas em cada distrito, o bairro Sacramento urbanizado, acessível a cadeirantes.

No Raul Veiga as crianças iam felizes à escola municipal do bairro, carinhosamente chamada de Rato Velho. Havia atividades para desenvolvimento de jogos digitais e aprendiam técnicas de comunicação e gravação de vídeo para a Internet. Gamer e youtuber são as profissões dos sonhos dos adolescentes de hoje, os ladrões de merenda precisam saber.

Próximo a linha do horizonte, o mais longe que meus olhos alcançavam, o antigo lixão de Itaoca tinha virado o maior centro de reciclagem da América Latina. Atendia ao município, ajudou a resolver a questão do lixo espalhado nas ruas, e recebia material das cidades vizinhas, gerando renda e empregos.

Desejo do trabalhador, avistei uma linha nova cortando a cidade de Neves a Guaxindiba e tive certeza de que era uma alucinação provocada pelo poder transformador do Gaia: era a Linha 3 do Metrô.

Na descida do Alto do Gaia, a umidade refrescante da floresta gonçalense guardava borboletas gigantescas de asas pretas nas bordas e azuis no meio, há mais de 50 anos não vistas em bairros como Alcântara. Aquilo era real, bem como o pé carregado de laranja-da-terra, na beira da Estrada do Sítio da Pedra, que fiz questão de tocar. O Gaia nos diz: “Recomecem, há tempo e espaço suficientes para desenvolvimento inteligente em São Gonçalo”.

 

Confira as fotos do evento:

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A importância do seu cabelo https://simsaogoncalo.com.br/importancia-do-seu-cabelo/ https://simsaogoncalo.com.br/importancia-do-seu-cabelo/#respond Sat, 14 May 2016 21:25:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3634 Você sabe o que é resistência? “Ato ou efeito de resistir. Força que se opõe a outra, que não cede a outra.” Tem mais explicações no dicionário, porém vamos ficar só com esses trechos aí. Resistir; é disso que quero tratar nesse texto aqui. Por diversos motivos, somos vencidos pelo sistema que quer nos padronizar, seja […]

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Você sabe o que é resistência?

“Ato ou efeito de resistir. Força que se opõe a outra, que não cede a outra.”

Tem mais explicações no dicionário, porém vamos ficar só com esses trechos aí. Resistir; é disso que quero tratar nesse texto aqui. Por diversos motivos, somos vencidos pelo sistema que quer nos padronizar, seja por preguiça, comodismo, vergonha, alienação, insegurança etc. Muitas das vezes nós, negros, aceitamos e relevamos muitas coisas na nossa vida, como piadas, comentários e até olhares, e tudo isso para continuarmos o nosso “rodo cotidiano”. Posso falar com propriedade que até a própria aceitação de ser um indivíduo negro é bem complicada, visto que não queremos nos encaixar na figura do negro que é transmitida pela sociedade como a figura do malandro, do bandido, do mal-educado, do sujo, do incapaz e até do invisível.

Portanto, vamos lá. Solte seu cabelo e se oponha a mais cruel e costumeira forma de repressão e preconceito do sistema racista: o cabelo perfeito do branco europeu, o cabelo liso. Há um movimento crescente de “volta aos cachos” que vem contaminando positivamente muitas mulheres negras que descobrem e aceitam seu cabelo crespo, e muitas reconhecendo nele ou a partir dele, a força e o poder de sua negritude. O desmerecimento desse movimento tem sido feito pela mídia colocando-o numa posição de “tendência fashion”, tornando aceitável o fato de o cabelo crespo estar mais presente nas ruas simplesmente porque ele está na moda. Não, nós não estamos na moda, infelizmente. Quando vemos índices de violências e mortes contra a população negra crescerem cada vez mais, somos esbofeteados pela dura realidade de que nós não estamos na moda.

Agora eu vou mandar um papo bem direto: resista. Nós às vezes não temos ideia de como não ceder a isso tudo pode ser libertador, maravilhoso e digo mais, revolucionário. Se empodere buscando referências e exemplos que se encaixam nas nossas formas. Vamos amar, cultivar e disseminar a nossa negritude, sejamos fortes para nos opor e leves para lutar.

Imagens retiradas da internet.

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O prejuízo causado pelo governo Mulim https://simsaogoncalo.com.br/o-prejuizo-causado-pelo-governo-mulim/ https://simsaogoncalo.com.br/o-prejuizo-causado-pelo-governo-mulim/#comments Tue, 10 May 2016 20:10:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3625 Quem passa por São Gonçalo pela primeira vez, de carro ou de ônibus, percebe pela desordem urbana que o governo Mulim é um fracasso. Está estampado nas ruas. Mas é difícil até para gonçalenses calcular com precisão o prejuízo que Mulim causou à cidade em 3 anos de governo. Sabemos que a falta de investimentos e […]

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Quem passa por São Gonçalo pela primeira vez, de carro ou de ônibus, percebe pela desordem urbana que o governo Mulim é um fracasso. Está estampado nas ruas. Mas é difícil até para gonçalenses calcular com precisão o prejuízo que Mulim causou à cidade em 3 anos de governo. Sabemos que a falta de investimentos e o desperdício são gigantescos. Estimo em R$ 400 milhões. Ainda mais profundos, os danos causados pelo abandono da Educação e atraso cultural são incalculáveis.

São Gonçalo recebeu do Governo Federal mais de R$ 7 milhões para construção de dois Centros de Esporte e Lazer Unificados, um em Neves, outro no Colubandê. Nenhum foi construído. Um atentado contra a população, contra a juventude que abusa do álcool e das drogas como opções de lazer.

O contrato para a construção de uma policlínica no bairro Vila Três cobria gastos de R$ 4,8 milhões. As obras começaram há 5 anos, o prédio permanece inacabado e recentemente outro contrato foi firmado para conclusão, no valor de R$ 2,8 milhões. Outro desperdício de dinheiro da Saúde ocorre nos bairros Pacheco e Nova Cidade, onde foram gastos R$ 7,3 milhões na construção de duas UPAs que embora estejam prontas continuam fechadas.

Contratos de emergência milionários para coleta de lixo foram firmados, sem licitação, entre 2013 e 2015. Só no ano passado foram pagos à Marquise R$ 51,6 milhões pelo péssimo serviço prestado.

Na Educação roubos e superfaturamentos se tornaram frequentes, os bandidos perderam a vergonha. Ano passado, auditores do Tribunal de Contas do Estado analisaram contratos e concluíram que R$ 15 milhões foram pagos indevidamente à Home Bread, empresa que deveria fornecer regularmente merenda escolar. A farra no setor continua e o governo Mulim pagou recentemente R$ 10,00 por uma dúzia de ovos, encontrada a menos de R$ 4 nos supermercados. Estão metendo a mão no bolso do gonçalense, como fizeram através do programa de leitura Magia de Ler, outra aquisição sem licitação, imposta à classe educadora, mal planejada, e levaram mais R$ 12 milhões.

Até o fim de 2015, o rombo nas finanças municipais, resultado da má administração, estava avaliado em R$ 200 milhões (Jornal Daki). Se o prejuízo total que o governo Mulim causou fosse recuperado e distribuído para o povo gonçalense, que até 2010 ganhava em média R$ 669 por mês, cada cidadão teria 60% a mais no orçamento. Nada mau em tempos de crise econômica.

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A urgência da representatividade feminina – Por Rafa Silva https://simsaogoncalo.com.br/urgencia-da-representatividade-feminina/ https://simsaogoncalo.com.br/urgencia-da-representatividade-feminina/#respond Sat, 30 Apr 2016 14:33:03 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3580 Mário Lima Jr.: “Desde novembro procurava a opinião de uma mulher gonçalense sobre a luta feminina por maior participação política, ou sobre o devido posicionamento da mulher dentro da sociedade. Finalmente encontrei. Aproveitem o artigo da Rafa Silva”. A política sempre foi muito masculinizada, apesar de ter consigo o artigo feminino. Apesar de hoje em dia vermos uma tentativa de […]

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Mário Lima Jr.: “Desde novembro procurava a opinião de uma mulher gonçalense sobre a luta feminina por maior participação política, ou sobre o devido posicionamento da mulher dentro da sociedade. Finalmente encontrei. Aproveitem o artigo da Rafa Silva”.

A política sempre foi muito masculinizada, apesar de ter consigo o artigo feminino. Apesar de hoje em dia vermos uma tentativa de aproximação por parte dos homens, há ainda uma seleção por parte destes. A maioria dos homens só convidam a participar de um partido político, mulheres que já estejam engajadas em movimentos políticos, como núcleos vivos, movimentos estudantis, sindicatos e outros. A mulher “comum” (mãe, irmã, tia, namorada, filha) quase nunca é procurada por eles, que desestimam as suas experiências e conhecimentos pelo simples fato de elas não serem parte do meio. E isso tem que mudar.

A ocupação das mulheres nos espaços políticos tem sido um movimento gradual e crescente. Para maior incentivo delas no meio, seria de extrema importância que a Lei 9.504, que determina o preenchimento de, no mínimo, 30% das candidaturas por mulheres, fosse “blindada” para combater os rodeios dos partidos que ainda enfrentam com resistência o preenchimento das vagas destinadas a elas. É crucial que se invista em figuras femininas para representar um segmento da sociedade que é mais da metade da população do país. Além de contarmos com a falta de representatividade, temos que arcar com as consequências disso, que são a falta de políticas públicas voltadas para as mulheres.

Em São Gonçalo, somos mais de 500 mil mulheres, de acordo com o Censo IBGE de 2010. Mais de 500 mil mulheres que estão sem representatividade política nas estruturas de poder. Uma cidade onde já foram registrados mais de 1,1 mil casos de agressões e ameaças contra mulheres somente nos primeiros quatro meses desse ano, pede, grita urgentemente por medidas que resguardem essas mulheres.

Mais do que nunca, a ocupação e participação ativa das mulheres se faz necessária para que possamos reverter esse quadro. Somente com representação na câmara, nos conselhos municipais e nos debates públicos, iremos conseguir maior visibilidade dos nossos problemas e consequentemente, elaborar soluções para estes.

Rafa Silva

Mãe da Eva e militante da REDE

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Vítimas do encanto do prefeito https://simsaogoncalo.com.br/vitimas-do-encanto-do-prefeito/ https://simsaogoncalo.com.br/vitimas-do-encanto-do-prefeito/#respond Sat, 23 Apr 2016 01:18:46 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3573 Neilton Mulim cativa o gonçalense mal esclarecido quando aparece diante dele, milagrosamente não suando debaixo do sol forte, oferecendo a mão determinada enquanto fita olhos surpresos, submissos. O cidadão que não enxerga os graves pecados da gestão atual se derrete de amor. Nas últimas semanas os moradores dos bairros contemplados pelo programa Rua Nova foram […]

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Neilton Mulim cativa o gonçalense mal esclarecido quando aparece diante dele, milagrosamente não suando debaixo do sol forte, oferecendo a mão determinada enquanto fita olhos surpresos, submissos. O cidadão que não enxerga os graves pecados da gestão atual se derrete de amor.

Nas últimas semanas os moradores dos bairros contemplados pelo programa Rua Nova foram vítimas da astúcia do prefeito. Ele se aproxima e diz com a seriedade e ternura de um anjo: “Sou eu que estou fazendo isso aqui” e aponta para a rua em obras ainda sem asfalto, mas já com meio-fio novinho. O homem ou mulher quase se joga nos braços de Mulim, por 40 anos viveu no mesmo lugar sem ver o nome da Prefeitura, ou sequer uma lixeira pública pendurada em poste de luz. Hoje dezenas de caminhões e trabalhadores da construção civil ocupam seu quarteirão, ele ou ela não pisarão mais na lama; contudo, o gonçalense ignora que os recursos vêm do Programa de Aceleração do Crescimento e a conquista é da sociedade brasileira, não do prefeito de São Gonçalo.

Ao descobrir que foi fotografado sem autorização e que a foto com Mulim está no site da Prefeitura, em vez de sentir raiva, se regozija, quer revelar a fotografia e mostrá-la ao prefeito quando “ele voltar”. Por meses a pessoa contaminada sonhará com este dia, a foto revelada ficará guardada em gaveta especial, aguardando.

Nas ruas Neilton habilmente equilibra erudição e humildade. Governa sem soberba, se mostra presente, amigo, conhece o que o povo precisa. Não é belo, mas é polido, faz pleno uso de suas qualidades. No isolamento do gabinete joga dados com São Gonçalo, a cidade é um brinquedo particular, seu Banco Imobiliário, a fama de ausente prevalece, o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público são seus adversários neste jogo.

A vítima do encanto de Mulim tem culpa? Mil vezes não. Ainda que sofra da Síndrome de Estocolmo, na qual se sente simpatia pelo agressor. Aqueles que riem desesperadamente diante do prefeito são a alma gonçalense em estado bruto, reféns dos aproveitadores das necessidades do povo.

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Mulim ousa pensar em reeleição https://simsaogoncalo.com.br/mulim-ousa-pensar-em-reeleicao/ https://simsaogoncalo.com.br/mulim-ousa-pensar-em-reeleicao/#comments Fri, 08 Apr 2016 11:06:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3568 O prefeito de São Gonçalo guarda na sua personalidade misteriosa um defeito comum aos piores políticos, o deboche. Em entrevista publicada dia 4 de abril no jornal que não merece carregar o nome desta cidade, Mulim disse que a partir de 2017 pretende “avançar ainda mais nas áreas da saúde, educação e infraestrutura”. Em direção ao abismo, ao caos […]

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O prefeito de São Gonçalo guarda na sua personalidade misteriosa um defeito comum aos piores políticos, o deboche. Em entrevista publicada dia 4 de abril no jornal que não merece carregar o nome desta cidade, Mulim disse que a partir de 2017 pretende “avançar ainda mais nas áreas da saúde, educação e infraestrutura”. Em direção ao abismo, ao caos total, único destino possível sob sua liderança.

Que tipo de cidadão votaria em Mulim novamente além daquele que recebe alguma vantagem ilícita de seu governo? Além dos vagabundos remunerados que ocupam cargos comissionados na Prefeitura e nem comparecem ao trabalho? O Mal não pode ser perpetuado por mais quatro anos, como foi com Aparecida Panisset. O atual prefeito quer estender a fase de abandono das principais vias urbanas, de desprezo pela população pobre que perde tudo a cada temporal e deseja manter São Gonçalo como está desde a gestão passada, na condição de cidade pequena suja e ignorante nas mãos de larápios do dinheiro público.

Um homem que jamais explicou ao povo por que não reduziu o valor da passagem municipal, não criou a companhia de limpeza urbana nem a de distribuição de água, como prometeu, pretende sentar naquela cadeira por mais tempo. É falta de vergonha na cara. Vontade mórbida de destruir completamente São Gonçalo.

Na maior cara-de-pau, após longos 3 anos, 3 meses e 7 dias de governo, Neilton Mulim defende sua reeleição se amparando em novas promessas, naquilo que diz que fará a partir do ano que vem mas foi incapaz de realizar até hoje. Ele chama o gonçalense de estúpido.

O atendimento médico nas unidades de Saúde, área onde Mulim mente ao dizer que avançou, é decadente. Logo na entrada do principal pronto-socorro da cidade, no Centro, o ar-condicionado pinga em cima da fiação elétrica remendada, a grande quantidade de lixo nos canteiros laterais prova a falta de cuidado e limpeza, e o cidadão enfrenta pelo menos duas filas intermináveis, a primeira ainda na triagem.

Na Infraestrutura o prefeito esbanja as verbas do PAC 2 em programas atrasados há mais de 6 meses e executados com displicência, sem cronograma confiável, como o Rua Nova. O destaque sobre as obras, sem mencionar o investimento federal, é tão intenso que só falta Mulim dizer que o dinheiro saiu do próprio bolso. Bairros inteiros continuam na lama e no esgoto sem qualquer iniciativa da Prefeitura.

Na Educação, as crianças do Ensino Fundamental são semianalfabetas, coitadas. Não à toa São Gonçalo ocupa posição ridícula no IDEB Municipal 2013, atrás das próprias metas e inclusive com piora na avaliação do 9º ano. Um prefeito transparente, digno, apresentaria um planejamento realista para reverter esta situação em vez de publicar promessas vãs.

Não há perspectiva de uma São Gonçalo limpa, com qualidade de vida, geradora de empregos para a população presa à informalidade ou que trabalha no Rio de Janeiro ou Niterói. E Mulim ainda ousa pensar em reeleição.

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Tem turismo em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tem-turismo-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/tem-turismo-em-sao-goncalo/#comments Sun, 13 Mar 2016 10:36:52 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3535 Cento e sessenta pessoas reunidas na praça de Santa Isabel, às 8h da manhã de um domingo de sol, para visitar as Grutas de Caulim provaram – mais uma vez – que existem passeios prazerosos em São Gonçalo. O que falta é incentivo à visitação e preservação por parte do poder público. Santa Isabel foi […]

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Cento e sessenta pessoas reunidas na praça de Santa Isabel, às 8h da manhã de um domingo de sol, para visitar as Grutas de Caulim provaram – mais uma vez – que existem passeios prazerosos em São Gonçalo. O que falta é incentivo à visitação e preservação por parte do poder público.

Santa Isabel foi transformado no dia seis de março. Ao lado das pilhas de lixo disputadas por porcos e urubus, gonçalenses dos cinco distritos tomaram as ruas do bairro e prometeram mais do que não sujá-lo, também recolher a sujeira que encontrassem na trilha até as cavernas. Respeito pela natureza da cidade era a orientação principal do grupo. Com o devido esclarecimento, inclusive o indivíduo que deposita sua sacola de lixo na esquina e segue calmamente em direção à academia pode se tornar um cidadão.

A partir da praça, caminhamos sem dificuldade, além do sol intenso, até o ponto final da linha de ônibus municipal 01. Neste ponto a São Gonçalo eletrizada como conhecemos termina (ou começa na direção contrária, como indica a numeração da linha). Vemos um largo com três ruas, três caminhos, um mais misterioso que o outro, o primeiro à esquerda, outro no meio e o último à direita, parecem as portas do destino que nos deparamos ao longo da vida. O asfalto acaba, há morros e árvores e mais animais, bois, muitos bois. A rua do lado direito, de terra batida, nos levou ao conjunto de 22 cavernas, com aproximadamente 10.000m² de extensão e salões com mais de 30m de altura, de acordo com a Prefeitura.

O primeiro córrego apareceu após alguns minutos andando, já suados, o mato verde, vigoroso, dominou a paisagem e o boné para proteger o rosto e alguns goles de água foram necessários. Qualquer pessoa desmotivada desistiria neste momento apesar da trilha dentro da mata ainda não ter começado: a poeira subia a cada passo, o sol se fortalecia e a paisagem assumia definitivamente feições rurais. Ninguém desistiu, nem entre idosos e crianças, a multidão caminhava firme, extensa, como uma procissão religiosa ou manifestação política, ansiosa pelo contato íntimo com a cidade. Perceber este sentimento generalizado de amor por São Gonçalo foi a maior emoção do passeio.

Depois de aproximadamente duas horas superando trechos íngremes, cansativos, escorregadios e estreitos, cortes no corpo feitos pelo mato e clima abafado – iniciantes tiveram bastante paciência – na primeira gruta vista ecoaram os assovios, gritos, urros e a alegria. Descobríamos que as cavernas de Santa Isabel são reais, com direito à escuridão total, morcegos e piscinas.

Experiências como esta merecem mais divulgação das esferas de governo. Mais do que nota publicada no site da Prefeitura ou posts em redes sociais. Panfletagem com dados sobre a formação do complexo e pontos de informações turísticas, no mínimo. Antes que Maricá possua as grutas na cara-de-pau, como Niterói tomou Itaipu, antes que estejam tão pichadas quanto as principais vias gonçalenses.

Longe do centro urbano poluído de calor infernal, me refresquei na água cristalina e gelada que escorria do teto de uma pequena gruta. Se alguém me contasse, não acreditaria.

CONFIRA AS FOTOS DA IDA ÀS CAVERNAS.

Realização:Apoio:Secretaria de Turismo e Cultura de São Gonçalo.

Publicado por FI S Gonçalo em Domingo, 6 de março de 2016

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Engordaram à custa do SUS https://simsaogoncalo.com.br/engordaram-a-custa-do-sus/ https://simsaogoncalo.com.br/engordaram-a-custa-do-sus/#respond Fri, 04 Mar 2016 17:07:27 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3514 Investigações do Ministério Público do Rio (MP-RJ) revelaram, dia 25 de fevereiro, mais detalhes sobre a quadrilha que usava o nome do cidadão gonçalense em consultas falsas para roubar dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS). Os bens de 30 integrantes do esquema, entre eles ex-secretários e políticos, foram bloqueados e o total desviado chega a […]

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Investigações do Ministério Público do Rio (MP-RJ) revelaram, dia 25 de fevereiro, mais detalhes sobre a quadrilha que usava o nome do cidadão gonçalense em consultas falsas para roubar dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS). Os bens de 30 integrantes do esquema, entre eles ex-secretários e políticos, foram bloqueados e o total desviado chega a R$ 35 milhões. Aos piores políticos de São Gonçalo não basta ignorar as necessidades do povo, eles sentem obrigação de tirar proveito delas.

Os principais suspeitos do crime alegam inocência, perseguição política, dizem até que são evangélicos. Quase acusam a população, que fica horas na fila dos hospitais aguardando atendimento, de ter roubado a bolada milionária e distribuído entre parentes e amigos.

Para o gonçalense honesto, o momento é de reflexão e volta por cima. As transações ilegais contra o SUS ocorreram entre 2005 e 2010, o que leva à seguinte pergunta: quantas fraudes mais esconde o passado da cidade? A Educação, Cultura, os Transportes e a Limpeza Urbana municipal estão tão debilitados quanto a Saúde. Por que os dois Centros de Esporte e Lazer Unificados, com verbas de R$ 10 milhões, ainda não foram construídos? A construção da Policlínica no Vila Três parou há meses, a obra tem tantas infiltrações quanto a Câmara Municipal. Incompetência ou corrupção impede essas obras?

Milhares de cargos comissionados na administração pública, livros superfaturados, contratos de emergência milionários para coleta de lixo, tantas aquisições sem licitação, quem engorda com elas? Certamente não é a Biblioteca Comunitária Visconde de Sabugosa, no Jardim Catarina, que ameaça fechar as portas por falta de recursos. Jovens carentes que estudam na biblioteca para fazer o ENEM podem perder o espaço. Também não ganha o servidor municipal concursado que incansavelmente reivindica melhores salários e condições de trabalho.

Há bastante eleitores na cidade que se culpam pelas ações de políticos corruptos ou incompetentes. Estão absolutamente enganados. A culpa é dos malditos que traem a confiança recebida e alimentam suas contas bancárias com dinheiro público.

Os safados que roubaram do SUS, e outros que na mesma época lesaram o erário para sustentar ilegalmente entidades religiosas, são da mesma laia dos políticos que destruíram parte das belezas naturais desta terra construindo, sem planejamento, uma cidade onde as principais vias são corredores sujos e rios são chamados de valões de esgoto.

A volta por cima fica por conta de cada um, desde que sendo inocente não culpe a si mesmo.

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Privatização da CEDAE: riscos e benefícios para São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/privatizacao-da-cedae-riscos-e-beneficios-para-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/privatizacao-da-cedae-riscos-e-beneficios-para-sao-goncalo/#comments Wed, 02 Mar 2016 20:49:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3489 Uma comentarista da rádio CBN trouxe à tona uma possível negociação político-comercial com uma empresa que conhecemos bem: a CEDAE. Segundo a jornalista, o governo do estado está estudando a proposta de federalizar a empresa, o que significa passá-la ao governo federal. Essa manobra seria feita para que, depois de federalizada, o governo pudesse transformá-la numa concessão, assim como a Ampla, Eco […]

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Uma comentarista da rádio CBN trouxe à tona uma possível negociação político-comercial com uma empresa que conhecemos bem: a CEDAE. Segundo a jornalista, o governo do estado está estudando a proposta de federalizar a empresa, o que significa passá-la ao governo federal. Essa manobra seria feita para que, depois de federalizada, o governo pudesse transformá-la numa concessão, assim como a Ampla, Eco Ponte S.A, Barcas, entre outras concessões que conhecemos bem. Dessa forma, o estado poderia ficar um pouco “menor”, ou seja, com menos gastos, além de levar uma grana com essa manobra.

Todos sabemos que um dos maiores gastos do estado não é a Cedae, mas sim a previdência, responsável por aposentadorias, pensões e benefícios que o governo estadual paga e que, com o envelhecimento da população, só tendem a aumentar. A falta de verbas totais faz com que a Cedae caminhe a passos lentos. Em São Gonçalo, conhecemos muito bem a história de ficar sem água. Quando moleque, já fiquei algumas vezes sem água, chegando a tomar aquele legítimo banho de canequinha.

esgoto-cedae-sim-sao-goncalo-001
Rio Bomba, que divide São Gonçalo e Niterói, transformado em valão, agora desagua suas águas sujas na Baía de Guanabara.

Em setembro de 2015, o Blog Verde do jornal O Globo publicou a opinião do atual presidente da assembléia sobre a privatização da Cedae, citando São Gonçalo, inclusive. A questão tem opositores dentro da Companhia, claro. Mas, segundo Jorge Picciani, a Águas de Niterói mostrou que é possível fazer esse trabalho com eficiência.

Mesmo acreditando que a concessão poderia ser um bom caminho para a cidade, há 3 pontos específicos que eu gostaria de chamar a sua atenção: Imunana-Laranjal, áreas de risco e diálogo com a prefeitura de São Gonçalo.

Estação Imunana Laranjal – São Gonçalo

1) Imunana-Laranjal

Se tem algo diferente na parte gonçalense da Cedae é a ETA Imunana-Laranjal. A Estação de Tratamento de Água, que fica no bairro de mesmo nome, capta e trata a água que recebe dos Rios Guapiaçu e Macacu, vindos lá de Cachoeira de Macacu, e manda para São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e Ilha de Paquetá.

Inaugurada em 1954, a estação trata cerca de 6.700 litros de água por segundo (isso mesmo!), para uma população de mais de 1,6 milhões de pessoas. Só por ter a segunda maior estação de tratamento de água do estado, fica a pergunta: a ETA entraria no bolo da privatização também? Sem dúvidas, seria uma importante e lucrativa parte do sistema nessa conta.

Outro detalhe importantíssimo nessa estação é a sua relação com o Comperj. Se você olhar no mapa, o rio Macacu passa exatamente atrás do Complexo Petroquímico. Inclusive, uma das polêmicas “contrapartidas” é a construção da barragem em Cachoeiras de Macacu, que planeja retirar cerca de 1.000 famílias que plantam na região, o que, ao meu ver, pode criar uma situação ainda sem precedentes de escassez de alimentos na região, fazendo com que os preços de alguns produtos e derivados subam.

Uma das soluções possíveis para evitar a barragem seria a construção de uma estação de tratamento de efluentes (de esgotos) que agisse em conjunto com o tratamento da água potável, permitindo que as águas pudessem ser recicladas. Este tipo de sistema, apesar de caro, evitaria o impacto ambiental irreversível prometido pela barragem do Guapiaçu.

Aliás, depois dá uma olhada nesse vídeo:

2) Áreas de risco

Outra situação muito comum na instalação de água são os “gatos”. O aumento das áreas de risco na cidade cresceu nos últimos tempos. Então, como entrar nas comunidades dominadas pelos traficantes e milicianos armados, impedindo o trabalho destes profissionais da água?

Infelizmente, nas regiões mais pobres as ligações clandestinas são ainda mais frequentes. Especialmente pelo não planejamento territorial dos lugares. Como fazer para não se meter em conflitos violentos e fazer o trabalho almejado? Esse é um desafio que ainda estamos para ver no estado do Rio de Janeiro.

Obras da CEDAE
Instalação de dutos de água nas ruas de São Gonçalo.

3) Prefeituras

No início de 2016, passei na Trindade e pude ver que, depois de asfaltar o bairro por completo, a Companhia de Água estava quebrando o asfalto para abrir um buraco no chão e fazer seu trabalho com as ligações de esgoto. Quando terminavam, ficavam os remendos expostos, esperando que a prefeitura fizesse seu trabalho novamente.

Se uma companhia como a CEDAE, estatal, não consegue trabalhar em uma parceria sadia com a prefeitura de São Gonçalo, fazendo com que nosso dinheiro não seja desperdiçado, o que esperar de um futuro privado? A prefeitura conseguirá trabalhar em pleno acordo com uma empresa assim?

Uma das coisas que deixam o cidadão mais irritado é esse “passa-repassa” nas responsabilidades. Hoje, prefeitura e Cedae culpam-se uma a outra por problemas que acontecem em diversas vias no estado. No final, quem sofre é o morador.

Espero que você tenha conseguido chegar até o final. Que esse texto sirva de reflexão e seja a primeira luz para essa importante questão em nossas vidas: a água. Sem ela, não somos absolutamente nada.

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Foto da abertura: Alexandre Vieira / Agência O Dia

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Os vereadores se afogaram https://simsaogoncalo.com.br/os-vereadores-se-afogaram/ https://simsaogoncalo.com.br/os-vereadores-se-afogaram/#comments Thu, 25 Feb 2016 21:41:59 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3493 São Gonçalo, segundo município mais populoso do Estado do Rio de Janeiro, recebeu uma notícia inusitada semana passada: todos os vereadores que compõem o Poder Legislativo se afogaram. A cidade ainda busca seus substitutos, de preferência honestos. Como tipicamente ocorre no Verão, choveu muito forte na região metropolitana do Estado dia 16 de fevereiro, data do óbito dos […]

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São Gonçalo, segundo município mais populoso do Estado do Rio de Janeiro, recebeu uma notícia inusitada semana passada: todos os vereadores que compõem o Poder Legislativo se afogaram. A cidade ainda busca seus substitutos, de preferência honestos.

Como tipicamente ocorre no Verão, choveu muito forte na região metropolitana do Estado dia 16 de fevereiro, data do óbito dos parlamentares. O prédio da Câmara Municipal apresentava graves problemas de infraestrutura, antigos, que por motivos de abandono, desprezo e preguiça com o patrimônio público jamais foram consertados.

Além das vidas humanas, equipamentos eletrônicos e computadores foram estragados pela chuva; mesas, cadeiras e armários, destruídos. Com o comprometimento da rede elétrica e o perigo iminente, a Defesa Civil interditou o local. Observou-se, no entanto, que poucos projetos de lei foram perdidos visto que 89% dos vereadores não legislavam, apesar do incrível salário de R$ 15 mil, enquanto a renda per capita do trabalhador gonçalense não alcança um salário mínimo.

Parte considerável da população minimiza as consequências da perda. Alega que os vereadores eram tradicionalmente vistos apenas uma vez por ano, no Natal, quando subiam escadas de madrugada, escondidos da Polícia, para pendurar faixas ilegais nos postes de luz desejando “Boas Festas”. A Legislação exige, contudo, a substituição dos mesmos e camelôs famosos, cabeleireiros simpáticos, líderes comunitários gananciosos e toda sorte de aproveitadores já se candidataram ao cargo.

Desta vez o eleitor da cidade promete ser mais exigente e diz que não votará em espertalhões corruptos que não sabem ler e escrever, trocam as consoantes R e L, como o Cebolinha da Turma da Mônica, são incapazes de aplicar a concordância nominal e verbal mas se consideram líderes políticos inteligentes.

Em vez da leitura da Bíblia Sagrada no início de cada sessão plenária, que agrada principalmente ao cristão que nada entende de Política, o gonçalense exige agora que o novo corpo de vereadores leia um capítulo do Manual de Sobrevivência Diante de Situações Adversas Extremas, como as chuvas de verão. De acordo com os moradores de São Gonçalo, o enterro superfaturado dos parlamentares custou caro demais aos cofres públicos e o país inteiro vive uma crise econômica extraordinária.

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Simples divisão política do povo gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/simples-divisao-politica-do-povo-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/simples-divisao-politica-do-povo-goncalense/#respond Fri, 19 Feb 2016 10:55:32 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3480 Os eleitores gonçalenses podem ser divididos em três grupos: filiados a algum partido político (9%, de acordo com o TSE), politizados não filiados (parte do corpo da pirâmide) e, por último, eleitores completamente despolitizados (não filiados, base da população em idade eleitoral composta principalmente por analfabetos funcionais). As proporções desta divisão pouco variam ao longo do tempo e […]

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Os eleitores gonçalenses podem ser divididos em três grupos: filiados a algum partido político (9%, de acordo com o TSE), politizados não filiados (parte do corpo da pirâmide) e, por último, eleitores completamente despolitizados (não filiados, base da população em idade eleitoral composta principalmente por analfabetos funcionais). As proporções desta divisão pouco variam ao longo do tempo e são as principais responsáveis pela configuração política do município a cada quatro anos.

Politizado é o indivíduo consciente de seus direitos e deveres políticos, aquele que compreende como “todo poder emana do povo” e alcança as esferas Legislativa e Executiva. Em São Gonçalo há indivíduos tão despolitizados exercendo cargos públicos que trabalham em benefício próprio e menosprezam a falta de transporte, saúde e lazer suportada pelo cidadão comum. Outro exemplo surpreendente são pessoas que se manifestam nas redes sociais pedindo o retorno à Prefeitura do demônio de cabelo vermelho. Ignorantes políticos, desconhecem a extensa lista de crimes cometidos pelo capeta na sua gestão. Daí a importância da educação cultural de um povo, aquela que baseada na História ensina a ver e interpretar os fatos, a mesma que pajés transmitem naturalmente à tribo e poucas escolas gonçalenses o fazem.

Faltando menos de 8 meses para as eleições municipais, a maior chance de mudanças profundas no ciclo, os dois menores grupos, filiados e politizados, têm algo fundamental em comum: ambos odeiam a administração pública comandada pelo prefeito Neilton Mulim. O terceiro e maior grupo, no entanto, de eleitores despolitizados, atribui certo louvor a Mulim graças aos projetos mantidos com verbas federais, como o programa Rua Nova. Ou apenas não têm qualquer opinião formada e geralmente votam no candidato mais presente na memória. Se os dois grupos com mais acesso à informação mostrarem aos despolitizados o desprezo com o qual a cidade é tratada, a chance de renovação pode ser aproveitada.

São Gonçalo é uma cidade moribunda, as aves de rapina do Legislativo e do Executivo aguardam as eleições de outubro para avançar sobre sua carne podre. Quando faz sol o povo padece nas filas enormes dos pontos de ônibus descobertos, em meio ao lixo e ao esgoto, e depois definha nos ônibus lotados sem ar-condicionado. Quando chove forte bairros inteiros se retraem, móveis, lares e vidas são destruídos. Os vermes políticos contam com a paralisia da população para perpetuar o banquete onde nós somos o prato principal. Querem repetir em 2016 o ritual de falsas promessas que conquista os incautos realizado em 2012. Sair da inércia é tão simples quanto defender opiniões publicamente, nas ruas.

* A quantidade total de eleitores e de filiados é fornecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A quantidade de politizados e despolitizados foi estimada com base na pesquisa de interesse por política divulgada em 2014 pela Confederação Nacional da Indústria e Ibope.

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Enjaulado no Carnaval de Trindade https://simsaogoncalo.com.br/enjaulado-no-carnaval-de-trindade/ https://simsaogoncalo.com.br/enjaulado-no-carnaval-de-trindade/#respond Thu, 11 Feb 2016 11:31:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3462 Passei a noite da segunda-feira de Carnaval enjaulado na quadra da praça de Trindade. Agradeço ao desconhecido que empilhou no canto da quadra cinco ou seis caixas de som potentes para nós, gonçalenses, dançarmos ali. Presos. Ouvindo música estrangeira. Lesados pelo governo Mulim que nos roubou o dinheiro para um Carnaval municipal melhor. A quadra apinhada de gente assustava, […]

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Passei a noite da segunda-feira de Carnaval enjaulado na quadra da praça de Trindade. Agradeço ao desconhecido que empilhou no canto da quadra cinco ou seis caixas de som potentes para nós, gonçalenses, dançarmos ali. Presos. Ouvindo música estrangeira. Lesados pelo governo Mulim que nos roubou o dinheiro para um Carnaval municipal melhor.

A quadra apinhada de gente assustava, demorei a me acostumar à ideia. A surpreendente concentração de pessoas esticava ao máximo a grade de ferro que cerca o espaço, centenas e centenas espremiam uns aos outros e alguns milagrosamente conseguiam levantar e abaixar os braços alegres. Ignorando meus instintos de sobrevivência, sem pensar muito, entrei às cotoveladas, dando e recebendo, olhando sempre em frente e empurrando meu corpo com força em direção ao meio da multidão.

Ouvi sons de tiros, segundo susto, pensei em me abaixar mas os foliões agiam normalmente, dançavam ou simulavam a posse de uma metralhadora disparando. Fiz o mesmo, dei falsos tiros para o alto ao som de uma banda raivosa provavelmente filiada ao Estado Islâmico. Quando um bonde passou gritando “Tá tranquilo, tá favorável”, apesar das contas domésticas atrasadas, da ameaça do desemprego e da inflação alta, gritei também – acompanhava o grupo de homens enfileirados ou seria arrastado por ele.

Atrás das grades pulando como um animal que nada sabe sobre sua própria história nem sobre a cidade onde vive, vi belíssimos pierrots circulando do lado de fora da quadra, livres, soltos. Seria melhor estar entre eles depois que outro bonde descontrolado, desta vez de macacos brancos, quase me derrubou. Em 2015 a escola de samba Alegria de Guaxindiba levou o tema “Made in África Berço da Cultura Brasileira” ao desfile no bairro Patronato. Este ano o prefeito Neilton Mulim decidiu que macacos na Trindade segurando a corda do caranguejo é tudo o que um bicho como eu precisa aprender.

Possivelmente com pretensões políticas (afinal é ano eleitoral), a boa alma da Trindade instalou as caixas de som. A noite estava quente, como deve ser, o bairro, abertamente lindo, gonçalense até o último confete. Para alcançar a divindade, faltou à trindade incentivo público digno e respeito pela cultura local. Vi o espetáculo preso, mas sacolejando, dentro da quadra lotada.

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Os mistérios de Neilton Mulim https://simsaogoncalo.com.br/os-misterios-de-neilton-mulim/ https://simsaogoncalo.com.br/os-misterios-de-neilton-mulim/#comments Wed, 03 Feb 2016 12:01:54 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3458 Neilton Mulim da Costa, prefeito de São Gonçalo, é um homem de currículo invejável. Aos 24 anos já exibia duas licenciaturas, Ciências Físicas/Biológicas e Matemática, e em 1996 conquistou sua primeira eleição para vereador da cidade que hoje administra. Desde então, há quase 20 anos Neilton acumula sucessivas vitórias e experiências em cargos públicos, inclusive dois mandatos […]

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Neilton Mulim da Costa, prefeito de São Gonçalo, é um homem de currículo invejável. Aos 24 anos já exibia duas licenciaturas, Ciências Físicas/Biológicas e Matemática, e em 1996 conquistou sua primeira eleição para vereador da cidade que hoje administra. Desde então, há quase 20 anos Neilton acumula sucessivas vitórias e experiências em cargos públicos, inclusive dois mandatos como deputado federal. Por que este homem instruído descumpriu cada promessa de campanha e evita a menor reação para livrar São Gonçalo do atraso? É um mistério angustiante.

Apenas 7% dos adultos gonçalenses cursaram o Ensino Superior (Atlas Brasil 2013). Neilton Mulim é um deles. Como alguém íntimo da Matemática, professor de ciências exatas durante anos, pôde corromper as finanças da cidade? Ainda em 2015 a Prefeitura já gastava a receita pertencente a 2016. Qualquer dono de bordel sabe que isto traz maus resultados, quanto mais um ex-diretor de escola estadual. Não é pura burrice, não podemos acusar Mulim de não saber calcular. Se fosse desorganização da equipe fazendária, culto, pós-graduado em psicopedagogia institucional, Neilton teria ensinado conceitos matemáticos simples e influenciado as pessoas a trabalhar corretamente. Gastar, gastar e gastar mais do que arrecada e tirar dinheiro de onde não deveria, como do Carnaval genuinamente gonçalense, corrói o corpo e a alma deste município. Cabe, por fim, a deliberada intenção de afundar São Gonçalo em dívidas e o fato de ter a própria irmã como secretária chefe do seu gabinete corrobora a hipótese de que competência e transparência não são valores cultivados pelo prefeito.

Como alguém que foi vereador por três mandatos seguidos e conhece bem os maiores problemas da região não criou um programa inteligente para combatê-los? As ruas imundas fedem, as crianças odeiam o ensino municipal, as drogas são as melhores amigas dos jovens e continuamos uma cidade ridiculamente pequena, baseada na informalidade da Prefeitura ao camelô, apesar de ultrapassarmos 1 milhão de habitantes.

Por que um ex-deputado que frequentou Brasília entre 2007 e 2012 comete erros crassos como não licitar a coleta de lixo? E deixa de pagar as multas aplicadas por falta de licitação, solicita o parcelamento do débito e também não paga as parcelas que ele mesmo pediu? É outro mistério, Mulim. Facilmente encontrado em indivíduos de má índole.

Que manobra incrível concebeu para prometer a passagem municipal a R$ 1,50? Hoje são cobrados R$ 3,45 por trecho e tem cidadão gastando o dobro para atingir o destino desejado. Neilton, o professor, certamente não errou o cálculo.

Igualmente misterioso é o fato do prefeito não se dirigir à população. Portador de um discurso maduro, claro e objetivo que auxiliou na sua rica trajetória, Mulim dificilmente teria medo de falar em público. Ele não se entregou por inteiro à missão, não se dedica sinceramente ao povo que o acolheu. Se pensa o contrário e até agora nada mudou em São Gonçalo, seu fracasso é outro mistério, explicado talvez pela inaptidão absoluta para governar.

Acho indelicado chamar de mentiroso, corrupto ou safado um prefeito eleito democraticamente e no exercício do poder, embora a população gonçalense grite tais adjetivos há tempos.

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Não espere o próximo prefeito https://simsaogoncalo.com.br/nao-espere-o-proximo-prefeito/ https://simsaogoncalo.com.br/nao-espere-o-proximo-prefeito/#respond Mon, 25 Jan 2016 20:59:49 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3441 São Gonçalo é um navio afundando, com um rombo enorme no meio do casco e água invadindo o convés por todos os lados. Neilton Mulim, o comandante da embarcação, perdido nos problemas que ele mesmo provocou, ordenou a troca das lâmpadas queimadas do mastro principal ao invés de fazer o óbvio: tampar o buraco no casco e esgotar a […]

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São Gonçalo é um navio afundando, com um rombo enorme no meio do casco e água invadindo o convés por todos os lados. Neilton Mulim, o comandante da embarcação, perdido nos problemas que ele mesmo provocou, ordenou a troca das lâmpadas queimadas do mastro principal ao invés de fazer o óbvio: tampar o buraco no casco e esgotar a água. Nós, gonçalenses, não podemos esperar até o mês de outubro para eleger um novo comandante, torcendo por medidas de emergência que serão implementadas a partir de 2017. Devemos salvar nossas vidas agora.

A má gestão é o grande buraco da administração pública, além do verdadeiro rombo nas finanças municipais de aproximadamente R$ 200 milhões (até o fim de 2015). O abandono gerencial deixa secretarias de governo sem qualquer planejamento de suas ações. No Raul Veiga, por exemplo, a Secretaria de Infraestrutura concretou algumas ruas do bairro e poucos meses depois quebrou todo o concreto para instalar as manilhas de esgoto. Burrice? Na Cultura a sociedade luta para inserir a pasta no sistema de gestão estadual e nacional, mas o planejamento esbarrou na burocracia ignorante da Prefeitura Municipal por meses.

Navio que navega sem rumo cedo ou tarde afunda. A administração incompetente mantém as esquinas e calçadas imundas, a saúde destruída, o trânsito caótico e os ônibus desconfortáveis e caros circulando impunemente. Os melhores eventos culturais permanecem sem incentivos públicos enquanto os adolescentes continuam perfeitos analfabetos funcionais, embora cantem muito bem a bela canção “Ela quer pau, pau, pau”, acompanhados em coro no refrão pelas crianças maiores de 3 anos de idade (meu filho inclusive). O futuro da cidade largado, ainda mais nas férias escolares.

O tempo é curto. Cada passageiro, nós, pode agir de maneira diferente para evitar o naufrágio. Conversar sobre soluções com os demais passageiros (parentes, amigos e vizinhos), interrogar os tripulantes (secretários de governo) sobre suas ações e sacudir o comandante Mulim com violência para despertá-lo do transe é imprescindível. Na São Gonçalo real, município de quase 250 km², alguns plantam árvores, outros distribuem livros ou participam ativamente da política local (circulando pela Prefeitura e pela Câmara apresentando propostas). Você é passageiro da primeira classe, descubra como ajudar.

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O vereador amigo do bairro morreu https://simsaogoncalo.com.br/o-vereador-amigo-do-bairro-morreu/ https://simsaogoncalo.com.br/o-vereador-amigo-do-bairro-morreu/#comments Wed, 20 Jan 2016 21:31:00 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3437 A movimentação para as eleições já começou. Como em todo início de ano par, os futuros candidatos começam a se articular das formas mais variadas possíveis. Alguns daquele jeito bem bizarro, com faixas ou adesivos dizendo “FULANO VEM AÍ”. Outros apertando o máximo de mãos possíveis, de enterro de cachorro à aniversário de criança. Alguns, […]

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A movimentação para as eleições já começou. Como em todo início de ano par, os futuros candidatos começam a se articular das formas mais variadas possíveis. Alguns daquele jeito bem bizarro, com faixas ou adesivos dizendo “FULANO VEM AÍ”. Outros apertando o máximo de mãos possíveis, de enterro de cachorro à aniversário de criança. Alguns, mais “modernos”, se posicionam sobre todos os temas, em todas as páginas, de todas as redes sociais possíveis. No final, cada um se arruma como pode.

Como este ano é dedicado às eleições municipais, vamos falar do cargo mais caro e ingrato para se eleger: VEREADOR. Apesar de nunca ter me candidatado a cargos eletivos, posso dizer que sei um pouquinho sobre marketing eleitoral. Por isso, gostaria de avisar aos novos concorrentes que o vereador amigo do bairro morreu. Sim, como diz o “Nerso da Capitinga”: MÓRRÉU!

Calma, gente! Ninguém matou não. Ainda bem! A verdade é que está cada vez mais difícil de contar a historinha “vou lutar pelo meu bairro”. Até porque, isso não é algo muito claro, uma vez que os problemas perpassam a cidade, em regiões bem maiores que a “minha rua”.

O processo é lento. Mas as pessoas estão deixando de buscar “alguém que resolva”, para achar “como e onde se resolve”. Por exemplo: se o serviço de iluminação pública não funciona, você não precisa do vereador, mas sim do órgão que resolve isso. Imagina se tivéssemos que falar com o “vereador amigo do bairro” a cada problema que aparecesse? Uma hora, perceberíamos que mais do que eleitores, seríamos reféns. Sem direito a resgate.

Infelizmente, os que foram eleitos nas eleições anteriores tendem a se manter no poder. Neste caso, o “vereador amigo” não é mais tão amigo do bairro assim… ele é parceiro de meia-dúzia de pessoas para quem arrumou emprego na prefeitura. A solução para acabar com isso é simples: Concursos públicos, de preferência aqueles que selecionam para contratação sob as normas da CLT, evitando o inchaço do fundo de pensão municipal, que sofrerá bastante daqui a poucos anos.

Como digo e repito, evitem falar “SAÚDE E EDUCAÇÃO” em vão. É a coisa mais tola a se fazer. Todos querem isso, é óbvio! Mas só será possível trabalhar para essas questões se vocês souberem exatamente onde moram os problemas e as possíveis soluções para consertar o sistema. E, por favor: não me venham falar em “aumentar o salário” desconhecendo as finanças municipais. Desculpem, mas ninguém mais acredita em promessas como estas.

Candidatos a vereador, compreendam: “O AMIGO DO BAIRRO MORREU”. Campanhas não se fazem nos 6 meses anteriores às eleições. Agora é apenas a reta final. Aos mais preparados, mostrem conteúdo e qualidade nas argumentações, apresentem suas ideias com dados comprovados sobre nossa região. Aquela época de falar besteira não existe mais. Nem seus puxa-sacos baterão palmas. Hoje, se você fala algo errado no palanque, 10 segundos depois, alguém já está buscando no Google. E a sua reputação vai para o buraco em milésimos.

Se você ficou perdido, aqui vai um segredo: tente ser “amigo da cidade”. Pode funcionar melhor.

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Maldita mula Neli https://simsaogoncalo.com.br/maldita-mula-neli/ https://simsaogoncalo.com.br/maldita-mula-neli/#respond Tue, 19 Jan 2016 11:51:15 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3434 Povo da cidade, Neli voltou pro sítio! Disseram que eu tinha matado ou vendido a mula preguiçosa, nada disso, eu a procurava em cada canto de São Gonçalo. Noite passada ela passou porteira adentro pisando forte, com o nariz empinado – parecia sorrir – como se fosse a dona do lugar após meses desaparecida. Montado nela voltou junto meu […]

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Povo da cidade, Neli voltou pro sítio! Disseram que eu tinha matado ou vendido a mula preguiçosa, nada disso, eu a procurava em cada canto de São Gonçalo. Noite passada ela passou porteira adentro pisando forte, com o nariz empinado – parecia sorrir – como se fosse a dona do lugar após meses desaparecida. Montado nela voltou junto meu ódio.

O pequeno sítio da família fracassou. Gastamos totalmente nossas reservas, devemos dinheiro a Deus e ao mundo. Para piorar, a chuva braba da semana destruiu os pequenos pés de banana, nossa última esperança de um futuro com menos problemas financeiros. Hoje a fruta está tão barata que não vale a pena o esforço de colher e transportar pra feira, principalmente sem a ajuda desta mula safada, sempre sumida ou imóvel. Nos grandes pés os cachos apodrecem, nenhum homem aguenta descer a ribanceira sozinho e carregá-los nas costas.

Sei que a raiva é um sentimento ruim, reprovado por Deus, mas como odeio Neli. Quando ela some, lembro do prejuízo que tive ao comprá-la enganado, diziam que era obediente e trabalhava rápido. Tudo mentira. Quando aparece e só come e empaca, come até a ração dos outros bichos, fico ainda mais revoltado. Pancada pra ela não é nada, parece que a mula dos infernos não sente dor, apanha desde que chegou há três anos e carregou no máximo um pouco de capim no lombo.

O ano de 2016 começou mal, que chance de recuperação nós temos? Perco o sono ao pensar que venderemos o sítio se não tiver jeito. Falei com o pessoal daqui, minha mulher e meus filhos, temos que inventar outra fruta pra vender, prender Neli para que não fuja mais e deixar a mula passando fome, se não colaborar. Pelo menos este ano ela precisa honrar meu investimento. Em outubro já decidimos fazer o último empréstimo de nossas vidas para comprar outro animal. Depois sumir com Neli de vez.

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Carnaval não dá votos como antigamente https://simsaogoncalo.com.br/carnaval-nao-votos-como-antigamente/ https://simsaogoncalo.com.br/carnaval-nao-votos-como-antigamente/#comments Mon, 18 Jan 2016 12:03:02 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3428 A segunda semana de janeiro de 2016 começou quente. A Prefeitura Municipal de São Gonçalo, como diversas outras cidades brasileiras, cancelou o carnaval das escolas de samba, alegando crise, falta de dinheiro, essas coisas. Tudo dentro do roteiro padrão de que “há outras prioridades”. Mas, especificamente sr. secretário e sr. prefeito, quais seriam? Falar “saúde […]

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A segunda semana de janeiro de 2016 começou quente. A Prefeitura Municipal de São Gonçalo, como diversas outras cidades brasileiras, cancelou o carnaval das escolas de samba, alegando crise, falta de dinheiro, essas coisas. Tudo dentro do roteiro padrão de que “há outras prioridades”. Mas, especificamente sr. secretário e sr. prefeito, quais seriam? Falar “saúde e educação” é muito vago.

Em 2015, a prefeitura declarou ter gastado a quantia de cinco milhões e trezentos mil reais (5.300.000,00) na montagem do carnaval da cidade. Cerca de 3 vezes mais que Niterói no mesmo ano. Na época, a reportagem do Jornal Extra (23/02/2015) trouxe questões importantes à tona. Uma delas foi o descaso com as contas na cidade. Segundo a própria prefeitura, em 2015, desses mais de 5 milhões de reais, apenas 1 milhão foi usado para montagem dos palcos. Sem falar na desculpa esfarrapada de que o restante do dinheiro “pode ser utilizado em outros eventos, como o aniversário da cidade, ou em áreas como Saúde e Educação”.

Ou seja, há 1 ano atrás, “Saúde e Educação” foram desculpa para a sobra de dinheiro não explicado. Parece que esse governo está achando que todo mundo é trouxa por aqui.

Na prática, toda essa movimentação da prefeitura se justifica. Com pouco, seria mais justo distribuir todo o dinheiro entre os carnavais de bairro ao invés de despejá-lo nas pequenas agremiações. Entretanto, por que o governo não se planejou para comunicar a aprovação ou cancelamento das escolas no ano anterior? Precisa ser de surpresa?

O carnaval gonçalense ainda gera votos?

Do lado eleitoral, uma coisa ficou clara para ser pensada: o poder político e eleitoral dessas pequenas agremiações já não existe como antes. Se há alguns anos atrás, elas eram uma das poucas diversões nas comunidades, hoje são apenas mais uma. Shoppings, igrejas e internet entraram no jogo da atenção. Para as escolas, fica um breve papel na semana do carnaval.

Por outro lado, a G.R.E.S Unidos do Porto da Pedra, escola de samba da cidade, pôde contar com a prefeitura que, inclusive, espalhou suas faixas dentro da escola, com alguns nomes em evidência, que não valem ser mencionados neste post. Nessa hora, é importante fazer uma diferenciação, pois o grêmio recreativo tem destaque na imprensa, emprega pessoas, movimenta a comunidade do samba, além de ser uma referência por conta do tempo que abrigou o Castelo das Pedras. Definitivamente, a escola tem presença na vida gonçalense, ao contrário das pequenas agremiações, que tem pouca ou nenhuma relevância no ano, infelizmente. Por isso, na Porto da Pedra todo mundo quer colar.

Tem muito caroço nesse angu, bem além dessa simples explanação. Em breve, vamos publicar o desenrolar dessa história que está bem além do carnaval: uma guerra pelo poder municipal.

Fontes

Jornal Extra, 23 de fevereiro de 2015: http://extra.globo.com/noticias/rio/prefeitura-de-sao-goncalo-gastou-53-milhoes-com-montagem-de-carnaval-quase-tres-vezes-mais-que-niteroi-15411522.html

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O ano quase perdido https://simsaogoncalo.com.br/o-ano-quase-perdido/ https://simsaogoncalo.com.br/o-ano-quase-perdido/#respond Mon, 28 Dec 2015 13:58:52 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3416 Quando um governo repetidamente ofende e prejudica crianças e adolescentes que deveria desenvolver sob sua proteção, atinge o nível mais baixo possível da infâmia. Em 2015, em São Gonçalo, o governo Mulim serviu como abrigo para ladrões que enriqueceram ilicitamente, duas vezes, usando as crianças pobres da cidade. Como cafetões explorando suas putas por dinheiro, negociaram livros e […]

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Quando um governo repetidamente ofende e prejudica crianças e adolescentes que deveria desenvolver sob sua proteção, atinge o nível mais baixo possível da infâmia. Em 2015, em São Gonçalo, o governo Mulim serviu como abrigo para ladrões que enriqueceram ilicitamente, duas vezes, usando as crianças pobres da cidade. Como cafetões explorando suas putas por dinheiro, negociaram livros e merenda escolar, em vez de sexo. Apesar do domínio de um governo tão imoral, graças às iniciativas populares o ano não foi inteiramente perdido.

Entre outras calamidades, Mulim corrompeu as finanças municipais (a administração pública tem rombos milionários), humilhou o funcionalismo público (inchou seus quadros com cargos comissionados politiqueiros) e emporcalhou a cidade, que sufoca em meio ao lixo fedorento não recolhido (prática semestral para firmar, sem licitação, contratos emergenciais de coleta caríssimos).

Mas o pior que aconteceu em 2015 foi o martírio dos estudantes da rede municipal de ensino. Desamparados intelectualmente, muitos analfabetos aos 9 anos de idade, eles foram frequentemente dispensados por falta de merenda ou professor. Então caminharam famintos pelas ruas durante o horário escolar, carregando uma maleta com livros superfaturados – adquiridos sem licitação pelo programa Magia de Ler – sem ao menos saber juntar palavras.

Mesmo submetida à ganância de seres doentes que não deveriam ocupar a Prefeitura, através de suas ações a população impediu que São Gonçalo regredisse enquanto município politicamente independente, que busca sua afirmação cultural. Eventos independentes dedicados à arte local continuam existindo, como o Uma Noite na Taverna, e inúmeros outros movimentos se fortaleceram, como o Free Art e o Diário da Poesia. A luta pela recuperação da Fazenda Colubandê, liderada por moradores das redondezas, também se revigorou em 2015 e mostrou aos governos municipal e estadual que o gonçalense ama seu patrimônio ao ponto de acordar cedo aos domingos, varrer e recolher o lixo do espaço.

O governo Mulim perdeu a cabeça. Com o apoio de vereadores ensandecidos que deveriam fiscalizar e limitar os danos causados pelo prefeito, ele faz o que quer com a cidade. Se pudesse, alienaria a alma de cada cidadão porque o orçamento anual da Prefeitura de mais de R$ 1 bilhão é pouco para seus desperdícios. O cidadão modesto, porém, não se entrega. Ao descer o Morro da Caixa D’água de bicicleta, assoviando às seis da manhã, para vender panos de prato no sinal de trânsito em Alcântara, ele inunda São Gonçalo de orgulho e honestidade, mesmo sem saber. Que ele continue lutando em 2016, ano de eleições municipais.

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Ficamos mais gonçalenses no Natal https://simsaogoncalo.com.br/ficamos-mais-goncalenses-no-natal/ https://simsaogoncalo.com.br/ficamos-mais-goncalenses-no-natal/#respond Mon, 21 Dec 2015 23:58:16 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3413 São Gonçalo fica ainda mais gonçalense no Natal. As ruas estão lotadas, não? De gente, carros, lixo e fedor. Pessoas de todos os tipos e gostos circulam de mãos cheias, ensopadas de suor, carregando sacolas de compras pra cima e pra baixo, ansiosas como se vivessem o último dia na Terra. Graças ao horário de verão […]

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São Gonçalo fica ainda mais gonçalense no Natal. As ruas estão lotadas, não? De gente, carros, lixo e fedor. Pessoas de todos os tipos e gostos circulam de mãos cheias, ensopadas de suor, carregando sacolas de compras pra cima e pra baixo, ansiosas como se vivessem o último dia na Terra. Graças ao horário de verão e às férias escolares, as crianças brincam até o início da noite e raias e cortadeiras colorem o céu da cidade.

Nos estacionamentos dos supermercados e shoppings não há mais espaço. Motoristas brigam por vagas batendo um carro no outro, como se disputassem no autopista, brinquedo dos parques de diversão. Se o pedestre não sai da frente, é atropelado imediatamente.

A iluminação de Natal das casas e apartamentos, no entanto, está mais modesta, pelo menos no Vila Três. A inflação de dois dígitos e o desemprego afetaram a economia doméstica do cidadão. A Fazenda Colubandê, sob incertezas, foi iluminada com pompa, centenas de pessoas e a presença ilustre da Orquestra Sinfônica Municipal. São Gonçalo poderia ficar inteiramente às escuras nesta época, exceto a Fazenda Colubandê. Dezenas de milhares de trabalhadores que voltam para casa pela RJ-104 recuperam suas forças no exato momento em que passam em frente a ela, viva, iluminada. Refresco para a alma que renova a esperança do homem e da mulher explorada, cuja jornada de trabalho aumenta em 50% por causa dos engarrafamentos. Que o lixo proveniente da decoração tenha sido recolhido, ao invés de jogado no Casarão, como fizeram ano passado.

Enquanto a Fazenda se destaca, a Política desaparece totalmente no Natal. Os vereadores que não sabem ler nem escrever se vestem de Papai Noel, trocam entre si honrarias, títulos e aplausos sem qualquer merecimento, distribuem presentes para a população e montam árvores de Natal para enfeitar os bairros, que maravilha. Existe aspecto mais gonçalense que o populismo miseravelmente ignorante?

A Saúde “morre”, entra em um dos piores colapsos do ano. Faltam médicos até nas unidades particulares, o povo que não adoeça.

Ficamos mais criativos, agitados e sensíveis neste período. E carregamos na memória outro Natal compartilhado nesta cidade humilde, também só nossa.

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São Gonçalo, nos socorra https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nos-socorra/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nos-socorra/#respond Sun, 06 Dec 2015 10:50:23 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3402 Valei-nos, São Gonçalo! Carregamos teu nome não à toa, tua intercessão junto a Deus é bem-vinda. Somos um milhão de assalariados, condicionados à exclusão brasileira comum, provedores cativos do bem-estar daqueles que nos exploram. Entre nossos inimigos há quem tenha cursado apenas o Ensino Fundamental, receba R$ 15 mil por mês e ainda disponha de […]

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Valei-nos, São Gonçalo! Carregamos teu nome não à toa, tua intercessão junto a Deus é bem-vinda. Somos um milhão de assalariados, condicionados à exclusão brasileira comum, provedores cativos do bem-estar daqueles que nos exploram. Entre nossos inimigos há quem tenha cursado apenas o Ensino Fundamental, receba R$ 15 mil por mês e ainda disponha de carro alugado às custas do suor do povo. Não conhecem a honestidade, nem o alfabeto, e nada de bom entregam às nossas vidas.

Santo querido, elegemos um homem há 3 anos como prefeito da sua cidade, e desde então a vergonha desce mais e mais sobre nós: as crianças picotam os livros superfaturados, sem saber o que fazer com eles, as adolescentes, sem sonhos de estudar e trabalhar, engravidam aos montes, os jovens praticam apenas o uso de drogas, o lixo domina as ruas, se mistura ao esgoto e o fedor se alastra, montantes de dinheiro são roubados dos cofres públicos, o ano está acabando e continuamos os mesmos ignorantes, já que a Educação é palco de experiências corruptas, que tira das crianças até a merenda, e a Cultura existe unicamente para sustentar seus parasitas.

Nossa história é saqueada junto com os tesouros do maior patrimônio histórico e cultural do município, a Fazenda Colubandê. Sem saber de onde viemos, para onde vamos, desrespeitados pela exploração política, consequentemente desunidos, como entenderíamos que somos a força motora e intelectual do Estado? Estamos em todos os cantos, presentes nas principais empresas do Rio de Janeiro e Niterói, ocupando os níveis hierárquicos de cima a baixo, contudo, ainda nos definimos como um povo subalterno, que merece sua triste realidade subdesenvolvida, a podridão, porque não sabe votar. Então eles riem, os verdadeiros culpados, secretários de governo boçais, vereadores que se fantasiam de Papai Noel, os sanguessugas, eles riem de nós porque conhecem nosso valor desperdiçado.

A alienação anestesia. A falta de esperança, deprime. Valei-nos, São Gonçalo. Enquanto há quem não desista de discutir e amar o território. É hora da ajuda divina socorrer o ativismo dos homens e mulheres bons da cidade que leva teu nome.

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A crise do Estado do Rio e o fundo do poço infinito https://simsaogoncalo.com.br/a-crise-do-estado-rio-fundo-poco-infinito/ https://simsaogoncalo.com.br/a-crise-do-estado-rio-fundo-poco-infinito/#comments Thu, 03 Dec 2015 17:11:46 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3383 Há poucos anos atrás, as promessas geradas pelo petróleo transformaram o estado do Rio de Janeiro num el dourado nacional. Com tantas coisas diferentes acontecendo ao mesmo tempo, teve gente acreditando que estávamos num “novo ciclo”. COMPERJ, EBX, PETROBRAS são nomes que não saíam da mídia. Junto disso tudo, a capital foi aprovada para sediar as Olimpíadas. Os preços dos […]

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Há poucos anos atrás, as promessas geradas pelo petróleo transformaram o estado do Rio de Janeiro num el dourado nacional. Com tantas coisas diferentes acontecendo ao mesmo tempo, teve gente acreditando que estávamos num “novo ciclo”. COMPERJ, EBX, PETROBRAS são nomes que não saíam da mídia. Junto disso tudo, a capital foi aprovada para sediar as Olimpíadas. Os preços dos imóveis na capital fluminense dispararam. Como são uma referência regional, elevaram os valores das casas também em São Gonçalo, Niterói e toda região metropolitana.

Os efeitos da “falsa valorização” ficaram fixados na mente das pessoas. São Gonçalo teve seu custo de vida sensivelmente elevado. Regiões com o mínimo de facilidades em infraestrutura na cidade tem aluguéis e condomínios caros, algumas vezes equivalentes à sua vizinha, Niterói. Isso sem falar na velha questão do transporte. Salvo os ônibus da Coesa, o restante parece que parou no tempo. Quando entro no 12, por exemplo, parece que volto no tempo.

Agora, o governador atual, Luiz Fernando Pezão, disse que estamos, mais uma vez, à beira da falência. Mas, será? Se pensarmos um pouquinho mais a fundo, veremos que estamos falidos há muito tempo. Como o estado não fali, parece que os falidos somos nós.

Trabalhadores do Comperj caminham sobre a ponte Rio-Niterói para denunciar os atrasos nos pagamentos.
Trabalhadores do Comperj caminham sobre a ponte Rio-Niterói para denunciar os atrasos nos pagamentos.

Origens do “Rio”

A consolidação do que chamamos de “Rio de Janeiro” vem de 1763, quando o Marquês de Pombal transferiu a capital de Salvador (Bahia) para o Rio por questões simples: éramos o lugar mais perto das jazidas de minérios e metais de Minas Gerais, com uma Baía de Guanabara perfeita para receber os navios. Uns 45 anos depois, a corte portuguesa chegava para mudar de vez nossa situação perante o país. Sendo simplório, esses 2 fatos resumem praticamente tudo o que somos hoje.

Para não ser relapso, tivemos um momento de prosperidade no Vale do Paraíba, com uma das maiores produções mundiais de café. Porém, depois que corrigimos uma “pequena injustiça” abolindo os escravos, esse negócio ruiu, migrando para São Paulo.

São Gonçalo, Niterói, Caxias, Nova Iguaçu, todas as cidades da região metropolitana e, porque não, Petrópolis, foram diretamente beneficiadas por toda essa centralização do poder no Rio, que por consequência também concentrou o dinheiro. Depois de JK, com a transferência de Brasília, demos adeus à mamata do dinheiro fácil. Ainda ficaram muitas estatais por aqui, entre outros mecanismos que deixaram o Rio como um ponto focal no Brasil. A Globo e suas novelas que vendem o “sonho carioca de ser” atraíram ainda mais gente de outros lugares para cá.

Rota do Ouro que trazia os metais preciosos de Minas Gerais para o Rio de Janeiro.
Rota do Ouro que trazia os metais preciosos de Minas Gerais para o Rio de Janeiro.

Pensando a fundo, o que produzimos de verdade?

Até que nos anos 9o, a indústria do petróleo deu vida nova à uma triste cidade de Campos, que no passado foi grande plantadora de cana e produtora de açúcar. Macaé, Casemiro de Abreu, São João da Barra, Quissamã, Rio das Ostras entre outras cidades do estado maravilharam-se com as facilidades do dinheiro direto na mão. Nos tornamos, novamente, monocultores. Agora, de óleo e gás.

Nesse embalo, no meio do caminho, prometeram uma “mega-ultra-master” refinaria de petróleo em Itaboraí. Aquilo chamado “COMPERJ”. Resultado? Prometeram A e vão entregar Z.

Como tudo na vida passa, cá estamos nós, novamente, assistindo à queda do petróleo, um produto que aos poucos será substituído por novas matrizes energéticas no mundo. Então, o que nos espera em 30 ou 40 anos?  O que o Rio de Janeiro será? E mais: o que nossas cidades metropolitanas, São Gonçalo nesse bolo, produzem ou produzirão para receber recursos e melhorar a infraestrutura regional?

Bonde no Zé Garoto, São Gonçalo
Instalação da rede de bondes em São Gonçalo. Época em que a cidade era um potencial distrito industrial e, aos olhos dos investidores externos, valia a pena investir nela.

Porque existe um fundo do poço infinito

Há algum tempo, o Rio de Janeiro caiu num poço infinito. O estado tem uma população muito grande e não consegue gerar renda suficiente para manter toda essa estrutura. Com o Petróleo em baixa, nossa única fonte de renda “certa”, via commodities, não consegue mais sustentar os pilares econômicos que nos mantém. Porém, com a 2ª maior região metropolitana do país, mesmo não se bancando, o Rio é alvo de todos os políticos e empresários nacionais e internacionais. O que, naturalmente, força o governo federal a “investir” constantemente no estado.

Estamos vivenciando um exemplo perfeito nesse final de 2015 e início de 2016. O estado não tem dinheiro para pagar seus servidores e terceirizados. Entretanto, poderá pedir dinheiro ao governo federal para custear as obras finais das estruturas olímpicas que se comprometeu a fazer no passado recente. A população, com razão, nunca entenderá isso. E, infelizmente, o estado também não ajuda a explicar.

Minha impressão é que assistimos ao cachorro correndo atrás de sua própria cauda. Como o Rio é o “palco do Brasil”, é possível que outras situações como essa continuem acontecendo.

A crise do Estado do Rio é permanente. Somos um dos maiores mercados informais (sem carteira assinada) do país. Em contrapartida, temos uma forte indústria criativa e cultural acontecendo por aqui. Seria essa crise constante o motivo de sermos tão criativos?

Bem, se permanecerá por muito tempo, não sabemos. Mas, certamente, ainda não estamos preparados para os novos modelos de geração de valor, especialmente por nossa deficiência educacional. Precisamos instruir nossa população de forma a criar menos “operadores” e mais inventores e produtores. Já melhoramos muito, mais ainda há espaço para, um dia, achar o fundo desse poço e descobrir que há uma mola por lá, que nos fará subir para um lugar que nem sabemos se ainda será nosso.

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Sonhei com Aparecida Panisset https://simsaogoncalo.com.br/sonhei-com-aparecida-panisset/ https://simsaogoncalo.com.br/sonhei-com-aparecida-panisset/#respond Sun, 29 Nov 2015 10:45:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3386 Noite passada sonhei com Aparecida Panisset, ex-prefeita de São Gonçalo, antecessora do ser que hoje ocupa a Prefeitura e igualmente afunda a cidade em dívidas, lixo e ignorância. Estávamos em um evento partidário para apresentação dos candidatos às eleições de 2016; eu e Panisset compartilhávamos os mesmos ideais políticos, que sonho absurdo. Face enrugada, corpo curvado, […]

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Noite passada sonhei com Aparecida Panisset, ex-prefeita de São Gonçalo, antecessora do ser que hoje ocupa a Prefeitura e igualmente afunda a cidade em dívidas, lixo e ignorância. Estávamos em um evento partidário para apresentação dos candidatos às eleições de 2016; eu e Panisset compartilhávamos os mesmos ideais políticos, que sonho absurdo.

Face enrugada, corpo curvado, bem mais idosa, a ex-prefeita interrompia a conversa dos presentes a torto e a direito, impondo sua opinião com um sorriso intrometido sobre qualquer assunto. Fazia questão de ser a única a falar, onde chegava a conversa acabava. Quando serviram salgadinhos, foi a primeira a garantir o seu, avançando sobre a bandeja.

A cabeleira vermelhíssima combinava com a camisa de renda da mesma cor. Quando se aproximou de mim, gesticulando e falando descontroladamente, desfilando seu jeito político provinciano, aproveitei para perguntar:

– Por que a chamada “prefeita das praças” abandonou a Praça Carlos Gianelli, em Alcântara, depois a vendeu para a construção de um shopping? Por que a “prefeita das praças” destruiu três quadras poliesportivas e uma pista de skate no Raul Veiga, e transformou a Praça Chico Mendes na obra mais estúpida, inútil e bizarra que existe no mundo?

Como era um sonho, Aparecida Panisset me respondeu com total sinceridade:

– Mário, a Praça Carlos Gianelli era um tormento, uma feiura só. Eu era incapaz de mantê-la limpa ou reformá-la. As contas da Prefeitura não batiam, e não batem até hoje, não sobrava grana. Os cracudos dominavam o espaço. Alguns foram levados para abrigos, outros insistiam em voltar. Aí surgiu a proposta comercial de concessão da praça, que maravilha, transformá-la em um bonito e grande shopping. Consta no contrato urbanizar o entorno, mas ninguém cobra, o povo esquece, a Justiça engatinha. Fiz amigos para sempre entre aqueles empresários, todos me devem favores. O padre da paróquia logo atrás me apoiou, ganhou a parte dele, hoje não nos falamos mais. A igreja evoluiu, agora tem um pátio bom lá em cima, onde organizam os eventos. Com esta jogada, escondi maravilhosamente a Igreja Católica. Entre o catolicismo e o consumismo, prefiro o segundo, afinal, Jesus abençoa os escolhidos com dinheiro para gastar.

– Mas, Aparecida – disse eu – era a única praça do bairro. As pessoas passam espremidas entre o shopping e a rua, respirando o escapamento dos veículos. Para fugir do sol por alguns minutos, elas se sentam no canteiro do shopping, quase no chão, humilhadas na própria cidade, porque não têm mais praça.

– Era preciso um shopping em Alcântara, imagina – continuou Panisset -, um bairro tão grande, comércio forte. Acabaram os cracudos, você viu? O shopping “bomba”, é um sucesso. Os casais namoram na cobertura, a vista é maravilhosa. Já na Praça Chico Mendes, que homenageava esse agricultor cearense que não sei como veio parar em São Gonçalo, eu quis consolidar um espaço evangélico, temos quase dez templos lá atualmente. Havia uns moleques por ali, roqueiros que vinham encher a cara, uns vagabundos, queria acabar com aquela farra, sumiram todos, viu? Acabei com os cracudos de Alcântara e os cachaceiros do Raul Veiga. Era pra virar referência na região, atrair mais fiéis, construí a Praça da Bíblia de presente para meus amigos pastores. Entreguei uma praça linda, que não foi cuidada, faltou manutenção. Era agradável andar por ali enquanto as passagens bíblicas existiam. Hoje me divirto, as crianças pensam que é um circo, que tem um “globo da morte”. A Justiça me persegue até hoje, por isso a Praça da Bíblia está fechada.

Era difícil interromper Panisset, até mesmo no sonho. Quando passo ao lado da Chico Mendes, vazia de pessoas, repleta de lixo nas laterais e ferros grotescos emaranhados no meio, dá vontade de voltar no tempo e me agarrar ao que era antes. Pais, mães e filhos brincavam nela aos domingos. Entre cracudos e cachaceiros e as duas gestões de Panisset, aceitaria os primeiros de bom grado.

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Eles não amam São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/eles-nao-amam-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/eles-nao-amam-sao-goncalo/#respond Sun, 15 Nov 2015 19:38:09 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3368 Restou uma desculpa àqueles que defendem a gestão tenebrosa de Neilton Mulim, prefeito de São Gonçalo: a crise econômica nacional. De acordo com esses defensores, em sua maioria sustentados pelo governo, Mulim faz “tudo o que pode”, com os “poucos recursos que dispõe”. Mentira. A administração pública gasta anualmente mais de R$ 1,2 bilhão e […]

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Restou uma desculpa àqueles que defendem a gestão tenebrosa de Neilton Mulim, prefeito de São Gonçalo: a crise econômica nacional. De acordo com esses defensores, em sua maioria sustentados pelo governo, Mulim faz “tudo o que pode”, com os “poucos recursos que dispõe”. Mentira. A administração pública gasta anualmente mais de R$ 1,2 bilhão e ainda deixa faltar lixeiras e lâmpadas nos postes. Há desperdício, aquisições inúteis. Mas não existe amor pela cidade.

Tão desagradável quanto o lixo fétido espalhado nas esquinas, a propaganda irregular é um câncer, perfeitamente curável, do qual São Gonçalo não consegue se livrar. Enquanto quinze guardas municipais formam roda e conversam distraidamente embaixo do viaduto de Alcântara, acima de suas cabeças empresas penduram faixas com arame na mureta do viaduto. A falta de dinheiro é a causa? Não. É a indisciplina, o desprezo pela ordem, desde o gabinete do prefeito.

Após às 17 horas o comércio criminoso, desorganizado e sujo é relevado. A Prefeitura não impedirá se você estender uma toalha no chão, enfileirar seus produtos falsificados e oferecê-los aos gritos. Talvez algum fiscal de posturas venha pedir uma graninha, no máximo. Culpa do aumento da inflação? Não, se chama desonestidade generalizada.

Agora a pior determinação municipal, a mais burra, sinal marcante da estupidez crônica que dirige o governo: na cidade inteira a Prefeitura permite, oficialmente, que comerciantes depositem lixo na calçada após às 18 horas. Panfletos foram impressos e distribuídos com a autorização, exigindo, apenas, que o lixo esteja ensacado. O problema é escassez de verbas? Não. Falta respeito pelo trabalhador que volta para casa neste horário, desviando da podridão. Se desejasse limpeza, o governo exigiria a separação do material reciclável e entrega daquilo que não pode ser reaproveitado diretamente ao caminhão da coleta.

Quem carrega São Gonçalo nas costas, derramando suor e sangue, são algumas dezenas de ativistas políticos, culturais e gestores de projetos sociais que aproximam a música, o futebol, os livros e as artes da população, sem receber 1 centavo do Poder Executivo. Honestidade, responsabilidade e disciplina são consequências naturais do carinho que sentem pelo povo e pelo território. Tal dedicação jamais veremos em inúmeros vereadores, secretários e assessores que já pensam em se candidatar ano que vem. Desistam. O amor é importante, porra, e não pode ser ensinado.

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A indústria do reboque de motos e carros em São Gonçalo: como a prefeitura e o estado lucram com as terceirizadas https://simsaogoncalo.com.br/a-industria-do-reboque-de-motos-e-carros-em-sao-goncalo-como-a-prefeitura-e-o-estado-lucram-com-as-terceirizadas/ https://simsaogoncalo.com.br/a-industria-do-reboque-de-motos-e-carros-em-sao-goncalo-como-a-prefeitura-e-o-estado-lucram-com-as-terceirizadas/#comments Thu, 12 Nov 2015 15:05:05 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3331 Algumas vezes na vida, a gente acha que passa por problemas desnecessários, que não deveríamos passar. Dessa vez, pelo menos dessa vez, sinto que tive que passar por isso. Só assim, pude sentir na pele o que o nosso querido poder público anda aprontando com a gente, só para garantir um trocado. Pátio da TransGuard […]

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Algumas vezes na vida, a gente acha que passa por problemas desnecessários, que não deveríamos passar. Dessa vez, pelo menos dessa vez, sinto que tive que passar por isso. Só assim, pude sentir na pele o que o nosso querido poder público anda aprontando com a gente, só para garantir um trocado.

Indústria do Reboque: Transguard e a prefeitura de São Gonçalo

Pátio da TransGuard e SEMTRAN, entre o Posto de Gasolina e o Abrigo Cristo Redentor. Agora basta saber de quem é esse terreno alugado, na Estrela do Norte – São Gonçalo.

O início da história: do IPVA ao Detran

No início deste caótico ano de 2015, separei aquele dinheirinho para o IPVA. Já sabia que o governo do estado do Rio de Janeiro estava em crise. Ou melhor: está em crise. Com graves problemas financeiros por conta da queda do preço do petróleo, da Petrobrás se afundando na Operação Lava-Jato, entre outros problemas afins, é lógico que sobraria para nós, com muita Lei Seca, blitz e reboques por aí. Por isso, tratei de pagar logo o bendito do “Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores”.

Porém, mesmo com o meu dinheiro em sua caixinha, o faminto estado não deixaria esse meu adiantamento sair impune. No auge da polêmica com os extintores de incêndio, tive que gastar mais R$130,00 reais para saber que, meses depois, ele não seria mais necessário.

Indústria do Reboque: Transguard e a prefeitura de São Gonçalo

Extintores ABC: segundo a antiga resolução, quem não tivesse, também poderia ser rebocado.

No Detran, ainda no 1º semestre, o sistema não me permitia fazer a marcação da vistoria. Aliás, quis o homem que “vistoria obrigatória” só existisse no estado do Rio de Janeiro. O sistema do site do Detran não agendava a data. Depois de um tempo, passou a me mandar para cidades bem longes de São Gonçalo ou Niterói. Ou seja, se as agências mais próximas do Detran não estava conseguindo vistoriar todos os carros, eu que enchesse meu tanque com uma gasolina cara para resolver um problema que é deles.

Polícia é para proteção, não arrecadação.

Há poucos meses atrás, o projeto do deputado federal Walney Rocha (PTB-RJ) foi aprovado na Câmara. Segundo este, não precisaríamos mais de vistorias no Rio de Janeiro, único estado que ainda pratica isso. O projeto só aguarda a aprovação na Comissão de Justiça do Senado.

Confira a notícia: http://extra.globo.com/noticias/rio/projeto-de-lei-que-poe-fim-as-vistorias-de-carros-aprovado-na-camara-17233754.html#ixzz3jH4zJLii

Voltando à vida real, eis que no dia 9 de novembro, segunda-feira, às 21:30, fui parado numa blitz da Polícia Militar. Eles pediram os documentos e, de cara, lancei: “Ainda não fiz a vistoria”. O policial foi ainda mais direto: “Então, vamos rebocar!”

Sozinho no carro, numa blitz em frente ao Cemitério São Gonçalo. Ali estava eu, numa cena lastimável.

Entretanto, prestei bastante atenção ao processo. Especialmente no diálogo entre os Policiais Militares:

– Quantos já tem aqui?

– 1, 2, 3, 4, …7!

– Ih, então falta mais um aqui! Vamos fazer o seguinte: a gente pega mais 1, fecha 8. Depois vamos lá na entrada do Boaçu para pegar mais 7. Aí, a gente fecha por hoje.

– Tá bom. Vamos fazer isso.

Polícia Militar do Rio de Janeiro rebocando os carros na via pública

Imagem ilustrativa da ação da polícia no reboque de veículos.

Bem, para qualquer um que estivesse ouvindo a conversa, estava claro que havia uma cota de 15 carros a serem rebocados para o depósito por aqueles funcionários da Lei. Sim, da Lei, não da arrecadação do estado.

Acredito seriamente que a desvalorização da polícia começa em atos como esse. Ao invés de usá-la para fins de proteção e prevenção, ela é usada para tudo, inclusive como um arrecadadora de impostos. Nessa “saga”, ouvi de pelo menos 3 pessoas que os policiais estão recebendo por carro. Ou seja: não fique de malandragem tentando subornar a polícia. Está arriscado a tomar uma “voz de prisão”, saindo dali algemado.

Aliás, como já publicamos no SIM São Gonçalo, o artigo 144, § 5º, da Constituição Federal é curto e grosso: “Às policias militares cabe à polícia ostensiva e a preservação da ordem pública”.

Carro lacrado e levado às 22:05 de 9 de novembro de 2015. O dia seria longo na terça.

SEMTRAN: prefeitura de São Gonçalo e a sua má vontade em pessoa

Imagina um lugar quente. Pensou? Agora, adicione isso a um dia abafado, num espaço de pouco mais de 3 metros quadrados, sem nem um ventilador. Conseguiu visualizar? Agora, saiba que faltam banheiros e bebedouros no local. Sim, essa é a fórmula perfeita para que as pessoas fiquem ainda mais irritadas.

SEMTRAN – Secretaria de Trânsito de São Gonçalo na Indústria do Reboque: Transguard e a prefeitura de São Gonçalo

Adesivo da SEMTRAN (Secretaria de Trânsito de São Gonçalo, Rio de Janeiro).

A má vontade da funcionária da Secretaria Municipal de Transportes não poderia ser pior. Lá de dentro, o ar-condicionado da salinha gelada dela passava entre o espacinho do vidro. Nós, aqui fora, no calor. Mesmo assim, ela tinha dificuldade em explicar sobre o que fazer caso não tivéssemos algum documento requerido naquele momento.

O processo da SEMTRAN é muito bem feito. Ele foi desenvolvido para te enrolar ao máximo, de modo que você tenha que ir e voltar algumas vezes para conseguir uma simples guia de pagamento. Assim, eles ganham tempo para te fazer pagar mais uma estadia. E foi isso que aconteceu comigo.

Indústria do Reboque: Transguard e a prefeitura de São Gonçalo

Funcionários da TransGuard manejando o processo de liberação dos veículos.

TransGuard: desvendando o caça-níquel da prefeitura de São Gonçalo

A empresa TransGuard (CNPJ 11361353000303) e a SEMTRAN se uniram para servir o que há de pior em serviços, conseguindo algo que é uma prática comum no estado do RJ: HUMILHAR O CONTRIBUINTE. Para que não restem dúvidas, vou listar ponto a ponto para você entender como a indústria do reboque funciona, nos fazendo pagar muito mais do que está escrito.

Tabela de valores da TransGuard, cujos valores são regulados pela prefeitura de São Gonçalo.

Tabela de “estadias” e reboques da TransGuard, cujos valores são regulados pela prefeitura de São Gonçalo.O decreto pode ser encontrado nesse link: http://www.jusbrasil.com.br/diarios/76397488/dom-qsd-rj-10-09-2014-pg-1

CRONOGRAMA DOS ABSURDOS

#1 Estadias não são diárias: a cobrança pelo absurdo:

O 1º absurdo da TransGuard e SEMTRAN é a cobrança das “estadias”. Segundo a “regra” deles, você deve pagar o reboque + estadia. Entretanto, veja um exemplo: Imagine que sua moto/carro foi pego às 23:00 da noite, seja numa blitz ou rebocado na rua, e levado para o depósito. Se passar da meia-noite, já conta a 2ª estadia. Isso! Nenhum estacionamento, hotel, aluguel de nada conta dessa forma. Esse jeito “inovador” te faz pagar 2 diárias de uma vez!

Isso faz parte da indústria. Entendeu por que a polícia pega mais carro e moto à noite e no fim da tarde? Isso te “obriga” a pagar duas vezes. Sim, 2 vezes.

Primeira guia gerada pela TransGuard, cobrando o valor de duas "estadias".

Primeira guia gerada pela TransGuard, cobrando o valor de duas “estadias”.

#2 Guia de pagamento e a premeditada dificuldade de pagar

Depois da SEMTRAN me fazer de palhaço, me fazendo ir e voltar 3 vezes àquele local, finalmente consegui pegar uma guia de pagamento às 16:20. Como não podíamos pagar lá, algo impensável hoje em dia com tantos meios de pagamento, e com os bancos já fechados, a atendente disse que era possível pagar na Loteria… será?

Sem almoço, depois de idas e vindas à casa e ao cartório, para “autenticar” uma declaração dizendo que o carro era nosso, corremos para a lotérica acreditando que “daria tempo” de pegar o carro… Tudo em vão!

Após uma pequena fila, fui atendido na lotérica indicada, ali na 18 do forte, entrada do Mutuá. A atendente pegou o documento e já disse logo:

– Ih, TransGuard? Só amanhã. O limite deles para depósito é de 500,00 reais por dia. Agora, só amanhã!

Desolado, saí dali e voltei para a casa, na esperança de conseguir pagar na QUARTA-FEIRA pela manhã.

Papel da Loteria com horário que tentei fazer o pagamento

Esse comprovante foi gerado pela própria lotérica, para mostrar a hora e o motivo de ela não ter recebido o documento. Segundo outras pessoas que estavam na mesma situação, apenas os 3 primeiros atendidos na lotérica conseguiram fazer o depósito. Com um limite de 500 reais, era óbvio que isso iria acontecer.

#3 Terceirizadas e a máquina da prefeitura

Como a prefeitura não pode receber dinheiro diretamente, a não ser que seja de impostos, ela contrata essas empresas terceirizadas para arrecadar para ela. No caso, a Transguard me deu um papel que não chegavam nem a ser um boleto (como mostrado acima). Agora me diz: como uma empresa que presta serviço para a prefeitura tem um limite tão baixo para receber nas Loterias? Por que ela não recebe no crédito ou débito, se ela é uma empresa registrada?

Perguntas que só podem ser respondidas com investigação do Ministério Público.

#4 Ninguém aceita guia com data vencida

Na quarta-feira pela manhã (lembrando que o carro foi apreendido na noite de segunda-feira), lógico que o pior aconteceu. Por um erro da empresa, com seu limite pífio para pagamento nas Loterias da Caixa e não aceitação da guia por causa da data vencida, tive de ir novamente à TransGuard para gerar uma nova guia.

#5 Estadia não é diária. Passou um dia? Vamos cobrar!

Na hora de gerar a guia, a atendente da TransGuard me vem com uma guia no valor de R$245,66. OI?! Sim, eles fizeram isso. Por um erro deles, o que já era um abuso, tornou-se uma agressão a todas as lógicas e direitos. O carro mal tinha 30 horas no pátio e eles estavam cobrando por 3 estadias, uma “diária” literal. O absurdo foi formalizado.

Depois de muita revolta, confusão e argumentação, logo vimos que ou era isso ou nada. O “supervisor” até me sugeriu tentar pagar a guia do dia anterior. Mas, peraí! EU TENHO QUE TRABALHAR. Não posso ficar 80 minutos na fila da Caixa Econômica e tomar um “Não posso receber, Senhor”.

Paguei a guia mais cara, com data de vencimento do dia e na boca do caixa da Caixa Econômica Federal. Me senti nos anos 80 ou 90 novamente, provando do atraso que tanto combatemos na cidade.

Nova guia gerada pela Transguard – um absurdo da Prefeitura de São Gonçalo que colabora com essas empresas.

Nova guia gerada pela Transguard – um absurdo da Prefeitura de São Gonçalo que colabora com essas empresas.

#6 Pagamos na CAIXA e voltamos para a Transguard. Será que pegaremos o que é nosso?

Depois da extorsão legitimada pela Prefeitura de São Gonçalo e pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, finalmente pegamos o carro e saimos de lá. Fiz o vídeo e já comecei a compreender que não há outro jeito: terei de recorrer à justiça para corrigir esse absurdo.

O que aprendi com tudo isso?

A lição mais importante que ficou é que “o estado é implacável” quando o assunto é tomar o seu dinheiro. Infelizmente, nós, brasileiros, somos muito pacatos e aceitamos esses desmandos como se fosse algo normal.

Mesmo com IPVA pago, tentativas de marcação de vistoria dificultadas pelo próprio DETRAN, compra de extintor que não será mais exigido, cobranças de pedágios, entre outros impostos que pagamos, mesmo com tudo isso, ainda somos tratados como se quiséssemos “não pagar” e enrolar o estado. Pelo contrário, se o estado facilitasse a vida das pessoas, com serviços que funcionassem decentemente, tenho certeza que a maioria das pessoas seriam muito mais felizes.

As “indústrias da dificuldade” estão aí. Todas famintas para que você tenha muitos problemas e, como sempre, ganhe uma bela punição do estado.

SEMTRAN e Transguard, o processo de vocês está sendo elaborado. Se o caminho é a justiça, aí vamos nós.

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Fartos de Mulim https://simsaogoncalo.com.br/fartos-de-mulim/ https://simsaogoncalo.com.br/fartos-de-mulim/#comments Sun, 01 Nov 2015 20:04:02 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3323 Acabou a paciência da sociedade gonçalense. Para impedir a continuação do mandato desastroso do prefeito Neilton Mulim, o Sindicato dos Servidores Públicos Efetivos de São Gonçalo (SINDSPEF-SG) protocolou um pedido de impeachment na Câmara Municipal. O SINDSPEF-SG resumiu o sentimento do povo. Cidadãos comuns e profissionais de diversas classes se agrupam em frente à Prefeitura, frequentemente, […]

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Acabou a paciência da sociedade gonçalense. Para impedir a continuação do mandato desastroso do prefeito Neilton Mulim, o Sindicato dos Servidores Públicos Efetivos de São Gonçalo (SINDSPEF-SG) protocolou um pedido de impeachment na Câmara Municipal.

O SINDSPEF-SG resumiu o sentimento do povo. Cidadãos comuns e profissionais de diversas classes se agrupam em frente à Prefeitura, frequentemente, para protestar contra o descaso generalizado. Guardas municipais, professores, ativistas culturais, trabalhadores sem-teto, entre outros (apenas em 2015), ignorados pelo poder público ou sujeitos à condições de trabalho degradantes, já levantaram sua voz.

Milhares de gonçalenses presentes nas redes sociais se manifestam diariamente. Chamam o prefeito de mentiroso, apático e ausente nos comentários sobre as postagens da Prefeitura. Para cada ação divulgada superficialmente, como as obras do programa Rua Nova, que nem o Secretário de Infraestrutura sabe quando ficarão prontas, centenas de pessoas reclamam da falta de iluminação, drenagem, saneamento básico e asfalto em inúmeras regiões esquecidas.

Junto com a paciência dos gonçalenses, esgotaram os argumentos dos aliados de Mulim para defendê-lo. O prefeito que na Saúde “melhoraria equipamentos e instalações existentes”, segundo promessas de campanha, obriga pacientes a buscar atendimento especializado em outras cidades, aquele que “valorizaria o profissional de Educação”, humilha com salários abaixo do piso nacional, quem “privilegiaria atividades socioeducativas para crianças e adolescentes”, impede que os Centros de Artes e Esportes Unificados sejam construídos. Nunca houve qualquer intenção de empreender um governo honesto, ouvir a população, sequer respeitar a Constituição! São Gonçalo vive dias de grotesco cabide eleitoral, com excesso de cargos comissionados, desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal e seguidas improbidades administrativas.

A tramitação do pedido de impeachment depende da análise da Procuradoria Jurídica da Câmara e da aprovação em Plenário. O SINDSPEF-SG reconhece que o processo será difícil. No entanto, é de conhecimento geral, inclusive do Ministério Público, que a administração de São Gonçalo atingiu níveis inacreditáveis de sujeira e incompetência. O povo está cansado disto. E há bastante tempo Neilton Mulim não tem sustentação moral para governar.

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A mulher gonçalense na política https://simsaogoncalo.com.br/mulher-goncalense-na-politica/ https://simsaogoncalo.com.br/mulher-goncalense-na-politica/#respond Fri, 23 Oct 2015 04:14:29 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3271 É sabido por todos que a participação feminina na política brasileira é tímida e desproporcional à importância da mulher na sociedade. Hoje, elas representam cerca de 51% da população, mas sua representação no parlamento nacional é de apenas 9%, uma das várias disparidades do nosso processo político antiquado. Para se ter uma ideia, nosso país […]

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É sabido por todos que a participação feminina na política brasileira é tímida e desproporcional à importância da mulher na sociedade. Hoje, elas representam cerca de 51% da população, mas sua representação no parlamento nacional é de apenas 9%, uma das várias disparidades do nosso processo político antiquado. Para se ter uma ideia, nosso país fica atrás da média dos países da América, que é de 21%, e da média mundial, que é de 18%. Incrivelmente, ficamos atrás até mesmo da média dos países árabes, que é de 10%. Uma contradição gigantesca para uma nação que possui como chefe de estado uma mulher. [1] Não podemos deixar de mencionar que essa desproporção é causada por uma série de fatores intimamente ligados às questões culturais, apesar dos grandes esforços a partir da década de 1990 para adoção de políticas de cotas em vários países da América Latina.

A lei federal 9.504/, de 30 de setembro de 1997, em seu artigo 10°, §3°, afirma que “do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo”. [2] A lei parece muito clara não é mesmo? Mas há, por diversos juízes eleitorais um entendimento diferenciado sobre a redação da lei. Segundo essa determinada visão, a lei não determina uma quantidade mínima para mulheres, mas sim uma quantidade máxima para homens. Não entendeu? Vamos esmiuçar:

Cada partido sem coligação tem o direito de montar uma nominata para o legislativo de até 150% das vagas em disputa, ou seja, aqui em São Gonçalo, nossa Câmara possui 27 vereadores, sendo assim, cada partido sem coligação poderá lançar até 41 nomes. Já as coligações podem lançar uma lista de até 2x as vagas em disputa, ou seja, 54 candidatos. Aqui entra a interpretação: De acordo com esses juristas, no caso de 41 candidatos, poderá haver no máximo, 29 homens, pois representa 70% das vagas. No caso de 54 candidatos, poderá haver 38 homens, independente do número de mulheres. Dentro dessa regra, nas últimas eleições em 2012, todos os partidos e coligações cumpriram a lei. Mas isso traz sérias distorções para o processo.

Em 2012, tivemos 678 candidatos à vereador em São Gonçalo. Destes, 491 eram homens e 189 mulheres. Ou seja, 27,9% de mulheres, abaixo dos 30% exigidos em lei. Dos 17 partidos ou coligações que disputaram a eleição, 9 deles não atingiram a marca de 30% de mulheres em sua nominata. O que significa que mais da metade dos partidos e coligações descumpriram a lei eleitoral. PSC, PSB e PHS foram, nesta ordem, os partidos com o menor percentual de mulheres. O curioso é que o PSC trouxe apenas uma candidatura feminina para a disputa, porém, como não ultrapassou a marca de 29 homens, não teve seu registro indeferido.

Segundo resolução do TSE, em caso de não observância da condição de registrabilidade geral e compulsória, o Juiz Eleitoral dará ao Partido 72 horas de prazo para adequá-la, com inclusão ou retirada de candidatos, não realizada a adequação ao percentual de candidaturas de cada sexo, haverá a recusa de registro de toda a lista de candidatos a eleição proporcional.. [3] Caso a recusa do registro não ocorra, qualquer candidato, partido ou coligação poderá solicitar uma Ação de Impugnação de Registro de Candidatura – AIRC.

Como a cara de pau na política é grande, há algumas maneiras de burlar a legislação, sendo a principal delas a utilização de candidaturas laranjas somente para o cumprimento formal da lei. Assim, o partido cumpre os 30% das vagas para mulheres, sem que elas recebem qualquer apoio financeiro partidário, o que resulta numa quantidade de votos irrisória. Onze partidos ou coligações utilizaram esta artimanha para passarem desapercebidos pela lei. PSB, PSD, DEM e PSOL foram os partidos com maior proporção de candidaturas laranjas, todos acima dos 50%. Um verdadeiro desrespeito à lei e a posição da mulher na sociedade.

Porém, provado que a estratégia foi fazer a reserva mínima de percentual de candidaturas para cada sexo, apenas formalmente, estará caracterizada fraude eleitoral e poderá ser solicitada uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo – AIME.

Essa fraude eleitoral foi muito bem utilizada pelos partidos em nossa cidade. Os principais partidos beneficiados com essa fraude foram o PRP, o PSB e PSOL, que obtiveram cerca de 30% de seus votos através desse mecanismo fraudulento. Se considerarmos todos os partidos e coligações, 6,6% dos votos válidos foram conseguidos à margem da lei, o que representa quase 29 mil votos.

Tais mecanismos foram diretamente fundamentais para o resultado final das eleições, chegando ao ponto de termos 2 nomes diferentes na casa legislativa. Caso a lei fosse respeitada, o PSB elegeria apenas 1 vereador, ou seja, Russo da Marmoraria não seria eleito. Já o PSD não teria eleito nenhum vereador, ou seja, Marco Rodrigues, um dos principais opositores ao governo Mulim não estaria presente no parlamento municipal. Em contrapartida, PSDB e PPS elegeriam 2 vereadores cada, sendo beneficiados os candidatos Bruno Porto e Ricardo Peon.

Importante ressaltar que tais ponderações foram feitas de acordo com todos dados disponíveis pelo TSE acerca da eleição municipal de 2012. Esses dados confirmam as conclusões que afirmam que há uma resistência também por parte das mulheres em se candidatarem, gerada pela resistência dos partidos políticos em darem suporte às candidaturas femininas.

Ao pensarmos em uma nova cultura política, precisamos ter em mente esses números e práticas que unificam todos os partidos, de direita à esquerda, e que precisam ser reformuladas pelos novos tempos políticos que vivemos. A mulher precisa ter seu protagonismo assegurado pelas instâncias, cabendo à justiça penalizar aqueles que não cumprirem a lei, e à sociedade em geral pela fiscalização de tais atos, punindo nas urnas os partidos que insistem em práticas tão arcaicas.

Fontes

[1] http://www.bbc.com/portuguese/reporterbbc/story/2008/03/080305_mulheresparlamentorw.shtm

[2] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9504.htm

[3] Resolução nº 23.373/2011. Instrução n. 1450-86.2011.6.00.0000 – Classe 19 – Brasília – Distrito Federal

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Pare de culpar a si mesmo https://simsaogoncalo.com.br/pare-de-culpar-a-si-mesmo/ https://simsaogoncalo.com.br/pare-de-culpar-a-si-mesmo/#respond Tue, 20 Oct 2015 10:44:40 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3273 O povo de São Gonçalo insiste em culpar a si mesmo pela omissão do poder público diante dos problemas da cidade. Grande engano. Uma vez eleito, cabe ao político honrar o cargo a ele confiado, não importa se exercia anteriormente a profissão de camelô ou miliciano. “Nós elegemos o prefeito e esses vereadores, por isso merecemos […]

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O povo de São Gonçalo insiste em culpar a si mesmo pela omissão do poder público diante dos problemas da cidade. Grande engano. Uma vez eleito, cabe ao político honrar o cargo a ele confiado, não importa se exercia anteriormente a profissão de camelô ou miliciano.

“Nós elegemos o prefeito e esses vereadores, por isso merecemos sua má gestão”, dizem os gonçalenses mais esclarecidos nas redes sociais. É óbvio que devemos escolher com cautela nossos representantes, mas eles têm a obrigação de governar bem, para todos. Se o melhor candidato não foi eleito, erramos na escolha, não podemos aguardar as próximas eleições. Temos o direito de exigir respeito, em uníssono, hoje.

O mau hábito impede que boas soluções sejam discutidas, ao encontrar equivocadamente sempre o mesmo culpado, o povo. A maioria pode estar enganada quando vota, mas não é culpada pelo abandono de áreas fundamentais como Saúde, Educação e Cultura, pela mistura insana de comércio ilegal e trânsito caótico e pelas pilhas de sacolas de lixo que comerciantes depositam nas esquinas.

Alguns colocam a culpa no povo como se não fizessem parte dele. Presume-se que sabem escolher bons candidatos, por isso, enquanto cidadãos, têm o dever de esclarecer “o povo que vota mal”, amigos, parentes e vizinhos. Mas geralmente têm preguiça de levantar a voz, não reservam tempo para viver em comunidade, partilhar ideias e pensamentos.

Culpar o povo é fatalmente desistir. Cidadão de bem não desiste de fazer o certo. “O povo” pode ser orientado, mas o primeiro a bater na sua porta é o candidato ignorante prometendo emprego na Prefeitura ou asfaltar a rua.

O gonçalense ainda tem muito a desenvolver, estudar e aprender. Estamos longe de qualquer coesão política ou ideológica. Mas arrisco dizer que o povo está pronto para construir uma cidade melhor. Há entre nós milhares de pessoas com acesso a informação, capazes de disseminá-la e promover debates (com um pouco de boa vontade). Não haverá momento melhor. Culpar a si mesmo ou dizer que São Gonçalo “é um lixo” não resolve nada.

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Quando teremos um prefeito honesto? https://simsaogoncalo.com.br/quando-teremos-um-prefeito-honesto/ https://simsaogoncalo.com.br/quando-teremos-um-prefeito-honesto/#comments Wed, 07 Oct 2015 09:48:14 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3254 Neilton Mulim e a prefeita anterior, Aparecida Panisset, têm muito em comum: ambos colecionam multas aplicadas pelo Tribunal de Contas do Estado e receberam processo criminal por improbidade administrativa. Quando São Gonçalo terá um prefeito honesto, que faça seu trabalho com dignidade? Mulim atrasou o quanto pôde a licitação da coleta de lixo – emporcalhando as ruas […]

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Neilton Mulim e a prefeita anterior, Aparecida Panisset, têm muito em comum: ambos colecionam multas aplicadas pelo Tribunal de Contas do Estado e receberam processo criminal por improbidade administrativa. Quando São Gonçalo terá um prefeito honesto, que faça seu trabalho com dignidade?

Mulim atrasou o quanto pôde a licitação da coleta de lixo – emporcalhando as ruas da cidade – e favoreceu a empresa Marquise com contratos de emergência milionários, o que levou o Ministério Público a abrir processo contra ele. Panisset também se aproveitou do dinheiro do gonçalense e sustentou ilegalmente a instituição religiosa Casa do Saber, que sequer comprovou serviços prestados ao município.

Por 8 anos Panisset entregou São Gonçalo ao fanatismo religioso, que destruiu patrimônios históricos e culturais, como a Praça Chico Mendes e a casa onde nasceu a Umbanda; não satisfeita com os danos causados, ela cedeu a única praça de Alcântara, segundo maior bairro da cidade, à cobiça dos empresários construtores de shoppings.

O prefeito atual, que governará a cidade até o fim de 2016, igualmente despreza a cultura popular – recentemente, por pura ignorância, o maior evento musical gonçalense foi cancelado pela Prefeitura. Mulim ainda insiste em outra prática torpe, a recusa em pagar ao professor municipal o piso salarial estabelecido na Constituição Federal.

É hábito comum entre os políticos da mesma laia prometer aos quatro ventos reverter as besteiras do seu antecessor (ou antecessora), sem cumprir absolutamente nenhuma das promessas. Há meses Mulim prometeu licitar a revitalização da praça Chico Mendes e a urbanização do Alcântara, mas ambos continuam duas provas da absurda desonestidade dos últimos prefeitos gonçalenses.

São Gonçalo possui grande extensão territorial, e baixíssimo nível de urbanização. Enorme população, com reduzido grau de instrução. Graves problemas de gestão, mas baixa capacitação técnica e pouca vontade política. Sendo uma cidade de extremos, ela merece um prefeito que pelo menos não seja multado pela Justiça, não incorra em improbidades administrativas, não corte suas árvores para pendurar propaganda política, não permita que comerciantes joguem lixo na calçada e, finalmente, não a trate como se fosse seu bordel particular.

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Executivo despreza a Cultura https://simsaogoncalo.com.br/executivo-despreza-a-cultura/ https://simsaogoncalo.com.br/executivo-despreza-a-cultura/#respond Wed, 30 Sep 2015 11:10:44 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3232 O povo gonçalense ignora a história da sua formação, desconhece suas qualidades profissionais e a própria capacidade artística. Deficiência grave, claramente compreendida: a Cultura é mais um setor público abandonado pelo Executivo, sem planejamento, de orçamento ínfimo e baixa qualificação técnica. Para o governo Mulim, liderado por um professor, Cultura não é importante. O orçamento da pasta é de R$ […]

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O povo gonçalense ignora a história da sua formação, desconhece suas qualidades profissionais e a própria capacidade artística. Deficiência grave, claramente compreendida: a Cultura é mais um setor público abandonado pelo Executivo, sem planejamento, de orçamento ínfimo e baixa qualificação técnica.

Para o governo Mulim, liderado por um professor, Cultura não é importante. O orçamento da pasta é de R$ 1,2 milhão (apenas 0,1% do total gasto pelo município em 2015), colocando o setor entre as quatro secretarias menos favorecidas e de menor capacidade de investimento, visto que os gastos exorbitantes com pessoal – gente desqualificada e desnecessária – e eventos fixos do calendário anual, que não valorizam a produção artística gonçalense, consomem praticamente toda a verba.

Ao Gabinete do Prefeito, no entanto, chefiado pela irmã de Mulim, a Prefeitura destina R$ 3,5 milhões por ano, quase três vezes mais do que a Cultura recebe. O que faz o Gabinete com tanto dinheiro? Longe de desenvolver pesquisas científicas em benefício do população, suas funções são assessorar o prefeito, assessorá-lo mais um pouco e eventualmente assessorá-lo de novo.

O descaso é ainda mais ofensivo: há sete meses o Executivo se sentou e reteve embaixo de si mesmo a proposta de criação do Plano Municipal de Cultura, documento que visa estruturar o aparelho e a oferta cultural do município, inserido no contexto nacional. Nas mãos da corja incompetente que domina seu cenário político, São Gonçalo é mantida de propósito imersa na ignorância.

Como se não bastasse tanto desprezo, neste mês de setembro a Prefeitura deveria prontificar e entregar aos gonçalenses dois Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs), um em Neves, outro no Colubandê. Entre outros benefícios, os CEUs oferecem lazer e serviços para promoção da cidadania em territórios de alta vulnerabilidade social, contudo, apesar de contar com verbas federais de mais de R$ 7 milhões, a construção dos CEUs municipais estagnou no estágio inicial.

A alienação generalizada estimulada pelo Governo prejudica o estabelecimento de respostas para uma pergunta simples: o que significa ser gonçalense? É um conceito quase inexistente, nos falta uma imagem pública positiva, carecemos de identidade. Certamente é algo maior do que simplesmente nascer ou viver em São Gonçalo.

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Parabéns, São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/parabens-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/parabens-sao-goncalo/#respond Tue, 22 Sep 2015 15:36:01 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3208 São Gonçalo completa 125 anos hoje, 22 de setembro de 2015. Em vez de criticar os parasitas que se instalam na administração municipal a cada quatro anos desde sua emancipação política, é tempo de lembrar que a cidade merece total consideração de cada gonçalense. Como também sou gonçalense, com sua permissão, aproveito para manifestar meu carinho pessoal […]

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São Gonçalo completa 125 anos hoje, 22 de setembro de 2015. Em vez de criticar os parasitas que se instalam na administração municipal a cada quatro anos desde sua emancipação política, é tempo de lembrar que a cidade merece total consideração de cada gonçalense. Como também sou gonçalense, com sua permissão, aproveito para manifestar meu carinho pessoal por ela.

É aniversário da cidade e se Gonça continua suja e caótica após o desfile na rua Feliciano Sodré, é porque nossos hábitos como meros usuários do território continuam os mesmos. Reciclar o lixo domiciliar, conhecer os pontos turísticos municipais e empreender em busca do próprio sonho são alguns exemplos de como podemos evoluir enquanto cidadãos.

Vale começar o quanto antes, pois mudanças no trabalho ou em casa são demoradas e complexas para alguns. Eu faço parte do grupo de atrasados que inclui a maioria da população. Foi preciso morar na cidade por duas décadas e meia para finalmente:

  1. Assistir ao desfile cívico-militar na rua Feliciano Sodré. Renova o orgulho de ser parte da cidade.
  2. Visitar a Fazenda Colubandê. Lindo patrimônio histórico e cultural, um oásis de paz e verde dentro da área urbana.
  3. Ver os tapetes de Corpus Christi. Verdadeira obra de arte.
  4. Conhecer gonçalenses que se dedicam ao desenvolvimento comum. Eles existem e são muitos.
  5. Perseguir meu sonho. Este artigo é parte dele.

E ainda não conheço inúmeros pontos turísticos, como a Capela e a Praia da Luz, as cavernas de Santa Izabel e o maciço de Itaúna. É preciso ter cuidado ao dizer que São Gonçalo é feia, pois feio é aquilo que construímos sem pensar no povo ou no melhor para a cidade.

A emancipação política deve ser comemorada, quem disser o contrário jamais se sentou na praça Zé Garoto à sombra das árvores para ler um bom livro – prazer desconhecido por milhares de gonçalenses – e, por vergonha de si mesmo, ainda vive à sombra de Niterói. A emancipação dá a chance de desenvolvermos uma identidade especial, de achar nosso lugar ao sol fluminense.

Para não repetir meu atraso, meu filho já visitou a Fazenda Colubandê, viu os tapetes de Corpus Christi e está se preparando para assistir o desfile deste ano. Exemplo de cidadão. Miguel tem 4 anos e, acreditem ou não, diz que no futuro será prefeito da cidade.

Parabéns à São Gonçalo, que oferece tantas belezas e inspiração, e parabéns aos gonçalenses que sabem aproveitá-las.

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Garota de Alcântara https://simsaogoncalo.com.br/garota-de-alcantara/ https://simsaogoncalo.com.br/garota-de-alcantara/#respond Tue, 15 Sep 2015 11:00:28 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3201 Se Tom Jobim e Vinicius de Moraes, compositores da famosíssima canção Garota de Ipanema, vivessem em São Gonçalo hoje, qual seria a inspiração desses artistas? Provavelmente a sujeira das ruas, característica mais evidente da cidade, ou a desordem urbana, outro aspecto marcante. E se os dois gênios morassem especificamente em Alcântara, bairro que agrega, como nenhum outro, as […]

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Se Tom Jobim e Vinicius de Moraes, compositores da famosíssima canção Garota de Ipanema, vivessem em São Gonçalo hoje, qual seria a inspiração desses artistas? Provavelmente a sujeira das ruas, característica mais evidente da cidade, ou a desordem urbana, outro aspecto marcante. E se os dois gênios morassem especificamente em Alcântara, bairro que agrega, como nenhum outro, as principais singularidades gonçalenses? Creio que Tom e Vinicius se sentiriam mal, sobrecarregados com tanta inspiração ao redor.

O maior obstáculo seria a falta de um bom lugar para sentar, observar, compor melodias e escrever letras de música. Apesar da profunda importância comercial para o município, não existe em Alcântara um simples banco de concreto onde alguém possa se sentar ao ar livre, desde a usurpação da praça Carlos Gianelli para a construção de um shopping.

Digamos que os compositores utilizassem seu banquinho de plástico, trazido de casa nas manhãs de sábado – enfrentando o trânsito caótico – e posicionado estrategicamente no início do Calçadão do bairro gonçalense. A intensa circulação de pessoas na região é tão desorganizada que seria quase impossível identificar a mulher mais bela e acompanhar seus passos com o olhar. Veriam principalmente uma massa de gente apressada andando de um lado para o outro, multidão formada por pessoas se empurrando, às vezes saindo da calçada e disputando espaço nas ruas com carros, ônibus e até carroças. Pelo menos, o letrista da renomada canção, Vinicius de Moraes, não sofreria a tristeza da solidão com tanta gente em volta.

Se conseguissem eleger sua musa, seria fácil comprar um presente para cortejá-la. Além das inúmeras lojas de roupa feminina, Alcântara conta com diversos camelôs vendendo, ilegal e livremente, desde arroz e feijão a relógios paraguaios. Basta escolher. Com livros, infelizmente, não poderiam presenteá-la porque nenhum comerciante ou camelô considera bom negócio vendê-los.

Vinicius e Tom veriam que no bairro as garotas não passam a caminho do mar, elas pisam na lama às margens do poluído rio Alcântara, talvez com o intuito de comprar uma calça jeans na Rua da Feira. Aqui vivendo eles seriam obrigados a habituar o olfato ao odor fétido do rio e do lixo nas esquinas e certamente não encontrariam graça, beleza ou amor.

Ipanema é bastante diferente de Alcântara, sabemos. No entanto, o único aspecto difícil de conquistar é que o último seja banhado pelo mar. Limpeza, organização, respeito e dignidade, as mesmas gozadas pelos moradores da zona sul carioca, não são construídas em São Gonçalo por falta de vergonha na cara.

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Falência múltipla dos órgãos do governo https://simsaogoncalo.com.br/falencia-multipla-dos-orgaos-do-governo/ https://simsaogoncalo.com.br/falencia-multipla-dos-orgaos-do-governo/#respond Thu, 10 Sep 2015 06:00:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3186 Foto: Vovó no Pronto Socorro de Alcântara. Eu estava sentado naquela cadeira de cor azul desbotado, com manchas marrons, uma cor quase café com leite, não sei se por sangue, iodo ou qualquer outro fluido químico ou biológico. Ao lado, uma sala que passava a maioria das vezes fechada. As poucas vezes que abriam, emanava um cheiro […]

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Foto: Vovó no Pronto Socorro de Alcântara.

Eu estava sentado naquela cadeira de cor azul desbotado, com manchas marrons, uma cor quase café com leite, não sei se por sangue, iodo ou qualquer outro fluido químico ou biológico. Ao lado, uma sala que passava a maioria das vezes fechada. As poucas vezes que abriam, emanava um cheiro que, por mais que eu me esforce, não consigo descrever. Triste, desolado, cansado de uma luta que certamente perderei. Pode ser hoje, amanhã, daqui a semana ou alguns meses. Mas, certamente, perderei.

Na minha frente, a salinha de medicamentos tinha um relógio na parede marcando quase vinte duas e dez. No cantinho direito da sala, havia uma poltrona de couro sintético azul. Rasgada e com apoio para os pés, que nem o mais forte dos homens na terra conseguia manipular, estava ela com os pés em brasas, sobre uma improvisada escadinha para maca. Estava ali a mulher que lutou todos os momentos para dar o que comer para seus filhos, e que em momentos diferentes da vida, viu cada um dos três serem levados por ela. Quer sofrimento maior do que ver a inversão da ordem natural da vida e sofrer com a morte de todos os seus filhos? Sim, sua família se resume a apenas três netos e duas bisnetas.

Relógio da sala de medicamentos

O relógio da sala de medicamentos.

Com um vazio no estômago, começo a lembrar de cada momento que vivemos juntos. Desde que me conheço como gente, já tinha cabelos grisalhos. Mas não como hoje, um tufo de algodão. Seu sorriso largo e seu jeito de chamar minha atenção serão levados comigo por toda minha vida. Quando tinha minhas briguinhas na rua, ela sempre tomava meu partido. Era uma verdadeira leoa para defender sua cria. Lembro-me da sua preocupação quando não raspava o prato do almoço. Sempre amassava uma banana prata com açúcar e carinhosamente me dava na boca com seus aviõezinhos. Era um mimo só.

Minha solitária viagem no tempo é interrompida por uma gordinha baixinha que me deixou sem resposta para sua pergunta:

– Moço, moço?

Somente levanto devagar a cabeça que parecia pesar 2 toneladas até a altura dos seus  olhos.

– O senhor tem um copo descartável para me emprestar?

Pensei, mas não é descartável?

– Não, senhora. Não tenho.

– Eu preciso tomar esse remédio e aqui falta até copo descartável.

Foi aí que a senhora sacou da bolsa um daqueles potinhos de exame de urina e me fez a inusitada pergunta:

– Será que posso tomar água nesse potinho?

– Não sei, senhora. Mas não recomendo, se a senhora já fez pipi nele.

– Bom, não tem outro jeito.

Falou a mulher, enquanto caminhava até o bebedouro.

Naquela situação, eu vi a real aplicação da famosa frase “seria cômico, se não fosse trágico”.

Não havia cama disponível

A interrupção das minhas boas lembranças ao lado da minha velhinha me fez acordar para realidade. Pude perceber que já estávamos há 10 horas naquela situação. Não por mim, mas por aquela senhora de 94 anos, mal acomodada naquela poltrona rasgada, sem posição e com os pés em chamas, em cima da escadinha improvisada. A luta para conseguir um leito onde ela pudesse ficar deitada foi em vão. Não havia cama disponível, a não ser uma maca de alumínio gelada, sem colchão para acolher seu corpo.

A batalha começou ao meio-dia, quando chegamos ao Pronto Socorro de Alcântara. Ela foi atendida por uma médica de cabelos negros, com rabo de cavalo e que não parecia ter mais de 18 anos de idade. Era nítido, até para um leigo da medicina, que o quadro da vozinha, principalmente por conta da sua idade, exigia cuidados mais adequados. Mas não foi assim que aconteceu. A aprendiz de médica achou conveniente levá-la para aquela salinha de medicamentos e enchê-la de soro nas frágeis veias. Foram horas e horas nesse sofrimento, sem nenhuma medicação. Pior, sem acompanhamento da médica que tomou chá de sumiço. O que faltou de atenção da equipe médica, sobrou na equipe de enfermagem, que fizeram de tudo para acolhê-la, mesmo sem recursos. Uma das enfermeiras me confidenciou que falta do esparadrapo às seringas e agulhas. No final do nosso papo, soltou um “e não está aqui quem falou”.

Na minha peleja à procura da médica ou de qualquer outro profissional que pudesse ajudar, fui direcionado até outro médico, não muito mais velho. Ostentando um estetoscópio pendurado no pescoço, como um cordão de ouro 18 quilates, e com um ar de superioridade, disse:

– Você sabe que sua avó está bem velhinha, não sabe? Tem que estar preparado para sua partida. Alguns órgãos estão parando e ela está entrando em um quadro que chamamos de “síndrome de disfunção múltipla de órgãos”. Também conhecido como falência múltipla dos órgãos. Nesse quadro, não tem o que fazer. Ela tomará mais uma bolsa de soro e liberaremos a sua avó para que ela seja cuidada em casa.

– Mas não fará nenhum exame de sangue, doutor?

Pergunto quase implorando.

– Não é necessário.

Responde o médico sem baixar o nariz.

Aquelas palavras me deixaram ainda mais arrasado e para baixo. Mais do que já estava. Foi nesse momento que procurei meu cantinho. Naquela cadeira azul manchada de café com leite, fiquei viajando nos momentos maravilhosos que eu e minha avó passamos juntos, até a chegada da mulher do potinho.

Antes que o soro da bolsa chegasse ao fim, fui procurado por outro médico, também com seus vinte poucos anos.

– O senhor que é o neto da vovozinha?

– Sim, sou eu.

– Analisamos melhor o quadro da sua avó e resolvemos fazer um exame de sangue. Porém, lhe adianto que mesmo que o exame seja positivo para alguma grave infecção, não poderemos interná-la, pois falta leito.

– Como assim? Não podem fazer pelo menos um encaminhamento para outro hospital?

– Lamento. O senhor mesmo deverá correr atrás de um hospital para interná-la.

– Doutor, ela tem 94 anos! Já foi um sacrifício chegar com ela aqui no Pronto Socorro.

– Lamento, senhor.

Lamento, como brasileiro

Lamentar! Na verdade vivemos em uma sociedade cheia de lamentações. Eu tenho as minhas, pois lamento de coração não poder pagar dois mil reais mensais em um plano de saúde para minha avó ser atendida com mais dignidade. Lamento viver em uma cidade em que um vereador é suspeito de roubar 9 milhões de reais do SUS, enquanto nós, o povo, não temos direito a nem um copo descartável para tomar medicação. Quando não falta, também, a medicação. Lamento, como brasileiro, viver em um país onde aflora escândalos de corrupção como o da Petrobrás, onde estimasse que o desvio de 10 bilhões de reais poderiam ser aplicados em vários setores, como na saúde.

Ah, acabei esquecendo! Quer saber como foi o final da estória da vozinha no Pronto Socorro de Alcântara? Não houve final feliz. E nem haverá enquanto não houver melhora no quadro de falência múltipla dos órgãos do governo.

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Política municipal sofre de paralisia https://simsaogoncalo.com.br/politica-municipal-sofre-de-paralisia/ https://simsaogoncalo.com.br/politica-municipal-sofre-de-paralisia/#respond Tue, 08 Sep 2015 15:57:28 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3180 Nada realmente transformador aconteceu na política gonçalense nas últimas semanas. Prefeitura e Câmara decidiram permanecer imóveis, preservar sua imagem e planejar a próxima campanha eleitoral, para elas é mais importante do que trabalhar para resolver os problemas atuais. Através de iniciativas raras, como o Fórum de Políticas Culturais de São Gonçalo, a sociedade tenta empurrar o Poder […]

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Nada realmente transformador aconteceu na política gonçalense nas últimas semanas. Prefeitura e Câmara decidiram permanecer imóveis, preservar sua imagem e planejar a próxima campanha eleitoral, para elas é mais importante do que trabalhar para resolver os problemas atuais.

Através de iniciativas raras, como o Fórum de Políticas Culturais de São Gonçalo, a sociedade tenta empurrar o Poder Público em direção à labuta, pelo menos em alguns setores. Além do Fórum, discussões sobre mobilidade urbana ocorreram na cidade, dentro e fora da Semana de Incentivo ao Ciclismo, também digna de louvor. Transformações verdadeiras, no entanto, como aquelas prometidas pelo prefeito Mulim em 2012 e esquecidas pela maioria dos vereadores, ainda não vimos.

Livre de oposição construtiva, Mulim surfa tranquilamente nas ondas do PAC 2, inaugurando obras do programa Rua Nova com festa, como se estivessem concluídas. Os bairros onde o prefeito promoveu sua imagem estão afundados na lama agora, após as últimas chuvas.

Os poderes Executivo e Legislativo confundiram a desejada harmonia entre eles. Até pouco tempo brigavam por atenção como dois filhos mimados que não enxergam nada além de suas vontades; ultimamente adotaram a paralisia política, esperam de mãos dadas o tempo passar até outubro de 2016. Em nenhum momento desta legislatura discutiram tecnicamente em busca de soluções, ou fiscalizaram um ao outro para corrigir falhas.

Falta merenda e uniforme nas escolas municipais, entre outros motivos corruptos, porque a ação fiscalizadora da Câmara é insuficiente, tardia. A imprensa publica o sofrimento dos estudantes desde o ano passado. Se houvesse fiscalização séria, deficiências não se tornariam crises graves.

Enquanto Executivo e Legislativo se abraçam, o Alcântara, bairro de enorme importância comercial, supera em sujeira muitos chiqueiros. Nos horários de pico, centenas de pessoas amontoadas pisam literalmente no esgoto nos pontos de ônibus da rua Manoel João Gonçalves. Seres humanos cercados por pilhas fedorentas de lixo nas calçadas, se agredindo por um lugar nos ônibus lotados e imundos, é o retrato da nossa política pública.

Nas últimas semanas o trânsito entrou em colapso, jovens gonçalenses sem futuro profissional morreram de forma banal e o TCE parcelou a multa de R$ 119 mil do prefeito Mulim, aplicada pelo descaso com a coleta de lixo. Diante de tantas falhas na administração municipal, Executivo e Legislativo se mantêm inertes, ou talvez estejam em harmonia no Hotel Alcântara, onde outros nobres se hospedam para discutir seus interesses.

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A cidade que não é levada a sério https://simsaogoncalo.com.br/cidade-que-nao-e-levada-serio/ https://simsaogoncalo.com.br/cidade-que-nao-e-levada-serio/#respond Sat, 05 Sep 2015 04:40:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3098 Moro em São Gonçalo há 26 anos e ainda me surpreendo ao ver um guarda municipal conversando, alegremente, com um camelô em local irregular. Falam sobre a vitória do Flamengo no dia anterior, comentam a beleza da mulher que passa ao lado, trocam tapinhas nas costas e o guarda se vai, apreciando um cafezinho. Em […]

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Moro em São Gonçalo há 26 anos e ainda me surpreendo ao ver um guarda municipal conversando, alegremente, com um camelô em local irregular. Falam sobre a vitória do Flamengo no dia anterior, comentam a beleza da mulher que passa ao lado, trocam tapinhas nas costas e o guarda se vai, apreciando um cafezinho. Em uma cidade respeitada, o guarda e o camelô seriam inimigos mortais. Como o diabo corre da cruz, o vendedor ambulante fugiria ao ver o guarda de longe, mas São Gonçalo não é levada a sério.

O Comandante da Guarda admite a displicência do seu subordinado e o prefeito Mulim, aquele que mais nos desrespeita, releva o trabalho frouxo do Comandante da Guarda. Como os vereadores, pagos para fiscalizar a gestão do prefeito, se promovem pendurando faixas irregulares nos postes, fica provado que ninguém na cadeia de poder leva esta cidade a sério, por isso os servidores públicos relapsos conduzem sua rotina de maneira desleixada, por isso viver em São Gonçalo é um desafio.

Até o nome da cidade sofre com a falta de cuidado. No alto da fachada da Prefeitura Municipal há letras tortas há meses, talvez anos. No gramado ao lado da escadaria da Igreja Matriz o nome da cidade também está danificado. Aqui as ações mais simples, que resolveriam grandes problemas, não são desempenhadas, como disponibilizar lixeiras onde o caminhão da coleta não consegue chegar.

Uma amiga de Minas Gerais, pela primeira vez em São Gonçalo, chegando a bordo do 532, que vem de Niterói, definiu a cidade da seguinte forma:

– A enorme quantidade de pichações nos muros é assustadora, até sufocante; as ruas são extremamente sujas. A cidade parece tomada pelo comércio irregular.

As calçadas de Alcântara, cheias de camelôs, onde as pilhas de lixo quase alcançam o céu, ficam intransitáveis após às 18h. Durante o dia o bairro é caótico, a noite, infernal. Em ruas importantes do Centro, como a Coronel Rodrigues e a João de Souza, os flanelinhas exploram a população livremente, sustentados pela negligência que começa no Prefeito e termina no guarda municipal. Por quê? Porque habitualmente a cidade não é respeitada pelo poder público. Em vez de resolvê-los, usam os problemas eternamente como plataforma de promessas jamais cumpridas.

Os gonçalenses não podem se acostumar ao caos visto diariamente, não podem deixar de se assustar, como alguém que visita a cidade pela primeira vez.

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Oposição: o sonho que virou pesadelo https://simsaogoncalo.com.br/oposicao-sonho-que-virou-pesadelo/ https://simsaogoncalo.com.br/oposicao-sonho-que-virou-pesadelo/#respond Fri, 04 Sep 2015 14:16:00 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3169 Quem acompanha a política gonçalense, deve ter visto que há pouco tempo formou-se um bloco de oposição ao governo Mulim, capitaneado pelo vereador Marlos Costa. Isso representou um sopro de esperança para os gonçalenses que, pela primeira vez, poderiam ter uma candidatura a prefeito, com um perfil democrático, popular, atento as demandas da sociedade, longe […]

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Quem acompanha a política gonçalense, deve ter visto que há pouco tempo formou-se um bloco de oposição ao governo Mulim, capitaneado pelo vereador Marlos Costa. Isso representou um sopro de esperança para os gonçalenses que, pela primeira vez, poderiam ter uma candidatura a prefeito, com um perfil democrático, popular, atento as demandas da sociedade, longe das figuras tradicionais que governam nossa cidade.

Mas logo vimos esse mesmo bloco transformar-se numa oposição cega, acusatória e pouco propositiva, deixando claro que o objetivo está longe de ser o bem estar público, e sim as eleições do ano que vem. Seus discursos deixaram de propor para simplesmente atacar, utilizando-se de um denuncismo vazio.

Marlos e seus seguidores aliaram-se ao que há de pior na política gonçalense, sempre buscando benesses e alianças para sua corrida ao poder. Sua ida para o PSD desconstruiu todo seu discurso crítico ao PT, já que seu novo partido é um dos principais aliados de Dilma em Brasília, tendo o ministério mais poderoso nas mãos. Uniram forças com o que há de mais reacionário no setor religioso e fora dele, sendo protagonistas na campanha criminosa contra a identidade de gênero nas escolas. A ignorância chegou a ponto de organizarem um marcha para a família tradicional, servindo de palanque eleitoral, sempre auxiliado pela sua equipe de comunicação.

Com uma conjuntura onde temos um prefeito incompetente e uma oposição reacionária, a construção de uma terceira via se faz urgente, sob pena de termos de, no 2° turno escolher entre duas figuras que darão continuidade às velhas práticas políticas. Precisamos de uma opção que discuta políticas públicas verdadeiras, que ouça sua população, com um mandato democrático e popular.

Aliás, nessa conjuntura, se faz necessária a construção de uma primeira via, pois as duas colocadas, não representam nosso município.

Sigamos sonhando e construindo essa alternativa possível e necessária, para que São Gonçalo finalmente tenha os governantes que merece.

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O que não te contaram sobre as eleições em São Gonçalo – Parte 1/3 https://simsaogoncalo.com.br/o-que-nao-te-contaram-sobre-as-eleicoes-em-sao-goncalo-parte-1/ https://simsaogoncalo.com.br/o-que-nao-te-contaram-sobre-as-eleicoes-em-sao-goncalo-parte-1/#comments Thu, 03 Sep 2015 13:39:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3153 Falta menos de 1 mês para que o páreo da corrida eleitoral seja formalizado. Como manda a regra, os possíveis candidatos precisam estar filiados a um partido político pelo menos um ano antes do próximo pleito que, neste caso, são as eleições municipais, pré-agendadas para 2 de outubro de 2016. Logo, se você deseja concorrer, procure um partido já! Avisos […]

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Falta menos de 1 mês para que o páreo da corrida eleitoral seja formalizado. Como manda a regra, os possíveis candidatos precisam estar filiados a um partido político pelo menos um ano antes do próximo pleito que, neste caso, são as eleições municipais, pré-agendadas para 2 de outubro de 2016. Logo, se você deseja concorrer, procure um partido já!

Avisos à parte, vamos ao que interessa: o que não te contaram sobre as eleições em São Gonçalo, e que você deveria saber. É importante entendermos algumas coisas que passam desapercebidas em nosso cenário municipal. Nesta série, elegi 3 pontos específicos para mostrar como a política gonçalense não sai do lugar. São eles: Representatividade, falta de visão e desaparecimento das cabeças.

Representatividade: Se tem “muito mais” de 1.000.000 de pessoas, por que só 543.787 votaram em 2012?

Liste 5 vereadores gonçalenses… consegue? Difícil, não é?

Os repetidos discursos sempre falam que “São Gonçalo tem mais de 1 milhão de habitantes”. Aliás, noutro dia mesmo, ouvi que éramos quase 1 milhão e 500 mil pessoas… Sandices à parte, o que ninguém te diz é sobre quantas pessoas, de fato, votam. Para você ter uma noção, nas eleições de 2012 tínhamos 665.326 pessoas aptas a votar. Desse total, 543.787 eleitores compareceram às urnas, 85,09% do total. Outras 121.539 pessoas preferiram nem aparecer, formalizando os 14,91% que foram em direção à abstenção.

Para lembrarmos, Neilton Mulim foi eleito no 2º turno com 265.579 votos. E o que isso significa? Que a população pouco vota. Políticos gonçalenses gostam de falar que a cidade tem “milhões” pessoas, mas apesar da “imensidão” populacional, o que de fato existe é uma pequena parcela definindo as direções.

Isso acontece em outros lugares? Lógico que sim! Não é uma novidade. Mas está cada vez mais claro que a “crise de representatividade” tão falada à nível nacional, se mostra ainda mais nítida no município. O resultado? Prefeitos pouco ativos, sem apoio e com baixa identificação com a população.

O que não te contaram sobre as eleições em São Gonçalo

Vereadores: uma situação ainda pior

Segundo o IBGE, em 2010, tínhamos uma população de 999.728 habitantes. A expectativa para 2014 era de 1.031.903 de pessoas. Resumindo, depois do fiasco do COMPERJ e da frustração econômica da região, é bem possível que estes números tenham crescido muito pouco e, de fato, condigam com a realidade. Repetindo e enfatizando: bem longe dos “1 milhão e muitos” que alguns políticos gostam de afirmar.

E você, sabe quantos votos teve o vereador mais votado de 2012? Não? Então, te digo: 6.391 mil votos. Sim, só isso. Achou que fosse mais? É, amigo… basta isso para entrar para o “seleto grupo”. E se eu te dissesse que teve vereador entrando com 1.898 votos? Sério, isso é verdade!

Mas não pense que é fácil ser eleito. Não é! Proporcionalmente, as eleições para vereador são as mais caras, uma vez que a disputa é maior entre vários candidatos. Agora você entende o motivo dos vereadores “demarcarem” tanto o território dentro dos bairros? Por muito pouco, podem ficar 4 anos fora da política.

Outro dado importante é a SOMA de todos os votos para vereador na cidade. Nosso sistema é proporcional aberto, ou seja, votamos em listas de candidatos onde partidos e coligações elegem os mais votados. Na prática, a história é outra. Dos 543.787 eleitores que votaram em 2012, apenas 108.559 votos foram direcionados aos 27 primeiros vereadores eleitos para ocupar a câmara municipal.

Resumindo: 1/5 dos votantes escolheram os vereadores. Se pensarmos na população inteira, podemos dizer que quase 10%, ou seja, 1 em cada 10 pessoas que moram em São Gonçalo escolheram um dos 27 vereadores eleitos.

É claro que neste processo muitos saem para ser secretários disso, daquilo, sem falar nos pouquíssimos que conseguem ser eleitos nas eleições para deputado no pleito seguinte. Mas, no grosso, a história é sempre a mesma.

As soluções?

Internet. Simples assim. Com tantas boas práticas ao redor do mundo, onde a participação e a colaboração dos cidadãos na construção da cidade são as peças principais, como isso não chega até nós? Exemplos não faltam.

No fundo, o que parece é que o medo da exposição na rede permanece entre os políticos gonçalenses. Ir para as ruas com seus seguranças e as hordas de puxa-sacos pagos batendo palmas é um exercício muito mais tranquilo, perto da opinião expressa na internet dessa imensa maioria, que não votou em nenhum dos candidatos.

No fundo, somos todos cidadãos e pagadores de impostos. A troca é fundamental.

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Foto: São Gonçalo Top / Instagram

Se você gostou da primeira parte da série, curta, compartilhe, deixe um comentário ou envie o texto via email ou whatsapp para seus amigos. Quanto mais gente compreender as ideias, teremos uma cidade cada vez melhor. Obrigado!

 

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Somos a solução gonçalense https://simsaogoncalo.com.br/somos-solucao-goncalense/ https://simsaogoncalo.com.br/somos-solucao-goncalense/#respond Thu, 27 Aug 2015 12:54:10 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3144 São Gonçalo é desagradável. Má iluminação, pilhas de lixo nas calçadas, esgoto escorrendo na sarjeta, veículos ensandecidos, propaganda irregular sufocante e gente apressada se embolam nas ruas. Além de sofrer com graves problemas na administração pública, como ausência de licitação na contratação de serviços essenciais. Mas, coitada, não é culpa da cidade. Nossos antepassados menosprezaram São Gonçalo e nós mantivemos […]

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São Gonçalo é desagradável. Má iluminação, pilhas de lixo nas calçadas, esgoto escorrendo na sarjeta, veículos ensandecidos, propaganda irregular sufocante e gente apressada se embolam nas ruas. Além de sofrer com graves problemas na administração pública, como ausência de licitação na contratação de serviços essenciais. Mas, coitada, não é culpa da cidade.

Nossos antepassados menosprezaram São Gonçalo e nós mantivemos o abandono. Sua feiura é totalmente artificial e pode ser convertida em algo belo, apropriado à sua natureza. Sua gestão será eficiente quando pessoas inteligentes, de boa vontade, estiverem envolvidas.

Você certamente tem projetos adiados indefinidamente que poderiam contribuir para o desenvolvimento municipal. Montar um negócio, talvez uma empresa de tecnologia ou livraria, dar aulas de reforço, ou vender roupas pela Internet. Talvez deseje participar ativamente da vida política. O que espera? A grande solução para São Gonçalo é o gonçalense praticar os próprios sonhos. Começando pequeno, você pode realizá-los agora.

Não use como desculpa a falta de tempo, dinheiro ou a rotina cansativa entre casa e trabalho. Para testar sua ideia de negócio com vizinhos e amigos, um final de semana apenas e pouquíssimo investimento são necessários. Não queira iniciar sua carreira de fotógrafo com a máquina mais cara e moderna do mercado, por exemplo, colabore consigo mesmo. E há sonhos que exigem apenas um computador e acesso à Internet, além de dedicação.

Não compreendia a frase “Quem ama o feio, bonito lhe parece” até ler o livro “O município de São Gonçalo e sua história”, de Maria Nelma Carvalho Braga. Como amar o feio? Qual beleza é vista? Amar São Gonçalo é encarar seus defeitos e se esforçar para resolvê-los. Amar hoje, enquanto é feia. A beleza que vemos é a concretização de nossos sonhos em harmonia com a transformação da cidade. Lixo e esgoto ainda existem nas ruas porque poucos habitantes estão em harmonia com a cidade.

Amar não é conformismo, pelo contrário, é trabalhar de cabeça erguida pela evolução. O caminho começa onde seus desejos e as necessidades de São Gonçalo se encontram, acreditando na possibilidade de ser feliz aqui.

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Sites da Prefeitura e da Câmara decepcionam https://simsaogoncalo.com.br/sites-da-prefeitura-e-da-camara-decepcionam/ https://simsaogoncalo.com.br/sites-da-prefeitura-e-da-camara-decepcionam/#respond Fri, 21 Aug 2015 12:28:58 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3127 Temos o privilégio de viver no período de maior inovação tecnológica da História. Ferramentas que agilizam a organização do trabalho e viabilizam a comunicação instantânea são criadas diariamente. A Prefeitura Municipal de São Gonçalo e sua Câmara de Vereadores, no entanto, seguem o atraso, a burocracia e a ineficiência de séculos atrás. Usando um aplicativo instalado no […]

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Temos o privilégio de viver no período de maior inovação tecnológica da História. Ferramentas que agilizam a organização do trabalho e viabilizam a comunicação instantânea são criadas diariamente. A Prefeitura Municipal de São Gonçalo e sua Câmara de Vereadores, no entanto, seguem o atraso, a burocracia e a ineficiência de séculos atrás.

Usando um aplicativo instalado no celular, o gonçalense pode ver e conversar, ao mesmo tempo, com diversas pessoas espalhadas pelo mundo. Se ele tentar se comunicar, através da Internet, com a Prefeitura ou com a Câmara Municipal, contudo, ficará decepcionado.

Mal planejado, pessimamente desenvolvido e tecnologicamente ultrapassado, o site da Prefeitura é utilizado pelo governo atual como portal de notícias forjadas a seu favor. Os demais links servem apenas para confundir o visitante, para que ele se esqueça de que o site, bem como a Prefeitura, pertencem ao povo e a ele deveria servir.

É preciso navegar por três páginas para iniciar o registro de uma ocorrência junto à Ouvidoria Geral. Esta funcionalidade, que deveria ser a principal do portal, em vez da propaganda pró-Mulim, fica escondida, a fim de desestimular a reclamação do cidadão. Quando a encontra e faz o registro, o internauta gonçalense ingênuo se alegra em vão: seu pedido, sugestão ou denúncia ficará perdida no mundo virtual infinito e nunca será respondida.

O site da Câmara consegue ser ainda mais deprimente. É uma experiência inteiramente fracassada, grotesca, verdadeira vergonha para os gonçalenses vivendo em pleno século 21, por desconsiderar aquilo que mais se espera dos vereadores: projetos que tornem São Gonçalo uma cidade melhor.

O site promete atualizações mensais dos relatórios de transparência, mas os mesmos ainda se referem a setembro/2014, quase um ano atrás. Exibe um telefone que ninguém atende e um email inválido, que não recebe mensagens. A afirmação de que será construído aos poucos é mentirosa, o site não é desenvolvido e carrega erros grosseiros, como parágrafos incompletos, links ocultos ou quebrados e páginas estranhamente vazias, como a de Licitações.

Existe uma distância enorme entre o gonçalense e os Poderes Municipais, distância que não cabe neste mundo. Como nos representam, se não podemos entrar em contato?

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É cedo para pensar em eleições https://simsaogoncalo.com.br/e-cedo-para-pensar-em-eleicoes/ https://simsaogoncalo.com.br/e-cedo-para-pensar-em-eleicoes/#respond Sat, 08 Aug 2015 03:19:14 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=3093 Nas últimas semanas a imprensa estadual destacou, frequentemente, a movimentação política visando às eleições municipais de 2016. Tanto quanto a imprensa, o povo de São Gonçalo desistiu de lutar pelo presente, quando suportamos a gestão desgraçada do prefeito Neilton Mulim, que governará a cidade até o fim do ano que vem. Desistimos de cobrar explicações […]

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Nas últimas semanas a imprensa estadual destacou, frequentemente, a movimentação política visando às eleições municipais de 2016. Tanto quanto a imprensa, o povo de São Gonçalo desistiu de lutar pelo presente, quando suportamos a gestão desgraçada do prefeito Neilton Mulim, que governará a cidade até o fim do ano que vem.

Desistimos de cobrar explicações sobre as inúmeras promessas não cumpridas, como a tão necessária companhia municipal de limpeza urbana, assim, Mulim aproveita seu momento mais confortável no poder, livre, leve e solto. Nossa fraqueza permitiu, inclusive, a inimaginável afronta: Neilton Mulim quer se reeleger e para conseguir dispara dezenas de novas promessas a cada aparição pública, além de inaugurar com pompa obras que nem começaram.

Os futuros candidatos, e demais atores da desejada renovação política, elaboram suas propostas para as próximas eleições e formam alianças, e a imprensa tem a obrigação de noticiar estes fatos. Contudo, mesmo sujeitos ao desgaste público, ambos não devem relevar a inutilidade do atual governo, que não apresentou nada de valor.

A Educação, base da esperança de desenvolvimento de qualquer cidade, nunca esteve tão mal em São Gonçalo. O dinheiro suado do contribuinte estraga dentro das maletas (adquiridas sem licitação) do programa Magia de Ler, pertencentes às crianças pobres sem hábito de leitura. Intelectuais importantes consideram esta geração de gonçalenses perdida, como a geração dos seus pais, atualmente fútil e desempregada ou sujeita à informalidade. Mas certamente algo pode ser feito por essas crianças, como clubes de leitura improvisados nas escolas, em caráter de emergência, e apenas discutir as eleições de 2016 não ajudará.

Se nós, cidadãos, honrássemos nosso voto, Mulim, cujo governo é um fiasco, não ousaria sequer pensar em reeleição. O orçamento doméstico continua apertado, a rua, esburacada, o poste, sem luz, o esgoto corre a céu aberto, o lixo domina as calçadas e nós permanecemos parados nos bares, como estátuas sorrindo. É difícil lidar com mulas empacadas, mas pressão popular, com estudo e construção de soluções, conduz políticos preguiçosos ao trabalho. As crianças gonçalenses que arrancam páginas de livros para fazer aviões de papel não contam com o privilégio de aguardar o próximo prefeito.

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