Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/ A revista da 16ª maior cidade do Brasil – São Gonçalo, Rio de Janeiro Sat, 22 Mar 2025 13:59:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://simsaogoncalo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/cropped-sim-sao-goncalo-900-32x32.jpg Sim São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/ 32 32 147981209 Zé Garoto https://simsaogoncalo.com.br/ze-garoto/ https://simsaogoncalo.com.br/ze-garoto/#respond Tue, 19 Dec 2023 19:38:17 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8710 Zé Garoto é um bairro tradicional de São Gonçalo, localizado na área central do município. Pertence ao 1º distrito, junto a outros 29 bairros e seu nome é uma homenagem a um comerciante da cidade. A história do verdadeiro Zé Garoto Sua história está vinculada à existência de uma pessoa em particular, o imigrante português […]

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Zé Garoto é um bairro tradicional de São Gonçalo, localizado na área central do município. Pertence ao 1º distrito, junto a outros 29 bairros e seu nome é uma homenagem a um comerciante da cidade.

A história do verdadeiro Zé Garoto

Sua história está vinculada à existência de uma pessoa em particular, o imigrante português José Alves de Azevedo, que aos dez anos de idade chegou à São Gonçalo. Muito popular entre a população local, o português era carinhosamente chamado de “Zé Garoto” (Zé por causa de seu nome, José, e Garoto porque era comum chamar meninos desta forma).

Já adulto, trabalhava como comerciante. Possuía um armazém onde hoje é o prédio do Antigo Fórum da cidade; suas terras englobavam a área em que hoje encontramos a Escola Estadual Nilo Peçanha e a principal praça da cidade, a Praça Professora Estephania de Carvalho, conhecida popularmente como Praça do Zé Garoto.

Praça do Zé Garoto - Estephânia de Carvalho

Entre o armazém e o espaço onde hoje ficam a escola e a praça havia o Largo (do Zé Garoto), ponto obrigatório do bonde com destino à Alcântara.

Equipamentos localizados no bairro

Além da praça Estephania de Carvalho, o bairro também conta com dois complexos hospitalares, público e privado. Gerido pelo ente municipal, temos o Pronto Socorro Central Armando Gomes de Sá Couto, que conta com o Hospital Infantil Darcy Sarmanho Vargas do lado direito e com o Posto de Saúde Washington Luís, no lado esquerdo. O terreno do posto também abriga o Hemonúcleo, local de doação de sangue.

Pronto Socorro Armando Gomes de Sá Couto
Pronto Socorro Armando Gomes de Sá Couto, no Zé Garoto.

Mais próximo à Igreja Matriz, que também encontra-se no bairro, está o Hospital e Clínica São Gonçalo, um hospital particular referência na cidade.

Atrás da praça está localizado o posto central dos Correios em São Gonçalo. E ao lado, encontra-se o antigo Fórum, que hoje abriga a Câmara de Vereadores de São Gonçalo.

Orla Zé Garoto em Maricá

A Orla Zé Garoto é um trecho às margens da Lagoa da Barra, no bairro Boqueirão, próximo ao centro de Maricá. Ela recebeu esse nome em homenagem ao município de São Gonçalo.

Nos bastidores, sabe-se que a homenagem foi uma ação promocional para atrair mais moradores da cidade vizinha. Na época, Maricá era um município muito desejado por gonçalenses, sendo visto como um lugar ainda viável economicamente para morar.

O resultado foi visto no Censo 2022 (IBGE), quando verificou-se um decréscimo na população gonçalense e um aumento significativo nos moradores de Maricá, que chegou a 197 mil moradores, cerca de 54% a mais que o dado medido no Censo de 2010.

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Virajaba: uma parte da jornada ferroviária de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/virajaba-jornada-ferroviaria-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/virajaba-jornada-ferroviaria-de-sao-goncalo/#comments Fri, 15 Dec 2023 19:39:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8704 A história dos trens em São Gonçalo é uma viagem fascinante pela história ferroviária do estado do Rio de Janeiro. Inaugurada em 25 de novembro de 1888, a estação de Virajaba, originalmente chamada de Rio do Ouro, e também conhecida como Serra, foi um marco importante na E. F. Maricá/Ramal de Cabo Frio. Lista de Estações […]

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A história dos trens em São Gonçalo é uma viagem fascinante pela história ferroviária do estado do Rio de Janeiro. Inaugurada em 25 de novembro de 1888, a estação de Virajaba, originalmente chamada de Rio do Ouro, e também conhecida como Serra, foi um marco importante na E. F. Maricá/Ramal de Cabo Frio.

Lista de Estações Ferroviárias de São Gonçalo
Guia Levi, p. 89 em 1917 (sem mês): Estação Rio d’Ouro já aparece no km 26, posteriormente, estação de Serra e de Virajaba.

Lista de Estações por ordem

  1. Neves (São Gonçalo)
  2. São Gonçalo
  3. Rocha
  4. Mutondo
  5. Alcântara
  6. Olympio
  7. Barracão
  8. Sacramento
  9. Santa Isabel (São Gonçalo)
  10. Rio d’Ouro
  11. Inohan (Inoã)
  12. Maricá
  13. Manuel Ribeiro
  14. Nilo Peçanha
  15. Mato Grosso
  16. Bacaxá (Saquarema)
  17. Ponte dos Leites
  18. Araruama
  19. Iguaba Grande

Este conteúdo é um resumo do site Estações Ferroviárias do Brasil, que contém a história de muitas das ferrovias construídas no Brasil nos séculos XIX e XX, contando a trajetória das que ainda existem e das que já foram desmobilizadas. Em São Gonçalo, por exemplo, hoje são apenas lembranças nos nomes dos bairros, cujos trajetos são estradas de transporte rodoviário.

A E. F. Maricá teve seu primeiro trecho aberto em 1888, ligando as estações de Alcântara e Rio do Ouro. Em 1889, a linha chegou a Itapeba. Somente em 1894, à Maricá. Em 1901, a linha chegou a Manuel Ribeiro. Nilo Peçanha, então Presidente da Província do Rio e também da República, conseguiu a união da linha com a Leopoldina na estação de Neves, construída para esse entroncamento. Do outro lado, prolongou a linha até Iguaba Grande, região dos Lagos.

Em 1912, o capital dos empresários da região acabou e a linha foi vendida à empresa francesa Com. Generale aux Chemins de Fer1. Em 1933, o Governo Federal encampou a ferrovia e a prolongou, em 1936, até Cabo Frio, onde se embarcava sal das salinas das praias. Em 1943, a E. F. Maricá foi passada para a Central do Brasil. Em fins dos anos 1950, passou para a Leopoldina.

Os trens passaram a sair da estação de General Dutra, em Niterói, entrando no ramal em Neves. Em janeiro de 1962, o trecho Maricá – Cabo Frio foi parado. Em 1964, parou também o trecho Virajaba – Maricá. Em 1965, somente seguiam trens de subúrbio ligando Niterói a Virajaba, com o resto do ramal já desativado1. A ferrovia foi finalmente erradicada em 31/01/1961.

Lista de estações de trem e paradas ao longo de São Gonçalo, no início do século XX.
Guia Levi, p. 69 em maio de 1936: Paradas do trem saído de Neves, passando por Sete Pontes, entrando no trajeto que leva ao Lindo Parque e Rocha, atualmente, chegando até Alcântara, rumando à região dos Lagos.
(Fontes: Guias Levi, 1917-1965; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa – acervo R. M. Giesbrecht)

As paradas do trem não eram, necessariamente, estações. Ainda é possível ver algumas em São Gonçalo, plataformas de concreto que permitiam às pessoas tomarem o trem assim que ele parasse. Muitas delas eram bem simples, sem cobertura, nem sinalizações. A seguir, a lista das paradas nas quais o trem que ligava à Região dos Lagos fazia suas pausas (considerando o trajeto Neves – Iguaba Grande):

  1. Rocha
  2. Mutondo
  3. Barracão
  4. Salvatori
  5. Barreto
  6. São José
  7. Buriche
  8. Itapeba
  9. Camburí
  10. Bom Jardim

A estação de Virajaba foi também a estação terminal de um trem de subúrbio que partia de Niterói a partir pelo menos de novembro de 1964 até pelo menos outubro de 1965, quando o restante da linha, para além da estação, já estava desativada1. O prédio ainda existia, bem como uma caixa d’água, e servia como bar e moradia, segundo relatos de 20081.

A história da estação de Virajaba é um testemunho do desenvolvimento e eventual declínio econômico e, consequentemente, da ferrovia no estado do Rio de Janeiro no início da segunda metade do século XX. Embora a estação não esteja mais em operação, nem a ferrovia, tampouco suas estações oficiais, a história continua viva, nos lembrando de um tempo em que os trens eram o principal meio de transporte no Brasil.

Para saber mais sobre outras estações de São Gonçalo, confira o site Mobilidade Fluminense, que também conta com informações sobre os outros trens da cidade.

Fonte: Estações Ferroviárias, criada por Ralph Mennucci Giesbrecht.

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Rio do Ouro https://simsaogoncalo.com.br/rio-do-ouro/ https://simsaogoncalo.com.br/rio-do-ouro/#respond Fri, 15 Dec 2023 19:33:19 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8698 Rio do Ouro é um exemplo de bairro surgido ao longo das margens de vias e ferrovias que cortam a cidade, como marca do processo de ocupação do solo gonçalense. Seu desenvolvimento começou à margem esquerda da estrada, onde funcionava a cerâmica Rio do Ouro, produtora de manilhas. Com a ida de Itaipu para Niterói […]

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Rio do Ouro é um exemplo de bairro surgido ao longo das margens de vias e ferrovias que cortam a cidade, como marca do processo de ocupação do solo gonçalense. Seu desenvolvimento começou à margem esquerda da estrada, onde funcionava a cerâmica Rio do Ouro, produtora de manilhas. Com a ida de Itaipu para Niterói o bairro passou fazer parte tanto do município de Niterói quanto de São Gonçalo.

Mapa do Rio do Ouro – Google Maps

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Sacramento: um bairro de Ipiíba https://simsaogoncalo.com.br/sacramento-um-bairro-de-ipiiba/ https://simsaogoncalo.com.br/sacramento-um-bairro-de-ipiiba/#comments Mon, 11 Dec 2023 18:18:33 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8678 Sacramento é um bairro do município de São Gonçalo, localizado no distrito de Ipiíba. O bairro é conhecido por abrigar a escola de samba de mesmo nome, que foi cinco vezes seguidas campeão do carnaval gonçalense e que atualmente está de volta ao carnaval da cidade. Sacramento e suas características Tem uma praça, constantemente renovada […]

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Sacramento é um bairro do município de São Gonçalo, localizado no distrito de Ipiíba. O bairro é conhecido por abrigar a escola de samba de mesmo nome, que foi cinco vezes seguidas campeão do carnaval gonçalense e que atualmente está de volta ao carnaval da cidade.

Rua à frente do Colégio Estadual Eliza Maria Dutra, no Sacramento.

Sacramento e suas características

Tem uma praça, constantemente renovada (bastante usada nas sextas à noite), o Colégio Estadual Eliza Maria Dutra, uma escola de referência na região. onde está uma de suas principais vias: a Estrada Raul Veiga (também conhecida como Estrada do Sacramento), que liga Santa Izabel a Alcântara, a Rua Domício Porto Filho (que faz a interligação do bairro com Bichinho, Legião e Jardim Tiradentes), a entrada de Monte Formoso (importante para os moradores de Monte Formoso, Quinta Dom Ricardo e Rio Frio).

Mapa do Sacramento – Google Maps

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Alcântara: a história do bairro mais famoso de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/alcantara/ https://simsaogoncalo.com.br/alcantara/#respond Mon, 11 Dec 2023 17:56:03 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8676 Alcântara é um bairro do município de São Gonçalo. Fica na região metropolitana do Rio de Janeiro, Brasil. O nome homenageia o imperador brasileiro Dom Pedro de Alcântara. O bairro surgiu junto a uma estação de trem e se desenvolveu no cruzamento da rodovia estadual RJ-104 – construída na década de 40. A via fazia […]

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Alcântara é um bairro do município de São Gonçalo. Fica na região metropolitana do Rio de Janeiro, Brasil.

O nome homenageia o imperador brasileiro Dom Pedro de Alcântara. O bairro surgiu junto a uma estação de trem e se desenvolveu no cruzamento da rodovia estadual RJ-104 – construída na década de 40. A via fazia a ligação da capital, Niterói, com o norte fluminense, usando o antigo traçado da Estrada Geral, ferrovia que fazia ligação das antigas fazendas do extremo oeste do município (Pacheco e Santa Isabel) à sua sede (Centro) e aos antigos portos do município.

Na década de 1970, foi construído, sobre o cruzamento, um viaduto ao longo da RJ-104. Logo depois, sob o mesmo, foi instalado o terminal rodoviário do bairro. O Terminal Rodoviário Jayme Mendonça Campos foi reformado em 2008.

Alcântara – São Gonçalo - Marcas de Bairro

Alcântara: um bairro com vocação comercial

Alcântara é considerado o maior polo de negócios. É um centro comercial e de serviços, rivalizando com o centro (Rodo) de São Gonçalo. Nele encontram-se agências bancárias, supermercados, lojas de eletrodomésticos, lojas de móveis, shopping centers, clínicas, hospitais, escolas, muitos edifícios comerciais.

O destaque fica para a Rua João Caetano, mais conhecida como “Rua da Feira”, onde existe um forte comércio de têxteis, e também outros estabelecimentos no bairro.

Há templos de vários credos, com destaque para a Matriz de São Pedro de Alcântara, que conta com uma circulação semanal de cerca de 5.000 fiéis. A igreja católica está presente ali desde os anos 1950. Outro templo de destaque é o imponente templo da Igreja Universal do Reino de Deus, construído nos anos 2000.

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São Gonçalo: Pioneira do Progresso Industrial Fluminense https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-pioneira-do-progresso-industrial-fluminense/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-pioneira-do-progresso-industrial-fluminense/#respond Fri, 08 Dec 2023 23:14:53 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7991 O artigo acadêmico “Pioneira do progresso fluminense”: o caso da industrialização de São Gonçalo (RJ) no século XX” analisa o processo de industrialização e urbanização do município de São Gonçalo, localizado às margens da Baía de Guanabara, entre o final do século XIX e a década de 1970. Escrito por José Luís Honorato Lessa e […]

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O artigo acadêmico “Pioneira do progresso fluminense”: o caso da industrialização de São Gonçalo (RJ) no século XX” analisa o processo de industrialização e urbanização do município de São Gonçalo, localizado às margens da Baía de Guanabara, entre o final do século XIX e a década de 1970. Escrito por José Luís Honorato Lessa e publicado na revista Espaço e Economia em 2018, o autor destaca os seguintes pontos:

  • A industrialização de São Gonçalo foi impulsionada pela proximidade com a capital fluminense, Niterói, e pela disponibilidade de recursos naturais, como cana-de-açúcar, açúcar e minério de ferro.
  • A urbanização de São Gonçalo foi marcada pela expansão das áreas residenciais para as antigas fazendas produtoras, que foram lotadas por trabalhadores da indústria ou migrantes do Rio de Janeiro.
  • A industrialização e a urbanização tiveram impactos sociais, econômicos e ambientais na região, como a formação de uma classe média urbana, a diversificação da produção industrial, a deterioração das condições de vida dos trabalhadores e dos pescadores artesanais, e a poluição da baía.

O artigo conclui que São Gonçalo foi um caso pioneiro do progresso fluminense no século XX, mas que também enfrentou desafios para se adaptar às mudanças históricas e às demandas contemporâneas. O autor sugere que sejam realizadas mais pesquisas sobre esse tema para compreender melhor as dinâmicas urbanas e industriais dessa região.

Industrialização em São Goncalo
Principais atividades econômicas por Distritos. Fonte : (BRAGA, 2006. p. 148)

A Jornada da Industrialização em São Gonçalo

O artigo “Pioneira do progresso fluminense”: o caso da industrialização de São Gonçalo (RJ) no século XX tem como objetivo analisar o processo histórico que levou à formação do município de São Gonçalo como uma cidade industrializada e urbanizada no estado do Rio de Janeiro. Para isso, o autor utiliza uma abordagem qualitativa baseada em fontes primárias (documentos oficiais) e secundárias (livros e artigos acadêmicos), além de uma análise espacial dos dados geográficos disponíveis.

Lessa parte do pressuposto de que a industrialização não foi um fenômeno homogêneo nem linear no Brasil, mas sim resultado das interações entre diversos fatores políticos, econômicos, sociais e culturais ao longo do tempo. Assim, ele busca situar o caso brasileiro dentro das especificidades históricas do país e compará-lo com outros casos internacionais.

Anos 1980 e a Industrialização no município de São Gonçalo
São Gonçalo 1980. PIB por setor de cada atividade municipal. Fonte: Anuário Estatístico do Rio de Janeiro, CIDE, 1990/91.

Ele divide o seu trabalho em três partes principais: na primeira parte (capítulo 1), ele apresenta uma contextualização histórica sobre a formação do estado fluminense no século XIX; na segunda parte (capítulo 2), ele descreve as características geográficas físicas e humanas da região onde se localiza São Gonçalo; na terceira parte (capítulo 3), ele explica as etapas da industrialização fluminense desde o final do século XIX até os anos 1970.

Na segunda parte (capítulo 2), são descritas as características geográficas físicas e humanas da região onde se localiza São Gonçalo. Ele destaca a importância da localização estratégica do município, às margens da Baía de Guanabara e próximo à capital fluminense, Niterói. Essa proximidade permitiu a São Gonçalo se beneficiar do crescimento econômico e populacional da capital, atraindo investimentos e mão-de-obra para a sua indústria. Além disso, a disponibilidade de recursos naturais, como cana-de-açúcar, açúcar e minério de ferro, também contribuiu para a industrialização do município.

Na terceira parte (capítulo 3), são explicadas as etapas da industrialização fluminense desde o final do século XIX até os anos 1970. Ele destaca a importância das políticas públicas de incentivo à industrialização, como a criação de zonas industriais e a concessão de benefícios fiscais para as empresas. Além disso, ele analisa o impacto da industrialização na urbanização do município, com a expansão das áreas residenciais para as antigas fazendas produtoras, que foram lotadas por trabalhadores da indústria ou migrantes do Rio de Janeiro.

O autor conclui que São Gonçalo foi um caso pioneiro do progresso fluminense no século XX, mas que também enfrentou desafios para se adaptar às mudanças históricas e às demandas contemporâneas. Ele sugere que sejam realizadas mais pesquisas sobre esse tema para compreender melhor as dinâmicas urbanas e industriais dessa região.

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São Gonçalo nunca foi Santo https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nunca-foi-santo/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-nunca-foi-santo/#respond Sat, 25 Dec 2021 16:40:00 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8191 – São Gonçalo é uma fraude – disse eu, de bate pronto. – Não é não! – rebateu Ana Beatriz, também de primeira. Eu estava palestrando na fazenda Colubandê, em São Gonçalo. Você provavelmente nunca ouviu falar da Fazenda Colubandê – talvez devesse. Mas já deve ter ouvido falar em São Gonçalo, no Leste Fluminense, […]

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– São Gonçalo é uma fraude – disse eu, de bate pronto.
– Não é não! – rebateu Ana Beatriz, também de primeira.

Eu estava palestrando na fazenda Colubandê, em São Gonçalo. Você provavelmente nunca ouviu falar da Fazenda Colubandê – talvez devesse. Mas já deve ter ouvido falar em São Gonçalo, no Leste Fluminense, a 30 quilômetros e a uma eternidade do centro do Rio. Ana Beatriz é uma menina de sete anos, nascida em São Gonçalo. Ela ama sua cidade, embora ela seja turbulenta, desigual, abafada, poluída, sem árvores e violenta.

Mas não foi em função dos problemas gritantemente visíveis (já à primeira vista, e à ultima também) que abri a boca para chamar a cidade de “fraude”. A frase se baseia em fatos reais: não existe um santo chamado Gonçalo. “São” Gonçalo foi – e segue sendo – só beato. Gonçalo de Amarante nasceu em Portugal em 1187. Jovem, partiu a pé até Jerusalém. Ficou lá 14 anos, voltou, virou eremita, foi morar numa gruta e nela morreu em 1262. Foi beatificado em 1561 A Igreja nunca lhe concedeu o status de “São”.

Quem batizou o município foi seu primeiro proprietário, coincidentemente chamado… Gonçalo. Gonçalo Gonçalves, português, tomou parte na guerra contra os franceses que haviam se instalado na baia de Guanabara em 1555. Após batalhas cruentas, que os lusos só venceram graças ao apoio dos temiminós de São Gonçalo, os franceses foram expulsos e seus aliados tamoios dizimados. Os tamoios eram liderados por Cunhambebe – e não sobrou um único. Os temiminós eram comandados por Araribóia, mas o fato de terem se aliado aos portugueses não os impediu de também serem exterminados. Não só devido às doenças, mas por terem sido escravizados por aqueles ao lado dos quais haviam lutado.

O que começou errado, foi piorando. Fundada em 1660, a fazenda Colubandê virou polo da exploração do açúcar na região – e o pó branco levou à escravização não só dos indígenas como dos africanos. O engenho era de cristãos-novos. Denunciados ao Santo Ofício, foram presos, torturados e mortos em Portugal. Tombada pelo IPHAN em 1940, a fazenda foi saqueada nos últimos anos: roubaram até o sino de quatro toneladas. Hoje, São Gonçalo tem 1 milhão e 100 mil habitantes. O índice de IDH é vil e a cidade vive assolada pela milicia e pelos traficantes. Quando a policia chega lá, é para matar – na semana retrasada, executou nove “suspeitos” e jogou os corpos no mangue.

Passei cinco dias naquela paisagem de imperfeições, sob nuvens desfiguradas. Antes de chegar, já havia concluído que São Gonçalo não tem solução – só começando de novo. Mas então não apenas Ana Beatriz, do alto da sabedoria de seus sete anos, como uma serie de alunos da rede publica para os quais palestrei, me fizeram crer que se o Brasil nunca foi santo, talvez também não seja só uma fraude.

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COMUNICADO IMPORTANTE: um ciclo chega ao fim. https://simsaogoncalo.com.br/comunicado-importante-um-ciclo-chega-ao-fim/ https://simsaogoncalo.com.br/comunicado-importante-um-ciclo-chega-ao-fim/#respond Wed, 23 Dec 2020 03:00:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8138 Essa mensagem é dedicada às pessoas que acompanham tudo isso aqui há um tempo. Por esse motivo, estou anunciando que é o último post que publico como SIM São Gonçalo. Criado em 26 de fevereiro de 2012, há quase 9 anos atrás, todo esse projeto me deu muitas alegrias. Produzi muito ao longo desses anos. […]

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Essa mensagem é dedicada às pessoas que acompanham tudo isso aqui há um tempo. Por esse motivo, estou anunciando que é o último post que publico como SIM São Gonçalo.

Criado em 26 de fevereiro de 2012, há quase 9 anos atrás, todo esse projeto me deu muitas alegrias. Produzi muito ao longo desses anos. Análises, memes, marcas de bairro, música, clipe, além do mais importante: a oportunidade de conhecer gente que deseja transformar a cidade em algo melhor.

Tudo continuará disponível no site simsaogoncalo.com.br para consultas futuras. Porém, sem novas atualizações.

O encerramento do SIM São Gonçalo já estava nos meus planos no início do ano. As eleições foram um fechamento de ciclo, independente do resultado.

O que irá acontecer na página e nas outras redes?

Em 2021, é possível que eu volte a publicar aqui, mas com outros conteúdos. Todos relativos ao futuro, meio ambiente, empreendedorismo, entre outros assuntos que curto falar. E sempre como eu mesmo, Matheus.

Estou terminando 2020 num grande turbilhão de mudanças na minha vida. E espero muito que 2021 seja um ano muito melhor que este que estamos.

Hoje, quase metade das pessoas na página já não estão mais na cidade. Ainda sim, acompanhavam atentamente tudo o que acontecia. O fato é que, depois de quase uma década, nossa São Gonçalo se foi. Não existe mais. O lugar é o mesmo, mas são novos hábitos e formas de pensar que hoje se fazem presentes. E mudará muito mais nos próximos 10 anos, a ponto de ficar irreconhecível. É o que apontam as tendências vistas hoje.

Por outro lado, há uma nova geração chegando, tão questionadora quanto a anterior, porém mais participativa. E num cenário no qual a mobilidade social será muito mais difícil que a de quem viveu entre os anos 1994/2014, é preciso estar atentos e atentas, participando das decisões. Afinal, o futuro depende disso. Espero que este legado do SIM São Gonçalo auxilie em decisões e projetos futuros.

Muito obrigado até aqui! Se quiser ficar e aguardar os novos conteúdos no futuro, em 2021, só posso agradecer. 😉

Estou no Instagram e Twitter.

Tenha uma Feliz Natal com sua família!
Te desejo também um 2021 muito promissor.

Use máscara!
Abraços.

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Segundo turno das eleições municipais em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/segundo-turno-das-eleicoes-municipais-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/segundo-turno-das-eleicoes-municipais-em-sao-goncalo/#respond Mon, 30 Nov 2020 03:19:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8142 A eleição do Capitão Nelson estava encaminhada desde o início. O que “distorceu” a leitura no meio do caminho foi a vitória do PT no 1º turno. Nos cenários Nelson vs. Dejorge ou Dimas ele ganharia. Tem antipetismo? Tem. Há um sentimento anti -Dejorge? Há. Mas não é só isso. Como temos poucos estudos políticos […]

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A eleição do Capitão Nelson estava encaminhada desde o início. O que “distorceu” a leitura no meio do caminho foi a vitória do PT no 1º turno. Nos cenários Nelson vs. Dejorge ou Dimas ele ganharia. Tem antipetismo? Tem. Há um sentimento anti -Dejorge? Há. Mas não é só isso.

Como temos poucos estudos políticos sobre a cidade, é fácil seguirmos a linha “antipetista”. Mas a eleição de 2020 foi muito igual a de 2012. Quem ganhou o primeiro turno nunca foi eleito a nada em São Gonçalo e, sabidamente, mora em Niterói. O gonçalense do leste sabe disso.

Temos uma briga interna entre duas São Gonçalos. Similar ao que acontece na capital, por exemplo, com as Zonas Oeste vs. Norte vs. Sul. Aqui, São Gonçalo e Alcântara brigam entre si para eleger prefeitos, revezando-se. Em 2020, era a vez do eixo Alcântara–Santa Izabel fazer o seu.

Panisset conseguiu o mesmo que Paes e Cezar Maia no Rio: unificar essa identidade. O Oeste de São Gonçalo, mais instruído e com infraestrutura levemente melhor, tende a querer gestão. O leste, esquecido, quer ser atendido. Olhar o mapa de renda do IBGE é revelador.

Essa divisão não é recente. A freguesia de São Gonçalo se desenvolveu antes da Nossa Senhora da Conceição de Cordeiros, hoje leste gonçalense. Há algumas décadas atrás, os loteamentos foram feitos e pessoas de diversos lugares chegaram para morar numa região sem infraestrutura.

Para pacificar isso, só há 2 alternativas: EDUCAÇÃO DE QUALIDADE ou, o mais prático: rediscutir a separação e por em votação a separação entre São Gonçalo e Alcântara. A próxima década será muito dura para a cidade, sem dinheiro em caixa. E há que não tenha entendido isso ainda.

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Aqui você vai ler uma sequência de fatos baseados em dados eleitorais, históricos e de renda que nortearam as últimas eleições de 2000 a 2020 para prefeitos em São Gonçalo.

Diante de pesquisas fraudulentas que já povoam o pleito atual, eu, Matheus, estou expondo minha visão olhando para o passado. Que isso não desanime as militâncias. Nada impede que, em 15 de novembro, tenhamos uma grande surpresa. Afinal, resultado de urna só sai no dia da eleição.

Prefeitos de São Gonçalo estão divididos entre leste e oeste da cidade

Em 1492, Portugal e Espanha dividiram entre si as terras americanas com uma linha imaginária chamada “Tratado de Tordesilhas”. As terras a leste eram de Portugal e as a oeste de Espanha.

Aqui em São Gonçalo, o nosso tratado de tordesilhas se chama Rio Alcântara. Ele divide os dois municípios imaginários que não se dividiram em 1995.

Quando olhamos as vitórias nas urnas de cada distrito, é possível ver que os prefeitos em São Gonçalo tem raizes territoriais bem identificadas por quem vota neles. É como se houvesse um duelo de Leste vs. Oeste a cada pleito, sendo o leste Alcântara e o oeste São Gonçalo.

Numa cidade com baixo orçamento como a nossa, os eleitores sabem que precisam eleger quem priorize seu território. Mesmo que, num determinado momento, a prefeita ou prefeito da vez faça pouco ou nada pelos dois lados.

Minha leitura sobre o “lado” de cada prefeito de 1989 até 2020:

Edson Ezequiel – São Gonçalo
João Bravo – São Gonçalo
Henry Charles – Alcântara
Aparecida Panisset – São Gonçalo
Neilton Mulim – Alcântara
José Luiz Nanci – São Gonçalo

A base eleitoral testada nas eleições gerais anteriores

Quando faço minhas análises, prefiro ter como corte temporal o ano de 1988, quando foi promulgada a Constituição que usamos atualmente. O nosso período legitimamente democrático.

A partir de 1989, quase todos os prefeitos foram testados em eleições gerais antes do pleito municipal. A exceção nesses 30 anos foi João Bravo. Este foi chefe de gabinete na gestão de Edson Ezequiel, entre 1989 e 1992. Era uma época onde não havia reeleições nos cargos executivos, sendo Bravo foi o escolhido para a sucessão.

Em suma, fora Bravo, todos foram eleitos para cargos legislativos a nível estadual ou federal, na eleição geral anterior às eleições municipais que disputaram e venceram. Mas há uma

Lista dos prefeitos e suas eleições:

Edson Ezequiel foi deputado estadual em 1988, com 142 mil votos, antes de vencer o pleito para a gestão 1989–1992; eleito deputado federal em 1995-1996 e, logo após, eleito prefeito para o mandato 1997-2000.

Henry Charles foi deputado estadual entre 1999–2000. Logo depois, foi eleito a prefeito para a gestão 2001–2004.

Aparecida Panisset foi eleita deputada estadual em 2002, com 50.338 votos. Foi eleita e reeleita para as gestões 2005–2008 e 2009-2012.

Neilton Mulim foi eleito, em 2006, para deputado federal com 44.671 votos. Em 2010, foi  reeleito à Câmara Federal com 41.480 votos. Elegeu-se prefeito em 2012.

José Luiz Nanci teve sua primeira eleição para a Alerj em 2010, com 28.798 votos. Em 2014, foi reeleito a deputado estadual com 36.356. Em 2016, tornou-se prefeito de São Gonçalo.

Essas duas camadas, base eleitoral na campanha anterior e confronto leste vs oeste são os critérios que uso para ter uma noção de para onde os ventos irão no pleito seguinte. E em 2020, se a política gonçalense não der um “cavalo de pau”, o cenário tende a se repetir.

A seguir, vou falar um pouco sobre as questões eleitorais com esse ponto de vista. Lembro que, quando se trata de eleição, todo mundo tem um palpite sobre o porquê da vitória. Evito entrar nesses detalhes. Gosto de olhar os números mesmo. 🙂

Eleições 2000 – Chame o doutor!

“Chame o Doutor!” Quem com mais de 30 anos não se lembra dessa frase? A eleição de 2000 foi a primeira com reeleição para prefeitos. Edson Ezequiel, tentava ocupar a cadeira novamente e chegou em primeiro, no 1º turno, com 169.332 votos, enquanto Henry Charles recebeu 161.655. Mas após 12 anos de PDT no poder, havia um desgate natural em relação à Ezequiel. No 2º turno, a virada foi inevitável: 243.590 para o “Doutor” e 186.837 para o engenheiro.

Nessa eleição, é possível ver com mais clareza o duelo entre São Gonçalo e Alcântara. É preciso lembrar que Henry Charles foi um dos defensores da proposta de emancipação de Alcântara, em 1995. E é muito possível que essa percepção tenha feito parte do imaginário dos “alcantarenses”.

Anos depois, tanto Ezequiel quanto Charles se envolveriam em ações de improbidade administrativa. Ezequiel passou continuou sendo eleito deputado federal nas eleições de 2002, 2006 e 2010, até se aposentar em 2014. Charles sumiria da vida pública.

Perceba que, 12 anos depois, o mesmo fenômeno aconteceria. Curioso, não?

Eleições 2004 – O tijolinho

A eleição de Aparecida Panisset era algo esperado. Panisset foi eleita vereadora em 1996, com 4.157 sufrágios. Na eleição seguinte, em 2000, teve 14.417 votos. Aliás, essa foi uma eleição de grandes votações para vereador. Vale ver quem foram os outros muito bem votados (alguns você conhece bem).

Com esse caminhão de votos, Maria Aparecida Panisset tentou e foi eleita em 2002 à deputada estadual, com 50.338 votos. Essa vitória a cacifou na disputa pela cadeira de prefeita em 2004.

Essa eleição é um pouco fora do padrão pela popularidade da candidata e pela impopularidade dos outros dois candidatos. Henry Charles, ainda prefeito, tentou reeleição e só teve 29.206, cerca de 6,2% do total, para você ter uma dimensão da rejeição.

Já Graça Matos, a grande adversária de Aparecida, tinha sido eleita com 10 mil votos à menos para o mesmo cargo de deputada estadual 2 anos antes (40.878 votos). Ela também simbolizava o período de seu marido, o ex-prefeito Edson Ezequiel, que tinha perdido 4 anos antes.

Nesta eleição, Graça ficou em 2ª lugar, com 172.752, enquanto Panisset se elegeu em 1º turno, com 240.945 votos, pelo DEM, o que correspondia a 51,95% dos votos válidos.

Nesta época, Panisset e seu irmão, também político, Márcio Panisset, mantinham um Centro Social, uma dessas anomalias que políticos mantêm para ter o voto dos mais pobres. Em geral, são serviços médicos e assistências sociais, as quais os políticos deveriam trabalhar para que o serviço público fornecesse, não eles. O centro deles ficava no Paraíso, na rua Visconde de Itaúna, caminho para o Gradim.

E um detalhe: nessa eleição, ambas as candidatas mais votadas eram de “São Gonçalo”. O candidato de Alcântara era o prefeito impopular.

Eleições 2008 – O bom momento econômico

Prefeitos que governam em bons momentos econômicos tendem a se reeleger. Quem governa com “dinheiro para gastar” tende a ser mais bem visto que quem governa de forma austera aqui no Brasil.

E com Maria Aparecida Panisset não foi diferente. Ela ampliou a votação anterior, chegando a 270.591 votos, cerca de 56%. Graça Matos perdeu novamente, reduzindo sua votação para 100.327 sufrágios.

Porém, havia uma novidade, a candidatura de Altineu Cortes, que teve 91.108 votos, cerca de 18% dos votos válidos. Ele é sobrinho de José Carlos Coutinho, político que já tinha sido deputado federal e candidato a prefeito em 1996 (ficou em 3º lugar). Sua base eleitoral era a região de Santa Izabel e adjacências.

Era a candidatura da cidade Alcântara se fazendo presente novamente. Enquanto isso, São Gonçalo brigava para decidir a sua representante.

Eleições 2012 – Alcântara vence novamente

Essa eleição é parecida com a de 2000 num aspecto: ela termina com a vitória do representante de Alcântara a partir de uma virada no 2ª turno. Ambos os pleitos foram respostas dos eleitores contra governos desgastados, que já estavam há 2 ou 3 mandatos no governo. Curiosamente, ambos do PDT.

Nesse pleito, as duas camadas de análise se fazem presentes. Porque além de ser uma vitória de Alcântara sobre São Gonçalo, o candidato da continuidade de Panisset não tinha sido validado, ou seja, eleito. Na eleição geral de 2010, dois anos antes, Adolpho Konder tinha conseguido 35.800, tornando-se apenas o suplente e dependendo da transferência de votos de Aparecida Panisset para se sobressair.

Ao final do 1º turno, Konder consegue alcançar 192.727 votos. Em segundo lugar, Neilton Mulim consegue fazer 116.721, cerca de 3000 votos a mais que a terceira colocada, a ex-deputada Graça Matos que, naquele momento, perdia sua 3ª eleição para prefeita de São Gonçalo.

E no 2º turno, a virada aconteceu. Com 265.579 sufrágios, cerca de 56% dos votos válidos, Neilton Mulim varreu Adolpho Konder, que conseguiu chegar a 202.157 votos. O resultado das urnas era claro. No lado Oeste, o candidato da Aparecida ganhava. Nas urnas do Leste, o vitorioso era Mulim.

Lembro também que Neilton vinha de 2 eleições para o Congresso Nacional. Era deputado federal há 6 anos e tinha grande representatividade com sua base. Para muitos, na cidade Alcântara, simbolizava uma possível mudança. Quatro anos depois, mais uma decepção se concretizava.

Eleições 2016 – ganhou quem tinha a menor rejeição

A eleição de José Luiz Nanci foi a vitória do menos rejeitado. Numa eleição sem favoritos, os candidatos que passaram ao 2º turno tiveram uma diferença de 896 votos entre eles. Nanci, então deputado estadual eleito, com 82.848 e Dejorge, suplente de deputado federal, com 81.952 votos.

Chamo a atenção para o fracasso do prefeito que tentava a reeleição, Neilton Mulim, e seu amargo 3º lugar, com 65.922. Também lembro que o 4º lugar, o então desconhecido Brizola Neto, com o apoio da ex-prefeita Aparecida Panisset, conseguiu marcar 49.599 votinhos. Em suma, uma eleição parelha, com votos muito pulverizados.

Quando a questão território é posta à mesa, Dejorge Patrício, na teoria, seria um candidato São Gonçalo. Em 2012, em sua vitoriosa eleição a vereador, foi o candidato mais votado para o legislativo municipal, com 6.391 votos. Neste pleito, sua base era o bairro Boaçu, onde ele conseguiu quase 2.500 votos, com reflexos na Brasilândia, onde conseguiu mais cerca de 1.200, e no Mutuá. Porém, na falta de um candidato legitimamente alcantarense, foi o escolhido pela população do leste da cidade.

É possível também que a imagem de Dejorge como homem do povo tenha sido melhor recebida pelo leste da cidade. Há uma sensível desigualdade de renda entre São Gonçalo e Alcântara, sendo a última mais pobre e com menos infraestrutura.

Já José Luiz Nanci, sem dúvidas, é um candidato de São Gonçalo. Mora no Zé Garoto há anos, em frente ao Pronto Socorro Central, frequentava a Igreja Nossa Senhora das Graças, no Porto Velho, e faz questão de mostrar que curte a Praia das Pedrinhas. Conseguiu formatar em si o “gonçalense da antiga”, identificando-se com o lado oeste.

Na eleição geral de 2014, Nanci foi mais vitorioso

Em 2014, Dejorge Patrício foi candidato a deputado federal, obtendo 30.533 votos. Destes, 26.281 foram dentro de São Gonçalo. E em eleições sem favoritos, esse dado passa a fazer parte do cenário.

Nanci foi reeleito a deputado estadual com 36.356 votos em 2014, com 30.067 dentro de São Gonçalo. Além disso, Zé Luiz também contava com o nome de sua família sendo uma marca reconhecida dentro da cidade.

Nesta campanha, Dejorge passou por uma onda de ataques que envolviam histórias complicadas que colaram no candidato. Nanci surfou na rejeição do seu oponente, ganhando com 221.754 votos contra 191.699 de Patrício.

Ainda sim, mesmo parecendo uma eleição diferente das últimas, a de 2016 parece ter sido um exemplo de pleito que se repetirá em 2020.

Eleições 2020 – a lógica se confirmou

A eleição para prefeito de São Gonçalo, em 2020, se assemelhou a de 2016. Novamente, um prefeito impopular, Nanci, tentou a reeleição. Por outro lado, vimos o candidato a suplência de deputado estadual em 2018, o Capitão Nelson, mas que conseguiu assumir a vaga por conta da prisão do titular do partido, chegando à reta final em segundo lugar, mas virando o jogo nos últimos instantes.

Foi uma eleição menos aberta que a de 2016, que contou com a surpresa de outro suplente de 2018, o candidato Dimas Gadelha, do PT.

Mas a inexistência de uma personagem com a “cara” do lado Oeste (São Gonçalo), permaneceu. Já no lado Leste (Alcântara), houve muitos disputando o mesmo voto. Porém, o mais identificado com a região, sendo o seu reduto eleitoral, teve êxito. Em uma das zonas do lado leste, Nelson Ruas ganhou de lavada, confirmando a gangorra de escolhas.

Agora é aguardar os próximos anos, sempre de olho nessa lógica regional que se repete há mais de 30 anos.

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Painel da Justiça é referência visual em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/painel-da-justica-noemi-flores/ https://simsaogoncalo.com.br/painel-da-justica-noemi-flores/#comments Tue, 29 Sep 2020 22:21:52 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8103 Sou designer já há algum tempo. Entrei na faculdade logo depois que saí do MV1. E sendo assim, desde 2004, cultivo esse hábito de olhar para os detalhes das cidades. Gosto de ver das casas antigas, os azulejos, as sinalizações das ruas, os números e propagandas pintadas à mão, tudo. Afinal, isso é material para […]

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Sou designer já há algum tempo. Entrei na faculdade logo depois que saí do MV1. E sendo assim, desde 2004, cultivo esse hábito de olhar para os detalhes das cidades. Gosto de ver das casas antigas, os azulejos, as sinalizações das ruas, os números e propagandas pintadas à mão, tudo. Afinal, isso é material para criação. E na minha campanha, não seria diferente.

A gente tem um costume (com uma boa dose de realidade) de não ver nada de belo em São Gonçalo. E vamos combinar que, numa cidade tão abandonada e maltratada como a nossa, é difícil mesmo.

Painel da Justiça de Noemi Flores, 1949.
Painel da Justiça de Noemi Flores, 1949. Foto: Nãnashaira Medeiros

Mas como eu já disse algumas vezes, minha família está aqui há quase 100 anos. Desde pequeno, eu ouvia minha avó falar do bonde, das praias, sem realizar direito que São Gonçalo era aquela. Ao longo desses quase 9 anos de Sim São Gonçalo, eu compreendi que sim, já houve uma cidade que se preocupava com seus valores, inclusive estéticos. Foi quando eu parei para olhar com atenção o mural da atual Câmara de Vereadores.

O “Painel da Justiça” foi criado por Maria Noemi Flores, em 1949. Na época, o prédio era o Fórum da cidade. Na wikipedia, a informação é que Flores foi uma artista plástica com vasta carreira. Inclusive, foi aluna de Cândido Portinari, um dos nomes da pintura brasileira no mundo.

Painel da Justiça de Noemi Flores, 1949.
Painel da Justiça de Noemi Flores, 1949. Foto: Nãnashaira Medeiros

Mas quem passa pelo mural há anos, talvez não tenha se atentado aos detalhes que compõem o painel da Noemi. E foi observando isso que resolvi trazê-los como referência na composição do fundo da minha imagem de campanha. Já que a vaga é para a vereança, nada melhor que pegar os detalhes do prédio que abriga o legislativo atual.

Os ícones do mural são referência ao outro poder que se abrigou ali por anos, o judiciário. A balança da justiça, por exemplo, é um dos detalhes frequentes na composição.

Curtiu? Ainda não conhece ao vivo? Então, dê uma passadinha na Câmara de Vereadores, no Zé Garoto.

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O crescimento da cidade pós-pandemia virá dos pequenos negócios https://simsaogoncalo.com.br/pos-pandemia-pequenos-negocios/ https://simsaogoncalo.com.br/pos-pandemia-pequenos-negocios/#respond Fri, 11 Sep 2020 23:30:30 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8028 A Livraria Ler e Arte, hoje, também conhecida como uma das últimas livrarias de São Gonçalo. Criada e gerida por Virgínia Siqueira, há 16 anos, é mais um exemplo de pequeno negócio que luta para resistir à crise. Tanto a editorial, quanto a crise da Covid-19. Visitar a Ler e Arte, essa semana, foi ter […]

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A Livraria Ler e Arte, hoje, também conhecida como uma das últimas livrarias de São Gonçalo. Criada e gerida por Virgínia Siqueira, há 16 anos, é mais um exemplo de pequeno negócio que luta para resistir à crise. Tanto a editorial, quanto a crise da Covid-19.

Visitar a Ler e Arte, essa semana, foi ter contato com a face mais difícil desse momento, que é a geração de negócios e empregos. Do início da pandemia até agora, cerca de 3% das micro e pequenas empresas fecharam as portas. Índice que a Ler e Arte quase fez parte, não fosse a mobilização de Érick Bernardes e Mário Lima Jr. para levar mais leitores ao lugar, o que foi vital para continuar.

Matheus Graciano fala com Virgínia Siqueira da Livraria Ler e Arte
Matheus Graciano com Virgínia Siqueira, proprietária e gerente da Livraria Ler e Arte.

Todos os negócios estão passando por transformações profundas em um curto espaço de tempo. E a próxima década será desafiadora para todos. E por mais pró-mercado que sejamos, penso que o poder público precisa estar mais atento, compreendendo as dinâmicas econômicas de cada bairro, para a geração e manutenção dos negócios.

No Brasil, apesar de 99% das empresas serem micro e pequenas empresas, responsáveis por 50% dos empregos formais, na prática, sua participação no PIB é de quase 30%. Enquanto a média mundial é de 45%, segundo Carlos Melles, presidente do Sebrae.

Se um dia São Gonçalo foi a “Manchester Fluminense” por conta das indústrias que atraiu, hoje seu compromisso deveria ser com as micro e pequenas empresas. No cenário de desindustrialização atual, é fundamental repensar o foco, olhar para as oportunidades internas, para manter a cidade ativa e com potencial de crescimento futuro.

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Barricadas são uma epidemia sem previsão de vacina https://simsaogoncalo.com.br/conta-das-barricadas/ https://simsaogoncalo.com.br/conta-das-barricadas/#respond Thu, 03 Sep 2020 20:32:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8017 As barricadas são uma epidemia cuja vacina não tem previsão de lançamento. E por conta dessa doença que tomou São Gonçalo, recebi esta mensagem em agosto de 2020: “ALGUÉM PODE NOS AJUDAR? SÃO MAIS DE 8 RUAS BLOQUEADAS TOTALMENTE NO BAIRRO (TRINDADE) EM SÃO GONÇALO, A 3 QUILÔMETROS DO BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR. ONTEM, VÁRIOS […]

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As barricadas são uma epidemia cuja vacina não tem previsão de lançamento. E por conta dessa doença que tomou São Gonçalo, recebi esta mensagem em agosto de 2020:

“ALGUÉM PODE NOS AJUDAR? SÃO MAIS DE 8 RUAS BLOQUEADAS TOTALMENTE NO BAIRRO (TRINDADE) EM SÃO GONÇALO, A 3 QUILÔMETROS DO BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR. ONTEM, VÁRIOS MATERIAIS ROUBADOS QUE LEVARAM PARA LÁ , isso agora está sendo constante na localidade.”

E no decorrer da mensagem, os moradores falaram sobre os dramas que quem reside em áreas conflagradas precisa conviver diariamente. Um pedido de socorro!

“Pedimos ajuda dos senhores pois, até o momento, ainda estamos com ruas fechadas. Sendo elas no mesmo bairro Trindade. As ruas Caçapava, Cidade de Olinda, Cuiabá, Parati, Tabajara, Jaú e Avenida Cidade de Campos esquina com rua Uruguaiana. Todas estas interrompidas pelo tráfico local, onde estamos impedidos de entrar com nossos carros em nossas próprias casas. Caminhões de coleta de lixo não estão conseguindo entrar. Ambulância SAMU também impedidos. Está horrível esta situação aqui nestas ruas! Pedimos providências emergentes! Obs: o 7º batalhão da área de Policia Militar já foram informados quanto ao problema, já fizemos reclamações no 190, disk denúncia, etc….. e até o momento sem solução!!!!! Nos ajudem.”

Barricadas na Trindade

Os moradores contaram que já protocolaram também as denúncias no MPRJ, o Ministério Público do Rio de Janeiro. Mas que as ações são morosas.

Infelizmente, sabemos que essa situação não é exclusividade dessa região. E em diversos outros lugares, esse impedimento do ir e vir dos moradores se amplia a cada dia.

A Polícia Militar faz o seu papel. Entra, dá suporte aos órgãos que tem meios para desfazer a situação, mas não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo.

A Trindade não era um bairro tido como área conflagrada, até alguns anos atrás. Mas essa situação se agravou, especialmente nos anos 2010. Mais que polícia, precisamos que os serviços cheguem a todos os lugares de São Gonçalo, dando dignidade e respeito a cada região. Essa é a vacina. Mas com a inexistência de planejamento e alocação decente dos recursos, fica difícil criá-la.

Todos sabemos que o trabalho é árduo. Mas o nosso tempo está terminando. Será que vamos ter uma cidade completamente sitiada na próxima década? Esperamos, todos, que não.

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O fim trágico do Tarcísio Bueno: uma escola em ruínas https://simsaogoncalo.com.br/fim-tragico-tarcisio-bueno/ https://simsaogoncalo.com.br/fim-tragico-tarcisio-bueno/#comments Wed, 02 Sep 2020 05:21:12 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8009 Um vídeo trágico. Essa é a melhor definição para imagens que, sem dúvidas, virarão material de estudo no futuro. O assunto? Como tratamos a nossa educação em São Gonçalo. Neste caso, o antigo prédio da Escola Estadual Coronel João Tarcísio Bueno. O colégio está presente no Paraíso há décadas. Mas foi em 2015, que tudo […]

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Um vídeo trágico. Essa é a melhor definição para imagens que, sem dúvidas, virarão material de estudo no futuro. O assunto? Como tratamos a nossa educação em São Gonçalo. Neste caso, o antigo prédio da Escola Estadual Coronel João Tarcísio Bueno.

O colégio está presente no Paraíso há décadas. Mas foi em 2015, que tudo começou a desandar. Depois da ruína de parte do telhado, a escola foi desativada e transferida para o CIEP ao lado. Já o prédio ficou entregue. Abandonado. Hoje, está completamente dilapidado.

Foram levadas todas as telhas e madeiras possíveis. As portas e janelas também foram furtadas, bem como o sistema elétrico. Só ficaram as paredes e as imagens das aulas de arte que a escola, um dia, usou para auxiliar no aprendizado de seus alunos.

Ex- colégio Tarcísio Bueno tem a vocação para se tornar uma creche

No início deste ano, em 2020, foram ventiladas algumas propostas sobre tornar o espaço uma unidade de saúde. Como uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), por exemplo.

A ideia faz sentido, uma vez que a população da cidade necessita, cada vez mais, de unidades que forneçam saúde de qualidade às pessoas. Ainda sim, há uma outra estrutura cuja a carência é ainda maior em São Gonçalo: as creches.

Ter creches próprias é uma demanda forte do município. E o antigo colégio colorido tem tudo a ver com uma proposta dessas. Seria como respeitar a vocação do complexo educacional que vai do Tarcísio Bueno à FFP, do Paraíso ao Patronato.

Com o novo FUNDEB aprovado, o dinheiro advindo do Fundo da Educação Básica seria uma possível fonte para dar vida ao prédio abandonado, sem falar na fácil localização, o que permitiria mães, pais e profissionais a chegarem tranquilamente neste ponto da cidade para utilizar o serviço.

E você, o que acha? Confira o vídeo!

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Lixo em São Gonçalo: um assunto mal resolvido há décadas https://simsaogoncalo.com.br/lixo-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/lixo-em-sao-goncalo/#comments Tue, 25 Aug 2020 04:57:02 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7998 O lixo em São Gonçalo é um assunto que parece esquecido. Nos acostumamos a desviar dos pequenos lixões de cada esquina. Acostumamos, também, com o vizinho que põe fogo nos resíduos, com aquele outro que joga entulho na rua… e assim vamos levando a vida. A sujeira nas ruas ajuda a aumentar a percepção de […]

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O lixo em São Gonçalo é um assunto que parece esquecido. Nos acostumamos a desviar dos pequenos lixões de cada esquina. Acostumamos, também, com o vizinho que põe fogo nos resíduos, com aquele outro que joga entulho na rua… e assim vamos levando a vida.

A sujeira nas ruas ajuda a aumentar a percepção de “terra de ninguém”. É como se a ordem não chegasse até ali. E numa cidade populosa, quando a fiscalização não existe, é como se a segurança também não. Embalados nesse sentimento é que o tráfico entra e a milícia se assenta. Quanto mais desordem, mais poder paralelo.

Lixo na pracinha em Neves
Lixo na pracinha em Neves, São Gonçalo

Organizar o sistema de descarte de lixo em São Gonçalo é possível

Cestinhas e caçambas de lixo são soluções muito conhecidas, que até ajudam a organizar os resíduos que descartamos todos os dias. Mas elas já não suportam o tamanho da população. Para a minha surpresa, vi essa dupla de cestinhas implementadas, em Neves, pela Marquise Ambiental, empresa que faz o serviço em São Gonçalo há alguns anos.

Cestinhas da Marquise em Neves, São Gonçalo
Cestinhas da Marquise em Neves.

Apesar de ainda não ter visto cestinhas similares, descobri, através do projeto “Coletaí” que há outros pontos na cidade com elas instaladas, como na estrada do Bichinho, no Pacheco. Mas o drama não acaba aí. Segundo eles, as lixeiras são paliativos frágeis, pois quando estão muito cheias e o caminhão não consegue acessá-las (por conta de chuva, lama), a única opção encontrada pelas pessoas é queimar os resíduos.

O Coletaí também contou que as lixeiras sem tampa acabam piorando o problema. Afinal, o lixo acaba ficando exposto e sendo mexido por animais, como porcos, cachorros, cavalos, que espalham os resíduos pelas ruas.

Soluções passam por bons projetos e novas licitações

A questão é que pagamos por um contrato por coleta de lixo e…. só. Só temos esse serviço aqui. E numa cidade gigante e territorialmente espalhada como a nossa, não ter pontos de depósito organizados, nem coleta seletiva, é um absurdo.

Ecopontos instalados em Portugal
Exemplo de Ecopontos instalados em Portugal. Segundo site, o país de 11milhões de habitantes instalou cerca de 43 mil ecopontos em todo o país. Fonte.

No site da própria Marquise, há exemplos de ECOPONTOS, em cidades como Fortaleza, onde a empresa também atua. Estes são lugares nas ruas designados ao lixo, que fica lá até catadores ou caminhões coletores passarem para recolher os resíduos.

Hoje, simplesmente, deixamos o lixo a céu aberto, sem nenhuma separação e completamente abandonado, sujeito a que ele seja ainda mais espalhado pelas ruas até que a coleta aconteça.

Cestinha da Marquise Ambiental em Neves, São Gonçalo
Cestinha da Marquise Ambiental em Neves, vistas da rua principal.

Precisamos urgentemente de uma solução eficaz para acabar com a ‘lixarada’ nas ruas. Ações práticas, pra ontem.

Mais que cobrar, precisamos propor algo factível, como a multiplicação de ecopontos e um sistema que envolva a populacão, por exemplo. Muita coisa já acontece em outras cidades. É questão de querer.

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Itaipu já foi de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/itaipu-ja-foi-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/itaipu-ja-foi-de-sao-goncalo/#comments Mon, 20 Jul 2020 15:55:16 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7970 A lacuna sobre a história de São Sebastião de Itaipu e São Gonçalo começou a se completar, (pelo menos pra mim). Cheguei a um vídeo onde o ex-prefeito Bravo (1993-96) deu pistas sobre o motivo de Itaipu ter sido transferida para Niterói, na década de 1940. E cavucando mais, ainda achei um documento do IBGE. […]

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A lacuna sobre a história de São Sebastião de Itaipu e São Gonçalo começou a se completar, (pelo menos pra mim).

Cheguei a um vídeo onde o ex-prefeito Bravo (1993-96) deu pistas sobre o motivo de Itaipu ter sido transferida para Niterói, na década de 1940. E cavucando mais, ainda achei um documento do IBGE.

Segundo Bravo, o então interventor (governador nomeado) do RJ, Amaral Peixoto (genro de Getúlio Vargas e marido de Alzira Vargas), deu a um amigo um cartório que ficava em Itaipu, na época, São Gonçalo. O amigo reclamou. Queria o cartório na capital. E assim, o território foi reincorporado a Niterói.

E quando falo de “reincorporado”, precisamos lembrar que São Gonçalo é um território que se emancipou de Niterói, levando consigo as freguesias de “São Gonçalo”, São Sebastião de Itaipu e Nossa Senhora da Conceição do Cordeiro (a região de Santa Izabel).

Provavelmente, a freguesia de São Sebastião de Itaipu fora uma “Barra da Tijuca” há 100 anos atrás, o típico lugar longe que ninguém queria ir, antigamente. Poucos imaginavam que, um dia, as longínquas regiões à beira mar fossem tão valiosas, com royalties e especulação imobiliária, que impulsionaram os índices de qualidade de vida na região.

Se é uma lenda antiga ou realidade, a história faz sentido. No passado, as relações de poder eram mais curtas. Poucas pessoas conseguiriam ter instrumentos para manipular tantas coisas, no passado.

E assim, o decreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943 determinou o futuro de municípios irmãos, 60 anos depois.

E hoje, Itacoatiara, Camboinhas, Piratininga e Itaipu são de Niterói.

OBS.: Historiadores de plantão, qualquer inconsistência, fiquem à vontade para me corrigir, por favor. 🙂

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Saúde Mental na Rede Pública de São Gonçalo com Bruna Lopes https://simsaogoncalo.com.br/saude-mental-bruna-lopes/ https://simsaogoncalo.com.br/saude-mental-bruna-lopes/#respond Tue, 14 Jul 2020 02:14:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7938 No #13 Fala com Matheus, a convidada foi Bruna Lopes, psicóloga que atua na rede pública municipal de saúde. Ela explicou sobre o funcionamento das unidades de saúde de São Gonçalo e como as pessoas que precisam desse auxílio médico são orientadas. Bruna também compartilhou conosco informações de endereço e contatos da rede municipal de […]

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No #13 Fala com Matheus, a convidada foi Bruna Lopes, psicóloga que atua na rede pública municipal de saúde. Ela explicou sobre o funcionamento das unidades de saúde de São Gonçalo e como as pessoas que precisam desse auxílio médico são orientadas.

Bruna também compartilhou conosco informações de endereço e contatos da rede municipal de saúde mental em São Gonçalo. Confira a seguir.

Programa de Saúde Mental em São Gonçalo

Lista de Endereços e Telefones dos Dispositivos (Ano 2020)

Coordenação do Programa Municipal de Saúde Mental
Avenida Boa Vista, 100 – Estacionamento 02 – Shopping São Gonçalo, Boa Vista, São Gonçalo

Enfermaria Especializada de Saúde Mental – Emergência (Atenção Hospitalar)
Rua Ismael Branco, 196, Zé Garoto, São Gonçalo
Tel: 21 2604-7559

Centro de Atenção Psicossocial II Paulo Marcos Costa
Rua Landislau de Andrade, 44, Mutondo, São Gonçalo
Tel: 21 3856-1390 / 3856-2472

Centro de Atenção Psicossocial II Porto da Madama, São Gonçalo
Rua General Antônio Rodrigues, 250, Centro, São Gonçalo
Tel: 3856-0126

Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Outras Drogas Dr. Daniel Gomes da Silva (CAPS AD II São Gonçalo)
Rua Coronel Serrado, 1543, Zé Garoto, São Gonçalo
Tel: 3705-1554

Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Outras Drogas Dr. Daniel Gomes da Silva (CAPS AD III Alcântara)
Rua Augusto Franco, 52, Vila Três, São Gonçalo
Tel. 3606-9224

Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil – CAPSi Zé Garoto
Rua Vereador Clemente Souza e Silva, 222, Zé Garoto, São Gonçalo
Tel: 2605-1909

Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil – CAPSi Dr. Joaquim dos Reis Pereira
Rua Jovelino de Oliveira Viana, 274, Alcântara, São Gonçalo
Tel: 2725-7724

Ambulatório Ampliado em Saúde Mental – PAM Coelho
Rua Cândido Reis, 89, Coelho, São Gonçalo

Ambulatório Ampliado Nise da Silveira
Rua Heitor Levi, 34, Barro Vermelho, São Gonçalo
Tel: 21 3858-2675

Ouça o #16 Fala Com Matheus

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O futebol que dá oportunidade com Clayton Divina https://simsaogoncalo.com.br/cot-futebol-clayton-divina/ https://simsaogoncalo.com.br/cot-futebol-clayton-divina/#respond Sat, 11 Jul 2020 17:03:03 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7942 O #14 Fala com Matheus foi com Clayton Divina. Revelado pelo São Cristóvão, foi parceiro de ataque de Ronaldo Fenômeno, quando este ainda dava seus primeiros passos. Rodou o Brasil jogando em diversos clubes. Ao encerrar a carreira, Clayton iniciou um novo projeto de sucesso: o COT – Centro de Oportunidade ao Talento. Hoje, com […]

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O #14 Fala com Matheus foi com Clayton Divina. Revelado pelo São Cristóvão, foi parceiro de ataque de Ronaldo Fenômeno, quando este ainda dava seus primeiros passos. Rodou o Brasil jogando em diversos clubes. Ao encerrar a carreira, Clayton iniciou um novo projeto de sucesso: o COT – Centro de Oportunidade ao Talento. Hoje, com 15 anos de existência, o COT forma atletas e cidadãos para São Gonçalo, tendo o futebol como ferramenta. Confira essa história.

Ouça o #14 Fala Com Matheus.

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Uma mascará no chão e nenhuma ave voando https://simsaogoncalo.com.br/mascara-no-chao-ave-voando/ https://simsaogoncalo.com.br/mascara-no-chao-ave-voando/#respond Tue, 07 Jul 2020 16:11:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8109 Por que alguém ainda joga lixo no chão? Mesmo onde há lixeiras no entorno, facilmente encontramos lixo no chão em São Gonçalo. Esse tipo de comportamento também faz parte da cultura de uma cidade. Todos nós podemos mudar essa cultura, mesmo que aos poucos. Como? Dando o exemplo. Não encontrou nenhuma lixeira por perto? Então […]

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Por que alguém ainda joga lixo no chão? Mesmo onde há lixeiras no entorno, facilmente encontramos lixo no chão em São Gonçalo. Esse tipo de comportamento também faz parte da cultura de uma cidade. Todos nós podemos mudar essa cultura, mesmo que aos poucos. Como? Dando o exemplo. Não encontrou nenhuma lixeira por perto? Então esse resíduo ainda é seu. Guarde com você até encontrar uma lixeira. Com o desastre da COVID-19, mais um resíduo surgiu em nossas rotinas: as máscaras. A primeira foto foi tirada no centro da cidade, mais precisamente ali na frente da câmara dos vereadores. Como é sabido, na região há calçamentos, lixeiras e o que? Lixo no chão. Incrível!
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Além de ser mais um lixo entupindo nossos bueiros, as máscaras quando má destinadas, geram o risco de proliferação do coronavírus pela cidade. E as aves que sobrevooam nossa cidade também podem estar ameaçadas. Se os elásticos não forem cortados, eles podem impedir que as aves cacem e se alimentem, o que as põem em risco de vida, infelizmente. Além das garças, visitantes assíduas da região litorânea da cidade, outras aves podem ser impactadas. Só na APA de Guapi-Mirim, região mais protegida da Baía de Guanabara, já foram registras mais 170 espécies de aves residentes, visitantes e que eventualmente visitam a região para reprodução. Nessa região, há diversos manguezais que servem como berçários para diversas espécies que há anos lutam para sobreviver na poluída Baía de Guanabara. Não precisamos piorar a estatística.
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Para que possamos ajudar a mudança de cultura na cidade em relação ao lixo, vão aí simples dicas em relação às máscaras:

Dê preferência ao uso de máscaras de pano. Assim diminuímos a geração de resíduos, economizamos uma graninha e ainda apoiamos costureiras e costureiros locais.
Se precisar usar máscaras descartáveis, não deixe de cortar os elásticos antes de descartá-las em local apropriado.
Se não encontrar uma lixeira por perto, armazene sua máscara em local seguro, com os elásticos cortados, e a descarte assim que encontrar uma lixeira.
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Compartilhe essa mensagem com seus amigos e familiares para que possamos aos poucos contribuir para uma mudança de cultura por uma São Gonçalo mais limpa.

Fontes:
Foto 1: Máscara no chão na Rua Euzelina, centro de São Gonçalo (Matheus Graciano)
Foto 2 e 3: Registro de falcão peregrino tentando remover uma máscara de suas garras em Yorkshire, Reino Unido (Steve Shipley via BBC)
Foto 4 e 5: Tiras elásticas cada vez mais apertadas nas patas de uma gaivota presa por uma semana em Chelmsford, Essex, Reino Unido. (RSPCA via BBC)
Foto 6: Uma gaivota carrega uma máscara protetora no porto de Dover, na Grã-Bretanha (Peter Nicholls, via REUTERS)
Foto 7: Garça-moura (Ardea cocoi), APA de Guapi-Mirim (Daniel Mello via Irmãos Mello Birding Trips)
Foto 8: Garça-branca-pequena (Egretta thula), APA de Guapi-Mirim (Daniel Mello via Irmãos Mello Birding Trips).
Foto 9: Atobá-pardo (Sula leocogaster), APA de Guapi-Mirim (Irmãos Mello Birding Trips)
Foto 10: Garça-azul (Egretta cerulea), APA de Guapi-Mirim (Irmãos Mello Birding Trips)

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Um triste pequeno lixão em cada bairro de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/pequeno-lixao-sg/ https://simsaogoncalo.com.br/pequeno-lixao-sg/#comments Wed, 01 Jul 2020 04:54:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7932 Essa é a Travessa Professor Guilherme Farias, no Paraíso. Ela desemboca na principal. Fica ao lado do colégio abandonado, o Tarcísio Bueno. Eu já passei tanto por ela em toda minha vida que sempre fico tentando lembrar quando ela se tornou um pequeno lixão. Em geral, isso vai passando de forma desapercebida pela gente. É […]

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Essa é a Travessa Professor Guilherme Farias, no Paraíso. Ela desemboca na principal. Fica ao lado do colégio abandonado, o Tarcísio Bueno. Eu já passei tanto por ela em toda minha vida que sempre fico tentando lembrar quando ela se tornou um pequeno lixão.

Em geral, isso vai passando de forma desapercebida pela gente. É um daqueles processos que começam com alguém jogando um lixinho, dois, e quando a gente “acorda”, virou um depósito a céu aberto no meio da rua.

Essa rua não é uma exceção. Infelizmente, ela é uma regra em muitos lugares daqui. Enquanto as ruas dos bairros mais pobres ganham barricadas, as dos bairros remediados ganham pequenos lixões. Dar uma solução ao recolhimento correto dos resíduos é uma urgência.

Rua Francisco Portela, Paraíso, São Gonçalo
Na foto, a falta de ordenamento público nas calçadas do bairro Paraíso, São Gonçalo.

É preciso ir além de multar e conscientizar. Precisamos também desenhar um sistema que supra as necessidades das pessoas, interligando moradores, catadores e a empresa de recolhimento. Sem isso, continuaremos enxugando gelo para sempre.

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Teatro de São Gonçalo é inaugurado, mas continua em quarentena https://simsaogoncalo.com.br/teatro-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/teatro-de-sao-goncalo/#respond Thu, 25 Jun 2020 12:54:15 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7911 O teatro de São Gonçalo está em quarentena há 4 anos. Desde a última eleição municipal. Para quem não lembra, o antigo prefeito começou a construí-lo na extensão do terreno da prefeitura, mas não entregou. E hoje, em tempos de pandemia, vai demorar para vermos o primeiro espetáculo aberto ao público acontecer. Com apenas 240 […]

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O teatro de São Gonçalo está em quarentena há 4 anos. Desde a última eleição municipal. Para quem não lembra, o antigo prefeito começou a construí-lo na extensão do terreno da prefeitura, mas não entregou. E hoje, em tempos de pandemia, vai demorar para vermos o primeiro espetáculo aberto ao público acontecer.

Com apenas 240 lugares para uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes, a promessa da época era que, no segundo semestre de 2016, o equipamento cultural estaria inaugurado. Porém… era ano eleitoral e o alcaide não foi reeleito. Assim, o pobre teatro ficou “quarentenado” por todo esse tempo.

Teatro de São Gonçalo sendo construído
Prefeito Neilton Mulim posando para a foto na estrutura inicial do Teatro de São Gonçalo, em 2016.

Junho de 2020. Eis que o prefeito Nanci, empenhado em sua reeleição, está inaugurando até pintura de meio-fio. Estamos chegando próximos à data limite estabelecida por lei para as “estreias” da prefeitura. A ordem é mostrar serviço. E mais uma vez, o teatrinho entrou na história.

Uma merecida homenagem foi feita. O teatro se chama George Savalla Gomes, o Palhaço Carequinha. Ainda sim, fica a dúvida se o maior símbolo cultural da cidade se sentiria confortável com o uso estritamente eleitoral que se faz da cultura na cidade.

Técnico de som testa a qualidade do áudio na casa
Técnico de som testa a qualidade do áudio na casa

Teatro de São Gonçalo continua “quarentenado”

É um contrassenso lançar o teatro na pandemia. O executivo municipal teve 3 anos para fazer isso. E em meio à crise provocada pela Covid-19, com alto desemprego e impossibilidade de aglomerações, não teremos os dois elementos chave para que um evento aconteça ali: financiamento e público. E o resultado prático disso é que, muito provavelmente, o teatro continuará em quarentena por mais alguns meses, quiçá anos.

Teatro municipal de São Gonçalo
Palco do Teatro municipal de São Gonçalo, Rio de Janeiro (2020). Foto: Divulgação Prefeitura.

Enquanto o executivo acena para o setor cultural, o legislativo vai no sentido oposto. No mês de maio de 2020, um vereador propôs a extinção da Secretaria de Cultura (ver documento). E o argumento, simplificando, é que “já que não tem evento, não precisa de secretaria”. Uma ação que despreza a função da secretaria no planejamento do retorno às atividades culturais e a intermediação do pagamento da Lei Aldir Blanc,  o “auxílio emergencial” dos artistas. São mais de 6 milhões de reais em recursos destinados à São Gonçalo.

Aliás, este auxílio pode ser responsável por mais uma injeção de verbas no município, fazendo a nossa enfraquecida economia municipal girar ainda mais.

Em resumo, seja o prefeito, inaugurando o Teatro no meio da pandemia, ou membros da Câmara de Vereadores, atacando a secretaria de cultura para agradar as faixas da população que acreditam haver uma guerra cultural no Brasil, em ambos os casos, a cultura é usada como moeda eleitoral. Mais uma vez.

Precisamos qualificar a gestão municipal, com secretarias mais eficientes e mentes mais estratégicas. Aliás, é preciso reforçar o óbvio: a cultura precisa andar lado a lado com a EDUCAÇÃO, na formação de público. Muito se reclama que “os jovens de hoje tem gosto musical duvidoso”, mas pouco se faz para apresentar outras realidades para quem ainda está em formação.

Enquanto só tivermos ineficiência e pseudo interessados, que na verdade só querem as boquinhas e os carguinhos para si, não teremos evolução. É preciso justificar o imposto pago por cada pessoa, por cada cidadão.

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Quando o “novo normal” chegará em São Gonçalo? https://simsaogoncalo.com.br/novo-normal-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/novo-normal-sao-goncalo/#comments Mon, 22 Jun 2020 21:57:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7871 A expressão “novo normal” se tornou habitual para descrever o que será o mundo pós Covid-19. Mas, que mundo é esse? Com uma população heterogênea como a nossa, achar que tudo irá mudar igualmente para os nossos mais de 1 milhão de habitantes seria uma ingenuidade. Quando a quarentena começou, surgiram vários questionamentos, como: Quem […]

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A expressão “novo normal” se tornou habitual para descrever o que será o mundo pós Covid-19. Mas, que mundo é esse? Com uma população heterogênea como a nossa, achar que tudo irá mudar igualmente para os nossos mais de 1 milhão de habitantes seria uma ingenuidade.

Quando a quarentena começou, surgiram vários questionamentos, como:

Diante de tudo isso, esse novo normal é pra quem?

Por aqui, enquanto a parte mais abastada da cidade tem uma rede de serviços de entrega precária e possibilidade limitada de fazer pedidos pela internet, aqueles com menor poder financeiro sequer sabem o que é isso.

A primeira onda da pandemia no RJ parece estar arrefecendo. Ainda sim, ela deixa as nossas vísceras sociais abertas. As desigualdades regionais moram nos detalhes. E essa lista de perguntas e suas respostas pouco agradáveis parecem nos mostrar alguns indicativos de para onde nossa sociedade irá a curto prazo, caso tudo se mantenha como está.

E nem falei sobre o comportamento negacionista de algumas pessoas, não usando máscaras em locais públicos e lotando casas de show e restaurantes. Vamos fingir que foram apenas “descuidos” momentâneos.

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Protagonismo Feminino e Articulação Social com Joyce Gravano https://simsaogoncalo.com.br/protagonismo-feminino-e-articulacao-social-com-joyce-gravano/ https://simsaogoncalo.com.br/protagonismo-feminino-e-articulacao-social-com-joyce-gravano/#respond Sun, 21 Jun 2020 22:59:02 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7877 O #12 Fala Com Matheus é com a pedagoga e articuladora social Joyce Gravano. Cria da cidade, estudou no Clélia Nanci e se formou na FFP, a Faculdade de Formação de Professores da UERJ. Há 5 anos, ela criou o Espaço de Aprendizagem Joyce Gravano, um ambiente voltado ao reforço escolar e preparatório para concursos. […]

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O #12 Fala Com Matheus é com a pedagoga e articuladora social Joyce Gravano. Cria da cidade, estudou no Clélia Nanci e se formou na FFP, a Faculdade de Formação de Professores da UERJ. Há 5 anos, ela criou o Espaço de Aprendizagem Joyce Gravano, um ambiente voltado ao reforço escolar e preparatório para concursos. Ainda sim, percebendo a demanda de mulheres em vulnerabilidade, passou a atendê-las sem custo, dando um novo horizonte para suas vidas.

Em 2020, com o advento da pandemia da COVID-19, Gravano ampliou suas ações. Criou o Comitê Popular de São Gonçalo, um forma de arrecadar alimentos e materiais de limpeza para pessoas em situação de vulnerabilidade na cidade. Hoje a conversa é sobre como mudar a cidade na próxima década do século XXI.

Ouça o #12 Fala Com Matheus.

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Milícias e tráfico destróem vidas, mas ainda podemos reverter a situação https://simsaogoncalo.com.br/milicias-e-trafico-reverter-situacao/ https://simsaogoncalo.com.br/milicias-e-trafico-reverter-situacao/#respond Mon, 15 Jun 2020 05:18:33 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7842 Para muita gente, milícias e tráfico em seus bairros não são novidades. Seja no Laranjal, com traficantes cobrando taxas aos moradores e comerciantes, ou em Itaboraí, Magé e Santa Cruz, com a milícia expulsando as pessoas de seu próprio lar para vender as casas. É o direito de ir e vir se extinguindo por completo. […]

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Para muita gente, milícias e tráfico em seus bairros não são novidades. Seja no Laranjal, com traficantes cobrando taxas aos moradores e comerciantes, ou em Itaboraí, Magé e Santa Cruz, com a milícia expulsando as pessoas de seu próprio lar para vender as casas. É o direito de ir e vir se extinguindo por completo.

Mudar de residência ficou difícil. Afinal, mesmo que a pessoa queira, com qual dinheiro ela vai comprar outra casa? Será que alguém compraria uma casa nessa mesma área de risco? E ainda corre o risco de ver a casa se desvalorizando tanto que, mesmo que alguém queira, será por um valor irrisório perto do que valia. E assim, quem vendeu não consegue nem mesmo dar uma boa entrada em outro lar.

Em ambos os casos, o cidadão perdeu seu investimento imobiliário que levou anos para pagar. Horas de trabalho e esforço pro lixo.

Há quem justifique que muitos desses lugares são posses. Isso não é argumento. As casas construídas são fruto de trabalho, gasto e suor. E se lá chega luz e água, é indício que o estado concordou com a ocupação. Mesmo que se omitindo.

Ameaça do tráfico de drogas, replicando as práticas conhecidas da milícia no bairro do Laranjal, São Gonçalo.

Milícias e tráfico mudam o mercado imobiliário

Boa parte das vezes, o dinheiro que investimos em um imóvel é o valor mais caro que pagaremos por algo singular em nossas vidas. Seja no aluguel ou nas parcelas da sonhada casa própria. Pagamos muito!

Numa pesquisa do IBGE, em 2019, um estudo mostrou que o brasileiro gasta cerca de 70% de sua renda apenas com habitação, alimentação e transporte. E que 24% das famílias vivem com até 2 salários mínimos.

Mas no momento atual, onde muita gente perdeu o emprego, este número só cresce. Para termos uma ideia, no mesmo ano de 2019, a prefeitura de São Gonçalo recebeu R$411 milhões de reais do governo federal, segundo o Portal da Transparência, cujos 43,85% foram destinados aos programas sociais, como Bolsa Família e BPC (Benefício de Prestação Continuada). Estes contavam com 76.206 beneficiários.

E num cenário de grande pobreza, onde a mobilidade social já é ínfima, as milícias e tráfico sabem que boa parte das pessoas não conseguirá se mudar. Elas não tem reservas financeiras, nem fonte de renda para comprar outra residência. E assim, o processo de aprisionamento continua em todo estado do Rio de Janeiro.

E qual a solução para isso?

Há quem cobre maior presença do Estado nesses locais. Há também quem aponte a falha do estado em garantir a segurança e que um maior enfrentamento ao crime organizado resolveria as coisas.

Ambas as soluções são válidas, no meu entender. Se elas fossem combinadas, então, talvez conseguíssemos ótimos resultados. Porém, há uma pergunta antes: como bancaríamos essa expansão de serviços? Há dinheiro para pagar mais profissionais? Seja professores, médicos ou policiais?

Penso que chegamos num momento onde precisamos conversar seriamente sobre o adensamento populacional. O que, em outras palavras, significa trazer as pessoas para as partes da cidade com infraestrutura.

Hoje, a capacidade financeira da cidade não permite que façamos grandes expansões de programas de saneamento básico. Já nosso transporte se mostra ineficiente, quando o modelo é altamente dependente de ônibus para circular. Caso trouxéssemos a cidade para as regiões centrais, teríamos uma chance de ter sucesso.

Morro Menino Deus à noite, centro de São Gonçalo. Foto: Fernando Bittencourt
Morro Menino Deus à noite, centro de São Gonçalo. Foto: Fernando Bittencourt

E onde milícias e tráfico entram nisso?

Há algum tempo, tem sido perceptível que o modelo do tráfico de drogas, como um comércio regular, sofreria o baque econômico. O comércio de substâncias ilícitas funciona como qualquer outro produto. Depende dos fluxos de oferta e demanda. Precisa de consumidores.

Porém, numa cidade cada vez mais empobrecida como a nossa e com consistentes programas aliados a instituições religiosas, que afastam muitos do universo das drogas, talvez a venda de “pó de 10” ou “maconha de 20” não seja mais tão lucrativa. Sem falar nas operações de retenção da carga, que impactam os negócios criminosos.

Com o modelo de extorsão de moradores e comerciantes, os criminosos têm mais chances de ter um “negócio rentável”. Basta que a facção domine a região para vender gás, segurança, luz, internet… enfim, tudo.

É como se o tráfico de drogas saísse do modelo de negócio focado em produtos para o de serviços. E nesse sentido, o domínio do território, por conta da ausência do estado, é o componente fundamental para que milicianos e traficantes tenham um projeto vencedor.

Em alguns lugares, comerciantes estimam que os criminosos arrecadem R$ 100 mil reais por mês. Valor que, no ano, é cerca de 0,1% do orçamento de São Gonçalo.

Casas do Minha Casa Minha Vida na Venda da Cruz
Política de habitacional acertada em São Gonçalo. Ao invés de fazerem um “Minha Casa Minha Vida” num local isolado, trouxeram para uma área com infraestrutura.

E para onde adensar a cidade?

A saída mais viável seria a verticalização. Nosso território é dominado por casas baixas, com 2 ou 3 pavimentos, no máximo. Ainda sim, nos bairros com grande infraestrutura, como no 4º, 5º e a parte mais valorizada do 1º distrito, há um potencial de crescimento que pode ser aproveitado.

Mas para isso, é necessário que os vereadores construam um excelente plano diretor. Em conjunto com um prefeito qualificado e com visão, seria possível dar os primeiros passos para redesenhar a cidade, reduzindo o tamanho da área ocupada e facilitando a distribuição de serviços entre a população. Inclusive, a segurança. Afinal, se Polícia puder atuar num território menor, com o mesmo efetivo de hoje, ela tende a ser mais eficiente.

Num cenário de baixo orçamento, o adensamento populacional facilitaria a logística, concentrando e otimizando recursos, que podem proporcionar, também, uma melhor qualidade de vida aos cidadãos.

Curiosamente, a milícia da zona oeste do Rio teve a mesma ideia. A construção de prédios na Muzema, por exemplo, têm a mesma função. Além da venda de imóveis, encurralam a população em um só território, ganhando eternos “condôminos”. Garantindo a renda da organização criminosa para sempre.

E é essa lógica que precisamos combater. Sem confronto, sem tiros, só com boas políticas habitacionais. E aí, será que conseguiremos fazer isso nos próximos 10 anos? É uma boa pergunta.

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Imprensa e Comunicação Local em São Gonçalo com Claudionei Abreu https://simsaogoncalo.com.br/claudionei-abreu/ https://simsaogoncalo.com.br/claudionei-abreu/#respond Tue, 09 Jun 2020 23:43:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7837 O ‘Fala com Matheus’ de hoje é com Claudionei Abreu, criador do site A Política RJ (https://www.apoliticarj.com), que cobre os assuntos da política de São Gonçalo e do Estado do Rio de Janeiro. Assista!

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O ‘Fala com Matheus’ de hoje é com Claudionei Abreu, criador do site A Política RJ (https://www.apoliticarj.com), que cobre os assuntos da política de São Gonçalo e do Estado do Rio de Janeiro. Assista!

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A Grande Alcântara e seus desafios pós-Covid com Mário Lima Jr. https://simsaogoncalo.com.br/mario-lima-jr-conversa/ https://simsaogoncalo.com.br/mario-lima-jr-conversa/#respond Tue, 09 Jun 2020 23:38:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7834 Mário Lima Jr é analista de sistemas, escritor e cronista sobre os desafios sociais de São Gonçalo. Já lançou livros e publica semanalmente em seu site, o mariolimajr.com. É cria de São Gonçalo há mais de 30 anos, com um olhar particular para o grande Alcântara, região que é especialista. Confira o podcast! Ouça o […]

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Mário Lima Jr é analista de sistemas, escritor e cronista sobre os desafios sociais de São Gonçalo. Já lançou livros e publica semanalmente em seu site, o mariolimajr.com. É cria de São Gonçalo há mais de 30 anos, com um olhar particular para o grande Alcântara, região que é especialista. Confira o podcast!

Ouça o #7 Fala com Matheus!

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Morar em São Gonçalo ainda é um desejo para muitos brasileiros https://simsaogoncalo.com.br/morar-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/morar-em-sao-goncalo/#comments Mon, 01 Jun 2020 23:24:06 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7805 Em meio à crise do COVID-19, morar em São Gonçalo é uma boa opção para muitos brasileiros. E tive mais uma prova essa semana, quando recebi (mais) uma mensagem de pessoas pensando em arriscar a vida aqui. Durante todo o século XX, a população da cidade cresceu rapidamente. Tempos de indústrias e capital nacional como […]

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Em meio à crise do COVID-19, morar em São Gonçalo é uma boa opção para muitos brasileiros. E tive mais uma prova essa semana, quando recebi (mais) uma mensagem de pessoas pensando em arriscar a vida aqui.

Durante todo o século XX, a população da cidade cresceu rapidamente. Tempos de indústrias e capital nacional como nossa vizinha. Mas há tempos que essa realidade mudou. Ainda sim, carregamos conosco o DDD 021 e a companhia da, agora, ex-cidade olímpica. O que aos olhos do país, pode significar muito.

Dessa vez, a pessoa que entrou em contato mora em Pernambuco. Contou que uma parente muito próxima tinha vindo para cá. E agora, ela estava avaliando a própria vinda com a família completa para “arriscar uma nova vida”. Me perguntou sobre alguns bairros e, principalmente, se havia oferta de empregos por aqui.

Fui sincero, porém, cauteloso. Disse que, em tempos de Covid-19, muitas pessoas tinham perdido seus trabalhos, sem contar as já desempregadas. E que é difícil saber o que acontecerá nos próximos meses. Logo, seria bom pensar bastante antes de rumar ao incerto.

A experiência de morar em São Gonçalo é diferente para cada um

Depois disso, fiquei pensando o quão é desconfortável dizer à uma pessoa o que é ruim ou bom, tendo em vista as disparidades brasileiras. Não conheço a realidade dela. Afinal, em algumas partes da cidade, o nível de vida é muito melhor que em boa parte do Brasil, com água potável, luz, internet rápida e serviços próximos.

Generalizar que São Gonçalo é ruim sem saber essas realidades externas seria imprudente. E essa conversa ainda me acendeu outra luz: mesmo em decadência, ainda há pessoas migrando para cá, desejando morar em São Gonçalo.

Sinto falta de ter uma pesquisa local mapeando esse público migrante. Mas não é a primeira vez que escuto essa história. Das outras que ouvi, as pessoas vinham, particularmente, das regiões nordeste e norte. Ambas pobres quando comparadas ao Sudeste, onde estamos.

Isso pode ser um indicativo para compreender melhor para onde a cidade está indo. Qual será o perfil demográfico em 10 anos? Onde será necessário investir?

Exportamos muitos cérebros. São diversos os talentos que migram para o Rio, São Paulo, Brasilia e para o exterior. Nossa população mudou e continua mudando constantemente. Quanto mais enxergarmos e compreendermos as pessoas, melhores os serviços – públicos e privados – poderão ser desenvolvidos e aprimorados por aqui.

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Reabertura do comércio sem hospitais de campanha é uma atitude ousada https://simsaogoncalo.com.br/reabertura-do-comercio-hospitais-campanha/ https://simsaogoncalo.com.br/reabertura-do-comercio-hospitais-campanha/#respond Mon, 25 May 2020 03:36:59 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7796 A Covid-19 avança em São Gonçalo e no Brasil. Os casos de óbito dobraram em 12 dias. Enquanto isso, um governo federal, incompetente, e um governo estadual, viciado em péssimas práticas na saúde, afundam a cada pessoa que se vai. A administração do município, falida e desmoralizada, enxuga gelo. Sabe que, quanto mais as coisas […]

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A Covid-19 avança em São Gonçalo e no Brasil. Os casos de óbito dobraram em 12 dias. Enquanto isso, um governo federal, incompetente, e um governo estadual, viciado em péssimas práticas na saúde, afundam a cada pessoa que se vai. A administração do município, falida e desmoralizada, enxuga gelo. Sabe que, quanto mais as coisas complicam, mais problemas cairão no seu colo, inevitavelmente.

Nesta última semana, a falta de planejamento ficou ainda mais evidente. Inclusive no nosso caso, com o hospital de campanha do Mauá. O secretário de saúde do estado deu uma declaração de que, talvez, não ficasse pronto. Afinal, o “o número de casos está diminuindo”. Mas, como, secretário? Se acabamos de entrar num crescimento veloz de óbitos diários?

Ah, uma explicação importantíssima: apesar do número de curados ser imenso, o número de óbitos serve como um marcador. Ou seja, um guia para entender a evolução dos casos no Brasil.

Por conta da completa falta de planejamento e integração entre os governos, municípios estão rendidos. Muitos, pressionados por todos os lados, estão prestes a liberar o comércio. Porém, sem hospitais funcionando a pleno vapor.

Reabertura do comércio, quando acontecerá?

Hospitais de campanha seriam fundamentais para absorver o fluxo de pessoas infectadas, decorrente das reaberturas. O índice de hospitalização da Covid-19 é alto. E num país como o Brasil, onde a infecção cresce, há a possibilidade de que lotemos hospitais. Isso significaria inviabilizar o sistema de saúde. O conhecido colapso.

O vírus está mostrando que não há privilegiados nessa guerra. Essa semana, levou o médico e ex-vereador Augusto Senna, e o ex-policial e deputado estadual Gil Vianna, de Campos. Aliás, em São Gonçalo, em 3 dias morreram 3 médicos. Todos no front de atendimento.

E para mostrar como o cenário está pré-crítico, essa semana, uma médica do hospital de campanha do Maracanã, único em funcionamento, pediu demissão e publicou um vídeo denunciando as péssimas condições de trabalho.

Estamos vivendo um festival de incompetências. Há pessoas pondo ideologias à frente da vida humana. E outras que parecem ter lançado à própria sorte o futuro de nossos filhos, sobrinhos, primos, netos. Ou seja, da próxima geração que está porvir.

E dependendo do estrago, vamos demorar a nos reconstruir. Proteja-se!

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Demissões e Relações Trabalhistas em tempos de COVID-19 com Fabrício Araújo https://simsaogoncalo.com.br/relacoes-trabalhistas-fabricio-araujo/ https://simsaogoncalo.com.br/relacoes-trabalhistas-fabricio-araujo/#comments Tue, 19 May 2020 05:02:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7790 O Fala Com Matheus de hoje é com Fabrício Araújo. Ele é advogado, especialista em direito trabalhista, com experiência em advocacia empresarial. Nossa conversa foi sobre o cenário das relações trabalhistas com a crise do CoronaVírus. Num ambiente onde pequenas e médias empresas lutam para sobreviver e empregados são demitidos sem receber nada, falamos sobre […]

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O Fala Com Matheus de hoje é com Fabrício Araújo. Ele é advogado, especialista em direito trabalhista, com experiência em advocacia empresarial. Nossa conversa foi sobre o cenário das relações trabalhistas com a crise do CoronaVírus. Num ambiente onde pequenas e médias empresas lutam para sobreviver e empregados são demitidos sem receber nada, falamos sobre como atitudes políticas e econômicas impactarão as relações do trabalho agora e nos próximos anos. Fato do Príncipe, Uberização, ações trabalhistas.

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A história oral dos bairros gonçalenses com Erick Bernardes https://simsaogoncalo.com.br/erick-bernardes/ https://simsaogoncalo.com.br/erick-bernardes/#respond Fri, 15 May 2020 01:43:32 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7783 Erick Bernardes é autor do livro “Cambada, Crônicas de Papa-Goiabas”, uma série de crônicas que resgatam a história oral de diversos bairros de São Gonçalo, como Alcântara, Vila Lage, Luiz Caçador, Largo da Ideia, entre outros. É professor, formado em Letras pela FFP/UERJ e escreve periodicamente suas crônicas no jornal Daki. Para adquirir o livro […]

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Erick Bernardes é autor do livro “Cambada, Crônicas de Papa-Goiabas”, uma série de crônicas que resgatam a história oral de diversos bairros de São Gonçalo, como Alcântara, Vila Lage, Luiz Caçador, Largo da Ideia, entre outros. É professor, formado em Letras pela FFP/UERJ e escreve periodicamente suas crônicas no jornal Daki.

Para adquirir o livro ou falar diretamente com o autor, seguem os contatos:
Email ergalharti@hotmail.com
Zap. 21 98571.9114

 

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Emagrecer na pandemia com Dr. Fernando Cézar Baptista https://simsaogoncalo.com.br/4-fernando-cezar-baptista/ https://simsaogoncalo.com.br/4-fernando-cezar-baptista/#respond Tue, 12 May 2020 04:20:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7758 Fernando Cézar Baptista é médico, com foco em nutrologista e medicina esportiva. Mas quem o conhece em São Gonçalo sabe de sua versatilidade. Já foi médico na UMPA do Pacheco, no Pronto Socorro Central, no Zé Garoto, além das atuações nos Programa de Saúde da Família na cidade. Hoje, a conversa é sobre como lidar […]

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Fernando Cézar Baptista é médico, com foco em nutrologista e medicina esportiva. Mas quem o conhece em São Gonçalo sabe de sua versatilidade. Já foi médico na UMPA do Pacheco, no Pronto Socorro Central, no Zé Garoto, além das atuações nos Programa de Saúde da Família na cidade. Hoje, a conversa é sobre como lidar com as questões alimentares e saúde mental em tempos de Covid-19. Além de, claro, contar histórias sobre o trabalho em São Gonçalo. Confira o vídeo!

Busque por “FALA COM MATHEUS” na sua ferramenta preferida de poscasts (Spotify, Deezer, Castbox, iPodcast, entre outras).

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Carnaval, Samba e a vida do professor brasileiro com André Churros https://simsaogoncalo.com.br/3-andre-churros/ https://simsaogoncalo.com.br/3-andre-churros/#respond Tue, 12 May 2020 04:19:05 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7756 André Churros é professor de língua portuguesa e literatura. Músico percussionista, é especialista quando o assunto é samba e carnaval brasileiro. Em 2020, lançou um canal no Youtube para falar sobre suas paixões, como a literatura, samba, carnaval, percussão, música e teatro. O FALA COM MATHEUS #03 perpassou por vários assuntos. Da Marquês de Sapucaí […]

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André Churros é professor de língua portuguesa e literatura. Músico percussionista, é especialista quando o assunto é samba e carnaval brasileiro. Em 2020, lançou um canal no Youtube para falar sobre suas paixões, como a literatura, samba, carnaval, percussão, música e teatro. O FALA COM MATHEUS #03 perpassou por vários assuntos. Da Marquês de Sapucaí às salas de aula, chegando às análises sobre como andam as relações entre jovens, escolas e suas famílias.

A conversa rendeu e já está disponível no seu tocador de Podcasts. Busque por: FALA COM MATHEUS. 😉

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Pra que dar $600 reais para o povo se fecham os bancos? https://simsaogoncalo.com.br/fecham-os-bancos/ https://simsaogoncalo.com.br/fecham-os-bancos/#respond Mon, 11 May 2020 22:59:52 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7761 Nesse momento que estamos vivendo, bancos são essenciais. Mas as longas filas de hoje, publicadas pelo Jornal O Dia, mostraram o pouco compromisso do Itaú com os clientes. Em meio a pandemia, fecham os bancos. Naturalmente, após horas aguardando, as pessoas se revoltaram com a informação da não abertura da agência em Alcântara. Inclusive, essa […]

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Nesse momento que estamos vivendo, bancos são essenciais. Mas as longas filas de hoje, publicadas pelo Jornal O Dia, mostraram o pouco compromisso do Itaú com os clientes. Em meio a pandemia, fecham os bancos. Naturalmente, após horas aguardando, as pessoas se revoltaram com a informação da não abertura da agência em Alcântara. Inclusive, essa frase título foi dita por uma pessoa que se indignou com o fato.

Camelôs e pequenas barraquinhas, como pipoqueiros e fruteiros, por exemplo, entre outros trabalhadores, terão que mudar sua realidade rapidamente. Muitas pessoas ainda são dependentes do dinheiro físico, do papel moeda. E para estes negócios menores, aceitar cartão, ou qualquer outra forma de transferir dinheiro, deixará de ser opcional. Será uma condição para existir. Afinal, para evitar aglomerações nas agências, em breve, é possível que o dinheiro se virtualize de vez.

Mas se fecham os bancos, há outro problema: os desbancarizados

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em 2019, mostrou que 1 em cada 3 pessoas no Brasil não tem conta em banco ou não a acessam há mais de 6 meses. Em contrapartida, estima-se que movimentam cerca de R$800 bilhões de reais.

Com a chegada do auxílio emergencial, ficou evidente que muita gente, além do CPF inativo, também não tem conta, nem intimidade com serviços bancários. Para essas pessoas, a necessidade impôs um desafio maior: serão incluídas no sistema “à força”.

Isso não quer dizer que não iremos mais usar dinheiro em papel moeda no Brasil. Também não quer dizer que teremos um mundo financeiro completamente virtualizado, como na China.

Estamos vendo a história acontecer. E esses impactos sobre como lidamos com o dinheiro farão toda a diferença no desenvolvimento da economia pós-covid. Especialmente aqui, em São Gonçalo. No meio desse caos, as mudanças estão à caminho.

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Bloqueio de Rio e Niterói pode ter retardado o efeito da Covid-19 em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/bloqueio-retardado-o-efeito/ https://simsaogoncalo.com.br/bloqueio-retardado-o-efeito/#comments Fri, 08 May 2020 23:38:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7754 O assunto CoronaVírus está entre nós há alguns meses. Ainda sim, chegando a quase 10.000 óbitos em todo o Brasil, ainda há muitos brasileiros que duvidam do que está acontecendo. Em São Gonçalo, não é diferente. Mas aqui, talvez haja uma hipótese para isso. É possível que o bloqueio antecipado dos acesso à cidade do […]

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O assunto CoronaVírus está entre nós há alguns meses. Ainda sim, chegando a quase 10.000 óbitos em todo o Brasil, ainda há muitos brasileiros que duvidam do que está acontecendo. Em São Gonçalo, não é diferente. Mas aqui, talvez haja uma hipótese para isso. É possível que o bloqueio antecipado dos acesso à cidade do Rio, desde 21 de março, e o controle das idas à Niterói, tenha retardado o efeito da Covid-19 em nosso território.

O bairro de Campo Grande é um bom exemplo comparativo. Com mais de 330 mil pessoas (Censo/2010), é o maior bairro em população do Brasil. Há duas semanas atrás, estava com tudo funcionando a todo vapor. Na última quarta, já contabilizava 38 vítimas fatais, enquanto São Gonçalo marcava o mesmo número. Entretanto, temos 3 vezes mais pessoas que lá. E mesmo que levemos as subnotificações em conta, como elas são um problema em todo o território brasileiro, é um fator que possivelmente não alteraria esse comparativo.

Já em Bangu, com cerca de 250 mil pessoas, eram 36 óbitos na mesma data. Seguido por Realengo, com 27, e Santa Cruz, com 25 mortes. A soma desses quatro bairros dá a nossa população: cerca de 1 milhão de habitantes. Porém, o número de óbitos dos cariocas foi de 3,3 vezes mais. O que nos faz pensar que a circulação de pessoas dentro da capital fez com que esse cenário acontecesse.

Penso que a restrição à Niterói também foi fundamental nessa proteção momentânea à São Gonçalo. Afinal, nossa cidade vizinha é uma das mais ricas do Brasil, com cerca de 50% de sua população com uma renda considerada alta para os padrões brasileiros. Consequentemente, viajam mais. E como já provado, os viajantes ajudaram na importação do vírus. Como muitos gonçalenses trabalham ou estudam em Niterói, o contágio veloz seria inevitável.

É bom lembrar que o vírus não tira folga, férias ou feriado. E que, nessas últimas semanas, ele segue seu crescimento infeccioso por aqui. Muitos de nós continuam se comportando como se nada estivesse acontecendo. Outros já perderam amigos. E as ações que podem ter retardado o efeito do vírus antes, talvez não sejam mais relevantes no futuro próximo.

Infelizmente, para muita gente São Gonçalo é uma ilha. E “essas coisas de Corona” não chegam até aqui. Mas até hoje (08/05/2020), foram 49 óbitos confirmados. Sendo que, o estado do Rio, com uma população com menos da metade de São Paulo, no dia 07/05, contabilizou mais óbitos em 24 horas que o estado vizinho. Precisamos ficar atentos.

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Desinfecção funciona sem as ações mais básicas contra o COVID-19? https://simsaogoncalo.com.br/desinfeccao-funciona/ https://simsaogoncalo.com.br/desinfeccao-funciona/#respond Sat, 02 May 2020 21:27:13 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7734 O assunto é desinfecção. 🦠 E logo aparece a primeira pergunta: mas será que gastar grana com isso, neste momento, sem ter conseguido resolver os problemas mais básicos, é realmente necessário? Será que vai funcionar? Todos os dias, vemos filas nos bancos, aglomeração em Alcântara e comércio a pleno vapor nos bairros menores. E a […]

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O assunto é desinfecção. 🦠 E logo aparece a primeira pergunta: mas será que gastar grana com isso, neste momento, sem ter conseguido resolver os problemas mais básicos, é realmente necessário? Será que vai funcionar?

Todos os dias, vemos filas nos bancos, aglomeração em Alcântara e comércio a pleno vapor nos bairros menores. E a sensação que fica é que parecem ações para aparecer. Também conhecidas como “coisas para inglês ver”.

Penso que se essa grana de “desinfecção” fosse usada em prol dos 👮🏽‍♀️ policiais e guardas municipais, estes poderiam ter mais condições para atuar na fiscalização sobre as aglomerações. Outra boa alternativa seria se o serviço fosse feito nos ônibus, nas chegadas e partidas dos terminais rodoviários. Teríamos medidas mais palpáveis e eficazes contra um vírus que já nos mostrou que só está começando.

Sei que todas as ações são válidas. Mas quando não resolvemos o básico, faz sentido?

Aliás, as notícias da semana trazem algo que considero ainda mais problemático que ⚰ funerárias e hospitais colapsados: já há profissionais de saúde pedindo demissão pelas péssimas condições de trabalho.

Depois de semanas de quarentena, nos preparando para o momento mais crítico, nem os hospitais de campanha estão prontos em sua totalidade. Os absurdos se acumulam, com mais pessoas ficando doentes de “síndromes respiratórias” 🌡 a cada dia que passa.

A impressão é que estamos sendo enrolados. Afinal, os serviços feitos em “parceria” com as prefeituras vizinhas, certamente serão usados nas campanhas eleitorais de seus ungidos. Nada é grátis. Nem almoço, muito menos desinfecção.

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A prefeita Eliane Nanci foi internada no Rio. E os nossos hospitais? https://simsaogoncalo.com.br/a-prefeita-eliane-nanci-foi-internada-no-rio-e-os-nossos-hospitais/ https://simsaogoncalo.com.br/a-prefeita-eliane-nanci-foi-internada-no-rio-e-os-nossos-hospitais/#respond Fri, 01 May 2020 21:37:23 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7731 Segundo o Jornal O São Gonçalo, a nossa prefeita, Eliane Nanci, está internada no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul do Rio. Desejo melhoras para ela, de verdade. Até porque, ainda faltam 6 meses para o término do mandato dela. Seu esposo encontra-se em casa. Mas fica uma reflexão fundamental sobre o futuro da saúde […]

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Segundo o Jornal O São Gonçalo, a nossa prefeita, Eliane Nanci, está internada no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul do Rio. Desejo melhoras para ela, de verdade. Até porque, ainda faltam 6 meses para o término do mandato dela. Seu esposo encontra-se em casa.

Mas fica uma reflexão fundamental sobre o futuro da saúde na região: E NÓS?

Sabemos que eles residem no Zé Garoto, local onde há um hospital público de referência para o Covid-19 e um hospital particular. E ainda assim, foi para Niterói, na rede particular. Mas o mais surpreendente é ter sido transferida para Botafogo, após o agravamento.

Será que do “lado de cá” da ponte não temos a mínima estrutura para cuidar de casos graves? O que será dos nossos próximos nas semanas a seguir?

Se após a crise da Covid-19 a gente não ficar em cima da gestão pública, a tendência é que nosso nível de vida piore e criemos abismos cada vez maiores em nossa sociedade.

Novamente, desejo melhoras à prefeita. E que, em sua volta, ela possa corrigir os erros absurdos desses últimos 3 anos e meio de mandato que não permitiram que, nem mesmo ela, pudesse ser internada aqui em São Gonçalo.

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O Álcool Gel mais caro do Brasil é fruto da falta de transparência https://simsaogoncalo.com.br/alcool-gel-mais-caro-do-brasil/ https://simsaogoncalo.com.br/alcool-gel-mais-caro-do-brasil/#respond Thu, 30 Apr 2020 19:58:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7722 Em pleno momento que vivemos, com previsões nada animadoras para a população, como falta de recursos nos hospitais, uma notícia como a compra do álcool gel mais caro do Brasil causa indignação. Após a denúncia, a prefeitura explicou que o produto não era álcool em gel. Porém, fica claro que a displicência na descrição do […]

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Em pleno momento que vivemos, com previsões nada animadoras para a população, como falta de recursos nos hospitais, uma notícia como a compra do álcool gel mais caro do Brasil causa indignação.

Após a denúncia, a prefeitura explicou que o produto não era álcool em gel. Porém, fica claro que a displicência na descrição do produto orçado e a não existência de um escritório no endereço disponibilizado pela empresa são frutos do mesmo problema de sempre: a falta de transparência. A certeza do “faz qualquer coisa aí, que não pega não”.

Não é porque há orçamentos publicados que a prefeitura está sendo transparente. Se o escrito não condiz com a realidade, está incorreto. Se a fornecedora All Labs fornece insumos à prefeitura há 2 anos, para o cidadão, não pode haver dúvidas sobre a idoneidade da empresa. Afinal, é dinheiro público!

Para mim, a transparência é a ferramenta mais importante da gestão pública nos dias atuais e futuros. Num momento de calamidade pública, a flexibilização de licitações pode abrir caminho para uma farra completa. E pagar R$105,00 reais por 800 frascos de “antissépticos higienizantes de uso tópico para mãos” com 500ml cada, como é a descrição nebulosa do produto, pode ser justa ou absurda, pela simples despreocupação em ser claro no que se escreve.

Ata de Registro de preços do Álcool Gel mais caro do Brasil

É importante lembrar que há apenas 2 semanas atrás, o RJTV mostrou denúncias sobre o plágio, também conhecido como “copiou colou”, de propostas para construção dos hospitais de campanha do RJ, incluindo o nosso, aqui no Mauá. Na mesma situação, quando se vai aos endereços descritos nas propostas, não há sede das empresas proponentes. E assim como no caso do “álcool gel mais caro do Brasil”, ao chegar nos endereços fornecidos, só encontraram residências. Empresa mesmo, só no papel.

À prefeitura, não basta ser honesta, tem de parecer honesta. E com tantos casos duvidosos no passado recente, como aqueles contratos milionários com parentes de um certo vereador, qualquer fumaça é mais que fogo: é incêndio!

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#2 FALA COM MATHEUS – Com Rodrigo Santos, escritor e professor https://simsaogoncalo.com.br/fala-com-matheus-rodrigo-santos/ https://simsaogoncalo.com.br/fala-com-matheus-rodrigo-santos/#respond Tue, 28 Apr 2020 23:44:37 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7717 Rodrigo Santos é escritor, roteirista, maratonista, professor e autor do livro “Macumba”, um ótimo romance policial cujo cenário principal é a nossa São Gonçalo. Ele é o convidado do #02 FALA COM MATHEUS, o podcast produzido por Matheus Graciano / Sim São Gonçalo que já está disponível no seu app predileto (Spotify, Deezer, Castbox, entre […]

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Rodrigo Santos é escritor, roteirista, maratonista, professor e autor do livro “Macumba”, um ótimo romance policial cujo cenário principal é a nossa São Gonçalo. Ele é o convidado do #02 FALA COM MATHEUS, o podcast produzido por Matheus Graciano / Sim São Gonçalo que já está disponível no seu app predileto (Spotify, Deezer, Castbox, entre outros).

Ouça e confira o episódio, que fala sobre Alcântara, a vivência em São Gonçalo nos anos 80 e 90, a educação pública atual e dicas para você que também deseja ser uma escritora/escritor.

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Orçamento público do governo RJ e São Gonçalo com João Pires https://simsaogoncalo.com.br/conversa-joao-pires/ https://simsaogoncalo.com.br/conversa-joao-pires/#respond Thu, 23 Apr 2020 05:47:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7712 O primeiro episódio do “Fala com Matheus” foi com João Pires, estudante de economia UFF. Cria do Coelho, São Gonçalo, ele é assessor parlamentar no gabinete do deputado estadual Renan Ferreirinha (2019-2022). Conversamos sobre orçamento do Rio de Janeiro pós crise do Covid-19, queda dos preços do petróleo e como atinge os aposentados, receitas e […]

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O primeiro episódio do “Fala com Matheus” foi com João Pires, estudante de economia UFF. Cria do Coelho, São Gonçalo, ele é assessor parlamentar no gabinete do deputado estadual Renan Ferreirinha (2019-2022). Conversamos sobre orçamento do Rio de Janeiro pós crise do Covid-19, queda dos preços do petróleo e como atinge os aposentados, receitas e despesas do estado, e sobre o orçamento da própria São Gonçalo.

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Doar 50% do salário só agora, vereadores? Vocês estão aí há 3 anos! https://simsaogoncalo.com.br/salario-so-agora/ https://simsaogoncalo.com.br/salario-so-agora/#respond Sun, 19 Apr 2020 00:31:49 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7687 Eleitos em 2016, os vereadores de São Gonçalo tomaram posse em janeiro de 2017. De lá para cá, foram 40 meses onde um salário líquido de cerca de R$12.000, doze mil reais, caiu ininterruptamente em suas contas. Uma soma total de quase meio milhão de reais em pouco mais de 3 anos. Algo impensável para […]

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Eleitos em 2016, os vereadores de São Gonçalo tomaram posse em janeiro de 2017. De lá para cá, foram 40 meses onde um salário líquido de cerca de R$12.000, doze mil reais, caiu ininterruptamente em suas contas. Uma soma total de quase meio milhão de reais em pouco mais de 3 anos. Algo impensável para a maioria das pessoas no município com o mesmo nível de instrução de boa parte dos parlamentares.

Mas aí, chegou a crise do CoronaVírus. E todas as fragilidades da cidade ficaram mais expostas. Das estruturas de saúde que não funcionam ou estão sucateadas, como a Clínica do Vila 3, até a precária guarda municipal, que não tem estrutura para fiscalizar a cidade inteira.

No impulso de mostrar serviço, veio o primeiro absurdo: criar uma lei para doar o salário. E logo as perguntas vieram: afinal, é preciso lei para doar algo de seu próprio bolso?

Semanas depois, talvez vendo o quão ridículo a proposta era, os vereadores formalizaram uma proposta junto a OAB de São Gonçalo para fazer este “grande gesto” durante o atual período. Que também é… um período pré-eleitoral.

Ainda sim, a pergunta principal fica no ar: por que só agora? Será que ninguém da Câmara Municipal de São Gonçalo consegue enxergar o quão absurdo é um salário destas proporções na cidade com menor orçamento per capita do Estado do Rio de Janeiro?

E mais: como sustentar esses valores no futuro, sabendo da recessão – quiçá depressão – econômica que o Brasil viverá nos próximos meses, talvez anos?

Se há uma coisa imperativa para a próxima legislatura municipal é a doação de seus próprios salários para projetos que façam sentido na cidade. Afinal, 4 anos de 50% do salário líquido são quase R$300.000 (trezentos mil reais) retornados para a cidade.

Sei que há políticos que afirmam que “manter um mandato é caro”. Pessoalmente, discordo. É caro para quem deseja fazer a mesma política de sempre, com a velha troca de favores baseada na ineficiência do estado. Que muita das vezes gerada por quem não faz o trabalho de fiscalizar.

Penso que os políticos pós crise do CoronaVírus precisarão se doar e ESTUDAR muito mais que os anteriores. Porque as cobranças só aumentarão. E pagar salários dessa magnitude numa cidade própria, com arrecadação baixa e pouco emprego, será mais que absurdo: será inaceitável.

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Teremos comércio aberto quando os hospitais estiverem funcionando? https://simsaogoncalo.com.br/teremos-comercio-aberto/ https://simsaogoncalo.com.br/teremos-comercio-aberto/#comments Fri, 17 Apr 2020 22:11:33 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7706 Comércio aberto, comércio fechado. Março foi intenso. A quarentena que começou no terceiro mês de 2020 tinha o apoio de 3 em cada 4 pessoas quando iniciou. Até aquele momento, o futuro era uma incógnita. Porém, com a eficácia da medida, as pessoas começaram a relaxar. E junto, vieram teorias conspiratórias, guerrinhas políticas, entre outras […]

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Comércio aberto, comércio fechado. Março foi intenso. A quarentena que começou no terceiro mês de 2020 tinha o apoio de 3 em cada 4 pessoas quando iniciou. Até aquele momento, o futuro era uma incógnita.

Porém, com a eficácia da medida, as pessoas começaram a relaxar. E junto, vieram teorias conspiratórias, guerrinhas políticas, entre outras bobagens sem sentido quando o assunto é saúde pública. Manter o comércio aberto ou fechado virou (mais uma) ferramenta de polarização política.

Um mês depois da decretação da quarentena no Rio de Janeiro, já vimos prefeituras e estados tomando medidas de todas as naturezas para reduzir o estrago que o Corona Vírus está fazendo no mundo. E uma delas é a criação dos hospitais de campanha.

Construção do Hospital de Campanha de São Gonçalo no Mauá
Construção do Hospital de Campanha de São Gonçalo no Mauá. Crédito: Divulgação / Prefeitura de São Gonçalo

Será que teremos comércio aberto após o funcionamento dos hospitais de campanha?

Com a pressão que o governo federal está fazendo nos estados e municípios, aliada à descrença de muitas pessoas ao real dano do vírus, há uma tendência de que as lojas estejam abertas em breve. A quebradeira geral das empresas e a redução de renda de muitas pessoas fazem com que esse clamor só aumente.

E uma possível garantia para que a reabertura aconteça, poderá ser o início do funcionamento dos hospitais de campanha. Afinal, com mais leitos disponíveis, será possível internar as pessoas que precisem ser hospitalizadas.

Essa hipótese, entretanto, bate num ponto delicado: e se o contágio sair do controle? E se o nível de pessoas com CoronaVírus que precisarem ser hospitalizadas for muito maior que o previsto? Quem se responsabilizará pelo caos?

É sempre bom lembrar que muitos de nós, brasileiros, temos doenças como hipertensão, obesidade e diabetes bem antes de nos tornarmos idosos. Sendo assim, há vários grupos mais sensíveis que, não necessariamente, são idosos. E a circulação de pessoas nas ruas, mesmo que em fases, pode criar uma “segunda onda” de infectados.

E se isso acontecer, o resultado será um lockdown, ou seja, um fechamento ainda mais restritivo do comércio.

Ressalto sempre que, enquanto não tivermos testes, ficaremos discutindo como loucos. Estamos no escuro, com poucos raios de luz. O aumento na testagem, certamente, nos dará novas perspectivas.

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Primeiras cenas pós-CoronaVírus são tensas, mas o futuro será melhor https://simsaogoncalo.com.br/futuro-sera-melhor/ https://simsaogoncalo.com.br/futuro-sera-melhor/#respond Thu, 09 Apr 2020 23:41:00 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7694 Passamos o dia vendo confusões no Zé Garoto e em Alcântara. O motivo? Renda. Dinheiro! Vendo esse início, fica a questão:o futuro será melhor? O primeiro caso, foi por conta da dificuldade nos trâmites do auxílio. Muitas pessoas não estavam com seus CPFs regularizados, infelizmente. O segundo, porque quererem trabalhar em tempos de quarentena. Afinal, […]

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Passamos o dia vendo confusões no Zé Garoto e em Alcântara. O motivo? Renda. Dinheiro! Vendo esse início, fica a questão:o futuro será melhor?

O primeiro caso, foi por conta da dificuldade nos trâmites do auxílio. Muitas pessoas não estavam com seus CPFs regularizados, infelizmente. O segundo, porque quererem trabalhar em tempos de quarentena. Afinal, ainda não receberam seu auxílio emergencial de R$600.

E esse é só o primeiro capítulo da nossa história pós-CoronaVírus.

Penso que poderia haver formas mais fáceis de fazer a identificação das pessoas para o recebimento. Receita Federal e Caixa são duas instituições públicas. É bastante absurdo que ambas não tenham conseguido se falar para planejar essa experiência do usuário, visto que esse debate sobre a renda mínima emergencial já está posto há algumas semanas.

Precisamos pensar nas pessoas. Pensar em facilitar suas vidas. Se há poucos funcionários nas instituições, novas soluções também podem existir para que estes dêem conta. E assim, teremos serviços mais ágeis, com comunicação transparente. É fundamental.

Essa crise será difícil. Ainda sim, vejo com bons olhos a inserção de renda na cidade, especialmente aos que mais precisam. Não se deixem enganar pelos capítulos iniciais. Os finais tendem a ser bem mais esperançosos.

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Piscinão de São Gonçalo – destruição e futuro da cidade https://simsaogoncalo.com.br/piscinao-de-sao-goncalo-destruicao-e-futuro-da-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/piscinao-de-sao-goncalo-destruicao-e-futuro-da-cidade/#respond Thu, 02 Apr 2020 15:49:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=8019 Os anos passam e nada muda. Confira esse vídeo feito em 2019 sobre o Piscinão e comente.  

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Os anos passam e nada muda. Confira esse vídeo feito em 2019 sobre o Piscinão e comente.

 

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Moradias no 3ºBI, um exemplo de planejamento habitacional https://simsaogoncalo.com.br/moradias-no-3obi-um-exemplo-de-planejamento-habitacional/ https://simsaogoncalo.com.br/moradias-no-3obi-um-exemplo-de-planejamento-habitacional/#respond Sun, 15 Mar 2020 01:54:29 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7680 Há pouco tempo, passei em frente ao antigo 3ºBI. Fiquei lembrando do ano de 2003, quando fui me apresentar por conta do alistamento militar obrigatório. A gente chegou às 6h. Filas, tensões e muita trocação de ideias do futuro. Como é natural aos 17, 18 anos. No final, ufa! 😅 Dispensado. E continuamos estudando para […]

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Há pouco tempo, passei em frente ao antigo 3ºBI. Fiquei lembrando do ano de 2003, quando fui me apresentar por conta do alistamento militar obrigatório.

A gente chegou às 6h. Filas, tensões e muita trocação de ideias do futuro. Como é natural aos 17, 18 anos. No final, ufa! 😅 Dispensado. E continuamos estudando para o vestibular que estava para chegar.

Ex 3ºBI na Venda da Cruz – hoje Minha Casa Minha Vida

De 3ºBI para Habitação Social na Venda da Cruz

Mesmo com toda a polêmica sobre utilizar ou não a área do batalhão para essa finalidade, penso que foi uma boa opção. Deram função social a um espaço imenso, promovendo habitação em uma região com uma certa infraestrutura, ao contrário do que foi feito em muitos lugares pelo #Brasil, pondo as casas em locais distantes e regiões precárias.

Adensar a população é fundamental para reduzir despesas, tornando o gasto público mais eficaz. Por exemplo, a Venda da Cruz já é asfaltada, tem abastecimento de água, linhas de ônibus. Coisas que, se fosse em um lugar mais distante, sem infraestrutura, teríamos que fazer melhorias ou instalar do zero, muita das vezes.

Casas do Minha Casa Minha Vida na Venda da Cruz

Há outras áreas na cidade que também podem passar por esse processo. Mas é preciso um planejamento estratégico para que as coisas sejam feitas da melhor maneira possível e com a participação de todos.

E você, conhece alguém ou mora perto? Quero muito ler seu comentário.

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A vala da Maria Rita e os problemas de saneamento básico do Porto Novo https://simsaogoncalo.com.br/vala-da-maria-rita/ https://simsaogoncalo.com.br/vala-da-maria-rita/#respond Tue, 10 Mar 2020 05:18:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7671 A vala da Maria Rita fica no Porto Novo. Ela é um reflexo dos nossos problemas urbanos agravados no século XX. Os moradores dizem que são 30 anos de vazamentos. O esgoto domiciliar transborda pelos bueiros, tornando a rua um perigo para saúde de quem passa pelas calçadas, inviabilizando o ir e vir no bairro. […]

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A vala da Maria Rita fica no Porto Novo. Ela é um reflexo dos nossos problemas urbanos agravados no século XX. Os moradores dizem que são 30 anos de vazamentos. O esgoto domiciliar transborda pelos bueiros, tornando a rua um perigo para saúde de quem passa pelas calçadas, inviabilizando o ir e vir no bairro.

Quando os carros e motos passam, desviam para não dar banho de esgoto nas pessoas. Os ônibus 526, da Estrela, param no meio da rua para desembarcar os passageiros num ponto seco. Uma humilhação do início ao fim para quem reside ali.

A vala da Maria Rita no Porto Novo
Ônibus 526, da Viação Estrela, desembarca passageira no meio do alagamento.

E não são poucas pessoas. A vala da Maria Rita passa bem em frente ao Condomínio Ícaro, um conjunto residencial com 3 blocos de 9 andares de apartamentos em cada um. Haja IPTU caindo na conta da Prefeitura! Bem ao lado, fica o CEJOP, uma das escolas mais antigas da região.

A vala da Maria Rita no Porto Novo

A rua Maria Rita é uma importante via de passagem. Isso explica o motivo de, em 2020, os moradores terem criado a página “A Vala Gostosa”, no Facebook, dada a fama da avenida. Uma maneira bem humorada de falar de um problema que só traz mau humor no cotidiano.

A Vala da Maria Rita – Porto Novo
Uma garça bebê achando que a vala da Maria Rita é um manguezal.

O Porto Novo, como o próprio nome diz, é um bairro que tinha um porto às margens da Baía de Guanabara, pelo menos até o início do século passado.

Ao longo das últimas décadas, houve muitas intervenções urbanísticas, incluindo a construção das residências. Entretanto, a prefeitura não conseguiu se planejar para acompanhar o crescimento populacional. E a falta de saneamento básico tem a vala como um reflexo.

Pessoas andando de bicicleta desviando da vala da Maria Rita, Porto Novo, São Gonçalo
Pessoas andando de bicicleta desviando da vala da Maria Rita, Porto Novo, São Gonçalo

Ocupamos as cabeceiras de rios, alagadiços, córregos, entre outros canais por onde as águas passavam no passado. Hoje, com eventos climáticos cada vez mais agressivos, os alagamentos aumentaram. Ainda sim, a falta de infraestrutura básica chegou num ponto tão difícil, que mesmo não chovendo os sistemas de esgotamento já não funcionam, de tão saturados que estão.

Vala da Maria Rita, em direção à rua Capitão João Manoel
Uma rua alagada.

Dessa vez, o exemplo foi a vala da Maria Rita. Mas poderia ser em diversas outras ruas de São Gonçalo que, infelizmente, tem problemas similares.

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Vereadores se lamentam ao vivo na TV Câmara de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/tv-camara-de-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/tv-camara-de-sao-goncalo/#respond Wed, 19 Feb 2020 05:22:37 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7657 A TV Câmara de São Gonçalo agora é ao vivo. Passados 7 anos do projeto proposto pelo, na época, vereador Diego São Paio, as sessões que antes eram gravadas e publicadas, agora são transmitidas em tempo real. Se irá gerar interesse, só o tempo dirá. Afinal, o que continua não gerando interesse são os assuntos […]

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A TV Câmara de São Gonçalo agora é ao vivo. Passados 7 anos do projeto proposto pelo, na época, vereador Diego São Paio, as sessões que antes eram gravadas e publicadas, agora são transmitidas em tempo real. Se irá gerar interesse, só o tempo dirá.

Afinal, o que continua não gerando interesse são os assuntos dos membros da casa. E o tema é sempre o mesmo: uma lamentação sem fim sobre as picuinhas municipais. Boa parte do que é falado até poderia ser útil à população, se não ficasse flagrante que o problema maior de cada um é “como são vistos” e não “o que posso gerar de valor para a cidade”.

Uns não sabem falar ao microfone. Gritam, esbravejam, a ponto de nem conseguirmos ouvir o áudio, estourado, distorcido e irritante. Outros ainda não aprenderam a usar o português de forma decente (como já falei nesse link).

E, claro, tem também aqueles que se estendem, como se suas falas fossem discursos épicos! Porém… são longos e chatos. Algo que uma postagem no Facebook ou nos sites do mandato já resolveria. Para estes últimos, resta apenas o público presente e alguns gatos pingados na web, como eu, que tentamos ver se existe algo de relevante no meio de um amontoado de palavras.

No final, só perdemos tempo. Mas teve um bônus!

TV Câmara de São Gonçalo expõe o que sempre quiseram esconder

O melhor veio no final. O presidente da câmara, no fechamento da sessão, deixou uma reflexão para os parlamentares: o porquê da inexistência de deputados estaduais e federais eleitos POR e PARA São Gonçalo.

E não precisa de muito esmero para chegar à triste conclusão: não temos boas representações. Os mais votados de Niterói, por exemplo, por mais que sejam extremamente polarizados e falem muitas bobagens ideológicas, fazem isso com base em algum conteúdo, personalidade e instrução. Já aqui… só tristeza.

Temos alguns poucos que se salvam, é verdade. Mas parecem cansados e contaminados pelo mesmo jogo político de sempre. O resultado é que a média é puxada para baixo. Ano após ano.

E para 2020, tem solução?

Estamos tentando trazer pessoas com uma nova postura ética para São Gonçalo. Mas é triste ver que já tem muito “candidato de renovação” operando exatamente como os que temos hoje. Gente que já arruma cargo político para amigos sem serem eleitos. Imagina quando estiverem na casa legislativa!

Não adianta reclamar que a cidade só elege pessoas de fora. A tendência é que isso se intensifique. Os “produtos políticos” das ex-capitais Niterói e “Guanabara” estão mais interessantes.

Nosso material humano político não é dos mais capacitados. E se nos anos 60, a meta era ser governador do estado do Rio de Janeiro, hoje, se o cidadão busca manter sua cadeirinha de vereador e só! Afinal, sabem que não passarão daquilo ali.

A tendência é que em 2022, 2026, 2028, 2032, continuaremos sendo uma cidade abandonada, sem conexões estaduais e federais que possam nos tirar desse atoleiro.

Por consequência, mais pessoas votarão nulo, sem esperança. O que, sucessivamente, ajudará aos candidatos de objetivos minúsculos a conseguirem se eleger com poucos votos, garantindo seus 5 dígitos de salário limpinhos por mais 4 anos.

E pensando bem, talvez seja esse o projeto mesmo. Só falta comunicar pra gente.

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Troca de RioCard 2020: como substituir meu vale-transporte? https://simsaogoncalo.com.br/troca-de-riocard-2020/ https://simsaogoncalo.com.br/troca-de-riocard-2020/#respond Tue, 18 Feb 2020 20:41:04 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7652 Se você atravessa a ponte todo dia usando RioCard, assim como eu, ou usa o cartão para outros deslocamentos, seja para Niterói, Maricá ou até mesmo para andar dentro da nossa enorme São Gonçalo, fique atento! Já começou a troca de RioCard pelo novo cartão de cor laranja do vale-Transporte. Da mesma forma que houve […]

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Se você atravessa a ponte todo dia usando RioCard, assim como eu, ou usa o cartão para outros deslocamentos, seja para Niterói, Maricá ou até mesmo para andar dentro da nossa enorme São Gonçalo, fique atento! Já começou a troca de RioCard pelo novo cartão de cor laranja do vale-Transporte.

Da mesma forma que houve o período de troca do Cartão Expresso (aquele de uso pessoal) para o modelo da cor rosa, começou o período de troca do cartão do tipo Vale-Transporte (aquele que a empresa recarrega para uso do trabalhador).

Fique atento para o período de troca que vai até maio/2020. Caso não faça a troca, o cartão de modelo antigo será cancelado.

O que preciso para fazer a troca do meu Vale-Transporte?

A troca é gratuita e não precisa de documentação. Mas vale ressaltar que apenas o titular do cartão pode fazer a troca. Então, basta você, titular, levar o cartão que a troca será feita junto com a transferência de saldo do antigo para o novo.

Onde posso fazer a troca do meu Vale-Transporte?

Por enquanto a troca está sendo feita somente na loja do Pátio Alcântara. Mas você também pode fazer a troca nos municípios vizinhos: Praça Araribóia/Estação de Barcas Niterói, Terminal de Itaipuaçu e Loja RioCard Mais em Maricá.
 Para conferir mais opções de troca, é só acessar o link do MAPA RIOCARD MAIS.

Por que devo fazer a troca de RioCard?

A empresa RioCard justifica a troca dos cartões como uma forma de facilitar a identificação, já que são 25 modelos antigos em circulação e agora serão apenas 3 modelos (Expresso Rosa, Vale-Transporte laranja, Empresarial azul).

Além disso, pelo aplicativo RioCard Mais poderá ser feita a consulta de saldo e extratos, recarga de crédito e localizar pontos de atendimento.

Outro ponto positivo é o clube de vantagens que oferece descontos em produtos e serviços para qualquer usuário RioCard Mais. Para consultar essas ofertas, clique e consulte o site.

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Alagamentos também são fruto do crime que cometemos contra os rios https://simsaogoncalo.com.br/alagamentos-crime-contra-rios/ https://simsaogoncalo.com.br/alagamentos-crime-contra-rios/#comments Wed, 05 Feb 2020 03:04:45 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7634 O Partage Shopping São Gonçalo alagou numa chuva de verão de janeiro. Rapidamente, as fotos foram parar nas redes sociais. Mas o que talvez você não saiba, é como o crime ambiental que ocorre ali pertinho contribui com essa calamidade. Você conhece o canal que fica próximo ao Shopping, mais precisamente, na Travessa Preciosa, no […]

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O Partage Shopping São Gonçalo alagou numa chuva de verão de janeiro. Rapidamente, as fotos foram parar nas redes sociais. Mas o que talvez você não saiba, é como o crime ambiental que ocorre ali pertinho contribui com essa calamidade.

Subsolo do Shopping Partage, no Centro de São Gonçalo, alagado após um dia de forte chuva.

Você conhece o canal que fica próximo ao Shopping, mais precisamente, na Travessa Preciosa, no Centro de São Gonçalo? Pois bem. Essas imagens retratam como as pessoas tratam o rio, transformando-o num valão.

Esse canal recebe esgoto in natura, ou seja, sem tratamento algum, de boa parte das ligações clandestinas do Centro de São Gonçalo. E num momento de ⛈ chuva torrencial, como são essas que nos assolam nos meses de janeiro a abril, os alagamentos chegam a níveis surreais. Como aconteceu nesse dia e, infelizmente, acontecerá mais.

Canos descarregam esgoto in natura no canal da Rua Preciosa, Centro de São Gonçalo.

As atividades climáticas estão mais tensas. Por outro lado, a nossa consciência e educação ambiental deixam muito a desejar. Na foto, enquanto as #crianças do Jardim de Infância pedem para que cuidem do rio, os adultos lançam esgoto e lixo diretamente nas águas, sem culpa. Um descompasso de consciência que os pequenos, infelizmente, sentirão ainda mais nos anos que virão.

Canal que cruza a Travessa Preciosa no Centro de São Gonçalo

Cobramos muito daqueles que estão com as mãos nos controles da administração pública. Ainda sim, também precisamos cobrar às pessoas comuns, como nós, que no dia a dia contribuem para que o rio fique do jeito que se encontra hoje. É preciso encontrar maneiras eficazes para educar os adultos que ainda não compreenderam a gravidade do fato.

Um alagamento como este que aconteceu é ruim para todos. Impacta os negócios locais, as residências, desvaloriza imóveis, paralisa o trânsito, e por aí vai. Os efeitos daqueles saquinhos de lixo lançados no rio, quando se trata de uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes, pode ser bem maior que imaginávamos.

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Empreendedorismo Feminino: a Bolsa de Negócios que transforma vidas https://simsaogoncalo.com.br/empreendedorismo-feminino-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/empreendedorismo-feminino-sao-goncalo/#respond Sat, 16 Nov 2019 15:43:56 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7582 Tudo começou quando conheci o ELA PODE. Logo que cheguei no evento, uma surpresa óbvia: só havia mulheres. Claro! Mesmo já sabendo disso, fiquei surpreso. Afinal, quem conhece os ambientes de eventos de negócios sabe como são dominados por homens. Não só numericamente, mas na essência em si. E talvez, por isso, ainda seja tão […]

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Tudo começou quando conheci o ELA PODE. Logo que cheguei no evento, uma surpresa óbvia: só havia mulheres. Claro! Mesmo já sabendo disso, fiquei surpreso. Afinal, quem conhece os ambientes de eventos de negócios sabe como são dominados por homens. Não só numericamente, mas na essência em si. E talvez, por isso, ainda seja tão importante falar sobre empreendedorismo feminino.

Como fiquei surpreso, fui fazer o que mais gosto: ouvir as histórias. Entender como tudo aquilo tinha começado, como as organizadoras se encontraram, tudo. E eis que uma dessas pessoas era Erica Assis, produtora que organiza o evento chamado Bolsa de Negócios, criado em parceria com Patricia Mattos , Michelly Fernades, Rosana Melo, Sabrina Brittes e Di Miranda.

Empreendedorismo Feminino
Bolsa de Negócios, evento de estudos e capacitação sobre negócios, com foco no empreendedorismo feminino.

Naquele momento, eu já estava planejando o SIM Negócios Locais. Convidado pela Erica, fui até o Shopping São Gonçalo para entender melhor a dinâmica do evento. Uma experiência que me ajudou bastante a captar o espírito desse momento que estamos vivendo.

Bolsa de Negócios: o apoio ao empreendedorismo feminino em São Gonçalo

Quando cheguei ao Bolsa de Negócios, me surpreendi. Entrar num shopping, cujo objetivo majoritário é comprar, e ver uma loja cheia, com uma turma disposta a aprender a vender mais não é algo comum. Mas lá estavam, com uma variedade grande de negócios. Trocando ideia sobre como dinamizar seus empreendimentos.

Bolsa de Negócios no Shopping São Gonçalo, por Erica Assis

Todo mês, os encontros acontecem. E os assuntos são variadíssimos: gestão financeira, ansiedade nos negócios, produtividade, técnicas de divulgação e promoção, desenvolvimento de parcerias, enfim, tudo que é essencial para se tocar um negócio.

O próximo evento acontecerá no próximo dia 18/11, segunda-feira às 14 no Shopping Partage. Para saber mais sobre esse e os próximos eventos, confira na página do Bolsa de Negócios no Facebook. E em dezembro, será na 3ª segunda-feira do mês.

Mulheres Fortalecidas – Painel fotografado no evento
Participantes e organizadores do Bolsa de Negócios de outubro/2019. De amarelo à direita, Erica Assis, e ao centro, Thay Lopes, uma das gestoras do Shopping São Gonçalo.

Incentivo às mulheres nos negócios é fundamental

Sou fruto de uma mãe que criou seus filhos sem a presença dos pais. Infelizmente, algo muito frequente no Brasil. Por esse motivo, sempre prestei bastante atenção na atuação das mulheres no mercado de trabalho.

Em situações de desamparo financeiro, ou de momento econômico ruim, como o atual, o apoio ao empreendedorismo feminino é uma importante ferramenta de sustentação social. Afinal, a independência financeira das mulheres é algo ainda relativamente novo em nossa sociedade. E que, só nos últimos anos, vem ganhando a força necessária, resultando em eventos como esse que, silenciosamente, mobilizam pessoas e movimentam a economia em diversos pontos do país.

Mulheres já são maioria entre as pessoas que desejam ser empreendedoras. Espero que esse cenário se desenvolva e multiplique entre nós.

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Renovar a República é possível num Brasil que retorna ao coronelismo? https://simsaogoncalo.com.br/renovar-a-republica-coronelismo/ https://simsaogoncalo.com.br/renovar-a-republica-coronelismo/#respond Fri, 15 Nov 2019 18:12:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7571 Sempre que ouço a palavra “renovação”, fico desconfiado. E conversando com as pessoas, sinto que muita gente tem a mesma sensação. Afinal, numa São Gonçalo parada, Rio de Janeiro estagnado e o avanço veloz de um estado paralelo, ainda é possível renovar a república? Em 130 anos, desde que Benjamin Constant planejou o golpe e […]

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Sempre que ouço a palavra “renovação”, fico desconfiado. E conversando com as pessoas, sinto que muita gente tem a mesma sensação. Afinal, numa São Gonçalo parada, Rio de Janeiro estagnado e o avanço veloz de um estado paralelo, ainda é possível renovar a república?

Em 130 anos, desde que Benjamin Constant planejou o golpe e Deodoro proclamou a República mudando nossa forma de governo, tivemos avanços estruturais e populacionais. Mas no detalhe, algumas coisas só mudaram de nome. Uma delas é o coronelismo.

Mas a imagem dos “coronéis” mudou. Já não é mais o líder rural que exerce o papel de juíz, comerciante, polícia e político nas cidadezinhas. Hoje, eles chefes locais das regiões mais pobres das cidades brasileiras. São conhecidos como milicianos, mafiosos, dono do bairro, traficantes.

Do início da República para cá, mudaram também as formas de controle. Mas elas continuam com foco na violência física e econômica. Vendem gás, internet, transporte e, até mesmo, casas. Sim, imóveis.

Barricada no Galo Branco
Barricada recente (2019) no bairro Galo Branco, São Gonçalo – RJ.

E não podemos esquecer, claro, do ponto principal dessa parceria: os políticos. Esses podem ser desde os políticos clássicos, que se dizem amigos do povo, até aqueles que que usam religião como mercadoria, tendo como trocas, também, o voto.

Muitos desses “novos coronéis” só permitem que determinados políticos entrem em suas comunidades para fazer benesses ou propaganda política. Prática que está se tornando cada vez mais comum.

E como renovar a república assim?

Em julho de 2019, eu e mais 1399 pessoas, fomos aprovados para o ingresso da escola de política chamada RenovaBR. Do início do curso até aqui, tivemos aulas com economistas, sanitaristas, administradores, pessoas de diversos matizes ideológicos e expertises da administração pública. Das teorias às práticas bem sucedidas. Algo que deveria ser obrigatório a todos que almejam participar da vida pública, eleitos ou não.

Em paralelo, diversos outros movimentos como o Acredito, Agora, Raps, trabalham na criação de novas práticas e soluções para evoluirmos o ambiente público brasileiro.

Em novembro de 2019, fui à uma dessas reuniões do Movimento Acredito para compreender mais como eles buscam atuar. Estavam lá os deputados federais Tábata Amaral (SP) e Felipe Rigoni (ES), além de Renan Ferreirinha, deputado estadual pelo RJ. Todos também formados na turma do RenovaBR de 2018.

Matheus Graciano no evento com os fundadores do movimento Acredito, Tábata Amaral (Dep. Federal 2019-2022) e Renan Ferreirinha (Dep. Estadual RJ 2019-2022).
Matheus Graciano no evento com os fundadores do movimento Acredito, Tábata Amaral (Dep. Federal 2019-2022) e Renan Ferreirinha (Dep. Estadual RJ 2019-2022).

No auditório lotado da Universidade Cândido Mendes (Centro do Rio), era possível ver uma quantidade grande de gente com menos de 30 anos. E o mais surpreendente é que era uma sexta à noite, momento ainda mais inusitado na semana.

Ainda sim, mesmo com todo o entusiamo pela renovação que poderá ser feita por pessoas novas com novas ideias, não nos é permitido perder o foco da questão. Afinal, o recorte social e econômico que se via na sala era flagrante, com pessoas que ocupam a fatia mais instruída e rica no Brasil, segundo dados do próprio IBGE.

No Rio de Janeiro de hoje, se o apoio à formação de novas lideranças não passar pelas regiões mais pobres, afetadas por esse “novo coronelismo”, a tendência é que estes elejam e reelejam os seus, ganhando numericamente em todas as decisões dos parlamentos e executivos. E uma possível consequência é o desânimo e acomodação de quem, um dia, acreditou em renovar a república.

Espero que todos os novos líderes desse atual momento do Brasil fiquem atentos a essa realidade. Afinal, os novos coronéis correm numa velocidade que o poder público atual já não consegue mais acompanhar.

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Joaquim Lavoura e a união política de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/joaquim-lavoura-politica-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/joaquim-lavoura-politica-sao-goncalo/#respond Wed, 13 Nov 2019 02:15:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7561 Há 44 anos atrás, o Joaquim Lavoura, prefeito de São Gonçalo por 3 vezes, partia desse mundo, em 12 de novembro de 1975. Pescador e comerciante profissionalmente, entrou na vida política como vereador, chegando à prefeitura em 1954, ano que venceu sua primeira eleição para o executivo municipal. Tornou-se um símbolo de administração pública na […]

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Há 44 anos atrás, o Joaquim Lavoura, prefeito de São Gonçalo por 3 vezes, partia desse mundo, em 12 de novembro de 1975.

Pescador e comerciante profissionalmente, entrou na vida política como vereador, chegando à prefeitura em 1954, ano que venceu sua primeira eleição para o executivo municipal.

Tornou-se um símbolo de administração pública na cidade. Ainda sim, se há algo que poderíamos destacar de valioso em sua trajetória é a formação da “União Política Joaquim Lavoura”, popularmente conhecida como “Grupo Lavoura”. Uma das coisas que considero muito relevantes nessa união é a eleição de Geremias de Matos Fontes, em 1958, apoiado por Lavoura.

Anos depois, Geremias se tornou governador do Rio de Janeiro, indicado pelo regime militar, de 1967 a 1971. Uma mostra de como a influência do grupo forte local chegou a outras instâncias, consolidando uma ponte no governo estadual, algo que tanto precisamos hoje.

Num ambiente político onde o vale tudo eleitoral impera, com votos trocados por marcação de exames, empregos temporários e cestas básicas, chega a parecer mentira que um dia ousamos pensar um pouco além do presente.

Será que a gente consegue uma boa Lavoura, depois de safras tão ruins?
Eu espero que sim. Afinal, é nossa única saída.

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Como estão pensando a distribuição do seu dinheiro público na cidade? https://simsaogoncalo.com.br/como-estao-pensando-a-distribuicao-do-seu-dinheiro-publico-na-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/como-estao-pensando-a-distribuicao-do-seu-dinheiro-publico-na-cidade/#comments Tue, 29 Oct 2019 04:14:05 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7553 Falei sobre o “orçamento limitadíssimo” da Prefeitura Municipal de São Gonçalo, na última semana. Como não mostrei números, muita gente questionou a afirmação. Hoje, com base nos números estimados pelo governo municipal para a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2020, publicados pelo Jornal O Fluminense​, segue a lista das áreas e seus respectivos valores anuais, mensais e, também, […]

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Falei sobre o “orçamento limitadíssimo” da Prefeitura Municipal de São Gonçalo, na última semana. Como não mostrei números, muita gente questionou a afirmação.

Hoje, com base nos números estimados pelo governo municipal para a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2020, publicados pelo Jornal O Fluminense​, segue a lista das áreas e seus respectivos valores anuais, mensais e, também, por pessoa. Ou seja, o orçamento do ano dividido pelas 1.084.839 pessoas da cidade. Quando ela for votada, faço um post com os números finais. Leia e avalie!

VALORES ANUAIS 2020

1. Saúde – R$363.984.925
2. Educação – R$290.106.336
3. Previdência Social – R$191.385.713
4. Urbanismo – R$187.834.100
5. Administração – R$169.694.457
6. Encargos Especiais – R$140.796.759
7. Assistência Social – R$34.116.169
8. Gestão Ambiental – R$33.651.768
9. Câmara Municipal – R$27.441.232
10. Reserva de Contingência – R$9.947.305
11. Transportes – R$3.349.450
12. Desporto e Lazer – R$1.820.000
13. Segurança Pública – R$821.407
14. Comércio e Serviços – R$306.350
15. Trabalho – R$129.300
16. Habitação – R$12.750
17. Saneamento – R$10.000
18. Agricultura – R$4.400
19. Ciência e Tecnologia – R$4.000
20. Cultura – R$1.189.000

VALORES ANUAIS DIVIDIDOS POR MÊS

1. Saúde – R$30.332.077,08
2. Educação – R$24.175.528,00
3. Previdência Social – R$15.948.809,42
4. Urbanismo – R$15.652.841,67
5. Administração – R$14.141.204,75
6. Encargos Especiais –R$11.733.063,25
7. Assistência Social – R$2.843.014,08
8. Gestão Ambiental – R$2.804.314,00
9. Câmara Municipal – R$2.286.769,33
10. Reserva de Contingência – R$828.942,08
11. Transportes – R$279.120,83
12. Desporto e Lazer – R$151.666,67
13. Segurança Pública – R$68.450,58
14. Comércio e Serviços – R$25.529,17
15. Trabalho – R$10.775,00
16. Habitação – R$1.062,50
17. Saneamento – R$833,33
18. Agricultura – R$366,67
19. Ciência e Tecnologia – R$333,33
20. Cultura – R$99.083

VALOR ANUAL POR PESSOA (2020)
IBGE População Estimada: 1.084.839 pessoas

1. Saúde – R$335,52
2. Educação – R$267,42
3. Previdência Social – R$176,42
4. Urbanismo – R$173,14
5. Administração – R$156,42
6. Encargos Especiais – R$129,79
7. Assistência Social – R$31,45
8. Gestão Ambiental – R$31,02
9. Câmara Municipal – R$25,30
10. Reserva de Contingência – R$9,17
11.Transportes – R$3,09
12.Desporto e Lazer – R$1,68
13. Segurança Pública – R$ 0,76
14. Comércio e Serviços – R$ 0,28
15. Trabalho – R$ 0,12
16. Habitação – R$ 0,01
17. Saneamento – R$0,01
18. Agricultura – R$0,004
19. Ciência e Tecnologia – R$0,003
20. Cultura – R$1,09

Matéria O Fluminense:
https://www.ofluminense.com.br/editorias/politica/2019/10/1124207-camara-de-sg-analisa-orcamento-para-2020.html

Quando a Lei Anual Orçamentária de 2020 for aprovada, farei um novo post, esmiuçando melhor nossa questão financeira na cidade.

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A jovem política: entre candidaturas, derrotas, boquinhas e eleições https://simsaogoncalo.com.br/a-jovem-politica/ https://simsaogoncalo.com.br/a-jovem-politica/#comments Sat, 26 Oct 2019 19:18:05 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7550 Ela pensava que era uma pessoa influenciadora que inspirava. Aonde ia, expunha as suas ideias, opiniões e possíveis projetos. Encantava alguns. Era um misto de prazer e vontade de conscientizar os cidadãos de que era possível e necessário fazer alguma coisa. Tinha uma origem humilde numa cidade relativamente pobre. Sua história era parecida com a […]

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Ela pensava que era uma pessoa influenciadora que inspirava. Aonde ia, expunha as suas ideias, opiniões e possíveis projetos. Encantava alguns. Era um misto de prazer e vontade de conscientizar os cidadãos de que era possível e necessário fazer alguma coisa.

Tinha uma origem humilde numa cidade relativamente pobre. Sua história era parecida com a da maioria dos moradores do município. Nunca teve vergonha disso, afinal, era uma pessoa comum. Seus pais sempre se esforçaram em oferecer uma vida digna, de modo que nada lhe faltasse. Pouquíssimas vezes teve o que queria, contudo compreendeu que teve tudo de que precisou.

A realidade da sua cidade era cruel! Era tomada por pensamentos do tipo: “ninguém faz nada?”, “onde estão os políticos deste lugar?”, “um dia teremos dignidade?”, “os políticos só pensam em roubar!”. Tudo confirmado no seu cotidiano. Não eram poucos os que pensavam igualmente. Quase todos os seus parentes também concordavam com essas dúvidas e exclamações. Após vários questionamentos, decidiu entrar na política partidária de corpo e alma. Ela não tinha noção dos desafios que a aguardavam.

Andou por vários lugares e frequentou muitas reuniões procurando se encaixar em algum partido, mas sempre hesitante e desconfiada de que estava ali para ser usada. Conhecia a lei que constituía 30% das candidaturas femininas, porém sabia que a maioria dos partidos estava longe de chegar a esse padrão ideal. “A maioria da população brasileira é formada por mulheres e ainda tem partidos que não conseguem alcançar essa porcentagem mínima?”, pensava ela. Até que um dia encontrou o partido “ideal”: um grande número de mulheres, agregador, que fugia da polarização, tinha um viés moralizador sobre a corrupção e sempre lançava mão desse expediente nas reuniões. Filiou-se a ele. Faltava pouco menos de um ano para as eleições municipais e concorreria ao cargo de vereadora.

Neste ínterim, procurou saber das competências e atribuições dos prefeitos e vereadores. Sabia de cor os Regimento da Câmara Municipal e a Lei Orgânica do Município. Conhecia alguns bairros melhor do que o “Google Maps”. Cumpriu uma agenda de reuniões com os familiares e conhecidos da rua que a viram crescer. Tentou conectar suas ideias as que já estavam em práticas na cidade. Movimentava as redes sociais com frequência e tinha relativo sucesso nessa empreitada. Preparou-se o quanto pôde. Apesar de não ser religiosa, parecia uma missionária: “pregava” em todo tempo e lugar sobre política. Uma jovem aspirando emancipação!

Os meses se passaram, os desafios ficaram mais complexos e os problemas multiplicaram-se absurdamente. Ainda não podia dizer abertamente que era candidata. Ouvia rumores de algumas possíveis candidaturas de pessoas da sua região que poderiam lhe tirar os prováveis votos. Percebia a influência de políticos de outros bairros que nunca haviam ido ao seu território, salvo nos períodos eleitorais, e era sempre a mesma história. Os mesmos que reclamavam 4 anos da omissão dos políticos lá estavam apertando a mão e declarando apoio a eles. Inclusive, um desses políticos que se sentia dono de partido e tinha recursos financeiros, políticos e humanos ao seu dispor, tentou comprá-la, quer dizer, influenciá-la, mas ela não se vendia.

Muito sagaz, ela foi percebendo que o apoio à sua candidatura já não tinha mais tanto entusiasmo assim, principalmente entre os seus familiares. A coisa piorou quando ela explicou o que era nepotismo e falou abertamente num desses eventos de família que era explicitamente contra. Os olhares de alguns parentes se cruzavam com relativa perplexidade, mas ela nem percebia. Seus pais tentavam utilizar palavras mais suaves para contornar a situação perante a parentela e consolidar aqueles importantes eleitores, mas vinha a jovem e os desdizia, reafirmando a sua posição. Apesar disso, conseguia expor as suas ideias e projetos para a cidade e a maioria concordava com eles.

Começou a campanha eleitoral e as reuniões eram frequentes com os amigos e possíveis apoiadores. Expunha, apaixonadamente, os seus projetos para a cidade. Fazia questão de se apresentar como “aquela que iria fazer a diferença na Câmara Municipal”. Empolgava a muitos. Quando começava a falar que para indicar pessoas a um cargo em seu gabinete precisaria de competência e confiança, causava a mesma reação que ocorreu entre os familiares. Seu lema de campanha era: “não farei nada para você, mas com você!”. Tinha aversão aos populismos de qualquer vertente política.

Sentiu um certo esvaziamento a cada reunião, mas jamais esmorecia; era obstinada! Cria que talvez houvesse uma virada em algum momento na campanha. Além disso, surpreendeu-se com apoios inesperados de pessoas que nunca a tinha visto, mas que acreditavam em seus projetos. Uma surpresa ambígua, porque muitos familiares e amigos já apoiavam abertamente outros candidatos.

Andando pelas ruas, teve um choque de realidade com a população. Quer dizer, mais um! Não eram poucos os que pediam as coisas mais bizarras e estranhas. Dentadura, tinta de cabelo, marcação de consultas médicas, cadastro em programas governamentais… Ela começou a ter dificuldade de se relacionar com o povão. Parecia que, na sua campanha, estava escrito: “vagas de empregos”. Recebeu tantos currículos que já não tinha espaço em casa para arquivá-los.

Finalmente, chegou o dia da eleição e, por princípio, decidiu não panfletar e fazer boca de urna. Queria ser “a diferente” e assim foi até o último minuto. À noitinha, saiu o resultado das eleições municipais. Segundo turno para prefeito entre dois safados, segundo ela. Realmente não conseguia entender como eles foram os mais votados. Todavia, o pior ainda estava por vir. Recebeu um número de votação um pouco maior do que a metade de toda a sua família e quem nunca havia pisado no seu bairro acabou se elegendo com um número significativo de votos em seu território.

Escrito está no Grande Livro que “um abismo chama outro abismo”. A frustração veio com tudo de pior que se possa imaginar e continuou domingo, noite afora. Chorou copiosamente junto com seus pais buscando alguma explicação racional para aquela situação. Perguntava a si e a eles o que fizera de errado, mas não chegava a uma conclusão factível. Na manhã de segunda, incrivelmente todos haviam votado nela. E quando digo todos, falo de todos mesmos. Ninguém tinha coragem de lhe falar a verdade, mas tentavam confortá-la: “é assim mesmo”, “liga não, da próxima você consegue”. Essa e outras ladainhas de sempre. Os seus pais também tentaram consolá-la. Sua mãe, uma mulher muito sábia, trouxe uma revelação poderosa que trouxe certo alívio à jovem: “Filha… Fique assim não: coração de eleitor só quem conhece é a urna!”, disse ela.

Enfim… a jovem política passou 2 anos e meio sem se envolver com política. Ficara traumatizada, até que um daqueles políticos influenciadores bateu em seu portão oferecendo todo o apoio necessário. Após muitas conversas, ele mostrou a ela que era uma jovem que havia pecado por não conhecer o sistema. De repente, a jovem política era vista ao lado do político influenciador arranjando dentaduras, consultas, empreguinhos para os familiares e amigos nas secretarias e pagando para fazerem boca de urna com panfletagem no dia da eleição. Vocês não vão acreditar: a jovem política finalmente se elegeu!

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Dia das professoras e a educação de base na minha vida https://simsaogoncalo.com.br/dia-das-professoras-educacao-basica/ https://simsaogoncalo.com.br/dia-das-professoras-educacao-basica/#respond Wed, 16 Oct 2019 00:12:05 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7538 No dia das professoras essa é a minha homenagem. 🙂 É comum lembrarmos mais dos professores de quando estávamos mais maduros. Mas pra mim é diferente. Até os 11 anos de idade, estudei “em casa”. A escola fundada pela Tia Bel, o Centro de Estudos Reino Encantado, no Paraíso, apesar do nome bonitinho, cobrava bastante. […]

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No dia das professoras essa é a minha homenagem. 🙂

É comum lembrarmos mais dos professores de quando estávamos mais maduros. Mas pra mim é diferente. Até os 11 anos de idade, estudei “em casa”. A escola fundada pela Tia Bel, o Centro de Estudos Reino Encantado, no Paraíso, apesar do nome bonitinho, cobrava bastante. E ao contrário da maioria de nós, eu vejo minhas professoras da infância até hoje. Sem dúvidas, aquele foi o período fundamental em minha formação.

Esse sou eu, em 1986. Estava com 1 ano, no colo da minha tia Bel (à direita). Irmã da minha mãe, ela me alfabetizou. Além de também ser minha madrinha de batismo. Desde que me entendo por gente, é a referência de professora. À esquerda, está a Tia Carminha, madrinha de consagração e que me deu aulas no Jardim III e em toda a primeira parte do fundamental, até o 5º ano.

Sim, tive sorte e privilégios. E o principal deles foi poder estudar em uma sala com poucos alunos, com maior atenção às necessidades de cada um.

Minha vida escolar sempre foi uma tranquilidade. Por outro lado, até os 7 anos, eu não falava direito. E a parceria entre escola e fonoaudiologia fez toda a diferença na minha evolução. Com técnicas no falar que carrego até hoje.

Aliás, a “escola da Tia Bel”, já nos anos 90, era uma das poucas que aceitava crianças com dificuldades especiais bem mais específicas. Bem à frente do seu tempo. Em pensar que hoje, em 2019, questões como o autismo ainda são tabu em diversas instituições.

Dia das professoras é para reflexão sobre nossa formação como pessoas

Tive outros professores e professoras importantíssimas na minha formação. Entretanto, sei que essa educação com olhar atento no aluno, bem no início, faz largar na frente. Ou seja, faz toda a diferença.

Damos pouquíssima importância aos primeiros anos. E ainda achamos que a “boa faculdade” é o que basta. E enquanto não quebrarmos essa ideia de que quem trabalha na base vale menos, não iremos avançar na educação o quanto desejamos.

Muito obrigado a Tia Bel, Tia Carminha e a todas as professoras e professores pelo dia de hoje. 😊

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Faltando 1 ano para as eleições, ‘Não Sei’ e ‘Nenhum’ ganham com folga https://simsaogoncalo.com.br/faltando-1-ano-para-as-eleicoes-2020/ https://simsaogoncalo.com.br/faltando-1-ano-para-as-eleicoes-2020/#comments Sat, 12 Oct 2019 02:58:25 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7531 Faltando 12 meses para as eleições, é fato que não há nenhum cenário eleitoral pronto. Os candidatos ainda estão sentindo como será o novo jogo partidário, sem coligações. Talvez, em abril de 2020, tenhamos algumas indicações para, enfim, se decidirem. Por enquanto, a única certeza que temos é que caso José Luiz Nanci tente a […]

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Faltando 12 meses para as eleições, é fato que não há nenhum cenário eleitoral pronto. Os candidatos ainda estão sentindo como será o novo jogo partidário, sem coligações. Talvez, em abril de 2020, tenhamos algumas indicações para, enfim, se decidirem. Por enquanto, a única certeza que temos é que caso José Luiz Nanci tente a reeleição, ele terá grandes dificuldades, dada a rejeição existente até o momento.

Ainda sim, estou sendo cobrado por aquela pergunta que pus na pesquisa de opinião em julho de 2019. E ela diz o seguinte: “Para PREFEITO, qual desses nomes teria seu voto?”

Vale lembrar que esses números têm sérias distorções. Numa pesquisa eleitoral correta, os dados seriam tratados de acordo com as características da população, ou seja, escolaridade, idade, gênero, bairros e e assim vai. Entretanto, minha intenção ao perguntar não era ter uma noção da corrida eleitoral (até porque isso é muito volúvel). Eu a fiz para ter ideia de como pensavam as pessoas que curtiam o Matheus Graciano / SIM São Gonçalo. E tive algumas surpresas. Segue o gráfico:

Nenhum e Não Sei repetindo

É natural que os candidatos NÃO SEI e NENHUM estejam na frente nesse período. Ainda sim, é bom lembrar que nas últimas eleições, em 2016, os BRANCOS e NULOS somaram 24,64% do total. Esse valor representa 132.385 eleitores. Nanci e DeJorge tiveram, cada um, 82 mil votos para chegar no 2º turno.

Análises antecipadas sobre as Eleições 2020

Nas últimas 2 eleições, houve um fenômeno chamado Alcântara vs São Gonçalo. Ou seja, quando se mapeia os votos por distrito, há uma clara divisão. Nessa última, por exemplo, Nanci ganhava nos 4º e 5º distritos, enquanto Dejorge vencia nos outros. Em 2012, Mulim ganhou nos 1º, 2º e 3º com mais expressão, em cima de Konder.

Não lembro dos dados passados, de 1989 a 2008. Mas, pelos esforços do Dr. Charles em tornar Alcântara emancipada, nos anos 90, não duvido que este tenha ganho de Ezequiel tendo os votos de São Gonçalo, Monjolos e Ipiíba, em 2000.

Tendo esta informação sobre a diferença entre as duas São Gonçalos, vale ver os nomes e tentar encaixá-los nessa dinâmica.

Nomes como o de Salema, por exemplo, já foram substituídos pelo de Filippe Poubel, tendo o Coronel como um possível vice. Pelo PDT, Randal Farah já foi apresentado como outra possibilidade. Ambos os casos não estavam na lista, em julho/2019.

É isso. Façam suas apostas! Até porque, ainda há muita água pra rolar até o início do pleito de 2020.

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SIM Negócios Locais: valorizando micro e pequenos negócios na cidade https://simsaogoncalo.com.br/sim-negocios-locais/ https://simsaogoncalo.com.br/sim-negocios-locais/#comments Tue, 08 Oct 2019 21:32:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7521 Sim, os negócios locais. São eles os maiores responsáveis pelas contratações e giros da economia. Quando se fala de empresa, é comum que lembremos sempre das maiores. Como as indústrias, como a Coqueiro, o Mineirinho, a BBraun ou os Supermercados Guanabara. Mas o segredo continua nos pequenos. Salões de beleza, pizzarias, consultórios médicos e dentários, […]

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Sim, os negócios locais. São eles os maiores responsáveis pelas contratações e giros da economia. Quando se fala de empresa, é comum que lembremos sempre das maiores. Como as indústrias, como a Coqueiro, o Mineirinho, a BBraun ou os Supermercados Guanabara. Mas o segredo continua nos pequenos. Salões de beleza, pizzarias, consultórios médicos e dentários, pedreiros, manicures, artesãs, hortifrutis, doceiros, escolas, padarias, cooperativas de crédito, produtoras, advogadas, restaurantes, lojas de rua ou de shopping… enfim, todos estes são negócios locais que nos impactam diariamente.

Entretanto, por serem locais e menores, estes negócios, boa parte das vezes, acontecem com um misto de muita disposição e necessidade. E nem sempre o empreendedor consegue se capacitar e se planejar antes de abri-lo. A consequência é que, muita das vezes, a promoção do empreendimento e a divulgação dos produtos e serviços ficam a desejar. E a inconstância no caixa, nesses casos, pode ser fatal.

Matheus Graciano no SIM Negócios Locais

1ª edição do SIM Negócios Locais em São Gonçalo

Sou designer, com foco em projetos para internet. E há alguns anos, faço sites que precisam estar em consonância com a estratégia de promoção das empresas ou instituições para as quais trabalho. E há algum tempo, vendo a dificuldade dos empreendimentos locais em se promover na internet, tinha a vontade de compartilhar e trocar um pouco do que aprendi com as pessoas da cidade.

Com quase 8 anos de SIM São Gonçalo, finalmente consegui lançar o SIM NEGÓCIOS LOCAIS. O primeiro encontro rolou no dia 05 de outubro de 2019, no São Gonçalo Shopping.

Ter o Shopping como parceiro, exatamente no dia do Pequeno Negócio, foi um presente. Com certeza, é o início de um movimento frutífero na cidade.

SIM Negócios Locais em São Gonçalo
Dia do 1º encontro do SIM Negócios Locais, no São Gonçalo Shopping.

Confesso que me surpreendi com a troca de informações que aconteceu. Mas é aquela coisa: negócios e projetos completamente diferentes, quando começam a conversar, geram resultados incríveis! No fundo, a gente sabe disso. Mas quando começou a fluir, eu só agradecia. Ver a experiência de negócios de cada um, sendo verbalizada e discutida, é muito bom.

Muito em breve, a plataforma com os vídeos sobre questões mais técnicas, estará no ar.

O evento fez parte do dia de Renovar o Brasil, do Renova BR, escola de novos líderes, a qual faço parte atualmente. Foram cerca de 1400 ações em todo o país, com o mesmo intuito: Renovar o Brasil.

Te espero nos próximos encontros! 🤗

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Participe do SIM Negócios Locais – ajudando a promoção do seu negócio https://simsaogoncalo.com.br/participe-do-sim-negocios-locais-ajudando-a-promocao-do-seu-negocio/ https://simsaogoncalo.com.br/participe-do-sim-negocios-locais-ajudando-a-promocao-do-seu-negocio/#respond Fri, 27 Sep 2019 19:48:30 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7512 SIM NEGÓCIOS LOCAIS é um projeto criado por mim, Matheus Graciano, no apoio à promoção e divulgação dos negócios em São Gonçalo. De lojas a pessoas que trabalham por conta própria, sei que muita das vezes é difícil fazer a promoção, divulgando seu próprio negócio. INSCREVA-SE! MANDE UM WHATSAPP PARA 21 96738-9703! Meu propósito é […]

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SIM NEGÓCIOS LOCAIS é um projeto criado por mim, Matheus Graciano, no apoio à promoção e divulgação dos negócios em São Gonçalo. De lojas a pessoas que trabalham por conta própria, sei que muita das vezes é difícil fazer a promoção, divulgando seu próprio negócio.

INSCREVA-SE! MANDE UM WHATSAPP PARA 21 96738-9703!

Meu propósito é compartilhar e trocar conhecimento sobre negócios. Em especial, quando o assunto é encontrar pessoas e ser encontrado na internet. Nos últimos anos, venho trabalhando com empresas, empreendedores e instituições. E comecei a notar que, mesmo com o avanço das ferramentas nos últimos anos, ainda há uma dificuldade na promoção. A ideia é falar mais sobre como movimentar o negócio, dentro e fora da cidade.

O LANÇAMENTO do site será no dia 05/10, o 1º sábado de outubro/2019, às 10h30, no CoWorking do São Gonçalo Shopping (da BR). O evento tem capacidade limitada a 25 pessoas. Assim que puder, inscreva-se!

O evento faz parte da ação “Renovar o Brasil”, em parceria com o RENOVA BR. Acredito que a Renovação do Brasil passa pela qualificação dos nossos empreendedores.

Cadastre-se entrando em contato com o Whatsapp 21 96738-9703, com a mensagem “Quero me inscrever no SIM negócios locais” .

Até dia 05/10!

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Sim Eu Sou de São Gonçalo, a Nossa Gente é o Nosso Melhor https://simsaogoncalo.com.br/musica-tema/ https://simsaogoncalo.com.br/musica-tema/#comments Sat, 21 Sep 2019 22:14:28 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7502 Setembro de 2019. São Gonçalo ganhou mais uma música. A clássica “Morando em São Gonçalo você sabe como é”, eternizada no cenário brasileiro, agora tem companhia. Nos versos de “Sim Eu Sou de São Gonçalo, a nossa gente é o nosso melhor”, fica claro que o que mais importa num território são as pessoas. Quando […]

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Setembro de 2019. São Gonçalo ganhou mais uma música. A clássica “Morando em São Gonçalo você sabe como é”, eternizada no cenário brasileiro, agora tem companhia. Nos versos de “Sim Eu Sou de São Gonçalo, a nossa gente é o nosso melhor”, fica claro que o que mais importa num território são as pessoas.

Quando compus, a ideia principal era dar foco aos nossos bairros. Afinal, cada lugarzinho dentro do município tem sua história própria. E numa cidade grande como somos, a 16ª maior do Brasil, me arrisco a dizer que boa parte das pessoas se relaciona e se identifica muito mais com seus bairros e sua vizinhança que com todo o município.

Sobre ser um samba, com um rap no meio, é mostrar como a identidade atual da cidade se manifesta. Ainda é possível encontrar muitas rodas de samba nas noites, e rodas de rap nas praças. Dois gêneros musicais que, abraçados ao funk, tocam todos os dias por aqui.

Fazer música para uma cidade não é algo muito comum. A gente costuma ouvir canções falando sobre sentimentos de amor, frustração, saudade, alegria, mas sempre em relação a outras pessoas. Tanto que se eu te perguntar sobre canções de lugares, você vai me falar sobre algumas músicas clássicas nesse quesito. Exemplos de sempre: Samba do Avião (Tom Jobim), Aquele Abraço (Gilberto Gil), Sampa (Caetano Veloso), Na Baixa do Sapateiro/ Bahia (Ary Barroso). Mas todas tem algo em comum: a leitura do que temos de melhor na cidade.

Minha expectativa é que “Sim Eu Sou de São Gonçalo” deixe clara a mensagem que falo no refrão. A nossa gente, de fato, é o nosso melhor. Não à toa, mesmo exportando talentos para outras cidades, estados, e até países, continuamos formando gente. É um ciclo que se renova, mesmo que insistamos em pensar que não. É da nossa natureza.

Fique à vontade e curta o som. A letra vem a seguir:

LETRA

Do Zé Garoto ao Rodo, chego lá no Mutuá
Estrela do Norte, Rocha, Galo Branco vai cantar
Nova Cidade e Mutondo, Te vi no Colubandê
Vou pra Alcântara com você!

Sim, eu sou de São Gonçalo
A nossa gente é o nosso melhor

Da Amendoeira ao Jóquei, tem Coelho e Miriambi
Um Arsenal de Amores, lá em Tribobó eu vi
Salgueiro e Itaúna, na Trindade um céu azul
Boa Vista e tem Boaçu

Sim, eu sou de São Gonçalo
A nossa gente é o nosso melhor

Lá no Pacheco, um Sacramento, Santas LuzÍa e Isabel
Laranjal ou Guaxindiba, um Bom Retiro em São Miguel
A Vista Alegre de Ipiíba, que a Maria Paula fala
Tem um belo Rio do Ouro, com Anaia e Marambaia

E o Luis que é Caçador, de Itaoca ao Pontal
O Gradim ainda tinha, uma vista sem igual
Desci o Morro do Castro, Barro Vermelho, Covanca
Pita, Neves, Vila Lage, estou no Porto da Madama

Interlúdio –

Portos da Pedra, Novo, Velho
Rosa, Apolo e Vila 3
Mangueira, Brasilândia
Raul Veiga é sua vez

No Catarina, o meu Jardim
Brota a força que conduz
Paraíso, vejo a luz

Parada Quarenta, Camarão, Monjolos
Lagoinha, Barracão, Bairro Antonina
Nova Grécia, Capote, Venda da Cruz
Bairro Rosane, Engenho Pequeno, Coroado
Santa Catarina, Mundel, Lindo Parque
Mutuapira, Almerinda, Palmeiras, Largo da Ideia
A nossa gente é o nosso melhor.

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Milícias e barricadas mudam o cenário imobiliário em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/milicias-barricadas-mudam-cenario-imobiliario/ https://simsaogoncalo.com.br/milicias-barricadas-mudam-cenario-imobiliario/#comments Wed, 11 Sep 2019 01:17:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7487 Há algumas semanas, recebi imagens de barricadas instaladas no Galo Branco. Uma região bem próxima à praça do bairro. Bandidos locais dominaram e fecharam a área. Com a barricada, um bairro tradicional vira “comunidade”. Logo depois, se torna área de risco. Já os moradores entram numa prisão. Além de perderem o direito de ir e […]

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Há algumas semanas, recebi imagens de barricadas instaladas no Galo Branco. Uma região bem próxima à praça do bairro. Bandidos locais dominaram e fecharam a área. Com a barricada, um bairro tradicional vira “comunidade”. Logo depois, se torna área de risco. Já os moradores entram numa prisão. Além de perderem o direito de ir e vir em suas casas construídas com muito suor, perdem também a possibilidade de vender seus imóveis por algum valor justo que possibilite se mudarem dali. Todos os serviços e melhorias que poderiam chegar ao bairro são barrados pela barricada.

Parte das pessoas que estão vendo a depreciação dos bairros e seus imóveis são antigos moradores da cidade. Alguns já viram filhos e netos se mudarem. Seja para outra cidade ou para outras regiões de São Gonçalo.

Por conta dos criminosos, traficantes ou milicianos, novas regiões se tornarão (ou já são) mais caras por conta da sensação de segurança. A gente pode até generalizar a violência por aqui, mas é fato que há regiões da cidade onde a polícia está mais presente e atuante por conta da infraestrutura e menor risco. Há lugares que não tem barricadas e a PM chega. A gente sabe disso.

E o que isso significa?

Cenário imobiliário em São Gonçalo crescerá nos bairros de sempre

Quem é da Mangueira e Camarão está acompanhando de perto o crescimento de um grande condomínio de apartamentos. O tamanho desproporcional assusta quando comparado às casas dos bairros. Mas o sinal é claro: o processo de verticalização chegou para ficar em São Gonçalo.

Em paralelo, o Vila Lage também vê seus prédios subirem, concentrando mais moradias na cidade. De novidade mesmo, só o Maria Paula que, pela proximidade com a região de Pendotiba, vê seu metro quadrado se valorizar ainda mais.

Construção no Maria Paula, São Gonçalo
Metro quadrado do Maria Paula está avaliado em R$ 4.358, segundo o Secovi-Rio. Foto: Jornal O São Gonçalo

Perceba que todas essas regiões, como já citei neste outro post, têm proximidade com Niterói e Rio de Janeiro. Duas das cidades com maior IDH (índice de desenvolvimento humano) do Brasil. O mercado foge cada vez mais das regiões ditas perigosas, para crescer onde o risco é “controlável” e a infraestrutura é um pouco mais presente.

O movimento de adensamento das cidades é um sinal dos novos tempos. Entretanto, em todo o estado do Rio de Janeiro, as novas residências concentradas tendem a ter seu valor regulado pelo fator “violência”, antes de tudo. A insegurança, valor tão intangível comparado à infraestrutura física e possibilidade de transporte (mobilidade), ganha cada vez mais relevância e define o futuro das cidades fluminenses.

Bandidos sabem onde construir sua barricada

Uma das coisas mais perceptíveis é como os bandidos têm a clara noção de onde não há presença do estado. Isso define o ponto exato de uma barricada ou da implantação de serviços ilegais, como internet, gatonet e venda de gás. Sem falar no clássico tráfico de drogas.

Nesse ponto, é fundamental que prefeituras e governo do estado atuem em parceria. Uma das coisas que os bandidos não apreciam é quando os bairros passam por melhorias. Isso significa que o acesso das forças de segurança irá melhorar. Logo, sua atuação se torna reduzida.

As forças policiais são fundamentais no enfrentamento do crime. Mas elas não são permanentes, como as melhorias infraestruturais que os bairros precisam. Só assim conseguiremos dar uma vida digna aos moradores que já viveram dias melhores antes de serem presos involuntariamente na prisão de suas casas.

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ELA PODE traz empreendedorismo feminino para São Gonçalo com apoio do Google https://simsaogoncalo.com.br/empreendedorismo-feminino-ela-pode/ https://simsaogoncalo.com.br/empreendedorismo-feminino-ela-pode/#comments Thu, 05 Sep 2019 04:57:01 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7472 O ELA PODE chegou à São Gonçalo. O programa de empreendedorismo feminino criado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora conta com apoio do Google e foi realizado nos dias 2 e 3 de setembro na OAB, no Zé Garoto. A ideia de trazer o evento para a cidade partiu de empresárias que participaram de um evento […]

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O ELA PODE chegou à São Gonçalo. O programa de empreendedorismo feminino criado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora conta com apoio do Google e foi realizado nos dias 2 e 3 de setembro na OAB, no Zé Garoto.

A ideia de trazer o evento para a cidade partiu de empresárias que participaram de um evento similar em Niterói, contaram Tatianna Carvalho e Suelen Brantes, que trabalharam na organização do encontro.

Empreendedorismo Feminino mostra sua força em São Gonçalo
109 mulheres foram capacitadas na 1ª edição do ELA PODE em São Gonçalo. Foto: Priscila Facco.

Fruto da soma de forças de diversas profissionais, tudo correu bem. Com duração total de 16 horas, o evento selecionou e capacitou 109 mulheres. Em apenas 3 dias, foram mais de 300 inscrições. Uma demanda surpreendente, que já motiva as organizadoras para agendar uma nova data até o final do ano.

ELA PODE – Multiplicadoras da Rede Mulher Empreendedora em São Goncalo
Multiplicadoras do ELA PODE. Foto: Thamiris Santos.

Empreendedorismo feminino mira na mulher e acerta na família

Até 2015, cerca de 40% das famílias eram chefiadas por mulheres, segundo dados do IBGE. Desse total de lares, em 66% não há cônjuges. O que aumenta o risco de vulnerabilidade socioeconômica. Sendo mais claro, isso significa que mais famílias são dependentes do trabalho doméstico e renda gerada por apenas uma pessoa. O que, muita das vezes, também significa que o simples fato de ficar doente pode provocar um corte abrupto nas finanças da família.

Equipe organizadora do ELA PODE em São Gonçalo, setembro/2019.
Equipe organizadora do ELA PODE, São Gonçalo, setembro/2019. Foto: Priscila Facco.

O ELA PODE tem como foco garantir independência financeira e poder de decisão dessas mulheres sobre suas vidas, por meio do desenvolvimento de seus negócios. A meta do programa é capacitar 135 mil mulheres brasileiras até 2020.

Esse dia do empreendedorismo feminino foi repleto de troca de experiências, conhecimento, histórias de vida e, claro, boas palestras sobre como dinamizar os múltiplos negócios na cidade. Eram maquiadoras, artesãs, coachies, chefs, designers de unhas, sombracelhas, agentes de viagem, publicitárias, fotógrafas, entre outras diversas profissionais estavam representadas.

No evento, foram abordadas as áreas de comunicação, liderança, negociação, finanças, networking, marca pessoal e ferramentas digitais. Tudo para ampliar o sucesso pessoal e profissional.

ELA PODE São Gonçalo, realizado em Setembro na OAB, Zé Garoto.
Foto: Priscila Facco.

Fico feliz por ver iniciativas como essa chegando à nossa cidade de 1.084.839 habitantes. Com índices de desemprego altos e sem muitas perspectivas de melhora a curto prazo, é fundamental que o conhecimento para criar e manter negócios sustentáveis cheguem às pessoas. Uma ferramenta para mudança de vida.

No encontro, pude conversar e ver que há diversos outros movimentos acontecendo em paralelo em São Gonçalo, como o encontro mensal de mulheres empreendedoras chamado Bolsa de Negócios, entre outros que no futuro contarei por aqui.

Parabéns a todas envolvidas nessa rede de transformação.

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Radar de velocidade desligado não significa mais segurança https://simsaogoncalo.com.br/radar-desligado-nao-significa-seguranca/ https://simsaogoncalo.com.br/radar-desligado-nao-significa-seguranca/#comments Sat, 31 Aug 2019 00:45:48 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7465 Radar de velocidade é um inimigo do cidadão-motorista. A “indústria da multa” não ganhou esse nome à toa. Sou motorista há uns 15 anos e já ganhei algumas multas nesse período. Ainda sim, sou pedestre há muito mais tempo. Sei bem a diferença que faz ter um “pardalzinho” à vista quando se atravessa com uma […]

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Radar de velocidade é um inimigo do cidadão-motorista. A “indústria da multa” não ganhou esse nome à toa. Sou motorista há uns 15 anos e já ganhei algumas multas nesse período. Ainda sim, sou pedestre há muito mais tempo. Sei bem a diferença que faz ter um “pardalzinho” à vista quando se atravessa com uma criança no sinal. Em rodovias como as RJ 104 e 106, com tanta gente morando ao redor e sem tantas passarelas assim, fica a pergunta: não era melhor ter aumentado o nível de velocidade ao invés de eliminar o radar?

Aumento de velocidade no radar resolveria

Passo nas RJs com alguma frequência. Entendo bem esse dilema entre passar em determinados pontos com receio de ter uma arma apontada ou de ganhar uma multa por excesso de velocidade. Mas vejo também que os radares são instrumentos para fazer com que maus motoristas “segurem” o pé no pedal.

A pista com velocidade máxima de 50 ou 60km/h realmente deixa o motorista vulnerável. Porém, não ter limite deixa pedestres na beira da via e outros motoristas vulneráveis aos irresponsáveis que põem 130km/h sem dó nessas vias cheias de curvas e buracos.

Penso que o melhor seria aumentar o limite de velocidade. Algo como 90km ou qualquer outra velocidade previamente estudada para os trechos, ajudaria um lado sem prejudica o outro. Motoristas e pedestres.

Sem radar de velocidade, sem passarela e sem asfalto

A última mudança que as RJs viram, já tem mais de 12 anos. Foi no governo Rosinha Garotinho. De lá para cá, as vias não tiveram nenhuma grande mudança. A RJ 104 então, cujo pedaço mais famoso é o viaduto de Alcântara, tem trechos que a gente sente pena do veículo e, naturalmente, do nosso bolso. O que nos faz lembrar que, mesmo sem radar, não dá para andar muito rápido sem arriscar danificar o próprio carro.

Outro problema corrente é falta de passarelas. Há pontos da pista onde as pessoas, tradicionalmente, passam. Logo, porque não ampliar o número das travessias sobre a pista? Provavelmente, o valor de uma passarela é mais barato que o serviço de socorro e internação de um pedestre acidentado por dias no hospital.

Os problemas de segurança existem e ninguém está negando isso. Mas há tantos outros fatores de insegurança na via, que a tendência é que os problemas se somem e não sumam. A bandidagem sempre vai criar uma saída nova para continuar assaltando. Estejamos nós passando a 60 ou 120km/h.

Lembrando sempre que nosso problema de segurança se resolve com estratégias de segurança pública, não com questões de trânsito. E as pessoas que moram na região, pegando ônibus ou andando a pé, continuarão sofrendo com os mesmos problemas. Essas não tem como correr.

 

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Reeleição cancelada em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/reeleicao-cancelada-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/reeleicao-cancelada-em-sao-goncalo/#comments Tue, 27 Aug 2019 05:07:43 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7450 Sim, reeleição cancelada em São Gonçalo. E não precisou de TRE, TSE, nem tribunal algum. Foi o povo mesmo que resolveu. O atual prefeito é a última vítima dessa lei popular e invisível. Com cerca de 86% de rejeição (segundo a Câmara de Vereadores), José Luiz Nanci provavelmente não será reeleito ao executivo municipal nas […]

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Sim, reeleição cancelada em São Gonçalo. E não precisou de TRE, TSE, nem tribunal algum. Foi o povo mesmo que resolveu. O atual prefeito é a última vítima dessa lei popular e invisível. Com cerca de 86% de rejeição (segundo a Câmara de Vereadores), José Luiz Nanci provavelmente não será reeleito ao executivo municipal nas próximas eleições em 2020. Repetindo uma sina que só a dama de vermelho, Aparecida Panisset, conseguiu romper.

Desde que foi aprovada a Lei da Reeleição, em 1997, apenas uma prefeita conseguiu se reeleger. Todos os outros falharam. Foram eles: Ezequiel (2000), Charles (2004), Mulim (2016) e, futuramente, Nanci (2020).

Aparecida Panisset, ex-prefeita (2005-2012). Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Panisset conseguiu uma proeza dupla, sendo eleita em 1º turno das duas vezes que se candidatou ao executivo (2004 e 2008). Ainda sim, podemos dizer também que a derrota do Konder em 2012, seu indicado, foi a derrocada do governo de situação que não reelegeu seu plano de poder.

E já dá pra dizer que Nanci não será reeleito?

O livro “A Cabeça do Eleitor” é repleto de exemplos sobre como acontecem as eleições, reeleições e eleições dos postes. As eleições são classificadas pelo autor como “de continuidade” e de “oposição”. E o indicador para se entender essa dinâmica é muito simples, ele se chama índice de aprovação/rejeição.

Índices acima de 51%, possível reeleição. Menor que 49%, indefinido. No caso de Nanci, com 86% faltando 1 ano para começar a campanha, diria que será bem difícil. E lembre-se que essas análises foram feitas para eleições municipais. Na nacional, com presidente, é outra história.

Neilton Mulim sendo levado preso após deúncias de corrupção na Prefeitura de São Gonçalo (2013-2016).

Reeleição cancelada é fruto de má gestão e falta de dinheiro

Independente de como Eliane Gabriel e José Luiz Nanci encontraram a prefeitura, é fato que muita coisa poderia ser feita se o perfil do casal fosse diferente. O que se vê de fora é a permissão das mesmas práticas de sempre. Loteamento das escolas, com indicação de diretores, dos postos de saúde para os vereadores, etc. Sem falar nos comentários de inchaço da máquina pública em algumas partes e falta de profissionais em outras, com uma farra de comissionados, e por aí vai.

Eliane Nanci, José Luiz Nanci e Ricardo Pericar em missa na Igreja Nossa Senhora das Graças (Porto Velho) para celebrar a vitória nas eleições municipais de 2016.

E por que é que isso dá tão errado? Simples: porque em São Gonçalo a renda é pequena e a demanda por serviços é grande. Porém, com tantas boas práticas de gestão e tecnologia disponível, não são necessários tantos gastos com pessoal. A não ser que essas pessoas sejam da base eleitoral dos mesmos vereadores que precisam empregar as pessoas que garantirão seus votos de 4 em 4 anos.

Para se ter uma ideia, em 2017, mais de 50% dos recursos foram gastos apenas com salários. E para uma cidade pobre como a nossa, isso é bastante! A seguir, o comparativo dos recebimentos de São Gonçalo, Niterói e Maricá vindos do governo federal em 2018. Os dados são do Portal da Transparência:

A) São Gonçalo: 363 milhões de reais para 1.077.687 habitantes;
B) Niterói: 1,51 bilhão de reais para 511.786 mil habitantes;
C) Maricá: 1,54 bilhão de reais para 157.789 mil habitantes

Com uma discrepância de valores, que ocorre especialmente por conta da divisão falha dos Royalties do petróleo, é possível compreender como uma cidade pode ser pobre ao lado de duas ricas.

Henry Charles, o Dr. Charles, governou de 2001-2004 e foi varrido da cidade.

E como melhorar?

A solução é odiada por boa parte dos políticos. Afinal, ela promete algo que seria óbvio em uma empresa: gestão. Redução dos gastos inúteis com replanejamento das funções dos servidores. Afinal, se a prefeitura continuar nesse ritmo, em breve se tornará uma mera gestora da folha salarial.

O resultado é o que vemos constantemente. Temos uma administração fraca, cujos resultados são sempre os mesmos: pouco ou nenhum dinheiro para os investimentos básicos, como iluminação, asfalto, saneamento, equipamentos de sinalização, entre outros serviços que toda cidade gere.

Se antes esse inchaço da máquina pública garantia uma eleição tranquila para si e seus aliados, o que hoje vemos é que apenas vereadores se beneficiam dessa mamata.

O motivo é que o número de votos necessários para uma reeleição de vereadores é baixo. O que significa que se um deles conseguir se apossar de uma secretaria, garante um polpudo salário de 12k em sua conta, mais os salários de seus apoiadores, que se tornam subsecretários e funcionários comissionados. Inclusive aquelas “lideranças” que mobilizam os bairros. Lembra daquelas pessoas que sempre sabem os atalhos para resolver algo especial na prefeitura? Então, são elas mesmas.

Porém, com meia-dúzia de carguinhos distribuídos e um legislativo que bate cerca de 94% de rejeição (segundo eles próprios numa sessão da Câmara em 21/08/2019), hoje é impossível para o alcaide disputar uma reeleição. Sem falar que é bem possível que ele queime toda sua carreira política dali em diante.

Edson Ezequiel de Matos
Edson Ezequiel conseguiu uma carreira política longeva após deixar a prefeitura derrotado em 2000. Dali em diante, só apoiou Graça Matos, sua esposa, que não conseguiu ir nem ao 2º turno nas 3 eleições seguintes (2004, 2008 e 2012).

O único caminho de um prefeito

Num momento como o atual, onde as esperanças estão abaixo do fundo do poço, precisamos de um prefeito que se imponha. Que não abra mão de carguinhos para agradar vereadores sem nível técnico, nem a partidos que pretendem manter seus partidários empregados.

Como já disse, não há muitas escolhas. Só uma prefeitura com folha de pagamento enxuta e muita criatividade conseguirá atrair investimentos para virar o jogo. Em casa que o dinheiro é curto, se economiza.

São Gonçalo ainda não encontrou seu caminho. E é bem possível que em 2020, novos candidatos apareçam, fazendo o mesmo esquema de loteamento de cargos nos núcleos de gerenciamento para gente sem qualificação. Repetindo os erros sem fim.

Alguns esquecem que quando Aparecida Panisset esteve prefeita foi um daqueles momentos de crescimento econômico brasileiro que dificilmente se repetirão. Tinha dinheiro para fazer um pouquinho e desviar bastante. Infelizmente.

Para os próximos prefeitos, fica o aviso: se não entrar com esse pensamento, jogará sua carreira política no lixo. Afinal, a reeleição está cancelada. E para reativá-la, há muito o que fazer.

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Por que a Amazônia é importante para São Gonçalo? https://simsaogoncalo.com.br/amazonica-importante-para-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/amazonica-importante-para-sao-goncalo/#respond Fri, 23 Aug 2019 15:16:00 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=5141 Este post está guardado há alguns anos. O primeiro pensamento veio ainda no início do 2º governo Dilma Rousseff, em 2015, quando a região metropolitana de São Paulo, a maior do Brasil, estava com seus reservatórios de água quase esgotados. Se a chuva não viesse em meses, talvez tivéssemos uma das maiores catástrofes brasileiras. Curiosamente, […]

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Este post está guardado há alguns anos. O primeiro pensamento veio ainda no início do 2º governo Dilma Rousseff, em 2015, quando a região metropolitana de São Paulo, a maior do Brasil, estava com seus reservatórios de água quase esgotados. Se a chuva não viesse em meses, talvez tivéssemos uma das maiores catástrofes brasileiras. Curiosamente, foi também um período crescimento do desmatamento nos últimos tempos. Aliás, migração por falta de água não é novidade no mundo. O que é novo é ter tanta gente adensada em pequenas regiões, como nós, no RJ. E nesse fluxo, comecei a me perguntar: e se o regime de chuvas alterasse a vida na 2ª maior região metropolitana? Como seria esse caos?

Falar sobre a região amazônica é algo muito distante para todos nós do sudeste. Com tantos problemas urbanos, esquecemos que vivemos num sistema, não numa ilha isolada fora do planeta.

O regime de chuvas do sudeste depende da Amazônia

Antes de tudo, é bem importante ver esse vídeo. Ele dá a explicação sobre como funciona o regime de chuvas, decorrente da circulação das partículas de água chamadas de “Rios Voadores”. Explicando grosseiramente, é o processo de captação de água pela vegetação nos lençóis freáticos que, depois de evaporada, é trazida pela atmosfera para o sul, irrigando o quadrilátero entre os Andes, Buenos Aires, Cuiabá e São Paulo. Nessa região, estima-se que são produzidos 70% do PIB da América do Sul.

Novamente, você deve estar se perguntando: por que nós, em São Gonçalo, Rio de Janeiro, temos que nos preocupar? E a resposta é que se a mata amazônica for arrasada, o sistema do clima regional vai pro buraco.

Os produtos que chegam até às nossas feiras e prateleiras dos mercados são produzidos também em São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Espírito Santo. Sem falar que boa parte da energia elétrica que nos abastece vem de Itaipu Binacional. E se o Rio Paraná tiver uma escassez, teremos bons problemas a resolver.

E o abastecimento de água no Leste Fluminense?

Fora as relações econômicas com as outras partes da região sudeste, há um outro ponto importante: você já se perguntou de onde vem a água que nos abastece? Como São Gonçalo, Niterói e Itaboraí têm um abastecimento de água com certa regularidade sem represamento de água?

Estação de Tratamento de Água do Laranjal
Estação de Tratamento de Água do Laranjal – São Gonçalo.

O fato é que dependemos das chuvas. Especialmente as que caem na região de Cachoeiras de Macacu. Mesmo estando próximos ao litoral, é preciso avaliar qual o impacto que um regime de chuvas alterado no Brasil teria em nossa região. Aliás, se algum profissional ou professor de geografia, meteorologia, entre outras ciências relacionadas estiver lendo isso e tenha algum estudo sobre essa relação, fique à vontade para enviar.

Mesmo com nossas enchentes frequentes, não temos sequer um sistema de captação das águas pluviais para aproveitá-las, como acontece em Cingapura, por exemplo. Sem falar na inexistência de um represamento ou algo similar que sirva para armazenar a água para o abastecimento dessas quase 2 milhões de pessoas no Leste Fluminense. Mais um motivo para pressionarmos os mecanismos que podem agilizar as obras de saneamento básico por aqui.

Independente da sua idade, imagine-se idoso em meio à uma crise hídrica. Infelizmente, se não começarmos a pensar em soluções de preservação do meio ambiente e saneamento básico, o abastecimento no Leste Fluminense estará comprometido. E, infelizmente, é possível que vejamos uma catástrofe humanitária por conta de uma grave falta d’água.

Pensemos nisso! O alarmismo só dura até acontecer. Depois que acontece vira desespero.

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Empreendedores apostam na cidade em meio a marasmo econômico https://simsaogoncalo.com.br/empreendedores-apostam-na-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/empreendedores-apostam-na-cidade/#comments Sat, 10 Aug 2019 00:23:06 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7413 Após 5 anos de queda e marasmo, a economia brasileira dá tímidos sinais de reação. Mas quando vamos para o microcosmo das cidades, o que vemos em São Gonçalo ainda é uma grande dificuldade na geração de renda e emprego. Dando uma breve volta nos shoppings, é possível ver um número além do normal de […]

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Após 5 anos de queda e marasmo, a economia brasileira dá tímidos sinais de reação. Mas quando vamos para o microcosmo das cidades, o que vemos em São Gonçalo ainda é uma grande dificuldade na geração de renda e emprego.

Dando uma breve volta nos shoppings, é possível ver um número além do normal de lojas que, ou foram trocadas por outras, ou fecharam mesmo. Nas ruas, a situação também não é muito diferente em diversos pontos comerciais antes ocupados.

Shopping São Gonçalo, o “shopping da BR”, com mais de 15 anos de funcionamento na cidade, se adequa aos novos tempos. Foto: Divulgação.

Ainda sim, ainda há quem pague pra ver. É o caso daqueles que apostam empreendendo por aqui. Um levantamento feito em fevereiro/2019 pelo SEBRAE com dados do Caged, mostrou que 72% das vagas com carteira assinada foram geradas pelas micro e pequenas empresas, como academias, restaurantes, papelarias, cafeterias, mercados, clínicas, entre outros exemplos. Por outro lado, as lojas de rede como Caçula, O Amigão e Casas Pedro também apostam no potencial público da cidade.

Infantaria F2: saúde e bem estar no Colubandê

Em agosto, fui no lançamento da Infantaria F2, um box de treinamento popularmente conhecido Crossfit, nome da marca que formatou essa modalidade de exercícios físicos.

Infantaria F2 – Crossfit no Colubandê
Inauguração da Infantaria F2 – Crossfit no Colubandê, São Gonçalo

Criada por sócios que vem do ramo da saúde e bem estar, a loja foi inaugurada em agosto de 2019, no Colubandê. O desafio de abrir um empreendimento fora do 4º distrito e Centro também chama a atenção, mostrando a aposta em regiões da cidade que tem público, mas nem sempre a oferta de serviços ideal.

O box fica na Avenida José Mendonça Campos, 887, Galpão 1, Colubandê, na rua principal do Bairro.

Justo Café: lounge e café no Alcântara

Inaugurado em 2018, o Justo Café é uma daquelas felizes surpresas no Alcântara. Situada na Estrada dos Menezes, a loja completou 1 ano de funcionamento, mostrando que a região tem potencial para negócios que visam um público que curte ambientes confortáveis com um belo café para acompanhar.

Justo Café – Cafeteria na estrada dos Menezes, Alcântara, São Gonçalo
Justo Café, uma surpresa de sucesso em Alcântara.

Fui no Justo em julho/2019, trocar uma ideia com o Mário Lima Jr, que já escreveu muito aqui no SIM SG. Inclusive, a ida foi dica dele.

Um dos pontos altos do lugar é a disposição das mesas e cadeiras no 2º andar. A possibilidade de um espaço não necessariamente fechado no padrão “mesa e cadeira” permite que o espaço seja remodelado, inclusive para receber pequenos eventos privados ou reuniões de negócios.

O Justo Café fica na Estrada dos Menezes, 850 – Loja 110 – Alcantara. Confira no mapa.

Lojas O Amigão no Alcântara

As lojas O Amigão são uma das buscas mais frequentes no SIM São Gonçalo. Não é por menos. Com uma variedade interessante de produtos que cabem em todos os bolsos, é visível como sua presença, tanto no Centro, quanto em Alcântara, trazem confiança para novos empreendedores do ramo que desejem investir na cidade.

Imagem da Loja O Amigão em Alcântara, São Gonçalo
Loja O Amigão na Rua Dr. Alfredo Backer, 783, Alcântara, São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Caçula no Centro

Numa cidade com mais de 1 milhão de habitantes, situada no estado que é o pólo criativo do Brasil, é natural que seja grande o número de artistas e pessoas ligadas à indústria criativa. E com o avanço da crise, muitas pessoas que perderam seus trabalhos e empregos passaram a apostar em seus talentos individuais para fazer negócios.

Caçula Papelaria e Armarinho no Shopping Partage, São Gonçalo.

Se no passado era possível ver armarinhos, casas de tecido, costura e lojas de desenho nas ruas, a realidade dos últimos anos fez com que muitas delas fechassem ou reduzissem seus produtos. Em meio a tanta demanda por insumos, a chegada da Caçula pode ser um fator determinante no desenvolvimento dos produtos e serviços desses profissionais do setor criativo.

A Caçula está no último andar do Shopping Partage, no Centro de São Gonçalo.

Esses foram apenas alguns exemplos. Certamente, outros micro, pequenos e médios negócios estão ou ainda serão abertos na cidade, transformando o cenário e servindo de propulsores para a economia regional.Tem outros? Conte nos comentários.

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Sorriso Amarelinho: encontros no Tinder do Plaza ao Porto da Pedra https://simsaogoncalo.com.br/sorriso-amarelinho-porto-da-pedra/ https://simsaogoncalo.com.br/sorriso-amarelinho-porto-da-pedra/#respond Wed, 10 Jul 2019 22:47:30 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7308 Ilustração: Paulo Rodrigues (ilustrepaulo) Patrícia odiava usar salto. Parecia uma pata, se equilibrando em cima de duas lapiseiras 0.7 e puxando a saia pra baixo. Mas tinha que estar bonita. “Samuel, 38, cavalheiro, gosta de livros, sertanejo universitário e gatos. Niterói, RJ”. A foto do Tinder era bonitinha, óculos discretos, ombros e sorrisos largos. Marcaram […]

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Ilustração: Paulo Rodrigues (ilustrepaulo)

Patrícia odiava usar salto. Parecia uma pata, se equilibrando em cima de duas lapiseiras 0.7 e puxando a saia pra baixo. Mas tinha que estar bonita.

“Samuel, 38, cavalheiro, gosta de livros, sertanejo universitário e gatos. Niterói, RJ”. A foto do Tinder era bonitinha, óculos discretos, ombros e sorrisos largos. Marcaram no Outback do Plaza. Patrícia tentou ainda jogar o encontro pro início do mês seguinte, mas os papos evoluíram e a urgência do encontro a pegou dura mesmo. Lisa. Porém, o que seriam mais vinte reais de Uber do Porto da Pedra para o Plaza, pra não ter que claudicar de salto pelo terminal de Niterói e chegar linda e cheirosa?

Sentou-se à mesa do canto, e pediu apenas um chá. Sentia-se incomodada com esse negócio de conhecer pessoas por aplicativos, mas qual era a solução? Trabalhava como uma louca pra não morrer de fome, não tinha condições e nem tempo de estabelecer relacionamento em baladinha noturna. E nem idade mais pra isso, né? Paciência zero com essa molecada de energético e carro do papai.

Terceiro refil de chá gelado, suor já fazendo brilhar o colo exposto pelo decote, e nada do Samuel. “A senhora quer fazer o pedido?”, “Não estou esperando alguém”; a garçonete fez um ligeiro muxoxo, Patrícia sentiu. E sentia fome também. “70 reais num bife? Deuzolivre!”, ela pensava, enquanto chupava o gelo do chá – que pelo menos era refil, pagava uma vez só.

E foi só o que ela pagou. Samuel enviou mensagem dizendo que havia tido um problema no serviço, e que infelizmente não poderia encontrá-la. “E se ele me viu aqui e não gostou?”, porque não bastava a conta estar no vermelho, a autoestima precisava acompanhar. Vinte reais pelo chá gelado, os vinte reais do Uber que a levariam de volta pra casa. “Antes não tivesse pagado os dez porcento”, mas foi tudo no cartão.

Patrícia então andou do Plaza até o terminal. Pedras portuguesas, ranhuras no asfalto, copos de guaravita, tudo era atrativo para os saltos e impropérios. O 526 ainda ficava na plataforma 5, então ainda teve que mancar pelos transeuntes que cortavam o terminal, uns voltando do trabalho, outros indo para a noite. O ônibus era aqueles da frota antiga, sem ar condicionado e, pra piorar, não tinha mais lugar sentado. Patrícia foi em pé sobre seus tão odiados saltos até o Porto da Pedra. Com fome.

Decidiu descer no Amarelinho. Abancou-se com decote e perfume, e pediu um angu – livrando-se logo dos saltos pra sentir o chão de cimento batido na meia-calça. Sua fome não cabia em um bife de setenta reais, mas o angu do Amarelinho, do alto de seus catorze reais – fora o chorinho! – seria suficiente, para engolir acompanhado de comiseração e auto piedade. Não tinha a meia luz do Outback, nem as paisagens desérticas da Austrália na parede, mas servia. O Amarelinho era iluminado por lâmpadas fluorescentes antigas, uma TV que passava algum jogo de futebol e mesas de plástico azuis com patrocínio de cerveja. Mas a comida era barata e decente. Fora a cerveja, sempre gelada.

– Acabou com a pimenta?

Patrícia acordou de sua pesca minuciosa dos miúdos que boiavam sobre o angu com aquela voz grave, leve sotaque nordestino. Ombros largos.

– Cuidado, essa tá forte, hein? – disse, sendo simpática.

– Eu prefiro assim, quando a pimenta é ruim.

– Não disse que era ruim, é gostosa.

– Não, ruim porque maltrata o cabra. – e deu um sorriso, mais largo que os ombros. Patrícia sorriu de volta, ele olhou para seus pés.

– Dia difícil?

– É… Alguns dias são assim. Tipo a pimenta que você gosta.

– Deixa eu pegar mais uma então pra aliviar. Posso me sentar contigo quando voltar?

Patrícia nem teve tempo de responder, o moço já havia saído na direção do balcão. Depois de uma viagem frustrada para uma Austrália fake, encontrava agora o sorriso que pelo qual procurava ali, no Porto da Pedra.

E descalça.

Damiana Duarte

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Solidão no Rocha: uma mãe, um filho e o ponto às 5h da manhã https://simsaogoncalo.com.br/solidao-no-rocha-damiana-duarte/ https://simsaogoncalo.com.br/solidao-no-rocha-damiana-duarte/#comments Tue, 25 Jun 2019 23:17:45 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7310 Não tem solidão maior do que a de uma mulher preta com um filho no colo, às cinco e meia da manhã de um domingo. A cidade ainda dorme, apenas os vagantes e os feirantes. E Jéssica com o pequeno Gabriel, bolsas e cuidado pra não deixar cair a mantinha que o protegia do sereno. […]

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Não tem solidão maior do que a de uma mulher preta com um filho no colo, às cinco e meia da manhã de um domingo. A cidade ainda dorme, apenas os vagantes e os feirantes. E Jéssica com o pequeno Gabriel, bolsas e cuidado pra não deixar cair a mantinha que o protegia do sereno.

Ninguém vê, ninguém sabe. A mulher que arrumou um bico de representante de vendas em um evento na Barra, e precisa antes levar o seu filho para a avó cuidar. Não a sua mãe, a avó mais provável – mas que escolheu não dar nenhum suporte para a filha e suas aventuras. A mãe dele, do galante cavalheiro de fala macia e beijo molhado que lhe prometera um pra sempre que durou três meses. A ex-sogra que tinha prazer em enumerar as novas conquistas do filho garanhão e inconsequente enquanto Jéssica beijava seu pequeno mundo em adeuses e lágrimas contidas.

Jéssica atravessa a praça do Rocha com seu rebento. Do canto do olho, vê a alegria da feira sendo montada, uma das maiores da cidade – só perde pra de Neves. A Kombi dos pastéis e caldo de cana, caminhão de melancia, pula-pula, o 530 da maldita Viação Galo Branco que não aparece. Gabriel ia gostar daquele pula-pula.

“Porque você não tira, boba?”, dizia a amiga. Mas a vida crescia dentro dela, como eliminar essa possibilidade? E nem era por religião, Jéssica nem tinha. Era católica de batizada como quase todo mundo, mas nem se lembrava da última vez que havia ido à igreja ou a qualquer templo. Mas sabia que queria aquele filho, queria gerar, parir, ser adulta, ser… gente. Alguma coisa a impelia em direção a uma aprovação social que nem conhecia.

Agora estava ali, as sombras da noite se dissipando pelo trabalho dos carregadores de caixa, montadores de barracas e vendedores. “Mulher é guerreira!” – como se houvesse opção para a mulher, tendo que criar sozinha a sua vida e as vidas que de si dependem. O homem faz uma tatuagem com o nome, posta fotos com a criança nas redes sociais e pronto, olha que paizão que esse filho da puta é – isso quando não aparece com brinquedos defasados na faixa etária porque não sabe nem do que o filho gosta de brincar. Ainda faz esquema com o patrão pra receber por fora e não ter que aumentar a pensão, como se só dinheiro bastasse. Não passa noites insones vendo febre, não vai na escola, não acorda cinco horas de uma manhã de domingo cheia de bolsas penduradas igual a burro de cigano.

O pequeno Gabriel acorda e reclama no colo da mãe, e Jéssica percebe, com um sorriso debilitado, que não podia esmorecer. Não queria ser guerreira, só queria ter uma vida normal, dividindo responsabilidades e prazeres. Mas não podia.

Eram só ela e o Gabriel. E o mundo lá fora.

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Corpus Christi em São Gonçalo e a consolidação do evento https://simsaogoncalo.com.br/corpus-christi-em-sao-goncalo-e-a-consolidacao-do-evento/ https://simsaogoncalo.com.br/corpus-christi-em-sao-goncalo-e-a-consolidacao-do-evento/#respond Sat, 22 Jun 2019 00:18:12 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7313 O Corpus Christi em São Gonçalo foi um sucesso, como sempre. Digo isso não apenas pelos tapetes de sal, sempre belos e interessantes, mas pelo conjunto em si. Ao andar pelos 1,5km de tapetes ainda em construção, era ótima a sensação de poder andar pelo Centro da cidade num clima segurança e paz. Não que […]

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O Corpus Christi em São Gonçalo foi um sucesso, como sempre. Digo isso não apenas pelos tapetes de sal, sempre belos e interessantes, mas pelo conjunto em si.

Corpus Christi em São Gonçalo 2019
Corpus Christi 2019 | Foto: Matheus Graciano © SIM São Gonçalo

Ao andar pelos 1,5km de tapetes ainda em construção, era ótima a sensação de poder andar pelo Centro da cidade num clima segurança e paz. Não que estejamos livres da violência. Mas por saber que a energia das pessoas ali é capaz de repeli-la um pouquinho. E assim, mais pessoas vêm para as ruas abraçar o evento, a cada ano que passa.

Há tempos que muitos enxergam oportunidades de negócios ali. Como os vendedores de comidas, bebidas e artigos religiosos. Sejam ambulantes ou pontos fixos, como bares, pastéis, Subway e Cacau Show.

Corpus Christi em São Gonçalo 2019
Pessoas confeccionando tapetes no Corpus Christi 2019. Foto: Matheus Graciano © SIM São Gonçalo

Corpus Christi em São Gonçalo se consolidou positivamente e pode crescer

Uma das críticas recorrentes ao evento é o horário adiantado do fechamento da rua principal. Este ano, fomos avisados que isso aconteceria a partir das 18h. Entretanto, muitas pessoas saem de seus trabalhos em Niterói e no Rio, neste horário, levando horas para chegar em São Gonçalo.

Este é um ponto que deveria ser repensado. Talvez, até mesmo, alterando o horário de fechamento para 21h, no mínimo. Muitos moradores agradeceriam!

Corpus Christi em São Gonçalo 2019
Corpus Christi 2019 | Foto: Matheus Graciano © SIM São Gonçalo

Se por um lado os comerciantes compreenderam a importância e as oportunidades geradas, por outro, talvez seja o momento de darmos um passo a mais com a data cultural que mais atrai público na cidade.

Vejo que esse sentimento não é apenas meu. Tanto que o site Território Gonçalense, do Vagner Rosa, comentou na mesma direção, citando o Corpus Christi como um cartão postal em potencial.

Evento do Corpus Christi em São Gonçalo 2019
Corpus Christi 2019 | Foto: Matheus Graciano © SIM São Gonçalo

Um incremento interessante é o fato que aconteceu esse ano, na cidade do Rio. Em parceria com o Instituto Expo Religião, a Arquidiocese do Rio de Janeiro convidou outras religiões para um tapete ecumênico, criando assim um sentimento de união entre as diferentes crenças. Numa cidade com grande número de evangélicos e espíritas, como a nossa, teríamos a chance de criar um movimento de agregação. Naturalmente, o público cresceria e a cidade abraçaria ainda mais o evento.

Corpus Christi 2019 e as ruas cheias no Centro de São Gonçao
Corpus Christi 2019 | Foto: Matheus Graciano © SIM São Gonçalo

Uma das sugestões tem como referência o “Viradão Cultural”, evento que já aconteceu no Rio e ainda há em São Paulo. Mas neste caso, teríamos bandas religiosas fazendo apresentações durante as madrugadas.

É possível ver rodas de violão enquanto as pessoas trabalham nas obras de sal. Com pequenas atrações distribuídas ao longo das ruas, seria uma forma saudável ampliar a atratividade do evento, podendo até mesmo reter muita gente até o início da Missa, pela manhã.

Corpus Christi 2019
Corpus Christi 2019 | Foto: Matheus Graciano © SIM São Gonçalo

Naturalmente, essas e outras mudanças deveriam ser estudadas e testadas para que o Corpus Christi em São Gonçalo não perca suas características. Ainda sim, é bonito ver um movimento de manifestação popular ter a possibilidade de ampliar a autoestima das pessoas numa cidade tão mal tratada, mas repleta de potenciais artísticos e culturais.

Em São Gonçalo, a nossa gente é o nosso melhor.

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Armando Gomes de Sá Couto, o português patrono do pronto socorro https://simsaogoncalo.com.br/armando-gomes-de-sa-couto/ https://simsaogoncalo.com.br/armando-gomes-de-sa-couto/#comments Thu, 13 Jun 2019 17:31:23 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7296 Há algum tempo atrás, sofri um pequeno acidente ao pular da janela de um ônibus com princípio de incêndio. Nada grave. Mas entre um corte e outro, lá fui eu para o Pronto Socorro Central tomar uns pontos, ali no Zé Garoto. É claro que não prestei muita atenção na fachada do hospital neste dia. […]

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Há algum tempo atrás, sofri um pequeno acidente ao pular da janela de um ônibus com princípio de incêndio. Nada grave. Mas entre um corte e outro, lá fui eu para o Pronto Socorro Central tomar uns pontos, ali no Zé Garoto. É claro que não prestei muita atenção na fachada do hospital neste dia. Depois, olhando com mais calma, vi que há um nome que batiza a unidade hospitalar. E assim fui buscar saber quem foi o Dr. Armando Gomes de Sá Couto e sua relevância na cidade.

Armando Gomes de Sá Couto, de Portugal a São Gonçalo

Armando Gomes de Sá Couto foi médico, professor, conferencista, desportista e professor de administração hospitalar. Era filho de Arlindo de Sá Couto e Beatriz Cruz de Sá Couto. Nasceu em Portugal (naturalizou-se brasileiro), em 20 de janeiro de 1926, chegou ao Brasil com 13 anos. Faleceu em 14 de novembro de 1975.

Iniciou seus estudos em casa, com os pais. Seu primeiro grau foi parte em Portugal. Mas concluiu os estudos no Brasil, quando aqui chegou com seus pais.

As últimas séries do ensino fundamental foram cursadas no Colégio Floriano Peixoto, ali no Barreto, em Niterói. O ensino médio foi feito no Colégio Plínio Leite. Logo depois, cursou a Faculdade de Medicina, atual UFF (Universidade Federal Fluminense).

Vida profissional

Já formado, o Dr. Armando de Sá Couto exerceu vários cargos e funções. Foi médico ginecologista e obstetra no INPS e na Prefeitura Municipal de São Gonçalo. Atuou como professor de Administração Hospitalar da Faculdade de Medicina de Teresópolis e na administração da Casa de Saúde Nossa Senhora de Fátima, aqui na cidade.

Foi diretor cirurgião do Hospital São Gonçalo, médico chefe de equipe, delegado regional do ex-Sandu (Hospital do INPS na Estrela do Norte), diretor do Pronto Socorro Municipal de São Gonçalo, interventor do Hospital Luiz Palmier, supervisor técnico da construção do Hospital Infantil de São Gonçalo, cirurgião e diretor geral do Departamento Médico Sanitário da Secretaria de Saúde e Assistência do Estado e, por fim, Secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.

Empreendeu viagens aos Estados Unidos em estudos e observações sobre saúde pública. Por conta de sua atuação no setor público, também proferia conferências em universidades sobre o Progresso da Saúde Pública no Estado do Rio de Janeiro e em outras localidades.

Recebeu títulos de cidadão honorário em diversas cidades brasileiras e norte-americanas, por conta de seu trabalho. Na vida social, fez parte do Clube Tamoio, Iate Clube Cabo Frio, Casa de Portugal de Petrópolis, entre outras agremiações relevantes em sua época.

Patrono da Escola no Largo da Ideia e Pronto Socorro

Além do Pronto Socorro Central, o Dr. Armando Gomes de Sá Couto também é patrono da Escola Estadual Dr. Armando de Sá Couto, na Estrada da Campanha, no Largo da Ideia.

Agradecimento

Fica aqui meu agradecimento ao autor Salvador Mata e Silva (1943–2016) por deixar registrado em seu livro a permissão para reprodução do livro. Espero que cada vez mais gonçalenses tenham acesso a história de sua cidade.

Fonte:

SILVA, Salvador Mata e, 1943
Gonçalenses Adotivos São Gonçalo;
Rio de Janeiro: Companhia das Artes
Gráfica, 1996
130 p.; 21cm (coleção/IPDESG)
1. São Gonçalo (RJ) – Biografia. I. Título
CDD (18ª) 920-0815

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Emancipação de Alcântara hoje seria um tiro no pé https://simsaogoncalo.com.br/emancipacao-de-alcantara-hoje/ https://simsaogoncalo.com.br/emancipacao-de-alcantara-hoje/#comments Thu, 06 Jun 2019 02:47:43 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7265 A Emancipação de Alcântara é um assunto que já deveria ter sido superado pelos gonçalenses, desde 1995. Ainda sim, vez ou outra, essa história é ressuscitada, como aconteceu em 30 de maio de 2019, na Câmara Municipal de São Gonçalo. A crença de achar a solução perfeita, criando algo do zero, é um sonho frequente […]

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A Emancipação de Alcântara é um assunto que já deveria ter sido superado pelos gonçalenses, desde 1995. Ainda sim, vez ou outra, essa história é ressuscitada, como aconteceu em 30 de maio de 2019, na Câmara Municipal de São Gonçalo.

A crença de achar a solução perfeita, criando algo do zero, é um sonho frequente nas mentes humanas. Afinal, propor mágicas é bem mais fácil que buscar o consenso na cidade de mais de 1 milhão de habitantes.

Mas desta vez, o discurso de um vereador foi além. Mais que a emancipação de Alcântara, foi sugerido também que Neves e Santa Isabel se tornassem bairros. A ideia por trás desse discurso é simples: criar municípios é ter novos CNPJs municipais, sem dívidas.

Na teoria é perfeito! Na prática, estamos longe disso. O argumento é que os territórios criados estariam aptos a fazer parcerias com o governo federal. Diferente de hoje, que estamos inundados em dívidas. Palmas!!! Que ideia excelente, certo? Hum… a vida real não é tão bela assim.

Fonte: PROJETO DE EMANCIPAÇÃO DO ALCÂNTARA E POLÍTICA INTEGRACIONISTA DE SÃO GONÇALO: CONFLITOS DISCURSIVOS (Hebert Guilherme de Azevedo, 2015)

Um município pobre ou 2 miseráveis?

Quando a campanha da emancipação aconteceu, eu tinha apenas 9 anos. Ainda sim, lembro de uma frase-chave que vi em alguns outdoors pela cidade: “Querem transformar um município pobre em dois miseráveis.”

A proposta de divisão territorial tinha o Rio Alcântara como limítrofe natural. No dia da votação, dos 215.457 eleitores aptos a votar, apenas 30.372 compareceram. Foram 29.294 sufrágios a favor da emancipação de Alcântara. Entretanto, o quórum mínimo exigido era de maioria simples, 107.730. Mas apenas 14% das pessoas se mobilizaram até às urnas.

Não dá para dizer o que aconteceria se tivéssemos nos separado em 1995. Um ano antes, foi lançado o plano real, a estabilização econômica e o ciclo que conhecemos. O Brasil mudou demais nessas últimas 3 décadas. Poderia ter dado certo. Ou completamente errado. Nunca saberemos.

Mas, e hoje?

Proposta de Divisão do Território de São Gonçalo e Alcântara
Proposta de Divisão do Território de São Gonçalo e Alcântara.

Na emancipação de Alcântara, São Gonçalo não assumiria as dívidas sozinho

Dado que um dos argumentos apresentados na Câmara Municipal (maio/2019) foi a possível inexistência de dívidas dos novos municípios, faço uma pergunta: se puséssemos essa proposta de emancipação pra frente, com quem ficariam estas mesmas dívidas?

Há quem ache que a “São Gonçalo Original”, a matriz, era quem deveria arcar com esse problema. Nesse cenário, as contas iriam para o buraco em meses, uma vez que a arrecadação de um município retalhado cairia. Logicamente, com esse argumento apresentado aos munícipes – que pagariam a conta – nenhum acordo seria fechado.

Outro ponto esquecido é o IPASG (Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de São Gonçalo). Se a reforma da previdência é um tema polêmico a nível federal e estadual, municipalmente não seria diferente. Seria justo São Gonçalo pagar sozinho as aposentadorias dos servidores que serviram a todos, inclusive aos cidadãos de “Alcântara”?

Os números são frios e não sonham por nós. Então, façamos um outro exercício de imaginação. E se, por um acaso, chegássemos a um acordo onde ambos os municípios assumissem a dívida repartida? Qual dos municípios teria mais sucesso?

Calçadão de Alcântara em São Gonçalo, Rio de Janeiro
Calçadão de Alcântara, na famosa Rua da Feira, São Gonçalo.

Separar Alcântara hoje seria condenar um município

Uma das outras lendas que ouvimos com frequência é a que “Alcântara sustenta São Gonçalo”. Pode até ser que o maior centro comercial da cidade tenha um alto nível de contribuição nos impostos. Mas é preciso entender que é a circulação de dinheiro dentro do município que faz a “mágica” acontecer.

Um dos pontos mais sensíveis dessa divisão seria a diferença socioeconômica entre as duas cidades. Em 1995, os políticos contra a emancipação já alertavam sobre isso. Edson Ezequiel, ex-prefeito (89-92 / 97-00), dizia que os distritos com menor arrecadação, mais pobres, eram (e ainda são) os que têm maiores problemas estruturais.

Enquanto isso, na parte com maior IDH na cidade, região central e 4º distrito, a infraestrutura é mais antiga e sedimentada. O calçamento do Paraíso, por exemplo, data dos anos 60.

Ônibus com ar condicionado um sonho em São Gonçalo
Ônibus no trânsito de Alcântara. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Essa divisão entre regiões também pode ser vista no valor dos imóveis, cujo preço de venda/aluguel de uma residência varia bastante. Naturalmente, quem mora nas regiões mais caras tem maior poder de compra, elevando a arrecadação da Prefeitura. Em consequência, as regiões ficam mais atrativas aos novos investimentos comerciais e imobiliários. Não por acaso, os Shoppings de São Gonçalo são localizados no 1º distrito, com fácil acesso ao público dos 1º e 4º distritos.

O resultado é que, uma vez separados e com as dívidas devidamente repartidas, o município de “São Gonçalo” seria mais atrativo que o de “Alcântara” para os novos negócios na região. E assim, perderíamos a possível solidariedade dos impostos para aplicar em todo município.

Se o COMPERJ foi uma esperança para Itaboraí e Alcântara, hoje não passa de um investimento mal sucedido, longe do que foi prometido. Por outro lado, “São Gonçalo” é mais próximo das duas cidades mais bem sucedidas do Estado do Rio de Janeiro e, porque não, do país: Niterói e Rio de Janeiro.

Dois prefeitos, duas câmaras e outros problemas

Mesmo concordando que administrar duas cidades menores seria muito mais fácil, sabemos que o interesse político é outro. Até porque, 2 cidades teriam 2 câmaras legislativas, 2 prefeitos e mais espaços, vulgarmente chamados de “currais eleitorais”, estabelecidos.

A nova cidade de Alcântara também precisaria de um novo corpo de funcionários públicos, assessores, prédios administrativos… enfim, dinheiro.

Em 2018, 1/3 dos municípios brasileiros fecharam no vermelho. Alguns estavam há meses sem pagar funcionários. E essa realidade só tende a se complicar, visto que, em tempos de crise econômica, se o próprio governo federal está sem verbas para pagar suas contas, quem dirá irá socorrer municípios em apuros financeiros.

Soluções melhores que a emancipação de Alcântara

Mesmo que o sonho mágico da emancipação sem dívidas fosse concluído, ainda haveria outro problema: deputados federais. Sim, é preciso tê-los para facilitar a negociação de dinheiro federal para um município.

Como sabemos, há tempos que São Gonçalo não tem representantes identificados com a cidade. Talvez, o último tenha sido o próprio ex-prefeito Edson Ezequiel Matos que, em 2014, largou a vida pública. Após isso, outros deputados até tentaram dar um abraço na cidade, mas nada genuíno.

A solução, não só para nossa cidade, mas para todas as outras localidades brasileiras, seria a implementação do voto distrital, cujo formato distrital misto é o que mais me agrada. Dessa forma teríamos, obrigatoriamente, um deputado para nos representar municipalmente.

Como essa proposta é quase impossível de ser adotada no Brasil, cabe a nós, gonçalenses, fazermos um esforço nas próximas eleições para eleger representantes para essa parte do Leste Fluminense.

Fontes

Uma fonte importantíssima foi o documento escrito por Hebert Guilherme de Azevedo, Mestre em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), publicado em 2015. A partir do trabalho dele foi possível obter uma série de dados analisados pelo mesmo em sua dissertação “Projeto de Emancipação do Alcântara e Política Integracionalista de São Gonçalo: Conflitos Discursivos“, onde ele revisita os argumentos dos principais envolvidos na época. Clique no link, leia a análise de Azevedo e forme suas conclusões.

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Chacina do Porto Velho mata a esperança dos antigos moradores https://simsaogoncalo.com.br/chacina-do-porto-velho-antigos-moradores/ https://simsaogoncalo.com.br/chacina-do-porto-velho-antigos-moradores/#respond Mon, 27 May 2019 19:51:24 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7247 “Todo domingo há mais de 30 anos, acabou o futebol, os amigos se reúnem. […] Os caras destruíram um bairro.” Esse foi o depoimento de Wendel Jacinto da Silva, uma das vítimas que sobreviveram à Chacina do Porto Velho. O ocorrido que vitimou 4 pessoas e feriu outras 7, aconteceu ontem, domingo, 26 de maio […]

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“Todo domingo há mais de 30 anos, acabou o futebol, os amigos se reúnem. […] Os caras destruíram um bairro.” Esse foi o depoimento de Wendel Jacinto da Silva, uma das vítimas que sobreviveram à Chacina do Porto Velho. O ocorrido que vitimou 4 pessoas e feriu outras 7, aconteceu ontem, domingo, 26 de maio de 2019.

Sabemos que todas as semanas, em diferentes escalas, acontecem atrocidades desse tipo no Brasil. No Rio de Janeiro, nem se fala. E é bom lembrar que em janeiro/2019, 9 mortes aconteceram em Marambaia, no mesmo estilo. Como também ocorreu em março/2018, em Maricá. Chegam, atiram, matam e ninguém vai preso. Ninguém.

Nessa rotina de violência gratuita, sem justiça, onde se intimida pelo terror, todos sofrem. Afinal, o direito de ir e vir nas ruas está se extinguindo rapidamente.

Um grupo, em especial, é o maior refém disso: os antigos moradores. Como são as próprias pessoas que foram vítimas dessa chacina bárbara e sem sentido.

Entrada da Comunidade que fica ao lado do Campo da Brahma, Porto Velho, São Gonçalo

Antigos moradores conheceram uma cidade bem diferente da atual

O depoimento de uma das vítimas, relatando que “há mais de 30 anos os amigos se encontram no lugar” é um fato triste em nossa história. Isso mostra que, mesmo tendo a consciência do perigo na cidade, o carinho pelas pessoas e a intimidade com os lugares que se vai há décadas, mascaram a nossa vulnerabilidade nas ruas de São Gonçalo e de todo estado do RJ.

É claro que todos sofremos com a violência diária que vivemos. Mas se nós, que temos entre 18 e 35 anos, sentimos a diferença do avanço da violência, imagine os antigos moradores.

Quem está começando uma vida tem menos compromissos e mais disposição para mudar de cidade, quiçá de estado ou de país. Enquanto quem fez uma vida aqui, vê o ambiente que escolheu viver se desintegrar. Tanto com o avanço da violência, quanto com a falta de infraestrutura que a prefeitura pouco se move para mudar.

Chacina do Porto Velho é o retrato da violência impactando a qualidade de vida

Outro desdobramento é a desvalorização dos bairros e imóveis. A impossibilidade financeira dos antigos moradores se mudarem, até mesmo dentro de São Gonçalo, é flagrante. Afinal, seus imóveis, em áreas – hoje – em risco, não têm condições de serem vendidos, alugados, tampouco habitados por seus próprios familiares, pois a vida de todos estaria a perigo.

Ainda tem o estresse diário, que nos prejudica mentalmente, e seus graves reflexos em nossos corpos.

Para completar, os serviços não entram. Correios não entregam produtos. Transportadoras precisam fazer acordos com tráfico ou milícia, sem falar no básico, como água, luz, gás e internet. Os dois últimos, em especial, controlados também pelos poderes paralelos locais, como o gatonet.

E com essa tragédia, nem ao menos o direito de se divertir, jogando bola, fazendo uma festa com a família ou, quem sabe, indo para a Igreja, encontrar os amigos, nada mais é permitido viver sem a constante tensão do medo.

Em breve, novas soluções milagrosas aparecerão. Já nós, ficaremos mais décadas sem ver a real efetividade das ações que fingem fazer para mudar São Gonçalo.

Que Deus conforte mais essas famílias. :/

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Belarmino de Siqueira, o Barão de São Gonçalo que pertencia a Niterói https://simsaogoncalo.com.br/barao-de-sao-goncalo-belarmino-siqueira/ https://simsaogoncalo.com.br/barao-de-sao-goncalo-belarmino-siqueira/#comments Sun, 12 May 2019 15:18:49 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7034 Belarmino Ricardo de Siqueira, o Barão de São Gonçalo, foi um político, fazendeiro e industrial e proprietário de companhias de transportes. Filho do Coronel Carlos José Siqueira Quintanilha e de Maria Antônia do Amaral, nasceu em Madressilva, Saquarema, em 1791. Faleceu no dia 9 de setembro de 1873, no Cubango, Niterói. Atuou como comandante superior […]

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Belarmino Ricardo de Siqueira, o Barão de São Gonçalo, foi um político, fazendeiro e industrial e proprietário de companhias de transportes. Filho do Coronel Carlos José Siqueira Quintanilha e de Maria Antônia do Amaral, nasceu em Madressilva, Saquarema, em 1791. Faleceu no dia 9 de setembro de 1873, no Cubango, Niterói.

Atuou como comandante superior da Guarda Nacional dos Municípios de Magé e Niterói (São Gonçalo). Também foi provedor do Asilo de Santa Leopoldina.

Mesmo nascido em Saquarema, passou a sua vida dedicando-se a Niterói. Entretanto, vale destacar que, nessa época, São Gonçalo era um distrito niteroiense.

As terras de Belarmino eram extensas propriedades “gonçalenses”. Suas fazendas agrícolas se chamavam Engenho Novo e Jacaré. Elas ficavam na região compreendida entre o Patronato e o Porto Novo, tornando-o senhor absoluto da região durante o período imperial. O imperador D. Pedro II esteve diversas vezes em sua casa, inclusive na Fazenda do Engenho Novo.

Além da posse de bens em solo gonçalense, era possuidor de inúmeras outras propriedades, como em Niterói, no Centro, Cubango e Ingá; em Araruama; na cidade do Rio de Janeiro, na antiga Rua do Sacramento, número 13, até onde hoje é a Avenida Passos, em prédio de 3 andares praticamente um quarteirão, entrecortado pela Igreja de Nossa Senhora Lampadosa, ambos de sua propriedade.

Fazenda Engenho Novo, pertencente ao Barão de São Gonçalo
Fazenda Engenho Novo, de propriedade do Barão de São Gonçalo.

Sobre o título de Barão de São Gonçalo

Nos tempos do Império, muitos foram os cidadãos agraciados com o título de Barão, especialmente por conta da riqueza particular dessas pessoas. Leia a seguir o texto sobre o título do Barão de São Gonçalo.

“Recebendo em 1849, aos 58 anos, o título de Barão de São Gonçalo, pela sua diversificada projeção sócio-política e principalmente econômica, sabendo-se ainda que o Império Brasileiro assentou as suas bases na nobreza, Belarmino Ricardo de Siqueira recebeu ainda os títulos de Grande do Império (1854), Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial e Oficial da Imperial Ordem da Rosa (1855), e Comendador da mesma ordem (1876), Comandante Superior da Guarda Nacional de Magé e Niterói (1826 a 1842). Provedor do Asilo Santa Leopoldina, fundou e presidiu o Banco Rural e Hipotecário e membro do Conselho Fiscal do Instituto Fluminense de Agricultura, tornando-se, outrossim, detentor de honrosas láureas, proporcionando-lhe uma natural vaidade e um imenso orgulho pelo “status” ocupado, superior na época.”

O Imperador D. Pedro II, seu amigo pessoal, concedeu-lhe vários títulos, conforme as cópias dos Decretos que transcrevemos a seguir:

“– Sua Magestade, o Imperador, houve por bem nomear por Carta Patente de 22 do mês próximo pretérito, comandante Superior da Guarda Nacional dos Municípios de Niterói e Magé ao Coronel Belarmino Ricardo de Siqueira, que nesta data prestou juramento e tomou posse – o que de ordem do Exmo. Presidente da Província à Câmara Municipal de Niterói.

Secretaria do Governo da Província do Rio de Janeiro, 26 de julho de 1842 – João Cândido de Deus e Silva”

“–Querendo distinguir e honrar a Belarmino Ricardo de Siqueira: Hei por bem fazer-lhe mercê, em sua vida, o título de Barão de São Gonçalo. Palácio do Rio de Janeiro, em dezoito de abril de mil oitocentos e quarenta e nove, vigésimo oitavo da Independência e do Império” – P. Visconde de Montalegre”.

Final de vida e homenagem na Escola Estadual Barão de São Gonçalo

Facelendo na localidade do Cubango, em Niterói, aos 82 anos, solteiro, seu corpo foi transladado para o Rio de Janeiro, sendo embalsamado (primeiro caso no Brasil) e sepultado no jazigo-Capela número 387, na quadra A, no Cemitério da Ordem Terceira do Carmo, como era o seu desejo, inclusive manifestado em testamento.

As suas vísceras foram sepultadas no cemitério de Pachecos em São Gonçalo.

O diário Oficial do Estado do Rio, no seu número 26 de abril de 1971, publicou a notícia da criação do Grupo Escolar Barão de São Gonçalo. Tratava-se de uma medida de justiça do Governador do Estado, pois o Grupo Escolar anterior, com o mesmo nome, foi incompreensivelmente substituído por outra escola com outro patrono. O município de São Gonçalo estava em dívida com a pessoa que foi Belarmino Ricardo de Siqueira, mais tarde, Barão de São Gonçalo.

A Escola Estadual Barão de São Gonçalo está localizada na Rua Dalva Raposo, 215, Maria Paula. Em 1996, ano de publicação do livro “Gonçalenses Adotivos“, funcionava em três turnos com mais de 1.000 alunos cursando o primeiro grau completo (hoje ensino fundamental).

Agradecimento

Fica aqui meu agradecimento ao autor Salvador Mata e Silva (1943–2016) por deixar registrado em seu livro a permissão para reprodução do livro. Espero que cada vez mais gonçalenses tenham acesso a história de sua cidade.

Fonte:

SILVA, Salvador Mata e, 1943
Gonçalenses Adotivos São Gonçalo;
Rio de Janeiro: Companhia das Artes
Gráfica, 1996
130 p.; 21cm (coleção/IPDESG)
1. São Gonçalo (RJ) – Biografia. I. Título
CDD (18ª) 920-0815

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Como você se imagina daqui a 10 anos? São Gonçalo e seu futuro https://simsaogoncalo.com.br/como-imagina-daqui-a-10-anos/ https://simsaogoncalo.com.br/como-imagina-daqui-a-10-anos/#comments Thu, 25 Apr 2019 20:14:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7161 Aliás, essa pergunta é para você também: Como você se imagina daqui a 10 anos? Trabalhando com o que? Morando onde? Em abril, fui convidado pela Escola Zulmira Mathias Netto Ribeiro, no Paraíso (Marimbondo) para falar um pouco sobre a história da cidade e os motivos pelos quais precisamos valorizá-la. A proposta fez parte da […]

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Aliás, essa pergunta é para você também: Como você se imagina daqui a 10 anos? Trabalhando com o que? Morando onde?

Em abril, fui convidado pela Escola Zulmira Mathias Netto Ribeiro, no Paraíso (Marimbondo) para falar um pouco sobre a história da cidade e os motivos pelos quais precisamos valorizá-la. A proposta fez parte da série de eventos que a Secretaria de Educação sugeriu às escolas, com base na comemoração dos 440 anos da fundação de São Gonçalo.

Combinamos. E lá fui eu, conversar com os alunos.

Matheus Graciano / SIM São Gonçalo na Escola Municipal Zulmira Mathias N Ribeiro, no Paraíso, São Gonçalo
Matheus Graciano e a turma de 5º ano da Escola Municipal Zulmira Mathias N Ribeiro, no Paraíso, São Gonçalo.

Onde estaremos daqui a 10 anos?

Falar de valorização da cidade para pré-adolescentes é algo desafiador. Especialmente porque esse é um momento de descobertas e transições na vida de qualquer pessoa. Uma época onde começamos a entender com mais exatidão o mundo que nos aguarda.

Cada um respondeu O QUE imaginava fazer daqui a 10 anos. Logo após, seguimos para a pergunta que tem tudo a ver com a gente: ONDE você estará fazendo isso?

Rua paul Leroux, (Marimbondo) Paraíso – São Gonçalo
Escola Zulmira na Rua Paul Leroux, (Marimbondo) Paraíso – São Gonçalo

As respostas sobre o “ONDE” só confirmaram uma característica marcante que vejo nos últimos 8 anos: os bairros importam muito. Sobressaem-se sobre a cidade. Especialmente nesse momento da vida, onde nosso dia a dia, muita das vezes, se mantém circunscrito a poucos quarteirões de nossa casa.

Aliás, eles me deram uma lição que talvez precise ser revista pela própria prefeitura. O conceito do que é ser um bairro, já engloba as localidades e comunidades que moram. Ouvi respostas como Feijão, Marimbondo, Serpente, Gato, Caixa D’Água, Pontal, Inseticida, e assim vai. Uma cidade em movimento ressignifica seus lugares. Inclusive, seus nomes.

Rua Paul Leroux, Paraíso – São Gonçalo
Rua Paul Leroux, Paraíso – São Gonçalo.

Quando falamos sobre políticas de valorização da cidade, é natural que caiamos no discurso do “tudo que é público é de todos nós”. Porém, a sensação é que essa associação é lida como “tudo que é público não é de ninguém”. nem sempre é tão óbvia assim.

Prefiro estimular as pessoas a pensarem no ambiente onde suas relações pessoais e familiares acontecem. Isso as faz ter mais domínio e responsabilidade sobre o espaço público. Afinal, se há tantos encontros nas ruas e praças do bairro, é sinal que aquele espaço nos é familiar. Ele faz parte de nossas vidas.

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Zulmira Mathias Neto Ribeiro: a educação do local para o mundo inteiro https://simsaogoncalo.com.br/zulmira-mathias-neto-ribeiro/ https://simsaogoncalo.com.br/zulmira-mathias-neto-ribeiro/#comments Thu, 18 Apr 2019 01:04:50 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7151 O “Zulmira”, como se referem os mais íntimos à Escola Municipal Zulmira Mathias Neto Ribeiro, é um daqueles colégios que fazem parte da história das pessoas. Por ter uma característica de bairro, focada nas séries iniciais, é o início da trajetória educacional de muitos pequenos gonçalenses. Após o evento que participei na escola, aproveitei para […]

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O “Zulmira”, como se referem os mais íntimos à Escola Municipal Zulmira Mathias Neto Ribeiro, é um daqueles colégios que fazem parte da história das pessoas. Por ter uma característica de bairro, focada nas séries iniciais, é o início da trajetória educacional de muitos pequenos gonçalenses.

Após o evento que participei na escola, aproveitei para conversar com as professoras sobre a história dessa heroína. A seguir, o texto criado pela instituição e agora adaptado para o site.

Se você é um antigo aluno do Zulmira, fique à vontade para comentar e participar com suas memórias sobre sua escola.

Dona Zulmira e sua vocação para a educação

A escola surgiu a partir da necessidade da comunidade local. Era preciso ter uma instituição escolar que atendesse às novas gerações de gonçalenses.

Tudo começou a partir da ação da Dona Zulmira. Ela tinha grande interesse em colaborar com a educação e cultura. Com esse impulso, começou a ensinar às crianças do seu bairro na sua própria residência.

Professora Zulmira Mathias Neto Ribeiro
Professora Zulmira Mathias Neto Ribeiro. Retrato desenhado e emoldurado exibido na escola. Crédito: Se conhecer o autor, avise-me.

A tarefa como alfabetizadora estendeu-se ao longo de sua vida. Atendia especialmente aos que ficavam fora da escola. Ora por falta de vagas, ora por conta da idade fora da faixa etária abrangida pelas instituições.

Além disso, no horário da noite, Dona Zulmira alfabetizava adultos que trabalhavam durante o dia.

Seus esforços foram reconhecidos. Assim, ela tornou-se patrona da escola da comunidade, batizada com seu nome.

A história da escola municipal do Marimbondo

Antes da Escola Municipal Professora Zulmira Mathias Netto, houve uma creche comunitária mantida pela Associação de Moradores Unidos do Cassinu, situada no Porto Novo.

Mesmo sendo mantida pela associação do bairro, funcionava de forma bastante precária. A ajuda que conseguiam para manter a creche era dada por um grupo de voluntários do próprio bairro que ajudavam em tudo. Da manutenção à merenda.

Rua paul Leroux, (Marimbondo) Paraíso – São Gonçalo
Rua Paul Leroux, (Marimbondo) Paraíso – São Gonçalo

Com este cenário, a secretaria de educação da época, dirigida por Wagner Ribeiro Laranjeira, neto da professora Zulmira, se mobilizou. Informados sobre a situação difícil que a creche comunitária sofria, alugou-se uma casa para comportar todos os seus alunos. E assim, a responsabilidade, antes da associação de moradores, foi repassada para a Prefeitura Municipal de São Gonçalo.

Entretanto, como a casa alugada era maior que o espaço anterior, o número de alunos também cresceu.

Placa de inauguração da Escola Municipal Zulmira Mathias Neto Ribeiro.
Placa de inauguração da Escola Municipal Zulmira Mathias Neto Ribeiro.

Mudando o Zulmira para a Paul Leroux

Em 19 de fevereiro de 1990, a casa alugada na Rua Paul Leroux 740 tornava-se a sede da nova escola municipal de São Gonçalo, que tinha a professora Zulmira como patrona. O colégio foi inaugurado com sete salas de aula, funcionando em 2 turnos e administrando do ensino infantil ao 5º ano do fundamental. Nesse local, serviu à comunidade local até 1996.

Com a mudança de prefeito, de Ezequiel Mattos para João Bravo, a prefeitura deixou o prédio no Marimbondo e alugou o prédio na rua principal, onde hoje fica o MV1 São Gonçalo.

Pátio da Escola Municipal que abriga as séries iniciais, de ensino infantil, até o primeiro segmento do ensino fundamental, 1º ao 5º ano.
Pátio da Escola Municipal que abriga as séries iniciais, de ensino infantil, até o primeiro segmento do ensino fundamental, 1º ao 5º ano.

Nessa fase, a instituição Zulmira passou a se chamar Escola Municipal Zelina Barbosa Bravo. Foi designada assim pelo prefeito da época em homenagem à sua mãe. Outra mudança foi que a escola passou a administrar do Ensino Infantil ao Ensino Médio, durante 4 anos.

Entretanto, em março de 1999, a escola volta à Rua Paul Leroux, no número 750. Agora com sede própria, foi reativada com o nome original: Escola Municipal Professora Zulmira Mathias Netto Ribeiro. Em dezembro de 2012, a prefeitura realizou uma reforma do prédio, reinaugurando a escola que serve a comunidade até hoje, do ensino infantil ao 5º ano fundamental, no Paraíso.

Fonte: texto de circulação interna, obtido na própria escola.

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Praia das Pedrinhas desafia a população e resiste ao despejo de lixo https://simsaogoncalo.com.br/praia-das-pedrinhas-sg-resiste/ https://simsaogoncalo.com.br/praia-das-pedrinhas-sg-resiste/#comments Mon, 08 Apr 2019 03:58:39 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7115 Todos os dias, toneladas e mais toneladas de lixo e esgoto sem tratamento são lançados na Baía de Guanabara. Na Praia das Pedrinhas, aqui em São Gonçalo, o cenário não é diferente. Tanto na orla, quanto no mangue, é imensa a quantidade de detritos que chegam à região. Seja pela movimentação das marés ou pelos […]

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Todos os dias, toneladas e mais toneladas de lixo e esgoto sem tratamento são lançados na Baía de Guanabara. Na Praia das Pedrinhas, aqui em São Gonçalo, o cenário não é diferente. Tanto na orla, quanto no mangue, é imensa a quantidade de detritos que chegam à região. Seja pela movimentação das marés ou pelos córregos que lá desembocam.

Pilha de lixo recolhido no manguezal da Praia das Pedrinhas em São Gonçalo
Tela de televisão, isopor, plásticos, espumas, essa pilha de lixo foi feita no Desafio do Lixo que rolou na Praia das Pedrinhas.

Desafio do lixo na Praia das Pedrinhas

Pensando em como chamar a atenção das pessoas, Thamiris Santos e Romário Regis trouxeram o chamado “DESAFIO DO LIXO” para cá. A ideia consiste em fazer um antes e depois do lugar, recolhendo esse lixo que despejamos indiscriminadamente no meio ambiente.

Thamiris Santos e Matheus Graciano no Desafio do Lixo na Praia das Pedrinhas
Essa é a Thamiris Santos, criadora do Projeto Gentileza, que também mobilizou os voluntários para a 1ª edição do Desafio do Lixo em São Gonçalo.

Através da hashtag #trashtagchallenge, é possível conferir como isso aconteceu em outras partes no mundo. O produto dessas ações é uma prova de como a união de pessoas comuns, como eu e você, pode gerar resultados interessantes e benéficos para toda a sociedade.

Filhotes de Caranguejos se adaptando a nova realidade, com um habitat repleto de lixo plástico.

A Praia das Pedrinhas é uma das raras partes da Orla de São Gonçalo que ainda tem movimento para o lazer. Algo que foi retomado com mais força após a revitalização, em 2013.

O plano inicial do “Desafio do Lixo” era realizar a ação na orla. A prefeitura (ou a empresa contratada) se adiantou e fez uma limpeza superficial, um dia antes. Mas a gente sabe que um problema crônico não se resolve facilmente. E assim o grupo encarou uma tarefa ainda mais difícil: enfiar a mão na lama. Literalmente! Adentrando o manguezal.

Vista da Ilha de Itaoca pela Praia das Pedrinhas, São Gonçalo
Vista da Ilha de Itaoca pela Praia das Pedrinhas.
Ponte sobre o córrego que leva água ao Manguezal
Pequena ponte que liga o lado da rua à faixa e areia da praia, passando por cima de um dos sujos córregos que despejam água no manguezal.
Lixo coletado no Manguzal
Lâmpadas incandescentes que foram encontradas enterradas no manguezal.
Voluntário reúne os resíduos que inundaram o manguezal.
Voluntário reúne os resíduos que inundaram o manguezal.

Manguezais são ambientes que fazem a transição entre os meios terrestre e aquático. E são muito conhecidos por serem o “berçário” das espécies. Entretanto, a quantidade de lixo plástico enterrado na terra e lama do mangue nos mostra cenas cada vez mais bizarras. Como uma garrafa pet que encontrei e, ao puxar, vi que havia um pequeno caranguejinho que a transformou em sua “casa”.

Retiramos o excesso. Mas é verdade que ainda há muito o que fazer.

Placa avisando que ali é "Área de Preservação Ambiental" e que não devemos jogar lixo
Placa escrita “Área e Preservação Ambiental. Proibido jogar lixo no chão e fazer despacho. Sujeito à multa.”

Nesse caso, a CEDAE e as prefeituras têm tudo a ver com isso. A captação do esgoto e o tratamento terciário das águas devolvidas aos rios e mares são pontos fundamentais. Isso aliado a uma coleta sem furos, com redes de reciclagem que evitassem os montes de lixo que, muita das vezes, são levados pelas chuvas aos encanamentos de águas pluviais. Que, no final, param ali na praia ou nos oceanos.

Córrego que sai do manguezal em direção ao mar. À frente, a ilha de Itaoca.
Córrego que sai do manguezal em direção ao mar. À frente, a ilha de Itaoca.

Novas edições do Desafio do Lixo

Uma nova edição da limpeza foi marcada para 18 de maio/2019. E o que se espera agora é que, com um contingente de voluntários maior, consigamos retirar ainda mais resíduos sólidos para deixar a praia e o mangue “respirando” um pouco melhor.

Desafio do Lixo na Praia das Pedrinhas SG
Voluntários que participaram do Desafio do Lixo na Praia das Pedrinhas, São Gonçalo.

Com a 5ª maior população do mundo, o Brasil é um dos maiores produtores de lixo do planeta. Se buscarmos um índice que tenha lixos plásticos como parâmetro, somos o 4º maior. Alguns dados apontam que produzimos cerca de 10 milhões de toneladas de lixo plástico todo ano. Entretanto, reciclamos apenas 145 mil toneladas.

Esperamos que, a cada ato simbólico desse, mais e mais pessoas se conscientizem do quanto precisamos pressionar autoridades públicas e a nós mesmos sobre os problemas que produzimos ao meio ambiente.

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Aécio Nanci – médico, político e filho de Clélia Nanci https://simsaogoncalo.com.br/aecio-nanci-medico-politico-clelia-nanci/ https://simsaogoncalo.com.br/aecio-nanci-medico-politico-clelia-nanci/#comments Tue, 02 Apr 2019 14:14:57 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6991 A história de José Luiz Nanci (2017–2020) na política não começou ontem. Aliás, seu início é de antes do próprio prefeito nascer. E o responsável por isso foi Aécio Nanci, seu tio. Nascido no estado de São Paulo, teve uma carreira política bem-sucedida aqui no Rio, popularizando um nome até hoje conhecido na política do […]

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A história de José Luiz Nanci (2017–2020) na política não começou ontem. Aliás, seu início é de antes do próprio prefeito nascer. E o responsável por isso foi Aécio Nanci, seu tio. Nascido no estado de São Paulo, teve uma carreira política bem-sucedida aqui no Rio, popularizando um nome até hoje conhecido na política do leste fluminense.

A seguir, confira o texto extraído do livro Gonçalenses Adotivos São Gonçalo.

Aécio Nanci, o filho da Clélia Nanci

Aécio Nanci, médico, político, era filho de José Maria Nanci e Clélia Cazemiro Nanci. Nasceu em Barra Bonita, São Paulo, em 4 de agosto de 1912 e faleceu em setembro de 2001, aos 89 anos.

Clélia Nanci com Aécio Nanci Filho, o Aecinho
Clélia Nanci (15/08/1879 – 04/05/1963) com Aécio Nanci Filho, seu neto e filho de Aécio Nanci. A matriarca da família é mais conhecida por ter batizado o Instituto de Educação Clélia Nanci, na Brasilândia, São Gonçalo.

Estudou as primeiras letras em casa. Já o primário, ginásio e preparatório (ensinos fundamental e médio), no Colégio Brasil, de 1926 a 1933.

Cursou a Faculdade Fluminense de Medicina, hoje curso de Medicina da UFF, no período de 1934 a 1939, onde colou grau em 19 de dezembro de 1939. Frequentou os cursos de Ginecologia e Cirurgia na Santa Casa de Misericórdia, na cidade do Rio de Janeiro, de 1948 a 1950, ministrados pelo professor M. Fabião. Na Policlínica de Niterói e Hospital São João Batista, Aécio cursou Cirurgia Geral de 1950 a 1952, no curso ministrado pelo professor Francisco Pimentel. Já no Hospital de São Gonçalo, fundou o Centro de Estudos, realizando palestrar e trabalhos.

A atuação como médico

Médico formado, Aécio Nanci trabalhou no Hospital e Pronto Socorro de São Gonçalo como cirurgião geral de 1940 a 1955. Foi chefe de enfermaria e serviço geral de cirurgia durante 6 anos. No período de 1950 a 1956, foi escolhido pela direção e pelos colegas que ali exerciam suas funções para ser diretor técnico do hospital.

Trabalhou também na Companhia EletroQuímica Fluminense (1944–1954), na Companhia Brasil de Seguros S/A (1948–1953) e na Prefeitura Municipal de São Gonçalo (1942–1948).

Na Policlínica de São Gonçalo, foi fundador, médico e diretor técnico no período de 1949 a 1956. Fundou a Casa de Saúde São José (hoje Hospital São José dos Lírios), sendo seu proprietário. Lá, atuou também como médico e diretor técnico, de 1956 até seus últimos anos de vida. Foi sócio da Casa de Saúde Menino de Deus e da Casa de Saúde Santa Terezinha.

O político em São Gonçalo

Como político, Aécio Nanci foi deputado estadual por três legislaturas, sendo eleito como representante de São Gonçalo no período de 1954 a 1966. foi secretário da Assembleia Legislativa e Vice-presidente. Em 1946, foi nomeado prefeito de São Gonçalo por 30 dias.

Durante o período como deputado estadual, trouxe para a cidade o Instituto de Educação Clélia Nanci, situado na Brasilândia, que leva o nome de sua mãe.

Por sua influência e atuação como deputado, vieram também o Grupo Escolar Ismael Branco, no Mutuá; a Escola Pública Municipal, na Praia da Luz; o Grupo Escolar Vital Brasil, em Monjolos; e as Escolas Públicas no Engenho Pequeno, Boaçu, Vidreira, Rocha e Colubandê.

Uma outra necessidade da época eram os telefones públicos, fornecidos pela Companhia Telefônica Brasileira, sendo instalados em Cabuçu, Monjolos, Santa Isabel, Raul Veiga e Laranjal. Além do fornecimento de água e luz para outras localidades carentes na cidade.

Agradecimento

Fica aqui meu agradecimento ao autor Salvador Mata e Silva (1943–2016) por deixar registrado em seu livro a permissão para reprodução do livro. Espero que cada vez mais gonçalenses tenham acesso a história de sua cidade.

Fonte:

SILVA, Salvador Mata e, 1943
Gonçalenses Adotivos São Gonçalo;
Rio de Janeiro: Companhia das Artes
Gráfica, 1996
130 p.; 21cm (coleção/IPDESG)
1. São Gonçalo (RJ) – Biografia. I. Título
CDD (18ª) 920-0815

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Como turbinar a Unidos do Porto da Pedra sem custos ao cofre municipal https://simsaogoncalo.com.br/impulsionando-unidos-do-porto-da-pedra/ https://simsaogoncalo.com.br/impulsionando-unidos-do-porto-da-pedra/#comments Thu, 07 Mar 2019 22:28:44 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7019 Por o Carnaval na rua não é fácil. Pelo contrário! De tempos em tempos, o maior produto cultural brasileiro é questionado. Mesmo tendo um forte impacto positivo na imagem do Brasil, ainda há quem duvide de seu potencial. Um desafio a mais para as escolas, como a nossa Unidos do Porto da Pedra. Em tempos […]

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Por o Carnaval na rua não é fácil. Pelo contrário! De tempos em tempos, o maior produto cultural brasileiro é questionado. Mesmo tendo um forte impacto positivo na imagem do Brasil, ainda há quem duvide de seu potencial. Um desafio a mais para as escolas, como a nossa Unidos do Porto da Pedra.

Em tempos de recessão, com razão, cada vez mais a população questiona o poder público sobre o dinheiro doado às escolas de samba. Afinal, diante de tantos mandos e desmandos dos contraventores que ainda dominam essas organizações, as dúvidas sobre a falta de transparência do retorno do dinheiro são óbvias.

Portal da Loucura da Porto da Pedra em 1997, no samba que conquistou o quinto lugar no grupo especial
Carro Abre Alas da Unidos do Porto da Pedra em 1997, ano que a escola conseguiu o 5º lugar no grupo especial, sua melhor colocação na história do carnaval.

Entretanto, seria possível usar os mecanismos legais para transformar uma escola de samba como a Porto da Pedra num sucesso cultural? Tenho certeza que sim. E mais, com a ajuda do poder público municipal. Só que dessa vez, a prefeitura não precisaria injetar nenhum real na agremiação.

Empresários, bicheiros e o carnaval

Entre o final dos anos 1990 e início dos anos 2000, com a forte profissionalização do carnaval, tivemos os primeiros ensaios sobre a entrada das empresas no ambiente do carnaval do Rio. A ideia geral era reduzir a participação dos bicheiros, que naquela época estavam com a imagem desgastada e contas devassadas por conta da ofensiva da justiça contra os mesmos.

Para ter uma ideia dos anos 90, esse vídeo do Castor de Andrade em 1993 reflete bem o período.

A Unidos do Porto da Pedra é um exemplo de escola que não teve o jogo do bicho como principal mecenas. A entrada do empresário Jorge Lambel foi o motor propulsor da Porto que conhecemos hoje. Entretanto, após o falecimento do patrono, em dezembro de 2000, inicia-se um período de declínio.

Com o mecenato da contravenção reduzido, os grêmios recreativos começam a ter de buscar recursos em outros lugares. Prefeituras, países e empresas entraram forte no radar, “sugerindo” temas para o desfile. Segundo a matéria da Folha de São Paulo, em 2000, José Carlos Monassa, patrono da Viradouro na época, dizia que “esse é um caminho “lamentável”, que a escola tem evitado, até pela opinião do carnavalesco Joãosinho Trinta, que dizia que “Isso leva a uma pobreza de enredos”.”

A Porto prossegue no grupo especial até ter sua trajetória interrompida em 2012. Justamente naquele ano, o carnaval patrocinado pela Danone tinha como tema o leite, com o título “Da Seiva Materna ao Equilíbrio da Vida”. Infelizmente, o desfile não agradou aos jurados, rebaixando a agremiação para ao grupo de Acesso, posição que se encontra até hoje, em 2019.

Mas, como mudar?

Unidos do Porto da Pedra, São Gonçalo e as Leis de Incentivo: uma parceria estratégica

Em 2019, a Mancha Verde ganhou o campeonato no carnaval de São Paulo pela 1ª vez. O feito supera a estética da avenida. A vitória reflete o sucesso administrativo da escola, que conseguiu captar R$3,4 milhões de reais através da Lei Rouanet com a Crefisa. A empresa é patrocinadora do clube de futebol Palmeiras, ligado à escola de samba. Em resumo, uma parceria que rendeu muitos frutos.

Mirando o exemplo paulista, fica a pergunta: por que São Gonçalo e a Porto da Pedra não se unem num projeto estratégico de longo prazo para captar recursos?

A proposta seria uma mobilização da prefeitura, identificando, conversando e dando suporte às empresas locais que desejassem apoiar o projeto do carnaval da Unidos do Porto da Pedra. Dentro da mesma proposta, obviamente, deveria conter outros elementos que pudessem auxiliar o carnaval local, somado aos projetos educacionais que formariam mão de obra qualificada para “o maior espetáculo da terra”.

Mesmo tendo a necessidade de ter parte do barracão na cidade do Rio, por conta dos carros alegóricos, há outras atividades, como a confecção de fantasias, que poderiam se manter na cidade.

Leis de incentivo injetando dinheiro na economia local

Em 2018, o Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), finalizaram um estudo avaliando o impacto da Lei Rouanet na economia brasileira. O resultado foi que a cada R$1 real investido, R$1,59 são retornados.

Na prática, reteríamos o dinheiro que vai “livre” para Brasília, girando a economia local, criando postos de trabalho, com um plano sólido de investimento na imagem da cidade. Algo que, por sua vez, pode atrair ainda mais negócios.

Sei que para que um projeto assim acontecer precisaremos de bons profissionais e muita vontade política de ambos os lados, tanto da escola quanto da prefeitura, para que tudo funcione e aconteça.

A prestação de contas é rigorosíssima quando se recebe verbas via leis de incentivo. Isso é muito positivo! A transparência das contas gera credibilidade. Um ótimo atrativo para o apoio das pessoas que desejam terminar com a farra do dinheiro público, e ainda sim ver o carnaval crescer como indústria cultural. Seja em São Gonçalo ou no estado do Rio de Janeiro.

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Sete anos de SIM São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/sete-anos-de-sim-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/sete-anos-de-sim-sao-goncalo/#respond Thu, 28 Feb 2019 03:14:55 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7050 Esta semana, o SIM São Gonçalo fez 7 anos. Sim, sete verões. Algo que para mim importa bastante. Afinal, conhecimento e confiança não se criam de uma hora para outra. São adquiridos com base em conteúdo qualificado e criado com atenção para todos que curtem nossa cidade e vêem futuro nela, como nós. Quando criei […]

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Esta semana, o SIM São Gonçalo fez 7 anos. Sim, sete verões. Algo que para mim importa bastante. Afinal, conhecimento e confiança não se criam de uma hora para outra. São adquiridos com base em conteúdo qualificado e criado com atenção para todos que curtem nossa cidade e vêem futuro nela, como nós.

Quando criei o SIM São Gonçalo, lá em 26 de fevereiro de 2012, não imaginava que chegaríamos até aqui. Nem mesmo que teríamos uma base de mais de 50.000 pessoas em nossas redes. Muito menos que conseguiríamos contar tantas histórias diferentes em todos esses anos. Mas, aconteceu. 🙂

Como faço sempre, quero agradecer a você por estar aqui compartilhando sua atenção e ideias com a gente. Que a cada ano que passe, consigamos chegar a mais e mais pessoas, para fazer do nosso Leste Fluminense um lugar cada vez mais interessante para se viver.

Boa semana e cuide-se bem.

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Francisco Lima, o homem que guardava o Gradim no coração https://simsaogoncalo.com.br/francisco-lima-gradim-no-coracao/ https://simsaogoncalo.com.br/francisco-lima-gradim-no-coracao/#comments Thu, 21 Feb 2019 13:38:38 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7038 Francisco Lima foi político, tendo mandatos como vereador, deputado estadual e prefeito de São Gonçalo, além de ser comerciante, fazendeiro e membro de várias associações filantrópicas. O filho de Maria Felisberta de Grinald Lima e Bento José da Costa Lima nasceu em Saquarema, em 4 de junho de 1880. Faleceu em São Gonçalo, em 7 de […]

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Francisco Lima foi político, tendo mandatos como vereador, deputado estadual e prefeito de São Gonçalo, além de ser comerciante, fazendeiro e membro de várias associações filantrópicas.

O filho de Maria Felisberta de Grinald Lima e Bento José da Costa Lima nasceu em Saquarema, em 4 de junho de 1880. Faleceu em São Gonçalo, em 7 de março de 1940.

Desde novo, dedicou-se à vida comercial. Prosperou graças ao seu espírito de iniciativa e dotes de caráter e inteligência.

Casou-se com Maria Cristina Torres e Lima, de tradicional família gonçalense. Desse casamento, nasceram dois filhos: Celso e Cléa Torres Lima. Francisco Lima fez de São Gonçalo a terra de seu coração.

Coronel Francisco Lima e sua esposa Maria Cristina Torres do Gradim
O casal Coronel Francisco Lima e Maria Cristina Torres e Lima.

Francisco Lima e sua participação política em São Gonçalo

Grande proprietário nas localidades de Neves e Gradim, foi político na cidade, sendo vereador e deputado estadual. Como prefeito, esteve no cargo entre 1937 e 1938.

Por seu espírito cristão, esteve presente em todas as campanhas filantrópicas de São Gonçalo, tais como o Patronato de Menores, a Caixa dos Pobres do Município e a construção do hospital de São Gonçalo, o hoje conhecido como Dr. Luis Palmier.

Ardoroso partidário de Nilo Peçanha, vinculou-se à política chefiada pelo sétimo presidente do Brasil. Foi um grande defensor dos pescadores do Gradim, bairro onde desfrutava da simpatia dos moradores.

Exerceu os cargos de delegado de Polícia e Juiz de Paz. Posteriormente, foi eleito vereador na Câmara Municipal de São Gonçalo. Em outubro de 1934, elegeu-se deputado para a Assembleia Constituinte do Estado do Rio de Janeiro, onde ocupou o cargo de membro da Comissão de Agricultura, Viação e Obras Públicas. Após esse período, exerceu, também, o cargo de prefeito de São Gonçalo entre 1937 e 1938.

Em homenagem aos relevantes serviços prestados por esse “ilustre gonçalense”, a Prefeitura de São Gonçalo deu seu nome à uma rua no bairro Gradim.

Outra importante homenagem é o batismo da Colégio Estadual Coronel Francisco Lima, que fica na Rua Visconde de Itaúna, também no Gradim, tendo esse importante personagem como seu patrono.

Agradecimento

Fica aqui meu agradecimento ao autor Salvador Mata e Silva (1943–2016) por deixar registrado em seu livro a permissão para reprodução do livro. Espero que cada vez mais gonçalenses tenham acesso a história de sua cidade.

Fonte:

SILVA, Salvador Mata e, 1943
Gonçalenses Adotivos São Gonçalo;
Rio de Janeiro: Companhia das Artes
Gráfica, 1996
130 p.; 21cm (coleção/IPDESG)
1. São Gonçalo (RJ) – Biografia. I. Título
CDD (18ª) 920-0815

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Adino Xavier: de Cantagalo ao Colégio no Mutondo https://simsaogoncalo.com.br/adino-xavier-mutondo/ https://simsaogoncalo.com.br/adino-xavier-mutondo/#comments Thu, 14 Feb 2019 03:01:11 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6987 Quem mora no Mutondo, Trindade ou Nova Cidade conhece bem esse nome: Adino Xavier. Um dos colégios mais relevantes da região, que até já ganhou um conto da Damiana Duarte, hoje tem aqui a história do personagem gonçalense que emprestou seu nome para batizá-lo. Adino Xavier, da justiça à vida pública Adino Maciel Xavier, político, advogado, […]

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Quem mora no Mutondo, Trindade ou Nova Cidade conhece bem esse nome: Adino Xavier. Um dos colégios mais relevantes da região, que até já ganhou um conto da Damiana Duarte, hoje tem aqui a história do personagem gonçalense que emprestou seu nome para batizá-lo.

Adino Xavier, da justiça à vida pública

Adino Maciel Xavier, político, advogado, tabelião, foi ministro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Presidiu a Caixa Escolar do Município de São Gonçalo, foi secretário de Justiça e presidente do PSP (Partido Social Progressista) na cidade. Presidiu também o Patronato de Menores, instituição que deu origem ao nome do bairro Patronato.

O filho de Arthur Cândido Xavier e de Rosa Maciel Xavier, nasceu em Cordeiro, na época, pertencente ao município de Cantagalo, Estado do Rio de Janeiro, em 23 de setembro de 1892. Faleceu em São Gonçalo, em 18 de novembro de 1958.

Adino Xavier era casado com Hilda de Morais Xavier. Com ela, teve dois filhos: Lúcia e Nelson. O segundo, oficial de alta patente na Marinha Brasileira.

Foi oficial de Registro de Imóveis (quarto e quinto distrito), no Cartório Adino Maciel Xavier. Tornou-se presidente do Rotary Club de Niterói, Presidente do PSP de São Gonçalo e candidato a deputado.

Grupo Escolar Adino Xavier, 1930.
Grupo Escolar Adino Xavier nos anos 30. Há informações que indicam que esse prédio foi demolido para a construção do atual Colégio Estadual Adino Xavier, no Mutondo.

Participação política na cidade

Advogado e influente político na cidade, onde foi tabelião por muitos anos, gozava de máxima consideração de todos. Pelos superiores atributos morais e intelectuais que o caracterizavam, sua personalidade marcante impressionava a todos.

Seus valiosos dotes de espírito fizeram-no ser lembrado pelo então governador, Ernani do Amaral Peixoto, que o nomeou ministro do Tribunal de Contas do Estado. Sua posse foi em 22 de agosto de 1952.

Como presidente da Caixa Escolar de São Gonçalo, esteve sempre presente em todas as reuniões sociais, culturais ou empreendimentos que visassem ao progresso, bem estar e grandeza da cidade e da pátria.

Em sua homenagem, foi batizado o Colégio Estadual Adino Xavier, situado na Travessa Adélia Martins, Mutondo. Em 1996, ano da publicação do “Gonçalenses Adotivos”, a escola funcionava com 4 turnos e mais de 3000 alunos, com Ensino Fundamental completo (antigo 1º grau), sendo um dos maiores do estado.

Agradecimento

Fica aqui meu agradecimento ao autor Salvador Mata e Silva (1943–2016) por deixar registrado em seu livro a permissão para reprodução do livro. Espero que cada vez mais gonçalenses tenham acesso a história de sua cidade.

Fonte:

SILVA, Salvador Mata e, 1943
Gonçalenses Adotivos São Gonçalo;
Rio de Janeiro: Companhia das Artes
Gráfica, 1996
130 p.; 21cm (coleção/IPDESG)
1. São Gonçalo (RJ) – Biografia. I. Título
CDD (18ª) 920-0815

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Lauro Corrêa: empreendedor e marido da Leonor, a dona da Trindade https://simsaogoncalo.com.br/lauro-correa-marido-leonor-trindade/ https://simsaogoncalo.com.br/lauro-correa-marido-leonor-trindade/#comments Thu, 07 Feb 2019 03:01:22 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=7004 Antes de São Gonçalo existir como cidade, o que havia eram fazendas. Uma delas era a Fazenda Trindade, comprada por Francisco José Ramos e D. Thereza Maria Moreaux Ramos em 1877. Após falecimento dos pais, a filha, Leonor Moreaux Ramos, herdou-a. Leonor se casou com Lauro Corrêa, que reativou a fazenda que ficava onde hoje […]

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Antes de São Gonçalo existir como cidade, o que havia eram fazendas. Uma delas era a Fazenda Trindade, comprada por Francisco José Ramos e D. Thereza Maria Moreaux Ramos em 1877. Após falecimento dos pais, a filha, Leonor Moreaux Ramos, herdou-a. Leonor se casou com Lauro Corrêa, que reativou a fazenda que ficava onde hoje é o bairro, um dos maiores de São Gonçalo.

Leonor Corrêa e Lauro Corrêa, os beneméritos da Trindade
Foto do casal Leonor Corrêa e Lauro Corrêa, os proprietários da Fazenda Trindade, onde hoje fica o bairro de São Gonçalo. Foto: Acervo familiar cedido por Paulo Roberto Baptista, neto do casal.

Um Rio Bonitense nas terras da Trindade

Lauro Augusto Corrêa foi político, comerciante, fazendeiro e proprietário da fazenda da Trindade. Nasceu em Rio Bonito, em 18 de agosto de 1876. Faleceu em São Gonçalo, em 22 de julho de 1938.

Mudou-se para São Gonçalo ainda criança, tendo aqui passado sua existência. Foi casado com Leonor Ramos Corrêa. O casamento gerou os filhos

Margarida Ramos Corrêa Pinheiro, professora, casada com Eros Correa; Levy Libório Ramos Corrêa, advogado, casado com Abeacy Corrêa; Marina Corrêa de Carvalho, casada com o advogado Humberto Soeiro de Carvalho; Maria Leonor Corrêa Baptista, contadora, casada com Laênio Baptista, comerciante; e Lauro Augusto Corrêa Filho, contador, casado com Maria da Penha Corrêa.

Leonor Corrêa - Origem do Bairro Trindade
Leonor Corrêa, a dona da Trindade e esposa de Lauro Corrêa.

Foi comerciante e fazendeiro. Lauro era proprietário da fazenda da Trindade, situada no Primeiro Distrito de São Gonçalo. A mesma foi loteada, em 1951, por sua viúva e filhos, criando assim o atual bairro Trindade.

Clique e conheça a história completa sobre a Trindade.

Lauro Corrêa e a política gonçalense

Lauro teve intensa atividade em prol da comunidade, tendo sido vereador em três legislaturas, com o detalhe de ter sido presidente da Câmara Municipal em todas elas.

Foi fundador e presidente da União de Varejistas de São Gonçalo, atual Associação Comercial; e fundador e presidente do Abrigo Amor ao Próximo, a mais antiga obra filantrópica do município, destinada ao amparo à velhice desvalida e fundador/diretor da Associação Mantenedora do Hospital de São Gonçalo, obra filantrópica.

A Escola Estadual Lauro Corrêa

Durante dezoito anos, Lauro manteve uma escola pública, com professora diplomada, em sua fazenda.

O Grupo Escolar, hoje Escola Estadual Lauro Corrêa, situada na Rua Macaé, na Trindade, foi constituído no ano de 1965, pela Prefeitura Municipal de São Gonçalo, no terreno doado pelos filhos herdeiros, que também colaboraram financeiramente na construção. Anos depois, foi passado para o Estado do Rio de Janeiro, em decorrência de convênio firmado pela prefeitura.

Na época de publicação do livro “Gonçalenses Adotivos” (1996), a escola funcionava em três turnos, com mais de mil alunos, cursando o ensino fundamental.

O nome de Corrêa foi dado ao Grupo Escolar através de uma lei estadual aprovada em 1965, como homenagem, não somente à sua atuação na comunidade gonçalense, nas entidades a que pertenceu, como, principalmente, por sua dedicação ao ensino, fundando e mantendo uma escola por mais de 18 anos.

Agradecimento

Queria agradecer ao Paulo Roberto Baptista, neto do casal Leonor Corrêa e Lauro Corrêa, pela foto inédita de seus avós ainda jovens, além das eventuais correções e indicações sobre como tudo aconteceu. Muito obrigado!

Fica aqui meu agradecimento ao autor Salvador Mata e Silva (1943–2016) por deixar registrado em seu livro a permissão para reprodução do livro. Espero que cada vez mais gonçalenses tenham acesso a história de sua cidade.

Fonte:

SILVA, Salvador Mata e, 1943
Gonçalenses Adotivos São Gonçalo;
Rio de Janeiro: Companhia das Artes
Gráfica, 1996
130 p.; 21cm (coleção/IPDESG)
1. São Gonçalo (RJ) – Biografia. I. Título
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Ismael Branco: um construtor da São Gonçalo que conhecemos https://simsaogoncalo.com.br/ismael-branco-mutua-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/ismael-branco-mutua-sao-goncalo/#comments Thu, 31 Jan 2019 03:00:45 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6970 Se você for do Mutuá ou bairros próximos, certamente já ouviu falar da Escola Estadual ismael Branco. Pensando na curiosidade das pessoas que, como eu, não conheciam a história deste personagem gonçalense, segue o texto extraído do livro “Gonçalenses Adotivos”, agora publicado aqui, no SIM São Gonçalo. Ismael Branco – um gonçalense rio Bonitense Ismael da […]

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Se você for do Mutuá ou bairros próximos, certamente já ouviu falar da Escola Estadual ismael Branco. Pensando na curiosidade das pessoas que, como eu, não conheciam a história deste personagem gonçalense, segue o texto extraído do livro “Gonçalenses Adotivos”, agora publicado aqui, no SIM São Gonçalo.

Ismael Branco – um gonçalense rio Bonitense

Ismael da Silva Branco foi auxiliar de guarda-livros, contabilista e político. Filho de Cyrilo da Silva Branco e de Maria Pereira Branco, nasceu em Rio Bonito, em 14 de agosto de 1890. Faleceu em 7 de outubro de 1960, em São Gonçalo.

Casado com Alice de Souza, teve como filhos: o médico Amilse Ismael Branco, o advogado Euler Ismael Branco, a perita-contadora Ilcéa Branco Nanci, contador Hélio Ismael Branco, secretária Maria Alice Branco Braga, e as professoras Elce Branco de Oliveira e Leda Branco.

Ismael estudou as primeiras letras em casa com os pais. O curso primário foi em Rio Bonito. Após, concluiu o curso técnico em contabilidade na Academia Fluminense de Comércio, no Jardim de São João, em Niterói, que na época ainda era capital do Rio de Janeiro.

Aos 15 anos, preocupado em continuar seus estudos, resolveu morar em São Gonçalo. Ocupou cargo público na Prefeitura de São Gonçalo. Mais tarde, abandonou o seu emprego, dizendo que preferia lutar de forma independente, pois tinha um ideal maior em sua vida.

Iniciando sua vida, ainda jovem, dedicou-se à contabilidade, como guarda-livros. Depois, tornou-se auxiliar, trabalhando na fábrica de chumbo outrora existente no Barreto. Nela, foi eficiente colaborador, adquirindo neste local amigos e sendo muito estimado por todos.

Não satisfeito com a condição de auxiliar de guarda-livros, continuou estudando com sacrifício. Conseguiu diplomar-se em técnico de contabilidade, pela Academia Fluminense de Comércio. Nesta época, já estava casado e com sete (7) filhos.

Vida política

Ismael Branco teve intensa atividade em prol da comunidade. Foi vereador em São Gonçalo por duas (2) legislaturas, exercendo o cargo de vereador em caráter gratuito. Foi diretor (secretário) de Fazenda na prefeitura de São Gonçalo. Fundou o Tamoio Futebol Clube, sendo o seu primeiro presidente em 1918. Fundou também a Praça 5 de julho, atual Estephânia de Carvalho (também conhecida como pracinha do Zé Garoto).

Ismael Branco foi fundador do Hospital Luiz Palmier (ocupando todos os cargos administrativos por mais de 15 anos gratuitamente), participando também da fundação do Centro de Puericultura e de sociedades culturais e literárias do Município de São Gonçalo. Legou o seu nome às iniciativas mais beneméritas e filantrópicas de 1920 a 1950, contribuindo ao máximo para o progresso de São Gonçalo.

O batismo da escola no Mutuá

Em reconhecimento público pelo legado deixado por Ismael Branco à sua gente, o então deputado Aécio Nanci, propôs conferir ao Grupo Escolar do Mutuá, hoje Escola Estadual, o nome de Ismael Branco. A iniciativa teve o apoio dos deputados gonçalenses: Hamilton Xavier, Zeir Porto, Walter Orlandino e Flávio Monteiro de Barros. As obras foram iniciadas no governo Miguel Couto Filho (1954 – 1958) e terminadas na administração de Paulo Francisco Torres (1964 – 1966).

Na época da publicação deste livro (1996), a Escola Estadual Ismael Branco, situada na Rua Lengruber, Mutuá, funcionava em três turnos, com mais de 1000 alunos, cursando da primeira à oitava séries.

Observação: O texto sobre este personagem da história gonçalense foi extraído da biografia feita pela contadora e filha de Ismael Branco, Ilcéa Branco Nanci.

Agradecimento

Fica aqui meu agradecimento ao autor Salvador Mata e Silva (1943–2016) por deixar registrado em seu livro a permissão para reprodução do livro. Espero que cada vez mais gonçalenses tenham acesso a história de sua cidade.

Fonte:

SILVA, Salvador Mata e, 1943
Gonçalenses Adotivos São Gonçalo;
Rio de Janeiro: Companhia das Artes
Gráfica, 1996
130 p.; 21cm (coleção/IPDESG)
1. São Gonçalo (RJ) – Biografia. I. Título
CDD (18ª) 920-0815

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Gonçalenses Adotivos: uma obra a serviço da memória da cidade https://simsaogoncalo.com.br/goncalenses-adotivos-memoria-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/goncalenses-adotivos-memoria-cidade/#comments Wed, 30 Jan 2019 11:08:24 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6977 Cheguei ao livro Gonçalenses Adotivos por acaso. Ainda sim, foi um dos melhores livros que adquiri em 2018. Começou quando pedi algumas referências de autores que escreveram sobre a história de São Gonçalo ao historiador Luciano Tardock. E assim, o nome de Salvador Mata e Silva veio entre os primeiros da lista. Ao buscar o […]

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Cheguei ao livro Gonçalenses Adotivos por acaso. Ainda sim, foi um dos melhores livros que adquiri em 2018. Começou quando pedi algumas referências de autores que escreveram sobre a história de São Gonçalo ao historiador Luciano Tardock. E assim, o nome de Salvador Mata e Silva veio entre os primeiros da lista.

Ao buscar o livro “São Gonçalo 1890-1990”, com a coautoria de Osvaldo Luiz Ferreira, achei também o “Gonçalenses Adotivos”. Quando recebi as publicações, a segunda saltou aos olhos. Descobri que o livro era recheado de biografias de personagens que não nasceram em São Gonçalo, mas fizeram história na cidade. Não por acaso, ainda hoje, batizam escolas, praças, entre outros equipamentos públicos.

A obra foi publicada como parte integrante da coleção IPDESG. O Instituto de Pesquisas, Estudos e Desenvolvimento Gonçalense foi criado em 1995. Sua missão é uma das mais nobres possíveis: “promover o debate sobre problemas que afetam os cerca de mais de um milhão de Gonçalenses”.

Livros "São Gonçalo, 1890-1990" e "Gonçalenses Adotivos, ambos de Salvador Mata e Silva
Livros “São Gonçalo, 1890-1990” e “Gonçalenses Adotivos, ambos de Salvador Mata e Silva.

Gonçalenses Adotivos ganhando a internet

Logo nas primeiras páginas do livro, li que “É permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte”. Estava ali a senha dada pelo autor, mostrando seu desejo de que as informações buscadas por ele se espalhassem entre toda a São Gonçalo.

Em 1996, ano do lançamento do livro, a internet ainda dava passos curtos. Os livros e os outros impressos eram as formas de difusão do conhecimento. Agora, 23 anos depois, a informação está na tela dos celulares da maioria da população brasileira. E talvez seja o momento perfeito para ampliar o acesso ao conteúdo que conta um pouco dessa nossa trajetória como a 16ª maior cidade do Brasil.

A partir dessa semana, vamos publicar semanalmente a história dessas dezenas de gonçalenses adotivos e seus feitos que perduram até hoje. Confira!

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A Filha do Califa do Lindo Parque https://simsaogoncalo.com.br/a-filha-do-califa-do-lindo-parque/ https://simsaogoncalo.com.br/a-filha-do-califa-do-lindo-parque/#respond Tue, 22 Jan 2019 20:36:29 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6917 A história é banal, contada e recontada pelos poetas árabes mesmo em seu período de ignorância pré-Alcorão. A filha do califa, prometida em casamento para um rico – e mais velho – mercador se apaixona pelo jovem e encantador estudante. Só que desta vez o califa é um pastor evangélico do Lindo Parque; e o […]

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A história é banal, contada e recontada pelos poetas árabes mesmo em seu período de ignorância pré-Alcorão. A filha do califa, prometida em casamento para um rico – e mais velho – mercador se apaixona pelo jovem e encantador estudante. Só que desta vez o califa é um pastor evangélico do Lindo Parque; e o jovem estudante, um menino do Barro Vermelho.

Não havia quem questionasse o casamento. No alvorecer de sua adolescência, a menina Jade já chamava a atenção dos homens. Não que tivesse as formas opulentas que capturam o olhar dos predadores, mas seu sorriso doce, olhos brilhantes e a farta cabeleira encaracolada era um convite a um jardim persa. Não demorou muito e os encantos da jovem despertaram a paixão em Hassan, mercador que frequentava a igreja do califa e cujas famílias nutriam uma grande amizade. O destino da menina Jade parecia traçado – e conformado, até. Daí ela conheceu o jovem Adônis.

Adônis era um menino bonito e de grande coração, além de uma inteligência exemplar. Jade e Adônis estudavam juntos, e logo se reconheceram. Falavam sobre livros, filmes e músicas, e viam suas paixões em comum se espelharem em oito olhos. O problema da paixão é que ela é selvagem e não respeita fronteiras. Quando o cérebro não foi mais suficiente para contê-la, ela migrou para o coração.

Porém Adônis era um moço respeitador e, sabendo do compromisso de Jade, preferia não arriscar perder a cabeça. Não queria trair a confiança do califa que, apesar de homem bravo e influente, sempre o tratara muito bem. A jovem Jade também não via saída, dava como favas contadas o seu casamento com Hassan, mesmo sentindo por ele apenas carinho.

Se não fosse por um velho mestre, a história seguiria seu curso natural e chato, sem os percalços e sobressaltos que dão cor à vida. Um dia, os jovens liam poemas no jardim da escola, poemas épicos sobre dragões, batalhas e amores, observados por um de seus professores. O gesto o emocionou – logo ele, que tinha a mania de ver a poesia do Criador em cada folha que se desprendia da árvore. Mais tarde, após a aula, o mestre – que também era um grande enxerido – questionou os apaixonados. Ao ficar a par da situação proibitiva que ensombrecia aquela paixão, foi duro com os jovens: “Amor verdadeiro é difícil de achar, crianças. Abrir mão dele não é uma opção, mas ferir a todos envolvidos no processo – inclusive a si mesmos – seria apenas escrever mais um poema ruim no livro da vida”.

O fim dessa história vocês também já conhecem, tudo deu certo e Jade e Adônis vivem hoje felizes para sempre. Passaram outro dia caminhando de mãos dadas em frente ao “Ora Veja” da Zé Garoto, enquanto bebíamos, eu e o velho mestre – que além de enxerido é um beberrão incurável – e ele me contou a sua história, tendo em seus olhos o mesmo brilho que tinham os domos dos minaretes de Constantinopla ao entardecer de outono.

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Cadeirantes no meio da rua – acessibilidade não existe por aqui https://simsaogoncalo.com.br/cadeirantes-no-meio-da-rua-acessibilidade-nao-existe-por-aqui/ https://simsaogoncalo.com.br/cadeirantes-no-meio-da-rua-acessibilidade-nao-existe-por-aqui/#respond Thu, 10 Jan 2019 18:11:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6952 A cena é inusitada. Um cadeirante é flagrado rodando no meio da rua com sua cadeira motorizada. Na altura entre a rua Dezoito do Forte e o Shopping Partage, ele trafega em meio a carros e ônibus, desafiando os veículos bem maiores que ele. Confira o vídeo:   Acessibilidade em São Gonçalo é fundamental Mas, […]

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A cena é inusitada. Um cadeirante é flagrado rodando no meio da rua com sua cadeira motorizada. Na altura entre a rua Dezoito do Forte e o Shopping Partage, ele trafega em meio a carros e ônibus, desafiando os veículos bem maiores que ele. Confira o vídeo:

 

Acessibilidade em São Gonçalo é fundamental

Mas, qual o motivo que levou o cadeirante a ir para o meio da rua?

Para quem conhece o centro de São Gonçalo, o nosso Rodo, andar pelas ruas a pé já é difícil. Além do grande número de pessoas andando em calçadas e ruas desniveladas, projetadas há décadas atrás, há obstáculos diversos que só atrapalham o fluxo.

Naquele trecho onde o vídeo foi feito, por exemplo, a situação até poderia ser melhor caso a faixa da “linha do trem” fosse um acesso viável, sem pontos de acúmulo de lixo. Do outro lado, na calçada que leva ao Supermercado Extra e ao Shopping Partage, há os postes. Um projeto de fiação subterrânea seria fundamental para esse novo modelo de calçadas na cidade.

Acessibilidade é só para cadeirantes?

Não. Acessibilidade é para todos. E no momento atual, há um grupo pouco lembrado, mas que cada vez mais estará andando pelas ruas: os idosos. Com o avançar da idade, é comum que nós, seres humanos, tenhamos mais limitações físicas, dificultando nossa locomoção. E nesses casos, a diferença entre tropeçar e tombar mora nos detalhes das ruas. Bem como suas consequências.

As projeções mais recentes mostram que em poucas décadas, teremos 1/4 da população idosa no Brasil.

Ter ruas, calçadas, pontos de ônibus, entre outros itens do ambiente urbano que respeitem as normas ergonômicas básicas é requisito primário nas cidades do futuro.

Um bom exercício para a prefeitura seria começar essa reformulação pelos centros, o administrativo, Zé Garoto–Rodo, e o comercial, Alcântara. Acessibilidade já deixou de ser tendência há tempos. Hoje é obrigação.

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CPI dos Cemitérios mostraria a Nanci que prefeitura não é quintal de casa https://simsaogoncalo.com.br/cpi-dos-cemiterios-mostraria-aos-nanci/ https://simsaogoncalo.com.br/cpi-dos-cemiterios-mostraria-aos-nanci/#respond Fri, 28 Dec 2018 01:02:18 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6935 Dizem que a CPI dos Cemitérios morreu antes de nascer. Mas a investigação que corre no Ministério Público do RJ está longe de terminar. Enquanto os vereadores de oposição se esmeram para emplacar uma marca à essa legislatura, os da situação fingem que nada está acontecendo, cancelando a CPI em troca de algo que ainda […]

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Dizem que a CPI dos Cemitérios morreu antes de nascer. Mas a investigação que corre no Ministério Público do RJ está longe de terminar. Enquanto os vereadores de oposição se esmeram para emplacar uma marca à essa legislatura, os da situação fingem que nada está acontecendo, cancelando a CPI em troca de algo que ainda não sabemos. Nesse jogo, a única certeza que temos é a falta de TRANSPARÊNCIA do governo Nanci.

CPI dos cemitérios serviria para mostrar que prefeitura não é quintal de casa

Diante da denúncia que Eliane Nanci estaria embolsando o dinheiro dos enterros feitos no município, uma outra hipótese me veio à mente. Pessoalmente, não vejo muito sentido na família Nanci, com suas posses e história na cidade, embolsar o dinheiro dos cemitérios tão descaradamente. É possível que seja ingenuidade minha. Entretanto, enxergo um outro motivo: os Nanci acreditam que a prefeitura é o quintal de sua casa.

A metáfora é simples: no nosso quintal a gente faz o que quer, sem dar satisfações a ninguém. Afinal, na nossa casa quem manda somos nós. Porém, a prefeitura não é um bem privado. Pelo contrário. Ela pertence a mais de 1 milhão de pessoas.

Cemitério de São Gonçalo, no Camarão. Foto: Douglas Macedo

Mas o que realmente pode ter acontecido no caso dos cemitérios de São Gonçalo?

Como sabemos, a prefeitura de São Gonçalo é a mais pobre do estado do Rio de Janeiro, proporcionalmente. Isso significa que a renda per capita, ou seja, a renda total dividida pelo número de habitantes, é a menor do ERJ.

Minha hipótese é que os gestores do dinheiro público, nesse caso, os Nanci, aproveitaram o dinheiro dos enterros para pagar outras contas internas que estavam em déficit. Com o dinheiro vivo em mãos, essas operações seriam mais fáceis de resolver momentaneamente.

E é nesse momento que o erro aparece. A partir do momento que não há transparência sobre a origem e o destino do dinheiro público gerido, abre-se a prerrogativa da dúvida. Inclusive, acusando-os de desvios, ou melhor, de roubo mesmo.

A falta de transparência desse governo já se fez presente em um outro momento, quando o prefeito concedeu a gestão do Pronto Socorro Central a uma OS (Organização Social). Lembro de ver uma sessão onde os vereadores discutiam sobre pedidos simples para ver o novo contrato e as contas dessa transação. Algo óbvio que a prefeitura se negava a fazer.

No início do mandato (2017-2020), alguns vereadores mais antigos da casa comentaram que a primeira dama estava querendo gerir a prefeitura como sua empresa, a Bisturi. Porém, era preciso lembrar que agora ela estava no comando do executivo de um município. Concordo que devemos ter uma gestão profissional nos órgãos públicos, como acontece nas boas empresas privadas. Porém, manejar dinheiro público sem a responsabilidade de prestar contas imediatas à população, de forma clara e aberta, cheira a má fé, gerando as acusações de embolsos indevidos.

Eliane Nanci diz que são intrigas políticas. Mas também não vem à público para explicar com detalhes. Do outro lado, vereadores pressionam via mídia e MP-RJ para que as investigações sobre os possíveis desvios de verbas dos cemitérios dêem explicações plausíveis e convincentes.

Enquanto isso, o descaso com os cemitérios continua. Sem previsão de melhora.

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O Papai Noel, São Nicolau e a Coca-Cola https://simsaogoncalo.com.br/o-papai-noel-sao-nicolau-e-a-coca-cola/ https://simsaogoncalo.com.br/o-papai-noel-sao-nicolau-e-a-coca-cola/#respond Thu, 20 Dec 2018 12:31:49 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6893 Odiado por alguns, amado por todos. Assim é o Papai Noel, o simpático velhinho que há mais de um século é o garoto propaganda do Natal, deixando a festa cristã mais agradável aos ateus e agnósticos. A figura de alguém que usa a caridade na época do nascimento do Cristo vêm das histórias contadas na […]

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Odiado por alguns, amado por todos. Assim é o Papai Noel, o simpático velhinho que há mais de um século é o garoto propaganda do Natal, deixando a festa cristã mais agradável aos ateus e agnósticos.

A figura de alguém que usa a caridade na época do nascimento do Cristo vêm das histórias contadas na Legenda Áurea1 em especial as referentes à caridade escondida praticada por um bispo católico, são Nicolau de Mira.

Quem foi Nicolau de Mira

São Nicolau, cujo nome significa “protetor e defensor dos povos” foi tão popular na antiguidade que lhe consagraram no mundo mais de dois mil templos. Era invocado pelos fiéis nos perigos, nos naufrágios, nos incêndios e quando a situação econômica ficava difícil, conseguindo estes favores admiráveis por parte do santo.

Por ter sido tão amigo da Infância, em sua festa dá-se presentes às crianças, e como em alemão se chama “São Nikolaus”, começaram-no a chamar Santa Claus, sendo representado como um ancião vestido de vermelho, com uma barba muito branca, que ia de casa em casa repartindo presentes e doces às crianças. De São Nicolau escreveram muito belamente São João Crisóstomo e outros grandes Santos, mas sua biografia foi escrita pelo antigo Arcebispo de Constantinopla, São Metódio

Desde criança se caracterizou porque tudo o que conseguia o repartia entre os pobres. Os pais de Nicolau morreram cedo. Então, por recomendação de um tio, que o aconselhou a ir visitar a Terra Santa, Nicolau decidiu viajar até à Palestina e depois ao Egito. Durante a viagem, houve uma tempestade, que segundo a lenda, acalmou milagrosamente, quando Nicolau começou a rezar com toda a sua Fé. Foi este episódio que o transformou no padroeiro dos marinheiros e pescadores.

Quando voltou da sua viagem, decidiu que não queria viver mais em Patara e mudou-se para Mira, onde viveu na pobreza, já que tinha doado toda a sua herança aos mais pobres e desfavorecidos.

Na época do imperador romano Licino, perseguidor dos cristãos, Nicolau foi encarcerado e açoitado. Com o governo do imperador Constantino foram liberados ele e outros prisioneiros cristãos. O santo morreu em 6 de dezembro do ano 345. Em meados do século VI, o santuário onde este foi sepultado transformou-se numa nascente de água. Em 1087, os seus restos mortais foram transferidos para a cidade de Bari, na Itália., que se tornou num centro de peregrinação em sua homenagem. Milhares de milagres foram creditados como cedo sua obra, actualmente S. Nicolau é um dos Santos mais populares entre os cristãos e milhares de igrejas por toda a Europa receberam o seu nome (só em Roma existem 60 igrejas com o seu nome, na Inglaterra são mais de 400).

Seu culto chegou a ser extremamente popular em toda a Europa. É Padroeiro da Rússia, da Grécia e da Turquia. São Nicolau virou também padroeiro das crianças e dos marinheiros.

Depois da Reforma Protestante, os protestantes germânicos decidiram dar especial atenção a “ChristKindl” – ao Menino Jesus, transformando-o no “distribuidor” de presentes e transferindo a entrega de presentes para a Sua festa a 25 de Dezembro. Quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, esta ficou colocada no próprio dia de Natal. Os católicos continuam a comemorar seu dia na data de sua morte, 6 de dezembro.

Os nomes do Papai Noel

O nome Santa Claus vem da evolução paulatina do nome de São Nicolau: Nicklauss, Klaus e Santa Claus. O nosso Papai Noel vem do francês Père Noel. Em Portugal, ele é chamado de “Pai Natal”. Dizem que “Noel” provem de “Emanoel” (em hebraico “Deus conosco”) e seria referencia à pessoa que anuncia a presença do Menino Jesus entre os Homens.

A figura do imaginário popular

Clemente C. Moore, um professor de literatura grega em Nova Iorque, em 1822 escreveu um poema a seus filhos, “Uma visita de São Nicolau”, era a versão de que Noel viajava num trenó puxado por renas e entrava pela chaminé das casas. More hesitou em publicá-lo porque achou que dava uma imagem frívola do Pai Natal. Contudo, uma senhora, Harriet Butler, teve acesso ao poema através do filho de More e decidiu levá-lo ao editor do jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, o qual publicou o poema no Natal do ano seguinte em 1823. A partir daí, vários jornais e revistas publicaram o poema, mas sempre sem se mencionar o seu autor. Só em 1844, é que More reclamou a autoria do poema…

A explicação da chaminé vem da Finlândia, uma das fontes de inspiração do poema. Os antigos lapões viviam em pequenas tendas, como iglus, cobertas com pele de rena. A entrada era um buraco no telhado. De personagem real da Turquia, o Papai Noel imaginário passou a vir do Polo Norte.

A última e mais importante característica incluída na figura de Papai Noel é sua roupa vermelha e branca. Antigamente, ele vestia-se como bispo ou usava cores próximas do marrom, com uma coroa de azevinhos na cabeça ou nas mãos. Mas não havia padrão. Seu visual foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Haper’s Weeklys, em 1886, numa edição especial de Natal. em alguns lugares na Europa e no Canadá ele ainda é representado com os paramentos eclesiásticos de bispo e, ao invés de gorrinho vermelho, tem uma mitra episcopal.

O Papai Noel já apareceu com essas roupas na obra de Thomas Nast e em publicidades da Colgate, RCA Victor e Michelin, muito antes das campanhas da Coca-Cola.

A Tradição de pendurar meias na lareira ou deixar sapatos na janela originou-se de uma das muitas histórias sobre São Nicolau, em quem se inspira a figura do papai Noel. No passado, para uma moça era indispensável dispor de um dote para se casar. São Nicolau sobe da triste situação de uma família, sem recursos para o dote de suas filhas secretamente, ele jogou três pequenos sacos com moedas de ouro pela chaminé da casa da família. Os sacos caíram dentro das meias das moças, penduradas na lareira para secar. A história mais confiável é a que conta que Nicolau, sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, na loucura, lhes aconselhou a prostituição, atirou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens.

As renas do Papai Noel ou de o Pai Natal são as únicas renas do mundo que sabem voar, ajudando o Papai Noel entregar os presentes para as crianças do mundo todo na noite de Natal. Quando o Papai Noel ou o Pai Natal pede para serem rápidas, elas podem ser as mais rápidas renas do mundo. Mas quando ele quer, elas tornam-se lentas.

A quantidade de renas que puxam o trenó é controversa, tudo por causa da rena conhecida como Rudolph. Existe uma lenda que diz que Rudolph teria entrado para equipe de renas titulares por ter um nariz vermelho e brilhante, que ajuda a guiar as outras renas durante as tempestades. E, a partir daquele ano, a quantidade de renas passou a ser nove, diferente dos trenós tradicionais, puxados por oito renas.

Tal lenda foi criada em 1939 e retratada no filme Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho (1960 e 1998). O nome das renas, em inglês são: Rudolph, Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzen. E em português são: Rodolfo, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago.

Cartas para santos ou de cunho religioso são uma prática existente desde a antiguidade, mas apenas a partir do século XX surgiu no mundo o ato de enviar cartas ao Papai Noel como um cunho familiar, ou seja, os pais da criança leem as cartas dela, e com a condição de serem bem comportadas durante o ano, recebem o presente como sendo de autoria do Papei Noel; às vezes de forma tão ensaiada que chegam a acreditar fielmente em sua existência.

Há versões oficiais ou semioficiais de papais noeis no mundo receptoras de correspondências, e correspondem de acordo com algum critério de seleção. É comum encontrá-los em shopping centers, praças centrais das cidades, hospitais e estabelecimentos públicos, etc. Na maioria destes lugares as cartas são entregues presencialmente ou depositadas no próprio ambiente.

No Brasil, os Correios oficialmente recebem cartas endereçadas ao Papai Noel desde 2001. As mensagens são enviadas aos funcionários do Correios, mas todos os brasileiros podem se voluntariar como um Papai Noel diretamente nas agências dos Correios do país. Os correios dos países escandinavos também têm programas parecidos, mas preparados para correspondências de todo o planeta, uma vez que a Lapônia é terra dada como sendo oficialmente da origem do Papai Noel. Na Finlândia inclusive, todas as cartas dirigidas a Papai Noel ou Santa Claus e com endereço Lapônia ou Pólo Norte são direcionadas para a agência em Rovaniemi (capital da província laponesa). As cartas recebidas com remetente recebem uma resposta em oito idiomas diferentes.

O garoto propaganda do Natal da Coca Cola

Haddon Hubbard “Sunny” Sundblom (1899-1976) foi um ilustrador estadunidense mais conhecido pelas imagens de Papai Noel que criou para a The Coca-Cola Company. Sundblom nasceu no Michigan, e estudou na American Academy of Art. Destacou-se por seu trabalho publicitário, mais precisamente as propagandas estreladas por Papai Noel pintadas para a The Coca-Cola Company na década de 1930.

Foi também criador da imagem do Quaker Oats (velho da Quaker) em 1957, que continua sendo utilizada nas embalagens de aveia Quaker até os dias de hoje. Em meados dos anos 1930, Sundblom começou a pintar pin-ups para calendários, trabalho que exerceu uma grande influência para muitos artistas do gênero, como Gil Elvgren, Joyce Ballantyne e Art Frahm. Sua última obra foi uma pintura para a capa da edição de Natal de 1972 da revista Playboy.

Conclusão Não se trata de demonizar nem de materializar a figura do Papai Noel. Sua figura tornou-se parte do imaginário gráfico mundial e totalmente relacionada ao Natal.

É uma cultura cristã que influenciou a toda a Civilização do Ocidente, tornando-se tema de várias obras de arte, seja gráfica, musical ou outra. Os críticos defendem que sua figura eclipsou a do Cristo, pois o Natal é uma festa religiosa cristã, mas como vimos acima, é por justamente a figura real de um bispo cristão que existe a figura alegórica.

Os defensores alegam que o Papai Noel faz com que o Natal possa ser “digerido” por todos, sem exceção, sejam eles católicos, protestantes ou mesmo ateus. Até o famoso ateu John Lennon compôs sua música “Happy Xmas (War Is Over)” em 1971 propositalmente colocando um “xis” no nome de Cristo. O Natal de Cristo passa a ser apenas mais um feriado e, com isso, mais comercial do que todos. Não é difícil ver mulheres nuas com o gorro de Papai Noel, coisa impensável num Presépio, por exemplo. A festa do Natal é religiosa por si mesma.

Os que não partilham da Fé Cristã podem ter algo dela, como a solidariedade e a paz. Se beneficiam com isso. É melhor do que simplesmente abolir o Natal. Feliz Natal a todos! Ho, ho, ho!

1- A Legenda Áurea ou Lenda Dourada (em latim: Legenda aurea ou Legenda sanctorum) é uma coletânea de narrativas hagiográficas reunidas por volta de 1260 d.C. pelo dominicano e futuro bispo de Gênova Jacopo de Varazze e que se tornou um sucesso durante a Idade Média.

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Exame de DNA em São Gonçalo: pelo direito de conhecer seus pais https://simsaogoncalo.com.br/exame-de-dna-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/exame-de-dna-sao-goncalo/#comments Wed, 12 Dec 2018 11:50:26 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6911 Trata-se de um projeto que visa oferecer Exame de DNA Paternidade (Suposto Pai + Filho(a) ou Suposto Pai + Filho(a) + Mãe) a um custo reduzido para atender a pessoas que tenham renda de até 2 salários mínimos. Qualquer pessoa pode participar e não tem limite de idade. O projeto acontece sempre uma vez ao […]

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Trata-se de um projeto que visa oferecer Exame de DNA Paternidade (Suposto Pai + Filho(a) ou Suposto Pai + Filho(a) + Mãe) a um custo reduzido para atender a pessoas que tenham renda de até 2 salários mínimos.

Qualquer pessoa pode participar e não tem limite de idade.

O projeto acontece sempre uma vez ao mês para coletas no centro de São Gonçalo e é obrigatório que seja feito um pré-cadastro pois as vagas são limitadas. A próxima data de coleta é 22/12/2018 (sábado).

O valor do exame é de R$300 em dinheiro ou 10x de R$38,00 nos cartões. O prazo para resultado é de aproximadamente 20 dias úteis.

O laudo é feito de forma oficial e tem valor legal.

Todas as informações são passadas pelo Chat do Facebook.

O SIM apóia projetos que possam ajudar as pessoas a saber mais sobre quem são, de forma gratuita. Se você também compartilha dessa visão, divulgue! Envie esse projeto para alguém que você conheça e precisa.

Sobre a Empresa
DNA SG – Exames Genéticos
Rua Coronel Moreira César 105 – Sala 1204 – Centro, São Gonçalo
Telefone: 21 3165 6196

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Os 17 pedidos dos vereadores ao governador do Rio de Janeiro https://simsaogoncalo.com.br/os-17-pedidos-dos-vereadores-ao-governador-do-rio-de-janeiro/ https://simsaogoncalo.com.br/os-17-pedidos-dos-vereadores-ao-governador-do-rio-de-janeiro/#comments Thu, 01 Nov 2018 12:31:58 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6870 Como sabemos, São Gonçalo não elegeu nenhum deputado estadual. Sendo assim, nossa representação na Alerj foi reduzida a zero. Em busca de alguma visibilidade, eis que na sessão do dia 30 de outubro, por iniciativa do vereador José Carlos Vicente (PSL), foram apresentados os 17 pedidos da câmara gonçalense ao novo governador, Wilson Witzel. A seguir, […]

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Como sabemos, São Gonçalo não elegeu nenhum deputado estadual. Sendo assim, nossa representação na Alerj foi reduzida a zero. Em busca de alguma visibilidade, eis que na sessão do dia 30 de outubro, por iniciativa do vereador José Carlos Vicente (PSL), foram apresentados os 17 pedidos da câmara gonçalense ao novo governador, Wilson Witzel.

A seguir, confira a lista de pontos listados pelos legisladores municipais:

  1. Estudo para melhorar o repasse dos royalties do petróleo para São Gonçalo;
  2. Atenção à segurança, pois nossa cidade é uma das mais violentas do Rio;
  3. Reinício das obras do Hospital da Mulher no Colubandê;
  4. Construção de uma rodoviária intermunicipal, algo simples e que boa parte das cidades pequenas possuem;
  5. Reforma e manutenção do Piscinão do Boa Vista;
  6. Construção da Hidroviária do Gradim;
  7. Revitalização da orla, no trecho do Barreto ao Gradim;
  8. Apoio da Secretaria Estadual de Cultura para abertura do Teatro Municipal, finalizado em 2016 e não inaugurado até hoje, em 2018;
  9. Manutenção e conservação das RJ que dão acesso à cidade – mais especificamente as RJ 104 (Niterói – Manilha) e RJ 106 (São Gonçalo – Maricá);
  10. Mergulhão ligando o Coelho ao Jardim Catarina, afim de demolir o viaduto do Alcântara;
  11. Construção do Hospital do Câncer;
  12. Criação de novas escolas técnicas;
  13. Reabertura do Rio Poupa Tempo no Shopping São Gonçalo;
  14. Volta do Programa Asfalto na Porta;
  15. Incentivo para atração de indústrias, gerando empregos, para deixarmos de sermos conhecidos como “Cidade Dormitório“;
  16. Reinício das obras do PSAM (Programa de Saneamento Ambiental);
  17. Manutenção da Escola Técnica Nata.

Esperamos que os apontamentos cheguem ao governador e sua equipe. Afinal, São Gonçalo foi responsável por 274.054 votos, cerca de 6% dos 4.675.355 votos recebidos pelo futuro líder do executivo fluminense.

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São Gonçalo vota na renovação em mais uma eleição https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-vota-na-renovacao-em-mais-uma-eleicao/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-vota-na-renovacao-em-mais-uma-eleicao/#respond Tue, 30 Oct 2018 14:33:17 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6859 Mesmo sem representação efetiva no Congresso e na Alerj, São Gonçalo se mostra renovadora mais uma vez. Nossa 16ª maior cidade do Brasil deu 307.577 votos ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), o que corresponde a 67,35% dos votos válidos. Já Fernando Haddad (PT) recebeu 32,65% dos sufrágios dados pelos 149.075 eleitores. Assim se confirmou […]

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Mesmo sem representação efetiva no Congresso e na Alerj, São Gonçalo se mostra renovadora mais uma vez. Nossa 16ª maior cidade do Brasil deu 307.577 votos ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), o que corresponde a 67,35% dos votos válidos. Já Fernando Haddad (PT) recebeu 32,65% dos sufrágios dados pelos 149.075 eleitores. Assim se confirmou a vitória do candidato que se mostrou oposição ao sistema atual.

Fonte: Digulga TSE / 2º turno 2018

Jair Bolsonaro vota no Rio de Janeiro
Jair Bolsonaro vota no Rio de Janeiro Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

Já no Governo do Estado, o estreante Wilson Witzel recebeu votação similar na cidade. Surpresa nas urnas, Witzel confirmou uma tendência já apontada por aqui, sobre esse ser o momento perfeito para a eleição de um governante Gonçalense. O eleito recebeu 274.054 votos, ante os 141.227 sufrágios recebidos pelo ex-prefeito do Rio (2009–2016), Eduardo Paes.

Wilson Witzel eleito novo governador do Rio de Janeiro

O cenário eleitoral de 2018 revelou eleitores mais “renovadores” nos pleitos executivos e legislativos. Mas isso não é novidade em São Gonçalo. Afinal, essa tradição de renovação no executivo não é recente por aqui.

Wilson Witzel (PSC) eleito governador do RJ
Wilson Witzel em caminhada no Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Agência Brasil

Renovação no executivo não é novidade por aqui

Nas eleições para prefeitura de São Gonçalo, as viradas e não reeleições são comuns. O que confirma a tendência dos votos gonçalenses nos candidatos que se apresentaram “anti-sistema” este ano.

No retrospecto dos últimos 18 anos, o ponto fora da curva é a eleição de 2008, com Aparecida Panisset sendo reeleita em 1º turno. Antes disso, as eleições de 1989 (primeira vigorando a Nova Constituição) a 1996 foram dominadas pelo PDT, com Ezequiel Matos (89), João Bravo (92) e Ezequiel novamente (96). Confira o histórico:

Eleições 2000: Dr. Charles ganhou de Ezequiel Mattos, prefeito em exercício que tentava reeleição;

Eleições 2004: A deputada estadual Aparecida Panisset ganha do prefeito Dr. Charles, impedindo a reeleição do mesmo.

Eleições 2008: O pleito diferente. Aparecida Panisset é reeleita em 1º turno;

Eleiçoes 2012: o candidato Adolfo Konder, apoiado por Panisset, após ter ganho o 1º turno com 42% dos votos, toma uma virada no 2º turno do deputado federal Neilton Mulim.

Eleições 2016: Neilton Mulim tenta a reeleição, mas chega em 3º lugar, sendo superado por dois outros candidatos que vão ao segundo turno. O resultado foi a vitória do deputado estadual José Luiz Nanci à prefeitura gonçalense.

Por este histórico, não é preciso dizer que São Gonçalo fará mais uma eleição cheia de surpresas em 2020. A cidade que já vota pró-renovação há tempos, talvez fique ainda mais embalada pela eleição 2018. Mas agora, além da renovação no executivo, o mais esperado é que o legislativo também seja passado a limpo.

É aguardar para ver.

 

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Mataram o jacaré no Jardim Catarina: o descaso com os animais silvestres https://simsaogoncalo.com.br/jacare-no-jardim-catarina-animais-silvestres/ https://simsaogoncalo.com.br/jacare-no-jardim-catarina-animais-silvestres/#comments Mon, 15 Oct 2018 20:17:46 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6848 Mataram um jacaré no Jardim Catarina. Talvez isso não fosse notícia até pouco tempo atrás. Mas numa sociedade em evolução como a nossa, a vida dos animais silvestres importa cada vez mais. Especialmente por termos a consciência de que, antes de ocuparmos os bairros e transformarmos rios em valões, eram os jacarés, capivaras, peixes, caranguejos, […]

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Mataram um jacaré no Jardim Catarina. Talvez isso não fosse notícia até pouco tempo atrás. Mas numa sociedade em evolução como a nossa, a vida dos animais silvestres importa cada vez mais. Especialmente por termos a consciência de que, antes de ocuparmos os bairros e transformarmos rios em valões, eram os jacarés, capivaras, peixes, caranguejos, entre outros animais, os moradores do lugar.

É preciso sempre lembrar aos cidadãos que o recolhimento dos animais silvestres de vias públicas pode ser feito pelos Bombeiros. Basta ligar 193 e relatar o ocorrido.

Jacaré passeando nas ruas do Recreio, Zona Oeste do Rio, após um dia de chuva.
Jacaré passeando nas ruas do Recreio, Zona Oeste do Rio, após um dia de chuva.

Jacaré no Jardim Catarina não é exclusividade

São Gonçalo, bem como todo o estado do Rio de Janeiro, é permeado por rios. Eles desaguam na Baía de Guanabara, nas lagoas, formando um rico estuário. Formam diversos manguezais, conhecidos como berçários da natureza. Estes recebem e viabilizam a reprodução de muitas espécies, além de serem o habitat de outras, como os próprios jacarés.

Nossa população cresceu rapidamente nas últimas décadas. A São Gonçalo de hoje tem 10 vezes mais pessoas que a mesma cidade dos anos 50. Nesse processo, muitas áreas foram ocupadas, seja na forma de loteamentos, como o próprio Jardim Catarina, ou de forma desordenada.

Construímos residências em lugares sem o mínimo de estrutura, especialmente sanitária. Seja para o escoamento do esgoto residencial, ou até mesmo para as águas pluviais.

Jacaré no Jardim Catarina, São Gonçalo
Jacaré no Jardim Catarina, capturado na rua 10 e morto logo depois por populares.

Os lugares que hoje alagam com as chuvas, ou já alagavam antes pelas características daquele meio ambiente, ou estão encontrando barreiras no caminho do escoamento, que estão represando as águas da chuva. E essas novas barreiras foram construídas por nós, seres humanos.

Quando há um alagamento, é possível que apareçam animais que façam parte daquele meio ambiente, hoje ocupado por nós. Entretanto, eliminá-los não é a solução. Até porque, uma vez que se elimina uma população de animais, uma outra, antes comida por eles, tende a crescer, por não ter mais seu predador.

Na mesma semana que apareceu o réptil no Jardim Catarina, um outro, de porte ainda maior, se apresentou nas ruas do Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, logo após as chuvas. Por lá, os moradores chamaram os bombeiros (193) para recolher o animal e devolvê-lo em segurança.

Bombeiros (193) ou Guarda Florestal podem ajudar

Em nossa história, temos figuras lendárias como Luiz Caçador, que ganhou este nome por ser um caçador de jacarés na mesma região. Luiz fez da caça um meio de vida, vendendo o couro dos animais aos cortumes que existiam em Neves e Gradim, além de promover caçadas na região, como conta Jorge Nunes neste post.

Entretanto, um século depois, após anos de informação acumulada, é esperado que nossa consciência mude. Se você conhecer pessoas que morem, ou se você morar em regiões com aparecimento eventual de animais silvestres, ao encontrá-los, ligue para o 193 dos Bombeiros.

Não sacrifique o animal por nada. Procure o outro órgão competente.

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Praça da Venda da Cruz: abandono, lixo e degradação https://simsaogoncalo.com.br/praca-da-venda-da-cruz-abandono/ https://simsaogoncalo.com.br/praca-da-venda-da-cruz-abandono/#comments Sat, 06 Oct 2018 21:02:22 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6832 Este post nasceu da indignação dos moradores e moradoras que residem no entorno da Praça da Venda da Cruz. O lugar, uma referência no bairro, agora está entregue às baratas. Literalmente. Saiba Mais: Conheça a história do bairro Venda da Cruz. Antes das eleições 2018, um secretário do governo Nanci, candidato a deputado estadual, estava […]

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Este post nasceu da indignação dos moradores e moradoras que residem no entorno da Praça da Venda da Cruz. O lugar, uma referência no bairro, agora está entregue às baratas. Literalmente.

Saiba Mais: Conheça a história do bairro Venda da Cruz.

Abandono na Praça da Venda da Cruz. Foto: Rita Sodré

Antes das eleições 2018, um secretário do governo Nanci, candidato a deputado estadual, estava no local pedindo votos e fazendo sua campanha normalmente.

Eis que uma moradora se aproxima e pergunta se o pessoal da prefeitura, que estava podando as árvores, poderia podá-las melhor, pois os funcionários só cortavam os galhinhos de baixo.

Prontamente, o candidato a deputado e sua equipe fizeram aquele “teatro”, “ligando” para a prefeitura. Prometeram que, em poucos dias, o caminhão cesta estaria na praça para dar uma poda mais adequada às árvores.

Abandono na Praça da Venda da Cruz
Copa das árvores na Praça da Venda da Cruz não é podada. Foto: Rita Sodré

Dias depois do combinado, nada de equipe da prefeitura. “Se antes de eleição prometem e não cumprem, imagina depois”, disseram os moradores que entraram em contato comigo.

E assim ganhamos mais um capítulo da nossa série “cidade quebrada“.

Praça da Venda da Cruz: lixo e degradação

Segundo moradores, a praça da Venda da Cruz é tudo hoje, menos uma praça. Nesta matéria do O São Gonçalo, em abril, o jornal já mostrava o abandono do local.

Moradores de rua tornaram-se comuns no bairro. Por ser um centro comercial regional, é natural que com a crise econômica que estamos as pessoas sejam atraídas para o local.

Entretanto, há moradores, especialmente os mais antigos, que se assustam com essa realidade, onde pessoas dormem nas calçadas ou fazem praça de lar. Consequentemente, é possível encontrar colchões e, até mesmo, fogões na antiga pracinha.

Abandono na Praça da Venda da Cruz
Praça da Venda da Cruz. Foto: Rita Sodré

Sem crianças, sem famílias, sem lazer

Os moradores também reclamam da falta de espaço para as crianças. Os brinquedos do parquinho estão em péssimo estado de conservação.

As fezes dos animais também são um problema frequente, o que inviabiliza ainda mais a participação dos pequenos na antiga praça da venda da cruz.

Mas o maior problema é o lixo.

Segundo frequentadores, ser um bairro limítrofe com Niterói é algo que atrapalha a dinâmica do recolhimento do lixo.

Os coletores de lixo de Niterói passam ali 3 vezes por semana: terças, quintas e sábados.

Porém, o lado Tenente Jardim, que já é “Niterói”, tem um agravante: os coletores não passam por ali. Por sua vez, o coletor de lixo de São Gonçalo também não passa com regularidade em algumas ruas transversais do bairro. O resultado disso é que a praça virou um “ponto de encontro do lixo”. Essa foi a forma que todos encontraram para terem seus resíduos recolhidos.

Abandono na Praça da Venda da Cruz
Praça da Venda da Cruz. Foto: Rita Sodré

A aglutinação de lixo atrai bichos, insetos e muito mau cheiro na região. Um dos efeitos colaterais é a grande quantidade de pombos que, além de trazer doenças, também são suspeitos de terem contribuído na explosão de um transformador de energia na praça, há pouco tempo atrás.

Os moradores lamentam a inutilização da praça. Especialmente aqueles que já viveram bons momentos na Praça da Venda da Cruz. Eles e elas esperam que a praça ainda possa voltar a ser o que já foi: um ponto de encontro no bairro e local de lazer da população.

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Sonhos gonçalenses: futebol, inclusão e território https://simsaogoncalo.com.br/sonhos-goncalenses-futebol-inclusao-e-territorio/ https://simsaogoncalo.com.br/sonhos-goncalenses-futebol-inclusao-e-territorio/#respond Fri, 28 Sep 2018 14:27:50 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6777 Quinta Dom Ricardo, Santa Isabel. Há quase uma hora do Centro. Lugar onde o único aparelho público é um CIEP construído na época de Brizola e a única linha de ônibus circula a cada hora. As 13h começam a chegar crianças e jovens de todos os lados. Trinta, quarenta, oitenta. No meio deles, Prof. Marcos […]

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Quinta Dom Ricardo, Santa Isabel. Há quase uma hora do Centro. Lugar onde o único aparelho público é um CIEP construído na época de Brizola e a única linha de ônibus circula a cada hora. As 13h começam a chegar crianças e jovens de todos os lados. Trinta, quarenta, oitenta. No meio deles, Prof. Marcos em sua cadeira de rodas tenta controlar a ansiedade de todos em entrar em campo e chutar a bola.

O Dom Ricardo FC é um projeto de inclusão através do esporte coordenado há mais de dez anos pelo Prof. Marcos, paratleta já aposentado. Sem qualquer apoio da iniciativa privada ou do poder público, o projeto é tocado exclusivamente pelos recursos do professor. Apesar de já ter buscado apoio tanto na Secretaria de Esporte e Lazer, quanto nos pequenos empresários, o projeto ainda não conseguiu um apoio que o pudesse fazer dar um passo maior.

Futebol Feminino em Santa Isabel – Dom Ricardo FC é um projeto de inclusão através do esporte
Equipe do Dom Ricardo FC. À esquerda, o Professor Marcos, coordenador do projeto.

O projeto reúne meninos de 7 a 18 anos e meninas a partir dos 12 anos que sonham em um dia se tornarem o próximo Vinícius Jr., jogar em um grande clube do Brasil e, quem sabe, do mundo. Além disso, Prof. Marcos faz questão de acompanhar a vida escolar de seus jogadores e jogadoras, sempre levando a importância de dar continuidade aos estudos, mesmo sonhando alto.

O Dom Ricardo FC já encaminhou diversos garotos para a base de alguns clubes do Brasil, mas com as meninas a jornada é mais difícil. Poucos clubes brasileiros investem no futebol feminino de maneira profissional, mesmo com uma resolução da CONMEBOL de 2016, obrigando os clubes que disputam torneios sul-americanos a investirem no futebol feminino profissional.

Futebol Feminino em Santa Isabel – Dom Ricardo FC é um projeto de inclusão através do esporte

Poderia ser mais uma escola de futebol na cidade, mas o fato de estar em uma das localidades mais abandonadas do município, somada à dedicação ao futebol feminino do Prof. Marcos, coloca o Dom Ricardo FC em um outro nível de importância em São Gonçalo.

Com esse primeiro texto, inicio uma série de conteúdos que irão tratar sobre o futebol feminino em nossa região, com todas implicações na educação, cultura, geração de emprego e renda e formulação de políticas públicas.

há anos, o esporte é invisibilizado pela mídia e pelos empresários. Agora, começa a ganhar protagonismo por força de lei.

Espero que gostem e que seja um canal aberto de divulgação e promoção do futebol feminino em nossa cidade.

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Petróleo em alta ajudará na popularidade do próximo governador do Rio https://simsaogoncalo.com.br/petroleo-em-alta-ajudara-na-popularidade-do-proximo-governador-do-rio/ https://simsaogoncalo.com.br/petroleo-em-alta-ajudara-na-popularidade-do-proximo-governador-do-rio/#respond Wed, 26 Sep 2018 20:57:50 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6805 As notícias de setembro/2018 revelaram um cenário animador para o Rio de Janeiro. Pelo menos, financeiramente. O petróleo voltou a estar em alta. Após a movimentação dos árabes, somado ao imbróglio do embargo do Irã pelos EUA, o líquido preto que lubrifica as relações mundiais volta a se valorizar. Leia também: Governador de São Gonçalo […]

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As notícias de setembro/2018 revelaram um cenário animador para o Rio de Janeiro. Pelo menos, financeiramente. O petróleo voltou a estar em alta. Após a movimentação dos árabes, somado ao imbróglio do embargo do Irã pelos EUA, o líquido preto que lubrifica as relações mundiais volta a se valorizar.

Leia também: Governador de São Gonçalo e Niterói – Uma Oportunidade Perdida

Depois da greve dos caminhoneiros, os aumentos no diesel preocupam. Afinal, ninguém quer uma nova paralisação. Entretanto, é natural que haja variação dos valores nos combustíveis. Com o agravante do petróleo ser cotado em dólar, que anda bem valorizado frente o nosso real.

Greve dos Caminhoneiros em Maio de 2018
Protesto em refinaria de Duque de Caxias, no Rio. Maio/2018. Foto: BCC Brasil

Porém… o Rio de Janeiro se anima.

Nosso estado tem se tornado dependente dos royalties, aquele dinheiro advindo da extração e produção. E com a alta nos preços, voltamos a ter alguma esperança de ver o dinheiro entrando. Consequentemente, vamos maquiando nossa gastança com as contas públicas desequilibradas.

Mas há alguém que talvez se beneficie bem desse cenário: nosso próximo governador.

Petróleo em alta ajuda na sensação de “bom governo”

Austeridade não uma palavra muito querida entre governos brasileiros. Afinal, como acreditam alguns políticos, “bom governo” se faz com gastos, não com contenção de despesas.

O estado brasileiro é altamente influente na vida das pessoas. E não estamos falando de bem-estar social, políticas de melhoria da educação, saúde e segurança. Estamos falando é de salários mesmo. Especialmente de obras públicas com empregos temporários e cargos comissionados, somados aos diversos pensionistas e servidores públicos.

Um governo com caixa cheio, é um governo feliz. Mesmo que essa grana venha de um produto tão finito e de preços tão instáveis, como o petróleo. Entretanto, ajuda a dar aumentos aos servidores, promover novos concursos e ajudar municípios nas políticas básicas de asfaltamento.

No governo Sérgio Cabral, o petróleo bateu recorde de preços. Os royalties inundaram o estado, ajudando ao governador, hoje um presidiário, ser reeleito ainda em primeiro turno para seu 2ª mandato.

E no próximo quadriênio, será que veremos o mesmo efeito?

Seja quem for o próximo governador, é possível que muitas dessas coisas que acontecem lá na península arábica afetem diretamente a imagem do gestor aqui, em terras fluminenses.

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O Amigão São Gonçalo e Alcântara https://simsaogoncalo.com.br/o-amigao-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/o-amigao-sao-goncalo/#comments Thu, 20 Sep 2018 23:40:41 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6795 As Lojas O Amigão São Gonçalo são sucesso de público na cidade. Com lojas no Centro e Alcântara, são vendidos diversos tipos de produtos para casa em geral. Tem como concorrentes diretos lojas como a “Casa e Vídeo”, “Americanas”, “Magal”, entre outras do mesmo gênero. O Amigão São Gonçalo – Alcântara: 2603-0831 Endereço: Rua Dr. […]

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As Lojas O Amigão São Gonçalo são sucesso de público na cidade. Com lojas no Centro e Alcântara, são vendidos diversos tipos de produtos para casa em geral.

Tem como concorrentes diretos lojas como a “Casa e Vídeo”, “Americanas”, “Magal”, entre outras do mesmo gênero.

O Amigão São Gonçalo – Alcântara: 2603-0831

Loja O Amigão no Alcântara. Crédito: Google Street View
Loja O Amigão na Rua Dr. Alfredo Backer, 783, Alcântara, São Gonçalo. Foto: Matheus Graciano / SIM São Gonçalo

Endereço: Rua Dr. Alfredo Backer, 783, Alcântara, São Gonçalo
Horário de Funcionamento: De Segunda à Sexta, 08h às 20h. Aos sábados, 08:00 às 19h.
Telefone: 21 2603-0831

É na rua principal, na Dr. Alfredo Backer. O lado da loja é à esquerda, para que vem do Laranjal.

O Amigão São Gonçalo – Centro

Loja O Amigão São Gonçalo e Alcântara

Endereço: Av. Pres. Kennedy, 352-380 – Centro, São Gonçalo
Horário de Funcionamento: De Segunda à Sábado, 09h às 18h.

Como chegar? Confira no Google Maps

A Loja do Centro fica um pouco depois do Shopping. Fácil acesso para todos que estão no Centro.

Caso você tenha qualquer dúvida, entre na página do Facebook da loja e entre em contato por lá. Fique à vontade.

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62% a mais de tiroteios após intervenção militar: E o resultado nas ruas? https://simsaogoncalo.com.br/mais-tiroteios-intervencao-militar/ https://simsaogoncalo.com.br/mais-tiroteios-intervencao-militar/#respond Mon, 17 Sep 2018 14:36:21 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6779 Sábado de setembro. Final de semana. Ao passar pela Ilha das Flores à noite, lá estavam os comboios com jovens recrutas saindo para mais um combate. Após a intervenção militar no Rio, essas cenas tornaram-se comuns. Mas, e os resultados? Assim como a maioria da população do Estado do Rio de Janeiro (março/2018), sempre fui a […]

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Sábado de setembro. Final de semana. Ao passar pela Ilha das Flores à noite, lá estavam os comboios com jovens recrutas saindo para mais um combate. Após a intervenção militar no Rio, essas cenas tornaram-se comuns. Mas, e os resultados?

Assim como a maioria da população do Estado do Rio de Janeiro (março/2018), sempre fui a favor de uma experiência de intervenção militar séria na segurança do estado. Mas o que estamos vendo não é o que gostaríamos que acontecesse.

62% a mais de tiroteios após a intervenção militar

Segundo o aplicativo “Onde Tem Tiroteio”, os tiroteios aumentaram cerca de 62% desde o início das operações.

Em contrapartida, em maio de 2018, São Gonçalo foi o líder de roubos de carros. Com 658 casos no mês, foi uma média de 21 carros roubados por dia.

Mas, quais seriam as soluções?

Intervenção Militar no Rio precisa caminhar com ações de urbanização

Em regiões favelizadas coladas a bairros urbanizados, é comum ver a diferenciação que os moradores costumam fazer entre onde iniciam e terminam os limites entre o bairro e a favela.

Esse tipo de noção, ao meu ver, alimenta ainda mais a sensação de onde o poder paralelo pode atuar.

Há pouco tempo, conversando com pessoas que moram no Capote, bairro próximo ao Colubandê, elas contavam sobre como o tráfico entrou no bairro. E lamentavam que a paz havia acabado em pouco tempo. Segundo elas, ainda em 2017, o lugar era quase uma roça, tamanha a tranquilidade.

E este talvez seja o ponto de reflexão.

É perceptível que as facções criminosas no Rio estão num ritmo de expansão para regiões sem infraestrutura. Sabem que ali não há “estado”. E que o mesmo, através da polícia militar, penetra com dificuldade no território. Isso facilita o esconderijo de drogas e transforma qualquer conflito em uma guerrilha.

Já em 2016, era possível ver bairros, como o Laranjal, onde o tráfico impedia a continuação das obras de urbanização. A polícia militar teve de intervir para a conclusão das obras. Afinal, bandido sabe que quanto mais acesso do estado nos locais, menor sua atuação, enfraquecendo o poder sob a comunidade.

Talvez o próximo governador, em uma ação orquestrada com prefeitos, consiga mapear as regiões que precisam de um “choque de investimentos” e fazê-los com sucesso. Nesse caso, a ajuda dos militares seria fundamental para iniciar uma real transformação no Estado do Rio de Janeiro.

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Linha 3 do metrô Rio já foi realidade na história de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/linha-3-do-metro-rio-existiu/ https://simsaogoncalo.com.br/linha-3-do-metro-rio-existiu/#comments Tue, 11 Sep 2018 01:12:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6770 Você pode não saber, mas a linha 3 do metrô Rio já foi realidade na história de São Gonçalo. Não da forma planejada, como esperamos, infelizmente. Mas no lugar onde, anos atrás, havia a estrada de ferro que conectava Porto das Caixas, em Itaboraí, à Niterói. LEIA TAMBÉM: E se a linha 3 do Metrô fosse […]

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Você pode não saber, mas a linha 3 do metrô Rio já foi realidade na história de São Gonçalo. Não da forma planejada, como esperamos, infelizmente. Mas no lugar onde, anos atrás, havia a estrada de ferro que conectava Porto das Caixas, em Itaboraí, à Niterói.

LEIA TAMBÉM: E se a linha 3 do Metrô fosse inaugurada hoje?

Ainda pude pegar o trem e ir até estação final, quando era pequeno. O ano foi 1993 ou 94, se não me engano. Fui da estação da Madama até o ponto final, próximo ao que hoje chamamos de Comperj. A seguir, um vídeo de 2004 que encontramos nas redes. Ele mostra como era feita a viagem, na época que o trem ainda funcionava.

Linha 3 do Metrô Rio sai com boa vontade

Uma das vantagens dessa chamada linha 3 do metrô rio é a facilidade de implementá-la. Diferente de vários pontos do estado do Rio de Janeiro, essa linha ainda mantém seu traçado livre de construções e invasões que bloqueiem fortemente seu desenvolvimento.

Em 2016, algumas casas foram demolidas no Jardim Catarina, livrando o traçado dessas eventuais construções. Isso foi feito na esperança de se implantar a linha 3 do metrô Rio. Entretanto, nada foi realizado. Em 2017, as residências voltaram a ser ocupadas e reconstruídas.

Espero que você tenha curtido o vídeo. Sugiro também ir ao site “Estações Ferroviárias do Brasil” para conhecer diversas outras linhas férreas que foram implementadas e criminosamente destruídas. Se mantivéssemos tudo o que tínhamos, teríamos uma mobilidade urbana invejável.

Enquanto as máfias rodoviárias não largarem o osso, sigamos na batalha da péssima mobilidade urbana do Rio de Janeiro.

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Marina Silva estreia o RODO VIVA: debate com candidatos em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/rodo-viva-marina-silva-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/rodo-viva-marina-silva-sao-goncalo/#respond Sun, 02 Sep 2018 00:35:07 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6749 A campanha eleitoral de 2018 começou. Sem dúvidas, essa é uma das eleições mais importantes dos últimos tempos. Afinal, é o primeiro pleito nacional efetivamente afetado pelas implicações da Lava-Jato. E nesse momento de reestruturação nacional, com crises de todos os tipos, surge o Rodo Viva, um evento criado em São Gonçalo, para discutir a […]

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A campanha eleitoral de 2018 começou. Sem dúvidas, essa é uma das eleições mais importantes dos últimos tempos. Afinal, é o primeiro pleito nacional efetivamente afetado pelas implicações da Lava-Jato. E nesse momento de reestruturação nacional, com crises de todos os tipos, surge o Rodo Viva, um evento criado em São Gonçalo, para discutir a região com os candidatos a governador e presidente. E a primeira convidada foi a presidenciável Marina Silva.

Criado por iniciativa de Romário Regis, Renan Ferreirinha e Marcelle Persant, o evento se inspirou no programa de entrevistas “Roda Viva”, da TV Brasil. A ideia foi usar o nome do nosso bairro central, o Rodo, como centro das discussões dessa nova São Gonçalo que insiste em se reerguer.

Rodo Viva – com Marina Silva

Também participaram da roda de conversas o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, o candidato a senador, Miro Teixeira, e o editor do blog A Política do RJ, Claudionei Abreu. No vídeo a seguir, Claudionei indaga Marina Silva sobre o que o plano de governo da candidata pensa para os jovens, especialmente aqueles que vivem no dilema entre trabalhar e estudar.

São Gonçalo precisa voltar à participar da política nacional

Com cerca de 17 milhões de pessoas, Rio de Janeiro é o 3º estado mais populoso do Brasil. Além da capital, São Gonçalo é a única cidade que ultrapassa a marca de 1 milhão de pessoas na região, tornando-se a 16ª maior cidade do Brasil.

Ainda sim, por conta de uma curta visão dos atuais governantes, a cidade parou no tempo. Mesmo estando a 35 minutos do Galeão, um dos aeroportos internacionais mais importantes da América Latina, o município se comporta como uma cidade do interior.

A crise atual é um momento de oportunidades. E uma delas é a de trazer São Gonçalo novamente à mesa de discussões sobre políticas públicas brasileiras.

Nossa expectativa é que o Rodo Viva atraia candidatos como Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e João Amoedo ao centro do nosso Rodo, para que novas propostas sejam ouvidas e debatidas por todos nós.

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Hospital das Freiras em Lagoinha – Telefone para Consultas e Como Chegar https://simsaogoncalo.com.br/hospital-das-freiras-em-lagoinha-pacheco/ https://simsaogoncalo.com.br/hospital-das-freiras-em-lagoinha-pacheco/#comments Fri, 27 Jul 2018 21:48:08 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6711 O Hospital das Freiras em Lagoinha é uma das referências de saúde no distrito de Ipiíba, o 3º da cidade. Também conhecido como Hospital Franciscano Nossa Senhora das Graças, a instituição se localiza na Estrada do Pacheco, 216, Lagoinha. O lugar é um das mais procurados na região para os serviços médicos. Por conta disso, […]

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O Hospital das Freiras em Lagoinha é uma das referências de saúde no distrito de Ipiíba, o 3º da cidade. Também conhecido como Hospital Franciscano Nossa Senhora das Graças, a instituição se localiza na Estrada do Pacheco, 216, Lagoinha. O lugar é um das mais procurados na região para os serviços médicos. Por conta disso, ligamos para o hospital para tirar algumas dúvidas e publicar aqui no SIM São Gonçalo.

Telefone do Hospital das Freiras: 21 2701-3923

Ao ligar para lá, conseguimos falar com a atendente na segunda ligação. Nem todos os números de telefone que se encontram na internet são relativos ao hospital. Inclusive, a própria pessoa que falou conosco citou que alguns telefones estão desativados.

Segundo o hospital, eles têm especialidades como Ortopedia, Cirugia Geral, Cirurgia Plástica, Gastroenterologista, Cardiologista, Clínica Médica, entre outras que você pode consultar no telefone 21 2701-3923.

Conheça a História do Hospital das Freiras aqui.

Como funciona?

Os atendimentos são por ordem de chegada, sem marcação prévia. A recomendação é que se ligue para o hospital para saber quais os dias de cada profissional/especialidade, assim não se dá viagem perdida.

Aceita Plano de Saúde? Quanto é?

Segundo a pessoa que nos atendeu, não há planos de saúde. As consultas são feitas no regime particular, em dinheiro. A média de preços das consultas é entre R$85 e R$100 reais.

Como chegar ao Hospital das Freiras em Lagoinha

Este post foi escrito para auxiliar na busca do local pelos os moradores da região. Caso tenha alguma dúvida em relação aos serviços do lugar, entre em contato com eles através do telefone do hospital.

Conheça a História do Hospital das Freiras aqui.

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Desemprego entre jovens em São Gonçalo ajuda a explicar a crescente violência https://simsaogoncalo.com.br/desemprego-entre-jovens-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/desemprego-entre-jovens-em-sao-goncalo/#comments Mon, 09 Jul 2018 18:29:47 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6701 Nessa segunda semana de julho de 2018, a coluna do Ancelmo Gois, no O GLOBO, deu destaque à pesquisa realizada pela BEM TV Educação e Comunicação. Segundo os dados levantados, o desemprego entre jovens é de 34,7% em São Goncalo. É um terço da mão de obra até 29 anos parada. Simplesmente não trabalham. A matéria […]

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Nessa segunda semana de julho de 2018, a coluna do Ancelmo Gois, no O GLOBO, deu destaque à pesquisa realizada pela BEM TV Educação e Comunicação. Segundo os dados levantados, o desemprego entre jovens é de 34,7% em São Goncalo. É um terço da mão de obra até 29 anos parada. Simplesmente não trabalham.

A matéria tem um tom calamitoso. Ela compara nossa situação a países como o Haiti, um dos mais miseráveis das Américas, e Síria, que ainda está na saindo de uma dolorosa guerra interna. E apesar de nosso dia a dia não ser, nem de perto, comparável a esses países, é preciso olhar esses dados com atenção. Afinal, eles revelam algo que percebemos com clareza: o aumento da violência nos últimos 8 anos.

Desemprego entre jovens gonçalenses

Taxa de jovens desempregados em São Gonçalo ajuda a compreender aumento da violência

O marco que sempre faço questão de pontuar é a invasão do Complexo do Alemão, em 2010. A partir daquele evento, as redes criminosas se movimentaram em todo o Rio de Janeiro.

É perceptível que São Gonçalo entrou na rota de distribuição de drogas com mais intensidade nessa década. Especialmente na distribuição, com carregamentos que entram via Baía de Guanabara, na região do Salgueiro. A ponte criada pelo Comperj/Petrobras sobre o rio Alcântara teve sua utilização reinventada. E a infraestrutura trazida pelo setor privado fez crescer o crime no Leste Fluminense.

São Gonçalo tem características particularmente interessantes para o tráfico de drogas fluminense. Fica ao lado de Niterói, cidade com maior proporção de ricos no país, além de ser caminho para um dos maiores pólos turísticos do estado: a região dos Lagos. Essas características geográficas combinadas com desemprego entre jovens, que estão sem perspectiva e ansiosos para ter tudo que vêem na televisão, no Youtube, na internet, tornam nossa cidade o lugar perfeito para ter mão de obra barata e descartável para o crime.

Mas São Gonçalo inteira é assim?

Não. E a prova é o Mapa das Barricadas, que ilustra bem a ausência do estado nas regiões.

Na próxima década, nossa população tende a aumentar ainda mais, tornando-se ainda mais complexa. E acredite, com a chegada de mais armas e políticos oriundos de milícias, tráfico ou associação com o tráfico (principalmente), vamos lembrar com saudades da São Gonçalo dos anos 2000.

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Nem a morte livra o gonçalense do sofrimento https://simsaogoncalo.com.br/nem-a-morte-livra-o-goncalense-do-sofrimento/ https://simsaogoncalo.com.br/nem-a-morte-livra-o-goncalense-do-sofrimento/#respond Wed, 27 Jun 2018 10:20:29 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6672 O morador da cidade de São Gonçalo, em geral, leva uma vida difícil. As condições da maternidade pública são as mesmas de qualquer unidade de saúde pública brasileira, ruins. Quase não existe incentivo à educação durante a infância e a adolescência. A juventude é vivida sem propósito nas ruas, ameaçada pelo crime e pelas drogas. E […]

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O morador da cidade de São Gonçalo, em geral, leva uma vida difícil. As condições da maternidade pública são as mesmas de qualquer unidade de saúde pública brasileira, ruins. Quase não existe incentivo à educação durante a infância e a adolescência. A juventude é vivida sem propósito nas ruas, ameaçada pelo crime e pelas drogas. E o restante da vida é marcado por instabilidade profissional e dificuldades financeiras.

Quando a morte chega, o sofrimento continua, não há descanso. O gonçalense leva até 5 dias pra ser enterrado em um cemitério abandonado, tomado pelo mato e pelo lixo, em covas tão rasas que frequentemente os restos mortais de outras pessoas estão expostos ao lado. Caso queira condições fúnebres melhores, a família do falecido, tão pobre quanto ele, precisa gastar suas economias pagando propina.

De acordo com a denúncia de uma ex-funcionária da Prefeitura que coordenava os cemitérios municipais e inúmeros relatos nas redes sociais, denúncia que motivou uma audiência pública na Câmara Municipal, quanto maior o desespero e a urgência para enterrar um parente ou amigo, mais caro será o suborno pago à funerária, ou a algum intermediário do Governo Nanci, e depois repassado à Prefeitura. A propina para agilizar um enterro ficaria entre R$ 1 mil e R$ 3 mil. Algo cruel até para os padrões de corrupção e criminalidade de São Gonçalo, cidade onde a Justiça e a liberdade de imprensa já sofreram ataques de bandidos.

Requerida pelo vereador Sandro Almeida, a audiência pública resultou em tentativa de abertura de CPI que só não foi possível porque os vereadores Professor Galo (PPS), Natan (PSB) e Cacau (PRTB) assinaram o documento de abertura e depois retiraram suas assinaturas (Jornal Extra).

Vereadores indecisos a respeito da função para a qual foram eleitos fazem parte da origem do sofrimento gonçalense. Diante de uma denúncia grave levada à Câmara e à imprensa, e da situação calamitosa vista nos cemitérios, nada mais racional do que instaurar uma comissão parlamentar para investigar o caso. Só 9 vereadores, de um total de 27, pensam assim.

Oficialmente a Prefeitura disse que a gestão dos quatro cemitérios municipais, São Miguel, São Gonçalo, Pacheco e Ipiíba, está se recuperando de problemas herdados dos governos anteriores, não há desvio de dinheiro e as contas do setor estão no azul. A posição da Prefeitura não encontra amparo na realidade. Há relatos de desaparecimento de ossadas. Equipes de reportagem filmaram restos mortais dentro de sacolas plásticas de supermercado, sem identificação. Após a morte, pra completar seu sofrimento, o passado do gonçalense é apagado e ele deixa de existir.

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Rua no Sacramento reflete o abandono de boa parte de São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/rua-no-sacramento-esburacada-sg/ https://simsaogoncalo.com.br/rua-no-sacramento-esburacada-sg/#respond Thu, 21 Jun 2018 11:00:32 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6659 É uma rua no Sacramento. Mas poderia ser em qualquer outro ponto de São Gonçalo. Quando o calçamento chega, muita das vezes feito com asfalto, é aquela festa. Mas bastam chegar os meses chuvosos ou mesmo um vazamento de água para constatarmos a real qualidade do trabalho que foi feito. Pior ainda quando o sistema de […]

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É uma rua no Sacramento. Mas poderia ser em qualquer outro ponto de São Gonçalo. Quando o calçamento chega, muita das vezes feito com asfalto, é aquela festa. Mas bastam chegar os meses chuvosos ou mesmo um vazamento de água para constatarmos a real qualidade do trabalho que foi feito.

Pior ainda quando o sistema de esgoto não dá conta. Além de não conseguirmos andar nas ruas, temos que lidar com o esgoto no pé, indo ou vindo do estudo ou do trabalho.

Foto de uma rua no bairro Sacramento, em São Gonçalo, Rio de Janeiro. O chão tem um buraco com água de esgoto, deixando a rua perigosa para pedestres.
Rua no Sacramento, São Gonçalo (Foto @SG_vai_mudar)

As fotos do post foram retiradas do Twitter do grupo “São Gonçalo Vai Mudar”. Vale publicar aqui o relato do post:

Esse é o estado da rua no sacramento. isso é uma vergonha! dentro dessas poças de água têm vários buracos. já houve vários acidentes, pois como está sempre cheio de água as pessoas não conseguem ver os buracos! Isso em na rua principal, em frente ao depósito de gás.

Foto de uma rua no bairro Sacramento, em São Gonçalo, Rio de Janeiro. O chão tem um buraco com água de esgoto, deixando a rua perigosa para pedestres.
Rua no Sacramento, São Gonçalo (Foto @SG_vai_mudar)

Essas ruas refletem uma realidade típica de boa parte das prefeituras do Brasil: a falta de planejamento. De quatro em quatro anos, a produção de asfalto aumenta, por conta da prestação de contas fictícia feita nas eleições. Meses depois, a realidade crua chega à nossa porta, literalmente.

Há quatro anos atrás, em 2014, apenas 80% das estradas eram pavimentadas dignamente. E hoje, em 2018? Estradas e ruas internas das cidades poderiam ter calçamento com vida útil maior, mas cabe a nós cobrarmos o quanto pudermos para que esse cenário melhore.

Cidade Quebrada: Como será o Leste Fluminense daqui a 20 anos?

Publique no Twitter ou mande no Facebook.com vídeos e fotos sobre lugares em São Gonçalo, Niterói, Maricá, Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeira de Macacu, em todo o Leste Fluminense. Nossa ideia é documentar e reunir os problemas aqui no site do SIM São Gonçalo. #CidadeQuebrada

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Formandos de 1996 – As Realidades Gonçalenses https://simsaogoncalo.com.br/formandos-1996-realidades-goncalenses/ https://simsaogoncalo.com.br/formandos-1996-realidades-goncalenses/#respond Wed, 20 Jun 2018 22:34:20 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6439 A menina que tinha cheiro de pássaros casou com o menino que lia quadrinhos do Demolidor na hora do recreio, sob o pé de manga. A menina com cheiro de pássaros usava um casaco de mangas compridas maiores que sua mão, e todo mundo achava que ela se cortava ou tinha alguma queimadura, mas ninguém […]

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A menina que tinha cheiro de pássaros casou com o menino que lia quadrinhos do Demolidor na hora do recreio, sob o pé de manga. A menina com cheiro de pássaros usava um casaco de mangas compridas maiores que sua mão, e todo mundo achava que ela se cortava ou tinha alguma queimadura, mas ninguém nunca pode ter certeza porque ela usava aquele casaco azul de listras mesmo quando estava calor. O menino que lia os quadrinhos do Demolidor debaixo do pé de manga apanhava de vez em quando por não interagir com as outras crianças, até que um dia ele pegou um bastão e foi na direção do gordo e deu uma pancada em seu joelho que o fez cair no chão da quadra de terra. Não era nenhum super-herói, o menino que lia quadrinhos do Demolidor, e o gordo levantou e o fez comer a própria cueca.

O gordo foi trabalhar na oficina do pai e nunca se casou. Em suas unhas roídas quase no sabugo a graxa parecia tatuada pra nunca mais sair. Poucos além de mim foram falar com ele, e pude perceber um sorriso humilde que eu nem sequer imaginara existir, ele geralmente exibia todos os dentes da boca quando batia nos meninos menores – inclusive quando fez o menino que lia Demolidor engolir sua própria cueca, ou quando quebrou o relógio novo da garota crente.

A garota crente levou seus três filhos mas nenhum dos maridos. O menino que tinha bigode aos 13 anos agora ostentava uma taturana em cima do lábio superior – em contraste com seus esparsos cabelos encanecidos – e conversava alegremente perto da mesa de frios com a garota que tinha uma perna menor do que a outra. Duas das três tchotchomeris conversavam com os rapazes do futebol – a outra havia morrido de câncer ainda na faculdade. Só andavam juntas, iam aos bailes juntas e escutavam funk (“tchotchomeri”, naquele tempo). Passaram no vestibular e cursaram direito juntas. O craque do futebol trabalhava em uma loja de materiais de construção, e o goleiro que ficara invicto durante todo intercolegial de 95 até tomar o gol da final agora fazia bicos como eletricista.

Eu, que nunca fora bonita, popular ou inteligente, circulava por todos os grupos com desenvoltura. Tive que vender os doces que minha mãe fazia no último ano de segundo grau e acabei tendo uma boa relação com todos, todos aqueles adultos em fase de formação e que achavam que os problemas da adolescência durariam pra sempre. Naquele pátio de terra da escola estadual, moldávamos a ferro e fogo social as nossas personalidades, nunca imaginando os anos que ainda teríamos pela frente, ou que a vida era tão mais dura. Os rapazes da banda bebendo o velho licor de menta no canto, a filha da inspetora com suas bijuterias vistosas dando mole para o professor de Geografia (que ainda usava barba de revolucionário, apesar do cabelo parecer ter fugido pra Cuba), o CDF solitário que continuava no canto lendo alguma coisa – desta vez, e-mails no celular.

Olhava a todos, e só conseguia pensar no amor que sentia por aquelas pessoas, que participaram de minha vida em um momento tão importante e que haviam se perdido por esse mundão de Deus, agora todos reunidos sob o mesmo teto, sob as mesmas brincadeiras antiquadas que nos faziam sentir em casa. Até que Reginaldo me chamou na mesa de frios com um sorriso aquecido, e eu esqueci todos os devaneios e lembrei apenas daquele primeiro beijo sob a mangueira, quando o menino que lia quadrinhos do Demolidor faltara porque estava doente.

Ilustração: Paulo Rodrigues (@ilustrepaulo)

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Razões para acreditar em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/razoes-para-acreditar-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/razoes-para-acreditar-em-sao-goncalo/#respond Fri, 15 Jun 2018 10:59:42 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6653 Problemas graves afetam o município de São Gonçalo. A pobreza é o maior deles. O percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até meio salário mínimo é de 34,5% (IBGE). Há tantas outras deficiências que gonçalenses decepcionados e revoltados gritam nas redes sociais que sua cidade está condenada ao fracasso. Contestando a […]

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Problemas graves afetam o município de São Gonçalo. A pobreza é o maior deles. O percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até meio salário mínimo é de 34,5% (IBGE). Há tantas outras deficiências que gonçalenses decepcionados e revoltados gritam nas redes sociais que sua cidade está condenada ao fracasso. Contestando a realidade e criando soluções, mesmo pequenas, essas pessoas são a primeira razão para acreditar em São Gonçalo com dias melhores.

A revolta e a decepção são sentimentos de transformação universais. Além disso, qualquer cidade é complexa demais pra ser considerada eternamente fracassada. A vida não para. Se a indiferença desanima parte da segunda maior população do Estado do Rio de Janeiro, boa parcela se esforça diariamente para realizar seus sonhos no município, como professores, artistas e empreendedores.

Para acreditar em São Gonçalo, precisamos conversar com as pessoas na rua, abandonar o próprio mundo, conhecer a coragem daqueles que dedicam a vida ao crescimento municipal. O exemplo deles é inspirador.

Eu resolvi pedalar do Vila Três até o Centro da cidade. Puxei assunto com um jornaleiro e ele me disse que São Gonçalo é boa. E que pra melhorar basta colocar fiscalização séria nas ruas contra a desordem urbana e criar turmas de varrição noturna. Uma menina de 12 anos do Vila Três está chateada com a sujeira que vê na Rua da Feira, no caminho para a escola. A solução que ela propôs também é simples: a Prefeitura cuidar da cidade. Meu último entrevistado foi um menino de 7 anos de idade. Ele disse que a cidade não é boa porque é ruim, e que não tem como melhorar porque ela é horrorosa. Muitos gonçalenses adultos são tão limitados quanto ele quando refletem sobre a própria cidade.

Do Centro fui à Praça do Rodo, ali do lado. Curiosamente ela estava sendo preparada para um evento de empreendedorismo numa parceria da Prefeitura com o SEBRAE. Iniciativa ótima para uma cidade que empreende em qualquer canto, calçada e buraco. Negócios criados por pequenos empreendedores são os principais geradores de emprego no mundo inteiro.

Em momentos de crise social, como essa que São Gonçalo atravessa, os jovens renovam as esperanças do bairro, da cidade e do país. São Gonçalo tem juventude politicamente ativa. Conta com oferta de educação gratuita, danças, lutas, cooperativas de reciclagem e dezenas de iniciativas que não faço ideia. Para cada problema, um projeto em funcionamento para combatê-lo.

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Pequenos detalhes https://simsaogoncalo.com.br/pequenos-detalhes/ https://simsaogoncalo.com.br/pequenos-detalhes/#respond Mon, 11 Jun 2018 21:44:43 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6443 Um grande amor é formado por uma vasta colheita de pequenos detalhes. Você salvou a minha vida pelo menos duas vezes – aquela em que a gente passou no meio do tiroteio e você deu a ré no carro do teu pai pra fugir foi uma delas – mas são os passos mínimos do balé […]

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Um grande amor é formado por uma vasta colheita de pequenos detalhes. Você salvou a minha vida pelo menos duas vezes – aquela em que a gente passou no meio do tiroteio e você deu a ré no carro do teu pai pra fugir foi uma delas – mas são os passos mínimos do balé da convivência que me fazem falta.

Você não largava a toalha na cama, mas a deixava pendurada na porta de qualquer jeito, toda amarfanhada, e ela continuava molhada do mesmo jeito. Mas você também tinha a mania de esticar a passadeira da cozinha porque tinha medo de que eu caísse. “Vocês parecem que têm o pé de enceradeira”, toda vez, e eu ria, tentando imaginar o que seria um pé de enceradeira. Você fazia café pra mim, o melhor café que eu já tomei em toda a minha vida. Eu sentada no sofá, mexendo no celular, e você vindo com aquela caneca do nosso enxoval – aquela branca, com uma rachadura visível e que você não deixava eu jogar fora – e o café fumegando (“não pode deixar a água ferver senão cozinha o pó”; cheio de métodos, o seu pequeno mundo caótico). E agora, que você se foi, quem vai fazer café pra mim?

Sua voz se levantava uma oitava quando falávamos de amor. Você franzia o nariz sem perceber, e fazia uma cara de menino envergonhado que você deve ter feito no primeiro amor. Eu só especulava tal evento, claro, sem o menor ciúme dessa menina, porque tenho certeza de que ela não percebeu, e nem você. Mas eu achava bonitinho quando você queria pedir alguma coisa, e encostava a testa na minha, olhava e falava baixo. Eu ouvia, ouvi todas as vezes, mas perguntava “o quê?” só pra você repetir novamente – às vezes mais de uma vez, porque gostava também do tom de sua voz quando se exasperava de leve (não brigando, essa melodia nunca me agradou). Eu conhecia cada nota, cada escala que sua voz solfejava na vida e as lia como partituras em braile. E não pude ouvir o seu compasso final.

Você ria das piadas da TV, de pessoas se estuporando nas tardes de domingo por tentarem coisas idiotas enquanto o Faustão desfilava seus bordões rotos. Nomeava cada cinema que São Gonçalo já teve (“Aqui em Santa Catarina era o Cine Floresta!”) toda vez que passava por um, apenas para dizer “esta cidade já teve onze cinemas de rua”, e sempre terminava falando do cinema da Venda da Cruz e sua sessão dupla de sexo e caratê. Dessa vez eu não ria apenas para te agradar, eu realmente achava engraçado os nomes dos filmes e suas combinações (“Era ‘Operação Dragão´ em letras maiores e ‘Minha cabrita, minha tara’ embaixo, dá pra acreditar?”, e eu ria e ria dentro do carro). Do que eu vou rir agora?

Os risos, as falas, as falhas, a coreografia cotidiana da rotina em que rodávamos no salão da vida, olhando para a orquestra a esperar a próxima música e não percebíamos os sublimes movimentos que fazíamos na pista lotada. Os gigantescos detalhes mínimos que constroem um amor tão bonito como o nosso, e que nos envolvia de forma tão aconchegante quanto um edredom velho – como aquele, do mesmo enxoval que a xícara rachada.

E agora, sem você aqui, a realidade é uma colcha esburacada, com a qual tento me cobrir para me proteger de todo frio do mundo.

Ilustração: Paulo Rodrigues (@ilustrepaulo)

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Como não jogar lixo no chão https://simsaogoncalo.com.br/como-nao-jogar-lixo-no-chao/ https://simsaogoncalo.com.br/como-nao-jogar-lixo-no-chao/#respond Sat, 09 Jun 2018 12:06:43 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6646 O governo Nanci é o maior culpado pela sujeira em São Gonçalo. As lixeiras, quando existem, transbordam. A coleta é irregular e mal planejada, o que leva comunidades inteiras a jogar sacolas de lixo, todos os dias, na esquina mais próxima. O prefeito ignora as empresas que poluem o município livremente, também não multa os gonçalenses […]

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O governo Nanci é o maior culpado pela sujeira em São Gonçalo. As lixeiras, quando existem, transbordam. A coleta é irregular e mal planejada, o que leva comunidades inteiras a jogar sacolas de lixo, todos os dias, na esquina mais próxima. O prefeito ignora as empresas que poluem o município livremente, também não multa os gonçalenses sujões. Cada um de nós, entretanto, pode ajudar a manter a limpeza não jogando lixo no chão.

Onde o morador da Favela da Central, no Raul Veiga, vai deixar seu lixo já que o caminhão da coleta não entra na favela? E o morador das ladeiras estreitas, onde nem carro de passeio consegue passar? Nanci deveria sair do Gabinete, no número 100 da rua Feliciano Sodré, entrar na favela, subir as ladeiras e combinar com cada morador o dia e a hora da coleta. O cidadão entregaria seu lixo diretamente ao caminhão ou deixaria seu lixo no coletor mais próximo da sua casa. Sem regularidade no serviço, sem disciplina e vontade pública, e sem coletor nem caçamba de lixo, não vai dar.

Agora vem a nossa parte. Se você terminou de fumar um cigarro, procure uma lixeira e jogue a guimba nela. Se a lixeira estiver cheia demais, algo comum em São Gonçalo, enrole a guimba em um pedaço de papel e guarde no bolso.

Saia de casa com uma sacola plástica dobrada dentro do bolso. Se comer um salgado e não encontrar nenhuma lixeira, não jogue o guardanapo no chão, nem o copo de GuaraCrac. Tire a sacola do bolso, guarde seu lixo nela e leve para casa para entregar ao caminhão da coleta. Vale para qualquer produto que consumir.

Muitos jogam lixo no chão porque “todo mundo joga”. Não é a resposta certa. Você joga lixo no chão porque é preguiçoso. Se todo mundo resolver tomar um banho no imundo Rio Alcântara, na altura da Rua da Feira, você vai tomar também? Não vai porque age com responsabilidade em relação à própria saúde. O lixo é seu, de mais ninguém, e também exige que você seja responsável com ele. Na verdade, cada cidadão do mundo atual deve se preocupar com muito mais do que não jogar lixo no chão. É preciso gerar menos lixo e reciclar o máximo que pudermos.

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São Gonçalo tem jeito? Depende de quem a vê https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-tem-jeito-depende/ https://simsaogoncalo.com.br/sao-goncalo-tem-jeito-depende/#comments Mon, 04 Jun 2018 14:15:54 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6613 O Brasil é um país com três capitais distintas. São Paulo, a financeira. Brasília, a administrativa. E o Rio de Janeiro, a cultural. São Gonçalo, bem como todas as outras cidades ao redor da Baía de Guanabara, sofre dessa dualidade de efeitos benéficos e maléficos pela proximidade com a polêmica capital fluminense. Diferente das cidades da […]

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O Brasil é um país com três capitais distintas. São Paulo, a financeira. Brasília, a administrativa. E o Rio de Janeiro, a cultural. São Gonçalo, bem como todas as outras cidades ao redor da Baía de Guanabara, sofre dessa dualidade de efeitos benéficos e maléficos pela proximidade com a polêmica capital fluminense.

Diferente das cidades da baixada, pouco desenvolvidas há uns 100 anos atrás, São Gonçalo era o oposto. A tal “Manchester Fluminense” se desenvolveu e caiu na mesma velocidade. Por este motivo, é possível afirmar que vivemos a decadência, enquanto a baixada a ascendência. Sendo que, atualmente, nem no mesmo nível estamos mais, visto que eles tendem a crescer ainda mais regionalmente.

E numa trajetória descendente, o que nos faria encontrar novamente o caminho de um desenvolvimento relevante e sustentável?

O que faria essa cidade ter jeito?

A resposta é uma só: pessoas. Especialmente aquelas que São Gonçalo expulsa de si.

Longe de mim acreditar que a cidade faz isso de propósito. Não faz! Pelo contrário. Nos momentos mais dolorosos, é o primeiro refúgio de todos os “expatriados” desse nosso país.

É consenso entre muitas pessoas que já foram da cidade que, por mais problemas que tenhamos, as boas memórias são as que ficam. E a cada vez que rodamos o mundo, são as mesmas lembranças que nos fazem a olhar para este território ao lado Leste da Baía de Guanabara com esperança.

Porém, há um outro tipo de pessoa que impede que novas visões de mundo cheguem até aqui. São os “nacionalistas”. Eles acreditam que toda a solução de São Gonçalo mora nela. Alguns até dizem inspirar-se em paulistas e cariocas para pensar assim.

Porém, o exemplo principal das duas maiores cidades brasileiras é completamente diferente: enquanto elas atraem os cérebros e mão de obra qualificada, os nacionalistas gonçalenses, os repelem. Até o atual prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, é gonçalense.

Estamos tão perto do maior cartão postal da América Latina, próximos ao Galeão que nos conecta a diversos aeroportos com vôos diretos para diversos pontos do mundo, mas quando cruzamos o Rio Bomba, parece que nada mudou.

Ainda sim, São Gonçalo tem jeito?

Se começarmos a entender nossas potencialidades, fazendo parcerias com todos os territórios ao redor, rechaçando esse bairrismo triste das mentes sem futuro, talvez tenhamos jeito sim.

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Moradores jogam lixo nas ruas de Nova Cidade mesmo em dias de coleta https://simsaogoncalo.com.br/moradores-jogam-lixo-ruas-nova-cidade/ https://simsaogoncalo.com.br/moradores-jogam-lixo-ruas-nova-cidade/#comments Wed, 30 May 2018 14:24:07 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6633 Venho reclamar da situação da Rua Fortunato Luz, em Nova Cidade. Aqui, como em outros pontos de São Gonçalo, moradores jogam lixo nas ruas sem pudor. O despejo ilegal de dejetos na esquina da rua é frequente. Possuímos coleta de lixo as terças, quintas e sábados, sendo que mesmo assim as pessoas jogam lixos diversos […]

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Venho reclamar da situação da Rua Fortunato Luz, em Nova Cidade. Aqui, como em outros pontos de São Gonçalo, moradores jogam lixo nas ruas sem pudor. O despejo ilegal de dejetos na esquina da rua é frequente.

Rua Fortunato Luz, Nova Cidade

Possuímos coleta de lixo as terças, quintas e sábados, sendo que mesmo assim as pessoas jogam lixos diversos (sofá, colchão, tvs, cascalho de obra, etc) na calçada, impedindo a passagem de pedestre. A coleta é feita na madruga. Mas na manhã seguinte, já nos deparamos com vários lixos depositados na esquina.

Rua Fortunato Luz, Nova Cidade

Mesmo após o comércio local, a quitanda/hortifruti, ter confeccionado uma faixa de “Proibido Jogar Lixo” (como consta na imagem abaixo), as pessoas continuam a despejar seus lixos sob os postes.

Possuímos a Lei 12.305/2010 art.62 das infrações ambientais. Nela, é mencionado que o lançamento de resíduos sólidos ou rejeitos in natura a céu aberto que possa vir a causar poluição ou danos à saúde é proibido. Teoricamente, em seu descumprimento poderia ser aplicada uma penalidade, uma multa. Mas como podemos fazer com que essa lei seja de fato aplicada?

Rua Fortunato Luz, Nova Cidade

A Prefeitura de São Gonçalo tem o projeto (Operação Cidade Limpa) que vem colocando placas onde há câmeras de vigilância, especialmente em locais onde há constante despejo de lixo ilegal. Talvez assim possamos identificar os infratores.

Já o número que se tem para denúncia (2199-6378), não conseguimos entrar em contato em nenhum horário. Pedimos ajuda, pois as imagens anexas mostram que a prática de despejo de lixo se tornou frequente só nesse mês de maio.

Post enviado por Carolina Melo.

Cidade Quebrada: Como será o Leste Fluminense daqui a 20 anos?

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Moça bonita não paga – a mais bela do Clélia Nanci https://simsaogoncalo.com.br/moca-bonita-nao-paga/ https://simsaogoncalo.com.br/moca-bonita-nao-paga/#respond Tue, 29 May 2018 20:07:40 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6446 Andressa era a menina mais bonita do Clélia Nanci. Destoava em meio a tantas outras, de todas as formas e tamanhos: tinha os cabelos loiro-acobreados, como ouro velho, sempre no volume e tamanho certos. Na minha cabeça Andressa devia dormir em pé, dava sete e meia da manhã e ela já estava toda linda na […]

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Andressa era a menina mais bonita do Clélia Nanci. Destoava em meio a tantas outras, de todas as formas e tamanhos: tinha os cabelos loiro-acobreados, como ouro velho, sempre no volume e tamanho certos. Na minha cabeça Andressa devia dormir em pé, dava sete e meia da manhã e ela já estava toda linda na escola, com aquele cabelo liso escorrido armado, que ódio. Andressa era branca, lábios rosados e olhos azuis, toda diferente de todos nós, mestiçados e selvagens. Ninguém entendia muito bem o que Andressa fazia ali no meio da gente, alguém uma vez me disse que o pai dela tinha perdido muito dinheiro no Plano Collor, foram muito ricos e agora estavam exilados na Brasilândia. Na minha cabeça eu não via nada demais naquilo, moro aqui desde que nasci, mas dizem que pobre se acostuma a ficar rico rápido, porém o contrário é mais difícil – e deve ser mesmo.

Ela ficou mocinha antes de todas nós. Não demorou Andressa já tinha peito e quadril, o que começou a atrair principalmente meninos mais velhos das séries acima da nossa. Nos encontros do EAC ela brilhava, todos os rapazes babavam por Andressa, enquanto nós ficávamos relegadas às dinâmicas de grupo e sonhos de consumo distantes.

Encontrei Andressa outro dia, atravessando a rua em frente à prefeitura. Tantos anos se passaram, e ela continua linda, impossível de passar despercebida aos olhares masculinos. O mesmo cabelo, o mesmo sorriso, o mesmo corpo espetacular. Era final do dia, uma quinta-feira, e – por que não? – chamei Andressa para compartilhar um chopp no Rodobier. “Mas hoje é quinta-feira!”, ela ainda disse. E o que tem? Sexta-feira é dia de azaração, gosto de beber um dia antes, quando eu posso relaxar da semana e contemplar as pessoas sem ser importunada com olhares gulosos e telefones em guardanapos sujos.

“Eu nunca encontrei o amor”, foi uma das primeiras coisas que disse, assim que chegou o chopp. Quando uma pessoa lança um assunto com este grau de nada a ver dentro do papo, eu a deixo falar. O assunto pode parecer alheio, mas se a informação incoerente brota de inopinado, é porque ela pensa muito nisso e não tem ninguém com quem compartilhar.

E ela falou.

Contou-me que passara por três casamentos complicados nesses anos, tempestuosos e breves. Dois deles envolveram algum tipo de violência, e o primeiro lhe deixara um filho, que morava com o pai no exterior. Entre umas tulipas e outras, confidenciou: “Acho que nunca nenhum deles me amou de verdade. Quando conheciam quem realmente sou, o casamento acabava.”

Eu bebericava e murmurava “ahn hans” e “que issos”. Eu e meu marido (ex-marido, mas isso não vem ao caso) nos conhecemos bem antes de nos casarmos – e por isso casamos, inclusive. Ele não amou o que eu apresentava para o exterior, mas sim o que eu ofereci só a ele, e só ele conheceu. Mas não podia falar isso, de maneira alguma. Eu tinha à minha frente a menina mais bonita da escola, que esnobava a todos e jogava em nossas caras a nossa insignificância no quadro geral da ditadura da beleza estabelecida pela mídia. Eu devia até sentir um certo júbilo, ao ver o produto mais bonito da vitrine havia sido devolvido tantas vezes, mas não consegui. No lugar disso, uma queimação como uma azia se formava dentro de mim, um enjoo ao contrário ao qual eu não estava acostumada.

Mais algumas tulipas – entremeadas por uma carne frita em tiras e cebola – ela disse, já com a boca mole: “Eu sei que vocês todas me invejavam na escola, Damiana. Mas deixa eu te falar uma coisa: a beleza é um fardo.”

Eu ia falar que ser feio era pior, apenas como um chiste, mas não consegui. Só então reconheci o que eu estava sentindo. Era pena. Eu senti pena de Andressa.

Pagamos a conta e nos despedimos com o velho “vamos marcar alguma coisa”. No abraço apertado – e cheiroso – o enjoo voltou mais uma vez e eu entendi a frase dos vendedores ambulantes em uma profundidade que nem eles conhecem: “Moça bonita não paga – mas também não leva”.

Ilustração: Paulo Rodrigues (@ilustrepaulo)

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Dureza – a pílula azul de Bernardo da Trindade https://simsaogoncalo.com.br/dureza-pilula-azul/ https://simsaogoncalo.com.br/dureza-pilula-azul/#respond Fri, 25 May 2018 17:03:54 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6437 – Deu duro, tome um Dreher. A frase da propaganda antiga ecoava na cabeça de Bernardo, enquanto se mirava no espelho do banheiro. Parecia olhar um estranho, já que o homem no espelho envelhecera muito desde a última vez que estivera ali, com aquela mesma companhia. O homem no espelho não era ele. Há trinta […]

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– Deu duro, tome um Dreher.

A frase da propaganda antiga ecoava na cabeça de Bernardo, enquanto se mirava no espelho do banheiro. Parecia olhar um estranho, já que o homem no espelho envelhecera muito desde a última vez que estivera ali, com aquela mesma companhia. O homem no espelho não era ele.

Há trinta anos, naquele mesmo motel, dois jovens apaixonados fundiram seus corpos em um, recitando baixinho juras de amor eterno e rindo de doces amenidades. O quarto era mais modesto – as rendas de um jovem não dão direito a luxos – mas fora ali mesmo que Bernardo e Nathália haviam sido tão felizes (o motel mais perto, o que menos maltrataria o taxímetro).

– Você não vem? – a voz de Nathália passava pela porta do banheiro. Trinta anos depois, o frio na barriga, a antecipação do toque, o cheiro dilatando as narinas. Os dois haviam se casado, construído suas famílias – em separado, cada um com a sua. Encontravam-se muito ocasionalmente pela cidade, entre ônibus, filas de banco e supermercados. Enquanto Bernardo era substituído gradualmente por aquele homem no espelho, a vida esculpira Nathália com os caprichos de um ourives, engastando aqui e ali pedras de beleza em carne. Um esbarrão casual, oito palavras, doze olhares, e em menos de uma semana estavam ali. E tudo que Bernardo queria agora era um Dreher. Sua mão direita apertava uma decisão difícil, e seus punhos cerravam mais que os dentes.

Afinal, o homem no espelho não era mais um garoto. “Prefiro morrer a ficar brocha!”, dizia a seus amigos dos bares da Trindade, alardeando sempre a falsa confiança de macho latino herdada de não sei quando. A frase passara de engraçada a desafiadora e, com o tempo, foi substituída por “os dois piores momentos da vida de um homem são a primeira vez que ele não consegue dar a segunda e a segunda vez que não consegue dar a primeira!”. Risos – agora tensos – e mais uma rodada de cervejas. O sol do vigor ia se pondo vermelho no horizonte para todos, e os chistes viravam folclore.

Mas a vida era boa demais, e os interesses iam aos poucos se sobrepondo. A primeira vez da segunda chegou, a segunda vez da primeira, e a vida corria. “Nunca irei tomar nenhum remédio para ereção”, era agora o lema dos 50 anos, que ecoava mais em sua cabeça que por sobre o tira-gosto. Não se importava mais tanto com essa questão, sexo, performance, atletismo horizontal. Assumia seu poente com orgulho e altivez, e aguardava apenas o óbito final da paixão. Até aquele momento.

– Já vou, Nat! – abriu a mão, e o comprimido azul brotou no meio da palma esbranquiçada pela força. A decisão era difícil, o rosto tenso do Bernardo no espelho parecia cobrar a sua dignidade. E então relaxou, exibindo as linhas nos cantos dos lábios e sob os olhos. O homem no espelho ainda era ele, e dignidade e orgulho são penduricalhos que comprometem a aerodinâmica do amor.

A pílula azul voou para dentro de sua boca, e Bernardo saiu do banheiro para ganhar a suíte do Motel Green, onde Nathália o esperava ansiosa e tímida como a menina de 30 anos atrás.

Não sem antes trocar um olhar de cumplicidade com o espelho.

Ilustração: Paulo Rodrigues (@ilustrepaulo)

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Uma rua de Tribobó em completa destruição https://simsaogoncalo.com.br/rua-em-tribobo-destruida/ https://simsaogoncalo.com.br/rua-em-tribobo-destruida/#respond Thu, 24 May 2018 17:11:09 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6619 Mais uma rua em Tribobó entregue ao relento. E seu morador enviou via Twitter do @SG_vai_mudar a seguinte mensagem: “Gostaria de pedir que fosse novamente publicada a situação da Rua Expedicionário Francisco de Paula Moura Neto, em Tribobó. A rua fica ao lado da creche e do posto de saúde da região. A rua só […]

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Mais uma rua em Tribobó entregue ao relento. E seu morador enviou via Twitter do @SG_vai_mudar a seguinte mensagem:

“Gostaria de pedir que fosse novamente publicada a situação da Rua Expedicionário Francisco de Paula Moura Neto, em Tribobó. A rua fica ao lado da creche e do posto de saúde da região. A rua só piora. O descaso dos governantes é total… Cadê os vereadores? Cadê prefeito?”

Rua Francisco de Paula Moura Neto, em Tribobó

O mais lamentável do estado da rua em Tribobó é a péssima qualidade do calçamento implementado na rua. A camada asfáltica é tão mínima que o asfalto já esfarelou-se.

Rua Francisco de Paula Moura Neto, em Tribobó Rua Francisco de Paula Moura Neto, em Tribobó

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Vereadores parecem não acompanhar a Operação Lava Jato https://simsaogoncalo.com.br/vereadores-parecem-desconhecer-lava-jato/ https://simsaogoncalo.com.br/vereadores-parecem-desconhecer-lava-jato/#comments Mon, 21 May 2018 17:46:06 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6597 Estou assistindo às sessões da Câmara de Vereadores de São Gonçalo nos últimos tempos. Em momentos de baixa arrecadação, não dá para ver São Gonçalo indo para o buraco rapidamente sem falar nada. Alguns vereadores parecem não entender nem ao menos o motivo de estarem ali. É preciso conferir o que o legislativo problemático está fazendo com cada […]

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Estou assistindo às sessões da Câmara de Vereadores de São Gonçalo nos últimos tempos. Em momentos de baixa arrecadação, não dá para ver São Gonçalo indo para o buraco rapidamente sem falar nada. Alguns vereadores parecem não entender nem ao menos o motivo de estarem ali.

É preciso conferir o que o legislativo problemático está fazendo com cada centavo que pagamos todo dia.

E depois dessa sessão aqui (link), fica a questão, será que eles sabem realmente o que é fiscalizar o executivo?

Alguns vereadores parecem não fazer ideia do que é fiscalizar

Uma das últimas polêmicas do governo José Luis Nanci é a questão das OS (Organizações Sociais), que são empresas contratadas pelo poder executivo para gerenciar os equipamentos públicos. Atualmente, a grande questão é a OS contratada para gerir a saúde.

Basicamente, a prefeitura contratou a empresa, mas não divulgou os dados. A ponto de nem mesmo os vereadores terem acesso a isso. E no momento da câmara votar um requerimento, ou seja, um pedido para ver as contas, teve vereador se negando a fazê-lo.

Um vereador em especial, disse que pedir para ver as contas do contrato é “fazer um teatro”, insinuando que não é necessário fazê-lo. E complementou dizendo que ele já fiscaliza bastante, indo aos postos de saúde para ver se há insumos e se os profissionais estão trabalhando.

Resumindo: para alguns dos geniais vereadores, ver as contas do município tanto faz. Parece que não acompanham os processos da Operação Lava Jato.

Na famosa operação da Polícia Federal, o mais importante, justamente, são as contas. Especialmente os contratos fraudulentos, onde se compra três produtos, pagando por dez. Onde se contrata uma empresa para fazer um serviço, mas pagando o valor de cinco.

E ainda tem vereador achando que fiscalizar é só ir ao postinho para ver se aqueles para quem eles arrumaram um emprego estão trabalhando bonitinho lá.

Superfaturamento, sobrepreço, esquemas de licitação? “Ah, quem quer saber disso?” Pensam alguns vereadores.

Em pleno 2018, pode anotar: quando o Governo Nanci acabar em 2020, veremos mais vereadores e outros do executivo de São Gonçalo envolvidos em Operações da Polícia Federal.

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O sonho do menino construtor https://simsaogoncalo.com.br/goncalense-futebol-clube-menino-construtor/ https://simsaogoncalo.com.br/goncalense-futebol-clube-menino-construtor/#respond Fri, 18 May 2018 15:14:16 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6592 Amanhã, 19 de maio, começa a Segunda divisão do campeonato carioca de futebol profissional. Longe do glamour de Copas, de carrões e atrizes globais, vinte times dos mais variados rincões do Estado irão se estapear em estádios de várzea pela glória do acesso à primeira divisão – e o Gonçalense é um deles. Sou um […]

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Amanhã, 19 de maio, começa a Segunda divisão do campeonato carioca de futebol profissional. Longe do glamour de Copas, de carrões e atrizes globais, vinte times dos mais variados rincões do Estado irão se estapear em estádios de várzea pela glória do acesso à primeira divisão – e o Gonçalense é um deles.

Sou um apaixonado por futebol desde que me entendo por gente. Cresci com sangue rubro-negro, gozando dos auspícios daquele escrete absurdo dos 80. Acompanho, vejo, vibro, choro e fico puto. Copa? Quero ver todos os jogos, desde clássicos como Inglaterra e Alemanha (que clássico!) até Togo x Sérvia. Futebol é muito mais do que apenas futebol – mas nem é disso que queria falar.

Preciso confessar que o 7 x1 acabou comigo. Eu achava que entendia – pelo menos um pouco – de futebol, e me vi atônito assistindo ao massacre alemão. Ora, 7×1 é um placar dilatado até em peladas infantis, em uma Copa do Mundo, entre seleções gigantes, é uma aberração. Fiquei desolado com o futebol, sem nenhum sinal daquela paixão toda de outrora. Até que veio o Gonçalense, a Segundona, e eu me encantei novamente.

Eu já disse em vários de meus textos que esta cidade é um cemitério de sonhos. Um município de proporções consideráveis, com mais de um milhão de habitantes, e o signo da derrota cravado em seu DNA. Quantos já não tentaram e fracassaram? Muitos pedem cidadania no município vizinho, outros desistem, mas a verdade é que é muito difícil vencer em São Gonçalo. Você pode vencer APESAR de São Gonçalo, mas vencer EM São Gonçalo é para os raros.

E convenhamos: o futebol do Rio é fraco. Senhores – e senhoras, por que não? – nosso ufanismo é meRmo contagiante, mas a verdade (como se ela fosse minha) é que a representatividade nacional de nosso Estado é pífia. Nos últimos anos chegamos a ter menos times na primeira divisão do que Santa Catarina. Nada pessoal contra os barrigas-verdes, inclusive meus parentes por matrimônio que lá habitam, mas carregamos o peso da História e não estamos fazendo por onde merecê-lo. Solução? Não, não vejo. Mas que possamos tomar como exemplo o futebol de São Paulo, com times do interior fortalecidos. São Gonçalo e Niterói sempre forneceram craques para os grandes times, e nunca tiveram um time que abraçasse essa vocação e esses jovens, espalhados por nossos campinhos de pelada e quadras de colégio. Até pouco tempo.

Até um menino construtor sonhar alto, e decidir fazer um time na cidade. Dono de uma empresa de construção civil, Joacir decidiu um dia que deveria e poderia devolver a esta cidade tudo o que ela lhe proporcionou. Depois de uma passagem frustrada por outro time de São Gonçalo (criado com outras ambições), ele funda o Gonçalense Futebol Clube. O Tricolor Metropolitano, o time que já nasce com um milhão de torcedores. Às próprias expensas, inicia a construção de um estádio e um time em 2014, já campeão da Terceira Divisão, em cima justamente de seu maior rival (eu estava lá – mas um dia eu conto essa emoção). Em 2015, faz bonito na Segundona do Carioca, batendo adversários centenários e colocando São Gonçalo no mapa. Mas como em toda jornada do herói, nosso escrete sofre um forte revés.

A crise do setor de Construção Civil atinge com vontade, e se alia de forma nefanda ao descaso do Poder Público, que se recusa a validar a construção do estádio. Um projeto lindo, uma arena com capacidade para 40 mil pessoas, às margens da Niterói-Manilha (inclusive se tornando opção para os times de grande investimento), gorado no ninho pela inabilidade de nossos governantes. Não, não era dinheiro que o Gonçalense queria, o dinheiro vem todo do bolso da família Thomaz, do sonho daquele menino construtor, que gostava de futebol e queria ver sua cidade ter um time de expressão. Laudos, autorizações, endossos municipais Parecia que mais um sonho engrossaria as estatísticas em nossa cidade onirocida.

Mas peraí. Sábado agora começa a Segundona, e o Gonçalense estreia contra o Barcelona, lá no Los Larios. De time reformulado, O técnico Thiago Thomaz conta com novas caras e velhos amigos para o início de mais uma jornada. Nesta cidade de mais de um milhão de habitantes, é quase uma obrigação a todos que gostam de futebol apoiar. Torcer, ir aos jogos (eu vou!), participar do dia a dia do clube. Porque não podemos deixar mais este sonho morrer, não é só o Joacir, o Thiago e o Rodrigo Santos: somos todos nós.

PS.: Eu fiz um hino para o Gonçalense. Bom, pode não se nunca o hino do Gonçalense Futebol Clube, mas é o MEU hino para o escrete. Com amor.

Hino do Gonçalense Futebol Clube
(Rodrigo Santos)

Do sonho do menino construtor
Nasceu o mais novo amor dessa cidade
Seus guerreiros são forjados no calor
Tua conquista é a nossa felicidade

Com as bênçãos do Santo Violeiro
E a paixão da Manchester fluminense
A coragem estampada em seu manto
Estamos juntos, meu eterno Gonçalense!

Escrevendo a nova história da cidade
Vem demonstrar, no gramado, o seu valor
Com força de um milhão de apaixonados
Entra em campo o mais novo tricolor!

(refrão)
Do sonho à glória
Que bela a tua história
Ao teu lado quando perde e quando vences
Tricolor Metropolitano
Campeão de mais um ano
Tu representas a coragem, Gonçalense!

PS2: O time agora tem projeto de sócio-torcedor, vai lá! Junte-se a nós!

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Moção de aprausos para os vereador tudo ganhando 15 mil sem pobrema https://simsaogoncalo.com.br/mocao-de-aprausos-para-os-vereador/ https://simsaogoncalo.com.br/mocao-de-aprausos-para-os-vereador/#comments Fri, 18 May 2018 14:35:37 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6582 Sabemos que a educação de nosso povo é deficiente. E é uma tristeza ver que isso segrega a população brasileira em castas tão distintas. Entretanto, o nosso povo humilde, apesar da pouca instrução, merece que seus eleitos se esforcem num melhoramento educacional após chegarem ao poder. Mas não é o que acontece. Um caso claro […]

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Sabemos que a educação de nosso povo é deficiente. E é uma tristeza ver que isso segrega a população brasileira em castas tão distintas. Entretanto, o nosso povo humilde, apesar da pouca instrução, merece que seus eleitos se esforcem num melhoramento educacional após chegarem ao poder. Mas não é o que acontece. Um caso claro e incômodo é o legislativo gonçalense.

Diferente da maioria do povo, que ganha apenas 1 salário mínimo para trabalhar durante 8 horas por dia (quando há emprego), sem falar do tempo perdido no péssimo transporte, nossos vereadores ganham 15 mil reais e tem bastante tempo ocioso em sessões inócuas. Sem falar naqueles que nem sempre comparecem às sessões. Apesar dessas facilidades, insistem em não aprender o básico da língua portuguesa. Resultado: as sessões da câmara são um show de horrores linguísticos, recheado de ‘pobremas’ e ‘pubricações’ para todos os lados.

Moção de aprausos pros vereador tudo

Se alguns desses vereadores (ou postulantes ao cargo) conseguissem ler este texto por completo, certamente iriam usar sua “origem popular” para justificar a quantidade de erros linguísticos e dificuldades de formular ideias concisas. Mas essa conversa é velha em 2018. Afinal, esse argumento clássico já foi usado até por por ex-presidente, que falava errado em público para se aproximar de seus eleitores, insistindo na pauta que ele era assim porque “é do povo”.

Para mim, aliás, isso é um deboche, um desrespeito com as pessoas, além de ser um preconceito achar que todas as pessoas ao serem “do povo, ou seja, pobres, falem da forma A ou B. Aliás, conheço muita gente pobre que fala melhor que 50% da Câmara de Vereadores de São Gonçalo.

Com o tempo que se tem e o dinheiro que se ganha – repetindo: são 15 mil reais mensais – é inadmissível que não se invista em uma fonoaudióloga, professora de português ou outra profissional que os ajudem a falar melhor. Se as ferramentas mais usadas no legislativo são a fala e a escrita (se é que alguns sabem escrever), porque não melhorar sua ferramenta de trabalho?

No mercado de trabalho formal, seríamos demitidos.

Certamente, as pessoas que os elegeram não se incomodariam com a melhora na pronúncia de nossa língua. Se esforçar em falar melhor não prejudica. Na verdade, só elevaria a autoestima gonçalense, tão em baixa nos últimos tempos.

Falar errado num cargo eletivo é um desrespeito com a população

Se fôssemos um município do interior brasileiro, distante das principais capitais do Brasil, até entenderíamos a falta de acesso à educação. Mas não! Somos parte da 3ª megalópole da América Latina. Ainda sim, damos espaço a isso.

Logicamente, os poucos vereadores que tem qualificação logo são apontados como futuros prefeitos ou postulantes a cargos melhores. São flores no deserto que, vez ou outra, nem ao mesmo conseguem entender o que seus colegas estão falando, dada a dificuldade destes em se expressarem.

Para estes vereadores de melhor nível, é notável a paciência que eles têm ao se manterem ali. A câmara legislativa de São Gonçalo é um purgatório para os melhores quadros da política regional.

Dentre as várias discussões que acontecem, poucas se aproximam de projetos efetivos. Nos resta pedir aos mesmos que respeitem a cidade, trabalhando também em seu próprio melhoramento fonético e intelectual. Afinal, ganhar mais que 99% da população de seu Estado não é algo trivial. Muito menos brincadeira.

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Falta de educação faz pequenos lixões nas calçadas do Porto da Pedra https://simsaogoncalo.com.br/falta-de-educacao-pequenos-lixoes/ https://simsaogoncalo.com.br/falta-de-educacao-pequenos-lixoes/#respond Fri, 18 May 2018 14:12:00 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6586 A Rua Abílio José de Matos é a entrada do Porto da Pedra. As calçadas já não são muito largas e, infelizmente, o povo ainda completa a imundice jogando mais lixo na rua, obstruindo a passagem dos pedestres. Ficamos sem calçada por conta da falta de educação e de respeito ao próximo. Este ponto fotografado […]

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A Rua Abílio José de Matos é a entrada do Porto da Pedra. As calçadas já não são muito largas e, infelizmente, o povo ainda completa a imundice jogando mais lixo na rua, obstruindo a passagem dos pedestres. Ficamos sem calçada por conta da falta de educação e de respeito ao próximo. Este ponto fotografado fica pertinho da Pizzaria Roger e de outros comércios na região. via @JackmanDias

Cidade Quebrada: Como será o Leste Fluminense daqui a 20 anos?

Publique no Twitter ou mande no Facebook.com vídeos e fotos sobre lugares em São Gonçalo, Niterói, Maricá, Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeira de Macacu, em todo o Leste Fluminense. Nossa ideia é documentar e reunir os problemas aqui no site do SIM São Gonçalo. #CidadeQuebrada

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Ônibus da linha Fazenda vs Apollo III rodando em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/onibus-da-linha-fazenda-vs-apollo-iii-rodando-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/onibus-da-linha-fazenda-vs-apollo-iii-rodando-em-sao-goncalo/#respond Thu, 17 May 2018 20:13:29 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6575 “Esse é o estado dos ônibus em São Gonçalo. Pagando R$3,95 pra andar num carro totalmente sem manutenção, que inclusive quebrou o elevador de cadeirantes no meio da viagem. Sem condições. Linha Fazenda x Apollo III” Esse relato foi publicado por Titi 🌹@ruhfilnas, no Twitter. Confira o vídeo: Cidade Quebrada: Como será o Leste Fluminense […]

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“Esse é o estado dos ônibus em São Gonçalo. Pagando R$3,95 pra andar num carro totalmente sem manutenção, que inclusive quebrou o elevador de cadeirantes no meio da viagem. Sem condições. Linha Fazenda x Apollo III”

Esse relato foi publicado por Titi 🌹@ruhfilnas, no Twitter.

Confira o vídeo:

Cidade Quebrada: Como será o Leste Fluminense daqui a 20 anos?

Publique no Twitter ou mande no Facebook.com vídeos e fotos sobre lugares em São Gonçalo, Niterói, Maricá, Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeira de Macacu, em todo o Leste Fluminense. Nossa ideia é documentar e reunir os problemas aqui no site do SIM São Gonçalo.

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Por três vezes https://simsaogoncalo.com.br/por-tres-vezes/ https://simsaogoncalo.com.br/por-tres-vezes/#respond Wed, 16 May 2018 17:33:16 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6441 Na primeira vez eu tinha catorze anos. Veja bem, catorze anos não é uma idade, é um evento longo que dura pelo menos uns mil dias. Na cômoda do teu quarto ainda tem um ou dois bonequinhos articulados, ao lado de um perfume da Boticário e de uma lâmina de barbear que seu tio engraçadinho […]

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Na primeira vez eu tinha catorze anos. Veja bem, catorze anos não é uma idade, é um evento longo que dura pelo menos uns mil dias. Na cômoda do teu quarto ainda tem um ou dois bonequinhos articulados, ao lado de um perfume da Boticário e de uma lâmina de barbear que seu tio engraçadinho te deu e que não verá qualquer tipo de pelo ainda por um bom tempo. Gibis da Marvel e revistas de videogame compartilham sorrateiramente o espaço com revistas de mulheres nuas (não tinha internet, o mundo era mais duro àquela época), e você ainda sonha com a textura de um mamilo sob o tecido sintético do sutiã – bom, acho que já deu pra entender.

Ela era bonitinha, até. Mais baixa do que eu (o que não era demérito, eu sempre fui um pouco mais alto do que deveria), cabelos pretos, vestidinho de alcinhas. A festa era no playground do prédio do tio engraçadinho e como não me foi dada a opção de ficar em casa e jogar bola na rua, cruzei a Avenida da Contorno pra lá, para festinha de meu primo pequeno em Icaraí, com a família. Coloquei uma roupa mais “homenzinho” (meu pai me levara na Impecável Maré Mansa, e agora eu tinha camisa de botão e sapato), e fiquei surpreso ao ver que a festa não era só crianças remelentas correndo como loucas para lá e para cá, tinha uma menina de minha idade. Irmã de algum daqueles pirralhos, estava enfadada girando o refrigerante no copo de plástico como se fosse scotch. “Você não quer brincar também?”, perguntei sarcasticamente (deve ter sido deboche ainda, sarcasmo requer treino) e me sentei ao lado dela. De camisa de botão, sapato e cinto, eu me sentia um imberbe Humphrey Bogart.

Ela apenas riu, e eu não quis dar espaço. Disse-lhe meu nome, e arranquei-lhe o dela. E só. Para não ficar o silêncio constrangedor, emendei um comentário tolo e genérico.

– Criança é bicho estranho, não é? Correndo e gritando o tempo inteiro, só para pra comer.

– É, parece que veio tudo de São Gonçalo, essas crianças mal educadas.

Gelei. E agora foi ela que não deu espaço.

– Você é de onde?

– Moro no Rio.

Eu não podia, não devia, não queria falar que era de São Gonçalo. Engraçado que agora, olhando no retrovisor – onde tudo é menor –  eu nem creio que isso seria empecilho para aqueles beijos furtivos na escada do prédio dela, mas na hora achei que seria minha sentença de derrota, ou de morte, e neguei São Gonçalo pela primeira vez.

Na segunda vez eu era adulto, e nem dei importância. “Onde você mora lá no Rio?”, disse a morena em Olinda, com saias de frevo e os dentes mais brancos que já vi. “Moro na Tijuca”, e foda-se. Dessa vez nem foi vergonha, ia dar trabalho mesmo pra explicar em pleno carnaval onde ficava o subúrbio do subúrbio.

Agora, a menina que parece com a Patrícia França em Renascer (minhas referências são tão velhas quanto eu) volta do toilette desse bar cheio de frescuras que a turma do escritório escalou para o happy hour, e eu tenho certeza de que ela vai perguntar. Já concordamos que precisamos ir para algum lugar mais tranquilo onde possamos conversar (balela, senha compartilhada entre adultos que querem se conhecer melhor – biblicamente, inclusive e inclusivo), e eu sei que ela vai perguntar.

E antes do galo cantar, eu negarei São Gonçalo mais uma vez.

Ilustração: Paulo Rodrigues (@ilustrepaulo)

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Os bairros gonçalenses têm cor https://simsaogoncalo.com.br/os-bairros-goncalenses-tem-cor/ https://simsaogoncalo.com.br/os-bairros-goncalenses-tem-cor/#comments Sat, 12 May 2018 11:56:48 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6568 Não é preciso se esforçar pra perceber. Os 91 bairros oficiais de São Gonçalo podem ser agrupados em três cores que refletem a história e as características de cada um. No Arsenal, Laranjal, Coelho e Raul Veiga, uma cor predomina nos muros das casas e dos estabelecimentos comerciais, nas ruas, asfaltadas ou não, nos postes […]

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Não é preciso se esforçar pra perceber. Os 91 bairros oficiais de São Gonçalo podem ser agrupados em três cores que refletem a história e as características de cada um.

No Arsenal, Laranjal, Coelho e Raul Veiga, uma cor predomina nos muros das casas e dos estabelecimentos comerciais, nas ruas, asfaltadas ou não, nos postes de luz e nas árvores. As árvores perdem o verde e assumem a cor bege, amarelada, a cor da areia do mar. São bairros sem varrição da Prefeitura e de infraestrutura muito atrasada. Quando venta, a areia voa da sarjeta e arranha os olhos.

Acontece diferente nos bairros gonçalenses antigos, com maior oferta de serviços, asfalto e água encanada. São Gonçalo é cinza no Porto Velho, Neves, Centro e Gradim. Cinza da poluição do escapamento dos veículos. Das fachadas comerciais do início do século 20 há décadas sem pintar. Cinza das pichações nos muros, do tédio e da angústia de uma cidade onde poucos aproveitam sua oferta cultural.

A cor verde vence a areia do descaso e o cinza da sujeira em raríssimos bairros como Santa Isabel e Monjolos. Bairros com fazendas, sítios, plantações e gado, uma zona rural convidativa e agradável pra caminhar. Parece que saímos de São Gonçalo quando estamos dentro deles. O ar refresca as narinas, os pulmões e a alma. Dá vontade de deitar na grama e dormir.

Cada regra conta com suas exceções e para a minha teoria não seria diferente. Em cada bairro gonçalense o lixo nas ruas salpica um colorido além das três cores básicas, mas nada se compara com Alcântara. As lixeiras transbordando, os sacos plásticos, os copos e as embalagens espalhados no chão conseguem superar o cinza do bairro e deixá-lo multicolorido. Talvez até alegre. O Rocha fica entre o bege, o verde e o cinza. É um bairro em desenvolvimento. Camarão e Parada 40 são alguns bairros em que vejo certo equilíbrio de cores.

Prefiro os bairros verdes. Quem não abre mão de um centro comercial perto de casa prefere os cinzas. Os bairros beges estão sofrendo mais do que qualquer outro com o domínio das milícias e do tráfico de drogas, como o Jardim Catarina. Prefiro os bairros verdes, mas sem dispensar comércio, serviços, infraestrutura e segurança, combinação possível em São Gonçalo e em qualquer parte do mundo.

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Eu vi nosso amor na poeira – o casal do Engenho Pequeno https://simsaogoncalo.com.br/eu-vi-nosso-amor-na-poeira/ https://simsaogoncalo.com.br/eu-vi-nosso-amor-na-poeira/#comments Wed, 09 May 2018 14:24:11 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6448 Um soco na cara, no cinema, é sempre um acontecimento estético, com dinâmica e plasticidade admiráveis. Um soco desses na vida real é um acontecimento duro e de difícil digestão. Senti a aspereza dos nós dos dedos de Túlio atingindo o osso que fica debaixo do meu olho e o empurrando para baixo, espremendo a […]

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Um soco na cara, no cinema, é sempre um acontecimento estético, com dinâmica e plasticidade admiráveis. Um soco desses na vida real é um acontecimento duro e de difícil digestão. Senti a aspereza dos nós dos dedos de Túlio atingindo o osso que fica debaixo do meu olho e o empurrando para baixo, espremendo a carne mole de meu rosto. “Neném” – ele balbuciou – “eu… eu…”. Sentada no chão do box, me apoiando no tanquinho, eu via sua cara transtornada diminuir pelo inchaço progressivo de meu olho direito. Nunca mais, Túlio. Nunca mais.

Quando entrei no banheiro apertado do apartamento onde morávamos no Engenho Pequeno, ele estava sentado no vaso, de bermudas e camisa do Fluminense, com a cara enfiada na pia. Debaixo do seu nariz, duas trilhas de poeira branca sobre o espelho retirado da parede. Debaixo do meu nariz, ele voltava a cheirar aquela merda. “Calma, Neném… Eu posso explicar…”, ficando de pé imediatamente e erguendo as mãos como uma criança flagrada roubando brigadeiro da mesa de aniversário. Explicar o caralho, eu disse, com duas oitavas acima na voz. Seis meses morando naquele muquifo, botando comida na mesa às custas de hora extra, saltando no Pita e andando toda a Mentor Couto sobre scarpins para não pagar mais uma passagem e agora esse desgraçado volta a cheirar? Peguei o espelho, levantei a tampa do vaso e assoprei aquela poeira maldita pra dentro da água, na louça manchada de ferrugem acobreada. Quando me virei, a mão fechada de Túlio preencheu meu campo de visão.

“Vamos pra casa, meu amor, são duas da manhã”. Descalço, molhado da garoa fina que caía sobre o Coelho, eu tentava arrastá-lo dali. Nenhum táxi quis entrar naquelas ruas de terra (“Na Cerâmica, senhora? Sem chances”), então eu fui andando, melando os scarpins que eu era obrigada a usar na Imobiliária. “Eu preciso… Preciso…”. As narinas estavam avermelhadas, agravadas pela coriza constante e pelas costas da mão ásperas que tentavam em vão limpar a sujeira entranhada na alma. “Neném…” Túlio estava apenas de bermuda jeans, sem carteira, tênis, camisa ou volição alguma. “Seu amor… Seu amor me salva…” E eu acreditei. Levei-o pra casa, empacotamos o que podíamos e no dia seguinte arrumamos a quitinete no Engenho Pequeno. “Aqui pelo menos ele não conhece ninguém”, eu pensava enquanto ele me prometia parar e arrumar outro emprego como o que perdera por causa do vício. Enquanto eu trabalhava para construir uma vida nova para nós dois. E isso durou apenas seis meses.

“Isso é cocaína, Túlio?”, falei com o saquinho vazio na mão. “Calma, Neném, eu posso explicar…”, ele disse pela primeira vez. Gostava de cheirar nos finais de semana, era apenas um “usuário recreativo”. “Quando a gente se conheceu eu estava cheirando, isso fez com que você gostasse menos de mim? O pó não altera minha personalidade, apenas me deixa mais ligado”, ele dizia. E eu acreditei, achava que meu amor poderia salvá-lo, e as contas da casa ainda não haviam começado a desmoronar. Túlio não comprava cuecas, meias ou camisas, o dinheiro não sobrava, mas não faltava para o essencial. Bom, pelo menos não naquela época.

O pessoal da Imobiliária tinha decidido fazer a festa de final de ano no Barril 2000. Era no Centro, tinha condução pra todo mundo e a música era boa. Lá que eu conheci Túlio, um pouco mais velho que eu, charmoso com suas mechas brancas nas têmporas e bem humorado. Bebemos incontáveis tulipas, e eu nem percebia que toda hora ele ia ao banheiro. “Cara estranho”, falou Samira, colega do trabalho. “Já vai embora, neném? Mas ainda tá cedo…”, disse ele pegando no meu braço. “Por que eu ficaria?”, “por isso aqui, ó”, e me deu um  beijo que tirou todo o ar que eu tinha nos pulmões, e minha vontade de voltar pra casa. “Samira, eu vou ficar mais um pouquinho…”, e fiquei ali, e na casa dele depois disso, por mais uns oito meses. A ideia era que fosse para sempre, como todo amor.

Mas mesmo o amor tem seu ponto de exaustão, e vira pó.

Ilustração: Paulo Rodrigues (@ilustrepaulo)

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Governador de São Gonçalo e Niterói – uma oportunidade perdida https://simsaogoncalo.com.br/governador-sao-goncalo-niteroi-oportunidade-perdida/ https://simsaogoncalo.com.br/governador-sao-goncalo-niteroi-oportunidade-perdida/#comments Tue, 08 May 2018 03:05:36 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6117 É normal que acreditemos na melhora de São Gonçalo. Afinal, a esperança é a última que se esvai. Porém, mais uma vez, perdemos uma oportunidade de ouro: a de fazer um governador vindo do Leste Fluminense. Os momentos turbulentos são ideais para o surgimento do novo. E aqui no estado do Rio de Janeiro não […]

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É normal que acreditemos na melhora de São Gonçalo. Afinal, a esperança é a última que se esvai. Porém, mais uma vez, perdemos uma oportunidade de ouro: a de fazer um governador vindo do Leste Fluminense.

Os momentos turbulentos são ideais para o surgimento do novo. E aqui no estado do Rio de Janeiro não é diferente. As eleições de 2018 estão batendo à porta. E com o campeão de votos Eduardo Paes inelegível, uma porta se abriu. Porém, mesmo sem o prefeito olímpico, não vemos candidatos florescerem como bons nomes.

E quando falamos em políticos do leste fluminense, o cenário é terrível. Com excessão das tentativas de Jorge Roberto Silveira, só tivemos políticos provincianos. Daqueles bem típicos, que falam errado, tem instrução deficiente e tem como maior desejo serem deputados federais.

Geremias Fontes: o último da lista

Até 1974, como você deve saber, tínhamos uma divisão territorial e política esquizofrênica. O estado do Rio de Janeiro, tinha Niterói como capital e era todo o atual estado. Já a cidade do Rio era uma cidade-estado, que se chamava Rio de Janeiro como cidade, mas seu estado era chamado de Guanabara. Sem falar que também era o distrito federal, ou seja, a capital do Brasil até 1960.

Se você acha isso fácil de explicar para uma criança de 6 anos, vá em frente.

Pois bem. Em 1966, um governador gonçalense esteve no cargo neste. Naquele momento, nem a ponte Rio-Niterói ainda tinha sido inaugurada. Após o golpe militar de 1964, Geremias Fontes foi eleito indiretamente para ocupar o cargo de governador fluminense. Não teve voto popular, que naquela época de ditadura era o que menos importava. Resumo: Geremias cumpriu seu mandato entre 31 de janeiro de 1967 e 31 de março de 1971.

Das coisas concretas na cidade que existem ainda dessa época, temos a fundação da Praça dos Ex-Combatentes (vale ler mais sobre ela no link) e a construção da Central de Abastecimento, o CEASA, no Colubandê. Sem falar nos auxílios que o governantes locais certamente tiveram ele como um facilitador.

Governador de São Gonçalo?

Hoje, em 2018, sem chances. O cenário é de terra arrasada. Até mesmo a prefeita popular, que mais teve dinheiro em caixa e oportunidades nas últimas décadas, preferiu governar com uma gangue, de forma populista. A cidade se deteriorou e perdemos boa parte da mão de obra qualificada que ainda existia na cidade.

Esqueçam os governos executivos gonçalenses. Eles são apenas controladores de folha de pagamento, que transformam uma parte das vagas em cabides de emprego, que são refletidos em votos nas eleições locais.

Para mudar um pouquinho, só com intervenções a nível estadual. Mas do jeito que está, os próximos governadores só sairão dos governos da capital.

Resumindo: serão mais 20 anos jogados no lixo.

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Aquilo que mais amo em São Gonçalo https://simsaogoncalo.com.br/aquilo-que-mais-amo-em-sao-goncalo/ https://simsaogoncalo.com.br/aquilo-que-mais-amo-em-sao-goncalo/#respond Sun, 22 Apr 2018 09:47:22 +0000 https://simsaogoncalo.com.br/?p=6465 São Gonçalo é esse cachorro vadio e sarnento que todo mundo chuta e expulsa da porta de casa, da calçada e da frente das lojas. São Gonçalo se levanta, de cabeça baixa, e busca abrigo em outro canto. No frio, embaixo da marquise pra se proteger da chuva, ela se deita sobre um pedaço de […]

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São Gonçalo é esse cachorro vadio e sarnento que todo mundo chuta e expulsa da porta de casa, da calçada e da frente das lojas. São Gonçalo se levanta, de cabeça baixa, e busca abrigo em outro canto. No frio, embaixo da marquise pra se proteger da chuva, ela se deita sobre um pedaço de papelão sujo.

Como qualquer gonçalense, piso na cidade, que de nada tem culpa. Há mais de três anos jogo na cara dela, publicamente, a violência, o esgoto a céu aberto, as ruas sem asfalto e sem iluminação e ela nunca reclama. Mas amo essa cidade que abraça sem distinção os caídos em seu território. E o que mais amo é esse acolhimento das pequenas coisas por cada um que vive ou somente passa por aqui em direção à Região dos Lagos.

Pichado e enegrecido pelo escapamento dos veículos, cada pedaço de concreto gonçalense diz pra mim:

– Mário, sou eu, sua cidade, faça de mim o que quiser, só não me abandone.

Ouço o mesmo dos bueiros entupidos por copos de plástico, das pedras portuguesas quebradas nas calçadas, de cada árvore cortada pelos políticos do município pra pendurarem propaganda eleitoral. Como não amá-la?

Em um texto recente, critiquei o tamanho minúsculo da praça Zé Garoto, a mais famosa da cidade, localizada no berço do desenvolvimento municipal, quando comparado com o tamanho da população. Acontece que a pequenez da praça permite a sensação de possuí-la por inteiro, na palma da mão. Não se pode sentir isso na Quinta da Boa Vista nem no Parque Ibirapuera.

São Gonçalo precisa de espaços públicos maiores, arborizados, limpos e seguros. Mas nunca vou deixar de me sentir no quintal de casa lendo um livro sentado na praça Zé Garoto, cujo nome oficial homenageia a educadora Estephânia de Carvalho. Ainda que apareça um cracudo ou outro circulando por lá. O cracudo é esperto por estar em um lugar agradável. Inaceitável seria morar em uma cidade sem parar um segundo para respirar ao ar livre e sentir o sol no corpo.

As ruas daqui são estreitas, assim as esquinas opostas ficam ao alcance das mãos. São Gonçalo é uma comunidade. Sem inovação política, de baixo avanço tecnológico, mas uma comunidade no sentido original da palavra. A proximidade com as pessoas é impressionante, quase sufocante em lugares como Alcântara.

E quando você sai do centro urbano e visita o ponto mais alto de São Gonçalo, o Alto do Gaia, percebe a maravilha completa. São Gonçalo, na verdade, é gigantesca: são 248 km² (correspondentes a 5% da área da Região Metropolitana do Rio de Janeiro) abrigando mais de 1 milhão de pessoas. Por isso que, embora mal cuidada e com pouca infraestrutura, consegue ser acolhedora.

Removendo as consequências do desleixo político sobre o território, fica a São Gonçalo submissa, pronta. Ela não quer nada, nunca quis. Predominam a farta inocência, a gratuita pureza de alma do solo e do ar.

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